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Reflorestando a Mata Atlântica com cones de linha em Nova Friburgo

terça-feira, 14 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Olá! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Olá! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Em 2010, ao lado da minha esposa, fundei a empresa que hoje leva o nome de EcoModas — já com o propósito claro de aproximar dois universos que, à primeira vista, pareciam distantes: a moda e a restauração ambiental. Em Nova Friburgo, um dos maiores polos de confecção de lingerie do Brasil, nasceu uma ideia inédita e transformadora: reaproveitar cones plásticos vazios de linhas de costura industrial — que antes teriam o lixo como destino — para cultivar mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Desde então, ajudamos a plantar um pouco mais de 35 mil árvores em ações próprias e compartilhadas com outras iniciativas da região, e evitamos que cerca de 1,5 tonelada de plástico dos cones fosse parar em aterros sanitários.

 

Superando o ceticismo com trabalho enraizado

No começo, muita gente duvidava do nosso propósito. Ouvíamos com frequência frases como: "Plantar árvore aqui em Friburgo? Já tem verde demais!" Para alguns, nosso trabalho parecia inútil. Para outros, era apenas uma “jogada” de marketing.

Mas sabíamos que não era. Porque, apesar da vegetação abundante ao redor da cidade, a Mata Atlântica é um dos biomas mais desmatados e ameaçados do mundo, com menos de 12% de sua cobertura original. Plantar árvores nativas aqui não é excesso — é necessidade.

Outro desafio foi técnico. No início, por desconhecimento, cultivávamos mudas de abacate aproveitando alguns caroços das frutas que comíamos. Só depois entendemos que, para fazer sentido ecológico, precisávamos priorizar espécies nativas. Contamos com a generosa ajuda de dois amigos aqui de Friburgo — Marcos Cunha e Bruno Ferrari — que na época produziam nativas em grande escala e nos ajudaram a dar os primeiros passos certos nessa trilha. Com o tempo, também encontramos apoio de instituições nacionais, o que nos deu força, base e conexões para evoluir.

 

Palmeira-juçara: nosso foco atual e uma missão de conservação

Atualmente, nossas atenções estão voltadas para uma espécie emblemática da Mata Atlântica: a palmeira-juçara (Euterpe edulis). Essa palmeira é fundamental para o equilíbrio do bioma. Seus frutos servem de alimento para mais de 60 espécies de aves e mamíferos, sendo uma das maiores fontes de alimento na floresta durante a época de frutificação. Mas, apesar da sua importância ecológica, a juçara enfrenta sérias ameaças.

Durante décadas, ela foi explorada de forma predatória para a extração do seu palmito — um processo que mata a planta, já que ela tem apenas um estipe (caule). Hoje, a espécie sofre ameaças de extinção, e o cultivo de mudas para fins de reflorestamento e conservação se tornou urgente.

 

Viveiro Educandário: onde floresta, moda e conhecimento se encontram

Todo esse trabalho com produção de mudas acontece em um espaço que resume bem o que é a EcoModas hoje: nosso viveiro florestal, localizado em anexo da nossa sede, no alto do teleférico. Ali também está a nossa loja física, onde oferecemos nossos próprios produtos, como roupas e acessórios sustentáveis, e onde reunimos itens de 15 produtores locais, fortalecendo a economia artesanal da cidade.

O Viveiro Educandário, mais do que um espaço de cultivo, transformou-se em um verdadeiro laboratório de aprendizado e experiências vivas. Atendemos grupos escolares, equipes de empresas e, cada vez mais, turistas — muitos deles indicados por hotéis parceiros que reconhecem o valor socioambiental do trabalho que realizamos em Nova Friburgo. É um lugar onde as pessoas não apenas conhecem o processo de regeneração ambiental, mas se conectam com ele de forma prática, sensorial e transformadora. Essas visitas são momentos de troca, onde mostramos como resíduos da indústria da moda podem gerar florestas, como a biodiversidade se beneficia das nossas ações e como cada pessoa pode fazer parte da regeneração ambiental.

 

De Nova Friburgo para o mundo: um novo jeito de fazer moda

O que começou com lixo têxtil se tornou um modelo inspirador de economia circular, educação ambiental e empreendedorismo de impacto. Nosso trabalho está alinhado com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, entre eles:

  • ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: ao transformar resíduos têxteis em insumos para o cultivo
  • ODS 13 – Ação Contra a Mudança do Clima: ao sequestrar carbono com o plantio de árvores
  • ODS 15 – Vida Terrestre: ao proteger espécies ameaçadas como a palmeira-juçara e recuperar ecossistemas
  • ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: conectando moda, turismo, educação e reflorestamento

                               

Plantamos o que acreditamos

Mais do que um negócio, a EcoModas é um propósito em constante aperfeiçoamento e crescimento. Plantamos árvores, sim. Mas também plantamos futuro, relações, aprendizado e transformação. Acreditamos que a moda pode ser mais do que tendência — pode ser ferramenta de cura, de reconexão e de regeneração.

E seguimos, cone por cone, muda por muda, semeando um novo jeito de viver e de vestir o mundo.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
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A VOZ DA SERRA também tem a missão de educar

terça-feira, 14 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

         Vovó Mariana dizia: “Educação é em casa; instrução é na escola!”. Nascida em 1903, vovó, que nem sabia ler, sabia coisas do arco da velha e entendia que a criança tinha que aprender, na família, a educação, ou seja: ser gentil, ter bons modos, respeitar os mais velhos, fazer bem as lições e, acima de tudo, prestar atenção em tudo o que os professores ensinam. Num conceito mais amplo, hoje a educação abrange tantas áreas que os verbos “educar” e “instruir” se conjugam em todos os modos, tempos e lugares. Como diz a gíria: “tudo junto e misturado”.

         Vovó Mariana dizia: “Educação é em casa; instrução é na escola!”. Nascida em 1903, vovó, que nem sabia ler, sabia coisas do arco da velha e entendia que a criança tinha que aprender, na família, a educação, ou seja: ser gentil, ter bons modos, respeitar os mais velhos, fazer bem as lições e, acima de tudo, prestar atenção em tudo o que os professores ensinam. Num conceito mais amplo, hoje a educação abrange tantas áreas que os verbos “educar” e “instruir” se conjugam em todos os modos, tempos e lugares. Como diz a gíria: “tudo junto e misturado”.

         O Caderno Z, ciente de seu papel, também educador, nos trouxe o tema Educação, realçando: “Para a maioria das crianças, a escola é a porta de entrada para o mundo, além da própria casa”. O ambiente escolar da atualidade oferece vertentes educacionais variadas, como explica a educadora Claudia Costin: “Não educamos a criança só para ela saber tabuada, ler e escrever. Educamos, em parceria com as famílias, como ela vai se conectar em sociedade”. A criança é resultado dos bons exemplos.

         Para Priscila Cruz, especialista em Educação Pública, “a infância é a explosão das conexões cerebrais e conexão que não é formada ou que você não usa, desaparece”. O cérebro precisa de estímulos para que essas conexões sejam aproveitadas, caso contrário, ele as dispensa. Então, acrescenta Priscila: “criança precisa brincar, quebrar o dedo, se ralar, se machucar...”. (Lembrei de meu irmão, mestre em quebrar o braço no campinho de futebol).

         A Escola Pontinha de Sol amplia seus trabalhos com a implantação do Ensino Médio e destaca - “o aprender a fazer, pesquisar, construir hipóteses, experimentar a vida através de várias ferramentas pedagógicas”. O tempo é de inovação, de adaptação e o Colégio Serrano e o Educandário Serrano deram um salto ainda mais positivo em sua proposta educacional implantando na grade curricular a “disciplina de educação financeira”. Isso há de ser muito produtivo, inclusive para orientação dos filhos em relação aos familiares. Aprendendo mais cedo, mais chances de cautela financeira.

         Vem bem a calhar esse aprendizado financeiro, pois, no Brasil, a “inadimplência atinge o maior patamar da série histórica iniciada em 2010”. O pior não é só ter dívidas, pois há endividados “sem condições de pagar dívidas em atraso”. Outro dado da pesquisa informa que “aquelas de menor renda estão mais endividadas e as de maior renda, em crescente inadimplência”. Minha amiga Fausta Sidoni sempre diz: “Mais importante do que ganhar, é saber gastar”. Esse é o saber que a gente precisa saber! Aliás, a charge de Silvério descreve em seu desenho a preocupação de quem vai dormir com a cabeça em suas dívidas. É justamente a hora em que o sonho pode virar pesadelo.

         Ainda sobre educação, o Ensino Médio também passou por mudanças no currículo neste ano. As novas regras que passaram por adaptações neste ano, a partir de 2026 serão obrigatórias. Ao currículo de base foram acrescentadas matérias sobre empreendedorismo, robótica, questões voltadas para o meio ambiente, matemática do cotidiano, educação financeira, tudo interligado com áreas de conhecimento. Ninguém entre em pânico, pois nas provas do Enem de 2025 não serão cobrados esses temas, ficando a cobrança para 2028. “As novas diretrizes” estão voltadas para que “os estudantes tenham acesso a projetos, oficinas e atividades interdisciplinares que favoreçam a ampliação do repertório acadêmico e profissional”.  Que beleza!

         Salve o Dia das Crianças! A data passou a ser muito festiva para a criançada por conta do feriado nacional do Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Embora o feriado seja mais recente, a santa foi proclamada como padroeira em 1930. A data ganhou mais um santo – Dia de São Carlo Acutis. Sua canonização ocorreu no dia 07 de setembro, pelo Papa Leão XIV. O jovem Carlo, nascido na Itália e falecido em 2006, aos 15 anos de idade, mereceu a santidade por sua curta existência plena de espiritualidade e resignação. Que São Carlo seja o santo “influenciador” da juventude, revigorando a mensagem de que só o amor e a fraternidade podem edificar o novo mundo de paz!

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Insuficiente

terça-feira, 14 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Frizão acerta travessão no fim, empata e segue na lanterna da Série B1

Um empate que nada resolve, mas o ponto conquistado não pode ser desprezado. O 1 a 1 com o Campo Grande na tarde do último sábado, 11, no Luso-Brasileiro, não tira o Tricolor da Serra da última colocação, mas faz o time somar na tabela. O duelo com o Duque de Caxias no próximo sábado, 18, às 15h, no Eduardo Guinle, ganha contornos decisivos. Os ingressos são vendidos nas bilheterias do estádio, a preços que variam entre R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20.

Frizão acerta travessão no fim, empata e segue na lanterna da Série B1

Um empate que nada resolve, mas o ponto conquistado não pode ser desprezado. O 1 a 1 com o Campo Grande na tarde do último sábado, 11, no Luso-Brasileiro, não tira o Tricolor da Serra da última colocação, mas faz o time somar na tabela. O duelo com o Duque de Caxias no próximo sábado, 18, às 15h, no Eduardo Guinle, ganha contornos decisivos. Os ingressos são vendidos nas bilheterias do estádio, a preços que variam entre R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20.

A três pontos de sair da zona de rebaixamento, o Frizão também está a quatro do terceiro colocado, numa Série B1 de muito equilíbrio.

 

O jogo

Vencer está se tornando uma questão de sobrevivência para o Friburguense. Na Ilha do Governador, diante do Campo Grande, o Tricolor já entrou em campo pressionado pelo fato de ocupar a última posição. Sem Léo Reis, o técnico Gedeil deslocou Israel para uma posição central, tendo um ataque mais móvel. A volta de Igor Gomes à lateral possibilitou o reposicionamento de Ryan ao meio-campo, sendo ele o jogador de ligação da defesa com o ataque.

Logo aos 12 minutos, após jogada pela esquerda e levantamento na grande área, Victor Hugo, ex- Friburguense, apareceu entre Ronaldo e Johnny para colocar o time mandante em vantagem. O Frizão teve alguma dificuldade para se restabelecer na partida, e os muitos erros técnicos atrapalhavam a reação. Aos 27, o Tricolor conseguiu encaixar a marcação na saída de bola adversária, recuperou na entrada da área e João Pedro teve liberdade para empatar a partida.

O Campo Grande seguia levando perigo pela esquerda, e aos 32, o corte de Ronaldo foi providencial para evitar o segundo gol alvinegro. O Friburguense assustou aos 38, em bom chute de Israel da intermediária, forçando Luiz Henrique a fazer ótima defesa.

O Campo Grande voltou do intervalo mais ofensivo, e antes do primeiro minuto completo, João Carlos fez a sua primeira boa intervenção. Sempre buscando os cruzamentos na grande área, o Campusca levava vantagem em algumas disputas, e assim ameaçava a meta tricolor. Aos 12, o Friburguense conseguiu levar vantagem pelo alto no ataque, mas a cabeçada não teve a direção certa. Com Maurício em campo, Gedeil soltou mais os laterais e o Frizão cresceu ofensivamente.

O jogo ficou mais aberto, e ao Friburguense cabe lamentar a bola no travessão aos 45 minutos, após levantamento de Igor e cabeçada de Barrozo.

O Friburguense foi a campo com João Carlos, Igor Gomes, Ryan Padilha, Ronaldo e Johnny; Rian Alvez, João Pedro, Ryan Silva e Barrozo; Nathan e Israel.

 

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle

Artsul 1x0 Friburguense, Nivaldo Pereira

Friburguense 0x1 Bonsucesso, Eduardo Guinle

Campo Grande 1x1 Friburguense, Rua Bariri

18/Out, Sáb, 15h - Friburguense x Duque de Caxias, Eduardo Guinle

25/Out, Sáb, 15h - São Cristóvão x Friburguense, Ronaldo Nazário

29/Out, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Waldo Carneiro

01/Nov, Sáb, 15h - Friburguense x Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

 

 

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 14 pts

2º- Petrópolis, 12 pts

3º- Artsul, 08 pts

4º- São Cristóvão, 08 pts

5º- Nova Cidade, 08 pts

6º- Niteroiense, 08 pts

7º- Campo Grande, 08 pts

8º- Paduano, 07 pts

9º- Serrano, 07 pts

10º- Duque de Caxias, 07 pts

11º- Carapebus, 07 pts

12º- Friburguense, 04 pts

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    Friburguense saiu atrás no marcador, mas buscou o empate e somou um ponto na tabela (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Em situação delicada, Tricolor da Serra terá confronto decisivo em casa (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Barrozo acerta o travessão, em um dos últimos lances da partida, que poderia ter decretado a vitória tricolor (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Violência: três corpos encontrados na serra

sábado, 11 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 11 e 12 de outubro de 1975

Três corpos na serra -  A polícia localizou na última segunda-feira três corpos de homens, com as mãos, cortadas, queimados e com várias perfurações a bala. Os corpos foram encontrados na estrada velha, em Theodoro de Oliveira. Os três apresentavam grandes feridas de queimaduras, supondo-se, que, ao serem mortos, ainda foi jogado álcool e, em seguida, ateado fogo. Os três foram encontrados um abraçado com outro, foi impossível reconhecê-los. Segunda a perícia foram jogados no local há dois dias.

Edição de 11 e 12 de outubro de 1975

Três corpos na serra -  A polícia localizou na última segunda-feira três corpos de homens, com as mãos, cortadas, queimados e com várias perfurações a bala. Os corpos foram encontrados na estrada velha, em Theodoro de Oliveira. Os três apresentavam grandes feridas de queimaduras, supondo-se, que, ao serem mortos, ainda foi jogado álcool e, em seguida, ateado fogo. Os três foram encontrados um abraçado com outro, foi impossível reconhecê-los. Segunda a perícia foram jogados no local há dois dias.

Jornalistas comemoram a data em Niterói - A Associação Fluminense dos Jornalistas, tendo a frente o sr. Sylvio Fonseca comemoram, no próximo dia dia 18, o Dia do Repórter, com direito a festa e a presença de representações e delegações de várias cidades do Estado do Rio. Na ocasião, será lembrada a memória de Oscar Guanabarino Filho que fundou a ACFJ, em 1940. Na festa ainda serão homenageados, com uma placa de prata, o cineasta Cezar Nunes, o Jornal Opinião, através de Carlos Silva, a Rádio Difusora Fluminense, a Rádio Friburgo, através do sr. Aloysio de Moura, dois jornalistas de Petrópolis e Campos. José Ernesto, editor de A VOZ DA SERRA também será homenageado com uma placa de prata recebendo o título de “Repórter do Ano”.

Feira da Bondade: 330 mil cruzeiros – Rendeu Cr$ 330 mil à IV Feira da Bondade, realizada há três semanas na Praça do Suspiro, cuja venda é revertida para a Caixa Escolar. Estes números foram conhecidos no último sábado quando da realização de um jantar de confraternização, que contou com a presença da secretária de Educação do Estado do Rio. A Bancada que mais faturou foi a do Líbano: Cr$ 50 mil.

176 vergalhões esperam vítimas – O título pode parecer tendencioso, ou apenas composto para atrair ou chamar atenção dos leitores. Mas confirmamos: 176 vergalhões estão prontos para fazer uma ou diversas vítimas no chamado “Ringue de Patinação”. O ringue tem uma história peculiar: logo após a sua construção, era diariamente frequentado pelos muitos friburguenses amantes do esporte de patinação. Entretanto, de uma hora para outra, os patinadores deixaram de frequentá-la, sem que ninguém descobrisse uma razão lógica. Com isso, o ringue de patinação, simplesmente deixou de ter sua finalidade principal, passando a ser explorado por firmas particulares (exploração de carrinhos, etc), comícios políticos etc.

Supermercado aos domingos – O supermercado ABC bateu o pé com firmeza e resolveu que funcionará aos domingos. O assunto já estava resolvido e toda a rede central friburguense cerrará suas portas aos domingos. Mas, da gerência do ABC, em Petrópolis, veio a ordem: a empresa não concordou com a medida. 

Tvs Rio e Tupi sem futebol para Friburgo – Petrópolis está vendo, juiz de defesa também, outros municípios também recebem a imagem da TV Rio ou Tupi em circuito fechado do futebol no Maracanã. Agora Friburgo ficou à espera de uma promessa de Otavinho que ficou grotescamente de “estudar o assunto”. A transmissão foi cortada de Friburgo. E Otávio ganha os votos daqui.

Luta - Dezenas de candidatos à Câmara Municipal já começaram a trabalhar tendo em vista as eleições de novembro de 1976 para a Câmara Municipal. Os próprios vereadores, das 17 cadeiras do Legislativo, estão apreensivos com a luta declarada que vai ocorrer. São Cr$ 2.500 mensais de salário.

Maria Alcina – No show da cantora Maria Alcina, no último sábado, no Cine Marabá, menos de 80 pessoas assistiram o espetáculo. Quem pensou que ela só ia cantar se enganou: deu um show de versatilidade e empolgou os presentes de uma noite charmosa e fria de primavera. Mas o friburguense é muito arredio em sair de casa, principalmente com chuva. Uma pena. 

Televisão – O Friburguense que quer uma opção de televisão encontra no canal 13 manchas e borrões. É que não anda bem o canal de Nova Friburgo que ia receber um novo equipamento para o futebol e transmissão normal (até em cores) quando surgiu o Otavinho.

Rádio – A Rádio Friburgo está se preparando para inaugurar em novembro próximo seu novo transmissor de 5 KW. A voz de Friburgo vai chegar ao Rio e a Niterói. E vai ser realmente uma rádio diferente.

E mais:

Editorial: Crime: e o castigo?

  • Pesquisa da estagiária Laía Lima com supervisão de Henrique Amorim

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Momento único

sábado, 11 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Fricapoeira reúne dezenas de atletas, professores e fãs de capoeira em Nova Friburgo

Em mais um momento de integração e celebração à modalidade, o grupo Integração Capoeira Unidos pela Arte promoveu, no final do mês de setembro, a primeira edição do Fricapoeira. O festival contou com a presença de vários grupos do estado do Rio de Janeiro, e durante o evento, foram feitas trocas de graduação, formaturas e outras atrações. O Fricapoeira foi organizado nas dependências do Sindicato dos Têxteis de Nova Friburgo.

Fricapoeira reúne dezenas de atletas, professores e fãs de capoeira em Nova Friburgo

Em mais um momento de integração e celebração à modalidade, o grupo Integração Capoeira Unidos pela Arte promoveu, no final do mês de setembro, a primeira edição do Fricapoeira. O festival contou com a presença de vários grupos do estado do Rio de Janeiro, e durante o evento, foram feitas trocas de graduação, formaturas e outras atrações. O Fricapoeira foi organizado nas dependências do Sindicato dos Têxteis de Nova Friburgo.

“Gostaríamos de agradecer a todos que compareceram ao evento, à exemplo dos mestres Wallace, Bicudo, Senzala e Magrelo, de Cachoeiras de Macacu, do Mestre Tubarão, que veio de São Gonçalo, e dos mestres Tico Tico e Coleiro, de Cantagalo. Também contamos com as presenças dos mestres Falcão, de Macuco, e Fofão, de Macaé. Agradecemos também a todos os alunos, graduados, instrutores e professores”, resume Mestre Ligeirinho.

Dezenas de jovens estiveram presentes, e além de conquistarem as graduações, puderam praticar, trocar experiências com atletas de outras cidades e agregar mais conhecimento teórico e técnico sobre a modalidade.

O grupo Integração Capoeira Unidos pela Arte vem desenvolvendo trabalhos na cidade com crianças, adolescentes e adultos. O comando é de Claudio Márcio Sobrinho Bittencourt, conhecido no mundo da capoeira como Mestre Ligeirinho, que se iniciou nesta modalidade, em 1989, em Nova Friburgo, e desde 1995 promove atividades de capoeira no município, em diversos espaços, como escolas, academias, entre outros.

Em sua trajetória, se formou professor de capoeira em 1997, na cidade vizinha de Cachoeiras de Macacu, e no ano de 2011, com a graduação de mestrando, fundou o Centro Cultural Unidos pela Arte da Capoeira. Desde então, Ligeirinho contribui para formar alunos, graduados e professores. Em 2013 se formou em Mestre de Capoeira na cidade de Nova Friburgo.

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    Fricapoeira reuniu dezenas de atletas, professores e apaixonados pela Capoeira em Nova Friburgo (Foto: Divulgação)

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    Mestres de variados municípios do Estado estiveram presentes e participaram do evento (Foto: Divulgação)

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    Além das graduações, diversas outras atividades foram promovidas no Sindicato dos Têxteis (Foto: Divulgação)

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    Em momento decisivo para as suas pretensões no Campeonato Carioca da Série B1, o Friburguense volta a campo no sábado, 11, quando viaja para encarar o Campo Grande, às 15h, na Rua Bariri. Com apenas um gol marcado na competição e quatro sofridos, o Tricolor da Serra busca evoluir para deixar a incômoda última colocação, com apenas três pontos ganhos. Dentro do cenário de equilíbrio, no qual, do terceiro ao nono colocado todos somam sete pontos, o Frizão pode ganhar um respiro e virar a chave se conseguir um resultado positivo longe de Nova Friburgo. O técnico Gedeil conta com o retorno do lateral Igor Gomes para essa partida, após o jogador cumprir suspensão automática contra o Bonsucesso. A próxima partida no Eduardo Guinle será no dia 18, contra o Duque de Caxias, às 15h. (Foto: Divulgação)

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Mais um na conta

sexta-feira, 10 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense Bruno Baeta fatura Brasileiro de Enduro na Máster B

Mais um troféu para a vasta coleção, repleta de conquistas, histórias e momentos que também colocam Nova Friburgo no topo da modalidade. Bruno Baeta sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro de Enduro 2025, realizado durante o último final de semana, entre os dias 03 e 05 de outubro, na cidade de São José dos Campos, em São Paulo.

Friburguense Bruno Baeta fatura Brasileiro de Enduro na Máster B

Mais um troféu para a vasta coleção, repleta de conquistas, histórias e momentos que também colocam Nova Friburgo no topo da modalidade. Bruno Baeta sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro de Enduro 2025, realizado durante o último final de semana, entre os dias 03 e 05 de outubro, na cidade de São José dos Campos, em São Paulo.

Após dois dias e um total de sete especiais cronometradas, sendo quatro no sábado e três no domingo, exigindo bastante concentração e preparo físico, Baeta conseguiu conquistar o título Brasileiro de 2025 na Categoria Máster B. O ciclista já havia finalizado o primeiro dia de evento na primeira posição, e foi para o domingo com vantagem e confiança. Após vencer as três especiais, conseguiu ampliar a diferença e sacramentar a conquista.

“Só tenho a agradecer a minha família que me deu todo suporte durante a prova, a também meus amigos que sempre torcem por mim. Gratidão total! Também agradeço à IBS Friburgo, IBS Bikes e à Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Esportes de Nova Friburgo. Esse título é nosso”, resume Baeta.

A prova foi aberta a todo e qualquer ciclista, seja ele brasileiro ou estrangeiro naturalizado, apenas com a exigência de estar filiado, nesta temporada, em sua federação de origem. O evento contou com uma prova de Enduro para atletas amadores ou não filiados, a Copa Mobai de Enduro 2025, para os atletas de E-Bike, e para as demais faixas etárias.

O Campeonato Brasileiro de Mountain Bike Enduro 2025 - EDR / EDR-E e a Copa Mobai de Enduro 2025 foram realizadas pela Confederação Brasileira de Ciclismo e pelo Bike Park Mobai Bike Land. A prova foi destinada única e exclusivamente para ciclistas das categorias Elite, Sub-23, Júnior e Másteres masculino e feminino, sendo disputada em categoria única, ou seja, com a unificação de todas elas, tornando-se as categorias únicas — Elite Masculino e a Elite Feminino.

Foram premiados com medalhas oficiais os três primeiros(as) colocados(as) do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike Cross Country Enduro 2024 e os campeões com a camisa oficial de campeão(a) brasileiro(a). Nas categorias Copa Mobai foram premiados os três melhores colocados de cada categoria, com troféus personalizados. No caso, o Campeonato Mobai de Enduro não foi válido pelo ranking nacional e não valeu como título brasileiro.

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    Baeta no lugar mais alto do pódio: cena que se repete em mais uma competição da modalidade (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Ciclista friburguense relatou as dificuldades para suportar as exigências da prova (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Competição, em São Paulo, reuniu atletas de diversas partes do país, em categorias variadas (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Bruno Baeta manteve a liderança desde o primeiro dia de evento, consolidando o seu título de forma incontestável (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Em (des)construção

sexta-feira, 10 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Muito já ouvi falar que, para a construção de uma obra nova, devemos preparar o terreno, cuidar da limpeza do local, criar o ambiente ideal, promover as adaptações que se fizerem necessárias. Na verdade, essas medidas são mesmo fundamentais. Mas a metáfora dessa ideia é a que me leva a pensar. Não sobre obras, mas sobre pessoas.

Muito já ouvi falar que, para a construção de uma obra nova, devemos preparar o terreno, cuidar da limpeza do local, criar o ambiente ideal, promover as adaptações que se fizerem necessárias. Na verdade, essas medidas são mesmo fundamentais. Mas a metáfora dessa ideia é a que me leva a pensar. Não sobre obras, mas sobre pessoas.

Passamos muito tempo de nossas vidas construindo ideias sobre os outros. E o tanto que nos enganamos é algo grandioso. Creio que não somos tão bem-sucedidos nessas obras. Inevitavelmente, nos equivocamos. Erramos o cálculo. Confundimos a perspectiva. Mudamos o projeto.

Seres humanos não são esse tipo de projeto que elaboramos com técnica. Somos, na verdade, uma obra sempre inacabada e complexa. Imperfeita por natureza. Em evolução (ou involução). O projeto é de vida e não há nada mais pessoal do que isso. O outro, por mais perito no assunto que seja, não pode precisar com exatidão o que acontece no interior da obra, nem apresentar soluções lapidares.

Esse terreno – que somos nós – não está descoberto a ponto de desvendarmos seus desníveis pelo olhar. Tem até areia movediça por baixo do mato verde. Tem de tudo, como se diz.

Investimos preciosos minutos de vida construindo uma imagem do outro. Supondo coisas. Julgando e prejulgando pelo pouco que conhecemos a seu respeito. Por isso o culto reverenciado pela imagem. Nem sempre a real. Quase sempre a projetada. A que pode ser vista. Isso é uma grande tolice, pois ao construirmos pessoas fictícias em nosso imaginário, empenharemos o dobro de energia para desconstruí-las, pois comumente erramos as análises. Os outros não são o que pensamos deles. Os outros são o que são.

Seria interessante se aceitássemos que o jogo começa com as peças do quebra-cabeça desmontadas, para então, com o tempo, pudéssemos aprofundar e conhecer a imagem real que será formada. Daria menos trabalho e as surpresas talvez fossem mais prazerosas. Ou mais reais.

Mania estranha essa de querermos jogar um jogo ganho. Imagens preestabelecidas. Vencedores determinados. E no final das contas, a frustração da decepção. O girassol que eu estava montando no meu quebra-cabeças não passa de uma forma geométrica e sem sentido. Uma bola amarela. E vice e versa. Quantos girassóis deixamos de descobrir no meio do jogo justamente por, superficialmente, só enxergarmos a bola amarela. Sem essência. Forma e não flor.

Desconstruir é preciso. E se tivermos ânimo, reconstruir. Não sei se me fiz entender. Mas também não é preciso. Referenciando mais uma vez Clarice Lispector: “não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”. Não me preocupo, pois.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A vida mais careta: o novo normal

quinta-feira, 09 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Os recentes casos de intoxicação por metanol voltaram a colocar o álcool no centro de uma discussão antiga: o que leva o brasileiro a beber — e, mais recentemente, a deixar de beber. As mortes e cegueiras causadas por bebidas adulteradas chocam não apenas pela tragédia, mas pelo contraste com outro dado: metade dos brasileiros afirma ter reduzido o consumo de álcool no último ano. O país parece estar trocando o hábito pelo receio — e, de certa forma, se tornando mais cauteloso.

Os recentes casos de intoxicação por metanol voltaram a colocar o álcool no centro de uma discussão antiga: o que leva o brasileiro a beber — e, mais recentemente, a deixar de beber. As mortes e cegueiras causadas por bebidas adulteradas chocam não apenas pela tragédia, mas pelo contraste com outro dado: metade dos brasileiros afirma ter reduzido o consumo de álcool no último ano. O país parece estar trocando o hábito pelo receio — e, de certa forma, se tornando mais cauteloso.

De um lado, cresce o número de pessoas que abandonaram o hábito por motivos de saúde, bem-estar e mudança de estilo de vida. De outro, o medo de produtos inseguros e a desconfiança sobre o que se consome também afastam muitos das garrafas e copos. Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: o brasileiro está bebendo menos — por convicção ou por precaução. É um novo tipo de sobriedade, mais associada à prudência do que à moral.

Os episódios recentes envolvendo metanol escancararam um problema antigo. Bebidas falsificadas circulam com facilidade em mercados informais, sem controle sanitário ou tributário. O consumidor, muitas vezes, não desconfia: o rótulo é convincente, o preço é atraente e a procedência, duvidosa. O metanol, usado de forma criminosa para baratear a produção, é um veneno capaz de causar cegueira e morte em poucas doses.

 

Mudança cultural

Paralelamente a esses casos, há uma mudança cultural silenciosa. O levantamento do Datafolha mostra que 53% dos que bebem reduziram a ingestão de álcool e que 34% dos abstêmios evitam beber por preocupação com a saúde. É o reflexo de um comportamento mais consciente, que não depende de proibição, mas de informação. O país começa a olhar com mais seriedade para os efeitos do álcool — tanto no corpo quanto na rotina.

Essa mudança se reflete também na vida noturna. Em várias cidades, o movimento dos bares diminuiu, as festas perderam fôlego e o “rolê” deixou de ser semanal. Parte disso vem do bolso: o lazer ficou caro, e uma noite de bar pode custar o equivalente a um dia inteiro de trabalho. Mas há algo mais profundo — o encanto da madrugada perdeu espaço para a rotina do dia seguinte, com treino cedo, trabalho remoto e sono regulado.

 

Nova Friburgo mais pacata

Não apenas em Nova Friburgo, mas em todo o mundo, a transformação é visível. As ruas que há poucos anos ferviam nas noites de sexta e sábado, hoje mostram um movimento mais tímido. Alguns bares fecharam, outros se adaptaram a um público que prefere comer bem, conversar e voltar cedo pra casa.

Até em festas tradicionais, nota-se uma redução da duração desses eventos, que tem acabado mais cedo. A ressaca já não combina com a manhã seguinte de trilha, pedal ou feira de orgânicos.

Essa mudança pode soar careta, mas talvez seja apenas um novo tipo de maturidade coletiva. Há quem lamente a perda do espírito boêmio, mas há também quem veja nisso um sinal de evolução. A sobriedade, nesse contexto, não é sinônimo de tédio — é de consciência. O Brasil que um dia foi famoso pela caipirinha e pelo carnaval começa a se reconhecer em outras formas de prazer, mais simples e seguras.

Talvez os casos com metanol tenham apenas revelado algo que já vinha se desenhando: um afastamento progressivo do álcool, movido menos por tragédias e mais por uma nova percepção de cuidado. O brasileiro está aprendendo a recusar a bebida não apenas porque teme o que ela pode causar, mas porque já não sente que precisa dela.

E, se há algo positivo em meio a tantos alertas, é constatar que o copo do brasileiro anda mesmo mais vazio — e, dessa vez, isso pode ser um bom sinal.

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Craques solidários

quinta-feira, 09 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

‘Partida do Coração’ reúne estrelas do futebol no Maracanã

O Maracanã será palco, nesta sexta-feira, 10 de outubro, da “Partida do Coração”, evento beneficente que vai reunir craques históricos do futebol do Brasil e da Itália para celebrar a amizade entre os dois países. O objetivo é promover a inclusão social e o acesso ao esporte para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que foram convidadas para formar a torcida especial da partida.

‘Partida do Coração’ reúne estrelas do futebol no Maracanã

O Maracanã será palco, nesta sexta-feira, 10 de outubro, da “Partida do Coração”, evento beneficente que vai reunir craques históricos do futebol do Brasil e da Itália para celebrar a amizade entre os dois países. O objetivo é promover a inclusão social e o acesso ao esporte para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que foram convidadas para formar a torcida especial da partida.

Inspirada nas Copas do Mundo de 1982 e 1994, a iniciativa é apresentada pela Enel Rio, em parceria com o governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Esporte e Lazer. Aproximadamente 20 mil pessoas vão ocupar a arquibancada, entre crianças de núcleos sociais, colaboradores da concessionária e convidados.

O jogo principal, que reunirá lendas do futebol brasileiro e italiano, está previsto para começar às 19h. Entre os brasileiros estão Júlio César, Cafu, Zico, Lúcio, Bebeto, Romário, Viola, Ricardo Rocha, Edilson, Luizão, Júnior, Juninho Paulista, Zinho, Gilberto, Lúcio, Maicon, Careca e Gerson. Os jogadores italianos serão Panucci, Incocciati, Dilivio, Sergio Brio, Bruno Giordano, Altobelli, Materazzi, Cannavaro, Marco Amelia e Amoruso.

CRAQUE DO AMANHÃ

O evento contará com a presença de cerca de 3.000 crianças, adolescentes e familiares dos projetos socioesportivo e educativo Craque do Amanhã e Escola de Lutas José Aldo, que assistirão à partida de perto e participarão de experiências exclusivas, reforçando o caráter transformador do esporte.

O Projeto Craque do Amanhã foi criado pelo ex-jogador Ibson, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, levando oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional a crianças e adolescentes, com idades entre oito e 17 anos, em situação de vulnerabilidade social. Com duas unidades em São Gonçalo, uma em Duque de Caxias, também no Rio de Janeiro, e outra em São Paulo, a iniciativa utiliza o futebol como ferramenta de transformação social e contribui para a formação da cidadania, combate à violência e respeito aos direitos humanos.

O projeto já impactou mais de 3.000 meninos e meninas e atende atualmente 750 estudantes, por meio das oficinas de futebol, cursos profissionalizantes, aulas de inglês e reforço escolar. Aqueles que demonstram interesse são encaminhados para o programa Jovem Aprendiz, com a oportunidade do primeiro emprego.

 

FOTO – LEGENDA (Número 2):

       

  • Foto da galeria

    Estádio mais importante e histórico do Brasil, o Maracanã será palco da solidariedade nesta sexta, dia 5 (Foto: Reprodução/@maracana)

  • Foto da galeria

    Bom Jardim, Cantagalo e Altense faturaram os títulos das categorias Sub-11, Sub-13 e Sub-15, respectivamente, da 21ª edição do Campeonato do Calcário de Escolinhas de Futebol, organizada pela Liga Desportiva de Macuco, com apoio da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. As finais foram realizadas no Estádio Dr. Mário Freire Martins, em Macuco, no último sábado (04). No Sub-11, em um grande jogo, Cordeiro FC e EFPM Bom Jardim se enfrentaram onde a garotada bonjardinense levou a melhor e venceu de virada por 3 a 1. Na final da categoria Sub-13, outro grande jogo entre Cantagalo e Trajano. No tempo normal, empate em 1 a 1, levando a decisão para os pênaltis, com vitória dos cantagalenses. Por fim, na decisão do Sub-15, mais um clássico regional, desta vez entre Cordeiro FC e Altense, onde o equilíbrio prevaleceu. Tudo igual em 1 a 1 no tempo normal e vitória do Altense nos pênaltis, sagrando-se campeões na Sub-15 pela primeira vez e de forma invicta. (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Excesso de medicamentos em adultos com 60 anos ou mais

quinta-feira, 09 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Dra. Ariel Green é geriatra ligada à Faculdade de Medicina Johns Hopkins e faz pesquisas sobre a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais em idosos. Vamos ver o que ela diz sobre medicação excessiva e seus riscos.

Dra. Ariel Green é geriatra ligada à Faculdade de Medicina Johns Hopkins e faz pesquisas sobre a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais em idosos. Vamos ver o que ela diz sobre medicação excessiva e seus riscos.

O uso contínuo de muitos medicamentos ao mesmo tempo, que é chamado de “polifarmácia”, pode aumentar o risco de medicação excessiva, especialmente em pessoas mais velhas. Nos Estados Unidos cerca de 33% dos adultos entre 60 e 70 anos usam cinco ou mais medicamentos prescritos. Os mais comumente usados são para pressão alta, diabetes, insônia, artrite, colesterol alto, asma, doença cardíaca coronária, depressão, doença pulmonar obstrutiva crônica, entre outros.

Em sua pesquisa a Dra. Green verificou que muitos adultos podem continuar a tomar um medicamento prescrito no passado, quando não é mais necessário. Um dos riscos do excesso de medicamentos ocorre quando os pacientes recebem medicamentos prescritos para compensar os efeitos colaterais causados por outros medicamentos que usam, aumentando o risco da polifarmácia.

Ela afirma que medicamentos e produtos comprados sem prescrição médica, como ervas medicinais e suplementos nutricionais são agressivamente comercializados com alegações exageradas e poucas evidências científicas para apoiar essas alegações. Eles podem interagir com medicamentos prescritos e causar efeitos colaterais. Por exemplo, suplementos com gingko biloba podem exagerar a ação de anticoagulantes prescritos, colocando um paciente em risco de sangramento.

Os sintomas do excesso de medicamentos podem incluir: confusão ou problemas cognitivos; quedas e acidentes; fraqueza e tontura; perda de apetite; problemas gastrointestinais como diarreia, constipação ou incontinência; erupções cutâneas; depressão e ansiedade, entre outros.

A polifarmácia afeta mulheres e homens mais velhos de forma diferente dos mais jovens. Alguém com mais de 60 anos pode ter uma composição corporal diferente de uma pessoa de 35 anos e processar medicamentos de forma diferente. Além disso, quando novos medicamentos são testados em pessoas antes de entrar no mercado, os testes podem não incluir adultos mais velhos, portanto, essas diferenças nem sempre são prontamente identificadas pelos fabricantes.

Tomar vários medicamentos prescritos pode aumentar o risco de interações medicamentosas, que é quando um medicamento afeta outro e podem surgir interações drogas-doença, que ocorre quando ao tomar um medicamento para um problema de saúde, piora outro problema de saúde.

Um dos riscos mais importantes da polifarmácia em adultos com mais de 60 anos é a super sedação, podendo causar sonolência ou confusão e aumentar o risco de acidentes domésticos e de carro. Drogas que podem causar isso são analgésicos opioides, tranquilizantes benzodiazepínicos (calmantes tarja-preta), anti-histamínicos (anti-alérgicos). Bebidas alcoólicas podem aumentar o risco de sedação excessiva quando uma pessoa está tomando esses medicamentos.

A tontura pode ser um efeito colateral de drogas sedativas ou medicamentos que reduzem a pressão arterial. Problemas de equilíbrio também podem acontecer com medicamentos anticolinérgicos, que incluem medicamentos para incontinência urinária, doenças cardíacas, doença de Parkinson e outras condições.

A Dra. Green diz que a melhor medida de prevenção de polifarmácia são consultas médicas para a revisão de medicamentos pelo menos uma vez ao ano. Modificações do estilo de vida, que favorecem a adoção de práticas saudáveis de saúde, ajudam a evitar o excesso de medicamentos e suas complicações.

Fonte: https://www.hopkinsmedicine.org/health/wellness-and-prevention/polypharmacy-in-adults-60-and-older

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Cesar Vasconcellos de Souza

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