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Uma importante escolha para a nossa cidade

segunda-feira, 01 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Hoje vou fazer uma reflexão livre sobre a Consulta Pública que a
Prefeitura de Nova Friburgo está promovendo a respeito da “destinação mais
adequada ao terreno anexo à Praça do Suspiro”. Há três propostas
interessantes. A primeira se refere à edificação de uma Biblioteca Internacional
Machado de Assis, espaço direcionado à cultura, ao conhecimento e à
integração entre países. A segunda pretende criar um Bier Garden, lugar
destinado ao turismo cervejeiro e à cultura dos povos colonizadores da cidade.

Hoje vou fazer uma reflexão livre sobre a Consulta Pública que a
Prefeitura de Nova Friburgo está promovendo a respeito da “destinação mais
adequada ao terreno anexo à Praça do Suspiro”. Há três propostas
interessantes. A primeira se refere à edificação de uma Biblioteca Internacional
Machado de Assis, espaço direcionado à cultura, ao conhecimento e à
integração entre países. A segunda pretende criar um Bier Garden, lugar
destinado ao turismo cervejeiro e à cultura dos povos colonizadores da cidade.
O terceiro abrange a construção de um espaço para realização de eventos e
apresentações artísticas e culturais.
São três propostas que irão engrandecer a cidade, e de difícil opção pela
mais adequada. Depois de conversar e refletir, optei pela Biblioteca
Internacional Machado de Assis (Bima), cujo projeto já foi aprovado pela
Câmara Municipal. O relevante no meu processo de escolha foi a constatação
de que Nova Friburgo é uma cidade literária e cultural, que apresenta potencial
para a gestação de escritores, autores e realizadores culturais. Aliás, Machado
de Assis estabeleceu elos afetivos com a cidade, assim como tantos outros que
nasceram, viveram ou estiveram aqui de passagem.
Nova Friburgo possui artistas que fizeram parte de sua história (Lygia
Pape, escultora, Clóvis Bornay, carnavalesco, Carlos Drummond de Andrade,
escritor), porém não valorizados do modo como deveriam ser e pouco
lembrados no quotidiano da cidade. Também não podemos esquecer de que o
povo gosta de cultura e todos os eventos oferecidos são bem aceitos. As
atividades culturais que serão desenvolvidas na BIMA irão gerar produção,
trabalho e recursos financeiros em diversas áreas da região, inclusive na rede
hoteleira, gastronomia e comercio.
Além do mais, a Biblioteca será um espaço cultural múltiplo. Então,
mergulho na ideia de que a literatura em suas diferentes formas de expressão
irá colaborar com o desenvolvimento das relações sociais, culturais,
econômicas e humanas da região. Ainda ressalto que Nova Friburgo não
possui uma biblioteca de maior porte. A Biblioteca Pública Municipal Maria

Margarida Liguori é um excelente lugar para leitura, pesquisa e palestras,
entretanto tem limitações de espaço, inclusive com salas ocupadas pela
Secretaria Municipal de Cultura.
Não resta dúvida que o projeto a ser escolhido e desenvolvido será de
grande aquisição para a cidade. Fico feliz ao saber que um terreno baldio há de
se transformar num lugar de valor turístico, público e cultural.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Já viram nossa gente fugir de pedrada?

sábado, 30 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 29 e 30 de julho de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 29 e 30 de julho de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Já viram nossa gente fugir de pedrada? - O serviço autônomo de água está precisando de todos nós. Um pugilo de friburguenses tomou “conta da bola”, melhor dizendo daquilo que os “estrangeiros da água” queriam anarquizar, desejavam aniquilar, para então, pouco a pouco, de tarifas aladroadas em mais tarifas aladroadas, recuperar a “inana” e então explorar a seu bel prazer o que custará largos recursos do nosso povo. Não vamos mais perder tempo com adjetivos para a turminha dos boas-vida que aqui aportaram com o propósito de explorar os friburguenses. 

Festa do colonizador e da cerveja - O Nova Friburgo Country Clube promove mais uma edição da tradicional e sempre esperada Festa do Colonizador, a grande Festa da Cerveja. Dois grandes conjuntos musicais. Um seu número de atrações no fidalgo clube do Parque São Clemente.

Novo prédio da Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo - Vale a pena conhecer a monumental obra que a administração Feliciano Costa está realizando nas imediações do bairro “Duas Pedras”. Trata-se da nova sede da Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo, com quase dois mil metros quadrados de construção, e planejada por técnicos consumados, assistidos por especialistas do MEC, o Ministério da Educação e Cultura. A conceituada construtora Motroni, vem trabalhando em ritmo acelerado e disposta a entregar os serviços antes do prazo previsto e contratado. 

Governo amplia a rede de escolas no Estado do Rio - Verbas no valor de Cr$ 536.136,00 serão investidas pelo governo de Raymundo Padilha, através do Fundo Estadual de Educação e Cultura, na construção de mais dez unidades escolares. com duas salas de aula e demais dependências, cada uma em Itaboraí, Duas Barras, Paulo do Frontin, Itaocara, Mangaratiba, Rio das Flores, Vassouras, Rio Bonito e Campos. 

Centro de Saúde Municipal na Olaria do Cônego - Muito em breve a “Olaria do Cônego” vai possuir um moderno e funcional posto de saúde municipal, com serviços de pré-natal, maternidade, dentário e variada assistência aos necessitados preenchendo assim uma grande lacuna, profundamente sentida pelos cerca de 25 mil habitantes daquela zona suburbana. Um novo, confortável e bonito edifício está em fase de acabamento por parte do governo do prefeito de Friburgo, Feliciano Costa, que sem contar com um ceitil sequer de auxílio, ajuda ou contribuição de outro poder, leva a bom termo a meritória iniciativa, que diga-se de passagem desafiou várias administrações.  

Pílulas

O problema das candidaturas arenistas à sucessão Feliciano Costa continua em ponto de espera. Quase todos estão deixando para “ver como fica”, o que afinal de contas não soma absolutamente nada. A “novela” Ariosto aceita ou não, já vai enervando e de toda a complicada história, claro, evidente, certíssimo que o partido dominante não leva qualquer vantagem. Claro como água cristalina… 

A Arena cá da terra parece um tanto ou quanto desarvorada com a problemática da sua principal legenda no próximo pleito, já que o dr. Ariosto Bento de Mello, continua a dizer que não deseja e não pode ser candidato , dadas as suas responsabilidades atuais na firma que dirige. Até aí, nada de mais… 

Não acreditamos, em absoluto, que persista a negativa do dr. Ariosto Bento de Mello, em aceitar a sua candidatura à chefia do Executivo municipal. Quando um partido exige - como a Arena está exigindo - de um seu filiado, de um homem público. Não deve, para nós não pode, recusar, fugir da luta, acomodar-se, enfim, tome o caso o nome ou o apelido que quiserem. Não pode, repetimos deixar de acudir ao chamamento, que é também um chamado cívico.

Não estamos a dizer que o dr. Ariosto Bento de Mello seja o único homem capaz de governar Friburgo. Jamais acreditamos em super-homens ou em administradores milagrosos. Somos até dos que acham que a Arena, agremiação e políticos experimentados e atuantes, não deveriam ter tanto procrastinado o assunto, candidato já agora tão perto das eleições. Há que serem previstos certos detalhes… 

E mais…

Prefeito Feliciano Costa recebeu telegrama do deputado Luiz Brás…

CTB paga dividendos de 1971 a partir do dia 1º de agosto…  

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Jorge Luiz Tavares (30); Humberto Teixeira de Moraes e Salete Vassallo Alves da Costa (31); Maria Weidauer (1º de agosto); Mário Carpenter Meyer (3); Evanir Costa (4).

Foto da galeria
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Sabe o que me preocupa?

sexta-feira, 29 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

INADIMPLÊNCIA! Sim, o endividamento das famílias brasileiras me traz muitas preocupações acerca do que o futuro reserva para a qualidade de vida da população. Apesar de ser uma tendência global, inclusive entre economias soberanas de países desenvolvidos, não há nada que se compare às retaliações aplicadas ao consumidor individual. Perder acesso a recursos básicos por não ter “nome limpo na praça” chega a ser brutal.

INADIMPLÊNCIA! Sim, o endividamento das famílias brasileiras me traz muitas preocupações acerca do que o futuro reserva para a qualidade de vida da população. Apesar de ser uma tendência global, inclusive entre economias soberanas de países desenvolvidos, não há nada que se compare às retaliações aplicadas ao consumidor individual. Perder acesso a recursos básicos por não ter “nome limpo na praça” chega a ser brutal. Hoje, no Brasil, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio, em maio deste ano, o número de famílias endividadas representava mais de 77% dos lares do país. Neste mesmo estudo, os números apontavam, em média, 30% do orçamento já comprometido com o compromisso das dívidas.

Estes dados realmente me preocupam. E me preocupam de verdade; é uma sensação verídica. Afinal, se – praticamente – oito a cada dez lares lidam com suas dívidas como parte do orçamento (se é que estão, de fato, já enquadradas em suas devidas contas), é muito provável que você e sua família estejam passando pelo mesmo cenário de incertezas.

Mas não se envergonhe! Juntos vamos erguer a cabeça e assumir a responsabilidade de superar este desafio. Virar a página de um momento difícil. Agora, vamos estudar as possíveis estratégias de quitação de dívidas e estruturar o seu planejamento para conquistar este objetivo. Então é hora de botar a mão na massa: eu enumero as atividades a serem executadas e você se compromete em concluir o que precisa ser feito.

- Mapear dívidas: aqui, você precisa listar todas os seus compromissos de acordo com taxa de juros, Custo Efetivo Total (CET), parcelas pagas e parcelas em aberto. Ponha tudo num caderno ou alguma planilha.

- Classificação: comece a atribuir grau de prioridade para cada uma das dívidas e comece pelas mais caras. Por mais que valores financeiros altos chamem atenção, as dívidas mais caras são as que concentram o maior CET. Este, por sua vez, é representado por juros mais taxas e encargos. Portanto, quanto maior o CET mais cara a dívida e, consequentemente, a com maior urgência de quitação. A partir daqui você pode atribuir graus de prioridade a sua estratégia e torna mais palpável um futuro livre destes compromissos.

- Negociação: mostre resiliência, se apresente perante cada um dos seus credores e apresente o planejamento que acabou de construir. Falar que “vai pagar” é insuficiente para qualquer tipo de barganha; agora, com planejamento claro e prático, há espaço para novas negociações e você pode ter a chance de descontos de quitação ou, até mesmo, a possibilidade de renegociação de suas dívidas.

- Proatividade: se você não fizer, ninguém fará por você. Então, meus amigos, é hora de correr atrás do prejuízo. Seja proativo no planejamento e execução da atividade que pode virar o jogo do seu contexto financeiro.

 Assumir dívidas é difícil; assumir a inadimplência, ainda mais. Portanto, é hora de deixar a humildade aflorar. Manter a disposição de planejamentos bem executados e uma vida recheada de qualidade de vida. Em breve – não é promessa para a próxima semana – a gente se reencontra e conversa sobre o próximo (deveria ser o primeiro) passo: dívidas planejadas.

Por ora, fica aqui meu grande abraço!

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Mudança

sexta-feira, 29 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

De repente tudo muda. Às vezes, por nosso querer. Outras, por obra do acaso – se é que ele existe. Só sei que há mudanças planejadas, projetadas na ponta do lápis, perseguidas com empenho e comemoradas. Há outras que nos surpreendem; e nem sempre a surpresa é boa. Só sei que mudar por vezes dói.

De repente tudo muda. Às vezes, por nosso querer. Outras, por obra do acaso – se é que ele existe. Só sei que há mudanças planejadas, projetadas na ponta do lápis, perseguidas com empenho e comemoradas. Há outras que nos surpreendem; e nem sempre a surpresa é boa. Só sei que mudar por vezes dói.

Nós somos seres naturalmente adaptáveis. A maquininha humana é eficaz a ponto de nos preparar para as intercorrências. Até certa medida. Por melhor que seja o funcionamento de nossas engrenagens, é bom ter em mente que a máquina não é infalível, nem dispensa cuidados. Dessa realidade não podemos nos dissociar completamente, pois não somos os super heróis que supomos ser.

Nossas fotos de hoje já não são retratos de quem fomos um dia. Já somos outros. Dia após dia, experiência após experiência, tornamo-nos um tanto diferente do que éramos. Eu não sou hoje a mesma de dez anos atrás. Ninguém pode ser. As coisas mudam, nós mudamos. Mas o grande barato dessa dinâmica me parece ser a conservação da essência. Acho incrível perceber que a forma da caixinha está diferente, mas o conteúdo, aquele mais importante que fica lá no fundinho do recipiente, permanece intacto. Tudo pode mudar.

Pensamentos evoluem (ou involuem), o corpo muda, os valores vão sendo polidos conforme a vivência, dons vão sendo descobertos, ao redor temos novas companhias, um trabalho novo, um lar diferente, perdemos, ganhamos, sofremos, nos alegramos, conhecemos novas culturas, novas dores, novos prazeres. Mas acho lindo quando essência, quem somos de verdade, aquela construção magnífica do nosso ser, apesar de todas as intercorrências, segue intacta. Sinto-me mais à vontade para mudar tudo sabendo que posso conservar quem eu sou de verdade. Quando creio que os afetos, desafios, perdas, ganhos, vivências vão sendo na verdade incrementados, escolho mudar para melhor, apesar das circunstâncias, zelando pela chave de quem sou de verdade.

Mudar dói, crescer dói, o inesperado dói. Nem sempre, é claro. Vivemos mudanças diárias indolores. Mas algumas não têm como passarem despercebidas. Abalam nossas estruturas, nos apresentam um cenário novo, impõem dedos nas feridas, demandam mais esforço pessoal, mais contar com a sorte, mais integração com o indivíduo, mais malabarismo com o inesperado. Quem conhecer a fórmula mágica para viver os processos profundos de transformação de forma milagrosamente indiferente, desperdiçará uma bela chance de ser a borboleta que vem da lagarta. De perceber a metamorfose. Saber lidar com a dor também é uma forma de crescer. Impregnar o processo de amor, é um alicerce nesse caminho. Mudar com dignidade é uma forma elegante de viver.

Tem uma frase escrita por Érico Veríssimo que eu acho simples e fantástica que diz mais ou menos o seguinte: “ Quando os ventos da mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento.” É sobre isso que estou falando. Quero ser ventania, não sopro; quero lidar com moinhos de vento, não com barreiras.

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A importância da exploração espacial

quinta-feira, 28 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Hoje em dia, a humanidade consegue explorar os céus usando um telescópio potente ou até mesmo por meio do turismo em uma nave espacial pela órbita do planeta Terra. Mas muito antes do avançar da tecnologia, os seres humanos olhavam atentamente para os céus e buscavam compreender a relação entre o homem e o universo.

Hoje em dia, a humanidade consegue explorar os céus usando um telescópio potente ou até mesmo por meio do turismo em uma nave espacial pela órbita do planeta Terra. Mas muito antes do avançar da tecnologia, os seres humanos olhavam atentamente para os céus e buscavam compreender a relação entre o homem e o universo.

Ainda que achemos que a astronomia seja um estudo moderno, desde os primórdios do homem, os céus já eram observados e foram de extrema importância para o desenvolvimento humano. Na antiguidade, a posição dos astros no céu servia não somente para as grandes navegações e expedições, mas também, para a confecção de calendário bem definidos, com todas as estações do ano e dias da semana.

Até que um dia, um homem chamado Galileu Galilei construiu uma luneta e apontou o objeto para o céu. O italiano, mesmo com uma invenção muito primitiva fez observações que mudaram o curso da humanidade para sempre e que inclusive, lhe renderam a perseguição religiosa à época. A mais conhecida foi a ruína da crença católica de que todo universo rodava em torno da Terra.

Pois bem, um mero telescópio atiçou ainda mais a curiosidade do homem em romper as barreiras do céu, sair do planeta Terra e descobrir um pouco mais sobre onde moramos. Mas... como fazer um avião potente e resistente o suficiente para chegar lá? Será que nós humanos iríamos aguentar os limites do inesperado? O que iremos achar por lá?

Em meio a muitas dúvidas, no auge da Guerra Fria e da expansão em massa da tecnologia, a humanidade conseguiu em um voo rápido levar o primeiro ser vivo ao ambiente extraterrestre: a cadelinha Laika. Mas isso não foi suficiente para diminuir a disputa que era acirrada pela corrida espacial, até que um feito incrível ocorreu através de uma solução inesperada.

Os americanos, não sabiam como fazer um foguete potente o suficiente para sair do planeta, então tiveram que recorrer a um velho prisioneiro de guerra: Werner Von Braun, um nazista capturado. O engenheiro alemão, condenado por crimes de guerra, responsável por construir as bombas V-2 – uma espécie de foguete que ceifou muitas vidas na Segunda Guerra Mundial - foi o responsável pela engenharia do primeiro foguete americano que levou o homem à lua e marcou completamente a história da humanidade. Pois bem, a história e suas hipocrisias!

E então, chegamos à Lua, em 1960, e agora? Paramos por aqui? Não! Se você é ligado em ciência, nos noticiários e em tecnologia, certamente nos últimos anos acompanhou muitas missões na história que são realizadas tanto pela Nasa quanto por parte da iniciativa privada e certamente um dia você se perguntou: por que gastamos tanto dinheiro mandando coisas para o espaço e não resolvendo problemas no planeta Terra?

Resposta do especialista

Pedro Mineiro Cordoeira, professor, físico e divulgador científico, formado pela  Universidade Federal Fluminense (UFF), especializado em cosmologia e gravitação, explica que a evolução da humanidade está diretamente ligada à maneira como compreendemos o universo à nossa volta.

“Engana-se quem pensa que as viagens para fora do planeta são meros gastos desnecessários. Hoje, só temos processadores de celulares de última geração porque um dia a mesma tecnologia foi usada pelas empresas na exploração espacial. Não somente isso! Os sistemas de GPS, internet via satélite, previsão do tempo, tênis de corrida, roupas com polímero e novas ligas de metais só existem, hoje, graças às pesquisas realizadas através da exploração espacial.”

As viagens aos astros próximos podem proporcionar descobertas ricas em conhecimento para toda a espécie inteligente e que podem mudar os rumos da humanidade no futuro. Sondas de milhões de dólares não são mandadas à toa aos confins do universo. Estas viajam milhares de quilômetros e são capazes de identificar novos ambiente capazes de comportar vida – em especial nas luas pelo sistema solar - estudos de atmosfera, presença de água e outros elementos para que a humanidade possa definir novos rumos para o futuro.

Recentemente foi lançado o telescópio James Webb, de U$ 824 milhões de dólares, que representa marco na exploração astronômica. Segundo Pedro, o gigante dourado traz a possibilidade de olharmos com mais precisão para outras galáxias distantes, entendendo o seu comportamento e como elas nos ajudam a compreender muitas respostas e perguntas para nosso universo.

“A matéria que nos constitui (carbono, oxigênio, hidrogênio, entre outros) são os mesmos elementos encontrados nas nebulosas resultantes de explosões estelares e nos seus interiores. As estrelas fertilizam o universo com os ingredientes - dos mais simples aos mais pesados - fundamentais para a vida! Então, como lembrou o saudoso Carl Sagan, somos feitos de ‘poeira das estrelas’ e é preciso estudar de onde viemos para entendermos para onde vamos.”

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Um ano nas páginas de A VOZ DA SERRA

Esta coluna completou um ano de publicação no jornal no último dia 21, sempre às quintas-feiras. Seu titular, Lucas Barros, é aspirante à advocacia criminal, chevalier na Ordem DeMolay e um apaixonado por Nova Friburgo. “Além das Montanhas” segue com sua proposta de mostrar que Nova Friburgo não está numa redoma e que todos nós somos afetados por tudo à nossa volta. Para festejar o primeiro ano da coluna que está sempre no Top 10 do site de A VOZ DA SERRA, Lucas esteve nesta semana na sede do jornal, no Espaço Arp, para celebrar a ocasião especial. Ele foi recepcionado pela diretora Adriana Ventura.

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Parar de culpar o outro por nosso sofrimento

quinta-feira, 28 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Desde a “queda” no Jardim do Éden surgiu no íntimo do ser humano a tendência de culpar outra pessoa pelos nossos sofrimentos. Adão culpou Eva. Eva culpou a serpente. A serpente culpou Deus. E Deus procura ensinar que cada um precisa assumir sua responsabilidade no comportamento porque isto é o que pode produzir crescimento pessoal e boas relações humanas.

Desde a “queda” no Jardim do Éden surgiu no íntimo do ser humano a tendência de culpar outra pessoa pelos nossos sofrimentos. Adão culpou Eva. Eva culpou a serpente. A serpente culpou Deus. E Deus procura ensinar que cada um precisa assumir sua responsabilidade no comportamento porque isto é o que pode produzir crescimento pessoal e boas relações humanas.

Hoje é comum pais culparem seus filhos de serem rebeldes, preguiçosos, irresponsáveis, enquanto que, por outro lado, filhos culpam os pais de terem sido demasiado gratificadores dos desejos dos filhos e por isso não colocaram limites que os teriam ajudado a aprender a enfrentar as dificuldades da vida de maneira melhor, ou os que os culpam dizendo que seus pais foram muito rígidos na sua educação.

Entre casais, o marido culpa a esposa de várias coisas, como de ser “romântica” demais, muito geniosa ou passiva ao extremo. Enquanto que uma esposa pode culpar o marido de ser frio afetivamente, muito racional, dedicado demais ao trabalho e esquecendo da família, ou muito mulherengo, explosivo. Empregados culpam os patrões alegando que eles não pagam um bom salário, que exigem demais, enquanto que patrões reclamam de empregados porque eles não produzem, faltam ao trabalho, não têm iniciativa.

Culpar outros é comum em todos os tipos de relações humanas. E é verdade que muitas destas queixas procedem, podendo ter um fundamento. Porém, isto não elimina também a verdade de que a pessoa que faz a queixa pode ter problemas pessoais, independentes da situação exterior atual da qual ela se queixa e a qual crê ser a origem única de seus sofrimentos.

Maturidade envolve assumir que erramos, cometemos falhas, em vez de ficar apontando o dedo para os outros como se os erros deles fossem a explicação de todo o nosso sofrimento. Negação é o processo mental pelo qual fugimos da verdade, não necessariamente porque queremos enganar conscientemente a nós e a todos. Negamos enquanto não suportamos a verdade. Fugimos da verdade porque pode ser mais confortável fazer isso.

Parece ser difícil para muitos de nós dizer: “Desculpe, eu errei.”, ou “Você tem razão.” Alguns até falam isto só que colocam imediatamente um “Errei, mas...”. Seria construtivo e animador para vários tipos de relacionamentos se a pessoa apenas disse: “Desculpe, eu errei.” e ponto, assumindo sua falha sem argumentos para amenizá-la ou desculpá-la.

Quando estamos prontos para mudar para melhor, paramos de negar e culpar as pessoas por nossa infelicidade. Admitimos nossa parte no problema. E nos voltamos para dar uma olhada em nós mesmos para ver o que há de errado e o que precisa ser consertado em nossa pessoa.

Certa vez vi num quadro de uma sala de um grupo que trabalha com os Doze Passos uma frase que dizia assim: “Primeiro olhe-se a si mesmo... Depois... olhe-se de novo.” Existe maior gratificação quando assumimos que erramos, em vez de ficar culpando os outros, porque desta maneira olhamos a nós mesmos com coragem, humildade, honestidade e o sincero desejo de mudar para melhor, independentemente se a outra pessoa muda ou não. Felicidade verdadeira é uma questão pessoal. Depende se estamos dispostos a assumir nossa verdade, boa e ruim, e mudar o que está ruim em nós.

Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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É uma fria!

quarta-feira, 27 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Já comemorou cinquenta vezes o aniversário de falecimento

Não sei se você sabe o que é criogenia, ou mesmo se está interessado no assunto. Pode ser até que você já tenha feito uma encomenda ou, melhor dizendo, que você já tenha “se encomendado”. Em qualquer dos casos, vou passar algumas informações a respeito que poderão ser úteis, se não a você, talvez a algum outro leitor que sonhe com a imortalidade, não da alma e na eternidade, mas do próprio corpo e aqui na Terra mesmo.

Já comemorou cinquenta vezes o aniversário de falecimento

Não sei se você sabe o que é criogenia, ou mesmo se está interessado no assunto. Pode ser até que você já tenha feito uma encomenda ou, melhor dizendo, que você já tenha “se encomendado”. Em qualquer dos casos, vou passar algumas informações a respeito que poderão ser úteis, se não a você, talvez a algum outro leitor que sonhe com a imortalidade, não da alma e na eternidade, mas do próprio corpo e aqui na Terra mesmo.

A criogenia é, se assim se pode dizer, uma ciência, mas há quem ache que não passa de charlatanice ou, na melhor das hipóteses, de uma ilusão. Porque bem espantoso é o objetivo dessa pseudociência: conservar corpos humanos a uma temperatura tão baixa (- 1960. C) que ele não se desfaça com o tempo. Naturalmente, é necessário que o indivíduo, antes de mergulhar nessa friagem, esteja devidamente morto e que tenha manifestado em vida seu desejo de virar picolé.

Também é necessário que disponha de uma boa reserva de dólares, porque ficar dormindo num dos laboratórios que prestam esse serviço custa, nos Estados Unidos, duzentos mil dólares, para o corpo inteiro, e oitenta mil dólares somente para a cabeça ─ caso o freguês considere que já não vale mais a pena investir no corpo e queira preservar somente sua parte pensante, com tudo o que nela acumulou enquanto vivia. Na Rússia o serviço completo pode ser feito por modestos oitenta mil dólares, mas, como diria algum ucraniano, vá lá confiar na Rússia. Com um pequeno acréscimo é possível levar junto seu cão ou gato de estimação. Ninguém ainda manifestou o desejo de que venham a renascer também o patrão, o cunhado ou a sogra.

Se alguém acha que isso é uma loucura, fique sabendo que já existem 350 corpos congelados, à espera do dia feliz em que a medicina tenha encontrado um jeito de ressuscitar a matéria e trazer seu dono novamente à vida. Um desses terráqueos esperançosos já descansa agasalhado no gelo há cinco décadas. Ou seja, já comemorou cinquenta vezes o aniversário de falecimento.

As dúvidas ainda existentes não são apenas quanto ao retorno do corpo para o mundo dos vivos, mas também como será esse camarada que vier a ocupar novamente um lugar no planeta, depois de ter estado sabe-se lá onde, dormindo à espera da palavra mágica que o traga de volta. Será que ele reconheceria o mundo e as pessoas ou, mais grave ainda, será que ele reconheceria a si mesmo? Por outro lado, já imaginou se um dia for possível dar outra chance a um bilhão e duzentos milhões de chineses e a outro tanto de indianos? Vai faltar espaço para a entrada de gente nova.

         Quanto a mim, prefiro deixar a questão da morte nas mãos de Deus que, ao contrário dos criogenistas, sabe o que faz. E depois, é como escreveu o poeta Paulo Leminski:

“Vida e morte/ amor e dúvida/ dor e sorte/ quem for louco/ que volte.

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AVS: jornal de todas as linguagens e culturas!

terça-feira, 26 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Nossa viagem pela edição do jornal do último fim de semana começou com um passeio bem diferente. Pudemos conhecer um pouco sobre a Clínica Santa Lúcia que ainda tem 111 pacientes internados. Quem nos guiou para esses conhecimentos foi a jornalista Adriana Oliveira, por meio de um emaranhado de situações dignas da nossa reflexão. A partir da criação de uma lei, de autoria do ex-deputado federal Paulo Delgado, foi determinada a desativação dos manicômios em todo o Brasil, inclusive, do Instituto Municipal Nise, no Rio de Janeiro.

Nossa viagem pela edição do jornal do último fim de semana começou com um passeio bem diferente. Pudemos conhecer um pouco sobre a Clínica Santa Lúcia que ainda tem 111 pacientes internados. Quem nos guiou para esses conhecimentos foi a jornalista Adriana Oliveira, por meio de um emaranhado de situações dignas da nossa reflexão. A partir da criação de uma lei, de autoria do ex-deputado federal Paulo Delgado, foi determinada a desativação dos manicômios em todo o Brasil, inclusive, do Instituto Municipal Nise, no Rio de Janeiro. O Nise “fechou as portas em novembro de 2021”, definitivamente.   

Em Nova Friburgo, o fechamento de vagas na Clínica Santa Lúcia, segundo a promotora de Justiça, Sheilla Vargas, “é um caminho sem volta” e a “reabertura dessa porta é irreversível”. Contudo, o Ministério Público ainda vai “apurar os casos pontuais e tentar acolher adequadamente a demanda”. A primeira residência terapêutica em nossa cidade está prevista para “em breve”, embora a gravidade do tema requeira urgência. Sabe-se que “o processo de desinstitucionalização é lento justamente para dar tempo à organização dos familiares dos pacientes e demais entes envolvidos no processo...”. A intenção é “humanizar o tratamento dos pacientes, devolvendo-lhes a reinserção na comunidade, dentro do que é possível”. Contudo, para complicar a liberação, a triste realidade é que muitos institucionalizados não têm mais “onde morar”. Que barra!

Ter onde morar é um direito de todos. E, estando tudo bem, escolher morar sozinho é prazeroso. Assim, quase 11 milhões de pessoas moram sozinhas no Brasil. Os dados foram destaque da reportagem de Thiago Lima, que nos trouxe informações da nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgada pelo IBGE. Thiago conversou com o médico André Soares, de 29 anos, que preferiu morar sozinho para proteger os pais no início da pandemia da Covid-19. A precaução acabou caindo no gosto do jovem doutor, que se descobriu mais independente, fazendo as coisas do seu jeito, aproveitando melhor os seus momentos. A aposentada Neuza Gonçalves reconheceu as vantagens e desvantagens, mas preza muito pela paz e tranquilidade no dia a dia.

Vivemos um tempo de coisas instantâneas, das comunicações rápidas e com isso ficamos mais expostos ao estresse da “polarização” que abala os relacionamentos. Eu sempre ouvi dizer que “ser feliz é mais importante do que ter razão”. Mas “a busca pela validação” tem mudado o dito popular. Christiane Coelho conversou com a psicóloga Cinthia Lima Ramos que destacou: “É importante ressaltar que no nosso atual cenário, ter razão se tornou mais importante do que cultivar as relações”. Em se tratando de redes sociais, principalmente em assuntos políticos, meia palavra pode gerar uma briga inteira. Assim, Cinthia recomenda: “Vale à pena correr o risco de perder uma amizade antiga ou brigar com algum parente pela política que muda a cada minuto?”

A charge de Silvério contemplou a data de 25 de julho, Dia do Motorista. E o Cão Sentado evocou a “Paz no Trânsito”. Na Igreja Católica, a data é dedicada a São Cristóvão, também padroeiro dos viajantes. O verdadeiro nome do santo era Réprobo, o guerreiro do rei. Pela sua força, ele atravessava, de bom grado, pessoas no rio. Sabendo, pelo exemplo do rei, que o demônio tinha medo da cruz, ao confrontá-lo com o sinal sagrado, o demônio fugiu, imediatamente. Um dia, Réprobo atravessou um menino no rio que, depois, ao ser identificado, era Jesus. O santo, então, prometeu que sempre serviria a Jesus e assim, ficou denominado como “o portador de Cristo, o São Cristóvão”. Que bonito!

Servir a Jesus é praticar o bem, trabalhando pela paz universal, imitando São Cristóvão, nos rios da vida, na travessia das pessoas, dos povos, acolhendo no coração a diversidade das nações. Nova Friburgo teve essa missão de acolhimento e tem recebido, desde sempre, o amor e a dedicação de seus imigrantes. Viva a Imigração! Viva o evento “Cadima Colônias” que está de volta! Viva a valorização das culturas de todos os povos que trouxeram, para a nossa terra, os valores, os sabores e os saberes de seus países!

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Festão julino e com casório

terça-feira, 26 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ao melhor estilo caipira, com DJ tocando músicas típicas, cachorro-quente, churrasquinho, quentão, bolos, pasteis, fogueiras e muito mais, além da tradicional quadrilha, o casal Roberto Carlos Botelho Corrêa e Jaqueline Batista Corrêa recebeu amigos e convidados em sua elegante residência no Cônego no último sábado, 23.

Ao melhor estilo caipira, com DJ tocando músicas típicas, cachorro-quente, churrasquinho, quentão, bolos, pasteis, fogueiras e muito mais, além da tradicional quadrilha, o casal Roberto Carlos Botelho Corrêa e Jaqueline Batista Corrêa recebeu amigos e convidados em sua elegante residência no Cônego no último sábado, 23.

Para coroar o evento, algo ainda mais significativo: o casal, conforme mostra a foto, confirmou sua união de quase quatro décadas de feliz convívio, inclusive com direito de cerimônia de casório na roça comandada por um padre caipira. Parabéns ao Roberto e a Jacqueline.

Família Sanglard em festa

A grandiosa e conceituada família Sanglard, que está completando 200 anos de Brasil, realiza seu 24º Encontro Festivo no próximo sábado, 30, com vasta programação e concorrida confraternização no espaço Casa Du Alemão, em Mury.

O evento terá a organização da Associação Mathieu Sanglard, atualmente presidida por Pedro Elias Erthal Sanglard, que é filho do saudoso Rui Sanglard, que dá nome a um populoso bairros de Nova Friburgo.

Como grande e oportuno aperitivo para este evento, na noite da sexta-feira no loteamento Barroso em Amparo, será promovido o sensacional "Arraiá dos Sangrá".

Saudade com um grande destaque

A escola de samba Unidos da Saudade conta agora com mais competente e representativo nome em sua diretoria.

Trata-se do meu quase xará, dr. Luiz Carlos Dias, o Kau, que assume o cargo de vice-presidente da roxo e branco. Ele é um  renomado advogado na cidade e na capital, com atuação nas áreas administrativa e tributária. Kau já foi diretor jurídico e presidente do Conselho Fiscal da própria Unidos da Saudade e da Liga das Escolas de Samba de Nova Friburgo, com vasta experiência e participação no Concurso Municipal de Fantasias. 

Uma de suas metas na nova missão, é a articulação da reforma do estatuto da entidade, com adequação às diretrizes do Código Civil de 2002.

 

Thayan aniversariou

Quem passou o último sábado, 23, recebendo parabéns e manifestações de carinho por parte de familiares e amigos, foi o querido Thayan Hebert Carestiato, que é consultor empresarial, professor e coordenador da Secretaria Municipal de Esportes de Nova Friburgo e co-coordenador do Polo de Extensão da Uerj.

Para o Thayan, que mostra bela atuação também junto ao seus companheiros do Rotary Clube Suspiro, nossas felicitações pela nova idade.

Passado, mas não esquecido

Enviamos nosso carinho, admiração e parabéns pelo aniversário celebrado no último dia 15, da simpática Mariana de Oliveira, que é servidora municipal atuando no setor de Segurança do Trabalho ligada à Secretaria de Finanças.

A coluna faz coro aos seus familiares e amigos desejando os votos sinceros de felicidades, mais sucessos e tudo de bom.

Homenagem em Cordeiro

Na manhã do próximo sábado, 30, o Cordeiro F.C. vai homenagear com solenidade no Estádio Mário Jorge, o seu saudoso e inesquecivel jogador, que inclusive também brilhou vestindo camisa de alguns times de Nova Friburgo, Carlinhos Carolina. Ele merece.

Bet em profusão

Especialmente nos estádios de futebol, todos estão podendo observar a verdadeira invasão de anúncios das casas de apostas que levam o nome Bet e que chegaram com força para atrair os apostadores online. São as novidades dos tempos tecnológicos.

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Ensina-nos a rezar

terça-feira, 26 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

No último domingo, 24, ouvimos o pedido sincero dos discípulos a Jesus: “Senhor, ensina-nos a rezar” (Lc 11,1). Este clamor provindo de homens que conviviam diariamente com Jesus nos conduz a um lugar de reflexão tão importante nos tempos de hoje. Poderíamos pensar que este é um tema que se restringe apenas a uma religião específica. Contudo, aprendemos com o Papa Francisco que o ato da oração pertence a todos os homens de todas as religiões e até, de certo modo, àqueles que não professam religião alguma.

No último domingo, 24, ouvimos o pedido sincero dos discípulos a Jesus: “Senhor, ensina-nos a rezar” (Lc 11,1). Este clamor provindo de homens que conviviam diariamente com Jesus nos conduz a um lugar de reflexão tão importante nos tempos de hoje. Poderíamos pensar que este é um tema que se restringe apenas a uma religião específica. Contudo, aprendemos com o Papa Francisco que o ato da oração pertence a todos os homens de todas as religiões e até, de certo modo, àqueles que não professam religião alguma.

A oração não é uma ação exterior ao orante, mas é fruto de um mergulho profundo no interior de si, é um encontro com o “eu” sem máscaras, sem reserva. O Catecismo ensina que o seu lugar de nascimento é o coração (cf. CIC, 2562-2563). Deste modo, “as emoções rezam, mas não se pode dizer que a oração é unicamente emoção. A inteligência reza, mas rezar não é apenas um ato intelectual. O corpo reza, mas pode-se falar com Deus até na invalidez mais grave. Por conseguinte, é o homem todo que ora, se o seu ‘coração’ reza” (Papa Francisco, 13 mai. 2020).

Assim, a oração é fruto do encontro do ‘eu’ consigo mesmo que o conduz ao ‘tu’, ao “outro’. Um caminho que vai sendo construído/conquistado a cada passo, numa dinâmica constante de esvaziamento de si e quebra de pré-conceitos. Este itinerário que não pode ser calculado é conduzido apenas pela necessidade de realizar a essência de ser social.

Contudo, a cultura atual se traduz em uma sociedade onde a comunicação a cada dia se torna mais virtual, esvaziando a beleza do encontro. Esta realidade tem atingido inclusive a vida de oração. Hoje, somos levados a viver uma realidade puramente intimista, voltada apenas para a satisfação de nossas paixões e caprichos. Anula-se o comprometimento de crescer no conhecimento de si e do encontro.

O tríplice âmbito do encontro – consigo, com Deus e com o outro - não pode ser substituído pelo vazio de muitas palavras. É preciso fortalecer o cuidado de, também na vida de oração, não substituir as relações interpessoais pelas amizades virtuais, limitando a vida, o contato, a proximidade, somente aos momentos de interesses. Hoje é recorrente ver amigos sentados em uma mesma mesa, cada qual conectado ao próprio mundo, fechados nos horizontes de seus próprios interesses e ignorando os que estão ao redor.

A oração encerrada no individualismo é estéril. A revolução gerada pelo cristianismo se fundamenta na relação entre Deus e o homem. O caminho de encontro é uma iniciativa do próprio Deus. É Ele que em primeiro se comunica e revela-se ao homem. Desde o ato criador, Deus entrou em relação conosco rompendo toda herança “feudal”, de servidão. “No património da nossa fé não existem expressões como ‘subjugação’, ‘escravatura’ ou ‘vassalagem’; mas sim palavras como ‘aliança’, ‘amizade’, ‘promessa’, ‘comunhão’, ‘proximidade’. No seu longo discurso de despedida dos discípulos, Jesus diz assim: «Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai” (Ibidem).

Procuremos, pois, entrar no grande mistério desta aliança de amor. Colocar-nos em oração nos braços misericordiosos de Deus, sentir-nos envolvidos por esse enigma de felicidade, que é a vida trinitária, conectando-nos com nossas dores e misérias, saindo ao encontro das urgências de nosso tempo.

Padre Aurecir Martins de Melo Junior é assessor diocesano da Pastoral da Comunicação.

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