Blogs

Ariosto Bento de Mello será candidato a prefeito pela Arena

sábado, 13 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 12 e 13 de agosto de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 12 e 13 de agosto de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Em tempo de Ariosto - Neste 19 de agosto de 1972, a convenção municipal da Arena, vai homologar o nome do engenheiro Ariosto Bento de Mello para candidato a prefeito de Nova Friburgo no pleito de 15 de novembro, ocasião em que também serão oficializadas as candidaturas de vice-prefeito e de vereadores do mesmo partido. A reunião do poder supremo arenista terá caráter festivo, devendo comparecer líderes da maior expressão política nas esferas federais e estaduais, bem como várias representações municipais.

Waldir Costa e as estradas de comunicação de Friburgo - O deputado Waldir Costa, da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, não perde nenhuma oportunidade de defender os interesses da terra friburguense que tão bem representa naquela casa. Ainda agora, chegou-nos às mãos um exemplar do Diário Oficial fluminense, no qual um energético pronunciamento foi feito pelo “Bisturi de Ouro” a respeito das conhecidas e proclamadas  deficiências de trechos das que nos comunicam com Niterói e a Guanabara. A palavra sensata, oportuna e forte do dr. Waldir Costa, está nos anais da dita assembleia, como a ferretear os responsáveis pelo estado de abandono em vários pontos de estradas de acesso a uma cidade da importância da nossa, e, o que é também importante, de uma cidade catalogada como de veraneio e de turismo. 

Lions: Governador do Distrito L-3 em Friburgo - Em visita oficial, esteve em nossa cidade o ilustre governador do distrito L-3, do Lions Clube, dr. Alberto Guerchon, uma das principais personalidades do leonismo brasileiro e figura de real projeção na sociedade niteroiense. Em jantar festivo, que contou com a presença do que a nossa terra tem de mais representativo, o governador Guerchon discursou, trazendo com sua palavra fluente e sobretudo experimentada capacidade, verdadeiramente dominada a enorme assistência. 

Semana do Exército: concurso de vitrinas - Com o intuito de cultuar tradições militares e aumentar o ambiente de civismo no ensejo das comemorações da Semana do Exército, o Tiro de Guerra local, como vem fazendo há alguns anos, está promovendo um concurso de vitrinas, com realização no corrente mês. O quadro a ser apresentado nas vitrinas concorrentes deverá focalizar atividades ou fatos históricos do Exército brasileiro. 

Pílulas

Já "funcionando" como candidato, o engenheiro Ariosto Bento de Mello ultrapassou mais uma semana. Desvaneceram-se, assim, as esperanças da moçada, quanto a uma recusa por parte do mencionado homem público de concorrer na legenda de prefeito pela Arena. Estávamos, portanto, com toda a razão quando afirmavamos que o dr. Ariosto não tinha qualquer alternativa. E não teve… 

A sucessão municipal está entrando no ritmo dos grandes acontecimentos.

Com a movimentação dos partidos, claro que o eleitorado vem sendo motivado para o embate das urnas e quem diz que a vibração do povo está diminuindo, não sabe nadinha de nada...Eleição é como qualquer disputa; iniciado a pugna, a coisa vai esquentando, esquentando, e se não houver válvulas de escape, a explosão é certa, semelhantemente às grandes cargas de dinamite. 

E mais…

  • Vital Brasil: A melhor vacina anti rábica… 
  • Comércio de publicidade… 
  • A partir de setembro, uma grande obra por semana será inaugurada pelo prefeito… 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Bernardino Vieira Gomes e Rostaia Pinto de Faria (13); Ricardo Roberto Alves (14); José Antonio Teixeira (15); Esmeralda Campanário, Eliana Lúcia Yunes, Paulo César Teixeira e Ondina Barbosa Azevedo (16); Dorotéia Queiroz Teixeira e Ana Márcia Fernandes Garcia (17); João Maria Braune e Victorino Araújo de Barros (18).

Foto da galeria
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Nem tão mais do mesmo

sexta-feira, 12 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Dessa vez já não é tão mais do mesmo. Na última semana passamos por mais uma reunião do Copom e, sem nenhuma surpresa, outro aumento da taxa de juros. Foi o 12º reajuste consecutivo e há algum tempo venho dizendo que estamos vivendo mais do mesmo. Então por que será que desta vez é diferente? IPCA artificialmente deflacionário em - 0,68% no mês de julho. Isso faz ser diferente.

Dessa vez já não é tão mais do mesmo. Na última semana passamos por mais uma reunião do Copom e, sem nenhuma surpresa, outro aumento da taxa de juros. Foi o 12º reajuste consecutivo e há algum tempo venho dizendo que estamos vivendo mais do mesmo. Então por que será que desta vez é diferente? IPCA artificialmente deflacionário em - 0,68% no mês de julho. Isso faz ser diferente.

Voltando um pouco aos nossos últimos assuntos, vamos relembrar o maior risco econômico global para os próximos anos: estagflação. Para quem não sabe, a união de contextos econômicos com inflação e recessão financeira simultaneamente. Era sobre este cenário que embasamos todos os nossos últimos assuntos abordados neste espaço. O que não podíamos prever nos últimos meses eram os ajustes tributários sobre combustíveis e os impactos provocados pela medida política. Bom, o resultado? Mais uma vez, deflação.

Contudo, um cenário deflacionário artificial. Repare, vez ou outra é normal nos depararmos com o índice IPCA em patamares negativos; faz parte de uma tendência inflacionária (e falo pela nossa realidade emergente e não de país desenvolvido) a economia encontrar assimetrias de oferta e demanda e fechar o mês com resultados negativos do índice. Mas dessa vez não teve a ver apenas com consumo ou produção, a medida tomada pelo governo nacional impactou diretamente as métricas inflacionárias.

Entretanto, como não estamos aqui para discutir políticas públicas – e nem é o intuito desta coluna –, é hora de avaliarmos os impactos diretos sobre a população. Na verdade, mais objetivamente aos investimentos desta. Afinal, até os investidores mais conservadores podem sentir os impactos deste resultado.

Costumo falar muito das possibilidades de investimentos em renda fixa e como você deve adaptar seu planejamento aos diferentes momentos econômicos a fim de alcançar os melhores resultados para suas estratégias. Portanto mantenha-se sempre atento e disposto a estudar.

Nas últimas semanas, muitos investidores “caíram na furada” de títulos de curto prazo com potencial de lucratividade aparentemente exorbitante. Um exemplo do que estava por vir. Com a projeção de IPCA negativo, títulos atrelados ao índice como o NTN-B (Tesouro IPCA+), podem ter sido veículo de perdas financeiras caso o prazo não ultrapassasse uma estimativa de dois meses de duração. Títulos bancários como CDBs, LCIs e LCAs, por exemplo, por terem a exigência de prazos mínimos de um ano de duração acabam sendo mais seguros e capazes – de fato – de garantir a rentabilidade real do seu investimento. Afinal, deflação no Brasil em um mês ou outro pode até acontecer, mas ao longo de 12 meses do ano é, ainda, inimaginável.

Voltando aos impactos nos seus investimentos (caso não tenha caído em nenhuma pegadinha), é importante passar aqui para lhe tranquilizar sobre todo o seu patrimônio atrelado a índices de inflação. Em meses deflacionários, o valor apresentado na sua corretora pode até ter ajustes negativos, mas ao longo do tempo é a melhor forma de garantir a proteção do seu poder de compra.

Renda fixa também varia e é importante ter consciência das movimentações econômicas. Portanto, siga firme em seu planejamento e tome melhores decisões a cada dia. O futuro te reserva bons resultados.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Poder do não

sexta-feira, 12 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ela se doía ao ter que dizer um “não”. Sofria a ponto de não conseguir fazê-lo. Era muito para ela. Atravessar essa barreira quase intransponível entre ceder e selecionar era uma grandiosa missão. Para o mundo, “sim”. Para os outros, “sim”. Para ela, só o que sobrava dela mesma. Quase nada.

Ela se doía ao ter que dizer um “não”. Sofria a ponto de não conseguir fazê-lo. Era muito para ela. Atravessar essa barreira quase intransponível entre ceder e selecionar era uma grandiosa missão. Para o mundo, “sim”. Para os outros, “sim”. Para ela, só o que sobrava dela mesma. Quase nada.

Não tinha tempo. Não tinha energia. Não se satisfazia com suas escolhas. Para cada tarefa nova assumida, era um sonoro “não” que intimamente ouvia e que apenas ela sabia. E então se perguntava se seria uma patologia não conseguir negar um pedido de alguém. Sentia-se incapaz de recusar alguma situação, de esquivar-se de fazer algo quando ia além de seu propósito, de sua capacidade e de sua energia. Não sabia andar até o limite do alcance de suas próprias pernas. Quem sofre por não saber dizer “não”, sabe o peso gerado pelo acúmulo de afazeres assumidos.

Ela era assim. E já esclareço aos leitores que ainda que eu me identifique em parte com ela, não sou o eu lírico desse texto. Nela represento todos aqueles que estão sobrecarregados justamente por não conseguirem respeitar seus limites e assumirem menos do que o mundo exterior demanda deles. Desde as pequenas coisas às grandiosas. Desde futilidades às funções elementares.

Um dia, a vida – a mais sábia dos sábios, cuidou de ensinar à menina que para cada “não” sentenciado, abria a porta para inúmeros “sim”. E descobriu que sim, a vida é feita de escolhas sob muitos aspectos, e que ela deveria aprender a escolher, a aprender a impor limites, a respeitar sua própria capacidade (inclusive de discernir o que deve e o que não deve, o que pode e o que não pode, o que quer e o que não quer).

Resolveu então investir no seu autoconhecimento e refletir sobre o que deveria fazer por obrigação de trabalho. O que deveria fazer por amor. O que deveria fazer por missão de civilidade. O que fazer por prazer. Ou por necessidade. Ou pelo querer. E o que era excesso. Separou o joio do trigo. Concluiu que muito do que fazia era excessivamente oneroso para sua vida e sua própria saúde.

Desde a concepção de que dizer não para alguém ou para alguma situação não faria com que fosse menos amada ou querida, foi assimilando que seria capaz de assumir o que fosse suficiente e não o que não conseguisse escapar por dizer “sim” para tudo. Saber se impor dentro dos seus critérios de ética e utilidade foi um processo de superação de valor inestimável.

Só quem tem esse perfil de querer dizer “sim” para tudo e todos talvez entenda o sofrimento que pode existir por trás dessa característica. A sobrecarga, o peso, o arrependimento, a culpa pela imperfeição, o acúmulo de tarefas, a falta de tempo são consequências dessa incapacidade de delimitar limites, e aqui me permito a redundância das palavras.

Ao aprender, finalmente, a dizer necessários “nãos” para certas coisas, ela conseguiu se cuidar mais, amar mais seu ofício, destinar mais tempo à sua família, fazer suas tarefas com mais paz e a viver com maior qualidade de vida. Ela entendeu que dizendo “não” aos excessos de tudo e às demandas externas infinitas, estaria na verdade escolhendo dizer “sim” para si mesma.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Alta temporada nos programas de trainees

quinta-feira, 11 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ainda que a taxa de desemprego tenha se mantido em níveis altos nos últimos anos, ao que tudo indica, a economia tem voltado a se aquecer aos poucos e esfria o cenário de melancolia que assolava grande parte dos brasileiros. Mas é claro, que nem tudo são rosas e todo cabo de guerra tem seu lado mais fraco.

Ainda que a taxa de desemprego tenha se mantido em níveis altos nos últimos anos, ao que tudo indica, a economia tem voltado a se aquecer aos poucos e esfria o cenário de melancolia que assolava grande parte dos brasileiros. Mas é claro, que nem tudo são rosas e todo cabo de guerra tem seu lado mais fraco.

Hoje, ainda que o grau de empregados aumente no Brasil, o mercado de trabalho ainda persiste em não ceder tantas oportunidades para a juventude que tenta conseguir as suas primeiras oportunidades. Não há dúvidas e os dados são claros: os jovens constituem um dos grupos mais vulneráveis do país.

Para a taxa média de 10% que atinge o desemprego nacional, para os jovens entre 18-24 anos, essa média chega a 27%. Dentre os desocupados, 32% da parcela total. Do montante de subutilizados – os que estão desempregados, trabalham poucas horas ou até desistiram de correr atrás – 42% são parte da juventude.

Muitos fatores ainda dificultam a entrada dos jovens no mercado de trabalho e o principal é a falta de experiência profissional. Afinal, sejamos francos, por que o empregador deixaria de contratar alguém com anos de mercado para contratar alguém que terá que ensinar? Pois bem. Na contramão desse raciocínio, novas oportunidades têm aparecido em grandes empresas.

O que é um trainee

Como o nome sugere, trainee são profissionais em início de carreira que estão num verdadeiro treinamento numa empresa. Geralmente, jovens prestes a se formar ou no máximo com dois anos após a conclusão do curso. Eles são contratados através de programas especiais que buscam encontrar bons profissionais com o objetivo de lapidá-lo, fazê-lo crescer e se desenvolver dentro da empresa.

A ideia do projeto é que com o tempo, esse jovem deixe a função de trainee e assuma cargos de relevância dentro das grandes corporações. Os programas trainee têm sido, nos últimos tempos, a porta de entrada para grande parte das multinacionais da atualidade e os que apresentarem melhores resultados, permanecem. Mas, logo adianto, participar desses programas não é uma tarefa nada fácil.

Inicialmente, os altos salários para o “primeiro” emprego são atrativos e a concorrência é gigantesca. Em um conhecido programa de trainee, com um salário de R$ 7 mil, de uma famosa rede corporativa de bancos, dos 85 mil candidatos apenas 55 foram aprovados e efetivados. Além de uma formação – geralmente em curso superior – o currículo educacional pesa como um diferencial, por isso, caso vá participar, o importante é se preparar com bastante antecedência.

Ana Carolina Petribú, ex-trainee e hoje, coordenadora de canais digitais do Banco Itaú, explica que na época, recém-formada no curso de Engenharia Civil, focou nas empresas que mais se inspirava e que a notícia da aprovação no processo seletivo foi motivo de grande felicidade. Explana também que a trilha da carreira de trainee é um pouco diferente da trilha de carreira de alguém que venha do mercado de trabalho, porque contém alguns treinamentos específicos.

“Normalmente os processos de trainee são muito longos e com pouquíssimas vagas. E isso é proposital. As empresas prezam por selecionar perfis específicos, em especial, os de liderança, para trabalhar em instituições. Hoje, a minha recomendação para quem quer tentar um programa de trainee é: foco, estar atualizado sobre a empresa e sobre o mundo e acima de tudo, ter bem definido os seus objetivos profissionais”, explica Ana Carolina.

Época aquecida

Começou agora, na segunda metade do ano, a alta temporada de seleção para trainees. Em geral, os processos seletivos costumam durar de três a quatro meses, com previsão para início das atividades previstas para o mesmo ano ou em janeiro do ano seguinte, dependendo da vaga. A remuneração média é entre R$ 3 mil e R$ 8 mil por mês.

Um grande diferencial para sua possível aprovação está no seu currículo, afinal, é a sua apresentação no meio de milhares de pessoas. E se você ainda não fez um Linkedin – rede social profissional usada para o meio corporativo – hora de correr atrás e caprichar, mas vamos combinar uma coisa de antemão: sem mentir nas qualificações.

Alguns programas determinam que você faça o trabalho presencial, então, pode ser que você tenha que arrumar as malas caso passe para algum deles. Em contrapartida, oferecem benefícios como: vale alimentação, vale refeição, plano de saúde, pós-graduação, assistência dentística e outros mais, a depender de cada empresa. A expectativa é que 200 empresas lancem programas com novidades nos processos seletivos; no ano passado, foram 184 companhias.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Suas emoções e sua saúde física

quinta-feira, 11 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A revista Newsweek, de 3 de outubro de 2005, publicou uma matéria de capa abordando o tema: doenças cardíacas e emoções. Mostrou que dieta e exercícios não são o segredo único e completo para a saúde cardiovascular. Muitas evidências em estudos científicos sugerem que o aspecto psicológico exerce influência importante nesta questão.

A revista Newsweek, de 3 de outubro de 2005, publicou uma matéria de capa abordando o tema: doenças cardíacas e emoções. Mostrou que dieta e exercícios não são o segredo único e completo para a saúde cardiovascular. Muitas evidências em estudos científicos sugerem que o aspecto psicológico exerce influência importante nesta questão.

Em janeiro de 1994, às 16h30 houve um terremoto perto de Los Angeles. Dentro de uma hora, após o terremoto, e pelo resto daquele dia, o pessoal médico procurou ajudar pessoas aglomeradas ou bloqueadas dentro de edifícios que estavam assustadíssimas. Também houve uma onda de ataques cardíacos dentre as pessoas que haviam sobrevivido ilesas ao tremor.

Nos meses seguintes ao terremoto, pesquisas em duas universidades examinaram relatórios médicos do Condado de Los Angeles, encontrando incrível aumento de mortes cardíacas que pularam de 15.6 (média diária), para 51 no dia do terremoto!

A maioria destas pessoas que tiveram o ataque cardíaco tinha história de doença coronária ou fatores de risco tais como alta pressão arterial. Mas os que morreram não estiveram envolvidos em esforços de resgate e nem haviam estado sob escombros. Por que eles morreram? Um artigo na revista científica The New England Journal of Medicine explica que “o estresse emocional pode precipitar eventos cardíacos nas pessoas que são predispostas para os mesmos.” (Newsweek, p.50, Oct 3, 2005). Aquelas pessoas estavam extremamente assustadas!

Edward Suarez, professor associado de psiquiatria e comportamento humano da Duke University encontrou que 50% das pessoas que têm ataque cardíaco não têm alto colesterol. O risco de fatores sociais e psicológicos são tão grandes como a obesidade, o tabagismo e a hipertensão arterial para produzir ataques cardíacos. Pessoas com alto escore de testes que medem níveis de raiva, hostilidade ou depressão têm níveis duas vezes mais alto de proteína-C-Reativa, que é um marcador inflamatório correlacionado com risco cardiovascular.

Debra Moser, professora de enfermagem da University of Kentucky em Lexington apresentou no Congresso da Associação Americana de Cardiologia em 2004 o resultado de uma pesquisa envolvendo 536 pacientes que tiveram ataques cardíacos. Ela mediu níveis de ansiedade com teste psicológico de múltipla-escolha, verificando se as pessoas tinham ou não posteriores complicações como um segundo ataque cardíaco enquanto estavam no hospital. As que tiveram o mais alto nível de ansiedade medido nos testes foram quatro vezes mais propensas a sofrer complicações do que as com níveis baixos. 

Por outro lado, emoções positivas têm um papel importante para nossa saúde. Karen Matthews, da University of Pittsburgh, observou 209 mulheres com pós-menopausa saudável durante três anos. Ela encontrou que as mais otimistas tinham menos espessamento em suas artérias carótidas (que levam sangue para o cérebro). O resultado foi de 1% nas otimistas para 6.5% nas pessimistas.   

Dr. Dean Ornish, da California University em São Francisco, recomenda que as pessoas melhorem o relacionamento afetivo com os outros, busquem ser mais abertas, evitem solidão e isolamento social, manifestem compaixão, perdoem, exerçam altruísmo, serviço voluntário para a comunidade, procurem um grupo de apoio emocional se necessário, desenvolvam sua espiritualidade. Pessoas após um ataque cardíaco têm risco de morrer dentro de seis meses quatro vezes mais se permanecerem sozinhas e deprimidas, segundo Ornish. Na Yale University homens e mulheres que se sentiam mais amados e apoiados tiveram menos bloqueio em suas artérias coronárias._______

Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Nome feio

quarta-feira, 10 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Algumas dessas localidades batizadas de maneira incomum, às vezes beirando o pornográfico

Tem gente que acha esquisito o nome de certas cidades brasileiras. De fato, Varre-Sai, Não-Me-Toque e outras tantas são...  não digamos que sejam esquisitas, mas originais, e talvez assim os varre-saienses e os não-me-toquenses não se aborreçam conosco se por acaso um dia (nunca se sabe) vierem a pôr os olhos nestas mal traçadas linhas.

Algumas dessas localidades batizadas de maneira incomum, às vezes beirando o pornográfico

Tem gente que acha esquisito o nome de certas cidades brasileiras. De fato, Varre-Sai, Não-Me-Toque e outras tantas são...  não digamos que sejam esquisitas, mas originais, e talvez assim os varre-saienses e os não-me-toquenses não se aborreçam conosco se por acaso um dia (nunca se sabe) vierem a pôr os olhos nestas mal traçadas linhas.

Antes de continuar, convém explicar aos leitores mais jovens o significado da expressão “mal traçadas linhas”. Em priscas eras (outra expressão que precisaria ser explicada, mas fica para outro dia, ou talvez nunca), pois bem, em priscas eras as cartas eram escritas ─ acreditem! ─ à mão e, mais incrível ainda, levadas na mão a uma agência dos Correios, a partir de onde, de mão em mão, acabavam nas mãos do carteiro que as entregava nas mãos do destinatário.

Tem até aquela música que diz assim: “Quando o carteiro chegou/ E o meu nome gritou com a carta na mão/ Ante surpresa tão rude/ nem sei como pude/ chegar ao portão”, e por aí vai. Caso alguém ache esses versos ridículos, lembre-se de Fernando Pessoa: “Todas as cartas de amor são ridículas/Não seriam de amor se não fossem ridículas/ Também escrevi, no meu tempo,/ cartas de amor, como as outras, ridículas”.

Pelo número de vezes que escrevi a palavra mão no segundo parágrafo, dá para perceber como a coisa era complicada e demorada. O sujeito podia mandar uma carta pedindo a mão (outra vez!) de uma jovem em casamento e, quando recebia a resposta, já estava casado ─ com outra, naturalmente. E sempre, por modéstia ou por ser de fato dono de um verdadeiro garrancho, o emitente começava pedindo desculpas pelas “mal traçadas linhas” formadas por sua letra.

Mas voltemos a falar das cidades com nomes esquisitos. Andei, por falta do que fazer, ou mais precisamente por falta de vontade de fazer o que precisava ser feito, dando uma olhada na internet para me divertir com algumas dessas localidades batizadas de maneira incomum, às vezes beirando o pornográfico. É o caso de Pintópolis (MG), ou seja, cidade do pinto, palavra que no Brasil designa várias coisas, entre elas... o pinto.

No Rio Grande do Sul encontramos Entrepelado. Para se dar bem lá, é só o visitante não levar ao pé da letra a placa que o saúda na entrada do município, do contrário, poderá ser preso por atentado ao pudor. Continuando a viagem pelo RS, encontramos a cidade de Sério, onde todo mundo pode se divertir, mas sem perder a compostura. É um lugar onde o bom cidadão, ao botar a cara na janela, evita ficar mostrando os dentes pro vizinho. Quando alguém telefona de lá e o ouvinte duvida, o sujeito garante: “Estou em Sério, sério!” Nem vou falar em Anta Gorda, para os gaúchos não me acusarem de estar de implicância com eles.

Não faltam outros exemplos eloquentes. Por exemplo: Jijoca de Jericoacoara (CE), onde as crianças passam seis meses na escola aprendendo a falar o nome do lugar em que vivem; Virginópolis, onde as mulheres só podem morar até se casarem: depois da lua de mel, têm que ir viver em outro lugar, para não desmerecer o nome da cidade; Barro Duro (PI) ­─ não deve ser mole morar num lugar desses! Tem Rolândia (PR) e Dormentes (PE), entre outras preciosidades. E, como se tudo isso fosse pouco, ainda tem Presidente Kennedy, grande pecado do Espírito Santo!

Mas não é só o Brasil que tem dessas coisas. Nos States, só para ficar no país que os brasileiros tanto admiram (a ponto de batizar uma cidade com o nome de um presidente deles), tem a Misery Bay (Baía da Miséria), a Grumpy Dog Road (Rodovia do Cachorro Mal-humorado), Melancholy Waterhole, (Buraco da Água Melancólica), The End of the World (O Fim do Mundo), Mistake Island (Ilha do Erro) e, para encerrar uma lista que poderia encher mais uma página, Defeated (Fracassado). Mas não tem nenhuma chamada Presidente Kubitscheck.

Enfim, há nomes para todos os gostos e desgostos. Feliz de quem pode dizer que nasceu em Nova Friburgo e não precisa passar pelo constrangimento que deve se abater sobre quem é obrigado a se declarar kennediense!

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Estamos a um mês do famoso grito do Ipiranga

quarta-feira, 10 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

 Hoje, domingo 7 de agosto, quando escrevi esta coluna, faltavam, exatamente, 30 dias para as comemorações do bicentenário da proclamação da nossa independência. Conforme já disse numa outra coluna, essa data só perde em grandeza, para o dia da descoberta do Brasil. No dia 22 de abril fazíamos nossa aparição diante do mundo, como terra descoberta pelo reino português, apesar de não passarmos de mais uma colônia lusitana. No dia 7 de setembro de 1822, 322 anos depois, nos separávamos da matriz e passávamos a fazer parte das nações livres daquela época.

 Hoje, domingo 7 de agosto, quando escrevi esta coluna, faltavam, exatamente, 30 dias para as comemorações do bicentenário da proclamação da nossa independência. Conforme já disse numa outra coluna, essa data só perde em grandeza, para o dia da descoberta do Brasil. No dia 22 de abril fazíamos nossa aparição diante do mundo, como terra descoberta pelo reino português, apesar de não passarmos de mais uma colônia lusitana. No dia 7 de setembro de 1822, 322 anos depois, nos separávamos da matriz e passávamos a fazer parte das nações livres daquela época. Iniciávamos nossa caminhada como nação livre, entrávamos numa época de prosperidade sem igual, que viria a ser consolidada no segundo império, com o reinado de Pedro II, mas isso é assunto para uma outra coluna.

O que importa é exaltar a figura de Pedro I, tão esculachada pelos republicanos, pois a estes só interessa denegrir nosso período monárquico, como se ele fosse uma nódoa da nossa história. Se não gostam do primeiro Pedro, poderiam ao menos, exaltar mais dois artífices dessa epopeia, nas figuras de D. Leopoldina, primeira imperatriz das terras tupiniquins e de José Bonifácio. Leopoldina, uma austríaca com coração verde e amarelo, como braço direito do imperador brasileiro tinha poder, tanto é assim que o decreto que separou o Brasil de Portugal foi por ela assinado, em 2 de setembro de 1822.

No entanto, essa versão não é oficial pois, de acordo com o site www.cliohistoriaeliteratura.com, “nenhuma fonte histórica e nenhuma das pesquisas realizadas por historiadores e historiadoras atestam que Leopoldina tenha assinado um decreto de independência do Brasil. Ao que tudo indica, esse documento não existe nos arquivos. O que parece haver é uma ata de uma importante reunião ocorrida no dia 2 de setembro, testemunhos recolhidos por cronistas e cartas que nos oferecem indícios sobre os acontecimentos de 1822”. Aliás, nessa reunião, tanto Leopoldina como Bonifácio chegaram à conclusão de que ou se proclamava a independência ou voltaríamos a condição de simples colônia e não mais a de Reino Unido de Portugal, Algarves e Brasil.

Mas, “essa conclusão não tira da regência de Leopoldina sua enorme relevância, nem o protagonismo desempenhado pela jovem princesa naquela conjuntura política”. Pode-se, no entanto, afirmar que seus documentos enviados a seu marido, em viagem a São Paulo, foram suficientes para leva-lo ao famoso brado de “Independência ou morte”, que nos transformou num país livre.

Quanto a José Bonifácio de Andrade e Silva, foi um naturalista, estadista e poeta brasileiro, conhecido pelo epíteto de Patriarca da Independência por seu papel decisivo na Independência do Brasil. Em 11 de janeiro de 2018, foi declarado oficialmente Patrono da Independência do Brasil.

“Nomeado por D. Pedro, em 18 de janeiro de 1822, Ministro do Reino e dos Estrangeiros, José Bonifácio estabeleceu duas diretrizes para comandar sua política: declarar que as ordens das Cortes de Lisboa só seriam aceitas se acatadas por Dom Pedro, e o estreitamento dos laços com as demais províncias.

A firmeza com que Bonifácio conduziu essa política foi notável. A unidade territorial era um dos pontos centrais de sua preocupação. Para evitar a desintegração do país em várias pequenas repúblicas, como ocorrera na América Espanhola, a monarquia seria o fator chave da união. Bonifácio sugeriu que Dom Pedro viajasse o território brasileiro, visitasse São Paulo e Minas Gerais, para garantir a unidade no novo projeto”. (https://www.brasilparalelo.com.br/).

Percebendo a gravidade da situação, quando da reunião de 2 de setembro de 1822, no Paço Imperial, ele e Leopoldina enviaram toda a documentação para São Paulo, documentos importantes para a decisão de D. Pedro. Como a história registra, às margens do Ipiranga, quando a caravana, vinda de Santos, parou para um descanso, Pedro recebeu a correspondência do Rio de Janeiro. Após lê-la chegou à conclusão que não tinha mais tempo a perder e decretou a separação definitiva do Brasil de Portugal.

Portanto, seja você Bolsonaro ou Luís Inácio, deixem de lado as idiossincrasias, pois todos devem ir para as ruas no dia 7 de setembro, para as comemorações do bicentenário da nossa independência, uma data importantíssima na consolidação do Brasil como nação. Claro que se você for Bolsonaro, vá de vede e amarelo, as cores do nosso Brasil e cultuadas pelo nosso presidente. Se for lulista, vá de vermelho mesmo, já que o que importa é a sua presença num evento tão significativo para a nossa história.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

AVS é a fonte cristalina da informação!

terça-feira, 09 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O mês de agosto foi vítima de agouros pela primeira rima que encontraram e ainda sofre algumas consequências do dito popular “agosto, mês do desgosto”. Contudo, coisa alguma tem fundamento, pois, além de ser o mês dos pais e do Dia Internacional da Cerveja, trata-se de um período muito interessante do ano: antecede a Primavera, é o tempo da brotação das plantas e a sabiá retoma seu canto pontual. O Caderno Z do último fim de semana, a exemplo, já antecipou os festejos do próximo domingo, 14, rendendo homenagens ao “Dia de Todos os Pais”.

O mês de agosto foi vítima de agouros pela primeira rima que encontraram e ainda sofre algumas consequências do dito popular “agosto, mês do desgosto”. Contudo, coisa alguma tem fundamento, pois, além de ser o mês dos pais e do Dia Internacional da Cerveja, trata-se de um período muito interessante do ano: antecede a Primavera, é o tempo da brotação das plantas e a sabiá retoma seu canto pontual. O Caderno Z do último fim de semana, a exemplo, já antecipou os festejos do próximo domingo, 14, rendendo homenagens ao “Dia de Todos os Pais”. A pandemia inibiu as comemorações dos últimos dois anos e agora corremos atrás do prejuízo emotivo.

A edição paternal é pura emoção. Christiane Coelho nos brindou com a narrativa de Igor Lima Ferreira, quando ele e sua esposa, Nathália Molinari, receberam a notícia de que o pequeno Joaquim tinha síndrome de Down. Sua primeira reação foi dizer para a esposa: “Esse moleque vai ser f*&@!”. Vai ser mesmo, pois, filho de peixe só pode ser peixinho. Sobre ser pai de Joaquim, Igor declarou: “Ele é a cura das minhas dores, a minha força nas batalhas diárias, o motivo dos meus sorrisos, o que tenho de mais valioso na vida. Nada faz sentido sem ele!”. Que lindo! Meus olhos se encheram de água, das águas da ternura e da reverência diante de uma história que é tão comovente.

Comover é a missão do “Z”. Volta e meia, eu me pego viajando na emoção, uma oitava acima, nas notas do meu mais agudo instrumento – o pensamento. Eu sou assim: leio, penso, reflito e aprendo lições. Com Ana Borges, conheci, pelo jornal, o casarão de 40 anos, na Rua General Osório, onde se instalou, em 1990, o restaurante “Crescente Gastronomia”. Mais do que servir a clientela com cardápio autoral, oferecendo um local aprazível, seus responsáveis se dedicam “a satisfazer desejos e proporcionar felicidade, momentos especiais”. Vitor Rodrigues, Carla Carvalho e Ruan Rodrigues possuem “mãos que oferecem flores” em forma de um “crescente” amor pelo que fazem. Parabéns!

Depois de excelentes conhecimentos, deixamos o “Z”, mudando de carinhos para os espinhos da perturbação sonora que motivou sete ações civis públicas que incluem também Nova Friburgo e o Detran-RJ no processo judicial. A “perturbação do sossego público” foi responsável pelo maior volume  de ligações para o serviço 190 da Polícia Militar no primeiro semestre deste ano”.  Em junho passado, houve uma audiência na Câmara Municipal sobre o tema, mas o problema continua em evidência. 

Uma pesquisa constatou que 65% dos trabalhadores passaram a carregar marmita para o trabalho. O motivo principal recai nos preços incompatíveis com o bolso dos trabalhadores. Contudo, a pesquisa identificou que sábados, sextas e segundas-feiras são os dias em que as pessoas menos levam a refeição de casa. Nossa cidade viveu por longo tempo no processo industrial das imponentes fábricas, que construíram refeitórios para dar conforto aos operários. Existia até a função de “entregador de marmitas”. Depois veio o sistema de peso e a marmita passou para segundo plano. De volta ao passado, que seja bem-vinda a marmita nossa de cada dia!

Excelente a iniciativa do projeto assistencial que estende a participação das enfermeiras da Maternidade nos postos de saúde, orientando gestantes do início da gravidez até o pós-parto, na importância da amamentação, especialmente. Cuidar da mulher é cuidar do futuro. Falando em proteção, a Lei Maria da Penha completando seus 16 anos de criação neste 7 de agosto, é uma ferramenta que fortalece o enfrentamento da violência contra a mulher. Que a vara judicial jamais se vergue!

Uma boa notícia é o avanço das obras do Hospital Regional de Oncologia Francisco Faria, em Nova Friburgo. O governador Cláudio Castro, em visita ao local em 14 de junho, anunciou a retomada do projeto e o telhado já está recebendo a manta impermeabilizante, com previsão de pintura e requalificação do prédio. O projeto é grandioso e dará assistência a 19 municípios da região. Jesus seja louvado!

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Rio Gastronomia

terça-feira, 09 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

No próximo sábado, 13, Nova Friburgo estará marcando relevante e por certo, aplaudida presença na 12ª edição do Rio Gastronomia na sede do Jockey Clube do Rio de Janeiro, um dos mais importantes acontecimentos do gênero em nosso estado e Brasil.

É que o conceituado e talentoso chef friburguense Weder Pereira (foto), ao lado de Dona Dodoca, chef Frederick Monier e outros expoentes, apresentará nesta edição um prato tido como patrimônio e sucesso de nossa cidade: uma deliciosa broa de fubá branco de sabor inigualável.

Pedaladas por segurança e ciclovia

No próximo sábado, 13, Nova Friburgo estará marcando relevante e por certo, aplaudida presença na 12ª edição do Rio Gastronomia na sede do Jockey Clube do Rio de Janeiro, um dos mais importantes acontecimentos do gênero em nosso estado e Brasil.

É que o conceituado e talentoso chef friburguense Weder Pereira (foto), ao lado de Dona Dodoca, chef Frederick Monier e outros expoentes, apresentará nesta edição um prato tido como patrimônio e sucesso de nossa cidade: uma deliciosa broa de fubá branco de sabor inigualável.

Pedaladas por segurança e ciclovia

Na manhã do último domingo, 7, um grande número de ciclistas de nossa cidade se reuniram, tendo como ponto de partida o bairro Ypu em direção a Mury, para mais um passeio como eles costumam chamar, de pedal.

Ao chegarem na sede de uma empresa de ônibus de excursões para um café da manhã, o grupo se uniu para dar start a algo muito importante, que foi o lançamento de um abaixo assinado, com o objetivo de reivindicar medidas de segurança para os ciclistas friburguenses e também, a construção de uma ciclovia do centro de Nova Friburgo ao distrito de Conselheiro Paulino.

Parabéns para Dona Beth!

Apesar do pequeno atraso, juntamos nossos parabéns aos que com muito carinho cumprimentaram a simpática Elisabeth Rosália Szabó (foto) pela passagem do seu aniversário natalício no último sábado, 6.

A ocasião foi, evidentemente, de alegrias especiais para os filhos Carlos, Carlota, Bárbara e a famosa cientista política Ilona Szabó.

Advogados vão dançar

Eles, e, claro, acompanhantes e convidados, já se preparam para a imperdível noite da próxima sexta-feira, 12, a partir das 21h no Nova Friburgo Country Clube, quando acontecerá o tradicional Baile do Advogado. O evento é em comemoração ao dia da categoria, celebrado em 11 de agosto.

A organização é da 9ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Nova Friburgo com a participação musical do grupo que realmente dá show, a Banda LG.

Posse especial no Lions Clube

Bastante concorrida e prestigiada por muitos convidados na noite da última sexta-feira, 5, no Buffet Natureza (antiga Fábrica Ypu), a assembleia festiva do Lions Clube Nova Friburgo que formalizou a posse da presidente reeleita para o ano leonístico 2023-2023, a querida Vera Regina Coe Pisco com seu esposo José Patrício e demais "companheiros leões" que integram sua diretoria. O evento contou com o prestígio do secretário municipal de Finanças, André Montechiari, representando a prefeitura, e o atual governador do distrito LC-11 Alexandre Felipe Vieira Mendes.

A autoridade investidora da noite foi a ex-governadora do Lions Clube, Zuraide de Figueiredo Guedes, que conduziu brilhantemente a cerimônia e que na foto, aparece ao lado da presidente reempossada Vera Regina e do governador Alexandre Mendes.

Dom Bira com canjas

Quem passou o último fim de semana em Nova Friburgo, revendo amigos e admiradores, foi Dom Bira, admirado cantor e compositor da velha guarda do Rio de Janeiro e que já possuiu até alguns anos atrás uma residência na cidade.

Juntamente com a esposa, dra. Anna Mesquita e sua secretária Fernanda Cardoso, o grande Dom Bira participou de apresentação especial com o Clube de Música na sexta-feira, 5, no clube Sef e no sábado, 6, no Espaço Arp, deu aplaudidas palinhas com a turma de Pinguim e Gibi.

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

terça-feira, 09 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Esta semana vamos refletir sobre esta pequena palavra, composta apenas por duas letras, mas que ao mesmo tempo traz em si uma gama enorme de significado: FÉ. Geralmente contraposta à razão, a fé tem sido relegada à categoria das coisas inúteis para o desenvolvimento humano. Contudo, há de se convir que todos acreditam ou esperam alguma coisa. Alguns acreditam num mundo melhor, outros esperam o fim da pandemia; existe ainda quem crê que um dia irá acertar os números da Mega-Sena.

Esta semana vamos refletir sobre esta pequena palavra, composta apenas por duas letras, mas que ao mesmo tempo traz em si uma gama enorme de significado: FÉ. Geralmente contraposta à razão, a fé tem sido relegada à categoria das coisas inúteis para o desenvolvimento humano. Contudo, há de se convir que todos acreditam ou esperam alguma coisa. Alguns acreditam num mundo melhor, outros esperam o fim da pandemia; existe ainda quem crê que um dia irá acertar os números da Mega-Sena. Enfim, sempre se espera ou se acredita em alguma coisa, o que muda é sujeito ou, em alguns casos, o objeto em que se credita o ato de crer.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que fé é uma resposta livre e pessoal que se dá a uma realidade revelada e/ou esperada. No caso dos cristãos, a fé traduz-se no assentimento das verdades sobre um Deus que se dá a conhecer à humanidade ao inserir-se na história.

Hoje, construímos uma sociedade que tem se sufocado em um vazio existencial. A acelerada mudança social, incluindo as transformações valorativas, conduzem a humanidade a um imediatismo no qual extingue a fé e torna a esperança estéril.

Ao mudar o objeto da fé para o que é contingente, o homem encontra-se, sempre mais frequentemente, com a frustração e a insegurança. Esta cruel realidade nos faz mergulhar numa constante crise de consciência e nos conduz a uma angústia existencial, roubando o sentido da vida.

O Papa Bento XVI, certa vez refletindo sobre o caminho traçado pelo pensamento moderno, escreveu: “Aquele que não vê mais futuro algum diante de si não pode suportar o presente”. Estas palavras traduzem com maestria o sentimento de quem deposita toda a esperança na técnica e diante do impossível se desespera.

Deste modo, reafirmamos o valor da fé na construção de um indivíduo que compreende o seu lugar na dinâmica evolutiva da sociedade mundial. A fé, por assim dizer, é este olhar capaz de ver o sentido profundo da existência humana e de compreender a corresponsabilidade social de cada indivíduo. É ela que capacita e motiva a humanidade no desenvolvimento de caminhos novos e na superação dos desafios, pois ilumina um mundo de possibilidades. 

Assim, a fé é a capacidade que o homem tem de olhar além do momento presente compreendendo que o sentido da vida está no processo criativo e que os valores a serem conquistados estão para além da contingência. Somente desta forma o homem terá a possibilidade de vir a ser algo totalmente transformado com meta em sua realização plena e na construção de um futuro de paz e prosperidade.

Padre Aurecir Martins de Melo Junior é assessor diocesano da Pastoral da Comunicação

TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.