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Meu jornal agora chega sem plástico. Um gesto simples e prático de cuidar do planeta

terça-feira, 28 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“Quando escolhemos agir com consciência, deixamos de ser espectadores e passamos a ser parte da solução”

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável!

“Quando escolhemos agir com consciência, deixamos de ser espectadores e passamos a ser parte da solução”

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável!

Todas as manhãs, ao chegar à EcoModas, no alto do teleférico, vivo um pequeno ritual que já se tornou parte da minha rotina: receber o exemplar de A VOZ DA SERRA. Esse momento vai muito além da simples leitura das notícias. É quando me desconecto das telas digitais, das inteligências artificiais e do ritmo corporativo para me reconectar com a cidade, com suas histórias e com o cotidiano que ajuda a moldar o nosso jeito friburguense de viver.

Curiosamente, o exemplar costuma chegar até minhas mãos de uma forma única: pela cadeira do teleférico, com o apoio gentil da equipe que trabalha ali. Podemos dizer que, além de poético, esse meio de entrega também representa uma alternativa mais sustentável de logística. Recentemente, ao observar esse hábito tão presente na minha rotina, percebi uma oportunidade de alinhar ainda mais o meu trabalho ao propósito que norteia tudo o que fazemos na EcoModas: repensar o impacto das nossas ações e buscar alternativas mais sustentáveis.

O jornal, por questão de proteção contra chuva e umidade, é entregue tradicionalmente embalado em sacolas plásticas. E foi justamente ao notar esse detalhe que surgiu uma ideia simples, mas cheia de significado: por que não substituir essa embalagem por uma alternativa reutilizável e ecológica?

Foi assim que eu e minha esposa, Adriana Santos, desenvolvemos uma embalagem feita a partir de banners publicitários reaproveitados. O material, que antes seria descartado, ganhou uma nova função: proteger o jornal, sem gerar resíduos plásticos. É um tipo de material que já trabalhamos desenvolvendo brindes sustentáveis para outras empresas.

Essas bolsas agora são utilizadas na entrega do jornal na EcoModas e, periodicamente, retornam para A VOZ DA SERRA, que as reutiliza em novas entregas. Dessa forma, criamos um ciclo sustentável e contínuo, envolvendo também quem embala e quem entrega o jornal — todos participando, juntos, de uma ação que une consciência e colaboração.

 

Números que mostram que o gesto vale a pena

Cada saco plástico usado para proteger um jornal pesa cerca de dois gramas. Considerando que o jornal é entregue seis dias por semana, são 312 sacos por ano — o que equivale a aproximadamente 624 gramas de plástico apenas na minha assinatura. Pode parecer pouco, mas ao longo do tempo o impacto é significativo. Somente com essa mudança, deixamos de colocar em circulação cerca de 0,62 kg de plástico por ano apenas na EcoModas. Se outros 100 assinantes, por exemplo, adotassem a mesma prática, isso representaria mais de 62 kg de plástico a menos no meio ambiente por ano.

Segundo estudos de Análise de Ciclo de Vida (LCA) — como os compilados pelo Carbon Trust (Reino Unido, 2022) e pela European Environment Agency (EEA) — a produção de plásticos convencionais, como o polietileno usado em sacolas, gera entre 1,8 e seis quilos de CO₂ equivalente (CO₂e) por quilo produzido. Com a eliminação de aproximadamente 624 gramas de plástico por ano através desta iniciativa, conseguimos evitar entre 1,1 e 3,7 kg de CO₂e anualmente.

 

Reutilizando o que antes viraria “resíduo de comunicação”

Além de eliminar o uso de plástico, a ação também ajudou a desviar dos aterros uma área total de 11,2 m² de banners publicitários, sendo reaproveitados na confecção das bolsas retornáveis. A iniciativa evitou o descarte de aproximadamente 15 kg de resíduos plásticos vinílicos, gerando um impacto positivo duplo: redução de lixo e extensão do ciclo de vida do material.

 

O problema do plástico no mundo e no Brasil

O PNUMA estima que mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos no planeta, e menos de 10% desse volume é efetivamente reciclado. Grande parte acaba em aterros, rios e oceanos, fragmentando-se em microplásticos que hoje já foram detectados na água, no ar e até no sangue humano. No Brasil, segundo o IBGE (2022) e a WWF-Brasil, são geradas mais de três milhões de toneladas de resíduos plásticos mal geridos por ano, sendo a maior parte composta por embalagens de uso único.

 

Semana Lixo Zero

Essa ação foi pensada para ser lançada durante a Semana Lixo Zero, entre 18 a 31 de outubro, um movimento nacional no qual participo como embaixador e que convida pessoas, empresas e comunidades a repensarem hábitos de consumo e reduzirem a geração de resíduos. A ideia inicial era realizar a ação apenas nesse período, como uma forma simbólica de participar da campanha.

No entanto, após alguns testes realizados previamente, percebemos que a proposta era totalmente viável, prática e funcional. Com o apoio e a aprovação da equipe do jornal A Voz da Serra, decidimos então manter a iniciativa ao longo de todo o ano, transformando o que seria uma ação pontual em uma prática permanente.

O resultado foi exatamente o que imaginávamos: uma experiência positiva, simples e inspiradora — que reforça o espírito da Semana Lixo Zero e os princípios dos “5 Rs” que direcionam a EcoModas: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar.

“Começamos com a ideia de realizar uma ação pontual, mas percebemos que dar continuidade era o caminho natural. Quando uma iniciativa funciona e gera impacto positivo, ela deixa de ser apenas um projeto e passa a ser um compromisso”, afirma Adriana Santos, responsável pela confecção das bolsas ecológicas produzidas com banners reaproveitados.

 

Sustentabilidade começa onde estamos

O mais inspirador dessa experiência é perceber como ela envolve diferentes pessoas em torno de um mesmo propósito. O embalador, o entregador do jornal, os trabalhadores do teleférico, além da equipe EcoModas que passaram a participar de uma ação ambiental concreta, reafirmando no dia a dia aquilo que acreditamos e defendemos: que a sustentabilidade é construída nas pequenas decisões cotidianas.

A cada entrega, o jornal chega protegido, sem plástico, e com ele vem também uma mensagem: é possível fazer diferente. E talvez, ao conhecer essa história, outros leitores e empresas também se sintam convidados a repensar suas rotinas e a dar seus próprios passos rumo a um futuro mais consciente. Porque a sustentabilidade, assim como a boa notícia, se espalha quando é compartilhada.

Saudações sustentáveis!

Foto da galeria
Foto: Divulgação
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Ora bolas, isso não acontece com qualquer mortal!?

terça-feira, 28 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O interessante nesta coluna, por ser um espaço literário, é que me sinto à vontade para compartilhar este momento, um tanto inusitado e angustiante, um quase desabafo: não saber o que escrever! É uma circunstância embaraçosa em que fico um tanto quanto sem graça porque quem vai me ler, quer saber o que vou dizer. Aliás, estamos cercados de expectativas. E quando não temos como atendê-las ficamos assim, procurando um riso escondido num canto qualquer do rosto.

O interessante nesta coluna, por ser um espaço literário, é que me sinto à vontade para compartilhar este momento, um tanto inusitado e angustiante, um quase desabafo: não saber o que escrever! É uma circunstância embaraçosa em que fico um tanto quanto sem graça porque quem vai me ler, quer saber o que vou dizer. Aliás, estamos cercados de expectativas. E quando não temos como atendê-las ficamos assim, procurando um riso escondido num canto qualquer do rosto.

Quando fazia oficinas literárias, li “A louca da casa”, de Rosa Montero, um livro que fala da literatura, dos escritores, do processo criativo, dentre outros temas interessantes a quem se propõe a escrever. Num dos primeiros capítulos, ela relata que certa vez quis começar a escrever de manhã. Entretanto, tão logo abriu o computador, começou a ler mensagens, falou no telefone e fez um turbilhão de coisas, menos o que tinha se proposto. Mas no dia seguinte, ela cumpriu suas metas.

Hoje estou com a esperança de que amanhã me venham ideias boas e possa desenvolver novas colunas. Mas, aproveitando o ensejo, vou falar sobre isso, posto se tratar de uma circunstância comum em nossos dias. É aquele momento em que a gente tem de parar, nem que seja para descansar ou procurar rumos diferentes. Não saber o que fazer é, eventualmente, saudável.

Saí procurando ideias e me deparei com “Romeu e Julieta” de Shakespeare, um dos romances de amor mais conhecidos. Segui para o roteiro do filme “Nosso amor de ontem”, uma belíssima história de amor, encenado por Barbra Streisand e Robert Redford, cuja música “The way we Were” foi ganhadora do Oscar em 1974. Não satisfeita visitei o livro de Anton Tchekhov, “Contos”. As três obras maravilhosas poderiam me oferecer excelentes subsídios ao desenvolvimento de ideias, mas não. Nada me tocou a ponto de me fazer sentar, pesquisar e escrever.

Mergulhada no “noves fora, zero”, parei no meio da escada da minha casa e algo em mim gritou alto: “Tereza, sua mente está em branco reluzente”. Que alívio. Que maravilhoso poder chegar a uma conclusão e me sentir livre para explorar um tema que na verdade não é simples. Difícil é reconhecer que suas ideias resolveram passear por outras bandas. Acho que se me encontrasse com Woody Allen e lhe confessasse a minha situação momentânea, quem sabe ele imaginaria uma história engraçada e sutil.

Quando o que escrevemos é baseado em pesquisas, como na maioria das vezes faço, há facilidades. Mas compor uma narrativa em cima de um tema escorregadio como “o não saber o que escrever” é enfrentar as várias facetas da insegurança, trilhar uma caminhada nada linear, além de permitir que a criatividade e a curiosidade sejam dominantes. Mas que curiosidade? Eis o desafio: descobrir o que existe em minhas vontades de ser autora através da exploração de ideias e questionamentos.

Escrever uma coluna requer uma responsabilidade maior do que se pode imaginar. As palavras têm força, exercem influência, tocam o leitor de diferentes modos. Há sempre uma conexão entre o escritor e o leitor e ambos se modificam nessa interação. É um processo de comunicação informativo, filosófico e afetivo. No entanto, se o escritor não escreve com afeto e o leitor não lê com interesse, o texto se torna frio, distante, podendo se perder dentre tantas leituras. Escrever uma coluna é como escrever uma carta a alguém especial. Sim. Tudo o que fazemos na vida tem que ser baseado em um vínculo de dedicação. E, acima de tudo, a gente deve acreditar no que está pondo no papel ou na tela do computador.

E, aí, sentada numa nuvem reluzentemente branca, estou fazendo uma revisão no meu papel de escritora. Elaborar uma coluna para um jornal, como “A Voz da Serra”, é um modo que tenho de cumprimentar a vida, de encorajar o meu leitor a enfrentar seus desafios diários. Na verdade, há poucos minutos, também eu experimentava essa dificuldade de não saber por onde caminhar para escrever essa coluna. E me parece que estou começando a saber. Vou me soltar mais. Estou experimentando uma maior liberdade de expressão. É prazeroso bater nas teclas do computador com posse total do livre-arbítrio.

Por outro lado, me dou conta, mais uma vez, o quanto meu leitor é importante. Mesmo que eu seja lida por apenas um leitor já é suficiente para me sentir feliz e me encorajar para continuar. É aquela sensação maravilhosa de que o dia seguinte vai existir, a mais forte sensação de confiança que se pode ter.

Porém, é importante saber que o leitor está inserido na realidade concreta e eu não posso criar um texto alternativo. Aqui não é um espaço de ficção. E ele vai compreender e interpretar cada frase do texto que eu decidi expor por aqui. Vai refletir e encontrará satisfação ao abrir a página do jornal virtual ou material. Pronto. Aí se revela o desafio que me deparo sempre quando escrevo a primeira palavra do texto, aquela que desencadeia um processo de avaliação profunda para identificar as implicações de cada decisão que vou tomar na produção textual.

Mas, agora, com alegria de haver assumido o desafio de não saber o que escrever, acabo de compor uma coluna, de me expor ao meu amigo leitor. Aliás, meu bom companheiro das terças-feiras.

Salve!

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Papa: fé e amor aos pobres

terça-feira, 28 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

"Não se pode separar a fé do amor pelos pobres" Exortação Apostólica"Dilexit te" (Eu te amei) - Papa Leão XIV

Última parte

 

Indiferença por parte dos cristãos

"Não se pode separar a fé do amor pelos pobres" Exortação Apostólica"Dilexit te" (Eu te amei) - Papa Leão XIV

Última parte

 

Indiferença por parte dos cristãos

O Papa Leão XIV costuma destacar “a falta ou mesmo a ausência de compromisso” com a defesa e a promoção dos mais desfavorecidos em alguns grupos cristãos. Se uma comunidade da Igreja não coopera para a inclusão de todos, adverte ele, “correrá também o risco da sua dissolução, mesmo que fale de temas sociais ou critique os governos. Facilmente acabará submersa pelo mundanismo espiritual, dissimulado em práticas religiosas, reuniões infecundas ou discursos vazios” (113). Há que afirmar sem rodeios que existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres (36)

O testemunho dos santos, beatos e ordens religiosas

Para contrabalançar essa atitude de indiferença, há um mundo de santos, beatos e missionários que, ao longo dos séculos, encarnaram a imagem de “uma Igreja pobre e para os pobres” (35). De Francisco de Assis e seu gesto de abraçar um leproso (7) a Madre Teresa, ícone universal da caridade dedicada aos moribundos da Índia “com uma ternura que era oração” (77). E ainda São Lourenço, São Justino, Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, seu Santo Agostinho, que afirmava: “Aquele que diz amar a Deus e não se compadece dos necessitados, mente” (45).

Leão ainda lembra o trabalho dos Camilianos pelos doentes (49), das congregações femininas em hospitais e casas de repouso (51). Ele lembra o acolhimento nos mosteiros beneditinos a viúvas, crianças abandonadas, peregrinos e mendigos (55). E lembra também os franciscanos, dominicanos, carmelitas e agostinianos que iniciaram “uma revolução evangélica” através de um “estilo de vida simples e pobre” (63), juntamente com os trinitários e mercedários que, lutando pela libertação dos prisioneiros, expressaram o amor de “um Deus que liberta não só da escravidão espiritual, mas também da opressão concreta” (60).

A tradição destas Ordens não cessou. Pelo contrário, inspirou novas formas de ação diante das escravidões modernas: o tráfico de pessoas, o trabalho forçado, a exploração sexual, as diversas formas de dependência. A caridade cristã, quando encarnada, torna-se libertadora (61)

O direito à educação

O Pontífice recorda também o exemplo de São José de Calasanz, que fundou a primeira escola popular gratuita da Europa (69), para salientar a importância da educação dos pobres: “Não é um favor, mas um dever”. Os pequenos têm direito à sabedoria, como exigência básica do reconhecimento da dignidade humana (72)

A luta dos movimentos populares

Na exortação, o Papa também menciona a luta contra os “efeitos destrutivos do império do dinheiro” por parte dos movimentos populares, conduzidos por líderes “colocados muitas vezes sob suspeita e até perseguidos” (80). Eles, escreve, “convidam a superar aquela ideia das políticas sociais concebidas como uma política para os pobres, mas nunca com os pobres, nunca dos pobres” (81).

Uma voz que desperte e denuncie

Nas últimas páginas do documento, Leão XIV apela a todo o Povo de Deus para “fazer ouvir, ainda que de maneiras diferentes, uma voz que desperte, denuncie e se exponha mesmo correndo o risco de parecer estúpidos”. As estruturas de injustiça devem ser reconhecidas e destruídas com a força do bem, através da mudança de mentalidades e também, com a ajuda da ciência e da técnica, através do desenvolvimento de políticas eficazes na transformação da sociedade (97)

Os pobres, não um problema social, mas o centro da Igreja

É necessário que “todos nos deixemos evangelizar pelos pobres”, exorta o Papa (102). “O cristão não pode considerar os pobres apenas como um problema social: eles são uma questão familiar. Pertencem aos nossos”. Portanto, “a relação com eles não pode ser reduzida a uma atividade ou departamento da Igreja” (104).

Fonte: Vatican News

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Situação delicada

terça-feira, 28 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense perde mais uma e segue ameaçado de queda para a Série B2

Impossível não é, mas a tarefa está cada vez mais complicada. O Friburguense voltou a perder pelo Campeonato Carioca da Série B1, e o rebaixamento para a quarta divisão do futebol do Rio de Janeiro é uma realidade cada vez mais próxima. A derrota por 3 a 1 para o São Cristóvão, no último sábado, 25, no Ronaldo Nazário, deixa o Tricolor da Serra por um fio.

Friburguense perde mais uma e segue ameaçado de queda para a Série B2

Impossível não é, mas a tarefa está cada vez mais complicada. O Friburguense voltou a perder pelo Campeonato Carioca da Série B1, e o rebaixamento para a quarta divisão do futebol do Rio de Janeiro é uma realidade cada vez mais próxima. A derrota por 3 a 1 para o São Cristóvão, no último sábado, 25, no Ronaldo Nazário, deixa o Tricolor da Serra por um fio.

A distância de quatro pontos para sair da zona de rebaixamento não mudou, mas agora restam apenas nove em disputa, com duas partidas fora de casa. O próximo compromisso será contra o Paduano, nesta quarta-feira, 29, às 15h, na Rua Bariri.

 

O jogo

Sem uma referência na frente, Gedeil apostou num ataque mais móvel para enfrentar o São Cristóvão. Mudanças também foram feitas na defesa, mas todas as tentativas se mostraram ineficazes. Logo aos sete minutos, Fabinho Polha girou com muita facilidade sobre a marcação, invadiu a área e tocou na saída de João Carlos para abrir o placar. Ali estava posto o desafio: controlar o lado mental e tentar virar um placar, feito ainda não concretizado nesta temporada.

O Friburguense até manteve certa posse de bola, mas sem conseguir ameaçar o gol adversário. As melhores chances surgiram em chutes de longa distância, porém a oportunidade mais real esteve nos pés do time da casa, forçando João Carlos a fazer grande defesa.

 

Segundo tempo

Com Léo Reis, o Frizão ganhou a referência que faltou no primeiro tempo. E foi dele a grande chance aos seis minutos, em finalização na trave. Com postura diferente, o Tricolor teve 10 minutos de pressão e domínio, forçando o técnico do São Cristóvão a promover três alterações. Mudanças estas que surtiram efeito imediato: no primeiro toque na bola, PK arrancou, invadiu a área e fez o segundo gol do alvinegro.

Com um caminho ainda mais desafiador pela frente, o Friburguense fez muito pouco, e o São Cristóvão, da mesma forma, apenas esperava o tempo passar. O Tricolor até descontou com golaço de Israel, cobrando falta com perfeição, aos 42 minutos. No ímpeto de buscar o empate, PK aproveitou os espaços deixados e fez o terceiro gol, já nos acréscimos. O Frizão não pode mais errar para tentar evitar a queda para a Série B2.

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle

Artsul 1x0 Friburguense, Nivaldo Pereira

Friburguense 0x1 Bonsucesso, Eduardo Guinle

Campo Grande 1x1 Friburguense, Ítalo del Cima

Friburguense 0x1 Duque de Caxias, Eduardo Guinle

São Cristóvão 3x1 Friburguense, Ronaldo Nazário

29/Out, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Rua Bariri

01/Nov, Sáb, 15h - Friburguense x Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

 

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 20 pts

2º- São Cristóvão, 14 pts

3º- Duque de Caxias, 13 pts

4º- Petrópolis, 12 pts

5º- Artsul, 12 pts

6º- Campo Grande, 12 pts

7º- Serrano, 11 pts

8º- Nova Cidade, 09 pts

9º- Niteroiense, 09 pts

10º- Carapebus, 08 pts

11º- Paduano, 07 pts

12º- Friburguense, 04 pts

 

Resultados da 8ª rodada da Série B1

Campo Grande 1x1 Niteroiense, Luso Brasileiro

São Cristóvão 3x1 Friburguense, Ronaldo Nazário

Artsul 3x1 Carapebus, Nivaldo Pereira

Serrano 2x1 Petrópolis, Atílio Marotti

Bonsucesso 1x0 Nova Cidade, Leônidas da Silva

Duque de Caxias 2x1 Paduano, Marrentão

 

9ª rodada:

Serrano x São Cristóvão, Atílio Marotti

Petrópolis x Artsul, De los Lários

Carapebus x Bonsucesso, Moacyrzão

Nova Cidade x Campo Grande, Joaquim Flores

Niteroiense x Duque de Caxias, Arena Trops

Paduano x Friburguense, Rua Bariri

  • Foto da galeria

    Israel marcou belo gol de falta, mas não evitou mais uma derrota na Série B1 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Frizão fica em situação bastante delicada na luta contra o rebaixamento (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Gedeil terá trabalho para encontrar soluções e tentar arrancada nas três rodadas finais (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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A VOZ DA SERRA é um fenômeno em cada edição

terça-feira, 28 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Vovó Mariana não tinha instrução escolar, mas tinha uma visão avançada para o seu tempo. Não conheceu o verbo reciclar, mas, da ourela das rendas que desfiava para a Fábrica de Filó, ela fazia lindas colchas. As latas de azeite, quando vazias, eram abertas e se transformavam em vasinhos para plantas. As latas de leite em pó viravam potes e, em algumas, meu tio Fernando colocava alças e tinham muita serventia. O leite não vinha em caixa; era comprado dos latões do leiteiro. Passava até o garrafeiro pegando as garrafas. O volume de lixo era mínimo.

Vovó Mariana não tinha instrução escolar, mas tinha uma visão avançada para o seu tempo. Não conheceu o verbo reciclar, mas, da ourela das rendas que desfiava para a Fábrica de Filó, ela fazia lindas colchas. As latas de azeite, quando vazias, eram abertas e se transformavam em vasinhos para plantas. As latas de leite em pó viravam potes e, em algumas, meu tio Fernando colocava alças e tinham muita serventia. O leite não vinha em caixa; era comprado dos latões do leiteiro. Passava até o garrafeiro pegando as garrafas. O volume de lixo era mínimo. Não havia parafernália eletrônica para descartar.

Entretanto, a inteligência humana se desenvolveu criando coisas e mais coisas. Computadores, celulares, notebooks, tablets, carregadores, TVs, coisas cada vez mais modernas, provocando desejos de consumo. A indústria produz, o comércio vende e nessa cadeia de produção, gera empregos, o capital circula. Porém, tudo tem um preço e pagamos com a preocupação do acúmulo de lixo. Então, precisamos de cabeças pensantes como a do jovem Eric Fernandes que, aos 17 anos, desenvolveu nas salas de aula e laboratório de UFF, campus Nova Friburgo, um projeto, o Reciclotron, premiado, inclusive, no Internacional Gren Gown Awards 2025. O objetivo do projeto é “fomentar a reciclagem e estimular atitudes sustentáveis para a proteção do meio ambiente”.

A iniciativa é “transformar descarte em oportunidade, unindo sustentabilidade e inclusão digital”, conforme destacou o professor Claudio Fernandes, da Universidade Federal Fluminense. Aliás, há outros fatores que influenciam para que os projetos tenham êxito total, como falta de políticas públicas e engajamento da sociedade:

“A engenharia, por si só, não dá conta se não houver um ambiente favorável à inovação social e à valorização do resíduo”.

Ana Moreira, professora e coordenadora do projeto de extensão da Uerj sobre educação ambiental, alerta sobre a urgência de um plano moderno para resíduos sólidos, diante da nossa vocação turística e ambiental:

“A indefinição sobre o destino final dos resíduos representa não apenas um descumprimento legal, mas uma oportunidade perdida de se posicionar como referência regional em sustentabilidade”.

Somos um país de dimensão continental, de regiões diversificadas e “Rumo à COP30”. Isabela Braga, bióloga e cientista climática tem nos trazido informações sobre o evento em Belém. Em “Fósseis na Foz contra as vozes da Amazônia”, a cientista ressalta “a realidade de uma região que oscila entre a necessidade de manter a floresta preservada para que a humanidade continue a prosperar e a realidade de vê-la ser destruída por interesses de ganho de capital de curto prazo”. E ainda: “os lucros escapam da região e seus habitantes costumam viver com a ausência de serviços básicos...”. São extremos de um “gigante” de quinhentos e poucos anos de idade. Um jovem aprendiz.

Surge uma luz no fim das dívidas de quem está em atraso com suas contas de energia elétrica.  A concessionária Energisa Minas Rio lançou campanha que oferece negociação com até 80% de desconto. As facilidades de pagamento são animadoras. Por Pix, cartão de débito ou crédito, à vista ou parcelado, sem precisar sair de casa. É hora de acender as luzes da esperança de sair da inadimplência. Outra facilidade é oferecida pelo INSS que vai exigir biometria de aposentados e pensionistas, a partir de novembro, visando garantir a continuidade do benefício e a segurança do sistema. O cadastro pode ser feito presencialmente ou pelo celular.

E 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. Os festejos estão a todo vapor. Em São Pedro da Serra foi inaugurada a Biblioteca Comunitária que passará a funcionar a partir de 04 de novembro. Meu amigo Laerte Vargas, da livraria Tangolomango, na Galeria União, tem verdadeiros projetos de incentivo ao amor pelos livros, com roda de leitura infantil e muita programação para crianças e familiares. As amigas Rosangela Buarque, Luísa Machado e Scheila Santiago plantaram “A árvore que dá livros” e o plantio está cada vez mais viçoso. É evidente, pois uma árvore que dá livros só pode dar bons frutos!

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Vergalhões querem vítimas

sábado, 25 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 25 e 26 outubro de 1975

 

Manchetes:  

Edição de 25 e 26 outubro de 1975

 

Manchetes:  

Os nossos vergalhões – Aquele ringue (ou ex-ringue) de patinação que fica em pleno centro da cidade, exatamente na nossa principal praça, é bem um grande exemplo, exposto aos olhos de todos de como se administra o município de Friburgo, atualmente. Uma estrutura ali existente foi demolida deixando 176 vergalhões expostos, uma ameaça para a população que pode se acidentar ali. Trata-se de um exemplo, triste, para quantos quiserem ver, de como até nas pequenas coisas ou obras, sem o mínimo senso de planejamento, organização, diretivas, execuções e outros elementos de que se devia servir a prefeitura de Friburgo, onde sobram assessores, quase todos apadrinhados e recebendo salários altos (os custos dos impostos gravados aos friburguenses) assessores que poderiam no mínimo saber como planejar uma pequena obra.

Pressões crescem– Com as desistências declaradas do ex-candidato a prefeito, Ariosto Bento de Mello e do ex-prefeito (também ex-diretor do DER no antigo RJ), avolumam se as pressões em torno do atuante deputado Feliciano Costa (também ex-prefeito e ex-secretário do Trabalho do ex-RJ), no sentido que este último aceite sua candidatura nas eleições do próximo ano à Prefeitura de Nova Friburgo. Com 75 anos de idade, mas considerado pelos os que o conhecem como um homem físico e espiritualmente com 40 anos de vida, o deputado Feliciano Costa tem resistido até agora às pressões que partem das bases e da cúpula da Arena.

Vereadores já estão recebendo - O vereador Manoel Carneiro Menezes, presidente da Câmara Municipal, afirmou à redação de A VOZ DA SERRA que a secretaria do Legislativo friburguense começou a efetuar o pagamento dos novos subsídios aos vereadores. Como se sabe, o presidente do Brasil, Ernesto Geisel, assinou lei estabelecendo a remuneração para todos os vereadores brasileiros, respeitando algumas normas que fixaram os critérios para a determinação dos valores. Disse Menezes que Nova Friburgo procurou se enquadrar nos ditames legais, e após consulta à Fundação IBGE fixou os salários dos vereadores em Cr$ 2.500 mensais.

Ambulância atropela e mata - Por volta das 16h de quarta-feira morreu no Hospital Santo Antônio a senhora Josefina, 68 anos de idade, residente na Rua Coronel Zamith. Ela havia sido atropelada às 10h30 por uma ambulância da Prefeitura de Friburgo placa AR-8-41. O motorista socorreu a vítima e a internou em Santo Antônio. Seis horas depois Josefina faleceu não resistindo aos ferimentos.

Bancários e banqueiros firmam acordo – Com vigência desde 1º de setembro último, os bancários fluminenses e capixabas, firmaram com os banqueiros, e na presença do delegado regional do Trabalho, acordo com reajustamento na base de 36% rescindir sobre todas as parcelas do caráter remuneratório. Além de outras 15 cláusulas, dentre elas comissão para os ocupantes de cargos de chefia e equivalentes, fixada em 45% sobre o salário efetivo, e ainda mantida a cláusula de anuênio.

Cascatinha reclama - Moradores do bairro Cascatinha, aprazível localidade situada perto do bairro Cônego, reclamam da prefeitura a morosidade no calçamento de acesso aquela área. A maioria dos reclamantes são turistas que investiram em belíssimas residências no local, e também comerciantes, que também com grandes investimentos no chamado bairro Cascatinha. O calçamento de acesso foi prometido pela municipalidade, em forma de paralelepípedos que estão e foram retirados da Avenida Alberto Braune, hoje revestida, até a sua metade pelos bloquetes implantados pela prefeitura em nossa avenida.

 

Pílulas 

Prevalecendo o texto da nova Lei do Municípios remetida esta semana pelo governador Faria Lima, Friburgo terá apenas 13 vereadores. Este fato poderá trazer grandes modificações no quadro político atual. Com a diminuição das cadeiras ou com o restabelecimento da remuneração (Cr$ 2.500 mensais) a função legislativa irá, ao que parece, ser valorizada, obrigando os partidos uma necessária e indispensável “peneirada” nos números de candidatos.

O prefeito de Nova Iguaçu acaba de renunciar ao seu cargo depois de uma série de desmanches, acusado de praticar inúmeras irregularidades, que culminaram com a não aprovação de suas contas pelo Tribunal. Muitos prefeitos fluminenses correram a botar suas barbas de molho, pois as acusações levantadas contra o ex-prefeito de Nova Iguaçu poderão ser repetidas, sem grandes esforços, em diversas outras prefeituras do estado do Rio.

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

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Vencer ou vencer

sexta-feira, 24 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Restando quatro rodadas, Frizão busca virada para se manter na Série B1

A frase “o Friburguense é para quem acredita”, utilizada com frequência pelos torcedores, precisa se tornar um mantra também entre jogadores e comissão técnica, nesta reta final de Série B1.

Restando quatro rodadas, Frizão busca virada para se manter na Série B1

A frase “o Friburguense é para quem acredita”, utilizada com frequência pelos torcedores, precisa se tornar um mantra também entre jogadores e comissão técnica, nesta reta final de Série B1.

Em situação bastante delicada, o Tricolor da Serra precisa vencer o duelo com o São Cristóvão neste sábado, 25, às 15h, no estádio Ronaldo Nazário, para se manter vivo na competição e seguir lutando contra o rebaixamento para a quarta divisão do futebol do Rio de Janeiro. O jogo será transmitido pela Cariocão TV, no youtube.

Mesmo em caso de triunfo, o Frizão ainda não sairá da zona de rebaixamento nesta rodada. Restam quatro partidas, com 12 pontos em disputa, e o time comandado por Gedeil está a quatro pontos de se igualar ao primeiro time fora do Z-2, o Carapebus, que tem a mesma pontuação de Serrano e Niteroiense. O Paduano, que também está na zona da degola, será adversário do Friburguense na rodada seguinte, na sequência de duas partidas consecutivas longe de Nova Friburgo.

O grande desafio tem sido transformar domínio em gols. Superior a diversos adversários que enfrentou, o Tricolor abusa de perder gols, e tem sido castigado a partir de erros coletivos e individuais. Com dificuldade de colocar a bola na rede — foram apenas dois gols marcados em sete jogos —, a equipe também enfrenta a pressão de ter que buscar o resultado quando sofre um gol. Foi assim no último sábado, diante do Duque de Caxias, mesmo tendo criado diversas oportunidades e ter dominado o rival no segundo tempo.

        Na outra ponta da tabela, o Bonsucesso praticamente encaminhou a classificação para a semifinal da Série B1 ao conquistar uma virada sobre o Niteroiense, por 3 a 2, fora de casa, no último final de semana. Com o triunfo, o Cesso chegou aos 17 pontos, disparado na liderança da Taça Corcovado. O segundo colocado é o Petrópolis (12 pontos), mas que foi derrotado pelo São Cristóvão, por 1 a 0, no Los Lários, em Xerém. A vitória colocou o time Cadete na terceira posição, com 11 pontos.

Outro que entrou na zona de classificação para a segunda fase foi o Campo Grande, que bateu o Paduano também pelo placar mínimo, na Rua Bariri. O Campusca também marca 11 pontos, mas na quarta posição pelos critérios de desempate.

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle

Artsul 1x0 Friburguense, Nivaldo Pereira

Friburguense 0x1 Bonsucesso, Eduardo Guinle

Campo Grande 1x1 Friburguense, Ítalo del Cima

Friburguense 0x1 Duque de Caxias, Eduardo Guinle

25/Out, Sáb, 15h - São Cristóvão x Friburguense, Ronaldo Nazário

29/Out, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Waldo Carneiro

01/Nov, Sáb, 15h - Friburguense x Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

 

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 17 pts

2º- Petrópolis, 12 pts

3º- São Cristóvão, 11 pts

4º- Campo Grande, 11 pts

5º- Duque de Caxias, 10 pts

6º- Artsul, 09 pts

7º- Nova Cidade, 09 pts

8º- Serrano, 08 pts

9º- Niteroiense, 08 pts

10º- Carapebus, 08 pts

11º- Paduano, 07 pts

12º- Friburguense, 04 pts

 

8ª rodada da Série B1

24/Out, 15h - Campo Grande x Niteroiense, Luso Brasileiro

25/Out, 15h - São Cristóvão x Friburguense, Ronaldo Nazário

25/Out, 15h - Artsul x Carapebus, Nivaldo Pereira

25/Out, 15h - Serrano x Petrópolis, Atílio Marotti

25/Out, 15h - Bonsucesso x Nova Cidade, Leônidas da Silva

25/Out, 15h - Duque de Caxias x Paduano, Marrentão

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    Gedeil observa disputa de bola: técnico busca soluções para tentar arrancada final (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Com dificuldades de marcar gols, Friburguense terá que ter reta final quase perfeita para se livrar da queda (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Deu branco

sexta-feira, 24 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Deu branco. Já aconteceu com você? Estava em meio a uma frase e esqueceu o que ia dizer. Estudou para a prova, estava com a matéria afiada e na hora de responder a questão, você sabia que conhecia a resposta mas não faz a menor ideia de qual seja. Agendou um compromisso importante e simplesmente esqueceu completamente da existência dele. Sabe quem é uma pessoa, mas ao encontrá-la na rua, faz um malabarismo para não transparecer que se esqueceu do nome dela. E por aí vai.

Deu branco. Já aconteceu com você? Estava em meio a uma frase e esqueceu o que ia dizer. Estudou para a prova, estava com a matéria afiada e na hora de responder a questão, você sabia que conhecia a resposta mas não faz a menor ideia de qual seja. Agendou um compromisso importante e simplesmente esqueceu completamente da existência dele. Sabe quem é uma pessoa, mas ao encontrá-la na rua, faz um malabarismo para não transparecer que se esqueceu do nome dela. E por aí vai.

Para além de alguma patologia que possa estar atrelada a esse sintoma, o que não me compete aqui abordar, essa sensação repentina de vazio mental é angustiante. Presenciei o episódio recentemente com uma colega de profissão aparentemente super competente, diante de uma sustentação oral em um tribunal judicial. Foi assim. Ela estava confiante, iniciou sua fala com toda propriedade e no meio de seu dizer ela simplesmente travou, não saía mais nada. Senti angústia por ela. E nem a conheço. Veio à minha mente que ela deveria estar nervosa, que poderia ser uma pessoa ansiosa ou mesmo que ela estaria diante de um episódio de pânico. Mas nada disso eu tenho expertise ou propriedade técnica para afirmar.  Só sei que “deu branco” ali, e foi esquisito.

Então, lembrei-me de um outro episódio. Certa vez, meu marido e eu estávamos em um voo para São Paulo. Ao nosso lado, sentou-se um rapaz que nos perguntou qual era mesmo o destino. Rimos e respondemos. Mas eu fiquei refletindo , por uns dois minutos, se ele havia se esquecido para onde estava indo ou se queria se certificar de que ele estava no avião certo. Acontece. A correria às vezes nos confunde. E então, com o avião ainda sendo ocupado pelos passageiros, ele chamou a comissária de bordo e fez a mesma pergunta para ela e então eu entendi.

Ele não sabia se estava indo para o aeroporto certo em São Paulo: Congonhas, Guarulhos ou até Viracopos. Seu bilhete era virtual e seu smartphone descarregou tão logo entrou na aeronave, e ele não podia abrir para conferir. A funcionária esclareceu. Ufa. Estava tudo certo. Mas eu percebi a agonia ao lado. Ele simplesmente estava com a cabeça cheia ao ponto de não fazer ideia se comprou a passagem para o destino que ele pretendia.

Nossas mentes andam hiper lotadas, hiper conectadas, hiper demandadas. Ao longo de um dia, talvez tenhamos acesso a mais informações, imagens, telas, sons, que nossos ancestrais tenham alcançado ao longo de décadas de existência. Tenho para mim que esse “branco” que a gente tem, possa não ser falta de algo, e sim excesso. 

Talvez esse momento em que sentimos que “deu branco” e por vezes nos assusta, seja apenas o grito silencioso da mente pedindo para respirar — um pedido de pausa em meio ao excesso de demandas, informações e expectativas que despejamos sobre nós diariamente. Não acho que seja falta de capacidade, pode ser um transbordamento. A bacia de água está cheia e quando a gente puxa, a água escapa pelo outro lado.

Quando o pensamento emperra, talvez seja um convite à pausa, ao autoconhecimento. Convite para reorganizar, silenciar o barulho interno, abrir espaço para o essencial. Porque lembrar também exige esvaziar. E, quem diria, às vezes o branco é justamente o ponto de partida para começar de novo — mais leve, mais consciente e com a mente, enfim, habitável.

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Preciso mesmo pensar?

quinta-feira, 23 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Para mudar tem que pensar. Você quer pensar? Ou quer repetir o comportamento que assiste nas redes sociais, na televisão? Ou prefere ficar na zona de conforto tendo um comportamento disfuncional?

Comportamento disfuncional pode ser irritação fácil, falar alto sem respeitar as pessoas, querer dominar, fazer tudo para ser notada, adorar discussão, viver reclamando de tudo e de todos, se deixar ser dominado por outra pessoa, entre outras atitudes.

Para mudar tem que pensar. Você quer pensar? Ou quer repetir o comportamento que assiste nas redes sociais, na televisão? Ou prefere ficar na zona de conforto tendo um comportamento disfuncional?

Comportamento disfuncional pode ser irritação fácil, falar alto sem respeitar as pessoas, querer dominar, fazer tudo para ser notada, adorar discussão, viver reclamando de tudo e de todos, se deixar ser dominado por outra pessoa, entre outras atitudes.

Parece que a grande maioria das pessoas vive no automático. O que é viver no automático? Já dirigiu um carro com câmbio automático? Qual a diferença entre um carro com câmbio automático e um com câmbio manual? Com câmbio automático basta você colocar a alavanca no D (drive = dirigir) e pronto, segue em frente sem se preocupar com a troca de marchas e basta usar o acelerador e freio. Já com o câmbio manual, você precisa trocar as marchas com frequência especialmente se estiver dirigindo na cidade.

Vivendo no automático, as pessoas se assustam quando algum problema emocional ocorre na vida delas porque viver no automático é não pensar, é agir mais por impulso, pelo desejo, ou na castração de desejos, é viver no habitual sem questionar se isto é o melhor. Viver no automático não é mau em si, mas pode ser perigoso porque as emoções nos enganam muitas vezes.  

No pensamento ou cultura pós-moderna, o que vale é o que você sente. Mas nossas emoções flutuam muito, especialmente nas pessoas muito emocionais que são as que não gostam muito de pensar, pensar da causa para o efeito, pensar na própria conduta. Muita gente primeiro faz, depois pensa. Claro, pensar muito cansa. Mas não pensar e só viver no automático dos sentimentos pode criar complicações evitáveis.

Saúde mental depende do equilíbrio entre viver a razão e a emoção. O desafio é ter as emoções sem deixar que as emoções tenham você. Acho que podemos dividir as pessoas, quanto à saúde mental, em um grupo que funciona muito no racional, mais frias, calculistas, sem (ou com pouca) misericórdia para com o sofrimento alheio, e outro grupo de pessoas emocionais, cheias de paixão exagerada, vivem com as “antenas emocionais” ligadas ao máximo, se espantam quando alguém as confronta tentando mostrar que elas estão deixando as emoções tomar conta da mente delas, e se achando “amorosas” por confundirem amor com emoção. O que é o normal, então, não é?

Você pode perguntar: “Tenho mesmo que pensar? Não posso ir vivendo no automático?” Se você é uma pessoa impulsiva, muito ansiosa, muito impaciente, talvez precisa mesmo parar e pensar na sua conduta, em vez de ficar esperando que os outros têm que “engolir” seu jeito talvez descontrolado de ser. Você tem a escolha de mudar seu comportamento para melhor. Você tem a escolha.

O mundo está ficando mais violento porque as pessoas estão deixando que emoções tomem conta delas, assim, constroem uma sociedade numa base emocional, ou seja, “se me sinto bem, então é válido”. Parece que querem se sentir bem, independentemente da verdade sobre qual é um comportamento saudável, ético, equilibrado, sereno.

Como alguém escreveu, as pessoas estão muito sensíveis e qualquer coisa as ofende, inclusive a verdade. Você quer a verdade ou se sentir bem? Pense.

 

Preciso mesmo pensar?

 

Para mudar tem que pensar. Você quer pensar? Ou quer repetir o comportamento que assiste nas redes sociais, na televisão? Ou prefere ficar na zona de conforto tendo um comportamento disfuncional?

 

Comportamento disfuncional pode ser irritação fácil, falar alto sem respeitar as pessoas, querer dominar, fazer tudo para ser notada, adorar discussão, viver reclamando de tudo e de todos, se deixar ser dominado por outra pessoa, entre outras atitudes.

 

Parece que a grande maioria das pessoas vive no automático. O que é viver no automático? Já dirigiu um carro com câmbio automático? Qual a diferença entre um carro com câmbio automático e um com câmbio manual? Com câmbio automático basta você colocar a alavanca no D (drive = dirigir) e pronto, segue em frente sem se preocupar com a troca de marchas e basta usar o acelerador e freio. Já com o câmbio manual, você precisa trocar as marchas com frequência especialmente se estiver dirigindo na cidade.

 

Vivendo no automático, as pessoas se assustam quando algum problema emocional ocorre na vida delas porque viver no automático é não pensar, é agir mais por impulso, pelo desejo, ou na castração de desejos, é viver no habitual sem questionar se isto é o melhor. Viver no automático não é mau em si, mas pode ser perigoso porque as emoções nos enganam muitas vezes.  

 

No pensamento ou cultura pós-moderna, o que vale é o que você sente. Mas nossas emoções flutuam muito, especialmente nas pessoas muito emocionais que são as que não gostam muito de pensar, pensar da causa para o efeito, pensar na própria conduta. Muita gente primeiro faz, depois pensa. Claro, pensar muito cansa. Mas não pensar e só viver no automático dos sentimentos pode criar complicações evitáveis.

 

Saúde mental depende do equilíbrio entre viver a razão e a emoção. O desafio é ter as emoções sem deixar que as emoções tenham você. Acho que podemos dividir as pessoas, quanto à saúde mental, em um grupo que funciona muito no racional, mais frias, calculistas, sem (ou com pouca) misericórdia para com o sofrimento alheio, e outro grupo de pessoas emocionais, cheias de paixão exagerada, vivem com as “antenas emocionais” ligadas ao máximo, se espantam quando alguém as confronta tentando mostrar que elas estão deixando as emoções tomar conta da mente delas, e se achando “amorosas” por confundirem amor com emoção. O que é o normal, então, não é?

 

Você pode perguntar: “Tenho mesmo que pensar? Não posso ir vivendo no automático?” Se você é uma pessoa impulsiva, muito ansiosa, muito impaciente, talvez precisa mesmo parar e pensar na sua conduta, em vez de ficar esperando que os outros têm que “engolir” seu jeito talvez descontrolado de ser. Você tem a escolha de mudar seu comportamento para melhor. Você tem a escolha.

 

O mundo está ficando mais violento porque as pessoas estão deixando que emoções tomem conta delas, assim, constroem uma sociedade numa base emocional, ou seja, “se me sinto bem, então é válido”. Parece que querem se sentir bem, independentemente da verdade sobre qual é um comportamento saudável, ético, equilibrado, sereno.

 

Como alguém escreveu, as pessoas estão muito sensíveis e qualquer coisa as ofende, inclusive a verdade. Você quer a verdade ou se sentir bem? Pense.

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Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com

www.youtube.com/claramentent

Tik-Tok @claramentent 

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Beleza de montanha: moda, bem estar e altitude

quinta-feira, 23 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Há quem diga que o ar da montanha faz bem pra alma. E talvez faça mesmo — mas, nos últimos tempos, parece que ele anda fazendo bem também para os negócios. O Brasil atravessa um momento curioso: enquanto tantos setores ainda tateiam entre crises e retomadas, o da beleza e do bem-estar segue firme, bonito e de pé.  

Crescem as vendas de produtos naturais, os cuidados com o cabelo, a pele, a autoestima. É uma economia que floresce onde há espelho — e onde há gente tentando se sentir melhor consigo mesma. Em Nova Friburgo, essa onda encontra terreno fértil.  

 

Há quem diga que o ar da montanha faz bem pra alma. E talvez faça mesmo — mas, nos últimos tempos, parece que ele anda fazendo bem também para os negócios. O Brasil atravessa um momento curioso: enquanto tantos setores ainda tateiam entre crises e retomadas, o da beleza e do bem-estar segue firme, bonito e de pé.  

Crescem as vendas de produtos naturais, os cuidados com o cabelo, a pele, a autoestima. É uma economia que floresce onde há espelho — e onde há gente tentando se sentir melhor consigo mesma. Em Nova Friburgo, essa onda encontra terreno fértil.  

 

Como podemos lucrar com isso? 

A cidade, que há décadas veste o país com sua moda íntima, agora começa a se reposicionar num ecossistema de bem-estar que vai muito além da renda e do tecido. Academias ao ar livre, spas, estúdios de yoga, cafés com vista e trilhas que servem de terapia: tudo isso compõe uma nova economia da serra, onde o corpo, a mente e o espírito andam lado a lado. 

E o mais interessante é que, por aqui, esse movimento não chega com a pressa das grandes capitais — ele brota aos poucos, com o mesmo ritmo do nevoeiro que sobe pela estrada e vai tomando a paisagem. 

A pandemia acelerou uma mudança silenciosa. Muita gente que antes via beleza como luxo passou a encará-la como autocuidado. Não obstante, a última coluna Além das Montanhas foi sobre a diminuição do consumo de álcool no Brasil. Cuidar de si virou sinal de pausa, não de vaidade.  

Fazer uma trilha, uma massagem, um banho de floresta — tudo isso virou parte de uma estética mais profunda: a de estar bem. E se há um lugar que entende o poder do bem-estar com elegância e discrição, é a serra. Aqui, a beleza se mistura ao silêncio, e o silêncio é parte do tratamento. 

 

Capital da moda íntima

A indústria da moda íntima friburguense, que nasceu com máquinas e linhas, tem hoje uma oportunidade de ouro para dialogar com esse novo tempo. Marcas que falam de conforto, sustentabilidade e autoestima têm mais espaço do que nunca. A lingerie, antes símbolo do olhar externo, agora veste também a confiança interna.  

É um produto que não precisa aparecer pra ser revolucionário — e talvez resida aí a força de Nova Friburgo: produzir beleza que não precisa gritar. O mercado nacional confirma o movimento. Segundo dados recentes de consultorias internacionais, o Brasil se consolidou entre os maiores mercados de beleza do mundo, com destaque para produtos de cuidados pessoais e cosméticos sustentáveis. As empresas apostam em ingredientes naturais, embalagens recicláveis e narrativas de propósito. É o capitalismo aprendendo a respirar — ainda que devagar — o ar mais puro da coerência. 

 

Cenário ideal  

Friburgo tem tudo para se inserir com protagonismo nessa conversa. Além da tradição industrial, há o ambiente, o clima e o ritmo de vida que inspiram uma estética própria: a da tranquilidade. O bem-estar aqui não é de catálogo; é o de tomar café olhando o nevoeiro, de caminhar devagar na Praça do Suspiro, de conversar sem pressa no fim da tarde. É o luxo da simplicidade, um luxo que o tempo quase esqueceu. 

E o que talvez falte perceber é que essa vocação para o bem-estar pode se transformar em desenvolvimento econômico real. Uma cidade que respira natureza, moda e criatividade tem todos os ingredientes para se tornar um polo do turismo wellness — esse segmento que cresce no mundo inteiro, unindo saúde, beleza e descanso. Nova Friburgo pode ser destino, sim, mas também conceito: o de um lugar que inspira quem quer viver mais devagar e melhor. 

Talvez seja essa a verdadeira beleza de montanha: não a que se vende, mas a que se sente. A que nasce de dentro para fora, da conexão entre corpo e paisagem, entre o que somos e o lugar que habitamos. Nova Friburgo pode muito bem ser o berço de um novo conceito de beleza — um que mistura moda, natureza e propósito, com a leveza de quem sabe que, aqui em cima, o essencial sempre foi respirar. 

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