Blogs

Beleza de montanha: moda, bem estar e altitude

quinta-feira, 23 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Há quem diga que o ar da montanha faz bem pra alma. E talvez faça mesmo — mas, nos últimos tempos, parece que ele anda fazendo bem também para os negócios. O Brasil atravessa um momento curioso: enquanto tantos setores ainda tateiam entre crises e retomadas, o da beleza e do bem-estar segue firme, bonito e de pé.  

Crescem as vendas de produtos naturais, os cuidados com o cabelo, a pele, a autoestima. É uma economia que floresce onde há espelho — e onde há gente tentando se sentir melhor consigo mesma. Em Nova Friburgo, essa onda encontra terreno fértil.  

 

Há quem diga que o ar da montanha faz bem pra alma. E talvez faça mesmo — mas, nos últimos tempos, parece que ele anda fazendo bem também para os negócios. O Brasil atravessa um momento curioso: enquanto tantos setores ainda tateiam entre crises e retomadas, o da beleza e do bem-estar segue firme, bonito e de pé.  

Crescem as vendas de produtos naturais, os cuidados com o cabelo, a pele, a autoestima. É uma economia que floresce onde há espelho — e onde há gente tentando se sentir melhor consigo mesma. Em Nova Friburgo, essa onda encontra terreno fértil.  

 

Como podemos lucrar com isso? 

A cidade, que há décadas veste o país com sua moda íntima, agora começa a se reposicionar num ecossistema de bem-estar que vai muito além da renda e do tecido. Academias ao ar livre, spas, estúdios de yoga, cafés com vista e trilhas que servem de terapia: tudo isso compõe uma nova economia da serra, onde o corpo, a mente e o espírito andam lado a lado. 

E o mais interessante é que, por aqui, esse movimento não chega com a pressa das grandes capitais — ele brota aos poucos, com o mesmo ritmo do nevoeiro que sobe pela estrada e vai tomando a paisagem. 

A pandemia acelerou uma mudança silenciosa. Muita gente que antes via beleza como luxo passou a encará-la como autocuidado. Não obstante, a última coluna Além das Montanhas foi sobre a diminuição do consumo de álcool no Brasil. Cuidar de si virou sinal de pausa, não de vaidade.  

Fazer uma trilha, uma massagem, um banho de floresta — tudo isso virou parte de uma estética mais profunda: a de estar bem. E se há um lugar que entende o poder do bem-estar com elegância e discrição, é a serra. Aqui, a beleza se mistura ao silêncio, e o silêncio é parte do tratamento. 

 

Capital da moda íntima

A indústria da moda íntima friburguense, que nasceu com máquinas e linhas, tem hoje uma oportunidade de ouro para dialogar com esse novo tempo. Marcas que falam de conforto, sustentabilidade e autoestima têm mais espaço do que nunca. A lingerie, antes símbolo do olhar externo, agora veste também a confiança interna.  

É um produto que não precisa aparecer pra ser revolucionário — e talvez resida aí a força de Nova Friburgo: produzir beleza que não precisa gritar. O mercado nacional confirma o movimento. Segundo dados recentes de consultorias internacionais, o Brasil se consolidou entre os maiores mercados de beleza do mundo, com destaque para produtos de cuidados pessoais e cosméticos sustentáveis. As empresas apostam em ingredientes naturais, embalagens recicláveis e narrativas de propósito. É o capitalismo aprendendo a respirar — ainda que devagar — o ar mais puro da coerência. 

 

Cenário ideal  

Friburgo tem tudo para se inserir com protagonismo nessa conversa. Além da tradição industrial, há o ambiente, o clima e o ritmo de vida que inspiram uma estética própria: a da tranquilidade. O bem-estar aqui não é de catálogo; é o de tomar café olhando o nevoeiro, de caminhar devagar na Praça do Suspiro, de conversar sem pressa no fim da tarde. É o luxo da simplicidade, um luxo que o tempo quase esqueceu. 

E o que talvez falte perceber é que essa vocação para o bem-estar pode se transformar em desenvolvimento econômico real. Uma cidade que respira natureza, moda e criatividade tem todos os ingredientes para se tornar um polo do turismo wellness — esse segmento que cresce no mundo inteiro, unindo saúde, beleza e descanso. Nova Friburgo pode ser destino, sim, mas também conceito: o de um lugar que inspira quem quer viver mais devagar e melhor. 

Talvez seja essa a verdadeira beleza de montanha: não a que se vende, mas a que se sente. A que nasce de dentro para fora, da conexão entre corpo e paisagem, entre o que somos e o lugar que habitamos. Nova Friburgo pode muito bem ser o berço de um novo conceito de beleza — um que mistura moda, natureza e propósito, com a leveza de quem sabe que, aqui em cima, o essencial sempre foi respirar. 

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Notícias do Brasil

quarta-feira, 22 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

1.     Um dos nossos excelsos deputados apresentou projeto de lei que permite que passageiros viajem de avião com arma de fogo (descarregada, mas com munição à parte ─ na mala, na pasta, no bolso ou na cueca). Segundo o nobre parlamentar, certamente um pacifista, isso atende ao “interesse público”. Para maior perfeição da lei, agentes das forças policiais e armadas poderão embarcar com a arma já pronta para prestar serviço ao seu portador, à moda do que se vê nos filmes americanos. 

1.     Um dos nossos excelsos deputados apresentou projeto de lei que permite que passageiros viajem de avião com arma de fogo (descarregada, mas com munição à parte ─ na mala, na pasta, no bolso ou na cueca). Segundo o nobre parlamentar, certamente um pacifista, isso atende ao “interesse público”. Para maior perfeição da lei, agentes das forças policiais e armadas poderão embarcar com a arma já pronta para prestar serviço ao seu portador, à moda do que se vê nos filmes americanos. 

Não sei se o digno representante do povo tem acompanhado o noticiário nos últimos tempos. Talvez os seus múltiplos afazeres em defesa da população o impeçam de saber o que está acontecendo nos céus do Brasil. Mas o fato é que frequentemente se têm visto brigas dentro de aviões. E não simples bate-bocas, mas agressões físicas, marmanjos rolando pelos corredores, senhoras gritando, crianças assustadas. Se aprovada a lei, seria recomendável que as empresas aéreas fornecessem coletes à prova de bala aos passageiros e à tripulação.  Enfim, quem quiser que embarque nessa, que eu prefiro ir a pé e chegar vivo. Como diria Raul Seixas, eu não nasci para tirar onda de herói. Muito pelo contrário.

2.     Eu não acompanho novela porque não tenho paciência. Pela mesma razão não participo de grupos de leitura: esse negócio de ler com intervalos, uma página por semana, não é comigo. Quando ataco um livro, vou o mais direto que posso para a última página. Às vezes, quase chego ao fim antes do autor e dos personagens. De modo que eu não conheci Odete Roitman, talvez a mais importante figura da vida nacional nos últimos tempos. Não sei quem a matou e jamais levantei suspeita contra qualquer personagem. Ouvia comentários a respeito e ficava mais calado que goleiro na hora do pênalti. Afinal, falso testemunho é crime e pecado. 

No entanto, dou meu total e inútil apoio ao padre de Santa Catarina que se recusou a celebrar missa pela alma dessa senhora. Ele disse não ao pedido, recusando-se a rezar por alguém que simplesmente nunca existiu, a não ser na tela da TV. Esse pessoal está confundindo as coisas! Há pouco tempo pediatras foram atormentados por “mães” que levavam seus bebês reborns para consulta. Imagine a cena: “Seu filho não tem nada, minha senhora. Literalmente nada! Coração calado; cérebro vazio, aparelho respiratório inoperante. Olhos mortos, voz engarrafada”. A coração de mãe tudo se perdoa. Ou quase tudo: batizar bonecos também já é demais, não tem cristão que aguente!

3.     Acaba de ser descoberta uma família na cidade de Patos, no Pará, que de pato não tinha nada. Há anos pai, filha, irmãos e sobrinhos fraudavam concursos públicos com grande sucesso, já tendo garantido colocação para dezenas de brasileiros, assim colaborando para a queda do desemprego no país. Seus beneficiados estão por toda parte: estatais, polícias, judiciário. Com eficiente profissionalismo, usavam as mais modernas técnicas para prestar bons serviços a seus clientes. Conseguiam com antecedência os gabaritos, contratavam dublês para substituir candidatos inseguros, instalavam “pontos” tão perfeitos que nem o melhor otorrino descobriria. Até se submetiam às provas, alcançando resultados que deixavam claro que a aprovação era garantida. Mas, talvez por honestidade e modéstia, não assumiam os cargos. Começaram, no entanto, a exagerar. Chegaram a aprovar três candidatos no mesmo concurso, todos errando e acertando as mesmas questões. Aí a polícia foi obrigada a tomar uma providência.

O fato é que somos um povo muito criativo. Basta ver que, embora nenhum brasileiro tenha recebido o Prêmio Nobel até hoje, muitos de nossos conterrâneos se beneficiam diariamente da invenção do senhor Alfred Nobel. Por exemplo, usando a dinamite para explodir caixas eletrônicos. Sim, não há como negar que somos um povo muito criativo, que pode não inventar grandes coisas, mas sabe como usá-las.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Destaque no Sul

quarta-feira, 22 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Vinícius e Tiago brilham no Brasileiro de Futebol de Mesa na Regra Dadinho 

Vinícius e Tiago brilham no Brasileiro de Futebol de Mesa na Regra Dadinho 

Dentre alguns dos principais botonistas do país, dois atletas de Nova Friburgo conseguiram destaque e brilharam durante a disputa do Campeonato Brasileiro Individual de Futebol de Mesa na Regra Dadinho, realizado no último final de semana no Ginásio de Esportes da Sede União Petrópole do Grêmio Náutico União (GNU), em Porto Alegre-RS. A 16ª edição do evento foi promovida em dois dias, e os resultados alcançados por Vinicius Esteves e Tiago Spitz foram bastante celebrados pela AFFM / Friburguense.

O campeonato nacional contou com mais de 130 participantes, divididos em grupos. Os atletas jogaram entre si dentro das chaves no primeiro dia e, conforme o desempenho, avançaram para as séries Ouro, Prata, Bronze e extra. No domingo, 19, os mais bem colocados de cada série disputaram o mata-mata até a definição dos campeões, com premiação e pódio para cada grupo.

O jovem Vinícius Esteves conseguiu alcançar o 5º lugar geral na série Ouro, equivalente à primeira divisão, entre quase 150 atletas. O talentoso botonista já havia feito história no ano passado ao terminar na 7ª colocação nacional. Ou seja, Vinícius se classifica novamente entre os oito melhores do Brasil na modalidade.

Também representando a AFFM / Friburguense e o município, Tiago Spitz, conquistou o 8º lugar na série Prata, equivalente à segunda divisão, terminando o campeonato também com bom desempenho e classificação. 

A modalidade dadinho é uma das regras mais praticadas do futebol de mesa no Brasil. Diferente de outras variações, o jogo é rápido e dinâmico, com partidas de sete minutos para cada lado.

 

 

 

Parceria importante

Acordo vai permitir inclusão do esporte em centros de reabilitação do SUS

O secretário nacional de Paradesporto, Fábio Araújo, participou de audiência pública na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados para discutir programas e projetos da sua secretaria e da Secretária Nacional de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde.

Para Fábio Araújo, a realização da audiência pública foi importante para divulgação no Congresso Nacional sobre um acordo de cooperação técnica entre os ministérios do Esporte e da Saúde, permitindo que o esporte seja incluído nos centros especializados em reabilitação do SUS (Sistema Único de Saúde).

“Isso significa que as pessoas com deficiência que hoje são atendidas pelo SUS poderão – de forma gradual – praticar esporte dentro dos centros de reabilitação do SUS”, completou o secretário.

Segundo dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 8,9% da população brasileira acima de dois anos de idade tem algum tipo de deficiência.

De acordo com a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), autora do requerimento para a realização da audiência, o esporte paralímpico brasileiro tem alcançado destaque internacional graças a políticas públicas consistentes e ao esforço de atletas, técnicos e instituições.

O objetivo do debate foi permitir que a comissão acompanhe de perto os programas já em curso, conheça as perspectivas de expansão e ouça propostas que possam contribuir para a inclusão e o fortalecimento do paradesporto no Brasil.

O esporte paralímpico brasileiro tem alcançado destaque internacional, fruto de políticas públicas consistentes e do esforço de atletas, técnicos e instituições dedicadas à inclusão. Contudo, apesar dos avanços, persistem desafios significativos, como a ampliação da infraestrutura esportiva acessível, o fortalecimento de parcerias federativas e o estímulo a iniciativas de base”, afirmou, ao justificar o requerimento da audiência.

  • Foto da galeria

    Vinícius Esteves volta a se posicionar entre os oito melhores do país na regra Dadinho (Foto: Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    AFFM / Friburguense esteve representada e retornou de Porto Alegre com ótimos resultados (Foto: Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    Com bom desempenho, Tiago Spitz também teve atuação destacada na competição nacional (Foto: Divulgação / AFFM)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Redes sociais e comparações silenciosas

quarta-feira, 22 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“A grama do vizinho é mais verde que a minha”.
Esta expressão é muito usada quando comparamos a nossa vida com a do outro
Viagem, festa, roupa nova, corpo perfeito, organização, decoração impecável, comida diferente, conquista, um novo momento, diversão, felicidade, praia, cachoeira, estrada, natureza, centro urbano, descanso, agito, pôr do sol, entardecer, anoitecer, frio, calor, sol, chuva, vento, neve, tempo.

“A grama do vizinho é mais verde que a minha”.
Esta expressão é muito usada quando comparamos a nossa vida com a do outro
Viagem, festa, roupa nova, corpo perfeito, organização, decoração impecável, comida diferente, conquista, um novo momento, diversão, felicidade, praia, cachoeira, estrada, natureza, centro urbano, descanso, agito, pôr do sol, entardecer, anoitecer, frio, calor, sol, chuva, vento, neve, tempo.

As publicações em redes sociais decoram o feed e os stories como se representassem um mundo perfeito, sem intercorrências ou momentos tortuosos, como acontece no nosso dia a dia.

Além disso, há também aqueles que mostram uma existência fictícia, forjando o que é real para ter incontáveis seguidores, likes e mais likes, com a sua foto instagramável, como muitos dizem por aí.

A ilusão da perfeição é vendida a todo momento, nos levando a acreditar que o mundo é o pedaço que vivemos e aquilo que vemos, rolagem após rolagem, em uma tela onde a realidade, muitas vezes, fica camuflada e longe da verdade.

Do outro lado, estamos nós.

A tela se fecha e o sentimento de inferioridade desperta, trazendo comparações silenciosas, que machucam e sangram a alma, despertando grande impacto socioemocional, onde uma vulnerabilidade mais abrangente é claramente vista entre os adolescentes e os mais jovens.

Mexidas na autoestima, ansiedade, danos à saúde mental, distorção corporal e de imagem são só alguns dos pontos silenciados que corroem por dentro.

Surge então, uma busca incessante por uma validação que nunca acaba, parece não ter fim e se comprime mais e mais dentro de um círculo vicioso.

Mas como sair desse ciclo e entender que está na hora de reformular a rota e enxergar a linha além do horizonte?

Ter mais atenção àquilo que você consome nas redes é um grande passo. Entender que um recorte é apresentado e não a peça inteira, assim como os ângulos são escolhidos com bastante critério pelo autor.

Perfis que causam distorções e desconforto podem ser trocados por aqueles que trazem autenticidade. Ademais, desenvolver senso crítico também faz parte dessa construção, alinhando pausas digitais que precisam ser inseridas e cumpridas.

A comparação desperta inúmeros sentimentos e pode gerar dúvidas sobre o seu verdadeiro potencial. Não se deixe levar pela fantasia e o mundo virtual desenhado com tudo aquilo que deseja.

Valorize suas conquistas e foque nas coisas boas que acontecem na sua rotina.

No final, a sua grama também está verde. Basta olhar por outro ângulo!


Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Situação delicada

terça-feira, 21 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa

Frizão perde outra na Série B1 e vê risco iminente de rebaixamento

Frizão perde outra na Série B1 e vê risco iminente de rebaixamento

O Friburguense terá que ser praticamente perfeito nas rodadas finais, e apresentar algo que vai além do desempenho. O Tricolor foi melhor que o Duque de Caxias no primeiro tempo, perdeu inúmeras chances e levou o gol em nova falha individual, logo nos primeiros minutos da etapa final. A derrota por 1 a 0 na tarde do último sábado, 18, no Eduardo Guinle, foi escrita com um roteiro que se repete ao longo da Série B1, e que deixa a equipe em situação cada vez mais delicada na briga contra a queda para a 4ª divisão.

Com quatro pontos ganhos e na última colocação, o time comandado por Gedeil está a quatro de deixar a zona de rebaixamento. No próximo sábado, 25, o Frizão viaja para enfrentar o São Cristóvão, às 15h, no estádio Ronaldo Nazário.

O jogo

Mais do que nunca, vencer era uma necessidade. Como não poderia deixar de ser, o Friburguense adotou postura ofensiva, e logo aos dois minutos, ameaçou após cobrança de falta de Barrozo. Na pressão à saída de bola do Duque, Nathan teve espaço para avançar, entrar na grande área, mas acabou traído pelo quique da bola e não conseguiu direcionar o passe. Pela esquerda, Kaíque e Nathan — melhor em campo na primeira etapa —encontravam os espaços, mas faltava o capricho final. Léo Reis chegou a acertar a trave, mas em posição irregular. Aos 11 minutos, na sequência de mais uma boa trama pela esquerda, a bola sobrou para Igor bater e assustar a meta visitante.

Com volume, o Frizão parecia perto de abrir o marcador. Aos 18, Léo Reis fez boa jogada e bateu. No rebote da defesa, Nathan experimentou e mandou por cima. Mesmo destino do chute de Léo Reis, aos 23 minutos. O roteiro de outras partidas parecia desenhado, mas o destino deu nova chance ao Friburguense, quando o Duque conseguiu o contra-ataque, chegou a balançar as redes, mas o impedimento foi assinalado.

O time da baixada fluminense cresceu na partida e teve mais presença ofensiva nos últimos 15 minutos. Contudo, o Friburguense sempre esteve mais próximo de largar na frente, o que não aconteceu na primeira etapa.

Léo Reis, que discutiu com um torcedor após o fim do primeiro tempo, não voltou do intervalo. Gedeil manteve o time com três atacantes e uma referência, com a entrada de João Victor. E foi dele a primeira finalização, já no segundo minuto, após disputa na grande área. Contudo, conforme tem acontecido ao longo do campeonato, bastou um descuido defensivo, num erro individual e também coletivo, para o Duque de Caxias marcar o seu gol.

Foi um balde de água fria. O Friburguense demorou um tempo para se recuperar, e esboçou uma reação no chute de Barrozo, de fora da área, rente à trave esquerda. Apenas um lampejo, de fato. Nervoso e sem conseguir acionar Nathan ou construir pelo meio, o Tricolor viu o Duque deixar o jogo ao seu jeito.

Num dos raros bons momentos, Ryan encontrou João Victor sozinho, na pequena área. Mesmo com a liberdade, o centroavante cabeceou em cima do goleiro. Gedeil ainda tentou mexer, mas não adiantou. O Duque controlou os minutos finais, deu um salto na tabela e, o que poderia ser briga contra o descenso, se torna uma luta pelo acesso. Já a situação do Friburguense fica cada vez mais complicada.

O Tricolor da Serra foi a campo com João Carlos, Igor Gomes, Rian, Ronaldo e Kaíque; João Pedro, Ryan e Barrozo; Nathan, Israel e Léo Reis.

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle

Artsul 1x0 Friburguense, Nivaldo Pereira

Friburguense 0x1 Bonsucesso, Eduardo Guinle

Campo Grande 1x0 Friburguense, Ítalo del Cima

Friburguense 0x1 Duque de Caxias, Eduardo Guinle

25/Out, Sáb, 15h - São Cristóvão x Friburguense, Ronaldo Nazário

29/Out, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Waldo Carneiro

01/Nov, Sáb, 15h - Friburguense x Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 17 pts

2º- Petrópolis, 12 pts

3º- São Cristóvão, 11 pt

4º- Campo Grande, 11 pts

5º- Duque de Caxias, 10 pts

6º- Artsul, 09 pts

7º- Nova Cidade, 09 pts

8º- Serrano, 08 pts

9º- Niteroiense, 08 pts

10º- Carapebus, 08 pts

11º- Paduano, 07 pts

12º- Friburguense, 04 pts

  • Foto da galeria

    Tricolor fica em situação bastante delicada na luta contra o rebaixamento à Série B2 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Frizão terá que fazer campanha praticamente perfeita para se livrar da queda (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Como em outras partidas, Friburguense dominou boa parte do jogo, mas não balançou as redes (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Papa: fé e amor aos pobres

terça-feira, 21 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

"Não se pode separar a fé do amor pelos pobres" Exortação Apostólica"Dilexit te" (Eu te amei) - Papa Leão XIV

Parte 2

O Papa Leão XIV invoca aos fiéis católicos uma “mudança de mentalidade”, libertando-se antes de tudo da “ilusão de uma felicidade que deriva de uma vida confortável”. Isso leva muitas pessoas a uma visão da existência centrada na riqueza e no sucesso “a todo custo”, mesmo em detrimento dos outros e por meio de “sistemas político-econômicos injustos” (11). A dignidade de cada pessoa humana deve ser respeitada já agora, não só amanhã (92)

"Não se pode separar a fé do amor pelos pobres" Exortação Apostólica"Dilexit te" (Eu te amei) - Papa Leão XIV

Parte 2

O Papa Leão XIV invoca aos fiéis católicos uma “mudança de mentalidade”, libertando-se antes de tudo da “ilusão de uma felicidade que deriva de uma vida confortável”. Isso leva muitas pessoas a uma visão da existência centrada na riqueza e no sucesso “a todo custo”, mesmo em detrimento dos outros e por meio de “sistemas político-econômicos injustos” (11). A dignidade de cada pessoa humana deve ser respeitada já agora, não só amanhã (92)

Em cada migrante rejeitado está Cristo batendo à porta

Leão XIV dedica um amplo espaço ao tema das migrações. Para ilustrar suas palavras, ele usa a imagem do pequeno Alan Kurdi, o menino sírio de 3 anos que se tornou, em 2015, símbolo da crise europeia dos migrantes com a foto de seu corpinho sem vida em uma praia. “Infelizmente, à parte de alguma momentânea comoção, acontecimentos semelhantes estão a tornar-se cada vez mais irrelevantes, como notícias secundárias” (11), constata o Pontífice.

Ao mesmo tempo, ele lembra a obra secular da Igreja em favor daqueles que são forçados a abandonar suas terras, expressa em centros de acolhimento, missões de fronteira, esforços da Caritas Internacional e outras instituições (75).

A Igreja, como mãe, caminha com os que caminham. Onde o mundo vê ameaça, ela vê filhos; onde se erguem muros, ela constrói pontes. Pois sabe que o Evangelho só é crível quando se traduz em gestos de proximidade e de acolhimento; e que em cada migrante rejeitado, é o próprio Cristo que bate às portas da comunidade (75)

Ainda sobre o tema das migrações, Robert Prevost faz seus os famosos “quatro verbos” do Papa Francisco: “Acolher, proteger, promover e integrar”. E do Papa Francisco ele também toma emprestada a definição dos pobres não apenas como objeto de nossa compaixão, mas como “mestres do Evangelho”.

Servir aos pobres não é um gesto a ser feito “de cima para baixo”, mas um encontro entre iguais... A Igreja, portanto, quando se curva para cuidar dos pobres, assume sua postura mais elevada (79).

Mulheres vítimas de violência e exclusão

O sucessor de Pedro olha então para a atualidade marcada por milhares de pessoas que morrem todos os dias “por causas relacionadas com a desnutrição” (12). “Duplamente pobres”, acrescenta, são “as mulheres que padecem situações de exclusão, maus-tratos e violência, porque frequentemente têm menos possibilidades de defender os seus direitos” (12).

“Os pobres não existem por acaso...”

O Papa Leão XIV traça uma reflexão profunda sobre as causas da pobreza: “Os pobres não existem por acaso ou por um cego e amargo destino. Muito menos a pobreza é uma escolha, para a maioria deles. No entanto, ainda há quem ouse afirmá-lo, demonstrando cegueira e crueldade”, sublinha (14). “Obviamente, entre os pobres há também aqueles que não querem trabalhar”, mas há também muitos homens e mulheres que, por exemplo, recolhem papelão de manhã à noite apenas para “sobreviver” e nunca para “melhorar” a vida.

Em suma, lê-se em um dos pontos centrais da Dilexi te, não se pode dizer “que a maioria dos pobres estão nessa situação porque não obtiveram méritos, de acordo com a falsa visão da meritocracia, segundo a qual parece que só têm méritos aqueles que tiveram sucesso na vida” (14).

Ideologias e orientações políticas

Em muitas ocasiões, observa o Papa Leão, são os próprios cristãos que se deixam “contagiar por atitudes marcadas por ideologias mundanas ou por orientações políticas e econômicas que levam a injustas generalizações e conclusões enganosas” (15).

Há quem continue a dizer: “O nosso dever é rezar e ensinar a verdadeira doutrina”. Mas, desvinculando este aspecto religioso da promoção integral, acrescentam que só o governo deveria cuidar deles, ou que seria melhor deixá-los na miséria, ensinando-lhes antes a trabalhar (114).

A esmola frequentemente desprezada

Sintoma dessa mentalidade é o fato de que o exercício da caridade às vezes é “desprezado ou ridicularizado, como se fosse uma fixação somente de alguns e não o núcleo incandescente da missão eclesial” (15). O Papa detém-se longamente na esmola, raramente praticada e frequentemente desprezada (115).

Como cristãos, não renunciemos à esmola. Um gesto que pode ser feito de várias maneiras, e podemos tentar fazer da forma mais eficaz, mas que deve ser feito. E será sempre melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada. Em todo o caso, tocar-nos-á o coração. Não será a solução para a pobreza no mundo, que deve ser procurada com inteligência, tenacidade e compromisso social. Mas precisamos praticar a esmola para tocar a carne sofredora dos pobres (119). (Fonte: Vatican News)

Continua na próxima terça-feira, 29

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA entende o nosso idioma e sabe falar a língua do povo

terça-feira, 21 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O tema do Caderno Z, novamente vem lembrar fatos da minha infância. É que meus pais gostavam de escrever cartas enigmáticas – poucas palavras, muitos desenhos e sinais. Era divertido. Eu e meu irmão tentávamos decifrar os códigos. No cabeçalho era fácil, pois começava com o desenho de um rosto feminino, seguido por uma flor: “Cara Rosa”. Era uma prática excelente para o raciocínio, pois despertava a nossa vivacidade. A simplificação dos modos de comunicar sempre foi uma possibilidade inventiva dentro da língua portuguesa.

O tema do Caderno Z, novamente vem lembrar fatos da minha infância. É que meus pais gostavam de escrever cartas enigmáticas – poucas palavras, muitos desenhos e sinais. Era divertido. Eu e meu irmão tentávamos decifrar os códigos. No cabeçalho era fácil, pois começava com o desenho de um rosto feminino, seguido por uma flor: “Cara Rosa”. Era uma prática excelente para o raciocínio, pois despertava a nossa vivacidade. A simplificação dos modos de comunicar sempre foi uma possibilidade inventiva dentro da língua portuguesa. Sinais, gírias e gestos têm sido recursos que transmitem muito do que se quer dizer. Basta apenas uma breve leitura social dos tempos e lugares.

Com a expansão da Internet, as redes sociais estão no topo da inteiração entre pessoas, distâncias e culturas. “A língua portuguesa é utilizada, impulsionando mudanças notáveis em diversos aspectos linguísticos”. Na rapidez dos tempos líquidos de Baumann, há que se apressar para dizer coisas e reduzir mensagens é imperativo para quem quer ser entendido. Um “rsrsrsrs” é sinal de que acharam graça do que foi postado e isso basta para, muitas vezes, “viralizar” a postagem. Abreviaturas são necessárias para “q” “vcs” “tbm” entendam que a pressa já pode ser amiga da perfeição, “pq” “td” muda num piscar dos olhos. Inclusive, “oq” vem por aí com a IA, ninguém pode imaginar.

“A língua portuguesa é, sem dúvida, um dos principais pilares da identidade nacional”. É a teia onde nos embaraçamos para buscar seus recursos. Na literatura, na poesia, na música, por exemplo, ela se manifesta de forma elástica e se deixa expandir com toda a sua figuração. Não há composição, prosa, poema que não se enriqueça com sua disposição gramatical. Jamais se perde uma ideia, quando conhecemos seus artifícios.

Além do mais, é uma língua muito sociável e se dá bem com os estrangeirismos infiltrados em suas entranhas. Somos um país de várias nações, aberto ao sentimento pátrio de cada imigrante e gostamos de aprender com eles as novas formas de expressão. O Brasil tem uma variedade incrível de regionalismos, cada qual com suas influências, seja nos sotaques ou na utilização das palavras. Conforme destacou Rachel Ventura Rabello - “se a gente parar para estudar etimologia, logo perceberá que não existe língua ‘pura’, porque a história das línguas se confunde com a história de cada povo”. As novas gerações convivem com a pluralidade  do idioma brasileiro, mais livre, mais solto, mais flexível. Contudo, que não se perca os seus fundamentos e a sua riqueza vocabular.

Em “Sociais”, dois ilustres festejaram idade nova no dia 15: o advogado Lucas Barros, que assina a coluna Além das Montanhas, em A VOZ DA SERRA, e Eduardo Jácome, nosso leitor assíduo.  No dia 18, um sábado festivo para comemorar o aniversário de Maria de Lourdes, filha do querido casal Layse e Gildásio Coutinho. Parabéns!

Outubro tem datas relevantes como o Outubro Rosa e outras mais, e reserva o dia 20 para ser o Dia Mundial de Combate ao Bullying. A civilização é um processo esquisito, pois avança de um lado e atrasa do outro. É espantoso que ainda tenhamos de alertar sobre práticas de violência verbal, psicológica e física, sofrida por crianças e jovens, em especial, nas escolas. Em Nova Friburgo, os profissionais da educação estão atentos ao fato e promovem programas de conscientização e diálogos abertos sobre a importância da responsabilidade e respeito às diferenças. Igualdade é abraçar a diferença!

Em “Esportes”. Vinicius Gastin nos traz uma boa nova de valor: “No Mundial de Ginástica Artística, em Jacarta, na Indonésia, o Brasil está participando com nove atletas e desses, oito contam com o Programa Bolsa Atleta, do governo brasileiro. A maioria está na categoria Bolsa Pódio, destinada a esportistas de alto rendimento em competições internacionais. O torneio vai até o dia 25 de outubro. Parabéns! Vamos torcer, pessoal!

De olho na atualidade, a charge de Silvério alerta sobre os perigos do metanol. O filtro de barro está em alta com água purinha. Contudo, os bares da cidade trocam as destiladas por cerveja. Beba com segurança. Para bom entendedor, meia palavra basta!  

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A arte e a palavra

terça-feira, 21 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Interpreto a arte como resultado das emoções que explodem dentro do artista, fugindo de tudo o que nos organiza e que de tão forte chegam a assustar. Quase impossíveis de serem descritas formalmente, são provenientes de percepções quase delirantes, que chegam até a distorcer a realidade. A arte é a expressão exclusivamente individual, definida pelo poeta Ferreira Gullar, “A arte existe porque a vida não basta”. Então, me arrisco a considerar que é a mais autêntica catarse, fruto da inteligência criativa e de talentosas habilidades existentes no ser humano.

Interpreto a arte como resultado das emoções que explodem dentro do artista, fugindo de tudo o que nos organiza e que de tão forte chegam a assustar. Quase impossíveis de serem descritas formalmente, são provenientes de percepções quase delirantes, que chegam até a distorcer a realidade. A arte é a expressão exclusivamente individual, definida pelo poeta Ferreira Gullar, “A arte existe porque a vida não basta”. Então, me arrisco a considerar que é a mais autêntica catarse, fruto da inteligência criativa e de talentosas habilidades existentes no ser humano.

Mas em que local dentro do artista ela surge? Eis uma pergunta que sempre me fiz. Pode até começar no pé; há tantas pinturas, esculturas e fotografias que o mostram, talvez porque seja a parte do corpo que nos possibilita caminhar, vascular os ambientes e lugares para conquistar a vida e suas riquezas.

A arte evoluiu ao longo do tempo, do rupestre à arte digital. Veio de longe, daqueles tempos antigos, como registros dos modos de viver e conceber a vida, do ambiente e da espiritualidade. Dentro dos limitados recursos existentes nos primórdios da humanidade, surgiu através de pinturas e gravuras, gravadas nas rochas. Atualmente são consideradas as seguintes artes que evoluíram com a história e a cultura: artes sonoras (som), cênicas (movimento), pintura (cor), escultura (volume), arquitetura (espaço), literatura (palavra), audiovisuais (audiovisual), fotografia (imagem), história em quadrinhos (cor, palavra, imagem), arte digital (artes gráficas computadorizadas).

Entretanto, aqui, gostaria de ressaltar um fato pouco considerado pelos admiradores das artes: não há expressão artística que prescinda da palavra, dado que o pensamento é expresso através da linguagem.

Segundo Lev Vygotsky, psicólogo russo que apresentou grandes contribuições à educação e à psicologia, é através da palavra que o pensamento se torna mais organizado, lógico e passível de ser comunicado. Mesmo a arte sendo transgressora, se interpretando ou revelando, se construindo ou demolindo, precisa da palavra para se definir. Mesmo na arquitetura e pintura, fotografia e artes visuais, até na música, a palavra impulsiona o fazer artístico.

As palavras são de todos. São universais, circulam mundo afora em diferentes idiomas e dialetos. Com as mesmas palavras escrevem-se bilhetes, cartas, crônicas, romances, relatos de pesquisas. São ecléticas!

E, aí, posso supor, todas as artes recebem um beijo da alma literária.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Em ação

sábado, 18 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Corrida Sest Senat movimenta a Via Expressa neste domingo

Corrida Sest Senat movimenta a Via Expressa neste domingo

Mais uma oportunidade para os apaixonados por atletismo em Nova Friburgo. A Corrida Sest Senat será realizada neste domingo, 19, na Via Expressa, Olaria, oferecendo aos participantes um percurso total de 5km. O evento integra o Programa “Mais Esporte no seu dia, mais Saúde na Vida”, tendo como objetivo divulgar a importância da atividade física para a melhoria da saúde geral. A organização promete disponibilizar uma grande estrutura para que os participantes tenham a experiência de vivenciar momentos divertidos com a corrida, despertando o interesse pela prática esportiva.

A retirada dos kits para aqueles que estão inscritos deve ser feita neste sábado, 18, das 9h às 17h, na sede do Sest Senat, localizada na Av. Eugênio Gaiser, 364 (atrás da Indústria Haga). No domingo, a concentração e o café pré-prova estão marcados para 7h. As largadas masculina e feminina acontecem de forma simultânea, às 8h, com a cerimônia de premiação prevista para 9h30.

Todos os participantes inscritos receberão um kit com uma camisa comemorativa do evento, numeral e chip eletrônico para apuração do resultado. Este numeral deve ser fixado na parte da frente da camisa. Todos que completarem a prova receberão uma medalha de participação, e os cinco primeiros colocados no geral serão premiados com troféus. Os três primeiros associados Sest Senat no masculino e no feminino serão condecorados.

Há ainda premiação para os três primeiros de cada faixa etária (de 5 em 5 anos), que levarão troféus para casa. São elas: até 19, 20 a 24 anos, 25 a 29 anos, 30 a 34 anos, 35 a 39 anos, 40 a 44 anos, 45 a 49 anos, 50 a 54, 55 a 59, 60 a 64, 60 a 64 anos, 70 a 74, 75 a 79 e acima de 80 anos.

 

///////////////////////////////

 

Na torcida

Brasil chega forte ao Mundial de Ginástica Artística

De 19 a 25 de outubro, Jacarta, na Indonésia, recebe o Mundial de Ginástica Artística 2025, uma das principais competições do calendário internacional da modalidade. O Brasil chega ao evento com uma equipe de destaque: dos nove atletas convocados, oito contam com o apoio do programa Bolsa Atleta, do governo brasileiro, por meio do Ministério do Esporte, a maioria na categoria Bolsa Pódio, destinada a esportistas de alto rendimento com resultados expressivos em competições internacionais.

A lista de convocados reúne grandes nomes da ginástica brasileira, como os medalhistas olímpicos Flávia Saraiva, Júlia Soares e Arthur Nory, todos contemplados com a Bolsa Pódio, além de Caio Souza e Diogo Soares, que também integram a categoria. Completam a equipe Júlia Coutinho, Sophia Weisberg e Tomas Florêncio, bolsistas nas categorias Nacional e Internacional, respectivamente. O grupo tem ainda Vitaliy Guimarães, que atualmente não recebe o benefício.

A 53ª edição do Mundial de Ginástica Artística, da Federação Internacional de Ginástica (FIG), marca o início do ciclo olímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028. Nesta fase, a FIG realiza apenas provas individuais — sem disputas por equipes — o que torna o torneio um verdadeiro “mundial de especialistas”, com foco nas apresentações por aparelhos e no individual geral.

  • Foto da galeria

    A Via Expressa recebe mais um evento de atletismo neste domingo, em percurso de 5km (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Objetivo dos organizadores da prova é incentivar a prática da atividade esportiva (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Serviços da CTB em Friburgo: lastimável

sábado, 18 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 18 e 19 de outubro de 1975

Manchetes: 

Edição de 18 e 19 de outubro de 1975

Manchetes: 

CTB Local: Um teste de nervos – Já vai atingindo o mínimo de eficiência os serviços da Companhia Telefônica Brasileira (CTB) em Friburgo. Segundo leitores, desde que a CTB aqui se instalou, substituindo a nossa antiga “Empresa Telefônica de Nova Friburgo”, mais do que nunca, foi criado um sentimento coletivo de saudade no povo friburguense. Simplifiquemos os fatos: após a substituição da velha empresa, a atual CTB só inovou na instalação de alguns “orelhões” e alguns telefones (2 ou 1) no Centro de Turismo local. No mais, deixa a desejar

Governador Faria Lima antecipa pagamentos de funcionários civis e militares – Em despacho com o secretário Luiz Mitraud de Castro Leite, o Governo Faria Lima aprovou os planos apresentados pela Secretaria da Fazenda, para antecipar, mais uma vez, o pagamento dos funcionários do interior que, até o final de 1975 estarão com suas datas de recebimento equiparadas definitivamente aos servidores do capital. Em setembro, pela primeira vez na história, os funcionários do Estado do Rio de Janeiro começaram a receber seus vencimentos no próprio mês em curso.

Vergalhões – Apesar da nossa notícia-alerta da última semana, a Prefeitura de Friburgo não tomou qualquer providência relativa aos 176 vergalhões, expostos no antigo ringue de patinação, que expõe as pessoas a riscos de acidentes. A prefeitura continua sem tomar providências, ou seja, mais parece que está esperando haver vítimas, talvez, certamente, uma criança menos avisada, para providenciar alguma ação. As reclamações são gerais e, dentre muitas, anotamos a seguinte, partida de um popular que se negou a identificação: “Até que estes ferros, assim como estão, são muito bonitos. E está boniteza toda é do nosso governo, o governo do povo, o governo do povo…”

Feliciano Costa: Loteca e financeiro - O agressivo deputado pelo Estado do Rio de Janeiro, Dr Feliciano Costa, que representa na Assembleia Estadual a cidade de Friburgo e grande parte do Centro-Norte fluminense, através de seus assessores, informou que pretende apresentar duas indicações nos próximos dias na Assembleia do Estado, beneficiando a cidade com 10% dos 30% arrecadados com o fim do incentivo aos esportes amadores. Vamos aguardar. 

 

Bailes das Debutantes – Para quem quiser curtir uma festa cheia de graça e beleza tem sua chance com o Baile das Debutantes. Talvez nos tempos de hoje a realização do Nova Friburgo Country Clube seja uma dose de muita paz e tranquilidade. Horas em que se esquece das turbulências da vida e onde desponta a graça, o charme e a meiguice de uma geração.

 

Pílulas

Da lista de 35 candidatos inscritos a vereador pelo MDB publicada no “Correio Friburguense” são 24 funcionários da prefeitura ou tem interesse na atual administração que assola o município de Nova Friburgo. Talvez esteja aí a principal razão do mutismo da Câmara aos desmandos do prefeito. Faz o que quer quando quer, e como quer, ser que a Câmara tome conhecimento ou no mínimo que se pede, protesto.

Faculdades, Teleféricos, Jardim Zoológico, Teatro, Estádio Municipal, Calçamento da Alberto Braune, Calçamento do acesso ao Caledônia e Cascatinha. Plano de Desenvolvimento Integrado Trayller médico e odontológico, Assistência Social e Estudos Rurais. Isso tudo, e muito mais, foi prometido antes, durante e após as eleições e durante o atual governo. Deste monte de promessas, o que se faz? Nada, absolutamente nada.

A prefeitura “está ameaçando” a construção de um coreto no centro da Praça Getúlio Vargas onde está localizado o “play ground”, ali mesmo onde estava a locomotiva Leopoldina, criminosamente destruída pelo prefeito. Pelo amor de Deus senhor e, engenheiros da prefeitura, façam vocês mesmos a planta do pretendido coreto.

 

E mais:

Alencar: mestres e médicos 

Vem aí, em novembro, o Bazar da Amizade, da Casa da Amizade das Senhoras dos Rotarianos  

 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Sylene Aparecida e Maria de Lourdes (18); Jorginho Abicalil (19); Cely Pinheiro, Márcio Cezar, Katia Bizzotto, Marcelo Clovis e Dagman Martins (20), Vitoriano Moreira (21), Oberthal Guimarães (22); João Agrello e Solange Maria (23); Marilia Costa e Orcalina Leite (24).

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

Foto da galeria
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.