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Prefeito Feliciano Costa é felicitado pelas obras

sábado, 16 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 15 e 16 de julho de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 15 e 16 de julho de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Feliciano felicitado pelas obras que está realizando - Em companhia do procurador geral do Estado e do deputado líder do governador Raymundo Padilha na Assembleia, dr. Alberto Torres, o prefeito de Friburgo, Feliciano Costa percorreu os pontos pitorescos da cidade, visitando especialmente os serviços e as obras que o seu governo realiza, como o novo e monumental prédio da Faculdade de Odontologia, quatro novas escolas em construção, sendo a Regional Municipal da “Olaria do Cônego” e o local no qual surgirá o mercado municipal, foram visitados, admirando-se os visitantes pelo arrojo do chefe do Executivo, que não recebeu, até o momento, nenhuma ajuda de qualquer órgão. Vivamente impressionados com o que viram, os mencionados homens públicos manifestaram a reportagem de A VOZ DA SERRA, o entusiasmo pela obra administrativa municipal em andamento. 

Anulada a concorrência para pavimentação da Estrada Friburgo-Teresópolis - Toda Friburgo está traumatizada com a publicação, no “Diário Oficial”, da anulação da concorrência para pavimentação da Estrada Friburgo-Teresópolis, mormente por que nos círculos administrativos a notícia é a de que a mencionada obra perdeu o seu anunciado caráter prioritário. Administração municipal e classes produtoras do nosso município solicitarão audiência especial ao governador Raymundo Padilha, no sentido de apelar para que seja restabelecida a precedência na referida obra que muito representa para a economia e movimento turístico das regiões em causa.  

Vice governador do “Lions”, Elias Antonio Yunes: Acaba de ser escolhido vice governador do “Lions Clube” da região L-3, o conceituado e querido líder empresarial, Elias Antonio Yunes, real expressão no comércio e na sociedade friburguense e que vem percorrendo todos os degraus da hierarquia administrativa do clube de serviços comunitários. O novo dirigente do leonismo tem prestado relevantíssimos serviços ao movimento de assistência social da nossa cidade, notadamente no que se refere a “Casa da Criança”, da qual é um dos maiores sustentáculos. 

Autarquia de Água em franca recuperação - Agora administrada por friburguenses dedicados e capazes, a Autarquia da Água vai sendo recuperada e em breve dias estará totalmente curada da “doença” que os “estrangeiros” que a dominaram por tanto tempo, jogaram por cima do seu “organismo”. Para que o povo possa avaliar o descalabro que reinava na famigerada Amae, basta que se diga, que sua dívida para com a Companhia  de Eletricidade era superior a Cr$ 300.000 e, com o BNH - vencida e em cobrança em caráter de urgência de Cr$150.000. Convenhamos que era dose para elefantes… 

Pílulas

A persistir o panorama político atual em Friburgo, uma candidatura arenista à sucessão de Feliciano Costa terá o franco e decidido apoio do bloco que dissentiu do diretório emedebista, Basta que ela represente confiança do dito bloco. 

Segundo um tolo e ridículo vaticinador político, o bloco aludido não conta com quase nada em matéria de prestígio e votação. Os dissidentes estão ávidos para que se abram as urnas do próximo pleito. Quem viver, verá. 

E mais…

  • Friburgo, cidade universitária… 
  • Festa do Colonizador transferida para o dia 29… 
  • Louvores especiais ao prefeito e ao chefe de gabinete dr. Zanon Costa… 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Alice Marques Duarte, Thereza Cristina de Jesus e Beatriz Dutra da Costa (15); Zuleika Alves Lopes e Bernardo Braune (16); Marina Perestrello Braune, Aristides Machado e Rosemarie Kunzel (17); Paulo Fernando Costa, Consuelo Carestiato Guedes e Otto Spinelli (18); Marcos Haiut (19); Roberto Ventura El-Jaick e Elias Buaizz (20); João de Queiroz Teixeira, Tunney Kassuga, Germano Ferreira de Carvalho, Carlos Jaccoud Marchon, Marcos Bento de Mello, Janine Jordão e Marcelo Merecci (21).

Foto da galeria
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Inflação, inflação, inflação

sexta-feira, 15 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Chegou o momento, é hora de voltarmos a falar sobre o assunto mais relevante do contexto macroeconômico global: inflação. O problema não existe de hoje, mas é uma grande novidade para países desenvolvidos e tem tirado o sono de muito banqueiro central. Inclusive, o próprio Jerome “Jay” Powell, presidente do Federal Reserve System (Sistema de Reserva Federal) dos Estados Unidos, admitiu em entrevista o que – apesar do valor da franqueza – trouxe desconfiança a todo o mundo quando disse, em tradução livre: “penso que agora compreendemos melhor o quão pouco compreendemos sobre inflação.”

Chegou o momento, é hora de voltarmos a falar sobre o assunto mais relevante do contexto macroeconômico global: inflação. O problema não existe de hoje, mas é uma grande novidade para países desenvolvidos e tem tirado o sono de muito banqueiro central. Inclusive, o próprio Jerome “Jay” Powell, presidente do Federal Reserve System (Sistema de Reserva Federal) dos Estados Unidos, admitiu em entrevista o que – apesar do valor da franqueza – trouxe desconfiança a todo o mundo quando disse, em tradução livre: “penso que agora compreendemos melhor o quão pouco compreendemos sobre inflação.”

O risco existiu, existe, e vai se concretizar: grandes recessões ainda vêm pela frente. Quando acompanhadas, ainda, de forte inflação, se torna o que a ciência econômica chama de estagflação – estagnação econômica com relevante participação inflacionária. Mas antes de nos estendermos com previsões (e vocês sabem que previsões são imprevisíveis), precisamos voltar ao ano de 2020 para compreender o contexto responsável por nos trazer até aqui. O ano acabava de ser marcado pela crise sanitária com o surto de Covid-19 e nos primeiros meses do ano o cenário já era classificado como pandêmico. Todos precisamos tomar medidas radicais e urgentes, mas se deixamos a questão de saúde um pouco de lado, nada na história se comparou aos estímulos monetários exercidos pelos governos mundo afora. Portanto, com fortes injeções de capital e população recolhida de suas atividades, o resultado só podia ser pressão de demanda (as pessoas tinham dinheiro e queriam consumir) e choque de oferta (devido ao controle de transmissão do vírus, a cadeia produtiva estava comprometida). Ou seja, em poucas palavras: tendência inflacionária.

O resultado não foi diferente, a partir daquele momento os sinais de inflação já começavam a aparecer. De toda forma, países continuaram cortando suas taxas de juros com o objetivo de manter os estímulos ao crescimento econômico, até que outro agravante entra na história: a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Contudo, antes de prosseguirmos, vale ressaltar que a guerra veio dois anos depois da pandemia e muito podia ter sido feito durante esse período para amenizar os impactos. Enquanto o mundo esperava para ver o que podia acontecer, por exemplo, o Brasil já saiu na frente em sua postura hawkish (elevação de taxas de juros) ao passo que outros países – principalmente desenvolvidos – não quiseram seguir a mesma tendência por medo de pressionar o crescimento econômico e correr o risco de recessão. Historicamente, países emergentes têm maior desenvoltura quando o assunto é inflação e talvez seja momento de o mundo aprender um pouco com a gente. Mas o espaço é curto e precisamos voltar a falar da guerra.

Num mundo pós Covid, a guerra foi responsável por tornar mais grave a correlação entre pressão de demanda e choque de oferta. Afinal, estamos falando de países líderes de produção de grãos e combustíveis, o que provoca um resultado em cadeia dentro de um sistema de produção globalizado.

A propósito, por falar em globalização de processos de produção, há especialistas falando sobre reverter esta tendência para produções locais. Principalmente após o mundo sofrer – ainda com os tão comentados neste texto – pelos choques de oferta provocados pela política de Covid Zero adotada pela China enquanto todo o mundo retomava suas atividades; o que alavancou ainda mais a tendência de inflação global.

Contudo, é muito importante entender a relação entre as dinâmicas de produção, consumo, juros, inflação e como tudo isso interfere no seu cotidiano como cidadão. Em outro momento – com certeza – voltaremos a conversar sobre o assunto.     Até lá, espero poder ter mais novidades acerca das políticas econômicas abordadas pelos governos.

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Sem recompensa

sexta-feira, 15 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Maria circulava por aí. Todo santo dia, mil tarefas por fazer, atividades de não dar conta, alguma energia vital, e a vontade de fazer dar certo. Seu simples viver dentro da normalidade, a intrigava por uma razão: ela não conseguia compreender a razão de alguém sempre exigir-lhe recompensas por alguma coisa ou indagar-lhe sobre seus interesses pelos feitos. Ela sequer conseguia explicar, mas relatara o que lembrava.

Maria circulava por aí. Todo santo dia, mil tarefas por fazer, atividades de não dar conta, alguma energia vital, e a vontade de fazer dar certo. Seu simples viver dentro da normalidade, a intrigava por uma razão: ela não conseguia compreender a razão de alguém sempre exigir-lhe recompensas por alguma coisa ou indagar-lhe sobre seus interesses pelos feitos. Ela sequer conseguia explicar, mas relatara o que lembrava.

Certo dia, em seu trabalho, no executar normal de sua função, precisou se debruçar um pouco mais sobre algumas questões para entregar um resultado melhor a um cliente, cujo caso era menos rotineiro e mais complexo. O fez por dever de ofício, responsabilidade e intenção de solucionar a demanda. Ao terminar o serviço, aliviada e com sorriso no rosto, informou que tudo estava dentro da conformidade e finalizou a demanda. Eis que um colega , em sequência, indagou-lhe se aquele cliente era alguém importante a merecer tamanho empenho e exclamou que agora ele lhe devia um bom favor. Ela, que sequer havia pensado nisso, manteve-se calada e pôs-se a refletir.

Outro dia, ao se deslocar de carro, percebeu que o pneu estava furado. Encostou o veículo e em seguida, foi ajudada por uma pessoa do bairro que vinha logo atrás. Com o auxílio, sentiu-se aliviada e grata. Simpatizou-se com aquele que havia trocado seu pneu, e antes mesmo de perguntar como poderia retribuir a gentileza, ele afirmara em tom de brincadeira: “- você me deve essa, vou aparecer para cobrar.” Rindo, ela respondeu que sim. E seguiu.

Coisas assim, aconteciam todos os dias, desde gestos brandos a propostas absurdas. Existir fazendo a coisa imputada como certa já lhe colocaria em posição de credora e também de desconfiança, afinal, qual a necessidade de dedicar-se tanto sem querer nada em troca? Começou a reparar, então, como parte da sociedade se coloca, talvez de forma inconsciente, sobre um tabuleiro de jogo, em que ganhar vantagens, dever favores, passar a frente, eliminar adversários, somar pontos passa a incorporar o cotidiano. Esse jogo, Maria, simplesmente, não queria jogar.

Ela queria que sentir gratidão bastasse, que dever comprometimento fosse o necessário e conviver com cooperação, harmonia, sensibilidade e responsabilidade fosse regra e não exceção. Sentiu-se a “estranha no ninho”, o “peixe fora d´água”, o “patinho feio”. E conformou-se. E resistiu. Segue circulando por aí e esforçando-se em suas mil atividades, sem interesses escusos. Prefere um olhar grato. E lhe basta.

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A culpa ainda é das mulheres?

quinta-feira, 14 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O machismo está entranhado em nossa sociedade, fato! Apesar de menos do que antigamente, mas sim, ainda hoje é muito comum ouvirmos declarações reprováveis em relação aos crimes de assédio e estupro:

 “Se estivesse em casa... a essa hora na rua, estava pedindo o quê?”; ou “se não bebesse demais...”;  e, por fim, e não menos pior, “essas roupas provocativas, instigam o homem, é hormonal”.

O machismo está entranhado em nossa sociedade, fato! Apesar de menos do que antigamente, mas sim, ainda hoje é muito comum ouvirmos declarações reprováveis em relação aos crimes de assédio e estupro:

 “Se estivesse em casa... a essa hora na rua, estava pedindo o quê?”; ou “se não bebesse demais...”;  e, por fim, e não menos pior, “essas roupas provocativas, instigam o homem, é hormonal”.

Bom, se você nunca ouviu isso sair da boca de alguém, garanto: você é um privilegiado! E se você é ou já foi responsável por falar atrocidades como essas, saiba que essas justificativas e tentativas de desculpas esfarrapadas em nada condizem com a realidade, que é muito mais sóbria e perversa. Citemos dois casos recentes como grandes exemplos.

O primeiro caso, mais recente, no dia 11 de Julho, envolve um anestesista que foi preso em flagrante pelo estupro de vulnerável de uma paciente que passava por um parto de cesárea, no Rio de Janeiro. O crime só foi descoberto porque enfermeiras desconfiaram do comportamento do rapaz em outros atos, e filmaram escondido, o ato criminoso.

Não teve hora, não teve roupa curta ou muito menos indício. Um médico, durante um dos momentos mais marcantes e emocionantes da vida de uma mulher foi flagrado com o seu órgão genital no rosto de uma paciente, desacordada, sob o efeito de anestesia. Durante um parto, desacordada, e sim, vítima de violência sexual.

Infelizmente, não é um caso isolado, nem o único, o primeiro ou o último que acontecerá por aí. Lembremos-nos de outro não tão recente, em que um ex-médico foi condenado por 52 violações e quatro tentativas contra mulheres também sedadas. Crimes como esse não têm hora, não têm lugar, não têm classe social ou, muito menos, comportamento da vítima que instigue. E por vezes, a violência não acaba no estupro.

O segundo caso, explicita isso muito bem. No dia 23 de Maio, a atriz Klara Castanho teve um episódio marcante e comovente da sua vida íntima exposta, por sites e redes de fofoca, tomados pela insensibilidade que reinou sobre a ética profissional — tanto dos jornalistas, como da equipe médica, uma das grandes responsáveis por vazarem a história.

Jornalistas acharam por bem divulgar nos sites de fofoca o fato de uma atriz, de 21 anos, ter dado à luz uma criança, que foi colocada para adoção. A publicação foi apagada logo em seguida, mas a exposição foi cruel. Klara, em suas redes, extremamente dolorida diante de toda a situação, contou a verdadeira história: Ela havia sido estuprada, tomou todas as pílulas preventivas, fez os exames, mas ainda sim, descobriu-se grávida nos estágios finais da gestação.

Então, diante de toda dor de ter vivido um estupro, escondeu-se o máximo possível, das redes, dos holofotes, até que a criança nascesse. Optou, por motivos compreensíveis, doar o recém-nascido, procedimento previsto por lei, de forma totalmente sigilosa, mesmo que ela nem tivesse sido vítima de violência sexual.

Mais uma vez, em um caso não isolado, mais uma vítima de estupro, violentada não somente pelo seu estuprador, mas também por mais quem deveria protegê-la. Nos casos acima, as equipes médicas, em outros casos, os próprios familiares.

É essencial tomarmos muito cuidado com a justificativa desses crimes e impor responsabilidades às vítimas, por conta do preconceito e do machismo. Não existe hora e nem lugar, qualquer mulher pode ser vítima desses crimes, estando de roupa curta ou desacordada na maca de um hospital em trabalho de parto. Não há como se defender, a violência é social!

E não pense que os casos de estupro têm aumentado ou têm acontecido muito nos últimos tempos. Eles são apenas o topo de um iceberg, uma pequena parcela dos crimes que aparecem e chegam até uma denúncia. A parte debaixo do iceberg, a maior, representa todos aqueles crimes ocultos, que nunca tiveram a divulgação ou mesmo, que nunca foram falados para ninguém.

E a pergunta que não quer calar: Até quando a responsabilidade de sofrer um crime sexual recairá sobre as suas vítimas?

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Perdoar: esquecer ou lembrar?

quinta-feira, 14 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O conceito popular de perdão afirma que quem perdoa, esquece. Entretanto, penso que para existir perdão genuíno é preciso primeiro lembrar do que houve para depois esquecer. Como é isso? Vamos pensar.

Alguém feriu você quebrando e prejudicando o bom relacionamento que havia antes. Se já não era bom, piorou. Se você mantiver a raiva pela pessoa, será prejudicial para sua saúde, porque você terá perdido a serenidade. Se fingir que está tudo bem, não será verdade, o que também é ruim para sua saúde.

O conceito popular de perdão afirma que quem perdoa, esquece. Entretanto, penso que para existir perdão genuíno é preciso primeiro lembrar do que houve para depois esquecer. Como é isso? Vamos pensar.

Alguém feriu você quebrando e prejudicando o bom relacionamento que havia antes. Se já não era bom, piorou. Se você mantiver a raiva pela pessoa, será prejudicial para sua saúde, porque você terá perdido a serenidade. Se fingir que está tudo bem, não será verdade, o que também é ruim para sua saúde.

Uma pessoa muito dependente quando ferida pelos outros, pode fingir que está tudo bem porque sente que não pode viver sem a aprovação alheia. Então, ela pode dizer que perdoou, quando mantém a mágoa em seu interior. Joga em baixo do tapete da consciência a percepção da verdade emocional pessoal que diz: “Ainda sinto raiva do que aquela pessoa fez comigo.” Então, para perdoar, ela precisará lembrar primeiro. Lembrar o quê? Do que houve, da dor, da tristeza pelo que ocorreu ao ter sido ferida. E lembrar pode doer e muito. Mas é preciso sentir a dor original para que ela possa ir embora.

Então, quem perdoa, lembra. Lembra, vive a dor, expressa adequadamente seu pesar, chora, dorme mal algumas noites talvez, perde o apetite ou come demais por um tempo, se entristece. Isto é normal e depois passa se ela realmente perdoa.

Um extremo de conduta é ficar focado nas próprias falhas e não viver a dor causada por erros dos outros. É como atacar a si mesmo o tempo todo dizendo: “Por que não pensei antes?”, ou “Por que fui confiar tanto?”, ou “Por que não coloquei limites?”. Outro extremo é focar demais nas formas como tem sido maltratado e usá-las como desculpa para manter um comportamento ruim. Ambos extremos de conduta devido a abusos sofridos, prejudicam a recuperação emocional pessoal. O que ajuda?

“Ser perdoado pelos erros que temos cometido contra outros não nos desculpa de nossas ações nem faz nossas ações corretas. Quando perdoamos outros pelos erros que eles têm cometido contra nós, não os desculpamos pelo que eles têm feito. Simplesmente reconhecemos que temos sido feridos injustamente e entregamos o assunto a Deus.” (The Life Recovery Bible, Tyndale, p.1121).

No processo de perdão genuíno não devemos dizer à pessoa que nos feriu: “Tudo bem!  Não foi nada! Não me importo! Deixa prá lá!”. A verdade é que não está tudo bem, foi algo que machucou, importa sim, doeu. Você pode e deve falar como doeu ou ainda dói para a pessoa, se isto couber, e deixe o fazer justiça nas mãos de Deus.

Viva a dor. Fale dela com alguém confiável. E deixe-a ir embora. Daí você poderá estar pronto para perdoar. Porque ao perdoar você se livrará do fardo da ira, do ressentimento, da mágoa. Estará livre. Readquirirá a serenidade. O resto é com a pessoa e com Deus. Se você perdoar, será também perdoado. Uma vez que não somos perfeitos, todos precisamos de perdão. Será que você merece perder a paz interior por causa dos erros dos outros? Lute para perdoar e esquecer a ofensa.

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Grande alma

quarta-feira, 13 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ir aonde ninguém queria ir, servir a quem ninguém queria servir

Quando eu era criança ainda se ouvia uma anedota sobre o desconhecimento que às vezes pesa sobre pessoas supostamente muito conhecidas. Era um diálogo entre professor e aluno:

─ Menino, quem foi Getúlio Vargas?

─ Sei não, professor.

─ Como não sabe?  Getúlio é um brasileiro muito importante.

─ Só se ele é do time reserva, professor, porque o titular eu sei todinho.

Ir aonde ninguém queria ir, servir a quem ninguém queria servir

Quando eu era criança ainda se ouvia uma anedota sobre o desconhecimento que às vezes pesa sobre pessoas supostamente muito conhecidas. Era um diálogo entre professor e aluno:

─ Menino, quem foi Getúlio Vargas?

─ Sei não, professor.

─ Como não sabe?  Getúlio é um brasileiro muito importante.

─ Só se ele é do time reserva, professor, porque o titular eu sei todinho.

Me lembrei dessa história quando numa conversa informal mencionei Albert Schweitzer e pelas caras circundantes vi que ninguém sabia de quem eu estava falando. No entanto, trata-se de alguém que joga brilhantemente no primeiro time dos maiores humanistas de que se tem notícia. Um sujeito que se fosse mais conhecido talvez nos animasse a sermos, não igual a ele, não sonhemos tão alto, mas ao menos um pouco melhores do que somos.

Não que eu seja conhecedor de sua vida ou de sua obra, mas comecei a admirá-lo desde que há muitos anos li um de seus famosos pensamentos: “A gentileza é a suprema manifestação do espírito humano”, o qual encontrei recentemente com outra roupagem: “Assim como o sol derrete o gelo, a gentileza evapora mal-entendidos, desconfianças e hostilidades”.

Num tempo em que pessoas grosseiras, vulgares, violentas e sem ética despertam paixões e enchem de entusiasmo pseudopatriótico verdadeiras multidões, a figura gentil desse alemão falecido em 1965, aos 90 anos, é uma lição que merece ser conhecida e meditada.

Aos trinta anos Schweitzer já era músico, filósofo e teólogo consagrado na Europa e então resolveu estudar medicina para tornar-se missionário na África. Formado, internou-se no Gabão, então sob domínio francês, e construiu um hospital. Acompanhado da esposa, que era enfermeira, passou a tratar os nativos vítimas de doenças tropicais e da lepra e a pregar o Evangelho. Sua dedicação à causa que abraçara não impediu que, durante a Primeira Grande Guerra, por ser alemão, fosse preso pelos franceses.

Finalmente libertado, retomou sua obra e só voltava à Europa para fazer conferências, lançar livros e apresentar-se em concertos, sendo Bach seu íntimo conhecido. Todos os recursos obtidos por essa intensa atividade artística e religiosa foram aplicados no sonho de sua vida: ir aonde ninguém queria ir, servir a quem ninguém queria servir. Em 1951, recebeu com todo merecimento o Prêmio Nobel da Paz, tendo acumulado vários outros prêmios e honrarias, que em nada abalaram a sua modéstia e a sua entrega ao trabalho que havia posto como missão de sua vida. O hospital que ele construiu, a partir de um galinheiro, e que ele ampliou e para o qual foi levando médicos e equipamentos, ainda está lá, e naquele chão repousou o coração desse homem que bem merece ser chamado, como Ghandi, de “Mahatma: grande alma”.

Sem dúvida, a melhor maneira de fechar esta crônica é acrescentar a ela outro pensamento de Schweitzer: “Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes”.

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Mudanças que, infelizmente, vieram para ficar

quarta-feira, 13 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

É impressionante como um empreendimento pode mudar tanto as coisas num bairro, para pior e muitas vezes ameaçando a segurança das pessoas. Me refiro especificamente ao Condomínio César Guinle, um mastodonte plantado próximo ao Grupo de Promoção Humana (GPH). Mudanças foram feitas no trânsito local, mas, como sempre, sem um planejamento consciente da Autran, que agora mudou de nome e atende pelo nome de SMOMU (Secretaria Municipal de Ordem e Mobilidade Urbana). Essas mudanças foram feitas para atender o empreendimento.

É impressionante como um empreendimento pode mudar tanto as coisas num bairro, para pior e muitas vezes ameaçando a segurança das pessoas. Me refiro especificamente ao Condomínio César Guinle, um mastodonte plantado próximo ao Grupo de Promoção Humana (GPH). Mudanças foram feitas no trânsito local, mas, como sempre, sem um planejamento consciente da Autran, que agora mudou de nome e atende pelo nome de SMOMU (Secretaria Municipal de Ordem e Mobilidade Urbana). Essas mudanças foram feitas para atender o empreendimento.

Vamos dar nomes aos bois. Acabaram com a mão dupla da Rua Presidente Kennedy que passou a ser mão única em direção à Via Expressa, em consequência a paralela, Rua Conde Beviláqua passou ser mão única, em sentido oposto. Só que as placas sinalizadoras não são a de contramão e sim a seta de mão única. Que botassem as duas, mas, constantemente, tem carros na contramão, o que ameaça a segurança de todos. Além disso, na esquina entre as duas, fizeram uma modificação na calçada e, pasmem, o poste de iluminação ficou um palmo sobre a pista de rolamento da Rua José da Silva Silveira. E lá se vão dois anos que essa aberração perdura, sem que nem a Prefeitura, nem a Energisa tomem uma providência. Talvez, a desculpa seja de que a nova calçada ficou mais estreita para comportar um poste; não seria o caso de aumentar a calçada e sanar essa aberração?

Isso sem falar no problema que foi criado naquele entroncamento. Ali existem três ruas, a Marechal Rondon que dá acesso ao armazém do Froté e ao Sítio São Luís, a Rua João XXIII que é paralela a ela e que formam duas esquinas com a Rua José da Silva Silveira. Na Marechal Rondon existia anteriormente uma placa de PARE, que foi retirada. No entanto, com o gradeamento do novo condomínio, fica difícil a visualização dos carros que estão a seguir em frente, ou dobrar à esquerda, na José da Silva. Aí alguém da autarquia insatisfeito com a placa PARE, resolveu trocar pela de Via Preferencial, aquela do triangulo vermelho, de ponta para baixo e com interior branco que, infelizmente, muitos motoristas ignoram seu significado. Mas, o pior estava por vir, outro funcionário pensou, placa para que placa? E, simplesmente, a retirou. Talvez precisasse dela em outra rua. Conclusão, a circulação naquele trecho ficou um perigo, com freadas bruscas, xingamentos e riscos de colisão. O mesmo se dá com os carros que saem da João XXIII em direção à José Silva, pois ali a visão também é encoberta e o risco de colisão importante. Felizmente, como é uma via de circulação baixa, esse risco diminui bastante. Mas, existe.

Para piorar, sem as placas de contramão na Presidente Kennedy e na Conde Beviláqua com frequência tem carro no sentido contrário ao do atual, com riscos de colisão. Recentemente, uma obra da Águas de Nova Friburgo interditou a Conde Beviláqua e simplesmente direcionaram o trânsito todo para a Kennedy, onde deveria ter sido colocada uma placa de duplo sentido, aquela das duas setas em sentido contrário. Não creio que a autarquia de trânsito da cidade tenha sido alertada para esse fato e, se o foi, não tomou as providências cabíveis, que são da sua responsabilidade. O motorista que faça as suas deduções.

Acho que é mais do que hora de uma profissionalização das autoridades responsáveis pela circulação do material rodante na cidade, pois com o crescimento acelerado de Nova Friburgo, nosso trânsito está cada vez pior. Nossas vias são as mesmas de 40 anos atrás, única exceção foi a abertura da Via Expressa, e a quantidade de veículos triplicou se não quadruplicou. Não vai demorar muito e teremos um nó no trânsito de nossa cidade.

Para terminar, a pergunta que não quer calar, qual é a área de proteção ambiental do Cond. César Guinle, que toda obra desse porte tem de apresentar?

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AVS é um brinde ao jornalismo competente!

terça-feira, 12 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O Caderno Z me trouxe a lembrança de quando minhas filhas eram pequenas e nós pegávamos, na locadora, o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. Contudo, era preciso passar na casa de doces para comprar chocolate em barra, porque era impossível assistir ao filme sem comer muito chocolate. Assim é o “Z” que, festejando o Dia Mundial do Chocolate, nos deu água na boca: “Mas de onde vem o chocolate?” – A questão explica: “Os 4.000 anos de história do chocolate começaram na Mesoamérica antiga...”. O povo Maia o apelidou de “a bebida dos deuses”.

O Caderno Z me trouxe a lembrança de quando minhas filhas eram pequenas e nós pegávamos, na locadora, o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. Contudo, era preciso passar na casa de doces para comprar chocolate em barra, porque era impossível assistir ao filme sem comer muito chocolate. Assim é o “Z” que, festejando o Dia Mundial do Chocolate, nos deu água na boca: “Mas de onde vem o chocolate?” – A questão explica: “Os 4.000 anos de história do chocolate começaram na Mesoamérica antiga...”. O povo Maia o apelidou de “a bebida dos deuses”. No século 15, os Astecas o usavam como “moeda de troca”. Na Espanha, o chocolate foi mantido em segredo por muito tempo, até que se expandiu para a França, por toda Europa e ganhou o mundo.

Além de delicioso, o chocolate é bom para a saúde e eis alguns de seus benefícios: “reduz o estresse, melhora o humor, ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e atua como anti-inflamatório”. Então eu estou certa, pois, quando quero me energizar, pego um pedacinho e deixo derreter na boca. O difícil é comer só um pedacinho! Ainda mais se for chocolate artesanal da Grindel, de São Pedro da Serra, com sabores variados, entre os quais, o de cachaça produzida na própria região. A diversidade do chocolate é algo incrível e eu vou guardar o “Z” na gaveta dos livros de receitas e incrementar a  DoceLis, conforme apelidei a minha cozinha. Que delícia!

Delícia mesmo, nas noites frias é um bom chocolate quente. A receita rende oito porções com poucos ingredientes: 1 litro de leite, 4 colheres (sopa) de chocolate em pó, 1 e ½ xícara (chá) de leite condensado, 1 e ½ colher (sopa) de maisena, 4 colheres (sopa) de água, 2 xícaras (chá)  de creme de leite fresco. Ferva tudo em uma panela funda e quando levantar fervura, adicione a maisena diluída na água, mexendo até engrossar. Desligue o fogo e misture o creme de leite. Para ficar melhor ainda, disponha pedaços de chocolate nas canecas onde for servir. Fica divino e aquece até alma!

Enquanto pessoas boas e comprometidas com o bem-estar animal promovem evento de adoção dos cães que sobreviveram a um incêndio no bairro Floresta, outras, ao contrário, se ocupam em aplicar golpes. A Prefeitura de Nova Friburgo alerta para que os comerciantes fiquem atentos ao telefonema de um homem que se identifica como “fiscal sanitário” e pede pagamento em nome da Vigilância Sanitária. Isso é golpe, minha gente! É preciso vigilância constante para não cair na rede dos falsários.

A situação da pandemia em nossa cidade não está nada confortável. Nos sete primeiros dias de julho, foram registradas oito mortes por Covid-19 e a quantidade de pessoas infectadas, no mesmo período, chegou a 229, o que dá uma média de 33 pessoas confirmadas com o vírus, por dia. E uma pequena parcela da população ainda usa máscaras, eu inclusive. Em alguns comércios nem há mais álcool em gel na entrada. Assim, não há vacinação que dê conta do contágio. Todo cuidado ainda é pouco.

Uma boa notícia é a retomada das atividades do Centro de Convivência da Pessoa Idosa, que retorna em novo local, no salão social da Sociedade Esportiva Friburguense. Totalmente reformado, o espaço dispõe de cozinha, banheiros e ventilação abundante. A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos, Trabalho e Políticas Públicas para a Juventude já iniciou o cadastramento dos interessados e com uma boa perspectiva, pois, havendo vagas, pessoas com mais de 45 anos poderão se inscrever também. Maravilha essa abrangência para os participantes.

Em “Sociais”, a felicidade dos amigos é a nossa também: Carolinne Vahia Concy, juíza friburguense, aprovada para o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Denise Berbert com vernissage no Museu de Arte Contemporânea, em cartaz até 28 de agosto. Parabéns! E o tempo é de estiagem, como disse Adriana Oliveira – “chuva , só lá pelo dia 21...”. Vamos aproveitar para os passeios. A cidade está linda com a floração dos manacás da serra, com dias ensolarados e os cinquenta tons de verde da vegetação!

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Bodas de 50 anos e mais um!

terça-feira, 12 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Sexta-feira, 8, o adorável casal Ângela & Edemorino de Oliveira festejou no Commemori, com amigos mais próximos, de forma muito bela e animadíssima, suas Bodas de Ouro. Como a data não pôde ser comemorada como eles gostariam, no ano passado, devido à pandemia, acabou transcorrendo agora como Bodas Bronze, já que eles acabam de atingir a bela marca de 51 anos de feliz e exemplar união matrimonial.

Sexta-feira, 8, o adorável casal Ângela & Edemorino de Oliveira festejou no Commemori, com amigos mais próximos, de forma muito bela e animadíssima, suas Bodas de Ouro. Como a data não pôde ser comemorada como eles gostariam, no ano passado, devido à pandemia, acabou transcorrendo agora como Bodas Bronze, já que eles acabam de atingir a bela marca de 51 anos de feliz e exemplar união matrimonial.

Com a maioria dos convidados em trajes de épocas passadas, cenários com temas e objetos antigos, entre outras diversas surpresas, incluindo até a apresentação do terno que o noivo Edemorino usou no casamento, cartinhas de namorados enviados pela noiva Ângela e outras circunstâncias interessantes, as comemorações do queridíssimo casal Edemorino & Ângela (foto) transcorreu impecável mesmo. Ao querido casal, renovamos nossos parabéns e votos de contínuas felicidades.

Vivas ao Sérgio!

Pela mudança de idade que está vivendo na data de hoje, dia 12, esta coluna se junta aos amigos e familiares para cumprimentar o admirado Sérgio Ferro Pedretti. Parabéns e muitas felicidades ao grande Sérgio.

Posse na Ordem Demolay

No próximo sábado, às 15h, na Loja Maçônica Profº Oscar Argollo, que fica junto à Via Expressa, em Olaria, o Capítulo nº 138 da Ordem Demolay (espécie de maçonaria infanto-juvenil) de Nova Friburgo estará empossando seus irmãos conselheiros para nova gestão.

Estarão assumindo, os jovens João Lamblet, como Mestre Conselheiro, Luiz Fernando, Primeiro Conselheiro, e Henrique Castelano como Segundo Conselheiro.

Luciana aniversariou

Para compensar o pequeno atraso, grande voto de parabéns e felicitações para a simpática Luciana Perru Silva de Carvalho, que juntamente com o querido filho, o garotão-galã Carlos Teófilo e demais familiares, comemorou mais um ano de vida na sexta-feira, dia 8 de julho.

Mais e mais felicidades, sucessos e tudo de bom para a simpática aniversariante.

Cadima Colônias, dia 21

Como o admirado Luiz Fernando Oliveira e sua dedicada equipe atuam incansavelmente sempre com muita eficiência, o Cadima Shopping já está com tudo em cima para o novo Cadima Colônias, com gastronomia, cultura, arte e outras atrações maravilhosas.

A abertura oficial se dará na próxima quinta-feira, dia 21, às 19h, na Praça Cadima.

Parabéns, Zé Antonio!

Desde já, um grande abraço de congratulações ao admirado empresário José Antonio Rezende, pelo transcurso de seu aniversário natalício, amanhã, dia 13 de julho. Felicidades!

Com Bodas de Pérolas

Ainda em tempo de satisfações e alegrias, nossos cumprimentos ao simpático casal Thelma Duarte Cintra e Marcelo Cintra, ela nutricionista e ele empresário do segmento ótico e figura de destaque na linha de frente de sua apaixonada campeã escola Vilage no Samba.

Nossa carinhosa saudação ao super casal Marcelo e Thelma, é porque ontem, dia 11, eles completaram 30 anos de feliz união conjugal, inclusive como belos frutos do amor que os une, os queridos filhos Thiago e Paula.

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“Viu e teve compaixão” (Lc 10, 33)

terça-feira, 12 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Esta semana refletiremos as palavras do Papa Francisco sobre a parábola do bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37).

Esta semana refletiremos as palavras do Papa Francisco sobre a parábola do bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37).

 “Como pano de fundo, há a estrada que de Jerusalém desce até Jericó, ao longo da qual se encontra um homem espancado brutalmente e assaltado por ladrões. Um sacerdote que passa, vê-o, mas não para, vai além; assim como um levita, ou seja, um ministro do culto no templo. «Mas, um samaritano», diz o Evangelho, «que estava a caminho, chegando àquele lugar, viu-o e teve compaixão dele» (v. 33). Não esqueçamos estas palavras: “teve compaixão dele”; é o que Deus sente cada vez que nos vê com um problema, num pecado, numa miséria: “teve compaixão dele”.

O Evangelista deseja especificar que o Samaritano estava a caminho. Portanto, aquele Samaritano, embora tivesse os seus programas e se dirigisse para uma meta distante, não encontra desculpas e deixa-se interpelar, deixa-se interpelar, pelo que acontece ao longo do caminho. Pensemos: não nos ensina o Senhor a fazer exatamente isto? A olhar para longe, para a meta final, contudo prestando muita atenção aos passos que devemos dar, aqui e agora, para lá chegar.

 O crente é muito parecido com o Samaritano: como ele, está a caminho. Sabe que não é alguém que “chegou”, mas quer aprender todos os dias, seguindo o Senhor Jesus, que disse: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6). Eu sou o caminho: o discípulo de Cristo caminha seguindo-o, e assim torna-se um “discípulo do Caminho”. Segue o Senhor, que não é um sedentário, mas está a caminho: ao longo da estrada encontra pessoas, cura doentes, visita aldeias e cidades. Assim agia o Senhor, sempre a caminho!

Por isso, o “discípulo do Caminho” - ou seja, o cristão - vê que a sua maneira de pensar e de agir muda gradualmente, conformando-se cada vez mais com a do Mestre. Seguindo os passos de Cristo, torna-se um viandante e aprende - como o Samaritano - a ver e a ter compaixão. Em primeiro lugar, vê: abre os olhos para a realidade, não permanece egoisticamente fechado dentro dos próprios pensamentos. Ao contrário, o sacerdote e o levita veem o infeliz, mas é como se não o vissem, vão além, olham para o outro lado. O Evangelho educa-nos a ver: leva cada um de nós a compreender corretamente a realidade, superando dia após dia os preconceitos e os dogmatismos. Muitos crentes refugiam-se nos dogmatismos para se defenderem da realidade. E depois ensina-nos a seguir Jesus, porque seguir Jesus nos ensina a ter compaixão: a dar-nos conta dos outros, especialmente daqueles que sofrem, dos mais necessitados. E para agir como o Samaritano: não ir além, mas parar.

Diante desta parábola evangélica, pode acontecer que demos a culpa a outros ou a nós mesmos, apontando o dedo contra o próximo, comparando-o com o sacerdote e com o levita: “Mas este ou aquele vão além, não param!”, ou culpando-nos a nós próprios, enumeramos a nossa falta de atenção ao próximo. Mas gostaria de vos sugerir outro tipo de exercício. Não tanto o de nos culparmos, não; sem dúvida, devemos reconhecer quando fomos indiferentes e quando nos justificamos, mas não nos limitemos a isto. Devemos reconhecê-lo, é um erro, mas peçamos ao Senhor que nos faça sair da nossa indiferença egoísta e nos coloque no Caminho. Peçamos-lhe para ver ter compaixão. É uma graça, devemos pedi-la ao Senhor. É a prece que hoje vos sugiro: “Senhor, que eu veja, que eu tenha compaixão, como Tu me vês e tens compaixão de mim!”. Tenhamos compaixão daqueles que encontramos ao longo do caminho, sobretudo de quantos sofrem e estão em necessidade, para nos aproximarmos e fazer o que pudermos para ajudar.

Muitas vezes, quando me encontro com algum cristão ou cristã que vem falar de coisas espirituais, pergunto se dá esmola. “Sim”, responde-me - “E, diz-me, tocas a mão da pessoa a quem dás a moeda?”. “Não, não, lanço-a lá”. “E fitas os olhos daquela pessoa?”. “Não, não me passa pela cabeça”. Se deres esmola sem tocares na realidade, sem fitares os olhos da pessoa em necessidade, aquela esmola é para ti, não para ela. Pensemos nisto: “Toco as misérias, até as misérias que ajudo? Fito nos olhos das pessoas que sofrem, as pessoas que ajudo?”. Deixo-vos este pensamento: ver e ter compaixão!”

Fonte: www.vatican.va

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