Blogs

Motoristas enfrentam problemas com estacionamento

sábado, 08 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 8 e 9 de novembro de 1975

 

Manchetes: 

Motoristas enfrentam problemas com estacionamento - Jornal recebe inúmeras queixas de friburguenses sobre a falta de vagas nas ruas do centro de Friburgo. 

Edição de 8 e 9 de novembro de 1975

 

Manchetes: 

Motoristas enfrentam problemas com estacionamento - Jornal recebe inúmeras queixas de friburguenses sobre a falta de vagas nas ruas do centro de Friburgo. 

Taça São Nicolau: Festa de Bolão na SEF – Nos próximos dias 15 e 16, a Sociedade Esportiva Friburguense estará recebendo a visita de 15 equipes que irão disputar a II Taça São Nicolau, promoção anual do Departamento de Bolão daquele clube. Em coquetel à imprensa, o diretor Dieter Drescher, informou a relação das equipes participantes e do programa que marca para data e hora para apresentação dos jogadores. As partidas serão no sábado e no domingo, tem o Torneio de Consolação, turno final do São Nicolau e jantar de encerramento com entrega de medalhas e taças aos vencedores.

Banco Itaú promove Polo – O Banco Itaú promoveu o gerente da agência de Nova Friburgo, Carlos Angelo Polo, determinando sua transferência para uma das agências mais importantes do Estado, a do município de Petrópolis. Polo, que durante alguns anos esteve na direção da agência local do Itaú, foi o grande responsável pela dinamização dos serviços daquele estabelecimento. Imprimindo um ritmo moderno de trabalho, colocando o Itaú no primeiro lugar dentro dos bancos particulares no município. Também na gestão de Polo, foram inaugurados as novas instalações da atual agência e a implantação de mais serviços, possibilitando um melhor atendimento aos clientes.

Missão econômica em Friburgo – Na próxima quarta-feira está sendo esperada, em Friburgo, uma Missão Econômica Alemã composta de três membros do Governo do Estado e 15 indústrias, interessadas em montar filiais no Brasil. O convite partiu do Centro Industrial de Nova Friburgo. Desta visita poderá resultar na implantação no município de indústrias nos ramos de mecânica de precisão, instrumentação, hospitalar, cirúrgica, têxtil e metalurgia.

Concorrência da Estrada Friburgo-Teresópolis já tem firma vencedora – A assessoria de imprensa da Aliança Renovadora Nacional (Arena) de Nova Friburgo, informa que a firma Ferreira Guedes, foi a vencedora da concorrência aberta pelo DER, para o asfaltamento da estrada Friburgo- Teresópolis no trecho entre Friburgo e Bonsucesso, com 39 quilômetros de extensão. A Ferreira Guedes é sediada em São Paulo e é considerada a sexta firma, no Brasil, em potência financeira. Os contratos já estão sendo registrados em conformidade com as exigências legais, e dentro de dez dias, serão iniciados os trabalhos de acampamento, em seguida o contexto de obras e as providências iniciais para a colocação do asfalto, antiga aspiração dos habitantes das duas cidades serranas. O prazo para entrega ao público será de 720 dias.

Concorrência do DER para estradas – O DER abriu concorrência para a execução do projeto final de engenharia num raio de 80 quilômetros de estradas vicinais entre Friburgo e Cambuci. As entradas permitirão aumentar a produtividade agrícola com a introdução de culturas de verão que exigem rápido escoamento, em épocas de chuvas.

Friburgo terá campo de golfe – O sr Alan V. Mackay informou à redação de AVS que estão bem adiantados os contatos para a fundação, em Nova Friburgo, de um campo de golfe. Ele disse que foi escolhido o nome “Nova Friburgo Golf Clube” que será situado na Fazenda Atayde, na Estrada de Amparo, a cinco quilômetros do centro da cidade. Vai ocupar uma área de um milhão de metros quadrados constando de 18 buracos. A inauguração do campo é prevista para 1977. Segundo afirma ainda o sr. Alan Mackay “o empreendimento é altamente vultuoso o que todo o projeto foi elaborado pelo administrador do Teresópolis Golfe Clube. Dentro de poucos dias será feita sua legalização na parte jurídica, sendo de caráter social sem fins lucrativos.

Dragagem – Está chegando a época das chuvas e as promessas da Prefeitura de Friburgo para com o Prado se esboçaram no vazio. O drama das enchentes vai voltar para aquela região como acontece todos os anos. E todas as vezes a mesma promessa retorna. Todos os anos dezenas de casas são destruídas no Prado.

Faculdade – Uma festa foi realizada pelos alunos da Faculdade de Odontologia nesta semana para comemorar o anúncio de seu reconhecimento pelo Conselho Federal de Educação. Os alunos sambaram durante dois dias e até as aulas foram suspensas. A primeira turma formada – Paulo Azevedo, conforme ficou denominada, agora já pode exercer normalmente sua profissão.

Feira da Arte - Foi transferida para janeiro a realização, em Friburgo, da Feira da Arte. A mudança foi sugerida por Julio Cezar Cavalcanti que alegou ser os meses de janeiro e fevereiro caracterizados por maior movimentação de pessoas e turistas na cidade. 

 

E mais 

  • Moradores do Recanto Trajano de Almeida solicitam à prefeitura a limpeza do rio
  • Ordem Rosacruz realiza palestra na sede da Associação Comercial 


 

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim 

 

Foto da galeria
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Em busca de ações concretas

sábado, 08 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Da arquibancada ao exercício da profissão, acompanho de perto o Friburguense há pelo menos 20 anos. Nos últimos 15, de forma mais direta e intensa. Vivenciei de tudo um pouco neste período, e posso afirmar que é muito mais fácil eleger culpados e apontar o dedo, reverberar clichês criados como “é panela” ou “não dá chance a pessoas da cidade”, do que olhar de fato para a realidade e entender o contexto amplo. E o amplo, no futebol, quase sempre é atrelado ao resultado.

Da arquibancada ao exercício da profissão, acompanho de perto o Friburguense há pelo menos 20 anos. Nos últimos 15, de forma mais direta e intensa. Vivenciei de tudo um pouco neste período, e posso afirmar que é muito mais fácil eleger culpados e apontar o dedo, reverberar clichês criados como “é panela” ou “não dá chance a pessoas da cidade”, do que olhar de fato para a realidade e entender o contexto amplo. E o amplo, no futebol, quase sempre é atrelado ao resultado.

A linha é tênue entre o bom e o ruim, a competência e a incompetência. Às vezes separada por uma bola na trave ou o descuido de um zagueiro. Ninguém, de fato, se importa em observar a luta diária, as limitações e os adversários - que deveriam ser aliados - que o clube enfrenta fora dos campos. 

O mundo do futebol mudou, as exigências aumentaram. Os bastidores trazem fragmentos muitas vezes obscuros, e que fogem aos olhos de quem apenas senta na arquibancada ou digita numa rede social. É preciso pensar além, rever conceitos internos e, obviamente, assumir responsabilidades. Os resultados, embora não sejam a única explicação, evidenciam a necessidade de manutenções ou mudanças.

Da tristeza pela queda para a Série B2 à confiança de que os dias de glórias irão retornar, deixo uma reflexão: vamos nos ater ao superficial, seguir criticando sem embasamento e torcendo pelo insucesso para alimentar egos próprios ou nos abraçar em busca de ações concretas? Quem ama o Friburguense, de verdade, não terá dúvidas para encontrar a resposta.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Mãos à obra

sexta-feira, 07 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

         Ele resolveu investir em si mesmo. Pensou sobre como começar. Resolveu, então, traçar o ponto de partida a começar por suas reflexões. Quis pensar na estratégia. Tentou entender-se. Inevitável. Autoconhecer-se antes de tudo. Como se diz, para quem sequer sabe aonde chegar, qualquer lugar pode ser o destino. Ele queria caminhos. Mergulhou, então, no universo quase desconhecido de saber mais sobre o que deveria saber. Atentou-se em buscar o que queria fazer. Esbarrou no desconhecimento sobre quem ele era. Enganou-se por subestimar a profundidade de seus anseios.

         Ele resolveu investir em si mesmo. Pensou sobre como começar. Resolveu, então, traçar o ponto de partida a começar por suas reflexões. Quis pensar na estratégia. Tentou entender-se. Inevitável. Autoconhecer-se antes de tudo. Como se diz, para quem sequer sabe aonde chegar, qualquer lugar pode ser o destino. Ele queria caminhos. Mergulhou, então, no universo quase desconhecido de saber mais sobre o que deveria saber. Atentou-se em buscar o que queria fazer. Esbarrou no desconhecimento sobre quem ele era. Enganou-se por subestimar a profundidade de seus anseios.

         Certo estava de prosseguir. Por instante sentiu-se em um beco sem saída, percurso sem volta. Mas decidiu se conhecer melhor, afinal, seria ele próprio o destinatário de todo o investimento projetado, não poderia apostar todas as fichas no desconhecido. Não queria ser a “zebra” da própria vida. Estava disposto a afundar, se preciso fosse. Resistiria de toda forma. Estava esperançoso por descobrir as asas imaginárias que o possibilitassem voar. Já amava o voo (tanto quanto a metáfora).

         Nesse processo, como investidor, percebeu que seus lucros seriam maiores se cuidasse muito bem do seu principal patrimônio, a que apelidou de templo. Referia-se à sua própria saúde. Ao seu corpo físico, mental, espiritual. Concluiu que a mola mestra da máquina, sua mente, estava mal de engrenagem. Enferrujada, em mau estado de funcionamento. Seria ela o início do processo. Começou a aplicar em seus cuidados. O retorno foi rápido. Estava certo de seu propósito e prosseguiu. O equilíbrio pretendido passava pela reforma interior e exterior. Mãos à obra. Logo percebeu que deveria concentrar em si os esforços da reforma, pois só ele se empenharia no nível desejado e conhecia bem o projeto.

         Feliz com o resultado, templo em equilíbrio, resolveu transmutar seu olhar sobre o mundo e sobre o outro. Fomentou práticas altruístas e quanto mais útil ao bem do próximo se tornava, mais se deparava com uma sensação até então inédita, que começou a desconfiar que fosse a tal felicidade. Ao olhar-se no espelho, o semblante ranzinza cedia espaço para um sorriso leve que despertava até uma vontade estranha de continuar sorrindo.

         Decidiu incrementar suas habilidades. Investir em conhecimento, aprimorar suas habilidades mais técnicas, ler bons livros, priorizar contatos com pessoas a quem admirava. Foi certeiro. O retorno veio à galope. E quanto mais cuidava do seu templo e desenvolvia suas habilidades, mais satisfeito estava por ter feito um bom negócio.  Mudou até seu conceito de riqueza. Sentiu-se detentor de um superpoder, voltou a acreditar em si, enxergou seu potencial e percebeu-se habitante de um belo templo, cujas energias sentia-se de longe. Renasceu. Foi o melhor investimento de sua vida. 

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O diário como espelho da alma

sexta-feira, 07 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“Querido diário, hoje, as coisas não saíram como planejado, mas está tudo bem! Nem sempre teremos o resultado que esperamos”.

Esse pequeno trecho me faz lembrar da minha adolescência, onde eu cultivava meu diário. Cada folha escrita refletia aquilo que não conseguia ser descrito em palavras ditas, mas eram externalizadas através de traços realizados no papel.

“Querido diário, hoje, as coisas não saíram como planejado, mas está tudo bem! Nem sempre teremos o resultado que esperamos”.

Esse pequeno trecho me faz lembrar da minha adolescência, onde eu cultivava meu diário. Cada folha escrita refletia aquilo que não conseguia ser descrito em palavras ditas, mas eram externalizadas através de traços realizados no papel.

A tinta das canetas coloridas e dos marcadores de textos deslizavam pelas folhas, traziam singelas emoções e percepções sobre a vida, transformando dor, medo, esperança, apreensão, segredo, sonho, desilusão, imposição, rejeição, tristeza e alegria em poesia.

Íntimo, privado, espelho, abrigo, conforto. Um lugar único, onde segredos são revelados de forma avassaladora. Ele não julga, apenas abraça, acolhe. 

No diário, cada letra ganha forma, expressando um entrelaçamento de artes, como uma ópera em seu grande espetáculo. 

Nossos sentimentos reprimidos transbordam, os tempos se misturam, as ideias saltitam de um lado a outro, as reflexões ficam vivas, os contornos vão desaparecendo, pouco a pouco, dando lugar a uma imensidão sem fim. Um espaço infinito, o qual podemos colocar cada expressão de forma livre, esvaziando tudo aquilo que vem à mente, de forma totalmente despida. 

Nos despimos do que aflige e preenche a nossa alma.

Nas páginas, as emoções confusas ganham nomes, o diálogo íntimo vira aprendizado e o alívio pode ser sentido. 

Cada palavra que nasce transborda em verdade, ajudando o coração a se organizar. Os registros são como sementes de autoconhecimento, trazendo cuidado e escuta interior, acolhendo e aceitando as imperfeições como parte do processo da nossa jornada. 

Mas, ao longo do percurso, vamos crescendo, os anos vão passando e os nossos cadernos ficam esquecidos. Deixamos de acreditar na sua função ou até mesmo achamos que já não temos mais idade ou o período que vivemos não é propício para isso.

Resgatar esse momento de espontaneidade, é trazer um aliado ao nosso desenvolvimento socioemocional, pois auxilia na sensação de bem-estar e regulação emocional.

Cultive o diário. Traga a forma que melhor se adapta à sua rotina. Separe um lugar tranquilo e deixe o pensamento fluir. Se permita esvaziar, transformando cada momento em um encontro consigo mesmo. Faça relações com os acontecimentos e as sensações. 

Com o tempo, você vai perceber que o diário revela mudanças. E quem faz uso dele, vai se tornando mais leve, sereno, inteiro. 

 

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Passou perto

quinta-feira, 06 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Botonistas do Friburguense brigam até o fim por título estadual na regra Pastilha

A AFFM / Friburguense esteve novamente bem representada, e se os títulos não vieram, os desempenhos e o destaque encheram equipe e torcedores de orgulho. O evento que trouxe as definições sobre os títulos estaduais na regra Pastilha de Futmesa aconteceu no último final de semana, na sede do Botafogo Futmesa. 

Botonistas do Friburguense brigam até o fim por título estadual na regra Pastilha

A AFFM / Friburguense esteve novamente bem representada, e se os títulos não vieram, os desempenhos e o destaque encheram equipe e torcedores de orgulho. O evento que trouxe as definições sobre os títulos estaduais na regra Pastilha de Futmesa aconteceu no último final de semana, na sede do Botafogo Futmesa. 

Para ficar com o título, Vinícius Esteves teria que ser campeão da última etapa (algo que conseguiu), mas precisava torcer para que um atleta rival não chegasse à decisão. Em um jogo tenso, e com requintes de crueldade, Vinícius empatou o jogo em 5 a 5 nos segundos finais, e mesmo com o título desta e da terceira etapa, o jovem ficou com o vice-campeonato Estadual Individual na regra Pastilha 2025. Já o atleta Fábio de Freitas ficou com o segundo lugar na Série Prata, equivalente à segunda divisão desta etapa.

Alex Samer, que nas primeiras fases teve a maior classificação e números de gols no campeonato, não conseguiu se manter nas finais do mata-mata, e caiu nas quartas de finais. Ele era apontado como um dos favoritos ao título. Hiago e Carlos André caíram na segunda fase, sendo Hiago na série Prata e Carlos na série Ouro.

 

12 Toques

Com sete etapas já disputadas do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, a temporada 2025 já tem os seus campeões definidos nas categorias Adulto e Máster. Marcos Antunes, do Fluminense, e Evandro Gomes, do Vasco da Gama, superaram os seus adversários e agora estão no topo do futmesa do Rio de Janeiro.

Na Adulto, com a pontuação acumulada ao longo das etapas, Marquinhos alcançou uma vantagem matemática que o torna inatingível pelos demais concorrentes, mesmo faltando a realização da última etapa do calendário. Pelo regulamento, são disputados oito eventos ao longo do ano, e os dois piores resultados de cada atleta são descartados na soma final. Mesmo considerando essa regra — e levando em conta a possibilidade de que Marquinhos falte à última etapa, o que geraria uma pontuação zero — nenhum adversário ainda tem condição de ultrapassá-lo na classificação.

A TCM acontece no dia 09 de novembro. E os doze atletas classificados para a Série Ouro são: Marcos Antunes (Fluminense), Thiago Penna (Vasco da Gama), Marcus Vinicius (Fluminense), Hiago (Friburguense), Pirica (Friburguense), Evandro Gomes (Vasco da Gama), Amon-Rá (América), Quintaes (Vasco da Gama), Nando (Vasco da Gama), Moacir (Vasco da Gama), Christofer (Friburguense) e Filipe Maia (Vasco da Gama). Os demais jogam as séries Prata e Bronze.

Também com sete etapas já disputadas, a categoria Máster (48+) já teve o campeão definido. Com a pontuação acumulada ao longo das etapas, Evandro alcançou uma vantagem matemática que o torna inatingível. Este é o seu primeiro título estadual individual nesta Regra. Ele já conquistou também a Copa do Brasil, em João Pessoa, e o Campeonato Brasileiro, em Porto Alegre, na temporada.

A Taça Cidade Maravilhosa, na categoria Máster, acontece no dia 08 de novembro. E os 12 atletas classificados para a Série Ouro são: Evandro Gomes (Vasco da Gama), Christofer (Friburguense), Moacir (Vasco da Gama), Vinicius Mendes (Flamengo), Márcio Pires (Friburguense), Anderson (Flamengo), Armando (Flamengo), Bad (Vasco da Gama), Reynaldo Antunes (Fluminense), Sérgio Castro (Flamengo), Luiz Carlos (Petropolitano) e Antônio Fernandes (Friburguense).

  • Foto da galeria

    Friburguense esteve bem representado na modalidade Pastilha, alcançando bons resultados (Foto: Divulgação / Fefumerj)

  • Foto da galeria

    Vinicius Esteves ficou perto do título, mas terminou a competição com a conquista da etapa e o vice geral (Foto: Divulgação / Fefumerj)

  • Foto da galeria

    Tricolor encerra 2025 com resultados considerados positivos na Pastilha (Foto: Divulgação / Fefumerj)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Fim da linha

quinta-feira, 06 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense perde novamente e tem rebaixamento à B2 decretado 

A missão era das mais difíceis. Para uma equipe que havia vencido apenas uma vez na competição, ganhar os dois últimos jogos era o primeiro grande desafio. Contudo, em confronto direto decisivo contra o Paduano, o Friburguense acrescentou mais uma derrota à sua campanha, por 2 a 0, e teve a queda para a Série B2 do Campeonato Carioca matematicamente decretada, na Rua Bariri, em Olaria.

Friburguense perde novamente e tem rebaixamento à B2 decretado 

A missão era das mais difíceis. Para uma equipe que havia vencido apenas uma vez na competição, ganhar os dois últimos jogos era o primeiro grande desafio. Contudo, em confronto direto decisivo contra o Paduano, o Friburguense acrescentou mais uma derrota à sua campanha, por 2 a 0, e teve a queda para a Série B2 do Campeonato Carioca matematicamente decretada, na Rua Bariri, em Olaria.

O Tricolor precisava vencer para manter viva a remota esperança de permanência, e necessitava ainda de um tropeço do Nova Cidade. No entanto, com mais uma atuação insuficiente para construir o placar necessário, a equipe comandada por Gedeil foi novamente derrotada. O Nova, por sua vez, ganhou o seu jogo e, numa B1 equilibrada, transformou a briga contra a queda em possibilidade de classificação na última rodada.

Com mais uma rodada pela frente, contra o Nova Cidade, o Friburguense precisa começar a juntar os cacos, montar o seu planejamento e conviver com a realidade de disputar a quarta divisão do futebol do Rio de Janeiro. Que os prometidos recursos possam chegar e as revisões necessárias no futebol aconteçam. A história do Tricolor da Serra é gigante, e há muito espaço para que novas páginas gloriosas sejam escritas.

Bonsucesso fatura turno

O Bonsucesso conquistou a Taça Corcovado após o empate com o Carapebus, em 1 a 1, no Moacyrzão, em Macaé. Com o resultado, o Cesso chegou aos 22 pontos, na liderança isolada da competição, e não podendo mais ser alcançado pelo São Cristóvão, vice-líder, com 18, depois de ficar no 2 a 2 com o Serrano, no Atílio Marotti, na Cidade Imperial.

Aliás, o time Cadete ficou muito perto de garantir a classificação, enquanto o Leão da Serra fecha o G4, com 15 pontos. O terceiro colocado é o Petrópolis (16 pontos), que superou o Artsul (12 pontos, na 8ª posição) por 1 a 0, no Los Lários, em Xerém.

Quem também briga por uma vaga na semifinal é o Duque de Caxias, que ficou no empate sem gols com o Niteroiense, na Arena Trops, em Niterói. Os caxienses estão em 5º, com 15 pontos, enquanto o Araribóia é o 7º, com 13.

O sexto colocado é o Nova Cidade (13 pontos, mas na frente pelos critérios técnicos), que superou o Campo Grande por 1 a 0, no Joaquim Flores, em Nilópolis. O Campusca tem 12 pontos, na 10ª colocação, ameaçado pelo rebaixamento. O Carapebus também tem 12 pontos, mas está na nona posição.

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

Friburguense 1x0 Serrano, Eduardo Guinle

Artsul 1x0 Friburguense, Nivaldo Pereira

Friburguense 0x1 Bonsucesso, Eduardo Guinle

Campo Grande 1x1 Friburguense, Ítalo del Cima

Friburguense 0x1 Duque de Caxias, Eduardo Guinle

São Cristóvão 3x1 Friburguense, Ronaldo Nazário

Paduano 2x0 Friburguense, Rua Bariri*

Friburguense 0x1 Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

*Rodada adiada

 

Classificação da Série B1

1º- Bonsucesso, 22 pts

2º- São Cristóvão, 18 pt

3º- Petrópolis, 16 pts

4º- Serrano, 15 pts

5º- Duque de Caxias, 15 pts

6º- Nova Cidade, 13 pts

7º- Niteroiense, 13 pts

8º- Artsul, 12 pts

9º- Carapebus, 12 pts

10º- Campo Grande, 12 pts

11º- Paduano, 10 pts

12º- Friburguense, 04 pts

 

Resultados da 9ª rodada da Série B1

Serrano 2x2 São Cristóvão, Atílio Marotti

Petrópolis 1x0 Artsul, De los Lários

Carapebus 1x1 Bonsucesso, Moacyrzão

Nova Cidade 1x0 Campo Grande, Joaquim Flores

Niteroiense 0x0 Duque de Caxias, Arena Trops

Paduano 2x0 Friburguense, Rua Bariri

 

11ª rodada

Artsul x São Cristóvão, Nivaldo Pereira

Serrano x Bonsucesso, Atílio Marotti

Petrópolis x Campo Grande, De los Lários

Carapebus x Duque de Caxias, Moacyrzão

Nova Cidade x Friburguense, Joaquim Flores

Niteroiense x Paduano, Arena Trops

  • Foto da galeria

    Nova derrota do Friburguense decreta rebaixamento à 4ª divisão, pela primeira vez na história do clube (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Campanha abaixo da crítica teve apenas uma vitória até o momento, contra o Serrano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Na praia

quinta-feira, 06 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Olhando o mar. Vai e volta incessantemente, como se fosse... como se fosse o mar. A que mais se pode compará-lo? De repente suas ondas contidas respiram mais fundo, tomam novo fôlego e vêm passar nos meus pés a língua gelada. O inverno estreou há pouco nos calendários do Brasil e a água já está fria, embora este seja um dos cantos mais quentes do país.

Olhando o mar. Vai e volta incessantemente, como se fosse... como se fosse o mar. A que mais se pode compará-lo? De repente suas ondas contidas respiram mais fundo, tomam novo fôlego e vêm passar nos meus pés a língua gelada. O inverno estreou há pouco nos calendários do Brasil e a água já está fria, embora este seja um dos cantos mais quentes do país. Imerso em tanta beleza, eu me pergunto se nós, seres que se dizem humanos, temos o direito de poluir essa paisagem com a nossa presença, se temos o direito de pisar nessa areia, tão branca que mais parece uma camada de finíssimo talco suavemente espalhada sobre o corpo da Terra. Como resposta, a natureza exibe o quanto a temos ferido: sobre o verde irisado, boiam manchas escuras, murchas flores, frascos, feitiços, falecidas falena. Ainda assim, ela não perde a majestade. Um passante murmura, mais para si mesmo do que para mim, “Na minha Terra o mar é escuro”. Pois aqui ele é assim, camaleônico. O sol penetra nas dobras de sua superfície e matiza o azul de verde, com laivos dourados.

Afasto os olhos do mar e vejo uma criança que tenta alcançar o outro lado do mundo, cavando um buraco na areia. A pazinha vai fundo, mais fundo, e o Japão nunca chega. A mãe levanta-se da cadeira e vem explicar a filha que os sonhos são assim mesmo: cavamos, cavamos, sem jamais chegar a realizá-los plenamente. Nem por isso eles deixam de valer a pena. Muitas vezes, mais vale a pena sonhar um sonho do que realizá-lo.

A garotinha sai correndo e, visto daqui, seu maiô vermelho parece uma flor exótica que o vento sopra por cima da areia. Logo ela pula em direção aos braços do pai. Ele a levanta e então a menina se transforma numa pipa que começa a alçar voo. Braços abertos, aberto o coração, o sorriso flutuando sobre a cabeça do homem que ergue para o mundo o troféu de sua vida.

Mas nem tudo são flores. Também temos picolé, sorvete, cocada, redes do Ceará, cerveja gelada, miríade de ofertas. Para colocá-las a nosso alcance, meninos que deveriam estar na escola ou brincando nas águas. Mulheres encanecidas de tanto trabalho, escurecidas de tanto andar de uma ponta a outra do sol. E mais os homens humildes, que nos agradecem se lhes permitimos recolher as latas de refrigerantes vazias, como se não fosse deles o favor, ao nos livrarem do lixo que acumulamos em volta de nós.

            Aos poucos, a praia vai se enchendo. Duas adolescentes passam e, por meio de palavras, gestos e risos, contam inutilidades preciosas, banalidades urgentes, segredos que juram ─ por Deus ─ hão de ficar para sempre entre elas e os demais habitantes do planeta. Um casal de namorados se abraça, se beija, se penteia e despenteia, incendeia a areia, a praia arde ao sol do meio-dia. Com ar urgente, as mulheres vigiam os filhos, pensando talvez no futuro que eles terão. Os homens vigiam as pernas femininas que desfilam, mas é melhor não adivinhar o que estarão pensando esses senhores de ar inocente.

O espetáculo é variado, é um texto escrito no ar. Sei o quanto ele ficará empobrecido quando eu finalmente puder colocá-lo no papel. Penso em como seria bom se não precisássemos das palavras, bastando ver e sentir as coisas para poder comunicá-la. O mergulho de um pássaro me tira dessas reflexões e assim me quedo, mais uma vez, simplesmente olhando o mar.

..........................................................................................

Microconto: Tratamento

Parecia apenas um resfriado e trataram com chá da vovó, mel e agrião. Depois com internação e alta medicina. Mas a cura veio mesmo com terra por cima.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Polícias civil e militar fazem uma limpa no Rio de Janeiro

quarta-feira, 05 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Parabéns ao governador Cláudio Castro, às polícias civil e militar pela Operação Contenção de terça feira, 28 de outubro, contra o crime organizado, mais especificamente o CV (Comando Vermelho). Ao contrário do que está divulgando a imprensa mal-intencionada desse país, foi uma manobra bem estudada, planejada (de acordo com o apurado articulada há mais ou menos 60 dias) e desempenhada com grande eficiência.

Parabéns ao governador Cláudio Castro, às polícias civil e militar pela Operação Contenção de terça feira, 28 de outubro, contra o crime organizado, mais especificamente o CV (Comando Vermelho). Ao contrário do que está divulgando a imprensa mal-intencionada desse país, foi uma manobra bem estudada, planejada (de acordo com o apurado articulada há mais ou menos 60 dias) e desempenhada com grande eficiência. Para evitar que a população do morro da Penha pudesse sofrer as consequências, como ser atingida por balas perdidas, os policiais forçaram os bandidos a subirem para uma área de mata, onde já estavam posicionados agentes do Bope (Batalhão de Operações Especiais). Foram computadas 121 mortes, 117 de narcotraficantes e, infelizmente quatro policiais, dois da Polícia Civil e dois da PM. Foram ainda 113 presos e dez menores apreendidos.

A problemática do crime na capital do estado é do conhecimento do Governo Federal desde há muito e que pouco fez até agora, a não ser emitir frases que mostram a verdadeira cara das pessoas, como a do presidente Luís Inácio, que num discurso disse que o traficante é vítima do usuário. Outra besteira foi a comparação feita pelo ministro da Justiça, Ricardo Levandowski, ao comparar a operação Carbono Oculto (trata-se da maior operação contra o crime organizado da história do país em termos de cooperação institucional e amplitude, contra a sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis), em São Paulo com a do Rio. Os marginais paulistas não portavam armas tão letais como os do Rio nem apresentavam o mesmo grau de periculosidade.

O complexo do Alemão e da Penha são considerados um centro de treinamento para os bandidos do CV, que têm a sua disposição armamento pesado muitas vezes muito mais sofisticados do que os da polícia. E, com a ADNF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) de número 635, emitida pelo STF, cujo relator foi Edson Fachin, foi determinada uma série de regras para que a polícia cumprisse a sua função. Na realidade isso abriu as portas das favelas para chefes do CV de outros estados, que passaram a se esconder no Rio de Janeiro, ao serem procurados pelas polícias de seus estados e que continuaram a comandar o tráfico de drogas à distância. Como veremos abaixo, vários deles que foram mortos, vieram de outros estados.

De acordo com o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, na sexta feira já tinham sido identificados 99 corpos no IML (Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto) do Rio de Janeiro, sendo que 78 tinham histórico de crimes graves, incluindo acusações de homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Pelo menos 49 estavam foragidos e 39 eram de outros estados (13 do Pará, 7 do Amazonas, 6 da Bahia, 4 do Ceará, 4 de Goiás, 3 do Espírito Santo, 1 do Mato Grosso e 1 da Paraíba). Ou seja, o Rio além de ter de lidar com narcotraficantes locais, ainda recebia os de fora. Foram apreendidos, também, 93 fuzis, que são armas de guerra. A verdade nua e crua é a capital do estado é palco de um guerra urbana que tem de ser enfrentada.

É ridículo o que se viu depois da ação, com relação de alguns deputados e vereadores querendo fazer um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Entendo isso como um ato eleitoreiro, de pessoas que precisam angariar votos para as próximas eleições. Na realidade, vítimas são os quatro policiais que perderam a vida cumprindo o seu dever que era de prender esses narcotraficantes que tanto contribuem para a sensação de medo que toma conta da capital fluminense. São eles Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, conhecido como Máskara, comissário da 53ª DP (Mesquita); Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna); Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3º sargento do Bope e Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, 3º sargento do Bope.

Os demais mortos tiveram o destino que mereciam ao escolherem o crime como modo de vida; não são dignos de pena em função do mal que já causaram à sociedade, vítima diária desses bandidos. Criminalidade é um problema que existe desde que o homem passou a viver em sociedade, optando pelas cidades para a vida em comum. No entanto, ela sempre foi de um nível aceitável, o problema é que no Rio passou dos limites. São assaltos, tiroteios, balas perdidas que já mataram 11 inocentes em 2025, além do transtorno no trânsito, quando vias são fechadas por causa de perseguições ou tiroteios.

A capital do estado tornou-se uma cidade violenta, que deixa uma sensação intensa de insegurança na população, chegando ao ponto de muitos afirmarem que saem de casa para trabalhar e não sabem se vão voltar. Para comprovar essa afirmação basta conferir o número de cariocas que deixam o Rio e fixam residência em Friburgo.

Muito ajuda quem não atrapalha, digo isso porque Governo Federal, STF, Ministério Público estão a cobrar explicações da ação policial mais letal de que se tem notícia no Brasil, mas na realidade pouco ou nada fizeram para ajudar o Governo do Estado, no combate aos narcotraficantes. Ela se fazia necessária desde há muito, pois o tão propalado estado democrático de direito que essas autoridades gostam de falar, passa pela proteção à vida e a segurança dos moradores. Afinal, são eles, na maioria, que pagam os impostos que fazem a máquina administrativa girar.

É bom que se diga que os que morreram não o foram com requintes de crueldade, tão propalado por algumas autoridades e alguns coleguinhas da imprensa fajuta. Tanto é assim que foram efetuadas 113 prisões, ou seja, quem não resistiu permaneceu vivo. Os que partiram para o enfrentamento, tiveram o que mereciam.

Concluindo, o Governo do Estado fez o que já deveria ter sido feito enquanto o Governo Federal foi incompetente, não teve vontade ou não deu a mínima para a segurança dos cidadãos de bem do Estado do Rio de Janeiro. Enquanto a turma dos direitos humanos, celeiro de esquerdistas, tomar partido dos narcotraficantes e não da população, verdadeiras vítimas da violência, nada mudará.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Cada um é cada um

terça-feira, 04 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Hoje vou visitar o roteiro, texto que, apesar de não ser considerado literário no sentido tradicional, é um texto técnico-criativo criado para fundamentar o desenrolar de um filme através da indicação das cenas, cenário, ação dos personagens e diálogo entre eles. Como também informar os demais elementos presentes nas cenas. O texto literário é um produto finalizado, já o roteiro, mesmo se utilizando da linguagem escrita, é a base da obra cinematográfica. Entretanto há filmes que expressam tamanha sensibilidade, que, a meu ver, são verdadeiras poesias.

Hoje vou visitar o roteiro, texto que, apesar de não ser considerado literário no sentido tradicional, é um texto técnico-criativo criado para fundamentar o desenrolar de um filme através da indicação das cenas, cenário, ação dos personagens e diálogo entre eles. Como também informar os demais elementos presentes nas cenas. O texto literário é um produto finalizado, já o roteiro, mesmo se utilizando da linguagem escrita, é a base da obra cinematográfica. Entretanto há filmes que expressam tamanha sensibilidade, que, a meu ver, são verdadeiras poesias.

Com a morte de Robert Redford, conversando com minha irmã Lygia a respeito dos seus filmes, “Nosso amor de ontem” tomou conta das nossas recordações. Assisti novamente o filme e percebi a relevância de uma das mensagens contidas na história que me fez refletir por ter atualidade.

O filme foi considerado uma das mais belas e tristes histórias de amor do cinema. De fato, os atores, Robert Redford e Barbra Streisand, interpretam com delicadeza ímpar o sentimento que vão desenvolvendo um pelo outro ao longo das cenas. O tema central é o conflituado amor entre um homem e uma mulher diferentes em seus modos de pensar e de viver. Durante a faculdade, Katie, ativista política, conhece Hubbell, um jovem que leva a vida com descontração e aspira ser escritor, e se encantam mutuamente. Desde sempre as diferenças entre eles se tornam dia a dia mais evidentes. Anos mais tarde, eles se reencontram e vivem uma relação de amor intensa, porém o ativismo dela interfere na vida profissional dele como escritor. Eles acabam se afastando, mas não deixam de amar um ao outro.

Novamente, alguns anos depois, eles se encontram. Cada um com sua vida estabelecida e cientes da impossibilidade de reestabelecerem a relação amorosa, mesmo guardando um profundo sentimento de amor, trocam algumas palavras e seguem com suas vidas com novos parceiros. A interpretação deles nos toca na alma e nos trazem emoções fortes.

O filme me trouxe uma indagação essencial: o afeto consegue superar as diferenças nos modos de pensar e viver? É capaz de modificar modos de ser? É interessante observar que o roteiro foi escrito Arthur Laurents, sendo inspirado em sua experiência pessoal, enquanto ativista político nos tempos universitários.

É um tema a ser pensado com seriedade dado que o mundo está vivendo um momento em que as pessoas estão se distanciando e separando por questões políticas. Ou seja, o afeto está sendo colocado em segundo plano.

O que é mais importante?!

Deixo com vocês a letra traduzida da linda música “The way we were”, composta pelo compositor e maestro Marvin Hamlisch e interpretada por Barbra Streisand.

 

As lembranças iluminam os cantos da minha mente

Memórias suaves como aquarela

De como a gente era

Fotos espalhadas dos sorrisos que deixamos para trás

Sorrisos que trocávamos um com o outro

Pelo jeito que a gente era

Será que era tudo tão simples naquela época

Ou o tempo escreveu cada linha?

Se a gente tivesse a chance de viver tudo de novo

Me diga, a gente viveria? A gente conseguiria?

As lembranças podem ser lindas, e ainda assim

O que é doloroso demais para recordar

A gente prefere esquecer

Então é do riso que a gente vai lembrar

De como a gente era

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Leão XIV: A esperança cristã

terça-feira, 04 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

"Caríssimos, o amado Papa Francisco e nossos irmãos cardeais e bispos, viveram, testemunharam e ensinaram esta esperança nova, pascal", disse Leão XIV em sua homilia na missa em sufrágio do Papa Francisco e dos cardeais e bispos falecidos ao longo do ano. O Papa Leão XIV presidiu, na Basílica de São Pedro, na manhã desta segunda-feira, 3, a missa em sufrágio do Papa Francisco e dos cardeais e bispos falecidos ao longo do ano, no âmbito da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos.

"Caríssimos, o amado Papa Francisco e nossos irmãos cardeais e bispos, viveram, testemunharam e ensinaram esta esperança nova, pascal", disse Leão XIV em sua homilia na missa em sufrágio do Papa Francisco e dos cardeais e bispos falecidos ao longo do ano. O Papa Leão XIV presidiu, na Basílica de São Pedro, na manhã desta segunda-feira, 3, a missa em sufrágio do Papa Francisco e dos cardeais e bispos falecidos ao longo do ano, no âmbito da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos.

"Com grande afeto, a oferecemos pela alma eleita do Papa Francisco, que faleceu após abrir a Porta Santa e conceder a Bênção Pascal a Roma e ao mundo. Graças ao Jubileu, esta celebração — para mim, a primeira — adquire um sabor especial: o sabor da esperança cristã", disse Leão XIV no início de sua homilia.

"A Palavra de Deus que ouvimos nos ilumina", sublinhou o Papa, ressaltando que ela "o faz com um grande ícone bíblico que, poderíamos dizer, resume o significado de todo este Ano Santo: a história dos discípulos de Emaús, em Lucas". "Ela representa vividamente a peregrinação da esperança, que passa pelo encontro com o Cristo ressuscitado. O ponto de partida é a experiência da morte, e em sua pior forma: a morte violenta que mata o inocente" e deixa os discípulos "desanimados, desencorajados e desesperados". "Quantas pessoas, quantas crianças, ainda hoje sofrem o trauma dessa morte terrível, porque ela é desfigurada pelo pecado", disse ainda o Papa.

 

Uma nova esperança

Segundo Leão XIV, "a essa morte não podemos e não devemos dizer "laudato si'", porque Deus Pai não a quer e enviou seu próprio Filho ao mundo para nos libertar dela. Está escrito: Cristo precisava sofrer essas coisas para entrar na sua glória e nos dar a vida eterna. Só Ele pode suportar esta morte corrupta sobre si e dentro de si sem ser corrompido por ela. Só Ele possui palavras de vida eterna". "Confessamos isso com tremor aqui perto do túmulo de São Pedro, e essas palavras têm o poder de reacender a fé e a esperança em nossos corações", sublinhou.

“Quando Jesus toma o pão com suas mãos que tinham sido pregadas na cruz, pronuncia a bênção, parte-o e o oferece, os olhos dos discípulos se abrem, a fé floresce em seus corações e, com a fé, uma nova esperança. Sim! Não é mais a esperança que tinham antes e que haviam perdido. É uma nova realidade, um dom, uma graça do Ressuscitado: é a esperança pascal.”

 

Uma esperança que olha para além

"Assim como a vida de Jesus ressuscitado não é mais a mesma de antes, mas absolutamente nova, criada pelo Pai com o poder do Espírito, também a esperança do cristão não é uma esperança humana, não é nem a dos gregos nem a dos judeus; não se baseia na sabedoria dos filósofos nem na justiça derivada da lei, mas única e exclusivamente no fato de que o Crucificado ressuscitou e apareceu a Simão, às mulheres e aos outros discípulos", disse ainda o Papa.

"É uma esperança que não olha para o horizonte terreno, mas para além, para Deus, para aquela altura e profundidade de onde o Sol se elevou para iluminar aqueles que jazem nas trevas e na sombra da morte", sublinhou. "Então, sim, podemos cantar: “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã morte corporal”. O amor de Cristo, crucificado e ressuscitado, transfigurou a morte: de inimiga, tornou-a irmã, a suavizou.

E diante da morte, não nos entristecemos como aqueles que não têm esperança", disse Leão XIV, acrescentando: “É claro que ficamos tristes quando uma pessoa querida nos deixa. Ficamos chocados quando um ser humano, especialmente uma criança, um “pequenino”, um ser frágil, é arrancado da vida por uma doença ou, pior, pela violência humana. Como cristãos, somos chamados a carregar o peso dessas cruzes com Cristo. Mas não estamos tristes como aqueles que não têm esperança, porque nem mesmo a morte mais trágica pode impedir nosso Senhor de acolher em seus braços nossa alma e transformar nosso corpo mortal, mesmo o mais desfigurado, à imagem de seu corpo glorioso.”

 

O Papa Francisco testemunhou esta esperança nova

O Papa disse ainda que "por essa razão, os cristãos não chamam os locais de sepultamento de "necrópoles", isto é, "cidades dos mortos", mas de "cemitérios", que significa literalmente "dormitórios", lugares onde se repousa, aguardando a ressurreição". “Caríssimos, o amado Papa Francisco e nossos irmãos cardeais e bispos, por quem hoje oferecemos o Sacrifício Eucarístico, viveram, testemunharam e ensinaram esta esperança nova, pascal. O Senhor os chamou e os designou como pastores de sua Igreja, e por meio de seu ministério — para usar a linguagem do Livro de Daniel — eles “conduziram muitos à justiça”, ou seja, os guiaram no caminho do Evangelho com a sabedoria que vem de Cristo, que se tornou para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção.”

"Que suas almas sejam purificadas de toda mancha e que brilhem como estrelas no céu. Que a nós, ainda peregrinos na terra, chegue, no silêncio da oração, o seu encorajamento espiritual", concluiu o Papa Leão.

 

Fonte Vatican News

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.