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Capital Nacional do Basquete

sábado, 29 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburgo recebe o Campeonato Brasileiro de Seleções de Basquete Sub-16, masculino e feminino

Nova Friburgo está recebendo o Campeonato Brasileiro de Seleções de Basquete Sub-16, masculino e feminino, com jogos realizados no ginásio Helena Deccache, do Friburguense Atlético Clube, e no Ginásio Alberto da Rosa Pinheiro, em Conselheiro Paulino, que recebe o encerramento da competição na próxima segunda-feira, 1º, às 18h. 

Friburgo recebe o Campeonato Brasileiro de Seleções de Basquete Sub-16, masculino e feminino

Nova Friburgo está recebendo o Campeonato Brasileiro de Seleções de Basquete Sub-16, masculino e feminino, com jogos realizados no ginásio Helena Deccache, do Friburguense Atlético Clube, e no Ginásio Alberto da Rosa Pinheiro, em Conselheiro Paulino, que recebe o encerramento da competição na próxima segunda-feira, 1º, às 18h. 

O Campeonato Brasileiro de Base é uma competição oficial promovida e organizada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), reunindo seleções de 12 estados do país: Pernambuco, Mato Grosso, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraíba, Alagoas, Paraná, Roraima e Minas Gerais. 

Neste sábado, 28, as partidas no Friburguense terão início às 11h, com o jogo entre Nato Grosso e Santa Catarina, enquanto em Conselheiro, o primeiro duelo, no mesmo horário, será entre Pará e Pernambuco. No domingo, 30, as atividades também começas às 11h e vão até às 18h, nos mesmos locais. 

As finais serão realizadas no dia 1º, com disputas para definir os dez primeiros colocados no masculino e feminino. A decisão dos títulos ocorrem às 15h (feminino) e 17h (masculino), no Ginásio Alberto Pinheiro, em Conselheiro. Esta é a segunda vez que Nova Friburgo recebe a competição, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Esportes, a FBERJ e a CBB. 

Vale lembrar que Nova Friburgo vive a expectativa de se tornar, em breve, a Capital Nacional do Basquete, tendo a frente figuras históricas da modalidade no município, à exemplo do empresário Toni Ventura.

Em março deste ano, a Confederação Brasileira de Basquete e a Firjan selaram parceria para a reforma e adaptação do Ginásio Esportivo Frederico Sichel, do Sesi, no Jardim Ouro Preto, para sediar um Centro de Excelência do Basquete. Após a reforma, a arena multiuso será usada tanto pelo Sesi em projetos sociais de escolinhas de basquete para crianças e jovens da região, como também por atividades da CBB.

 

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Nível nacional

AFFM / Friburguense é vice-campeã da Série Prata no Brasileiro de Clubes

Uma conquista do tamanho do Brasil. Ainda que não tenha sido um primeiro lugar, o vice-campeonato da Série Prata, durante a disputa do 17º Campeonato Brasileiro de Clubes de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, teve sabor de título para a AFFM / Friburguense. A participação histórica posiciona a equipe entre as melhores do país, e foi alcançada no feriado da Consciência Negra, entre os dias 20 e 23 de novembro, no Shopping Metropolitano Barra, no Rio de Janeiro.

Organizado pela Fefumerj, com chancela da CBFM e parceria com o Mundo Botonista, o evento reuniu 32 equipes das federações estaduais do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Paraíba, Maranhão e Pernambuco, envolvendo atletas nas categorias Adulto e Master.

Considerado uma das mais importantes vitrines do futebol de mesa nacional, o Brasileiro de Clubes reúne alguns dos maiores campeões e nomes da modalidade. O Palmeiras, maior vencedor da categoria Adulto, ostentava antes da edição de 2025 seis conquistas nacionais (2007, 2008, 2009, 2012, 2013 e 2024). No Master, a liderança histórica era compartilhada por Vasco da Gama e Corinthians, ambos tetracampeões.

Após intensas rodadas entre quinta-feira e sábado, três equipes despontaram como protagonistas nas duas categorias: Palmeiras, Vasco da Gama e Londrina. As três chegaram simultaneamente às semifinais das categorias Adulto e Master, comprovando regularidade e alto desempenho técnico. No Adulto, São Paulo completou o grupo dos quatro melhores. Já no Master, o último semifinalista foi o Cepe 2004-SP.

Pela categoria Adulto, o Palmeiras derrotou o São Paulo na semifinal, enquanto o Vasco venceu o Londrina e garantiu presença na final. Na categoria Master, emoção até o fim: o Vasco venceu o Cepe 2004-SP no último chute, em duelo dramático, e o Palmeiras superou o Londrina. Nas duas categorias, o time paulista manteve a regularidade, o forte desempenho coletivo e confirmou seu grande momento no futebol de mesa nacional.

E foi na categoria Master, Série Prata (2ª divisão), que o Friburguense fez história com o seu vice-campeonato. O título ficou com o Maria Zélia, de São Paulo.

 

3 fotos – legendas:

 

1- Equipe do Friburguense que foi até o Rio e fez história durante a disputa do Brasileiro

2- Márcio Pires, um dos botonistas experientes do Tricolor, celebra o resultado alcançado

3- Uma das caras novas mais recentes, Carlos “Monstro” participou da campanha históric

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    Tony Ventura (d), e mais entusiastas do basquete celebram a vinda do Brasileiro para a cidade (Foto: Divulgação)

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Natal de 1975 terá som nas ruas de Friburgo: mais poluição

sábado, 29 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 29 e 30 de novembro de 1975

Pesquisa de Laís Lima (*)

Manchetes:

Edição de 29 e 30 de novembro de 1975

Pesquisa de Laís Lima (*)

Manchetes:

Natal de rua em Friburgo tem som no centro da cidade: mais poluição – Nova Friburgo poderá ter o Natal mais barulhento da história, se consumada a ideia da prefeitura em permitir que se disponha por toda a Avenida Alberto Braune, caixas de som, tocando músicas natalinas entremeadas a mensagens comerciais. Na última semana o setor de Turismo divulgou a programação do Natal 1975 que deverá será decorada por uma igreja, tipo suíça, na Praça Dermeval Barbosa Moreira; precipícios nos bairros Olaria, Cônego e Conselheiro Paulino, haverá um obelisco na praça, onde será montado um cometa. Na entrada do Palácio Barão de Nova Friburgo será erguida uma árvore de Natal.

Leitor: está é a dica: Grupo Gama - Quase 800 friburguenses já assistiram a peça “O que mantém um homem vivo?” de Brecht, encenada todo o sábado e domingo (20h30) no Centro de Arte pelo Grupo Gama. Dos 800 friburguenses que assistiram a peça, cerca de 120, voltaram para assisti-la pela segunda vez. Vá leitor, assista esta peça, que é um dos lindos espetáculos montado pelo teatro amador do Brasil. Realmente um teatro de alto nível. Depois de assisti-la, você será um pouco mais humano. Mais culturado.

Feliciano na Assembleia: exaltação ao marinheiro – Aplaudido de pé, pelas bancadas da Arena e do MDB que integra a Assembleia Legislativa, o fogoso deputado Feliciano Costa, pronunciou um vibrante discurso em homenagem ao Dia do Marinheiro, que é comemorado oficialmente no dia 13 de dezembro, teve a sua comemoração antecipada pela Assembleia Legislativa, tendo em vista aquela casa legislativa estará em recesso nesse dia. O deputado, em um certo trecho de seu discurso, referiu-se aos marinheiros como verdadeiros “solados do Mar”.

Informação e indagação: A Prefeitura de Friburgo já começou a sacar no Banco do Brasil, o empréstimos tomado no valor de Cr$ 6 bilhões que vai agravar suas finanças, pelo menos, até 1980. Os saques são feitos através de desapropriação. Sabe-se lá, caro leitor, que desapropriações são essas. Se não sabe, este jornal vai informá-lo daqui pra frente para onde está sendo conduzida a política financeira da administração municipal. Aguardem.

Samba tem novo presidente – No último fim de semana foi eleito Fabiano Soares para ocupar a presidência da Associação das Escolas de Samba Friburguenses. Dias antes o sr. Oscar Muniz do Amaral fez uma reunião na sede da Associação Comercial e entregou o cargo ao vice-presidente. O sr. Oscar disse na ocasião que lhe faltava total apoio das autoridades (e das próprias escolas) para continuar o seu trabalho. A associação elege o seu quarto presidente desde sua formação: o primeiro Humberto Fontão, depois Sebastião Pacheco, o terceiro Oscar Muniz do Amaral e agora Fabiano Soares.

Maníaco das Braunes recapturado – Geraldo Queiroz, o Maníaco das Braunes, também conhecido como “Geraldão” foi recapturado pela equipe do delegado Godofredo Ferreira. Muito cansado, pois passou a maior parte do tempo embrenhado no mato, comendo mal e dormindo pouco, “Geraldão” optou por voltar a Friburgo. Muitos populares telefonaram para a Polícia Civil, dando conta da volta do maníaco. A polícia só teve o trabalho de ir prendê-lo na casa do irmão, no Tingly.

Festival da Canção – Hoje às 19h, mais de 50 canções serão apresentadas no II Festival da Canção, que tem a participação dos alunos dos colégios mantidos pela municipalidade. O local será o Salão da Fábrica de Rendas Arp.

Bom Pastor – Na seção de cartas dos leitores, um morador do condomínio Bom Pastor pede uma visita da reportagem de AVS ao local para denunciar  uma série de irregularidades que lá ocorrem. Mas o principal ponto que se baseia o leitor é a indiferença da prefeitura. As promessas foram feitas em comício pré-eleitoral, e até hoje não foram pagas. Essa é a dinâmica que ocorre em toda a cidade. Friburgo estacionou diante de uma má administração.

Uísque – Na coluna Gente, o leitor vai conhecer dados interessantes sobre a fabricação do Teacher. Muita pouca gente sabe o trabalho desenvolvido pela indústria Teacher e o cuidado que requer a fabricação em Friburgo.

Gasolina O impacto do aumento nos preços só atingiu os motoristas friburguenses em seus primeiros dias. Depois os postos de gasolina voltaram a ter seu movimento normal. A crise e aumento da gasolina ainda não chegaram a preocupar os motoristas. O consumo está cada vez maior. E cada vez mais aumenta a procura de novos veículos nos revendedores de Friburgo.

Enfarte – Alguns especialistas friburguenses, mestres em coronárias, dizem à reportagem de AVS que se houvesse uma conscientização sobre abandonar os veículos, preferindo usar bicicletas, os índices de ataques cardíacos na população, certamente, caíriam a níveis inacreditáveis. Atualmente, entre os fatores, a imobilidade do homem diante da máquina, é a principal responsável pelos problemas de coração.

Agressividade – As professoras estão surpresas com o índice de agressividade nas escolas friburguenses. Os alunos, na maioria das escolas, trazem uma grande carga de agressão, oriunda dos fatores pusilânimes da vida moderna. Algumas professoras confidenciaram à AVS o problema, acrescentando (e lamentando) a inclusão na lista de meninas, com uma carga incontrolável, como um embrião da agressão aos problemas familiares, a TV ou propaganda.

E mais: 

Homenagem ao PM Arino, o anjo da guarda

Elizete Cardoso comemora 40 anos de carreira e ganha homenagem da prefeitura com monumento na Praça Getúlio Vargas

Vale dos Pinheiros: um bairro em completo abandono

Veículos agora estacionam nas calçadas 

 

(*) Estagiária com a supervisão de Henrique Amori

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Procura histórica

sexta-feira, 28 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Bolsa Atleta tem recorde com 9.207 esportistas que aderiram ao programa

O Ministério do Esporte publicou a lista de 9.207 atletas que assinaram o termo de adesão ao Programa Bolsa Atleta, registrando o maior número de beneficiários desde a criação da iniciativa. O documento marca a etapa final para o repasse do auxílio financeiro, que garante apoio direto à preparação dos esportistas para o ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028.

Bolsa Atleta tem recorde com 9.207 esportistas que aderiram ao programa

O Ministério do Esporte publicou a lista de 9.207 atletas que assinaram o termo de adesão ao Programa Bolsa Atleta, registrando o maior número de beneficiários desde a criação da iniciativa. O documento marca a etapa final para o repasse do auxílio financeiro, que garante apoio direto à preparação dos esportistas para o ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028.

O total de atletas apoiados alcança uma marca inédita. Em relação a 2022, quando 7.236 esportistas receberam o benefício, o crescimento foi de 27,2%. Na comparação com 2024, que teve 8.739 contemplados, o aumento é de 5,36%, consolidando 2025 como o ano com o maior alcance do programa.

Somando o Bolsa Atleta e o Bolsa Pódio, o número total de atletas apoiados pelo programa chega a 9.673. Em 2024, eram 9.075 esportistas, um aumento de 598 atletas, o que representa crescimento de 6,6%.

“É um novo marco histórico, que o Bolsa Atleta acaba de alcançar desde a sua criação. Isso significa mais atletas com tranquilidade para treinar, competir e sonhar com o pódio, especialmente neste ciclo olímpico rumo a Los Angeles, em 2028. Um salto importante também nos recursos, passando de R$ 160 milhões para R$ 176 milhões. Os números comprovam que o esporte está sendo tratado com respeito e seriedade. Seguimos firmes apoiando os nossos talentos e construindo um Brasil cada vez mais forte em um esporte mundial”, afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca.

A secretária nacional de Excelência Esportiva, Iziane Marques, destacou a importância do momento. “O termo de adesão é o compromisso formal entre o governo e o atleta. Após essa assinatura, ele começa a receber efetivamente o benefício no mês subsequente. Ele simboliza nossa política de valorização do esporte de alto rendimento e garante condições para que nossos talentos cheguem ainda mais longe”, afirmou.

Criado em 2005, o Bolsa Atleta é considerado o maior programa de patrocínio individual de atletas do mundo, contemplando esportistas de modalidades olímpicas e paraolímpicas, em diferentes categorias, do estudantil ao pódio.

 

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Novidade

Brasil cria a primeira Universidade do Esporte das Américas

O Brasil deu agora um passo inédito para transformar vocação nacional em política de Estado: nesta quinta-feira (27), o presidente Lula lançou a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), a primeira instituição pública das Américas dedicada exclusivamente à formação superior na área.

A UFEsporte nasce com a missão de unir, em um só lugar, ciência, gestão, tecnologia, saúde, educação e formação de atletas e amplia as ferramentas para que o Ministério do Esporte avance na meta de formar atletas “do bairro ao pódio”, consolidando o país como potência mundial. O projeto reúne cursos presenciais e a distância, criando uma rede de formação para todo o ecossistema esportivo — de treinadores a gestores, de analistas de desempenho a preparadores físicos.

Com isso, o Governo do Brasil busca preencher uma lacuna histórica: o país sempre produziu campeões, mas nunca estruturou uma política de qualificação em nível superior para o esporte. A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto, quando foi enviado ao Congresso o projeto de lei que cria a UFEsporte.

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    Objetivo do auxílio é contribuir com a preparação dos atletas para as Olimpíadas de 2028 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Com Universidade, esporte brasileiro poderá ter salto de qualidade em seus processos (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Vamos juntas

sexta-feira, 28 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“Não me sinto preparada, mas vou assim mesmo”. A frase tem me acompanhado como quem segura a porta para o vento entrar, sem pedir licença, sem medir consequências. Fico pensando que chegamos à vida adulta achando que, em algum momento, uma sirene invisível tocaria avisando: “agora sim, você está pronta”. Que ilusão mais bem elaborada. Porque a verdade, minha gente, é que raramente estamos prontos. E ainda assim seguimos.

“Não me sinto preparada, mas vou assim mesmo”. A frase tem me acompanhado como quem segura a porta para o vento entrar, sem pedir licença, sem medir consequências. Fico pensando que chegamos à vida adulta achando que, em algum momento, uma sirene invisível tocaria avisando: “agora sim, você está pronta”. Que ilusão mais bem elaborada. Porque a verdade, minha gente, é que raramente estamos prontos. E ainda assim seguimos.

Seguimos porque a vida não aceita aperto de pausa, não concede prorrogação, não devolve o ingresso. Ela acontece e a gente vai acontecendo junto, tropeçando, remendando, improvisando. Desde crianças nos vendem a ideia de que existe um tal “momento certo”: a hora de escolher a profissão, de se apaixonar, de fazer faculdade, de trabalhar, casar, de ter filhos, de guardar dinheiro, de assumir riscos. Crescemos esperando que o tal momento se revele com letreiros luminosos e sinais inequívocos. Mas quando ele chega, se é que chega, vem vestido de dúvida. Vem com medo. Vem com a sensação de que falta alguma peça no nosso quebra-cabeça interno. E a coisa é bem mais profunda, porque esse script que a sociedade nos impõe simplesmente pode não servir pra gente. Esse passo a passo combina com um padrão que não necessariamente somos nós e a vida que levamos. Somos feito um baralho embaralhado que vai se desvendando em uma sequência única.

Ainda assim, carta por carta, dia por dia, a vida vai se desenrolando. E coisas importantes acontecem. E decisões precisam ser tomadas. E o tempo parece voar. As informações começam a transbordar. E a verdade inconveniente é que quase tudo que vale a pena começa assim: com a mão suada, o coração desconcertado e a certeza de que talvez não dê certo. Mas a gente vai. Vai porque precisa. Vai porque desistir pode custar mais caro. Vai porque, lá no fundo, existe um fio de coragem que insiste em sobreviver mesmo nos dias em que mal conseguimos acreditar em nós mesmas.

Talvez a maturidade esteja justamente aí: não em sentir-se preparada, mas em entender que preparo é consequência, não pré-requisito. Que a força chega no caminho, não na largada. Precisamos conviver com o fato de que os desafios virão, que podem se apresentar como mudanças e interrogações em nosso roteiro pessoal, em forma de crises, sobressaltos, rupturas, mudanças, dúvidas. E etc. A sensação de desalinho é quase universal. E, curiosamente, é nessa bagunça que descobrimos do que realmente somos feitas.

Penso nas mulheres, especialmente nelas, que atravessam a vida equilibrando tarefas, culpas, expectativas e sonhos engavetados. Quantas se sentem preparadas antes de dar um passo? Pouquíssimas. Quase nenhuma. E ainda assim, elas vão. Vão porque precisam sustentar casas, vínculos, carreiras, afetos. Vão porque, se não forem, nada se move. Vão porque aprenderam que precisam ir. E se não aprenderam ainda, provavelmente a vida se encarregará de, cedo ou tarde, ensinar.

E é esse “assim mesmo” que nos salva. Assim mesmo, com imperfeições. Assim mesmo, com nervos expostos. Assim mesmo, confiando que, depois da primeira porta, exista outra. E mais outra. No fim das contas, talvez o segredo esteja em trocar a pergunta. Não é “estou pronta?”, mas “posso tentar?”. E se a resposta for sim — ainda que com a voz tremendo — já é o suficiente. Porque a vida não exige preparação perfeita. Exige presença. E coragem. E a delicada disposição de continuar, mesmo quando não nos sentimos dignas da própria história. Então, que seja assim: vamos, ainda que não nos sintamos validadas, aptas, preparadas. Vamos, porque é no caminho que a gente se descobre capaz. E vamos juntas — assim mesmo.

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Transtorno de Personalidade Antissocial

quinta-feira, 27 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

         Transtorno de Personalidade é uma alteração grave do caráter. Existem vários tipos, sendo um deles, o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS), um transtorno de saúde mental caracterizado por um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros. Indivíduos com TPAS podem ter comportamentos e traços de personalidade que afetam a forma como interagem com o mundo e com as pessoas.

         A pessoa com TPAS tem um padrão persistente de comportamento que demonstra falta de consideração pelos sentimentos e direitos dos outros. Características comuns incluem:

         Transtorno de Personalidade é uma alteração grave do caráter. Existem vários tipos, sendo um deles, o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS), um transtorno de saúde mental caracterizado por um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros. Indivíduos com TPAS podem ter comportamentos e traços de personalidade que afetam a forma como interagem com o mundo e com as pessoas.

         A pessoa com TPAS tem um padrão persistente de comportamento que demonstra falta de consideração pelos sentimentos e direitos dos outros. Características comuns incluem:

         1. Desrespeito pelos Outros – esse é um problema central no portador de TPAS, a dificuldade em reconhecer ou considerar os sentimentos, necessidades e direitos dos outros, podendo levar a comportamento indiferente, explorador ou cruel.

         2. Dificuldade com a Empatia – empatia é a capacidade de entender os sentimentos dos outros, bastante limitada em indivíduos com TPAS que pode contribuir para a incapacidade de se ligar emocionalmente com o sofrimento alheio.

         3. Ausência de Remorso – pessoas com TPAS podem ter dificuldade em sentir remorso ou culpa por suas ações, mesmo estas prejudicando outros. A falta de arrependimento genuíno complica a modificação do comportamento.

         4. Manipulação e Engano – o uso de engano, mentiras ou manipulação para benefício pessoal (ideológico ou não) é um comportamento comum associado às pessoas com TPAS que podem usar charme superficial, poder social para influenciar ou explorar os outros.

         5. Impulsividade e Irresponsabilidade –  a tendência a agir impulsivamente, sem considerar as consequências a longo prazo, é frequente em quem tem Transtorno de Personalidade Antissocial. A irresponsabilidade em relação a obrigações sociais, financeiras ou profissionais também pode estar presente.

         6. Agressividade e Baixo Limiar para Frustração – a irritabilidade e a propensão à agressão, tanto verbal quanto física, podem manifestar-se, especialmente em resposta a frustrações ou contrariedades nesses indivíduos com TPAS.

         O TPAS geralmente começa na adolescência ou início da idade adulta, mas há com frequência um histórico de Transtorno de Conduta ou comportamento antissocial na infância, antes dos 15 anos de idade. A origem do TPAS é complexa, e resulta de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e neurobiológicos. Fatores de risco incluem presença do transtorno na família, experiências de trauma, abuso ou negligência na infância. Investigações neurocientíficas sugerem que podem existir diferenças na estrutura ou função de certas áreas do cérebro relacionadas ao processamento emocional e tomada de decisão.

         O tratamento do Transtorno de Personalidade Antissocial é muito difícil e desafiador, em parte porque os indivíduos com esse transtorno raramente procuram ajuda por iniciativa própria. Quando o tratamento é procurado, pode ser por pressão legal ou familiar. Eles podem negar ter problemas graves de conduta por causa da presença do TPAS.

         Transtornos de Personalidade são difíceis de tratar por serem padrões de personalidade de longa data e porque a pessoa, muitas vezes, não percebe seus comportamentos como problemáticos. O foco do tratamento tem que ver com o aprendizado no lidar com comportamentos problemáticos e na redução do risco de comportamentos prejudiciais. Terapias como a terapia cognitivo-comportamental e programas de administração da raiva podem ser úteis em certos casos para ajudar os indivíduos a desenvolver estratégias de vida social mais adaptativas. Não existem medicamentos que tratam o transtorno em si, mas alguns podem ajudar no controle da irritabilidade, agressividade, impulsividade, ansiedade.

         Pessoas com esse tipo de transtorno fazem muito estrago na sociedade quando exercem algum tipo de poder social ou político.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Condomínios sociais em Olaria: boa ou má escolha?

quinta-feira, 27 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Nos últimos dias, a Prefeitura de Nova Friburgo anunciou a intenção de construir novos condomínios sociais do programa Minha Casa Minha Vida próximo à via expressa, entre os bairros Olaria e Cônego. uma das regiões mais movimentadas e adensadas da cidade.

A proposta, embora celebrada por muitos pela chegada de recursos federais, causou estranhamento entre moradores locais, que reagiram com críticas e preocupação. Não é para menos: trata-se de uma intervenção de grande porte, capaz de alterar profundamente o cotidiano de quem vive e trabalha na área.

Nos últimos dias, a Prefeitura de Nova Friburgo anunciou a intenção de construir novos condomínios sociais do programa Minha Casa Minha Vida próximo à via expressa, entre os bairros Olaria e Cônego. uma das regiões mais movimentadas e adensadas da cidade.

A proposta, embora celebrada por muitos pela chegada de recursos federais, causou estranhamento entre moradores locais, que reagiram com críticas e preocupação. Não é para menos: trata-se de uma intervenção de grande porte, capaz de alterar profundamente o cotidiano de quem vive e trabalha na área.

Escolha do local

Trata-se de uma intervenção de grande porte, capaz de alterar a rotina de milhares de pessoas e pressionar ainda mais um eixo viário já saturado. Antes de qualquer análise mais profunda, é fundamental entender o contexto urbano da área escolhida e suas limitações evidentes.

A escolha da prefeitura pela via expressa também se apoia no fato de que a região concentra diversos serviços essenciais, sobretudo na área da saúde – um dos requisitos essenciais para que se adeque à proposta. O projeto visa a necessidade de não ter que construir uma infraestrutura em volta, trazendo uma economia de recursos.

As clínicas e unidades de atendimento são um polo fundamental para a população, mas justamente por isso qualquer intervenção de grande porte precisa ser planejada com extremo cuidado, especialmente, em se tratando de um dos bairros – se não o mais – adensado de Nova Friburgo.

Uma análise fria e calculista

A própria via expressa ilustra esse contraste vivido na região. Hoje, ela é um dos principais corredores de circulação, conectando Olaria, Cônego, Bela Vista, Cascatinha e adjacências ao demais locais da cidade. Apesar de sua relevância atual, não é difícil perceber que a região já sofria com problemas antigos: mobilidade precária, drenagem insuficiente, pouca fluidez no trânsito e infraestrutura nos bairros que não acompanhou o crescimento da cidade.

Ademais, o bairro Olaria é um dos mais adensados da cidade com uma população bem relevante em um espaço curto e com problemáticas no bairro que já são conhecidas na região: falta de acesso à saúde, falta de gestão de trânsito, limpeza, entre outros.

Inserir novos condomínios sociais nesse contexto — sem estudos de impacto devidamente apresentados — levanta dúvidas legítimas sobre a capacidade do território de absorver tamanha demanda de pessoas. Em urbanismo, localização não é detalhe: é destino.

Enquanto isso, o bairro Cônego vive um ciclo consistente de valorização imobiliária. Condomínios sendo instalados próximos à via expressa, comércio em expansão, novos empreendimentos e uma sensação de qualidade de vida crescente atraem investidores e famílias que apostam na região.

Uma escolha de local, sem a devida infraestrutura para promover a segurança, poderá pôr em cheque todo o investimento de famílias e empresas no local.  Não por privilégio — mas porque desenvolvimento urbano exige coerência. Uma decisão mal calibrada pode desfazer, em poucos anos, um esforço que levou décadas para se consolidar, especialmente em gestão de espaço e segurança pública.

Cifras para festas, não para infraestrutura

Mais intrigante ainda é observar que, enquanto discute a instalação de novos conjuntos habitacionais em áreas saturadas e em que o próprio morador já passa dificuldades, a administração municipal segue destinando cifras consideráveis a festas, eventos temporários e estruturas que duram poucos dias.

São iniciativas que animam o calendário, mas não deixam legado permanente. Paralelamente, bairros amplos, menos adensados e muito mais aptos a receber habitação popular permanecem com ruas deterioradas, iluminação precária e absoluta falta de investimentos. O contraste dispensa comentários — e provoca questionamentos que a prefeitura ainda não se dispõe a responder – e sinceramente, não vai.

Reconhecer a relevância e questionar o planejamento

O Minha Casa Minha Vida é, sem dúvida, um instrumento poderoso de inclusão. Mas nenhum programa habitacional funciona quando desconectado de planejamento urbano, diálogo com especialistas e responsabilidade técnica.

Nova Friburgo já conhece, e paga caro por isso, o resultado de intervenções improvisadas ao longo de décadas. Repetir o erro em 2025 ou nos próximos anos, não seria apenas um retrocesso: seria uma escolha consciente por negligenciar o futuro.

A pergunta que fica, portanto, não é se o programa é válido — ele é. A questão real é: por que insistir justamente na região que menos comporta esse tipo de projeto? E, talvez mais importante: quem ganha e quem perde quando decisões tão relevantes são tomadas sem o cuidado que a cidade merece?

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Na A2

quinta-feira, 27 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Bonsucesso e Serrano conquistam o acesso para a segundona do Rio

A Série B1 já conhece os seus finalistas e promovidos para a segunda divisão do futebol do Rio de Janeiro. Bonsucesso e Serrano conquistaram a vaga, grande decisão e, por consequência, garantiram o acesso para a A2 Carioca. A segunda partida válida pelas semifinais foram disputadas na tarde do último sábado (22).

Bonsucesso e Serrano conquistam o acesso para a segundona do Rio

A Série B1 já conhece os seus finalistas e promovidos para a segunda divisão do futebol do Rio de Janeiro. Bonsucesso e Serrano conquistaram a vaga, grande decisão e, por consequência, garantiram o acesso para a A2 Carioca. A segunda partida válida pelas semifinais foram disputadas na tarde do último sábado (22).

Time de melhor campanha na fase de classificação e campeão da Taça Corcovado, o Cesso conseguiu uma remontada diante do Duque de Caxias ao vencer, por 2 a 0, no Leônidas da Silva. Cipriano, duas vezes, anotou os tentos do Rubro-Anil, que havia perdido o primeiro jogo, por 1 a 0.

Na decisão, o Bonsucesso vai encarar o Leão da Serra, que derrotou o São Cristóvão, por 1 a 0, no Ronaldo Nazário. Romário marcou o gol do triunfo e da classificação do time da Cidade Imperial, que já haviam vencido a primeira partida pelo mesmo placar. Curiosamente, o Serrano, com quem o Friburguense faz o Clássico da Serra, foi o único rival que o Tricolor da Serra conseguiu derrotar na temporada, pelo placar de 1 a 0, no estádio Eduardo Guinle.

Série B2

A quarta divisão do Rio de Janeiro — realidade para o Frizão em 2026 — também conheceu os dois clubes finalistas e que conquistaram o acesso para a Série B1 do ano que vem. Equipes do Norte do Estado, Goytacaz e Macaé, conquistaram um lugar na decisão e a promoção ao eliminarem Belford Roxo e Santa Cruz, respectivamente, na tarde do último domingo (23), na segunda partida das semifinais da competição.

No Nélio Gomes, na Baixada Fluminense, o Goyta venceu o time da casa, por 2 a 1. Redle e Lekinho marcaram os gols do time campista, com Dongo, de pênalti, diminuindo para o Belford Roxo. Como havia empatado sem gols no jogo de ida, o Goytacaz avançou para a decisão e garantiu o acesso.

Na outra semifinal, na Rua Bariri, o Leão buscou o empate em 2 a 2 com o time da Zona Oeste, após estar duas vezes atrás do placar. Como venceu o jogo de ida por 2 a 0, o Macaé ficou com a vaga na final da B2 e também um lugar na B1 em 2026.

Primeira divisão

A Ferj realizou o Conselho Arbitral que definiu o regulamento do Campeonato Carioca, em sua sede. Em 2026, o estadual terá apenas 10 datas e a decisão será disputada em jogo único, no Maracanã. A estreia da competição está prevista para o dia 14 de janeiro, mas vai depender das definições de Botafogo e Fluminense, quanto à possibilidade de disputarem a Pré-Libertadores do ano que vem.

O novo formato vai dividir os 12 participantes em dois grupos, cada qual com duas equipes grandes e quatro pequenas, com cruzamentos fora dos grupos. Os oito melhores se classificarão para as quartas de final, que será decidida em partida única. A semifinal terá dois jogos. E a grande decisão será em partida única no Maracanã.

O Grupo A é composto por Fluminense, Vasco da Gama, Volta Redonda, Sampaio Corrêa, Portuguesa e Bangu, enquanto a chave B tem Flamengo, Botafogo, Madureira, Maricá, Boavista e Nova Iguaçu.

 

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    Rival do Friburguense, o Serrano, de Petrópolis, garantiu o acesso para a segunda divisão (Divulgação / Ferj)

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    Time de melhor campanha, Bonsucesso confirma favoritismo e sobe de divisão (Divulgação / Ferj)

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    Adversário histórico do Friburguense, Goytacaz sobe para a Série B1 Estadual (Divulgação / Ferj)

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Cerco apertado

quarta-feira, 26 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Governo apresenta formas de combate à manipulação de jogos esportivos

O I Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos resultou em algumas ferramentas que ajudarão as autoridades brasileiras no combate a esse tipo de prática, bem como em futura consolidação de uma política pública para garantir a integridade do esporte no Brasil.

Governo apresenta formas de combate à manipulação de jogos esportivos

O I Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos resultou em algumas ferramentas que ajudarão as autoridades brasileiras no combate a esse tipo de prática, bem como em futura consolidação de uma política pública para garantir a integridade do esporte no Brasil.

Realizado durante três dias, o encontro marcou, segundo o Ministério do Esporte, o início de um “processo contínuo de formação e cooperação, fundamental para a consolidação da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivo”.

Durante o evento, autoridades, em especial delegados de todo o país, puderam trocar experiências, na busca por uma atuação uniforme e cooperativa para lidar com as manipulações esportivas. No encontro foram apresentadas a primeira versão de uma plataforma digital criada pelo Grupo de Trabalho de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, bem como de um manual de diretrizes para a atuação preventiva e repressiva.

Tanto a plataforma como o manual foram elaborados pelo grupo de trabalho formado pelos ministérios do Esporte, da Fazenda, da Justiça, e também pela Polícia Federal.

A primeira versão da Plataforma Cívica Digital foi desenvolvida pela Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia da Universidade de Brasília (UnB). A ferramenta possibilitará a apresentação de denúncias anônimas, bem como monitoramento em tempo real das competições, painéis interativos de análise de dados; e alertas automáticos com inteligência artificial para identificar atividades suspeitas.

Já o Manual de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos estabelece diretrizes para atuação preventiva e repressiva, consolidando conhecimento técnico e metodológico.

Segundo o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, Denis Cali, o manual é um ponto de partida, “pois às vezes há dificuldade até mesmo na tipificação do crime esportivo”.

Atividades e programação dos três dias de evento foram registradas em vídeo para, nos próximos dias, serem editadas e colocadas à disposição por meio de videoaulas. “Esse material ficará disponível em uma plataforma de formação continuada, com acesso restrito, permitindo que as forças policiais possam estudar, revisar e consultar os conteúdos sempre que necessário”, informou o ministério.

Na avaliação do secretário Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte, Giovanni Rocco Neto, a proposta é garantir que a rede formada permaneça ativa. “Nossa ideia é criar essa rede para que vocês possam se comunicar e troquem experiências entre vocês e façam o trabalho da melhor forma. A todo tempo a gente também está fazendo melhorias nesse processo”, disse o secretário.

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Plataforma digital e manual de diretrizes foram algumas das novidades apresentadas para combater manipulação (Foto: Fernando Torres/CBF)
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Terras Frias, uma vinícola em Nova Friburgo

quarta-feira, 26 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Sábado, 22 de novembro, fiz um programa diferente ao visitar a vinícola Terras Frias. Ela está situada no distrito de Campo do Coelho, tendo como ponto de referência o apiário Amigos da Terra, na estrada Friburgo-Teresópolis. É uma empresa familiar típica, cujo idealizador foi André Guedes, mestre queijeiro. Também professor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) há mais de 20 anos, ele começou a se interessar pelo mundo dos vinhos por meio das harmonizações com queijos. Daí a fundar sua própria vinícola, foi questão de tempo.     

Sábado, 22 de novembro, fiz um programa diferente ao visitar a vinícola Terras Frias. Ela está situada no distrito de Campo do Coelho, tendo como ponto de referência o apiário Amigos da Terra, na estrada Friburgo-Teresópolis. É uma empresa familiar típica, cujo idealizador foi André Guedes, mestre queijeiro. Também professor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) há mais de 20 anos, ele começou a se interessar pelo mundo dos vinhos por meio das harmonizações com queijos. Daí a fundar sua própria vinícola, foi questão de tempo.     

 Antes de prosseguirmos é preciso responder uma pergunta que, talvez, você leitor, esteja fazendo. Como é possível colher uvas prontas para o processo de fermentação, na região sudeste, onde o verão é muito quente e com muitas chuvas, o que praticamente impossibilita a produção de frutos sadios e equilibrados? Esse contratempo foi resolvido com o processo da dupla poda, que é usado na vinícola friburguense. Na realidade, trata-se de uma inversão do ciclo da videira, fazendo-se duas podas por anos e transferindo-se, assim, a colheita do verão para o inverno. É uma estação pouco chuvosa e que oferece uma grande amplitude de temperatura, com noites frias, mas manhãs quentes e ensolaradas. Além disso, o risco de doenças fúngicas e outras pragas é praticamente nulo no período seco, que coincide com a maturação e a colheita.      

 Os vinhedos ocupam uma área de 35 mil metros quadrados e estão situados a 1,1 mil metros de altitude. O terreno foi preparado em 2017 e, dois anos depois, foi plantada a primeira casta, a Cabernet Franc; no momento, são 5 os tipos de uvas — a já citada, a Pinot Noir, a Chardonnay, a Sauvignon Blanc e a Sarah.  O vinho produzido, atualmente, vem das castas Cabernet Franc, Pinot Noir e Chardonnay.

A primeira colheita aconteceu em 2021, do tipo Cabernet Franc; nesse mesmo ano começou a produção da uva Pinot Noir e da Chardonnay, finalizando esse trio de peso que compõe a vinícola. A Terras Frias disponibiliza visitas aos sábados e domingos, mediante marcação prévia, pois o número de visitantes é limitado. A explicação para apenas esses dias é que por ser uma empresa familiar, durante a semana, todos, em suas respectivas áreas, estão ocupados e os portões estão sempre fechados.

Mas, vale a pena conhecer o local, pois além de muito bonito e bem cuidado, aprende-se muito sobre o plantio das mudas e a produção dos vinhos. Faz parte da programação a recepção, com algumas explicações preliminares como o porquê do nome Terras Frias, num distrito que se chama Campo do Coelho. Na realidade, o primeiro nome foi dado pelos colonos suíços que chegaram em Nova Friburgo, em 1819 e foram encaminhados para aquela localidade. Posteriormente, pelo decreto de nº 641 de 15 de dezembro de 1938, passou a ser conhecido como Campo do Coelho. De acordo com antigos moradores, esse nome foi dado em homenagem a uma tradicional família da localidade, de nome Coelho. Eram possuidores de terras onde os viajantes paravam para descansar e depois seguir viagem, daí o nome Campo do Sr. Coelho.
   Em seguida, os visitantes são levados aos vinhedos, onde o agrônomo Arthur, responsável por toda a área verde e dos vinhedos, genro do André, dá as explicações sobre o preparo do terreno, o plantio, a manutenção das videiras, o processo de dupla poda e a colheita das uvas. O trajeto até eles é motorizado, por ser muito íngreme. Na volta, são recebidos pela Nayara, filha mais velha do André e esposa do Arthur, que é engenheira de produção com especialização em segurança dos alimentos. Ela é a responsável técnica pela vinícola e que fornece as explicações sobre o processo de fabricação do vinho e de sua estocagem, numa cave com temperatura assistida, onde os vinhos “descansam” até a sua comercialização. Esse processo pode variar de meses ou anos, dependendo do tipo da uva.          

O momento mais esperado é o da degustação, a cargo do André. São quatro os vinhos oferecidos, todos secos, um branco, o Chardonnay, um rosé, o Pinot Noir, e dois tintos, um Pinot Noir e um Cabernet Franc, acompanhados de uma tábua de queijos, fabricados numa pequena queijaria da própria vinícola: Montanhês Rouge (com vinho), Camembert Trufado, Expresso (com café), e Caledônia (queijo azul recheado com queijo cremoso). Entra aí o processo de harmonização ou compatibilização, com a explicação do que cada tipo de vinho pede e o porquê. Como o André é um queijeiro por excelência, a explicação é bem fácil de ser assimilada.                  Ao final temos a venda para quem assim o desejar, das garrafas de vinho e dos queijos produzidas pela vinícola.

Em geral, uma empresa tem um setor responsável pela divulgação e marketing para a comunicação das suas atividades. Na vinícola Terras Frias é responsabilidade da Mylena, filha mais nova do André, e formada em jornalismo com especialização em Marketing.            

A visita foi muito importante por mostrar que Friburgo, aos poucos, entra no fascinante mundo da produção de vinhos, ainda que com uma produção pequena, mas em crescimento e me fez repensar o gosto pelo vinho nacional. Eu, de maneira geral, os evito por serem muito ácidos, o que faz a diferença dos vinhos Terras Frias que têm um gosto mais alcalino, o que os torna muito mais agradável ao paladar.

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Uma face que o outro não vê

quarta-feira, 26 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Desejo, vislumbro, imagino. Percebo o outro e o outro me percebe. Me percebo.

Inúmeras são as possibilidades e visões geradas no fundo de uma mente que não para. O pensamento acelerado aponta caminhos, soluções, processos dentro de uma dinâmica que não cessa.

Ao mesmo tempo, a forma como o outro nos enxerga não será como somos de verdade, pois a percepção que projetamos sobre alguém se confunde com aquilo que temos como entendimento de vida, valores morais, comportamento.

Desejo, vislumbro, imagino. Percebo o outro e o outro me percebe. Me percebo.

Inúmeras são as possibilidades e visões geradas no fundo de uma mente que não para. O pensamento acelerado aponta caminhos, soluções, processos dentro de uma dinâmica que não cessa.

Ao mesmo tempo, a forma como o outro nos enxerga não será como somos de verdade, pois a percepção que projetamos sobre alguém se confunde com aquilo que temos como entendimento de vida, valores morais, comportamento.

Essas variações fazem com que as nossas lentes em relação ao outro fiquem impostas, podendo trazer desconforto, desprazer, incômodos sentidos na íntegra.

Os recortes desenhados por um olhar inflexível mostram a não aceitação de como funcionamos na nossa essência. Aquilo que não foi captado ou não deixamos captar, cria nuances que precisam ser descortinadas, mas não por desejo nosso e sim por uma necessidade do outro.

A aceitação de que possuímos especificidades, latência, bagagem, conhecimento, formas de ver o mundo e também de senti-lo é um caminho longo. Requer sensibilidade, empatia, disponibilidade, entendimento de comportamento.

Traz uma lucidez do quanto nos expressamos de diversas formas, onde o que pode ser martírio para um, é tranquilidade para o outro. Assim como uma rotina de suporte pode significar a aceitação do funcionamento de alguém para um e, simultaneamente, trazer uma visão de sofrimento para o lado oposto. Ou até mesmo a ausência de um sorriso visível esconder a felicidade vivida diariamente e gargalhadas soltas se encontrarem com lágrimas que sangram o coração.

A face que o outro não vê precisa ser resguardada, respeitada. Não é visível aos olhos, mas sentida com o coração. Nem todos conseguem enxergá-la.

Isso me desperta um calendário interior, onde, há anos atrás, escutei uma pessoa muito querida por mim, falar algo que nunca mais esqueci. Sinalizou que podemos escutar muitas coisas do outro, pois não controlamos o pensamento que se transforma em ação a qualquer segundo, mas podemos e devemos mostrar com clareza aquilo que ultrapassa a nossa "cerquinha invisível", muito conhecida como as limitações que damos e deixamos ultrapassar.

Na ultrapassagem, as pegadas passam a vir à galope, como em uma grande e tumultuada cavalgada. As madeiras que sustentam a base são quebradas. A grama em volta, arrancadas com raiz e deixadas de lado em um canteiro, sem saber se serão replantadas.

Evidencia um excesso de velocidade que fere, rompendo a linha tênue que envolve as relações, cobrindo com névoa o que antes exalava avença.

Nessa hora, se acolha, mostre os seus limites e traga verdade dentro da sua existência.

Quem determina a sua "cerquinha" é você. Nem todos estão prontos para enxergar a sua face que não é mostrada.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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