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Cada um é cada um

terça-feira, 04 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Hoje vou visitar o roteiro, texto que, apesar de não ser considerado literário no sentido tradicional, é um texto técnico-criativo criado para fundamentar o desenrolar de um filme através da indicação das cenas, cenário, ação dos personagens e diálogo entre eles. Como também informar os demais elementos presentes nas cenas. O texto literário é um produto finalizado, já o roteiro, mesmo se utilizando da linguagem escrita, é a base da obra cinematográfica. Entretanto há filmes que expressam tamanha sensibilidade, que, a meu ver, são verdadeiras poesias.

Hoje vou visitar o roteiro, texto que, apesar de não ser considerado literário no sentido tradicional, é um texto técnico-criativo criado para fundamentar o desenrolar de um filme através da indicação das cenas, cenário, ação dos personagens e diálogo entre eles. Como também informar os demais elementos presentes nas cenas. O texto literário é um produto finalizado, já o roteiro, mesmo se utilizando da linguagem escrita, é a base da obra cinematográfica. Entretanto há filmes que expressam tamanha sensibilidade, que, a meu ver, são verdadeiras poesias.

Com a morte de Robert Redford, conversando com minha irmã Lygia a respeito dos seus filmes, “Nosso amor de ontem” tomou conta das nossas recordações. Assisti novamente o filme e percebi a relevância de uma das mensagens contidas na história que me fez refletir por ter atualidade.

O filme foi considerado uma das mais belas e tristes histórias de amor do cinema. De fato, os atores, Robert Redford e Barbra Streisand, interpretam com delicadeza ímpar o sentimento que vão desenvolvendo um pelo outro ao longo das cenas. O tema central é o conflituado amor entre um homem e uma mulher diferentes em seus modos de pensar e de viver. Durante a faculdade, Katie, ativista política, conhece Hubbell, um jovem que leva a vida com descontração e aspira ser escritor, e se encantam mutuamente. Desde sempre as diferenças entre eles se tornam dia a dia mais evidentes. Anos mais tarde, eles se reencontram e vivem uma relação de amor intensa, porém o ativismo dela interfere na vida profissional dele como escritor. Eles acabam se afastando, mas não deixam de amar um ao outro.

Novamente, alguns anos depois, eles se encontram. Cada um com sua vida estabelecida e cientes da impossibilidade de reestabelecerem a relação amorosa, mesmo guardando um profundo sentimento de amor, trocam algumas palavras e seguem com suas vidas com novos parceiros. A interpretação deles nos toca na alma e nos trazem emoções fortes.

O filme me trouxe uma indagação essencial: o afeto consegue superar as diferenças nos modos de pensar e viver? É capaz de modificar modos de ser? É interessante observar que o roteiro foi escrito Arthur Laurents, sendo inspirado em sua experiência pessoal, enquanto ativista político nos tempos universitários.

É um tema a ser pensado com seriedade dado que o mundo está vivendo um momento em que as pessoas estão se distanciando e separando por questões políticas. Ou seja, o afeto está sendo colocado em segundo plano.

O que é mais importante?!

Deixo com vocês a letra traduzida da linda música “The way we were”, composta pelo compositor e maestro Marvin Hamlisch e interpretada por Barbra Streisand.

 

As lembranças iluminam os cantos da minha mente

Memórias suaves como aquarela

De como a gente era

Fotos espalhadas dos sorrisos que deixamos para trás

Sorrisos que trocávamos um com o outro

Pelo jeito que a gente era

Será que era tudo tão simples naquela época

Ou o tempo escreveu cada linha?

Se a gente tivesse a chance de viver tudo de novo

Me diga, a gente viveria? A gente conseguiria?

As lembranças podem ser lindas, e ainda assim

O que é doloroso demais para recordar

A gente prefere esquecer

Então é do riso que a gente vai lembrar

De como a gente era

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Como será o amanhã?

segunda-feira, 03 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa

Nova derrota praticamente rebaixa o Frizão para a Série B2 estadual

Uma derrota com gosto de fim de festa. A situação do Friburguense, que já era muito delicada na Série B1 do Campeonato Carioca, agora fica praticamente irreversível. As últimas danças prometem melodias tristes e carregadas de drama. O revés pelo placar de 1 a 0 para o Niteroiense, no último sábado, 1º, no Eduardo Guinle, deixa o Tricolor da Serra dependente de um milagre para não jogar a quarta divisão do futebol estadual na próxima temporada.

Nova derrota praticamente rebaixa o Frizão para a Série B2 estadual

Uma derrota com gosto de fim de festa. A situação do Friburguense, que já era muito delicada na Série B1 do Campeonato Carioca, agora fica praticamente irreversível. As últimas danças prometem melodias tristes e carregadas de drama. O revés pelo placar de 1 a 0 para o Niteroiense, no último sábado, 1º, no Eduardo Guinle, deixa o Tricolor da Serra dependente de um milagre para não jogar a quarta divisão do futebol estadual na próxima temporada.

Com apenas quatro pontos ganhos, o Tricolor da Serra permanece na lanterna (12ª posição) e não depende apenas de si para evitar a degola. Se matematicamente, a queda ainda não está decretada, a combinação necessária para a permanência é complexa. O Frizão precisa, antes de tudo, vencer seus dois últimos jogos (contra o Paduano nesta quarta-feira, 05, às 15h, na Rua Bariri, e Nova Cidade).

Paralelamente, terá que torcer para o Paduano não somar mais do que três pontos no restante da competição. É preciso ainda que o Nova Cidade perca suas duas últimas partidas. O Tricolor da Serra precisaria reverter a diferença no saldo de gols, que atualmente é de cinco gols negativos em relação ao Nova Cidade, e três em relação ao Paduano.

Mais do que analisar o que foi o jogo contra o Niteroiense, o momento pede reflexões sobre qual será o futuro do Friburguense. Cada vez mais distante da elite estadual e longe de voltar a jogar competições nacionais, o clube segue sobrevivendo com poucas receitas, limitações estruturais e baixa capacidade de investimento.

As negociações para se tornar uma SAF estão encaminhadas, já com um investidor engatilhado, mas há detalhes para serem acertados antes da concretização do negócio. Existia a ideia de que tudo pudesse ser sacramentado antes da Série B1 deste ano, o que não aconteceu.

Além da tão esperada injeção de recursos e da revisão dos processos internos no futebol do clube, o abraço da cidade é fundamental. A sensação de pertencimento e representatividade não deve se resumir às críticas — legítimas e não carregadas de ofensas e acusações infundadas, justas em alguns aspectos — e de apontamentos por meio de redes sociais. O Friburguense, talvez como nunca antes, depende do envolvimento de todos os que sonham em reviver os tempos áureos do clube tricolor.

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle
Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários
Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle
Artsul 1x0 Friburguense, Nivaldo Pereira
Friburguense 0x1 Bonsucesso, Eduardo Guinle
Campo Grande 1x1 Friburguense, Ítalo del Cima
Friburguense 0x1 Duque de Caxias, Eduardo Guinle
São Cristóvão 3x1 Friburguense, Ronaldo Nazário
Friburguense 0x1 Niteroiense, Eduardo Guinle
05/Nov, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Rua Bariri
08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 21 pts
2º- São Cristóvão, 17 pt
3º- Serrano, 14 pts
4º- Duque de Caxias, 14 pts
5º- Petrópolis, 13 pts
6º- Artsul, 12 pts
7º- Niteroiense, 12 pts
8º- Campo Grande, 12 pts
9º- Carapebus, 11 pts
10º- Nova Cidade, 10 pts
11º- Paduano, 07 pts
12º- Friburguense, 04 pts

Resultados da 10ª rodada da Série B1

São Cristóvão 2x0 Paduano, Ronaldo Nazário
Artsul 1x2 Serrano, Nivaldo Pereira
Bonsucesso 1x1 Petrópolis, Leônidas da Silva
Campo Grande 0x1 Carapebus, Luso Brasileiro
Duque de Caxias 2x2 Nova Cidade, Marrentão
Friburguense 0x1 Niteroiense, Eduardo Guinle

9ª rodada

Serrano x São Cristóvão, Atílio Marotti
Petrópolis x Artsul, De los Lários
Carapebus x Bonsucesso, Moacyrzão
Nova Cidade x Campo Grande, Joaquim Flores
Niteroiense x Duque de Caxias, Arena Trops
Paduano x Friburguense, Rua Bariri

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Friburgo vai ganhar um Centro de Saúde

sábado, 01 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 1º e 2 de novembro de 1975

 

Manchetes

Edição de 1º e 2 de novembro de 1975

 

Manchetes

Governador anuncia construção do Centro de Saúde - O  diretor do Departamento Geral de Organização e Administração do Serviço de Saúde do Estado, João Luiz Machon e seu assessor, Almeida Franco,  percorreram a cidade recentemente em companhia do dr. Chamberlain Noé, chefe do posto de saúde. A finalidade da vinda do dr. Marchon a Friburgo se deve a construção de um centro de saúde, para o qual já dispõe de uma verba de três milhões e meio de cruzeiros. O diretor do Departamento Geral e Administração do Serviço de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, declarou que o terreno do atual posto não comporta a dimensão da obra da nova unidade a ser construída. Outras áreas foram visitadas e o terreno próximo ao Sesi, na Vila Amélia, surge como o mais indicado. 

 

TV Rio em greve – Os técnicos da TV Rio em Nova Friburgo, estão em greve solidários com seus colegas do Rio de Janeiro, em protesto contra a falta de pagamentos dos salários que estão há três meses atrasados. Fora do ar em Friburgo há duas semanas, a falta da TV Rio começa a ser sentida pelos telespectadores principalmente no que se refere ao futebol e as resenhas. Espera-se uma breve solução para o problema já que um novo grupo está para negociar a emissora e só encontrou uma dificuldade: o alto déficit da TV que ultrapassa os cálculos preliminares. A prefeitura nada informou ainda sobre a instalação de uma nova torre no Vila Amélia, local de grande deficiência na capacitação de imagens das retransmissoras de televisão.

 

Farmácia Mundial assaltada – Pela porta dos fundos, ladrões assaltaram a Fármacia Mundial, na Avenida Alberto Braune, de propriedade de Jaime Estefan, e levaram medicamentos orçados em Cr$ 85 mil. Sucessivos roubos vêm sendo realizados na Alberto Braune, depois que três vigilantes deixaram de fazer patrulhamento noturno na principal artéria de Friburgo, entre 22h e 6h. Eles recebiam Cr$ 50 de cada estabelecimento. Houve neste período durante quatro meses de atuação, apenas um roubo, assim mesmo numa padaria, cujos ladrões foram presos e flagrados pelos seguranças.

Mauro recebe dupla homenagem – O médico Friburguense, Giuseppe Mauro, de tradicional família local, recebeu no transcurso do Dia do Médico (último 18 de outubro) homenagens da Associação Médica Fluminense e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio. As solenidades do Dia do Médico tiveram início com um jantar festivo no Clube Português, em Niterói. Na ocasião, o dr. Giuseppe Mauro, foi escolhido pela Assosicação Médica Fluminense como o Médico do Ano, agraciando-o com a Medalha de Honra ao Mérito. A VOZ DA SERRA que o tem como um de seus grandes incentivadores e amigo, também se associa às homenagens ao dr. Giuseppe Mauro, felicitando pela merecida conquista.

 

Marabá desmente venda – Um dos proprietários do Cine Marabá, Felício Vassallo, desmentiu que aquele espaço estivesse sendo negociado para se transformar em um supermercado ou em estacionamento, como chegou a ser noticiado. O sr. Felício diz que até o momento não recebeu nenhuma oferta real, mas que, no futuro, isso poderá acontecer. Também o sr Rubens Pinto desconhece qualquer negociação do Cine Eldorado, apesar de haver um estudo de proposta feita pelo Banco do Brasil em adquirir toda área do cinema para construir um moderno, prédio para abrigar sua agência.

 

Roubos – Uma cidade não pode ficar despoliciada como Nova Friburgo. Invariavelmente são registrados roubos de vulto em pleno centro da cidade. Os policiais se recolhem por volta das 22h. A partir daí a cidade se entrega à própria sorte. Os ladrões usam da prerrogativa da falta de policiamento e executam os mais acintosos assaltos. Uma cidade de 104 mil habitantes não pode se dar o luxo de não ter policiamento noturno.

 

Calçamento - Só faltava mais essa. A Prefeitura de Friburgo suspendeu o trabalho de calçamento no acesso ao Caledônia, junto a uma ponte e interditou o local. Agora os moradores do Caledônia tem que dar uma longa volta, até o Cascatinha. Além dos moradores, estão atingidas com a medida centenas de pessoas que possuem casa naquela região para passar os fins de semana. Todos consideram arbitrária e absurda a medida e acham que foram frontalmente atingidos pela inoperância e a falta de planejamento da administração local.

 

Pedreira – Tantas vezes denunciada, mas por inúmeras vezes esquecida. A pedreira de Olaria é um verdadeiro atestado de omissões das autoridades. A população daquele bairro já sofre as consequências da pedreira. O pó, que causa a poluição e ataca o sistema respiratório, atinge as crianças de vários educandários. A trepidação quebra vidraças. A população vive angustiada. A própria secretária de Educação do Estado esteve em Friburgo examinando o problema em nome das crianças. Até agora nenhuma medida foi tomada.

 

E mais:

Teacher Rally: vem aí, dia 8, o II Rally de Friburgo reunindo equipes de vários estados

Taça São Nicolau de Bolão será disputada dias 15 e 16, na SEF

Fluminense desclassificado do Torneio Integração

Friburgo Auto Ônibus comemora 25 anos 

 

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

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Oito anos com a palavra

sexta-feira, 31 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Essa semana a coluna “Com a Palavra” completa oito anos. Sou muito grata e acho incrível a oportunidade de me comunicar com os leitores todas as sextas-feiras neste espaço aqui em A VOZ DA SERRA, por quem nutro um apreço todo especial. Fiquei pensando no que escrever para registrar este marco, que para mim, é motivo de muito orgulho. Algo que fosse uma celebração. Queria dar uma boa notícia, escrever sobre algo que pudesse ser um sopro de alegria para vocês. Nada melhor do que contar coisas boas e quem sabe arrancar um sorriso de quem está lendo.

Essa semana a coluna “Com a Palavra” completa oito anos. Sou muito grata e acho incrível a oportunidade de me comunicar com os leitores todas as sextas-feiras neste espaço aqui em A VOZ DA SERRA, por quem nutro um apreço todo especial. Fiquei pensando no que escrever para registrar este marco, que para mim, é motivo de muito orgulho. Algo que fosse uma celebração. Queria dar uma boa notícia, escrever sobre algo que pudesse ser um sopro de alegria para vocês. Nada melhor do que contar coisas boas e quem sabe arrancar um sorriso de quem está lendo.

Mas não consegui. Os dias estão pesados. O Estado do Rio está sob tensão, angústia, apreensão e um mix de sentimentos que não são bons. Na última terça-feira,  28, foi celebrado o dia de São Judas Tadeu, de quem sou devota. Na quarta-feira, 29, foi o Dia Internacional da Flor. Ganhei flores lindas de uma aluna talentosa que preparou um buquê das flores que ela mesma plantou e me entregou em sala de aula. Eu estava feliz. Flor é obra prima de Deus. Transcende. Alegra. Ilumina. Seria ótimo focar em flores. No domingo próximo, 2, será o Dia de Finados. Gosto de me envolver em orações pelos antepassados, nutrir lembranças boas dos amados que se foram, homenageá-los em meu íntimo, florir, partilhar, orar. Queria falar também sobre isso.

Os flamenguistas comemoram a ida do time rubro-negro à final da Libertadores da América. Minha afilhada chega ao Brasil nos próximos dias. E a coluna faz aniversário. Eu iria escrever sobre coisas boas, essa era a minha energia. Mas talvez me sentisse muito egoísta por celebrar uma semana cheia de marcos especiais também marcada pela aflição de cariocas e fluminenses.

Queria escrever sobre alegria. Mas não vai dar. O Estado do Rio de Janeiro, nosso lar, está sob tensão e eu não vou conseguir. Me resta escrever sobre esperança. Olho para a parede e a palavra “esperança” enfeita o canto. Tá aí. Eis o sentimento bom que posso nutrir por aqui. Conseguirei, pois.

Uma frase atribuída a Martin Luther King diz: “Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.”

Essa é a tônica. Quero continuar regando a minha macieira. E pretendo plantar outras. Apesar dos pesares. Em meio a tantas notícias embaraçosas, crise por todos os lados, colapso em várias ordens da economia, da sociedade e da política, desgoverno, índices elevados de criminalidade, corrupção, desigualdades, preconceitos latentes, problemas aparentemente sem fim, é praticamente senso comum que vivemos período tortuoso de verdadeiro caos.

Mesmo diante desse cenário, precisamos manter a esperança por dias melhores. A desesperança pode ser extremamente nociva a esse processo que estamos vivendo. No fim, talvez a esperança não seja a luz forte feito sol escancarado que a gente insiste em procurar, mas sim uma fresta, discreta, pequena, teimosa, que se abre no meio do caos. Talvez imperceptível, mas se olhar direitinho, está lá. Mesmo quando tudo parece ruído, há sempre um fio de luz atravessando o desatino, lembrando que o mundo ainda pulsa, e nós também.

Por hoje, é isso. Obrigada a cada um de vocês que seguem lendo meus textos e partilhando comigo. Obrigada ao Jornal A VOZ DA SERRA por essa linda oportunidade de permanecer aqui. Que esta coluna seja sempre fresta de luz em meio a todo caos. 

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Inovação com propósito: as startups que estão redesenhando o futuro da saúde

quinta-feira, 30 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios divulgou, na última semana, a lista das 100 Startups to Watch 2025, uma das seleções mais respeitadas do ecossistema de inovação brasileiro.

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios divulgou, na última semana, a lista das 100 Startups to Watch 2025, uma das seleções mais respeitadas do ecossistema de inovação brasileiro. O ranking, que chega à oitava edição, funciona como um verdadeiro radar para investidores, hubs e formuladores de políticas públicas. Entre as quase duas mil inscritas, 100 empresas foram reconhecidas como as mais promissoras do país — aquelas que estão transformando setores inteiros com base em tecnologia, propósito e impacto real. Ser listado ali é mais do que um reconhecimento: é uma chancela de relevância. 

Significa que uma ideia deixou de ser apenas promissora e passou a gerar resultados concretos — econômicos, sociais e humanos. Em um cenário ainda desafiador para as startups, em que o capital de risco se tornou mais seletivo, figurar entre as 100 é sinal de que o modelo de negócio é sólido, escalável e sustentável. 

Duas dessas startups chamam atenção por um ponto em comum: ambas nasceram com a missão de melhorar a relação das pessoas com a própria saúde — seja no campo físico, seja no emocional. A Guia da Alma e a SYN Saúde representam, cada uma à sua maneira, um novo paradigma de cuidado: mais acessível, mais digital e, ao mesmo tempo, mais humano. 

Saúde emocional como estratégia corporativa

Fundada em Florianópolis-SC, a Guia da Alma nasceu com a proposta de democratizar o acesso à saúde emocional dentro e fora das empresas. A plataforma conecta colaboradores a psicólogos e terapeutas integrativos de forma acessível, humana e personalizada — um modelo que muitos já chamam de “Gympass da terapia corporativa.” 

Mais do que uma plataforma digital, a Guia da Alma se posiciona como uma ponte entre propósito e tecnologia. Como explicou Rodrigo Roncaglio, CEO da empresa, “a pandemia foi um ponto de virada: o cuidado emocional deixou de ser um luxo e passou a ser parte essencial da performance e da qualidade de vida.” 

“O ecossistema de inovação foi fundamental para o nosso crescimento. Hoje, esse mesmo espírito de colaboração nos inspira a expandir para outros polos inovadores, como o do Estado do Rio de Janeiro — que vem crescendo muito com movimentos como o Inova FriValley. Acreditamos que aproximar propósito, tecnologia e impacto local é o que faz o ecossistema realmente florescer.” 

A visão da Guia da Alma é clara enquanto startup: unir propósito e tecnologia para gerar impacto humano real. “Usamos inteligência artificial para conectar pessoas ao terapeuta ideal e gamificação para aumentar o engajamento nos programas corporativos. Mas nosso propósito é profundamente humano: democratizar o acesso às terapias e promover equilíbrio emocional dentro das empresas.” 

A Guia da Alma não se limita à psicoterapia tradicional: ela reúne diversos tipos de terapias integrativas, incluindo yoga, meditação, reiki, aromaterapia, barras de access, mindfulness, entre outras práticas. Hoje, a healthtech oferece soluções de bem-estar corporativo baseadas em tecnologia e dados, ajudando empresas a compreender e cuidar da saúde mental de seus times de forma contínua e estratégica. 

Eficiência em cirurgias privadas

A SYN Saúde — a startup maranhense que vem ganhando espaço nacional — atua como uma plataforma que integra todo o processo das cirurgias particulares dentro dos hospitais, conectando pacientes, médicos e instituições em um mesmo fluxo digital. Na prática, ela simplifica e automatiza etapas burocráticas, como agendamento, orçamentos e pagamentos, tornando o atendimento particular mais previsível e acessível — tanto para o paciente quanto para o hospital. 

Além disso, a SYN realiza parcerias com empresas do setor de saúde, desenvolvendo soluções personalizadas que otimizam a rotina hospitalar e aumentam a eficiência das unidades. A missão da empresa é ambiciosa e clara: democratizar o acesso às cirurgias particulares, ajudando a aliviar a pressão sobre o SUS e permitindo que o sistema público concentre esforços em quem realmente precisa. 

“Nosso propósito é desenvolver uma solução capaz de otimizar a rotina hospitalar, proporcionar praticidade ao médico e previsibilidade e facilidade de pagamento ao paciente”, explica Ana Lemos, CEO da Syn Saúde. “O que mais nos surpreendeu foi perceber o impacto direto dessa integração na performance dos nossos parceiros. Hospitais que antes tinham processos lentos passaram a operar com mais agilidade e previsibilidade, aumentando significativamente a conversão de cirurgias particulares. A integração entre dados e cuidado humano permite que gestores tenham visibilidade total do fluxo de cirurgias, os médicos ganhem autonomia e o paciente vivencie um processo mais fluido e menos burocrático”, completa Ana. 

Um ecossistema que inspira

Empresas como a Guia da Alma e a SYN Saúde são exemplos claros de como a inovação brasileira tem rosto, propósito e impacto real. São soluções criadas por gente que entende de perto as dores do mercado e transforma tecnologia em ponte — entre empresas e pessoas, corpo e mente, acesso e cuidado. 

E aqui falo não só como colunista, mas como alguém que conhece essas histórias de dentro: são empresas que eu admiro, confio e recomendo de verdade. Em tempos em que o mundo parece girar rápido demais, olhar para essas iniciativas é lembrar que inovação não é só sobre máquinas, dados ou investimentos. É sobre gente resolvendo problemas reais. 

E se o Vale do Silício continua sendo o grande símbolo global, a Serra também tem seus vales de inovação. Iniciativas como o Inova FriValley, em Nova Friburgo, e projetos como o Integra Rio, na capital, mostram que criatividade, tecnologia e propósito não têm CEP. São ideias como essas — vindas das montanhas ou do litoral — que desenham, na prática, o futuro que a gente quer viver. 

 

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Sucesso

quinta-feira, 30 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Endureco reúne oito equipes em mais uma edição em Nova Friburgo

Endureco reúne oito equipes em mais uma edição em Nova Friburgo

Mais uma edição de sucesso, reunindo dezenas de caminhantes e apaixonados por natureza. No trecho entre Riograndina e Banquete, que foi o destino final da prova, os desafios foram diversos, no domingo (12), de duas semanas atrás. Após cruzar a linha de chegada, a equipe Enduríssimos foi a campeã, marcando 6250 no GPS. A diferença em relação aos Guardiões da Trilha, vice-campeões, foi de 4324. Completaram a classificação as equipes Pé na Trilha, EcoAmigos, Cansados por Natureza, Guerreiros da Trilha, É Nóis com 128, Pé no Chão e Tartarugas da Montanha.

A prova de enduro a pé é um desafio para realizar um percurso predeterminado pela organização, percorrendo estradas, trilhas, riachos, montanhas, com o tempo mais próximo possível do ideal estabelecido. Não é uma prova de velocidade e sim de orientação e regularidade. A idade mínima para a participação é de 12 anos completos.

O percurso da prova varia de 6 a 16 km, e os locais de largada e chegada são definidos pela Organização e incluídos no regulamento em momento oportuno. O roteiro é definido em planilha, com percurso em estradas de terra, trilhas abertas com subidas e descidas de dificuldade média, com obstáculos naturais ou artificiais, com apuração eletrônica.

A coleta das informações das equipes poderá ser realizada por equipamentos de GPS, por leitores de cartão RFID e por coletores de dados para os PCs Virtuais. As equipes devem passar por todos os PCs (Pontos de Controles) na ordem determinada pela Organização. Vence a prova, a equipe que no final apresentar o menor número de pontos perdidos. No desafio do enduro a pé, o objetivo é alcançar o tempo mais próximo possível do ideal estabelecido, onde não basta ser o mais veloz entre os competidores.

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    Evento reuniu dezenas de caminhantes em mais uma edição de sucesso em Nova Friburgo (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Prova é idealizada e cuidadosamente preparada por Nilton Sérgio e equipe (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    O Enduro a pé é um desafio para realizar um percurso predeterminado, seguindo planilhas (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Devido às ocorrências policiais no Rio de Janeiro, para evitar riscos e reduzir a circulação pela capital e Estado, nesta semana, a Ferj decidiu cancelar a 9ª rodada da Série B1 do Campeonato Carioca, marcada para acontecer ontem, quarta-feira, dia 29 de outubro. Sendo assim, os jogos serão realizados no próximo dia 05 de novembro. Por esta rodada, o Frizão enfrentaria o Paduano, na Rua Bariri, em Olaria, em local bem próximo a algumas das mais graves ocorrências. Desta forma, a 10ª rodada, prevista para este sábado, dia 1º, está mantida, e o Tricolor da Serra recebe o Niteroiense, às 15h, no Eduardo Guinle. Os ingressos são vendidos nas bilheterias do estádio, a preços que variam entre R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20. (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Quando o inconsciente se manifesta

quinta-feira, 30 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Temos uma mente integrada com uma área consciente e outra inconsciente. Muitas vezes fazemos coisas, ou deixamos de fazer, movidos por forças ou motivações fora do campo de nossa consciência. Sabe quando você quer dizer uma palavra e sai outra? Por que não veio a palavra que você queria dizer? Porque algum fator inconsciente atuou nesse momento e saiu a palavra errada. Mas terá sido realmente a palavra errada? Não poderá ter sido a palavra que você queria mesmo dizer, mas que tinha medo de usá-la? Pode ser o inconsciente se manifestando.

Temos uma mente integrada com uma área consciente e outra inconsciente. Muitas vezes fazemos coisas, ou deixamos de fazer, movidos por forças ou motivações fora do campo de nossa consciência. Sabe quando você quer dizer uma palavra e sai outra? Por que não veio a palavra que você queria dizer? Porque algum fator inconsciente atuou nesse momento e saiu a palavra errada. Mas terá sido realmente a palavra errada? Não poderá ter sido a palavra que você queria mesmo dizer, mas que tinha medo de usá-la? Pode ser o inconsciente se manifestando.

Podemos ter atitudes movidas pelo inconsciente que afetam os relacionamentos. Isso acontece muito frequentemente nos casamentos. Por exemplo, você sente falta de companhia do seu esposo, e “sem querer” vive pedindo a ele para te levar no mercado ou fazer qualquer coisa, quando você sabe dirigir e tem o carro da família disponível, ou até o seu carro. Nesse exemplo você pode não estar consciente de que pede coisas a ele devido à necessidade de companhia, mas tem essa atitude movida pelo inconsciente, a qual é uma tentativa de ter seu companheiro perto ou fazendo coisas para você, que pode ser uma forma de pedir afeto.

Outro exemplo de como o inconsciente funciona: você costuma ser dura e ríspida com sua empregada doméstica, mesmo ela fazendo um bom trabalho. Você tem um cachorro querido e uma das tarefas dessa funcionária é antes de ir embora do serviço, deixar a vasilha do cão cheia de ração. Vez ou outra ela vai embora e se esquece de colocar a ração do cachorro, e você chegar em casa horas depois e o animal não teve alimento no período. Este esquecimento da ração por parte de uma empregada que trabalha bem, pode ser uma mensagem do inconsciente, como se a funcionária pensasse: “Já que a senhora me trata mal, então não cuido bem do seu cachorro”. Claro, não é algo premeditado, mas sim uma escapulida da emoção de raiva pela patroa que sai na forma de esquecer de deixar alimento para o cão dela.

O inconsciente é uma área da mente onde armazenamos pensamentos, sentimentos, desejos, imagens, como um arquivo, só que dinâmico, em vez de só com dados inanimados. Interessante que a Bíblia já falava de inconsciente. Por exemplo, no livro de Salmos, o capítulo 19 e versículo 12 diz: “Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me (absolve-me) Tu dos que me são ocultos”. Nessa passagem o salmista pede a Deus que o liberte dos erros ocultos, das falhas de conduta que ainda estão no inconsciente. E geralmente, Deus, o Criador do Universo, faz isso, quando a pessoa pede, trazendo do inconsciente do indivíduo a percepção dos seus defeitos de caráter para que ele veja e, assim, decida querer continuar com eles ou lutar para amadurecer, vencendo-os.

No Salmo 90 e versículo 8 está escrito: “Diante de Ti puseste as nossas iniquidades; os nossos pecados ocultos à luz do Teu rosto”. Deus revela para a pessoa seus defeitos ocultos como parte do processo de crescimento espiritual. Quem quer a luz de todo o coração, a recebe, e com ela é possível conhecer melhor a si mesmo e ter a possibilidade de se tornar uma melhor pessoa. Você quer essa luz terapêutica?

A consciência de nós mesmos, o autoconhecimento, melhora quando conseguimos confrontar os elementos inconscientes, ou seja, a patroa dura com sua empregada, precisa se perguntar por que a funcionária tão eficaz, se esquece de colocar a ração para o seu cão, e a funcionária pode aprender a conhecer melhor a si mesma se perguntando a razão pela qual se esquece de cuidar do cachorro da patroa. Fazer essa reflexão requer coragem, mas ajuda a entender o comportamento “estranho” que aparece em nós por causa de motivos inconscientes.

Da mesma forma, a esposa que vive pedindo ao marido para fazer coisas que ela mesma pode fazer e até com mais liberdade e autonomia, se quiser amadurecer mais, precisa pensar o que está no seu inconsciente que a empurra para ter essa atitude dependente com seu companheiro. Conhecer a nós mesmos nos ajuda a nos tornarmos mais humildes, mais honestos, mais verdadeiros com a gente mesmo e com os outros. Você quer esse crescimento? Se sim, então comece a pensar em quais possíveis fatores inconscientes podem estar motivando sua conduta em casa, no trabalho, em qualquer lugar. Peça ao Criador do Universo para lhe dar essa luz.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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João Pessoa não me encantou

quarta-feira, 29 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Nessa nossa viagem ao Nordeste, passamos sete dias na capital da Paraíba, em visita ao meu enteado, que mora lá desde fevereiro. Na realidade, João Pessoa é fruto da ganância imobiliária desenfreada. Da mesma maneira que aconteceu em Friburgo, exaltando sua tranquilidade, seu clima, sua gastronomia, com o intuito de atrair uma imigração maciça e com isso, alavancar o mercado imobiliário, nessa cidade nordestina tão badalada, a recíproca é verdadeira.

Nessa nossa viagem ao Nordeste, passamos sete dias na capital da Paraíba, em visita ao meu enteado, que mora lá desde fevereiro. Na realidade, João Pessoa é fruto da ganância imobiliária desenfreada. Da mesma maneira que aconteceu em Friburgo, exaltando sua tranquilidade, seu clima, sua gastronomia, com o intuito de atrair uma imigração maciça e com isso, alavancar o mercado imobiliário, nessa cidade nordestina tão badalada, a recíproca é verdadeira.

Se no Cônego e Cascatinha todo dia surge um novo empreendimento, o que fez a população desses bairros triplicar, nos últimos dez anos, em João Pessoa a aceleração demográfica também foi importante. Em 2010, a cidade contava com 723.500 habitantes; no último censo em 2022, publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) esse número já alcançava 833.900 pessoas. Hoje, com o boom imobiliário em função da propaganda desenfreada sobre as vantagens de se mudar para a capital paraibana, o número de moradores já se aproxima dos 900 mil. Não importa o bairro o que mais se vê são edifícios em construção, seguindo o padrão das grandes capitais brasileiras com apartamentos pequenos entre 50 e 120 metros quadrados, mas com uma grande infraestrutura de apoio nas partes comuns.

O problema é que esse crescimento acelerado, não foi seguido de uma infraestrutura adequada, principalmente na área do saneamento. Assim, nas praias urbanas é possível ver línguas escuras escorrendo pela areia, quando chove na cidade; além disso, as águas do mar têm uma coloração diferente, mais escura, do que aquelas claras e azuladas, característica dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Nas praias mais afastadas, seja no litoral sul ou norte, elas são limpas, mas a coloração da água continua escura.

Aliás, no município de Conde, a 30 quilômetros de João Pessoa encontra-se a praia de Tambaba, conhecida por ser a primeira praia naturista do Nordeste, reconhecida por lei. Essa praia é separada em duas etapas, a primeira quando se chega ao local, muito bonita, com suas pedras ornamentais que lembra Vila Velha, próximo a Curitiba; a segunda etapa é acessível por uma escada a partir da qual só se tem acesso sem roupas. Não ultrapassei essa escada, mas fui informado pela dona de um quiosque próximo, de que aquela parte é muito mais bonita.

Os bairros mais novos de João Pessoa como Manaíra, Bessa, Miramar, Jardim Oceania são bem espaçosos, com ruas e avenidas largas, mas com muitos cruzamentos e sem um número adequado de sinais, o que dá margem a um trânsito caótico e engarrafado, nas horas de pico. A infraestrutura com supermercados, farmácias, padarias, shoppings e restaurantes é boa e não deixa a dever às grandes capitais do Nordeste. Mesmo os preços, seja de imóveis seja de serviços ainda estão dentro do razoável. É claro que não se compara com aqueles que paguei nas cidades pelas quais passei, pois dei preferência aos balneários do interior, fugindo das capitais. Consegui pousadas ou hotéis na média de R$ 250,00 a diária e refeições seja nos quiosques de praia ou em restaurantes, na faixa de R$ 35,00 a R$ 40,00, bebidas à parte. Muito peixe e carne de sol, que para mim é muito mais saborosa que a carne seca. Em João Pessoa, por ser uma capital, pagamos um pouco mais, mas nada comparado aos preços do Rio de Janeiro ou, mesmo, Cabo Frio. Não me empolguei com a cidade, mas essa é uma opinião minha.

A capital da Paraíba, até a década de trinta chamava-se Parayba do Norte, nome esse pela qual era conhecida desde 1654. O nome atual se deve a um episódio trágico, ocorrido na década de trinta do século passado. João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque era o então governador do estado da Paraíba, nomeado que fora por Getúlio Vargas. Ele tinha como adversário político João Dantas que alegando perseguição política a si e a sua família, jurou João Pessoa de morte. O crime se consumou no dia 26 de julho de 1930, dentro da Confeitaria Glória, em Recife, onde o então governador foi abatido com três tiros à queima roupa.

Poucos dias depois do atentado, o bacharel Américo Falcão, que se encontrava no Rio de Janeiro, reagiu à decisão de rebatizar a Praça Comendador Felizardo Leite, localizada no coração da capital paraibana, com o nome de João Pessoa. Achou a homenagem modesta demais diante da grandeza que foi o falecido. Em carta publicada no jornal A União, em 3 de agosto de 1930, propôs uma ideia mais ousada:

“Penso que esta homenagem ainda não significa o nosso afeto, a grandeza do nosso eterno reconhecimento. É preciso mais um passo adiante. Conservemos o nome do velho e illustre paraibano Comendador Felizardo, e façamos o seguinte: Mudemos o nome de nossa capital, para João Pessoa, ficando assim: “Parahyba, capital João Pessoa.””

O que foi feito, ainda em 1930. Mas, pasmem, somente no dia 3 de janeiro de 2025, entrou em vigor uma emenda constitucional que oficializa o nome de João Pessoa como a capital do estado da Paraíba. Essa proposta, de autoria do deputado Hervázio Bezerra, foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba no mês de dezembro de 2024. O principal objetivo da emenda é “encerrar” as discussões e possíveis alterações relacionadas ao nome da capital, que têm gerado debates e controvérsias ao longo dos anos.

A bola da vez agora é Aracaju, Sergipe. A mídia, provavelmente a serviço das grandes construtoras, começa a incensar a capital sergipana, uma das mais modestas do Nordeste. Tudo em nome do boom imobiliário. É viver para ver.

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Campeão

quarta-feira, 29 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Pirica, do Friburguense, conquista Copa Fefumerj de Futebol de Mesa

Um domingo colorido pelo azul, vermelho e branco. Pirica foi o grande campeão da Copa Fefumerj, na categoria Adulto, e colocou a AFFM / Friburguense em destaque novamente no Estado. A competição valeu como a 7ª Etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, promovido pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj).

Pirica, do Friburguense, conquista Copa Fefumerj de Futebol de Mesa

Um domingo colorido pelo azul, vermelho e branco. Pirica foi o grande campeão da Copa Fefumerj, na categoria Adulto, e colocou a AFFM / Friburguense em destaque novamente no Estado. A competição valeu como a 7ª Etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, promovido pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj).

Com alto nível técnico e disputas equilibradas, Pirica venceu Evandro, do Vasco da Gama, na final por 4 a 2. O resultado reforçou a ótima fase do botonista consolidou o atleta serrano entre os principais nomes da temporada. Na disputa pelo terceiro lugar, Nando, também do Vasco, superou Thiel, também do Friburguense, garantindo o bronze e completando o pódio da Série Ouro.

Na Série Prata, destinada aos atletas que não avançaram à fase principal, o título ficou com Thiago Penna, do Vasco da Gama, que venceu Lucas Cavalcante, do América, na decisão. Ramos, também do América, terminou em terceiro, e Guilherme Maia, do Vasco, ficou na quarta posição, fechando o pódio. Já na Série Bronze, o campeão foi Rodrigo França, do Flamengo, seguido por André Lira e Hélio, ambos do Botafogo.

A Copa Fefumerj foi a penúltima etapa do Estadual 2025 e antecede o encerramento da temporada, marcado para o dia 9 de novembro, com a tradicional Taça Cidade Maravilhosa. A competição acontece no Parque Olímpico, reunindo os principais atletas e clubes do Rio de Janeiro na disputa final do calendário estadual.

Categoria Máster

No sábado, 25, grandes jogos marcaram a disputa da categoria Master (48+) da Copa Fefumerj, a 7ª Etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques. A fase final da Série Ouro reuniu alguns dos principais nomes da categoria, em partidas disputadas lance a lance. Nas semifinais, Christofer, do Friburguense, empatou em 5 a 5 com Armando, do Flamengo, resultado que lhe garantiu a vaga na decisão por ter a vantagem do empate. Na outra semifinal, o duelo foi cruzmaltino: Evandro venceu Carlos Renato, ambos do Vasco da Gama, por 7 a 2, garantindo seu lugar na grande final.

A decisão colocou frente a frente os dois primeiros colocados do Ranking Estadual, reforçando o alto nível técnico da etapa. Em uma final equilibrada e repleta de emoção, Evandro, do Vasco, venceu Christofer, do Friburguense, por 4 a 3, conquistando o título da penúltima etapa do calendário estadual. Na disputa pelo terceiro lugar, Carlos Renato e Armando empataram em 5 a 5, e o atleta do Flamengo ficou com o bronze por ter feito melhor campanha ao longo da competição.

Na Série Prata, destinada aos atletas que não avançaram à fase principal, o título ficou com Luiz Carlos, do Petropolitano, seguido por Paulo Hartmann e Fred Martins, ambos do Fluminense, e Antonio Fernandes, do Friburguense, completando o pódio. Já na Bronze, o campeão foi Rico, do Petropolitano, com Villano, do Fluminense, em segundo, e Marcos Paulo, do Botafogo, em terceiro lugar.

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    Pirica brilha e fatura mais um título, se consolidando como um dos grandes nomes da temporada (Foto: Divulgação Fefumerj)

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    Friburguense domina pódio da penúltima etapa na categoria Adulto (Foto: Divulgação Fefumerj)

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    Na Máster, Christofer chegou à grande decisão e ficou com o vice-campeonato (Foto: Divulgação Fefumerj)

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Desenvolvendo autocrítica e autocompaixão

quarta-feira, 29 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Erros, acertos, melhoria, crescimento, mudança, permanência.

Quando pensamos em autocrítica, a primeira coisa que nos vem à mente é o fato negativo, como se estivéssemos nos criticando e não valorizando nada daquilo que somos ou realizamos.

Erros, acertos, melhoria, crescimento, mudança, permanência.

Quando pensamos em autocrítica, a primeira coisa que nos vem à mente é o fato negativo, como se estivéssemos nos criticando e não valorizando nada daquilo que somos ou realizamos.

Muito diferente da auto depreciação, que é a visão extremamente negativa de nós mesmos, nos desmotiva e causa baixa autoestima, ansiedade, insegurança e afeta a nossa saúde mental, a autocrítica faz parte do nosso autoconhecimento, alimentando o que precisamos ajustar, para seguir de forma mais alinhada com aquilo que nos propomos e acreditamos.

Uma autocrítica equilibrada, nos ajuda a analisar e reconhecer o que erramos e acertamos, além de desenvolver a nossa percepção dentro daquilo que conseguimos alcançar, realizar com destreza e melhorar. Fortalece o nosso autoconhecimento, dia após dia, de forma saudável, nos alimentando de aprendizado e crescimento.

Passamos a entender a melhoria contínua, as responsabilidades e o acolhimento às nossas falhas. Porém, como realizar tudo isso com entendimento e um olhar compassivo?

Praticar a autocompaixão nos faz navegar por mares calmos, despertando bondade, acolhimento e compreensão, trazendo para nós mesmos uma gentileza que muitas vezes é realizada somente com o outro e acaba ficando esquecida.

Se tratar de forma gentil e com menos julgamentos, reconhecendo que imperfeições e erros também fazem parte de quem nós somos, da nossa condição humana, é um passo importante dentro desse processo. 

Melhoramos as nossas relações, passamos a nos acolher como se fôssemos um abrigo seguro e aconchegante, trazendo controle emocional, impactando positivamente na nossa autoestima e saúde, mesmo nos dias em que há tropeços e o mundo parece conspirar contra tudo e todos.

Somos feitos de carne e osso, sentimos uma avalanche de sentimentos misturados que não conseguimos separar ou até mesmo organizar. É difícil e pode parecer impossível, mas entender que um olhar tenro, um abraço apertado e carinhoso que nos damos, onde a doçura se faz presente, transforma tudo aquilo que parece não ter fim em jardins de primavera, recheados de essências que trazem conforto.

Ter essa bondade consigo mesmo trará bons resultados no seu dia a dia e uma outra perspectiva. Aproveite para criar frases gentis diárias e trazer a prática de meditação e exercícios que melhorem a respiração. Solte a culpa, descanse, canalize a sua energia e traga positividade para a sua jornada.

Até a próxima quarta!

 

Contato:

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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