Blogs

Uma vitória com V maiúsculo

quarta-feira, 22 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Sofrer uma penalidade máxima aos seis minutos de jogo e ainda, por consequência, ter um jogador expulso o que obrigou o time a jogar, pelo menos, 84 minutos com um a menos, não é para qualquer um. O triunfo, ao final da partida, só pode ser definido como uma vitória com V maiúsculo. Foi o que aconteceu no último domingo, 19, com o Botafogo, ao vencer o Internacional por três a dois, em pleno estádio Beira Rio, em Porto Alegre-RS.

Sofrer uma penalidade máxima aos seis minutos de jogo e ainda, por consequência, ter um jogador expulso o que obrigou o time a jogar, pelo menos, 84 minutos com um a menos, não é para qualquer um. O triunfo, ao final da partida, só pode ser definido como uma vitória com V maiúsculo. Foi o que aconteceu no último domingo, 19, com o Botafogo, ao vencer o Internacional por três a dois, em pleno estádio Beira Rio, em Porto Alegre-RS.

O Var veio para atrapalhar e a nossa arbitragem, que já era ruim, ficou pior. O lance do pênalti contra o Botafogo é um exemplo clássico disso. Na jogada, a bola bateu primeiro no peito do jogador, para em seguida bater em seu braço, sem mudar sua trajetória. Por isso, acertadamente, não foi marcada a penalidade; vem o Var, intervém desnecessariamente e induz o juiz a mudar sua interpretação e ainda expulsa o defensor do Fogão. Como ele era o último homem antes do goleiro, diz a regra que é caso de cartão amarelo, ou seja, a lambança estava feita. Luís Castro, técnico do Botafogo reclamou e, também, foi expulso, em seguida. Nenhuma advertência com cartão amarelo, vermelho simplesmente, fim de papo. Penalidade batida, é gol do Internacional. Aos 13, ou seja, quatro minutos após, o Fogão toma o segundo gol, o que poderia ser o prenúncio de uma goleada.

Ledo engano, pois mesmo fora de campo, a empatia entre jogadores e técnico se fez presente, e aos 18 minutos, ainda do primeiro tempo, o Botafogo fez seu primeiro gol, em jogada confusa, em que o Var teve que intervir. Aliás, esse momento recolocou o time no jogo, deu um novo ânimo a todo o elenco e fez com que a técnica, posta de lado pela inferioridade numérica, desse lugar a uma garra, uma vontade de vencer que foi coroada, com os 3 a 2, ao final do jogo.

O que preocupa é que Savio Pereira Sampaio, árbitro da partida, pertence ao quadro da Fifa e pode ser um dos nossos representantes na Copa do Mundo do Qatar. Juiz confuso, sem personalidade, pois se não marcou a penalidade no decorrer do lance, ao rever a jogada e ter constatado que a bola antes de tocar o braço do Philipe Sampaio, batera no seu peito, deveria ter dado seguimento ao jogo e não voltar atrás em sua decisão. Mal intencionado, deu dez minutos de acréscimo em cada tempo, com a nítida intensão de ajudar a equipe colorada. Verdadeiro soprador de apito.

A partir daí o que se viu foi uma sucessão de intervenções do Var que anulou dois gols do Internacional por impedimento num (diga-se de passagem, gol legal) e condução com a mão, no outro, além da anulação de um gol do Botafogo, também por impedimento. Muita confusão, quando os gols eram anulados, principalmente porque a partida já estava igualada em dois a dois, e a equipe do Inter não se conformava em empatar um jogo em que o adversário estava com um a menos. Num futebol corrido, como o atual, essa inferioridade numérica representa muito e só uma equipe aguerrida e com muita vontade de vencer consegue suportar essa pressão.

Ao final do jogo, numa atitude infantil de Luiz Piazon que foi comemorar o gol do fogão em frente ao túnel do Internacional, o tempo fechou e aconteceu uma pancadaria generalizada, com a expulsão de um jogador do Inter e um espetáculo deprimente que, raramente, se vê no futebol europeu de hoje. Os gols que deram números finais ao jogo foram anotados aos 14 e 54 minutos do segundo tempo, por Ericsson e Hugo.

A equipe do Glorioso está de parabéns, deu um espetáculo de entrega, perseverança e raça a sua torcida que já estava incomodada, após quatro derrotas seguidas, para times de menor expressão e arrancou, no Rio Grande do Sul, uma vitória quase impossível. Uma vitória com V maiúsculo, pois venceu o adversário e o soprador de apito.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Brilhando em Sampa

quarta-feira, 22 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Brilhando em Sampa
O cantor friburguense Vitor Ferraz está se destacando em terras paulistas. Famoso pelos seus inúmeros shows em festas abertas e fechadas em Nova Friburgo, o sertanejo está dando voos maiores em São Paulo. No último fim de semana, ele foi o convidado especial da dupla Maria Cecília e Rodolfo para a concorrida festa junina de Mauá.

Brilhando em Sampa
O cantor friburguense Vitor Ferraz está se destacando em terras paulistas. Famoso pelos seus inúmeros shows em festas abertas e fechadas em Nova Friburgo, o sertanejo está dando voos maiores em São Paulo. No último fim de semana, ele foi o convidado especial da dupla Maria Cecília e Rodolfo para a concorrida festa junina de Mauá.

Sucesso nas redes
Tocando para milhares de pessoas, Vitor Ferraz cantou algumas músicas, incluindo a sua canção em parceria com a dupla: “Banquinho da Saudade”. A canção já acumula mais de 274 mil downloads na plataforma de streeming Spotfy e o clipe oficial tem quase 150 mil visualizações no YouTube. Vitor Ferraz ainda tem outras três músicas próprias gravadas: “Amor do Jeito Errado”, “Escondido é Melhor” e “Outra Vez”.

Sem abandonar as raízes
Em São Paulo, o cantor friburguense vive um novo momento na carreira. Ele tem participado de batalhas musicais com outros artistas, a maioria transmitidas no TikTok. A ferramenta tem sido considerada importante para alcançar o estrelato nacional. Apesar de estar agora mais na capital paulista, ele não desfaz os laços com Nova Friburgo e seguirá, ainda que com menor frequência, fazendo shows por aqui e cidades vizinhas.

Enredo 2023
Em busca do inédito tetracampeonato do carnaval friburguense, jamais conquistado por qualquer agremiação, a Vilage no Samba já tem enredo para o Carnaval 2023. Dona de cinco tricampeonatos, a maior campeã da folia vai cantar a África, com o enredo “Tambores da África”. A oito meses do carnaval, a verde e branco já tem tudo planejado e mais uma vez se mostra adiantada.

Disputa de samba
A escola, recentemente, elegeu seu novo presidente, para o próximo biênio: Rodrigo Benevenuti. Não foi definido ainda, no entanto, se a Vilage, voltará com as disputas de samba. Há correntes contrárias à ideia ventilada na agremiação, uma vez que os sambas do campeoníssimo Jefinho seguem obtendo notas máximas.

Impedir o tetra
Quase certo: quem deve voltar a ter disputa de samba é a Unidos da Saudade. Movimentar a quadra e abraçar a ala de compositores é o que motiva a agremiação que não obteve notas máximas no samba encomendado desse ano. A Imperatriz de Olaria também deve manter a tradição da disputa. O Alunão segue em dúvida se manterá a concorrência ou se encomendará a obra. Entre as quatros agremiações, a Vilage é a única que já revelou seu enredo em busca do título que as demais tentarão impedir de ocorrer.     

Cigarros eletrônicos
Vendidos livremente em festas e até lojas em Nova Friburgo e em quase todo o país, os cigarros eletrônicos devem continuar proibidos no Brasil. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) debate hoje, 22, na diretoria colegiada do órgão, se segue com a proibição e como faz para que a proibição, de fato, tenha resultado. Estudos indicam que o mercado ilegal no país já atinge perto de dois milhões de usuários e movimenta cerca de R$ 6 bilhões por ano.

Proibidos, mas nem tanto
Os números comprovam que a proibição é irreal e que efetivamente nada tem sido feito para brecá-la. Mas os técnicos sustentam que a liberação, além de “tecnicamente inviável”, é “potencialmente lesiva à saúde pública”. Após o encontro de hoje, será feita uma versão final de proposta de norma sobre os cigarros eletrônicos que caminha para seguir com a proibição, mas com apontamentos para enfrentar o problema da ilegalidade.

Friburguense
O Friburguense volta a campo após quase um mês, hoje, 22, diante do América, fora de casa, na estreia do time no 2º turno do Estadual da segundona. A principal novidade fica no banco de reservas. A solução para substituir Gerson Andreotti no comando da equipe foi mesmo caseira, como antecipado pelo Observatório. O ex-goleiro, Afonso Galhardo, é quem desempenhará a função.

Novo comandante
Na visão da diretoria de futebol, além do longo histórico com a camisa tricolor e a confiança estabelecida, Afonso tem voz ativa e boa visão de jogo. Com um time moldado pelo agora ex-técnico, Gerson Andreotti, que desde o início tinha acertado que ficaria até junho, Afonso terá um jovem time que conseguiu demonstrar evolução nas últimas partidas. O primeiro desafio não será nada fácil, mas estrear fora de casa tira também certo peso de obrigação de vitória.

Zerado
No 2º turno da competição, os times de um grupo enfrentam os do outro, mas somam pontos nas suas próprias chaves. O formato pode trazer desequilíbrio, uma vez que não há confrontos diretos. Em um primeiro momento, o objetivo é evitar um rebaixamento que é a soma dos pontos do 1º com o 2º turno. Com cinco pontos acumulados, pelas contas, o Friburguense precisaria de mais cinco para anular essa possibilidade. Mas pelas últimas partidas, o torcedor pode ter otimismo maior e até sonhar com uma vaga nas semifinais do turno.

Todos contra o Voltaço
Pelas competições anteriores e por projeções matemáticas, dez pontos garantem vaga nas semifinais do turno. O Volta Redonda, campeão do 1º turno, consegue o retorno à elite, no mesmo ano em que caiu, sem necessidade de final, caso ganhe também o 2º turno e nenhum outro time some mais pontos no geral. Todos os demais 11 tentarão impedir a façanha.

Palavreando
“O cotidiano é a rede que me deito na varanda para assistir a noite chegar. É do retalho das horas que costuro vivências e observações. Vejo o sol se pôr e me deixo ser adotado pelo sol. Ainda que filho legítimo do sol, não preciso ser convencido para reconhecer a beleza da lua”.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA é o amor pelo que faz!

terça-feira, 21 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Por mais que os dias outonais fiquem menores e o frio nos congele as articulações, há eventos na transposição outono/inverno que não podemos deixar de apreciar. E um acontecimento imperdível é a floração das cerejeiras. O Caderno Z do último fim de semana é todo encanto para nos apresentar o tema, com destaque ao Hanami, que consiste na prática japonesa da contemplação do florescer das cerejeiras. "Poemas eram escritos louvando as delicadas flores, vistas como uma metáfora da vida, brilhantes, bonitas, mas efêmeras".

Por mais que os dias outonais fiquem menores e o frio nos congele as articulações, há eventos na transposição outono/inverno que não podemos deixar de apreciar. E um acontecimento imperdível é a floração das cerejeiras. O Caderno Z do último fim de semana é todo encanto para nos apresentar o tema, com destaque ao Hanami, que consiste na prática japonesa da contemplação do florescer das cerejeiras. "Poemas eram escritos louvando as delicadas flores, vistas como uma metáfora da vida, brilhantes, bonitas, mas efêmeras". Em Nova Friburgo, onde quer que se esteja, há sempre uma floração em evidência e os imigrantes japoneses foram os precursores do plantio das mudas.

No Japão, com a florada antecipada das cerejeiras, há uma pesquisa, pois, o período de brotação se adiantou em 11 dias e, de acordo com os cientistas, "o aumento das temperaturas, associado ao florescimento antecipado, está associado  à urbanização, com o efeito da "ilha de calor urbano" e "às mudanças climáticas, com a tendência  de aquecimento da temperatura média do planeta". Entre a história do primeiro romance literário do mundo, "O Conto de Genji" e o cultivo das cerejeiras, a trajetória milenar, está alicerçada no amor. Com o "Poema Singular", no esplendor, sutil, das cerejeiras, tenho a honra de ter sido incluída neste "Z". Confesso que tentei expressar que essa invasão, rosada, sem fronteiras contém muito amor, porque é um presente vindo do Japão.

E teve mais amor com Wanderson Nogueira, em Palavreando: "É tudo sobre amor... O temor e a coragem. O dar a cara à tapa e o sangrar no silêncio das madrugadas não dormidas. Os mapas decifrados, as palavras não desvendadas. É sobre amor esse escrito e todos os outros. É sobre amor, a flor da cerejeira que despenca do galho alto para rebentar no chão. E todas as sementes espalhadas pelo vento, tudo o que alimenta...”. Que lindo!  É o amor que nos faz festejar os santos juninos e realizar a festa do padroeiro de Nova Friburgo, São João Batista, louvando o seu dia, 24 de junho.

É esse amor que nos acompanha em cada viagem, nos mares e marés de A VOZ DA SERRA. Maré alta, maré baixa, sempre há tempo bom para pescar o roteiro das "Surpresas de Viagem", pois, a nossa Voz navega em ondas longas na amplidão de sua competência. Na edição do último fim de semana encontrei, prazerosamente, a minha amiga Paula Farsoun. Sua veia literária perguntou: "Como começar um texto?". E ela respondeu: "Às vezes é muito simples, outras nem tanto. Depende do pensamento que te inspira a compilar esse emaranhado de ideias em algumas palavras...". Tudo é amor!

É o amor que conduz Izabel Cristina, agora de idade nova, sempre gentil na recepção do jornal. É o amor que ilumina Eduardo Arp Coimbra a conduzir tão bem o seu trabalho no Espaço Arp. Parabéns pelo aniversário na última terça-feira, 14. É o amor que motivou o coronel Robadey a escrever o livro “#Coragem” com episódios marcantes de sua carreira de bombeiro militar. O livro será lançado nesta quarta-feira, 22, na Biblioteca Municipal, a partir das 18h. É o amor que impulsiona a Oficina Escola de Artes de Nova Friburgo a promover a cultura, transmitindo o saber das artes e desenvolvendo talentos. É o amor que anima os artesãos de nossa cidade a produzirem suas obras, na esperança de voltarem ao Pavilhão das Artes, agora chamado Casa do Artesão. É o amor que providencia as mensagens e o toque, humanamente lindo, das charges de Silvério!

É o amor que nos dá suporte para entender que o inverno começou oficialmente no início da manhã desta terça, 21, mas já vem nos congelando há algum tempo com temperaturas baixas. Contudo, ele é o arauto da primavera! É sempre o amor a substância alquímica que não deixa os profissionais da saúde desistirem de seus propósitos, insistindo na vacinação do povo, mesmo na iminência de o Ministério da Saúde perder milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. É o amor que inspira o coração dos fiéis a prepararem os tapetes de sal para a procissão de Corpus Christi, na mais perfeita tradução do simbolismo divino, como o ocorrido na última quinta-feira, 16. Cada obra se faz o tapete mágico da comunhão com o Ser Total, pleno de amor, O Cristo em nós!

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Pão em todas as mesas

terça-feira, 21 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Estamos vivenciando o florescer do século 21, uma era marcada pelo desenvolvimento tecnológico e avanço da informação, na qual as relações interpessoais são cada vez mais complexas. Entretanto, ainda vivemos a realidade de milhões de indivíduos atingidos pelos flagelos da fome e da subnutrição ou pelas consequências da insegurança alimentar.

Estamos vivenciando o florescer do século 21, uma era marcada pelo desenvolvimento tecnológico e avanço da informação, na qual as relações interpessoais são cada vez mais complexas. Entretanto, ainda vivemos a realidade de milhões de indivíduos atingidos pelos flagelos da fome e da subnutrição ou pelas consequências da insegurança alimentar.

A multidão de famintos, constituída por crianças, mulheres, idosos, imigrantes, fugitivos e desempregados, permanece à margem desta evolução. Mesmo com toda a proximidade proporcionada pelas redes sociais, a humanidade parece cada vez mais distante do sentimento de responsabilidade, partilha e comprometimento.

O mundo inteiro vive um agravamento escandaloso das desigualdades sociais, com a difusão consequente de uma cultura que valoriza a competição e o individualismo. Portanto, embora no meio do povo sempre possamos descobrir belos exemplos de solidariedade fraterna, a sociedade, por seus segmentos dominantes, insensível à comunhão, caminha na direção oposta à da partilha do pão para todas as mesas.

Em 1979, o Papa João Paulo II afirmou que a amplitude do fenômeno da fome e da miséria colocava em questão as estruturas e os mecanismos financeiros, monetários, produtivos e comerciais, que, apoiando-se em diversas pressões políticas, regiam a economia mundial. E denunciou: que estas estruturas existentes “demonstram-se como que incapazes quer para reabsorver as situações sociais injustas, herdadas do passado, quer para fazer face aos desafios urgentes e às exigências éticas do presente. Submetendo o homem às tensões por ele mesmo criadas, dilapidando, com um ritmo acelerado, os recursos materiais e energéticos e comprometendo o ambiente geofísico, tais estruturas dão ensejo a que se estendam incessantemente as zonas de miséria e, junto com esta, a angústia, a frustração e a amargura” (Carta Encíclica Redemptor hominis, n. 16).

Avançar no caminho da indispensável transformação das estruturas da vida econômica requer uma verdadeira conversão das mentes, das vontades e dos corações. Esta mudança cultural exige a aplicação decidida de todos os homens e mulheres livres e solidários.

A fé da Igreja na Eucaristia, atenta ao mandato do Senhor: “fazeis isto para celebrar a minha memória”, ensina que o pão partilhado é a solução para o mundo. Somos chamados a entender que o ‘Pão da Vida’ move a Igreja a sair de si, das zonas de conforto, para alcançar as periferias existenciais.

O compromisso social da partilha, como proposta de vida, é da natureza mesma da Eucaristia. Se procurarmos ligar a fé com a vida concreta, temos de nos preocupar com que nossas celebrações eucarísticas se tornem atos de partilha e anúncio de uma comunhão que pode ser um modo novo da sociedade humana se organizar” (Texto-base XVIII Congresso Eucarístico Nacional).

Assim, com a força que emana da Eucaristia possamos chegar aonde chegaram os primeiros cristãos que “repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles”.

Foto da galeria

Padre Aurecir Martins de Melo Junior é assessor diocesano da Pastoral da Comunicação.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Friburguense no MAC

terça-feira, 21 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense no MAC

A querida professora e artista plástica das mais talentosas de nosso município, Denise Berbert (foto) já está com tudo pronto para sua nova exposição "De onde vemos", que acontecerá de 2 de julho a 28 de agosto no Museu de Arte Contemporânea, o espetacular MAC de Niterói.

Esta imperdível expô de Denise Berbert com a curadoria de Angelina Accetta, tem o patrocínio da Prefeitura de Niterói com sua Secretaria de Cultura, MAC e importantes apoios de diversas instituições e empresas.

Friburguense no MAC

A querida professora e artista plástica das mais talentosas de nosso município, Denise Berbert (foto) já está com tudo pronto para sua nova exposição "De onde vemos", que acontecerá de 2 de julho a 28 de agosto no Museu de Arte Contemporânea, o espetacular MAC de Niterói.

Esta imperdível expô de Denise Berbert com a curadoria de Angelina Accetta, tem o patrocínio da Prefeitura de Niterói com sua Secretaria de Cultura, MAC e importantes apoios de diversas instituições e empresas.

Também no dia 2 de julho paralelo a abertura da exposição "De onde vemos", haverá a pré-venda do livro "O voo da menina cor", das autoras Ana Cristina Mendes e Márcia Veiga, como publicação concebida com ilustrações inspiradas nas obras da nossa artista friburguense, Denise Berbert.

Compra duas recebe uma!

Conforme nota veiculada nesta coluna na semana passada, uma das atrações da Expo Cordeiro que completará um século de realizações mês que vem, será a dupla Simone & Simária ao custo de R$ 350 mil.

Agora, que a Simária por divergências com a irmã e alegações de saúde se afasta da dupla, Simone assegura que os compromissos serão honrados por ela sozinha. E aí surge uma dúvida, pelo menos a nível de curiosidade: será que o valor do cachê cairá para a metade?

Vivas para Marilene!

No último sábado, 18, para alegrias a mais para seus filhos Pâmela e Jonathan, netas Isabella, Manu, Maria Valentina, o neto Lucas, genro Marcos, nora Isa e demais familiares, o dia foi da querida Marilene Almeida (foto). Nesta data, ela completou mais um ano de vida. Por isso, parabéns com votos de muito mais saúde, alegrias, felicidades e tudo de bom que ela bem merece.

Bora pro arraiá!

Na tarde-noite do próximo sábado, 25, o tradicional hotel situado na Praça do Suspiro realiza não apenas para seus hóspedes para também os amigos, a sua tradicional festa junina denominada "Arraiá do Dominguez", com comida típica, música ao vivo e diversão para esquentar e divertir a todos. Mais informações pelo telefone (22) 2523-9787.

Bodas de Chumbo

Com pequeno atraso mais com imenso carinho, para o amável casal da foto Noêmia da Silva, 85 anos, e Clésio Belloto de Moraes, 89, o último dia 12 não se restringiu apenas ao Dia dos Namorados.

Isso, por que eles completaram naquela data 68 anos de uma feliz união matrimonial, portanto, “Bodas de Chumbo”. Parabéns ao simpático casal.

Dubai e Nova York

O governador do Estado do Rio, Cláudio Castro, ao participar de um almoço semana passada no Nova Friburgo Country Clube e também o deputado federal e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Vinícius Farah, em participação no último fim de semana, no evento Desenvolve RJ, também no Country, deixaram no ar duas conclusões que dão o que pensar.

O governador disse que se o Rio de Janeiro fosse um país, no ritmo que os bons ventos estão soprando pelas bandas de cá, em três anos o nosso estado se transformaria numa Dubai das Américas.

 Já Vinícius Farah foi destacado na cerimônia de abertura do Desenvolve RJ por sua atuação como prefeito de Três Rios. Quando esteve no cargo, ele foi considerado Prefeito Empreendedor por três vezes a nível estadual e duas vezes a nível federal, feito que quase transformou o município de Três Rios na Nova York brasileira.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A dignidade das estantes de livros

segunda-feira, 20 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ora vejam só essa! Aconteceu recentemente. Este ano, em meio a uma sessão
de trabalho virtual, uma estante de livros feita de papelão, que compunha a parede de
fundo da sala de um desembargador, desabou. O nobre jurista se levantou e ergueu-a
com tranquilidade e sem esforço algum.
Gostaria de deixar que o leitor tire suas conclusões.
Entretanto quero expressar meu indignado espanto, que é tanto que nem sei
que palavras vou encontrar para continuar a escrever a coluna. Coisa mais bizarra

Ora vejam só essa! Aconteceu recentemente. Este ano, em meio a uma sessão
de trabalho virtual, uma estante de livros feita de papelão, que compunha a parede de
fundo da sala de um desembargador, desabou. O nobre jurista se levantou e ergueu-a
com tranquilidade e sem esforço algum.
Gostaria de deixar que o leitor tire suas conclusões.
Entretanto quero expressar meu indignado espanto, que é tanto que nem sei
que palavras vou encontrar para continuar a escrever a coluna. Coisa mais bizarra
pode haver? Por que uma pessoa que ocupa um cargo “importante para o bem-estar
da sociedade” decide usar uma estante de livros falsa para aparentar ser uma pessoa
culta, civilizada e instruída de conhecimentos? De fato, quem o é possui elegância
natural e tem charme para expressar suas ideias; é iluminado pela sabedoria. Não
precisa de subterfúgios, nem criar situações enganosas para se mostrar digna de
respeito. As aparências... sempre enganam. Por que não colocou atrás de si um
emblema, uma paisagem ou mesmo um fundo de cor discreta? Ora pois sim, seria
poupado do ridículo.
Quando pequena, fui a um apartamento, onde havia uma sala grande com
móveis bonitos e uma estante, que ocupava toda a parede lateral, com livros bem
arrumados, do mesmo tamanho, cujas lombadas tinham cores vibrantes e letras
douradas. Impecável. Devo ter ficado algum tempo com os olhos fixos na estante,
pensando sobre aqueles livros e as pessoas que os liam.
As voltar para casa, observei a estante ao fundo do corredor, sentindo alguma
decepção. Os livros não estavam dispostos exatamente um do lado do outro nem
tinham o mesmo tamanho. Alguns estavam, inclusive, deitados e sobrepostos. Uns
eram mais novos, outros exibiam lombadas envelhecidas. Uns nem as tinham. Ainda
havia uma prateleira minha, com livros infantis e revistas em quadrinhos não
totalmente arrumadas.

Confesso que todas as vezes que olhava para a estante do corredor da minha
casa, eu me lembrava daquela estante que parecia nunca ter sido tocada.
O tempo passou. Cresci. Gostei de ler e conheci o valor dos livros.
Um dia, felizmente, constatei que aquela estante do apartamento que visitei
quando criança era uma cilada aos ingênuos, como eu, que tinha a finalidade de
sugerir que naquele apartamento moravam pessoas importantes, que guardavam
conhecimentos que a maioria das pessoas não possui.
Sem mais palavras...

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

É sobre Amor

sábado, 18 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa

É sobre amor. É tudo sobre amor. Todas as músicas soadas na fina agulha do tempo; todos os filmes condensados nos projetores de nossos anseios; todas as cartas que, na pretensão de ocultar intenções, entregam mais do que se pretendia revelar; todos os discursos empunhados como espada ou escudo para motivar a ida ou o ficar. Todos os clichês que colecionamos e reproduzimos, mesmo atentos, para não ser comum. 

É sobre amor. É tudo sobre amor. Todas as músicas soadas na fina agulha do tempo; todos os filmes condensados nos projetores de nossos anseios; todas as cartas que, na pretensão de ocultar intenções, entregam mais do que se pretendia revelar; todos os discursos empunhados como espada ou escudo para motivar a ida ou o ficar. Todos os clichês que colecionamos e reproduzimos, mesmo atentos, para não ser comum. 

É tudo sobre amor. As mensagens enviadas, editadas, não mandadas, recebidas e receptadas. O temor e a coragem. O dar a cara à tapa e o sangrar no silêncio das madrugadas não dormidas. Os mapas decifrados, as palavras não desvendadas. É sobre amor esse escrito e todos os outros. É sobre amor a flor da cerejeira que despenca do galho alto para rebentar no chão. E todas as sementes espalhadas pelo vento, tudo o que alimenta e toma a terra, vem dessa grita do amor que suave se faz firme, e, brando se faz intempestivo.    

É sobre amor. É tudo sobre amor. Essa ânsia em olhar e falar para a vida: me liga, me acha, me perturba, me tempera. Entrega aos céus, aos mares, esse desejo de ser sobre amor e amado - amar.

Sobre amor é saber receber, é querer dar mãos, braços, bocejo de intimidade, travesseiro. Sair de casa, chegar, voltar querendo voltar antes do que a hora permitirá. Olhar lá fora e para dentro de si. Enxergar enfloras no cimento, se despedaçar e juntar as partes vivas no frio mármore da sala sem tapete. 

É sobre amor cada dia. A espera. A partida. O querer sem querer quando menos se aguarda. Chega. E como queremos que chegue e finque. Raízes no peito e para além do tórax e da própria existência. Gosto de se gostar o que se conhece e saborear o que ainda não se sabe.

O que é virtude e pecado se colocados lado a lado? Talvez, um dentro do outro não confunda, mas reafirme que coexistem para que a vida exista e dê frutos. Filhos, nascimento e despedida. É tudo sobre amor. Essa temperança e aflição. A saudade e a esperança de adiar a nostalgia invasiva. Encontrar quem não se conheceu ainda ou reencontrar quem não pode ou não quis ficar. Olá! Reconhece? A si mesmo, o outro, o passado e o futuro? Para de se esconder!  

É sobre amor, viajar mesmo sem sair do lugar. As manhãs de preguiça, as noites de agitação. Namorar lua despida, sol ereto. Encontrar. Enxugar o teto, tatuar nome, beijo, rosto. Necessidade. Escapulir do esplêndido e flertar com o cotidiano que garante vivacidade — verdade. 

É real o amor que descortina a virgindade de quem ainda não cortejou a paixão. Sobre amor é aprender a saber amar, e, amado saber respeitar, venerar, retribuir ao seu modo. Que seja criativo, verdadeiro, único. Pois é no jeito exclusivo de ser que vivemos sendo a gente mesmo. Tão inimitável, quanto singular. 

Amar, às vezes, é deixar ir, mas em todas as demais é insistir para ficar. É tudo sobre amor, inclusive, o nosso próprio tempo de insistir em existir para além das músicas, filmes, cartas, defesas e ataques, para além da vida.    

 

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Como começar um texto?

sábado, 18 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

 Como começar um texto? Às vezes é muito simples, outras, nem tanto. Depende do pensamento que te inspira a compilar esse emaranhado de ideias em algumas palavras. Hoje fiquei refletindo sobre a linguagem, os idiomas diferentes e sua possível interferência no modo de sentir das pessoas.

 Como começar um texto? Às vezes é muito simples, outras, nem tanto. Depende do pensamento que te inspira a compilar esse emaranhado de ideias em algumas palavras. Hoje fiquei refletindo sobre a linguagem, os idiomas diferentes e sua possível interferência no modo de sentir das pessoas.

Sabemos que a palavra saudade nos é própria. Coisa nossa. Mas também parece certo que o sentimento correspondente à saudade é universal. Quase não consigo assimilar um ser humano que não se conecte com esse sentimento. Volta e meia de alguma maneira, me conecto com pessoas cuja linguagem, por ser tão diferente e não familiar, aparenta ser mais fria, menos emocional. Por aqui, convivemos com pessoas que muitas vezes não têm noção sobre as regras de linguagem idiomática, mas que dominam a linguagem corporal e se fazem entender muito bem. Sentindo.

Para muito além do palavreado, a expressão corporal no Brasil diz muito sobre nosso povo. Temos, de maneira geral, uma queda por contato físico. Abraço para nós é algo rotineiro, próximo. As pessoas que às vezes acabam de se conhecer, cumprimentam-se com beijos no rosto – algo deveras íntimo. Nós somos de encostar, de andar de mãos dadas, de tocar no outro enquanto conversamos. Terminamos uma prosa com um “eu te amo”, mandamos beijos pelo telefone, choramos com as estórias dos outros, sorrimos para desconhecidos, partilhamos de emoções de forma única.

Um teste interessante tem a ver com a capacidade que temos de fazer amigos, com a facilidade de interagir em ambientes sociais, com a ausência de barreiras para trocar ideias, fazer perguntas. Obviamente não estou generalizando. Mas se pararmos para pensar, se convivermos com pessoas de culturas muito diferentes, se tivermos a oportunidade de viajar e observar pessoas dos mais diversos lugares, talvez nos aproximemos dessa conclusão.

O contexto pandêmico relativizou muito disso. O afastamento social forçado, a reclusão vivida por muitas pessoas, as máscaras estancando os sorrisos, o medo de transmissão do vírus impedindo o aperto de mãos e, principalmente, por questão de segurança, precaução e responsabilidade, os abraços cederam espaços a olhares, acenos, mensagens no celular. Sem toques. Sem abraços. Sem beijos. Tudo menos, bem menos que antes. Com uma certa desconfiança. Com risco.

E sei lá. Tenho a sensação de que as coisas não voltaram a ser como eram. E nem teria como. Não somos os mesmos. E a pandemia ainda não acabou. Mas a saudade segue, e ao que parece, maior, mais inflada. Da mesma forma o amor.

Amor é sentimento universal, mas creio que as formas de amar, as demonstrações desse amor, sofrem interferência direta com o lugar em que vivemos, a forma como somos criados e educados e até mesmo da linguagem. Assim, imagino que seja a tristeza, a frustração, a melancolia, a alegria, a satisfação e muitos outros sentimentos. Mas há algo que eu acho que realmente seja universal, que não podemos mudar, não podemos interferir, não podemos criar fórmulas para controlar – ninguém pode: o tempo.  Sobre ele, já diria Cazuza, não pára. Aproveitemos, pois. Isso sabemos fazer.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Começam as obras do novo prédio da Fonf

sábado, 18 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 17 e 18 de junho de 1972
Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes:

Edição de 17 e 18 de junho de 1972
Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes:

  • Obras do novo prédio da Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo - Estão sendo executadas pela “Construtora Motroni” e prosseguem em ritmo acelerado, tudo indicando que sejam entregues no prazo previsto: setembro próximo. Com quase dois mil metros quadrados de construção, o edifício poderá abrigar uma outra faculdade, já que essa possibilidade foi prevista pela administração do prefeito Feliciano Costa. Tão logo se aproxima o término dos serviços, a mocidade que estuda será convocada pelo Executivo Friburguense para participar intimamente dos detalhes sobre o momentoso assunto da educação em nossa terra. 
  • Alvaro de Almeida será candidato no próximo pleito de 15 de novembro - Com o propósito de satisfazer a natural curiosidade em torno da posição política a ser assumida pelo ex-deputado Alvaro de Almeida, estamos em condições de informar que o prestigiado homem público tem planos de concorrer no pleito de novembro que se avizinha, não tendo ainda, fixado a função pela qual vai solicitar apoio dos seus amigos e correligionários, face a uma série de acontecimentos que não merecem citação no momento. Com a convicção de que, nenhum homem público deverá se omitir no histórico momento que o município atravessará, o industrial Alvaro de Almeida mantém ainda o ponto de vista de que cruzar os braços é contribuir no sentido de que possam galgar o poder elementos sem garantia de necessidades administrativas do nosso município, que anseia por investimentos e um dimensionamento governativo à altura do progresso que vem ocorrendo em Friburgo. 
  • Enganados estão os que pensam que vamos esquecer - Quando iniciamos qualquer campanha, o fazemos desarmados de espírito, mas já convencidos da justeza da causa, e, portanto, dispostos a percorrer qualquer itinerário e ir até o fim da linha. É o caso que estamos advogando, qual seja o da instituição da meia-seção nas linhas dos transportes coletivos da cidade. Chega de exigir-se para um percurso de quinhentos ou pouco mais metros o mesmo que para uma viagem de seis ou mais quilômetros. ninguém entende tarifação por método tão confuso, melhor dizendo por processo tão a gosto da concessionária. A bonança precisa acabar, temos certeza. Acontece, que temos a convicção de que o caso citado será mais um tabu a ser destruído pelo prefeito Feliciano Costa, que não tem “estômago de avestruz” para digerir a pedra-ferro que vem predominando. 
  • As obras do Mercado Municipal - “Estrada Velha” de Conselheiro Paulino e as sedes das administrações regionais, dimensionam uma administração municipal, devendo ser dito que se trata de uma gestão amputada, pois que de duração exatamente da metade das demais. 
  • Televisão - Nos irrita acompanhar as novelas da TV Tupi, com as constantes interrupções do sinal de trasmissão, principalmente entre 18h e 20h. 

Pílulas:

  • Com o passar dos dias vai se acentuando o movimento de confabulações políticas, notando-se, claramente que ninguém “avança o sinal” preferindo aguardar o clareamento geral, já que uma série enorme de constas, boatos, sabemos com certeza, etc, etc, deixou bem anuviado o panorama político nos últimos dois meses. No momento, uma coisa está dada como certa: haverá eleições municipais. Ainda bem, por todos os motivos, tanto os de ordem democrática, como os de natureza especiosa.
  • Mas, existe ainda uma coisa muito mais importante e que fala muito mais profundamente, que se chama autenticidade… Perguntamos, então: Pode algum político ou administrador público falar em autenticidade de mandato se não houver crivo com aquilo que chamamos a arma da democracia, que é o voto? 
  • Há mais: ganhar eleição afastando concorrentes, se nos afigura é o mesmo que bater em homem deitado, ou em algemado. O bonito de uma vitória é conquistá-la palmo a palmo, sem expedientes e sem artifícios de ilegalidade ou mesmo impunidade. 
  • Somos visceralmente contrários a ganhar de qualquer modo, contanto que ganhe. A mais bonita, a mais expressiva, a mais eloquente vitória é aquela da pureza das urnas. 

E mais… 

  • As contas da Telefônica… 
  • Yunes e Olavo Leite: Dois Fitipaldis de Friburgo… 
  • Waldir Costa: Um deputado padrão, um “fora de série”... 
  • Liberadas as ações da Petrobrás… 

Sociais:

  • A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Nacyra Jabour (17); Sandra Maria Torres e Aty Luiz Madureira (19); Orlando Imbroinise e Perla Haiut (20); Kátia Rocha, Homero Caputo, Yehorana Ferreira, Werther de Almeida e Maria Carolina Braune (22); Sílvio Alberto Spinelli, Itâlo Sérgio Spinelli e Friedrick Wilhelm Schulupp (23); João Carlos Côrtes Teixeira e João Batista Yaggi (24); Nair Bravo Mastrangelo, Ernesto Hamelmann e Márcio Gonçalves Pereira (25).
Foto da galeria
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Confiança e saúde mental

quinta-feira, 16 de junho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Cientistas respeitados no mundo, como Harold Koenig, psiquiatra da Universidade Duke, na Carolina do Norte, John R. Peteet, psiquiatra da Universidade Harvard, Kenneth I. Pargament, professor de psicologia clínica na Universidade Estadual Bowling Green, estudam e pesquisam sobre a conexão entre saúde mental e espiritualidade. Um dos tópicos de estudo é a confiança e mente saudável. Confiar em pessoas confiáveis ajuda a reduzir o estresse. Confiar num Deus bom favorece a saúde mental. O que significa confiar? O que é confiar em Deus de modo que ajude a saúde mental?

Cientistas respeitados no mundo, como Harold Koenig, psiquiatra da Universidade Duke, na Carolina do Norte, John R. Peteet, psiquiatra da Universidade Harvard, Kenneth I. Pargament, professor de psicologia clínica na Universidade Estadual Bowling Green, estudam e pesquisam sobre a conexão entre saúde mental e espiritualidade. Um dos tópicos de estudo é a confiança e mente saudável. Confiar em pessoas confiáveis ajuda a reduzir o estresse. Confiar num Deus bom favorece a saúde mental. O que significa confiar? O que é confiar em Deus de modo que ajude a saúde mental?

Dicionários definem “confiar” assim: colocar algo, alguém ou a si próprio sob a guarda ou os cuidados de pessoa, instituição em quem se tenha confiança; crer, acreditar na verdade das intenções ou das palavras de alguém; entregar alguma coisa a alguém sem receio de perder ou de sofrer dano. Confiar é acreditar na confiabilidade, verdade, habilidade ou força de algo.

Quando se trata de confiar em Deus, isso significa crer em Sua confiabilidade, Sua Palavra, Sua capacidade e Sua força. Muitas décadas atrás existia um consenso social em que a palavra de uma pessoa era lei. Em negócios, por exemplo, quando alguém dava sua palavra dizendo que pagaria certo valor em dinheiro dentro de uma semana pela compra feita, se ele era um indivíduo honesto – “de palavra” – todos acreditavam e o negócio era feito verbalmente.

A corrupção e falta de confiança na palavra das pessoas caiu tanto que mesmo com documentos registrados em cartório praticam-se fraudes. Perdeu-se a confiança na palavra por surgir uma cultura de mentiras, tipo “levar vantagem”. Isto tem que ver, entre outras coisas, com a visão materialista da existência, o que é uma mediocridade.

Mas a Bíblia, o manual de vida dos cristãos, diz que Deus não pode mentir. Deus é de palavra, cumpre Suas promessas. Confiar em Deus significa acreditar no que Ele diz sobre Si mesmo, sobre o mundo visível e invisível, sobre a realidade e sobre cada um de nós.

Confiar em Deus é mais do que sentimento; é escolher ter fé no que Ele diz, mesmo quando seus sentimentos ou circunstâncias querem que você acredite em algo diferente. Confiar não é sentir, não é emoção. Sentimentos são importantes em nossa vida mental e de relacionamentos, mas eles não são confiáveis o suficiente para você basear sua vida neles. Sentimentos podem mudar de um minuto para outro. Assim, confiança não é sentimento, mas a certeza na palavra de alguém, na promessa que alguém fez, no que ela disse que faria e fará por você. Sentimentos ou emoções flutuam como o tempo atmosférico. O céu pode estar azul e com sol, e daqui a uma hora tudo pode mudar, vindo um céu nublado e chuva.

Por outro lado, Deus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e amanhã. Portanto, Ele é digno de confiança. Confiar em Deus não é ignorar seus sentimentos ou a realidade. Não significa fingir que está tudo bem quando não está. Confiar em Deus, que favorece sua saúde mental, quer dizer viver uma vida de crença e obediência a Deus, mesmo quando a situação está difícil.

Mesmo Sigmund Freud, que veio de uma família judia, mas parece que se tornou ateu, reconheceu que os crentes, ou seja, aqueles que confiam, tem melhores defesas contras certas aflições mentais.

Pense: a confiança em Deus que causa saúde mental não depende do que você sente. Depende de pensar racionalmente no que Ele prometeu fazer em sua vida e crer, sentindo isso ou aquilo. Na confiança está o descanso e a força para enfrentar, provações e sofrimentos. (Veja em Isaías 30:15).

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.