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O sofrimento pode nos amadurecer

quinta-feira, 04 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

John D Kelly IV, médico professor de Cirurgia Ortopédica, na Faculdade de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, escreveu o artigo “Sua Melhor Vida: O Presente do Sofrimento. O original está em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9831166/, site do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Vejamos o que ele diz sobre sofrimento.

John D Kelly IV, médico professor de Cirurgia Ortopédica, na Faculdade de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, escreveu o artigo “Sua Melhor Vida: O Presente do Sofrimento. O original está em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9831166/, site do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Vejamos o que ele diz sobre sofrimento.

Desde que houve a contaminação espiritual no ser humano, há cerca de seis mil anos atrás, conforme relato bíblico, nunca mais existiu uma pessoa perfeita, exceto Jesus Cristo. Todos caminhamos para a morte, pessoas queridas morrem, somos magoados vez ou outra, mesmo por quem diz que nos ama. Não há ser humano que não possui alguma medida de dor emocional, reconhecendo-a ou não. Não reconhecer nossa dor pode fazer com que o sofrimento piore além de nos levar a agir de forma a machucar os outros. Ao aprender o significado de nossa dor, é provável que machuquemos menos as outras pessoas. Escritores afirmam que mais importante do que entender o porquê de nosso sofrimento, é entender o significado dele, e pensar no que podemos aprender com o nosso sofrimento.

A dor sempre exige uma resposta. Ocorre uma perda e alguns dizem: “Ah! Não foi tão ruim assim!”, que pode ser uma forma de evitar pensar o quanto realmente dói. Ao contrário, as pessoas que diante de uma perda abraçam o sofrimento, resistem melhor ao mesmo. Alguém disse: “Não há crescimento na zona de conforto”. Dr. Kelly afirma que “As passagens difíceis na vida são bons professores, e podem nos ajudar a emergir mais fortes e mais iluminados”.

E ele comenta sobre o que ajuda a lidar com o sofrimento:

(1)Humildade: ligada à paz e satisfação interior. A humildade nos conduz para aceitarmos a realidade. Fugir da dor através do consumo de substâncias, lícitas ou ilícitas, faz com que a cura seja adiada ou impedida de ocorrer. Aceitar com humildade o sofrimento ajuda a sofrer menos.

(2)Compaixão: profunda apreciação pelo sofrimento dos outros alimentada por um desejo de aliviar esse sofrimento. Só entendemos a dor do outro se já passamos pelo mesmo tipo de sofrimento. Dr. Kelly conta que sofreu na infância com um pai alcoólatra. E diz: “Reconheci, com o tempo, que a melhor maneira de curar ou aliviar minha própria tristeza era focar na dor dos outros. Ao me tornar um instrumento na cura dos outros, encontrei um propósito e estava menos inclinado a me debruçar sobre minhas próprias dificuldades”.

(3)Resiliência: é a capacidade de enfrentar o sofrimento, resistir e sair dele mais forte. “Ao aprendermos a crescer com nossa dor, com o tempo nos recuperaremos mais rapidamente do estresse; esta é a marca registrada da resiliência”.

(4)Visão espiritual: o texto bíblico de 1 Coríntios 10:13 diz que não vem sobre quem crê no Criador do Universo, e segue Seus princípios, uma provação que ela não possa suportar, e que Deus dará livramento para ela. Deus permite sofrimento sobre nós não para nos destruir, mas para nos corrigir e preservar.

(5)Paciência: exercer paciência diante da dor nos ajuda a lidar com ela. Paciência é o oposto de rejeitar a dor ou negá-la. Na paciência podemos perguntar: O que essa dor pode me ensinar? Qual o sentido dela na minha vida?

Resumindo: (1)Faça o melhor que puder para aceitar seu sofrimento em vez de negá-lo ou se revoltar contra ele. Adiar enfrentar a dor produz mais estresse. (2)Pense que toda tragédia tem um potencial de crescimento. É possível aprender com a dor coisas importantes para a vida. (3)Aceite que na vida há altos e baixos, e que o que é bom, passa, mas o que é ruim, também passa. (4)Procure apoio de pessoas queridas e de confiança nas horas difíceis. A cura vem com a ajuda de outra pessoa e de Deus.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Representante na final

quinta-feira, 04 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Árbitro friburguense é escalado para decisão do Brasileiro de futebol americano

Nova Friburgo estará presente, e com destaque, na disputa pelo título brasileiro de futebol americano. Um árbitro de Nova Friburgo, rosto já conhecido da modalidade no município, estará na arbitragem da partida decisiva entre Coritiba Crocodiles e Recife Mariners. Bernardo Scofano, de 32 anos de idade, fará sua quinta participação em finais nacionais da modalidade. Formado pelo Nova Friburgo Yetis, disputou dois campeonatos nacionais pelo Botafogo antes de migrar para a arbitragem.

Árbitro friburguense é escalado para decisão do Brasileiro de futebol americano

Nova Friburgo estará presente, e com destaque, na disputa pelo título brasileiro de futebol americano. Um árbitro de Nova Friburgo, rosto já conhecido da modalidade no município, estará na arbitragem da partida decisiva entre Coritiba Crocodiles e Recife Mariners. Bernardo Scofano, de 32 anos de idade, fará sua quinta participação em finais nacionais da modalidade. Formado pelo Nova Friburgo Yetis, disputou dois campeonatos nacionais pelo Botafogo antes de migrar para a arbitragem.

Válido pelo XIV Brasil Bowl, a partida já é histórica, pelo fato de marcar o retorno de um campeonato brasileiro unificado, sob gestão da Confederação Brasileira de Futebol Americano — desde 2019 não havia apenas um nacional. Além disso, o evento também terá como destaque a volta do tricampeão Coritiba Crocodiles às finais, depois que um grave acidente de ônibus interrompeu sua temporada em 2024, vitimando três atletas.

Além do Brasil Bowl, Bernardo se destacou nesta temporada ao apitar as duas etapas finais do Brasileirão de Flag Football, em São Paulo. Variação do futebol americano praticada sem contato, o esporte tem ganhado destaque global por promover inclusão nas modalidades feminina e infantil, e recentemente incluído ao programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

A partida ocorre no próximo sábado, dia 06 de dezembro, a partir das 17h no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, com transmissão ao vivo para todo o país pelo canal do Youtube da "GOAT TV".

Para chegar à decisão e buscar o inédito tetracampeonato brasileiro masculino da elite do FABR, o Coritiba Crocodiles venceu o Spartans Football por 17 a 0 na semifinal, e chega ao National Bowl como uma das forças mais tradicionais do país.

Um dos atuais campeões nacionais, o Recife Mariners chega para defender o título e tentar repetir o feito do ano passado. A equipe venceu um duelo dramático contra o Rondonópolis Hawks por 35 a 33 na semifinal, e volta ao cenário de final nacional com um elenco experiente.

A unificação dos torneios para a criação de apenas um campeonato nacional de futebol americano foi possível através de acordo entre a Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) e a Associação de Clubes de Futebol Americano (ACFA).

As entidades organizavam torneios distintos desde a pandemia, e viram aumentar a pressão por uma integração, com clamor de torcedores e atletas nas redes sociais. Depois de meses de negociações e das eleições das partes no fim de 2024, ambas oficializaram a reunificação. A unificação também busca aproveitar o crescimento do futebol americano no Brasil, turbinado pela primeira visita da NFL ao país em setembro do ano passado, e a presença do flag football no programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

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    Com história na modalidade, também como jogador, Bernardo Scofano está na arbitragem da final nacional (Foto: Saulo Araújo)

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    Presença do árbitro friburguense é marcante, dentro de um contexto de reunificação e tentativa de fortalecer a modalidade (Foto: Saulo Araújo)

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No desenrolar do ouvir e escutar

quarta-feira, 03 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Ouço. Ouço o canto dos pássaros eternizar, a buzina do carro ecoar, o motor do ônibus firmar, a campainha tocar, o burburinho da conversa extrapolar, a máquina de café funcionar, a sirene dos bombeiros soar, o assobio do menino passar, as risadas espalhar, a família de micos nas árvores brincar, o bater das ondas do mar estourar, a queda d’água da cachoeira aumentar, a chave na fechadura encaixar, o disco tocar, o filme começar, o trânsito se formar, a chuva cair, o vento soprar, o ar condicionado ligar e desligar, a panela de pressão apitar. 

Ouço. Ouço o canto dos pássaros eternizar, a buzina do carro ecoar, o motor do ônibus firmar, a campainha tocar, o burburinho da conversa extrapolar, a máquina de café funcionar, a sirene dos bombeiros soar, o assobio do menino passar, as risadas espalhar, a família de micos nas árvores brincar, o bater das ondas do mar estourar, a queda d’água da cachoeira aumentar, a chave na fechadura encaixar, o disco tocar, o filme começar, o trânsito se formar, a chuva cair, o vento soprar, o ar condicionado ligar e desligar, a panela de pressão apitar. 

Ouço diversos sons ao longo do meu dia, em uma ação involuntária que acontece sem eu me dar conta ou esperar.

Os barulhos vão fazendo parte da rotina, onde, com o hábito, deixamos de ouvi-los, mesmo sabendo que estão todos ali, diariamente, indo e vindo na jornada.

No desenrolar desse ouvir, surge o escutar.

O escutar atravessa o nosso interior, nos tira do centro. Nos coloca em uma posição de disponibilidade interna para si e para o outro.

Traz consciência da escuta do corpo, do silêncio, do olhar, das miudezas que ficam escondidas atrás da respiração ofegante ou silenciosa que transita o ser, desbravando para além das simples ou tortuosas palavras que saem da boca, emitindo ruídos que precisam ser sentidos na sua plenitude, para serem escutados com o coração.

Essa escuta profunda não nasce de forma rápida. Demanda preparo, como quando nos organizamos para correr em uma maratona. Precisamos de tempo, treino, prática, disciplina, espera, foco.

Me faz lembrar de um adolescente em atendimento, que me contou o quanto se sentiu reflexivo quando conversamos sobre as diferenças entre ouvir e escutar, pois percebeu o quanto escutar com profundidade evidencia empatia. Feito este que demora para entender com totalidade, mas é notado durante o desenvolvimento socioemocional, onde remodelamos a forma que enxergamos e sentimos o mundo.

Escutar também desperta ausência de superficialidade, atenção plena, observação revigorada, bagagem afinada que transborda em ações, avivando um novo significado.

A percepção se transforma de maneira latente, trazendo espaço para caminhos que são moldados através da escuta. Passamos a estar inteiro e não em uma silhueta rasa ou pela metade. As relações ficam mais conectadas, alinhadas, fortalecidas, acolhidas.

Eduque-se! Experimente escutar o outro e se escutar com sensibilidade, ativando a sua nova forma de sentir o mundo.
Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

 

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Dias perfeitos

quarta-feira, 03 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O sr. Hirayama aceita as coisas e as pessoas como elas são

Talvez nem todo mundo tenha paciência para um filme com mais de duas horas e praticamente só um acontecimento: o personagem acorda, arruma seu quarto e vai trabalhar. Volta para casa, dorme, acorda e... a mesma coisa. Mas eu gostei de “Dias Perfeitos”. Mais do que isso, fiquei pensando nele como uma lição a ser aprendida. De maneira sutil, a vida do personagem nos mostra, não “a felicidade”, mas uma forma possível de felicidade.

O sr. Hirayama aceita as coisas e as pessoas como elas são

Talvez nem todo mundo tenha paciência para um filme com mais de duas horas e praticamente só um acontecimento: o personagem acorda, arruma seu quarto e vai trabalhar. Volta para casa, dorme, acorda e... a mesma coisa. Mas eu gostei de “Dias Perfeitos”. Mais do que isso, fiquei pensando nele como uma lição a ser aprendida. De maneira sutil, a vida do personagem nos mostra, não “a felicidade”, mas uma forma possível de felicidade.

Cecília Meireles disse que a liberdade é uma palavra que todos entendem e ninguém sabe explicar. A respeito do tempo, declarou Santo Agostinho: “Se ninguém me pergunta, eu o sei; se desejo explicar a quem o pergunta, não o sei".  Igualmente difícil é definir a felicidade. Todos nós queremos alcançá-la, mas, como bem explicou o poeta Vicente de Carvalho, ela “Está sempre apenas onde a pomos / E nunca a pomos onde nós estamos". Pois o dia a dia do Sr. Hirayama é, em si mesmo, uma definição.

Com capricho, o sr. Hirayama arruma seu quarto ao se levantar de manhã, apanha o uniforme que deixou pendurado, limpo e alisado na noite anterior, como se fosse a uma reunião de empresários. Contempla as árvores lá fora e, ao abrir a porta para a rua, olha encantado para o dia que nasce. Sai para trabalhar, e então nos perguntamos qual será o trabalho desse homem tão metódico e tão sereno. Fiquem tranquilos, porque não vou estragar nenhuma surpresa. O filme não nos reserva nenhuma surpresa.

O nosso personagem exerce com dedicação e prazer, até com carinho, a função de limpador de banheiros públicos em Tóquio. No seu esforço de fazer o melhor possível aquilo que faz, chega a levar um espelhinho, com o qual procura alguma mínima sujeira nos cantos escondidos dos vasos e pias. Quando alguém o interrompe, não se irrita, antes se retira e depois volta para esfregar novamente aquilo que tinha acabado de limpar. Um morador de rua dança e ele não o critica, apenas sorri. Surpreende uma conhecida abraçada com um homem e não os julga, apenas se afasta.

O sr. Hirayama aceita as coisas e as pessoas como elas são. Aceita a si mesmo. Leva a vida com simplicidade, satisfeito com seus pequenos prazeres. Almoçar sanduíche no banco da praça; tomar banho num banheiro público, coletivo; fazer fotos em preto e branco com uma antiga máquina com filme e gravar suas músicas prediletas em obsoletas fitas cassete. Não se sente humilhado por limpar banheiros, função que exerce com toda a dignidade, nem se sente solitário por morar sozinho. Vive bem consigo mesmo, contenta-se com o que é e com o que tem.

Um filme diferente, sem carros explodindo, sem casais transando, sem tiroteios nos quais só os bandidos morrem. Apenas esse faxineiro, cujo passado não se conhece, mas que se supõe ter sido muito diferente do presente que ele tão serenamente abraça. Quando a irmã rica lhe pergunta se ele realmente é limpador de banheiros públicos, sem nenhum constrangimento ele move a cabeça em sinal de confirmação.

Eis, pois, o que é a felicidade, na lição desse filme: estar em paz consigo e com os outros, ser feliz com o que se é e com o que se tem. Sem conformismo, sem derrotismo, mas sendo o melhor possível, fazendo o melhor possível, permitindo que seus dias sejam, tanto quanto possível, dias perfeitos.

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Microconto: DISPARO

Mágico amador, esvaziava o tambor da arma antes de fazer roleta-russa.  Até o dia em que, encantado com os aplausos, se esqueceu de tirar a bala.

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Preconceito, uma palavra dúbia

quarta-feira, 03 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Na falta de argumentos convincentes, para justificar um condomínio minha casa minha vida, próximo a uma via expressa, a prefeitura alega que os moradores dos bairros Cônego, Cascatinha, Olaria, Bairro da Graça, Granja do Céu, Vale dos Pinheiros e Parque São Clemente são contra moradias para pessoas pouco favorecidas.

Na falta de argumentos convincentes, para justificar um condomínio minha casa minha vida, próximo a uma via expressa, a prefeitura alega que os moradores dos bairros Cônego, Cascatinha, Olaria, Bairro da Graça, Granja do Céu, Vale dos Pinheiros e Parque São Clemente são contra moradias para pessoas pouco favorecidas. Esquecem de que esses bairros têm cidadãos de várias classes sociais, entre os seus mais de 90 mil habitantes (Olaria são quase 70 mil, Cônego, Cascatinha, Granja do Céu chega a mais de 11 mil) e que não moram em conglomerados de vários apartamentos, uma vez que são muitas as casas nesses bairros. Isso é uma barreira convincente para a instalação do tráfico de drogas e das milícias, como é de conhecimento geral nos conjuntos do Alto do Catarcione e do Terra Nova. É claro que nos bairros citados ninguém está imune à presença de maus elementos, mas dentro de um limite tolerado. Esse novo condomínio, situa-se no bairro de Olaria, que já tem problemas mais do que suficientes com a complexidade existente no Alto de Olaria.

Os argumentos de que o bairro de Olaria abriga todos os requisitos exigidos para a liberação da verba de 28 milhões de reais, a ser empregada nesse projeto, são facilmente rebatidos. A prestação de serviços públicos se restringe ao posto de saúde Tunney Kassuga, insuficiente para o atendimento num bairro com mais de 70 mil habitantes. A esses seriam acrescidas pelo menos 550 pessoas, se calcularmos em quatro os ocupantes dessas novas moradias. Sem falar que nada impede que usuários de outros bairros também possam se utilizar dos serviços desse local. Não devemos nos esquecer que o projeto de transformar o antigo Sase, numa UPA, jaz adormecido. Talvez, volte com força ano que vem, um ano eleitoral, e seria algo a ser explorado por aqueles que queiram se candidatar.

O trânsito é outra questão a ser levantada, pois ele é caótico em todo o município e Olaria não foge à regra. Estacionamento é um problema e circular de carro pelo bairro, difícil. Além do mais, com as facilidades para se comprar seu próprio veículo, nos dias de hoje, seguramente vai aumentar o material rodante nesse bairro e complicará ainda mais o já conturbado acesso ao Paissandu. Por outro lado, o transporte público será afetado, por receber mais passageiros por dia, principalmente nas horas de pico. Sem contar que o número de pessoas circulando a pé, numa via expressa vai pôr em risco a vida de pedestres e motoristas. Afinal, estamos falando de uma via expressa e não de uma avenida ou uma rua.

As escolas da rede pública são em número de 11, sendo 10 municipais e uma estadual, o que confirma ser um bairro com uma população de crianças e adolescentes bem expressiva.  No entanto, não é fácil encontrar vagas porque a procura é muito grande e a disponibilidade limitada. Impossível de avaliar quantos serão os novos alunos a pleitearem matrícula, mas de qualquer maneira as escolas não são muito perto do local escolhido para a construção dos imóveis. Um estabelecimento que não pode faltar, em função do grande serviço que presta às mães que trabalham, as creches, têm um déficit muito grande. Na realidade só encontrei uma.

Com relação à segurança é também uma incógnita, pois onde se tem um grande ajuntamento de pessoas, a vigilância é problemática. Basta ver o que ocorre nas comunidades da capital, onde a população séria e trabalhadora vive refém da bandidagem. Os tiroteios são frequentes, e as vítimas de balas perdidas numerosas. Os relatos que chegam do Terra Nova não são nada promissores, pois a expulsão de moradores, legítimos proprietários dos imóveis, é uma constante. Quem é expulso se conforma, pois vai reclamar com quem? E o risco de retaliação?

Portanto, um projeto de tal envergadura é sempre questionado, ainda mais que, se por um lado vai beneficiar muita gente, também vai impactar a vida de muita gente. E afinal, a máxima de que o direito de um termina quando começa o direito de outro tem, sempre, de ser lembrada, principalmente pelos responsáveis pelos destinos da cidade. Afinal, eles desenvolvem os projetos, mas se implantados, não se preocupam com o que acontece depois.  Não deixa de ser preconceito dos grandes afirmar que os moradores dos bairros já citados não querem a companhia de pessoas de baixa renda nas imediações. E que não reclamaram com a construção do condomínio Vila das Flores, também em Olaria, por ser ele de classe média. Mas, são situações completamente diferentes, pois são poucos blocos e não houve, até agora, nenhuma ocorrência ou comentários a respeito.

Dois mil e vinte e seis é um ano de eleições, onde cargos de presidente, governadores, deputados estaduais e federais e senadores estarão em jogo. Claro está que um projeto desses, para quem é candidato, se bem explorado durante a campanha, vai acarretar muitos votos. Nem é preciso assinalar que o projeto envolve uma verba de 28 milhões de reais, quantia em nada desprezível. É uma quantia que será muito bem-vinda ao município, como o próprio prefeito em exercício citou, no vídeo que corre nas redes sociais. Mas, esse projeto tem de ser bem embasado por estudos detalhados do impacto ambiental e de seus desdobramentos na vida dos demais bairros. Na própria via expressa a circulação de veículos começa, em determinados horários a se complicar, com trânsito intenso e que requer atenção dobrada.

Talvez, se um projeto dessa envergadura fosse pulverizado em vários núcleos menores, a oferta de habitação de baixo custo continuaria prestando um belo serviço à população e a gestão desses locais seria mais fácil de ser monitorada. Pois não basta construir, inaugurar e deixar a população entregue a sua própria sorte.

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No comando

quarta-feira, 03 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Victor Barbosa assume posição na diretoria da Federação de Muay Thai do Rio 

Há anos ele se destaca no universo das artes marciais, seja nas competições das quais participou, ou mesmo compartilhando a sua sabedoria com alunos. No último dia 22 de novembro, Victor Barbosa, integrante da equipe do Grão-Mestre Anderson França, deu mais um passo importante em sua trajetória e assumiu uma posição na diretoria da Federação de Muay Thai Desportivo do Rio de Janeiro.

Victor Barbosa assume posição na diretoria da Federação de Muay Thai do Rio 

Há anos ele se destaca no universo das artes marciais, seja nas competições das quais participou, ou mesmo compartilhando a sua sabedoria com alunos. No último dia 22 de novembro, Victor Barbosa, integrante da equipe do Grão-Mestre Anderson França, deu mais um passo importante em sua trajetória e assumiu uma posição na diretoria da Federação de Muay Thai Desportivo do Rio de Janeiro.

Professor formado por Anderson França — um dos maiores da modalidade em todo o mundo —, Victor iniciou sua trajetória junto à Federação de Muay Thai Desportivo do Rio de Janeiro, no final de 2018. Na ocasião, França havia se mudado para os Estados Unidos para atuar como coach de Muay Thai de grandes atletas de MMA Internacional, onde está até hoje, integrando a American Top Team. Desde então, Victor assumiu a responsabilidade de manter o contato com a entidade, acompanhando competições, cursos, graduações e fortalecendo a representação de Nova Friburgo dentro do esporte.

Após o falecimento de um dos diretores da Federação, o Grão-Mestre Ivan Melo sugeriu o nome de Victor para compor a nova diretoria. A indicação foi prontamente apoiada por Anderson França, reconhecendo a dedicação e o comprometimento de seu aluno ao longo dos últimos sete anos.

“É uma grande responsabilidade integrar a diretoria de uma Federação, mas aceitei com orgulho, para trazer ainda mais credibilidade ao nosso trabalho e honrar tudo o que o Grão-Mestre Anderson França realizou e continua realizando pelo Muay Thai, em Nova Friburgo’, avalia Victor Barboas. “A nomeação reforça o crescimento do Muay Thai na cidade e consolida a continuidade de um legado construído com seriedade, ética e amor pela arte marcial”, completa.

A Federação de Muay Thai do Estado do Rio é a entidade máxima responsável pela modalidade em âmbito estadual e por representar oficialmente o estado do Rio de Janeiro em todos os campeonatos nacionais, internacionais, intercontinentais e mundiais. É filiada à Confederação Brasileira de Muaythai Tradicional, e esta é filiada à International Federation of Muaythai Associations – IFMA, entidade mater mundial, sendo plenamente reconhecida em definitivo pelo Comitê Olímpico do Brasil – COB, em 04 de janeiro de 2019. O atual presidente é o Mestre Fabio Rex Silva.

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    Victor, com o diploma em mãos, junto aos mestres Ricardo Moreno, Ivan Melo e Willian Viana (Foto: Divulgação)

  • Foto da galeria

    O Serrano saiu na frente na primeira partida da final da Série B1 Estadual, ao superar o Bonsucesso, de virada, por 2 a 1, no Atílio Marotti, em Petrópolis, na tarde do último domingo (30). Natan abriu o placar para os visitantes, mas Grasiani e Cleyton viraram para o Leão, ainda no primeiro tempo. Com o triunfo, o time da Cidade Imperial joga pelo empate para ser campeão da competição, no próximo sábado (06), às 15h, no Leônidas da Silva. Já o Cesso terá de vencer por 2 gols de diferença para ficar com o troféu. Em caso de vitória do Rubro-Anil, por apenas um gol de vantagem, a decisão da taça será nos pênaltis. (Crédito: Hugo Lage/Serrano FC)

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E o amanhã?

terça-feira, 02 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Com uma quarta divisão pela frente, Friburguense busca alternativas

Com uma quarta divisão pela frente, Friburguense busca alternativas

        As críticas pelo desempenho dentro de campo são justas. E os resultados não deixam mentir que o desempenho foi muito aquém, resultando no rebaixamento do Friburguense para a Série B2. E, que se reforce: o torcedor tem todo o direito de criticar e cobrar por melhorias. Eis aqui um dos grandes e melhores fundamentos de uma democracia. Contudo, na busca por melhores dias e soluções, sempre será mais fácil eleger culpados, reverberar clichês criados como “é panela” ou “não dá chance a pessoas da cidade”, do que olhar de fato para a realidade e entender o contexto amplo. E o amplo, no futebol, quase sempre é atrelado ao resultado. A linha é tênue entre o bom e o ruim, a competência e a incompetência. Às vezes separada por uma bola na trave ou o descuido de um zagueiro.

Em que pesem os erros internos, as limitações e os adversários — que muitas deveriam ser aliados — que o clube enfrenta fora dos campos não podem ficar obscuros. Como também o fato de que o mundo do futebol mudou e as exigências aumentaram. Os bastidores trazem fragmentos que fogem aos olhos de quem apenas senta na arquibancada ou digita numa rede social. É preciso pensar além, rever conceitos internos e, obviamente, assumir responsabilidades. Os resultados, embora não sejam a única explicação, evidenciam a necessidade de manutenções ou mudanças.

        “Nesse momento, a gente fazer uma avaliação, vem tanta coisa na cabeça, não é? Eu sei desse tempo todo que a gente levou para atuar novamente, desde o 08 de novembro do ano passado, até o dia 06 de setembro. Com toda a dificuldade de fazer a estrutura nessa volta, já que perdemos a condição, a gente tinha até de 2019, deu uma complicada. A gente voltou um pouquinho mais tarde, mesmo sabendo que a nossa forma de fazer a folha esse ano foi totalmente diferente dos últimos anos. A gente tinha uma consciência muito grande, que tinha um recorde de jovens, mas voltados para chegar em uma semifinal. Hoje a gente se encontra sendo rebaixado”, lamenta Siqueirinha, gerente de futebol do Friburguense.

        A fala do dirigente, que num contexto superficial pode indicar como mera desculpa, aponta para um cenário cada vez mais ingrato e desafiador. Não é de hoje que A VOZ DA SERRA aborda o tema, aponta as dificuldades e repercute também escolhas que levam ao insucesso. Erros obviamente foram cometidos, mas dentro de um universo limitado de escolhas para se fazer de outra forma. E é exatamente a busca por esse diferente que deverá guiar o caminho na tentativa de se reerguer.

        “Temos que estar fazendo uma reflexão daqui para frente, para ver se vale a pena mesmo a gente dar essa continuidade de futebol profissional, mas de uma forma profissional, onde a gente possa atrair as empresas, o lado do setor público, os investidores, essas SAFs, esse dinheiro que venha de forma que possa mesmo dar uma estabilidade de trabalho.”

Diante deste cenário, Siqueira deixa o futuro completamente em aberto. O pensar em novos passos caminha paralelamente com outras alternativas, até mesmo com a possibilidade de uma troca de comando. A tristeza pela queda para a Série B2 deve ser acompanhada de uma reflexão: basta se ater à superficialidade, criticar sem embasamento e se alimentar do insucesso para inflar egos próprios ou se unir em busca de ações concretas? Quem ama o Friburguense e reconhece a sua representatividade, não terá dúvidas para encontrar a resposta.

        “É refletir bastante e ver no que a gente pode se apegar. Esse é um momento de reflexão, de colocar na mão de Deus aquilo que são propósitos, entender se é hora de investir na base, dar uma segurada no profissional. Se tiver algo forte, se é para esse grupo, se realmente tiver um projeto sério, assumir, não sei. Esse lado que eu falo que é hora de reflexão, todo esse lado de mudança, ele pode acontecer com ou sem a gente, isso depende muito do que vai aparecer no próximo ano.”

 

1 foto – legenda:

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Foto da galeria
Siqueira deixa futuro em aberto: Temos que refletir, ver se vale a pena continuar com o futebol profissional” (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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O primeiro amor

terça-feira, 02 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Noutro dia, falando a respeito do primeiro amor, uma questão rondou a conversa: será que o primeiro amor, hoje, possui o mesmo encantamento, pureza e intensidade do que em tempos passados? É uma questão a observar.

Noutro dia, falando a respeito do primeiro amor, uma questão rondou a conversa: será que o primeiro amor, hoje, possui o mesmo encantamento, pureza e intensidade do que em tempos passados? É uma questão a observar.

Busquei leituras que abordassem o tema. Escolhi dois contos: um clássico russo e um atual, brasileiro. O clássico é do escritor russo, Ivan Turguêniev. “O Primeiro Amor”, uma obra de ficção respeitada, envolvente e impactante, publicada em 1860, narra o despertar do amor de um jovem de 16 anos por sua vizinha mais velha. O autor retrata a riqueza das emoções, expondo com maestria os sentimentos do protagonista, Wladimir Petrovich. 

Já o conto brasileiro é “Meu primeiro amor”, de Alana Dornelas, uma história comovente mostra a coragem de amar de dois adolescentes, Lucas e Marina, que precisam lidar com conflitos relacionados à escolha dos caminhos futuros, incompatíveis com o relacionamento amoroso.

Em todos os tempos, o primeiro amor acontece naturalmente e é inesquecível. De um modo geral, a flecha do cupido adentra o coração em plena adolescência quando ele e ela estão experimentando o turbilhão de transformações biológicas, psicológicas e sociais simultâneas e reconstruindo a identidade individual não mais como criança, mas como pessoa em processo de adultez. A sexualidade desponta intensamente, fortalecendo os elos afetivos. Mergulhado em universos cheios de mistérios, descobertas e fantasias, o primeiro amor não é banal; a vida ganha novas cores, contornos e vibrações. Não há receitas para experimentar esse momento, que enleva e provoca um dos mais fortes sentimentos no adolescente, deixando marcas, influenciando, inclusive, os futuros modos de amar, mesmo se o primeiro amor se estabelecer ao longo da vida.

O primeiro amor acontece naturalmente. Não é imposto. Simplesmente surge num entardecer, numa visita ou num acaso, podendo ser recordado em detalhes. Os momentos que seguem podem ser surpreendentes e desconcertantes, fazer o coração palpitar e o sangue fermentar nas veias. O desejo de estar junto é crescente, deixando os amados suspirosos e invadidos por fantasias. Se correspondido ou não, o primeiro amor tanto pode caber em todas as páginas de um livro, como resumido em uma folha de papel.  Em todos os casos, sempre é único.

A figura da pessoa amada é um espetáculo que faz o amado ficar em estado de êxtase. É uma imagem para se ver e tocar, admirar e sonhar. Os modos de olhar para o ser adorado ganham um brilho especial, até do semblante evaporam os ares da paixão. Para o adolescente, é um momento de vida que pode ser experimentado com grandes alegrias e dores. As lágrimas e os risos são abundantes. Momentos em que o imaginário e a realidade se mesclam em uma dinâmica furta-cor; a imaginação conduz as ações e estas oferecem subsídios à fantasia.

O primeiro amor jamais prescinde de beijos suaves e delicados, fortes e intensos. O toque das mãos e dos lábios, o abraço e o carinho, as conversas bobas e os planos para o futuro alimentam o clima de paixão, cheios de purpurina, confetes e explosões. É possível, pelo amor, caminhar sobre brasas, comer panqueca de pimenta no café da manhã e fazer serenata embaixo da janela em noites chuvosas.

 Hoje, os jovens, têm acesso às redes sociais carregadas de estímulos e informações sobre a sexualidade, conceitos pouco éticos, liberdade para vivenciar relacionamentos amorosos. Como podem, então, experimentar o primeiro amor? Ou melhor, qual o espaço que esse fato, carregado de nuances, brilho e histórias, tem para despontar e eclodir?

Aproveitando as palavras de Vinicius de Moraes ao tema, me arrisco a escrever: quem ama quer ir além da beleza, quer encontrar no outro algo a mais que faça sentir saudades, torne a alma desejante do amor de quem ama. Sente-se estimulado a compartilhar alegrias e entristecimentos, a ouvir histórias e contar segredos. É ter alguém por quem tenha motivos para construir a própria vida.

Coincidentemente, hoje, ao atravessar a Praça Getúlio Vargas, vi um casal que se beijava longamente, dando a impressão a quem passava, de estarem tomados por sentimentos profundos de amor. Ofereciam à cidade uma imagem bonita que valia a pena admirar.

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Maria: Advento da graça de Deus

terça-feira, 02 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Toda a Igreja é chamada a seguir Jesus Cristo e o modelo é a sua Mãe que Ele nos deu como nossa Mãe, entregando-a, no alto da cruz, a nós, representados no apóstolo São João

Toda a Igreja é chamada a seguir Jesus Cristo e o modelo é a sua Mãe que Ele nos deu como nossa Mãe, entregando-a, no alto da cruz, a nós, representados no apóstolo São João

Ave Plena de Graça! Com este anúncio o Arcanjo Gabriel descortinava um novo cenário místico para toda a História da Salvação! E com o sim da jovem Virgem de Nazaré, o céu e a terra se encontravam num matrimônio libertador. No seu ventre sagrado, o chamado se transformava na encarnação do Verbo, Jesus Cristo, nosso Redentor. Maria era então o próprio advento da glória do Criador no seu plano de restauração de todo o cosmo e da humanidade, de todo horizonte natural e histórico, portal da esperança e da certeza de que o eterno se instaurou no tempo e o divino se humanizou para divinizar o humano.

Como no tempo litúrgico do advento, começava a confiante espera e o espírito de entrega ao mistério, na gravidez da fé, como a dócil Mãe na sua resposta humilde e despojada: “Eu sou a serva do Senhor. Faça-se em mim, segundo a sua palavra”. A forte e perseverante missionária que guardava tudo no silêncio do seu coração, acreditando que se cumpririam todas as promessas do Senhor. Maria, exemplo da espera resiliente e confiante, proativa na serenidade, fiel no serviço cotidiano da construção do Reino.

Toda a Igreja é chamada a seguir Jesus Cristo e o modelo é a sua Mãe que Ele nos deu como nossa Mãe, entregando-a, no alto da cruz, a nós, representados no apóstolo São João: “Filho, eis aí a tua mãe. Mãe, eis aí o teu filho.” Ela foi a primeira discípula missionária do seu Filho, que o concebeu primeiro no coração e só depois no ventre, como afirma Santo Agostinho, porque Ele já era a Palavra, o Verbo divino que ela acolhia como dedicada seguidora dos mandamentos, como filha de Sião, conhecedora das profecias sobre o Messias que nasceria de uma virgem e que se chamaria Emanuel – Deus conosco, conforme Isaías 7,14.

A grande novidade é que ela seria o cumprimento desta boa nova, a simples jovem de uma pequenina e pobre cidade do interior, o humilde que Deus escolhe para confundir e desbaratar o sistema dos que se julgam doutos e dominadores de tudo, centralizadores da relevância. Também esta espiritualidade deve ser seguida por toda a comunidade eclesial missionária: a da simplicidade e do escondimento, referenciando sempre Deus, como centro, Cristo e sua missão, instaurando o seu Reino de justiça e de paz, de verdade e de amor. A espiritualidade da humildade e da fortaleza no Senhor, como a casa sobre a rocha, sabedoria que sabe onde põe a sua fé e o sentido de sua vida e trabalho missionário.

Maria é sempre mais aquela estrela matutina que precede e anuncia o Sol de nossa salvação que é Jesus Cristo, seu filho amado, aquela estrela do mar que guia e orienta a todos nós, navegantes do barco da Igreja e do mundo, indo à frente, na singeleza e força de sinal d’Aquele que é o Senhor, o que nos liberta com seu poder, sua luz radiante de Graça e redenção.

É assim o advento vivo que nos prepara e ensina os caminhos da correspondência livre e amorosa, a total oferta da vida nas mãos de Deus, para servirmos como instrumentos humildes do plano maior da iluminação, do resgate, da promoção, do renascimento e salvação de tantos irmãos, vontade paternal do Senhor.

Caminhemos com Maria, como Maria, nestes tempos e clima espiritual do advento, preparando a recepção de Jesus nos nossos corações, concentrados no seu amor e sinalização de luz, interiorizados na dimensão do amor ao próximo, no grande significado da doação da cruz que já se faz presente no presépio, no esvaziamento missionário que já se ouve no glória contido e no ensaio do coro dos anjos para a festa natalina, no rebrilho transformador do coração d’Aquele que nascendo na Belém do mundo, quer nascer agora dentro de nós, num novo olhar, num novo sentir, numa revolução do amor fraterno!

Recebamos, com fé e caridade, alegria e paz, o maravilhoso Deus que vem até nós para encontrar os frutos do que já semeou, os talentos multiplicados dos dons que nos concedeu, a paz luminosa que dimana da sua própria presença em nosso meio. E digamos, então, com Maria, a Mãe da Igreja: “Maranatha” – “Vem, Senhor Jesus!” (Fonte: Vatican News)

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça – Diocese de Nova Friburgo

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A VOZ DA SERRA é uma bula de boas orientações

terça-feira, 02 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

       Embarcamos na charge de Silvério para o início da viagem literária. O Cão Sentado está feliz, pensando em como será maravilhoso viver num país tendo ruas arborizadas, O desenho inspira suavidade. Passarinho entoando um cântico de gratidão e a planta, acariciada pelo plantador, é a esperança de uma brotação frondosa para renovar os ares que permeiam a natureza. Não é apenas sonho, é real, pois o Brasil lança “plano nacional para aumentar arborização urbana”.

       Embarcamos na charge de Silvério para o início da viagem literária. O Cão Sentado está feliz, pensando em como será maravilhoso viver num país tendo ruas arborizadas, O desenho inspira suavidade. Passarinho entoando um cântico de gratidão e a planta, acariciada pelo plantador, é a esperança de uma brotação frondosa para renovar os ares que permeiam a natureza. Não é apenas sonho, é real, pois o Brasil lança “plano nacional para aumentar arborização urbana”. A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática que tem por objetivo “chegar em 65% da população em ruas com pelo menos três árvores”. Um projeto louvável que há de trazer vida nova! As fotos de Henrique Pinheiro estampadas no jornal mostram como temos arvoredos na cidade, o que, inclusive, em 2023/2024, deu a Nova Friburgo o selo “Tree Cuty Of the Word, do programa internacional pela Organização das Nações Unidas e pela Arbor Day Foundation para munícipios “comprometidos com suas florestas urbanas”.

       E começamos dezembro em seu primeiro dia dedicado ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Em Nova Friburgo estão programadas atividades durante toda a semana com o intuito de conscientização sobre a prevenção da doença. O objetivo é “alcançar diferentes públicos sobre o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis”. Outra atividade está sendo desenvolvida em prol da Campanha do Laço Branco na próxima quinta-feira, 04, às 10 horas, no auditório da Secretaria Municipal de Educação. O evento visa “mobilizar homens da prefeitura e da Câmara Municipal no enfrentamento à violência contra a mulher”. No dia 06, próximo sábado, Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres. As atividades integram o calendário de ações dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”.

       Em “Esportes”, vivas para o Futebol de Mesa de Nova Friburgo que se consagrou vice-campeão da Série Prata na disputa do 17º Campeonato de Clube de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, em evento realizado entre os dias 20 e 23 de novembro, no Shopping Metropolitano Barra, no Rio de Janeiro. O certame reúne alguns dos maiores campeões e nomes da modalidade. E nossa cidade lá, fazendo bonito com os nossos craques no “botão”. No tempo em que eu e meu irmão, na infância, disputávamos partidas e éramos bons, a gente falava – “que tal uma partidinha de botão? – na maioria das vezes, ele ganhava. Não que eu fosse ruim, mas ele era muito bom! Outra grande notícia que Vinicius Gastin nos trouxe: “Friburgo recebe o Campeonato Brasileiro de Seleções de Basquete Sub-16, masculino e feminino”. Não é sem razão que tudo indica que em breve seremos reconhecidos como “Capital Nacional do Basquete”. Isso, sim é que é “cestar”!

       Mais um livro valorizando o legado cultural e social dos alemães. Trata-se da obra “Famílias Brasileiras de Origem Germânica”, que tem prefácio do cônsul-geral da Alemanha, no Rio de Janeiro, Jan Freigang e introdução do professor Dr. Luís Reznik, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O lançamento aconteceu em Petrópolis, numa promoção da Casa da Princesa Isabel em parceria com a Di Paola Criações Artísticas. A edição do livro ficou aos cuidados do Instituto Martins-Staden. Parabéns!

       Ana Borges nos brindou com a reportagem sobre o “Século da Solidão”, quando a “crise global é uma das grandes preocupações de saúde em várias gerações”. Com fundamentos em pesquisas, “uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão”. Num tempo em mudanças, há “um paradoxo curioso: a geração Z está hiperconectada no mundo virtual, mas socialmente desconectada”. Esse fato gera outra curiosidade, porque “as interações digitais não conseguiram substituir a necessidade de conexão emocional ao mundo físico”. Entretanto, há ainda algo a se pensar: “ Estar só pode ser bom ou ruim – depende da frequência e da forma como esse tempo é aproveitado”. Entre essas e outras alegações, bom mesmo é descobrir a prazer da própria companhia e compartilhar essa nossa “boa” companhia com os que nos cercam. Feliz busca para todos!

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