O casarão permanece ali, altivo, como um velho senhor que já viu gerações desfilarem diante de suas janelas. Suas paredes sabem de segredos que não foram escritos, suas telhas já ouviram a canção da chuva incontáveis vezes. Agora, de repente, esse guardião da memória veste um novo adorno: os arcos dourados de uma rede de fast-food que fala a língua da pressa.
Há quem lamente, como se fosse uma derrota do passado. Mas talvez o casarão não tenha se rendido a nada: tenha apenas encontrado outro modo de continuar vivo. Ele, que já foi palco de tantas histórias, agora se abre para outras...
