Blogs

Revolução gráfica: chega a Friburgo a Offset Heilderberg Kord

sábado, 02 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 01 e 02 de julho de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 01 e 02 de julho de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

  • Uma verdadeira revolução em matéria de gráfica: Offset Heilderberg Kord - Friburgo pode-se orgulhar de possuir um dos melhores parques gráficos do Estado, principalmente agora que a Tipografia Carestiato acaba de importar um complexo da arte de impressão dos mais perfeitos e tecnicamente mais avançados. Além de quatro implementos complementares - célula - foto - eletrônica, estufa automática - foto - reprodutora, prensa - cortadeira - dimensional, a impressora original Heiderberg Offset Oder Letterset, constitui uma verdadeira revolução nas artes gráficas, possibilitando a impressão de cartazes e outros trabalhos de múltiplas cores, em serviços da maior perfeição, inclusive soberba apresentação. Em companhia do proprietário da mencionada gráfica, o conhecido Dalton Carestiato, vimos funcionar todo equipamento importado que somado a quatro outras Heilderberg e 11 outras maquinárias formam um conjunto realmente importante, imponente e sobretudo atestador do arejamento comercial - industrial do jovem empresário. A máquina efetua seis mil impressões horárias. Examinamos uma infinidade de impressos saídos da Heilderberg Offset, modelo Kord e podemos garantir: nada em tipografia, litografia ou outro qualquer sistema até então adotado, supera, ou se compara com o que a Tipografia Carestiato está apresentando. Parabéns Dalton Carestiato e votos de sucesso para a sua importantíssima indústria gráfica.
  • Médici diz que conta com o Exército, povo e Arena - O presidente da República Emílio Garrastazu Médici manifestou perante os dirigentes da Arena de todo o país que considera indispensável três fatores à manutenção de um governo: o apoio das Forças Armadas, sustentáculo imprescindível à segurança do país, o apoio popular e um partido coeso…. 
  • A “VIII Festa do Colonizador” - Terá lugar neste 15 de julho de 1972, com a participação especial de dois excelentes conjuntos musicais: “Big Sound 70” (Salão Amarelo) e “The Simples” (Parque Aquático), a já tradicional iniciativa do Nova Friburgo Country Clube: a Festa do Colonizador. Em sua oitava edição, o tradicional evento apresentará um sem número de atrações, esperando-se êxito jamais alcançado em promoções do fidalgo clube do Parque São Clemente. 
  • Associação do Ministério Público Fluminense - Dos dias 4 a 7 deste mês será realizado em nossa cidade, o IV Congresso Fluminense do Ministério Público, em o qual importantíssimas teses serão discutidas e levadas ao votos dos convencionais. Na sessão de encerramento com palestras do professor Hely Lopes Meirelles, sob o tema “Correição Judicial dos Atos Administrativos”, é esperada a presença do governador do Estado do Rio de Janeiro, Raymundo Padilha, que deu todo apoio à iniciativa. 

Pílulas

  • Vamos prognosticar: formará a dobradinha com Ariosto Bento de Mello, o conhecido e querido mestre da medicina, dr. Chamberlain Noé. Realmente uma dupla que infunde o máximo de respeitabilidade e segurança de uma administração eficiente, honesta e que muito engrandecerá Nova Friburgo. 
  • Os votos contra a medida salvadora proposta pelo Executivo Municipal servirão para definição de atitudes, apenas para isso e consequentemente registro da história, já que constituem eles uma tradição, uma constante, uma regra, uma qualquer coisa que não vale a pena definir…  
  • Como decidido pelo Tribunal Eleitoral, ninguém devidamente inscrito por um partido, poderá concorrer em eleições por outro partido, sem a decorrência do prazo de dois anos. Assim, as anunciadas candidaturas de elementos que têm suas assinaturas no livro do MDB pela legenda da Arena, ou vice-versa caíram por terra, tendo ficado apenas o simples consta, a mera conjetura. 

E mais…

  • Absurdo qualquer aumento nos ônibus da cidade…
  • Carlos Geraldo Langoni: Novos sucessos… 
  • Dr. José Helayel Barucke assumiu o cargo de juiz de Direito de Bom Jardim… 
  • Nelson Augusto Spinelli: Novo Presidente do Rotary Clube… 
  • A água é nossa… 

Sociais

  • A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Iêda Kin (1º); Antonio Folly (2); Heleno Nunes (3); Justino Flávio Folly e Francisco Nunes Pinto (4); Aluisio de Moura, José Vieira e Rubem Máximo (6); Néa Schuabb, Danilo José Bizzoto e Noberto Rocha (7); Elizabeth Veronezze (8).
Foto da galeria
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Viciado em viver

sábado, 02 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
(Foto: Freepik)

Eu sou vulnerabilidade e a admissibilidade de ser vulnerável. Sou a esquina, a paixão intrometida, o beijo de carnaval na dança da festa junina. Eu sou o vinho que não vinagra. Sou os verões que passam e as primaveras que fincam, raízes no varal dos dias de chuva, raízes no quintal das noites de sol. 

Eu sou vulnerabilidade e a admissibilidade de ser vulnerável. Sou a esquina, a paixão intrometida, o beijo de carnaval na dança da festa junina. Eu sou o vinho que não vinagra. Sou os verões que passam e as primaveras que fincam, raízes no varal dos dias de chuva, raízes no quintal das noites de sol. 

Eu sou tudo que quero ser e também tudo que não posso. Pois ao não ser, também sou. Eu sou essa ânsia em viver querendo adiar ao máximo a morte. Não que eu seja inimigo do fim. Mas não gosto de ir embora, pelo menos enquanto admiro ficar. Sem ser avesso às mudanças, gosto de fazer morada na felicidade. 

Foi em uma roda de samba de segunda-feira que me disseram: “você é viciado em viver”. Nada talvez me defina melhor. Que meu vício não me abandone. Que eu siga a determinar a forma que meu vício me define. 

Viciado em viver, à minha maneira, e, totalmente aberto a descobrir novas formas de chorar e sorrir. A vida é meu ópio, é o que me mantém sóbrio sem ter pés no chão. 

Viver é mais do que respirar ou contar tempo a partir da certidão de nascimento. Viver é mais do que andar com passos firmes. Viver é, às vezes, se ver caminhar vacilante. Se a vida pede coragem, é porque admitimos ter medo. E teríamos medo se tivéssemos consciência do que é romper o ventre. Temos medo pela consciência do quanto é irrefreável a loucura que é se entregar as paixões que nos mobilizam. Se os afetos nos guiam, a arte dos nossos encontros — percebidos e não percebidos — afeta o mundo. 

Viver pede propósito, mas é muito mais achar o que não se procura. Enxergar o imprevisível, o invisível, o difícil de se notar. As surpresas que nos visitam — agradáveis e desagradáveis — é que causam os tais impactos que não permitem que sejamos roteiro pronto. 

Eu sou filme inacabado. Talvez eu, como você e todos, possamos ser medidos pela régua da vaidade. E o tamanho da vaidade é determinante para o nosso lugar na ínfima linha entre a arrogância e a submissão. Ambas são perigosas e é danoso não estar atento. 

Eu sou a vigilância desapegada de julgamento. Eu sou a fibra que vibra ondas entre as cordas do violão. Eu sou a voz que tenta aprender a também falar os dialetos do silêncio. Eu sou a vida que escapole, porque não me economizo. Viciado em viver — vivo — em exagero, em emoções que me movem. Se me acusam de não levantar bandeiras, respondo: eu sou a bandeira. 

Eu sou vendaval em tempos nublados. Eu sou tempestade nas fortalezas dos corações vazios pesados. Eu sou múltiplas extensões que iluminam o horizonte e sou também a utopia em alcançá-lo. No infinito de mim mesmo, eu sou quase imperecível, mas não invencível. E contemplo esse sentimento de não ser imbatível. Por proteção, talvez, eu sou mortal mesmo nas promessas de eternidade. Ainda que exagerado, a imortalidade seria uma maldade dos deuses com a humanidade.

Eu sou humano, mesmo quando acredito ser astral. Eu sou diverso querendo ser diversão. Eu vivo mais do que escrevo, eu vivo mais do que canto, ao ponto que ao ler e ouvir também vivo. Eu coleciono olhares para o álbum da vida, eu admiro rostos que não conheço, ainda que adoraria me aprofundar em suas histórias. 

Eu me entrego, sem me render. Eu vivo para não morrer. E não admito morrer em vida. Viciado em viver, eu sou a minha própria aventura e fiel à natureza considero ser parte de algo que não compreendo, mas que deposito fé. Estou em transformação constante. 

Viciado em viver, assino meu testamento com assinatura legível: eu sou quem eu sou e tudo além.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O pior da região e um dos piores do Estado

sexta-feira, 01 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O alerta está ligado. Nova Friburgo tem a pior variação percentual na geração de empregos com carteira assinada da Região Centro-Norte dos últimos 12 meses. É também um dos piores índices do Estado do Rio de Janeiro, ocupando no mesmo período (junho de 2021 a maio de 2022), a 73ª posição entre os 92 municípios fluminenses.

Abaixo da média

O alerta está ligado. Nova Friburgo tem a pior variação percentual na geração de empregos com carteira assinada da Região Centro-Norte dos últimos 12 meses. É também um dos piores índices do Estado do Rio de Janeiro, ocupando no mesmo período (junho de 2021 a maio de 2022), a 73ª posição entre os 92 municípios fluminenses.

Abaixo da média

A variação de Nova Friburgo foi de apenas 3,5%. Araruama teve a melhor variação percentual (37,7%), seguida de Arraial do Cabo (34,8%). A média estadual está em 6,8%, quase o dobro do número obtido por Nova Friburgo. A situação municipal se agrava quando se compara ao Brasil e à Região Sudeste. O Brasil está com variação de empregos em 6,8%, enquanto o Sudeste em 6,5%, ou seja, tanto as médias estadual, nacional e do Sudeste estão bem acima da local.

Puxando a região para baixo

A capital fluminense acompanha a tendência geral e está em 6,4%. Já contando apenas os municípios da Região Serrana, Nova Friburgo também está abaixo da média (4,7%). Explica-se que por sua importância para a região, Nova Friburgo acaba sendo o vilão por puxar a média para baixo. A melhor variação de empregos nos últimos 12 meses é de Santa Maria Madalena (20,9%), seguida de Bom Jardim (13%). Os piores índices do Estado estão em São Francisco de Itabapoana, Rio das Flores e São José do Vale do Rio Preto.

17º em números gerais

Quanto ao saldo de emprego, ou seja, o número de empregos gerados subtraindo os de desligamentos, Nova Friburgo ocupa a 17ª colocação estadual, com 1.762 empregos, nos últimos 12 meses. O Rio de Janeiro é quem tem o melhor saldo, seguido de Macaé e Niterói. O estudo é do professor Mauro Osório, com base nos dados do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Previdência. O professor, um dos maiores estudiosos do Estado do Rio de Janeiro, alerta para o baixo dinamismo friburguense na geração de empregos. Os números são claros de que o momento é dos piores.      

Logística reversa

O Rio de Janeiro passou a ter um Programa Estadual de Logística Reversa. Trata-se do Retorna RJ. Fundamentado na Política Nacional de Resíduos Sólidos, o programa tem como objetivo fomentar políticas públicas sobre o conceito de logística reversa no Rio de Janeiro a partir de três eixos principais: implementação, legislação e fiscalização dessa atividade no Estado.

O que é?

O conceito de logística reversa diz respeito a um conjunto de ações que visam o descarte correto dos resíduos sólidos ou o reaproveitamento desses materiais por parte das empresas, fazendo com que estes retornem à cadeia produtiva.

Início

O primeiro passo do Retorna RJ será capacitar os municípios fluminenses para a plena implementação da logística reversa, emitir certificados e selos para empresas que cumprirem com as normas, desenvolver um decreto regulamentador com diretrizes gerais sobre o tema e fiscalizar, por meio do Inea, o Instituto Estadual do Ambiente, a aplicação do conceito em todo o Estado.

Integração

Já a partir do próximo ano, o Retorna RJ contará com um sistema integrado, no qual irá reunir todos os dados relativos à comprovação da logística reversa no Rio de Janeiro. A ideia é facilitar a comunicação com os órgãos estaduais interessados, bem como promover o acesso à informação pela população.

Friburguense

O Friburguense precisa vencer o Macaé pela 3ª rodada do Estadual da Segundona. O confronto acontece neste domingo, 3, às 14h45, em Cardoso Moreira. Com desempenho melhor fora de casa do que como mandante, a esperança de vitória é maior. O Tricolor da Serra é atual o antepenúltimo colocado na classificação geral, a apenas um ponto da zona de rebaixamento.

Voltar a vencer

A vitória é importante para afastar o time da zona de degola. Já na briga do 2º turno, igualmente a vitória é essencial para manter vivas as chances de classificação para as semifinais. O jovem time tem mostrado evolução. Faltando somente quatro rodadas para o fim da competição, no entanto, os erros não podem seguir acontecendo.

Dificuldades

Aspecto fundamental a se observar é o peso que tem a questão financeira. Contando com raros apoios, destaque para o patrocínio master da Unimed Serrana, a diretoria de futebol do Friburguense tem sido criativa e vem contando com sua credibilidade no mercado para ter um time. Com a concorrência cada vez mais difícil, os salários pagos pelo clube estão se afastando da realidade, o que dificulta montar plantéis equilibrados. Ainda sim, o Friburguense tem time para estar em situação melhor do que a que se encontra na competição. 

Palavreando

“Eu sou vendaval em tempos nublados. Eu sou tempestade nas fortalezas dos corações vazios pesados. Eu sou múltiplas extensões que iluminam o horizonte e sou também a utopia em alcançá-lo. No infinito de mim mesmo, eu sou quase imperecível, mas não invencível. E contemplo esse sentimento de não ser imbatível”. Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

Legenda foto

Pouca gente sabe, mas o famoso Palácio do Catete, local onde Getúlio Vargas cometeu suicídio e deixou sua icônica carta-testamento, também é chamado Palácio Nova Friburgo. Mas afinal, qual é o nome? Pode-se dizer que ambos, e, ainda Palácio das Águias. O nome Palácio do Catete se instituiu a partir da aquisição do Governo Federal para ser sua sede, em 1896. Construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo, consagrou-se como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística. Levou o nome da família que adotou Nova Friburgo como sobrenome para as gerações sucessoras. Na exposição permanente do museu, inclusive, há várias referências ao nome Palácio Nova Friburgo. Indo à capital, vale uma visita pela proximidade com a história local   

Até já!

Por conta da legislação eleitoral, a coluna terá uma pausa de aproximadamente três meses, retornando logo após as eleições gerais de outubro. O calendário eleitoral determina que pré-candidatos não podem comentar ou apresentar programas de rádio e televisão. Ainda que a medida não se aplique a jornais impressos, este colunista e a direção de A VOZ DA SERRA têm por praxe optar pelo afastamento, por uma questão de isonomia e ética. Como sou cotado para ser candidato a deputado estadual ou deputado federal, o que se estabelecerá até a convenção partidária, dou um até breve, tanto da coluna Observatório, como da coluna Palavreando, do Caderno Z, publicada nos fins de semana. Também estou me licenciando dos demais programas de rádio e TV que participo. Agradeço a compreensão de todos e expresso meu agradecimento ao grande carinho que os leitores têm comigo ao longo dessa trajetória iniciada em 2006.

  • Foto da galeria

    Pouca gente sabe, mas o famoso Palácio do Catete, local onde Getúlio Vargas cometeu suicídio e deixou sua icônica carta-testamento, também é chamado Palácio Nova Friburgo. Mas afinal, qual é o nome? Pode-se dizer que ambos, e, ainda Palácio das Águias. O nome Palácio do Catete se instituiu a partir da aquisição do Governo Federal para ser sua sede, em 1896. Construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo, consagrou-se como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística. Levou o nome da família que adotou Nova Friburgo como sobrenome para as gerações sucessoras. Na exposição permanente do museu, inclusive, há várias referências ao nome Palácio Nova Friburgo. Indo à capital, vale uma visita pela proximidade com a história local

  • Foto da galeria

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

ETFs: simplificando o que parece complexo

sexta-feira, 01 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Dia desses, conversando com um grande amigo, perguntei sobre qual poderia ser o tema desta semana. Sobre o que escrever e qual assunto poderia ser trazido aqui hoje. Sua resposta? “Fale sobre inflação!”, respondeu. O problema é que já ninguém mais aqui aguenta falar mais sobre o assunto. Passamos algumas semanas seguidas falando sobre escassez de produção, oferta monetária e como isso impacta o bolso do consumidor. Hoje vou falar sobre um assunto diferente.

Dia desses, conversando com um grande amigo, perguntei sobre qual poderia ser o tema desta semana. Sobre o que escrever e qual assunto poderia ser trazido aqui hoje. Sua resposta? “Fale sobre inflação!”, respondeu. O problema é que já ninguém mais aqui aguenta falar mais sobre o assunto. Passamos algumas semanas seguidas falando sobre escassez de produção, oferta monetária e como isso impacta o bolso do consumidor. Hoje vou falar sobre um assunto diferente. Ironicamente, mais uma semana sem falar de inflação enquanto este é o grande problema econômico global, mas na próxima semana eu garanto: vem texto bom sobre algumas atualizações necessárias sobre os choques de oferta monetária, produtos e como isso reflete em aumento de preços. Por ora, vamos falar sobre algo bastante diferente (mas, é claro, como tudo no mundo das finanças, está correlacionado), o texto desta semana é sobre fundos de investimentos negociados em bolsa de valores, os ETFs.

Basicamente, esses ativos englobam determinadas empresas que se enquadram em características predefinidas e, assim, está pronta uma carteira de investimentos: diversificada entre si e com empresas enquadradas no que você acredita. Para exemplificar ainda mais, essas características podem ter a ver com governança, sustentabilidade, tamanho do patrimônio das empresas, distribuição de dividendos ou, até mesmo, empresas estrangeiras.

Abaixo, vou listar alguns ETFs (Exchange Traded Fund) e caracterizá-los para você entender ainda mais sobre o assunto e ganhar autonomia para seus novos estudos a partir daqui. Lembrando, é claro, que nenhum destes se enquadra como recomendação; aqui, meu único objetivo é mostrá-los para você, leitor, sem me preocupar em passá-los por um crivo de análise aprofundada e qualidade dos ativos.

  • BOVA11 - Busca refletir a performance, do Índice Bovespa (composto por cerca de 70 das maiores empresas do Brasil);
  • ECOO11 - Busca refletir a performance do Índice Carbono Eficiente (composto por empresas com maior responsabilidade ambiental);
  • GOVE11 - Busca refletir a performance do Índice Governança Corporativa Trade (composto por empresas com padrões de governança corporativa diferenciados);
  • SMAL11 - Busca refletir a performance do Índice Small Cap (composto por empresas com menor capitalização na B3);
  • IVVB11 - Busca refletir a performance do Índice S&P500 (composto pelas 500 maiores companhias de capital aberto dos EUA).
  • HASH11 - Busca refletir a performance do índice Nasdaq Crypto (reflete, globalmente, o movimento do mercado de criptoativos).

Investimentos em ETFs costumam ser mais simples e, apesar da volatilidade, tem liquidação em dois dias úteis e podem ser uma porta de entrada para novos investidores na Bolsa de Valores. Por se tratar de uma administração terceirizada, estes ativos também podem sofrer incidência de taxas, como administração e performance, por exemplo. Portanto, cabe ao investidor analisar seus objetivos e necessidades pessoais para contratar este investimento.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Pirâmide de valores

sexta-feira, 01 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A resposta ao título já antecipo: não tem preço. Pelo menos, não para mim (e para muitos). Pela definição do dicionário, confiança significa crédito, fé, boa fama, segurança e bom conceito que inspiram as pessoas de probidade, talento, discrição. Depositar confiança em alguém é crer na honradez, ter em bom conceito, em alta estima. A credibilidade é definida por atributo, qualidade, característica de quem ou do que é crível e confiável.

A resposta ao título já antecipo: não tem preço. Pelo menos, não para mim (e para muitos). Pela definição do dicionário, confiança significa crédito, fé, boa fama, segurança e bom conceito que inspiram as pessoas de probidade, talento, discrição. Depositar confiança em alguém é crer na honradez, ter em bom conceito, em alta estima. A credibilidade é definida por atributo, qualidade, característica de quem ou do que é crível e confiável.

A credibilidade pessoal não é criada do nada. Ela é fruto do acúmulo de  esforço e mérito protraídos no tempo. Tem a ver com moral, ética, honra, com valores tão abstratos quanto importantes, valores esses que tantas vezes vemos ao relento das relações sociais.

A confiança é um tesouro e ser confiável é realmente uma verdadeira e rara virtude. Não se pode brincar com isso. É coisa séria. Credibilidade não se compra, não se vende, não é transferível. Confiança é patrimônio personalíssimo, é crédito pessoal, sem valor material estimável. Por isso, um dos grandes trunfos que alguém pode ter é a construção de uma vida pautada na credibilidade, seja na esfera pessoal, seja no âmbito profissional.

Hoje em dia, com a informatização da vida e as redes sociais fazendo parte de nosso cotidiano em grandes proporções, nos deparamos todo o tempo com uma falta de coerência absurda, com pessoas que se esforçam para parecer ser o que não são, que dizem coisas que não praticam, que levantam bandeiras em que não acreditam, que são matéria e muitas vezes esquecem que têm alma.

Ultimamente, com as máscaras tecnológicas que nos escondem por trás dos computadores, tablets e celulares, as impressões que temos sobre os outros (e por vezes sobre nós) não necessariamente condizem com a realidade. Não que haja problema nisso. Contudo, naturalmente vamos aguçando nosso senso crítico sobre o que é real e o que é propaganda enganosa.

Como construir sinceros sentimentos de confiança com seres que são a personificação do marketing de suas vidas? Como aferir a credibilidade de alguém por meio tão-somente de uma bela apresentação pessoal? Tudo isso regado pela falta de tempo de conhecermos direito quem é quem, a coerência da vida e da postura das pessoas. Isso tem acontecido e é perigoso sob algum aspecto. Estranha essa realidade moderna.... mas precisamos saber lidar com os novos paradigmas, sem deixar que valores elementares sejam rebaixados nas novas escalas. Aprender com os mais antigos pode ser uma boa escola sobre construção da credibilidade: o bom nome, a palavra, as dívidas morais quitadas, o “olho no olho”, o comprometimento, a sinceridade, a coerência, a assiduidade, o altruísmo, a cortesia e o trabalho honesto são valiosas pistas que não caem em desuso.

Ainda tem valor ser o que parece ser, agir conforme o que pensa e fala. Acho que esse é um valor eterno e intransponível aos olhos daqueles que conseguem ver por trás dos muros da matéria, da estética, da forma, que tantas pessoas insistem em erguer sobre si mesmas.

Estamos diante da edificação de algumas pontes de isopor, sem base alguma que sustente uma sólida construção. Mais do que nunca é preciso valorizarmos a confiabilidade inspirada por alguém como um dos critérios que coloque essa pessoa no topo da pirâmide de valores.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Posse de armas

quinta-feira, 30 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Nosso país por muitos anos teve uma grande burocracia para que um cidadão pudesse ter a posse de uma arma de fogo legalmente. Contudo, as coisas mudaram. Um decreto presidencial flexibilizou a posse de armas de fogo em todo país. Contrário ao histórico das gestões anteriores, o atual governo foi o primeiro a tomar medidas que facilitam o uso de armas, e não, que restringem. E como isso tem repercutido?

Recorde de armas nas mãos da população

Nosso país por muitos anos teve uma grande burocracia para que um cidadão pudesse ter a posse de uma arma de fogo legalmente. Contudo, as coisas mudaram. Um decreto presidencial flexibilizou a posse de armas de fogo em todo país. Contrário ao histórico das gestões anteriores, o atual governo foi o primeiro a tomar medidas que facilitam o uso de armas, e não, que restringem. E como isso tem repercutido?

Recorde de armas nas mãos da população

            De acordo com os dados do Anuário de Segurança Pública, desde 2018, o número de pessoas com certificado de registro de armas cresceu 474%. Antes da facilitação do acesso de armas por brasileiros, em 2017, o número de CAC’s (caçadores, atiradores e colecionadores) era de 63 mil pessoas, hoje, o número já alcança 957 mil, de acordo com os registros oficiais.

            Para termos dimensão do quanto isso representa, atualmente temos mais armas nas mãos dos civis do que do que o próprio Estado brasileiro possui em suas reservas institucionais somadas, dentre elas as polícias Federal e Rodoviária Federal, civis, guardas municipais, tribunais de Justiça e Ministério Público. De quase 1.5 milhão de armamentos registrados no Brasil, somente 384 mil estavam ligados aos órgãos públicos, é o que diz o levantamento da Polícia Federal.

            E onde estão essas armas? Em números absolutos, São Paulo lidera o número de CAC’s, afinal, é o estado mais populoso da nação. Mas, curiosamente, se olharmos atentamente para os dados, o Sul do país é a região que possui a maior quantidade de armas por habitante. O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná lideram o top 4 brasileiro.

Fiscalização em baixa

Evidentemente, que na teoria, tudo está passando por um controle muito rigoroso no Brasil, mas a realidade mostra que não é bem assim. Atualmente, 1/3 das armas do país estão com a licença vencida, é o que afirma a Polícia Federal. E como o armamento não deixou de existir, mesmo após o vencimento do registro, estão irregulares.

Além disso, o Anuário afirma: houve a redução da apreensão de armas ilegais em todo o país. Ainda que 33% dos materiais bélicos do país na mão de civis estejam irregulares, a falta de estrutura e fiscalização demonstra, que mesmo com o país com mais armas, as apreensões da posse (quando a arma está na sua residência) tem caído.

Em contrapartida, os números da apreensão pelo porte (arma fora da residência, ou seja, circulando) irregular de arma de fogo tem crescido, o que demonstra uma preocupação para especialistas. Afinal, a arma que foi comprada para estar dentro de casa, por vezes, por lá não tem ficado.

Fato é que a política brasileira tem se mostrado ineficientes em relação a fiscalização, o que abre margem para outros riscos e que não podem ser ignorados, como por exemplo, o aumento de mortes violentas. De acordo com os cartórios de Registro Civil de todo país, as mortes violentas cresceram 81%.

EUA endurece o controle de armas

Alguns estados dos Estados Unidos, em especial o Texas, berço do liberalismo bélico no mundo, tomam medidas para rever algumas políticas que “fugiram um pouco do esperado”. No último dia 25, por lá, foi sancionada lei federal, que “dificulta” o acesso de armas para a população, em especial pelos dados de tiroteio em massa por todo país. Esses episódios têm chamado atenção para os riscos inerentes às políticas armamentistas menos severas.

Nos Estados Unidos, nos últimos 52 anos ocorreram 2.054 casos de tiroteio em massa de forma pública. No quesito, massacres armados em escolas, o país lidera o ranking mundial. Desde 2009, os norte-americanos contabilizaram a triste marca de 288 tiroteios em escolas, com 1.500 baleados e 1.000 mortos. Em segundo lugar, Canadá e França empatados, com apenas dois.

No último dia 25 de maio, um verdadeiro massacre foi promovido por um jovem de apenas 18 anos de idade. Ao menos 19 crianças (entre 7 e 10 anos) e dois adultos morreram no ataque e já é considerado o mais mortal do país. Coincidência ou não, o caso aconteceu no Texas. Coincidência ou não, o Texas, lugar mais armamentista do planeta, é o estado norte-americano que lidera o ranking nacional de tiroteios em massa.

Fato é que os norte-americanos, com base em experiências trágicas, têm percebido que armar a população à torto e à direito, não necessariamente significa que os casos de violência vão diminuir - talvez possam até aumentar. A opinião de cada um acerca do armamento é pessoal, mas os dados brasileiros e norte-americanos são claros em suas mensagens: não estão sendo feitos da forma correta.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Ser feliz?

quinta-feira, 30 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A felicidade é um tema para filósofos, dramaturgos, psicólogos, teólogos e para o povo em geral também. A experiência de milhões de pessoas que pensam sobre o assunto ao longo dos séculos mostra que felicidade nessa vida é um processo, depende de coisas simples, são momentos mais do que o tempo todo se considerarmos felicidade como ligada à sentimentos agradáveis.

A felicidade é um tema para filósofos, dramaturgos, psicólogos, teólogos e para o povo em geral também. A experiência de milhões de pessoas que pensam sobre o assunto ao longo dos séculos mostra que felicidade nessa vida é um processo, depende de coisas simples, são momentos mais do que o tempo todo se considerarmos felicidade como ligada à sentimentos agradáveis.

Felicidade é um estado do ser, uma experiência pessoal íntima mental. Nessa existência ela não é ausência de dor emocional, como angústia e tristeza. Primeiro porque todos os seres humanos, nascem com a natureza espiritual contaminada com egoísmo, orgulho, vaidade, inveja, que a Bíblia chama de “natureza pecaminosa”. Nesta natureza espiritual perturbada, existe a angústia. Os filósofos chamam de angústia existencial. Todos a temos, sejam bilionários, religiosos, pessoas de qualquer raça, classe social e econômica. E segundo porque existem conflitos psicológicos às vezes inevitáveis nos relacionamentos e da pessoa com ela mesma, o que prejudica a felicidade plena, impossível de obter nessa vida.

Felicidade, neste sentido de possuirmos uma natureza espiritual contaminada, tem muito que ver com vitórias sobre nossos defeitos de caráter. Você vai vencendo o egoísmo inato e passa a ser altruísta, luta contra a vaidade e vai se tornando mais simples, batalha contra o orgulho e vai conseguindo ser humilde.

Alguém perguntou se é possível aprender a ser feliz. Podemos aprender a ter mais momentos felizes sim. Isto vai depender de como lidamos com nossos pensamentos e sentimentos, e com as escolhas que fazemos. O cultivo de pensamentos como gratidão, valorização das coisas boas que existem e funcionam até agora na sua vida, evitar que pensamentos trágicos e pessimistas permaneçam na mente, é um passo. Outro é lutar contra sentimentos de inveja, ressentimentos, mágoas, e lutar contra a tendência que alguns têm de serem pessoas agressivas verbalmente, buscando no lugar disso a mansidão. Você pode ser feita uma pessoa mansa e ser proativa, determinada, empreendedora. Jesus era manso e extremamente empreendedor para o bem da humanidade.

Alguns argumentam que serão hipócritas se buscarem a felicidade estando sofrendo dificuldades. Um grande passo positivo nessa questão é a pessoa observar se ela tem estado obsessiva na busca de ser feliz. Tem gente que fica obcecado com querer mais um imóvel, mais um milhão de reais na conta do banco, mais um carro diferente e novo, e parece que nada sacia. Entendo que o caminho da felicidade possível nessa existência tem que ver com procurar ser um profissional eficaz e honesto, ser uma dona de casa que faz o melhor pela família, ser um estudante que se esforça para aprender, pensar em como pode fazer para produzir a maior quantidade de bem possível para todos, em vez de cultivar uma mentalidade obsessiva para ganho material, fama e poder social.

Também me perguntaram qual a diferença entre alegria e felicidade? Alegria é um sentimento ligado ao estado de felicidade. É o que você sente quando está feliz naquele momento, naquele dia. Interessante que alegria é descrito pela Bíblia como fruto do Espírito Santo. Esta é uma alegria totalmente diferente de, por exemplo, você ficar contente porque seu time de futebol ganhou uma partida. Esta última é uma alegria superficial, que até pode virar irritação e agressão se na próxima partida seu time perder. Por outro lado, a alegria de origem espiritual genuína, profunda, não gerada pela humanidade, não é fútil.

Numa Bíblia que uso, o salmista do Salmo 43, versículos 3 e 4, diz assim: “Envia a Tua [de Deus] luz e a Tua verdade, para que me guiem e me levem ao Teu santo monte e aos Teus tabernáculos. Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.” Mas tem um asterisco dizendo para ler uma nota no pé da página onde diz que no original hebraico, o idioma do Antigo Testamento, em vez de “de Deus, que é a minha grande alegria”, está “de Deus que é a alegria da minha alegria”. Interessante, não é? A alegria genuína é uma Pessoa. Então, você precisa ter esta Pessoa para caminhar na vereda da felicidade.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Somente para a capital

quarta-feira, 29 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Todos os policiais militares que se formaram neste semestre e passaram a ficar aptos para entrar em ação serão lotados na capital. Ao todo, foram formados 388 policiais militares. Nenhum virá para o interior. Todos, por determinação do Governo do Estado, deverão ser efetivados nos batalhões da capital e reforçarem também o efetivo do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur). A decisão leva em conta que o policiamento ostensivo previne e ao mesmo tempo combate os roubos e furtos e que a maioria dos casos desse tipo de crime ocorre na capital.

Todos os policiais militares que se formaram neste semestre e passaram a ficar aptos para entrar em ação serão lotados na capital. Ao todo, foram formados 388 policiais militares. Nenhum virá para o interior. Todos, por determinação do Governo do Estado, deverão ser efetivados nos batalhões da capital e reforçarem também o efetivo do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur). A decisão leva em conta que o policiamento ostensivo previne e ao mesmo tempo combate os roubos e furtos e que a maioria dos casos desse tipo de crime ocorre na capital.

Edital cultural

A Região Serrana teve apenas 23 projetos selecionados pelo Governo do Estado no projeto "Retomada Cultural RJ 2". A princípio, nenhum de Nova Friburgo. Ao todo, foram premiadas 800 produções artísticas, a grande maioria da Região Metropolitana. São R$ 40 milhões para serem divididos entre as propostas apresentadas. A 2ª edição também tem foco nos 200 anos da Independência do Brasil.

R$ 50 mil

Há concessão no valor de R$ 50 mil para ações nas áreas culturais de música, dança, teatro, circo, audiovisual, leitura e literatura, museu e memória, patrimônio cultural, artes plásticas e visuais, moda e gastronomia. Uma categoria é voltada para ações presenciais de circulação de obras artísticas e produções culturais já produzidas, estreadas ou inéditas, a outra é voltada para projetos relacionados ao bicentenário da Independência do Brasil.

Festival de Inverno

Ainda não foi liberada a programação oficial do Festival de Inverno do Sesc Rio, o que deve ocorrer nos próximos dias. Duas atrações foram antecipadas, mas não para Nova Friburgo: Lulu Santos e Iza. Ambos se apresentarão em Petrópolis. A Cidade Imperial, aliás, geralmente, ganha as atrações mais desejadas. Em Nova Friburgo, o festival que era realizado pela prefeitura deverá se somar este ano ao Festival do Sesc.  

20 anos

Já é possível adiantar que a linguagem visual faz referências aos 20 anos do festival realizado pelo Sesc. O lema será mulitlinguagens do país. Confirmado para os dias 15 a 31 de julho em Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Três Rios. A programação se estenderá também para Itatiaia (Penedo), Valença, Vassouras, Casimiro de Abreu (Barra de São João), Rio das Ostras, Búzios, Macaé (Sana) e São João da Barra (Grussaí).

Festas juninas e julinas

Saem as festas juninas e entram as julinas, a partir deste fim de semana. Mas o tema é polêmico. Festa Julina é uma expressão que faz referência às tradicionais festas juninas, mas quando estas são realizadas durante o mês de julho. Existe um grande debate em torno do uso da expressão. Professores, mesmo os menos ortodoxos, defendem que mesmo sendo em julho, o nome correto é “Festa Junina”. Não importa o mês, será sempre Festa Junina.

Fogueira da inflação

O que não é polêmico é que a inflação também atingiu as festas que homenageiam, especialmente São João, Santo Antônio e São Pedro. Pelo menos 34 de 35 alimentos relacionados à festa típica ficaram mais caros nos últimos 12 meses, segundo a medição do IPCA-15. O tomate que incrementa o molho de cachorro-quente foi o produto com maior inflação: 80,48%. Nem o milho escapou, inflação de 23,55%. A água mineral e o refrigerante subiram mais do que a cerveja, 11,70% e 9,11%, respectivamente. 

Friburguense

O Friburguense segue sem vitórias em partidas realizadas em casa. A derrota para o Olaria complicou o Tricolor da Serra e o coloca mais na disputa contra o rebaixamento do que propriamente na luta pela classificação para a elite. Ainda que na classificação geral, o Friburguense só esteja na frente da Cabofriense e Maricá com um ponto a mais, a fórmula de disputa deixa o time ainda na briga no 2º turno.

Aproveitamento ruim

Jogando no Eduardo Guinle, o Friburguense conseguiu apenas um ponto. A única vitória na competição até aqui foi fora de casa, contra o Maricá. A campanha irregular deixa a equipe, antes comandada por Gerson Andreotti e agora por Afonso Galhardo, com um aproveitamento geral de somente 28,6% e de apenas 8,3% nas partidas em Nova Friburgo.    

Vencer fora

No próximo domingo, 3 de julho, o time vai a Cardoso Moreira, onde enfrenta o Macaé. Com um ponto no 2º turno do campeonato estadual, conseguir a 2ª vitória na competição é essencial para manter acesa a esperança de conseguir a classificação às semifinais. Para entrar na zona de classificação, o time precisa vencer e torcer para que o Maricá seja derrotado pelo América e que o Artsul não vença o Angra dos Reis.

Zona perigosa

Somar três pontos também mantém o time fora da zona do rebaixamento. Mas em caso de derrota, o Friburguense pode terminar pela primeira vez nessa posição. Por isso, olho nos jogos da Cabofriense e do próprio Maricá. A Cabofriense recebe o líder Sampaio Corrêa.  

Palavreando

“Não é preciso sofrer para aprender. A dor não faz ninguém evoluir. O que faz crescer é a urgência de nos resolver como irmãos. E a fórmula não é nenhuma decodificação de décadas de ensaios e conclusões acadêmicas. Espalhar amor é a mais simples das matemáticas, a mais retumbante filosofia, a mais antiga das ciências”.

 

 

Foto da galeria
Após três meses de atividades, foram encerradas nessa semana, as aulas de mais uma edição do curso de improviso do ator, produtor e diretor friburguense, Bernardo Dugin. Divididos em turmas de adultos e crianças, a edição desse ano foi bastante concorrida, após dois anos de afastamento, por conta da pandemia. Está sendo formatada uma apresentação dos alunos, aberta ao público, em data a se confirmar
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Havia uma senhora que previa o futuro

quarta-feira, 29 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Aposto que Eva achou que Deus não ia ficar sabendo

Havia uma senhora que previa o futuro. Esse negócio de prever o futuro, vocês sabem, é profissão de alto risco, porque o futuro costuma desdenhar de nossas previsões. Saímos de manhã e não levamos guarda-chuva porque o céu azul garantia bom tempo para o dia inteiro, e voltamos para casa embaixo do maior temporal. Tudo indica que no dia seguinte vai chover, e amanhece um dia amarelado de sol. Amores que eram eternos não duraram mais que um ano; encontros casuais transformaram-se em amores definitivos.

Aposto que Eva achou que Deus não ia ficar sabendo

Havia uma senhora que previa o futuro. Esse negócio de prever o futuro, vocês sabem, é profissão de alto risco, porque o futuro costuma desdenhar de nossas previsões. Saímos de manhã e não levamos guarda-chuva porque o céu azul garantia bom tempo para o dia inteiro, e voltamos para casa embaixo do maior temporal. Tudo indica que no dia seguinte vai chover, e amanhece um dia amarelado de sol. Amores que eram eternos não duraram mais que um ano; encontros casuais transformaram-se em amores definitivos.

O dono da gravadora a que os Beatles foram oferecer suas composições dispensou-os porque, na sua avaliação, músicas com guitarra não tinham mais futuro. Em 1936 o New York Times afirmou que era impossível para um foguete ultrapassar a atmosfera terrestre. Sobre o telefone, algum sabido declarou que o aparelho carecia de valor, pois não tinha como tornar-se um eficiente meio de comunicação. Aposto que Eva achou que Deus não ia ficar sabendo, e até hoje estamos aguentando as consequências da besteira que ela fez.

Diz o ditado que o futuro a Deus pertence, e não há provas de que Deus ande fornecendo a programação para o dia seguinte, como fazem as emissoras de televisão.  Apesar disso, desde que o mundo é mundo, tem gente dando palpites sobre os tempos vindouros. Até acredito que existam pessoas com sensibilidade acima da média e que por isso podem ouvir e sentir coisas que escapam às menos providas desse dom. Gente que nos encontra e vai logo falando “Estou te achando abatido. Você está doente?” Juramos que não, aliás, há muito tempo não nos sentíamos tão bem, em perfeita saúde. Poucas horas depois, estamos com um resfriado que nos atormenta por três dias. Mas daí a achar que são adivinhos, penso que vai uma boa distância.

Pois a tal senhora dada a adivinhações teve a oportunidade de fazer uma previsão bem assustadora a meu respeito. Uma pessoa da minha família foi consultá-la e ouviu dela perguntas sobre a possível existência de parente com tais e tais características. Era eu, não tinha dúvida. “Essa pessoa está sujeita a um grave acidente de trânsito entre os dias X e Y deste mês”. Pra quê! Lá foi a parenta me recomendar que ao menos por alguns dias ficasse em casa e não entrasse em nenhum veículo motorizado.

Obrigado a trabalhar e cético com relação a essas premonições, toquei a vida em frente. Fiz uma viagem de ônibus no período, mas não me lembrei da advertência. Até o dia em que fui a um evento no que tinha sido o Colégio da Fundação Getúlio Vargas. O prédio ainda hoje lá está, no alto do alto morro. Tendo decidido descer antes do fim da programação do dia, acabei pegando carona num caminhão estropiado que tinha ido lá fazer não sei o quê.

Aí, sem mais nem menos, me lembrei de que aquele era o último dia da previsão fatídica. E o velho caminhão zanzava de um lado para outro da estradinha estreita, rangia, resmungava e se inclinava para o precipício. Num dado momento, o bicho deu um solavanco que assustou até o motorista, que o conhecia de longo tempo. Temi que a profecia fosse se cumprir. E como não sou herói nem ateu, desci rezando para que chegássemos sãos e salvos ao pé do morro. Afinal, como diz o ditado espanhol, “Eu não creio em bruxas, mas que existem, existem”.

Bem, não morri, como os leitores já concluíram. Pelo menos até o dia em que escrevo esta crônica, sinto-me razoavelmente vivo. No dia em que vocês a estiverem lendo... sabe Deus. Termino desejando que todos vocês tenham uma vida longa e feliz, a cada dia cheia das melhores previsões para o futuro (e que todas elas se concretizem).

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A comemoração do bicentenário da Independência está próxima

quarta-feira, 29 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Não importa se alguém é republicano ou monarquista, sim porque o ser é livre, é democrático. Mas, é uma constatação importante o fato de que estamos a pouco mais de três meses do bicentenário da proclamação da Independência do Brasil e não se tem notícia de nenhum preparativo para esse evento que, para mim, é um dos mais importantes de nossa história, só perdendo mesmo para o dia de nosso descobrimento.

Não importa se alguém é republicano ou monarquista, sim porque o ser é livre, é democrático. Mas, é uma constatação importante o fato de que estamos a pouco mais de três meses do bicentenário da proclamação da Independência do Brasil e não se tem notícia de nenhum preparativo para esse evento que, para mim, é um dos mais importantes de nossa história, só perdendo mesmo para o dia de nosso descobrimento.

O 22 de abril, cujo personagem principal é Pedro Alvares Cabral, marca o início do Brasil como uma terra não desbravada, habitada por pessoas que tinham sua própria cultura, mas estavam atrasadas em relação ao restante do mundo. O continente americano, em 1500, era ainda virgem da presença do homem civilizado e distante do resto do mundo que girava em torno da África, Ásia e da Europa. Portanto, Cabral é o responsável pelo início da civilização europeia naquele que seria o solo brasileiro. Como estou falando de Brasil, não citarei Cristóvão Colombo com a descoberta da América espanhola, em 1492, ou seja, oito anos antes.

De 1500 até 1808, com a chegada da família real portuguesa (um acontecimento iniciado em 29 de novembro de 1807, com o seu desembarque em terras brasileiras ocorrido em 22 de janeiro de 1808, na cidade de Salvador), mudamos muito. Apesar da imensidão continental do nosso país, à medida que o tempo passava, a condição de povo colonizado incomodava os habitantes da época, de norte a sul e de leste a oeste.

Com a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 8 de março de 1808, o Brasil começava a mudar seus rumos, pois com o Rei de Portugal instalado em terras brasileiras, muitas mudanças estavam por vir. Era inevitável a melhoria da condição do país, em função desse acontecimento. Já em 18 de fevereiro de 1808 foi fundada a  primeira escola de nível superior no Brasil e também a primeira de Medicina no país, denominada, inicialmente, de Escola de Cirurgia da Bahia. Vieram a seguir a Academia Real Militar, o Jardim Botânico, o Arquivo Militar, a Biblioteca Real, a Academia de Belas Artes e a Imprensa Régia.

Mas, o fato mais marcante desse período aconteceu no dia 17 de dezembro de 1815, quando o Brasil foi alçado à condição de "Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves", deixando de ser colônia de Portugal. Com esse ato, os portos brasileiros se abriram para o comércio exterior impulsionando a exportação e importação e, segundo o historiador Sérgio Buarque “a elevação da antiga colônia à dignidade de reino foi, por outro lado, o reconhecimento de uma situação de fato, um ato político no sentido amplo, pois assegurava uma administração tranquila, permitia que se forjassem planos imperialistas na direção do Prata e mesmo se reavivassem sonhos de uma amplitude continental. Havia de prender a Coroa ao Brasil e o Brasil à Monarquia”.

E assim o foi, pois, esse fato histórico é para muitos, o reconhecimento por D. João VI de que a independência da ex-colônia era uma questão de tempo. Nesse intervalo de sete anos muita coisa aconteceu, porque a corte portuguesa queria a volta do Brasil à condição de colônia, sabedora de que uma separação definitiva era inevitável.

Assim, quando em 7 de setembro de 1822 D.Pedro, às margens do ribeirão Ipiranga, próximo da cidade de São Paulo, deu o famoso grito de independência ou morte, o Brasil rompia em definitivo seus laços com Portugal e se tornava um país independente, tendo como imperador D. Pedro I e como imperatriz, D. Leopoldina. Essa data é de suma importância, e deveria ser comemorada com fervor, principalmente seu bicentenário.

Tudo que se passou desde então, o primeiro reinado e o segundo reinado, com D.Pedro II, formaram a base, o alicerce para que em 15 de novembro de 1888, nos tornássemos uma república. Não fosse o ato corajoso de D. Pedro I e, provavelmente, nossa independência aconteceria mais tarde e, com certeza às custas de uma guerra civil, pois os interesses em jogo eram muitos. Tivemos revoltas contra o ato de D. Pedro, pois muitos eram contra a separação de Portugal, mas essas escaramuças tiveram uma dimensão muito menor do que se a independência tivesse ocorrido mais tarde. Ela era inevitável.

Sua importância está no fato de que sem a independência, não haveria a república. Façamos nesse dia uma reverência a D. Pedro I, que com todas as suas idiossincrasias amava a “terra brasilis” e foi um personagem importante na construção de um gigante, como é o Brasil de hoje.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.