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E o carnaval está chegando, todo cuidado é pouco

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Estamos a três dias do carnaval, uma festa popular muito importante no calendário brasileiro. De acordo com a professora de História Juliana Bezerra, “o Carnaval tem sua origem na Antiguidade com festas aos deuses onde se permitia uma alteração na ordem social. Desta maneira, os escravos e servos assumiam os lugares dos senhores e a população aproveitava para se divertir. Ainda, segundo ela, na Babilônia, se realizava a comemoração das Saceias, onde era permitido que um prisioneiro assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração.

Estamos a três dias do carnaval, uma festa popular muito importante no calendário brasileiro. De acordo com a professora de História Juliana Bezerra, “o Carnaval tem sua origem na Antiguidade com festas aos deuses onde se permitia uma alteração na ordem social. Desta maneira, os escravos e servos assumiam os lugares dos senhores e a população aproveitava para se divertir. Ainda, segundo ela, na Babilônia, se realizava a comemoração das Saceias, onde era permitido que um prisioneiro assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração. Já na Grécia Antiga, havia festas para se comemorar a chegada da primavera onde estava permitido que toda população, sem distinção de nascimento, participasse do evento. Celebração semelhante ocorria no Império Romano, na Saturnália, quando as pessoas se mascaravam e passavam dias a brincar, comer e beber”.

“No Brasil, ele surgiu com o entrudo trazido pelos portugueses. Este consistia numa brincadeira, quando as pessoas atiravam água, farinha, ovos e tinta umas nas outras. Por sua parte, os africanos escravizados se divertiam nestes dias ao som de batuques e ritmos trazidos da África e que se mesclariam com os gêneros musicais portugueses. Esta mistura seria a origem da marchinha de carnaval e do samba, entre muitos outros ritmos musicais. No começo do século XX, com o objetivo de civilizar a festa, a prática de lançar farinha e água foi proibida. Por isso, as pessoas começaram a importar dos carnavais de Paris e Nice o costume de jogar confetes, serpentinas e buquês de flores”.

Mas, é sempre necessário alertar as pessoas para que os folguedos carnavalescos não se tornem um problema sério, podendo comprometer esses quatro dias de lazer de maneira irremediável. Assim, nunca é demais passar alguns conselhos, que sempre ajudam nesses dias. Em primeiro lugar, sabemos que muitos aproveitam para viajar daí a necessidade de verificar se o meio de transporte disponível está em condições de enfrentar a estrada. Verificar os freios, o sistema elétrico (luzes de freio, faróis, lanternas), o nível do óleo e da água e a calibragem dos pneus é muito importante.

Outro ponto a destacar é traçar um roteiro de viagem que não seja cansativo, com paradas para descanso a cada três horas, no máximo. E ter ou o obsoleto mapa rodoviário ou os métodos mais modernos como o wazer ou o google maps. Mas, uma observação é importante, não confiar cegamente nesses dispositivos, pois nem sempre o roteiro proposto é o mais correto. E, muito importante, respeitar a sinalização das estradas, a velocidade máxima, não fazer ultrapassagens perigosas e ter em mente, sempre, que nesse período do ano, a pressa é uma inimiga da segurança.

Em segundo lugar, devemos no lembrar que estamos no verão onde o calor é intenso e isso requer uma série de cuidados. Com o sol forte, o uso de protetores solares é uma necessidade, para evitar queimaduras e a exposição intensa aos raios ultra violetas. As queimaduras podem ser graves, as do terceiro grau necessitando de internação hospitalar e o risco de câncer de pele aumenta muito em função de uma exposição prolongada. Além disso, transpira-se muito nessa época, daí a necessidade de se beber muita água, pois o risco de uma desidratação é muito alta, principalmente nas crianças e nos idosos.

Os cuidados com a alimentação também são muito importantes, pois comer em quiosques, produtos vendidos por ambulantes e em barraquinhas dispostas nos locais de passagem dos blocos, requer muito cuidado. A conservação do que é vendido, principalmente os perecíveis, nem sempre é adequada, o óleo para frituras dificilmente trocado no tempo correto e a higiene na preparação do que se vai oferecer, nem sempre seguindo a orientação segura. O risco de complicações intestinais está sempre presente e a falta de sanitários em número suficiente, um complicador a mais.

Em terceiro, apesar de mais delicado, é um assunto a ser abordado. Tantos homens e mulheres, devem ter sempre a mão uma quantidade razoável de preservativos. Os costumes mudaram, a permissividade é uma constante e, nos folguedos de Momo, essa quebra de barreiras morais que ainda persistem, são uma constante nesses quatro dias. A Aids, apesar de ter deixado de ser o terror dos anos 1990, não foi erradicada e é uma ameaça constante; mas não é só ela, pois temos assistido a um aumento crescente das doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a blenorragia (gonorreia), essas as mais conhecidas.

E, é sabido que o Carnaval liberta os instintos, tanto é assim que era conhecido, antigamente, o aumento do número de partos, nove meses após os folguedos momescos. Com o advento dos anticoncepcionais, esse risco diminuiu, mas persiste, pois na hora h, o esquecimento da tomada da pílula pode ser fatal. Daí, a importância do preservativo.

E, um último alerta, tão importante quanto os demais. Modere o uso das bebidas alcóolicas, pois elas são fontes de problemas sérios. Uma pessoa alcoolizada perde o senso da realidade, pode se tornar agressiva, inconveniente e, principalmente, causadora de acidentes sérios, ao dirigir após consumo de álcool. Infelizmente, no Carnaval, o aumento do consumo “da marvada” é alto, pois muitos, para se divertirem, têm de estar “calibrados”.

Que todos tenham quatro dias de festas bem aproveitados, com muita saúde e muita paz. Mas, tenham cuidado, não ponham em risco a própria vida e a da família.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A cegueira da prefeitura com o Rio Bengalas

quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Estamos em pleno verão, período do ano caracterizado por dias muito quentes e com pancadas de chuvas intensas, geralmente ao final do dia. Tanto isso é verdade que na última quinta-feira, 29 de janeiro, como noticiou A VOZ DA SERRA, a região do Prado, no distrito de Conselheiro Paulino, teve grandes alagamentos, com o nível das águas chegando nas janelas dos carros.

Estamos em pleno verão, período do ano caracterizado por dias muito quentes e com pancadas de chuvas intensas, geralmente ao final do dia. Tanto isso é verdade que na última quinta-feira, 29 de janeiro, como noticiou A VOZ DA SERRA, a região do Prado, no distrito de Conselheiro Paulino, teve grandes alagamentos, com o nível das águas chegando nas janelas dos carros. Houve um deslizamento de encosta no loteamento dos Maias, alagamentos no distrito de Amparo e no bairro Ponte da Saudade, onde por muito pouco, carros estacionados próximo ao Rio Santo Antônio, na Rua Felipe Camarão, não foram arrastados pelas águas.

O centro da cidade, milagrosamente passou incólume, pois o Rio Bengalas manteve-se no seu leito, sem maiores transtornos. No entanto, é uma surpresa que nada tenha ocorrido, pois a última dragagem de um dos pontos mais famosos da cidade, já faz muito tempo. O que me causou surpresa é o seu estado de abandono, que salta a olhos vistos, quando se caminha por suas margens, como foi meu caso, no sábado 31 de janeiro. Deixei meu carro estacionado no edifício garagem, próximo ao Senai, e fui fazer minha caminhada diária pelo seu calçadão. O mato está alto, precisando de ser cortado, em toda a sua extensão e, o que é mais grave, próximo ao clube Sociedade Esportiva Friburguense (SEF), no meio do rio encontra-se uma ilha formada por troncos de árvores e vegetação que neles se acumulam, represando o curso natural do rio. Além do mais, ele se encontra assoreado, pois da calçada é possível ver o seu fundo.

Não se pode negar o sucesso do tratamento de esgotos levado à cabo pela concessionária Águas de Nova Friburgo, pois a clareza das águas mostra que ele se encontra limpo. Isso é atestado, também, pela presença de garças e capivaras no local, o que era raro há alguns anos.

Creio que o prefeito e muitos dos seus secretários transitam por aquele logradouro, seja no deslocamento de casa para o trabalho ou por qualquer outro motivo e, não é possível, que não tenham reparado nessa ilha artificial plantada no meio do rio. Não custa acionar a Secretaria do Meio Ambiente, aliás esta já deveria estar ciente de tal fato, para que aquele entulho seja removido o mais rápido possível. Assim, em casos de grandes tempestades, com aumento súbito do índice pluviométrico, a população não seja surpreendida com o transbordamento do rio.

Moro em Nova Friburgo há exatos 49 anos, já tendo perdido minha “nacionalidade” carioca e assumido a “friburguense” e me lembro de pelo menos três enchentes no centro da cidade que foram bem complicadas. A primeira, já em janeiro de 1978, quando durante um evento na Sociedade Médica, tive de tirar às pressas meu carro que estava estacionado na Rua Fernando Bizzotto e levá-lo para a rua na subida do cemitério São João Batista. Fui obrigado a dormir no meu consultório, pois uma queda de barreiras, em Olaria, impedia o acesso ao bairro do Cônego.

Aliás, foi nesse deslizamento que morreram os componentes do famoso trio Los Gringos; nessa época não existia, ainda, a via expressa. Depois de 1979, veio a que foi considerada a pior enchente em nível de água da história de Nova Friburgo. Nos dias 24 e 25 de dezembro de 1996, os friburguenses vivenciaram dois dias que ficaram marcados na história da cidade. Muita água, lama e destruição marcaram o Natal daquele ano. E aí aconteceu 2011, que de acordo com a jornalista Fabíola Ortiz, “a cidade de Nova Friburgo, onde moram 200 mil pessoas, viveu horas de terror desde terça-feira à tarde quando chuvas torrenciais atingiram a Região Serrana do Rio.

Friburgo ficou irreconhecível, virou uma cidade deserta. Sem luz, a população refugiou-se onde e como pôde, muitas vezes a própria casa estava em área de risco ou ameaçada por um deslizamento de terra”. Não custa lembrar que mais de mil cidadãos friburguenses perderam a vida e a cidade custou algum tempo para se recuperar física e emocionalmente.

Não desejo que esse artigo seja atribuído como uma crítica e sim, como um alerta de um cidadão que passa pelo local todos os dias, mas por estar de carro, tem a visão prejudicada do que ocorre no leito do Rio Bengalas. É sabido que o assoreamento é um dos fatores que causam transbordamento de rios e lagos, daí que eles devem ser cuidados de modo preventivo e não, como acontece corriqueiramente no Brasil, depois da ocorrência de uma catástrofe. Não tenham dúvidas de que os efeitos de 2011 poderiam ter sido atenuados, se a Defesa Civil tivesse atuado preventivamente.

Desobstruam o leito do Rio Bengalas e contribuam para a tranquilidade da população ribeirinha. Essas ações irão também embelezar ainda mais o cartão de visitas de Friburgo.

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Nikolas acorda o Brasil

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

É claro que os esquerdistas de carteirinha e a imprensa comprada desse país se limitou a comemorar a descarga elétrica, que caiu, no último fim de semana, na Praça do Cruzeiro, em Brasília e feriu 89 pessoas, sendo que 47 tiveram de ser hospitalizadas. Nada sobre a caminhada épica promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um jovem político que contrasta com a classe política bolorenta e acomodada, com as benesses e os prazeres que o poder confere.

É claro que os esquerdistas de carteirinha e a imprensa comprada desse país se limitou a comemorar a descarga elétrica, que caiu, no último fim de semana, na Praça do Cruzeiro, em Brasília e feriu 89 pessoas, sendo que 47 tiveram de ser hospitalizadas. Nada sobre a caminhada épica promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um jovem político que contrasta com a classe política bolorenta e acomodada, com as benesses e os prazeres que o poder confere. Esquecem que foram eleitos, pelo povo, para defenderem os seus direitos e, principalmente, zelar pelos princípios democráticos que são o alicerce, ou deveriam ser, do Brasil. Num país sério, que nunca foi o nosso caso, desde seu descobrimento, pessoas como Alexandre de Moraes e Dias Toffolli, que são membros da mais alta corte do país, já deveriam ter sido afastados de suas funções, pelas atitudes tomadas em várias situações graves, que abalam ou abalaram o país. O caso Master que o diga,

Nikolas, ao contrário, pertence a ala jovem do parlamento, ainda não contaminado nem temerário de represálias, caso tomem medidas que contrariem os interesses maiores dos medalhões da república, pois, com certeza, não tem nada a esconder. Daí ter saído de Paracatu, Minas Gerais e caminhado cerca de 240 quilômetros, até a Praça do Cruzeiro, em Brasília. Aliás, esse foi o local mais visitado durante a construção da nova capital, em função de ser o ponto mais alto da região e de onde se tinha uma vista privilegiada da cidade que surgia. Anterior ao projeto de Lucio Costa, por causa do Cruzeiro ali instalado, o local nasceu tão importante quanto a própria cidade, que se construía aos seus pés.

Pois, foi nesse ponto histórico que a caminhada terminou, com cerca de 25 mil pessoas, num grande temporal que assolou Brasília naquele domingo, 25 de janeiro. Cercado por milhares de manifestantes, do alto de um carro de som, dirigiu um recado direto ao membro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes: “O Brasil não tem medo de você”, disse em tom desafiador. O deputado afirmou estar ali “acima de tudo para despertar o país”, pois passado o vendaval do mensalão, petrolão, Lava a Jato - esse abortado pela própria corte suprema, na pessoa de Edson Fachin - o país continuou sua sina de escândalos e corrupção. Aqueles que são honestos, cumpridores do dever, verdadeiros brasileiros, pensam sempre que não são cidadãos e, sim, otários.

Ainda não caiu no esquecimento o roubo promovido nas contas dos aposentados do INSS, a quebra de uma instituição que já foi orgulho desse país, os Correios (aliás, pobre Correios, pois basta entrar um governo do PT para ele quebrar), a panaceia do 8 de janeiro de 2023 e, o mais recente de todos, o escândalo do Banco Master, com seu rombo de R$ 41 bilhões. Aliás, não saberemos nem a metade desse “affair”, tamanho o número de graúdos da classe política envolvidos nessa liquidação. Como sempre, a apuração será mantida debaixo de sete chave, no famoso sigilo de justiça, na realidade um dispositivo para proteger figuras “importantes”.

Mas, o fato é que Nikolas deu uma demonstração de que se quisermos, conseguiremos muita coisa. É claro que não se pode contar com essa mídia fajuta e comprada do Brasil (da qual me envergonho, sendo jornalista) que a única coisa que noticiou foi o raio que caiu em Brasília, quando os manifestantes lá chegaram, pois chovia muito e com nuvens carregadas. Dos 89 atingidos, 47 foram medicados e destes, 11 demandaram cuidados médicos maiores.

Pior do que esse fenômeno natural, foram as manifestações nas redes sociais lamentando o fato do raio não ter matado ninguém. Típico de mentalidades tacanhas e obscuras. E como não podia deixar de ser, o sorriso irônico da apresentadora do Fantástico, ao divulgar esse triste episódio. Seria esse o papel decente de uma “repórter”?

 Algo tem de ser feito, pois por mais que se tente dar loas ao atual governo, a sina de escândalos que persegue o PT é uma constante e, apesar dos arroubos democráticos dos defensores do atual regime, nada mudou na dinâmica de atuação do partido do presidente da República. Por isso, o ato de Nikolas tem um significado muito importante, afinal é de um deputado jovem, com popularidade e, talvez, com condições de influenciar muitos dos nossos eleitores da sua idade, que estão se deixando levar pela propaganda maldita de velhos caciques, muito mais interessados na manutenção da situação atual, pois para eles é altamente interessante. Manter o povo dependente do governo para tudo, haja visto programas como o Bolsa Família, é uma garantia de votos não importa em qual eleição, um cabo eleitoral de peso.

 Li estarrecido, que o Estado do Pará, consolidou-se como um dos maiores beneficiários do Bolsa Família, com mais de 1,2 milhão de famílias recebendo o auxílio. Aliás, é um dos seis estados brasileiros com mais de um milhão de integrantes no programa. Ele prevê R$ 600 por domicílio, R$ 100 por cada criança de 0 a 6 anos e R$ 50 para gestantes e nutrizes e crianças de 7 a 12 anos.

Que venham outras caminhadas, ordeiras como sempre foram aquelas promovidas pela direita do país, com o objetivo maior de tentar colocar um fim na baderna que se tornou o Brasil de hoje. Essa é a única maneira de se tentar botar ordem na casa.

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Pisar no freio sem pestanejar, mania ou vício

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Quando entrei para autoescola, aos 18 anos, meu professor meu deu a seguinte instrução (naquela época não havia automóveis automáticos): o carro tem três pedais, o acelerador que faz com que ele saia da inércia para se locomover; a embreagem que é para auxiliar na troca de marchas, da primeira (a mais lenta) à quarta que é a de cruzeiro ou velocidade, sem falar da ré, e o freio, que serve para reduzir a velocidade. Mas, segundo ele, esse pedal só deveria ser acionado numa emergência ou ocasionalmente.

Quando entrei para autoescola, aos 18 anos, meu professor meu deu a seguinte instrução (naquela época não havia automóveis automáticos): o carro tem três pedais, o acelerador que faz com que ele saia da inércia para se locomover; a embreagem que é para auxiliar na troca de marchas, da primeira (a mais lenta) à quarta que é a de cruzeiro ou velocidade, sem falar da ré, e o freio, que serve para reduzir a velocidade. Mas, segundo ele, esse pedal só deveria ser acionado numa emergência ou ocasionalmente.

Ainda, de acordo com o instrutor, numa velocidade média, o simples ato de tirar o pé do acelerador já contribuiria para reduzir a velocidade do carro, mas, ainda poderia ser acompanhada de uma redução da marcha, por exemplo da quarta para a terceira ou segunda, o que desaceleraria a velocidade mais rapidamente. É claro, que desde que a distância para o carro da frente seja mantida com um mínimo de segurança, pois se ele frear de repente, só nos restará fazer o mesmo, para evitar uma colisão.

Com um carro automático é mais difícil reduzir a marcha, por isso que dentro da cidade, prefiro usá-lo no modo manual. Deixo o automático apenas para a estrada. Infelizmente, os tempos mudaram e o que se vê no trânsito de hoje em dia é uma sucessão de barbaridades, o que resulta num aumento considerável de batidas e acidentes.

Nas autoescolas atuais, acho que o primeiro pedal a ser mencionado e apresentado, pelos instrutores, é o do freio e, talvez, dito ser o mais importante. Daí que não existe coisa mais irritante quer, seja no trânsito urbano ou na estrada, o acender das luzes do freio, do carro da frente, em qualquer situação. Isso, inclusive, obriga a uma atenção redobrada, para evitar colisões. Parece que na falta do que fazer, o motorista aperta o pedal do freio mesmo que não tenha nada a sua frente. Numa curva, então nem se fala, a freada é o primeiro reflexo do condutor, mesmo que a velocidade seja baixa e, a simples retirada do pé do acelerador, mais do que suficiente.

Sério, também, é o fato das pessoas estarem muito apressadas e sem noção de nada. O trânsito está cada vez mais intenso e para se chegar em algum lugar, sem atrasos, é preciso sair de casa mais cedo. Daí, que se por medida de segurança você deixar um espaço maior, entre seu carro e o da frente, não demora muito um apressadinho ocupa esse lugar e o seu conduzir com segurança, vai para o espaço.

Outro problema é o causado pelo motorista de trás, que insiste em colocar seu veículo colado no da frente. Acho que ele pensa que vão lhe dar passagem, mas esquece que um pisar no freio, repentino, pode ocasionar um acidente, exatamente por não haver margem de segurança.

A tendência, no entanto, é piorar, ainda mais agora depois que o Governo Federal tomou essa medida estapafúrdia, de dispensar a obrigatoriedade de frequência dois futuros motoristas a uma autoescola. Por mais despreparo que um instrutor possa ter, ele tem mais experiência do como conduzir corretamente e deve ter noções básicas de direção defensiva, para transmitir ao futuro condutor.

Um motorista, por mais tarimbado que seja, pode não saber ensinar conceitos básicos de uma boa direção nem de alertar para os perigos que determinadas tomadas de posição, no trânsito, podem acarretar. A teoria é muito importante para um conhecimento geral, mas nada substitui a prática e essa tem de ser supervisionada, para que não se adquiram vícios de má condução, que podem colocar em risco a vida do condutor e de outros motoristas ou pedestres. Já que por motivos inconfessáveis, o Governo Federal retirou a obrigatoriedade da frequência em autoescolas, poderia exigir um número de horas em simuladores, como é feito na formação dos pilotos de avião. Ajudaria em muito os futuros motoristas, principalmente quando colocados frente a situações que requerem reflexo ou decisão imediata.

Dirigir tornou-se um pesadelo, mesmo para os motoristas com anos de volante. O trânsito passou a ser caótico, perigoso, onde uma grande maioria de motoristas extravasa suas frustrações e falta de educação e civilidade. A coisa chegou num ponto que se mata por causa de disputas ao volante, das mais simples às mais complexas. Ultrapassagens perigosas, muitas vezes pela direita ou pelo acostamento, freadas bruscas sem a menor necessidade, por insegurança ou por incapacidade de avaliação, estacionamentos em fila dupla, em curvas, sem respeitar a maneira correta de fazê-lo, dirigir em alta velocidade dentro das cidades, trocar, com frequência de pistas, sem atentar para que num engarrafamento ora um lado anda, ora é o outro. Quem tem pressa e não tem paciência, ou sai mais cedo de casa ou pega um Uber. E como a cada ano que passa, mais carros são vendidos e mais pessoas estão aptas a dirigir, o caos só tende a amentar.

Agora infernizar a paciência de quem está atrás, colocando o pé no freio com frequência, na maioria das vezes sem a mínima necessidade, é falta do que fazer e para satisfação das oficinas mecânicas, que devem trocar pastilhas de freios com mais frequência.

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O fim da medicina

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Artigo de um médico indignado, mas ainda em pé, no qual assino embaixo e transcrevo por ser a triste realidade. Chamo ainda atenção para o fato do Conselho Federal de Medicina (CFM) ter se acovardado, após o ato deplorável do membro do STF, sr. Alexandre de Moraes, que arvorou para si o papel de “médico” e negou o atendimento imediato, num hospital, após a queda, de uma pessoa de 70 anos e que bateu com a cabeça num obstáculo. O fato de só o ter feito 24 horas depois e alegar que o médico da Polícia Federal, não julgou necessário a ida a um pronto-socorro, esconde duas inverdades.

Artigo de um médico indignado, mas ainda em pé, no qual assino embaixo e transcrevo por ser a triste realidade. Chamo ainda atenção para o fato do Conselho Federal de Medicina (CFM) ter se acovardado, após o ato deplorável do membro do STF, sr. Alexandre de Moraes, que arvorou para si o papel de “médico” e negou o atendimento imediato, num hospital, após a queda, de uma pessoa de 70 anos e que bateu com a cabeça num obstáculo. O fato de só o ter feito 24 horas depois e alegar que o médico da Polícia Federal, não julgou necessário a ida a um pronto-socorro, esconde duas inverdades. A primeira que a PF não tem médicos de plantão à noite e a segunda que se houvesse um, no local, ignorou o protocolo desse tipo de acidente.

O CFM, que se diz um órgão de classe para orientar e regulamentar os atos médicos, tinha o dever de bater de frente com Alexandre de Moraes, um advogado que virou juiz ao chegar ao STF por indicação, jamais por concurso. Se um simples colega cometesse esse tipo de omissão, poderia ser advertido pelo CRM onde o acidente se deu, ou mesmo pelo CFM.

Após 51 anos de formado em medicina, esse tipo de atuação de leigos que se julgam poderosos pelos cargos que ocupam, me deixa um gosto amargo na boca e uma sensação de que tudo está perdido. Ainda bem que, atualmente, sou jornalista e não tenho mais de aceitar atitudes desse tipo, ainda mais a omissão de um órgão de classe. Eis o texto:

“Sou médico.

E escrevo hoje, não movido por vaidade, corporativismo ou nostalgia barata, mas por indignação ética. Poucos sabem ou poucos ainda se importam por que os médicos tradicionalmente se vestem de branco. Não é moda. Não é vaidade. O branco sempre representou limpeza moral, transparência, honra e respeito. Um compromisso visível de que aquele que o veste não deve carregar manchas, nem nas mãos nem na consciência.

Houve um tempo em que a presença de um médico em uma residência era quase cerimonial. Não por soberba do profissional, mas pelo valor social atribuído ao saber médico. O médico era recebido com respeito porque trazia consigo algo raro: conhecimento a serviço da vida, prudência diante do sofrimento humano e responsabilidade sobre decisões irreversíveis.

Lavava-se as mãos não apenas por higiene, mas como rito simbólico: separar o mundo profano, do espaço do cuidado. A pequena toalha branca oferecida não era luxo era reconhecimento da dignidade daquele ofício. Esse tempo não acabou por falhas da Medicina. Acabou porque retiraram do médico o direito de exercer a Medicina.

Vivemos hoje uma inversão perversa: o saber técnico passou a ser subordinado ao poder político-jurídico. A ciência passou a pedir licença. A ética passou a ser relativizada por decisões que ignoram décadas de formação, protocolos, evidências e responsabilidade profissional.

O Conselho Federal de Medicina, instituição criada para zelar pela boa prática médica e pela segurança do paciente, foi tratado não como guardião da ética, mas como um entrave a ser neutralizado. Seu papel foi esvaziado. Sua autoridade, desconsiderada. Sua função, ridicularizada”. (E o aceitou passivamente).

“O recado simbólico foi claro, quase ofensivo: “Vocês são pequenos. Calem-se.”

“Quando o Supremo Tribunal Federal se coloca acima da ciência médica para decidir o que é ou não ato médico, não estamos mais falando de Justiça. Estamos falando de usurpação de competência. Juízes não diagnosticam. Tribunais não tratam pacientes. Canetas não substituem anos de estudo, residência, especialização e responsabilidade civil e moral.

A pergunta que fica é amarga, mas inevitável: para que médicos, se tudo pode ser decidido por despacho? Para que conselhos profissionais, se o saber técnico não tem mais valor? Para que ética médica, se a ciência passou a ser opcional?

A Medicina está sendo reduzida a um mero instrumento burocrático. O médico, transformado em executor mudo de decisões alheias. E o paciente, este sim, torna-se a maior vítima, exposto a riscos travestidos de progresso e a arbitrariedades disfarçadas de humanismo. Não se trata de direita ou esquerda. Não se trata de conservadorismo ou progressismo. Trata-se de limite. Quando a Medicina perde sua autonomia técnica, toda a sociedade adoece.

Se for assim, fechem-se os conselhos. Tranque-se as faculdades. Entreguem-se as chaves. E que o último a sair, por ironia final,  apague a luz. Porque onde a ciência é silenciada, não há cura. Há apenas poder”.

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Caiu de maduro ou de podre mesmo

quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Às duas da madrugada, horário de Brasília, de 3 de Janeiro, o povo venezuelano começava a ver uma luz no final do túnel, com a prisão de Nicolas Maduro, ditador da Venezuela. Começava naquele momento o fim de mais um regime de esquerda, que tantos sofrimentos e estragos causou ao seu povo. O aparato criado por Hugo Chaves e seguido por Nicolas Maduro, com fraudes constantes ao sistema eleitoral, para se perpetuar no cargo,  poder total à suprema corte para que esta respaldasse o regime, em quaisquer circunstâncias, apagaram com a democracia, dando lugar a um regime ditatorial.

Às duas da madrugada, horário de Brasília, de 3 de Janeiro, o povo venezuelano começava a ver uma luz no final do túnel, com a prisão de Nicolas Maduro, ditador da Venezuela. Começava naquele momento o fim de mais um regime de esquerda, que tantos sofrimentos e estragos causou ao seu povo. O aparato criado por Hugo Chaves e seguido por Nicolas Maduro, com fraudes constantes ao sistema eleitoral, para se perpetuar no cargo,  poder total à suprema corte para que esta respaldasse o regime, em quaisquer circunstâncias, apagaram com a democracia, dando lugar a um regime ditatorial. Além do mais transformaram a Venezuela num entreposto do tráfico de drogas, sendo esse, alíás, o motivo que levou os Estados Unidos a prender Maduro.

O regime promoveu uma fuga em massa da população para os países vizinhos, arruinou a economia da Venezuela, outrora sólida e uma das mais importantes da América do Sul e condenou seu povo à fome e à pobreza. Ações típicas de governos comunistas e ditatoriais, que encontram nessa maneira de agir, a maneira mais eficaz de subjugar e aniquilar uma nação. Que o digam Cuba, Bolívia, Rússia, China, Coréia do Norte, Namíbia, entre outras.

Fora os chavistas fanáticos e aqueles que se aproveitavam das benesses concedidas pelo regime, a população, de uma maneira geral, sempre mostrou seu desprezo a Nicolas Maduro. Isso é demonstrado pela única maneira que o povo tinha para protestar, ou seja, através do voto. Daí que para se perpetuar no poder, Maduro fraudou, descaradamente, as duas últimas eleições, declarando-se vencedor do pleito e se mantendo no cargo de maneira ditatorial. O mesmo já fizera Hugo Chaves, antes de morrer.

À luz do direito internacional e segundo os acordos chancelados pela ONU, Donald Trump cometeu uma grave transgressão, ao invadir a Venezuela e prender seu “presidente”, sem uma declaração formal de Guerra. No entanto, ao enquadrar Maduro como narcotraficante, um dos baluartes do tráfico internacional, com graves ameaças à estabilidade dos países que se colocam frontalmente contra o narcotráfico, ele tenta justificar sua ação. E é como narcotraficante que o ex-ditador venezuelano será julgado em solo americano, provavelmente, já a partir de segunda- feira, 5 de Janeiro.

A ação foi rápida, a cargo de uma tropa de elite do exército americano; “pelo menos 40 pessoas, incluindo civis e soldados, morreram durante a operação de captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, neste sábado, 3, de acordo com o jornal americano The New York Times, segundo um alto funcionário venezuelano, que falou sob condição de anonimato”. Essa tropa recebeu o apoio de mais de 150 aeronaves americanas, enviadas para neutralizar as defesas aéreas da Venezuela, o que permitiu que helicópteros militares transportassem as tropas que atacaram a posição de Maduro.

Ainda de acordo com informes internacionais, Nicolas tentou entrar num bunker para se esconder, mas percebendo que estava perdido, entregou-se sem resistência. Largou de lado a impáfia com que ameaçou, prendeu, torturou e matou todos aqueles que tentaram devolver a paz, a tranquilidade e restaurar a democracia, num país devastado pela fome e pela pobreza.

Os fins não justificam os meios, mas ao deletar Maduro, Trump deu um belo presente de Natal para o povo venezuelano. Tenho certeza que 2026 será um ano muito melhor para a Venezuela, livre, em definitivo, de um ditador sanguinário como aliás o são todos eles.

É muito comum tentar se fazer uma comparação entre o Brasil e a Venezuela, mas as diferenças são gritantes. Por exemplo, lá a suprema corte era um capacho do governo, chancelando todas as suas insanidades; a daqui, ao contrário, passa por cima do legislativo e do executivo e se impõe como um poder supremo. Exemplo: o Congrersso Nacional acatou e chancelou o voto auditável. No entanto, do nada, pois não se trata de uma matéria constitucional, o STF vetou tal medida. Outro exemplo é a intromissão de Alexandre de Moraes e Dias Toffolli no caso do banco Master. A liquidação desse banco é um assunto do Banco Central e do sistema financeiro e, quando muito, da justiça comum ou da polícia. O STF não tem nada a ver com isso, pois não se trata de um assunto constitucional. Vários outras instituições financeiras já foram liquidadas, anteriormente, sem que a suprema corte se intrometesse. O que será acontece com esse banco em especial?

Outra diferença gritante é que Luís Inácio não é um ditador, foi eleito numa eleição considerada legal pelo STF e pelos que acreditam na integridade das urnas eletrônicas. A única semelhança é que os eleitores do PT, ou são fanáticos ou têm interesses no governo. Só isso explica a eleição de um candidato, com o perfil do atual presidente.

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Invasão na Via Expressa, nas barbas da prefeitura e da secretaria de habitação

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Claro está que políticos, em geral, fazem vistas grossas para invasões seja de terras seja de imóveis, pois manter os invasores instalados, sempre rendeu votos em eleições. Ainda mais, quando o ano eleitoral se aproxima, como é o caso de 2026, onde cargos importantes da política nacional serão disputados. A Via Expressa não é exceção e, logo no seu início, em frente às instalações da Afape (Associação Friburguense de Amigos e Pais do Educando), começa a surgir uma clareira, fruto da derrubada de árvores e o nascer de moradia para pessoas de baixa renda.

Claro está que políticos, em geral, fazem vistas grossas para invasões seja de terras seja de imóveis, pois manter os invasores instalados, sempre rendeu votos em eleições. Ainda mais, quando o ano eleitoral se aproxima, como é o caso de 2026, onde cargos importantes da política nacional serão disputados. A Via Expressa não é exceção e, logo no seu início, em frente às instalações da Afape (Associação Friburguense de Amigos e Pais do Educando), começa a surgir uma clareira, fruto da derrubada de árvores e o nascer de moradia para pessoas de baixa renda. Acontece que aquela área é uma região de proteção ambiental, portanto, não “edificandi”, e vedada à derrubada de árvores e vegetação local. Além do mais, trata-se de uma via expressa, com mureta de separação entre as pistas, para deixar bem claro que não é um local para circulação de pessoas.

Em função disto, recebi uma publicação de uma fonte, e transcrevo abaixo, para deixar bem claro que se as autoridades competentes, não tomam providências, a população que deveria ser atendida por seus representantes eleitos, tenta fazer a sua parte:

“DENÚNCIA AMBIENTAL – VIA EXPRESSA”

O que está acontecendo na Via Expressa é grave e precisa de atenção imediata.

Pessoas estão invadindo uma área ambiental, abrindo clareiras, derrubando árvores e iniciando construções irregulares. Isso não é permitido, e toda a população sabe disso. Não se trata de projeto habitacional, nem de programa social como Minha Casa, Minha Vida. Trata-se de invasão e degradação ambiental.

A cada dia, mais árvores são cortadas e mais espaço é aberto, caminhando claramente para um processo de favelização em plena Via Expressa, com impactos diretos ao meio ambiente, à segurança e à qualidade de vida de todos.

O mais preocupante é a omissão das autoridades.

Agentes públicos passam pelo local, veem o que está acontecendo, mas nenhuma providência concreta é tomada.

Moradores já entraram em contato com o INEA (entrar em contato com o INEA ou não fazer nada, tem o mesmo significado; as duas últimas diretorias dessa instituição, estão sob investigação), que informou que a responsabilidade pela fiscalização e ação é da secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura. Enquanto um órgão empurra para o outro, o dano ambiental continua.

Cabe ao poder público municipal ir até o local, fiscalizar, embargar, impedir novas derrubadas e esclarecer à população o que está sendo feito — ou porque nada está sendo feito.

O silêncio e a inércia também causam danos. Cada árvore derrubada hoje não volta amanhã e causa danos ao meio ambiente. A população pede:  a) fiscalização imediata, b) proteção da área ambiental, c) resposta clara do poder público.

Cuidar do meio ambiente é dever constitucional e responsabilidade de quem governa”.

O problema é que com esse calor infernal que faz em Nova Friburgo, o ar refrigerado dos gabinetes é muito mais convidativo do que fiscalizar meio ambiente e perder futuros eleitores.

Talvez, também, a vista grossa feita pelas nossas autoridades, possa ser uma manobra consciente para justificar o criticado projeto do Minha Casa, Minha Vida, em gestação nos gabinetes da prefeitura. In terra brasiliae tudo é possível, no entanto, apesar da maioria do legislativo ser pró-prefeito, creio ser dever da oposição tomar providências a respeito. Afinal, a defesa do meio ambiente, tão achincalhado nos dias de hoje, também rende votos e seria uma boa oportunidade para os vereadores da oposição angariarem alguns escrutínios.

No local onde está sendo construída a estação de tratamento de esgotos do Cônego, existia uma família que ali morava. No entanto era uma habitação feita pelo próprio dono, sob a alegação de que precisava de alguém para proteger o terreno de possíveis invasões. Tão logo o terreno foi desapropriado, a casa foi demolida. Aliás, essa estação de tratamento comprova a tese da ocupação desordenada do Cônego e do entorno, pois antes, as águas servidas eram enviadas diretamente para a elevatória próxima ao Country Clube, e ela ficou sobrecarregada.

Um bom final de 2025 para todos os meus leitores, colegas da redação e Adriana Ventura, diretora presidente do jornal A Voz da Serra, e que 2026 seja um ano de muita paz, saúde e progresso para todos nós, em especial para a nossa Nova Friburgo, que apesar de continuar bela e acolhedora, necessita do nosso cuidado e carinho, uma vez que aqueles que deveriam defendê-la, não o fazem. 

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O Natal bate as nossas portas

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Estamos há uma semana do Natal, uma festa cheia de significados e comemorada praticamente no mundo todo. Para as religiões cristãs, ela marca o nascimento de Jesus Cristo, que segundo a tradição católica é o filho de Deus, sob a forma humana. Veio ao mundo para redimir os pecados da humanidade, fundar uma nova religião e preparar a salvação daqueles que nele acreditaram.

Estamos há uma semana do Natal, uma festa cheia de significados e comemorada praticamente no mundo todo. Para as religiões cristãs, ela marca o nascimento de Jesus Cristo, que segundo a tradição católica é o filho de Deus, sob a forma humana. Veio ao mundo para redimir os pecados da humanidade, fundar uma nova religião e preparar a salvação daqueles que nele acreditaram.

Mas, o Natal é muito mais, pois representa uma festa da família, um congraçamento entre as pessoas. Quando elas se reúnem podem ou não trocar presentes, ceiam juntas, se mostram contentes com a presença seja de familiares, seja de amigos. Aliás, é muito comum o famoso “amigo oculto” quando, durante um almoço ou jantar de confraternização, as pessoas trocam presentes após um sorteio prévio.

 É interessante frisar que, segundo a história, Jesus nasceu numa gruta próxima à cidade de Belém, na Palestina, para onde seus pais tinham se deslocado para o recenseamento ordenado pelo imperador César Augusto. Aliás, foi um fato histórico que situou o nascimento de Jesus em um contexto real, comprovando que o relato bíblico é fundamentado em eventos concretos da época. Mas, quando José e Maria chegaram na cidade, próximo ao parto, as hospedarias estavam cheias. Daí terem achado uma gruta, que era utilizada como estábulo e o porquê de Jesus ter tido como berço, uma manjedoura.

Mas, sempre existiu dúvidas quanto ao verdadeiro dia do nascimento de Jesus. A Igreja Católica e o ocidente consideram essa data, a partir de uma teoria que aponta o papa Julius I como o seu idealizador. Igrejas orientais, incluindo as ortodoxas e a copta, comemoram o nascimento de Jesus Cristo no dia 7 de janeiro. Isso porque sabemos que, no final do século II d. C., os grandes teólogos da Igreja que debatiam sobre o nascimento de Cristo não consideravam o 25 de dezembro como o dia de tal evento. Em uma declaração, Clemente de Alexandria cita diferentes dias para o nascimento de Cristo: 15 de abril, 20 de maio, e 20 ou 21 de abril.

No entanto, existe uma explicação para a data de 25 de dezembro.  Os historiadores não têm uma resposta certa, mas acreditam que a escolha do dia 25 de dezembro foi parte de uma estratégia da Igreja de enfraquecer comemorações pagãs que aconteciam nessa data. Uma dessas comemorações, o solstício de inverno, era conhecida como Dies Natalis Solis Invicti e era realizada para o Sol Invicto, um deus romano. Com o tempo, essa festa associou-se com Mitra, um deus persa que era cultuada nas terras romanas. Outra comemoração que ocorria próximo ao 25 de dezembro era a Saturnália, festa em homenagem a Saturno. Os historiadores alegam, então, que colocar o Natal no dia 25 de dezembro era uma forma de esvaziar a festividade pagã e garantir fiéis ao cristianismo. O argumento retórico era basicamente mostrar que uma pessoa não estava celebrando Mitra ou o Sol Invicto na referida data, mas sim o nascimento de Jesus Cristo. É preciso acrescentar que a palavra natal significa nascimento, daí a expressão “cidade natal de fulano”.

Claro está que, infelizmente, a conotação de ser uma data na qual o comércio fatura muito é uma realidade, principalmente a partir de meados do século XX. A própria figura do Papai Noel foi desvirtuada. Ele é um dos símbolos mais importantes do Natal; sua criação foi inspirada no bispo São Nicolau, que costumava ajudar as pessoas pobres e foi canonizado pela Igreja Católica. A primeira imagem do Papai Noel foi desenhada pelo alemão Thomas Nast, no final do século XIX. No entanto, sua figura é difundida como o bom velhinho, aquele que coloca os presentes, pedidos pelas crianças em cartas ou orações a ele dirigidas, ao pé da árvore de Natal.

Por falar em árvore de Natal, ela tem um significado especial nesse contexto. Acredita-se que tinha uma ligação religiosa com povos de origem pagã que as usavam como enfeite ou como parte de seus rituais religiosos. Ou, numa explicação religiosa, onde o formato triangular do pinheiro representaria a Santíssima Trindade. O costume de trazer árvores para dentro de casa e enfeitá-las data da antiguidade, mas começou a ser utilizada pelos cristãos por volta de 1500, com Martinho Lutero.

Nada, no entanto, diminui a grandiosidade desse acontecimento e, creio, que num mundo tão desumano como o atual, tão cheio de problemas, ser o momento ideal para uma reflexão e para que as famílias repensem sua atuação perante a formação dos seus filhos e perante a sociedade. Apesar dos regimes comunistas e socialistas trabalharem com firmeza e subliminarmente, para destruir os fortes laços familiares, a família ainda é a força motora que mantém a integridade de um país. Sem ela, seríamos um mero grupo de homens sem destino. Ou simples joguete nas mãos governantes sem escrúpulos.

Desejo aos meus leitores e a toda a equipe do jornal A Voz da Serra, um Feliz Natal, com muita saúde, paz e alegria. Ao contrário dos anos anteriores e para desespero daqueles que me seguem, estarei de volta depois do Natal.

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Minha casa minha vida, na visão do ministro das Cidades

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O pobre continua como joguete nas mãos de políticos para os quais os fins justificam os meios. A condição de menos favorecidos muitas vezes advém de um ensino de baixa qualidade, em função dos baixos salários de professores, nas escolas públicas sejam estaduais ou municipais. Submetidos a uma jornada semanal extenuante, não têm tempo nem disposição para aprimorarem, através de cursos de extensão universitária, os conhecimentos adquiridos nos bancos das faculdades. Creio vir desse fato, o desnível entre os alunos da rede pública em relação aos da rede privada.

O pobre continua como joguete nas mãos de políticos para os quais os fins justificam os meios. A condição de menos favorecidos muitas vezes advém de um ensino de baixa qualidade, em função dos baixos salários de professores, nas escolas públicas sejam estaduais ou municipais. Submetidos a uma jornada semanal extenuante, não têm tempo nem disposição para aprimorarem, através de cursos de extensão universitária, os conhecimentos adquiridos nos bancos das faculdades. Creio vir desse fato, o desnível entre os alunos da rede pública em relação aos da rede privada.

Aos moradores do Cônego e adjacências está sendo imputado o fato de não quererem conviver, nas proximidades do bairro, com pessoas de baixa renda quando, na realidade, trata-se de uma reação de cautela com as consequências que podem advir da proximidade com esse tipo de condomínio populacional. Infelizmente, para governadores e/ou prefeitos, atraídos pelas polpudas verbas que esses empreendimentos trazem no seu bojo, a tônica é sempre a mesma, entregam as obras e abandonam a população a sua própria sorte.

Mas, eis que surge uma voz, oriunda do seio do próprio governo federal, que aborda esse tema com muita propriedade. Reproduzo abaixo, trechos da matéria referente ao ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, no site senadonotícias, edição de 07/10/2025 cujo título é “Crime organizado em condomínios populares é epidemia”. Diz ela, nos três primeiros parágrafos: “O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, vai pedir o apoio do Ministério da Justiça e da Polícia Federal para expulsar facções criminosas de condomínios construídos pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Ele participou de uma audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) nesta terça-feira (7). Jader Barbalho Filho classificou como “uma epidemia” a presença de facções como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital (PCC) e milicianos em residenciais entregues pelo Poder Executivo. Segundo o ministro, a pressão do crime organizado inibe a presença do Estado nos condomínios. ‘É uma epidemia. Na minha primeira entrega de residenciais no Minha Casa, Minha Vida, teve um empreendimento na Baixada Fluminense (RJ) em que minha assessoria foi ao residencial, mas não consegui entrar. Houve um diálogo com lideranças para que houvesse uma redução da pressão. Fui descobrir que a pressão partia do Comando Vermelho, que não permitia a entrada da Caixa e do Ministério das Cidades no residencial’”, revelou.

No Terra Nova, próximo a Conselheiro Paulino, de acordo com relato de moradores que ousam expressar a sua opinião, os postes de luz ostentam, em vermelho, as iniciais C.V. para deixar bem claro ser aquele local, reduto daquela facção. Como dito acima, o poder público construiu, assentou famílias necessitadas e as abandonou à própria sorte. Moradores, em sua maioria, dignos, honestos e trabalhadores são obrigados a conviver com narcotraficantes e serem submetidos às suas exigências.

E a matéria prossegue: “Questionado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), Jader Barbalho Filho disse que vai propor uma ‘ação conjunta’ ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele lembrou que organizações criminosas expulsam os moradores de condomínios do Minha Casa Minha Vida”.

“’No Rio de Janeiro, quando não é o tráfico, é a milícia. Tratando-se de organizações criminosas que estão espalhadas em todo o território brasileiro, por que não transferir para a Polícia Federal as investigações e as ações de retomada? Se é recurso federal, a Polícia Federal tem que assumir. Isso ocorre no Rio de Janeiro, no Maranhão, no Ceará, no Pará e em todo o país’, disse Carlos Portinho”.

Claro está que essa polarização de ricos contra pobres, interessa ao poder constituído, pois é uma maneira sutil de desviar a atenção da população para o âmago da questão. Uma verba de 24 milhões de reais é uma quantia vultosa que é muito bem-vinda a qualquer município. Aliás, o tema foi abordado, também, na matéria do senadonotícias, pelo ministro das Cidades criticando a estratégia de governadores e prefeitos que pedem dinheiro emprestado ao sistema financeiro para custear obras públicas. Segundo Jader Barbalho Filho, a pasta oferece linhas de financiamento mais baratas que não são acessadas por “pura desinformação” dos gestores estaduais e municipais. “Tudo o que acontece nas cidades pode ser financiado pelo Ministério das Cidades. Prefeitos e governadores não precisam se endividar, eles podem fazer um financiamento mais barato, que vai alcançar o mesmo objetivo. Disse ainda, que pagam juros mais altos e se endividam ao aderir a programas como o Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), da Caixa Econômica Federal. Temos disponíveis R$ 8 bilhões e todo ano, por desinformação e falta de projetos, devolvemos esse dinheiro. Se o município tiver capacidade de tomar financiamento, vai ter quatro anos de carência, para pagar a primeira parcela¸ com juros de 8% ao ano e prazo de 20 anos”.

Em Olaria, é preciso estudos bem feitos, por órgãos idôneos, sobre o impacto ambiental, fornecimento de água, eletricidade, saneamento e sobre as implicações advindas dos quase 600 novos moradores num bairro que, demograficamente, é o segundo do município. Além disso, está localizado próximo à Via Expressa, uma artéria imprescindível à ligação do Cônego e bairros adjacentes com o centro da cidade. A presença de pedestres nessa via, obrigatória para quem deseja acessar o bairro de Olaria, com certeza vai impactar a circulação de veículos que nela trafegam, colocando em risco a vida das pessoas.

Portanto, é necessária a discussão do projeto com profissionais gabaritados, preparados para opinar sobre um empreendimento tão complexo que pode estar criando um problema maior. Existem outros terrenos em Olaria, que poderiam diluir a construção desses 144 apartamentos, pois um número menor de moradores por projeto, inibiria a chegada do narco tráfico.

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Preconceito, uma palavra dúbia

quarta-feira, 03 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Na falta de argumentos convincentes, para justificar um condomínio minha casa minha vida, próximo a uma via expressa, a prefeitura alega que os moradores dos bairros Cônego, Cascatinha, Olaria, Bairro da Graça, Granja do Céu, Vale dos Pinheiros e Parque São Clemente são contra moradias para pessoas pouco favorecidas.

Na falta de argumentos convincentes, para justificar um condomínio minha casa minha vida, próximo a uma via expressa, a prefeitura alega que os moradores dos bairros Cônego, Cascatinha, Olaria, Bairro da Graça, Granja do Céu, Vale dos Pinheiros e Parque São Clemente são contra moradias para pessoas pouco favorecidas. Esquecem de que esses bairros têm cidadãos de várias classes sociais, entre os seus mais de 90 mil habitantes (Olaria são quase 70 mil, Cônego, Cascatinha, Granja do Céu chega a mais de 11 mil) e que não moram em conglomerados de vários apartamentos, uma vez que são muitas as casas nesses bairros. Isso é uma barreira convincente para a instalação do tráfico de drogas e das milícias, como é de conhecimento geral nos conjuntos do Alto do Catarcione e do Terra Nova. É claro que nos bairros citados ninguém está imune à presença de maus elementos, mas dentro de um limite tolerado. Esse novo condomínio, situa-se no bairro de Olaria, que já tem problemas mais do que suficientes com a complexidade existente no Alto de Olaria.

Os argumentos de que o bairro de Olaria abriga todos os requisitos exigidos para a liberação da verba de 28 milhões de reais, a ser empregada nesse projeto, são facilmente rebatidos. A prestação de serviços públicos se restringe ao posto de saúde Tunney Kassuga, insuficiente para o atendimento num bairro com mais de 70 mil habitantes. A esses seriam acrescidas pelo menos 550 pessoas, se calcularmos em quatro os ocupantes dessas novas moradias. Sem falar que nada impede que usuários de outros bairros também possam se utilizar dos serviços desse local. Não devemos nos esquecer que o projeto de transformar o antigo Sase, numa UPA, jaz adormecido. Talvez, volte com força ano que vem, um ano eleitoral, e seria algo a ser explorado por aqueles que queiram se candidatar.

O trânsito é outra questão a ser levantada, pois ele é caótico em todo o município e Olaria não foge à regra. Estacionamento é um problema e circular de carro pelo bairro, difícil. Além do mais, com as facilidades para se comprar seu próprio veículo, nos dias de hoje, seguramente vai aumentar o material rodante nesse bairro e complicará ainda mais o já conturbado acesso ao Paissandu. Por outro lado, o transporte público será afetado, por receber mais passageiros por dia, principalmente nas horas de pico. Sem contar que o número de pessoas circulando a pé, numa via expressa vai pôr em risco a vida de pedestres e motoristas. Afinal, estamos falando de uma via expressa e não de uma avenida ou uma rua.

As escolas da rede pública são em número de 11, sendo 10 municipais e uma estadual, o que confirma ser um bairro com uma população de crianças e adolescentes bem expressiva.  No entanto, não é fácil encontrar vagas porque a procura é muito grande e a disponibilidade limitada. Impossível de avaliar quantos serão os novos alunos a pleitearem matrícula, mas de qualquer maneira as escolas não são muito perto do local escolhido para a construção dos imóveis. Um estabelecimento que não pode faltar, em função do grande serviço que presta às mães que trabalham, as creches, têm um déficit muito grande. Na realidade só encontrei uma.

Com relação à segurança é também uma incógnita, pois onde se tem um grande ajuntamento de pessoas, a vigilância é problemática. Basta ver o que ocorre nas comunidades da capital, onde a população séria e trabalhadora vive refém da bandidagem. Os tiroteios são frequentes, e as vítimas de balas perdidas numerosas. Os relatos que chegam do Terra Nova não são nada promissores, pois a expulsão de moradores, legítimos proprietários dos imóveis, é uma constante. Quem é expulso se conforma, pois vai reclamar com quem? E o risco de retaliação?

Portanto, um projeto de tal envergadura é sempre questionado, ainda mais que, se por um lado vai beneficiar muita gente, também vai impactar a vida de muita gente. E afinal, a máxima de que o direito de um termina quando começa o direito de outro tem, sempre, de ser lembrada, principalmente pelos responsáveis pelos destinos da cidade. Afinal, eles desenvolvem os projetos, mas se implantados, não se preocupam com o que acontece depois.  Não deixa de ser preconceito dos grandes afirmar que os moradores dos bairros já citados não querem a companhia de pessoas de baixa renda nas imediações. E que não reclamaram com a construção do condomínio Vila das Flores, também em Olaria, por ser ele de classe média. Mas, são situações completamente diferentes, pois são poucos blocos e não houve, até agora, nenhuma ocorrência ou comentários a respeito.

Dois mil e vinte e seis é um ano de eleições, onde cargos de presidente, governadores, deputados estaduais e federais e senadores estarão em jogo. Claro está que um projeto desses, para quem é candidato, se bem explorado durante a campanha, vai acarretar muitos votos. Nem é preciso assinalar que o projeto envolve uma verba de 28 milhões de reais, quantia em nada desprezível. É uma quantia que será muito bem-vinda ao município, como o próprio prefeito em exercício citou, no vídeo que corre nas redes sociais. Mas, esse projeto tem de ser bem embasado por estudos detalhados do impacto ambiental e de seus desdobramentos na vida dos demais bairros. Na própria via expressa a circulação de veículos começa, em determinados horários a se complicar, com trânsito intenso e que requer atenção dobrada.

Talvez, se um projeto dessa envergadura fosse pulverizado em vários núcleos menores, a oferta de habitação de baixo custo continuaria prestando um belo serviço à população e a gestão desses locais seria mais fácil de ser monitorada. Pois não basta construir, inaugurar e deixar a população entregue a sua própria sorte.

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