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Um lugar cheio de palavras chamado Vilma Spitz

segunda-feira, 11 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Tive o prazer de ser convidada para a inauguração da biblioteca da
Escola Municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ocorreu no dia 02 de
julho de 2022, no bairro de Varginha, em Nova Friburgo. Foi numa manhã de
sábado ensolarada de inverno. A escola, recentemente inaugurada, que
substituiu o prédio antigo, estava imponente na ladeira tal qual uma rainha.
Quando cheguei havia um movimento de pessoas na porta, carros subindo e
descendo a rua; a descontração reinava no lugar. Como a sensação que tive

Tive o prazer de ser convidada para a inauguração da biblioteca da
Escola Municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ocorreu no dia 02 de
julho de 2022, no bairro de Varginha, em Nova Friburgo. Foi numa manhã de
sábado ensolarada de inverno. A escola, recentemente inaugurada, que
substituiu o prédio antigo, estava imponente na ladeira tal qual uma rainha.
Quando cheguei havia um movimento de pessoas na porta, carros subindo e
descendo a rua; a descontração reinava no lugar. Como a sensação que tive
era de que estava chegando a uma festa, um ímpeto de felicidade tomou conta
do meu peito na medida em que eu me aproximava e pensava que aquele
evento era para festejar uma sala de leitura, onde alunos e professores possam
sentir o prazer de ter um livro nas mãos, viajar com as histórias e adquirir um
novo olhar para o quotidiano; o livro abre portas e descortina horizontes.
Quando adentrei o salão, os alunos e professores cercavam uma mesa
composta pelo Prefeito da cidade, Johnny Mycon, e sua esposa, a Secretária
Municipal de Educação, Caroline Moura Klein, a Diretora da Escola, Vilma
Spitz, a Coordenadora da Biblioteca da Secretaria de Municipal de Educação,
Márcia Machado, e outras autoridades. Durante a cerimônia, a alegria dos
guerreiros foi a dama de honra; cada sala de leitura inaugurada é uma
conquista, um passo à frente que nosso Brasil dá para se tornar um país de
leitores.
Naquele evento, mais um fato foi motivo de saudação, o nome da
biblioteca homenageava a diretora da escola, Vilma Spitz, pessoa que se
dedicou ao trabalho escolar ao longo de anos com amor e zelo. Pessoas assim
precisam ficar na memória do lugar, onde participaram da sua construção,
superando dificuldades com esforços, realizando propósitos com altruísmo e
cumprindo missões de vida.
Ainda, naquela cerimônia, doei meus livros à biblioteca, sentindo orgulho
de ser escritora e elaborar textos preocupada com a dignidade do viver.

Quando entrei na sala de leitura, depois da cortina ser descerrada, vi um
lugar cuidado, feito com criatividade, carinho e bom gosto. Um ambiente
aconchegante e atraente, daqueles que a gente chega, se esparrama, relaxa,
pega um livro e perde a noção do tempo.
Ao observar as estantes, tive a surpresa de ver meu livro, “Um
Esconderijo Atrás da Minha Franja Torta”. Ah, não há situação mais
empolgante para um escritor do que ver sua obra à disposição de leitores.
Além de tudo, encontrei bons amigos, com os quais troquei palavras,
abraços e sorrisos. Voltei para casa alimentada, com o resto do dia cheia de
recordações, projetos e vontade de escrever mais.
Dewey tinha razão quando disse que a educação não é preparação para
a vida. É vida e mais vida!

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Terminadas as estruturas do novo prédio da Fonf

sábado, 09 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 08 e 09 de julho de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Terminadas as estruturas do novo prédio da “Faculdade de Odontologia de Friburgo” - O grande número de operários que nele trabalham sob as ordens do afamado construtor Hugo Motroni, estão cuidando agora das paredes laterais e divisórias, no firme propósito de entregar a majestosa obra, que soma quase dois mil metros quadrados, antes do prazo contratual. 

Edição de 08 e 09 de julho de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Terminadas as estruturas do novo prédio da “Faculdade de Odontologia de Friburgo” - O grande número de operários que nele trabalham sob as ordens do afamado construtor Hugo Motroni, estão cuidando agora das paredes laterais e divisórias, no firme propósito de entregar a majestosa obra, que soma quase dois mil metros quadrados, antes do prazo contratual. 

Carta aberta a S. Excia. o Sr. Raymundo Padilha - DD. Governador do Estado do Rio de Janeiro - Participantes como V. Excia. das memoráveis campanhas cívicas, na velha Província Fluminense, pelos idos de 1933 a 1937, em defesa da segurança nacional, ameaçada por ideologias importadas, seguidores obscuros do ilustre e culto brasileiro que, desde o advento da democracia no Brasil, em boa hora, dirige os destinos do Estado do Rio de Janeiro; não tendo jamais regateado aplausos a desassombradas atitudes assumidas pelo corajoso idealista que o norte nos mandou no tenebroso período que a nação atravessou, e que o nosso Estado, orgulhosamente, adotou como filho dileto.

Banquete ao novo Juiz de Bom Jardim - Com um banquete que contou com a presença de mais duzentos convivas, foi homenageado na passada quinta-feira, o novo Juiz de Direito da Comarca de Bom Jardim, Dr. José Helayel Baruck, que em concurso público conquistou um grande laurel qual seja o de nele ter obtido excelente colocação. Jovem, culto e já com grande cabedal de conhecimentos jurídicos, o Dr. Baruck prima ainda pela lhaneza no trato, modéstia profissional e sobretudo o máximo de distinção quando se dirige a alguém. Exemplo típico da autoridade que não precisa de pose, muito menos ainda arrogância para bem desempenhar as funções de julgador. 

Rio Grande do Sul luta por um novo tratamento Penal nos Delitos de Automóvel - Por designação do Dr. Procurador da Justiça, do Estado do Rio Grande do Sul, o Ministério Público daquele Estado está presente no IV Congresso Fluminense do Ministério Público, reunido em Nova Friburgo. A delegação gaúcha é chefiada pelo Dr. Alceu Loureiro Ortiz, que se faz acompanhar de sua esposa, sendo a mesma integrada pelos promotores públicos Bayard Nilton Soares de Oliveira, Alceo Moraes Almeida, Solon Loureiro Filho, Onemyr Machado Schutz e Tupinambá M. C. do Nascimento.

Pílulas

Claro como água cristalina a atitude passada, presente e futura do grupo que dissentiu do atual diretório municipal do MDB. Não quis, não quer e não quererá jamais, aceitar desculpas esfarrapadas, receber e acreditar em justificações de atos e atitudes injustificáveis assim como voltar a uma posição propícia a receber “apunhalamentos” que obviamente feriram mais, muito mais que os que podem ser produzidos por instrumento cortante. É fácil defender-se dos inimigos, mas dos amigos a coisa é muito mais complicada. Quem acredita nas “Madalenas” acaba em hospício. 

Nesta história de política, com a existência de apenas dois partidos, não ficam opções, não sobram alternativas. Ou se vai em direção a um ou outro. Daí o cuidado com que os elementos totalmente desligados da direção emedebista vem tratando o momentoso problema da sucessão de Feliciano Costa. Uma coisa é certa, certíssima: não embarcam, de forma alguma, na “carruagem” que lhes quiseram impingir no MDB e que ocasionou a crise partidária que toda Friburgo conhece. A atitude foi, como não poderia deixar de ser: o “óbvio ululante”. 

E mais…

  • Não há como conceber novos aumentos nos ônibus das linhas urbanas… 
  • Festa do Colonizador e Festa da Cerveja no Country Clube… 
  • Gliosci é o novo cidadão fluminense… 
  • Monstro Assistencial: Sesc em Friburgo… 
  • Desfile da Filó: Coleção “Praia Vivian”... 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Elizabeth Veroneze (8); Plinio Maia, Córa Ventura e Antonio Malheiros (9); Elizabeth Corso Teixeira, Honorina do Nascimento Fernandes, Wilson de Mello e Souza e Adriana Namem (11); Êda Moraes de Carvalho, Eulalia Faria Soares e Paulo Verbicário Dantas dos Santos (12); Maria de Lourdes Teixeira Assis e Acácio Ferreira Dias (13); Alice Marques Duarte (15).

Foto da galeria
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Como lidar com pessoa implicante?

sexta-feira, 08 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

 Pessoa implicante é ranzinza, impaciente, impertinente, amolante, provocadora, sempre disposta a contender e discutir ou perturbar a paz das outras pessoas.

 Pessoa implicante é ranzinza, impaciente, impertinente, amolante, provocadora, sempre disposta a contender e discutir ou perturbar a paz das outras pessoas.

O que faz uma pessoa se tornar implicante? São vários fatores. Um deles pode ter relação com problemas com sono. Alguns falam com orgulho que só necessitam de 4 a 5 horas de sono por noite. Não entendem que a pouca quantidade de sono pode produzir irritação. Ao dormirmos nosso do corpo-mente restaura a saúde e recarrega as energias. Sem a devida reparação do bem-estar pela privação do sono, especialmente reparação do sistema nervoso central, pessoas podem se tornar irritáveis e agressivas. Nesses casos a solução é dormir mais tempo.

Outras pessoas ficam implicantes porque podem estar com excesso de cafeína no sangue, originada no café ou em bebidas tipo “cola”. Neste caso faz bem para a saúde reduzir ou eliminar as fontes de ingestão de cafeína. Mulheres na fase da TPM ou SPM (Tensão ou Síndrome Pré-Menstrual) apresentam aumento da irritabilidade podendo se tornar implicantes naqueles dias. A suplementação com ácidos graxos ômega-3 ajuda a reduzir os sintomas da TPM, também o uso do óleo de prímula, praticar atividades físicas ao ar livre e bom sono.

Indivíduos deprimidos e bipolares podem ter fases de irritabilidade. Necessitam orientação do médico psiquiatra para corrigir sintomas destas doenças como a irritabilidade. Outros impertinentes são assim em parte porque copiaram este comportamento do pai ou da mãe e repetem na vida adulta. Nestes casos precisam ser honestas consigo mesmas, admitir que estão repetindo este papel imaturo que aprenderam e lutar para evitar isso. Cada um escolhe seu comportamento.

 Têm indivíduos que são impertinentes não porque quem está ao seu redor é alguém desagradável, mas porque eles não estão bem com eles mesmos e não sabendo lidar com isto, perturbam os outros. Às vezes são impulsivas, só pensam no que fazem depois de fazer, ou nem pensam no seu comportamento implicante e no que ele produz nos seus relacionamentos. São pessoas que querem ser amadas, querem que todos estejam bem com elas, mas elas não ligam o “desconfiômetro” para perceberem que estão sendo impertinentes e que isso afasta os outros delas.

Como lidar com impertinentes? Primeiro, esteja atento aos gatilhos deles. O que dispara neles reações implicantes? Barulho? Muita gente perto? Falar demais? Falar de menos? Evite o que você sabe que favorece o comportamento implicante nelas, pelos menos do que depende de você.

Segundo, não deixe que a implicância dos outros perturbe você. Não traga como algo pessoal contra você. Muitos implicantes são assim porque não estão bem com elas mesmas, e não por falhas suas. Se você responder às implicâncias delas com irritação ou implicância também, as coisas só irão piorar.

 Em terceiro lugar, use bom humor. Responda à implicância com algo engraçado, não para debochar, mas para quebrar a tensão do momento. Se o implicante relaxar com sua brincadeira, todos ganham, se ficar mais irritado, fique calado.

Um bebê ou criança pequenina podem parar com a irritação quando a tocamos ou damos colo. Uma quarta estratégia ao lidar com implicante adulto é tocar a pessoa com carinho, oferecer um abraço. Isto pode desmontar a implicância dela.

Em quinto lugar, talvez o implicante queira conversar, e se você tiver tempo, puder e quiser, puxe um diálogo e deixe que ela fale do que a irrita. Oferecer seu ouvido ao implicante pode cooperar para ele relaxar e parar com a impertinência.

Finalmente, uma sexta atitude ao lidar com o implicante é pensar que algumas destas pessoas continuarão a implicar mesmo que você as trate bem e seja legal com elas. Nestes casos o melhor é se desligar, não entrar em discussão com elas, e ir fazer o que precisa e deixando-as de lado, sem desprezo, mas entendendo que você não precisa perder sua serenidade por causa de alguém que parece não estar interessada em querer cultivar boa amizade e não merece tirar sua paz mental.

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Conheça empresas e invista em seus projetos

sexta-feira, 08 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Eu sei, eu sei… O texto de hoje não veio com o tema prometido na última semana. Verdade seja dita, uma viagem de última hora surgiu e eu quero ter tempo para sentar e gastar um bom tempo – de muita qualidade de estudo – para escrever com calma sobre um assunto tão relevante e contemporâneo: inflação.          De toda forma, falar sobre um assunto mais cotidiano, devido a minha rotina profissional, me pareceu uma solução para trazer um texto de qualidade e ainda assim integrado a uma semana atípica. Hoje, o assunto é investimento em projetos empresariais!

Eu sei, eu sei… O texto de hoje não veio com o tema prometido na última semana. Verdade seja dita, uma viagem de última hora surgiu e eu quero ter tempo para sentar e gastar um bom tempo – de muita qualidade de estudo – para escrever com calma sobre um assunto tão relevante e contemporâneo: inflação.          De toda forma, falar sobre um assunto mais cotidiano, devido a minha rotina profissional, me pareceu uma solução para trazer um texto de qualidade e ainda assim integrado a uma semana atípica. Hoje, o assunto é investimento em projetos empresariais!

Crédito privado é a alternativa de investimento em renda fixa que mantém todas as características de remuneração e liquidez definidas no momento da contratação. Mas a grande diferença para outros ativos da renda fixa – como os CDBs, por exemplo – é a ausência das garantias do Fundo Garantidor de Crédito (FGC); o que pode promover maior potencial de rentabilidade devido ao maior risco. Contudo, é importante entender os outros mecanismos de segurança que protegem o investidor que esteja interessado em diversificar suas alocações.

Como o próprio nome sugere, os títulos de crédito privado são ativos representativos de dívidas; ou seja, o investidor torna-se credor ao comprar os títulos emitidos por uma instituição privada que torna-se a parte tomadora do crédito. Basicamente, o investidor (você) empresta dinheiro para uma empresa e os recursos podem ser utilizados de diferentes formas, como expansão de lojas ou reposição de fluxo de caixa, por exemplo. A finalidade do crédito costuma ser especificada na emissão do título e este é um mecanismo que possibilita acesso a recursos mais baratos do que através de instituições financeiras.

“Mas, afinal, quais são as minhas garantias ao optar por estes ativos?”

Títulos de crédito privado não são opções tão conservadoras como os títulos bancários e é importante entender o que está em jogo no momento da negociação. Instituições privadas responsáveis pela emissão destes títulos são classificadas de acordo com o rating de risco e podem variar das seguintes maneiras:

Rating de Longo Prazo Na Escala Nacional: AAA (mais alto); D(mais baixo)

Rating de Curto Prazo Na Escala Nacional: A-1 (mais alto); D (mais baixo)

É claro que entre o rating mais alto e mais baixo existem diversas classificações e eu fiz questão de trazer apenas o conhecimento sobre como é classificado o risco de crédito das empresas em questão. Como você pode já ter percebido, os títulos de crédito privado são alternativas mais complexas dentro da renda fixa e isso exige mais conhecimento para o seu investimento. Portanto, não deixe de procurar informações mais específicas para cada um dos seus investimentos nesta classe de ativos.

“E por que investir em algo mais complexo?” Por conta do potencial de remuneração promovido pelo ativo! Portanto, como investidor, esteja sempre aberto (se fizer parte do seu perfil de investidor, é claro) às possibilidades em CRIs, CRAs e Debêntures; podem ser ótimas alternativas de investimentos.

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Riso

sexta-feira, 08 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Rir. Sorrir. Gargalhar. Eis práticas deliciosas de viver. Rir é bom demais. Esboça alegria, faz bem para a alma, libera o diafragma, alivia tensões. Sorrir faz muito bem. A expressão da felicidade, simpatia, bem estar, muitas vezes transborda o sorriso, vai além do que se pode supor. Gargalhar passa por aquele riso extravasado, que contagia. 

Rir. Sorrir. Gargalhar. Eis práticas deliciosas de viver. Rir é bom demais. Esboça alegria, faz bem para a alma, libera o diafragma, alivia tensões. Sorrir faz muito bem. A expressão da felicidade, simpatia, bem estar, muitas vezes transborda o sorriso, vai além do que se pode supor. Gargalhar passa por aquele riso extravasado, que contagia. 

A verdade é que tudo isso faz muito bem, tanto para quem sorri, ri, gargalha, quanto para eventual interlocutor dessas mensagens corporais que transcendem os movimentos do rosto. Até isso é uma escolha. Sorrir ou não sorrir para a vida. Acolher ou não o outro com uma mensagem de boas-vindas. Tem a ver com simpatia, empatia, otimismo, alegria.

Andando por aí, vou observando os semblantes que por mim passam. A maioria das pessoas carrega olhares sofridos, expressões carregadas. Sobrecarregadas. Vivemos tempos difíceis sob muitos aspectos, não podemos negar. E as faces taciturnas, creio, são o oposto de tudo aquilo que o sorriso sincero expõe. Desânimo, cansaço, antipatia, tristeza.

Por outro lado, o sorriso aberto não significa felicidade. Não necessariamente. Em tempos em que o que se demonstra em redes sociais toma dimensões inimagináveis, não raras vezes o ser mais triste apresenta o sorriso mais bonito. A gargalhada gostosa do vídeo, ensaiada. O riso sem brilho nos olhos. Será que dessa forma, sem verdade, sem consonância entre o que realmente se sente e o que aparenta, sorrir faz tão bem assim? Tanto se utiliza a poderosa ferramenta do sorriso para vender a imagem da felicidade que no dia a dia está longe de ser perseguida. Gente que sorri para as câmeras, que mostra sua faceta mais aprimorada da simpatia em fotos, mas que é incapaz de sorrir para as pessoas com quem topa na rua, para o porteiro do prédio, para o colega de trabalho. Gente que oferece sua melhor versão às postagens nas redes sociais, mas que é incapaz de sorrir em casa, que oferece ao convívio familiar sua expressão de descontentamento. Sem senti-lo.

São divagações – para não dizer devaneios. Mas fazem algum sentido. Vejo tantas pessoas essencialmente sem brilho que fazem questão de ensaiar o Sol para convencer terceiros sobre uma felicidade que por vezes passa longe. E qual a intenção de tudo isso? O riso é livre. Sorrir transforma, muda a energia, eleva a frequência, transforma o dia de alguém. E livre e ilimitado. Por que não sorrir de dentro para fora? Isso mesmo: de dentro para fora. Rir de a barriga doer. De dentro para fora. Gargalhar sem medo de ser feliz. Sem pose para fotos. Sem necessários registros. Sem foco na aparência. De dentro para fora. Sorrir para mudar o dia, para mudar a si mesmo, para contagiar o outro, para transformar a vibração do mundo.

É isso. Enxergar o lado bom que tudo tem e sorrir para a vida. É deveras transformador. De dentro para fora.

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Uma grande revolução, e não nos demos conta

quinta-feira, 07 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

É bem provável que lá no ano de 1976, a maior parte das pessoas não tenha dado importância alguma ao lançamento do primeiro computador pessoal, lançado pela Apple. O aparelho era menor, já que os mais “antigos” pesavam toneladas, mais “tecnológico”, “portátil”, e que foi o primeiro que você poderia comprar e levar para casa. À época, parecia estranho, diferente e, sem dúvida, era... muitas pessoas nem sabiam o que era um computador. 

É bem provável que lá no ano de 1976, a maior parte das pessoas não tenha dado importância alguma ao lançamento do primeiro computador pessoal, lançado pela Apple. O aparelho era menor, já que os mais “antigos” pesavam toneladas, mais “tecnológico”, “portátil”, e que foi o primeiro que você poderia comprar e levar para casa. À época, parecia estranho, diferente e, sem dúvida, era... muitas pessoas nem sabiam o que era um computador. 

Mas você já parou para pensar como isso mudou o curso da humanidade? E com o advento da internet? Do celular, então, nem se fala, em menos de 10 anos olha quanta coisa mudou. Hoje, até mesmo a gestão de uma cidade depende de computadores e internet. Experimente ir à qualquer órgão público com o “sistema fora do ar” e veja se consegue resolver algo. Impossível!

Hoje, temos a facilidade até de tirar documentos, abrir conta em banco sem precisar ir à uma agência, montar negócios, fazer uma faculdade, conversar com um parente distante, ver filmes sem ir à locadora ou ao cinema, tudo de forma online. E tudo isso, porque em 1976, o computador foi comercializado e por mais que parecesse  apenas mais mudança para a humanidade, pontual, revolucionou o nosso modo de viver e nos permitiram evoluir a passos larguíssimos nos últimos anos.

Fato é: “O dia de hoje já é o amanhã!”. Bom, talvez você, leitor, se pergunte aonde eu quero chegar com essa frase. Mesmo que não pareça, estamos presenciando uma grande revolução tecnológica sem nos darmos conta disso.

Um marco para o país

Apesar da demora, a internet 5G finalmente foi lançada no Brasil, na última quarta-feira, 6, um dos momentos mais esperados desse ano. Brasília é a primeira cidade do país com a tecnologia que começou a funcionar em cerca de 80% da capital federal.

Para quem ainda não entendeu o que é o 5G, trata-se de uma nova tecnologia de internet para dispositivos móveis. Ah, uma nova rede de internet para celulares? Não somente. Sucessora do 3G e do 4G, o seu grande diferencial é sua alta velocidade, performance e estabilidade.

O 5G possui maior capacidade para atender mais celulares e muito mais dispositivos, sem perder a qualidade. Isso significa que eu vou conseguir vídeos mais rápidos? Também, mas não somente isso. A velocidade dessa tecnologia vai mudar o nosso modo de enxergar o mundo, assim como o computador pessoal, mudou ao longo dos 46 anos.

Revoluções que já começaram 

Já pensou um médico, no Japão, fazendo uma cirurgia de coração em você, internado num hospital do Brasil? Pois bem, essa é uma possibilidade real num futuro próximo. Com o avanço das cirurgias com nano robôs, uma cirurgia à distância e por meio de dispositivos móveis pode ser uma possibilidade próxima e mais efetiva. 

Nos dias atuais, a Tesla, empresa norte-americana do ramo automobilístico, já possui carros que andam sozinhos, sem precisar necessariamente que um condutor esteja no controle direto do carro. Essa tecnologia já é empregada, contudo ainda apresenta algumas falhas, até porque está em fase inicial do seu desenvolvimento. 

Ocorre que com a evolução da tecnologia do 5G, esses modelos de carro inteligente tendem a acompanhar esse desenvolvimento. Os carros inteligentes da Tesla, atualmente, possuem tecnologias que evitam acidentes, seja na desviada automática de uma fechada ou de uma freada automática por conta de um acidente à frente. Contudo, com o aumento desses tempos de resposta por conta da internet móvel mais rápida, é quase que imprevisível como os carros inteligentes estarão nos próximos 10 ou 20 anos.

    Há o planejamento até de entregas de encomendas por drone. Já imaginou fazer um pedido via app de celular e ele chegar na sua casa sozinho por meio de um drone? Os testes já estão sendo feitos há mais de dois anos, contudo, em curtas distâncias, por conta dos problemas de sinal e conexão. Talvez, no dia de amanhã, venhamos a mudar nossa realidade de entregas.

E engana-se quem pensa que somente nos grandes centros urbanos essas mudanças serão percebidas. Nos ambientes rurais o avanço na tecnologia será muito presente. Por exemplo, ao invés de decolar um avião para o despejo de fertilizantes ou agrotóxicos, tudo isso poderá ser feito por meio de MUITOS drones, controlados ao mesmo tempo por um agrônomo que talvez esteja há muitos quilômetros de distância. Não somente isso, mas toda vigilância contra pragas, controles de temperatura, umidade, tudo feito por computador, em tempo real.

    Na realidade, toda a tecnologia, apesar de trazer muitos benefícios à sociedade, terá como consequência também muito desemprego, o que será inevitável. Como as novas tecnologias surgirão? Só o tempo dirá, assim como o advento do computador, agora, se elas ocorrerão em momento próximo, só o futuro dirá. Fato é que estamos mais “perto” do que “longe” dessa grande revolução acontecer.

 

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terça-feira, 05 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Começamos o mês de julho e o frio está aí firme e forte. Por mais que os dias estejam de azul intenso e o Sol extremamente adorável, quando a noite vem caindo mais cedo, escurecendo as tardes curtas de inverno, o momento é ideal para uma taça de vinho. Já está comprovado que o Brasil se tornou um dos países das Américas com maior crescimento no consumo de vinho. A quarentena tem parte nesta história, porque, com as pessoas mais em casa, a criatividade para vencer os desafios fez com que o cotidiano fosse também uma boa ocasião para uma taça de vinho.

Começamos o mês de julho e o frio está aí firme e forte. Por mais que os dias estejam de azul intenso e o Sol extremamente adorável, quando a noite vem caindo mais cedo, escurecendo as tardes curtas de inverno, o momento é ideal para uma taça de vinho. Já está comprovado que o Brasil se tornou um dos países das Américas com maior crescimento no consumo de vinho. A quarentena tem parte nesta história, porque, com as pessoas mais em casa, a criatividade para vencer os desafios fez com que o cotidiano fosse também uma boa ocasião para uma taça de vinho.

O Caderno Z abre um leque de ideias com dicas de quem entende do assunto, descontruindo “estereótipos” que roubam o prazer de certas combinações. Quem disse que vinho não vai bem com hambúrguer? Há quem sugira até um lanche da tarde de pão francês com mortadela e vinho para acompanhar a simplicidade. O casal Fátima Erthal e Antonio Faria, que fundou a loja Drink Cia, destaca: “Nova Friburgo é um convite ao romance, o turista adora o nosso friozinho. Nas rodas de conversas, em frente a uma lareira ou em volta de uma fogueira, taças nas mãos, o tema enofilia é inevitável, rende muita troca de informações e opiniões...”. O vinho agrega amizades!

Claudio Pinto, sócio proprietário do Empório di Bacco, orienta: “Quer aprender a tomar vinho? Procure sempre fazê-lo acompanhado de boa mesa e boas companhias. Saúde!”. O conselho é um convite ao iniciando e um estímulo aos apreciadores. O “Z” ainda nos trouxe dicas sobre como escolher o nosso vinho: doce, bordô, tinto, seco, frisante ou do Porto. E seja qual for a escolha, a vida merece uma taça de vinho. Afinal, como diz Wanderson Nogueira: “Viver é mais do que andar com passos firmes. Viver é, às vezes, se ver caminhar vacilante. Se a vida pede coragem, é porque admitimos ter medo. E teríamos medo se tivéssemos consciência do que é romper o ventre...”. Lindo! 

Nogueira, nosso filósofo moderno, nos coloca para pensar, pois, o primeiro ato de coragem humano é “romper o ventre” materno para o nascimento. Se alguém dissesse ao embrião que seria muito arriscado, muitos deles desistiriam no meio da gestação. Mas a coragem nos faz seguir, porque viver é uma grande aventura. Por isso mesmo, tomamos vacinas e são quase 450 mil doses aplicadas em Nova Friburgo.

É a coragem de realizar o belo que mobiliza o Sesc a promover seu Encontro de Dança, festejando 30 anos de existência. A partir desta quarta-feira, 6, até domingo, 21 companhias de várias cidades fluminenses se apresentarão no evento. E ainda teremos no dia 15, a abertura da 20ª edição do Festival de Inverno do Sesc com atrações imperdíveis até o dia 30, com literatura, cinema, música, teatro, dança, circo e artes visuais.

Foi também a coragem, a força propulsora que, em 1972, levou o empresário Dalton Carestiato a alavancar a Tipografia Carestiato com a “revolução gráfica”, a partir da aquisição de um “complexo da arte de impressão dos mais perfeitos e tecnicamente mais avançados”. Era a chegada de uma original Heilderberg Kord, que efetuava seis mil impressões horárias. Isso aconteceu “Há 50 Anos”, que beleza! E falando em Dalton Carestiato, eis que ele está na foto, em Brasília, no Encontro Nacional da Indústria. A bonita comitiva fluminense da Firjan teve o objetivo de levar propostas de desenvolvimento a três pré-candidatos à presidência da República.

Em “Sociais”, dois queridos em destaque. Aniversariando em 2 de julho, a querida Adinéia Carvalho Cordeiro, que festeja seus 70 anos de idade em pleno vigor físico, ao lado de seu esposo Roosevelt Carvalho, dos filhos e netos. Parabéns! Valcir Ferreira também é todo sorriso. Subiu ao palco do Teatro Copacabana, com “A Força da Paixão”. E o Cão Sentado, na charge de Silvério, se vestiu de  amor para marcar, no calendário, o Dia do Bombeiro Brasileiro, 2 de julho. Que data preciosa para reverenciarmos a magnífica corporação que tem coragem, resistência e suplanta qualquer fadiga; não tem medo e a cada urgência nos estende a mão amiga! Gratidão!

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Bodas com um a mais!

terça-feira, 05 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Nesta época, no ano passado, sem poder comemorar festivamente suas bodas como gostaria, em função da pandemia, o querido casal de Nova Friburgo, Ângela Maria Lage Vieira Oliveira & Edemorino Raimundo Oliveira (foto), recebe convidados nesta sexta seus para celebrar a ocasião em uma casa de eventos da cidade, as suas Bodas de Ouro, no caso agora com a lambuja de um ano a mais, ou seja, 51 ao invés dos 50 anos.

Nesta época, no ano passado, sem poder comemorar festivamente suas bodas como gostaria, em função da pandemia, o querido casal de Nova Friburgo, Ângela Maria Lage Vieira Oliveira & Edemorino Raimundo Oliveira (foto), recebe convidados nesta sexta seus para celebrar a ocasião em uma casa de eventos da cidade, as suas Bodas de Ouro, no caso agora com a lambuja de um ano a mais, ou seja, 51 ao invés dos 50 anos.

Então, além dos agradecimentos ao estimado casal amigo Ed & Ângela pelo convite, antecipamos os cumprimentos pela merecida comemoração que ultrapassa meio de séculos de felicidades conjugais.

Caminho para o Paraíso

O centro de Nova Friburgo poderá ganhar futuramente, uma nova rua ou estrada de ligação ao populoso bairro Paraíso, que até tempos atrás era também chamado de Chácara do Paraíso.

Semana retrasada, o secretário municipal sobrevoou o local e constatou que existem plenas possibilidades, inclusive por conta da extensão pequena, para que o centro de Nova Friburgo, através da localidade de Tingly, em caminho já existente junto ao Seminário Diocesano da Imaculada Conceição, até as proximidades de uma grande fazenda no bairro Paraíso. A conferir!

Casados há 25 anos

Ainda em tempo de satisfação compartilhado por amigos e familiares, entre os quais o querido tio Alaelson Corrêa, nossos parabéns ao simpático casal da foto, Roberto & Dilmara que completou 25 anos de casamento no último dia 26, com sua história de amor que começou com o enlace em Manilha, no município de Itaboraí. Felicidades!

Desculpa, presidenta!

Apresentamos as desculpas desta coluna e jornal à nova presidente do Rotary Clube Nova Friburgo Imperador, Isméri Ouverney, empossada nesta sexta-feira em substituição a Elizabeth Ruiz de Castro, para o biênio 2022/2023.

Isso porque na nova que aqui registramos sobre as posses conjuntas dos cinco clubes Rotarys, que ocorreria, como aconteceu festivamente na noite de sexta-feira, dia 1º, a editoria deste jornal, como revisão final acabou, involuntariamente, alterando o nome dela de ISMÉRI, como é o correto, para Ismério.

Posse no Lions Clube

Na noite da quarta-feira da semana passada e ainda de forma virtual, o Lions Clube Nova Friburgo realizou a posse de mais membro para seu quadro.

Assim e tendo como autoridade investidora o Cl (Companheiro Leão) Edemorino Raimundo de Oliveira, foi empossado Seledon Jaccoud, junto aos companheiros leões e domadoras para fortalecer ainda mais aquele clube de serviços para aplaudidas realizações em nosso município.

Dia da Moda Íntima

Embora não seja do conhecimento de todos, nesta quinta-feira, 7 de julho, o calendário assinala uma comemoração especial e que significativamente tem a ver com nosso município.

Sete de julho é o "Dia Municipal da Moda Íntima de Nova Friburgo", instituído pela Lei Municipal n° 3.771 de setembro de 2009.

Super Festa da Cerejeira

Imperdível no próximo sábado, 9, das 11 às 22h, e domingo, 10, das 11 às 17h, a Festa da Cerejeira de Nova Friburgo Hanami 2022, na Estrada Teresópolis, depois do EBMA e antes do Campo do Coelho.

Além de apresentação de Bom Odori, o evento contará com muitas atrações, como Taiko, gastronomia, arte, cosplay, música e muito mais para todos que comparecerem, com ingressos custando R$ 10.

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As roupas fazem as pessoas

terça-feira, 05 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Existe um conto antigo que narra a história de um alfaiate desempregado e faminto que vagava sem destino e cuja única posse eram suas roupas, distintas e elegantes, feitas por ele mesmo. Por usar roupas bem-acabadas e por ser um jovem esguio e belo, é confundido com um conde, se hospeda na cidade, onde inadvertidamente caiu nas graças de seus habitantes e acabou se casando com uma bela donzela.

Existe um conto antigo que narra a história de um alfaiate desempregado e faminto que vagava sem destino e cuja única posse eram suas roupas, distintas e elegantes, feitas por ele mesmo. Por usar roupas bem-acabadas e por ser um jovem esguio e belo, é confundido com um conde, se hospeda na cidade, onde inadvertidamente caiu nas graças de seus habitantes e acabou se casando com uma bela donzela.

A história, apesar de se passar na sociedade europeia do século XIX, ainda pode ser encarada como uma crítica direta ao modo que estamos conduzindo nossas relações interpessoais e, assim, construindo uma realidade enganadora.

O filósofo britânico-americano Alan Watts afirma que a humanidade está caminhando em vias de uma sociedade de aparências:

Compramos produtos projetados para apresentar uma fachada em detrimento de seu conteúdo: frutas enormes e sem gosto, pão que é pouco mais que uma espuma leve, vinho adulterado com produtos químicos e vegetais cujo sabor é devido às misturas secas dos tubos de ensaio que eles os dotam de uma celulose muito mais impressionante”.

Infelizmente, esta estrutura de pensamento pode ser identificada há muito tempo. Desde a época de Jesus percebe-se que a aparência usurpa o lugar da essência. Ao confrontar a sociedade de seu tempo, Cristo denuncia:

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Limpais por fora o copo e o prato e por dentro estais cheios de roubo e de intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o que está fora fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão. Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23, 25-28).

Estes esquemas mundanos que fazem apodrecer o coração da humanidade tornam-se como pequenos ídolos. Prestamos culto e idolatramos o poder, a aparência e a superioridade, escravizando e nos deixando escravizar por eles. O Papa Francisco em sua conta do Twitter adverte:

A cultura da aparência, que nos leva a viver para as coisas que passam, é um grande engano. Porque é como uma chama: uma vez terminada, restam apenas as cinzas” (26 mar. 2019).

É preciso romper com este modo doentio de encarar a vida. Muitas pessoas estão adoecidas na busca desenfreada pela aparência. Algumas são capazes de mutilar seu próprio corpo, outras criam um mundo paralelo virtual minando sua própria essência e felicidade.

Assim, cultivemos a sinceridade em nossas relações, em nossos projetos de futuro. No exercício de nos colocar diariamente sob o olhar de Deus vamos enxergar quem somos, sem adereços, sem predicados. A felicidade está no encontro real com nós mesmos, sem maquiagem, sem disfarce. Aceitando nossas limitações e defeitos, buscando a superação não para agradar, mas para ser para si, diante de Deus, uma pessoa melhor.

Padre Aurecir Martins de Melo Junior
Assessor Diocesano da Pastoral da Comunicação

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A literatura e seus elos de afeto

segunda-feira, 04 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Sim, a literatura une as pessoas.
Hoje vou relembrar as experiências afetivas que a literatura me
proporcionou. Quando resolvi me tornar escritora, conclui que precisava de um
aprendizado sistemático e procurei oficinas de literatura.
A primeira foi numa padaria, da qual esqueci o nome, um lugar de dois
andares, que tinha um salão para eventos. Soube que havia ali um encontro
semanal de pessoas que queriam escrever, organizado pela escritora Virgínia
Cavalcanti. Ali me encantei com a proposta e com as pessoas. Logo depois, a

Sim, a literatura une as pessoas.
Hoje vou relembrar as experiências afetivas que a literatura me
proporcionou. Quando resolvi me tornar escritora, conclui que precisava de um
aprendizado sistemático e procurei oficinas de literatura.
A primeira foi numa padaria, da qual esqueci o nome, um lugar de dois
andares, que tinha um salão para eventos. Soube que havia ali um encontro
semanal de pessoas que queriam escrever, organizado pela escritora Virgínia
Cavalcanti. Ali me encantei com a proposta e com as pessoas. Logo depois, a
maioria delas foi abandonando os encontros, e, os poucos que permaneceram,
eu inclusive, fizeram um grupo de escrita, que foi produtivo por muitos anos. De
encontro a encontro, o amor que sentimos pela literatura foi sendo transmitido
para nós e construímos afinidades especiais.
Naquele grupo concluí que gostava de escrever para crianças, que tinha
criatividade para inventar histórias infantis e personagens. E não é que lá
surgiu o Labareda? Ele, meu primeiro personagem, um cachorro que pensa, foi
adotado pelas minhas companheiras de oficina. O Laba, para os íntimos, teve o
privilégio de chegar ao mundo da ficção cercado dos cuidados de pessoas
reais. E, assim, de conquista em conquista, foi intitulado “Um Cão Cheio de
Ideias”, lançado pela Paulinas editora.
Por causa do Labareda fui em busca de uma oficina para crianças e
jovens. Na Estação das Letras fiz outro grupo de amigas, do qual fiz parte por
mais de dez anos. A nossa professora, Anna Cláudia Ramos, escritora de livros
infantojuvenis, além de nos apresentar a literatura infantojuvenil e ensinar a
escrever, corroborou para que fizéssemos bonitos elos de amizade. Inclusive
lá, além do meu Labareda ter ganho uma madrinha, a Dani, nasceu com força
e personalidade.
Mesmo depois da oficina ter finalizado, demos continuidade ao trabalho
da Anna e continuamos a nos encontrar até hoje. Inclusive, estamos para
marcar um encontro no mês que vem.

Como escrevia para crianças e jovens, considerei que deveria escrever
com humor, apesar de não conseguir fazer ninguém rir. O humor tem leveza, é
uma escrita sutil e explora pormenores. Fizemos um grupo na casa da Tetê por
quase vinte anos. Tornamo-nos uma família. Tínhamos um pai, o “Professor
Pardal”, o escritor Márcio Paschoal, que cuidava da nossa escrita e de nós sem
parcimônias. E a gente escrevia, escrevia sem parar. E a gente se divertia. E a
gente se gostava como irmãos. Eu não faltava aos encontros semanais,
sempre às quartas-feiras. Até hoje nosso “Professor Pardal” continua a nos
abrigar, a nos corrigir no processo criativo de escrita e a nos unir. Nossa oficina
está viva, ainda às quartas-feiras, faça chuva, faça sol, porém de modo virtual.
Confesso que é um grupo que marca a minha vida de modo profundo, apesar
de hoje a maioria ter seguido caminhos diferentes. Nosso gosto pela literatura e
por nós foi tanto que fizemos um jornal, “A Marmota”, e escrevemos três
coletâneas. Até com o professor escrevi o “O Livro Maluco e a Caneta sem
Tinta”, um livro passeador e que está a caminho da segunda edição.
Em Nova Friburgo, a cidade literária em plena mata Atlântica, como fiz
amizades! Amizades eternas que nasceram na Academia Friburguense de
Letras, da qual sou acadêmica com grande orgulho, nos Clubes de Leituras e
no grupo de escritoras Juntas @ Diversas. Na semana passada lançamos o
quinto livro da coletânea. Pelo livro, por nós, e pela amizade que nos une,
tivemos um momento cheio de simplicidade e calor humano.
Como foi importante receber o respaldo de amigos com os quais tenho
interagido continuamente. Nós nos ajudamos a crescer como escritores e a
amadurecer como pessoas. O mais importante é a admiração mútua e o
respeito pelas diferenças individuais que nos une e alimenta. São amizades
que velam a palavra, enquanto expressão do viver, e que tendem a se manter
pelo simples gostar.
Eu me tornei outra pessoa depois que comecei a escrever, não somente
pela literatura, mas pelos amigos que iluminaram os bosques que adentrei.

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