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Caso Guido Daflon: Rodolpho em liberdade

sábado, 13 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 13 e 14 de setembro de 1975

Manchetes

Edição de 13 e 14 de setembro de 1975

Manchetes

Rodolpho em liberdade - Em sessão que durou seis horas e meia, foi condenado a dois anos de detenção o réu Rodolpho Vassalo de Azevedo, acusado da morte de Guido Daflon, funcionário da Prefeitura Municipal, em crime ocorrido, em 1973, dentro da Câmara Municipal de Friburgo. NO entanto, por ser primário e já ter cumprido a pena, Rodolpho Azevedo foi colocado em liberdade. Pelo menos, 25 pessoas testemunharam o crime ocorrido na Câmara, sendo que 16 delas foram intimadas a comparecer ao julgamento, para deporem em plenário, mas foram dispensadas. 

O júri foi desmembrado como já se previa. O julgamento de Paulo e Gilberto Azevedo está marcado para a próxima segunda-feira, no Tribunal do Júri de Niterói, presidida pelo juiz Décio Itabaiana.

2ª feira – Nesta segunda-feira, 15 de setembro, às 13h, será a vez do julgamento de Paulo César e Gilberto serão julgados. A pena para Paulo de Gilberto deverá ser mais branda. O desmembramento foi aceito tanto pela defesa como também pela acusação. Para este julgamento, espera-se também a mesma influência de curiosos e amigos dos acusados.

Condições – O juiz Décio Itabaiana fez a Rodolpho Azevedo a seguinte recomendação que ele terá que cumprir à risca: não poderá se ausentar de Nova Friburgo por mais de cinco dias sem autorização prévia, não poderá portar qualquer espécie de arma, deverá se recolher cedo e a cada dois meses, terá que apresentar-se ao juiz. Estas recomendações terão que ser cumpridas rigorosamente.

Parentes – No Tribunal do Júri de Niterói encontravam-se também, bastante  nervosos e apreensivos, os parentes de Guido Daflon. Sua mãe Olivia, os irmãos Onete, Dácio, Wilson, Wallace, Antonio, esposas e os primos Joaquim e João. Rodolpho Azevedo sempre permaneceu muito nervoso. Limpava a testa de suor constantemente, pigarreava e tossia.

Marimbondos – As 6h da manhã deste 12 de setembro compareceu à Polícia de Friburgo o sr. Urias Paixão, 45 anos, morador do bairro Olaria. Ele disse aos investigadores que seu sobrinho, Paulo Roberto da Paixão, de 15 anos de idade, foi vítima do ataque de um enxame de marimbondos. Sofreu sérios ferimentos e faleceu horas depois.

Prisão – A Polícia de Friburgo prendeu uma mulher de 27 anos e dois homens de 34, residentes no Rio de Janeiro. Eles são acusados da autoria de um assalto ocorrido na Praça Dermeval Moreira, no qual foram levados Cr$ 1.400 de uma mulher que passava pela Avenida Alberto Braune. Ela imediatamente chamou a polícia que prendeu o trio.

Morte – A polícia localizou na manhã de quarta-feira, às margens do Rio Bengalas, o corpo de um recém-nascido. Foi em um trecho próximo ao posto Titan. Os policiais Antonio Militão Filho e Sérgio Fernandes, recolheram o corpo da criança do sexo masculino, que se presume ter sido abandonado no local na noite de terça-feira. O corpo foi removido para o necrotério local.

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Luiz Antonio Spinelli (13); Wanda Spinelli, Gilmar Bispo e Franz Ludwig (14); Heródoto Bento de Mello, Luiz Sérgio e Homero da Rocha (15); Ilídio Correia, João Caputo, Jacy Silva e Joacir Alves(16); Francisco Holanda, Rubem Leal, Antonio Wilson, Angela Spinelli e Mário Hottz (17); Edelvira Guinle e Alael Coelho (18); João Batista, Maria Nilda e Orquídea Ilse (19).

 

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

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Quando o sonho tropeça na realidade...

sexta-feira, 12 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Frustação pesa na gente, não é mesmo? Eis um sentimento difícil de lidar. Impõe dor, perda de expectativa, sensação de que poderia ter feito mais, perspectiva de como teria sido o que não foi, vazio e até mesmo uma comparação inconsciente e incontrolável em relação a outras pessoas.

Frustação pesa na gente, não é mesmo? Eis um sentimento difícil de lidar. Impõe dor, perda de expectativa, sensação de que poderia ter feito mais, perspectiva de como teria sido o que não foi, vazio e até mesmo uma comparação inconsciente e incontrolável em relação a outras pessoas.

Você já percebeu que às vezes esse sentimento chega de mansinho, sem pedir licença, e se instala como um hóspede inconveniente que não sabemos bem como mandar embora? O sentir-se frustrado com algo pode vir de pequenas coisas ou de grandes acontecimentos: o tempo que passou sem que seu desejo se realizasse, a oportunidade que escorreu pelos dedos, o plano que parecia certo e deu errado, o trabalho que não rolou, a mensagem que não foi recebida, a promessa que não foi cumprida. Não tem manual para lidar com isso.

Receber “não” da vida machuca de verdade. Em uns mais, em outros, menos. Sobretudo quando esperávamos um “sim”. Quando batalhamos por esse sinal verde, ansiamos por levantar a bandeira ao final. E por vezes só nos resta o vazio de lidar com a obrigação de superar que aquilo que desejamos, esperamos ou planejamos simplesmente não se concretiza. É o vácuo entre a expectativa e a realidade.

É engraçado como, às vezes, a frustração parece uma professora rígida. Daquelas que te fazem escrever a lição 100 vezes no quadro até aprender. Ela insiste em mostrar que nem tudo está sob o nosso controle. E isso dói. Porque a gente foi criado para acreditar que basta se esforçar que dá certo, basta querer que acontece, basta sonhar que realiza. Pois é... não basta. Não sempre...

Muitas vezes a frustração não vem do tamanho do problema, mas da expectativa que a gente alimentou antes. É como esperar um banquete e receber um prato raso de sopa fria. Não é sobre a sopa em si, mas sobre tudo o que projetamos nela. Talvez a vida seja isso: aprender a ajustar o olhar, entender que nem sempre teremos o banquete, mas que ainda assim podemos nos alimentar daquilo que nos chega.

A frustração escancara os limites da vida e os nossos também. A gente aprende, às vezes feito pancada, que não é possível ter tudo, nem agradar a todos, nem controlar o imprevisível. Mas se tem algo de bom nisso – e sempre há – é que essa sensação incômoda também pode nos movimentar. Ninguém se reinventa na zona de conforto. É a frustração que cutuca, incomoda, empurra a gente para fora da cama nos dias difíceis. O inesperado tem esse poder.

No fim das contas, talvez a frustração seja só um lembrete de que estamos vivos, tentando, arriscando, desejando. Quem não se frustra é porque não tenta nada. E aí, cá entre nós, viver sem frustrações não seria apenas sobreviver?

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Casa do basquetebol

sexta-feira, 12 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Nova Friburgo recebe etapa do Campeonato Estadual de Basquete 3x3

Uma das modalidades mais tradicionais na história do município, o basquetebol vai movimentar o final de semana em Nova Friburgo. Neste sábado e domingo, dias 13 e 14 de setembro, a cidade vai receber uma etapa do Campeonato Estadual de Basquete 3x3, que acontecerá no Espaço ARP, a partir das 10h, com entrada gratuita durante todo o dia.

Nova Friburgo recebe etapa do Campeonato Estadual de Basquete 3x3

Uma das modalidades mais tradicionais na história do município, o basquetebol vai movimentar o final de semana em Nova Friburgo. Neste sábado e domingo, dias 13 e 14 de setembro, a cidade vai receber uma etapa do Campeonato Estadual de Basquete 3x3, que acontecerá no Espaço ARP, a partir das 10h, com entrada gratuita durante todo o dia.

O evento, oficial da Federação de Basquetebol do Estado do Rio de Janeiro (FBERJ), é realizado em parceira do Espaço ARP e Liga Serrana de Basquete, através do Instituto Trilhando o Amanhã, e promete reunir atletas, famílias e apaixonados pelo basquete em um ambiente de integração, lazer e formação esportiva. Já estão confirmadas equipes tradicionais do basquete carioca como Botafogo, Fluminense, Tijuca, entre outras.

Como parte da programação do final de semana especial para a modalidade, na segunda-feira, dia 15, às 13h, será exibido o documentário “Do Sonho à Glória”, no Teatro Municipal Laercio Rangel Ventura. A obra resgata os grandes momentos da seleção brasileira de basquete, trazendo à tona conquistas históricas, ídolos inesquecíveis e a paixão de um país, contada por seus protagonistas. A entrada é gratuita.

A iniciativa conta ainda com a parceria das secretarias municipais de Cultura, Esportes e Lazer e Educação, reforçando a importância do esporte como ferramenta de inclusão, cultura e cidadania. Segundo os organizadores, “o objetivo é aproximar ainda mais Nova Friburgo do basquete, contribuindo para a formação de jovens atletas e fortalecendo a identidade esportiva da região”.

Originário da cultura de rua dos Estados Unidos, o Basquete 3x3 é uma das modalidades mais novas dos Jogos Olímpicos e fez sua estreia na edição de Tóquio, no ano de 2020. O esporte é uma versão reduzida do tradicional basquete e é visto como uma versão mais criativa do jogo, disputado com equipes de três jogadores. Os jogos acontecem em espaço equivalente a uma metade da quadra, com apenas uma cesta.

Surgido nas ruas das cidades americanas nos anos 1980, a modalidade se tornou popular em comunidades ao redor do mundo antes de ser oficialmente reconhecido pela Federação Internacional de Basquete (FIBA) em 2007. A modalidade 3x3 possui regras específicas que deixam o jogo mais dinâmico se comparado ao basquete tradicional.

 

Programação - ARP

Campeonato Estadual de Basquete 3x3

Sábado, 13/09

10h às 14h – Sub-15

14h às 18h – Sub-17

Domingo, 14/09

10h às 12h – Sub-22

12h às 16h – Adulto

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    Modalidade 3x3 já é conhecida de muita gente e praticada por vários friburguenses (Foto: Divulgação)

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    Nova Friburgo recebe etapa do Estadual, em mais um evento de basquete no município (Foto: Divulgação)

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    Programação gratuita conta com jogos diversos, além da exibição de documentário na segunda-feira, 15 (Foto: Divulgação)

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    Eventos no município atraem diversas crianças e jovens que praticam e jogam o basquete (Foto: Divulgação)

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As figuras mudaram, mas a festa continua

quinta-feira, 11 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Na última sexta-feira, 5, a Prefeitura de Nova Friburgo anunciou, no Diário Oficial Eletrônico, a abertura de uma licitação milionária para contratar a empresa responsável pela ornamentação do evento natalino de 2025 denominado “Um Encanto de Natal – O Espetáculo de Noel”, com desfiles, em dezembro, na Avenida Alberto Braune.

Na última sexta-feira, 5, a Prefeitura de Nova Friburgo anunciou, no Diário Oficial Eletrônico, a abertura de uma licitação milionária para contratar a empresa responsável pela ornamentação do evento natalino de 2025 denominado “Um Encanto de Natal – O Espetáculo de Noel”, com desfiles, em dezembro, na Avenida Alberto Braune.

O certame, marcado para o dia 24 deste mês, terá como critério o menor valor global oferecido. A vencedora vai receber R$ 2.083.613,14, pagos com recursos da Secretaria de Turismo. A licitação prevê não apenas a instalação, mas também a restauração, reforma, transporte e manutenção das peças ornamentais e luminosas.

É um pacote completo, incluindo até mesmo a desmontagem após as festividades. Quem tiver interesse pode acessar o edital no site da prefeitura e participar do pregão eletrônico. Tudo parece organizado em termos burocráticos. Mas quando olhamos para o histórico recente, a sensação é de que os problemas vão muito além do procedimento.

 

Histórico problemático

Nos últimos três anos, os gastos com o espetáculo natalino dispararam: cerca de R$ 4 milhões em 2022, R$ 6,2 milhões em 2023 e, em 2024, valores que ultrapassaram R$ 5 milhões. O Natal virou um negócio milionário para a cidade, com contratações que incluem companhias de teatro, carros alegóricos e enfeites luminosos.

Ao mesmo tempo, denúncias mostram que parte desse dinheiro não surgiu de um planejamento sólido, mas de remanejamentos de áreas vitais e essenciais da cidade como valores disponíveis para iluminação pública e até mesmo saúde – mesmo com um cenário crítico vivido no Hospital Raul Sertã e com repercussão nacional.

Segundo investigações do Ministério Público, verbas federais do SUS e recursos que deveriam ser usados para manter as ruas iluminadas foram realocados para financiar o brilho das festas. Em outras palavras: enquanto faltava lâmpada em poste de bairro, sobrava luz para a Avenida Alberto Braune.

Enquanto hospitais enfrentavam filas e carências, carros alegóricos de Natal desfilavam em grande estilo. Uma troca que pode ser bonita na vitrine, mas amarga na realidade cotidiana da população que precisa diariamente do SUS.

 

Mesma festa, outras figuras

Outro detalhe que chama atenção: tanto o atual quanto o ex-secretário de Turismo já não estão mais à frente da pasta. As figuras mudaram, mas a festa continua. Sai um, entra outro, e o espetáculo continua sendo preparado com cifras milionárias, em meio a escândalos e investigações.

É como se a troca de nomes fosse suficiente para dar ares de renovação, mas, na prática, o jogo permanece o mesmo: gastar muito em eventos, enquanto setores essenciais ficam à deriva, mesmo com tantos escândalos de grande repercussão ocorrendo.

O Ministério Público tem repetido: Nova Friburgo não conta com políticas estruturadas de turismo e cultura. O que vemos, na prática, são eventos planejados no improviso, custeados às vezes com recursos de áreas que deveriam ser intocáveis. Para mudar isso, sugeriu a criação de um Plano Municipal de Turismo e Cultura, com metas claras, diagnóstico técnico e participação da população. A mensagem é direta: parar de remendar e começar a planejar de verdade.

Além disso, recomendou a criação de orçamento próprio e permanente para essas áreas, junto com o fortalecimento do Conselho Municipal de Turismo e Cultura. Com regras claras e transparência, não seria preciso recorrer a cortes em saúde ou iluminação para bancar festas. A cidade poderia, sim, ter eventos grandiosos sem sacrificar o essencial. Mas, para isso, seria necessário planejamento e responsabilidade com o dinheiro público.

 

Um brilho sem luz

Nova Friburgo tem uma história marcada por resiliência diante de crises e tragédias, mas também por escolhas equivocadas. O paradoxo é cruel: enquanto a cidade luta para manter escolas funcionando e hospitais atendendo sem o mínimo de dignidade, continua destinando cifras milionárias para o Natal.

O brilho das luzes muitas vezes serve para esconder a escuridão dos problemas não resolvidos. A prioridade se inverte: a festa vem antes do básico. Não se trata de ser contra o Natal, nem contra a cultura. Muito pelo contrário. Eventos culturais são fundamentais, unem a comunidade e fortalecem a economia. O problema está na forma como são feitos: sem planejamento, sem orçamento próprio e às custas de setores que deveriam ser intocáveis. Saúde e iluminação não são luxo, são necessidades mínimas. E quando essas áreas perdem recursos para financiar o espetáculo, o recado é claro: o desfile vale mais que o essencial.

Talvez a pergunta que todos deveríamos nos fazer seja: que tipo de cidade queremos construir? Uma cidade que brilha algumas semanas ao ano, mas apaga o resto do tempo? Ou uma cidade capaz de conciliar o encanto da cultura com a dignidade de serviços públicos funcionando? O Natal pode, sim, ser um espetáculo. Mas não pode continuar sendo o espetáculo da inversão de prioridades.

Porque, no fim das contas, a cada troca de secretário, parece que só mudam as figuras no presépio, mas o roteiro da festa continua igual.

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Setembro Verde

quinta-feira, 11 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Ministério do Esporte lança campanha nacional contra o capacitismo

Frases como “Você é tão bonita(o), nem parece ter deficiência” ou “Se ela(e) conseguiu, qualquer pessoa consegue”, são exemplos de capacitismo. Elas mascaram preconceitos e reforçam estereótipos. Para enfrentar esse tipo de discriminação, o Ministério do Esporte lançou a campanha Setembro Verde – Contra o Capacitismo, iniciativa que marca o mês da inclusão da pessoa com deficiência.

Ministério do Esporte lança campanha nacional contra o capacitismo

Frases como “Você é tão bonita(o), nem parece ter deficiência” ou “Se ela(e) conseguiu, qualquer pessoa consegue”, são exemplos de capacitismo. Elas mascaram preconceitos e reforçam estereótipos. Para enfrentar esse tipo de discriminação, o Ministério do Esporte lançou a campanha Setembro Verde – Contra o Capacitismo, iniciativa que marca o mês da inclusão da pessoa com deficiência.

O Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, número que corresponde a 7,3% da população com dois anos ou mais, segundo dados do IBGE. Apenas no primeiro semestre de 2024, foram registradas mais de 74 mil denúncias na Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.

“O Brasil é uma potência mundial do esporte paralímpico. Queremos usar o esporte como ferramenta de transformação e conscientização. Pretendemos abrir caminho para uma mudança de mentalidade: combater o capacitismo é tarefa de toda a sociedade”, destacou o ministro do Esporte, André Fufuca.

SETEMBRO VERDE

Para a diretora de Projetos Paradesportivos do Ministério do Esporte, Nayara Falcão, a campanha do Setembro Verde marca um momento histórico para o Governo do Brasil.

“É a primeira vez que um ministério assume a responsabilidade social de enfrentar o capacitismo de maneira direta, com participação social das próprias pessoas com deficiência, trazendo essa pauta para o centro das discussões. Mas não dá para falar de capacitismo sem reconhecer que ele se conecta a outras formas de discriminação, como o racismo, o machismo, a LGBTQIAPN+fobia, o classismo e tantas outras. Afinal, estamos falando de seres humanos que vivem e resistem em múltiplas identidades sociais.”

INCLUSÃO É DIREITO

Durante todo o mês, o Ministério do Esporte vai promover ações educativas nas redes sociais, oficinas internas e workshops, com foco em conscientização, valorização do paradesporto e combate a atitudes discriminatórias. Entre as datas de destaque estão o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21/09) e o Dia Nacional do Paradesporto (22/09).

A campanha reforça um ponto central: inclusão não é favor, é direito. Por isso, todos os materiais terão recursos de acessibilidade e contarão com o protagonismo de pessoas com deficiência na construção das mensagens.

Além de mobilizar a sociedade civil, atletas e entidades esportivas, a iniciativa também pretende envolver outros órgãos do governo federal, parlamentares e imprensa.

“O nosso compromisso, como Ministério do Esporte, é dar visibilidade à deficiência, que tantas vezes é invisibilizada, e propor um letramento coletivo. Queremos estimular cada pessoa a refletir sobre suas atitudes, comportamentos e falas, para juntos construirmos uma sociedade mais afetuosa e respeitosa. O esporte é nossa ferramenta pedagógica de educação popular, como Paulo Freire tanto sonhou e semeou”, conclui Nayara Falcão.

 

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Ministério do Esporte promove diversas ações com foco em conscientização e combate à discriminação (Foto: Divulgação / gov.br)
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A herança genética produz a depressão?

quinta-feira, 11 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Os médicos Douglas F. Levinson e Walter E. Nichols, professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, publicaram um artigo sobre influências genéticas para o surgimento da depressão. Vamos ver que achados eles encontraram nessa questão. Você pode ler o artigo original nesse link: https://med.stanford.edu/depressiongenetics/mddandgenes.html

Os médicos Douglas F. Levinson e Walter E. Nichols, professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, publicaram um artigo sobre influências genéticas para o surgimento da depressão. Vamos ver que achados eles encontraram nessa questão. Você pode ler o artigo original nesse link: https://med.stanford.edu/depressiongenetics/mddandgenes.html

Duas vezes mais mulheres do que homens sofrem de depressão grave. O Brasil é o país da América Latina com mais depressão na população com 5,8%, e o segundo se considerarmos as três Américas. Os Estados Unidos são o país com mais depressão no mundo, com 5,9%.

Uma das formas com que cientistas avaliam se existe influência genética sobre alguma doença é observando irmãos gêmeos. Eles procuram pessoas com uma doença que são gêmeos idênticos por terem 100% de seus genes iguais, enquanto gêmeos não idênticos têm 50% de seus genes iguais. Se existe uma influência genética numa doença, espera-se que o gêmeo idêntico de um paciente tenha um risco muito maior de desenvolver esta doença, do que o gêmeo não idêntico da pessoa com a doença. Verificou-se que isso ocorre na depressão.

Estes cientistas da Universidade Stanford afirmam que o fator hereditário contribui para a depressão entre 40% a 50%. Isso pode significar que, na maioria dos casos de depressão, cerca de 50% da causa é genética. Ou pode significar que, em alguns casos, a tendência de ficar deprimido é quase completamente genética e, em outros casos, não é genética. Se uma pessoa tem um pai, mãe ou irmão com depressão grave, ela pode ter um risco 2 ou 3 vezes maior de desenvolver depressão comparado com quem não tem parente com esse diagnóstico.

Quanto a fatores não genéticos para a depressão, abuso físico ou sexual grave na infância, negligência emocional e física na infância e estresse grave na vida são fatores de risco, e existem outros fatores ainda não conhecidos. Perder um dos pais no início da vida pode aumentar o risco até certo ponto.

Algumas doenças raras são causadas por um único gene defeituoso. Muitos distúrbios como depressão, diabetes e pressão alta, são influenciados por genes. Nesses distúrbios parece haver combinações de mudanças genéticas que predispõem algumas pessoas a adoecer. Ainda não sabemos quantos genes estão envolvidos na depressão, mas é duvidoso que algum gene cause depressão em um grande número de pessoas. Não se “herda” a depressão da mãe ou do pai. Cada pessoa herda uma combinação única de genes de sua mãe e pai, e certas combinações podem predispor a uma doença específica.

A maioria das pessoas com depressão grave não tem parentes próximos com transtorno bipolar, mas os parentes de pessoas com transtorno bipolar correm maior risco de depressão maior e transtorno bipolar.

E quanto aos transtornos graves de depressão e ansiedade? Provavelmente existem mudanças genéticas que podem aumentar a predisposição tanto para a depressão maior quanto para certos transtornos de ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico e fobia social. Além disso, algumas pessoas têm uma maior tendência ao longo da vida de experimentar emoções desagradáveis e ansiedade em resposta ao estresse.

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – a depressão deverá ser a doença número 1 no mundo em 2030. A perda da esperança é um dos fatores principais no surgimento do estado mental depressivo. Por que a sociedade em geral está perdendo a esperança?

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Lugar-comum

quarta-feira, 10 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Mais abatido do que time que perde a partida “no último segundo do segundo tempo”

De vez em quando comento aqui algumas palavras, o que talvez já esteja enchendo a paciência dos leitores. Em todo caso, o leitor tem sempre a possibilidade de pular para a coluna mais próxima ou para outra página. Sina triste é de uma pessoa aqui de casa que é obrigada a ler tudo que rabisco, por obrigação contraída no civil e no religioso (até que a morte vos separe, etc., etc., etc.).

Mais abatido do que time que perde a partida “no último segundo do segundo tempo”

De vez em quando comento aqui algumas palavras, o que talvez já esteja enchendo a paciência dos leitores. Em todo caso, o leitor tem sempre a possibilidade de pular para a coluna mais próxima ou para outra página. Sina triste é de uma pessoa aqui de casa que é obrigada a ler tudo que rabisco, por obrigação contraída no civil e no religioso (até que a morte vos separe, etc., etc., etc.).

A minha ignorância sobre etimologia é profunda, ampla, geral e irrestrita, mas às vezes leio algo que me chama a atenção. Por exemplo: a palavra “marechal”, que o dicionário da ABL define como “o posto superior na hierarquia do exército”, título que, no Brasil, só pode ser concedido a quem comandar soldados em tempos de guerra. Pois, vejam vocês (que nenhum marechal nos ouça), mas no século XIV essa palavra tão imponente significava “indivíduo que cuida dos cavalos”. Para piorar, originalmente compunha-se de “cavalo amestrado”, e “escravo”. Ou seja, escravo de cavalo amestrado. É o que ensina o “Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa’, de Antônio Geraldo Cunha.

Também andei pensando (isto é, pensei enquanto andava) em palavras e expressões que, de tão usadas e abusadas, tornaram-se clichês, banalizando nossa fala e nossa escrita. Como estou com preguiça de pensar (o que já é um lugar-comum), não fiz muito mais do que alinhavar algumas delas.

Suponhamos que alguém lhe diga que você não tem um “pingo de vergonha na cara”. Você tem uma “vaga lembrança” de conhecer aquela pessoa, mas não tem a mais “pálida ideia” do que ela está falando. Talvez ela haja movida por uma “ponta de inveja”. Você observa nela certa “ingenuidade infantil” e também “sinais de ciúme”. Na sua “amarga decepção”, você lembra que “quem vê cara não vê coração”. Não querendo ficar com “cara de palhaço”, você a convida para um “dedo de prosa”, acompanhado de uma “generosa dose de uísque on the rocks”. Quando nenhum dos dois está mais enxergando um “palmo diante do nariz” e a voz está “por um fio”, saem do bar e, se tiverem uma “sorte danada”, daquelas de quem “nasce virado pra lua”, acabam chegando em casa, graças à “iluminação feérica” das ruas.

Lá você encontra aquele “pedaço de mau caminho” que é a sua “cara-metade”. Num “assomo de coragem”, resolve enfrentar o “rompante de raiva” dela, que pode chegar a “acessos de fúria”, pois há uma “sutil diferença” entre os dois “estados de ânimo” da “patroa”. Após um “momento de indecisão”, reconhecendo que você só tem “escassos recursos”, quando ela está “beirando o desespero” ou “as raias da loucura”, você aponta para o “pingo de gente” que está dormindo “no recinto sacrossanto do lar”. Ela então, levada por um “instinto maternal”, fica “meio sem graça” e lhe concede “um “sorriso amarelo”. Não é a “calorosa recepção” que você esperava, mas, de certa forma, é uma “crítica construtiva”.

Na manhã seguinte, “mortalmente arrependido”, pois, sem “sombra de dúvida”, a situação não está muito boa para o seu lado, e sabendo que ela está “coberta de razão” ─ pra falar a verdade, com “carradas de razão” ─, você evita “cair no ridículo”, “sai de fininho” e,” de cabeça baixa”, vai ganhar “o pão de cada dia”, mais abatido do que time que perde a partida “no último segundo do segundo tempo” e vai direto para a “zona de rebaixamento”. Na mesa de cabeceira, fica um bilhete, escrito em “letras garrafais”: “Um beijo no coração”

Mas, “no fim das contas”, ou seja,” por último, mas não menos importante”, e não tendo como “fechar com chave de ouro” esta conversa “sem eira nem beira”, só me resta confiar na “santa paciência” dos leitores e fazer “sinceros votos” de que eles voltem a esta coluna na próxima quinzena. Afinal, “a esperança é a última que morre”.

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Em ação

quarta-feira, 10 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Futsal do Friburguense celebra resultados em fim de semana de desafios

O Friburguense Futsal continua fazendo bonito nas quadras. Com diversas ações e compromissos, o Tricolor da Serra, nas mais variadas categorias, continua levando ao mais alto nível os nomes do clube e da cidade em uma semana decisiva e cheia de novidades no Campeonato Estadual de Futsal, promovido pela Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro.

Futsal do Friburguense celebra resultados em fim de semana de desafios

O Friburguense Futsal continua fazendo bonito nas quadras. Com diversas ações e compromissos, o Tricolor da Serra, nas mais variadas categorias, continua levando ao mais alto nível os nomes do clube e da cidade em uma semana decisiva e cheia de novidades no Campeonato Estadual de Futsal, promovido pela Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro.

A equipe adulta estreia na competição nesta quinta-feira, 11, fora de casa, contra a equipe de Magé. O jogo marca o início da trajetória do Frizão na categoria principal, consolidando mais um passo importante para o futsal friburguense.

Enquanto isso, as divisões de base continuam a sua caminhada no Estadual. Pela terceira rodada do campeonato, o Tricolor da Serra conquistou duas vitórias e sofreu apenas uma derrota apertada, jogando fora de casa, em Volta Redonda, contra o Clube Atlético Barra Brava. No Sub-9, vitória pelo placar de 3 a 1, e no Sub-11, por 6 a 3. O revés aconteceu na categoria Sub-13, pela qual o Barra Brava venceu por 5 a 4.

“As categorias mostraram força e competitividade, confirmando a evolução do trabalho realizado no projeto de base”, avalia a comissão técnica.

No próximo sábado, 13, a partir das 11h, o Friburguense Futsal volta a jogar em casa, no Ginásio Helena Deccache, contra o Gaviões de Ouro F.C. Será mais uma oportunidade para a torcida comparecer e apoiar os meninos nas categorias Sub-9, Sub-11 e Sub-13 em busca de novas vitórias.

 

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Final definida

América e Portuguesa disputarão o título da Copa Rio

Após diversas fases disputadas - este ano sem a presença do Friburguense -, a Copa Rio conheceu os seus dois finalistas, que irão representar o Estado do Rio de Janeiro em competições nacionais no próximo ano. Um deles é o América, que tem Romário como presidente, e venceu, no sábado passado, 6, o Araruama por 1 a 0 na semifinal.

Com a vitória, o clube volta a disputar um campeonato a nível nacional após 15 anos. Isso porque os finalistas da competição garantem participação na Série D ou na Copa do Brasil. A prioridade na escolha é do campeão.

A decisão será com a Portuguesa, que venceu o jogo de ida por 2 a 0 e empatou em 1 a 1 com o Maricá na noite do último sábado, na partida de volta. As finais serão disputadas em dois jogos, sendo o primeiro deles acontecendo nesta quarta-feira, 10, e o segundo na próxima quarta-feira, 17.

A última participação do tradicional América em uma competição nacional foi em 2010, quando disputou a Série D do Campeonato Brasileiro. Naquela edição, não passou da primeira fase. Foram seis jogos: três vitórias, um empate e duas derrotas. Antes, havia disputado a 2ª fase da Copa do Brasil em 2007, quando foi eliminado pelo Atlético-MG.

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    Tricolor continua disputando o Estadual por três categorias, acumulando boas apresentações e resultados (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Mesmo longe de casa, o Friburguense conseguiu somar duas vitórias (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Semana com estreia do adulto e desafios em casa para os meninos promete ser movimentada (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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D. Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil

quarta-feira, 10 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Domingo passado, 7 de setembro, comemoramos os 203 anos da Proclamação da Independência do Brasil, uma data marcante na nossa história e que está diretamente ligada a Maria Leopoldina de Habsburgo. Nascida em Viena, em 1797, foi criada numa das mais importantes cortes da época e educada para exercer o poder, caso um dia fosse necessário. Era uma mulher culta, inteligente e sagaz como demonstrou no seu curto período de vida entre nós. Durante o congresso de Viena, que moldou o novo cenário europeu após o período napoleônico, foi selado o acordo de casamento de D. Pedro e D.

Domingo passado, 7 de setembro, comemoramos os 203 anos da Proclamação da Independência do Brasil, uma data marcante na nossa história e que está diretamente ligada a Maria Leopoldina de Habsburgo. Nascida em Viena, em 1797, foi criada numa das mais importantes cortes da época e educada para exercer o poder, caso um dia fosse necessário. Era uma mulher culta, inteligente e sagaz como demonstrou no seu curto período de vida entre nós. Durante o congresso de Viena, que moldou o novo cenário europeu após o período napoleônico, foi selado o acordo de casamento de D. Pedro e D. Leopoldina, entre as cortes da Aústria e de Portugal.

Em 1817 ela desembarcava no Rio de Janeiro, onde em 13 de maio de 1817 casou-se com Pedro de Alcântara, filho primogênito de D.João VI e futuro imperador do Brasil. Aliás, ela não tinha de nascença o prenome Maria, adotado quando notou que a maioria das mulheres da corte brasileira o tinham em seus nomes e compreendeu que essa seria uma maneira de se integrar mais rápido ao Brasil. Ela amou e dedicou-se ao seu novo país, igual ou, talvez, até mais do que sua terra natal.

Seu período de vida entre nós foi curto, pouco mais de nove anos, mas o suficiente para inscrever o seu nome entre os grandes personagens da história do Brasil. Mesmo com a má vontade dos historiadores republicanos para com os componentes da família imperial brasileira, numa tentativa de eclipsar um dos mais importantes períodos da história do Brasil, os pouco mais de 67 anos de duração do império, sua importância ultrapassa os anais da história. Essa má vontade é fruto da percepção de que o regime imperial representou o período de maior crescimento e importância do Brasil, no cenário mundial, onde chegamos a ser a terceira economia do mundo.

Leopoldina logo percebeu a necessidade do Brasil de se tornar independente e participou ativamente do movimento que culminou com separação definitiva do Brasil de Portugal. Éramos uma terra em ebulição que necessitava apenas de um estopim para explodir. Já tínhamos tido a conjuração baiana, a inconfidência mineira e faltava muito pouco para que a independência se tornasse uma realidade.

Em 19 de agosto de 1822, Pedro parte para São Paulo, na tentativa de acalmar os ânimos acalorados naquela província. Antes de viajar ele nomeia sua esposa para a chefia do Conselho de Estado da corte, com plenos poderes para resolver os problemas que porventura surgissem, em sua ausência. Leopoldina torna-se, assim, a primeira mulher a governar o Brasil e não, como gostam de apregoar os republicanos, Dilma Roussef, de triste lembrança e lambança.

Os acontecimentos evoluíram com rapidez e, em 2 de setembro, foi marcada uma reunião de emergência do Conselho de Estado, diante das exigências da corte portuguesa, que nessa altura já destituíra D.João VI, e determinara a prisão de José Bonifácio, a volta do Brasil à condição de colônia e não mais de Reino Unido e o retorno de D. Pedro para Portugal. Foi nessa reunião que D. Leopoldina assinou o decreto que separava, em definitivo, o Brasil de Portugal, passando a ser uma nação livre. Sim, foi uma mulher, Leopoldina que transformou as terras brasileiras numa nação livre. Portanto, quando em 7 de setembro, às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, Pedro recebeu a correspondência do Rio de Janeiro e proferiu as célebres palavras: “separo, a partir de hoje, o Brasil de Portugal que terá como lema os dizeres independência ou morte”, ele simplesmente chancelou o decreto que já fora assinado pela sua esposa.

Sou fã de carteirinha de D. Leopoldina, uma das personagens da história do Brasil que eu teria tido vontade de conhecer pessoalmente. Pena que ela faleceu aos 29 anos de idade, em 11 de dezembro de 1826, em consequência de complicações de seu último parto. Tenho certeza de que se tivesse vivido mais tempo, sua contribuição aos destinos do Brasil teria sido muito importante. Sua morte causou comoção indescritível na corte brasileira, segundo relatos da época, pois ela foi uma princesa amada por todas as classes sociais do Brasil império.

Aos leitores: Por motivos de força maior, anteciparei minhas férias de dezembro para setembro, motivo pelo qual estarei ausente até 10 de outubro. Até lá, se Deus assim o quiser.

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O corpo e o mapa do sentir

quarta-feira, 10 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O nosso corpo sente.

Chora, clama, assanha, reverbera.
É intenso, volátil, encorpado, firme, maleável, rijo, falho, sem vergonha, destemido, sereno, tímido, escandaloso, bom, leal, inquieto. É tudo e nada.

Age como uma cidade em erupção, onde o vulcão transborda dia e noite, noite e dia, sem cessar, mas também fica remoto como o lago nos verdes campos, onde o vento diminui, pouco a pouco, pairando na serenidade do olhar.

O nosso corpo fala.

O nosso corpo sente.

Chora, clama, assanha, reverbera.
É intenso, volátil, encorpado, firme, maleável, rijo, falho, sem vergonha, destemido, sereno, tímido, escandaloso, bom, leal, inquieto. É tudo e nada.

Age como uma cidade em erupção, onde o vulcão transborda dia e noite, noite e dia, sem cessar, mas também fica remoto como o lago nos verdes campos, onde o vento diminui, pouco a pouco, pairando na serenidade do olhar.

O nosso corpo fala.

Resmunga em todos os segundos. Nos pede zelo, comida, água, descanso. Avisa o tempo de parar e continuar. Evidencia os nossos profundos limites, encoraja e dá tudo de si. Se mostra, se encolhe e se guarda.

Grita, esperneia e silencia conversas que jamais poderiam estar trancadas.

O nosso corpo dá sinais.

Entender esse processo é de difícil compreensão. Manifestações são ignoradas, mascaradas, deixadas para depois, de tempos em tempos, como se fossem a última prioridade a ser vista. Porém, o cuidado não pode esperar, pois grandes sinais ficam nas sutilezas das entrelinhas não ditas.

Um tremor, uma dor, um nó, um calafrio, um ardor. São tantas as nossas sensações que formam um mapa, onde sentimos um misto de sentimentos intensos e complexos, que passa em capa pedaço, curva e parada do nosso corpo.

Mas como perceber o nosso mapa do sentir? Estamos dispostos a descortinar e a desmascarar as sensações que deixamos guardadas no nosso interior? Conseguimos ficar expostos aos olhos que nos rodeiam e nos julgam em diversos instantes? É possível deixar os caminhos percorridos mais claros e menos nebulosos, para seguirmos de forma mais fluída?

O sol precisa entrar. Para trocar névoa por luz, mofo por brisa da manhã, é preciso abrir a janela do coração, tirar os bandôs das cortinas e deixar a claridade invadir o espaço.

Trilhar pela complexidade dos dias bons e ruins, trazendo aprendizados para seguir em frente, enfrentando vales tortuosos e virtuosos, faz parte do caminhar da vida.

Hoje, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Cuidar dos sinais que o corpo dá, é cuidar de si mesmo. Cuide da sua mente, das suas emoções e do seu corpo.

Conversar com alguém, desenvolver a autopercepção, falar sobre o sentir e as sensações que esse processo envolve é indispensável.

Se precisar, procure ajuda responsável. Você não está sozinho!

Até a próxima quarta!

 

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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