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Câncer, um inimigo à nossa espreita

quarta-feira, 11 de março de 2026
por Max Wolosker

Estou com meu cunhado, marido da minha irmã, nas últimas, no Hospital Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Portador de um sarcoma de intestino, do qual falarei a seguir, mesmo após duas cirurgias e uma quimioterapia, ainda em curso, esse inimigo cruel não foi abatido e na última tomografia computadorizada, tinha se espalhado por todo o abdome. Está, agora, no CTI do Marcílio Dias, a espera de um milagre que o livre de mais sofrimentos.

Estou com meu cunhado, marido da minha irmã, nas últimas, no Hospital Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Portador de um sarcoma de intestino, do qual falarei a seguir, mesmo após duas cirurgias e uma quimioterapia, ainda em curso, esse inimigo cruel não foi abatido e na última tomografia computadorizada, tinha se espalhado por todo o abdome. Está, agora, no CTI do Marcílio Dias, a espera de um milagre que o livre de mais sofrimentos.

Estamos assistindo a um aumento significativo da incidência de tumores malignos que a meu ver, é o preço que estamos pagando pelo aumento da longevidade, proporcionado pelos avanços da medicina. De um lado a humanidade está vivendo mais, de outro fica propicia ao aparecimento dessa doença que, em muitos casos, é o resultado do envelhecimento dos órgãos. Segundo o site “https://www.oncoguia.org.br/painel-politicas-publicas”, o câncer se consolida como a segunda causa de morte global. E diz: “O cenário da oncologia global nas próximas décadas será marcado por um crescimento acelerado e por disparidades profundas entre nações ricas e em desenvolvimento. De acordo com a mais recente análise do estudo Global Burden of Disease (GBD 2023), publicada pela prestigiada revista científica The Lancet, o câncer já é a segunda principal causa de morte no planeta, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

Em 2023, o mundo registrou 18,5 milhões de novos casos de câncer e 10,4 milhões de óbitos. No entanto, as projeções estatísticas até 2050 indicam um salto preocupante: os diagnósticos anuais devem atingir 30,5 milhões, enquanto o número de mortes pode chegar a 18,6 milhões — um aumento de 74,5% em comparação a 2023”.

Prevenção sempre

Daí a importância do controle médico, o famoso exame preventivo, anual até os 50 anos e semestral a partir dos 60 anos, pois quanto mais precoce for a descoberta dessa praga, maiores as chances de controle ou mesmo cura. De acordo com esse site central de consultas, clínica acessível, o exame preventivo é uma das formas mais eficazes de cuidar da saúde e evitar o agravamento de doenças silenciosas. Ele ajuda a identificar doenças ainda no início, muitas vezes antes dos sintomas surgirem, aumentando significativamente as chances de um tratamento eficaz e de cura.  

No entanto, há casos, como o temido tumor de cabeça de pâncreas e o do sarcoma, em que o diagnóstico só é feito quando eles já se encontram em estado avançado. Aliás, esse foi o problema que aconteceu com o meu cunhado, quando foi descoberto e extirpado, já pesava oito quilos e, o que é pior, os sintomas iniciais não eram típicos e podiam ser confundidos com a suspeita de outras doenças.

Existe ainda a desigualdade social como fator de risco, pois a incidência da doença expõe um abismo social. Isso se deve ao fato de que cerca de 65,8% das mortes por câncer ocorrem atualmente em países de baixa e média renda. A previsão é que o aumento da mortalidade nessas regiões seja de 90,6% até 2050, enquanto nos países de alta renda esse crescimento será de 42,8%. Como já disse, embora o envelhecimento populacional seja o principal motor desses números, a falta de infraestrutura para tratamento, em países em desenvolvimento, agrava o prognóstico.

Claro que a oncologia (especialidade que se destina ao diagnóstico e tratamento dos diversos tipos de tumores malignos) é uma das que mais se desenvolvem na medicina, chegando ao ponto de já existirem subespecialidades, como é o caso do sarcoma. Só existem dois médicos especializados nesse tipo de tumor, no Brasil, um em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, dra. Bruna David.

Mas, afinal o que é o sarcoma?

De acordo com a SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, “os sarcomas são um grupo diverso de tumores malignos raros que se desenvolvem nos tecidos conjuntivos, que ficam entre a pele e os órgãos internos. Os tumores podem acometer diversas partes do corpo, e são divididos em três grandes grupos: sarcomas de partes moles, ossos e GIST (tumor do estroma gastrointestinal).

Os sarcomas de partes moles, os mais comuns, podem se desenvolver nos músculos, tendões, cartilagens, células de gordura, vasos sanguíneos e nervos, por exemplo. Atualmente, estima-se que existam mais de 100 subtipos de sarcomas. No geral, cada sarcoma é nomeado a partir da região do corpo de origem. Um sarcoma nos ossos é denominado osteossarcoma; nas células gordurosas, lipossarcoma; nos músculos lisos, leiomiossarcoma; nos músculos estriados, rabdomiossarcoma; e assim por diante. 

Segundo Jadivan Leite de Oliveira, da SBCO, na maioria das vezes, os sarcomas não apresentam sintomas no início. Quando existem, eles podem variar muito dependendo do tipo, localização, tamanho e estágio do tumor. Os mais comuns são: edemas (inchaços causados por acúmulo de líquidos no corpo), nódulos ou uma massa palpável em casos mais avançados, sensação de fraqueza e cansaço, sangramentos nas fezes ou vômitos, febre em casos avançados, dores em casos específicos”.

Isso é tão verdadeiro que quando o diagnóstico definitivo de sarcoma do estroma gastrointestinal foi feito no meu cunhado, o tumor já pesava oito quilos. E, infelizmente, a cirurgia e a quimioterapia já não foram suficientes para deter a progressão. Infelizmente, às 19h do último domingo, 8, ele partiu para a eternidade.

Esse artigo foi escrito como uma matéria informativa, com o intuito de alertar os leitores para a importância e necessidade de exames preventivos, pois mesmo com sua realização não estamos livres de inimigo que está à nossa espreita, pronto para nos abater.

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Friburgo se despede do dr. Carlos Pecci

quarta-feira, 04 de março de 2026
por Max Wolosker

Em julho de 2023, fiz uma entrevista com o dr. Carlos Alberto Pecci, então o médico mais antigo de Friburgo, em atividade. Infelizmente, no último dia 24 de fevereiro, recebemos a triste notícia do seu falecimento. Prestando uma grande homenagem a essa figura amiga, carismática e tão conhecida na cidade, não só como médico, mas, principalmente, como uma pessoa com atuação marcante na vida de Nova Friburgo, republico aqui o texto. Mas, dessa vez, com uma emoção diferente, aquela provocada pela perda de um grande amigo.

Em julho de 2023, fiz uma entrevista com o dr. Carlos Alberto Pecci, então o médico mais antigo de Friburgo, em atividade. Infelizmente, no último dia 24 de fevereiro, recebemos a triste notícia do seu falecimento. Prestando uma grande homenagem a essa figura amiga, carismática e tão conhecida na cidade, não só como médico, mas, principalmente, como uma pessoa com atuação marcante na vida de Nova Friburgo, republico aqui o texto. Mas, dessa vez, com uma emoção diferente, aquela provocada pela perda de um grande amigo.

Carlos Alberto Pecci, o médico mais antigo de Friburgo, ainda em atividade

Nascido em Nova Friburgo, em 8 de maio de 1934, na Rua General Osório, desde pequeno sempre quis ser médico, o que talvez fosse complicado, já que era oriundo de uma família humilde, sendo seu pai sapateiro, o que, em princípio, tornava seu sonho pouco provável. Terminado o segundo grau, trabalhando como entregador na quitanda de seu irmão Osmar Pecci, conheceu uma família que passava férias em nossa cidade e, um dia lhe foi perguntado pelo casal o que pretendia ser. Modesto, característica pessoal de Pecci, disse que seria quitandeiro, pois sua vontade de ser médico era impossível, pois sua família não tinha condições de bancar seus estudos em Niterói ou no Rio de Janeiro.

O acaso bateu-lhe à porta, pois um dos filhos desse casal era médico em Niterói, além de secretário de Saúde do antigo Estado do Rio de Janeiro. Este, quando soube do desejo de Pecci, conseguiu um emprego para ele, na secretaria do Hospital Ary Parreiras, na antiga capital do estado. Se dedicando aos estudos para enfrentar um vestibular, conseguiu ser aprovado, em 1954, e matriculou-se na faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, coroando o sonho de ser médico, em 1961, quando recebeu seu diploma.

Começou a trabalhar como plantonista do antigo Samdu (Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência), em Niterói, e abriu um consultório na Avenida Amaral Peixoto. Nessa época, casou-se com a também niteroiense Iara Pecci e, quatro anos depois, já tendo terminado o curso de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, resolveu voltar para sua terra natal. Assim, sua vida profissional começou em Friburgo no ano de 1965, portanto há 58 anos.

Seu início aqui não foi fácil, pois apesar de friburguense, a classe médica da época era muito fechada e ainda existia dois grupos antagônicos com uma grande competição entre eles. Mas, os horizontes foram se abrindo e Carlos Pecci foi admitido no serviço de urgência que funcionava na então Avenida General Osório. Posteriormente, ele conseguiu entrar no Hospital São Lucas e na antiga maternidade da LBA (Legião Brasileira de Assistência), hoje Hospital Maternidade Mário Dutra de Castro, no centro da cidade, administrada pela prefeitura.

Uma curiosidade na vida profissional de Pecci é que ele foi obrigado no início, aqui em Friburgo, a especializar-se em Proctologia, curso que foi feito em Niterói, pois a vaga oferecida a ele, no São Lucas era a de proctologista. Tanto que quando abriu seu consultório atendia nas duas especialidades, mesmo que seu sonho, ao entrar para a medicina, fosse ser ginecologista e obstetra. A partir daí sua carreira progrediu e ele passou a ser conhecido e atuante na classe médica friburguense.

Apesar de não ter exercido nenhum cargo político, Pecci foi diretor da maternidade, do Hospital São Lucas, do serviço de Ginecologia e Obstetrícia desse mesmo hospital e diretor do ambulatório do São Lucas e da Associação Médica de Nova Friburgo. Aliás, considerado seu eterno presidente, sua eleição foi fundamental para pacificar a classe médica, na primeira vez em que presidiu aquela instituição, dada a sua índole tranquila e pacificadora. Depois, passou a atender aos mais necessitados, no ambulatório Bento XVI, da Catedral de São João Batista, com o diferencial de ter sido um de seus médicos fundadores. Fora da área médica ele, também, foi membro do Rotary Club Nova Friburgo – Caledônia.

Aos 89 anos, nosso médico mais idoso em atividade, não pensa em se aposentar e continua a atender seus pacientes, em seu consultório particular, como ginecologista e obstetra. Ele aconselha os colegas que estão chegando em Friburgo, a se darem bem com todo mundo, cumprimentar as pessoas na rua, a serem tolerantes, pois apesar de nossa cidade ter crescido, ainda é provinciana. Aliás, foi essa colocação que sua filha Carla Pecci, também médica, faz questão de ressaltar.

Ele ensinou aos três filhos, Carla, Cláudio Pecci, que seguiu a carreira do pai, e a Ronaldo Pecci, este atuando na área da informática, a serem humildes e a tratarem a todos com cortesia. Na realidade ele quis transmitir aos novos, de que ser médico é um dom e que o paciente tem de ser tratado com respeito e cordialidade. Nada de ser orgulhoso e se dirigir a todos da mesma maneira respeitosa. Aliás, seu grande diferencial foi o de nunca fazer da Medicina, um comércio.

Como curiosidades desses 58 anos de vida médica na cidade podemos citar dois casos engraçados. Um ocorreu num congresso de Ginecologia aqui em Friburgo. Nessa época, os laboratórios que patrocinavam tais congressos, faziam sorteios de prêmios como televisores, faxes etc. Nesse, especificamente, ia ser sorteado um fax. Estavam reunidos três médicos e o representante perguntou a dois deles se já tinham tal aparelho e eles disseram que não. Ao ser perguntado Pecci, que não tinha entendido direito a pergunta, disse que sim, mas só não se lembrava do nome dela. Ele pensou que fax fosse a faxineira. O outro caso, mostra a sua perspicácia. Com tantos anos de profissão, ele já trouxe ao mundo três gerações a avó, a mãe e a neta. Um dia foi parado na rua por uma antiga cliente que lhe apresentou a mãe e falou: "Foi o senhor que fez o parto de mamãe". Aí a mãe informou que o parto tinha sido feito na maternidade. Como ele dava plantão às quartas feiras, disse: "Há foi numa quarta-feira", no que a mulher abriu um sorriso e replicou: "Puxa! que memória o senhor tem".

Tive de mudar a conclusão da entrevista, para: “Descanse em paz, meu saudoso amigo e saiba que você deixa imensa lacuna entre seus familiares, colegas, amigos e pacientes.”

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O ano, no Brasil, parece que vai começar

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Max Wolosker

É claro que não podemos nos esquecer da Semana Santa, que será celebrada daqui a pouco menos de 40 dias. Ou seja, como bem diz o nosso hino, “Deitado eternamente em berço esplêndido”. A partir de 22 de dezembro, ante véspera do Natal até o dia 1º do ano seguinte é só comemorações, aí emenda-se com as férias escolares e de muitos adultos, claro, é verão no hemisfério sul e as altas temperaturas são um convite para uma esticada nas praias do litoral ou, nos rios e lagos das montanhas.

É claro que não podemos nos esquecer da Semana Santa, que será celebrada daqui a pouco menos de 40 dias. Ou seja, como bem diz o nosso hino, “Deitado eternamente em berço esplêndido”. A partir de 22 de dezembro, ante véspera do Natal até o dia 1º do ano seguinte é só comemorações, aí emenda-se com as férias escolares e de muitos adultos, claro, é verão no hemisfério sul e as altas temperaturas são um convite para uma esticada nas praias do litoral ou, nos rios e lagos das montanhas. Só que em 2026 o carnaval chegou mais cedo, em meados de fevereiro, o que prolongou o famoso “niente far niente”, ainda mais que o mês é mais curto.
Estradas cheias, cuidado redobrado, pois essa época do ano é muito complicada. Como faço todos os anos, não passo as festas de Momo em Friburgo e optei por Monte Verde, no sul de Minas Gerais, na realidade a verdadeira Suíça Brasileira. Uma das cidades mais altas do Brasil, a 1.680 metros de altitude, em plena Serra da Mantiqueira. Na realidade trata-se de um distrito, cuja sede (município) é Camanducaia. Fica a 634 quilômetros de Friburgo o que me obrigou a dividir a viagem em duas etapas.
Pegamos a Dutra, na quinta feira e pernoitamos em Lorena, já em São Paulo. Se em dias normais, a circulação na rodovia mais importante do Brasil, com a gama de caminhões que por ali trafega já requer atenção redobrada, imagine-se na ante véspera do Carnaval, uma loucura. De Lorena até nosso destino, a melhor saída foi pegar a rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte-MG, também com um trânsito intenso. Chegamos na sexta feira, um pouco depois do almoço, para o nosso repouso momesco.
Monte Verde tem, no máximo, seis mil habitantes, com uma temperatura que lembra muito Friburgo nessa época, sendo que durante o dia gira em torno de 25 graus e à noite cerca de 14 graus. Já no inverno o bicho pega, atingindo zero grau ou menos, com facilidade, sendo que é comum, pela manhã geada e pequenas coleções de água com uma fina camada de gelo. Tanto que a época mais importante para o turismo local, é o inverno. Nesse ponto se assemelha muito a Campos do Jordão, que fica o outro lado da serra, mas essa cidade está no Estado de São Paulo.
Para quem quer fugir dos dias agitados das comemorações carnavalescas, é o local ideal, pois só temos consciência de ser carnaval por causa dos bailes infantis. A Avenida Monte Verde, a principal da cidade, fica cheia à tarde e à noite, pois é onde se concentram bares, restaurantes e o comércio local. E a gastronomia é variada, com a tradicional comida mineira, além da alemã e italiana. Desde a sua fundação, ela teve um grande afluxo de imigrantes oriundos da Hungria, Suíça, Alemanha, Rússia e Itália, sem falar de mineiros e paulistas, o que lhe dá um toque europeu nos tipos de construções e no trato com as pessoas, no seu dia a dia.
Pela manhã, o ideal são as caminhadas e visitas aos parques, que mantém o turista em pleno contato com a natureza e ajuda a desgastar as guloseimas comidas na véspera. Vale a pena uma visita ao Parque Oschim, uma área de 50 mil metros quadrados, com várias araucárias (arvore típica da região), lhamas, avestruzes, além de córregos e uma pequena queda d´água. No outro extremo da cidade fica o parque Villa leta, esse com cerca de 20 mil metros quadrados, cuja característica é uma imitação perfeita de um barco usados pelos vikings.
Fora isso pode-se visitar o pinheiro mais antigo da cidade, com cerca de 500 anos, e a trilha da pedra redonda de onde se tem uma visão de 360 graus de toda região da serra, do alto de seus quase dois mil metros de altitude. Outra trilha, também com uma vista exuberante a da pedra partida. Ambas têm uma caminhada de cerca de dois quilômetros, mas numa trilha sem muitas dificuldades.
Agora, para quem gosta de fondue, Monte Verde é um prato feito, com vários estabelecimentos oferecendo rodízios do delicioso prato suíço, popularizado pelos franceses. Uma curiosidade que merece ser comentada é a respeito da Casa do ApfelStrudel, famosa na região, com uma característica, desde às 16h até 21h, sai uma fornada de hora em hora. A guloseima é muito saborosa, mas a servida no restaurante Burgermeister, de Friburgo é muito melhor. Pelo menos foi o que eu e a minha esposa achamos.
Ao retornar soube que a Vilage do Samba foi a grande campeã do desfile do carnaval, com um enredo sobre o candomblé, uma homenagem às raízes afro-brasileiras. É o seu quarto título consecutivo, de um total de 30, ao longo da sua história. Parabéns aos componentes dessa vitoriosa escola de samba friburguense.
E que o Brasil, finalmente, comece o ano de 2026, aliás um ano muito importante para a política nacional.
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E o carnaval está chegando, todo cuidado é pouco

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Estamos a três dias do carnaval, uma festa popular muito importante no calendário brasileiro. De acordo com a professora de História Juliana Bezerra, “o Carnaval tem sua origem na Antiguidade com festas aos deuses onde se permitia uma alteração na ordem social. Desta maneira, os escravos e servos assumiam os lugares dos senhores e a população aproveitava para se divertir. Ainda, segundo ela, na Babilônia, se realizava a comemoração das Saceias, onde era permitido que um prisioneiro assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração.

Estamos a três dias do carnaval, uma festa popular muito importante no calendário brasileiro. De acordo com a professora de História Juliana Bezerra, “o Carnaval tem sua origem na Antiguidade com festas aos deuses onde se permitia uma alteração na ordem social. Desta maneira, os escravos e servos assumiam os lugares dos senhores e a população aproveitava para se divertir. Ainda, segundo ela, na Babilônia, se realizava a comemoração das Saceias, onde era permitido que um prisioneiro assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração. Já na Grécia Antiga, havia festas para se comemorar a chegada da primavera onde estava permitido que toda população, sem distinção de nascimento, participasse do evento. Celebração semelhante ocorria no Império Romano, na Saturnália, quando as pessoas se mascaravam e passavam dias a brincar, comer e beber”.

“No Brasil, ele surgiu com o entrudo trazido pelos portugueses. Este consistia numa brincadeira, quando as pessoas atiravam água, farinha, ovos e tinta umas nas outras. Por sua parte, os africanos escravizados se divertiam nestes dias ao som de batuques e ritmos trazidos da África e que se mesclariam com os gêneros musicais portugueses. Esta mistura seria a origem da marchinha de carnaval e do samba, entre muitos outros ritmos musicais. No começo do século XX, com o objetivo de civilizar a festa, a prática de lançar farinha e água foi proibida. Por isso, as pessoas começaram a importar dos carnavais de Paris e Nice o costume de jogar confetes, serpentinas e buquês de flores”.

Mas, é sempre necessário alertar as pessoas para que os folguedos carnavalescos não se tornem um problema sério, podendo comprometer esses quatro dias de lazer de maneira irremediável. Assim, nunca é demais passar alguns conselhos, que sempre ajudam nesses dias. Em primeiro lugar, sabemos que muitos aproveitam para viajar daí a necessidade de verificar se o meio de transporte disponível está em condições de enfrentar a estrada. Verificar os freios, o sistema elétrico (luzes de freio, faróis, lanternas), o nível do óleo e da água e a calibragem dos pneus é muito importante.

Outro ponto a destacar é traçar um roteiro de viagem que não seja cansativo, com paradas para descanso a cada três horas, no máximo. E ter ou o obsoleto mapa rodoviário ou os métodos mais modernos como o wazer ou o google maps. Mas, uma observação é importante, não confiar cegamente nesses dispositivos, pois nem sempre o roteiro proposto é o mais correto. E, muito importante, respeitar a sinalização das estradas, a velocidade máxima, não fazer ultrapassagens perigosas e ter em mente, sempre, que nesse período do ano, a pressa é uma inimiga da segurança.

Em segundo lugar, devemos no lembrar que estamos no verão onde o calor é intenso e isso requer uma série de cuidados. Com o sol forte, o uso de protetores solares é uma necessidade, para evitar queimaduras e a exposição intensa aos raios ultra violetas. As queimaduras podem ser graves, as do terceiro grau necessitando de internação hospitalar e o risco de câncer de pele aumenta muito em função de uma exposição prolongada. Além disso, transpira-se muito nessa época, daí a necessidade de se beber muita água, pois o risco de uma desidratação é muito alta, principalmente nas crianças e nos idosos.

Os cuidados com a alimentação também são muito importantes, pois comer em quiosques, produtos vendidos por ambulantes e em barraquinhas dispostas nos locais de passagem dos blocos, requer muito cuidado. A conservação do que é vendido, principalmente os perecíveis, nem sempre é adequada, o óleo para frituras dificilmente trocado no tempo correto e a higiene na preparação do que se vai oferecer, nem sempre seguindo a orientação segura. O risco de complicações intestinais está sempre presente e a falta de sanitários em número suficiente, um complicador a mais.

Em terceiro, apesar de mais delicado, é um assunto a ser abordado. Tantos homens e mulheres, devem ter sempre a mão uma quantidade razoável de preservativos. Os costumes mudaram, a permissividade é uma constante e, nos folguedos de Momo, essa quebra de barreiras morais que ainda persistem, são uma constante nesses quatro dias. A Aids, apesar de ter deixado de ser o terror dos anos 1990, não foi erradicada e é uma ameaça constante; mas não é só ela, pois temos assistido a um aumento crescente das doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a blenorragia (gonorreia), essas as mais conhecidas.

E, é sabido que o Carnaval liberta os instintos, tanto é assim que era conhecido, antigamente, o aumento do número de partos, nove meses após os folguedos momescos. Com o advento dos anticoncepcionais, esse risco diminuiu, mas persiste, pois na hora h, o esquecimento da tomada da pílula pode ser fatal. Daí, a importância do preservativo.

E, um último alerta, tão importante quanto os demais. Modere o uso das bebidas alcóolicas, pois elas são fontes de problemas sérios. Uma pessoa alcoolizada perde o senso da realidade, pode se tornar agressiva, inconveniente e, principalmente, causadora de acidentes sérios, ao dirigir após consumo de álcool. Infelizmente, no Carnaval, o aumento do consumo “da marvada” é alto, pois muitos, para se divertirem, têm de estar “calibrados”.

Que todos tenham quatro dias de festas bem aproveitados, com muita saúde e muita paz. Mas, tenham cuidado, não ponham em risco a própria vida e a da família.

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A cegueira da prefeitura com o Rio Bengalas

quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Estamos em pleno verão, período do ano caracterizado por dias muito quentes e com pancadas de chuvas intensas, geralmente ao final do dia. Tanto isso é verdade que na última quinta-feira, 29 de janeiro, como noticiou A VOZ DA SERRA, a região do Prado, no distrito de Conselheiro Paulino, teve grandes alagamentos, com o nível das águas chegando nas janelas dos carros.

Estamos em pleno verão, período do ano caracterizado por dias muito quentes e com pancadas de chuvas intensas, geralmente ao final do dia. Tanto isso é verdade que na última quinta-feira, 29 de janeiro, como noticiou A VOZ DA SERRA, a região do Prado, no distrito de Conselheiro Paulino, teve grandes alagamentos, com o nível das águas chegando nas janelas dos carros. Houve um deslizamento de encosta no loteamento dos Maias, alagamentos no distrito de Amparo e no bairro Ponte da Saudade, onde por muito pouco, carros estacionados próximo ao Rio Santo Antônio, na Rua Felipe Camarão, não foram arrastados pelas águas.

O centro da cidade, milagrosamente passou incólume, pois o Rio Bengalas manteve-se no seu leito, sem maiores transtornos. No entanto, é uma surpresa que nada tenha ocorrido, pois a última dragagem de um dos pontos mais famosos da cidade, já faz muito tempo. O que me causou surpresa é o seu estado de abandono, que salta a olhos vistos, quando se caminha por suas margens, como foi meu caso, no sábado 31 de janeiro. Deixei meu carro estacionado no edifício garagem, próximo ao Senai, e fui fazer minha caminhada diária pelo seu calçadão. O mato está alto, precisando de ser cortado, em toda a sua extensão e, o que é mais grave, próximo ao clube Sociedade Esportiva Friburguense (SEF), no meio do rio encontra-se uma ilha formada por troncos de árvores e vegetação que neles se acumulam, represando o curso natural do rio. Além do mais, ele se encontra assoreado, pois da calçada é possível ver o seu fundo.

Não se pode negar o sucesso do tratamento de esgotos levado à cabo pela concessionária Águas de Nova Friburgo, pois a clareza das águas mostra que ele se encontra limpo. Isso é atestado, também, pela presença de garças e capivaras no local, o que era raro há alguns anos.

Creio que o prefeito e muitos dos seus secretários transitam por aquele logradouro, seja no deslocamento de casa para o trabalho ou por qualquer outro motivo e, não é possível, que não tenham reparado nessa ilha artificial plantada no meio do rio. Não custa acionar a Secretaria do Meio Ambiente, aliás esta já deveria estar ciente de tal fato, para que aquele entulho seja removido o mais rápido possível. Assim, em casos de grandes tempestades, com aumento súbito do índice pluviométrico, a população não seja surpreendida com o transbordamento do rio.

Moro em Nova Friburgo há exatos 49 anos, já tendo perdido minha “nacionalidade” carioca e assumido a “friburguense” e me lembro de pelo menos três enchentes no centro da cidade que foram bem complicadas. A primeira, já em janeiro de 1978, quando durante um evento na Sociedade Médica, tive de tirar às pressas meu carro que estava estacionado na Rua Fernando Bizzotto e levá-lo para a rua na subida do cemitério São João Batista. Fui obrigado a dormir no meu consultório, pois uma queda de barreiras, em Olaria, impedia o acesso ao bairro do Cônego.

Aliás, foi nesse deslizamento que morreram os componentes do famoso trio Los Gringos; nessa época não existia, ainda, a via expressa. Depois de 1979, veio a que foi considerada a pior enchente em nível de água da história de Nova Friburgo. Nos dias 24 e 25 de dezembro de 1996, os friburguenses vivenciaram dois dias que ficaram marcados na história da cidade. Muita água, lama e destruição marcaram o Natal daquele ano. E aí aconteceu 2011, que de acordo com a jornalista Fabíola Ortiz, “a cidade de Nova Friburgo, onde moram 200 mil pessoas, viveu horas de terror desde terça-feira à tarde quando chuvas torrenciais atingiram a Região Serrana do Rio.

Friburgo ficou irreconhecível, virou uma cidade deserta. Sem luz, a população refugiou-se onde e como pôde, muitas vezes a própria casa estava em área de risco ou ameaçada por um deslizamento de terra”. Não custa lembrar que mais de mil cidadãos friburguenses perderam a vida e a cidade custou algum tempo para se recuperar física e emocionalmente.

Não desejo que esse artigo seja atribuído como uma crítica e sim, como um alerta de um cidadão que passa pelo local todos os dias, mas por estar de carro, tem a visão prejudicada do que ocorre no leito do Rio Bengalas. É sabido que o assoreamento é um dos fatores que causam transbordamento de rios e lagos, daí que eles devem ser cuidados de modo preventivo e não, como acontece corriqueiramente no Brasil, depois da ocorrência de uma catástrofe. Não tenham dúvidas de que os efeitos de 2011 poderiam ter sido atenuados, se a Defesa Civil tivesse atuado preventivamente.

Desobstruam o leito do Rio Bengalas e contribuam para a tranquilidade da população ribeirinha. Essas ações irão também embelezar ainda mais o cartão de visitas de Friburgo.

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Nikolas acorda o Brasil

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

É claro que os esquerdistas de carteirinha e a imprensa comprada desse país se limitou a comemorar a descarga elétrica, que caiu, no último fim de semana, na Praça do Cruzeiro, em Brasília e feriu 89 pessoas, sendo que 47 tiveram de ser hospitalizadas. Nada sobre a caminhada épica promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um jovem político que contrasta com a classe política bolorenta e acomodada, com as benesses e os prazeres que o poder confere.

É claro que os esquerdistas de carteirinha e a imprensa comprada desse país se limitou a comemorar a descarga elétrica, que caiu, no último fim de semana, na Praça do Cruzeiro, em Brasília e feriu 89 pessoas, sendo que 47 tiveram de ser hospitalizadas. Nada sobre a caminhada épica promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um jovem político que contrasta com a classe política bolorenta e acomodada, com as benesses e os prazeres que o poder confere. Esquecem que foram eleitos, pelo povo, para defenderem os seus direitos e, principalmente, zelar pelos princípios democráticos que são o alicerce, ou deveriam ser, do Brasil. Num país sério, que nunca foi o nosso caso, desde seu descobrimento, pessoas como Alexandre de Moraes e Dias Toffolli, que são membros da mais alta corte do país, já deveriam ter sido afastados de suas funções, pelas atitudes tomadas em várias situações graves, que abalam ou abalaram o país. O caso Master que o diga,

Nikolas, ao contrário, pertence a ala jovem do parlamento, ainda não contaminado nem temerário de represálias, caso tomem medidas que contrariem os interesses maiores dos medalhões da república, pois, com certeza, não tem nada a esconder. Daí ter saído de Paracatu, Minas Gerais e caminhado cerca de 240 quilômetros, até a Praça do Cruzeiro, em Brasília. Aliás, esse foi o local mais visitado durante a construção da nova capital, em função de ser o ponto mais alto da região e de onde se tinha uma vista privilegiada da cidade que surgia. Anterior ao projeto de Lucio Costa, por causa do Cruzeiro ali instalado, o local nasceu tão importante quanto a própria cidade, que se construía aos seus pés.

Pois, foi nesse ponto histórico que a caminhada terminou, com cerca de 25 mil pessoas, num grande temporal que assolou Brasília naquele domingo, 25 de janeiro. Cercado por milhares de manifestantes, do alto de um carro de som, dirigiu um recado direto ao membro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes: “O Brasil não tem medo de você”, disse em tom desafiador. O deputado afirmou estar ali “acima de tudo para despertar o país”, pois passado o vendaval do mensalão, petrolão, Lava a Jato - esse abortado pela própria corte suprema, na pessoa de Edson Fachin - o país continuou sua sina de escândalos e corrupção. Aqueles que são honestos, cumpridores do dever, verdadeiros brasileiros, pensam sempre que não são cidadãos e, sim, otários.

Ainda não caiu no esquecimento o roubo promovido nas contas dos aposentados do INSS, a quebra de uma instituição que já foi orgulho desse país, os Correios (aliás, pobre Correios, pois basta entrar um governo do PT para ele quebrar), a panaceia do 8 de janeiro de 2023 e, o mais recente de todos, o escândalo do Banco Master, com seu rombo de R$ 41 bilhões. Aliás, não saberemos nem a metade desse “affair”, tamanho o número de graúdos da classe política envolvidos nessa liquidação. Como sempre, a apuração será mantida debaixo de sete chave, no famoso sigilo de justiça, na realidade um dispositivo para proteger figuras “importantes”.

Mas, o fato é que Nikolas deu uma demonstração de que se quisermos, conseguiremos muita coisa. É claro que não se pode contar com essa mídia fajuta e comprada do Brasil (da qual me envergonho, sendo jornalista) que a única coisa que noticiou foi o raio que caiu em Brasília, quando os manifestantes lá chegaram, pois chovia muito e com nuvens carregadas. Dos 89 atingidos, 47 foram medicados e destes, 11 demandaram cuidados médicos maiores.

Pior do que esse fenômeno natural, foram as manifestações nas redes sociais lamentando o fato do raio não ter matado ninguém. Típico de mentalidades tacanhas e obscuras. E como não podia deixar de ser, o sorriso irônico da apresentadora do Fantástico, ao divulgar esse triste episódio. Seria esse o papel decente de uma “repórter”?

 Algo tem de ser feito, pois por mais que se tente dar loas ao atual governo, a sina de escândalos que persegue o PT é uma constante e, apesar dos arroubos democráticos dos defensores do atual regime, nada mudou na dinâmica de atuação do partido do presidente da República. Por isso, o ato de Nikolas tem um significado muito importante, afinal é de um deputado jovem, com popularidade e, talvez, com condições de influenciar muitos dos nossos eleitores da sua idade, que estão se deixando levar pela propaganda maldita de velhos caciques, muito mais interessados na manutenção da situação atual, pois para eles é altamente interessante. Manter o povo dependente do governo para tudo, haja visto programas como o Bolsa Família, é uma garantia de votos não importa em qual eleição, um cabo eleitoral de peso.

 Li estarrecido, que o Estado do Pará, consolidou-se como um dos maiores beneficiários do Bolsa Família, com mais de 1,2 milhão de famílias recebendo o auxílio. Aliás, é um dos seis estados brasileiros com mais de um milhão de integrantes no programa. Ele prevê R$ 600 por domicílio, R$ 100 por cada criança de 0 a 6 anos e R$ 50 para gestantes e nutrizes e crianças de 7 a 12 anos.

Que venham outras caminhadas, ordeiras como sempre foram aquelas promovidas pela direita do país, com o objetivo maior de tentar colocar um fim na baderna que se tornou o Brasil de hoje. Essa é a única maneira de se tentar botar ordem na casa.

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Pisar no freio sem pestanejar, mania ou vício

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Quando entrei para autoescola, aos 18 anos, meu professor meu deu a seguinte instrução (naquela época não havia automóveis automáticos): o carro tem três pedais, o acelerador que faz com que ele saia da inércia para se locomover; a embreagem que é para auxiliar na troca de marchas, da primeira (a mais lenta) à quarta que é a de cruzeiro ou velocidade, sem falar da ré, e o freio, que serve para reduzir a velocidade. Mas, segundo ele, esse pedal só deveria ser acionado numa emergência ou ocasionalmente.

Quando entrei para autoescola, aos 18 anos, meu professor meu deu a seguinte instrução (naquela época não havia automóveis automáticos): o carro tem três pedais, o acelerador que faz com que ele saia da inércia para se locomover; a embreagem que é para auxiliar na troca de marchas, da primeira (a mais lenta) à quarta que é a de cruzeiro ou velocidade, sem falar da ré, e o freio, que serve para reduzir a velocidade. Mas, segundo ele, esse pedal só deveria ser acionado numa emergência ou ocasionalmente.

Ainda, de acordo com o instrutor, numa velocidade média, o simples ato de tirar o pé do acelerador já contribuiria para reduzir a velocidade do carro, mas, ainda poderia ser acompanhada de uma redução da marcha, por exemplo da quarta para a terceira ou segunda, o que desaceleraria a velocidade mais rapidamente. É claro, que desde que a distância para o carro da frente seja mantida com um mínimo de segurança, pois se ele frear de repente, só nos restará fazer o mesmo, para evitar uma colisão.

Com um carro automático é mais difícil reduzir a marcha, por isso que dentro da cidade, prefiro usá-lo no modo manual. Deixo o automático apenas para a estrada. Infelizmente, os tempos mudaram e o que se vê no trânsito de hoje em dia é uma sucessão de barbaridades, o que resulta num aumento considerável de batidas e acidentes.

Nas autoescolas atuais, acho que o primeiro pedal a ser mencionado e apresentado, pelos instrutores, é o do freio e, talvez, dito ser o mais importante. Daí que não existe coisa mais irritante quer, seja no trânsito urbano ou na estrada, o acender das luzes do freio, do carro da frente, em qualquer situação. Isso, inclusive, obriga a uma atenção redobrada, para evitar colisões. Parece que na falta do que fazer, o motorista aperta o pedal do freio mesmo que não tenha nada a sua frente. Numa curva, então nem se fala, a freada é o primeiro reflexo do condutor, mesmo que a velocidade seja baixa e, a simples retirada do pé do acelerador, mais do que suficiente.

Sério, também, é o fato das pessoas estarem muito apressadas e sem noção de nada. O trânsito está cada vez mais intenso e para se chegar em algum lugar, sem atrasos, é preciso sair de casa mais cedo. Daí, que se por medida de segurança você deixar um espaço maior, entre seu carro e o da frente, não demora muito um apressadinho ocupa esse lugar e o seu conduzir com segurança, vai para o espaço.

Outro problema é o causado pelo motorista de trás, que insiste em colocar seu veículo colado no da frente. Acho que ele pensa que vão lhe dar passagem, mas esquece que um pisar no freio, repentino, pode ocasionar um acidente, exatamente por não haver margem de segurança.

A tendência, no entanto, é piorar, ainda mais agora depois que o Governo Federal tomou essa medida estapafúrdia, de dispensar a obrigatoriedade de frequência dois futuros motoristas a uma autoescola. Por mais despreparo que um instrutor possa ter, ele tem mais experiência do como conduzir corretamente e deve ter noções básicas de direção defensiva, para transmitir ao futuro condutor.

Um motorista, por mais tarimbado que seja, pode não saber ensinar conceitos básicos de uma boa direção nem de alertar para os perigos que determinadas tomadas de posição, no trânsito, podem acarretar. A teoria é muito importante para um conhecimento geral, mas nada substitui a prática e essa tem de ser supervisionada, para que não se adquiram vícios de má condução, que podem colocar em risco a vida do condutor e de outros motoristas ou pedestres. Já que por motivos inconfessáveis, o Governo Federal retirou a obrigatoriedade da frequência em autoescolas, poderia exigir um número de horas em simuladores, como é feito na formação dos pilotos de avião. Ajudaria em muito os futuros motoristas, principalmente quando colocados frente a situações que requerem reflexo ou decisão imediata.

Dirigir tornou-se um pesadelo, mesmo para os motoristas com anos de volante. O trânsito passou a ser caótico, perigoso, onde uma grande maioria de motoristas extravasa suas frustrações e falta de educação e civilidade. A coisa chegou num ponto que se mata por causa de disputas ao volante, das mais simples às mais complexas. Ultrapassagens perigosas, muitas vezes pela direita ou pelo acostamento, freadas bruscas sem a menor necessidade, por insegurança ou por incapacidade de avaliação, estacionamentos em fila dupla, em curvas, sem respeitar a maneira correta de fazê-lo, dirigir em alta velocidade dentro das cidades, trocar, com frequência de pistas, sem atentar para que num engarrafamento ora um lado anda, ora é o outro. Quem tem pressa e não tem paciência, ou sai mais cedo de casa ou pega um Uber. E como a cada ano que passa, mais carros são vendidos e mais pessoas estão aptas a dirigir, o caos só tende a amentar.

Agora infernizar a paciência de quem está atrás, colocando o pé no freio com frequência, na maioria das vezes sem a mínima necessidade, é falta do que fazer e para satisfação das oficinas mecânicas, que devem trocar pastilhas de freios com mais frequência.

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O fim da medicina

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Artigo de um médico indignado, mas ainda em pé, no qual assino embaixo e transcrevo por ser a triste realidade. Chamo ainda atenção para o fato do Conselho Federal de Medicina (CFM) ter se acovardado, após o ato deplorável do membro do STF, sr. Alexandre de Moraes, que arvorou para si o papel de “médico” e negou o atendimento imediato, num hospital, após a queda, de uma pessoa de 70 anos e que bateu com a cabeça num obstáculo. O fato de só o ter feito 24 horas depois e alegar que o médico da Polícia Federal, não julgou necessário a ida a um pronto-socorro, esconde duas inverdades.

Artigo de um médico indignado, mas ainda em pé, no qual assino embaixo e transcrevo por ser a triste realidade. Chamo ainda atenção para o fato do Conselho Federal de Medicina (CFM) ter se acovardado, após o ato deplorável do membro do STF, sr. Alexandre de Moraes, que arvorou para si o papel de “médico” e negou o atendimento imediato, num hospital, após a queda, de uma pessoa de 70 anos e que bateu com a cabeça num obstáculo. O fato de só o ter feito 24 horas depois e alegar que o médico da Polícia Federal, não julgou necessário a ida a um pronto-socorro, esconde duas inverdades. A primeira que a PF não tem médicos de plantão à noite e a segunda que se houvesse um, no local, ignorou o protocolo desse tipo de acidente.

O CFM, que se diz um órgão de classe para orientar e regulamentar os atos médicos, tinha o dever de bater de frente com Alexandre de Moraes, um advogado que virou juiz ao chegar ao STF por indicação, jamais por concurso. Se um simples colega cometesse esse tipo de omissão, poderia ser advertido pelo CRM onde o acidente se deu, ou mesmo pelo CFM.

Após 51 anos de formado em medicina, esse tipo de atuação de leigos que se julgam poderosos pelos cargos que ocupam, me deixa um gosto amargo na boca e uma sensação de que tudo está perdido. Ainda bem que, atualmente, sou jornalista e não tenho mais de aceitar atitudes desse tipo, ainda mais a omissão de um órgão de classe. Eis o texto:

“Sou médico.

E escrevo hoje, não movido por vaidade, corporativismo ou nostalgia barata, mas por indignação ética. Poucos sabem ou poucos ainda se importam por que os médicos tradicionalmente se vestem de branco. Não é moda. Não é vaidade. O branco sempre representou limpeza moral, transparência, honra e respeito. Um compromisso visível de que aquele que o veste não deve carregar manchas, nem nas mãos nem na consciência.

Houve um tempo em que a presença de um médico em uma residência era quase cerimonial. Não por soberba do profissional, mas pelo valor social atribuído ao saber médico. O médico era recebido com respeito porque trazia consigo algo raro: conhecimento a serviço da vida, prudência diante do sofrimento humano e responsabilidade sobre decisões irreversíveis.

Lavava-se as mãos não apenas por higiene, mas como rito simbólico: separar o mundo profano, do espaço do cuidado. A pequena toalha branca oferecida não era luxo era reconhecimento da dignidade daquele ofício. Esse tempo não acabou por falhas da Medicina. Acabou porque retiraram do médico o direito de exercer a Medicina.

Vivemos hoje uma inversão perversa: o saber técnico passou a ser subordinado ao poder político-jurídico. A ciência passou a pedir licença. A ética passou a ser relativizada por decisões que ignoram décadas de formação, protocolos, evidências e responsabilidade profissional.

O Conselho Federal de Medicina, instituição criada para zelar pela boa prática médica e pela segurança do paciente, foi tratado não como guardião da ética, mas como um entrave a ser neutralizado. Seu papel foi esvaziado. Sua autoridade, desconsiderada. Sua função, ridicularizada”. (E o aceitou passivamente).

“O recado simbólico foi claro, quase ofensivo: “Vocês são pequenos. Calem-se.”

“Quando o Supremo Tribunal Federal se coloca acima da ciência médica para decidir o que é ou não ato médico, não estamos mais falando de Justiça. Estamos falando de usurpação de competência. Juízes não diagnosticam. Tribunais não tratam pacientes. Canetas não substituem anos de estudo, residência, especialização e responsabilidade civil e moral.

A pergunta que fica é amarga, mas inevitável: para que médicos, se tudo pode ser decidido por despacho? Para que conselhos profissionais, se o saber técnico não tem mais valor? Para que ética médica, se a ciência passou a ser opcional?

A Medicina está sendo reduzida a um mero instrumento burocrático. O médico, transformado em executor mudo de decisões alheias. E o paciente, este sim, torna-se a maior vítima, exposto a riscos travestidos de progresso e a arbitrariedades disfarçadas de humanismo. Não se trata de direita ou esquerda. Não se trata de conservadorismo ou progressismo. Trata-se de limite. Quando a Medicina perde sua autonomia técnica, toda a sociedade adoece.

Se for assim, fechem-se os conselhos. Tranque-se as faculdades. Entreguem-se as chaves. E que o último a sair, por ironia final,  apague a luz. Porque onde a ciência é silenciada, não há cura. Há apenas poder”.

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Caiu de maduro ou de podre mesmo

quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Às duas da madrugada, horário de Brasília, de 3 de Janeiro, o povo venezuelano começava a ver uma luz no final do túnel, com a prisão de Nicolas Maduro, ditador da Venezuela. Começava naquele momento o fim de mais um regime de esquerda, que tantos sofrimentos e estragos causou ao seu povo. O aparato criado por Hugo Chaves e seguido por Nicolas Maduro, com fraudes constantes ao sistema eleitoral, para se perpetuar no cargo,  poder total à suprema corte para que esta respaldasse o regime, em quaisquer circunstâncias, apagaram com a democracia, dando lugar a um regime ditatorial.

Às duas da madrugada, horário de Brasília, de 3 de Janeiro, o povo venezuelano começava a ver uma luz no final do túnel, com a prisão de Nicolas Maduro, ditador da Venezuela. Começava naquele momento o fim de mais um regime de esquerda, que tantos sofrimentos e estragos causou ao seu povo. O aparato criado por Hugo Chaves e seguido por Nicolas Maduro, com fraudes constantes ao sistema eleitoral, para se perpetuar no cargo,  poder total à suprema corte para que esta respaldasse o regime, em quaisquer circunstâncias, apagaram com a democracia, dando lugar a um regime ditatorial. Além do mais transformaram a Venezuela num entreposto do tráfico de drogas, sendo esse, alíás, o motivo que levou os Estados Unidos a prender Maduro.

O regime promoveu uma fuga em massa da população para os países vizinhos, arruinou a economia da Venezuela, outrora sólida e uma das mais importantes da América do Sul e condenou seu povo à fome e à pobreza. Ações típicas de governos comunistas e ditatoriais, que encontram nessa maneira de agir, a maneira mais eficaz de subjugar e aniquilar uma nação. Que o digam Cuba, Bolívia, Rússia, China, Coréia do Norte, Namíbia, entre outras.

Fora os chavistas fanáticos e aqueles que se aproveitavam das benesses concedidas pelo regime, a população, de uma maneira geral, sempre mostrou seu desprezo a Nicolas Maduro. Isso é demonstrado pela única maneira que o povo tinha para protestar, ou seja, através do voto. Daí que para se perpetuar no poder, Maduro fraudou, descaradamente, as duas últimas eleições, declarando-se vencedor do pleito e se mantendo no cargo de maneira ditatorial. O mesmo já fizera Hugo Chaves, antes de morrer.

À luz do direito internacional e segundo os acordos chancelados pela ONU, Donald Trump cometeu uma grave transgressão, ao invadir a Venezuela e prender seu “presidente”, sem uma declaração formal de Guerra. No entanto, ao enquadrar Maduro como narcotraficante, um dos baluartes do tráfico internacional, com graves ameaças à estabilidade dos países que se colocam frontalmente contra o narcotráfico, ele tenta justificar sua ação. E é como narcotraficante que o ex-ditador venezuelano será julgado em solo americano, provavelmente, já a partir de segunda- feira, 5 de Janeiro.

A ação foi rápida, a cargo de uma tropa de elite do exército americano; “pelo menos 40 pessoas, incluindo civis e soldados, morreram durante a operação de captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, neste sábado, 3, de acordo com o jornal americano The New York Times, segundo um alto funcionário venezuelano, que falou sob condição de anonimato”. Essa tropa recebeu o apoio de mais de 150 aeronaves americanas, enviadas para neutralizar as defesas aéreas da Venezuela, o que permitiu que helicópteros militares transportassem as tropas que atacaram a posição de Maduro.

Ainda de acordo com informes internacionais, Nicolas tentou entrar num bunker para se esconder, mas percebendo que estava perdido, entregou-se sem resistência. Largou de lado a impáfia com que ameaçou, prendeu, torturou e matou todos aqueles que tentaram devolver a paz, a tranquilidade e restaurar a democracia, num país devastado pela fome e pela pobreza.

Os fins não justificam os meios, mas ao deletar Maduro, Trump deu um belo presente de Natal para o povo venezuelano. Tenho certeza que 2026 será um ano muito melhor para a Venezuela, livre, em definitivo, de um ditador sanguinário como aliás o são todos eles.

É muito comum tentar se fazer uma comparação entre o Brasil e a Venezuela, mas as diferenças são gritantes. Por exemplo, lá a suprema corte era um capacho do governo, chancelando todas as suas insanidades; a daqui, ao contrário, passa por cima do legislativo e do executivo e se impõe como um poder supremo. Exemplo: o Congrersso Nacional acatou e chancelou o voto auditável. No entanto, do nada, pois não se trata de uma matéria constitucional, o STF vetou tal medida. Outro exemplo é a intromissão de Alexandre de Moraes e Dias Toffolli no caso do banco Master. A liquidação desse banco é um assunto do Banco Central e do sistema financeiro e, quando muito, da justiça comum ou da polícia. O STF não tem nada a ver com isso, pois não se trata de um assunto constitucional. Vários outras instituições financeiras já foram liquidadas, anteriormente, sem que a suprema corte se intrometesse. O que será acontece com esse banco em especial?

Outra diferença gritante é que Luís Inácio não é um ditador, foi eleito numa eleição considerada legal pelo STF e pelos que acreditam na integridade das urnas eletrônicas. A única semelhança é que os eleitores do PT, ou são fanáticos ou têm interesses no governo. Só isso explica a eleição de um candidato, com o perfil do atual presidente.

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Invasão na Via Expressa, nas barbas da prefeitura e da secretaria de habitação

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Claro está que políticos, em geral, fazem vistas grossas para invasões seja de terras seja de imóveis, pois manter os invasores instalados, sempre rendeu votos em eleições. Ainda mais, quando o ano eleitoral se aproxima, como é o caso de 2026, onde cargos importantes da política nacional serão disputados. A Via Expressa não é exceção e, logo no seu início, em frente às instalações da Afape (Associação Friburguense de Amigos e Pais do Educando), começa a surgir uma clareira, fruto da derrubada de árvores e o nascer de moradia para pessoas de baixa renda.

Claro está que políticos, em geral, fazem vistas grossas para invasões seja de terras seja de imóveis, pois manter os invasores instalados, sempre rendeu votos em eleições. Ainda mais, quando o ano eleitoral se aproxima, como é o caso de 2026, onde cargos importantes da política nacional serão disputados. A Via Expressa não é exceção e, logo no seu início, em frente às instalações da Afape (Associação Friburguense de Amigos e Pais do Educando), começa a surgir uma clareira, fruto da derrubada de árvores e o nascer de moradia para pessoas de baixa renda. Acontece que aquela área é uma região de proteção ambiental, portanto, não “edificandi”, e vedada à derrubada de árvores e vegetação local. Além do mais, trata-se de uma via expressa, com mureta de separação entre as pistas, para deixar bem claro que não é um local para circulação de pessoas.

Em função disto, recebi uma publicação de uma fonte, e transcrevo abaixo, para deixar bem claro que se as autoridades competentes, não tomam providências, a população que deveria ser atendida por seus representantes eleitos, tenta fazer a sua parte:

“DENÚNCIA AMBIENTAL – VIA EXPRESSA”

O que está acontecendo na Via Expressa é grave e precisa de atenção imediata.

Pessoas estão invadindo uma área ambiental, abrindo clareiras, derrubando árvores e iniciando construções irregulares. Isso não é permitido, e toda a população sabe disso. Não se trata de projeto habitacional, nem de programa social como Minha Casa, Minha Vida. Trata-se de invasão e degradação ambiental.

A cada dia, mais árvores são cortadas e mais espaço é aberto, caminhando claramente para um processo de favelização em plena Via Expressa, com impactos diretos ao meio ambiente, à segurança e à qualidade de vida de todos.

O mais preocupante é a omissão das autoridades.

Agentes públicos passam pelo local, veem o que está acontecendo, mas nenhuma providência concreta é tomada.

Moradores já entraram em contato com o INEA (entrar em contato com o INEA ou não fazer nada, tem o mesmo significado; as duas últimas diretorias dessa instituição, estão sob investigação), que informou que a responsabilidade pela fiscalização e ação é da secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura. Enquanto um órgão empurra para o outro, o dano ambiental continua.

Cabe ao poder público municipal ir até o local, fiscalizar, embargar, impedir novas derrubadas e esclarecer à população o que está sendo feito — ou porque nada está sendo feito.

O silêncio e a inércia também causam danos. Cada árvore derrubada hoje não volta amanhã e causa danos ao meio ambiente. A população pede:  a) fiscalização imediata, b) proteção da área ambiental, c) resposta clara do poder público.

Cuidar do meio ambiente é dever constitucional e responsabilidade de quem governa”.

O problema é que com esse calor infernal que faz em Nova Friburgo, o ar refrigerado dos gabinetes é muito mais convidativo do que fiscalizar meio ambiente e perder futuros eleitores.

Talvez, também, a vista grossa feita pelas nossas autoridades, possa ser uma manobra consciente para justificar o criticado projeto do Minha Casa, Minha Vida, em gestação nos gabinetes da prefeitura. In terra brasiliae tudo é possível, no entanto, apesar da maioria do legislativo ser pró-prefeito, creio ser dever da oposição tomar providências a respeito. Afinal, a defesa do meio ambiente, tão achincalhado nos dias de hoje, também rende votos e seria uma boa oportunidade para os vereadores da oposição angariarem alguns escrutínios.

No local onde está sendo construída a estação de tratamento de esgotos do Cônego, existia uma família que ali morava. No entanto era uma habitação feita pelo próprio dono, sob a alegação de que precisava de alguém para proteger o terreno de possíveis invasões. Tão logo o terreno foi desapropriado, a casa foi demolida. Aliás, essa estação de tratamento comprova a tese da ocupação desordenada do Cônego e do entorno, pois antes, as águas servidas eram enviadas diretamente para a elevatória próxima ao Country Clube, e ela ficou sobrecarregada.

Um bom final de 2025 para todos os meus leitores, colegas da redação e Adriana Ventura, diretora presidente do jornal A Voz da Serra, e que 2026 seja um ano de muita paz, saúde e progresso para todos nós, em especial para a nossa Nova Friburgo, que apesar de continuar bela e acolhedora, necessita do nosso cuidado e carinho, uma vez que aqueles que deveriam defendê-la, não o fazem. 

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