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Professores recebem salário com um mês de atraso

domingo, 21 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 19 e 20 de agosto de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 19 e 20 de agosto de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Professorado receberá com um mês de atraso - Em conformidade com a tabela elaborada e publicada, o funcionalismo estadual terá seu pagamento simultâneo - capital e interior - o que representa um princípio de organização que não estava acontecendo motivando assim, reclamações procedentes. Se por um lado a coisa melhorou, por outro ficou muitíssimo pior, já que certas classes do pessoal receberão com atraso grande, chegando até a um mês. O professorado, por exemplo, terá três fases de receber vencimento: nos dias 24, 25 e 28, quando os mesmos dias forem úteis. Parece mentira, mas é verdade. Um mês de atraso! 

Dr. Dermeval Barbosa Moreira não será candidato a vice-prefeito - Conforme antecipamos, o dr. Dermeval Barbosa Moreira não será candidato a vice-prefeito pelo MDB friburguense, tendo declarado preferir continuar a não postular cargo eletivo. A figura humana focalizada, verdadeiramente “fora de série”, que é um médico dos mais queridos e acatados, o dia que resolver concorrer a qualquer função pública em nossa terra, não encontrará quem tenha coragem de competir. Todos podem ser vice do dr. Dermeval, enquanto ele não deve ser vice de ninguém.

Padilha termina e inaugura mais 33 escolas este ano - Dentro da política de desenvolvimento do setor educacional do estado, uma de suas metas prioritárias, o governador do Rio de Janeiro, Raymundo Padilha, concluiu mais 33 escolas, com o total de 126 salas de aula, em diversos municípios fluminenses, sendo quatro delas em Friburgo. As 33 novas escolas fazem parte de um conjunto de mil unidades que serão inauguradas pelo governador até o final de 1972. 

Moral com novo presidente - Por via do ato 230, o prefeito friburguense, Feliciano Costa, concedeu a demissão solicitada pelo presidente do Mobral, professor Messias de Moraes Teixeira, que assim, tem condições legais para participar do pleito de 15 de novembro vindouro, postulando cargo eletivo. Por ato de número imediatamente seguinte, a mesma autoridade nomeou o bacharel em Direito e professor, João Carlos Cortes Teixeira, para as funções acima aludidas. Com a posse do dr. João Carlos, ficou o mesmo impedido de concorrer à vereança municipal, conforme era propalado, fato que sem dúvida resultará na perda de boa quantidade de legendas na chapa arenista. 

Pílulas

Foi, realmente, exagerada a pretensão, ainda que não passasse somente de desejo, que o dr. Dermeval viesse a ser vice… Afinal, o gabarito eleitoral do grande médico e respeitabilíssima figura humana que o povo friburguense adora, não iria “naquelas”, nem com telegramas, choros, velas, etc. Há gente que faz muito pouco da acuidade dos outros. 

Não entendemos. Não é para ninguém entender a nomeação do professor João Carlos Teixeira para a presidência do Mobral, já que a incompatibilização do jovem para concorrer na chapa de vereadores da Arena, deixou de somar, uma boa porção de votos para o partido, justamente numa área que precisa ser cuidadosamente trabalhada, melhor dizendo, captada. 

Todos os atos, todos os passos agora mais que nunca, por parte das lideranças político-partidárias, precisam ser medidos, bem centimetrados, pois, as bobeiras somam em favor do adversário, inapelavelmente. Qualquer topada é perigosíssima, assim como que se as chefias estivessem na beirinha do abismo, quem bobear, estará engolido pelos acontecimentos. 

Foram mais que confirmados os nossos prognósticos sobre candidaturas à sucessão Feliciano Costa. Os que garantimos que iriam concorrer, concorrerão. As candidaturas que classificamos de “bafo de insofridos políticos” realmente não passaram disso e de inconsequências de inconsequentes. 

E mais…

Ambulância VW para combate ao câncer… 

Fogo simbólico: pira será acesa no dia 22 às 18h…

Arena vai homologar Ariosto Bento de Mello para candidato a prefeito… 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Messias de Moraes Teixeira, Olga Maria e José Luiz Longo (19); Aloysio Martins Yaggi (20); Carolina Polo de Castro Nunes, Ricardo Ventura El-Jaick e Geraldo Pinheiro (21); Paulo Souza Cordeiro e Verônica Vilaça (22); Virgínia Lúcia Lima, Rosa Ramos Bussinger, Maria Enir Batista da Silva, Ronaldo Rangel Ventura e Benício Araripe (23); Mariana Villa de Moura (24); Jacyra de Castro Nunes, Eduardo Marcelo Motta e Maria Beatriz Cordeiro (26).

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Investimentos imobiliários

sexta-feira, 19 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Quando falamos em investimentos, os ativos imobiliários estão entre os mais populares no Brasil; o investimento imobiliário, aqui, é cultural. Afinal, quem nunca sonhou em construir ou comprar um imóvel com o intuito de alugá-lo e obter uma renda mensal desse investimento? Parece uma estratégia infalível – e realmente pode ser quando o investidor tem uma carteira de muitos imóveis e empreendimentos do setor –, mas o risco é enorme para quem tem pouco capital.

Quando falamos em investimentos, os ativos imobiliários estão entre os mais populares no Brasil; o investimento imobiliário, aqui, é cultural. Afinal, quem nunca sonhou em construir ou comprar um imóvel com o intuito de alugá-lo e obter uma renda mensal desse investimento? Parece uma estratégia infalível – e realmente pode ser quando o investidor tem uma carteira de muitos imóveis e empreendimentos do setor –, mas o risco é enorme para quem tem pouco capital.

Seguindo a linha de raciocínio da diversificação (você se lembra que este é um ponto fundamental para o sucesso e segurança da sua estratégia, não é mesmo?), vamos montar um cenário hipotético onde o investidor passou a vida trabalhando para construir seu patrimônio e agora tem um único imóvel como investimento. Seu objetivo? Gerar renda mensal.

Dentro deste cenário, imagine que – por força do destino – o último inquilino saiu há dois meses e você ainda está sem ninguém interessado em alugar seu imóvel. Já é um contexto terrível para quem dependia dessa renda, mas quando chegou o quinto mês sem nenhum locatário o proprietário decide alugar mais barato e o retorno sobre o patrimônio já é mínimo. Por fim, agora existe alguém locando este imóvel, mas desta vez o inquilino é desrespeitoso, não paga o aluguel em dia, não cuida do imóvel, traz enormes desconfortos e o final desta história a gente já conhece: muita dor de cabeça e pouco dinheiro.

Percebe onde quero chegar? Hoje, meu intuito é mostrar as possibilidades de investimentos imobiliários rentáveis e sem toda a burocracia da administração direta. Através do FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários), você pode se tornar cotista de investimentos em imóveis de primeira linha com locatários de primeira linha. Já pensou em ser dono de um prédio inteiro locado para uma grande indústria farmacêutica? Ou talvez uma rede de galpões logísticos locados para centro de distribuição de grandes marcas, o que acha? Quem sabe, investimentos em uma rede de shoppings ou hotéis?

Os FIIs são negociados em mercado de bolsa, com liquidez de dois dias úteis e distribuem mensalmente (em grande maioria), aos seus cotistas, os devidos proventos referentes aos aluguéis recebidos pelos imóveis alugados e já isentos de imposto de renda. Tudo isso dentro de normas e regulamentações específicas e auditadas pelas instituições responsáveis pelo bom funcionamento dos mercados, como as CVM e Ambima, por exemplo.

Esses são os FIIs, complexos dentro de sua simplicidade. A ideia aqui, é fazer seu patrimônio gerar renda mensal (seja para custear seu estilo de vida, seja para reinvestir seu patrimônio) e ser corrigido pela inflação (além, é claro, de gerar valorização do seu investimento ao longo do tempo; exatamente como um imóvel, afinal, você está investindo em imóveis reais). Sem fazer disso uma recomendação de investimentos, sinto-me extremamente à vontade ao dizer que – pessoalmente – os Fundos de Investimentos Imobiliários são minha classe favorita de investimentos. Portanto, considere-os como parte de sua diversificação.

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Gota

sexta-feira, 19 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Dia desses, por sorte, pude apreciar uma gota de água que pairou sobre uma folhinha de manjericão da minha horta na varanda. Foi o suficiente para lembrar-me de um trecho da canção “A felicidade” de Toquinho e Vinicius de Moraes de que gosto muito: “A felicidade é como uma gota de orvalho numa pétala de flor... brilha tranquila, depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor.”

Dia desses, por sorte, pude apreciar uma gota de água que pairou sobre uma folhinha de manjericão da minha horta na varanda. Foi o suficiente para lembrar-me de um trecho da canção “A felicidade” de Toquinho e Vinicius de Moraes de que gosto muito: “A felicidade é como uma gota de orvalho numa pétala de flor... brilha tranquila, depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor.”

Ainda não consigo dissociar uma experiência da vida com um feito da mãe natureza. Permaneci alguns minutos observando a gota sobre a folha e um detalhe além da beleza me intrigava: a gota parecia ser enorme em proporção ao tamanho da folha de manjericão, bem pequena, daquelas que ficam no cume da planta. Era uma gotinha, mas era muita água para a superfície suspensa da folha miúda, concretizando um equilíbrio difícil de compreender. Eu não entendi porque a gota não escorreu pelo caule da planta. Supus o malabarismo de força que deveria estar sustentando aquele peso aparente. Era para ela estar naquele local, foi ali que encontrou morada, ou uma missão a cumprir, ou a proporção era perfeita, ou nada disso, estava por estar.

E então eu me pus, naturalmente, a refletir. A felicidade e a gota de orvalho. Tudo a ver. Quando quer ficar, fica. Quando é para ser, é. O que tem que ser, realmente tem muita força. E quanto ao peso? É muito relativo. Peso para quem? Se houver estrutura, fica leve. Se houver acolhimento, facilita. E com um tanto de sorte e a obra do destino, se desenrola.

A gota do orvalho, pode passar absolutamente despercebida. Pode ser subestimada diante de sua simplicidade. Pode ser efêmera. Pode requerer sustentação, preparo. Talvez até sorte, aquela coisa de estar no lugar certo, na hora certa. Assim como a felicidade. Quanta gente só percebe que era feliz e não sabia o dia em que deixa de ser? Quanta gente é feliz mas não tem tempo de perceber? De tão simples que pode ser, nem nota, nem acredita, nem valoriza.

Como no trecho de Vinicius de Moraes, um dia, aquela gota que brilha, oscila e cai, em forma de lágrima. Tomara que seja de amor.

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Uma doença chamada alcoolismo

quinta-feira, 18 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Nada começa do dia para noite, começa-se aos poucos. De cerveja em cerveja, de vodka em vodka, de cachaça em cachaça e esse processo por vezes dura anos. Mas o que era recreativo acabou por virar rotina: todo dia, à noite, na saída do trabalho, que seja. Quando se percebe, bebeu os sete dias da semana e contente, se orgulha. E depois, os 30 dias do mês. E no bambear das nossas vidas, silenciosamente, o prazer vira uma necessidade, um vício. Pois bem, este é o alcoolismo.

Nada começa do dia para noite, começa-se aos poucos. De cerveja em cerveja, de vodka em vodka, de cachaça em cachaça e esse processo por vezes dura anos. Mas o que era recreativo acabou por virar rotina: todo dia, à noite, na saída do trabalho, que seja. Quando se percebe, bebeu os sete dias da semana e contente, se orgulha. E depois, os 30 dias do mês. E no bambear das nossas vidas, silenciosamente, o prazer vira uma necessidade, um vício. Pois bem, este é o alcoolismo.

A primeira fase é a ‘adaptação’: nesse momento, o álcool serve de muleta para facilitar o contato social e diminuir as tristezas e ansiedades da vida. A segunda fase é a ‘tolerância: beber muito, não se embriagar e no outro dia, conseguir facilmente ingerir álcool aos montes sem qualquer problema, mesmo com apagões frequentes do que aconteceu na noite anterior. A terceira fase é a ‘sindrome de abstinência’: nessa situação, a doença já está instalada e o álcool é mais que uma válvula de escape, é necessidade que deteriora o físico, o mental, o social, agrava os tremores, os rostos incham e começa a dependência.

A normalização dessa cultura é perigosa e tem trazido efeitos graves à sociedade. De acordo com o IBGE, em 2019, pelo menos 63% dos estudantes, menores de idade, já tinham tido contato precocemente bebidas etílicas. Fato é, que outras pesquisas são unanimes: quanto mais cedo o contato com o álcool, mais a chance de dependência aumenta, especialmente entre as mulheres.

Foi pelo o que passou Paloma – que terá um nome fictício para preservação de sua identidade – que é alcoólica em recuperação e hoje, trabalha ativamente como membro do Alcoólicos Anônimos, explica que passou por momentos difíceis até ser acolhida pela instituição, a qual tem um amor sem igual.

“A gente aprende a conviver socialmente com a bebida, especialmente dentro de casa. Comecei como tudo mundo: numa sexta-feira, depois em um fim de semana inteiro, depois era todo dia. Eu mesmo não percebia, mas comemorava minhas vitórias com o álcool e afogava minhas tristezas na bebida. De manhã, de tarde e de noite, e o pior de tudo, eu não percebia. Uma vez fui à um médico, disse que bebia todo o dia e ele me disse que eu era alcoólatra: saí de lá chateada por ele ter me chamado assim, mas só mais tarde fui entender que precisava de ajuda”, explicou Paloma.

E como já testemunhou a cantora Rita Lee em algumas de suas entrevistas: “O álcool é a droga mais difícil de todas de se largar”. Compreensível, afinal é uma verdadeira febre social que nunca sai de moda. Está nos estádios de futebol, na pelada com os amigos, nas mesas de entrevistas dos jogadores profissionais para a televisão, nos patrocínios dos eventos, nas praças, nos bares em cada esquina, nas padarias, nas baladas, no after, em casa, no churrasco da família, na propaganda da televisão, estampado na gôndola de promoções do mercado e nas ligações incessantes dos amigos que te incentivam a beber.

“Foram momentos muito difíceis. É você vê sua vida falindo aos poucos, não só materialmente, mas amorosa, social e espiritualmente. No começo, eu não sabia como procurar ajuda, até que há dez anos, encontrei o Alcoólicos Anônimos, onde fui abraçada, consolada, amadrinhada, amparada, incentivada e esclarecida de que a minha doença é incurável, progressiva e até fatal”, conta Paloma.

Hoje, a instituição para reabilitação tem um importante papel social e relevância a nível mundial, sendo responsável pela recuperação de diversas pessoas e pela mudança de vidas. O seu único requisito para ser membro do A.A. é ter o desejo de parar de beber. Não existem taxas ou mensalidades, a instituição é autossuficiente, graças às contribuições voluntárias dos membros.

O A.A de Nova Friburgo nesse domingo, 21, comemora os seus 70 anos em um evento realizado no Sindicato do Têxteis, às 9h, na Rua Augusto Spinelli, 84, Centro. Alcoolismo é uma doença séria e caso você precise de ajuda, não hesite em buscar ajuda. O telefone da instituição é 22 - 99810 2886

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Conhece os sete vícios principais?

quinta-feira, 18 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Já ouviu falar nos sete pecados capitais? Também foram chamados de pecados mortais. São eles: orgulho ou soberba, inveja, ira, indolência ou preguiça, ganância ou avareza, concupiscência ou luxúria e gula. Estes sete pecados ou vícios descrevem a condição humana e foram elaborados por movimentos monásticos orientais e depois incorporados pelo Catolicismo com a finalidade de educar os membros desta igreja a compreenderem e controlar estes instintos básicos e, assim, se aproximarem de Deus. Para cada um destes vícios existe uma virtude oposta.

Já ouviu falar nos sete pecados capitais? Também foram chamados de pecados mortais. São eles: orgulho ou soberba, inveja, ira, indolência ou preguiça, ganância ou avareza, concupiscência ou luxúria e gula. Estes sete pecados ou vícios descrevem a condição humana e foram elaborados por movimentos monásticos orientais e depois incorporados pelo Catolicismo com a finalidade de educar os membros desta igreja a compreenderem e controlar estes instintos básicos e, assim, se aproximarem de Deus. Para cada um destes vícios existe uma virtude oposta. E quando pensamos em sofrimentos psicológicos que atingem os seres humanos, não podemos deixar de ver a conexão deles com a dimensão espiritual, porque está tudo muito junto, muito entrelaçado.

Foram chamados de pecados mortais por serem, na visão dos indivíduos que elaboraram esta lista, os erros básicos de conduta dos quais derivam todos os outros vícios e comportamentos disfuncionais. A gula tem que ver com desejo exagerado por comida e bebida, chamado de intemperança. O oposto da gula é a temperança, que significa usar com equilíbrio o que é saudável e evitar alimentos e bebidas não saudáveis. Podemos ampliar o conceito de temperança e incluir a ideia de que ela se relaciona também com o equilíbrio no lidar com pensamentos e sentimentos, além de outras coisas na vida em que é saudável ter equilíbrio em vez de extremos.

A avareza produz a ganância, e significa apego excessivo e descontrolado aos bens materiais. Popularmente se chama de avarento a pessoa “pão-dura”. Dominado pela ganância a pessoa pode fazer qualquer coisa para conseguir o que deseja, sejam atitudes boas ou ruins. Da ganância vem o roubo, a corrupção, a idolatria, a falta de escrúpulos e a traição. O oposto de avareza é a generosidade.

A luxúria, concupiscência ou lascívia, é um desejo passional, carnal e egoísta por prazer sensual e material. É o apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes, sexualidade exagerada, sensualidade. A virtude oposta a luxúria é a castidade. A ira ou cólera, é um sentimento que expressa a raiva e o ódio por alguma coisa ou pessoa. Tem que ver com forte desejo de prejudicar alguém. A ira leva à violência, ao assassinato, crueldade e vingança. O contrário de ira é a paciência.

A inveja tem que ver com falta de misericórdia para com os outros, exagerado desejo por posses, status, habilidades e tudo que uma outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora as bênçãos que recebe e o que possui e cobiça o que é do próximo. A virtude oposta é a caridade. A preguiça gera rancor, covardia, desespero, é característica de uma pessoa com falta de capricho, não se esforça, é desleixada, lenta, não empreendedora. O oposto de preguiça é a diligência. 

O orgulho se conecta com soberba, arrogância, ideia de ser melhor que todos, hipocrisia. Para alguns teólogos este é o pior pecado ou estado do ego, vindo dele a vaidade, narcisismo, exaltação própria. O oposto de orgulho é a humildade.

Praticando estes vícios não só a própria pessoa se prejudica, mesmo tendo vantagens materiais e prazeres carnais passageiros, como os que dependem de alguma forma dela, também sofrem. Exemplo, políticos corruptos sofrem, mesmo negando isso, e fazem a população sofrer. Por outro lado, vencendo um dia de cada vez estes defeitos de caráter, todos se beneficiam individualmente, na família e na sociedade.

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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Salman Rushdie escapa de atentado nos EUA

quarta-feira, 17 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A tentativa de assassinato da qual foi vítima Salman Rushdie (um ensaísta e autor de ficção britânico de origem muçulmana indiana) relembra aqueles que parecem esquecer que

A tentativa de assassinato da qual foi vítima Salman Rushdie (um ensaísta e autor de ficção britânico de origem muçulmana indiana) relembra aqueles que parecem esquecer que as liberdades fundamentais de uma sociedade moderna, como o criar e se exprimir, são constantemente ameaçadas mundo afora, pelas ideologias totalitárias. Aliás, Rushdie foi jurado de morte pelo, já falecido, aiatolá Khomeini, em função do seu livro Versos Satânicos, considerado ofensivo ao Islã. Não podemos nos esquecer de que as regras propagadas pelo Islã são verdadeiramente totalitárias, quando tolhem a liberdade de expressão, de se vestir, além de serem misóginas, pois colocam as mulheres num estado de inferioridade em relação aos homens, a quem devem respeito absoluto, impedidas de frequentar a universidade. Isso em pleno século 21.

Essas ideologias odiosas e desprezíveis a respeito dessas liberdades repousam sobre teorias políticas ou religiosas cuja legitimidade autoproclamada levanta perguntas. O caso de Salman Rushdie suscita a questão sobre o processo religioso e sagrado no mundo atual. Se a liberdade de consciência dá a cada um o direito de pensar o que ele quer sobre a origem do mundo e sua criação, as verdades reveladas pelas religiões não podem impor seus preceitos à sociedade como um todo. No entanto, nós constatamos depois de muitos anos que as práticas religiosas se tornam cada vez mais agressivas e autoritárias, quando não são ameaçadoras. Essa postura atenta seriamente contra os equilíbrios sutis das sociedades democráticas e instala um clima de insegurança, intimidação e de violência que não é mais aceitável.

Todo discurso crítico com relação aos dogmas religiosos, mesmo os mais leves, cai imediatamente sob o golpe das ameaças de morte e os cidadãos temendo por suas vidas, preferem renunciar a liberdade de exprimir sua discordância. Essa renúncia, em função da violência, se refere também ao mundo das artes e da criação que é mais rico que o das letras, pois lida com imagens e objetos, daí a preferência em abordar outros caminhos menos mortais. Ninguém ousaria hoje publicar “Os Versos Satânicos” em função do que aconteceu com seu autor.

Felizmente, dois dias após ser atacado com golpes de faca por um jovem americano de origem libanesa, quando dava uma conferência ao norte dos Estados Unidos, Rushdie está em fase de recuperação, mesmo se ele permanece em estado grave, de acordo com seu agente Andrew Wylie. Este afirmou ainda, num comunicado ao jornal Washington Post, que ele não está mais entubado e os ferimentos, apesar de graves, evoluem de modo favorável. Nada foi mencionado quanto a possível perda da visão num dos olhos e aos movimentos de um dos braços, cujos nervos foram atingidos pela faca.

No Brasil a postura de determinados membros do STF pode ser encarada como uma intimidação pesada quanto à liberdade de expressão. A prisão de deputados e de pessoas que se mostram contrárias aos desmandos da Suprema Corte, no famoso inquérito das fake news, nada mais é do que uma maneira pesada de calar as críticas que a sociedade faz, hoje, ao STF. É preciso que tenhamos uma atitude firme contra esses abusos da liberdade de expressão, pois essa mordaça que se tenta impor à sociedade é um ato antidemocrático por excelência. O engraçado que essas mesmas “autoridades” que tanto clamam pala democracia, são as que mais a apunhalam.

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AVS é Nova Friburgo percorrendo o mundo!

terça-feira, 16 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Mais uma data festiva para se comemorar: 15 de agosto, Dia dos Solteiros. O Caderno Z nos trouxe um verdadeiro documentário para elucidar o tema. Antigamente se dizia: “Antes só do que mal acompanhado” e isso bastava para se explicar o fato de alguém viver sozinho, sem a tradicional “vida a dois”. Contudo, os tempos mudaram e “abandonar o ninho em direção à solteirice” pode ser uma escolha feliz, sem traumas ou desafetos.

Mais uma data festiva para se comemorar: 15 de agosto, Dia dos Solteiros. O Caderno Z nos trouxe um verdadeiro documentário para elucidar o tema. Antigamente se dizia: “Antes só do que mal acompanhado” e isso bastava para se explicar o fato de alguém viver sozinho, sem a tradicional “vida a dois”. Contudo, os tempos mudaram e “abandonar o ninho em direção à solteirice” pode ser uma escolha feliz, sem traumas ou desafetos. Mas “quem realmente irá entender?” O sociólogo Fred Elboni, autor de oito livros, ressalta: “A solteirice é uma fase necessária para pegarmos segurança em nós mesmos, para nos sentirmos ‘desejados’ e aprendermos coisas novas...”. As considerações de Elboni são otimistas: “Curta a solteirice, aproveite o que tem de ser aproveitado agora para depois ter a certeza de que você fez o que deveria ter feito”.

Os entendimentos colhidos por Ana Borges são boas recomendações para quem está indeciso ou prestes a tomar outros rumos e modos de existência. E Ana colabora com as reflexões: “Morar sozinho é um sonho de liberdade e independência para muitos ou simplesmente a única alternativa para outros...”. Há vantagens e inconvenientes, como tudo na vida. E destaca que “junto com a liberdade e a independência vem também o amadurecimento”. Isso porque a pessoa “ganha maturidade e um novo senso de responsabilidade, fatores relevantes em diversos aspectos da vida”.

No mais é ter “coragem e confiança para encarar a nova fase, pensando sempre na autoestima”, cuidando do corpo físico e espiritual. Sem pressa de “encontrar um par”, traçando planos porque, por mais que seja incrível, a felicidade está dentro de nós. Descobrir-se é a tomada de consciência para se ligar na aventura de viajar, como se expressou Drummond em “O Homem e as Viagens” na “dangerosíssima viagem de si a si mesmo”. O tempo de espera é sempre produtivo e cheio de possibilidades.

Na verdade, estamos no tempo das reinvenções e inovações. Mudar conceitos e reciclar tem sido a tônica de toda a espécie de sustentabilidade, inclusive, a reforma humana. Caminhamos a passos largos na reutilização de materiais recicláveis, o que levou o Ciep Professor Luiz Carlos Veronese, em Conselheiro Paulino, a receber o selo de certificação Lixo Zero, pelo reaproveitamento de mais de 90% de seus resíduos. O Projeto Lixo Zero foi implantado em 50 cieps da rede estadual. A reinvenção é geral e as empresas estão convidas a participar da 3ª edição do Prêmio Visão Consciente promovida pela Fecomércio RJ. O regulamento é abrangente e visa “reconhecer, fortalecer e motivar es empresas comprometidas com práticas inovadoras, seja “por meio da inclusão, da sustentabilidade e/ ou de ações de responsabilidade social”.

Em todos os setores, a reestruturação se faz presente. A exemplo, o Nova Friburgo Yetis, de futebol americano se reestrutura na busca de recursos para manter os altos custos do esporte. A paixão pela bola oval põe o time em campo para vender rifas com a campanha “Adote um Yet”. São 500 rifas e a sorte já está lançada. Vamos ajudar comprando tickets pela  página oficial do Instagram ou pelo contato (22) 99231-9304.

Christiane Coelho nos trouxe a emocionante reportagem “Filhos que nascem do coração”, onde conhecemos a história de luz do casal Nilson e Carla no processo de adoção do pequeno Davi. A primeira celebração do Dia dos Pais é motivo de alegria e Nelson ressalta; “Davi é tudo para mim e para a Carla... de maneira alguma a gente consegue imaginar nossa vida sem Davi... Adoção não é caridade, adoção é amor...”.

Achando que seria difícil estar entre os 100 veículos jornalísticos escolhidos para o programa GNI Local Lab Brasil, a plataforma digital de A VOZ DA SERRA foi inscrita por nossa diretora Adriana Ventura e não deu outra: mais uma conquista. O jovem site do jornal, completando seu Jubileu de Prata, é a prata da casa que leva nossa informação pelo mundo e, assim, se sobressaiu por sua eficiência. Mais um sucesso, no auge de um legado de 77 anos de existência, de amor e de credibilidade. Parabéns!

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"A Maçonaria na Praça"

terça-feira, 16 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Por iniciativa da Loja Maçônica Indústria e Caridade, com participações das outras três lojas maçônicas de Nova Friburgo, Jacques de Molay (Tingly), Independência (Jardim Ouro Preto) e Professor Oscar Argollo (Olaria), acontecerá no próximo sábado, 20, a ação social "A Maçonaria na Praça", das 10h às 17h na Praça Dermeval Barbosa Moreira, marcando as comemorações pelo "Dia do Maçom" e aos "200 do Grande Oriente do Brasil".

Por iniciativa da Loja Maçônica Indústria e Caridade, com participações das outras três lojas maçônicas de Nova Friburgo, Jacques de Molay (Tingly), Independência (Jardim Ouro Preto) e Professor Oscar Argollo (Olaria), acontecerá no próximo sábado, 20, a ação social "A Maçonaria na Praça", das 10h às 17h na Praça Dermeval Barbosa Moreira, marcando as comemorações pelo "Dia do Maçom" e aos "200 do Grande Oriente do Brasil".

Este acontecimento que contará também com o apoio e a participação de diversas instituições e entidades de Nova Friburgo, oferecerá a população, gratuitamente, exames de pressão arterial, orientações jurídicas e nutricionais, cortes de cabelos e pinturas de unhas, informações para diabéticos e mulheres, brincadeiras e atrações diversas para crianças, apresentações de judô, capoeira, ginásticas e show com Brayan Ferreira (do The Voice Kids) e Trio Lumiar. Na abertura, às 10h será executado o Hino Nacional, seguido da participação do grupo da dança suíça "Swissando", apresentação coral e músicas clássicas, seguindo depois as demais atrações do evento até o final da tarde.

Além de distribuições de brindes, por volta das 17h haverá sorteios de três belos presentes - um laptop, uma bicicleta e um celular. Estarão concorrendo, quem doar pelo menos um quilo de arroz, ou feijão, ou pelo menos 250 gramas de pó de café ou ainda uma caixinha de leite, que serão para ajuda ao Lar Abrigo Amor a Jesus.

Queijos, vinhos e churrasco

Depois de um bom tempo sem ser realizada, inclusive por conta da pandemia, a 43ª edição da Festa de Queijos & Vinhos no Nova Friburgo Country Clube neste sábado, 20, terá algo a mais além das delicias e atrações do evento.

É que os friburguenses que integraram a seleção brasileira de Bolão no mundial desta modalidade esportiva em 1987 em Luxemburgo, vão se reunir festivamente no final da festa de Queijos & Vinhos para um churrasco de confraternização.

Clube com aniversário

Amanhã, 17, os membros do Rotary Clube Nova Friburgo Suspiro estarão comemorando em marcante assembleia festiva, os 15 anos de existência desta entidade de serviços.

O local da noite festiva, será no hotel Dominguez Plaza, onde tudo começou já que naquele local é que foi dada a partida, há uma década e meia, para existência do destacado Rotary Suspiro.

Sertanejo Agostino

Nos próximos dias 26, 27 e 28 a simpática localidade rural de Stucky estará esquentando o clima de Nova Friburgo com uma festa que promete ser sensacional. Trata-se do Sertanejo Agostinho, que terá entrada franca para todos que comparecerem por lá.

Além de atrações esportivas durante os dia, as noites dos dias 26 e 27 serão animadas pelos shows de Os Meninos da Pegada e o forró de Claudinei, na sexta e no sábado ; Banda LG e Herick Almeida com Vinícius Fragoso, no sábado, e no domingo, 28, Viola de Seis e Israel Lacerda, tudo com apresentação do comunicador Pedro Osmar.

Sentida perda

Para familiares e desportistas, uma notícia bem triste no último domingo, 14, Dia dos Pais: a morte de Odgir Rapizo, que marcou como atleta e dirigente do extinto Friburgo F.C., Seleção Friburguense , Roqueano e Nova Friburgo F.C., entre outros clubes e instituições.

Condolências à família e que descanse em paz, grande Rapizo.

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“Não sou obrigado a nada”

terça-feira, 16 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

No universo das redes sociais pululam expressões que, sob o véu do cômico, traduzem a identidade da cultura atual, revelando os sentimentos mais sinceros do coração humano. Como num passe de mágica, alguns jargões ganham lugar nas conversações de grupos de indivíduos das mais variadas idades. Dentre tantas expressões consagradas, ouvimos, aqui e acolá alguém bradar: “Não sou obrigado a nada”.

No universo das redes sociais pululam expressões que, sob o véu do cômico, traduzem a identidade da cultura atual, revelando os sentimentos mais sinceros do coração humano. Como num passe de mágica, alguns jargões ganham lugar nas conversações de grupos de indivíduos das mais variadas idades. Dentre tantas expressões consagradas, ouvimos, aqui e acolá alguém bradar: “Não sou obrigado a nada”.

Não há quem duvide que a dita expressão é manifestação da liberdade conquistada pela pessoa, fruto de um processo de libertação de paradigmas e preconceitos que regeram a sociedade por muitos anos. De fato, a liberdade humana é um tesouro que deve ser defendido e honrado por todos nós. O Catecismo da Igreja Católica exprime o Magistério da Igreja sobre o tema com as seguintes palavras: “A liberdade é o poder, baseado na razão e na vontade, de agir ou não agir, de fazer isto ou aquilo, portanto, de praticar atos deliberados. Pelo livre-arbítrio, cada qual dispõe sobre si mesmo. A liberdade é, no homem, uma força de crescimento e amadurecimento na verdade e na bondade” (§1731).

Mas ao mesmo tempo, é preciso cuidar para não deturpar o verdadeiro sentido da liberdade humana e confundi-lo com o modo libertino de viver ou com a falta de responsabilidade na preservação do bem-comum. Sobre isso, alertou o Papa Francisco: “A liberdade não é uma forma libertina de viver, segundo a carne, ou segundo o instinto, desejos individuais e impulsos egoístas; pelo contrário, a liberdade de Jesus nos leva a estar ‘ao serviço uns dos outros’ (Gl 5,13b). Em outras palavras, a verdadeira liberdade é plenamente expressa na caridade. Mais uma vez encontramo-nos perante o paradoxo do Evangelho: somos livres para servir; e não em fazer o que queremos. Encontramo-nos plenamente na medida em que nos doamos; possuímos a vida se a perdemos” (Audiência Geral, 20 out. 2021).

Ou seja, o exercício da liberdade não implica no direito de o indivíduo fazer e dizer tudo o que bem deseja. Este modo de pensar a liberdade revela o quão a humanidade está mergulhada no individualismo revelado no descaso com a luta pelo legítimo direito de todos. É bastante comum perceber que as condições de ordem econômica e social, política e cultural, requeridas para um justo exercício da liberdade, são com demasiada frequência desprezadas e violadas. Atitudes como estas abalam a vida moral e induzem tanto os fracos como os fortes na tentação de pecar contra a caridade. O que não se percebe é que na prática do falso sentido de liberdade o homem faz-se escravo de si mesmo quebrando os laços de fraternidade (cf. CIC 1740).

Assim, a expressão mencionada possui duas vertentes interpretativas bastante distintas uma da outra. Uma que defende a dignidade e a liberdade humana, construindo uma cultura totalmente emancipada dos preconceitos e paradigmas massacrantes da essência pessoal; e outra, que é manifestação de uma ideologia individualista que favorece a desigualdade social. Seja livre para fazer o mundo livre!

Padre Aurecir Martins de Melo Junior é assessor diocesano da Pastoral da Comunicação

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Cambiantes

segunda-feira, 15 de agosto de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ah! começar!, passamos a vida trilhando caminhos, inclusive o acordar é
um recomeço. A partir dos 25 anos as rugas contam a história de cada um dos
processos pelos quais iniciamos as conquistas que constituem nossa
existência. Quero dizer que começamos para promover o acontecer da vida de
acordo com necessidades, projetos e imponderabilidades. Não começamos
apenas por começar.

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Ah! começar!, passamos a vida trilhando caminhos, inclusive o acordar é
um recomeço. A partir dos 25 anos as rugas contam a história de cada um dos
processos pelos quais iniciamos as conquistas que constituem nossa
existência. Quero dizer que começamos para promover o acontecer da vida de
acordo com necessidades, projetos e imponderabilidades. Não começamos
apenas por começar.

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Sempre gostei de escrever. Quando criança, experimentava palavras
através dos desenhos coloridos que fazia, nos quais expressava sonhos,
medos e sentimentos. Quando jovem fui transportando para os diários e
poesias o que mostrava nos desenhos. Já adulta passei a fazer resumo do que
pesquisava, uma vez que gostava de estudar para entender o viver e
interpretar minha incompreensível sensibilidade.
Mas só quando eu estava perto dos cinquenta fui pega de jeito pela
literatura e comecei a fazer adaptações em dramaturgia. E amei. Amei
transportar para o palco minhas palavras. Aí, vislumbrei a vontade de ser
escritora, um dos maiores desafios que enfrentei. Naquela época arrisquei a
fazer do uso da palavra escrita para expressar meus sentimentos através de
textos, materializando-os em ensaios, crônicas ou contos.
Foi um aprendizado complexo, longo, e até me arrisco a dizer que vai
perdurar por toda a vida. Inicialmente, cometi o erro dos inocentes: escrever é
moleza. Porém quando senti na brancura do papel a incapacidade dos
iniciantes, percebi a grandeza dos mestres na medida em que me ensinaram a
humildade de ser aprendiz. Tive e ainda tenho professores. Não me acanho
dizer que meus textos precisam ser revisados e uma folha em branco me é um
desafio sofrido.
Aprendi que a filosofia é essencial a quem escreve porque é a ciência das
ciências ao se constituir a base do pensamento e da pesquisa pelo seu rigor
investigativo e narrativo. Max Weber, sociólogo, jurista e economista alemão,
descreveu a ideia de que a realidade pode ser tomada a partir de inúmeros

pontos de vista, além do que se transforma a todo o instante. Enfim, o escritor
tem diante da vida uma fonte inesgotável de ideias, contudo precisa saber
pinçá-las para não jogar o anzol e pescar sapatos usados.
Cada texto que escrevo é um começo inédito em que percorro caminhos
desconhecidos. A cada processo de elaboração textual preciso definir minhas
intenções e quais as direções devo seguir. Sempre tenho a possibilidade de
abordar o mesmo tema, porém o ponto de vista tem de ser diferente dos
anteriores que escrevi.
Também descobri nas oficinas, que tenho feito ao longo de mais de vinte
anos, que as mesmas palavras de numa crônica posso usar num conto ou
mesmo numa ata de reunião de condomínio. De texto em texto fui
experimentando, quase brincando com as suas possibilidades, e descobri a
versatilidade que elas têm.
Sorrateiro?!, o escritor jamais deve sê-lo. Decididamente não pode ser
uma pessoa que vive nas caladas das sombras, guarda seus sentimentos em
potes fechados e que se disfarça em uma pessoa que não é.
Como estou mergulhada em um eterno estado de incompletude, os textos
me transformam na medida em que modifico uma página em branco por
palavras genuínas que desvelam meus sentimentos face da realidade mutante.
Ultimamente tenho apreciado a ideia de ser furta-cor, pessoa cambiante e
de tonalidade variada conforme a luz que a ilumina. Será esse mais um
começo?

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