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Iatrogenia e a necessidade de humildade na prática médica

quinta-feira, 13 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O termo iatrogenia vem do grego iatros (médico) e genes (produzido por), e significa “aquilo que é causado pelo médico”. Em medicina, iatrogenia refere-se a qualquer dano, doença ou complicação provocada direta ou indiretamente por uma intervenção médica, seja um tratamento, procedimento, diagnóstico, prescrição ou até mesmo uma atitude do profissional de saúde.

O termo iatrogenia vem do grego iatros (médico) e genes (produzido por), e significa “aquilo que é causado pelo médico”. Em medicina, iatrogenia refere-se a qualquer dano, doença ou complicação provocada direta ou indiretamente por uma intervenção médica, seja um tratamento, procedimento, diagnóstico, prescrição ou até mesmo uma atitude do profissional de saúde.

Como médicos podemos nos envolver em três tipos de erros: por negligência, por imperícia e por imprudência. Errar por negligência é quando não se faz o que deveria ser feito por desatenção ou falta de cuidado. Errar por imperícia ocorre quando o profissional não possui a qualificação, a destreza ou o domínio técnico adequados para realizar um procedimento, interpretar um exame ou conduzir um tratamento. E errar por imprudência é quando ele não toma os devidos cuidados para proteger o paciente, agindo sem cautela e com precipitação.

A iatrogenia pode ocorrer mesmo quando não há negligência ou intenção de causar mal, resultando de efeitos colaterais imprevistos de medicamentos, procedimentos invasivos, erros de diagnóstico, comunicação inadequada ou condutas desnecessárias. Assim, o ato médico destinado a curar pode causar sofrimento.

Do ponto de vista ético e humano, a iatrogenia convida à reflexão sobre os limites do saber médico, a necessidade de humildade profissional e a importância de uma relação médico-paciente baseada na escuta e no respeito mútuo. Reconhecer a possibilidade do erro é o primeiro passo para preveni-lo e para fortalecer uma medicina mais segura, empática e responsável.

A medicina, embora seja uma das mais nobres profissões, carrega consigo uma verdade incômoda: o erro médico existe e causa sofrimento real. A confiança depositada na medicina moderna é imensa. Avanços tecnológicos, diagnósticos sofisticados e tratamentos cada vez mais complexos fazem com que a sociedade espere da medicina resultados quase infalíveis. No entanto, por trás dessa aparente perfeição, existe o fator humano – o médico sujeito ao cansaço, ao excesso de autoconfiança e às falhas de comunicação. A iatrogenia, portanto, não é apenas um problema técnico; é também ético e humano.

Muitos erros médicos não ocorrem por negligência, mas por falta de escuta atenta ou pela pressa em aplicar protocolos padronizados sem considerar as características individuais de cada paciente. Interessante que Hipócrates, médico grego que viveu entre 460 e 377 antes de Cristo, chamado Pai da Medicina, disse: É mais importante saber que tipo de pessoa tem uma doença do que saber que tipo de doença uma pessoa tem.” A formação acadêmica, pode levar o profissional a acreditar que “sabe o suficiente” e, assim, reduzir sua sensibilidade e percepção da dúvida, percepção essa importante na boa prática médica.

A humildade, nesse contexto, surge como virtude indispensável. Reconhecer que o conhecimento médico é limitado e que o paciente é um ser complexo, com corpo, mente, espiritualidade e história, é o primeiro passo para reduzir danos e fortalecer a relação terapêutica. O médico humilde não teme dizer “não sei” ou pedir uma segunda opinião; ao contrário, entende que a segurança do paciente é mais importante do que a própria imagem de autoridade, do que seu ego.

Para promover uma medicina mais humana e menos iatrogênica é preciso valorizar o diálogo, a empatia e a atualização contínua, entendendo o erro não como motivo de vergonha, mas como oportunidade de aprendizado. Às vezes erros médicos podem acontecer porque o médico atende muitos pacientes no dia, sem oferecer uma consulta detalhada, seja pela ganância financeira do médico, ou porque ser colocado num atendimento com uma quantidade exagerada de pessoas a serem atendidas em poucas horas, numa clínica particular que explora o trabalho do médico ou numa instituição do governo com fila imensa de pacientes.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Inaguração de Estação de Tratamento de Esgoto em Lumiar

quinta-feira, 13 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O distrito de Lumiar sempre foi um daqueles lugares onde o tempo parece correr mais devagar. O som do rio, o verde das montanhas, a vida que insiste em ser simples. Mas, por trás dessa paisagem bucólica, havia um problema antigo e incômodo: o esgoto sem o devido tratamento. 

O distrito de Lumiar sempre foi um daqueles lugares onde o tempo parece correr mais devagar. O som do rio, o verde das montanhas, a vida que insiste em ser simples. Mas, por trás dessa paisagem bucólica, havia um problema antigo e incômodo: o esgoto sem o devido tratamento. 

Foi inaugurada em Lumiar uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), da concessionária Águas de Nova Friburgo. A unidade é a quinta ETE construída no município e está localizada na altura do quilômetro 25 da rodovia RJ-142 (Nova Friburgo-Casimiro de Abreu). O novo sistema vai atender não apenas Lumiar, mas também o distrito vizinho de São Pedro da Serra, beneficiando cerca de dez mil moradores. 

Com capacidade para tratar até 1,7 milhão de litros de esgoto por dia, a ETE de Lumiar deve contribuir para a preservação dos rios e cachoeiras da região, reduzindo impactos ambientais e promovendo mais qualidade de vida à população. O investimento de R$ 38 milhões integra o plano de expansão do esgotamento sanitário conduzido pela empresa. 

Com a inauguração, Lumiar dá um passo histórico — e, convenhamos, um passo civilizatório. O sistema promete tratar mais de 90% do esgoto da região, um feito que muda não só o cenário ambiental, mas também a forma como o município se enxerga. 

 

Benefícios aos turistas, benefícios à cidade 

A tecnologia de tratamento foi instalada em um dos distritos mais simbólicos e turísticos de Nova Friburgo. O impacto é profundo: menos poluição nos rios, mais saúde para os moradores e, de quebra, um argumento poderoso para fortalecer o turismo sustentável. 

Pode parecer simples, mas estamos falando de uma transformação de mentalidade. Por décadas, o saneamento básico foi — e ainda é — tratado como assunto de bastidores. Enquanto se pintavam praças e se inauguravam portais, os esgotos seguiam correndo escondidos sob as pedras e as pontes. 

A nova ETE é fruto de uma luta antiga de moradores, ambientalistas e comerciantes que sabiam: turismo e rio poluído não combinam. Nenhum destino que se pretenda ecológico sobrevive se o visitante percebe que a beleza é apenas de superfície. O que nasce com essa obra é mais do que infraestrutura: é consciência. É entender que preservar exige investimento, persistência e, acima de tudo, respeito. 

A água que corre no Rio Macaé vai chegar mais limpa lá embaixo. E quem frequenta o Poço Verde ou o Encontro dos Rios vai sentir essa diferença na pele. Mas isso não é só sobre Lumiar — é sobre o modelo de cidade que Nova Friburgo quer ser. Porque, se há um lugar que depende da harmonia entre homem e natureza, é aqui. 

O esgoto tratado no alto da serra não beneficia apenas quem mora ali, mas toda a bacia hidrográfica que desce até o litoral. Cada litro de água limpa que sai dessa estação é um presente silencioso ao futuro. Água que abastece nossas casas, as cervejarias, as vinícolas e os restaurantes que fazem da cidade um polo criativo e gastronômico. 

 

Precisamos falar sobre Friburgo

A inauguração da ETE Lumiar também levanta uma reflexão inevitável: quantas outras regiões do município ainda esperam por algo parecido? Quantos bairros, distritos e comunidades rurais seguem sem coleta e tratamento adequados? A boa notícia é que, quando o poder público e a iniciativa privada se unem, as coisas acontecem. 

E o friburguense pode — e deve — cobrar que aconteçam em outros cantos também. Lumiar não pode ser exceção; precisa ser exemplo. É curioso pensar que, em uma cidade onde tanto se fala em turismo, cultura e qualidade de vida, o verdadeiro salto civilizatório começa por baixo da terra — nos canos, nas estações, nas obras que ninguém fotografa. Talvez seja esse o símbolo de uma nova fase para Nova Friburgo: a consciência de que o progresso não é o que brilha, mas o que limpa. 

Fala-se há anos em “transformar Nova Friburgo em uma nova Gramado”. Mas, antes de sonhar com luzes de Natal e avenidas floridas, é preciso garantir o básico. O básico é esgoto tratado, calçada livre, água limpa e planejamento. Gramado não nasceu organizada por acaso — ela se fez com investimento constante, fiscalização e cuidado coletivo. Se quisermos chegar perto disso, precisamos aprender a cuidar da cidade como cuidamos da nossa casa. 

A ETE Lumiar é, nesse sentido, um convite à maturidade. Um lembrete de que o futuro não se constrói com improvisos, mas com obras que permanecem. E, quem sabe, quando o friburguense puder mergulhar sem medo em qualquer rio do município, aí sim poderemos dizer: começamos a fazer as pazes com a natureza — e conosco mesmos. 

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Encerramento da Semana da Áustria, no Teatro Laercio Ventura

quarta-feira, 12 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Estivemos no último dia 4 no Teatro Municipal Laercio Ventura prestigiando o evento Áustria Konzert, que finalizou as comemorações da Semana da Áustria, promovida pela colônia austríaca de Nova Friburgo cuja atual presidente é a sra. Lola Madeira Vonbun.

Estivemos no último dia 4 no Teatro Municipal Laercio Ventura prestigiando o evento Áustria Konzert, que finalizou as comemorações da Semana da Áustria, promovida pela colônia austríaca de Nova Friburgo cuja atual presidente é a sra. Lola Madeira Vonbun.

Na realidade, a data nacional do país é 26 de outubro, data em que é  celebrada a Lei da Neutralidade da Aústria, comemorando a aprovação da Lei Constitucional Federal da Neutralidade Permanente, de 1955. O valor agregado dessa comemoração foi o fim da ocupação do país pelas forças aliadas, após o final da Segunda Guerra Mundial e que restabeleceu a soberania austríaca. Não podemos nos esquecer que em 12 de março de 1938, que ficou conhecido como o Dia do Anschluss, o lll Reich de Adolf Hitler anexou a Áustria à Alemanha. Ao final da guerra o país foi ocupado pelas tropas aliadas, constituídas pelos Estados Unidos, Inglaterra, França e Rússia.

Na programação tivemos o pianista Philip Gutwein, de Nova Friburgo, e o flautista Emmanuel Monteiro, que interpretaram a valsa de Joahnn Strauss, Vozes da Primavera, a Serenata de Schubert e o segundo movimento da Sonata de Haydn. Em seguida o pianista brindou a plateia com três peças a saber: Segundo movimento da Sonata para piano de Mozart, Primeiro movimento da Sonata ao Luar de Beethoven e o Segundo movimento da Sonata Patética, também de Beethoven. Tanto Strauss quanto Mozart eram austríacos, o primeiro nascido em Viena e o segundo em Salzburg; já Beethoven era alemão, mas construiu grande parte de sua vida na Áustria.

Fez parte ainda da programação a apresentação dos solistas André Barbosa, Vinícius Gonçalves, Ágni de Souza, Amanda Dias e Everton Silva. O encerramento, como não podia deixar de ser, foi com a canção Edelweiss, do filme A Noviça Rebelde, interpretada pelo Coral Lírico Acrópolis, fundado em Friburgo pelo tenor Ágni de Souza, em 10 de agosto de 2010. Aliás, Edelweiss se refere a uma flor, da mesma família das margaridas e originária dos alpes austríacos, italiano, suíço e francês. O filme conta a história da família do capitão Von Trapp e foi todo rodado em Salzburg.

Se procurarmos algo sobre colonos austríacos na fundação de Friburgo, nada encontraremos, mas sabemos que entre os suíços que aqui chegaram em 1819 e os alemães, a partir de 1824, alguns estavam presentes, mas por falarem o alemão, foram confundidos com eles. Além do mais, existe uma particularidade a ser dita. O maior representante da colônia austríaca em terras brasileiras foi a Augusta Imperatriz Maria Leopoldina de Habsburg de Orleans e Bragança, que aqui chegou em 5 de novembro de 1817, já casada com o futuro imperador do Brasil, D. Pedro de Orleans. O casamento foi realizado, por procuração, em Viena, em 13 de maio de 1817.

Leopoldina era muito interessada em botânica e trouxe, na sua comitiva muitos botânicos e zoólogos, que vieram conhecer e estudar as terras brasileiras. O problema é que quando esse pessoal retornou a Viena, levaram consigo algumas doenças tropicais desconhecidas na Europa. Isso fez com que a coroa austríaca vetasse a saída de imigrantes para o Brasil. Os que aqui chegaram, juntamente com os suíços e alemães vieram às escondidas, daí não haver menção do seu desembarque entre os fundadores de Friburgo. Somente a partir de 1824, e entre 1876 e 1910, mais de 60 mil imigrantes oriundos da Áustria-Hungria imigraram para o Brasil.

De acordo com Lola, um dos fundadores da Fábrica Filó era austríaco, assim como muitos funcionários que ali trabalharam. Na Ypu e na Arp, muitos vieram da Áustria e nessa última, toda a criação artística era feita por austríacos. Não podemos nos esquecer da Tirolesa Modas, loja tradicional de Nova Friburgo, cujo nome confirma a nacionalidade do seu fundador.

A Áustria é um país sui generes, uma mistura de povos de todos os cantões da Europa, daí em seu território serem faladas várias línguas como o alemão, o italiano, o esloveno, o eslovaco, o húngaro. No entanto, o idioma oficial do país é o alemão, falado por cerca de 98% de seus habitantes. Em 1867, com a anexação da Hungria, foi constituído o império austro-húngaro que sobreviveu até o final da Primeira Guerra Mundial.

Essa mistura de povos germânicos, eslavos e latinos transformou a Áustria num centro cultural por excelência, sobressaindo-se nas artes, na música, na literatura, na gastronomia e nas ciências. Na pintura podemos citar Lwiuduig Czerny e Max Oppenheimer, na música sobressaem Mozart e Johann Strauss (o das valsas como Danúbio Azul e Vozes da Primavera). Seu pai Johann Baptista Strauss era um compositor de polcas, galopes e valsas, não tão famoso como o filho. Na literatura destacamos Franz Kafka, Stefan Zweig e Robert Musil. Na ciência podemos citar Lise Meitner, codescobridora da fissão nuclear.

Mas, é da gastronomia que queremos falar um pouco mais, A culinária austríaca é uma verdadeira obra-prima cultural, em que cada prato traz influências do Império Austro-Húngaro. Essa diversidade cria um festival de sabores que expressa a história e identidade da Áustria. Os pratos austríacos usam ingredientes simples, mas são preparados com cuidado. Isso transforma cada refeição em uma experiência especial.

Ingredientes como batatas, carnes e farinha são combinados de maneira única, criando sabores complexos. Para deixar o leitor com água na boca, vamos citar os mais famosos: Goulash vienense; Sachertorte uma deliciosa torta de damasco com cobertura de chocolate; Wiener Schnitzel, uma fina fatia de carne empanada e frita, é o empanado austríaco; Kasekrainer, uma linguiça recheada com pedaços de queijo e servida grelhada ou frita. E para terminar o famoso Apfelstrudel, a popular torta de maçã servida com creme de leite batido.

Na Praça das Colônias, tenho certeza de que o espaço austríaco tem condições de fornecer maiores informações sobre esse belo país e principalmente sobre a sua culinária.

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Hexa nas mesas

quarta-feira, 12 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense Marcus Vinicius fatura sexto título Estadual na regra Pastilha

Ele apenas mudou de tricolor, mas a rotina de conquistas segue a mesma. Do Serrano ao das Laranjeiras, o friburguense Marcus Vinicius Constantino continua sendo um dos principais nomes do futebol de mesa do Estado do Rio de Janeiro, e recentemente conseguiu acrescentar mais uma conquista em sua sala de troféus, ao obter o sexto título Estadual Individual na regra Pastilha da carreira.

Friburguense Marcus Vinicius fatura sexto título Estadual na regra Pastilha

Ele apenas mudou de tricolor, mas a rotina de conquistas segue a mesma. Do Serrano ao das Laranjeiras, o friburguense Marcus Vinicius Constantino continua sendo um dos principais nomes do futebol de mesa do Estado do Rio de Janeiro, e recentemente conseguiu acrescentar mais uma conquista em sua sala de troféus, ao obter o sexto título Estadual Individual na regra Pastilha da carreira.

O título coroa uma temporada de superação e regularidade que chama atenção. Em todo 2025, o botonista perdeu apenas um único jogo após mais de 50 disputados. Marcus Vinicius venceu duas das quatro etapas disputadas e foi vice-campeão nas outras duas, reafirmando a constância que o consagrou em mais um ano.

“Enfim saiu o tão sonhado título individual para o meu clube do coração! Depois de um ano muito disputado, consegui jogar todas as finais das quatro etapas. Consagrei-me hexacampeão estadual da regra Pastilha e estou muito feliz por isso. Um agradecimento especial a essa grande equipe formada, e que venha 2026”, celebrou.

Além da conquista individual, Marcus também foi campeão estadual por equipes, representando o Fluminense Football Club - que é o seu clube de coração -, e ajudando o Tricolor a brilhar nas mesas do Rio de Janeiro. A equipe carioca teve ainda, como destaques entre os oito primeiros do ranking, os atletas Sarti Neto, Quartarone e Moisés, que finalizaram a temporada em 3º, 4º e 5º lugares.

Em 12 temporadas completas da regra Pastilha, o atleta de Nova Friburgo acumula seis títulos (2008, 2009, 2017, 2018, 2022 e 2025), três vice-campeonatos (2007, 2011 e 2024), dois terceiros lugares (2019 e 2023) e uma quarta colocação no ano de estreia, em 2006.

 

 

Regras novas

Portaria atualiza regras de autoexclusão centralizada e autolimites para apostadores

A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda publicou, na segunda-feira, 10, a portaria 2.579 e a instrução normativa 31, que reforçam as políticas de proteção ao apostador e de promoção do jogo responsável no mercado de apostas de quota fixa.

As novas normas regulamentam o mecanismo de autoexclusão, instrumento que permite ao próprio apostador solicitar, de forma voluntária, o bloqueio de seu cadastro para impedir sua participação em apostas. A medida poderá ser adotada em duas modalidades: autoexclusão específica, válida apenas para um operador; e autoexclusão centralizada, que abrange o bloqueio do acesso a todas as plataformas de apostas autorizadas em âmbito nacional.

A criação da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, desenvolvida tecnicamente pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a pedido da SPA, estava prevista na Agenda Regulatória 2025/2026 da Secretaria e no Plano de Ação do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) que reúne o MF, o Ministério da Saúde, o Ministério do Esporte e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A IN 31 define os procedimentos técnicos de integração ao Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), concedendo prazo de 30 dias para que as empresas de apostas implementem os mecanismos de verificação de usuários na base de autoexclusão centralizada, bloqueando o acesso e devolvendo aos apostadores eventuais valores que eles tenham disponíveis nas suas contas.

Além do período de 30 dias para a implementação da autoexclusão, há um período de adaptação de 90 dias para as empresas realizarem os ajustes técnicos necessários, para a imposição dos autolimites prudenciais. Com isso, a plataforma deve ser liberada aos apostadores até o fim deste ano.

Já a portaria 2.579 também estabelece que os operadores de apostas implementem, no momento do cadastro dos apostadores em seus sites, autolimites prudenciais obrigatórios de tempo e de valor apostado.

  • Foto da galeria

    Marcus Vinicius segue escrevendo seu nome na história se isolando como o maior campeão da regra Pastilha (Fotos: Divulgação)

  • Foto da galeria

    Botonista de Nova Friburgo contribuiu para o título do Fluminense por equipes na temporada (Fotos: Divulgação)

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A esperança que nos move

quarta-feira, 12 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Esperança, esperançar, esperar

A esperança nos move e nos impulsiona. Nasce no âmago, transforma, atravessa o tempo. Não deixa desistir, enquanto todo o resto desmorona.

            Nossos desejos ficam latentes, à espera daquilo que tanto ansiamos, dentro de uma escolha diária. Faz parte do passado, vigora no presente e permeia o futuro.

Esperança, esperançar, esperar

A esperança nos move e nos impulsiona. Nasce no âmago, transforma, atravessa o tempo. Não deixa desistir, enquanto todo o resto desmorona.

            Nossos desejos ficam latentes, à espera daquilo que tanto ansiamos, dentro de uma escolha diária. Faz parte do passado, vigora no presente e permeia o futuro.

            Mesmo quando o mundo parece mais lento e silencioso, seja na infância, adolescência, juventude, vida adulta ou qualquer momento, a esperança fica ali. Guardada, intocável, no respirar profundo que não se rende ao desalento.

A espera demora, desmotiva, faz o sentido se perder, traz vontade de desistir, confunde, tira do eixo, balança, provoca, questiona, silencia, desampara.

            Faz com que deixemos de acreditar em nós mesmos ou até traz dúvidas sobre aquilo que acreditamos, mas também nos dá força, ampara, acolhe, impulsiona, amadurece, traz novas rotas, visões e leituras do mundo vivido e sentido. Não é vazio, mas sim preenchimento se formando para o tempo que ainda está por vir.

            Esperar dentro do esperançar é manter o coração aceso, em chama ardente, profunda. É entender com sabedoria o tempo das coisas e cultivar a paciência, como quando aramos a terra para plantar e florescer. Requer coragem e resistência, sem rigidez, com flexibilidade, sustentando sonhos, desejos e escolhas, mesmo no meio de raios, trovões e tempestades.

            O esperançar soa como um equilíbrio. É agir e esperar, saber e entender que o tempo não se apressa, mas caminha, sem pressa. É compreender que, após o plantio árduo e demorado, há o momento moroso de fortalecer raízes, cultivar e colher. Assim como na vida, onde há hora para observar, ficar, falar, seguir com coragem, permanecer, escolher, pensar. Calar e escutar com profundidade, lembrando que algumas respostas só chegam quando a alma se aquieta, se acalma em relaxamento repleto de tranquilidade e harmonia.

            É uma espera que traz um respirar fundo e intenso, que não se rende ao abatimento, assim como o coração que pulsa diante do amor e da dor. É não ocupar esse tempo com o sentir do tédio, mas com a ternura e a percepção de que respostas estão sendo escritas em silêncio, dia após dia.

            Assim, seguimos cheios de esperança, esperançando e esperando.
Tecendo o hoje, fio a fio, ponto a ponto, confiante, na espera de um futuro repleto de expectativa, pois a esperança sabe esperar.

            Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Seis meses com Leão XIV

terça-feira, 11 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Parte 1

 

Parte 1

 

Seis meses se passaram desde aquela tarde de 8 de maio, quando o novo Bispo de Roma, o primeiro Papa estadunidense e agostiniano, apareceu no balcão central da Basílica de São Pedro. Um fio condutor permeia o seu magistério: a Igreja como sinal de unidade e comunhão, que se torna fermento para um mundo reconciliado diante da guerra, do ódio e da violência. Vale a pena relembrar algumas etapas desse ensinamento, que destacam como o anúncio da essência da fé jamais se separa do testemunho da caridade, do compromisso concreto com os pobres e com a construção de uma sociedade mais justa.

Desde suas primeiras palavras, proferidas na saudação logo após sua eleição: “A paz esteja convosco! (...) Esta é a paz de Cristo Ressuscitado, uma paz desarmada e uma paz desarmante, humilde e perseverante. Ela vem de Deus, um Deus que nos ama a todos incondicionalmente. (...) Devemos buscar juntos como ser uma Igreja missionária, uma Igreja que constrói pontes, diálogo, sempre aberta ao acolhimento.” Uma Igreja, disse ele na homilia da missa de inauguração de seu pontificado em 18 de maio de 2025, “unida, sinal de unidade e comunhão, que se torna o fermento para um mundo reconciliado.

Em nosso tempo, ainda vemos muita discórdia, muitas feridas causadas pelo ódio, pela violência, pelo preconceito, pelo medo daqueles que são diferentes, por um paradigma econômico que explora os recursos da Terra e marginaliza os mais pobres. E nós queremos ser, dentro dessa massa, um pequeno fermento de unidade, comunhão e fraternidade.”

No coração da missão: desaparecer para que Cristo permaneça

No dia seguinte à sua eleição, na primeira celebração com os cardeais na Capela Sistina, Leão XIV recordou um "compromisso indispensável para qualquer pessoa na Igreja que exerça um ministério de autoridade: desaparecer para que Cristo permaneça, fazer-se pequeno para que Ele seja conhecido e glorificado, doar-se completamente para que ninguém deixe de ter a oportunidade de conhecê-Lo e amá-Lo". Na homilia de 18 de maio, o Papa falou de "amor e unidade" como as duas dimensões confiadas por Jesus a Pedro e explicou que essa tarefa só é possível porque Pedro "experimentou em sua própria vida o amor infinito e incondicional de Deus, mesmo na hora da falha e da negação".

Como disse aos jovens reunidos em Tor Vergata na noite de 2 de agosto, "na origem de nós mesmos não havia uma decisão nossa, mas um amor que nos queria". Este amor precede-nos, como explicou o Papa na sua catequese na audiência de quarta-feira, 20 de agosto, falando de Judas que recebe o pedaço de pão de Jesus na Última Ceia: "Jesus leva adiante e a fundo o seu amor (...) Porque sabe que o verdadeiro perdão não espera pelo arrependimento, mas oferece-se primeiro, como um dom gratuito, mesmo antes de ser acolhido".

A missão da Igreja é testemunhar esse amor. Para isso, explicou Leão XIV em 7 de junho de 2025, durante a Vigília de Pentecostes, “não precisamos de apoiadores poderosos, acordos mundanos ou estratégias emocionais. A evangelização é obra de Deus e, se por vezes passa através das nossas pessoas, é por causa dos laços que ela cria”. A Igreja não precisa de estratégias de marketing; a evangelização é, de fato, Deus em ação. Fundamental para a missão é a unidade na diversidade, ou seja, a comunhão vivida.

É uma fé, como ele enfatizou no domingo, 5 de outubro, ao celebrar o Jubileu do mundo missionário, que “não se impõe por meio do poder e de maneiras extraordinárias (...) É uma salvação que acontece quando nos comprometemos pessoalmente e nos importamos, com a compaixão do Evangelho, com o sofrimento do próximo”. É uma fé que não julga os outros, que não nos faz sentir "perfeitos", também porque, como explicou no Angelus de domingo, 24 de agosto, Jesus coloca em crise "a segurança dos fiéis": "Ele, aliás, nos diz que não basta professar a nossa fé com palavras, comer e beber com Ele celebrando a Eucaristia, ou conhecer bem os ensinamentos cristãos.

A nossa fé é autêntica quando abraça toda a nossa vida, quando se torna um critério para as nossas escolhas, quando nos torna mulheres e homens que se comprometem com o bem e se arriscam no amor próprio, tal como Jesus fez." (Fonte: Vatican News)

Continua na próxima terça-feira, 18

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A música e a lei de causa e efeito

terça-feira, 11 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Há pouco tempo acabamos de ler, no Clube de Leitura Vivências, o livro “Véspera”, de Carla Madeira, editado pela Record. É uma história desencadeada por um acontecimento trágico como consequência da história de vida de uma família. Escrito com maestria, a autora vai tecendo os fatos com minúcias, compondo cuidadosamente as causas de uma situação crítica e criminosa.

Há pouco tempo acabamos de ler, no Clube de Leitura Vivências, o livro “Véspera”, de Carla Madeira, editado pela Record. É uma história desencadeada por um acontecimento trágico como consequência da história de vida de uma família. Escrito com maestria, a autora vai tecendo os fatos com minúcias, compondo cuidadosamente as causas de uma situação crítica e criminosa.

Acredito que a obra tenha sido uma história de ficção planejada, certamente inspirada em fatos, que, quando acontecem marcam a história dos bairros, cidades, famílias e de pessoas. Ao longo da leitura e dos debates que o texto provocava, comecei a pensar na lei universal de causa e efeito: toda ação (causa) gera uma reação (efeito) correspondente. Segundo seus princípios não existem acidentes, mas decisões pessoais e ações consequentes que interferem na vida e na sequência do destino.

A lei de causa e efeito é descrita em várias religiões, como o budismo e o espiritismo. Em filosofias, como na hermética, baseada nos ensinamentos de Hermes Trismegisto, que busca o conhecimento das forças cósmicas e mentais, e descreve que tudo o que acontece tem uma causa, tendo o acaso leis desconhecidas. É um pensamento que enfatiza a responsabilidade individual nos acontecimentos diários. Como também Aristóteles considerou, ao refletir sobre a existência das coisas, que o efeito é sempre dependente da causa.

O conceito budista a respeito do carma é relevante quando o descreve como consequência da tríade pensamento-palavra-ação. Na medida em que o pensamento é modificado, o carma também ganha outras dimensões. Não é algo que o sujeito esteja submetido ao longo da vida, mas que pode ser modificado a qualquer momento.

Nossa história é feita como uma corrente de elos em que um vai se unindo ao outro e, assim, cada um vai dando prosseguimento ao seu destino. Não nascemos prontos e muito menos vivemos num mundo finalizado. O tempo nos é transitório. Então, surge o poder criativo existente em nós, por mais que sejamos sujeitados. A criatividade resulta da coragem para mudar, propor novos modos de ser, estar e fazer. A lei de causa e efeito exerce uma forte influência sobre o sujeito. É uma força imperiosa, como a gravidade.  Ser criativo requer impedir que o medo e a ansiedade limitem nossas possibilidades, evitar que sentimentos derrotistas acompanhem os novos passos, fazendo crescer a autoconfiança antes mesmo da primeira conquista.

Rollo May (1909 – 1994), psicólogo americano, estudioso em psicologia existencial, considerou que a criatividade surge no encontro da experiência subjetiva do sujeito com a realidade externa em que algo original é idealizado e realizado. Diferente do escapismo, quando a interação entre o sujeito e a realidade é evitada, trazendo o conformismo à cena.

Criar pressupõe, em primeira instância, estabelecer novas relações de causa e efeito. “Véspera” mostra essa dualidade entre os personagens: o conformismo e o enfrentamento da vida, que acaba por desencadear os passos da tragédia, enredados por toda a sorte de sentimentos e comportamentos dos personagens. A obra nos motiva a refletir sobre situações que acontecem no dia a dia, como as expectativas dos pais que cercam dois ou mais filhos com características diferentes

Talvez se os personagens escutassem música que os acolhesse e os fizessem perceber a dureza da vida com criatividade, liberdade e amor, o enredo fosse outro. A rudeza da história indicou a falta de compreensão e como a maldade vai sendo construída em função de sofrimentos que poderiam ser evitados.

Como tantas coisas na vida. Enfim...

“Sem a música, a vida seria um erro.”  (Friedrich Nietzsche)

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

No teleférico, a transformação de garrafas descartadas em impacto social, ambiental e turístico

terça-feira, 11 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Quando nos instalamos no alto do teleférico de Nova Friburgo, algo nos inquietava: a quantidade de garrafas plásticas de água mineral descartadas irregularmente nas matas da encosta. Não era apenas um incômodo visual. Era um alerta ambiental e também um risco ao turismo — uma das principais vocações econômica da nossa cidade.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Quando nos instalamos no alto do teleférico de Nova Friburgo, algo nos inquietava: a quantidade de garrafas plásticas de água mineral descartadas irregularmente nas matas da encosta. Não era apenas um incômodo visual. Era um alerta ambiental e também um risco ao turismo — uma das principais vocações econômica da nossa cidade.

Ali, percebi que não bastava ocupar aquele espaço com uma loja de moda e produtos sustentáveis. Precisávamos fazer parte da solução. Foi assim que nasceu a ideia do nosso primeiro coletor de PET, instalado no primeiro estágio do teleférico, bem próximo da EcoModas.

O lixo que virou oportunidade

Hoje, esse coletor recebe em média 500 garrafas por mês, cerca de seis mil unidades por ano. Pode parecer pouco diante dos desafios do plástico no Brasil — onde cada pessoa gera, em média, 64 quilos de resíduos plásticos por ano — mas para o ecossistema local, a diferença é enorme.

A iniciativa, alinhada ao turismo sustentável, desviou essas garrafas do aterro sanitário e das trilhas do morro do teleférico. O impacto é triplo: ambiental, por evitar poluição; social, por envolver os visitantes nos cuidados com o território; e econômico, ao valorizar a cadeia da reciclagem.

O recolhimento das garrafas é feito através de um prestador de serviços que é um pequeno empreendedor da nossa região, que gera renda com a venda de PET para a indústria de reciclagem. É com ele, inclusive, que também compramos caixas de papelão reutilizadas para embarcar nossos produtos até o endereço dos clientes corporativos. Na prática: o que era lixo se tornou trabalho, renda e economia circular local.

O impacto em números

Para medir nosso avanço, adotamos uma referência operacional:

  • 1 garrafa PET (500 ml): 12 g
  • 6.000 garrafas = 72 kg de PET (0,072 tonelada)
  • Cada 1 kg de PET produzido emite cerca de 2,5 kg de CO₂e

Isso significa que, só no primeiro ano do coletor, evitamos aproximadamente 180 quilos de CO₂e na atmosfera. Para ficar mais claro: é como tirar um carro a gasolina circulando por 1.500 quilômetros das ruas.

Mais que reciclagem, consciência turística

No entanto, o resultado mais transformador não cabe em gráficos, está no comportamento das pessoas. Quando um turista segura sua garrafa, olha para o coletor e a descarta corretamente, ali acontece uma virada silenciosa. Ele entende que faz parte da preservação do destino que está visitando. E isso é poderoso!

Somos uma cidade turística. E o turismo é sensível, ou seja, lixo visível afasta visitantes, mancha a reputação do destino, reduz tempo de permanência e impacta diretamente quem vive dessa cadeia — do artesão ao hoteleiro, do guia ao comerciante. Por outro lado, quando o turista percebe cuidado, pertencimento e responsabilidade, ele respeita, consome, volta e recomenda.

Uma sala de aula a céu aberto

Aproveitamos o fluxo de visitantes do teleférico para ir além da coleta: fazemos educação ambiental de maneira envolvente. Recebemos escolas, famílias e viajantes, e temos cinco hotéis da cidade que indicam a sede da EcoModas como um mais um atrativo turístico de experiências. Aqui, apresentamos alternativas ecológicas para alguns tipos de resíduos, mostrando a economia circular acontecendo ao vivo — de forma prática e inspiradora. Provamos que impacto positivo não precisa ficar nas páginas dos livros, pode ser vivido na montanha, em cada visita e em cada passeio consciente. Eu sempre digo que não estamos recolhendo garrafas, estamos semeando conceitos e transformando descarte em oportunidades de transformação de mentalidades.

Para onde vamos agora

Nosso próximo passo é expandir a iniciativa, instalando dez coletores em pontos estratégicos da cidade. Cada coletor tem um custo médio de R$ 700 para fabricação e instalação, além das etapas de autorização junto ao poder público municipal que, inclusive, poderia estimular esta ação oferecendo incentivos — por exemplo, abatimento no alvará ou em tributos municipais — que nos permitiria converter esse valor em ações socioambientais imediatas. Todos ganhariam: a cidade fica mais limpa, a economia gira com a cadeia da reciclagem, mais pessoas são beneficiadas e Nova Friburgo se posiciona como um destino de turismo sustentável e inovador no Brasil.

E, como diz um velho ditado popular, sonhar não custa nada. A diferença é que, neste caso, o sonho já começou a acontecer pelas nossas próprias ações — e pode crescer muito mais com os parceiros certos.

O que realmente estamos construindo

No fim, o coletor é só o começo. O que estamos construindo é uma equação.

✅ O turista, que desfruta de um lugar mais cuidado;
✅ A natureza, que respira com menos lixo;
✅ O trabalhador local, que gera renda;
✅ A cidade, que fortalece sua imagem e sua economia;
✅ E o futuro, que recebe um pouco mais do nosso compromisso do que da nossa culpa.

Na EcoModas, no alto do teleférico, aprendemos que sustentabilidade não é sobre perfeição. É sobre decisão. E a nossa, todos os dias, é estar do lado certo da mudança.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
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A VOZ DA SERRA sempre lança o olhar para as demandas do cotidiano

terça-feira, 11 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Considero a charge um veículo de embarque que simplifica os roteiros das viagens do pensamento. Olha-se o desenho e os traços nos conduzem para a intepretação de algo, de alguma ocorrência ou, simplesmente, de mais uma interrogação nas vias de nossas dúvidas. Um cachorro pode ser uma rena, porque, afinal, não estamos nas montanhas frias do Hemisfério Norte. O Papai Noel, mais magro, pode ser uma tendência da modernidade, quando menos é mais. O importante é que Silvério mandou o recado de que o Bom Velhinho já está recebendo as cartinhas da campanha “Papai Noel dos Correios”.

Considero a charge um veículo de embarque que simplifica os roteiros das viagens do pensamento. Olha-se o desenho e os traços nos conduzem para a intepretação de algo, de alguma ocorrência ou, simplesmente, de mais uma interrogação nas vias de nossas dúvidas. Um cachorro pode ser uma rena, porque, afinal, não estamos nas montanhas frias do Hemisfério Norte. O Papai Noel, mais magro, pode ser uma tendência da modernidade, quando menos é mais. O importante é que Silvério mandou o recado de que o Bom Velhinho já está recebendo as cartinhas da campanha “Papai Noel dos Correios”. Essa campanha acontece há 36 anos no Brasil e a agência de Nova Friburgo, situada na Praça Getúlio Vargas, 85, tem sido parceira do empreendimento que tem por objetivo “atender e presentear aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social”.

A estagiária Isabella Rodrigues, com supervisão do muito querido, Henrique Amorim, nos trouxe matéria abrangente sobre como funciona a campanha. A participação dos “padrinhos das cartinhas” tem sido fundamental para agregar mais valor afetivo, pois envolve a participação voluntária do público num projeto grandioso e a satisfação de contribuir para causas nobres. O prazo para a participação e entrega das cartinhas vai até 5 de dezembro. Os padrinhos, caso escolham presentes que possam quebrar, precisam embalar muito bem os objetos e escrever por fora do embrulho – “Frágil”. Vale registrar que desde o seu início, até 2024, em âmbito nacional, a campanha promoveu a adoção de 350 mil cartinhas. Vamos nessa, pessoal, adotar cartinhas e fazer a felicidade das crianças.

Continuando na companhia da estagiária Isabella Rodrigues, vamos dar um passeio, de página inteira, sobre a pesquisa do IBGE que divulgou lista com os nomes e sobrenomes mais populares no Brasil. Achei genial a pesquisa! Embora meu nome não esteja na relação dos mais usados, meu sobrenome “Souza” apresentou boa classificação, em terceiro lugar, em torno de pouco mais de nove milhões. Não poderia ser diferente com o sobrenome “Silva” que está no topo da lista, seguido de “Santos”. Em quarto lugar, “Oliveira”. depois “Pereira, Ferreira, Lima, Alves, Rodrigues” e, “Costa”, em décimo lugar.

Quanto aos nomes na liderança nacional, Maria e José ganham disparado. Tanto que conhecemos moças que se chamam Maria José e moços, José Maria. Entre os nomes preferidos em Nova Friburgo, na relação consta o nome de nossa diretora, Adriana. Por mais que tenhamos nomes repetidos, cada ser é único e, como a digital, sem igual.

Em “Esportes”, “Amigas do Vôlei irão representar Friburgo no Campeonato de Voleibol Master”. Vinicius Gastin nos trouxe essa boa nova e passamos a conhecer, mais de perto, essas mulheres que, durante a pandemia, sabiam que para sair daquele tempo de isolamento e depressão, era preciso uma força extra. E o resultado foi a criação do “Amigas do Vôlei”, o grupo que começou como uma terapia e se solidificou em voleibol pra valer. Com uma história incrível de superação, as atletas, oriundas de uma juventude produtiva, criaram asas e entre os dias 15 e 22 estarão em Saquarema para Campeonato de Voleibol Master. O evento será “televisionado” para todo o Brasil. Que chique! 

“Quando parar não é a opção” segue um pouco da linha das Amigas do Vôlei que coloca em ação a categoria dos “50+”, tratando mais da necessidade de estar na ativa por questões, em especial, financeiras, para dar um suporte a mais na renda familiar. É certo que a socialização e a motivação física e mental também contam, porque os “50+”, de modo geral, ainda estão muito em forma para “pendurarem as chuteiras”.

Com inauguração concorrida entre os mais de 200 convidados, o Instituto do Ator – Clínica de Arte abriu suas portas no distrito de São Pedro da Serra, na última quinta-feira, 6. Com uma equipe de mestres da cultura das artes, o local promete, e já está cumprindo, a sua missão de “ampliar o acesso da comunidade a produções artísticas”. Se o Instituto é do Ator e se a Clínica é de Arte, o espaço vem nos propor, muito amor em toda parte! Viva São Pedro da Serra, muito mais enriquecido e ainda mais abrangente!

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Mais uma derrota...

terça-feira, 11 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense encerra Série B1 com mais um resultado negativo

O Friburguense encerrou sua participação na Série B1 do Campeonato Carioca com o resultado que mais se repetiu ao longo da péssima campanha. A derrota para o Nova Cidade foi a nona da equipe de Nova Friburgo, sendo a sétima pelo placar de 1 a 0. A partida foi realizada no último sábado, 8, no estádio Joaquim Flores, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Friburguense encerra Série B1 com mais um resultado negativo

O Friburguense encerrou sua participação na Série B1 do Campeonato Carioca com o resultado que mais se repetiu ao longo da péssima campanha. A derrota para o Nova Cidade foi a nona da equipe de Nova Friburgo, sendo a sétima pelo placar de 1 a 0. A partida foi realizada no último sábado, 8, no estádio Joaquim Flores, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

O Tricolor da Serra já entrou em campo rebaixado para a quarta divisão do futebol do Estado do Rio de Janeiro, enquanto o Nova Cidade ainda alimentava uma remota esperança de classificação para as semifinais da B1, o que não aconteceu. Quem acabou rebaixado junto com o Frizão foi o Paduano, goleado pelo Niteroiense, por 5 a 1, na Arena Trops, em Niterói. O Trovão Azul fechou a Taça Corcovado em penúltimo, com dez pontos.

Nas próximas edições de terças-feiras, A VOZ DA SERRA prepara uma série especial para tentar entender os motivos da queda do Friburguense a mais baixa divisão que já disputou em sua história. 

Na outra ponta da tabela, foram definidos o semifinalistas da Série B1 Estadual. O Bonsucesso, que já havia garantido o primeiro lugar na rodada passada, ao ser campeão da Taça Corcovado, foi superado pelo Serrano por 1 a 0, no Atílio Marotti. Com isso, o Cesso vai enfrentar o Duque de Caxias, que venceu o Carapebus, por 2 a 0, no Moacyrzão, em Macaé.

O time caxiense terminou na quarta colocação, com 18 pontos, enquanto o Rubro-Anil fechou sua participação no turno único da competição, com 22, na ponta isolada. Com o triunfo sobre o Bonsucesso, o Leão da Serra ficou na terceira posição, também, com 18 pontos, mas na frente do Caxias por ter um saldo melhor (3 contra 1).

Na semi, o time da Cidade Imperial vai enfrentar o São Cristóvão, que ficou com a segunda colocação, com 19 pontos, ao empatar em 1 a 1 com o Univassouras Artsul, no Nivaldo Pereira. Lembrando que o Bonsucesso e o São Cristóvão decidem o segundo jogo em casa, além de ambos poderem empatar no placar agregado para avançarem.

Quem entrou a rodada no G4, mas acabou eliminado foi o Petrópolis, que acabou derrotado pelo Campo Grande, por 1 a 0, no Los Lários, em Xerém.

 

A campanha do Friburguense

Friburguense 0 x 1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1 x 0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1 x 0 Serrano, Eduardo Guinle

Artsul 1 x 0 Friburguense, Nivaldo Pereira

Friburguense 0 x 1 Bonsucesso, Eduardo Guinle

Campo Grande 1 x 1 Friburguense, Ítalo del Cima

Friburguense 0 x 1 Duque de Caxias, Eduardo Guinle

São Cristóvão 3 x 1 Friburguense, Ronaldo Nazário

Paduano 2 x 0 Friburguense, Waldo Carneiro

Friburguense 0 x 1 Niteroiense, Eduardo Guinle

Nova Cidade 1 x 0 Friburguense, Joaquim Flores

 

Resultados 11ª rodada da Série B1

Artsul 1 x 1 São Cristóvão, Nivaldo Pereira

Serrano 1 x 0 Bonsucesso, Atílio Marotti

Petrópolis 0 x 1 Campo Grande, De los Lários

Carapebus 0 x 2 Duque de Caxias, Moacyrzão

Nova Cidade 1 x 0 Friburguense, Joaquim Flores

Niteroiense 5 x 1 Paduano, Arena Trops

 

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 22 pts

2º- São Cristóvão, 19 pts

3º- Serrano, 18 pts

4º- Duque de Caxias, 18 pts

5º- Petrópolis, 16 pts

6º- Niteroiense, 16 pts

7º- Nova Cidade, 16 pts

8º- Campo Grande, 15 pts

9º- Artsul, 13 pts

10º- Carapebus, 12 pts

11º- Paduano, 10 pts

12º- Friburguense, 4 pts

 

Semifinais:

Sábado, 15/11

Duque de Caxias x Bonsucesso, Marrentão

Serrano x São Cristóvão, Atílio Marotti

Sábado, 22/11

Bonsucesso x Duque de Caxias, Leônidas da Silva

São Cristóvão x Serrano, Ronaldo Nazário

  • Foto da galeria

    Tricolor perde novamente pelo placar que mais se repetiu durante a campanha deste ano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Equipe de Nova Friburgo disputará, em 2026, a mais baixa divisão de sua história (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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