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A fragilidade humana diante da mídia, do sucesso e do poder econômico

segunda-feira, 08 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Em função do sucesso do filme sobre o cantor Elvis Presley, estou lendo
sua biografia, escrita por Peter Guralnick, “Elvis: o último trem para Memphis”,
e fiquei tocada ao perceber, mais uma vez, a fragilidade humana diante da
força da mídia, do poder econômico e da vaidade que permeia o sucesso.
Somos a interseção entre uma infinidade de mundos que nos cerca e com
a qual interagimos. A dinâmica é tão forte que não é por menos que nos
perguntamos com frequência quem somos e em que mundo estamos vivendo.

Em função do sucesso do filme sobre o cantor Elvis Presley, estou lendo
sua biografia, escrita por Peter Guralnick, “Elvis: o último trem para Memphis”,
e fiquei tocada ao perceber, mais uma vez, a fragilidade humana diante da
força da mídia, do poder econômico e da vaidade que permeia o sucesso.
Somos a interseção entre uma infinidade de mundos que nos cerca e com
a qual interagimos. A dinâmica é tão forte que não é por menos que nos
perguntamos com frequência quem somos e em que mundo estamos vivendo.
São perguntas que nos fazem fortalecer as raízes de nossa identidade
individual.
Ao longo da leitura, a cada parte da narrativa, aprofundo a ideia de que
Elvis Presley foi sugado pelas condições que o sucesso lhe impôs. Quem
estava ao lado dele pelos seus belos olhos? Sim, o “Rei do Rock and Roll” não
foi um mito. Foi um homem bonito, atraente, superdotado de dons musicais e
artísticos, de compleição física maleável à dança e ao gingado sensual. Ao
longo de sua carreira tornou-se um dos símbolos culturais mais significativos
do século XX.
Qual a pessoa que estava guardada por trás da figura carismática e
monumental? Ele teria sido feliz se não fosse um cantor de sucesso em muitos
gêneros, que se manteve no topo das paradas musicais, além de ator capaz de
seduzir plateias? Penso que, para atender as demandas dos diversos setores
que alimentavam seu estrelato, ele abusou de medicamentos que
comprometeram sua saúde e levaram-no à morte. Ele tinha de ser
continuamente o “Astro Elvis”, capaz de eletrizar o imenso público de
admiradores.
Durante a leitura da biografia bem elaborada, detalhista e reveladora da
vida de um artista que marcou a minha geração e a dos meus pais, fui
constatando que seus admiradores não conseguiram conhecer a pessoa do
Elvis Presley. E, agora, a cada página, vou desvelando um homem tímido,
afetivo, sensível e educado. Como eu queria tê-lo visto, enquanto vivo, além

das aparências, que mascararam o ser humano que existia por detrás de um
aparato fosforescente, capaz de fazê-lo brilhar na multidão de pessoas
comuns, como cada um de nós.
Sua biografia me fez perceber, também, que estamos cercados de tantos
mundos diferentes de nós, com os quais interagimos. Cada pessoa, entidade
ou tendência ao nosso redor é um universo complexo que nos completa e
desafia, enriquece e aniquila. Como é importante para a nossa homeostase
compreendermos que somos não mais do que uma interseção, que irradiamos
energias e somos receptores de outras tão ou mais fortes que a nossa.
Elvis foi sucumbido. Seria possível não ter sido? E, caso não fosse, tenho
certeza de que nós poderíamos aproveitar os seus talentos ainda por muitos
anos.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Alencar não será mais o vice na principal legenda do MDB?

sábado, 06 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 05 e 06 de agosto de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 05 e 06 de agosto de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Alencar não será mais o vice na principal legenda do MDB? - Conforme vimos anunciando, o atual vereador Alencar Barroso não mais desejava concorrer à vereança, já que eleito por cinco legislaturas está convicto de que somente em outra função poderá bem servir ao povo da sua zona de influência. Como é natural, o prestimoso e prestigiado homem público, tinha o compromisso de maioral emedebista no sentido de integrar a principal legenda do partido, tendo o mencionado maioral-chefão anunciado o fato, em discurso na convenção que escolheu o novo diretório local do MDB. 

Ariosto Bento de Mello será candidato a prefeito - Ariosto Bento de Mello será o candidato a prefeito que a convenção da Arena lançará oficialmente em reunião na próxima semana e que disputará a preferência do eleitorado friburguense no pleito de 15 de novembro vindouro. Euforia geral nos redutos arenistas. Uma candidatura realmente valorizada pelos atributos morais, técnicos e sobretudo pela firmeza de atitudes e retidão de caráter do engenheiro e empresário escolhido. 

Ariosto, um candidato que empolga o eleitorado - Não é de agora que o engenheiro Ariosto Bento de Mello é falado nos quatro cantos da nossa cidade, como um candidato ideal para a prefeitura friburguense. Trabalhador, simples, mais que honesto, engenheiro realmente gabaritado, empresário dos mais produtivos, homem de ação voltada para os problemas e os interesses comunitários, o cidadão que a Arena acaba de indicar ao sufrágio do nosso eleitorado merece, verdadeiramente, o decidido apoio, a irrestrita confiança dos que nasceram e vivem nesta terra, cuja colonização os suíços iniciaram há 155 anos.  

Castelo de areia - Quem quiser acreditar no “bafo” de insofridos políticos, quanto a candidatura a vice-prefeito do dr. Dermeval Barbosa Moreira, que acredite. Para nós a coisa não passa de um “castelo de areia”, como muitos outros que por aí estão. Quem viver, verá… 

Pílulas

Pelos arraiais arenistas a euforia é geral, pois além do diretório partidário ter indicado, por unanimidade de votos, o nome do engenheiro Ariosto Bento de Mello à sucessão do dr. Feliciano Costa, as incertezas de uma recusa por parte do escolhido ficaram totalmente dissipadas, tudo caminhando no sentido de “Em tempo de Ariosto”, slogan principal da campanha eleitoral que em cartazes e faixas já está nos quatro cantos do município. 

A candidatura do engenheiro Ariosto Bento de Mello coloca a sucessão municipal em termos completamente diferentes de tudo que se imaginava até agora; em termos de renovação, em termos de competência administrativa, em termos de anti caciquismo político e eleitoral, em termos de anti demagogia e, finalmente, em termos de desenvolvimento ordenado e planejado para um município que já não pode ser dirigido por políticos bisonhos, mais preocupados com sua vaidade pessoal e nada motivados com o futuro da nossa terra e de nossa gente. 

E mais…

  • Padilha prossegue luta iniciada nos campos de batalha…
  • A inteligência degradada… 
  • Agência postal telegráfica de Friburgo com novo gerente… 
  • Circuito Serra-Mar: Conclusão em breve… 

 Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Alberto de Rosa Pinheiro, Luiz de Oliveira Rocha e Henrique Teixeira de Beauclair (6); Maria do Carmo Nader (7); Eudelis Éboli Tavares (8); Geny Amélia Nader; Emilinha Azevedo Gandur (11); Alvarino Bessa, Custódia Tavares Kunzel, José Amélio e Jaine Campos Aucer (12).

Foto da galeria
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Oito reflexões do investidor

sexta-feira, 05 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

É inegável, o ato de investir é singular e o personagem principal desta história é único – dentre muitos. Investidor é aquele que busca por boas oportunidades de mudar o mundo ao seu redor. Afinal, não será qualquer solução rasa a responsável por gerar valor o suficiente para refletir em ganho de capital. Investimento é o nome dado àquilo de que se abre mão, hoje, a fim de colher algo ainda mais relevante no futuro.

É inegável, o ato de investir é singular e o personagem principal desta história é único – dentre muitos. Investidor é aquele que busca por boas oportunidades de mudar o mundo ao seu redor. Afinal, não será qualquer solução rasa a responsável por gerar valor o suficiente para refletir em ganho de capital. Investimento é o nome dado àquilo de que se abre mão, hoje, a fim de colher algo ainda mais relevante no futuro.

Portanto, como concluir tal objetivo? Mais uma vez, gerando valor no dia a dia de cada indivíduo beneficiado pelo projeto. Este, por sua vez, depende de muita análise e diferentes pontos de vista. Para resumir em alguns tópicos, separei oito reflexões que todo investidor estuda ao decidir alocar seus recursos em algum novo investimento. Confira.

Tese: o primeiro passo é compreender a solução vendida pelo projeto. “Que problema o meu dinheiro vai solucionar?”, pergunta-se um investidor consciente. A tese de investimentos é o que determina se a sua alocação de capital é capaz de propor alguma solução eficiente de um problema real.

Risco: pensei até em não elencar este tópico na lista, seriam apenas “sete reflexões do investidor” se todos fossemos capazes de compreender que daqui para baixo tudo é análise de risco. Contudo, apenas acreditar na tese não é um risco para seus investimentos; afinal, você ainda não investiu.

Alavancagem: com o objetivo de potencializar rendimentos, investidores e empresas usam determinadas garantias para operar com volume financeiro acima do patrimônio real e, assim, alavancar resultados. Resultados! Lucros e prejuízos.

Liquidez: o período entre investimento e resgate do capital.

Cotação: preço de equilíbrio, em determinado instante, calculado via livre mercado a partir das relações de oferta e demanda. Em bolsa de valores, nada mais é que o preço de determinado ativo num exato instante.

Volatilidade: na bolsa de valores, volatilidade representa a variação das cotações de determinado ativo em um período estipulado, possibilitando parâmetros de estabilidade ou instabilidade do investimento.

Resultado: aqui, a rentabilidade do investimento em sua tese. Será que fez ou gastou dinheiro? Só o futuro pode responder.

Garantias: o futuro, portanto, pode ter determinadas garantias para evitar grandes surpresas em seu resultado. Alguns investimentos podem contar com garantias de taxas de rentabilidade, instituições garantidoras do capital do investidor e direitos de preferência no recebimento de dívidas, por exemplo, são algumas possibilidades.

Investidores têm características únicas e individuais. Pensa em construir patrimônio e participar do desenvolvimento social? Invista no que acredita e busque gerar resultados positivos.

Hoje não me parece o melhor momento para debatermos sobre princípios. Sabemos, é claro, que nem tudo são flores é há muito o que ser refletido sobre valores sociais, culturais, ambientais e humanitários dentro de toda a cadeia. Portanto, façamos a nossa parte em prol do bem.

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Por falar em saudade

sexta-feira, 05 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Saudade é algo difícil de explicar. Nos possibilita sentir, viver, reviver. Saudade alegra. Inspira. Motiva. Enche o coração. Mas tem um viés de saudade que dói. E muito. Não há uma dor física que possa ser comparada. É algo que vem lá de dentro, das profundezas da alma, do fundo do coração. Saudade tem suas nuances. Pode nos mover em várias direções. Tem poder de ser mola propulsora para diversas ações.

Saudade é algo difícil de explicar. Nos possibilita sentir, viver, reviver. Saudade alegra. Inspira. Motiva. Enche o coração. Mas tem um viés de saudade que dói. E muito. Não há uma dor física que possa ser comparada. É algo que vem lá de dentro, das profundezas da alma, do fundo do coração. Saudade tem suas nuances. Pode nos mover em várias direções. Tem poder de ser mola propulsora para diversas ações.

Saudade nos leva ao choro no travesseiro, no banho, na rua, em todo lugar. Conduz a lágrima de canto de olho que insiste em cair quando toca aquela música, quando olhamos aquela paisagem, quando fitamos uma foto. Muitas vezes, é o que nos derruba. É o sufoco sem conforto. A dor sem remédio. O grito sem ruído. Outras vezes, é a motivação que nos eleva, a inspiração que nos guia, o amor que preenche o invisível.

Hoje seria um dia propício para falar de saudades, pois tudo o que provoca as minhas, são de estima constante. Logo, todo dia é dia quando se tem do que e de quem sentir saudade – ao meu ver, uma dádiva. Mas é também um momento de falar do oposto. Da saudade daquilo que podemos suprir, das pessoas que podemos abraçar, do reencontro com familiares que chegam de longe, das memórias afetivas que podemos revisitar. Ah! É inenarrável o prazer de estar junto novamente, de refazer os votos e os planos, de sentir o cheiro familiar, o aconchego que tem morada certa.

Quais os limites desse sentimento sem limite? Vale a redundância da pergunta para refletirmos sobre o que fazemos com o tempo que temos ao lado de tudo aquilo que quando ausente, nos faz nostálgicos. Os sentimentos realmente atravessam fronteiras, ultrapassam todas as balizas físicas e imagináveis. Um ente querido vivendo na China continua sendo o ente querido. Esse é o ponto. O que nos faz transcender às barreiras materiais merece nosso tempo, o foco e a direção de nossas vidas. Com amadurecimento e pitadas de autoconhecimento, o sentimento de saudade que não pode ser saciada e daquela que podemos suprir de alguma maneira, pode se tornar um grande aliado.

E se temos a chance de criar novas oportunidades em encontro a tudo o que nos é caro e deixará saudade, que sejamos gratos pela oportunidade e que saibamos cuidar de cada momento novo dessa vida que às vezes sorri para a gente. Privilégio é poder reviver aquilo que nos faz bem. Viver momentos novos, com temperos especiais. Construir a existência sabendo definir o que merece toda a nossa energia e o que vale a pena deixar passar. Sabedoria. Deixar ir e escolher o que deve ficar. Saudade pode ser um bom critério. Do que já foi. Do que é. Do que estar por vir.

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Cannabis medicinal: o canabidiol

quinta-feira, 04 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Muita polêmica envolve a planta popularmente conhecida como “maconha”. Em meios a brigas entre um grupo, mais flexível, que entende pela descriminalização da maconha para uso recreativo e outro, mais conservador, que defende veementemente que a criminalização continue. O único consenso existe nesse antagonismo é que os efeitos médicos e farmacêuticos do Canabidiol (óleo da maconha) são incontestáveis, tanto pelos grupos de debate quanto pela ciência.

Muita polêmica envolve a planta popularmente conhecida como “maconha”. Em meios a brigas entre um grupo, mais flexível, que entende pela descriminalização da maconha para uso recreativo e outro, mais conservador, que defende veementemente que a criminalização continue. O único consenso existe nesse antagonismo é que os efeitos médicos e farmacêuticos do Canabidiol (óleo da maconha) são incontestáveis, tanto pelos grupos de debate quanto pela ciência. Ainda carregada de muito misticismo histórico e de muitas dúvidas que permeiam às nossas vidas, poucas pessoas conhecem os aspectos medicinais da Cannabis e que é assunto da coluna dessa semana!

Eleonora Santi, médica com foco na medicina integrativa e ortomolecular, explica que o Canabidiol possui muitos benefícios terapêuticos no tratamento de doenças de como: Parkinson, Alzheimer, hipertensão arterial, dores crônicas, epilepsia, ansiedade, autismo, depressão, demência e até mesmo câncer. E os tratamentos ainda podem ser recomendados em quadros de distúrbios do sono, recuperação muscular, estimulação de apetite, espaticidade e doenças autoimunes.

“Ao contrário do que muita gente acredita o remédio não deixa você ‘chapado’. O CBD (canabidiol) diminui os efeitos indesejáveis do THC (substância psicoativa) e o tratamento não possui os efeitos associados ao uso social/adulto da planta. Muito pelo contrário, é um excelente medicamento para muitas enfermidades, que vão desde o uso infantil até a melhor idade. E a administração do tratamento médico é feito a partir da ingestão de óleos, cápsulas, dosadores orais e por uso tópico, com dosagens determinadas a cada paciente”, explica Eleonora.

No Brasil, inclusive, foi criada pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, uma categoria de medicamentos derivados da Cannabis que podem ser comercializados após aprovação do órgão. Atualmente o canabidiol já é vendido no país, sendo necessária a apresentação de receita médica de controle especial.

“É sempre importante lembrar que ninguém deve se automedicar. Para iniciar qualquer tratamento com Cannabis para fins medicinais é preciso encontrar um médico para ver se há indicação ao caso. Se julgar aplicável, o profissional fará a recomendação do produto e a dosagem e acompanhará a evolução do paciente como em qualquer outro tratamento convencional.”

E de fato, são tocantes os relatos de quem precisa dessa medicação para o tratamento da própria patologia ou de familiares próximos. Se você nunca conheceu alguma pessoa que tem crises epiléticas ou sofre com mal de Parkinson, recomendo que busque ver o quão emocionante é notar como os episódios de crise diminuíram com o uso dos medicamentos.

Limitações da legislação

Ainda que o Brasil permita o tratamento com o canabidiol mediante a receita médica, existem ainda algumas barreiras que não ainda foram superadas e que podem ser uma burocracia para quem mais precisa. Hoje o cultivo da planta no nosso país é criminalizado e nem mesmo a nossa indústria farmacêutica está apta a fazer a extração do óleo no país. Ou seja, temos que importar o produto que por vezes chega caro ao paciente.

O advogado e farmacêutico em formação, Christiano Citrângulo, mestre em ciências criminológico-forenses e especialista em direito e processo penal explana que o cultivo irregular da planta em casa pode caracterizar o crime de tráfico de drogas, mas que existem exceções para quem precisa do tratamento.  

“O crime de tráfico de drogas é severamente punido no país, com penas elevadas que vão de cinco a 15 anos. Hoje, já existem decisões dos tribunais superiores que permitem, quando uma pessoa não tem uma alternativa terapêutica a não ser o medicamento oriundo da Cannabis Sativa, pode ser concedida uma concessão especial para o plantio doméstico. As burocracias para conseguir um medicamento a base de maconha no Brasil têm diminuído”, explica Christiano.

Embora mais fáceis por vezes não tão acessíveis aos bolsos. Um tratamento com canabidiol depende diretamente da patologia e do peso do paciente, mas em uma média aproximada, o custo para se adquirir o primeiro frasco do produto, com impostos, câmbio e frete podem chegar a mais de R$ 500 para um uso aproximado de apenas dois meses.

Explana, André Furtado, advogado e especialista em Direito Civil: “A nossa Constituição nos assegura ao direito à saúde e por vezes, esse direito não nos é assegurado por quem deveria. Apesar da dificuldade no tratamento de muitos pacientes pelos custos elevados do produto, hoje uma alternativa possível é realizar o pedido judicial - seja pelo seu advogado de confiança ou pela Defensoria Pública – para facilitar acesso ao medicamento através do seu plano de saúde ou mesmo pelo SUS.”

Recomendo, inclusive, a você, leitor, que busque esses relatos por vídeos, pesquisas científicas ou reportagens que falem sobre o assunto, são comoventes. E sempre mais do que essencial lembrarmos que a coluna em momento algum faz apologia acerca do uso recreativo da maconha, que apesar de legal em alguns países, é proibida no Brasil. Maconha medicinal é assunto no mundo, é assunto de “Além das Montanhas”.

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Pensar na sua morte?

quinta-feira, 04 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

“Mais vale ir a uma casa em luto do que ir a uma casa em festa, porquanto este é o fim de todo ser humano; e desde modo, os vivos terão uma grande oportunidade para refletir.” Eclesiastes 7:2 (Versão King James 1999). Este texto está na Bíblia, no livro de Eclesiastes (não é Eclesiástico). Este livro foi escrito pelo Rei Salomão, que foi um dos reis de Israel nos tempos do Antigo Testamento. Ele também escreveu, inspirado por Deus, o livro de Cantares e Provérbios.

“Mais vale ir a uma casa em luto do que ir a uma casa em festa, porquanto este é o fim de todo ser humano; e desde modo, os vivos terão uma grande oportunidade para refletir.” Eclesiastes 7:2 (Versão King James 1999). Este texto está na Bíblia, no livro de Eclesiastes (não é Eclesiástico). Este livro foi escrito pelo Rei Salomão, que foi um dos reis de Israel nos tempos do Antigo Testamento. Ele também escreveu, inspirado por Deus, o livro de Cantares e Provérbios.

O livro de Eclesiastes relata como as vantagens de Salomão em ser sábio e rico falharam para prover verdadeira e duradoura felicidade. No capítulo 7 de Eclesiastes e no versículo 2 Salomão recomenda aos seres humanos a preferirem ir numa casa onde está havendo um luto pela morte de alguém, do que numa casa com uma festa, porque dessa forma podemos refletir sobre a brevidade da vida, sobre nossa mortalidade e finitude, e com isso podemos ter a chance de reavaliar nossa forma de viver, checar se o significado que estamos dando para nossa vida é valioso e meditar em tantas outras coisas.

Em geral fugimos de pensar na nossa morte. Já reparou o que acontece em muitos funerais? Os parentes se encontram para velar o morto e cumprimentar o familiar do falecido, e depois de abraços de condolências e lágrimas, surge um grupinho aqui e outro ali dos parentes e amigos do falecido e a conversa vai longe e até com assuntos que produzem risadas. Risadas num funeral?

Será isso uma defesa meio que coletiva que usamos para não pensar na morte, mesmo estando diante dela num funeral? Por que fugimos de pensar na morte, na nossa morte? A resposta é porque assusta pensar nisso, porque causa angústia, e pode aumentar o medo de morrer em alguns talvez mais do que em outros.

O texto de Salomão não é pessimista. É realista. Não sei tudo o que ele pensou ao escrever esta parte do livro de Eclesiastes, mas o que ele deixa claro neste versículo se relaciona com reflexão sobre a morte inevitável para todos nós. Esta é uma realidade inegável nessa vida. Estamos caminhando para a morte. Somos um ser para a morte. Isto causa angústia, e não é nada agradável sentir angústia, especialmente ligada à ideia de morte, de nossa morte, angústia por pensarmos que vamos morrer.

Mas é possível pensar na morte sem aumentar a angústia. Vai depender do significado que damos para a vida e do que cremos sobre o que existe no pós-morte. A Bíblia diz que a morte é um sono, que nela não há consciência. O próprio Salomão escreveu sobre isso conforme está em Eclesiastes 9:10: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” E Jesus mesmo comparou a morte com um sono. Veja o que Ele disse: “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. ... Jesus dizia isto da morte de Lázaro; eles [Seus discípulos], porém, achavam que falava do repouso do sono. Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto.” João 11:11,13,14. A hora de pensar sobre sua vida é agora porque a morte se aproxima. Não é pensar para ter medo, mas para ver se é necessário mudar algo em sua forma de viver, em seus conceitos sobre coisas como felicidade, riqueza, relacionamentos, entre outros temas.

Pare assim que puder, e faça uma reflexão sobre sua morte. Considerando que você está caminhando para morrer, e que não sabe quando isso ocorrerá, será preciso mudar algo em sua forma de viver, mudar o sentido da vida para sua pessoa e seu estilo de vida, abandonar a postura materialista, competitiva, e passar a se preocupar mais em compartilhar, ajudar a aliviar o sofrimento dos outros, desenvolver sua espiritualidade, perdoar, ser compassivo? Salomão que recomendou este tipo de reflexão, é considerado um dos homens mais sábios que já existiu. Pensar em nossa morte pode nos levar a mudar a tempo muitas coisas importantes na vida, para o bem.

www.doutorcesar.com

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O dia em que Isabelle nos deixou

quarta-feira, 03 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

No último dia 7 de julho completaram-se dez anos que minha primeira neta nos deixou. Nascida em novembro de 2011, com síndrome de Down, ela era portadora de uma má formação cardíaca muito séria, tão séria que requeria uma intervenção cirúrgica de grande porte. Apesar de ter resistido, bravamente, as seis horas de cirurgia, faleceu de complicações dela decorrentes, com sete meses de idade.

No último dia 7 de julho completaram-se dez anos que minha primeira neta nos deixou. Nascida em novembro de 2011, com síndrome de Down, ela era portadora de uma má formação cardíaca muito séria, tão séria que requeria uma intervenção cirúrgica de grande porte. Apesar de ter resistido, bravamente, as seis horas de cirurgia, faleceu de complicações dela decorrentes, com sete meses de idade.

Na época escrevi um artigo que considero um dos meus mais impactantes e resolvi republicá-lo, em homenagem à Isabella e a tudo que ela representou para seus pais e avós, para a família e para todos que a conheceram, em tão pouco tempo de vida.

O dia em que Isabella se foi

E a Isabella, com um sorriso nos lábios, rindo para sua mãe, nos deixou para entrar na vida espiritual e ao lado dos anjos continuar sua vida, na eternidade. Minha neta querida, nascida com Síndrome de Down e com uma grave lesão cardíaca lutou pela vida durante sete meses. Foi uma batalhadora e nos deu uma lição de força interior que muitos marmanjos não possuem.

Após uma cirurgia cardíaca de seis horas de duração, com circulação extracorpórea e coração parado, na tentativa de consertar lesões quase irreparáveis, ela desistiu e entregou sua alma a Deus, para desespero de seus pais, avós, avós emprestados como eu, tios, parentes e amigos que torceram por ela em sua curta existência, com todo o ardor e fé.

A “piriguete” do CTI do Centro Pediátrico da Lagoa, pois esse foi o apelido que médicos e enfermeiras lhe colocaram, em seu último dia de vida aprontou poucas e boas. Com um coraçãozinho “melhorado”, mamou com uma sofreguidão nunca antes vista, em função da deficiência da qual era portadora. Por causa dessa mamada desvairada, seu intestino funcionou intensamente e ela sujou-se dos pés à cabeça, dando um trabalho danado até ficar completamente limpa; com uma vitalidade impressionante deixou a equipe em polvorosa, quando suas mãozinhas se soltaram e ela quase arrancou tubos e cateteres que estorvavam sua existência.

Na realidade, essa melhora espontânea, era seu aviso final; para mim ela quis dizer: “eu não tenho mais forças para lutar, tenho consciência que fui muito amada e que amei a todos que fizeram o possível para me manterem viva, mas eu estou esgotada e não tenho mais forças, estou cansada. Com esse meu coração em pandarecos só tenho a agradecer a vocês, meus amados pais, por todo o amor que me dedicaram e todo o esforço que fizeram para tornar minha vida menos difícil.

A meus avós o meu reconhecimento pelo esforço e dedicação que me cercaram; a meus familiares e aos amigos de minha família, minha gratidão pela torcida em prol do meu pronto restabelecimento. Até aqueles que me torturaram, com várias agulhadas na tentativa de tirar amostras do meu sangue, para exames, eu também agradeço muito, pois fizeram isso para o meu bem, tentando me ajudar.

 Mas eu estou cansada, foram quase sete meses de luta e sinto que minhas forças se foram, tenho consciência de estar no fim. Mantenham-me sempre viva na lembrança de vocês, lá do alto estarei velando por todos e puxando a orelha daqueles que se desviarem do bom caminho. Não chorem a minha morte, muito pelo contrário, riam das travessuras que fiz, do meu sorriso de satisfação por me sentir amada, por ter preenchido, mesmo que por tão pouco tempo, um espaço no coração de todos e, porque não, modificado a maneira de encarar a vida de muitos dos que me cercam.

A você, minha mãe, meu muito obrigado e não se desespere, pois sei que você só não fez mais por mim, porque era humanamente impossível. A você, meu pai, meu muito obrigado por ter estado ao lado de minha mãe dando toda a força e suporte que ela precisava. Aos demais agradeço de coração, mesmo que ele esteja todo “caquerado”, ao torcerem pela minha recuperação. 

Um até breve a todos e tenho certeza que nos encontraremos um dia na eternidade. Lembrem-se de que ninguém é esquecido enquanto permanecer vivo na memória de alguém.

E no dia 7 de julho de 2012, o coração de Isabella parou em definitivo e ela nos deixou”.

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AVS é sempre um encontro para excelentes reflexões!

terça-feira, 02 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Começamos a viagem literária pelas páginas da edição do último fim de semana na zona rural de Bom Jardim, onde trabalhava Braz José Pinto, lavrador que, depois de mudar-se para Olaria, passou temporada em Duas Barras e retornou para Nova Friburgo, então, com cinco filhos pequenos. Daí em diante, foram 40 anos de serviços prestados ao Colégio Nossa Senhora das Graças, onde, por graça e obra de Padre Mielli, suas cinco crianças estudaram. A história de Braz já estaria perfeita para o nosso deslumbre.

Começamos a viagem literária pelas páginas da edição do último fim de semana na zona rural de Bom Jardim, onde trabalhava Braz José Pinto, lavrador que, depois de mudar-se para Olaria, passou temporada em Duas Barras e retornou para Nova Friburgo, então, com cinco filhos pequenos. Daí em diante, foram 40 anos de serviços prestados ao Colégio Nossa Senhora das Graças, onde, por graça e obra de Padre Mielli, suas cinco crianças estudaram. A história de Braz já estaria perfeita para o nosso deslumbre. Contudo, um de seus filhos, vivenciando o ambiente religioso da igreja do colégio, cedo descobriu a vocação para o sacerdócio. Resumindo, o menino Roberto José Pinto tornou-se padre e hoje é o administrador da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Riograndina.

Acredito que os leitores de A VOZ DA SERRA, assim como eu,  apreciaram a trajetória de Braz que, se estivesse no plano terreno, se orgulharia do maravilhoso texto que Padre Roberto escreveu para homenagear os 100 anos de nascimento de Monsenhor Mielli. Comovente, verdadeiro e poético, o texto “Profeta, pastor e sacerdote” é uma emoção abrangente de onde tenho até dificuldade para escolher um trecho para a coluna. Mesmo assim, me atrevo a destacar o sentimento de Padre Roberto: Ah, se Monsenhor Mielli estivesse vivo... Mas precisa ele estar vivo para que nos sintamos comprometidos com as mesmas causas? A tarefa de construir um mundo mais justo, fraterno e solidário, respeitoso da dignidade de cada pessoa humana, continua...”.

E a tarefa continua, sim. Que nós a tenhamos como ponto de partida dos nossos procedimentos, pois lembrou Padre Roberto: podemos repetir com Santo Inácio de Loyola: “O amor consiste mais em atitudes e atos do que em palavras”. Coisa alguma nos tire dos caminhos abertos por Monsenhor Mielli. Que o seu centenário seja festejado em nosso dia a dia, porque  “...diante das atuais circunstâncias, somos nós os protagonistas da construção de um mundo novo”. Boas ações para todos nós!

Ao mesmo tempo em que temos o dever de protagonizar “a construção de um mundo melhor”, somos confrontados pelos desafios da desigualdade social que, consequentemente, leva crianças ao cenário da desnutrição no Brasil, um país que é tão forte em riquezas e produção agrícola. Pesquisas mostram que “falta feijão no prato” de famílias carentes, justamente, esse grão milagroso, fonte de várias vitaminas.

Somos nós os responsáveis pela preservação de toda a gama de patrimônios, sejam eles bens físicos, imateriais e humanos. A charge de Silvério abre os olhos e a boca pedindo “socorro” em nome do Teatro Municipal Laercio Rangel Ventura. Houve uma licitação para a reforma do prédio, em 2021 que, ante os estragos, perdeu sua validade. O secretário municipal de Cultura, Daniel Figueira, explicou: “Será necessária a elaboração de novo projeto que englobe todas as atuais demandas de reforma. Deste novo projeto será gerado outro para nova licitação”. Nosso teatro ganhou mais importância ainda, quando recebeu o nome do inesquecível Laercio, que deu apoio e dimensão a todos os segmentos da cultura, das artes e a tudo o que engrandecia a cidade. O lamento de Adriana Ventura, filha do saudoso Laercio, é o de todos nós que amamos o equipamento, da pedra fundamental à essência do seu honroso nome. Viva Laercio!

O terreno da Praça do Suspiro está deixando muita gente com suspiros ofegantes diante da consulta popular relâmpago, aberta pela prefeitura, para que a população possa opinar sobre o melhor uso para o terreno em questão. O resultado da consulta poderá colocar em  risco a edificação da Biblioteca Internacional Machado de Assis?

 As opções concorrentes na consulta são atraentes e merecem a nossa consideração. Contudo, a Bima engloba um universo de incontáveis possibilidades. O projeto é grandioso, é futurista, é uma esperança de novas gerações ainda mais capazes na utilização da modernidade das tecnologias a favor do desenvolvimento humano. Minha mãe dizia: "O futuro guarda uma esperança". Que venha pleno de luz!

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Lançado livro sobre a genealogia Suíça-Brasil 1818

terça-feira, 02 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Às vésperas do início das comemorações deste Agosto Suíço que será cheio de atrações, a última sexta-feira, 29 de julho, marcou de forma alegre e concorrida, o lançamento da obra genealógica "Esperança Suíça-Brasil 1818, Romance Herdi Jevoux Lemgruber", de autoria da descendente Helena Figueira (foto), que contou também com o apoio genealógico de César Raibert Valverde.

Às vésperas do início das comemorações deste Agosto Suíço que será cheio de atrações, a última sexta-feira, 29 de julho, marcou de forma alegre e concorrida, o lançamento da obra genealógica "Esperança Suíça-Brasil 1818, Romance Herdi Jevoux Lemgruber", de autoria da descendente Helena Figueira (foto), que contou também com o apoio genealógico de César Raibert Valverde.

O lançamento do livro foi no box da Colônia Suíça na Praça das Colônias, no Suspiro, com a participação do professor e genealogista revisor, Darli Bertazzoni Barbosa, assim como também de convidados, entre os quais Alberto Lima Abib Wermelinger Monnerat, Fabiano Lamblet, Therezinha Thurler, Soraya e Osvaldo Enoc, Geraldo Thurler, Lúcia Knust, Reynaldo Thurler, Joana Figueira, Larissa Figueira, Maria Luísa Figueira, Flávia Stutz, Marilene Lemgruber, Reinaldo Lemgruber e vários outros descendentes.

Quem desejar adquirir um exemplar, pode se dirigir à Colônia Suíça ou solicitar através do WhatsApp (21) 9.6425-9067.

Semáforo de volta já!

O admirado e sempre atencioso Tony Ventura, assim como o presidente da SEF, a Sociedade Esportiva Friburguense, João Schlupp, bem como alguns vereadores, estão se empenhando para uma causa justa e necessária.

Eles tentam sensibilizar a prefeitura para que seja reativado o sinal de trânsito na Avenida Galdino do Valle Filho próximo a ponte quase em frente ao clube SEF, que conforme alegado em razão de um acidente com uma carreta, foi indevidamente retirado.

Esta reivindicação, conforme Tony Ventura nos informou, a prefeitura já tem conhecimento da importância daquele sinal que agora tem ainda mais um significado já que agora circulam por ali os idosos que integram o Grupo da Terceira Idade do município, que passou a funcionar naquele clube.

Assim como já existe um sinal do outro lado do Rio Bengalas, na Avenida Comte Bittencourt, torcemos que o setor de trânsito da prefeitura providencie o retorno deste sinal.

Quarenta do Mundial do Fla

O conhecido locutor esportivo Fernando Bonan teve um almoço muito especial na semana passada no restaurante Chakai,  aproveitando de algo extremamente relevante no cardápio.

É que seu amigo e desportista carioca Blis Belga e o craque Tita, que fez história sobretudo no Flamengo e na Seleção Brasileira, vieram a Nova Friburgo com a missão de homenagear o Bonan com a medalha comemorativa do 40º ano da conquista do título do Flamengo, campeão do mundo em 1981. No exclusivo registro fotográfico desta coluna, vemos o Blis, Tita e Marcelo Chakai junto ao homenageado, Fernando Bonan.

Na pauta também, a possibilidade de realização futura de um grande evento em Nova Friburgo por conta ainda da quarta década da grande conquista do Mengão.

Vivas em dose dupla

Com um dia de atraso, porém em dia com as satisfações, inclusive em dose dupla, enviamos os votos de felicidades ao comunicador e radialista Pedro Osmar, assim como ao renomado e admirado empresário Olney Botelho.

Isso, porque ontem, 1º, ambos estrearam idade nova.

Reeleição e posse no Lions

Na próxima sexta-feira, 5, no Natureza Buffet, o Lions Clube Nova Friburgo vai empossar para mais um ano leonístico, sua querida e atuante presidente reeleita, a CaL (Companheira Leão) Vera Lúcia Coe Pisco juntamente com seu marido, Patrício.

Na oportunidade, quem estará atuando como autoridade investidora da noite e certamente, abrilhantando ainda mais o acontecimento, será a simpática capixaba CaL Governadora Zuraide Guedes.

Clube da Música com Dom Bira

Uma pedida imperdível para o próximo sábado, 6, será o show no parque aquático da SEF a partir das 19h com o Clube da Música, incluindo participação especial do admirado cantor e amigo de Nova Friburgo, Dom Bira.

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Chamados para construir a família humana

terça-feira, 02 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Estamos iniciando o mês de agosto, tempo dedicado à oração pelas vocações. Trazemos para a reflexão desta semana a Mensagem do Papa Francisco para o 59º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado em maio deste ano. A palavra «vocação» não deve ser entendida em sentido restrito, referindo-a apenas àqueles que seguem o Senhor pelo caminho duma consagração específica. Todos somos chamados a participar na missão de Cristo de reunir a humanidade dispersa e reconciliá-la com Deus.

Estamos iniciando o mês de agosto, tempo dedicado à oração pelas vocações. Trazemos para a reflexão desta semana a Mensagem do Papa Francisco para o 59º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado em maio deste ano. A palavra «vocação» não deve ser entendida em sentido restrito, referindo-a apenas àqueles que seguem o Senhor pelo caminho duma consagração específica. Todos somos chamados a participar na missão de Cristo de reunir a humanidade dispersa e reconciliá-la com Deus. De modo mais geral, cada pessoa humana, antes ainda de viver o encontro com Cristo e abraçar a fé cristã, recebe com o dom da vida um chamamento fundamental. Somos chamados a ser guardiões uns dos outros, a construir laços de concórdia e partilha, a curar as feridas da criação para que não seja destruída a sua beleza.

Nesta grande vocação comum, insere-se a chamada mais particular que Deus nos dirige, alcançando a nossa existência com o seu amor e orientando-a para a sua meta definitiva, para uma plenitude que ultrapassa até mesmo o limiar da morte. Assim quis Deus olhar, e olha, para a nossa vida. Esta é a dinâmica de cada vocação: somos alcançados pelo olhar de Deus, que nos chama. A vocação – como aliás a santidade – não é uma experiência extraordinária reservada a poucos. Tal como existem «os santos ao pé da porta» (Francisco, Exort. ap. Gaudete et exsultate, 6-9), assim também a vocação é para todos, porque todos são olhados com amor e chamados por Deus.

Assim a vocação nasce, graças à arte do Escultor divino que, com as suas «mãos», nos faz sair de nós mesmos, para que se delineie em nós a obra-prima que somos chamados a ser. Particularmente capaz de nos purificar, iluminar e recriar é a Palavra de Deus, que nos liberta do egocentrismo. Coloquemo-nos, pois, à escuta da Palavra, para nos abrirmos à vocação que Deus nos confia! E aprendamos a escutar também os irmãos e irmãs na fé, porque nos seus conselhos e exemplo pode esconder-se a iniciativa de Deus, que nos indica estradas sempre novas a percorrer.

O olhar amoroso e criador de Deus alcançou-nos de forma singular em Jesus. Ao falar do jovem rico, o evangelista Marcos observa: «Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele» (10, 21). O mesmo olhar de Jesus, cheio de amor, pousa sobre cada um de nós. Deixemo-nos tocar por este olhar e ser levados por Ele para além de nós mesmos! E aprendamos também a olhar de tal modo um para o outro que as pessoas com quem vivemos e as que encontramos – sejam elas quem forem – possam sentir-se acolhidas e descobrir que há alguém que as olha com amor, convidando-as a desenvolverem todas as suas potencialidades.

A nossa vida muda quando acolhemos este olhar. Tudo se torna um diálogo vocacional entre nós e o Senhor, mas também entre nós e os outros. Um diálogo que, vivido em profundidade, nos faz tornar cada vez mais aquilo que somos: na vocação ao sacerdócio ordenado, ser instrumento da graça e da misericórdia de Cristo; na vocação à vida consagrada, ser louvor de Deus e profecia de nova humanidade; na vocação ao matrimónio, ser dom mútuo e geradores e educadores da vida; em cada vocação e ministério na Igreja, em geral, que nos chama a olhar os outros e o mundo com os olhos de Deus, servir o bem e difundir o amor com as obras e as palavras.

Portanto, quando falamos de «vocação», não se trata apenas de escolher esta ou aquela forma de vida, mas trata-se sobretudo de realizar o sonho de Deus, o grande desígnio da fraternidade que Jesus tinha no coração quando pediu ao Pai «que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Rezemos, irmãos e irmãs, para que o Povo de Deus, no meio das dramáticas vicissitudes da história, corresponda cada vez mais a esta vocação. Invoquemos a luz do Espírito Santo, para que cada um e cada uma de nós possa encontrar o respetivo lugar e dar o melhor de si neste grande desígnio!” Fonte: www.vatican.va

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