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Raphael Jaccoud: uma afirmação de homem público

sábado, 17 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 16 e 17 de setembro de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 16 e 17 de setembro de 1972

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Raphael Jaccoud: uma afirmação de homem público - Nas visitas e nos comícios de Ariosto Bento de Mello, uma voz vem alcançando ressonância popular e falando diretamente ao coração do povo. Esta voz é a do engenheiro Raphael Jaccoud que, a par de todos os seus méritos sobejamente reconhecidos demonstra uma outra faceta até agora completamente desconhecida: a de um orador popular que fala ao povo na linguagem que o povo entende, mas sempre dizendo ao povo verdades autênticas, frutos de sua calejada experiência como administrador que já ocupou cargos de grande envergadura como, por exemplo, o de secretário de transportes do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Sempre solicitado pelo povo, Raphael têm abordado insistentemente e sob aclamações populares o problema da água mostrando e denunciando a trama de uma quadrilha - não de Friburgo felizmente - que aqui aportou para explorar o povo friburguense, fornecendo um péssimo serviço, cobrando escorchantemente e espezinhando os funcionários de Friburgo que davam o melhor de si para tentar melhorar o malfadado serviço. 

Ariosto Bento de Mello - O candidato da Arena dirigiu-se às organizações locais - beneficentes, sindicais, musicais, recreativas, esportivas, assistenciais, enfim de todos os sistemas, tipos e atividades - solicitando sugestões e apontamento de necessidades, de forma a habilitá-lo ao conhecimento da realidade de cada uma, do mesmo passo que possibilitando-lhe subsídios para um estudo aprofundado de um plano de governo capaz de uma ajuda geral às entidades da nossa comunidade.

Campesina homenageia antigos músicos - Na Praça Marcílio Dias e quando realizava sua tradicional festa anual, a Sociedade Musical Campesina Friburguense homenageou com artísticas medalhas, três dos seus sócios de estante antigos: Luiz D'Estafani, Paulo Roberto Mendonça da Silva e Mauricio Mendonça da Silva, todos eles com 50 anos de excelentes serviços prestados

à banda. Entregou as medalhas aos denodados campesinistas a que nos referimos, o benemérito da organização e candidato a prefeito de nossa terra, engenheiro Ariosto Bento de Mello.

Pílulas

No meio da semana a moçada assanhou-se. Correu um boato de cassação. A coisa ficou só no boato. Não funcionou a máquina de fazer vítimas, aliás excelente trunfo eleitoral… Acontece que ninguém mais vai na conversa fiada…

O vereador Bento Ferreira Neto é um verdadeiro dínamo a serviço do MDB - O prestigioso político que tem a grande virtude de ser franco, dando o recado com todas as letras, pouco apoio, muito pouco mesmo vem encontrando por parte da cúpula partidária. Partindo da premissa certíssima de que política é somar, não entende o mencionado vereador o fracasso da dirigência, perdendo-se no cipoal do “aquele que não tem voto”, “o outro que não vale nada eleitoralmente”, ou ainda, “o outro que nem a sua família o apoia”, etc., esvaziando assim um pombal muito bem povoado, arranjadinho e sobretudo estocado para os grandes embates das urnas. Além de não compreender, o vereador Bento exteriorizou suas justíssimas e oportunas críticas... E Bento quando critica não tem meias medidas.

Diariamente as lideranças arenistas percorrem os bairros da cidade e as zonas suburbanas e distritais, levando as mensagens dos seus candidatos. Ariosto e Raphael puxam o carro das triunfais caravanas, falando ao povo a linguagem pura da sinceridade, sem qualquer espírito demagógico, expondo o que pensam sobre os problemas comunitários e como pretendem solucioná-los. Nada de castelos na areia, nadinha de milagres e muitos menos da antipática e negativa afirmação do vou fazer, já fiz, etc. 

E mais…

  • Aceleramento das obras do Mercado do Produtor… 
  • Inauguração do novo e suntuoso prédio da Faculdade de Odontologia…
  • Inauguração dos prédios da unidade administrativa de “Olaria do Cônego”...

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: João Baptista Bussinger (16); Francisco de Moraes Holanda, Angela Spinelli, Antonio Wilson Lugon e Rubem Leal Pinto (17); Edelvira Mello Flores Guinle e Alael Coelho da Silva (18); João Batista da Silva, Maria Nilda Kemp Miller e Orquídea Ile Rocha (19); Paulo Sérgio Cúrio (20); Joel Namen, Mário da Silva Miranda, Noêmia Bizzotto e Lúcio Donald (21) e José Nunes Figueiredo (22).

Foto da galeria
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“Posso trocar de corretora?”

sexta-feira, 16 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

E se, por algum motivo, você quer ou precisa trocar de corretora? O que acontece com seus investimentos? Essa pergunta exige resposta clara, afinal é o seu dinheiro e você precisa ter total controle sobre o que acontece ou deixa de acontecer. Portanto, fica definida como obrigação aos prestadores de serviço de custódia, de acordo com a instrução CVM nº 542, que “o custodiante deve realizar a transferência dos valores mobiliários, bem como dos eventuais direitos e ônus a eles atribuídos, ao custodiante indicado pelo investidor”.

E se, por algum motivo, você quer ou precisa trocar de corretora? O que acontece com seus investimentos? Essa pergunta exige resposta clara, afinal é o seu dinheiro e você precisa ter total controle sobre o que acontece ou deixa de acontecer. Portanto, fica definida como obrigação aos prestadores de serviço de custódia, de acordo com a instrução CVM nº 542, que “o custodiante deve realizar a transferência dos valores mobiliários, bem como dos eventuais direitos e ônus a eles atribuídos, ao custodiante indicado pelo investidor”.

Além disso, o mesmo artigo em questão – no parágrafo seguinte – define que “a transferência dos valores mobiliários a outro custodiante deve obedecer a procedimentos razoáveis, tendo em vista as necessidades dos investidores e a segurança do processo, e deve ser efetuada em, no máximo, dois dias úteis contados do recebimento, pelo custodiante, do requerimento válido formulado pelo investidor”.

Trazer as palavras da CVM para este espaço foi decisão que contou com a necessidade de mostrar a obrigatoriedade, de fato, das corretoras de valores efetuarem toda transferência de custódia solicitada pelo investidor. Contudo, algumas regras específicas precisam ser pontuadas.

Ao falar em prazo de dois dias úteis, estamos nos referindo apenas a valores mobiliários e isso não inclui fundos de investimentos e produtos específicos ofertados apenas pela corretora de origem (instituição cedente). Fundos, por exemplo, têm prazo diferente e pode ser de até 30 dias úteis para completar portabilidade. Ademais, produtos específicos, como operações atreladas a crédito colateralizado, por exemplo, não fazem parte das obrigações de portabilidade da agente custodiante. Portanto, esteja atento ao que compõe sua carteira e estratégia de investimentos antes de iniciar qualquer processo de Solicitação de Transferência de Valores Mobiliários (STVM).

E é sobre estratégia, a propósito, o assunto de agora. Por que você quer mudar de instituição? Por que você precisa efetuar uma STVM? Existem duas possibilidades genéricas que se estendem em muitos pontos específicos, mas geralmente se resumem a produtos oferecidos ou serviços prestados. Sobre produtos, costumam ser motivos cíclicos: por vezes está melhor aqui, por vezes está melhor lá (é claro, comparando instituições concorrentes de qualidades semelhantes). Serviços, por sua vez, é o que mais provoca a necessidade ou vontade da transferência. Afinal, qualidade de atendimento é imprescindível para quem valoriza o próprio patrimônio.

Hoje não vim aqui cheio de informações técnicas e te ensinar o passo a passo de um processo STVM. Vim com o objetivo de te mostrar a possibilidade e, caso esteja pensando nisso, te ajudar a refletir sobre seus motivos. Entender estes pontos é fundamental para tomar sua decisão. Portanto, estude, pense, repense, e escolha a melhor decisão para seu patrimônio. Espero ter contribuído.

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Tempo que não volta

sexta-feira, 16 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O tempo não volta e o relógio só anda para frente. Evito me colocar em uma contagem regressiva, mas a verdade é que o tempo não para e temos um prazo de existência nesta vida. O que fazer diante dessa realidade senão aproveitar todo tempo do mundo que nos resta? Uma fórmula infalível ao priorizarmos o que fazer diante da infindável lista de tarefas é pensar se nossa próxima ação vai ser positivamente útil para alguém ou para a humanidade ou se ela traz felicidade.

O tempo não volta e o relógio só anda para frente. Evito me colocar em uma contagem regressiva, mas a verdade é que o tempo não para e temos um prazo de existência nesta vida. O que fazer diante dessa realidade senão aproveitar todo tempo do mundo que nos resta? Uma fórmula infalível ao priorizarmos o que fazer diante da infindável lista de tarefas é pensar se nossa próxima ação vai ser positivamente útil para alguém ou para a humanidade ou se ela traz felicidade. Usar esse critério pode auxiliar em algum direcionamento, embora não resolva nossas questões desde as mais simples às mais profundas.

O tempo está passando e queremos tudo da vida. Desejamos a boa sorte, o sucesso em todos os aspectos, o amor profundo, a Prosperidade com p maiúsculo, a saúde plena, a realização profissional, a felicidade da família, a viagem ao redor do mundo, a fonte da juventude.

Conforme a vida vai passando vamos constatando que perfeição não existe, não dá tempo de ser tudo o que sonhamos (muito não por nossa escolha), que os dias terminam sem que executemos todos os nossos afazeres, que a lista de pendências é uma espiral crescente infinita. Alguns de nós, sabiamente, se dão conta de que querendo ou não, escolhas sobre prioridades são feitas todos os dias, só que elas podem ser conscientes.

E assim, é possível bancar a opção de saber dizer “não” para muitas situações e “sim” para outras tantas, de sustentar um modo de vida em que o tempo seja prioridade e que tê-lo livre ou destinado para o que nos seja crucial é um luxo merecido que todos podemos ter. Viver a vida é fundamental, viver mesmo, não apenas existir. Na minha concepção, há uma correlação entre o viver de verdade e o ser de verdade, na essência de tudo.

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A febre das apostas

quinta-feira, 15 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

É bem provável que você, pelo menos uma vez na vida, tenha feito algum tipo de aposta. Envolvendo milhares de apostadores em todo Brasil, os jogos de sorte atraem pelo sonho de ganhar uma grande bolada de dinheiro em uma tacada certeira com baixo investimento.

É bem provável que você, pelo menos uma vez na vida, tenha feito algum tipo de aposta. Envolvendo milhares de apostadores em todo Brasil, os jogos de sorte atraem pelo sonho de ganhar uma grande bolada de dinheiro em uma tacada certeira com baixo investimento.

Não é fácil, afinal, se fosse, todo mundo estava milionário, e estamos longe disso – pelo menos eu. A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um raio é 50 vezes maior do que um apostador ganhar na Mega-Sena com um cartão com apenas seis números. Ou seja, se você acredita que pode um dia ganhar na loteria, não se esqueça de sair debaixo das árvores em dias chuvosos.

Há quem faça uma ‘fezinha’ nas loterias regulamentadas da Caixa Econômica Federal, como jogos como: Lotofácil, Quina ou mesmo a conhecida Mega-Sena da Virada. Contudo, diante dessa grande dificuldade em se ganhar na loteria, outros tipos de apostas não regulamentadas no Brasil vem crescendo e tomando força em um mercado que ainda não se encontra regulamentado.

Aos mais antigos, muitos ainda recorrem ao famoso ‘Jogo do Bicho’. Mas, nos dias atuais, ainda que haja a força dessa contravenção, o cenário tem mudado. Não tenho dúvidas de que você já tenha ouvido algo do tipo: “Fulaninho apostou R$ 1 no jogo do time do coração e ganhou R$ 500”.

As apostas no Brasil tem se diversificado. Desde as apostas em cassinos online até as envolvendo partidas esportivas, das duas uma: se não fez, com certeza conhece alguém que adora gastar dinheiro e fazer a 'fezinha'. Ainda mais com a facilitação de fazê-lo online, não faltam opções de empresas especializadas nesse mercado.

As casas de jogos têm faturado cifras milionárias e fomentado ainda mais o mercado que cresce dia após dia. Empresas como estas são responsáveis por um grande bombardeio de anúncios, tanto na televisão como pela internet e até patrocinam de grandes times de futebol do planeta.

No caso das apostas em jogos esportivos, por exemplo, o futebol, os jogos têm vários modelos, não apenas a escolha do time vencedor. Tem apostadores que arriscam acertar os gols no primeiro tempo, os escanteios, número de faltas, o artilheiro, o melhor em campo e quem chega na final. E com isso, as ‘fezinhas’ online se tornaram uma febre no cenário nacional.

Tudo parece muito atrativo, afinal, as chances de apostar num placar esportivo e acertar são muito maiores que na própria Mega-Sena. Apesar de parecer um cenário perfeito para se ganhar dinheiro é preciso ter muita cautela, porque o buraco desse poço é mais embaixo – bem mais fundo do que imaginamos.

Regulamentação branda e falta de pagamentos

Que o esporte é uma paixão nacional todos já sabemos. Seja por meio da prática cotidiana de atividade física ou acompanhando sua modalidade preferida na frente da televisão, o brasileiro é um grande amante do universo esportivo. Contudo, uma outra prática nacional é o famoso ‘jeitinho brasileiro’.

De acordo com o decreto-lei 9.215, de 30 de abril de 1946, é proibido no país todo e qualquer jogo de azar, o que inclui bingos, cassinos e jogatinas do gênero. Evidentemente, a norma assinada há quase 80 anos levou um bom tempo para ser obedecida – mesmo hoje, diversos bingos funcionam clandestinamente. Não é difícil encontrar. Mas no caso de empresas físicas, a fiscalização tende a ser mais rigorosa.

E é aí que reside o jeitinho brasileiro que beneficia essas empresas: o decreto-lei 13.756/2018, assinado pelo ex-presidente Michel Temer, criou uma nova modalidade de apostas a fim de ampliar o entendimento da categoria dentro da lei. As empresas que operam sites que trabalham apostas em ambiente online e estão sediadas em países cuja operação é tida como legal no território nacional.

Contudo, mesmo que existam aplicativos de marcas conhecidas de casas de apostas, oficialmente, não há sites de aposta que operam no Brasil. Ou seja, você está fazendo sua fezinha em países como: Grécia, Inglaterra e até Curaçao - ilha holandesa perto da costa da Venezuela, conhecido como paraíso fiscal.

A problemática é que os relatos de apostadores de que as empresas que não estão pagando têm crescido em sites como “Reclame Aqui”, trazendo prejuízos a muitos clientes. André Pena Furtado, advogado cível e tributário explica que o ideal seria que as casas de apostas mantivessem uma representação administrativa no país, mas a lei ainda é branda e precisa de aprimoramentos.

“Se já é difícil muitas vezes achar um devedor pelo Brasil através dos oficiais de justiça, imagine de uma empresa qualquer do outro lado do mundo. Hoje, processar uma empresa com sede no exterior torna a burocracia maior. Casos frequentes de golpes têm aparecido, especialmente por ser um mercado online e que oferta aplicativos de muitas empresas. O cuidado nesse tipo de situação deve ser redobrado”.

Como já dito em colunas anteriores, os golpes têm crescido e com um mercado de apostas em alta, todo cuidado é pouco, especialmente em se tratando dos negócios online, uma prática ainda não bem regulamentada no Brasil. “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”.

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Importância da família

quinta-feira, 15 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A família continua sendo importante para nossa vida e construção da sociedade. Segundo a filosofia judaico-cristã, ela foi idealizada por Deus, o Criador do Universo. Segundo o relato bíblico da Criação, duas instituições divinas permaneceram após a queda de Adão e Eva: o sábado como dia especial comemorativo da Criação que identifica o Deus Criador, e o casamento (família). Um detalhe: muitos líderes religiosos afirmam em suas pregações que o sábado como dia separado para adoração, é para os judeus. Mas ele foi instituído como dia especial muito tempo antes de ter surgido o povo judeu.

A família continua sendo importante para nossa vida e construção da sociedade. Segundo a filosofia judaico-cristã, ela foi idealizada por Deus, o Criador do Universo. Segundo o relato bíblico da Criação, duas instituições divinas permaneceram após a queda de Adão e Eva: o sábado como dia especial comemorativo da Criação que identifica o Deus Criador, e o casamento (família). Um detalhe: muitos líderes religiosos afirmam em suas pregações que o sábado como dia separado para adoração, é para os judeus. Mas ele foi instituído como dia especial muito tempo antes de ter surgido o povo judeu. Portanto, não faz sentido histórico e teológico dizer que o sétimo dia, o sábado, é coisa de judeus.

Deus criou o homem e a mulher e, apesar dos esforços de ideologias e políticas que ousadamente atacam os princípios judaico-cristãos bíblicos (Antigo e Novo Testamentos), que fazem de tudo para destruir o conceito divino de casamento entre um homem e uma mulher, que querem acabar com a constituição da família, ela, a família, resiste a este bombardeio obsessivo, ideológico pernicioso.

O primeiro relacionamento da criança é com seu pai, mãe e irmãos. Ela necessita desta estrutura familiar para desenvolver-se física, mental, social e espiritualmente. Diante de situações traumáticas na vida, quando surgem necessidades de apoio, ajuda financeira, encorajamento e afeto, achamos isso na família. Em momentos agradáveis ou desagradáveis, as famílias podem fornecer o carinho e a força que uma pessoa precisa para seguir adiante. Nem sempre temos um amigo para nos ajudar, mas com uma família forte, podemos encontrar o amor e o apoio que precisamos. Por outro lado, se uma pessoa não receber amor e apoio na estrutura familiar, ela se sentirá sozinha, deprimida e sem esperança.

A família promove o senso de pertencimento. Ao crescer numa família, a criança sente que ela pertence a um grupo, onde é aceita, amada, orientada. Ela sente ser uma pessoa por pertencer àquele conjunto de pessoas familiares. Estudos observaram que as pessoas que crescem numa família com boa união, podem ter melhores relacionamentos na vida adulta. Em 2016 a revista Ciência Psicológica publicou um estudo que analisou os relacionamentos dos homens, e observaram que os que cresceram em famílias carinhosas desenvolveram relacionamentos mais fortes do que os homens que não tinham famílias assim, e conseguiram lidar bem com suas emoções, mantendo uma conexão mais próxima com suas companheiras no casamento. (www.psychologicalscience.org/news/women-and-men-still-look-for-the-same-things-in-a-partner-30-years-later.html)

Muitos estudos têm mostrado a importância do tempo em família, especificamente na hora do jantar. Eles revelam que embora as famílias possam ser saudáveis mesmo não jantando juntas todas as noites, existe uma correlação entre esse tempo juntos e o bem-estar da criança ou jovem. Uma das pesquisas revelou que as crianças que tomavam refeições juntas com suas famílias regularmente eram menos propensas a apresentar sintomas de depressão. E as com relacionamentos familiares negativos desencadeavam ou pioravam problemas de saúde mental.

A família é o primeiro lugar onde as crianças aprendem a administrar suas emoções, interagir com os outros e se comunicar. É também o primeiro ambiente onde aprendem sobre consequências, positivas ou negativas. Os pais são responsáveis por orientar seus filhos, fornecendo lições de vida que serão lembradas nos anos adiante. Essas lições formam uma grande parte da visão de mundo de uma pessoa e de como ela acredita que o mundo funciona.

 Junto com as lições de vida, aprendemos um sistema de valores dentro da estrutura familiar e o que é importante para a comunidade. Isto contribui para a formação da identidade da pessoa. Os valores afetam como um indivíduo trata os outros, como ele se vê e o que vê como seu propósito na vida.

Quando as famílias são fortes, as comunidades são fortes. Isso naturalmente leva a uma sociedade forte. Se as famílias não estiverem indo bem, toda a sociedade terá prejuízos. Se as famílias estão felizes e saudáveis, a nação se beneficia. A guerra contra a família no mundo político e ideológico de certos grupos, no fundo, faz parte da batalha contra o Criador dela.

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

 

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Sonho de uma categoria destruído com uma única canetada

terça-feira, 13 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Com uma única canetada o membro do STF, Luís Roberto Barroso, destruiu o sonho de uma categoria em ter seus salários reconhecidos e valorizados. Além disso, mais um crime foi cometido pelo STF ao transgredir a tão decantada independência dos três poderes e apunhalar a Carta Magna do país, que reza em um de seus vários artigos que as decisões do Legislativo, Executivo e Judiciário devem ser, em princípio respeitadas.

Com uma única canetada o membro do STF, Luís Roberto Barroso, destruiu o sonho de uma categoria em ter seus salários reconhecidos e valorizados. Além disso, mais um crime foi cometido pelo STF ao transgredir a tão decantada independência dos três poderes e apunhalar a Carta Magna do país, que reza em um de seus vários artigos que as decisões do Legislativo, Executivo e Judiciário devem ser, em princípio respeitadas.

Ao suspender por 60 dias os efeitos de uma lei, a de número 14.434/2022, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República, Barroso sem julgar o mérito de ser essa lei constitucional ou não, simplesmente atendeu o pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Serviços. O CNSaúde alegou ser a lei inconstitucional alegando que há riscos de demissões em massa, pois o setor privado não teria condições de arcar com os novos salários da categoria. De acordo com a lei os salários de uma enfermeira diplomada passaria de R$ 2.800 para R$ 4.750, a dos técnicos de enfermagem seria de R$ 3.325 em vez de R$ 1.600 e a de auxiliares de enfermagem e parteiras seria de R$ 2.375, ao contrário dos R$ 1.300 atuais.

Se levarmos em consideração que nenhum serviço de saúde, privado ou não, consegue funcionar a contento sem ter uma equipe paramédica de qualidade, essa alegação de demissão em massa é pura falácia. Temos de levar em consideração, ainda, que para diminuir custos o setor privado trabalha com números enxutos de profissionais, pois o que conta é o lucro que hospitais e serviços de saúde auferem no final do mês. No serviço público as coisas são um pouco diferentes, pois a política de emprego é um pouco diferente, já que não existe a preocupação com a lucratividade.

Os salários propostos pela nova lei corrigem uma distorção enorme, pois se levarmos em conta o trabalho que enfermeiras, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem têm no dia a dia de hospitais, clínicas e afins, nada mais justo que esse aumento de 58%. Ele é uma bonificação, em boa hora, a profissionais que lidam com o dia a dia daqueles que estão num momento de sofrimento ou necessidade, e que têm de trabalhar sempre com gentileza e um sorriso nos lábios.

Além disso, se formos esperar que os hospitais se adaptem a esses novos salários, vamos ter de aguardar até que a lua nasça quadrada, pois a possibilidade de aumento salarial sempre foi uma aspiração dessa categoria, que vive de dissídios coletivos de sindicatos da categoria, que nem sempre chegam a valores mais justos. Sem falar que no setor público o último aumento foi em 2017 e no setor privado não me lembro de qualquer aumento, a não ser os salários que sofrem reajustes de acordo com o salário mínimo nacional.

É engraçado que num estalar de dedos os membros do STF decidiram por um aumento de 18% nos seus vencimentos e só dependem agora da chancela do Congresso Nacional, que por ter seu salário atrelado aos dos membros do STF, vão aprova-lo de olhos fechados. Enquanto isso o funcionalismo público amarga um encolhimento dos seus ganhos mensais, causado pela inflação e a aumentos dos impostos. Não teve nenhum membro do STF a contestar esse mimo, que a meu ver, também, é inconstitucional pois foge à isonomia dos três poderes. Por que só o STF?

Em Nova Friburgo, houve um ato na última sexta feira, 9, na Praça Dermeval Barbosa Moreira, dos profissionais de enfermagem, para protestar contra a medida de Luís Roberto Barroso, que aderiu à solicitação de uma mobilização nacional. Que essa esdrúxula canetada seja o mais rapidamente anulada e que o justo aumento desse segmento da saúde seja mantido. Devemos nos lembrar sempre que nenhum médico, clínico ou cirurgião, e nenhum hospital ou serviço de saúde funciona, sem um bom quadro de enfermagem a sua disposição.

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Mestre em proximidade

segunda-feira, 12 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A grande novidade do cristianismo é a proximidade de um Deus que se faz homem. Sua crença não se baseia em um ser divino que está ao longe, mas sim que vem ao encontro da humanidade.

Em sua Carta aos Filipenses, São Paulo enaltece a humildade de Jesus Cristo em não se apegar à sua condição divina, “Ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,7-8).

A grande novidade do cristianismo é a proximidade de um Deus que se faz homem. Sua crença não se baseia em um ser divino que está ao longe, mas sim que vem ao encontro da humanidade.

Em sua Carta aos Filipenses, São Paulo enaltece a humildade de Jesus Cristo em não se apegar à sua condição divina, “Ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,7-8).

Esta característica divina pode também ser percebida na conhecida Parábola do Filho Pródigo. O Pai que ao ver o filho regressar ao longe na estrada corre ao seu encontro, o abraça, ama-o e devolve sua dignidade (cf. Lc 15, 20-22).

Por vezes, diante das dores da vida, somos levados a crer que Deus se afastou de nós, ou até mesmo que Ele não nos ama. Mergulhamos tão profundamente em nós, em nosso egoísmo que não percebemos todas as investidas da parte de Deus de se fazer próximo. E vamos nos afastando cada vez mais. Mas, Ele não desiste de nós.

Nosso Deus não é um Deus isolado, é um Deus-com, em particular conosco, isso é, com a criatura humana. O nosso Deus não é um Deus ausente, levado por um céu distante; é, em vez disso, um Deus ‘apaixonado’ pelo homem, tão ternamente amante a ponto de ser incapaz de se separar dele. Nós humanos somos hábeis em cortar ligações e pontos. Ele, em vez disso, não. Se o nosso coração se esfria, o seu permanece sempre incandescente. O nosso Deus nos acompanha sempre, mesmo se porventura nós nos esquecêssemos Dele. Na linha que divide a incredulidade da fé, decisiva é a descoberta de ser amados e acompanhados pelo nosso Pai, de não sermos nunca deixados sozinhos por Ele” (Audiência geral, 26 abr. 17).

A dinâmica da História da Salvação nos ensina que, apesar de nossa infidelidade, Deus está sempre nos atraindo a Si. Chegou ao ponto de enviar seu Filho Único a morrer na cruz para nos recuperar das garras da morte e do pecado.

O Santo Padre, em uma de suas homilias, lembra que a Bíblia diz que Deus falava ao povo, manifestando Sua proximidade, como um pai com Seu filho. “São as mãos de Deus que nos acariciam nos momentos de dor, confortam-nos. É nosso Pai que nos acaricia! Ele nos quer tão bem. E até mesmo nessas carícias, muitas vezes, há o perdão” (Homilia, 12 nov. 2013).

Em outra reflexão o Pontífice frisou que “Jesus ‘entendia’ os problemas das pessoas, as suas dores, os seus pecados. Ele compreendeu bem que aquele paralítico no tanque de Betsaida era um pecador e, depois de o ter curado, o que lhe disse? ‘Não voltes a pecar’. Disse o mesmo à adúltera” (Homilia, 09 jan. 2018).

Assim, como resposta a esta proximidade com Deus, também nós precisamos buscar proximidade com Ele. E para isso existem vários meios.

Sem dúvidas, a vida de oração é a principal via de cercania com Deus. Na oração encontramos um lugar no qual podemos abrir nosso coração, apresentar nossas angústias e sofrimentos a quem, de fato, está disposto a nos escutar. E Ele nos responde. Seja de modo ordinário ou extraordinário. Há quem o escute como uma voz interior, mas sempre o podemos escutar em sua Palavra e na vida dos irmãos. A autêntica proximidade com Deus nos leva ao encontro dos irmãos, de suas dores e necessidades.

Padre Aurecir Martins de Melo Junior é assessor diocesano da Pastoral da Comunicação

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Encontro da Família Erthal

segunda-feira, 12 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Depois de mais de dois anos sem ser realizada presencialmente, devido à pandemia, a tradicional Família Erthal, que tem no vizinho município de Bom Jardim uma grande concentração de seus membros, anuncia o retorno dos seus grandes encontros festivos.

No próximo dia 24, um sábado, a partir das 11h, no Pesqueiro Remanso Verde, no distrito bonjardinense de São José do Ribeirão, acontecerá o 42º Encontro dos Erthal, com programação variada e  muitas atrações.

Depois de mais de dois anos sem ser realizada presencialmente, devido à pandemia, a tradicional Família Erthal, que tem no vizinho município de Bom Jardim uma grande concentração de seus membros, anuncia o retorno dos seus grandes encontros festivos.

No próximo dia 24, um sábado, a partir das 11h, no Pesqueiro Remanso Verde, no distrito bonjardinense de São José do Ribeirão, acontecerá o 42º Encontro dos Erthal, com programação variada e  muitas atrações.

Trabalhando já há algum tempo para esta realização de muito congraçamento, com união e alegria, está o presidente deste Encontro, Milton Erthal Júnior, com a vice Daisy Lúcia Freitas Camachos e diversos membros que integram a dedicada comissão constituída para o evento.

 Henrique e Laila vão recasar

No próximo sábado, 17, às 11h, na Capela do Colégio Nossa Senhora das Dores, o querido e conhecido casal Henrique Cordeiro Correia e Laila Chermont Abicalil, estará confirmando a união a dois.

Na ocasião, Laila e Henrique vão selar, inclusive em homenagem ao pai dela, o saudoso Elias Abicalil, a relação de muito amor e carinho entre eles, iniciada em 24 de setembro de 1988, um sábado de lua cheia, na pérgola da piscina do antigo Hotel Sans Souci.

 Desde já, nossos cumprimentos ao estimado casal.

Linda união no Poço Feio

Prestigiado pelas agradáveis presenças de seus familiares e amigos mais próximos, os queridos jovens da foto, Mark Spitz e Juliana Brust Carrió em companhia de suas filhas Larinha e Luiza, se casaram na tarde do último sábado, 10, em aprazível local no distrito de Lumiar, junto ao badalado ponto turístico Poço Feio.

Aos queridos amigos, Mark, que é filho do saudoso vereador friburguense Dirceu Spitz e Juliana, filha do empresário Sebástian Carrió, do tradicional restaurante Majórica, nossos votos de eternas felicidades conjugais com cumprimentos aos familiares.

Mãe e filha aniversariando

No último domingo, 11, um almoço em família no Jardim Ouro Preto, marcou as comemorações antecipadas e em dose dupla de felicidades dos aniversários de Nélia Gomes Sarno e sua filha Tatiana.

Para a Nélia que estreou idade nova nesta segunda-feira, 12,  12, e a Tatiana, que troca de idade amanhã, 14, parabéns com desejos sinceros muitas felicidades e tudo de bom.

Esperança de volta

A esperança, como dizem, é a última que morre e em verdade, nem sempre morre!

Por isso, a tradicional Farmácia Esperança, no Centro, que tinha fechado suas portas há alguns meses, em decorrência de uma lastimável tragédia familiar, está se preparando para retomar suas atividades em breve.

Festa da Canjica

Da próxima sexta-feira, 16, até domingo, 18, acontecerá na localidade de Conquista, ao lado da Ceasa, a concorrida Festa da Canjica, que é pedida certa para quem gosta desta iguaria e deseja curtir muitas atrações que animarão também o encontro.

 

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA é um banho de luz que ilumina a nossa alma!

segunda-feira, 12 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O  Caderno Z do último fim de semana nos brindou com uma edição mais do que oportuna e o assunto está, literalmente, na boca do povo, já que é pela boca que somos fisgados diante de um bom prato de guloseimas. Antigamente, elogiava-se a pessoa robusta, o que significava ser forte e saudável. Mas, os conceitos mudaram e há estudos de que o aumento de peso pode desencadear inúmeras doenças, entre elas, a diabetes e a hipertensão.  

O  Caderno Z do último fim de semana nos brindou com uma edição mais do que oportuna e o assunto está, literalmente, na boca do povo, já que é pela boca que somos fisgados diante de um bom prato de guloseimas. Antigamente, elogiava-se a pessoa robusta, o que significava ser forte e saudável. Mas, os conceitos mudaram e há estudos de que o aumento de peso pode desencadear inúmeras doenças, entre elas, a diabetes e a hipertensão.  

O Dia do Gordo, celebrado em 10 de setembro, é uma data para reflexões contra a gordofobia, um chamado para a desconstrução de antigos preconceitos. A análise sobre a expressão “olho gordo” propõe um olhar crítico ao seu enunciado, porque “relaciona sobrepeso com inveja”. Assim como a gordura não é sinal de saúde, a magreza também não tem essa conotação. “Emagrecer aumenta a estatura?” A pergunta não tem resposta exata, mas, de qualquer forma, deixa um alento de que, esteticamente, a pessoa deu uma esticada.

 A obesidade infantil é um desafio enorme, porque a criança costuma se alimentar do que lhe é prazeroso, não do alimento natural, mais saudável. A prática de esportes, as brincadeiras e as aulas de educação física na escola são fundamentais para manter a boa forma dos pequenos. Hábitos alimentares mais sadios em casa dão bons exemplos que podem acompanhar a criança na vida adulta, quando a alimentação mais natural deixará de ser imposta, mas se transformará em um estilo de vida para toda a vida.

Christiane Coelho abordou, de forma ampla, a problemática dos tempos modernos, quando as crianças e os jovens se debruçam de modo excessivo diante de seus aparelhos tecnológicos, prática que foi quase obrigatória no período da prolongada quarentena do coronavírus. A psicóloga clínica, Priscila Mengali, e a professora Claudinha Aguiar ressaltam a importância das tecnologias, mas, alertam para o tempo de uso, sem que haja prejuízo para as atividades presenciais dos convívios sociais. Na atual dependência tecnológica, somos nós, os adultos, os maiores difusores das telinhas virtuais. O bebê, desde o colinho da amamentação, começa a perceber que a função do aparelho mágico nas mãos da mãe será entretenimento na ponta de seus dedinhos.

“Criando esperança através da ação” é o lema da campanha de outra celebração em 10 de setembro: o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. A mestra em Biologia Celular e Molecular, Leila Monnerat, destacou: “Suicídio é um tema muito delicado. Passa por questões de saúde pública e igualdade social. Para abordá-lo é necessário ter empatia e bom senso. Mas ele precisa ser exposto. É preciso falar sobre. Debater e estabelecer políticas públicas eficazes. Deve ser uma bandeira levantada por todos, não apenas por profissionais de saúde mental. E não apenas em setembro.” Suas considerações abrangem toda a extensão do problema porque “cada vida importa”.

A saúde é o que interessa e por mais que essa frase seja, muitas vezes usada aleatoriamente, saúde interessa e muito. Por isso mesmo, não se concebe que a classe de seus servidores na área de enfermagem tenha que fazer manifestação para reivindicar melhores salários. O período crítico da pandemia, por exemplo, foi um divisor de águas para entendermos que os abnegados anjos das enfermarias deveriam ter melhor reconhecimento de seus préstimos. A “doença” da saúde no Brasil começa justamente na ineficácia da valorização dos seus profissionais, porque o assunto tem muita pressa.

Na última estação da viagem literária do fim de semana destaco que o  jornal está lindo com as cores do artista Maycon Rocha. A sede de A VOZ DA SERRA está mais bonita, porque o jornal tem sede de encantamento. Da charge de Silvério ao ponto final, tudo encanta. E os Jogos Florais de 2022, evento super divulgado em suas páginas durante toda a semana, dão provas de que as nossas trovas continuam mantendo a primazia de que o jornal sempre foi a nossa VOZ, desde os primórdios de 1959, quando Luiz Otávio e J.G.de Araújo Jorge criaram o nosso movimento. A Gratidão é um sentimento inesgotável. Adriana Ventura e sua maravilhosa equipe, nossa eterna gratidão!

 

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Adeus, Loni!

segunda-feira, 12 de setembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ontem minha mãe perdeu um amigo e companheiro, o Loni, seu cão, que a acompanhou ao longo de mais de dezoito anos. Foi um momento de delicadeza emocional, em que a tristeza se misturou com lembranças de um tempo de felicidade, durante o qual, de modo recíproco, eles participaram e deram alegria à vida um do outro.

Ontem minha mãe perdeu um amigo e companheiro, o Loni, seu cão, que a acompanhou ao longo de mais de dezoito anos. Foi um momento de delicadeza emocional, em que a tristeza se misturou com lembranças de um tempo de felicidade, durante o qual, de modo recíproco, eles participaram e deram alegria à vida um do outro.

Quando a Vênus partiu, minha cadela a quem dediquei amor profundo, ganhei de uma vizinha o livro, já em sua 11ª. edição, “Todos os Animais Merecem o Céu”, de Marcel Benedeti (1962-2010), editado por Mundo Maior Editora, da Fundação Espírita André Luiz.  O autor era médico veterinário, que escreveu vários livros sobre a vida espiritual dos animais, sendo esta obra ganhadora do prêmio João Castardelli, em 2003. Li com emoção o livro, principalmente as lições que me ofereceu em termos de humildade, paciência, resiliência e fidelidade. Os animais têm funções para como os humanos, da mesma forma que nós para com eles. “O que os animais adquirem como aprendizado permanecem com eles durante a eternidade, e o que foi aprendido sempre será útil, posteriormente, em vidas futuras”. (Benedetti, Marcel, in Todos os Animais Merecem um Céu) 

Não sou espírita, mas por tudo o que aprendi a respeito dos animais, o que vivi com aqueles que são e foram meus, e com que os que apenas conheci, tenho concluído que eles têm um engrandecimento transcendental. Tenho percebido isso quando chego ou volto para casa, quando me fazem sentir vontade de estar com eles, seja pelo prazer e pelo afeto, pela troca de amor. Os animais amam incondicionalmente! Ao ler “Angel Dogs: Anjos de Quatro Patas”, de Allen e Linda Anderson, editado pela Giz Editorial,  tive o conhecimento que os animais são anjos que vêm para apoiar a nossa trajetória existencial cheia de alegrias e afetos, de perdas e conquistas, de tragédias e desafios. Depois de ler a obra, constatei que todos os animais que tive vieram em épocas especiais, em que eventos de forte significação aconteceram na minha vida, como nascimentos e mortes, mudanças e amadurecimentos. Antes de meus filhos nascerem, quis ter um cachorro e tivemos o Zeus. Ele foi nosso companheiro durante quase treze anos. Quando Beto e Gabi entraram na adolescência, ele partiu. Tempos depois tive a Vênus, que acompanhou nossa família em vários momentos especiais, quando tive câncer, meu marido enfartou, minha filha foi morar fora do país e, por fim, meu filho faleceu. Depois Vênus partiu. Tivemos também a Hyra que ficou conosco o tempo suficiente para nos acompanhar nos momentos de perda e luto. Assim que nos recompusemos ela se foi. 

Depois dos conhecimentos que adquiri a respeito, constato que tenho a função de fazê-los evoluir como seres animais. Todos nós, os animais e as pessoas da minha família, nos transformamos, aprendemos a cuidar, a ter paciência e a respeitar as diferenças.

Assim foi o Loni. Acompanhou mamãe no envelhecimento dela, no divórcio, na mudança de moradia. E ela o melhorou como animal não adestrado. Ah, como era levado e tinha vontade própria imponente!

Nos momentos de partida nós os acompanhamos com amor. Acredito que o modo como nos despedimos deles, oferece-lhes tranquilidade para retornarem ao mundo do qual vieram. “Se Ele permite que passemos por situações como essas, é porque é importante para nós e para nossa existência”. (Benedetti, Marcel, in Todos os Animais Merecem um Céu) 

Enfim, amar os animais é um grande aprendizado. Um dos mais humanos que a vida pode nos oferecer. Eles nos ensinam com o olhar, com atitudes e afeto. São grandes mestres.  

 

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