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Processo sinodal: resposta do povo de Deus

terça-feira, 23 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

A Igreja é convocada em um sínodo. O caminho, intitulado “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, iniciou-se nos dias 9 e 10 de outubro de 2021, em Roma, e em 17 de outubro, em cada uma das dioceses do mundo inteiro. Com esta convocação, o Papa Francisco convida a Igreja a interrogar-se sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: “O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio?”

A Igreja é convocada em um sínodo. O caminho, intitulado “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, iniciou-se nos dias 9 e 10 de outubro de 2021, em Roma, e em 17 de outubro, em cada uma das dioceses do mundo inteiro. Com esta convocação, o Papa Francisco convida a Igreja a interrogar-se sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: “O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio?”

A interrogação fundamental que orienta esta consulta do povo de Deus é a seguinte: Anunciando o Evangelho, uma Igreja sinodal “caminha em conjunto”: como é que este “caminhar juntos” se realiza hoje na nossa Igreja particular? Que passos o Espírito nos convida a dar para crescermos no nosso “caminhar juntos”?

Para dar uma resposta, somos convidados a: 1. Perguntar-nos que experiências da nossa Igreja particular essa interrogação fundamental nos traz à mente? 2. Reler estas experiências mais profundamente: que alegrias proporcionaram? Que dificuldades e obstáculos encontraram? Que feridas fizeram emergir? Que intuições suscitaram? 3. Colher os frutos para compartilhar: onde, nestas experiências, ressoa a voz do Espírito? O que ela nos pede? Quais são os pontos a confirmar, as perspectivas de mudança, os passos a dar? Onde alcançamos um consenso? Que caminhos se abrem para a nossa Igreja particular?

Dez núcleos temáticos a aprofundar

  1. Os companheiros de viagem - Na Igreja e na sociedade, estamos no mesmo caminho, lado a lado. Na nossa Igreja local, quem são aqueles que “caminham juntos” tanto no perímetro eclesial quanto fora do perímetro eclesial?
  2. Ouvir – A escuta é o primeiro passo, mas requer que a mente e o coração estejam abertos, sem preconceitos. Como são ouvidos os leigos, de modo particular os jovens, as mulheres, os consagrados e consagradas, as minorias, os excluídos?
  3. Tomar a palavra - Todos estão convidados a falar com coragem integrando liberdade, verdade e caridade. Como promovemos, no seio da comunidade e dos seus organismos, um estilo comunicativo livre e autêntico, sem ambiguidades e oportunismos?
  4. Celebrar - “Caminhar juntos” só é possível se nos basearmos na escuta comunitária da palavra e na celebração da Eucaristia. De que forma a oração e a celebração litúrgica inspiram e orientam o nosso “caminhar juntos” na participação ativa de todos os fiéis e no exercício da função de santificar?
  5. Corresponsáveis na missão - Na sinodalidade está o serviço da missão da Igreja, na qual todos os seus membros são chamados a participar. De que maneira cada um dos batizados é convocado para ser missionário no serviço à sociedade (na responsabilidade social e política, no ensino, na promoção da justiça social, na salvaguarda dos direitos humanos e no cuidado da casa comum, entre outros)?
  6. Dialogar na igreja e na sociedade - O diálogo é um caminho de perseverança, que inclui também silêncios e sofrimentos, mas é capaz de recolher a experiência das pessoas e dos povos. Quais são os lugares e as modalidades de diálogo no seio da nossa Igreja particular e como são enfrentadas as divergências de visão, os conflitos, as dificuldades?
  7. Com as outras confissões cristãs - O diálogo entre cristãos de diferentes confissões, unidos por um único batismo, ocupa um lugar particular no caminho sinodal. Que relacionamentos mantemos hoje com os irmãos e as irmãs das outras confissões cristãs?
  8. Autoridade e participação - Uma Igreja sinodal é uma Igreja participativa e corresponsável. Como se exerce a autoridade no seio da nossa Igreja particular e como se promovem os ministérios laicais e a assunção de responsabilidade por parte dos fiéis?
  9. Discernir e decidir - Num estilo sinodal, decide-se por discernimento, com base num consenso que dimana da obediência comum ao Espírito. Com que procedimentos e com que métodos discernimos em conjunto e tomamos decisões?
  10. Formar-se na sinodalidade - A espiritualidade do caminhar juntos é chamada a tornar-se princípio educativo para a formação da pessoa humana e do cristão, das famílias e das comunidades. Como formamos as pessoas, de maneira particular aquelas que desempenham funções de responsabilidade no seio da comunidade cristã, a fim de as tornar mais capazes de “caminhar juntas”, de se ouvir mutuamente e de dialogar?

Texto da Comissão para o Sínodo da Diocese de Nova Friburgo. Esta coluna é publicada às terças-feiras.

 

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Lions com visita internacional

terça-feira, 23 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Lions com visita internacional

O Lions Clube Nova Friburgo, sob a atual presidência de Vera Regina Pisco estará vivendo momentos de especiais satisfações, inclusive de caráter internacional, no próximo sábado, 27, quando, em cerimônia na Queijaria Escola, em Conquista, o LC-NF receberá a visita da consulesa Regina Zoghaib Fenianos (foto), presidente do Kaslik Lions Club, de Jounhi, no Líbano. Regina é esposa do cônsul geral do Líbano na África Central, em Bangui. Camillo Fenianos.

Lions com visita internacional

O Lions Clube Nova Friburgo, sob a atual presidência de Vera Regina Pisco estará vivendo momentos de especiais satisfações, inclusive de caráter internacional, no próximo sábado, 27, quando, em cerimônia na Queijaria Escola, em Conquista, o LC-NF receberá a visita da consulesa Regina Zoghaib Fenianos (foto), presidente do Kaslik Lions Club, de Jounhi, no Líbano. Regina é esposa do cônsul geral do Líbano na África Central, em Bangui. Camillo Fenianos.

Entusiasta do Lions Clube e dos movimentos sociais, Regina Fenianos, entre outras ações de sucessos empreendidas, foi a criadora, em Jounhi, do Baile Internacional das Debutantes, conseguindo somente com esta iniciativa, comprar 15 ambulâncias para hospitais do Líbano. Oportuno também lembrar, que ano passado, por ocasião da terrível explosão no porto de Beirute, a capital libanesa, o Lions Clube Nova Friburgo conseguiu carrear substancial ajuda ao Líbano tendo a frente o nosso querido Gilberto Sader, que depois passou a ter contatos com Regina Fenianos. Ele, inclusive, irá ao Rio de Janeiro para trazê-la pessoalmente à Nova Friburgo.

Com dígitos normais

Os sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis têm causado dificuldades para todos e acontecerá a partir de breve, algo que ajudará apenas aos olhos, mas não aos bolsos dos consumidores.

É que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acaba de determinar que até o início de abril de 2022 todos os postos de combustíveis exibam os preços com apenas duas casas decimais e não mais aquelas quantidades de dígitos após a vírgula, como por exemplo, R$ 7,1499.

Sem reverências à altura do seu justo merecimento

No próximo domingo, 28, o friburguense coroado, grande artista da MPB e propagador também de Nova Friburgo, Benito di Paula (foto), estará completando 80 anos.

Ao que parece, esse ilustre friburguense, até agora, pelo que se observa, continuará sem receber mais honrarias e enaltecimentos em sua terra natal pelo artista que é e que eleva ao máximo o nome de nossa cidade, já que pelo que se nota não há nada previsto por aqui para enaltecê-lo.

Quem, no entanto, estiver no Rio no próximo fim de semana e quiser prestigiar o Benitão Oitentão, basta se apressar na aquisição de ingressos, já que ele juntamente com seu talentoso filho Rodrigo Veloso fará um super show no domingo, no Vivo Rio.

Retorno de Paris

Na foto, o casal de amigos e admirados profissionais do Direito em nossa cidade, Vanessa Gripp Guimarães e Rodrigo Guimarães, que retornaram a Nova Friburgo após maravilhosa viagem pela Europa, com estada especial em Paris.

Parabéns a dois amigos!

Com satisfações em dose dupla, a coluna parabeniza dois queridos amigos e estimadas figuras de nossa cidade que estrearam idade nova: Bruno França Silva Tuller, bombeiro militar,  que aniversariou no último domingo, 21, e Cezar Romero Spinelli Ribeiro de Miranda, o admirado Pingo, aniversariante da próxima quinta-feira, 25. Parabéns em dose dupla!

Dá-lhe, Botafogo!

E o Botafogo hein? Tirou onda como primeiro campeão brasileiro de 2021 entre as duas principais séries do futebol brasileiro. Tem coisas que realmente só acontecem ao alvi-negro campeão!

 

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AVS chega a ser musical, tocando a nossa emoção!

terça-feira, 23 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

 Mais uma data festiva abordada pelo Caderno Z – 22 de novembro, Dia do Músico e Dia de Santa Cecília, que é considerada a padroeira nacional dos músicos. São dois festejos para o mesmo dia com tudo a ver entre ambos e tudo isso num país de muitos estilos e de todos os ritmos. “Do carimbó à bossa nova”, a diversidade dos estilos musicais de cada região promove a oportunidade de todos eles se sobressaírem, sem que um estilo abafe o outro. Há espaço e gosto para a variação musical de norte a sul do Brasil.

 Mais uma data festiva abordada pelo Caderno Z – 22 de novembro, Dia do Músico e Dia de Santa Cecília, que é considerada a padroeira nacional dos músicos. São dois festejos para o mesmo dia com tudo a ver entre ambos e tudo isso num país de muitos estilos e de todos os ritmos. “Do carimbó à bossa nova”, a diversidade dos estilos musicais de cada região promove a oportunidade de todos eles se sobressaírem, sem que um estilo abafe o outro. Há espaço e gosto para a variação musical de norte a sul do Brasil.

A pandemia deu uma pausa jamais imaginada no meio artístico e agora, depois de um ano e meio, com o avanço da vacinação, há grandes projetos e perspectivas para o retorno dos shows, alguns até já em andamento. Com novos formatos e ainda seguindo protocolos, os espetáculos são bem-vindos. O Caderno Z trouxe uma relação de shows, em especial, o retorno de Benito Di Paula  e Rodrigo Vellozo, aos palcos, no último dia 14, em São Paulo, no Teatro Bradesco. Pai e filho, com espíritos santos, lançam “O infalível Zen” faixa do novo disco da dupla previsto para o próximo dia 28. A novidade integra a celebração dos 80 anos de Benito, nosso homem da montanha!

Para arrematar, nada mais oportuno e musical do que a singeleza destacada por Wanderson Nogueira em sua coluna Palavreando: “Que o corpo possa seguir as notas da música e cada célula possa escapulir nos falsetes que o artista faz. No envolvimento entre o físico e o sobrenatural, que a voz encontre mais do que os instrumentos, mas o paralelo entre existir e ser feliz...”. Lindo!         

Fala-se muito em novo normal no pós-pandemia. Contudo, em se tratando de esportes, sempre é tempo de “novos tempos” como destaca Vinicius Gastin, dando ênfase para o Friburguense, em como o time se prepara “para competir num futebol cada vez mais caro”. A prazerosa leitura da entrevista com o gerente de futebol, José Siqueira, nos dá, entre outros temas, um panorama de que o Friburguense “é muito mais do que o futebol profissional...”. E para tanto, é preciso muito envolvimento da cidade...

Em “Há 50 anos”,  o dia 15 de novembro de 1971 transcorreu no maior clima de gentilezas, pois, a “centenária Campesina, num gesto de rara elegância,  foi incorporada à sede de sua irmã Euterpe, saudando-a pela inauguração do novo uniforme...”. Por sua vez, a Euterpe retribuiu a visita, onde, na sede da Campesina, recebeu a mesma acolhida carinhosa. No mesmo dia, a Banda Sinfônica da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro apresentou concerto na Praça Marcílio Dias. Meu pai dizia: Que dia memorável!

A vacinação continua e mais do que tudo, o grande presente para este Natal será uma cidade amplamente vacinada, contribuindo para um país, da mesma forma, imunizado. As esperanças se fortalecem e o setor metal mecânico do Estado do Rio se anima. A Firjan lançou projeto com ações de incentivo e a “união de forças” garantirá novos tempos para o desenvolvimento, com trabalho, empregos e confiança para todos.

O Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado no último sábado, 20,  ganhou reportagem expressiva de Christiane Coelho na edição do último fim de semana do jornal. A presidente do Centro Cultural Afro Brasileiro Ysun-Okê, Ilma Santos, lembrou que sempre se avança nas questões técnicas, porém, registra: “ainda temos muito que avançar, haja vista ainda ter que se discutir, nos dias de hoje, o racismo estrutural e Institucional, que deixou de ser velado nos últimos tempos no Brasil...’. Já a vereadora, Maiara Felício, assinalou: “É muito fácil pensar Nova Friburgo a partir da colonização, mas tivemos um quilombo aqui, tivemos uma história que muitas pessoas não contam de existência dos nossos ancestrais no nosso próprio município...”. Na charge de Silvério, o recado: “Na luta antirracista, todo dia é Dia de Consciência Negra”.

Com a desapropriação do Colégio Nossa Senhora das Graças, a ideia é transformar o espaço em escola municipal. Os moradores de Olaria sugerem que a nova instituição receba o nome de Monsenhor Mielli, em homenagem ao seu fundador, que tanto se doou para que o sonho do colégio fosse concretizado. Uma trova bem oportuna: Nossa Senhora das Graças / ouviu a prece sentida.../  E, agora, nós damos graças, / pela graça recebida!

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Olhar com humor para a vida

segunda-feira, 22 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Quando comecei a escrever, tinha um pouco mais de quarenta anos. Já
não era menina e tinha a nítida impressão de que precisava ser aprendiz das
palavras. Pelo menos neste aspecto, eu tinha amadurecido. Resolvi, então,
fazer oficinas literárias para me capacitar a compor textos. Ao descobrir meu
gostar pela literatura infantil, pensei que o humor me seria útil. Entrei numa
oficina de humor e, até hoje, dela participo. Ainda tenho o que aprender. Mas
ainda não sei contar piada. Na verdade, sou um fracasso, e ninguém, ao

Quando comecei a escrever, tinha um pouco mais de quarenta anos. Já
não era menina e tinha a nítida impressão de que precisava ser aprendiz das
palavras. Pelo menos neste aspecto, eu tinha amadurecido. Resolvi, então,
fazer oficinas literárias para me capacitar a compor textos. Ao descobrir meu
gostar pela literatura infantil, pensei que o humor me seria útil. Entrei numa
oficina de humor e, até hoje, dela participo. Ainda tenho o que aprender. Mas
ainda não sei contar piada. Na verdade, sou um fracasso, e ninguém, ao
menos, finge que ri. Mesmo assim valorizo o humor pela leveza que oferece
aos textos, dado que escrever dando graça ao enredo tem sutilezas
interessantes, que, agora, depois de tantos anos de esforços, consigo ter
alguma espontaneidade. Não sou escritora que se debruça sobre uma página
em branco decidida a escrever humor. O engraçado vai surgindo naturalmente,
sorrateiramente, pincelando com graça a narrativa.
Estou lendo a “A Autobiografia de Woody Allen” e tenho me divertido com
seu modo de encarar a vida. Por mais patética que seja a situação relatada, ele
acrescentou um toque de humor às situações em que viveu. Ah!, ele teve,
desde criança, um olhar bem-humorado para a vida. A alegria o tornou
vitorioso. Mas estamos falando de um gênio. A literatura sempre foi a dama de
ouro dos seus interesses, tornando-se autor dos roteiros dos seus filmes.
Assisti a todos.
Outra questão relevante é que ele foi um aluno inadaptado nas escolas
pelas quais passou, e, sua mãe, frequentadora assídua das salas de direção.
Imaginem Woody Allen nos bancos escolares, cheio de limitações e regras de
comportamento? Sua genialidade brincava com as imperfeições das
instituições de ensino. “Eu não roubava notas; fazia apostas”. Sua visão de
mundo, irônica e inteligente, encontrou nas piadas seus primeiros caminhos
como escritor.
A piada se constitui por uma história que possui um final engraçado,
capaz de provocar risos em quem a escuta. São Tomás de Aquino disse que é
preciso brincar durante a vida. Rir torna os dias mais sutis e gostosos de serem

vividos, uma vez que o riso hidrata o cérebro e desaquece as tensões do
quotidiano. Inclusive, o senso de humor educa e pode ser um modo eficiente
de mostrar ao outro a melhor forma de ser e de fazer. Se as salas de aula
fossem enriquecidas pelo humor, haveria mais cientistas, humanistas e artistas
trazendo melhorias para o nosso quotidiano.
Neste final de semana, pretendo mergulhar na “A Autobiografia de Woody
Allen”. Além do que eu possa me beneficiar como escritora, vou aprender com
sua genialidade, seu modo inteligente de experimentar a vida.
Deixo aqui algumas de suas frases como um presente de segunda-feira.
“Noventa por cento do sucesso se baseia simplesmente em insistir”.
“A liberdade é o oxigênio da alma”.
“Você pode viver até os cem anos se abandonar todas as coisas que
fazem você viver até os cem anos”.
“A realidade é dura, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um
bom bife”.

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Dançar como a minha música

sábado, 20 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Que o corpo possa seguir as notas da música e cada célula possa escapulir nos falsetes que o artista faz. No envolvimento entre o físico e o sobrenatural, que a voz encontre mais do que os instrumentos, mas o paralelo entre existir e ser feliz. Pudera serem pleonasmo: existência e felicidade. Abundância que não tira do outro, mas se multiplica.    

Que o corpo possa seguir as notas da música e cada célula possa escapulir nos falsetes que o artista faz. No envolvimento entre o físico e o sobrenatural, que a voz encontre mais do que os instrumentos, mas o paralelo entre existir e ser feliz. Pudera serem pleonasmo: existência e felicidade. Abundância que não tira do outro, mas se multiplica.    

Seria devaneio acreditar que se pode dançar como a sua própria música? Deslizar por suas notas no passo a passo do cotidiano? Reverberar ainda mais em seus ecos e, de repente, tocar? O outro, o tempo, a si. Será a nossa música mesmo tão exclusiva? Será possível dançar como a sua música dança? Terá toda música – dança?

Quero e preciso. Deixar a voz levar e a música conduzir o corpo, quiçá a alma. Ser compositor de meus próprios versos, mas também pegar emprestadas as rimas de quem me olha com brilho nos olhos e de quem quero conceder meu sorriso fácil, minhas lágrimas incontidas, minha emoção inexplicada. Inspiração. Posso ir além. E pegar para nós os presentes geniais de Belchior.       

Não é teimosia tola querer novos vícios para além de cantar Tim Maia quando ébrio. A coleção da irresponsável alegria é a melhor de se ter fora da prateleira. Livros e discos não merecem poeira, tampouco o destino de serem mera decoração. Alegria não é troféu dentro de uma redoma de vidro. Alegria é esse instante agora que se consome enquanto a agulha desliza por cada faixa do vinil. O presente tem sido nostálgico, talvez para impressionar e pressionar por um futuro melhor.      

Não verei Belchior cantar na minha frente. Tampouco terei a experiência de comprar ingresso para o show do Tim Maia na incerteza de que terá ou não o Tim no palco. Mas suas músicas seguem a acompanhar os dias para além de hologramas. Seguem em suas próprias vozes, nas vozes de outros, nas nossas próprias vozes. Quando muito felizes ou quando tristes. Música imortaliza e se renova, mesmo igual, em novas reflexões.

Compor é dar ritmo à poesia – tom. É entrega e revelação. É se despir sem ter vergonha dos mamilos, membro, pelos e mais profundo que toda carne e ossos, atingir o invisível que causa o arrepio. Muito mais do que colocar sílabas e versos em organização. Se dançarino de suas letras – comoção. No seu tempo e para seu tempo, ainda que se estenda para outros tempos em existências alheias.

Compor, cantar, ouvir, dançar. Diz muito sobre cada um de nós, sobre cada um de nossos momentos. E é bom deixar em aberto definições, pois definir é raso demais para verbos tão íntimos do existir.               

Por vezes, sou uma América Central num corpo só. Ou seria Humaitá, onde todos os caminhos se encontram? O drama me teme. Mas só peço para dançar como as minhas muitas músicas. O momento de cada uma delas eu escolho e deixo o mundo também decidir. Porém, às vezes coloco o fone e não ouço mais nada em volta. E sei que nada disso é exclusivo para mim ou a mim.    

Compositor, cantor, dançarino e plateia. Pode se querer ser tudo ao mesmo tempo, mais do que estar em dois lugares no mesmo instante. Ser tudo ao mesmo tempo, afinal, é bem mais possível do que estar em dois lugares ao mesmo instante. Se não fosse a música... O impossível não seria tão atrativo - possível.    

 

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Aprovada a construção do “Mercado do Produtor”

sábado, 20 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 20 e 21 de novembro de 1971
Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes:

Edição de 20 e 21 de novembro de 1971
Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes:

  • Aprovada a concorrência pública da Construção do “Mercado do Produtor”: Quase 600 milhões de cruzeiros antigos. A proposta foi aceita e firmada pelo construtor Hugo Motroni, para o mecado. O prefeito Feliciano Costa assinará o contrato nos próximos dias. 
  • Posse do professor Amaury Pereira Muniz: Sob a presidência do filólogo e acadêmico João Baptista de Moraes e com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, além do grande número de pessoas da mais alta expressão cultural e social, a Academia Friburguense de Letras se reuniu em sessão solene no salão do nosso Legislativo para dar posse ao novel acadêmico Amaury Pereira Muniz, que ocupa a cadeira nº 26, patrocinada por José Veríssimo. 
  • Aniversário de Nelson Kemp: A imprensa friburguense estará em festa neste 21 de novembro com os 87 anos do admirado Nelson Kemp, presença marcante nas redações e oficinas de jornais e revistas. Homem de vida pública e jornalística cheias de percalços, Kemp cumpriu trajetórias das mais ativas, apaixonantes e às vezes perigosas, dado que em todos os tempos o direito da força sobrepairou desgraçadamente, para vencer a força do direito, como infelicidade dos povos e vergonha das nações.   
  • A Campesina desfilou - Troca de gentilezas: A centenária Campesina, num gesto de rara elegância após desfilar pela cidade no dia 15 de novembro, foi incorporada à sede da sua irmã Euterpe, saudando-a pela inauguração do novo uniforme. Às 13h, a Euterpe, também incorporada, retribuiu a visita, indo à sede da Campesina, na qual recebeu acolhida carinhosa. Ainda no dia 15, a Banda Sinfônica da Polícia Militar do Estado do Rio realizou concerto na Praça Marcílio Dias, prestigiando a festa organizada pela Campesina. Como se vê, abundaram os gestos de simpatia e gentilezas. 

Pílulas:

  • O nosso companheiro de jornal, dr. Augusto Cláudio Ferreira foi eleito membro efetivo do Conselho Superior de Elos Internacional da Comunidade Lusíada, em convenção realizada na África Portuguesa. Realmente uma grande honraria para o Vovô Claudicante e para todos nós. E como diz o Chacrinha: “Palmas que ele merece”. 
  • Sem qualquer nota a ser destacada, encerrou-se o prazo para novas inscrições partidárias. Inexpressivas defecções, muitíssimo mais inexpressivas ainda as conquistas… Parecia até que os “passes” estavam muito além da capacidade aquisitiva. Ou então os clubes não estavam a merecer a garantia exigida pelos craques… A grande verdade é que as “chaves” não funcionaram convenientemente. 
  • As agremiações políticas entram agora em fase de movimentação. É chegada a hora em que os dirigentes partidários têm que dar muito “duro” para, a tempo e hora, cumprir a complicada e exigentissima lei eleitoral. Para tudo existe prazo certo, prazos fatais, negócio cheinho de parágrafos, alíneas, decisórios, interpretações e o que é pior: os órgãos fiscais da lei eleitoral, via de regra, não facilitam nada, agindo em tudo por tudo com o máximo de exigências. Em Friburgo, felizmente tudo corre ótimamente, já que um juiz “fora de série” comanda o assunto eleitoral. 

E MAIS: 

  • Prefeito de Cachoeiras de Macacu, Ary Coelho Freitas, ingressa na Arena
  • Mobral entrega certificados de alfabetização para primeira turma de Friburgo
  • Supermercado Ensa faz festa pelos seus 4 anos na cidade 
  • Grandes iniciativas do Country Clube ficam no escondidinho


Sociais:

  • A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Nelson Kemp e Maria Cristina Azevedo (21); Sérgio Miranda e Alzira Vargas (22); Oswaldo Carpenter, Nelly Monteiro Kappel e Regina Célia Tufick (23); Olinda Vasconcellos e Ricardo José de Oliveira (24); Paulo Folly (26); Adriana Ventura e Esther Pecly Ventura (27). 

 

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5G em Nova Friburgo

sexta-feira, 19 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

5G em Nova Friburgo
Nova Friburgo será um dos primeiros municípios fluminenses a contar com a tecnologia 5G. Após o leilão ocorrido no início do mês, ficou estipulado pela Anatel que o cronograma de implantação começará pelas capitais e o Distrito Federal e em seguida virão as cidades que primeiro atualizaram sua legislação. Segundo levantamento feito pela Firjan, a Federação das Indústrias do Estado do Rio, 14 municípios já estão com legislação vigente e sairão na frente.

5G em Nova Friburgo
Nova Friburgo será um dos primeiros municípios fluminenses a contar com a tecnologia 5G. Após o leilão ocorrido no início do mês, ficou estipulado pela Anatel que o cronograma de implantação começará pelas capitais e o Distrito Federal e em seguida virão as cidades que primeiro atualizaram sua legislação. Segundo levantamento feito pela Firjan, a Federação das Indústrias do Estado do Rio, 14 municípios já estão com legislação vigente e sairão na frente.

Uma das primeiras
Além da capital e de Nova Friburgo estão aptos a ter o 5G: Petrópolis, Itaocara, São Sebastião do Alto, Cachoeiras de Macacu, São João da Barra, Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, Itaperuna, Rio das Flores, Volta Redonda, Valença e Duas Barras. A previsão, no entanto, é que o 5G só chegue em Nova Friburgo em meados de 2024. As capitais devem contar com a tecnologia já no ano que vem.

Menos avançados
Outros municípios do Estado do Rio ainda estão com as legislações para implantação do 5G em tramitação, entre os quais Teresópolis. Outros, sequer começaram. Especialistas acreditam que o 5G representa uma revolução, pois pode comportar centenas de dispositivos conectados ao mesmo tempo, bem como pode atingir até 100 gigabytes por segundo – 100 vezes mais do que o 4G, tornando a nova tecnologia capaz até de concorrer com a banda larga.

Maior número de antenas
No entanto, o 5G exige de cinco a dez vezes mais antenas do que o 4G, que também será ampliado a partir do leilão. Os novos equipamentos são menores, silenciosos e ocuparão espaços mais comuns, como postes de iluminação, sinais de trânsito, fachadas e telhados de prédios públicos – motivo pelo qual é necessária uma lei específica.

Metas
A expectativa é de que até 2028, o 5G esteja instalado em todas as cidades brasileiras com até 30 mil habitantes. A meta é que 95% do território nacional conte com a tecnologia até 2035. A previsão é que o 5G movimente cerca de R$ 50 bilhões em investimentos, pois para implementar a tecnologia, é necessário aumento expressivo no número de antenas. Na próxima segunda-feira, 22, às 10h, a Firjan promoverá um evento online para as indústrias, onde tratará das oportunidades que a nova tecnologia traz.

Fim da obrigação de máscaras?
Após quase um mês o Governo do Estado do Rio de Janeiro deliberar para que os municípios decidam sobre a desobrigação do uso de máscara em espaços abertos e sem aglomeração, Nova Friburgo deve flexibilizar a utilização da proteção contra a Covid-19. Estaria sendo discutida essa medida na prefeitura, tendo em vista que o município já atingiu 83% da população acima de 12 anos com o esquema vacinal (duas doses) completo. Corrobora ainda para a decisão, os leitos de Covid-19 zerados.

Controvérsias
Quanto a liberação em espaços fechados, a defesa seria para que a liberação só ocorra quando as crianças também estiverem vacinadas, algo que ainda não tem um cronograma definido pelo Ministério da Saúde. A liberação do uso de máscaras em espaços abertos encontra resistência por parte de alguns especialistas. Com a alta de casos mesmo em países, como Portugal, por exemplo, que estão com proporção de vacinados maior do que a do Brasil, a proteção voltou a ser obrigatória.  

Pré-estreia
O média-metragem “Baile de Máscaras”, protagonizado pelo ator friburguense, Bernardo Dugin, teve sua pré-estreia nesta semana, na cidade do Rio de Janeiro. O filme já participou de três festivais, acumulando 15 prêmios, incluindo de melhor ator para a estrela friburguense.

Brilha, Dugin
O filme narra a história de Miguel (Bernardo Dugin), que sempre sonhou em conhecer o carnaval carioca e resolve visitar a Cidade Maravilhosa no ano em que a pandemia da Covid-19 impediu a folia. Miguel conhece Malu e Zé do Cavaco, revelando o motivo inusitado que o leva ao Rio, embarcando com seus novos amigos em um carnaval atípico e inesquecível. A trilha sonora é um dos destaques. Após a premiére, o filme de Iury Pinto, finalmente deve chegar ao grande público.

Filme rodado em Nova Friburgo
Por falar em cinema, já está disponível em algumas plataformas de streeming, o filme “O Jardim Secreto de Mariana”, longa que foi quase todo rodado em Nova Friburgo. Após uma rápida passagem pelos cinemas - infelizmente não passou por aqui - já se pode assisti-lo nas plataformas online e conferir várias paisagens comuns aos friburguenses.

Drama com assinatura Globo
O drama é dirigido por Sérgio Rezende e conta a história de uma botânica especialista em reprodução de flores, Mariana (Andréia Horta) e sua relação com João (Gustavo Vaz). Eles formam um jovem casal apaixonado que têm seu relacionamento interrompido de uma maneira intempestiva. Após cinco anos da separação abrupta, João decide fazer uma longa jornada de bicicleta para tentar convencer Mariana de que a relação deles nunca deveria ter chegado ao fim.

Ziquinha
O ídolo da torcida do Friburguense, Ziquinha, vestirá a camisa do Botafogo. O veterano atacante foi convidado e aceitou jogar pelo alvinegro no Brasil Word Legends, competição master de futebol que reúne alguns dos maiores clubes do país. A competição, inclusive terá transmissão de TV pelos canais SportTV. Ziquinha estará em campo neste domingo, 21, quando o Botafogo enfrenta o Internacional. Na sequência, na terça-feira, 23, Corinthians e no dia 25, Bahia.        

Palavreando
“Que o corpo possa seguir as notas da música e cada célula possa escapulir nos falsetes que o artista faz. No envolvimento entre o físico e o sobrenatural, que a voz encontre mais do que os instrumentos, mas o paralelo entre existir e ser feliz. Pudera serem pleonasmo: existência e felicidade”. Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

 

Na luta para a reconstrução do seu barracão e das fantasias e alegorias perdidas com o incêndio ocorrido em outubro, a Alunos do Samba promove neste domingo, 21, a Feijoada dos Amigos, com tickets a R$ 20. Na ocasião, a agremiação azul e branco do distrito de Conselheiro Paulino também apresentará os seis sambas inscritos que concorrem para a escola levar para a Avenida Alberto Braune no Carnaval 2022.

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Você é capaz de prever o futuro?

sexta-feira, 19 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

É importante se planejar. Entender que o futuro traz surpresas e nunca estaremos 100% preparados para recebê-las. O amanhã é cheio de mistérios e nossa única garantia é de que algo inesperado está por vir. Pois então, como se planejar para o incerto? Dinheiro!

É importante se planejar. Entender que o futuro traz surpresas e nunca estaremos 100% preparados para recebê-las. O amanhã é cheio de mistérios e nossa única garantia é de que algo inesperado está por vir. Pois então, como se planejar para o incerto? Dinheiro!

Sim, dinheiro. Sem meias palavras. Precisamos – o quanto antes – entender que dinheiro é uma ferramenta e, assim como toda ferramenta, é importante saber utilizá-lo. Hoje, a nossa conversa é sobre reserva de emergências: nunca saberemos quando nem com o que vamos usá-la, mas pode ter certeza que o momento vai surgir e ter dinheiro para superar tal adversidade vai ser a garantia da sua qualidade de vida.

Portanto, chegou a hora de entender como estruturar a sua reserva e o primeiro passo para começar a pensar na sua reserva é conhecer a fundo suas finanças pessoais para chegar num valor médio e fiel ao seu padrão de consumo mensal.

Agora, com o valor médio das despesas mensais em mãos, é hora de colher outros dados: a segurança do seu emprego, acesso a auxílios de seguridade social e planos de seguro privado, a realidade pessoal de cada integrante familiar responsável pela participação da manutenção financeira doméstica, e alguns outros pontos mais singulares para cada pessoa – mas já não há a necessidade em me estender mais. Enfim, são esses dados, a base para concluir o segundo passo: por quantos meses você pensa em suprir suas despesas sem contar com nenhuma geração de renda? Reserva de emergência é isso, pensar em suprir necessidades extremas e considerar a geração nula de renda. A propósito, basta fazermos uma breve retrospectiva e relembrar como foram caóticos os meses iniciais da pandemia de Covid-19 para compreender a necessidade de considerarmos zero geração de receita para o cálculo da sua reserva de emergências.

Além de todos estes detalhes, é fundamental estabelecer o tempo para a esta reserva suprir suas demandas. Em geral, especialistas em finanças pessoais costumam definir um padrão de seis meses como parâmetro para uma reserva de emergência. Contudo, particularmente, eu prefiro ampliar este parâmetro: dependendo da singularidade de cada pessoa e contexto familiar, o prazo de abrangência desta reserva pode variar de três a nove meses. Portanto, defina, dentro destes critérios, o tempo mais adequado a sua realidade.

Somente aqui, no terceiro passo, você vai ser capaz de calcular o valor exato da sua reserva. Então vamos às contas:

1º passo – Valor médio de despesas mensais = R$ 5.000

2º passo – Tempo suprindo as despesas = 5 meses

3º passo – Valor da Reserva de Emergência: R$ 25.000

Por último, e longe de ser menos importante, é fundamental saber onde alocar sua reserva. Opte sempre por produtos financeiros de alta liquidez, com rentabilidade suficiente para suprir a inflação (rentabilidade alta não é o foco aqui) e baixa volatilidade (você não pode resgatar menos do que investiu para esta reserva). Para facilitar a interpretação, títulos públicos e fundos referenciados DI podem ser boas opções de alocação para a sua reserva de emergência.

O futuro guarda muitas surpresas e essa é a nossa única certeza.

Prepare-se!

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Quatro anos com a palavra

sexta-feira, 19 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

A data de aniversário passou, mas faço questão de registrar. Quatro anos. Sem pausas. Este é o tempo em que tenho a honra de assinar semanalmente esta coluna “Com a palavra”, publicada todas as sextas-feiras aqui em A VOZ DA SERRA. E o faço com muito orgulho.

A data de aniversário passou, mas faço questão de registrar. Quatro anos. Sem pausas. Este é o tempo em que tenho a honra de assinar semanalmente esta coluna “Com a palavra”, publicada todas as sextas-feiras aqui em A VOZ DA SERRA. E o faço com muito orgulho.

Mas a minha história com o jornal começou muito antes. Eu diria até que o início desta relação se deu literalmente no dia do meu nascimento. Mas esta parte da prosa vou deixar para um outro dia. Sou leitora assídua do jornal antes de qualquer coisa. Sempre li o jornal impresso e depois que passamos a receber as edições também virtualmente, conseguia ler todas elas. Eu gosto. A VOZ DA SERRA me remete à minha cidade, me conecta a Nova Friburgo, ao nosso universo, às nossas notícias.

Por várias vezes estive nessas páginas e sempre me orgulhei. Poucos sabem, mas ainda na adolescência, o amigo Gabriel me apresentou ao seu saudoso avô, o senhor Laercio Ventura e também à editora do jornal, à época. A ideia que ele teve foi a de levar uma jovem de 12 ou 13 anos para publicar alguns de seus textos, já que escrever sempre foi uma paixão. Lembro-me que eles leram um texto e acho que duvidaram um pouco que eu é quem tinha escrito, mas gostaram. E publicaram. Jamais esquecerei o quanto fiquei feliz. Também não esquecerei o tema daquele texto: amizade! Fez e faz todo sentido. Depois, escrevi mais um e outro e alguns textos, até hoje guardados, estamparam as páginas do jornal.

Tempos depois, infelizmente vivenciamos a catástrofe climática de 2011 e as páginas e portas de A VOZ DA SERRA se abriram mais uma vez para que eu pudesse publicar meus escritos, também até hoje guardados, sobre dor, solidariedade e esperança.

E foi assim que quase 20 anos depois da minha primeira publicação no jornal eu voltei para ficar. Era para ser mais um texto, uma publicação. Eu queria levar algumas palavras para o jornal. E então recebi o convite da Adriana Ventura, diretora do jornal, mãe do Gabriel, filha do sr. Laercio, para escrever uma coluna semanal. Que presente! Senti-me em casa. Fiquei radiante com a possibilidade. Lembro que levantei da cadeira, abracei a Adriana e perguntei: “Eu, escrever uma coluna? Coluna, coluna mesmo, toda semana?” Fiquei em êxtase. Quem me conhece desde os tempos antigos sabe que escrever sempre foi uma paixão. E não seria difícil, imaginei, alinhar essa vocação com a vontade de levar boas mensagens aos leitores. Era sobre isso que eu queria escrever, por mais sem emoção que pudesse parecer. Era sobre cotidiano, gente, sentimento. E conseguimos. Há quatro anos fazemos destes textos semanais uma mensagem que pode chegar na hora certa ao coração de alguém, como diversas vezes já chegou.

Sobre achar que não seria difícil: ledo engano. Não é nem um pouco fácil. Mas vale a pena. E muito! Registrar os quatro anos de “Com a Palavra” aqui é gratificante. Preciso manifestar a gratidão por esta incrível oportunidade e também agradecer aos leitores, sobretudo os assíduos, amantes do bom jornal impresso, que sempre carinhosamente manifestam coisas boas por esta coluna. Sigamos!

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Uso abusivo de álcool cresce durante a pandemia

quinta-feira, 18 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Durante algum tempo, por conta da pandemia da Covid-19 foi necessário o isolamento social, que até então, era a única forma de frear a disseminação da doença. Contudo, a privação do contato interpessoal fez com que muitas pessoas buscassem novas formas de entretenimento.

Os restaurantes e encontros de grupos deram lugar às videochamadas com amigos e parentes, lives musicais de artistas e tudo isso sempre acompanhado de um drink preparado em casa, uma cervejinha gelada ou um vinhozinho na cama.

Durante algum tempo, por conta da pandemia da Covid-19 foi necessário o isolamento social, que até então, era a única forma de frear a disseminação da doença. Contudo, a privação do contato interpessoal fez com que muitas pessoas buscassem novas formas de entretenimento.

Os restaurantes e encontros de grupos deram lugar às videochamadas com amigos e parentes, lives musicais de artistas e tudo isso sempre acompanhado de um drink preparado em casa, uma cervejinha gelada ou um vinhozinho na cama.

Com os estabelecimentos comerciais fechados, o bar se transferiu para dentro de casa de vez. Dados da plataforma Compre e Confie revelam que desde o início da pandemia até maio, deste ano, a venda de bebidas alcoólicas saltou 93,3% se comparado com o mesmo período de 2019.

Ainda, muito além do entretenimento, tiveram àqueles que não ingeriam álcool por lazer, mas sim como válvula de escape pela forte ansiedade que acometia a todos. O estresse de sentir-se trancado dentro de casa, o temor pela perda da fonte de renda familiar ou pela ociosidade de não fazer nada o dia inteiro, contribuiu significativamente para o aumento da ingestão de bebidas étílicas.

Fato é que beber em casa se tornou rotina na vida de muitas pessoas que passaram a ingerir álcool com muito mais frequência. A falta de rotina e os dias muito parecidos fizeram as pessoas esquecerem em qual dia da semana estavam. Assim, quem bebia somente nos finais de semana já não seguia mais essa regra.

É o que mostra a pesquisa feita pela Organização Pan-Americana de Saúde que realizou uma entrevista com diversos candidatos em 33 países e concluiu que quase metade dos entrevistados, 42%, relatou alto consumo de álcool nos tempos de confinamento.

De volta ao “novo normal” e com os devidos cuidados

Contudo, os tempos de lockdown ficaram para trás. O Brasil, atualmente, encontra-se em estado avançado de vacinação e aos poucos as políticas públicas vêm sendo flexibilizadas para caminharmos ao que podemos chamar de “novo normal”.

 Fato é que, todos esperavam ansiosamente pelo retorno às atividades sociais. Quem não estava com saudades de frequentar um restaurante ou poder encontrar com os amigos e fazer àquela aglomeração que o brasileiro gosta? E as festividades? Passar o Natal com toda a família reunida e sem medo era um desejo latente nos nossos corações. E não vou nem entrar no mérito da expectativa do próximo carnaval.

Em contrapartida, é interessante vermos que o consumo de álcool que antes era para diminuir o estresse ou para passar o tempo ocioso em casa, não diminuiu. O sentimento que paira é que as pessoas estão bebendo ainda mais para correr atrás do “tempo perdido” em que passaram em confinamento social.

A nutricionista Izabella Bonin, pós graduanda em nutrição esportiva e estética, alerta que o uso recreativo do álcool em si não é o grande problema, mas sim o seu consumo feito de forma não moderada, que pode trazer graves prejuízos à saúde.

“O consumo de álcool em excesso pode gerar diversas doenças e as principais são àquelas ligadas ao fígado, como a esteatóse hepática, conhecida popularmente como ‘gordura no fígado’. Esse é o estágio inicial e sem o tratamento adequado pode evoluir para quadros mais graves como a cirrose alcoólica, por exemplo”, instrui Izabella.

Por fim, a nutricionista explica: “A ingestão, em excesso, de bebidas etílicas pode gerar outras doenças, que apesar de não estarem ligadas diretamente ao álcool, possuem grande influência em quadro mais graves de gastrite, impotência sexual, infarto, trombose, hipertensão, dentre outras”.

Fato é que o consumo de álcool em excesso traz sérios riscos à saúde e devemos ter cautela com o discurso de “correr atrás do tempo perdido”. Todo cuidado é pouco e nosso corpo é um só.

Não se pode deixar que o consumo por lazer se torne um vício, o alcoolismo, que é uma doença extremamente silenciosa para quem é acometido. Se você achar que possui problemas com o uso abusivo de álcool ou quer ajudar alguém, busque ajuda.

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