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A VOZ DA SERRA é a excelência da informação friburguense

terça-feira, 25 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        Na última semana de novembro, as atenções estão voltadas para a Black Friday. Não é sem razão que a charge de Silvério vem com toda a vivacidade, alertando os consumidores sobre a empolgação nas compras. Quem não gosta de uma liquidação? Conforme nos traduz a charge, melhor “colocar as barbas de molho” e manter uma visão “amplificada” para não cair no golpe das fraudes. Vovó dizia: “pobre quando vê muita esmola, desconfia”. E a charge que nos conduz é um bom veículo para não pegarmos a contramão das ofertas.

        Na última semana de novembro, as atenções estão voltadas para a Black Friday. Não é sem razão que a charge de Silvério vem com toda a vivacidade, alertando os consumidores sobre a empolgação nas compras. Quem não gosta de uma liquidação? Conforme nos traduz a charge, melhor “colocar as barbas de molho” e manter uma visão “amplificada” para não cair no golpe das fraudes. Vovó dizia: “pobre quando vê muita esmola, desconfia”. E a charge que nos conduz é um bom veículo para não pegarmos a contramão das ofertas. O professor Anderson Cruz orienta: “É possível aproveitar as promoções sem se endividar nem cair em armadilhas digitais, desde que se adote uma postura mais atenta e preventiva”. É bom recortar as dicas do professor, ler e reler!

        O  Lar Abrigo Amor a Jesus (Laje) lançou campanha “para apadrinhar um idoso neste Natal”. Quem desejar e puder ser um padrinho para “agradar aos vovôs e vovós” basta conferir a lista nas redes sociais da instituição e escolher como quer presentear.

        E o “Mutirão da Molecada” que reuniu cerca de 50 voluntários no bairro Cascatinha? A ação retirou do Parque Municipal Juarez Frotté e adjacências cerca de 1,8 tonelada de lixo e mais uma tonelada de entulhos e restos de móveis. O percurso da limpeza contemplou cachoeiras e trilhas. Na variedade do descarte irregular encontraram “TVs antigas, máquinas de lavar, móveis, utensílios e até sacos de lixo”. Que tristeza!

         21 de novembro — Dia da Filosofia e o professor Cesar Lapa dissertou sobre o tema num expressivo diagnóstico literário que, entre outras pérolas, ressaltou: “A filosofia no ensino não é para professar nenhuma doutrinação, ou reforçar a cultura vigente. Filosofia deve ser instrumento de problematização, até mesmo do próprio esgotamento sentido pelas pessoas neste mundo”. Outra data, 22, no calendário de novembro celebra o Dia Nacional do Líbano. Para Nova Friburgo a celebração registra o reconhecimento da participação dos libaneses no desenvolvimento cultural e social em Nova Friburgo, em todos os segmentos onde a atuação libanesa se faz presente. Salve o Líbano que, com sua representatividade, fortalece a nossa alma “friburguesa”! Parabéns, povo libanês!

        O cientista político Fernando Schüler, por intermédio do Senac, Sincomércio e A VOZ DA SERRA fará uma palestra no próximo dia 03, no Country Clube “fechando as comemorações pelos 80 anos do jornal”, sob o tema “Gestão Pública para um novo ciclo de confiança e liderança”. O evento terá início às 19h. No dia seguinte, 04, outra palestra brindará o público: “Reforma tributária e seus impactos nos setores de comércio e serviços, com o consultor tributário Diego Fernandes Ximenes.

        Em “Sociais”, os aniversariantes são ilustres integrantes da sociedade friburguense. Na última terça-feira, 18, os irmãos gêmeos e “gênios” Joilson e Joel celebraram seus 80 anos. Que segredo é esse? Tão jovens assim? Como é que se chega aos 80 com disposição dos 30! Sortuda também é a nossa diretora Adriana Ventura, festejando nova idade na quinta, 27. Da mesma forma, com disposição jovial, ela tem sido a guerreira responsável pela Voz de Nova Friburgo! Parabéns, felicidades!

        Aliás, disposição é o que não falta no empreendedorismo feminino em nossa cidade, pois “cerca de 48% dos registos de empresas e MEIs são de mulheres”. Comemorando o Dia Nacional do Empreendedorismo Feminino, 19 de novembro, a empresária Luísa Pimenta conta a sua experiência profissional desde a lingerie ao ateliê para noivas, tudo sob medida. Professora no Senai, diz aos jovens: “Moda é uma forma de expressão, de pertencimento...”.

        Em “Há 50 Anos”, o Gama (Grupo de Arte Movimento e Ação) apresentava a peça “O que mantém um homem vivo?”.  — Era o sucesso de um grupo teatral friburguense se pronunciando para o mundo. Hoje eu digo das saudades do Gama e de seus fabulosos espetáculos. E posso até responder: O que mantém um homem vivo? No caso de Jaburu, o que o mantém vivo é justamente as lembranças que deixou de sua brilhante atuação na existência terrena. Muita luz, Jaburu, entre os astros e estrelas que jamais se apagam!

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Difícil manter...

terça-feira, 25 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense revela, mas destaques são atraídos por outros clubes e salários melhores

Friburguense revela, mas destaques são atraídos por outros clubes e salários melhores

        Na sequência de reportagens especiais sobre os motivos que levaram o Friburguense à queda para a Série B2 Estadual, as divisões de base merecem destaque especial. Na matéria anterior, A VOZ DA SERRA abordou, dentre outros temas, a movimentação das categorias inferiores ao longo desta temporada, com participações em diversos campeonatos, e o encaixe de alguns destaques em grandes clubes do Rio de Janeiro. O caráter revelador, contudo, nem sempre rende frutos ao time profissional.

        E esta última sentença não diz respeito à qualidade dos atletas, e sim, sobre as consequências de não se ter um calendário completo, por exemplo. Sem competições ao longo do ano e sem receitas para manter vínculos, o Friburguense assiste a alguns dos seus destaques brilharem em outras equipes. Muitas vezes disputando a mesma divisão, como aconteceu nesta temporada.

        “Esse ano tivemos o Ricardinho, Vitor Hugo, Pedro, Kaique, vários jogadores que estão disputando a mesma série, mas com salários diferentes do que a gente está pagando aqui. Então, a cada ano que você forma, no ano seguinte acaba perdendo e assim vai. Não tem um trabalho de manutenção. A gente viveu muitos anos apoiado nas contas de TV, e depois do rebaixamento, a gente tinha investidores, e depois da mudança de gestão, eles, pela insegurança, começaram a se afastar”, explica Siqueirinha, gerente de futebol tricolor.

        A esse processo se junta a instabilidade interna em termos de comando. Mesmo após a renovação de vínculo com a atual direção de futebol, os rumores sobre a venda para um investidor prosseguem — algo que esteve perto de acontecer antes do início da Série B1, e que pode se concretizar a qualquer momento. Com dificuldade de atrair receitas, Siqueira enxerga esse imbróglio como algo que interfere na imagem do clube, até mesmo no momento de buscar apoio.

“Depois, pelo processo de trabalho mesmo, sem maldade, mas interno, onde a gente está sempre alinhando, que vai vir um grupo, que vai ter isso ou aquilo, e aí parece que o que tem não serve. Quem está lá fora escutando isso não entende, não vê mais o Friburguense como um ponto de relacionar bem a sua imagem”, opina.

        Em meio ao cenário cada vez mais desafiador, o gerente de futebol — que possui contrato ativo com o Friburguense — busca alternativas para o futuro do clube. Sem perspectiva de ampliar o calendário e dependente de novos investimentos, o dirigente chama a atenção para o cenário desafiador que o Frizão terá pela frente.

        “A gente sabe que calendário dificilmente vai ter. Deixar bem claro que tudo o que tem acontecido, tudo o que a gente tem vivido aqui não era o que a gente esperava, mas a gente sabe que a cada ano a situação está para menos calendário, para menos apoio financeiro e para mais divergências internas. Estou trabalhando muito nesse aspecto pra gente melhorar nos próximos anos.”

Foto da galeria
Sem recursos, Frizão desmonta equipes e assiste a destaques brilharem em outros clubes (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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Pastoral Afro e seu importante protagonismo

terça-feira, 25 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A pastoral Afro-Brasileira surgiu como fruto de um longo processo de conscientização e atuação de vários negros e negras que assumiram viver sua fé na Igreja, considerando a realidade da população afrodescendente no continente Latino-americano e, de modo específico, no Brasil.

A pastoral Afro-Brasileira surgiu como fruto de um longo processo de conscientização e atuação de vários negros e negras que assumiram viver sua fé na Igreja, considerando a realidade da população afrodescendente no continente Latino-americano e, de modo específico, no Brasil.

O pós-concílio foi um marco histórico que facilitou a criação de novos agentes desta pastoral. Em 1979, a Conferência de Puebla deu passos novos em continuidade ao espírito do Vaticano II, mostrando a necessidade de uma atenção maior aos pobres e, em especial, aos negros e negras que vivem discriminados e em situações desumanas (Puebla, n. 34).

A Campanha da Fraternidade de 1988, com o tema: “Fraternidade e o Negro” e o lema: “Ouvi o clamor deste povo”, alavancou a questão dos negros, retratando a sua situação tanto econômica quanto educacional, e as grandes desigualdades decorrentes destes aspectos. Isto quer dizer uma menor oportunidade de emprego e renda inferior à das pessoas brancas, como destaca o texto-base da CF 88 (pp. 8-16). A Campanha da Fraternidade chamou atenção para as situações das mulheres, menores e jovens negros, vítimas da discriminação, marginalização e violência, presentes ainda nos dias atuais. Na verdade, falta no Brasil uma democratização racial, que estabeleça os mesmos direitos e dignidade a todas as pessoas, independente da cor de sua pele (cf. números 246 e 249 da Conferência de Santo Domingos).

O Documento 85 da CNBB trata da exigência de uma ação evangelizadora, com novos métodos e expressões, onde faça chegar a missão da Igreja a estas pessoas vítimas de um racismo e desigualdade, isto é, com Parresia (uma coragem que vem da fé). 

A Pastoral Afro se ocupa em acolher, entender e ouvir os clamores destas pessoas à luz da Palavra de Deus e da Tradição da Igreja, sobretudo valorizando as suas expressões culturais (Doc. 85 e 100 CNBB, 263-264). Ela se propõe sensibilizar a Igreja, e por ela, toda a sociedade, para o problema racial e as questões afrobrasileiras; dando visibilidade a esta pastoral no conjunto das ações pastorais da Igreja. Promover a integração e articulação das pessoas, ajudando a construir uma sociedade mais justa e solidária. É urgência de uma Igreja a favor da vida. Ela vai aonde ninguém quer ir. Esta é uma das urgências mais bonitas da nossa Igreja.

O que já tem sido feito na nossa Igreja? A Igreja já tem várias iniciativas para apoiar os afro-brasileiros, como a Romaria da comunidade negra a Aparecida do Norte, o Congresso Nacional de entidades negras católicas (Conenc), Instituto Mariama

(articulação de bispos, presbíteros e diáconos negros; ex.: Encontro dos bispos afrodescendentes na Assembleia dos bispos todos os anos); além de encontros regionais e diocesanos.

 Há muitos projetos e atuações pastorais Afro que acontecem não só no âmbito da Igreja, como por exemplo, a Educafro (Frei David, OFM), pois a Igreja está atenta às exigências da sociedade civil e solidária às reinvindicações dos movimentos populares; como o trabalho de padres e leigos junto aos remanescentes dos quilombos do Brasil, luta por bolsas para ingressos em universidades, etc.

O objetivo geral da Pastoral Afro é estruturar e fortalecer os grupos de reflexão sobre a questão racial no Brasil à luz da Palavra de Deus e dos Documentos da Igreja, criando e apoiando os grupos nas paróquias e nas dioceses (Documento de Aparecida, números: 89, 91, 532 e 533).

Não podemos deixar de recordar a importante Nota da

Pastoral Afro-brasileira sobre “vidas negras importam” (05/06/2020). A nota afirma que não é possível calar-se diante dos processos históricos de banalização e destruição das vidas dos negros e negras. A Igreja ensina e exige o respeito e o cuidado com a vida.

O Papa Francisco, por ocasião da morte de George Floyd, disse: “Não podemos tolerar nem fechar os olhos diante de nenhuma forma de racismo ou exclusão e pretendemos defender o caráter sagrado de toda vida(...) me uno a todos para rezar pelo descanso da alma de George Floyd e de todos aqueles que perderam suas vidas por causa do pecado do racismo” (Santo Domingos, n. 243).

Que este Dia da Consciência Negra, celebrado na última quinta-feira, 20, tenha contribuído para nos conscientizar sobre os passos importantes que ainda devemos dar para a superação do “racismo estrutural”, persistente em vários setores da nossa sociedade.

No ano jubilar da Esperança, renovemos nossos bons propósitos, a fim de sonharmos com um mundo mais fraterno e igual para todos, onde o racismo seja uma sombra do passado sem atravessar as futuras gerações; e que o futuro seja construído com as raízes da igualdade e respeito à dignidade de cada pessoa, independente da cor e raça.

D. Pedro Cunha Cruz, bispo de Nova Friburg

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A flor amarela

terça-feira, 25 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Hoje, escrever um conto de memória, inspirada em um momento que vivenciei, aparentemente banal, mas que me tocou. Quando situações assim acontecem, é importante que pensemos a respeito, quer falando ou escrevendo, até mesmo sonhando posto que podemos nos rever para melhorar a pessoa que somos. Acredito que nada o que aconteça seja por acaso; tudo tem sentido. Pena que existem significativos fatos que se diluem no quotidiano e são apagados pelo tempo quando não são registrados.

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Hoje, escrever um conto de memória, inspirada em um momento que vivenciei, aparentemente banal, mas que me tocou. Quando situações assim acontecem, é importante que pensemos a respeito, quer falando ou escrevendo, até mesmo sonhando posto que podemos nos rever para melhorar a pessoa que somos. Acredito que nada o que aconteça seja por acaso; tudo tem sentido. Pena que existem significativos fatos que se diluem no quotidiano e são apagados pelo tempo quando não são registrados.

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Cheguei à casa de minha mãe, carregada de expectativas depois de mais de mês sem vê-la, tendo que dar atenção à sua afetuosa e alegre cachorrinha, desfazer a pequena mala e presenteá-la com os queijos que trouxe de uma viagem que fiz à Minas Gerais. Eram novidades a contar e a saber, abraços e beijos a trocar. Um momento para apaziguar as saudades e saldar a vontade que minha mãe tem para viver seus 94 anos. Ela me recebeu com elegância; batom e sombra nos olhos, brinco, colar, pulseira e sapato de salto baixo. 

Entre afetos, um relance foi o suficiente para que eu percebesse uma flor amarela desabrochada num vaso de porcelana em cima da mesa da varanda. Estava soberba e serena na ponta de um galho, amparado por uma pequena madeira para não quebrar. Sem conter a vaidade, a flor dançava ao vento suave, refletindo as vibrações da casa. Quase imperceptível em meio à paisagem da varanda e da vida familiar, era um dos mais belos e sutis milagres da natureza.

Naquele final de tarde, o céu ainda estava azul, cheio de nuvens brancas. Eu, sentindo aquele calorzinho carioca, nem me atentei para a possibilidade de mudança no tempo. O vento veio chegando ao anoitecer, junto com um mormaço crescente. Na sala, a conversa seguia. Eu, volta e meia, em mais um e outro relance, de longe, admirava a flor que se mostrava sem timidez.

O vento se tornou ventania, passando pela varanda com rajadas intermitentes cada vez mais fortes, fazendo balançar os vidros e as plantas, causando ruídos que se misturavam com os da casa. Cansada e com sono, depois de assistir com mamãe a um filme na televisão, me entreguei ao sono. Durante a madrugada, o ciclone extratropical se fez imperador do clima, nos acordando. Fomos à varanda. E... Também num outro relance, vi a flor caída no canto atrás de um vaso. Com as mãos em concha, peguei-a tomada pelo dó, fazendo a tristeza me adentrar com a mesma ferocidade da ventania. Considerando o quanto ela tinha lutado para sobreviver, comecei, então, a me perguntar por que não tirei o vaso da varanda assim que o vento chegou. Peguei o vaso, coloquei num lugar protegido na sala e ajeitei o galho para que não quebrasse. Por sorte e para meu alívio vi um tímido broto despontando junto das folhas.

Passei o resto do dia me perguntando os motivos pelos quais não a protegi e deixei-a ser arrancada do galho e morrer no canto da varanda. O que pode existir dentro de mim que me faz, às vezes, não tomar providências que possam proteger o que gosto e admiro. A flor amarela morreu abandonada às intempéries da natureza.

De certo, nos acostumamos a tornar banais situações que de fato não são. Se cuidasse da flor, teria sentido paz e orgulho de mim. Mas a minha passividade me violentou e me fez sentir irresponsável. Triste. Com sentimentos desamparados tal qual deixei a flor amarela ficar.

Ao longo do dia perguntas iam e vinham deixando a tristeza culposa me rondar. Até que uma questão se achegou e me fez parar: o que é felicidade. A flor estava tão bela e feliz, e eu também a admirava com satisfação. Mas, de repente, ela se desprendeu tragicamente do galho e morreu. Se a vida pode mudar numa fração de segundos, transformando a alegria em dor, o que é felicidade?! Será um conceito que descreve um estado de encantamento, enlevando o espírito a um estado de sublimação, mas que torna invisível as dificuldades e limites presentes na vida?

Muitos pensadores consideram que o bem-estar emocional pressupõe a aceitação da realidade como ponto de partida para a superação de limites ou dificuldades. Eis que a flor me mostrou que olhar para o outro em toda sua felicidade não é suficiente para preservá-lo.

E a flor foi uma linda guerreira mais feliz do que eu.

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Bombas de sementes: uma iniciativa que lança vida e consciência

terça-feira, 25 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Desde 2018, quando começamos a desenvolver o projeto Bombas de Sementes na EcoModas, percebo como pequenos gestos podem gerar transformações profundas — tanto na natureza quanto no coração das pessoas. A iniciativa nasceu do nosso desejo de unir regeneração ambiental, educação ecológica e participação ativa da comunidade friburguense.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Desde 2018, quando começamos a desenvolver o projeto Bombas de Sementes na EcoModas, percebo como pequenos gestos podem gerar transformações profundas — tanto na natureza quanto no coração das pessoas. A iniciativa nasceu do nosso desejo de unir regeneração ambiental, educação ecológica e participação ativa da comunidade friburguense.

As bombas de sementes — pequenas esferas feitas com barro, composto orgânico e sementes de espécies nativas — seguem uma técnica ancestral, resgatada e difundida pelo agricultor japonês Masanobu Fukuoka, precursor da agricultura natural. Ele defendia que a natureza sabe o momento certo de germinar; nosso papel é apenas facilitar esse encontro entre a semente e o solo. Essa filosofia está na essência do nosso projeto.

De lá para cá, já lançamos e distribuímos mais de 15 mil bombas de sementes — e esse número segue crescendo dia após dia. Carregamos dentro de nós um desejo constante de ampliar esse movimento ecológico em Nova Friburgo, cidade onde nascemos em 2010 e onde seguimos plantando transformação.

 

A força de um gesto simples

Hoje, nossas bombas de sementes conquistam tanto moradores quanto turistas que visitam nossa pequena loja de produtos sustentáveis, no teleférico. Muitas são distribuídas como brindes; outras são adquiridas por quem deseja contribuir com a sustentabilidade financeira do projeto. Em ambos os casos, cada pessoa passa a participar de um ato simbólico e, ao mesmo tempo, profundamente prático: lançar vida ao solo enquanto passeia de cadeirinha no teleférico ou trafega pela serra que liga Nova Friburgo a Cachoeiras de Macacu.

 

Ações que criam raízes

Ao longo desses anos, vivi experiências marcantes relacionadas às bombas de sementes. Uma delas foi um evento que realizamos no Encontro dos Rios, quando desci de rafting com um grupo guiado pela equipe da Lumiar Aventura. Em alguns pontos da descida, fizemos pequenas paradas para lançar bombas de sementes nas margens do rio. A alegria e o envolvimento das pessoas naquele momento foram emocionantes.

Também idealizamos e realizamos ações junto à concessionária Rota 116, distribuindo milhares de bombas de sementes nas praças de pedágio. Motoristas que nunca haviam ouvido falar sobre regeneração ambiental saíam de lá com uma semente — literal e metaforicamente — para plantar. Muitas dessas bombas foram lançadas às margens da rodovia na serra fluminense, incentivando milhares de pessoas a cuidar do meio ambiente com as próprias mãos.

E não posso deixar de mencionar as atividades no Morro do Teleférico, onde estivemos inúmeras vezes — antes mesmo de nos instalarmos ali. Buscamos alcançar áreas de difícil acesso para promover o enriquecimento florestal e transformar esse esforço numa oportunidade de engajamento, permitindo que as pessoas vivam experiências marcantes e inspiradoras.

 

Turismo regenerativo: quando visitar também significa cuidar

Muito se fala em turismo sustentável, mas o mundo começa a dar um passo além: o turismo regenerativo. Mais do que reduzir impactos, esse modelo propõe que cada visitante deixe o destino melhor do que encontrou — seja por meio de ações ambientais, culturais ou sociais. É uma forma de turismo que não apenas preserva: regenera, fortalece ecossistemas e cria vínculos profundos entre pessoas e território.

Nesse sentido, temos contribuído diretamente para esse movimento. Embora hoje sejamos lembrados pela loja no Teleférico — onde oferecemos moda sustentável, acessórios ecológicos, artesanatos e produtos artesanais de empreendedores locais — nosso papel vai muito além da experiência de compra. Somos um ponto de educação ambiental de sensibilização e de conexão viva com a Mata Atlântica.

A iniciativa das bombas de sementes, coordenada pela bióloga Adriana Santos, é prova disso. Quando um visitante recebe ou adquire uma bomba e a lança da cadeirinha ou durante a viagem pela serra, ele faz parte de um ato regenerador, tornando a própria visita uma ação de cuidado com a natureza. Com isso, ajudamos Nova Friburgo a consolidar-se como um destino turístico moderno, responsável e inspirador. As bombas de sementes transformam o passeio em um ato de participação ecológica e fortalecem a imagem da cidade como referência em sustentabilidade.

O nosso trabalho no alto do teleférico é uma verdadeira vitrine da sustentabilidade friburguense — e, ao mesmo tempo, um laboratório vivo de aprendizado e educação ambiental que inspira pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo. Ali, ao lado de nossos clientes e visitantes, nasce a ideia, nasce a conversa, nasce o despertar. Porque quem passa por ali não leva apenas um produto: leva um propósito.

Enquanto houver mãos dispostas a semear, seguiremos transformando a cidade em um território de vida regenerada e esperança plantada.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
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Retorno

sábado, 22 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edson Barboza terá novo desafio pelo UFC no início de dezembro

Um dos expoentes do esporte de Nova Friburgo, Edson Barboza já tem data para encarar mais um desafio pelo Ultimate. O adversário será Jalin Turner, que retorna após uma breve aposentadoria no início deste ano. A luta será realizada durante o UFC 323, marcado para 06 de dezembro em Las Vegas, no que promete ser uma batalha eletrizante entre dois dos lutadores mais perigosos do UFC.

Edson Barboza terá novo desafio pelo UFC no início de dezembro

Um dos expoentes do esporte de Nova Friburgo, Edson Barboza já tem data para encarar mais um desafio pelo Ultimate. O adversário será Jalin Turner, que retorna após uma breve aposentadoria no início deste ano. A luta será realizada durante o UFC 323, marcado para 06 de dezembro em Las Vegas, no que promete ser uma batalha eletrizante entre dois dos lutadores mais perigosos do UFC.

Este confronto tem um peso extra, não apenas pelos nomes envolvidos, mas porque ambos buscam redenção. Barboza, um dos veteranos mais respeitados da organização, é conhecido pelos nocautes espetaculares e chutes extremamente rápidos. Em seu retorno à categoria dos leves (até 70,3kg), após seis anos, Edson Barboza não conseguiu derrotar o seu oponente. O lutador de Nova Friburgo travou uma grande batalha contra Drakkar Klose, mas acabou derrotado na decisão unânime dos juízes, no dia 16 de agosto, no card principal do UFC 319, em Chicago (EUA).

O friburguense de 39 anos chegou a balançar e resistiu a momentos difíceis, mas sofreu sua segunda derrota consecutiva no octógono e agora soma um cartel de 24 triunfos e 13 reveses. Aos 38 anos, o friburguense continua sendo um striker perigoso, mas muitos acreditam que esta pode ser uma luta que definirá sua carreira.

Já a jornada de Turner no MMA tem sido uma montanha-russa — de finalizações impressionantes a dolorosas derrotas por decisão dividida. Em 2022, ele parecia à beira de uma corrida pelo título após finalizar Brad Riddell no primeiro round, sua quinta vitória consecutiva. Mas então vieram os contratempos contra Mateusz Gamrot e Dan Hooker, ambas decisões divididas apertadas, que interromperam seu ímpeto.

Uma derrota devastadora por finalização para Ignacio Bahamondes, no início deste ano, levou Turner a anunciar sua aposentadoria do esporte, alegando frustração e esgotamento. No entanto, poucos meses depois, o lutador de 29 anos parece rejuvenescido, pronto para provar que ainda pertence à elite dos leves.

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    Barboza acabou sendo derrotado em seu último compromisso pelo Ultimate (Foto: Divulgação UFC)

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    Duelo já é um dos mais aguardados do evento, pelo estilo arrojado de ambos os lutadores (Foto: Divulgação UFC)

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    Mais um resultado para reafirmar o excelente ano de Fábio Moraes, o Tipinho. Atleta de Nova Friburgo, o lutador acumula desempenhos expressivos em competições diversas, e na última quarta-feira, 19 de novembro, conquistou a terceira colocação no World Pro Master, em Abu Dhabi. A medalha soma a outras conquistas de nível mundial, como por exemplo o primeiro lugar no Abu Dhabi Grand Slam Rússia, realizado em Moscou, em agosto. Recentemente, o lutador de Nova Friburgo participou do Mundial de Grappling Abu Dhabi (Abu Dhabi Grappling World Championship), e também se sagrou campeão na categoria 95kg + 36 anos. (Foto: Divulgação)

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Prefeito quer mais de Cr$ 6 milhões em empréstimos

sábado, 22 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 22 e 23 de novembro de 1975

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes

Edição de 22 e 23 de novembro de 1975

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes

Prefeito quer mais de seis milhões em empréstimos – Chegou nesta semana à Câmara Municipal um  projeto, no qual o prefeito de Friburgo, Amâncio Azevedo, solicita autorização dos vereadores para contrair um novo empréstimo, agora no valor de Cr$ 6.400. Na mensagem o prefeito afirma que a vultosa importância deverá ser aplicada em desapropriação e em obras de arruamento para solucionar vários problemas no centro urbano e para a construção da sede da Secretária de Saúde municipal. O empréstimo deverá ser efetivado no Banco do Brasil, através de garantias dadas pela prefeitura, vinculando-se parcelas do ICM às obrigações decorrentes da amortização do total do empréstimo.

Eleições na Associação Fluminense de Jornalistas (AFL) - No dia 28 deste mês, com início marcado para às 12 horas e encerramento às 18 horas, será realizada no Palácio dos Jornalistas no salão nobre, a assembleia geral ordinária para a eleição dos novos dirigentes da Associação Fluminense de Jornalistas no triênio de 1976/1979. Na forma dos artigos 26 e 37 do estatuto da entidade, presidida atualmente por Sylvio Fonseca, somente uma chapa concorrerá ao pleito, pois, apesar de não haver nenhuma outra, o prazo para o registro das chapas terminou no último dia 18, às 18 horas.

Finasa abre e tem Abicalil - Friburgo acaba de ganhar mais um estabelecimento de crédito com a abertura de uma agência do Banco Mercantil / Finasa que irá operar na área de crédito, financiamento e investimento. O Finasa está localizado na Avenida Alberto Braune, 169, ao lado da loja A Vencedora. Com a gerência entregue ao antigo e conhecido bancário Elias Abicalil, o Finasa inicia suas atividades em Friburgo com o financiamento, alienação fiduciária de caminhões, automóveis, máquinas para escritórios, tornos mecânicos, equipamentos médicos e dentários, máquinas industriais, tudo com o prazo máximo de 36 anos para quitação.

Teatro do Gama - Hoje e amanhã, leitor, às 20h50, teremos aqui em Friburgo, teatro de alto nível artístico. Quem faz? O nosso Gama (Grupo de Arte, Movimento e Ação). O nosso Gama começa a deixar longe os melhores grupos profissionais do Brasil. O grupo está apresentando o espetáculo “O que mantém um homem vivo?”, uma das grandes peças do genial Berthold Brechdt. Vá ver, porque o Gama está indo embora, para sua destinação, isto é, indo para as grandes capitais, para se firmar como um dos maiores grupos de teatro do Brasil. Com mais esta peça, o grupo friburguense cumpre sua missão de valorização cultural.

Lixo Burocrático – Alguma coisa está faltando em matéria de imaginação ao secretário de Serviços Públicos da Prefeitura de Friburgo, no que se refere a questão do lixo. Aliás, retifiquemos, em vez de alguma coisa, muita coisa mesmo, faltando em matéria de imaginação, não só em relação ao secretário de Serviços Públicos, assim como também, a deficiência de imaginação contamina e tornou-se quase que, diríamos, filosofia da atual administração, por exemplo. O secretário entendeu, não sabemos lá porque cargas d´água, que o lixo do povo friburguense, não pode ser recolhido aos domingos.

Política – Os candidatos a vereador nas próximas eleições podem ficar tranquilos quanto aos problemas levantados de que só poderiam candidatar-se aqueles que possuíssem diploma de término do curso primário. Esperem, no entanto, para dentro de cinco anos, a obrigatoriedade para todos os candidatos de um Curso de Política que poderá ser feito por correspondência. Deputados do Rio Grande do Sul lideram esta ideia.

Chuva – Agora que as chuvas chegaram, os moradores da região do Prado voltam a cobrar da prefeitura a drenagem do rio próximo ao Prado que todo verão é inundado pelo transbordamento do rio. Torna-se cada vez mais grave este problema e nenhuma solução foi proposta pela prefeitura.

Caledônia – Impossível acreditar. Mas a situação perdura há mais de um mês. O acesso ao bairro Caledônia Valley está suspenso devido a interdição, pela prefeitura, de uma ponte. O calçamento estacionou exatamente próximo a ponte do Rio Cônego. E o negócio ficou por aí.

Natal - Como sempre acontece, na época de fim-de-ano há na cidade uma maior incidência de roubos. Aumenta o número de menores abandonados, pedintes e mendigos. Seria a hora da PM traçar um esquema de ação visando fazer com que diminuísse este índice que o repete monotonamente todos os anos.

Inauguração das Casas Pernambucanas – Friburgo festeja a inauguração de mais uma casa comercial. Neste sábado, as Casas Pernambucanas entregam à população um novo prédio erguido na Avenida Alberto Braune, que muitos dizem ser de grande bom gosto, uma espécie de galpão , com mínimo sentido estético.

 

E mais: 

Carnavalia - Equipe da TV Globo grava cena de novela na Praça Dermeval Barbosa Moreira e agita a cidade 

Seleção do Country Clube vence a Taça São Nicolau e Antonio Aucar sagra-se como quarto melhor jogador no Torneio Integração

Equipe branca da SEF fica com o vice da Taça São Nicolau  

 

  • (*) Estagiária com a supervisão de Henrique Amorim 
 
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Um passo largo para a Saúde de Friburgo

quinta-feira, 20 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Hospital do Câncer sempre foi mais que um sonho coletivo: é uma urgência que atravessa gerações e famílias da região. Durante décadas, pacientes de Friburgo e de cidades vizinhas enfrentaram longas viagens em busca de consultas, exames e tratamentos que não estavam disponíveis aqui. 

Cada deslocamento significava tempo perdido, desgaste físico e emocional, além de custos que muitas famílias simplesmente não podiam arcar. Ter um centro oncológico funcionando plenamente em nosso município - sendo uma referência regional - representa virar essa página dolorosa da nossa história.

O Hospital do Câncer sempre foi mais que um sonho coletivo: é uma urgência que atravessa gerações e famílias da região. Durante décadas, pacientes de Friburgo e de cidades vizinhas enfrentaram longas viagens em busca de consultas, exames e tratamentos que não estavam disponíveis aqui. 

Cada deslocamento significava tempo perdido, desgaste físico e emocional, além de custos que muitas famílias simplesmente não podiam arcar. Ter um centro oncológico funcionando plenamente em nosso município - sendo uma referência regional - representa virar essa página dolorosa da nossa história.

A importância desse hospital vai além das paredes ou equipamentos: ele simboliza esperança. Um atendimento rápido, humanizado e próximo aumenta as chances de cura e traz dignidade para quem enfrenta um dos desafios mais difíceis da vida.

Quando a cidade avança na estrutura oncológica, ela não só salva vidas, mas também acolhe melhor suas famílias, que passam a ter menos medo, menos distância e mais cuidado. Cada serviço oferecido aqui dentro é um laço que amarra Friburgo a um futuro mais seguro para todos.

 

Deputado anuncia verba

A chegada de R$ 300 mil anunciados por Wanderson Nogueira se soma a essa caminhada de forma profundamente significativa. O recurso, garantido por uma emenda da deputada estadual Martha Rocha (PDT), será aplicado na expansão do Projeto Genoma do Instituto Cérasus, ampliando a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. 

Esse tipo de investimento é de uma importância que nem sempre aparece nos números, mas salta aos olhos quando olhamos o impacto real: detectar cedo é tratar cedo; tratar cedo é salvar mais vidas.

O Projeto Genoma utiliza análise genética para mapear riscos hereditários, oferecendo exames e acompanhamento que normalmente custariam caro na rede privada. Com o reforço da verba, mais mulheres poderão acessar essa tecnologia sem pagar nada, beneficiando também suas famílias. 

Em uma região onde o câncer de mama ainda é uma das principais causas de morte feminina, investir em prevenção é um ato de responsabilidade pública. É o Estado, por meio de seus representantes, ajudando a romper ciclos de adoecimento e desigualdade.

 

A voz de Friburgo no Rio

A presença de representantes friburguenses na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) se mostra fundamental nesses momentos. Deputados que conhecem de perto a realidade da cidade conseguem enxergar onde o recurso falta, quais políticas precisam de atenção e quais projetos têm impacto direto na vida da população. 

A articulação política é parte essencial da construção da saúde pública, e Friburgo ganha força quando sua voz é ouvida no plenário estadual. Isso garante não apenas verbas, mas prioridade e continuidade. Quando um parlamentar daqui luta por Friburgo, todos ganham. 

Projetos deixam de ser promessas distantes e passam a ocupar espaço no orçamento do Estado. A atuação de Wanderson Nogueira e a parceria com parlamentares como Martha Rocha mostram como a política, quando feita com responsabilidade, consegue transformar realidades. 

Emendas não são favores: são instrumentos legítimos para garantir que municípios como o nosso não fiquem para trás. E quando bem direcionadas, fazem diferença imediata.

 

Vitória friburguense

Todos esses movimentos — a importância do hospital, a verba conquistada e a atuação política — apontam para um horizonte mais sólido para a nossa cidade. Fortalecer a rede de saúde significa ampliar a capacidade de acolher quem mais precisa e oferecer tratamentos modernos, rápidos e eficazes. 

Significa que mães, avós, filhas e irmãs terão acesso ao diagnóstico correto no momento certo. E significa, acima de tudo, que Friburgo está construindo uma estrutura de saúde que olha para as pessoas antes de olhar para os números.

A cidade cresce quando se cuida de sua gente. Cada investimento direcionado para a saúde é uma semente que floresce em forma de vidas salvas, histórias reescritas e esperança renovada. 

O fortalecimento do atendimento oncológico, somado ao empenho dos nossos representantes, mostra que estamos caminhando na direção certa. E, para quem enfrenta o câncer, essa mudança não é apenas bem-vinda — é urgente.

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Desafio nacional

quinta-feira, 20 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

AFFM / Friburguense disputa Campeonato Brasileiro de Clubes de Futebol de Mesa

A partir desta quinta-feira, 20, a AFFM / Friburguense direciona as atenções para a disputa do 17º Campeonato Brasileiro de Clubes de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, realizado no Shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Mais uma oportunidade para colocar o nome de Nova Friburgo em destaque através do esporte.

AFFM / Friburguense disputa Campeonato Brasileiro de Clubes de Futebol de Mesa

A partir desta quinta-feira, 20, a AFFM / Friburguense direciona as atenções para a disputa do 17º Campeonato Brasileiro de Clubes de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, realizado no Shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Mais uma oportunidade para colocar o nome de Nova Friburgo em destaque através do esporte.

A competição é considerada uma das mais tradicionais competições da modalidade no país. O evento, com entrada gratuita, reunirá 32 equipes de diversas regiões brasileiras, movimentando o cenário esportivo e cultural do Estado.  O torneio é uma realização da Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio (Fefumerj), com a chancela da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM) e parceria com o Canal Mundo Botonista. Os jogos acontecem no auditório do 3º piso do shopping, com estrutura completa para atletas, clubes e visitantes.

Ao longo de quatro dias, o Brasileiro de Clubes contará com disputas nas categorias Adulto e Master, envolvendo equipes representantes de federações estaduais do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Paraíba, Maranhão e Pernambuco. Entre os clubes confirmados estão grandes nomes do esporte, como Friburguense, Fluminense, Vasco da Gama, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Internacional (RS), Londrina, Tupi (MG), entre outros, reforçando o caráter nacional e competitivo da disputa.

Além dos jogos oficiais — que ocorrerão das 10h às 21h, entre os dias 20 e 22, e das 9h às 15h, no dia 23 —, o público poderá participar de atividades interativas, como mesas abertas para amistosos, permitindo que visitantes revivam memórias afetivas ou experimentem o esporte que encanta gerações. Com forte tradição, o Campeonato Brasileiro de Clubes é considerado uma vitrine do Futebol de Mesa nacional.

Na categoria Adulto, o Palmeiras é o maior campeão da história, com seis títulos (2007, 2008, 2009, 2012, 2013 e 2024). Na Master, a disputa é marcada pelo equilíbrio: Vasco da Gama e Corinthians dividem a liderança histórica, com quatro títulos cada.

A cerimônia de abertura será realizada nesta quinta-feira, dia 20, às 11h, com recepção às delegações, aferição de goleiros e solenidade de boas-vindas. O encerramento, com entrega de troféus e medalhas, acontece no domingo, 23, às 15h. O espaço também contará com área de expositores e comercialização de produtos especializados. O Mundo Botonista é o canal oficial da transmissão dos jogos, ao vivo, no YouTube.

Dadinho

No último final de semana, a equipe da AFFM/Friburguense desceu a serra para a disputa da semifinal na categoria Prata, da regra dadinho, enfrentando a da Liga Fonte. O desafio ocorreu na capital fluminense. As rodadas foram bastante equilibradas, sendo decididas na reta final com o placar de 13 a 9 para a equipe da casa.

O Tricolor da Serra foi representado pelos atletas Vinícius Esteves, Tiago Spitz, Carlos André Lima Barbosa "Monstro", Anderson Coelho e Fabio Freitas, com o apoio do atleta Cesar Muniz.

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    Equipe do Friburguense que irá representar o clube e a cidade na categoria Adulto (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Tricolor da Serra também terá botonistas disputando a categoria Máster (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Disputa da semifinal na categoria Prata, da regra dadinho, terminou com vitória do time da casa (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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O Paradoxo de Easterlin: Por que mais riqueza não garante mais bem-estar?

quinta-feira, 20 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Richard Ainley Easterlin foi um economista americano, professor de economia na Universidade do Sul da Califórnia. Ele estudou o que veio a ser chamado de o “Paradoxo de Easterlin”, na década de 1970. Ele questionou a ideia comum de que um aumento contínuo na renda, ou seja, ganhar mais dinheiro continuamente, levaria, de forma igualmente contínua, a um aumento no bem-estar subjetivo das pessoas.

Richard Ainley Easterlin foi um economista americano, professor de economia na Universidade do Sul da Califórnia. Ele estudou o que veio a ser chamado de o “Paradoxo de Easterlin”, na década de 1970. Ele questionou a ideia comum de que um aumento contínuo na renda, ou seja, ganhar mais dinheiro continuamente, levaria, de forma igualmente contínua, a um aumento no bem-estar subjetivo das pessoas.

Num primeiro momento, parece lógico pensar que quanto mais recursos materiais alguém possui, mais confortável e feliz será. No entanto, a pesquisa de Easterlin demonstrou que, embora pessoas mais ricas, dentro de um mesmo país, tenham a tendência de relatar níveis de felicidade maiores do que pessoas mais pobres, o aumento da renda média de um país ao longo do tempo não resulta em aumento proporcional da felicidade da população como um todo.

Esse paradoxo revela que o bem-estar humano é influenciado por fatores muito mais profundos e complexos do que apenas condições econômicas. Uma das explicações disso está na chamada “adaptação hedônica”, ou seja, indivíduos rapidamente se acostumam aos ganhos materiais, e o que inicialmente parecia trazer satisfação torna-se, pouco tempo depois, algo normal. Assim, o crescimento econômico acaba produzindo um ciclo contínuo de expectativas crescentes, neutralizando o impacto positivo que o aumento de renda poderia oferecer. É como se a pessoa dissesse: “Agora cheguei nesse patamar de riqueza, que mais posso ter?” Parece uma falta insaciável para alguns.

Esse estudo de Richard Easterlin, e outros, mostraram que a felicidade depende menos do nível absoluto de renda e mais da renda relativa, ou seja, como o indivíduo se percebe em relação aos outros ao seu redor. Quando todos ficam mais ricos simultaneamente, ninguém se sente relativamente melhor, e o ganho de bem-estar se dissipa.

À medida que as sociedades enriquecem, surgem novas pressões, competitividades e tensões sociais e podem surgir doenças como a Síndrome de Burnout e outras ligadas ao alto estresse. Expectativas profissionais mais altas, ritmo acelerado de vida e crescente comparação social criam ambientes onde o aumento de renda vem acompanhado de novas exigências emocionais. O estudo de Easterlin não afirma que dinheiro é irrelevante, de fato, ele é essencial para tirar pessoas da pobreza e garantir condições mínimas de vida com dignidade. Porém, o economista Richard mostra, que após certo limiar, o acúmulo de riqueza deixa de produzir melhorias significativas na qualidade pessoal de vida.

Resumindo, o Paradoxo de Easterlin desafia nossa visão materialista de progresso e nos leva a reconsiderar o que significa viver bem. Ele convida sociedades e indivíduos a refletirem sobre o papel de relações sociais sólidas, propósito, saúde mental, tempo de lazer e segurança emocional. Esses fatores, frequentemente negligenciados em contextos econômicos, revelam-se determinantes para uma vida verdadeiramente satisfatória.

Mesmo sendo uma pesquisa antiga, a conclusões de Richard Easterlin permanecem atuais e provocadoras. De acordo com os estudos dele, podemos afirmar que crescer economicamente é importante, mas não suficiente. O bem-estar pessoal exige muito mais do que riqueza material.

Jesus entendia e vivia isso, tanto que levantou a pergunta para nossa reflexão: “Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?” Mateus 6:25.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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