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Comício da Arena em “Olaria do Cônego” um espetacular sucesso

sábado, 10 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 9 e 10 de setembro de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 9 e 10 de setembro de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Comício da Arena em “Olaria do Cônego" um espetacular sucesso - A Arena iniciou na "Olaria do Cônego", um chuvoso 1º de setembro, a sua campanha eleitoral em direção à sucessão do prefeito Feliciano Costa, tendo o seu comício obtido espetacularíssimo sucesso. Inacreditável a presença do povo com a baixa temperatura e com chuviscos constantes, como aconteceu. O quartel-general arenista esteve presente. Anotamos os que discursaram: Ariosto Bento de Mello, Cesar Guinle, Rafael Jacoud, Feliciano Costa, Alvaro de Almeida, Messias de Moraes Teixeira, Ronaldo Laginestra, José de Almeida Rios, José Melhorança, Denis Rios, e Geraldo Pinheiro. As orações foram entrecortadas de aplausos. O incisivo discurso de Alvaro de Almeida, recebeu especiais ovações. A cada período, o orador era interrompido assim como num crescendo de aplausos conseguiu o prestigiado homem público terminar o seu improviso. Foi realmente impressionante a animação dos assistentes.

Dia da Pátria - Movimentadíssimo e muito bem organizado o desfile do “Dia da Independência”. Hora exata prevista para o seu início, diminutos intervalos entre desfilantes, pista desimpedida e especial vibração dos assistentes postados, ao longo da Rua Alberto Braune. Excelente espetáculo! 

Dr. Waldir Costa - Ganha importante batalha pró professoras nomeadas em 1971, que conseguiram, graças também, aos esforços do diligente parlamentar, participar do concurso de remoção. Não só discursando na Assembleia, como articulando-se com o líder do governo, deputado Alberto Torres, o representante do povo friburguense, trilhou caminho certo obtendo sucesso muito apreciado e festejado pelas modestas mestras que pleiteavam a medida”. 

Alvaro carregado em triunfo - Mais um exemplo de que vale a pena proceder sempre com lisura e respeito aos seus concidadãos, teve Alvaro de Almeida, quando, embora não fosse candidato a qualquer cargo público na vindoura eleição, participou de um comício da Arena, na "Olaria do Cônego", durante o qual foi intensamente aclamado, carregado em triunfo e citado como exemplo de cidadão e homem público da máxima respeitabilidade. Realmente o povo sabe separar o joio do trigo e aqueles que pensam em contrário muito breve quando forem abertas as urnas no pleito eleitoral que se avizinha verão o que afirmamos. 

A fabulosa manifestação de apreço que o citado ex-deputado recebeu no maior reduto eleitoral popular do nosso município é a primeira de uma série, já que, existe uma incontida e generalizada vontade de que o querido homem público a que nos referimos receba uma "contrapartida" do sórdido boicote que sofreu no passado.

Duas grandes realizações da administração Feliciano Costa em vias de conclusão: Pomposo prédio da Faculdade de Odontologia (dois mil metros quadrados) de construção e prédios da unidade administrativa da “Olaria do Cônego" - subprefeitura, posto de saúde municipal, agência dos Correios, arrecadação, garagem, tributação e agrupamento de todos os órgãos de atuação no setor. 

Pílulas

Dada a partida para a campanha do pleito de 15 de novembro que se aproxima, o panorama da política friburguense já sofreu notável transformação. Hora anuncia-se defecções partidárias e uma série enorme de surpresas desagradáveis estão pilhando candidatos que se julgavam com a "bola-branca" ou donos da pelota. À medida que o tempo passar, muitas outras transas virão... A coisa vai dar para espantar!

A manifestação de consideração, apoio e de irrestrita confiança que o industrial Alvaro de Almeida recebeu no comício da "Olaria do Cônego", além de impressionantemente fabulosa, teve um significado muitíssimo especial para a moçada, que escondidinha nas imediações, pôde verificar o alto prestígio do mencionado industrial junto a massa olariense, em cujo local, nas duas últimas eleições foi o mais votado. A "história" de que não só Alvaro de Almeida como o grupo que está em seu derredor pouco representa em votos, constitui a mais infantil, desesperada, inconsequente, bobíssima e etc. e tal, argumentação que redutos de opinião política ouviram até a presente data. E o mais importante é que o 15 de novembro está bem perto para o desmascaramento...

E mais…

  • Administração de Feliciano, em sucinto relatório… 
  • Isso, sim, é governar… 
  • Regina-Otto… 
  • Prever, para prover… 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Sebastião Santos (8); Julio Cesar Celles Cordeiro, Francisco E. Muller e Juvenal Marques Filho (10); José Carlos Marques (11); Acyrema Vassallo Azevedo (12); Assaff Mucy Daer e Mary Tinoco (13); Wanda Spinelli, Gilmar Bispo dos Santos e Dnair Martins Heringer (14); Luiz Sérgio Cordeiro e Herodoto Bento de Mello (15); Nelson Valente, Ilidio Corrêa de Oliveira Lyra e João Batista Bussinger (16).

Foto da galeria
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É muito importante conhecer essas palavras

sexta-feira, 09 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Conhecer alguns termos técnicos é importante no processo de educação financeira. Vocabulário é fundamental para compreender as mais diversas referências financeiras e, principalmente, estar inserido num contexto em que você possa fazer parte do meio: compreendendo e criticando informações.

Alavancagem: com o objetivo de potencializar resultados, investidores usam determinadas garantias para operar com volume financeiro acima do patrimônio real, podendo resultar em grandes lucros ou prejuízos.

Conhecer alguns termos técnicos é importante no processo de educação financeira. Vocabulário é fundamental para compreender as mais diversas referências financeiras e, principalmente, estar inserido num contexto em que você possa fazer parte do meio: compreendendo e criticando informações.

Alavancagem: com o objetivo de potencializar resultados, investidores usam determinadas garantias para operar com volume financeiro acima do patrimônio real, podendo resultar em grandes lucros ou prejuízos.

Alíquota: valor percentual que incide sobre determinada atividade, geralmente, com finalidade tributária.

Amortização: redução gradual de uma dívida baseada em pagamentos periódicos. Além das taxas de juros, um financiamento calcula um determinado valor a ser pago para reduzir a quantia total da operação.

Ativo e Passivo: ativos são bens ou serviços que agregam rentabilidade; passivos, por sua vez, são bens ou serviços com carga de desvalorização e despesas com o passar do tempo.

CDB: Certificado de Depósito Bancário são títulos emitidos por instituições financeiras. Na prática, ao adquirir um destes títulos, o investidor está emprestando dinheiro em troca de uma rentabilidade pré-definida.

CDI: Certificado de Depósito Interbancário é um dos principais indexadores (taxas de reajustes) dos ativos existentes no mercado financeiro. Taxa de referência para a realização de operações de empréstimos interbancários.

Dividendos: distribuição de parte dos lucros de uma determinada empresa a seus acionistas.

IPCA: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é o índice oficial do Governo Federal para medir inflação.

Liquidez: o período entre investimento e resgate do capital, podendo haver lucro ou não.

Selic: o Sistema Especial de Liquidação e Custódia representa o sistema responsável pelo controle de emissão, compra e venda de títulos públicos federais; fazendo desta taxa, a principal ferramenta de controle inflacionário e outras medidas econômicas.

Se você me acompanha sabe, gosto de trazer determinados conteúdos com certa frequência para estimular o conhecimento e, por consequência, o processo de aprendizagem de novos leitores. A propósito, caso você seja um novo leitor, seja bem-vindo e aproveite este espaço.

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Me tornei o que mais temia

sexta-feira, 09 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Sabe aquela frase um tanto lugar comum nas redes sociais que diz: “Me tornei aquilo que eu mais temia”? Já parou para pensar em quantas circunstâncias você precisou agir de forma similar àquela pessoa a quem tanto criticava? A verdade é que realmente cada um sabe da sua dor, seus anseios e suas necessidades.

Sabe aquela frase um tanto lugar comum nas redes sociais que diz: “Me tornei aquilo que eu mais temia”? Já parou para pensar em quantas circunstâncias você precisou agir de forma similar àquela pessoa a quem tanto criticava? A verdade é que realmente cada um sabe da sua dor, seus anseios e suas necessidades.

Lembro-me, ainda muito jovem, admirando e ao mesmo tempo indagando como determinadas pessoas do meu convívio conseguiam fazer tantas coisas ao mesmo tempo, terem energia para dar conta de tudo e seguirem com o sorriso no rosto. Mais tarde, questionei-me porque para tantas outras conhecidas era difícil dar uma pausa em suas tarefas para cuidar de uma dor, como deixavam de almoçar porque não dava tempo e como dormiam tão pouco. O tempo passou e por vezes poderia brincar ter me tornado não aquilo que temia, mas que já sabia existir.

Sem nem perceber, eu também já me emocionava assistindo até comerciais, já não trocava meu descanso precioso por qualquer coisa, já preferia tomar um chá lendo algo interessante, preferia ir à praia em horários de “sol baixo” (essa era uma expressão que ouvia muito), já conversava com flores e acarinhava plantas, já amava cozinhar e servir a todos, só tomava café fresquinho e não trocava um minuto com a família por nada. Quando me dei conta, percebi que meu dia precisava de 36 horas, que eu gosto mesmo é da roça, que trabalhava além da conta, que não ligava para besteiras, que não me importava com as olheiras e que ser útil era um grande barato.

Muito do que somos hoje, talvez, seja aquilo que não entendíamos que seríamos um dia. E eis que o tempo passa e simplesmente temos comportamentos similares àqueles que antes apenas observávamos como espectadores. Outro dia uma pessoa brincou dizendo que “antigamente era a tia da piada sem graça e hoje é a tia do meme”. Não tem graça agora, mas na hora teve. E parece uma grande bobagem, e não deixa de ser.

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A Família Real Britânica

quinta-feira, 08 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Há muito tempo atrás, numa disputa por poder no início da formação dos países-
estados, alguém teve a ideia de limitar fronteiras, levantar um castelo e afirmar que
aquele seria seu reino. Pois bem, o tempo passou e o mundo mudou. Reis e rainhas em
grande parte foram afastadas do comando. Alguns foram assassinados, outros fugiram e
o restante foi perdendo, dia após dia, a sua influência.
Os monarcas, em grande parte do mundo, deixaram de ser o Estado. “Afinal,
por que aquela família é tão especial para ficar no poder e ditar as regras para a vida de

Há muito tempo atrás, numa disputa por poder no início da formação dos países-
estados, alguém teve a ideia de limitar fronteiras, levantar um castelo e afirmar que
aquele seria seu reino. Pois bem, o tempo passou e o mundo mudou. Reis e rainhas em
grande parte foram afastadas do comando. Alguns foram assassinados, outros fugiram e
o restante foi perdendo, dia após dia, a sua influência.
Os monarcas, em grande parte do mundo, deixaram de ser o Estado. “Afinal,
por que aquela família é tão especial para ficar no poder e ditar as regras para a vida de
todos? O que difere o sangue deles do meu? O Estado é o povo, oras! Feito do povo e
para o povo, que elege os seus representantes através de uma democracia” – é o que a
grande maioria diz.
Contudo, em pleno século 21, a monarquia britânica é uma das poucas que se
mantém firme no poder, apesar de que não há muito que se possa fazer acerca de
política.
Atualmente, a rainha ou rei do Reino Unido, não pode dissolver a Câmara dos
Comuns (parlamento do Reino Unido), não sendo nem permitida a sua entrada naquela
sala para que não haja interferência. Embora detenha o poder para proclamar uma
guerra, as últimas vezes os soldados britânicos empunharam suas armas foi pelo voto
parlamentar. E apesar de ter poder de ter veto sob as leis aprovadas pelo parlamento
britânico, a última vez que isso aconteceu foi em 1707.
Em um mundo onde os governos monárquicos são cada vez menores, a
monarquia britânica ainda se mantém firme no trono, e carrega o título de família real
mais popular de todo o planeta. Com o passar dos anos como os “Windsor e seus
antecessores” conseguiram sobreviver?

Unidade entre os povos
Hoje em dia, como uma monarquia constitucional, o poder executivo é liderado
pelo primeira-ministra, Liz Truss. Por esse motivo, algumas pessoas ficam confusas em
entender qual o papel do monarca à frente da monarquia nos dias atuais.
Ao contrário do que muita gente acredita a Elisabeth II era rainha não somente
da Inglaterra, mas também de países como: Escócia, País de Gales e da Irlanda do Norte e com interferência direta em mais 14 outras nações, incluindo países na América
Central. A influência da monarquia britânica não se constituiu hoje, mas ao longo de
séculos e séculos e foi primordial para os rumos da Grã-Bretanha.
O Reino Unido, já foi o país mais poderoso do mundo por muitos anos, e se
firmou o seu legado desde a época das grandes explorações, tanto por terra quando
pelos navios que desbravaram o “desconhecido”. A sua influência, inclusive, foi
decisiva para muitas guerras, como exemplo, a própria 2º Guerra Mundial. A monarquia
representa uma instituição poderosa para os ingleses.
Há questionamentos em cima da família real? Claro, que há, como em toda outra
sociedade organizada. Mas acima de tudo, a monarquia representa a união dos povos do
Reino Unido, especialmente num mundo polarizado e separatista, especialmente. O
poder da monarquia nos últimos anos foi acima de tudo diplomático.
E de uma diplomacia, que não se estende só as terras britânicas, mas em todo
globo. A própria independência brasileira teve o dedo inglês na pressão contra a família
real portuguesa! Em tempos recentes, a rainha Elizabeth II foi primordial no
estreitamento de relações de países que durante muitos anos tiveram relações tensas
como: a Índia, e África do Sul (ambas ex-colônias inglesas), Rússia (decorrente da
segunda guerra mundial) e a Irlanda do Sul (região que não pertence ao reino).
Aos poucos, em épocas de crise, a monarquia foi se modernizando e
aproximando da população, que se espelha como um modelo de valores para os próprios
britânicos. Em tempos de crise e insegurança ainda que haja um primeiro-ministro, a
Rainha ainda sim era uma referência.
E não ganhou somente os corações dos britânicos, mas de todo mundo, pela sua
representatividade. Ainda que manter uma monarquia custe caro, na Grã-Bretanha o
retorno é ainda maior. A ‘marca’ da família real vale entre propriedade, valor agregado
e turismo, cerca de R$138 bilhões.
A morte da monarca Elizabeth II comove a todos, mesmo a quilômetros de
distância. Vemos o falecimento de uma verdadeira líder de poder global e uma divisora
de águas da família britânica, que sem dúvidas, mudou a história do planeta,
especialmente nos rumos da Segunda Guerra Mundial. Será que Charles III superará esse momento de incerteza e dará seguimento ao marcante regime monárquico entre os
britânicos? Só o tempo dirá.

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A felicidade no mundo

quarta-feira, 07 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Somos um povo que ri quando devia chorar

Somos um povo que ri quando devia chorar

A ONU publicou recentemente seu relatório anual sobre o nível de felicidade em cada país do mundo. O Japão, por exemplo, está em 55º lugar, o que não é grande coisa para um povo tão rico e estável. Talvez não seja mais feliz por falta de espaço e excesso de trabalho. Recentemente um japonês apertou os olhos um pouquinho mais e inventou o que ele aponta como um eficiente paliativo para os dois problemas. Como todo brasileiro sabe e abomina, lá os empregados chegam a trabalhar até oitenta horas extras por mês, geralmente sem receber um iene por isso. Não é sem razão, pois, que com frequência se trancam no banheiro, não para fazer no banheiro o que no banheiro se faz no resto do mundo, e sim para tirar um cochilo.

Foi possivelmente durante uma dessas sonecas que, enquanto o imperador também cochilava, seu engenhoso súdito sonhou construir um jeito de descansar que, não sendo tão bom quanto a cama, fosse melhor do que o vaso sanitário. Bolou uma caixa semelhante a um caixão que, colocada verticalmente num canto qualquer do local de trabalho, pudesse acomodar os sonolentos. A engenhoca possui apoio para a cabeça, as costas e os pés, de modo que, garante o inventor, mesmo sem estar deitado, nela se pode dormir com bastante conforto.

Na pesquisa da ONU, os países mais felizes são os de sempre, que estão ali se revezando anos a fio, sobem um pouquinho, descem um pouquinho, mas não largam a taça: Finlândia, Dinamarca e Suíça foram novamente os primeiros a subir ao pódio. Não faltam, no entanto, surpresas.  Por exemplo: Israel ocupar a nona posição, apesar de se dar tão mal com os vizinhos palestinos. Estes, tão próximos e tão distantes dos israelenses, despencam diretamente para o 122º. lugar. E os Estados Unidos, que para muitos brasileiros parecem ser o céu ao alcance da mão, ficam num modesto 16º lugar. Basta, no entanto, dar um passo abaixo na fronteira para cair no México, e a situação piorar subitamente: 46º colocado.

Não dá para esquecer a Ucrânia e a Rússia. Nenhuma das duas jamais figurou entre os nossos principais sonhos de viagem e de fato estão, respectivamente, na 96ª e 80ª colocação. Agora, então, que viraram pesadelo é provável que apareçam ainda mais mal colocadas na próxima pesquisa. No fim da fila, na lanterna do campeonato, estão os três lugares onde as pessoas têm menos motivos para achar que a vida vale a pena: Zimbábue, Líbano e por fim o Afeganistão, habitat do povo mais infeliz do planeta.

E o Brasil? Bem, somos o número 38 do ranking. Entre os sul-americanos, perdemos para o Uruguai, que está oito pontos à nossa frente. Enfim, não gargalhamos tanto quanto na Suécia (7º), mas somos bem mais risonhos do que nossos vizinhos argentinos (57º), ou mesmo do que Portugal (56º). Entre duas e três mil pessoas foram ouvidas em cada um dos 146 países pesquisados. Os analistas ressaltaram que, em todos eles, dois fatores contribuem para tornar o povo mais ou menos de bem com a vida: o apoio que contam conseguir da sociedade em caso de necessidade, e a visão que têm da honestidade de seus governantes.

Os brasileiros talvez nem precisem de motivos para se sentirem felizes; porque, segundo dizia o antigo radialista Alziro Zarur, somos um povo que ri quando devia chorar. Rimos de nossas próprias desgraças e fazemos piadas de nossas próprias tristezas, que é o nosso jeito de ir sobrevivendo, ou pelo menos de nos irmos enganando.

Mas parece que, nos dois pontos destacados pelos pesquisadores, mal nos aguentamos em cima das pernas. São desumanas entre nós as diferenças econômicas e sociais; pessoas que ocupam o mesmo espaço urbano são estranhas, às vezes inimigas. E a constatação de que, quanto mais altos os escalões do poder, maiores são os recursos destinados às mordomias, luxos, vantagens e benefícios de quem já os possui em excesso, enquanto outra parte da população é tratada como um povo estrangeiro, com o qual nada se tem a ver e ao qual nada se deve.

Que esperar dos resultados da pesquisa que sairá em 2023? Não vamos sonhar em chegar perto dos líderes do campeonato mundial de felicidade, mas talvez nos afastemos um pouco mais do grupo da lanterna. Como dizem os árabes, “in shaa Allah”, oxalá, se Deus quiser!

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AVS tem a dinâmica das melhores leituras!

terça-feira, 06 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O nono mês do ano começou carregado de emoções, com datas importantes a serem festejadas, entre elas, o Dia Internacional da Alfabetização, 8 de setembro. O Caderno Z do último fim de semana fez a festa sobre o tema. Aprender a ler tem se tornado cada vez mais fácil, porque a didática também evoluiu. É lindo! É dos mais valiosos saberes, embora no Brasil o analfabetismo ainda siga desafiando a Educação. Se para quem aprende é bom, para quem ensina é a glória. “É um ato de amor e dedicação.

O nono mês do ano começou carregado de emoções, com datas importantes a serem festejadas, entre elas, o Dia Internacional da Alfabetização, 8 de setembro. O Caderno Z do último fim de semana fez a festa sobre o tema. Aprender a ler tem se tornado cada vez mais fácil, porque a didática também evoluiu. É lindo! É dos mais valiosos saberes, embora no Brasil o analfabetismo ainda siga desafiando a Educação. Se para quem aprende é bom, para quem ensina é a glória. “É um ato de amor e dedicação. É ajudar, mediar o processo de descoberta de cada criança, oferecendo as condições necessárias para que descubram o universo vasto e maravilhoso de leitura...”, como destacou a professora Suzana de Souza Amorim, assessora pedagógica da Escola Pontinho do Sol.

Ana Borges conversou com a psicopedagoga Inahiara Venancio sobre a complexidade da volta à escola depois da pandemia. A educadora, que trabalha com as Séries Iniciais e é diretora adjunta da Escola Municipal Bernardo Pacheco, em seus depoimentos ressaltou a dificuldade de enfrentar as inseguranças, tanto da parte dos alunos e familiares, quanto da equipe de profissionais. Tudo era novo e diferente, pois não era um retorno das férias: “Não era recomeçar, pois quando recomeçamos trazemos na bagagem algo  que já conhecemos, já trabalhamos, experiências já vividas. Era começar!”.

O ensino básico no Brasil “ainda é uma realidade distante para muitas pessoas, passando pelas desigualdades sociais, com os tabus, os preconceitos e todas as formas de exclusão. Graças ao empenho dos profissionais da Educação, muitos dos desafios são vencidos, porque existe uma carga de amor muito forte, além do contrato de trabalho. O educador é aquele que carrega o trabalho na alma, que depois do expediente leva a escola “na cabeça” e se debruça sobre a empreitada educacional com boa vontade e disposição para encontrar o ponto de equilíbrio entre o sonho e as possibilidades.

A Escola Rural Ibelga Ceffa Flores, da rede municipal, localizada em Vargem Alta, é mais um exemplo de amor e dedicação. Atuando com a pedagogia de alternância, os alunos participam de atividades que interagem com o cotidiano da vida no campo e recebem, além das matérias curriculares, estudos de agricultura teórica e prática, intervenções externas, com viagens de estudo, interações com os familiares e até uma viagem a Holambra, em São Paulo, para aperfeiçoamento em novas técnicas de produção. Com três décadas de história, o Ibelga tem um legado de realizações que orgulha a nossa cidade. A reportagem de Ana Borges é uma verdadeira colheita de informações. Parabéns, alunos, famílias e professores. Quem planta colhe o melhor!

Em “Há 50 Anos” festejava-se o Dia da Pátria e a prefeitura, por intermédio do então prefeito Feliciano Costa, organizou as festividades para que “o maior sucesso” fosse alcançado. Outro assunto, muito interessante foi a melhoria das ligações interurbanas, sendo possível mais de 1.500 ligações para o Rio de Janeiro. Mais de dez mil telefones para Nova Friburgo, possibilitando o “mais avançado passo em comunicação de todos os tempos – a Discagem Direta a Distância”. Foi mesmo um passo de gigante dado na déca de 1970!

“Quando falamos de determinada categoria, qual a primeira marca que vem a sua mente?” – Foi com essa pergunta que os lojistas, de todo o Brasil, elegeram a Stam a marca “Top of Mind”, prêmio concedido pela Revista Revenda Construção: 1º lugar na categoria Fechaduras; 2º Lugar na categoria Cadeados e o 3º lugar em Ferragens. Que beleza!  Em “Sociais”, Roosevelt Carvalho festejando idade nova ao lado de seus familiares no distrito de São Jose do Ribeirão, em Bom Jardim. Felicidades!

Christiane Coelho tocou a emoção de muita gente, inclusive, mexeu com minhas lembranças, em “Álbum da Copa”. Na minha infância, papai, que era uma figura, era o mestre das figurinhas. O hobby não saiu de moda e a tradição continua. Contudo, o investimento em figurinhas está bem salgado. Para completar o álbum, o colecionador vai gastar R$ 550. Para a Copa do Catar é bom catar as moedinhas e muito mais!

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Mais um na maçonaria

terça-feira, 06 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Na semana passada, a Loja Maçônica Indústria e Caridade de Nova Friburgo passou a contar com mais um membro que chegou para reforçar suas fileiras.

Trata-se de Leonardo Alves de Souza, administrador, que gerencia uma conceituada empresa friburguense e por isso, se encontra radicado há alguns anos em nossa cidade. No registro fotográfico, vemos o Leonardo junto de sua esposa Michelle, sua amada avó quase centenária sra. Isabel e a mãe Sandra.

Vivas aos Gustavo

Na semana passada, a Loja Maçônica Indústria e Caridade de Nova Friburgo passou a contar com mais um membro que chegou para reforçar suas fileiras.

Trata-se de Leonardo Alves de Souza, administrador, que gerencia uma conceituada empresa friburguense e por isso, se encontra radicado há alguns anos em nossa cidade. No registro fotográfico, vemos o Leonardo junto de sua esposa Michelle, sua amada avó quase centenária sra. Isabel e a mãe Sandra.

Vivas aos Gustavo

No último domingo, 4, o sempre querido Gustavo Rocha, conceituado contador de Nova Friburgo, completou mais um aniversário natalício, celebrado com o carinho de amigos e familiares, em especial, a esposa Letícia e filhas as Brenda, de 21 anos e Paola, de 13.

Abraços e congratulações ao aniversariante.

Presenças ilustres na região

Conforme esta coluna antecipou na edição passada, no último fim de semana, em um belo sítio entre Nova Friburgo e Bom Jardim, aconteceu animado encontro de confraternização dos ex-seminaristas do tradicional Seminário Arquidiocesano São José de Niterói. A comemoração ocorre há mais de cinco décadas.

Inúmeros amigos e ex-seminaristas, incluindo os que seguiram para o sacerdócio, marcaram presença, inclusive muitos deles acompanhados de familiares, foram recebidos pelo anfitrião, o advogado dr. Gano Strauss de Miranda Leonardo. Na foto ele aparece com os amigos, o ex-deputado estadual José Armando de Macedo Pimentel, o atual prefeito de Cabo Frio José Bonifácio Ferreira Novellino e ex-prefeito de Rio Bonito (na cadeira de rodas), Aires Abdalla Helayel.

Yakisoba do Amor e Perdão

A Casa Espírita Amor e Perdão de Nova Friburgo, sediada em Mury (Avenida Manoel Carneiro de Menezes, 3.471) promoverá no próximo domingo, 11, um ‘Yakisoba Solidário’. O valor de cada convite é R$ 25 para saborear o almoço no local ou solicitar  quentinhas pelo sistema delivery.

O objetivo desta ação é arrecadar recursos para que aquela respeitada Casa Espírita possa continuar distribuindo cestas básicas para 60 famílias cadastradas na instituição.

Níver do Roosevelt

Apesar do registro feito na coluna Sociais de AVS, no último fim de semana, vale à pena esta coluna também adicionar mais cumprimentos ao querido Roosevelt Carvalho Cordeiro (foto), que  trocou de idade no último dia 1º para satisfação de sua esposa Adinéia, filhas, filho, genros, nora, netos, demais familiares e muitos amigos. Nossas congratulações ao querido Roosevelt.

CDL com 58 anos

Esta quarta-feira, 7, é uma data histórica, pois iremos celebrar  os 200 anos da proclamação da Independência do Brasil acontecida em 7 de setembro de 1822. E o clima de festejos prosseguirá em Nova Friburgo, pois na quinta-feira, 8, a Câmara de Dirigentes  Lojistas de Nova Friburgo (CDL) completará 58 anos de fundação.

Nesta ocasião especial, felicitamos o presidente desta destacada entidade friburguense, o empresário Braulio Rezende, e demais diretores, assim como a todos que fazem parte da trajetória da CDL.

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Mensagem da CNBB ao povo brasileiro

terça-feira, 06 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Hoje em nossa coluna trazemos uma síntese da mensagem de reflexão sobre o momento atual em nosso país, escrita pelos bispos católicos a todos os homens e mulheres de boa vontade.

“Como pastores, temos presente a vida e a história de nossas comunidades, o rosto de nossa de gente, marcado pela fé, esperança e capacidade de resiliência. Nossas alegrias e esperanças, tristezas e angústias são as mesmas de cada brasileira e brasileiro. Com esta mensagem, queremos falar ao coração de todos.

Hoje em nossa coluna trazemos uma síntese da mensagem de reflexão sobre o momento atual em nosso país, escrita pelos bispos católicos a todos os homens e mulheres de boa vontade.

“Como pastores, temos presente a vida e a história de nossas comunidades, o rosto de nossa de gente, marcado pela fé, esperança e capacidade de resiliência. Nossas alegrias e esperanças, tristezas e angústias são as mesmas de cada brasileira e brasileiro. Com esta mensagem, queremos falar ao coração de todos.

Nossa fé comporta exigências éticas que se traduzem em compaixão e solidariedade concretas. O compromisso com a promoção, o cuidado e a defesa da vida, desde a concepção até o seu término natural, bem como, da família, da ecologia integral e do estado democrático de direito estão intrinsecamente vinculados à nossa missão apostólica. Todas as vezes que esses compromissos têm sido abalados, não nos furtamos em levantar nossa voz. ‘A Igreja é advogada da justiça e dos pobres, exatamente por não se identificar com os políticos nem com os interesses de partido’ (Bento XVI, Discurso Inaugural da Conferência de Aparecida).

Com a esperança que nos vem do Senhor, reconhecemos o tempo difícil em que vivemos. Nosso país está envolto numa complexa e sistêmica crise, que escancara a desigualdade estrutural, historicamente enraizada na sociedade brasileira. Entre outros aspectos destes tempos estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos. A fome é certamente o mais cruel e criminoso deles, pois a alimentação é um direito inalienável (cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 189).

Como se não bastassem todos os desafios estruturais e conjunturais a serem enfrentados, urge reafirmar o óbvio: Nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional. Isso não significa somente ‘um respeito formal de regras, mas é o fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos [...] se não há um consenso sobre tais valores, se perde o significado da democracia e se compromete a sua estabilidade’ (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 407).

É fundamental ter presente que somos uma nação marcada por riquezas e potencialidades, contudo, carente de um projeto de desenvolvimento humano, integral e sustentável. Vítimas de uma economia que mata, celebramos as conquistas desses 200 anos de independência conscientes de que condições de vida digna para todos ainda constituem um grande desafio. É necessário o compromisso autêntico com a verdade, com a promoção de políticas de Estado capazes de contribuir de forma efetiva para a diminuição das desigualdades, a superação da violência e a ampliação do acesso a teto, trabalho e terra.

É motivo de preocupação a manipulação religiosa e a disseminação de fake news que têm o poder de desestruturar a harmonia entre pessoas, povos e culturas, colocando em risco a democracia. A manipulação religiosa, protagonizada por políticos e religiosos, desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil.

A corrupção histórica, contínua e persistente, subtrai o que pertence aos mais pobres. A Lei da Ficha Limpa, que proíbe que condenados por órgãos colegiados possam se candidatar a cargos políticos, é uma conquista popular e democrática, que deve ser promovida, juntamente com outros mecanismos de controle que garantam a ética na política.

Pelo seu exercício responsável e consciente, a população tem a capacidade de refazer caminhos, corrigir equívocos e reafirmar valores. Reiteramos nosso apoio incondicional às instituições da República, responsáveis pela legitimação do processo e dos resultados das eleições.

Assim, conclamamos, mais uma vez, toda a sociedade brasileira a participar ativa e pacificamente das eleições, escolhendo candidatos e candidatas, para o executivo e o legislativo, que representem projetos comprometidos com o bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum.”

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

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Passos que escrevem poemas honrados

segunda-feira, 05 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ao participar da Feira Literária de Santa Maria Madalena 2022, o tema a respeito dos refugiados da Venezuela me sensibilizou, até porque tenho refletido sobre o processo migratório em massa, para ser mais enfática sobre o êxodo. As migrações não são um fenômeno atual, mas que fazem parte da história das civilizações desde que se tenha conhecimento, como a fuga dos Hebreus do Egito que ocorreu no século XV a.C. 

Ao participar da Feira Literária de Santa Maria Madalena 2022, o tema a respeito dos refugiados da Venezuela me sensibilizou, até porque tenho refletido sobre o processo migratório em massa, para ser mais enfática sobre o êxodo. As migrações não são um fenômeno atual, mas que fazem parte da história das civilizações desde que se tenha conhecimento, como a fuga dos Hebreus do Egito que ocorreu no século XV a.C. 

Querendo entender o que me é impossível aceitar, resolvi buscar fontes que me esclareçam as razões que fazem um povo se afastar da sua terra. Procurei na obra de Sygmunt Bauman, especialmente no livro “Estranhos à Nossa Porta”, publicado em 2016, análises que me possam elucidar as causas do trauma que as pessoas sofrem quando são obrigadas a deixar o solo onde vivem.

Pensar em refugiados me leva a constatar que o processo de dissolução de uma cultura, de ideais coletivos e de modos de produção acontecem no âmbito das relações de poder pela opressão de uns sobre os outros, em que os fatores econômicos, conflitos ideológicos, escassez de recursos, riquezas naturais entre outros são preponderantes. As pessoas, sem alternativas, fogem! Deixam para trás as conquistas que fizeram ao longo da vida e abandonam seus familiares, amigos e sonhos.

É impensável para mim ter de pegar uma mala e sair porta afora rumo ao incerto. Chegar em algum lugar e tornar-me não mais do que uma estranha, onde serei observada com olhos inseguros. Não se pode ficar insensível ao assistir ao que acontece hoje em várias partes do mundo. E a mídia, em busca de audiência, explora a tragédia humana, sendo apoiada por anunciantes. Mentes inteligentes e criativas usam o infortúnio dos refugiados para enriquecer a informação. É uma crueldade. 

O fator humano está sempre em segundo ou terceiro plano.  Crianças passam fome, mães se afogam, famílias se perdem, velhos morrem sem atendimento médico, animais são abandonados. Enfim, há desesperança e uma infinidade de tragédias caracteriza a situação de exílio. O êxodo faz do infortúnio a sua rotina e da rotina o esquecimento silencioso que atravessa o planeta.

Segundo Bauman, as nações que causam o êxodo de sua população são Estados fracassados e míopes. Quem decide pelo abandono é porque perdeu sua função na vida econômica e social, sendo os governos incapazes de oferecer condições de produção, cidadania e amparo ao seu povo. São sociedades vagotônicas, cheias de discursos ideologicamente lógicos, mas contraditórios com a realidade concreta. 

O refugiado, despatriado, serpenteia as estradas, sobe montanhas e cruza fronteiras em busca de um lugar onde possa ver, ao menos, um raio de sol. Anda humilhado, sem voz para cantar o hino do seu país. Suas palavras guardam a esperança de continuar a fazer a própria história. Seus olhos crivam horizontes com o amor pela vida. Seus passos escrevem no solo poemas honrados. Seus braços carregam filhos e parcos pertences. Suas mãos encontram as de outros irmãos. Em suas veias corre o sangue dos silenciosos heróis. São cidadãos do mundo.

 

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7 de setembro: Dia da Pátria

sábado, 03 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 2 e 3 de setembro de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 2 e 3 de setembro de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

7 de setembro: Dia da Pátria - Ponto alto das comemorações do Dia da Pátria, em nossa cidade, será o desfile na manhã do dia 7 de setembro, já tradicional e neste 1972 contando com especial animação dada o elevado número de organizações e estabelecimentos de ensino que participarão da grande parada cívica. A prefeitura municipal é a organizadora das festividades, tendo o prefeito Feliciano Costa, dado instruções pessoais para que seja alcançado o maior sucesso em todos os itens da programação.

CTB - Companhia Telefônica Brasileira - A CTB reuniu a imprensa friburguense para anunciar grandes cometimentos em matéria de melhoria dos seus serviços e da implantação em nossa terra do que de mais moderno existe em assunto de telefonia. Foi mostrada a complexa e custosa aparelhagem que está sendo montada em Friburgo. Melhoramentos imediatos, a curto e a médio prazo, em etapas desenvolvidas prioritariamente.

Muito trabalha a Cia. Telefônica de Friburgo - A Cia. Telefônica Brasileira, que é a concessionária local, tem em estudos uma série de melhoramentos para a nossa cidade, no que diz respeito aos seus serviços telefônicos. Já aplicado o sistema ODD, que eliminou um estágio nos serviços, assim como a criação de três centenas de novos canais, a melhoria do interurbano foi mais que positiva. Mais 1.500 ligações diárias somente para o Rio de Janeiro é agora possível. Mas as melhorias não pararam aí. Está sendo concretizado o estudo do projeto de uma nova estação - mais dez mil telefones para Friburgo, possibilitando assim a Discagem Direta a Distância, o mais avançado passo em comunicação de todos os tempos!  

Mais um! Joel Jonas deixa o MDB - Em carta dirigida ao seu antigo partido, após recriminar o seu total "alijamento" das decisões partidárias quando integrava a Executiva, o prestigiado político que na passada eleição concorreu para o cargo de prefeito na chapa emedebista Joel Jonas desliga-se da agremiação, na qual prestou assinalados serviços.

Pílulas

O deputado Luis Brás discursou na Convenção da Arena e mostrou-se um excelente orador. Consideramos a sua oração uma verdadeira jóia. A sua saudação à mulher friburguense superou a tudo quanto já ouvimos a respeito. Pena que o discurso - improviso - não possa ser distribuído em avulsos.

As convenções partidárias estiveram animadas. Foram escolhidos os candidatos, inclusive à vereança.

O dr. Dermeval Barbosa Moreira não foi mesmo candidato a vice-prefeito, como anunciamos. É que tomamos o máximo de cuidado ao

darmos qualquer notícia. É lógico que não gostamos de boatinhos, de jogadinhas. bobageiras, ridicularias que no término somente servem para marcar, reidentificar os arroubos de crianças grandes, metidas a engraçadinhas, mas realmente dignas da maior comiseração...

A sorte dos candidatos à vereador está lançada. Está quase na hora de ser verificado quais os homens públicos prestigiados pelo voto popular. Em 15 de

novembro vindouro, muitos dos "recrutas" que apregoam ter um mil ou mais votos, verão como é duro conseguir um sufrágio. Pelo menos 68 disputarão o cargo e 17 serão eleitos. Cinquenta e um sobrarão para chorar as mágoas...

Como estão longe da realidade os políticos que muito falam de si próprios,

que tanto falam de suas realizações, de suas atividades, pensando

que pode medrar, ajudar de alguma forma, o atribuir milagres ou coisa parecida aos seus atos, suas gestões político-administrativas, ou outras. Já dizia um pensador: Elogio em boca própria é vitupério. Melhor dizendo, é palavrão aos olhos dos castos eleitores. Ninguém tolera os pretensiosos, os convencidos de que são os maiores, de que ninguém os iguala ou supera. Como fica bem, em todos, notadamente nos homens públicos, a simplicidade, a modéstia, a pureza de intenções, a autenticidade! 

E mais…

  • Álvaro recebe homenagens da convenção arenista…
  • Feliciano Costa: um administrador progressista e empreendedor…
  • Nova diretoria no Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo… 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Hilton Willemen Rosa, Coaracy Flores e Renato Bravo (3); Epaminondas de Moraes (4); Fernando Alves Pena (5); Arsenio Crescencio, Wilson Vieitas e Sali, Lopes (6); Mário Corso e Antonio Cláudio Falcão (7); Sérgio Felga e Atilla de Oliveira (9).

 

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