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Reciprocidade

quarta-feira, 24 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Brasil recebeu muitos portugueses e, pelo que sei, só os matamos com piadas

O Brasil recebeu muitos portugueses e, pelo que sei, só os matamos com piadas

Essa é boa! Um cidadão lusitano fez um vídeo prometendo 500 euros ─ quase R$3.200,00 ─ por “cabeça de brasileiro, vivo ou morto”. Não sei se a caçada já começou, ou se o governo português vai regulamentar a matança, para que não fique parecendo a perseguição aos zumbis, como a gente vê em filme americano. Por falar em cinema, não deixa de ser divertido comparar títulos de filmes no Brasil e em Portugal. Por exemplo: “Gente grande” vira “Miúdos e graúdos”, “Onde os fracos não têm vez” se chama, nos cinemas lusos, “Esse país não é para velhos”, “Arquivo X” lá é conhecido como “Ficheiro Secreto”, e “Operação Cupido”, passa a ser “Pai para ti, Mãe para Mim”. Também li que “Cantando na chuva” se transforma em “A cantar sob o aguaceiro”, mas talvez seja apenas piada de português, ou melhor, piada de brasileiro sobre português. E por certo eles também riem dos títulos que nós usamos. Enfim, cada povo fala do jeito que bem quiser e ninguém tem nada com isso.

Talvez a ideia de matar brasileiros não seja de todo má, pelo menos do ponto de vista da Europa, onde um imigrante incomoda muita gente, dois imigrantes incomodam muito mais e milhões de imigrantes são uma ofensa à paisagem. Vá lá que eles limpem banheiros e lavem carros, o problema é que também querem andar nas ruas, ir aos shoppings, comprar comida, ou seja, viver como se pertencessem ao Primeiro Mundo. No futebol, até se pode tolerar, porque, temos que admitir, até que jogam direitinho. Mas namorarem nossas cachopas, essa não!

O problema que eu vejo na ideia do tal cidadão é que o Brasil pode aplicar a lei da reciprocidade. Agora que o presidente Trump botou a pesada mão americana sobre vários países, principalmente sobre o nosso, ficamos moralmente obrigados a retribuir na mesma moeda. Então, para cada brasileiro morto em Portugal, matamos um português aqui, ou mesmo lá, uma vez que temos um verdadeiro exército na terra de Camões, beirando a 600 mil soldados e soldadas. Contudo, visto que a América e a Europa nos consideram subpovo, podemos concordar com dois ou três brasileiros para cada estrangeiro morto. Outra questão é que, mesmo se aceitarmos a regra de 3 por 1, Portugal vai sair perdendo. Veja bem, o Brasil está na casa dos 220 milhões; Portugal anda aí pelos 11 milhões. O resultado é que, quando os nossos irmãos d´além-mar estiverem extintos, ainda sobrará brasileiro para ocupar vinte e tantos Portugais.

Quem sabe devíamos fazer um abaixo-assinado on-line e enviar para o exterminador de brasileiros, sugerindo que ele repense o seu plano assassino. O dinheiro destinado a liquidar os brasucas, como ele os chama, poderia ser aplicado em favor da paz. O Brasil recebeu muitos portugueses e, pelo que sei, só os matamos com piadas, e mesmo essas vão sumindo, pressionadas pelo politicamente correto. A paz é uma flor tão frágil, tão frágil é a vida que nem por piada devemos colocá-las em risco.

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Microconto: CONSTRANGIMENTO

Dora dizia: Se Ana vier, não deixe entrar, diga que não estou. Até que Ana foi e entrou.  E Dora não sabia que o papagaio tinha decorado aquela frase.

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A VOZ DA SERRA, antes de tudo, é um marco na imprensa friburguense

terça-feira, 23 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        O Caderno Z não deixa passar algumas datas que representam eventos importantes na história do Brasil e até no mundo. O Dia da Árvore, 21 de setembro, lembrou minha infância, na escolinha da Filó, onde dona Neuza adorava nos levar para um piquenique e o lanche era sempre à sombra de uma das frondosas árvores do Vale dos Pinheiros. Não era somente lanchar e brincar. Era uma ocasião para saudar os arvoredos e aprender sobre a importância de sua preservação. Hoje ainda lutamos “por mais educação ambiental”.

        O Caderno Z não deixa passar algumas datas que representam eventos importantes na história do Brasil e até no mundo. O Dia da Árvore, 21 de setembro, lembrou minha infância, na escolinha da Filó, onde dona Neuza adorava nos levar para um piquenique e o lanche era sempre à sombra de uma das frondosas árvores do Vale dos Pinheiros. Não era somente lanchar e brincar. Era uma ocasião para saudar os arvoredos e aprender sobre a importância de sua preservação. Hoje ainda lutamos “por mais educação ambiental”. O desmatamento desenfreado na civilização moderna contribui para a redução de áreas verdes, o que provoca a diminuição da qualidade de vida, tanto da natureza, quanto na vida das populações. A conscientização precisa ser transformada em ações.

        “Ensinar as crianças desde cedo”, pois nada melhor do que as cabecinhas frescas dos pequenos que possuem grande interesse em assuntos ambientais – flores, bichinhos, árvores, florestas e tudo o mais que vai formando a sua consciência de mundo. Neste fim de semana, indo de ônibus para São Pedro da Serra, eu comecei a ouvir as conversas de uma vovó com seu netinho. O menino parecia um ponto de interrogação falante, querendo saber a razão das coisas, das estradas, das árvores, das flores. Ele queria, inclusive, achar a seriema. Observei que a vovó a tudo respondia com prazer e sabedorias. No meio do trajeto, não me aguentei e elogiei a criança com seu vasto vocabulário, que sabe o que é um alto-falante, que sabe até que o motorista é o único que não pode dormir no ônibus. Conheci, então, o Tom, de apenas três anos de idade, e a sua vovó, Miriam Bustamante, que é assinante de A VOZ DA SERRA e lê as surpresas de viagem. Fiquei encantada.

A EcoModas também rendeu homenagens ao Dia da Árvore com oficina sustentável tendo a participação do público com reuso de garrafas plásticas, estimulando o descarte consciente. A sede da empresa, no alto do teleférico, por si só é um convite aos cuidados com o meio ambiente. Além das ações inovadoras, o local reflete uma criatividade com peças e mobiliários de ecodesign e uma loja de produtos ecológicos. Tem até trovas e frases temáticas no entorno. Parabéns! E viva a primavera!

        Falando em natureza, o equinócio de primavera é sempre bem-vindo, pois nos traz a renovação com dias começando mais cedo e tardes claras se estendendo até 18 horas. Contudo, não somente a natureza se beneficia com a nova estação, pois a “ciência moderna aponta que a primavera pode influenciar a fertilidade humana”. A nutricionista Ana Luísa Rocha nos trouxe essa informação, destacando que devemos cultivar a “primavera interna”, indo além das funções naturais: “mais do que um simples brotar das flores, é o período em que o corpo humano também encontra condições ideais para se renovar, gerar vida e abrir caminho para novos começos”.

        Em “Sociais”, em 20 de setembro festejamos o aniversário da Laís Lima, a estagiária que temos visto no jornal, promovendo matérias, sob a supervisão do super Henrique Amorim. É uma oportunidade de felicitá-la também pelas brilhantes pautas. Felicidades! Vivas também para Yara Baptista aniversariante do dia 22, colhendo mais uma primavera na primavera de 2025.  Outra data relevante, 21 de setembro – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, ou seja “Setembro Verde”. A data, além de promover campanhas e eventos, chama a atenção da sociedade para “os desafios diários ainda enfrentados por milhões de brasileiros”. É preciso difundir essa luta com ações que promovam a “cidadania plena”. Essa cidadania é um dos objetivos do projeto “Defensor Mirim” em escolas municipais, preparando as crianças, desde cedo, para atuarem “de forma consciente diante de situações adversas”. – “São os pequenos multiplicadores do conhecimento”.

        Assim como o Tom, que aos três anos de idade sabe que o motorista não pode dormir ao volante, que todas as crianças tenham a oportunidade de aprender a conduzir o “volante” da responsabilidade social para a edificação de uma vida melhor, mais segura, em especial, diante das adversidades. Avante, defensores!

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Bíblia: Palavra de Deus em Linguagem Humana

terça-feira, 23 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A Constituição Dogmática Dei verbum do Concílio Vaticano II, recomenda vivamente a leitura assídua da Sagrada Escritura. Exorta todos os fiéis cristãos, religiosos e consagrados a esta frequente leitura (DV, 25). Como seria possível viver sem o conhecimento das Escrituras, se é por elas que se aprende a conhecer o próprio Cristo? Se de um lado a Bíblia nos ajuda a conhecer mais a figura e a pessoa de Cristo; de outro, ela ajuda a entender e aprofundar aquilo que vivemos em Cristo, isto é, a decifrar o sentido de nossa vida cristã.

A Constituição Dogmática Dei verbum do Concílio Vaticano II, recomenda vivamente a leitura assídua da Sagrada Escritura. Exorta todos os fiéis cristãos, religiosos e consagrados a esta frequente leitura (DV, 25). Como seria possível viver sem o conhecimento das Escrituras, se é por elas que se aprende a conhecer o próprio Cristo? Se de um lado a Bíblia nos ajuda a conhecer mais a figura e a pessoa de Cristo; de outro, ela ajuda a entender e aprofundar aquilo que vivemos em Cristo, isto é, a decifrar o sentido de nossa vida cristã. Por isso, a leitura orante da Palavra de Deus, também chamada de sentido espiritual, nos ajuda a descobrir como a Palavra de Deus, dita em linguagem humana, continua a nos falar no hoje de nossas vidas. Aqui reside a inesgotável riqueza e atualidade da Palavra de Deus.

A cada leitura atenta da Bíblia, percebemos a inesgotável riqueza da Palavra de Deus. O povo cristão procura e encontra na Bíblia “o conhecimento de Deus e do homem e o jeito pelo qual o justo e misericordioso Deus trata com os homens” (DV, 15). Podemos dizer que ela é a revelação da graça e da misericórdia de Deus (DV, 2).

A importância e significado primeiro da Bíblia está no fato de Deus se revelar, isto é, de se dar a conhecer no diálogo que estabelece conosco. Ele nos fala como a amigos e nos convida para a comunhão com Ele. Mas não podemos nos esquecer que uma autêntica leitura da Bíblia deve ser sempre acompanhada pela oração, a fim de que se estabeleça o já mencionado colóquio entre Deus e nós. Neste sentido é que vemos crescer cada vez mais entre os fiéis a leitura orante da Bíblia. No silêncio e na oração, ouvimos Deus que nos fala. Assim, o mesmo Espírito que falou por meio dos Profetas, sustenta e inspira a Igreja no dever de anunciar esta mesma palavra acolhida e meditada. O testemunho e o anúncio da Palavra de Deus são a melhor forma de o homem responder à iniciativa de Deus que vem ao seu encontro e dialoga através de suas palavras (VD, 24).

Neste ano a conferência episcopal dos Bispos, através da Comissão Episcopal para a animação Bíblico-catequética, nos convida a ler e meditar a Carta de São Paulo aos Romanos, com o lema: “A esperança não decepciona” (Rm 5, 5). A escolha da carta paulina visa aprofundar o tema da esperança cristão no ano jubilar. O livro proposto ajuda as comunidades eclesiais a tomarem consciência e verem um itinerário espiritual pautado na virtude da esperança cristã, tão necessária no mundo de hoje em conflito e de acentuado materialismo. Viver a esperança iluminada pela fé, significa viver em Cristo, segundo o Espírito. Todo batizado deve semear a esperança com ardor testemunhal. Uma esperança que não decepciona porque está enraizada em Cristo, esperança e resposta para todas as indagações e desafios humanos.

Cada fiel, pelo batismo, é revestido de uma nova humanidade, pois renascemos com Cristo para uma vida nova. Quando escutamos e seguimos a Palavra de Deus, somos chamados a viver na graça que nos torna homens e mulheres novos, redimidos pelo amor misericordioso daquele que se entregou por nós e nos fez todos irmãos e irmãs.

Que o semear da Palavra de Deus encontre terrenos férteis, a fim de fecundar o coração de todos, favorecendo o surgimento de uma humanidade renovada pelo dom do amor e da esperança, aberta a Deus pela força de sua graça e de seu Espírito.

 

 Dom Pedro Cunha Cruz

Bispo Diocesano de Nova Friburgo-RJ

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Festa tricolor

terça-feira, 23 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense domina o Serrano e vence clássico pela Série B1 Carioca

Não é sempre, mas em algumas oportunidades há justiça no futebol. E o gol de Léo Reis, aos 39 minutos do segundo tempo, traduziu no placar o domínio visto em campo. O Friburguense foi superior ao Serrano desde os primeiros minutos, e poderia ter resolvido o Clássico da Serra, realizado no último domingo, 21, no Eduardo Guinle, já no primeiro tempo. Contudo, coube ao camisa nove cobrar a penalidade, definir o placar de 1 a 0 e garantir a festa da torcida em Nova Friburgo.

Friburguense domina o Serrano e vence clássico pela Série B1 Carioca

Não é sempre, mas em algumas oportunidades há justiça no futebol. E o gol de Léo Reis, aos 39 minutos do segundo tempo, traduziu no placar o domínio visto em campo. O Friburguense foi superior ao Serrano desde os primeiros minutos, e poderia ter resolvido o Clássico da Serra, realizado no último domingo, 21, no Eduardo Guinle, já no primeiro tempo. Contudo, coube ao camisa nove cobrar a penalidade, definir o placar de 1 a 0 e garantir a festa da torcida em Nova Friburgo.

Após conquistar a primeira vitória na Série B1 de 2025, o Tricolor da Serra terá a semana para treinar e se preparar para o próximo compromisso, diante do Artsul. A partida acontece no domingo, 28, às 14h45, no estádio Nivaldo Pereira.

 

O jogo

Quando o clima é de clássico, não tem jeito. O jogo começou bastante truncado nos primeiros minutos, com pouca criatividade de ambos os lados. Com três zagueiros e o meio campo preenchido, o Serrano dificultava a troca de passes e o jogo de aproximação do Friburguense, que insistia na bola longa. Quando conseguiu trabalhar a bola, aos 12, o primeiro chute a gol saiu dos pés de Léo Reis, porém longe da meta. Ali estava o caminho, que ficou menos complicado quando Ryan “entrou no jogo”.

Mais participativo, o camisa oito passou a ocupar o espaço que havia entre a defesa e o ataque, e teve campo para observar a infiltração de Barrozo, que recebeu bom lançamento pela esquerda e bateu para fora. Na melhor trama dos 20 primeiros minutos, em mais uma jogada nascendo com Ryan, Johnny foi ao fundo e rolou para Israel, com liberdade na pequena área, bater por cima. Pouco depois, novamente Johnny rolou para o meio da área, mas ninguém apareceu para concluir.

O jovem meio-campista continuou sendo, ao lado do lateral, o principal nome do Friburguense no primeiro tempo. Aos 33, Ryan recebeu com liberdade, avançou até a entrada da área e bateu com perigo, rente ao ângulo esquerdo. Também cabe uma menção a Léo Reis, centroavante que por vezes fez bem o pivô e deu continuidade às jogadas no ataque.

O Serrano, com muita dificuldade para criar e concluir as jogadas, quase contou com desvio para chegar ao gol, mas João Carlos estava atento e fez ótima defesa aos 42. Antes do intervalo, o Frizão chegou perto de inaugurar o marcador em chute de Israel.

O Friburguense manteve o bom ritmo na volta do intervalo. Com os dois laterais apoiando bastante, o time rondava a área do Serrano perigosamente, restando detalhes para chegar ao primeiro gol. Um cruzamento mais forte, a falta de capricho ou uma decisão errada ainda mantinham o zero no placar em Nova Friburgo. Aos sete minutos, Nathan furou, sozinho, o levantamento preciso em cobrança de falta.

O time visitante, com uma equipe mais pesada, tentava tirar a velocidade do jogo, em busca de uma bola para tentar vencer o clássico. Quase conseguiu quando Igor errou na saída de bola, mas João Carlos saiu bem para abafar e consertar o lance. Percebendo que a estratégia rival começava a funcionar de certa forma, Gedeil mandou Kaíque e Paulo Henrique a campo. Foi de Paulo a boa jogada pela direita, escorada por Barrozo para o complemento de Léo Reis, por cima.

Na base da persistência, aos 39 minutos, após cobrança de lateral, Ryan tentou bater pro gol e a bola pegou na mão do defensor. Pênalti assinalado, cobrado e convertido por Léo Reis, deslocando o goleiro. O atacante comemorou muito, tirou a camisa e foi em direção à torcida. Uma festa que há tempos não se via no Eduardo Guinle.

Do gol em diante, o jogo ficou mais tenso, pegado e com alguns lances mais ríspidos. O Serrano tentou através dos cruzamentos, e por duas vezes conseguiu finalizar com perigo, mas sem direção. A vibração das arquibancadas se estendeu aos vestiários. Superior a Carapebus e Petrópolis — embora tenha sido derrotado —, o Frizão, enfim, conquista a sua primeira vitória.

O Friburguense foi a campo com João Carlos, Igor Gomes, Ronaldo, Ryan Padilha e Johnny; Rian Alves, Ryan Silva, Nathan e Barrozo; Israel e Léo Reis.

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle

 

28/Set, Dom, 14h45 - Artsul x Friburguense, Nivaldo Pereira

04/Out, Sáb, 15h - Friburguense x Bonsucesso, Eduardo Guinle

11/Out, Sáb, 15h - Campo Grande x Friburguense, Ítalo del Cima

18/Out, Sáb, 15h - Friburguense x Duque de Caxias, Eduardo Guinle

25/Out, Sáb, 15h - São Cristóvão x Friburguense, Ronaldo Nazário

29/Out, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Waldo Carneiro

01/Nov, Sáb, 15h - Friburguense x Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

 

Classificação da Série B1

1º- Carapebus, 07 pts

2º- Duque de Caxias, 06 pts

3º- Petrópolis, 06 pts

4º- Bonsucesso, 05 pts

5º- Campo Grande, 05 pts

6º- Paduano, 04 pts

7º- Serrano, 04 pts

8º- Niteroiense, 04 pts

9º- Friburguense, 03 pts

10º- Nova Cidade, 02 pts

11º- Artsul, 01 pt

12º- São Cristóvão, 01 pt

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    Gol de Léo Reis garantiu a festa da torcida em Nova Friburgo (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Jogo começou truncado, mas Frizão logo dominou e foi melhor que o Serrano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Tricolor da Serra terá desafio fora de casa no próximo domingo (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Léo Reis desloca o goleiro e faz o gol da primeira vitória do Friburguense na B1 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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As gentilezas do gostar

terça-feira, 23 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Sou encantada com o “O Pequeno Príncipe” desde que comecei a escrever. Lendo o texto como aprendizado e incentivo à escrita, fui tomada pela impressão de, a cada página, abrir um baú de guardados cheios de esperança e vida, mensagens que temos de cuidar para usar em cada momento do dia. Quando li o capítulo em que o principezinho conhece e conversa com a raposa, entrei em contato com a gentileza do gostar.

Sou encantada com o “O Pequeno Príncipe” desde que comecei a escrever. Lendo o texto como aprendizado e incentivo à escrita, fui tomada pela impressão de, a cada página, abrir um baú de guardados cheios de esperança e vida, mensagens que temos de cuidar para usar em cada momento do dia. Quando li o capítulo em que o principezinho conhece e conversa com a raposa, entrei em contato com a gentileza do gostar.

A palavra gentileza nos traz um sentimento de delicadeza e leveza. O gostar não é banal e nem se perde na corrida diária; vai se transformando ao longo do tempo de acordo com os cuidados que temos com as relações afetivas. A espontaneidade do sentimento o aprofunda com a preocupação que se tem com a pessoa de quem gostamos. Pode ser também um animal, a casa onde moramos, até mesmo os móveis e os objetos.

Ora pois sim, meu amigo leitor, o gostar é trabalhoso!

Saint Exupéry, por intermédio do diálogo entre o Pequeno Príncipe e a raposa, nos fala em criar laços, expressão tão pouco usada hoje, e mantê-los em gestos contínuos que envolvem atos, atenção, preocupação, preparação e presença. São tantas as atitudes e posturas que chegamos a pensar que podemos ficar aprisionados pelo sentimento. Mas será que conseguimos viver, ou melhor, sobreviver sem estabelecer laços afetivos?

O afeto encanta e dá sentido ao que fazemos durante a vida. Faz uma semana que a minha cadela caramelo, que estava conosco há uns 12 anos, partiu para o universo. Minha filha a pegou na rua em estado lastimável e cuidamos dela naturalmente; dia a dia. A Deia não era bonita, mas se tornou um animal forte, saudável e tomou conta de nós por todo esse tempo. Estabelecemos laços afetivos, o que nos fez tomar providências diárias, como o cuidado com a alimentação, escovação do pelo, medicamentos e afagos, para o seu bem-estar e não víamos com aborrecimento o que fazíamos. Pelo contrário, eram gestos e responsabilidades que passaram a fazer parte da nossa vida. Ela envelheceu e partiu de modo natural. Quando não a vemos mais no jardim, percebemos o quanto preencheu nossas vidas. Até a minha outra cadela, também caramelo e abandonada, passou a se deitar no lugar em que a Deia gostava de ficar.

Ao gostar não sentimos a monotonia do quotidiano posto que é um sentimento que sempre nos pede algo; pode ser ao menos um sorriso. São sentimentos e ações que nos fazem significar nossos momentos e registrá-los na memória. É tão gostoso nos arrumarmos para encontrar uma pessoa de quem gostamos; a escolha de um perfume ganha um valor especial. Ou ajeitar a mesa onde trabalhamos. Adoro arrumar minhas canetas. Há quem goste de pendurar quadros para descansar o olhar e admirar uma paisagem ou uma pessoa.

Sim, a indiferença machuca. A frieza no olhar fere a alma. O desdém nos abate. Faz tempo que uma pessoa me relatou um fato que presenciou numa praça da Tijuca, no Rio de Janeiro. Dois amigos, que não se viam fazia tempo, se encontraram na rua e se abraçaram. Logo, em seguida, se olharam, e um disse ao outro: a gente se fala pelo celular. Imediatamente se afastaram e cada um seguiu seu caminho. O gostar hoje está se resumindo a isso: a gente se fala depois e virtualmente. O esplendor do afeto vai ficando para um tempo futuro, sabe-se lá quando.

A cada vez que experimentamos o afeto com plenitude, como dar um bom dia olhando nos olhos, tomar um café com um amigo, conversar numa esquina ou mesmo se sentar ao lado de quem está triste ou com dor de cabeça, damos e ganhamos um presente, enquanto celebração do amor, da amizade e do apreço. É uma generosidade. É um modo de construir um momento de felicidade.

“Se, por exemplo, você vier sempre às quatro horas da tarde, desde as três começarei a ficar feliz. Mais a hora avança e mais feliz vou ficando. Quando forem quatro horas, já estarei inquieta: descobrirei quanto vale a felicidade!”

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Novos desafios

sábado, 20 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Friburguense Futsal entra em quadra pelo Estadual neste sábado, 20

Fazendo bonito nas quadras e fortalecendo ainda mais o projeto e a modalidade em Nova Friburgo, o Friburguense Futsal terá um fim de semana de compromissos importantes pelo Campeonato Estadual de Futsal. O Tricolor da Serra entra em campo com os seus times de base e adulto, em busca de vitórias que podem ser decisivas para ambos em seus futuros na competição.

O Friburguense Futsal entra em quadra pelo Estadual neste sábado, 20

Fazendo bonito nas quadras e fortalecendo ainda mais o projeto e a modalidade em Nova Friburgo, o Friburguense Futsal terá um fim de semana de compromissos importantes pelo Campeonato Estadual de Futsal. O Tricolor da Serra entra em campo com os seus times de base e adulto, em busca de vitórias que podem ser decisivas para ambos em seus futuros na competição.

Neste sábado, 20, a partir das 11h, as categorias de base entram em quadra em Niterói. A rodada começa com o Sub-13, que enfrenta a equipe do Canto do Rio F.C., na casa do adversário. De acordo com avaliação da comissão técnica, “esta será mais uma oportunidade para a garotada mostrar sua evolução e dar sequência à boa campanha no Estadual.”

No mesmo dia, às 16h, é a vez da equipe adulta. O Friburguense encara a Associação Esportiva Aequi SG, em partida disputada no C.E. Mauá, em São Gonçalo. “O confronto promete ser equilibrado e é mais um passo importante na trajetória do time adulto no campeonato”, projeta a comissão.

“O Friburguense Futsal agradece todo o apoio da torcida e convida os friburguenses a seguirem acompanhando e incentivando as equipes, que seguem representando a cidade com garra, talento e dedicação”, acrescenta a coordenação do projeto.

 

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HISTÓRIA

Jogos da Juventude

Rio ganha sete de 14 ouros no wrestling

O wrestling do Rio de Janeiro viveu um dia histórico nos Jogos da Juventude, que acontecem esta semana em Brasília. A equipe carioca conquistou oito medalhas — cinco ouros, duas pratas e um bronze — consolidando a modalidade como uma das maiores forças do Estado no cenário nacional.

Entre os campeões está Marcos Vinicius Moraes Teixeira, ouro na luta livre masculina até 55kg, confirmando a regularidade que já vinha mostrando em competições anteriores.

Luanny Barbosa de Souza emocionou a torcida ao vencer a categoria até 49kg, tornando-se um dos nomes mais promissores da nova geração feminina.

Moisés Teixeira Ferreira Santos, no estilo Greco-Romano até 48kg, e Kaillany Melo Ferreira da Cruz, na luta livre até 73kg, também confirmaram sua evolução técnica com vitórias contundentes.

Um dos momentos mais simbólicos do dia veio com Lavozier Hermínio Wadick Marubo, indígena do povo Marubo, que alcançou o ouro na categoria Greco-Romana até 65kg, reforçando sua posição como destaque nacional e exemplo de representatividade no esporte brasileiro.

“Eu só tenho que agradecer. Treinei bastante e, agora, sou campeão”, afirmou Moisés Teixeira, logo após a conquista.

As pratas de Matheus Maximiniano de Souza e Ana Luiza Rodrigues de Souza Coelho reforçaram a consistência da equipe, enquanto o bronze de Arthur da Cunha Estevão completou a campanha memorável do time carioca.

O wrestling faz parte dos Jogos da Juventude desde 2015. A equipe integra a maior delegação já enviada pelo Rio de Janeiro para os Jogos: são 183 atletas, acompanhados por 32 técnicos, seis assistentes técnicos e seis dirigentes, representando o Estado, em 19 modalidades.

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    Jovens talentos do futsal tricolor terão novos desafios neste final de semana (Foto: Divulgação)

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    Compromissos fora de casa podem contribuir para o futuro das equipes no Estadual (Foto: Divulgação)

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    Rio de Janeiro participa da competição com a maior delegação de sua história (Foto: Divulgação)

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Crime na Câmara: recursos ao julgamento já estão prontos

sábado, 20 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 20 e 21 de setembro de 1975

Júri condenou os irmãos Gilberto e Paulo Azevedo a 15 e 18 anos 

 

Manchetes

Edição de 20 e 21 de setembro de 1975

Júri condenou os irmãos Gilberto e Paulo Azevedo a 15 e 18 anos 

 

Manchetes

Recursos já estão prontos - Promotor e advogados anunciaram a  apresentação de recursos às decisões dos júri dos Irmãos Azevedo que foram julgados, nesta semana, em Niterói, sob acusação do assassinato de Guido Daflon, ocorrido, em 1973, nas dependências da Câmara Municipal de Friburgo. A diferença de penas aplicadas surpreendeu a todos e um novo julgamento deverá ocorrer dentro de alguns meses. 

Reunindo na última segunda-feira, o Tribunal do Júri de Niterói, com a presidência do juiz Décio Itabaiana condenou os irmãos Paulo e Gilberto Azevedo. Paulo foi condenado a 18 anos enquanto Gilberto a 15 anos. Os advogados de defesa deverão pedir anulação do julgamento devido a discrepância do júri: Rodolpho, o autor do crime foi condenado a dois anos, enquanto Paulo e Gilberto, que são co-autores, receberam pena muito maior.

Pleninco: Comissão Especial – O governador do Estado do Rio, Faria Lima, apresentou um balanço dos primeiros seis meses de gestão, no encerramento da Primeira Reunião Plenária da Indústria e do Comércio, realizada no último domingo em Friburgo. O ministro da Fazenda não pode estar presente devido a uma viagem aos Estados Unidos. Seu representante foi o secretário geral do Ministério da Fazenda, Henrique de Carvalho, que pronunciou uma palestra sobre a situação econômica-financeira do país. Faria Lima disse que a “reunião de Friburgo indica o propósito comum de todos de trabalhar na busca de um modelo regional de desenvolvimento”.

Vilage escolhe samba para o Carnaval 1976 – Amanhã, domingo, a partir das 16 horas no Clube do Xadrez, acontecerá a escolha do samba enredo da escola de samba Vilage para o próximo carnaval. A diretoria da entidade preparou uma grande festa onde vai reunir as figuras de Sérgio Jamelão, mestre-sala nota dez; Alice, famosa, porta-bandeira, além de um conjunto de ritmistas, destaques, alas show da escola carioca Império Serrano. O presidente da Vilage, Hélio Cunha, afirmou A VOZ DA SERRA que a presença de uma música concorrente especialmente preparada pela ala de compositores do Império vem demonstrar o alto nível. O samba tem como tema “O Guarany”.

Euterpe Friburguense – Já está sendo realizado no Pavilhão de São Cristóvão a Festa Nacional da Cerveja. Uma das atrações deste ano é a Sociedade Musical Friburguense, que foi contratada para participar durante três dias de sua participação.

Adeus a Waldyr Bezerra - Registramos com pesar o falecimento ocorrido no último dia 13 do sr. Waldyr de Moraes Bezerra. Seu sepultamento ocorreu no dia 14 no cemitério de São João Batista. Deixa viúva, sr. Euthalia e um filho Marcos Waldyr Bezerra era membro atuante da Igreja Presbiteriana, antigo líder operário, tendo sido alto fundador dos Tecelões.

Feira da Bondade – Começa a IV Feira da Bondade de Nova Friburgo, uma grande atração para friburguenses e turistas. 

Alan Felix de Souza - Em crônica especial para este jornal, o professor  conta suas impressões ao chegar pela primeira vez em Nova Friburgo. Ele já atuou na imprensa francesa e italiana e se radica agora em nossa cidade.

Salário dos vereadores aumenta – Nesta edição, publicamos a íntegra da deliberação da Câmara Municipal que aprova a remuneração dos vereadores do nosso Legislativo. O subsídio do prefeito também foi majorado.

Festival da Canção – Ganharam o Festival da Canção do Colégio Estadual, Alexandre Lisboa e Ary da Costa com a música Mury e Diu. Em segundo lugar classificou-se a “Estande de Livros”, da mesma dupla, em terceiro lugar, a música “Sem Maria”, de Claúdia Palma e participação de Edna dos Reais e Edson Teixeira.

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

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Posso ouvir

sexta-feira, 19 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A cada dia que passa a vida mostra que saber ouvir é mais que uma habilidade rara, mais do que uma necessidade, mais do que uma demanda social. É um dom. Proponho uma breve observação. Quantas pessoas falam ao mesmo tempo na mesma roda de conversa? E dessas, quantas estão falando sobre si mesmas, sobre suas próprias vidas, seus anseios individuais e seus problemas? Quantas estão a reclamar o tempo todo?

A cada dia que passa a vida mostra que saber ouvir é mais que uma habilidade rara, mais do que uma necessidade, mais do que uma demanda social. É um dom. Proponho uma breve observação. Quantas pessoas falam ao mesmo tempo na mesma roda de conversa? E dessas, quantas estão falando sobre si mesmas, sobre suas próprias vidas, seus anseios individuais e seus problemas? Quantas estão a reclamar o tempo todo?

Em sequência, proponho que observem quantas pessoas ouvem atentamente a história do outro, olham nos seus olhos e efetivamente parecem se importar com as informações compartilhadas.

Hoje me aconteceu algo curioso. E que curiosamente sempre acontece. Comigo! Estive com uma pessoa que pouco vejo e com quem não tenho intimidade alguma. Mas a quero muito bem e ela deve perceber. Estivemos juntas por 20 minutos apenas e em uma circunstância incomum. Pois bem. Nesse interregno de tempo eu pude saber das dores mais profundas pelas quais ela passa, do sofrimento de sua família, sobre suas recentes perdas e dificuldades. Coisas que só contamos a Deus quando colocamos a cabeça no travesseiro. Ela não estava lamuriando. Definitivamente não estava. Abriu seu coração simplesmente por sentir que teria dois ouvidos disponíveis por algum tempo e talvez um coração aberto a acolhê-la de alguma maneira. Talvez um olhar sincero além dos ouvidos atentos.

Confesso que quando ela começou a contar sobre sua vida, olhei no relógio e lembrei-me o tanto de afazeres que ainda tinha por fazer. Por alguns segundos senti medo da demora e pensei em mudar o rumo da prosa, imaginando o tanto que ela se prolongaria. Por pouco não a interrompi. Não daria tempo, eu não tinha realmente disponibilidade naquela hora. Afinal, já sabemos as horas voam.

Não raras vezes eu imagino que “aquela pessoa” poderia ser minha mãe ou minha avó e que eu gostaria de que elas fossem sempre tratadas com zelo, respeito e atenção quando decidissem abrir o coração com alguém. Um pensamento um tanto egoísta que às vezes vem. Não por isso. Muito mais frequentemente eu me coloco no lugar de uma pessoa estranha e procuro buscar entender como ela se sente e volta e meia percebo que ela precisa simplesmente do que mais posso oferecer: atenção (que não necessariamente é sinônimo de tempo) e carinho.

Hoje foi assim. Felizmente eu perseverei alguns segundos, me acomodei melhor na cadeira e me pus a ouvi-la como se tivesse a eternidade à sua disposição. Olhei atentamente para aqueles olhos cansados de um dia de trabalho exaustivo que escondiam por trás dos óculos um semblante triste, abatido e desolado. Senti de forma profunda que ali residia uma enorme dor. E sem que eu proferisse uma palavra (nenhuma palavra!) ela confiou a mim suas profundas aflições.

Enquanto ela falava, eu agradecia. Agradecia por estar ali naquele exato local e momento podendo ser útil a alguém como ela. Agradecia por não ter posto o meu egoísmo e a minha pressa à frente do sentimento dessa pessoa. Agradecia por meu coração naquele momento estar livre daquelas angústias vividas por ela. Agradecia por conseguir me transportar para o lugar ocupado por ela, entender seus anseios. Agradecia por ser eu a estar ali. Agradecia por isso sempre acontecer comigo e apesar de eu não conseguir me vencer sempre, por estar ali tentando, mais uma vez, com mais uma pessoa. Agradecia pelo dom de ainda saber ouvir. Muito mais do que por meio dos ouvidos.

Ao fim da conversa – eu, com os minutos contados e ela, atrasada para pegar seu ônibus - bastou um abraço e sem que eu dissesse nada, encerramos aquela conversa. Que experiência rica. Como estamos carentes de um interlocutor de verdade, com quem possamos simplesmente compartilhar, não só o lado bom da vida, mas também as profundezas da alma. Sem julgamentos.

Lembrei-me de uma frase de Rubem Alves: ‎“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” Apesar da correria do dia a dia, do ruído e da ansiedade social, não me esqueci de que ainda sei ouvir. E mais uma vez agradeci por não ter ensurdecido a alma. Apesar dos pesares.

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FutRedinha

sexta-feira, 19 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburgo Beach Cup terá primeira edição, com versão “menor” do futevôlei

O futevôlei se consolida como um fenômeno entre muitos friburguenses. A procura pela prática deste esporte tem resultado no surgimento de várias escolinhas, grupos e espaços adaptados para receber os treinos e atividades. O sucesso, a nível nacional, é impulsionado pela popularidade das redes sociais, que aumentaram a visibilidade, além da evolução tecnológica das transmissões de torneios.

Friburgo Beach Cup terá primeira edição, com versão “menor” do futevôlei

O futevôlei se consolida como um fenômeno entre muitos friburguenses. A procura pela prática deste esporte tem resultado no surgimento de várias escolinhas, grupos e espaços adaptados para receber os treinos e atividades. O sucesso, a nível nacional, é impulsionado pela popularidade das redes sociais, que aumentaram a visibilidade, além da evolução tecnológica das transmissões de torneios.

A modalidade se tornou mais inclusiva, atraindo novos adeptos pela qualidade de vida e por ser uma alternativa para sair do sedentarismo. Outro ponto de destaque é o aumento de participação de mulheres nesse esporte.

Nova Friburgo está inserida neste contexto de crescimento, e irá sediar um campeonato de uma versão adaptada da modalidade: o FutRedinha. Se as dimensões oficiais de uma quadra de futevôlei possuem comprimento e alturas específicas das redes para o masculino e feminino, nesta adaptação há duas possibilidades: o X1, de prática individual, com comprimento de 3,5m x 3,5m e redinha de altura de 1,80m, e o X2, em duplas, com rede de 2,00m e quadra de 5m x 5m.

O 1º Friburgo Beach Cup acontece no próximo dia 27 de setembro, um sábado, na Estação Praia, espaço anexo ao Clube Filó, no bairro Vila Amélia.

“Um evento pensado para unir esporte, confraternização e competição em alto nível”, projeta Álvaro Moura, o organizador do evento. Atleta desde os 13 anos de idade, nascido em Rio das Ostras, atualmente Álvaro mora em Nova Friburgo e dá aulas de futevôlei regularmente.

Através do apoio de alguns parceiros, o evento irá oferecer premiação em dinheiro, de R$ 500, para os vencedores, além de brindes diversos. Outras informações podem ser obtidas através do instagram oficial do campeonato, o @fbcup. As vagas são limitadas.

Este é mais um evento da modalidade promovido em Nova Friburgo, reforçando a iminente expansão das atividades no município. Em 2024, a 6ª Copa FutFri, de futevôlei, contou com 120 partidas disputadas, envolvendo um total de 54 duplas (sendo 14 mistas – dupla formada por um homem e uma mulher).

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    Álvaro Moura organiza o evento, que deve contar com dezenas de atletas e interessados na modalidade

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    Futredinha tem regras específicas, como tamanho da quadra e altura da rede

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    O América ficou em vantagem na primeira partida da decisão da Copa Rio, ao superar a Portuguesa, por 1 a 0, na tarde do último domingo, 14, no Giulite Coutinho, em Mesquita. Iacoveli, de pênalti, anotou o gol do Mecão, que jogará pelo empate na partida de volta no próximo sábado, 20, às 18h, no Luso-Brasileiro, para ficar com o título. Já a Lusa terá de vencer por dois tentos de vantagem para faturar o troféu, ou por um gol para levar a decisão para os pênaltis. As duas equipes já garantiram vaga em competições nacionais, na próxima temporada. Quem for campeão escolherá entre o Campeonato Brasileiro da Série D (quarta divisão) ou a disputa da Copa do Brasil. (Foto: Úrsula Nery/Agência FERJ)

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Angústia, Ansiedade e Soluções

quinta-feira, 18 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A palavra “angústia”, do latim “angere”, do grego “angor”, tem que ver com estreitamento, afogar, sendo “angustus” algo apertado, sem ar, sem saída, que oprime. Do ponto de vista psicológico, angústia significa a sensação de opressão interna, falta de paz, inquietude, podendo ter manifestações corporais, como aperto no peito, frio na barriga, tensão na nuca, bolo na garganta e outros sintomas. A angústia normal não prejudica o desempenho da pessoa no trabalho, nas relações familiares e sociais. Ao se tornar exagerada prejudica o indivíduo sendo assim, anormal.

A palavra “angústia”, do latim “angere”, do grego “angor”, tem que ver com estreitamento, afogar, sendo “angustus” algo apertado, sem ar, sem saída, que oprime. Do ponto de vista psicológico, angústia significa a sensação de opressão interna, falta de paz, inquietude, podendo ter manifestações corporais, como aperto no peito, frio na barriga, tensão na nuca, bolo na garganta e outros sintomas. A angústia normal não prejudica o desempenho da pessoa no trabalho, nas relações familiares e sociais. Ao se tornar exagerada prejudica o indivíduo sendo assim, anormal.

Geralmente usamos a palavra “ansiedade” para designar um mal estar psicológico ou emocional, e usamos “angústia” para um sofrimento existencial, algo do campo filosófico e espiritual. Alguns autores definem ansiedade como um tipo de aflição na cabeça, enquanto que angústia seria um mal estar emocional vivido com uma sensação de aperto no peito. Muitas vezes a ansiedade excessiva é uma luz vermelha que acende na vida da pessoa indicando que existem conflitos em andamento, conscientes, à espera de solução ou existentes no inconsciente, fora do alcance da percepção.

Há diferentes transtornos ligados à ansiedade ou angústia exagerada, como a Ansiedade Generalizada, Crise de Pânico, Fobia (medo exagerado) Simples, Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno do Estresse Pós-Traumático, entre outros. Na Crise de Pânico, por exemplo, o excesso de angústia ou ansiedade se manifesta por sintomas físicos como taquicardia, dificuldade de respirar, sudorese, tremores, aflição na cabeça, aperto no peito. Isto pode confundir com sintomas cardíacos, assim como pode confundir quando a angústia se manifesta através de sensação de bolo na garganta, dando a impressão de ser algum problema em algum órgão digestivo.

Existe a ansiedade estado e a ansiedade traço. Ansiedade estado é quando você está vivendo alguma situação de estresse e fica mais ansioso do que o seu normal. Pode ser num momento de uma entrevista para um emprego, fazer uma prova na faculdade, ou outra situação que aumenta a ansiedade, mas de forma temporária. Assim que passar o evento, a ansiedade excessiva diminui automaticamente.

Já ansiedade traço tem que ver com um perfil de personalidade. Uma pessoa com esse tipo de ansiedade é assim, ansiosa, por longos anos, talvez desde criança. Mas é importante compreender que a ansiedade excessiva ou a angústia tem uma dimensão psicológica, mas também espiritual. Filósofos falam de angústia existencial como ligada à consciência de nossa finitude, ou seja, por saber que estamos caminhando para a morte.

A angústia é um estado mental desagradável, dolorido, no qual há sentimentos de desamparo. Os estados de angústia podem ser desencadeados por algo ocorrido no presente, mas que servem para reativar temores e conflitos do passado. A angústia surge como sinal de conflito e é experimentada como vivência de perigo para aquela pessoa. Para que a angústia seja percebida e integrada como um sinal de conflito intrapsíquico e mobilizar mecanismos de defesa no eu, a pessoa deve ter a capacidade de administrar a angústia em vez de ser dominado por ela. A sensação de perigo que a pessoa experimenta com a angústia parece se relacionar com a perda do objeto de ligação afetiva nos relacionamentos primários, geralmente pai e mãe. A angústia pode ser ligada ao conflito entre a necessidade de dependência por um lado, e o medo de rompê-la, por outro lado. Os ataques de pânico, que são um transbordamento da angústia ou da ansiedade, poder ser o início de uma depressão e reações psicossomáticas, que são alterações no corpo que se originam na mente.

Solução para a ansiedade excessiva, dependendo de como ela afeta o indivíduo, pode envolver o uso temporário de algum medicamento para reduzi-la e auxílio com psicoterapia. Para a angústia de origem espiritual, na visão cristã, vai ajudar a oração na qual você se dirige ao Deus Criador do Universo usando suas palavras espontaneamente, como numa conversa com um amigo, abrindo seu coração, expondo suas lutas e pedindo ajuda com fé de que Deus trará alguma solução. Ajuda também a aliviar a ansiedade, ao você ler e meditar em textos das Escrituras Sagradas que falam de auxílio divino. Fonte de apoio também é o que pode ser obtido em sua comunidade religiosa além de fazer esforços para ajudar alguém de forma altruísta e sem conflito de interesses.

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Dr. Cesar Vasconcellos de Souza 

www.doutorcesar.com

www.youtube.com/claramentent

Tik-Tok  @claramentent

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