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Quer começar a investir em 2024?

quinta-feira, 07 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

  Ano novo sempre vem com novos desafios e, para muitos, é a nova chance de traçar novas metas e explorar oportunidades de crescimento pessoal. À medida que nos aproximamos do ano de 2024, muitos indivíduos estão ansiosos para traçar novas metas e alcançar objetivos financeiros significativos. Um dos passos mais promissores para aqueles que buscam um recomeço financeiro é adentrar o mundo dos investimentos.

  Ano novo sempre vem com novos desafios e, para muitos, é a nova chance de traçar novas metas e explorar oportunidades de crescimento pessoal. À medida que nos aproximamos do ano de 2024, muitos indivíduos estão ansiosos para traçar novas metas e alcançar objetivos financeiros significativos. Um dos passos mais promissores para aqueles que buscam um recomeço financeiro é adentrar o mundo dos investimentos. Em meio a essa busca por conhecimento financeiro, é essencial compreender os primeiros passos que pavimentarão o caminho para uma jornada bem-sucedida no universo de possibilidades do mercado financeiro.

Portanto, para dar seu primeiro passo nesse mundo amplo do mercado financeiro, fique agora com algumas dicas de como conhecer a si mesmo. Está na hora de você definir o seu Perfil de Investidor. Denominado por Suitability, o processo abaixo é realizado por instituições de investimentos a fim de direcionar seu patrimônio ao que de fato pode ser vantajoso para suas necessidades e objetivos. Para isso, são coletadas as seguintes informações:

 

  • Conhecimento e experiência com investimentos;
  • Prazo estipulado de tempo para manter os investimentos
  • Objetivos ao investir
  • Tolerância aos riscos
  • Realidade financeira e necessidades futuras dos recursos
  • Patrimônio e disponibilidade de capital

 

A fluidez desses dados, entretanto, faz com que a resposta ao questionário da instituição que custodia seus investimentos seja feita periodicamente – a cada 24 meses – a fim de manter a atualização de seu perfil e, consequentemente, investimentos.

Respondido o questionário, seu perfil vai ser classificado em uma de três possibilidades abaixo:

 

  • Conservador: investidor averso ao risco e/ou pouco experiente com relação aos seus investimentos. Risco, no mercado financeiro, é a possibilidade de um resultado diferente do esperado no ato do investimento. Por isso as maiores alocações – para este perfil – tendem a ser em produtos de Renda Fixa e uma pequena parte em fundos de investimentos multimercados e ou ações.
  • Moderado: aqui, há um equilíbrio interessante entre produtos de Renda Fixa, fundos de investimentos multimercados e ativos negociados em bolsa de valores.
  • Arrojado: para este investidor, a estratégia torna-se mais ativa e, além de pesar as alocações para a Renda Variável, o investidor pode adquirir produtos diretamente e sem o intermédio de fundos de investimentos; o que diminui custos e potencializa rentabilidade.

 

Alcançar suas metas não vai ser fácil; só você poderá batalhar para conquistá-las. Sair da inércia só depende de você, mas sem conhecimento será ainda mais difícil vencer esta jornada.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Desconecta

quinta-feira, 07 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Seria um dia como qualquer outro, mas não era. Não, porque em todos os demais dias, o despertador toca às seis da manhã, os segundos que passam pela catraca são computados, a agenda está sempre lotada e o cansaço que lhe é praticamente inerente sinaliza o dia cheio de trabalho, compromissos e tarefas. De nada reclama, afinal, ele é brasileiro, emprego está difícil, ele tende a ser feliz e não costuma desistir da labuta por conta de dias cheios.

Seria um dia como qualquer outro, mas não era. Não, porque em todos os demais dias, o despertador toca às seis da manhã, os segundos que passam pela catraca são computados, a agenda está sempre lotada e o cansaço que lhe é praticamente inerente sinaliza o dia cheio de trabalho, compromissos e tarefas. De nada reclama, afinal, ele é brasileiro, emprego está difícil, ele tende a ser feliz e não costuma desistir da labuta por conta de dias cheios.

Aquele dia era especial pois ele estava de férias. Havia planejado desligar-se dos problemas do mundo e aproveitar para descansar. Ele nada fez. Não teve nenhum compromisso, página da agenda vazia, sequer de problema se lembrava. Pronto, era o tão almejado “dia de fazer nada” que ele sonhou pelos últimos 12 meses. Sem despertador, inclusive.

Mas algo deu errado no plano. Não teve o som do alarme tocando cedo como de costume, mas logo ao despertar, as luzes da tela do celular ofuscaram sua visão ainda embaçada pelo sono. Sua mente que deveria encher-se de nada (vale a antítese), ocupou-se da vida dos outros. Ao aparecer “online” para o mundo, atraiu para si demandas que não pretendia ter. Mas visualizou, não teve jeito. Foi tragado pela tela. O canto dos passarinhos que pretendia ouvir, fora sumariamente esquecido e substituído por vozes, músicas, ruídos. Aquele barulho que a gente sabe. E ao final daquele dia de “descanso”, sentiu-se exausto.

Cansado sem compreender a razão, sentia dores no pescoço e os ombros pareciam rígidos. Foi premiado por uma dor de cabeça ao entardecer além de minado pela sensação de dia perdido. Ele estava certo. Perdeu sua energia para as telas, por sua própria responsabilidade e escolha. Deixou o tempo passar sem que percebesse o desperdício. Não fez o que queria ter feito – ou que não queria, pois nada fazer além de uma escolha, dependendo da conjuntura, é um privilégio. É a vida moderna. E “ele” representa cada um de nós. Será que também se indaga se fomos feitos para confrontar nossos sentidos com tantas informações e experiências visuais, auditivas, sensoriais? Artificiais.

Decidiu desligar. Não a si próprio, mas o aparelho celular em primeiro lugar. Despiu-se da necessidade de se manter conectado com tudo e todos ao mesmo tempo. Optou por se conectar consigo. No primeiro momento, foi difícil romper com o vínculo viciante que o interconecta com suas telas de estimação. Mas estava decidido. Resolveu ser grato pelo “salvador da pátria”, “amigo aguerrido”, “meio de trabalho”, “curador de feridas e matador de saudade” do dia a dia e desligá-lo de si por algumas horas. Optou por desintoxicar-se da adorável tela viciante. Sofreu uma espécie de abstinência no início, mas perseverante que era, se venceu. E ao se superar, finalmente, conseguiu descansar. Reparou nas folhagens. Preparou seus alimentos com calma. O tempo rendeu. Viveu os momentos presentes. Presente. Respirou em paz.  Enfim, libertou-se.

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Bar do Vovô

quarta-feira, 06 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

A despedida. O anúncio, repentino, chocou muita gente, fãs das segundas sem lei, da música boa, dos deliciosos petiscos, do melaço e da cervejinha única temperadas pelo inigualável espaço. Completando 40 anos neste mês de dezembro, com 15 anos da famosa Segunda Sem Lei, que só foi interrompida na época da pandemia, o Bar do Vovô, ponto turístico de Lumiar, vai continuar. Quem se despede é seu icônico proprietário, Dercy Klein - o Vovô. 

Aposentadoria merecida

A despedida. O anúncio, repentino, chocou muita gente, fãs das segundas sem lei, da música boa, dos deliciosos petiscos, do melaço e da cervejinha única temperadas pelo inigualável espaço. Completando 40 anos neste mês de dezembro, com 15 anos da famosa Segunda Sem Lei, que só foi interrompida na época da pandemia, o Bar do Vovô, ponto turístico de Lumiar, vai continuar. Quem se despede é seu icônico proprietário, Dercy Klein - o Vovô. 

Aposentadoria merecida

Difícil imaginar o Bar do Vovô sem o Vovô. Afinal, ele é o próprio bar, gerenciando a cozinha, o caixa, escolhendo os músicos e ainda indo de mesa em mesa para servir, dar aquela atenção, trocar meio dedo de prosa. Mas a decisão não foi repentina. E a despedida não será tão abrupta. Vovô relata que no início do ano, ao perceber que seria o 40º ano de bar, somados a outros anos de trabalho, quase que de domingo a domingo, que era hora de parar.     

Transição

Fechar o icônico bar, referência em Lumiar, nunca esteve em cogitação. A missão mais difícil então era encontrar um sócio que entendesse o valor cultural de um dos espaços mais famosos do distrito. Sócios encontrados. O Vovô, portanto, seguirá com participação no empreendimento. Porém, se afastará pouco a pouco, se dando a aposentadoria. 

A despedida de Dercy

A despedida oficial começa neste sábado, 9, às 17h, com apresentação de Lavada da Terra & Sapo no Seco. Já na segunda, 11, a última Segunda Sem Lei com o Vovô no comando, com a tradicional roda de samba que agita Lumiar e traz turistas e friburguenses de todas as partes. A partir daí, será mais difícil ver o Vovô por lá, que garante, dará todo o auxílio para uma passagem que mantenha os propósitos do seu reconhecido bar, que será sempre o Bar do Vovô.    


 

Na Rede com Scheila

O livro da 1ª Mostra da Socioagrobiodiversidade de Nova Friburgo, iniciativa do movimento Na Rede com Scheila, será apresentado no próximo dia 16, às 10h, na Usina Cultural. A mostra se destinou a exibição, sociabilização e a documentação de conhecimentos e produções construídas a partir da inter-relação entre as diversidades biológica e de sistemas socioculturais variados da cadeia socioprodutiva. A Ação de Extensão foi programada para reunir em uma publicação impressa relatos e registros de informações relevantes resultantes dos debates realizados entre fevereiro e julho deste ano. O livro é gratuito, conta com 124 páginas e foi editado pela In Media Res. 

 

 

Velha Guarda

Com ensaios gerais e de segmentos específicos, as escolas de samba seguem em ritmo acelerado para o Carnaval 2024. Neste domingo, 10, o destaque fica para o almoço da respeitada velha guarda da Unidos da Saudade. Na ocasião, será prestada homenagem a um de seus baluartes, Candinho. O almoço a R$ 20 será embalado pela roda de samba da casa.   


 

 

Esperança F.C.

O Esperança Futebol Clube, cujo um dos fundadores é o patrono e fundador de A VOZ DA SERRA, Américo Ventura, e grande paixão do nosso saudoso diretor, Laercio Ventura, foi celebrado em evento realizado pelo Nova Friburgo Futebol Clube, por ocasião dos seus 108 anos de fundação, que seriam completados no último dia 5. Foram homenageadas várias figuras históricas do clube, entre ex-jogadores e ex-dirigentes, inclusive “in memorian”.  

Memórias

A família do ex-prefeito Amâncio Azevedo esteve presente, sendo ele um dos homenageados. O Nova Friburgo Futebol Clube é resultado da fusão de Esperança, Friburgo e Conselheiro e tem em seu estatuto a obrigação de manter vivas as memórias dos três clubes extintos. O evento foi organizado por Edson Tavares (Edinho), um dos desportistas que mais se empenha em preservar a história do esporte friburguense. 

O futebol começou aqui

O atual presidente do clube, Luiz Fernando Bachini, se emocionou em diversas ocasiões ao relembrar a sua própria passagem como jogador pelos campos de uma Nova Friburgo que não existe mais. O presidente do Conselho Deliberativo, Juca Berbert, manteve a tradição de contar a história do esporte friburguense, que no caso do futebol, remete à chegada dos padres jesuítas na fundação do Colégio Anchieta.

1º jogo em 1886

Aliás, o futebol, definitivamente, não chegou ao Brasil pelas mãos de Charles Müller, como se virou costume falar. Enquanto os ingleses chegaram com o futebol em 1895, em 1886, nove anos antes, os diários do Colégio Anchieta relatam uma partida de futebol entre padres jesuítas, em Nova Friburgo. No mesmo Colégio Anchieta, se guardam diários do extinto Colégio Jesuíta, em Itu-SP. Por lá, o futebol foi jogado antes daqui. 

A importância dos jesuítas

Historiadores têm consenso, portanto, que a paixão nacional chegou ao Brasil pelos padres jesuítas, tendo o primeiro jogo de futebol, em Itu. No entanto, não desprezam a importância daquele 14 de abril de 1895, na Várzea do Carmo, no Brás, em São Paulo. Ali, aconteceu a primeira partida de forma organizada dentro das regras oficiais. Portanto, o futebol no Brasil começou com as populares peladas e só mais de uma década depois teve o jogo dentro das regras.   

Friburguense

Por falar em futebol, o Friburguense segue atuando nas divisões de base nas competições oficiais da Fferj. Quanto ao time profissional, o que não falta é tempo para planejar o retorno à segunda divisão. 2023 foi um dos, se não o pior ano da história para o clube. O Friburguense teve o inédito rebaixamento da segundona para a terceirona, e, disputando a divisão inferior no mesmo ano, não conseguiu o retorno imediato. 

Fora da Copa Rio

Com o 5º lugar na terceirona - por conta de apenas um gol,  não se classificou para as semifinais - o Friburguense também ficou fora da Copa Rio, competição mata-mata que dá vaga na Copa do Brasil ou na Série D do Brasileiro. Apenas os quatro primeiros da terceirona garantem vaga. Sendo assim, a única competição de 2024 será a terceira divisão, que só começa em setembro. Sem os entreveros políticos ocorridos neste ano e com a segurança jurídica devida, a confiança é seguir nas divisões de base e montar time para ter o acesso. 

Ano de recomeço

Triste dizer, portanto, que 2024 é ano de recuperação, para quem sabe em 2025 voltar com tudo, como um meteoro. Exemplos de clubes que tiveram ascensão rápida não faltam. O que falta ao Friburguense é dinheiro. Independente disso, a credibilidade no mercado e o trabalho que vem sendo feito na base, são cartas na manga da direção de futebol. Conquistando o acesso em 2024, o Friburguense volta à segundona de 2025, podendo subir para a elite em 2026. Volta à Copa Rio de 2025, podendo retornar a uma competição nacional no ano seguinte. 2026 é logo ali, ou não. 

Terceirona 2024

A terceira divisão do Rio de Janeiro já tem dez times definidos. Além do Friburguense, estão os outros sete times deste ano que não conseguiram o acesso e nem foram rebaixados, portanto, Barra da Tijuca, Nova Cidade, Goytacaz, Macaé, Paduano, São Gonçalo e Pérolas Negras. Somam-se a estes, os dois que ascenderam da quarta divisão: Belford Roxo e São Cristóvão. Os outros dois que completam os 12 participantes, virão da segundona, disputada entre maio e agosto.              

 

Palavreando

“Pudera pendurar sonhos nas árvores de natal. Mas estrelas cadentes não são Papai Noel em seu trenó. Na maior parte do mundo não neva no dia 25 de dezembro. Mas mesmo sem neve, há corações congelados que nenhuma lareira pode derreter. Sensibilidade salva mais do que Cristo”.

Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

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Tempos difíceis para discordar

quarta-feira, 06 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Havia ruas largas, todas muito semelhantes umas às outras. Enfeitadas com piscas-piscas, papais-noéis, luzes, esculturas, estruturas montadas e sonorizadas pelas nostálgicas músicas de natal que nos trazem a memória afetiva de quando um dia fomos crianças. Eternas crianças.

Havia ruas largas, todas muito semelhantes umas às outras. Enfeitadas com piscas-piscas, papais-noéis, luzes, esculturas, estruturas montadas e sonorizadas pelas nostálgicas músicas de natal que nos trazem a memória afetiva de quando um dia fomos crianças. Eternas crianças.

Havia também ruelas ainda mais semelhantes umas às outras, onde moravam pessoas também semelhantes umas às outras, que saíam e entravam nos mesmos horários, pelas mesmas calçadas, para fazer o mesmo trabalho sacal. E para quem cada dia era o mesmo de ontem e de amanhã, e cada ano o equivalente do próximo e do anterior.

Mudaram as estações e nada mudou? Cássia Eller estava certa em partes. Afinal, nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa e tudo sempre passará - nem que seja por cima de nós. Mas a verdade, é que muita coisa mudou e outras, infelizmente, ainda continuam a ser como eram.

Seria uma hipocrisia negar que a nossa cidade está linda! Eu como morador da Avenida Alberto Braune e apaixonado por Friburgo, me encanto todos os dias com o que vejo pela janela. Mas aprendi que não posso me contentar com uma paixão cega e desarrazoada, que prefiro deixar para os apaixonados e emocionados de plantão.

Toda paixão em que colocamos à frente a emoção, sem levar em conta a razão, está fadada a decepção. Aprendemos com a vida que nem os mais bonitos e encantadores rostos e sorrisos, continuam tão bonitos assim depois de conhecermos além das aparências. Aplicamos a lição nos relacionamentos, mas pouco como uma filosofia de vida.

E nesse colapso de mudanças, dúvidas, paixões intensas em que vive a nossa cidade, cresceu-se um completo estado de hostilidade contra quem tem a audácia de discordar. Sabia-se da vida e das pessoas somente o que elas puderam observar e completava-se o que não sabia com sua imaginação fértil sem horizontes.

Quase que como numa grande batalha, criamos o lado “A” e o lado “B, C, D, E” – que apesar de diferentes, para muitos, são farinha do mesmo saco. E em meio ao fluxo de informação, foram nomeados como os “inimigos em comum”, criando um clima de hostilidade entre as semelhantes pessoas, que vivem em semelhantes vielas com semelhantes e pacatas vidas.

A narrativa da criação de um inimigo em comum é tão forte que as pessoas se revoltam mais com a publicação de uma notícia do que com as denúncias gravíssimas no Hospital Municipal Raul Sertã, de pombos e lixo hospitalar espalhado por dentro do nosso espaço de saúde.

Eu como friburguense raiz, é obvio que fico feliz com o Natal Encantado. Mas, precisamos deixar nossas paixões e emoções de lado. Como usuário do SUS, toda vez em que preciso de um atendimento médico, volto para a realidade de qual o custo que eu pago e, infelizmente só vejo piorar.

Isso não me faz querer derrubar um governo, mas me faz enxergar além do que os meus olhos permitem. E em meio a escândalos nas creches, nos hospitais, nos salários, nos regimes de servidores, é preferível criar e descredibilizar quem pensar diferente como um “inimigo em comum”.

Amo procurar detalhes onde ninguém vê. Mas e as desordens da vida, quem arruma essa? Parece muitas vezes que quando um dedo aponta para o céu, as pessoas olham para o dedo, assumindo uma posição de falsa neutralidade, para esconder a fraqueza de lutar, por aquilo que sabem ser o melhor.  

A verdade é que a crítica quando fundada e embasada divorcia-se da emoção do pensamento político, como divorcia o sexo do amor, a vida íntima da vida pública, o passado do presente. E se seu o passado não tem nada para dizer ao presente, a história deve permanecer adormecida, sem incomodar, nos guarda-roupas onde o sistema guarda seus velhos disfarces.

As festividades tem esvaziado nossa memória, ou enchendo-a de paixões, fazendo com que esqueçamos do que não está legal. E assim nós repetimos a história em vez de fazê-la diferente. Mas entre nós, é pior: as tragédias se repetem como tragédias.

Em meio a bolinhas de isopor picadas ao vento, escrevemos história, exalamos uma felicidade em meio a magia da fantasia de Natal na ‘JohnnyLand’. Como cidade, estamos como numa depressão: tentamos fingir que está tudo bem, com um sorriso estampado no rosto, quando na verdade não está e o pior é que sabemos disso. Mas... são tempos bem difíceis para poder discordar.

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Reserva Cognitiva: como proteger seu cérebro

quarta-feira, 06 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Recebo toda semana por e-mail o “Harvard Health Bit”, um boletim da Faculdade de Medicina de Harvard. Semana passada veio o assunto sobre Reserva Cognitiva, que tem que ver com a saúde do cérebro.

Reserva cognitiva se relaciona com a habilidade de seu cérebro improvisar e encontrar alternativas para realizar uma tarefa. Explica o boletim: “Reflete o quão ágil é o seu cérebro em adquirir habilidades e capacidades para resolver problemas e lidar com desafios. A reserva cognitiva é desenvolvida por uma vida inteira de educação e curiosidade [buscar novos conhecimentos].”

Recebo toda semana por e-mail o “Harvard Health Bit”, um boletim da Faculdade de Medicina de Harvard. Semana passada veio o assunto sobre Reserva Cognitiva, que tem que ver com a saúde do cérebro.

Reserva cognitiva se relaciona com a habilidade de seu cérebro improvisar e encontrar alternativas para realizar uma tarefa. Explica o boletim: “Reflete o quão ágil é o seu cérebro em adquirir habilidades e capacidades para resolver problemas e lidar com desafios. A reserva cognitiva é desenvolvida por uma vida inteira de educação e curiosidade [buscar novos conhecimentos].”

No final da década de 1980 pesquisadores estudaram e descreveram pessoas sem sintomas aparentes de demência, mas que, apesar disso, foi verificado na autópsia delas alterações cerebrais típicas das encontradas em indivíduos com Doença de Alzheimer avançada. Elas não tinham sintomas da doença quando estavam vivas porque possuíam uma reserva cognitiva grande que era suficiente para compensar os danos cerebrais produzidos por esta doença e continuavam a funcionar normalmente.

A partir daí fizeram mais estudos sobre isso e, segundo o boletim da Harvard, “foi verificado que as pessoas com maior reserva cognitiva eram mais capazes de evitar sintomas de alterações cerebrais degenerativas associadas à demência ou outras doenças cerebrais, como doença de Parkinson, esclerose múltipla ou acidente vascular cerebral.”

Uma reserva cognitiva mais robusta também pode ajudar você a funcionar melhor por mais tempo se estiver exposto a eventos inesperados da vida, como alguns eventos complicados ligados ao estresse, cirurgia por uma doença inesperada ou acidente ou toxinas no ambiente. Estas situações e outras que produzem importante estresse emocional, exigem um esforço extra do seu cérebro.

Os autores do boletim da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard comentam que o principal para a saúde do nosso cérebro depende principalmente de mudanças em nosso estilo de vida. E alguns pesquisadores desta universidade identificaram seis pontos básicos para ajudar a construir boa reserva cognitiva: 1 - Adotar uma dieta vegetariana; 2 - Praticar exercícios físicos regularmente; 3 - Dormir o suficiente; 4 - Administrar seu estresse; 5 - Nutrir contatos sociais e 6 - Continuar a desafiar seu cérebro (estudos, boa leitura, etc).

É explicado que estes fatores de estilo de vida não funcionam bem se praticados de forma isolada, por exemplo, praticar atividades físicas, mas viver isolado socialmente e comer besteira, ou se tornar vegetariano, mas permanecer uma pessoa explosiva sem controle emocional.

Funciona melhor para seu corpo e cérebro praticar todos estes fatores ao mesmo tempo em seu estilo de vida. Explica a equipe de Harvard: “Simplesmente comer mais fibras ou adicionar uma caminhada matinal à sua rotina não é suficiente para prevenir o declínio mental. Em vez disso, exercícios, dieta, sono, controle do estresse, interação social e estimulação mental trabalham em conjunto para produzir resultados.”

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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Em análise

quarta-feira, 06 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Após inscrições, candidatos ao Bolsa Atleta Municipal são avaliados

        Vencido o prazo para inscrição de atletas para o programa municipal de incentivo “Bolsa Atleta”, no último dia 1º, a Comissão Julgadora, formada por membros do Conselho Municipal de Esportes, está realizando a análise dos pedidos durante esta semana. O resultado final será divulgado no dia 10 de janeiro de 2024.

Após inscrições, candidatos ao Bolsa Atleta Municipal são avaliados

        Vencido o prazo para inscrição de atletas para o programa municipal de incentivo “Bolsa Atleta”, no último dia 1º, a Comissão Julgadora, formada por membros do Conselho Municipal de Esportes, está realizando a análise dos pedidos durante esta semana. O resultado final será divulgado no dia 10 de janeiro de 2024.

        Ao longo dos últimos dias, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer recebeu a documentação de centenas de interessados em concorrer ao recebimento do benefício, que oferece 38 bolsas com valores diversos. Foram em torno de 300 atletas procurando a pasta para obter informações, segundo o último balanço fornecido pela pasta. O número exato de inscritos ainda não foi divulgado.

        “Considero o Programa Bolsa Atleta um grande sucesso. Tenho certeza que vai auxiliar de maneira eficiente aos nossos atletas. Tivemos duas semanas de inscrições, mas o grande boom foi nesses últimos três dias. Vamos aguardar agora a avaliação dos projetos. Desejo sorte a todos os concorrentes", declarou o secretário municipal de Esportes e Lazer, João Victor Duarte.

        O Programa Bolsa Atleta foi instituído em julho deste ano e consiste em apoio financeiro, técnico e material para atletas, paratletas não profissionais e atleta guia. A iniciativa faz parte do plano de governo da atual gestão municipal. Os atletas que representam Nova Friburgo em eventos oficiais municipais, estaduais, nacionais e internacionais têm prioridade. O objetivo do programa é de valorizar e apoiar atletas e paratletas, incentivando jovens a desenvolver a prática do esporte.

        De acordo com a prefeitura, são objetivos do programa valorizar e apoiar atletas e paratletas que participam do esporte educacional e, em casos específicos de acordo com o regulamento de cada modalidade, da prática de alto rendimento, além de incentivar jovens, desenvolver a prática do esporte como meio de ascensão social, através da concessão de bolsas remuneradas e aquisição de materiais, além de estimular veteranos. Atletas friburguenses que hoje moram fora também podem representar a cidade.

O texto da medida cita que o esporte não profissional é a prioridade, mas o município, através de autorização do legislativo, pode cooperar para a sua profissionalização. O Bolsa Atleta atenderá às modalidades olímpicas, paraolímpicas e não olímpicas, com prioridade para aquelas que Nova Friburgo é representada em eventos oficiais, no âmbito estadual, nacional e internacional.

        O programa promete oferecer apoio financeiro, técnico e material a atletas, paratletas não profissionais e atleta guia e, em casos especiais, apoio financeiro excepcional para o custeio de viagens, hospedagens, alimentação, transporte, inscrição em competições e outras despesas do atleta que representará Nova Friburgo.

O programa será concedido pelo prazo máximo de um ano. É obrigatório para a renovação na concessão do programa ou apoio financeiro excepcional a aprovação das contas do requerente contemplado.

Metade das bolsas será destinada ao público feminino, e a outra parte, ao masculino, com valores subdivididos em categorias: Atleta/Paratleta/Atleta-guia Nível Estadual: 26 bolsas no valor de R$ 3 mil anuais, cada; Atleta/Paratleta/Atleta-guia Nível Nacional: dez bolsas de R$ 4.200 anuais, cada e Atleta/Paratleta/Atleta-guia Nível Internacional: duas bolsas de R$ 5.400 anuais, cada.

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    Após período de inscrições, análises são feitas durante esta semana por uma comissão

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    Resultados finais do Bolsa Atleta serão divulgados em janeiro

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Na história

quarta-feira, 06 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Aniversário do Esperança celebrado com evento e homenagens

Aniversário do Esperança celebrado com evento e homenagens

O inesquecível futebol amador de Nova Friburgo vive. A cada homenagem aos personagens desta bela história, que se confunde com a do desenvolvimento do município, o mergulho no passado nos permite recordar. E um desses times que marcaram época no desporto friburguense fez aniversário, celebrado com um evento no último domingo, 3. O Esperança Futebol Clube completou 108 anos nesta terça-feira, 5, e alguns abnegados que contribuíram significativamente com a agremiação verdejante foram homenageados. A atividade foi realizada na sede social do Nova Friburgo F.C., no Centro, e reuniu torcedores, diretores e convidados.
A programação foi aberta com um café da manhã e, em seguida, foram prestadas homenagens de reconhecimento. A mesa diretora do evento foi formada por Carlos Arnaldo Bravo Berbert, o Juca, presidente do Conselho Deliberativo; Luiz Fernando Bachini, presidente do Conselho Diretor; Elberth Heringer, presidente do Friburguense; Eduardo Valentim, 1º secretário; Ivan Gambini, tesoureiro; Suenni Fernandes, vice-presidente, e Joel Duarte (Conselho Diretor).
“É um prazer participarmos deste evento de comemoração dos 108 anos do Esperança F.C. O nosso estatuto determina que nessas datas devemos lembrar de todos que contribuíram para a nossa história. Queremos agradecer a todos que nos ajudaram a construir uma trajetória de glórias”, destacou o presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini.
A atividade foi apresentada por Landri Schettini e houve também um momento de oração conduzido pelo representante da Igreja Católica, Bento Ferreira. Os hinos Nacional, do Esperança e de Nova Friburgo foram executados pelo saxofonista, Silvio Lamego. O presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Arnaldo Bravo Berbert comentou sobre a trajetória do clube verdejante.
“Ao completar 108 anos queremos agradecer a todos os presentes e aos homenageados. Desejamos manter viva essa tradição do Esperança F.C e do Nova Friburgo F.C.”, destacou Juca.

Um pouco da história

A história começa ainda no início do século 20, quando estudantes de várias partes do país migraram para Nova Friburgo e trouxeram a até então desconhecida bola de futebol. Os moradores do bairro Vilage passaram a frequentar o Colégio Anchieta e as partidas amistosas de futebol foram disputadas no campo da escola.
A brincadeira tomou proporções maiores. As famílias Sertã, Spinelli e Van Erven estreitaram as relações e passaram a organizar os jogos. No dia 26 de abril de 1914, uma reunião no Hotel Salusse fundou oficialmente o Friburgo Futebol Clube. O esquadrão vermelho e branco tornou-se o time a ser batido. Em 1915, o Friburgo goleou o União pelo placar de 11 a 0 e os dirigentes, insatisfeitos, responderam à derrota com a criação do Esperança Futebol Clube.

Junto ao time esperancista nasceu uma grande rivalidade que, mais tarde, curiosamente, desencadearia a fusão. Os operários criaram o seu próprio clube de futebol, o União Foot-Ball Club, em fins de 1914. O clube mudaria de nome por causa de um fato inusitado. Em novembro de 1915, em um jogo amistoso contra o Friburgo F.C., o árbitro Peri Bartojo teria beneficiado o adversário. Ao término da confusão, proferiu uma ofensa ao União, cuja camisa era preta e branca.
O preconceito contra o negro era latente na sociedade da época e refletia no futebol, tido como esporte da elite. Por conta da confusão, em 5 de dezembro de 1915, criou-se o Esperança Foot-Ball Club, com as cores verde e branco. O símbolo do clube, o Dragão Verde, foi escolhido por Sebastião Oliveira na edição de 26 de maio de 1955, no Programa Ondas Verdejantes na Rádio Sociedade de Friburgo AM.
A explicação para as cores deve-se ao referencial verde da palavra esperança. A primeira diretoria foi constituída pela assembleia de fundação, tendo como presidente foi Manoel Gonçalves Neto, o Zinho e o vice-presidente era Dídimo Manoel de Oliveira. Os primeiros anos de vida do Esperança F.C. foram difíceis, uma vez que clube não contava com a simpatia nem a aprovação da burguesia, reunida pelo Friburgo.

Dentre tantas outras paixões, o eterno diretor de A VOZ DA SERRA, Laercio Rangel Ventura, era um apaixonado pelo futebol e reservava um espaço especial para o verde e branco do Esperança. Seu pai, Américo Ventura Filho, foi fundador do Esperança Futebol Clube e Laercio herdou essa paixão, trilhando o mesmo caminho. Em 1945 ingressou na categoria juvenil do Barroso Futebol Clube. Laercio teve a oportunidade de atuar ao lado de craques como Robson, Jandir, Arnoldo e outros. Apesar da distância, jamais se afastou de Nova Friburgo, sua cidade natal, tampouco do clube do coração, o Esperança.

No Verdejante da Vila Mariana foi companheiro de atletas como Paulo Banana, mas a trajetória como jogador foi interrompida devido a uma lesão no joelho. Laercio concluiu os estudos e retornou definitivamente para Nova Friburgo, onde passou a fazer parte da diretoria presidida por Juvenal Marques. Em 1967, assumiu a presidência do alviverde do Estádio Oscar Machado. As obras o levaram a ser reconhecido como um dos maiores presidentes do futebol municipal de todos os tempos.


Os homenageados

- Amâncio Mário de Azevedo: médico, vereador, prefeito, diretor e presidente do Esperança F.C.

- Cléris Freitas: comerciante automobilístico, diretor e presidente do Esperança

- Emílio Bachini Filho: sapateiro; fiscal de barreira e ex-atleta do Esperança

- Guaraci Nunes Botelho: funcionário dos Correios; comerciante e presidente do Esperança

- Geraldo Climério Moura: farmacêutico; diretor e presidente do Esperança

- João Baptista da Silva: vereador; bacharel em Direito; contabilista e gerente da Fábrica de Rendas Arp com várias outras atividades na sociedade friburguense

- José Pereira da Costa Filho: técnico de tinturaria industrial e atleta do Esperança

- Jorge de Carvalho: fundador do Esperança

- José da Cunha: ocupou vários cargos no Esperança, apaixonado do clube da Vila Mariana  e industriário da Fábrica de Rendas Arp

- Laercio Rangel Ventura: contabilista, gerente industrial e  financeiro das Indústrias Sinimbu; diretor de A Voz da Serra; tesoureiro, diretor e presidente do Esperança

- Manoel Lopes da Silva: funcionário da Rede Ferroviária Leopoldina, um dos grandes apaixonados pelo Esperança

- Onete Faria Daflon: comerciante; diretor e presidente do Esperança

- Jaci Leôncio: torcedor apaixonado do Esperança. Acompanhava o clube em todos os momentos e policial militar.

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    Homenageados durante mais um aniversário do Esperança F.C.

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    Presidente do Conselho Deliberativo, Juca fez um passeio pela história do futebol amador

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    Bachini, presidente do Conselho Diretor do Nova Friburgo F.C., destacou a importância de prestar as homenagens

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    Amigos e familiares dos agraciados participaram do evento festivo

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A clareza da fala brasileira

terça-feira, 05 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

A gente é incelente neste mundo, professor

A gente é incelente neste mundo, professor

É bem conhecido por nós, brasileiros, o estereótipo do texano como um sujeito grandão, de camisa estampada, que fala alto e se acha mais macho que todo mundo. Se eles soubessem que é isso que pensamos deles, talvez ficassem zangados e, conforme o mesmo estereótipo, um texano zangado pode trazer grandes danos para a integridade física do seu interlocutor. Mas a culpa não é nossa, é dos filmes americanos, principalmente dos faroestes, nos quais o herói enfrenta sozinho uma quadrilha de vinte bandidos, mata todos eles, e nem por isso sua roupa se rasga ou seu cabelo se despenteia.

Tem até uma piada, mais antiga do que a Sé de Braga, cujo prédio é de 1070. Pois bem, o texano mal desembarcou no Galeão e foi botando banca: “Na minha terra todo mundo é muito macho!” O nosso patrício modestamente retrucou: “Aqui metade é homem, metade é mulher, e funciona muito bem”. E funciona mesmo. Se os americanos têm maneira melhor de lidar com esse assunto, podem ficar com ela.

Cada povo fala e vive à sua moda, e o que é poesia em um lugar é grosseria no outro. Se não me engano foi o multi-instrumentista Egberto Gismonti que contou como o comportamento dos japoneses durante um concerto o deixou surpreso.  Além do som dos instrumentos, só o que se ouvia no auditório era um silêncio de pedra. Ninguém respirava. Sabendo da alta qualidade de sua obra, Gismonti certamente contava com aplausos ao fim de cada peça. Nada disso. A plateia inteira se levantava, curvava-se silenciosamente diante do músico e voltava a sentar-se (em silêncio). No Brasil, são comuns os aplausos ─ quando não assobios e gritos ─ mesmo em meio à apresentação.

Outro dia me enviaram uma série de frases que só brasileiro entende. Na verdade, é difícil explicar a quem não conhece português que “pois sim” é negativa e “pois não” é afirmativa. Se um estrangeiro fala com uma de nossas garotas que vai beijá-la, e ela responde “pois sim!”, o mais provável é que ele receba um tapa na cara no lugar do beijo que esperava (se bem que nem todas as garotas brasileiras são assim tão recatadas). Mas o fato é que nosso idioma tem suas maluquices. “A luz dormiu acessa”, “Escuta só pra você ver”, “Essa rua vai pra onde?”, “Tem, mas acabou”, “Tô esperando o sol esfriar”, “Não vi nem cheiro”, e “Fiquei preso do lado de fora” são pérolas do português brasileiro.

Essas são contribuições anônimas, mas algumas têm autoria reconhecida, ou pelo menos alguém a quem elas são atribuídas (atualmente nunca se sabe. Gabriel Garcia Márquez disse que preferia morrer a ser autor de textos que atribuíam a ele na internet). Um diretor de futebol paulista, tido como homem de poucas letras, ficou famoso pelas frases que dizia (ou diziam que ele dizia), as quais, embora sem pé nem cabeça, tinham uma lógica irrefutável. “Esses jornalistas que hoje me criticam um dia escreverão minha autobiografia”, era uma delas. Para dizer que um bom jogador devia sair-se bem tanto na grama seca quanto molhada, teria declarado que um bom atleta precisava ser como pato: “aquático e gramático”. Sensato e experiente, reconhecia: “O difícil, como vocês sabem, não é fácil”. E mais esta, que é um primor de sabedoria e clareza: “Se entra na chuva é pra se queimar”. Encerremos com a que me disse um pedreiro que trabalhou em minha casa: “A gente é incelente neste mundo, professor”. Não entendi nada, mas estou de pleno acordo.

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O verão bate a nossa porta, cuidados a serem tomados

terça-feira, 05 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Faltam menos de 20 dias para o início do verão, talvez a estação mais esperada para quem gosta de sol e calor. No entanto, apesar da descontração e da alegria que ele nos traz, é importante que tenhamos em mente os riscos nele embutidos e as precauções a serem tomadas. O mais interessante é que esses cuidados se apresentam em todos os momentos desses três meses de dias maios compridos e calor intenso.

Faltam menos de 20 dias para o início do verão, talvez a estação mais esperada para quem gosta de sol e calor. No entanto, apesar da descontração e da alegria que ele nos traz, é importante que tenhamos em mente os riscos nele embutidos e as precauções a serem tomadas. O mais interessante é que esses cuidados se apresentam em todos os momentos desses três meses de dias maios compridos e calor intenso. Vou lista-los à medida que eles me vêm a cabeça e o que devemos fazer para não termos de recorrer aos serviços médicos de urgência, mais atarefados nessa época do ano; além das atitudes diárias que, com certeza, vão melhorar nosso bem estar.

A primeira coisa de que me lembro é a hidratação, pois dias mais quentes produzem uma sudorese mais copiosa com a consequente desidratação, com ênfase nas pessoas mais idosas que têm a tendência de beber menos água. A diminuição da sensibilidade do centro da sede faz com que sua hidratação fique prejudicada.  Assim, devemos ingerir no mínimo dois litros de líquidos entre água, água de coco e sucos ricos em vitamina C, tais como limão, acerola e laranja.

Outro fator importante é o uso de protetores solares, seja cremes ou mesmo camisas e chapéus que utilizam, na sua confecção, tecidos com proteção UV (ultra violeta). No verão, o sol está mais próximo da Terra e a consequente exposição aos raios solares é maior. Esse fator acarreta duas consequências importantes, as queimaduras que podem ser até de terceiro grau, aquelas que acometem todas as camadas da pele, a derme, a epiderme e as mais profundas e que podem requerer internação em serviços especializados. Além disso, a exposição prolongada ao astro rei pode acelerar o aparecimento do câncer de pele, sendo o melanoma o mais comum. Claro que são necessários vários verões para que esse risco se torne uma realidade, mas como o efeito é cumulativo, devemos nos precaver sempre. Daí o uso de protetores solares e evitar sol direto a partir das 11h até as 17h. Como os dias, nessa estação são mais longos, ainda dá tempo de pegar um solzinho depois das 17h. Em vez do chá das cinco seria o sol das cinco.

Uma atenção especial deve ser dada a alimentação, seja na praia, seja no dia a dia. O calor excessivo deteriora com mais rapidez os alimentos e aí, todo cuidado é pouco. Na areia é recomendável evitar as frituras por duas razões, a primeira por desconhecermos a qualidade do óleo (quantas vezes ele está sendo utilizado antes de ser trocado?) e, mais importante, frituras podem mascarar o gosto de alimentos estragados. Pastéis, palitos de camarões, empadas seja de camarão, palmito ou frango, iscas de peixe, ostras nem pensar. O melhor é o consumo de sorvetes (além do mais refrescam), de biscoitos de polvilho, queijo coalho assado no carvão, mesmo assim procurando se certificar da qualidade do mesmo. Mais saudável é o consumo de alimentos levados de casa e conservados no isopor. Ou, então, se utilizar dos quiosques, no calçadão da praia. A vantagem é que eles têm geladeira e no caso das frituras, podemos observar a cor do óleo. Os riscos de infecções alimentares são muito grandes, com as consequentes diarreias e vômitos que podem agravar possíveis desidratações o que aumenta a probabilidade de internações.

Com relação às bebidas alcoólicas os cuidados preventivos, também, se fazem necessários. Aqui, o problema reside no consumo exagerado de álcool, pois o mar, mesmo pelas pessoas sóbrias, tem de ser respeitado, imagine por aqueles que tenham passado dos limites. O risco de afogamento é maior não importa se são exímios nadadores.

Da mesma maneira que álcool e direção não combinam, água que passarinho não bebe e mar, também é uma combinação explosiva. Ninguém vai deixar de tomar uma cervejinha estupidamente gelada, ainda mais com o calor causado pelo sol e pelo que emana das areias, mas que o faça com moderação. Se a moringa estiver cheia, evite de entrar na água. Mar é mar e não importa se agitado ou não. O problema é que se agitado, o respeito é maior, se calmo pode levar a excessos.

Para finalizar, é importante usar roupas leves, principalmente nas crianças, assim como o uso de chapéus ou bonés, para evitarmos aquela expressão jocosa de que fulano está “assando os miolos”.

É claro que meu artigo foi mais voltado para o lazer à beira do mar, mas é importante lembrar os muitos trabalhadores que são obrigados a se exporem ao sol. Eles devem ser orientados a usarem bonés ou chapéus e o uso intermitente de protetores solares. Sabemos que são caros, mas a prevenção vale a pena. Uma campanha através dos nossos meios de comunicação ajudaria bastante.

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Rival vem da Baixada

terça-feira, 05 de dezembro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Belford Roxo conquista acesso e será adversário do Frizão em 2024

Belford Roxo conquista acesso e será adversário do Frizão em 2024

O final da temporada de competições se aproxima, e com ele, algumas definições importantes para o ano que vem. O Friburguense, por exemplo, conheceu mais um adversário que irá enfrentar na Série B1 do ano que vem, competição mais importante do calendário tricolor. O Belford Roxo chegou na final da Série B2 Estadual e conquistou o acesso para a Série B1 ao golear o Zinzane, por 5 a 0, na tarde do último domingo, 3, no Nélio Gomes, no jogo de volta das semifinais da competição, e garantiu também o acesso.

Yan, com um hat-trick, e Denilson, duas vezes, marcaram os gols do time da Baixada, que tinha empatado em 0 a 0 com o Zinza no jogo de ida. Agora, o Belford Roxo aguarda o vencedor de São Cristóvão e Bonsucesso, que decidiram, nesta segunda-feira, 4, a outra semifinal, no Ronaldo Nazário. O jogo não foi encerrado até o fechamento desta edição.

Esta partida, inclusive, teve que ser interrompida e retomada em outra data. Uma briga generalizada que acabou em invasão e paralisou o jogo entre as duas equipes no último dia 26 de novembro. O Bonsucesso acusa torcedores do São Cristóvão de terem iniciado a ação, do lado de fora do estádio. Entretanto, institucionalmente, o clube cadete nega participação de seus torcedores na confusão. A alegação é de que não havia, na briga, ninguém uniformizado com algo que remeta ao time da Rua Figueira de Melo.

Através das redes sociais, rapidamente viralizaram vídeos que mostram cerca de 20 torcedores tentando invadir o estádio e espancando pelo menos duas pessoas que estavam no portão principal da Rua Teixeira de Castro. Estes dois agredidos eram torcedores do Bonsucesso.  

Na sequência da partida iniciada e interrompida, Bonsucesso e São Cristóvão não balançaram as redes nos 35 minutos restantes e o placar permaneceu 1 a 1, no Estádio Leônidas da Silva, na Rua Teixeira de Castro, zona norte da capital, no último dia 30.

Mesmo já tendo uma ideia do desenho para o ano que vem, tendo como base o calendário desta temporada, o Frizão só deve voltar a disputar uma partida oficial em setembro de 2024. Antes, porém, deverá ter a Copa Rio como primeiro compromisso. A Série B1, equivalente à terceira divisão do Rio, só começará após a disputa da A2, que irá definir os rebaixados e futuros adversários do time de Nova Friburgo.

Além do Friburguense, estão confirmados na edição do ano que vem as equipes do Barra da Tijuca, Belford Roxo, Goytacaz, São Gonçalo, Macaé, Nova Cidade, Paduano e Pérolas Negras. Duque de Caxias e Serrano conquistaram o acesso para a A2 de 2024, enquanto 7 de Abril e Serra Macaense foram rebaixados para a Série B2.

Duque campeão

O Duque de Caxias venceu o Serrano pelo placar de 1 a 0, na tarde do último sábado, 2, diante de 800 pessoas no Marrentão, no jogo de volta da final do Campeonato Carioca da Série B1 e tornou-se o campeão da terceirona estadual. A partida, realizada num gramado irregular, foi marcada por muitas expulsões. Logo aos 21 minutos, o goleiro Luis Henrique levou cartão vermelho infantilmente, por reclamação excessiva com o árbitro Carlos Tadeu Ferreira, levando dois amarelos. Ao 25, após uma cobrança fechada de escanteio de Walber, Rafinha desviou de cabeça contra o próprio patrimônio, no que seria o único gol do duelo.

No segundo tempo, o Tricolor da Baixada também ficou com dez em campo aos 17 minutos, após a expulsão de Edmário, por falta dura em Talisson. O Serrano lutou pelo empate, tendo algumas chances de gol, mas não conseguiu balançar as redes. Na parte final, muita confusão, primeiro envolvendo Chula e Alexsandro, depois Cleyton e um gandula, com direito a policiamento em campo. Aos 50, novo tumulto, com invasão generalizada das duas equipes (incluindo comissões técnicas e dirigentes) no campo de jogo por cinco minutos. Juan Evangelista e Talisson foram expulsos, ficando nove de cada lado.

Assim, o Duque de Caxias conquistou um título inédito, com 100% de aproveitamento dentro de casa (sete vitórias). Vale lembrar que o Serrano também garantiu a vaga para a Série A2 do Campeonato Carioca de 2024.

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    Com vaga na final e acesso garantido, Belford Roxo será adversário do Frizão em 2024

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    Conturbado duelo entre Bonsucesso e São Cristóvão define mais um rival do Friburguense na B1

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    Invicto em casa, Duque de Caxias faturou o título da terceirona desta ano

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