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Hora da verdade

sexta-feira, 17 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Em busca de respiro, Friburguense terá jogo decisivo pela Série B1 do Carioca

O cenário é desafiador. Depois de pontuar fora de casa diante do Campo Grande, o Friburguense inicia uma sequência decisiva para o futuro do clube na Série B1 do Campeonato Carioca — e também para as pretensões a curto e médio prazo. Restando cinco rodadas para o término da Taça Corcovado (fase de classificação do campeonato), o time comandado por Gedeil precisa somar pontos e, para isso, buscar as vitórias que levem a uma condição mais favorável na tabela de classificação.

Em busca de respiro, Friburguense terá jogo decisivo pela Série B1 do Carioca

O cenário é desafiador. Depois de pontuar fora de casa diante do Campo Grande, o Friburguense inicia uma sequência decisiva para o futuro do clube na Série B1 do Campeonato Carioca — e também para as pretensões a curto e médio prazo. Restando cinco rodadas para o término da Taça Corcovado (fase de classificação do campeonato), o time comandado por Gedeil precisa somar pontos e, para isso, buscar as vitórias que levem a uma condição mais favorável na tabela de classificação.

Dentro desse contexto, o duelo com o Duque de Caxias neste sábado, 18, às 15h, no Eduardo Guinle, ganha contornos decisivos. Os ingressos são vendidos nas bilheterias do estádio, a preços que variam entre R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20.

A três pontos de sair da zona de rebaixamento, o Frizão também está a quatro do terceiro colocado, numa Série B1 de muito equilíbrio. Do Artsul, terceiro colocado (8 pontos) ao Carapebus, penúltimo (7), somente um ponto separam todas as equipes que estão nesta região da tabela. O último do G4 é o São Cristóvão (8), que venceu o Duque de Caxias (7) na última rodada.

Integrante do Z-2 ao lado do Friburguense, o Carapebus vai receber o Serrano, no Moacyrzão. O time de Petrópolis está logo acima do Duque de Caxias, o primeiro clube acima da zona de rebaixamento. Outra equipe com sete pontos, o Paduano enfrenta o Campo Grande, que é um dos cinco times com oito pontos na tabela de classificação.

Ainda neste sábado, 18, o líder Bonsucesso viaja para encarar o Niteroiense, atualmente sexto colocado, enquanto Petrópolis e São Cristóvão fazem um duelo de dois times que atualmente integram o grupo quatro melhores colocados da Série B1. Nova Cidade e Artsul, ambos com oito pontos ganhos, fazem confronto direto na briga pelas primeiras posições.

 

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle

Artsul 1x0 Friburguense, Nivaldo Pereira

Friburguense 0x1 Bonsucesso, Eduardo Guinle

Campo Grande 1x1 Friburguense, Luso-Brasileiro

18/Out, Sáb, 15h - Friburguense x Duque de Caxias, Eduardo Guinle

25/Out, Sáb, 15h - São Cristóvão x Friburguense, Ronaldo Nazário

29/Out, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Waldo Carneiro

01/Nov, Sáb, 15h - Friburguense x Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

 

 

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 14 pts

2º- Petrópolis, 12 pts

3º- Artsul, 8 pts

4º- São Cristóvão, 8 pts

5º- Nova Cidade, 8 pts

6º- Niteroiense, 8 pts

7º- Campo Grande, 8 pts

8º- Paduano, 7 pts

9º- Serrano, 7 pts

10º- Duque de Caxias, 7 pts

11º- Carapebus, 7 pts

12º- Friburguense, 4 pts

 

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MUNDIAL FEMININO 

Mundial de 2027 será o melhor de todos, diz diretora da Fifa

A menos de dois anos da Copa do Mundo Feminina, que acontecerá no Brasil, entidades governamentais e do futebol envolvidas na organização se reuniram nesta quinta-feira, 16, no Rio de Janeiro. Em pauta, a definição os próximos passos para a realização do evento. Em maio, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) divulgou as oito cidades-sedes e os estádios que receberão o maior evento mundial da modalidade.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1663046&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1663046&o=node

Entre os participantes do encontro, ontem, estava a diretora de futebol da Fifa Jill Ellis, ex-técnica bicampeã mundial com a seleção feminina dos Estados Unidos (2015 e 2019). Para ela, participar do evento é uma oportunidade de visitar as cidades-sedes novamente e ter a certeza de que elas estão alinhadas com a Fifa. 

"É bom estarmos familiarizados porque temos que nos sentir um time. Não é a Fifa vindo aqui e sim a Fifa vindo trabalhar junto com os anfitriões brasileiros, construindo essa relação e indo nos detalhes, expectativas, padrões. Entender o que eles precisam, padrões de centros de treinamentos, todos os detalhes que tem que estar prontos para a Copa do Mundo”, detalhou a diretora, em sua terceira vinda ao país representando a Fifa. 

Jill veio ao Brasil apenas para esse encontro que conta com gestores das cidades-sede, dos estados, do Governo Federal e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Uma comitiva da Fifa permanece no país para realizar análises técnicas e estruturais dos estádios, em todas as sedes do mundial. 

No evento, Jill disse que acredita que o Mundial de 2027 será o melhor de todos os tempos: “Eu sempre penso que próxima Copa do Mundo vai ser a melhor, mas essa vai ser a primeira Copa do Mundo feminina na América do Sul. É um continente que dorme, respira, se alimenta de futebol. É como se o futebol voltasse para casa pela paixão que existe aqui. O que nós vamos ver? Eu vou começar pelas atletas: o alto nível das jogadoras, o nível de competitividade, grandes estrelas virão jogar aqui. O futebol vai ser incrível. Eu assisti jogos aqui no Brasil e ouvi os torcedores, eles são incríveis, eles cantam, eles interagem, eu sempre digo: os fãs da América do Sul não tem igual no mundo. Então eu estou muito empolgada, eu acho que vai ser incrível”, garantiu.

Além de conquistar dois títulos mundiais com a seleção norte-americana, Jill Ellis também foi laureada com duas Bolas de Ouro como melhor técnica naqueles anos. A diretora da Fifa elogiou a seleção brasileira feminina o trabalho do técnico de Arthur Elias.

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    Novamente em casa, Friburguense tem jogo decisivo para o futuro do clube (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Em Série B1 equilibrada, Tricolor precisa de sequência de vitórias para mudar rumo na B1 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Olha pra cima

sexta-feira, 17 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

            “ – Moça, que céu é esse?”  Ouço, paro e, por dois segundos, penso se ela falou comigo. Ao perceber que sim, fico sem resposta. O que tem o céu? Noto que havia me esquecido de olhar para lá. Não poderia descrevê-lo naquele momento. Não saberia fazê-lo. Que descuido o meu. Logo eu que venho tentando centrar no momento presente. Concentrar. Degustar cada oportunidade de apreciar a natureza. Isso, a natureza. O céu e tudo o que tem nele. Eu deveria tê-lo admirado.

            “ – Moça, que céu é esse?”  Ouço, paro e, por dois segundos, penso se ela falou comigo. Ao perceber que sim, fico sem resposta. O que tem o céu? Noto que havia me esquecido de olhar para lá. Não poderia descrevê-lo naquele momento. Não saberia fazê-lo. Que descuido o meu. Logo eu que venho tentando centrar no momento presente. Concentrar. Degustar cada oportunidade de apreciar a natureza. Isso, a natureza. O céu e tudo o que tem nele. Eu deveria tê-lo admirado.

            Logo eu, não saberia quais as cores do céu! Daquele céu. Parei, olhei. O que tinha de diferente lá em cima? Até agora não sei. O céu estava cinza. Com cara de chuva. Se chovesse, eu seria pega desprevenida. Novamente: que descuido o meu. O dia clareou e a noite estava prestes a chegar e eu sequer percebi, nesse interregno de tempo do dia inteiro, se o Sol havia aparecido para desejar um lindo dia antes de ser encoberto pelas nuvens pesadas.

            Talvez a chuva naquela hora fosse uma boa providência para lavar a alma. Mas nem isso eu podia. A pressa é demais. Rotina que segue. Dor de cabeça dando as caras. Como aos olhos dos atentos, nenhum sinal do propósito perseguido passa despercebido, pude aproveitar a noite extasiada com a presença da frondosa lua cheia. Foi ontem. Foi lindo. Salvou o meu dia.

            Amanheceu. Que belo dia. Recomeçou o ciclo. A vida acontece agora. Nova oportunidade. Dessa vez o “bom dia” foi dado pela janela, para frente e para cima. Sem telas. Sem mensagens. Sem cores artificiais. Eram seis da manhã. O céu já dava os sinais. Dia lindo. A vibração é outra. Energia em alta. A xícara de café sobre a bancada da varanda e os olhos focados em tudo o que era verde. Assim começou. Em meio a todas as múltiplas e muitas tarefas, pude perceber o presente que veio do céu. E assim o acompanhei até que o final de tarde nos contemplasse com o céu rosa. Literalmente. Pareceu um presente. Foi um presente. Foi hoje. E está sendo. A lua lá fora espelha a perfeição desse universo infinito e misterioso que não deve deixar de ser notado e contemplado todos os dias.

             Tenho a sensação de que se aquela senhora cruzasse pelo meu caminho na rua nesse instante e me fizesse a mesma pergunta, eu saberia descrever o céu azul da manhã, as nuvens que passearam por lá ao meio dia, o entardecer avermelhado e deslumbrante e o exato formato com que a lua brilha nesse instante. Para quem anda atento, todo sinal é uma oportunidade de melhora. Provavelmente, se tivesse a oportunidade, agradeceria pela pergunta cotidiana. Sem querer, mudou meu dia. 

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Cuidar dos seus pensamentos

quinta-feira, 16 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, pense nisso.” Filipenses 4:8.

Muitas pessoas não sabem que podem mudar o padrão negativo de pensar. Creem que seu jeito de pensar é o único que podem ter. Mas podemos desenvolver uma melhor maneira de pensar, com conteúdos mais saudáveis dos pensamentos.

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, pense nisso.” Filipenses 4:8.

Muitas pessoas não sabem que podem mudar o padrão negativo de pensar. Creem que seu jeito de pensar é o único que podem ter. Mas podemos desenvolver uma melhor maneira de pensar, com conteúdos mais saudáveis dos pensamentos.

É verdade que não é fácil mudar a corrente dos pensamentos, porque habituamos a tê-los num sentido (pessimista ou otimista, negativo ou positivo, desesperançoso ou esperançoso, alegre ou triste, nervoso ou calmo) na vida. É importante compreender que muito do que sentimos depende do que pensamos, da maneira como pensamos, do que mais pensamos. Em parte, nos tornamos no que mais pensamos. “Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é”. Provérbios 23:7.

Podemos habituar a pensar sempre de uma mesma maneira, mesmo que seja ruim. Observe que você pode pensar no que está pensando. Ou seja, você pode observar o tipo de pensamento que mais frequentemente vem à sua mente. Isto significa que há uma área da sua mente que é livre para pensar no que quiser, e há uma área que está presa nos pensamentos costumeiros e antigos. Esta área livre para pensar o que você quiser é que precisa ser usada para que você treine novos e melhores pensamentos. Isto requer realmente um treino, porque o hábito de tantos anos pode fazer com que alguém se acostume a pensar sempre de uma mesma maneira negativa, sempre nutrindo pensamentos como: "As pessoas me rejeitam.", "A vida não faz sentido.", "Ninguém me entende.", "Sou fraco e não tenho jeito."

Mas a parte saudável da mente pode olhar para isto e dizer: "Puxa! Olha como eu só fico pensando coisas destrutivas que me botam para baixo!" Daí, toda vez que você se pegar tendo estes pensamentos ruins, negativos, você pode dizer para si mesmo: "Eu decido não permitir que minha mente doente continue a pensar dessa forma. Eu vou escolher o que quero pensar agora!”. E daí você troca o pensamento ruim por um pensamento melhor. E força sua mente a pensar neste pensamento melhor. É assim que as coisas mudarão para melhor na mente cheia de pensamentos negativos que geram sentimentos dolorosos desnecessários e produzem doenças mentais.

Lembre-se de que o que mais pensamos, produz o que sentimos. E o que mais sentimos, produz o que fazemos e o que mais fazemos, criam hábitos, e a repetição de hábitos forma a conduta básica na vida. Por isso é que se a maioria dos seus pensamentos for negativa, os sentimentos serão também negativos e as decisões na vida poderão ser negativas. Por isso pensar correto é muito importante para a melhora da vida emocional e para a pessoa sair da sensação que pode ser antiga de se sentir rejeitado, sem condições de melhorar, deprimido.

Sim, é importante a compreensão dos sentimentos, a expressão e a experimentação deles que podem ter estado reprimidos inadequadamente. Expressar é falar, e experimentar é viver o sentimento com equilíbrio. Mas, você pode começar a trabalhar com a questão do treinamento dos pensamentos, e isso já produzirá algo bom, enquanto vai aprendendo a lidar com suas emoções de forma melhor, ajudado pelo pensamento saudável.

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Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com

www.youtube.com/claramentent

Tik-Tok  @claramentent

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Festa garantida

quinta-feira, 16 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

 

Copa Friburgo chega ao fim com gritos de campeão nas séries Ouro e Prata

Os gritos de campeão anunciaram o fim de mais uma edição da Copa Friburgo, promovida este ano nas categorias de base Sub-15 e Sub-17. As disputas pelos títulos encerraram a competição com emoção, decisão por pênaltis e consagração de novos campeões nas séries Ouro e Prata.

 

Copa Friburgo chega ao fim com gritos de campeão nas séries Ouro e Prata

Os gritos de campeão anunciaram o fim de mais uma edição da Copa Friburgo, promovida este ano nas categorias de base Sub-15 e Sub-17. As disputas pelos títulos encerraram a competição com emoção, decisão por pênaltis e consagração de novos campeões nas séries Ouro e Prata.

A final da Série Ouro Sub-15 foi marcada por um equilíbrio traduzido no placar. O duelo entre Azulão e Friburgo Sporting terminou com o placar inalterado no tempo regulamentar. A emoção se estendeu para as cobranças de pênaltis, onde a precisão do Azulão prevaleceu. Com uma vitória de 5 a 3, a equipe levantou o troféu de campeão e celebrou o título com a sua torcida.

Na categoria Sub-17, o Riograndina confirmou a superioridade demonstrada ao longo da competição e sagrou-se campeão invicto da Série Ouro. Em um jogo marcado pelo número de gols — algo geralmente atípico em decisões —, a equipe venceu o São Geraldo por 4 a 2, coroando uma campanha praticamente impecável com o título máximo da categoria.

A final da Série Prata Sub-15 também foi decidida nos detalhes. Olaria e Córrego Dantas empataram em 2 a 2, levando a disputa para a marca da cal. Nas penalidades, o Olaria demonstrou maior frieza e venceu por 4 a 3 o Córrego Dantas, garantindo o título da Série Prata.

A emoção se repetiu na final da Série Prata Sub-17. O confronto entre São Pedro e Conselheiro terminou empatado em 3 a 3, e a decisão também foi para os pênaltis. O Conselheiro foi mais eficiente nas cobranças e venceu por 5 a 3, conquistando o título da Série Prata.

A Copa Friburgo não só revelou os times campeões, mas também apontou grandes talentos individuais que receberam premiações de destaque. Os jogadores do Riograndina dominaram as premiações individuais da categoria Sub-17, refletindo o desempenho da equipe campeã invicta. Pietro Lima foi o artilheiro, com oito gols marcados, enquanto Lucas Couto foi eleito o melhor goleiro, Breno Lopes a revelação e, Kauan Gomes, o craque do Campeonato.

No Sub-15, foram premiados o artilheiro Bryan Storck (Córrego Dantas), o melhor goleiro João Paulo (Azulão), e os talentos do Friburgo Sporting, Salvador (Revelação) e Gustavo Garcia (Craque do campeonato).

 

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Novidade

Primeiro aplicativo fitness para pessoas com deficiência é lançado no Brasil

Para promover a inclusão e autonomia de pessoas com deficiência por meio de exercícios físicos, foi lançado no Brasil o aplicativo Accessercise. Primeiro aplicativo fitness do mundo voltado para pessoas com deficiência, o Accessercise chega ao Brasil graças a investimento do Ministério do Esporte no valor de R$ 489 mil, em parceria com a Associação Nacional de Desporto para pessoas com Deficiência (Ande) via captação de recursos pela Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), tendo como gestora a Universidade Federal de São Paulo (FAP/Unifesp).

A versão do aplicativo em português reúne videoaulas adaptadas, conteúdos educativos e um recurso de mapeamento integrado ao Google Maps que permite avaliar a acessibilidade de academias e espaços paradesportivos. No Brasil, a versão é gratuita, o que promove saúde, autonomia e participação social.

Criado pelo atleta paralímpico medalhista Ali Jawad, o aplicativo busca preencher a lacuna de recursos acessíveis no universo fitness. O nome vem da união dos termos acessibilidade e exercício em inglês. O Accessercise está disponível no Brasil para download em português e também para usuários do programa de benefícios Wellhub.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem no Brasil 18,6 milhões de pessoas com deficiência, que têm dificuldades para acessar o mercado de trabalho, e enfrentam diferentes barreiras para acessar o esporte.

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    Copa Friburgo reuniu diversas equipes da cidade em duas categorias (Fotos: Gustavo Rocha)

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    Decisões definiram os vencedores nas Séries Ouro e Prata, em mais uma edição de sucesso (Fotos: Gustavo Rocha)

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    Além dos títulos coletivos, prêmio individuais também reconheceram os destaques desta edição (Fotos: Gustavo Rocha)

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No vermelho: o Brasil que vive a prazo

quinta-feira, 16 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Se antes o brasileiro brincava dizendo que “dinheiro é um hóspede que nunca dorme em casa”, agora a piada perdeu a graça. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, 30,2% das famílias estão inadimplentes — é o maior índice em quase dois anos. São mais de três em cada dez lares com contas atrasadas, e isso diz muito sobre o país que estamos nos tornando.

Se antes o brasileiro brincava dizendo que “dinheiro é um hóspede que nunca dorme em casa”, agora a piada perdeu a graça. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, 30,2% das famílias estão inadimplentes — é o maior índice em quase dois anos. São mais de três em cada dez lares com contas atrasadas, e isso diz muito sobre o país que estamos nos tornando.

Não é difícil entender o motivo. A taxa de juros está em 15% ao ano, e o crédito, cada vez mais curto e caro. O consumidor compra o básico — um eletrodoméstico, um remédio, o material escolar dos filhos — e já sente o peso do parcelamento. E quando a renda não cresce no mesmo ritmo, a conta chega. E chega rápido.

O brasileiro vive num eterno malabarismo: tenta pagar as contas, equilibrar o orçamento e ainda manter um mínimo de dignidade no consumo. Só que a matemática não fecha. Tudo ficou mais caro, o salário não acompanhou, e o cartão de crédito virou o bote salva-vidas que também serve de âncora.

 

Dívida x inadimplência

É importante lembrar: estar endividado não é o mesmo que estar inadimplente. O endividado ainda paga as parcelas, mesmo com aperto. O inadimplente é aquele que já não consegue mais. E é aí que mora o drama — porque a inadimplência não cobra só juros, ela cobra saúde mental, relacionamentos e noites de sono.

Muita gente hoje trabalha para pagar o que comprou meses atrás. O salário chega, mas já vem comprometido: aluguel, escola, mercado, remédios, gasolina. O dinheiro não circula, apenas passa. E com os bancos encurtando prazos e elevando taxas, o crédito se tornou mais defensivo — um favor caro, não uma solução.

O cartão de crédito segue como o maior vilão, presente em 84,5% dos casos de endividamento. Ele dá a sensação de poder, mas é um poder ilusório. Permite comprar o que o salário não cobre, e prende o consumidor em juros de 400% ao ano. É uma armadilha moderna, vendida com sorriso digital, “cashbacks” e limites pré-aprovados que soam como generosidade, mas escondem o abismo.

 

Cenário de Nova Friburgo

Em Nova Friburgo, a realidade não é diferente — e talvez seja até mais sentida. O comércio, que já enfrenta meses de vendas mais fracas, sente o reflexo direto da inadimplência. Lojas de roupas, eletrodomésticos e até farmácias relatam que o cliente compra menos, negocia mais e volta a pedir “pra anotar no caderno”. O retrato do comércio friburguense revela uma cidade que se esforça para manter o consumo, mas esbarra na renda curta.

Os números nacionais ganham rosto na serra. São famílias de renda apertada, pequenos empreendedores, autônomos e servidores que perderam o equilíbrio financeiro com o aumento do custo de vida. E veja: falamos de uma cidade do interior, onde o custo é considerado baixo se comparado às capitais. Mesmo assim, o básico pesa. O aluguel subiu, o mercado encareceu, e o cafezinho de fim de tarde virou luxo ocasional.

Por trás desses dados há histórias que não cabem em tabelas. A inadimplência, em Friburgo e fora dela, não é apenas econômica: é emocional. É a mãe que atrasa o plano de saúde, o pai que corta o lazer, o autônomo que não sabe se paga o fornecedor ou o aluguel. É o comerciante que vende a prazo torcendo para o cliente não sumir. O endividamento cobra caro: em culpa, ansiedade e preocupação.

E há um detalhe que passa despercebido: a dívida também isola. Muita gente se afasta de amigos, evita falar de dinheiro e carrega o peso do “fracasso financeiro” como se fosse culpa individual — quando, na verdade, é um problema coletivo, de um sistema que empurra o cidadão ao crédito antes de oferecer condições dignas de renda.

 

A conta não fecha

A ironia é que, enquanto o brasileiro faz malabarismo para fechar o mês, os lucros dos bancos seguem recordistas. O sistema financeiro não sofre crise: se adapta, se reinventa e sempre cobra. Há tecnologia para tudo — menos para aliviar o bolso de quem vive de salário. O lucro é trimestral; o sufoco, diário.

Nova Friburgo também aprendeu a viver no fiado — do mercado do bairro ao cartão de crédito, a confiança virou moeda. Mas o fiado moderno tem aplicativo, juros compostos e data de vencimento automática. O problema é que a conta, cedo ou tarde, vence. E o boleto que o país precisa encarar não é só financeiro — é moral, social e emocional.

A inadimplência é o espelho de um país cansado. Gente que trabalha, produz, se esforça, mas ainda assim termina o mês com o extrato negativo. Talvez o maior desafio do futuro não seja ampliar o crédito, e sim devolver o fôlego. Porque, no fim, a inadimplência é só o sintoma de um país — e de uma cidade — que há muito tempo não consegue pagar o preço de si mesmo.

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O brincar na vida adulta

quarta-feira, 15 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Há um tempo atrás, enquanto eu orientava um adolescente sobre desenvolvimento socioemocional, ouvi a seguinte pergunta: “Adulto brinca?”.
Isso me fez pensar e refletir sobre o quanto nós adultos separamos pouco tempo para a brincadeira.

O brincar não faz parte só da vida da criança.

O brincar também é importante na vida adulta, pois contribui para fortalecer relações, desenvolver criatividade, melhorar a saúde emocional, trazendo mais alívio para a nossa rotina.

Há um tempo atrás, enquanto eu orientava um adolescente sobre desenvolvimento socioemocional, ouvi a seguinte pergunta: “Adulto brinca?”.
Isso me fez pensar e refletir sobre o quanto nós adultos separamos pouco tempo para a brincadeira.

O brincar não faz parte só da vida da criança.

O brincar também é importante na vida adulta, pois contribui para fortalecer relações, desenvolver criatividade, melhorar a saúde emocional, trazendo mais alívio para a nossa rotina.

Quando brincamos, nos percebemos mais leves, com uma grata sensação de bem estar. Nosso humor muda, nos sentimos felizes e mais fortalecidos para enfrentarmos as adversidades que chegam, e passamos a ter um olhar mais amplo a respeito dos problemas, enxergando-os por uma outra óptica.

A ansiedade acalma, a mente relaxa, o alívio chega e toma conta do corpo. Soluções surgem, os relacionamentos ficam mais saudáveis e colaborativos, a mente encontra soluções para problemas e adversidades.

Mas por quê, conforme vamos crescendo, isso vai se esvaindo, pouco a pouco, como um castelo de areia que escorre entre os dedos? Como trazer a brincadeira de volta na vida adulta?

Na infância, experimentamos inúmeros divertimentos e mergulhamos em um mundo lúdico cheio de cores, formas e sons. Os anos vão passando até chegarmos na adolescência, onde começamos a não nos permitir mais algumas dessas experimentações. A ludicidade começa, então, a perder cada vez mais espaço, ficando no fundo do mar quando nos tornamos adultos.

É como se não fosse permitido ter acesso a esse lugar que, de alguma forma, ficou estabelecido em alguma crença que só crianças podem ter essas ocasiões.

Se reconectar com o brincar é abrir uma nova dimensão para esse entendimento. Requer disponibilidade de mudanças internas, que foram moldadas há muito tempo atrás.

Reunir amigos ou familiares para jogar jogos de tabuleiro, videogame ou até mesmo jogos de cartas. Separar um instante para colorir, pintar e resgatar aqueles desenhos que foram parar no fundo do oceano. Trazer de volta as cantorias no chuveiro, onde imitávamos nossos cantores e bandas favoritas, inserindo instrumentos musicais imaginários, compondo parte das melhores horas do dia. Dançar e cantar pelo simples fato de se sentir bem, resgatando o dance e cante como se ninguém estivesse olhando, elaborando um divertido karaokê.

Reconquistar esses momentos é inserir leveza no nosso dia a dia.

 

Até a próxima quarta!

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No pódio

quarta-feira, 15 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

AFFM / Friburguense em terceiro no Estadual de Futmesa. Vasco leva título

       Se não deu para erguer a taça de campeão, a AFFM / Friburguense se colocou entre os três melhores clubes de futebol de mesa do Estado do Rio de Janeiro, na categoria Adulto – Regra 12 Toques. O Vasco da Gama conquistou a Taça Rio, garantindo o tetracampeonato consecutivo (2022, 2023, 2024 e 2025), uma vez que havia vencido também a Taça Guanabara. Este é o 12º título estadual de equipes do clube cruzmaltino.

AFFM / Friburguense em terceiro no Estadual de Futmesa. Vasco leva título

       Se não deu para erguer a taça de campeão, a AFFM / Friburguense se colocou entre os três melhores clubes de futebol de mesa do Estado do Rio de Janeiro, na categoria Adulto – Regra 12 Toques. O Vasco da Gama conquistou a Taça Rio, garantindo o tetracampeonato consecutivo (2022, 2023, 2024 e 2025), uma vez que havia vencido também a Taça Guanabara. Este é o 12º título estadual de equipes do clube cruzmaltino.

       Após vencer o América e o Friburguense por 45 a 24, o Gigante da Colina bateu o Fluminense por 39 a 30 na decisão — virando o jogo após começar atrás. O elenco campeão conta com o friburguense Hiêgo, ex-atleta do Tricolor da Serra, juntamente com Felipinho, Aquino, Nando, Thiago Penna, Evandro Gomes, Filipe Maia, Guilherme Maia, Fausto, Faustinho, Moacir, Bad, Moraes, Marcão e Igor Quintaes.

       Após a realização dos dois turnos, a classificação final do Estadual teve o Vasco como primeiro colocado, o Fluminense como o segundo e o Frizão como terceiro. O América figurou na quarta colocação, e o Flamengo, em quinto.

Desafio interestadual

        No último fim de semana, aconteceu, em Campos, a 2ª edição do Desafio Interestadual de Futebol de Mesa RJ x ES, reunindo atletas dos dois estados para disputa na regra de 12 toques. O torneio foi realizado no formato de pontos corridos, com todos os 12 atletas se enfrentando — e o campeão sendo definido pela soma total de pontos.

        No sábado, 11, Hélvio (Liga Campista) terminou a primeira metade na liderança com uma campanha quase impecável. Já no domingo, 12, Filipe Maia (Vasco da Gama) brilhou, arrancando rumo ao título com uma performance espetacular: invicto, com dez vitórias e dois empates, melhor ataque e melhor defesa da competição.

        O pódio foi completado por Fernando (Liga Campista), e por Lucas Boa Morte, atleta do Friburguense, que foi o campeão da primeira edição do evento.

 

 

Investimento

Parceria busca ampliar produção de pesquisas sobre jogos eletrônicos e dos eSports

        Para ampliar a produção de conhecimento sobre jogos eletrônicos e eSports, o Ministério do Esporte firmou um acordo de cooperação técnica (ACT) com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. A parceria permitirá o mapeamento dos jogos no Brasil, o desenvolvimento de pesquisas, a produção e elaboração de políticas públicas voltadas ao setor, além de garantir a presença de uma delegação institucional na 1ª edição dos Jogos Olímpicos de eSports, a ser realizada em 2027, em Riad, na Arábia Saudita.

        O acordo tem como objetivo formar profissionais capacitados para atuar em diferentes áreas dos jogos eletrônicos e dos eSports, e desenvolver projetos de pesquisa voltados à aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. Além disso, busca-se formar um corpo técnico qualificado e engajado em promover os eSports como ferramentas de inclusão, inovação e impacto social.

        Com a iniciativa, o campo dos jogos eletrônicos e dos eSports será fortalecido por meio da conexão entre universidades, organizações esportivas, empresas e órgãos governamentais. Essa estrutura permitirá a criação de diretrizes e regulamentações para a prática e gestão dos eSports, promovendo um crescimento sustentável e organizado. Também estão previstos comitês ou grupos de trabalho dentro da UFLA e instituições parceiras para gerenciar e estruturar os aspectos técnicos, éticos e sociais dos eSports, com foco na inclusão e no impacto educacional.

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    Friburguense faz bom papel, e alcança a terceira posição na Regra 12 Toques Estadual (créditos: Fefumerj)

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    Com participação de botonista friburguense, Vasco conquista o seu 12º título (créditos: Fefumerj)

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    Lucas Boa Morte, atleta do Friburguense, campeão uma vez do Desafio, esteve no pódio desta edição (créditos: Fefumerj)

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De volta ao batente

quarta-feira, 15 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Após 30 dias de férias pelo Nordeste, estou de volta. Nossa viagem começou por Porto de Sauipe-BA, aonde chegamos de carro, vindos de Salvador, a capital baiana. O nosso objetivo era João Pessoa-PB, para visitar nosso filho mais velho, que mora nessa cidade, desde fevereiro. Na nossa primeira parada visitamos as praias do Centro, de Santo Antônio e do Forte. A próxima parada foi Estância, em Sergipe, hospedados numa pousada na Praia do Saco. Ali fizemos passeio de buggy pelas dunas, fomos à Lagoa dos Tambaquis que como o nome indica é uma reserva/criadouro do peixe Tambaqui.

Após 30 dias de férias pelo Nordeste, estou de volta. Nossa viagem começou por Porto de Sauipe-BA, aonde chegamos de carro, vindos de Salvador, a capital baiana. O nosso objetivo era João Pessoa-PB, para visitar nosso filho mais velho, que mora nessa cidade, desde fevereiro. Na nossa primeira parada visitamos as praias do Centro, de Santo Antônio e do Forte. A próxima parada foi Estância, em Sergipe, hospedados numa pousada na Praia do Saco. Ali fizemos passeio de buggy pelas dunas, fomos à Lagoa dos Tambaquis que como o nome indica é uma reserva/criadouro do peixe Tambaqui. Pasmem, mas eles são tão domesticados que são capazes de virar de costas e deixar fazer carinho em suas barrigas. São protegidos sendo a pesca e o consumo proibidos. Seguimos para Piaçabuçu onde visitamos um Quilombola, fizemos um passeio pelas dunas com direito a navegar pelo rio São Francisco e ver o seu desague no oceano, além de banhos e caminhadas pela praia.

Seguimos, então para Barra de São Miguel onde visitamos a praia do Gunga com suas falésias coloridas, um passeio de barco para as piscinas naturais de corais, e as principais praias da região. Dali fomos a Pipa, no Rio Grande do Norte. Pipa pode ser comparada a Búzios de 30 anos atrás, com sua rua principal que lembra a Rua das Pedras. Visitamos a praia do Amor, com seu chapadão próximo a ela, de onde se tem uma vista deslumbrante do pôr do sol.

Finalmente, chegamos a João Pessoa, cidade da qual falarei oportunamente. Uma característica de nossa viagem é que por estarmos em balneários do interior, tanto a hospedagem como a comida são de um preço muito em conta. Pousadas variando de R$ 250 a R$ 280 e refeições completas entre R$ 35 a R$ 40 por pessoa, sendo que a peixada, a moqueca, o vatapá e a carne de sol para duas pessoas saindo entre R$ 80 a R$ 100.

No meio da viagem recebi, no meu Whatsapp um artigo que achei interessante e reproduzo abaixo. O texto é muito bom e, infelizmente, aqueles que deveriam, não vão lê-lo.

 

Carta pública do Instituto Lexum (renomada organização de juristas e acadêmicos brasileiros) ao ministro Luís Roberto Barroso

“Fique, Barroso. Tenha a coragem de assistir ao fim do que você começou.

De todas as estratégias possíveis, a mais covarde é a fuga disfarçada de cansaço.

A história está repleta de engenheiros de ruínas que, ao verem o castelo desmoronar, saem pela porta dos fundos, de fininho, como se nada tivessem a ver com os escombros. Mas não, ministro Barroso — o senhor não vai sair assim.

Sabe por quê? Porque cada rachadura no prestígio da Suprema Corte brasileira carrega sua digital. Cada voto em que o juiz se fez legislador, cada frase em que a moral pessoal se travestiu de princípio constitucional, cada vez que a toga pesou mais do que o texto — tudo isso tem sua assinatura intelectual, moldada lá nos tempos de Uerj, quando o senhor, encantado com a living constitution, decidiu ensinar ao país que a Constituição era um romance em construção, escrito por intérpretes iluminados. De uma linha de pensamento ativista, porém respeitável, da tradição jurídica norte-americana, passamos a conviver com um neoconstitucionalismo tupiniquim, com uma demão de verniz acadêmico, mas que bem poderia ser batizado de doutrina do ‘Perdeu, Mané, não amola’.

A prometida ‘recivilização’ do país, por um autodeclarado iluminista, se concretizou em autoritarismo galopante. Pois bem, o romance virou panfleto. A Corte virou trincheira. A Constituição, peça de ocasião. E agora, quando o país finalmente percebe o que aconteceu, o senhor cogita ir embora?

Não, Barroso. Isso não seria prudente. Seria simbólico. E o símbolo que se formaria seria implacável: o autor de uma doutrina que prometeu redenção, mas entregou autoritarismo revestido de empáfia, agora tenta escapar do veredito histórico.

Não como um magistrado que se despede após o serviço cumprido — mas como quem abandona o navio ao ouvir o estalo da madeira.

Roberto Campos, ao comentar a correção monetária, confessou ter criado um carneiro que virou um bode. Ele não se esquivou. Ele olhou para a distorção de sua ideia original e assumiu a paternidade do monstro. Já o senhor, quer sair de cena sem sequer reconhecer que o bode constitucional que nos coube nos últimos anos tem os traços exatos do seu neoconstitucionalismo messiânico.

Portanto, ministro, fique. Fique para ver a extensão da obra. Fique para explicar a erosão da legitimidade. Fique para ouvir a crítica dos que ainda acreditam que juízes devem julgar, não governar. Fique para entender que o Supremo não é palanque nem púlpito.

Ou então saia. Mas saiba: sua saída não será apenas uma aposentadoria precoce. Será uma confissão.”

Uma coisa que me impressionou, nessa viagem, é como tem gente vivendo do bolsa família e outras bolsas criadas pelo PT, o que torna o Nordeste uma capital de ociosos ou de pessoas vivendo na informalidade. Tomei consciência de que o país vai quebrar, em breve, a continuar nesse ritmo.

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Insuficiente

terça-feira, 14 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Frizão acerta travessão no fim, empata e segue na lanterna da Série B1

Um empate que nada resolve, mas o ponto conquistado não pode ser desprezado. O 1 a 1 com o Campo Grande na tarde do último sábado, 11, no Luso-Brasileiro, não tira o Tricolor da Serra da última colocação, mas faz o time somar na tabela. O duelo com o Duque de Caxias no próximo sábado, 18, às 15h, no Eduardo Guinle, ganha contornos decisivos. Os ingressos são vendidos nas bilheterias do estádio, a preços que variam entre R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20.

Frizão acerta travessão no fim, empata e segue na lanterna da Série B1

Um empate que nada resolve, mas o ponto conquistado não pode ser desprezado. O 1 a 1 com o Campo Grande na tarde do último sábado, 11, no Luso-Brasileiro, não tira o Tricolor da Serra da última colocação, mas faz o time somar na tabela. O duelo com o Duque de Caxias no próximo sábado, 18, às 15h, no Eduardo Guinle, ganha contornos decisivos. Os ingressos são vendidos nas bilheterias do estádio, a preços que variam entre R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20.

A três pontos de sair da zona de rebaixamento, o Frizão também está a quatro do terceiro colocado, numa Série B1 de muito equilíbrio.

 

O jogo

Vencer está se tornando uma questão de sobrevivência para o Friburguense. Na Ilha do Governador, diante do Campo Grande, o Tricolor já entrou em campo pressionado pelo fato de ocupar a última posição. Sem Léo Reis, o técnico Gedeil deslocou Israel para uma posição central, tendo um ataque mais móvel. A volta de Igor Gomes à lateral possibilitou o reposicionamento de Ryan ao meio-campo, sendo ele o jogador de ligação da defesa com o ataque.

Logo aos 12 minutos, após jogada pela esquerda e levantamento na grande área, Victor Hugo, ex- Friburguense, apareceu entre Ronaldo e Johnny para colocar o time mandante em vantagem. O Frizão teve alguma dificuldade para se restabelecer na partida, e os muitos erros técnicos atrapalhavam a reação. Aos 27, o Tricolor conseguiu encaixar a marcação na saída de bola adversária, recuperou na entrada da área e João Pedro teve liberdade para empatar a partida.

O Campo Grande seguia levando perigo pela esquerda, e aos 32, o corte de Ronaldo foi providencial para evitar o segundo gol alvinegro. O Friburguense assustou aos 38, em bom chute de Israel da intermediária, forçando Luiz Henrique a fazer ótima defesa.

O Campo Grande voltou do intervalo mais ofensivo, e antes do primeiro minuto completo, João Carlos fez a sua primeira boa intervenção. Sempre buscando os cruzamentos na grande área, o Campusca levava vantagem em algumas disputas, e assim ameaçava a meta tricolor. Aos 12, o Friburguense conseguiu levar vantagem pelo alto no ataque, mas a cabeçada não teve a direção certa. Com Maurício em campo, Gedeil soltou mais os laterais e o Frizão cresceu ofensivamente.

O jogo ficou mais aberto, e ao Friburguense cabe lamentar a bola no travessão aos 45 minutos, após levantamento de Igor e cabeçada de Barrozo.

O Friburguense foi a campo com João Carlos, Igor Gomes, Ryan Padilha, Ronaldo e Johnny; Rian Alvez, João Pedro, Ryan Silva e Barrozo; Nathan e Israel.

 

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle

Artsul 1x0 Friburguense, Nivaldo Pereira

Friburguense 0x1 Bonsucesso, Eduardo Guinle

Campo Grande 1x1 Friburguense, Rua Bariri

18/Out, Sáb, 15h - Friburguense x Duque de Caxias, Eduardo Guinle

25/Out, Sáb, 15h - São Cristóvão x Friburguense, Ronaldo Nazário

29/Out, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Waldo Carneiro

01/Nov, Sáb, 15h - Friburguense x Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

 

 

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 14 pts

2º- Petrópolis, 12 pts

3º- Artsul, 08 pts

4º- São Cristóvão, 08 pts

5º- Nova Cidade, 08 pts

6º- Niteroiense, 08 pts

7º- Campo Grande, 08 pts

8º- Paduano, 07 pts

9º- Serrano, 07 pts

10º- Duque de Caxias, 07 pts

11º- Carapebus, 07 pts

12º- Friburguense, 04 pts

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    Friburguense saiu atrás no marcador, mas buscou o empate e somou um ponto na tabela (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Em situação delicada, Tricolor da Serra terá confronto decisivo em casa (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Barrozo acerta o travessão, em um dos últimos lances da partida, que poderia ter decretado a vitória tricolor (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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A VOZ DA SERRA também tem a missão de educar

terça-feira, 14 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

         Vovó Mariana dizia: “Educação é em casa; instrução é na escola!”. Nascida em 1903, vovó, que nem sabia ler, sabia coisas do arco da velha e entendia que a criança tinha que aprender, na família, a educação, ou seja: ser gentil, ter bons modos, respeitar os mais velhos, fazer bem as lições e, acima de tudo, prestar atenção em tudo o que os professores ensinam. Num conceito mais amplo, hoje a educação abrange tantas áreas que os verbos “educar” e “instruir” se conjugam em todos os modos, tempos e lugares. Como diz a gíria: “tudo junto e misturado”.

         Vovó Mariana dizia: “Educação é em casa; instrução é na escola!”. Nascida em 1903, vovó, que nem sabia ler, sabia coisas do arco da velha e entendia que a criança tinha que aprender, na família, a educação, ou seja: ser gentil, ter bons modos, respeitar os mais velhos, fazer bem as lições e, acima de tudo, prestar atenção em tudo o que os professores ensinam. Num conceito mais amplo, hoje a educação abrange tantas áreas que os verbos “educar” e “instruir” se conjugam em todos os modos, tempos e lugares. Como diz a gíria: “tudo junto e misturado”.

         O Caderno Z, ciente de seu papel, também educador, nos trouxe o tema Educação, realçando: “Para a maioria das crianças, a escola é a porta de entrada para o mundo, além da própria casa”. O ambiente escolar da atualidade oferece vertentes educacionais variadas, como explica a educadora Claudia Costin: “Não educamos a criança só para ela saber tabuada, ler e escrever. Educamos, em parceria com as famílias, como ela vai se conectar em sociedade”. A criança é resultado dos bons exemplos.

         Para Priscila Cruz, especialista em Educação Pública, “a infância é a explosão das conexões cerebrais e conexão que não é formada ou que você não usa, desaparece”. O cérebro precisa de estímulos para que essas conexões sejam aproveitadas, caso contrário, ele as dispensa. Então, acrescenta Priscila: “criança precisa brincar, quebrar o dedo, se ralar, se machucar...”. (Lembrei de meu irmão, mestre em quebrar o braço no campinho de futebol).

         A Escola Pontinha de Sol amplia seus trabalhos com a implantação do Ensino Médio e destaca - “o aprender a fazer, pesquisar, construir hipóteses, experimentar a vida através de várias ferramentas pedagógicas”. O tempo é de inovação, de adaptação e o Colégio Serrano e o Educandário Serrano deram um salto ainda mais positivo em sua proposta educacional implantando na grade curricular a “disciplina de educação financeira”. Isso há de ser muito produtivo, inclusive para orientação dos filhos em relação aos familiares. Aprendendo mais cedo, mais chances de cautela financeira.

         Vem bem a calhar esse aprendizado financeiro, pois, no Brasil, a “inadimplência atinge o maior patamar da série histórica iniciada em 2010”. O pior não é só ter dívidas, pois há endividados “sem condições de pagar dívidas em atraso”. Outro dado da pesquisa informa que “aquelas de menor renda estão mais endividadas e as de maior renda, em crescente inadimplência”. Minha amiga Fausta Sidoni sempre diz: “Mais importante do que ganhar, é saber gastar”. Esse é o saber que a gente precisa saber! Aliás, a charge de Silvério descreve em seu desenho a preocupação de quem vai dormir com a cabeça em suas dívidas. É justamente a hora em que o sonho pode virar pesadelo.

         Ainda sobre educação, o Ensino Médio também passou por mudanças no currículo neste ano. As novas regras que passaram por adaptações neste ano, a partir de 2026 serão obrigatórias. Ao currículo de base foram acrescentadas matérias sobre empreendedorismo, robótica, questões voltadas para o meio ambiente, matemática do cotidiano, educação financeira, tudo interligado com áreas de conhecimento. Ninguém entre em pânico, pois nas provas do Enem de 2025 não serão cobrados esses temas, ficando a cobrança para 2028. “As novas diretrizes” estão voltadas para que “os estudantes tenham acesso a projetos, oficinas e atividades interdisciplinares que favoreçam a ampliação do repertório acadêmico e profissional”.  Que beleza!

         Salve o Dia das Crianças! A data passou a ser muito festiva para a criançada por conta do feriado nacional do Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Embora o feriado seja mais recente, a santa foi proclamada como padroeira em 1930. A data ganhou mais um santo – Dia de São Carlo Acutis. Sua canonização ocorreu no dia 07 de setembro, pelo Papa Leão XIV. O jovem Carlo, nascido na Itália e falecido em 2006, aos 15 anos de idade, mereceu a santidade por sua curta existência plena de espiritualidade e resignação. Que São Carlo seja o santo “influenciador” da juventude, revigorando a mensagem de que só o amor e a fraternidade podem edificar o novo mundo de paz!

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