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“Sempre tereis pobres entre vós” (Mc 14, 7)

terça-feira, 09 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

No próximo domingo, 14, a Igreja Católica celebrará a quinta edição do Dia Mundial dos Pobres. No artigo desta semana trazemos um resumo da mensagem do santo padre, o Papa Francisco. Refletindo sobre o versículo “Sempre tereis pobres entre vós” (Mc 14, 7), Francisco, relembra o gesto da mulher que invade a refeição em casa de Simão e derrama sobre a cabeça de Jesus um vaso de alabastro cheio de perfume precioso. Gesto que suscitou grande estupefação e deu origem a duas interpretações diversas.

No próximo domingo, 14, a Igreja Católica celebrará a quinta edição do Dia Mundial dos Pobres. No artigo desta semana trazemos um resumo da mensagem do santo padre, o Papa Francisco. Refletindo sobre o versículo “Sempre tereis pobres entre vós” (Mc 14, 7), Francisco, relembra o gesto da mulher que invade a refeição em casa de Simão e derrama sobre a cabeça de Jesus um vaso de alabastro cheio de perfume precioso. Gesto que suscitou grande estupefação e deu origem a duas interpretações diversas. A primeira referente à indignação de alguns dos presentes, incluindo os discípulos, e a segunda, referente à interpretação de Jesus sobre o fato.

Destaca o pontífice que “Jesus recorda-lhes que ele é o primeiro pobre, o mais pobre entre os pobres, porque os representa a todos. E é também em nome dos pobres, das pessoas abandonadas, marginalizadas e discriminadas que o filho de Deus aceita o gesto daquela mulher. Esta, com a sua sensibilidade feminina, demonstra ser a única que compreendeu o estado de espírito do Senhor. [...] As mulheres, tantas vezes discriminadas e mantidas ao largo dos postos de responsabilidade, nas páginas do Evangelho são, pelo contrário, protagonistas na história da revelação”.

O Papa Francisco repete com insistência, a mensagem que os pobres são os verdadeiros evangelizadores, pois levam ao mundo o Cristo em suas tribulações e indigências, nas condições, por vezes desumanas, em que são obrigados a viver.

Relembrando a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, instrui que “o nosso compromisso não consiste exclusivamente em ações ou em programas de promoção e assistência; aquilo que o Espírito põe em movimento não é um excesso de ativismo, mas primariamente uma atenção prestada ao outro, considerando-o como um só consigo mesmo. Esta atenção amiga é o início duma verdadeira preocupação pela sua pessoa e, a partir dela, desejo de procurar efetivamente o seu bem” (198-199).

Assim, no discurso, legitima que os pobres não são pessoas “externas” à comunidade, mas irmãos e irmãs cujo sofrimento se partilha, para abrandar o seu mal e a marginalização, a fim de lhes ser devolvida a dignidade perdida e garantida a necessária inclusão social.

Seguir Jesus comporta uma mudança de mentalidade a esse propósito, ou seja, acolher o desafio da partilha e da comparticipação. Tornar-se seu discípulo implica a opção de não acumular tesouros na terra, que dão a ilusão duma segurança em realidade frágil e efêmera; ao contrário, requer disponibilidade para se libertar de todos os vínculos que impedem de alcançar a verdadeira felicidade e bem-aventurança, para reconhecer aquilo que é duradouro e que nada e ninguém pode destruir (cf. Mt 6, 19-20).

Francisco nos lembra que no ato de dar esmolas corremos o risco de gratificar aquele que dá e humilhar aquele que recebe, enquanto a partilha reforça a solidariedade e cria as premissas necessárias para se alcançar a justiça.

Concluindo, recorda as palavras de São João Crisóstomo: “Quem é generoso não deve pedir contas do comportamento, mas somente melhorar a condição de pobreza e satisfazer a necessidade. O pobre só tem uma defesa: a sua pobreza e a condição de necessidade em que se encontra. Não lhe peças mais nada; mesmo que fosse o homem mais malvado do mundo, se lhe vier a faltar o alimento necessário, libertemo-lo da fome. (…) O homem misericordioso é um porto para quem está em necessidade: o porto acolhe e liberta do perigo todos os náufragos, sejam eles malfeitores, bons ou como forem. Aos que se encontram em perigo, o porto acolhe-os, coloca-os em segurança dentro da sua enseada. Também tu, portanto, quando vês por terra um homem que sofreu o naufrágio da pobreza, não o julgues, nem lhe peças conta do seu comportamento, mas liberta-o da desventura” (Discursos sobre o pobre Lázaro, II, 5).

Fonte: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/poveri/documents/20210613-messaggio-v-giornatamondiale-poveri-2021.html

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Do filho ao pai

segunda-feira, 08 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

A relação entre pais e filhos atrai olhares da psicanálise, da sociologia, da
filosofia, da genética. Da literatura. Guimarães Rosa compõe um ponto de vista
psicológico dessa relação no conto “A Terceira Margem do Rio”, contido no livro
“Primeiras estórias”. Muito bem trazida pelas mãos de um escritor que vai quase além
da alma. Com personagens tão imperfeitos quanto os viventes, mostra o esforço de
um filho para compreender a decisão do pai, que ruma seu destino para o rio e vai

A relação entre pais e filhos atrai olhares da psicanálise, da sociologia, da
filosofia, da genética. Da literatura. Guimarães Rosa compõe um ponto de vista
psicológico dessa relação no conto “A Terceira Margem do Rio”, contido no livro
“Primeiras estórias”. Muito bem trazida pelas mãos de um escritor que vai quase além
da alma. Com personagens tão imperfeitos quanto os viventes, mostra o esforço de
um filho para compreender a decisão do pai, que ruma seu destino para o rio e vai
navegar numa pequena canoa. Indo e vindo. Tempos a fio. Tão certo da sua escolha,
não titubeia, faz questão de não acenar para a família que se posta nas margens
quando passa, vagando solitário sobre as águas, em completa dependência do clima,
da correnteza, da vida e da morte dos seres que a natureza acolhe naquele lugar.
Se por um ato de liberdade, de solidão, de tristeza ou de ninguém entender os
motivos, aquele homem, chefe de família, vai para além das margens e, sobre as
águas, passa seus dias. Como humano ou fantasma. E ele, como filho e como qualquer
filho, precisa compreender os motivos do pai para conseguir ser ele próprio ou mesmo
para ser o filho daquele estranho pai. Ou até para ser alguém que o pai nunca fora. E
aquele velho homem de barbas e unhas crescidas, burlando as regras máximas da
paternidade, busca o afastamento, o isolamento, a animalização.
Do filho ao pai há uma relação vertical afetiva de baixo para cima. Por mais que
seja insensata a percepção deste mais novo para aquele que está num patamar de
liderança, de ser idealizado e de transmitir padrões de comportamento, o amor filial,
se ferido ou não, permanece como pano de fundo. Os filhos trazem seus pais, com ou
sem zelo, como referenciais de vida. Inconscientemente ou não. É preciso interpretar a
figura paterna.
Ao longo do conto, o filho apela pelo retorno do pai. Um desejo que traça seu
destino. Sem realizá-lo, opta por permanecer na margem do rio apenas para saber
quem é aquele, seu progenitor. Se louco ou não, é o pai que tem, quem o fez e
engendrou-o como gente, de saber fazer isso e aquilo!

Por que um pai, por razões explicáveis ou não, pode deixar de querer seu filho?
Guimarães Rosa não cansa de dizer em suas palavras divinas, nesse intrigante conto,
que os pais podem causar dores nos filhos. E eles, os filhos, podem fazer vidas
esdrúxulas para conseguirem um olhar. Um voltar. Tudo pode ser em vão. Posto que
não existem tantos filhos que fazem vidas sem sentido autêntico, prostrados em
margens? Arqueados em esquinas?
Esse conto é difícil de ler, de entender, de tê-lo nas mãos. Entretanto encontra
consistência em tantas realidades deste mundo perverso. Os pais deveriam lê-lo.
Conversar entre si a respeito. Pensar no significado de ser pai. De ser homem. De ser
mistério.

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Uma cidade dentro de um parque

sábado, 06 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Não é um parque dentro de uma cidade, é uma cidade dentro de um parque. De tal modo que Nova Friburgo pode, como qualquer outra cidade, ter tudo que o homem pode construir. A engenharia, de fato, pode fazer coisas incríveis. Mas Nova Friburgo tem algo que só Deus pode constituir: uma natureza exuberante, com verdes de vários tons abraçados por montanhas. Um belo vale com um rio no meio, cujas águas deslizam mansas. Essas águas cristalinas que fazem véus em suas cascatas antes de cortarem a cidade.

Não é um parque dentro de uma cidade, é uma cidade dentro de um parque. De tal modo que Nova Friburgo pode, como qualquer outra cidade, ter tudo que o homem pode construir. A engenharia, de fato, pode fazer coisas incríveis. Mas Nova Friburgo tem algo que só Deus pode constituir: uma natureza exuberante, com verdes de vários tons abraçados por montanhas. Um belo vale com um rio no meio, cujas águas deslizam mansas. Essas águas cristalinas que fazem véus em suas cascatas antes de cortarem a cidade.

Nova Friburgo é mesmo única. E ainda que relegada há algum tempo por gestões trágicas, ultrapassadas, sem visão – segue determinada, ainda que sonhando mais do que realizando. Mas se há sonho, há esperança. 

O protagonismo friburguense vem sendo roubado dos friburguenses por pseudos friburguenses de bem. Os moralistas, geralmente, são pouco talentosos e bastante limitados. Passarão. Ainda que deixem lastro de estragos. O pior, são os estragos culturais, pois esses levam tempo para serem refeitos. 

Perder identidade é a maior crueldade que se pode cometer contra um povo. O desrespeito e o descompromisso com a história causam feridas que dificilmente se fecham. Quando há cura, levam muito tempo para cicatrizarem. Assim, o que nos conecta como friburguenses não é o sangue. O que nos conecta como cidade são nossas instituições e a natureza que compartilhamos. São as lembranças que trazemos e preservamos e nossos filhos tornam a fazer, e, ao criarem apreço - mantêm.    

Cuidar da história e da natureza é primordial, inclusive, para o futuro econômico. Ter desleixo com o que o passado construiu é nos jogar na vala da desmemória e fazer a cidade perder valor como um todo. Óbvio que o novo sempre vem, mas porque o velho o traz na corcunda. Não há por que desassociar o moderno do tradicional. As inovações são tão bem-vindas quanto é bem quisto o respeito à biografia coletiva que escrevemos, seja nos campos de futebol, nas paredes das instituições, nas partituras das bandas musicais, nas pontes ou nos paralelepípedos. Só preservar, talvez, seja pouco. Reconstruir é premissa boa.    

Da mesma forma é ultrapassada a percepção que tenta separar ecologia de economia. A economia é dependente e a nova ordem faz ser ainda mais intrínseca a relação sustentabilidade e economia. É uma exigência do mercado, pois o mercado sabe que para sobreviver é necessária uma revisão, já em curso, dessa nossa relação com o planeta. Aliás, sustentabilidade já é pouco. Regenerar é preciso. O futuro pertencerá às cidades sustentáveis, que apostam na regeneração de suas matas e fontes, que investem em energias renováveis, se planejam como ambientalmente corretas e cuidam das pessoas. Inclusive de suas ecologias mentais.  

Eu quero e deve ser um desejo de todos que Nova Friburgo seja de futuro. Mas para esse querer ser verdadeiro e permanente é preciso gerar cultura e se reconhecer nessa missão. 

Pelos que ocupam o poder, estamos consideravelmente atrasados. Mas a força do nosso povo é mesmo surreal. Apesar, destes que aí estão, há vontades acontecendo quase que por instinto ou mesmo engajamento de alguns setores. Que cause catarse e se espalhe. Por isso, olhar para nossa história é convite irrecusável. Para se inspirar. O nosso DNA é de pioneirismo e não podemos perder isso de vista. Abraçar esse futuro é também gerar riqueza para uma cidade que, infelizmente, vem empobrecendo.

O mais difícil temos: uma cidade dentro de um parque e história. O mais fácil podemos: derrotar esses ultrapassados que agridem nossas memórias e identidades. O futuro é verde e precisamos plantar esse futuro imediatamente.               

 

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Correios deixam a desejar

sábado, 06 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 06 e 07 de novembro de 1971
Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes:

Edição de 06 e 07 de novembro de 1971
Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes:

  • Correios deixam a desejar: Já não é realizada mais a entrega de correspondências aos domingos em Nova Friburgo. No último Dia de Finados, (terça-feira, 2,) também não foram distribuídos jornais, cartas em nossa cidade. O mesmo aconteceu na quinta-feira, 4 (dia da inauguração dos melhoramentos na agência postal local). Não é preciso comentários! 
  • Kaufmann e o genro Luiz Mastrangelo Netto: Quando Deus criou o mundo devia estar… Esta mão que antes deslizava ágil e destra sobre a tela, criando prodígios de formas, de cores e de assuntos, é a mesma que agora mal treme com a minha, na angústia de quem quer dizer alguma coisa e não pode. Morreu Arthur Kaufmann, em 25 de setembro de 1971, no Hospital São Lucas. Kaufmann, sob sete palmos no cemitério São João Batista, vive hoje a terra de Friburgo, a mesma de onde brotou Guignard. O cemitério é pobre, há muito mármore, certa pompa fúnebre, mas falta-lhe árvores, sombras. À beira do túmulo não podem ser plantados o carvalho da Alemanha ou o cedro de Israel, mas espaço há-de haver para a roseira de Conselheiro. 
  • Professor Amaury, novo imortal: Recentemente eleito, tomará posse na Academia Friburguense de Letras no próximo 15 de novembro, indo ocupar a cadeira patrocinada por José Veríssimo, o ilustrado mestre dr. Amaury Pereira Muniz, dirigente máximo da Fundação Educacional de Friburgo e da Fundação Getúlio Vargas - Colégio Nova Friburgo. Homens como o professor Amaury dignificam realmente uma coletividade. Está de parabéns a nossa Academia de Letras.  
  • Professor Luiz de Gonzaga Malheiros representou o governador: Para representar o governador do Estado do Rio de Janeiro, Raymundo Padilha, na solenidade de instalação da Universidade Serra dos Órgãos, esteve em nossa cidade, o ilustrado professor Malheiros, nosso conterrâneo e que há alguns anos preside o Conselho de Educação do Estado do Rio, que como se sabe é o órgão decisivo no que respeita ao controle do ensino de todos os graus na terra fluminense. 
  • Ficha de inscrição partidária: A executiva municipal do MDB fornecerá as diretrizes a respeito das fichas partidárias entregues ao presidente Álvaro de Almeida, pelo Juizo Eleitoral. 

Pílulas:

  • Com a simplicidade, mas com a presença do mundo oficial e pessoas que de fato e realmente se interessam pelos magnos assuntos da nossa comunidade, foi criada e instalada em nossa cidade a Universidade Serra dos Órgãos, entidade que superintenderá o ensino superior e técnico-profissional na zona geoeconômica, cujo principal vértice é Nova Friburgo.  
  • A Universidade Serra dos Órgãos reunirá para um objetivo comum as fundações educacionais de Friburgo, Teresópolis, a Fundação Getúlio Vargas - Colégio Nova Friburgo e a Faculdade de Filosofia das Dorotéias, formando-se assim um poderoso e equilibrado órgão de educação, com estabelecimentos de ensino nesta região e após estudos das garantias reais de perfeito funcionamento, especialmente no que se refere a um corpo de professores da mais alta capacidade. 
  • O ilustre e querido professor Luiz Gonzaga Malheiros produziu o mais erudito, o mais substancial discurso na solenidade de criação da Universidade Serra dos Órgãos. além de mestre emérito, o mencionado professor é o presidente do conselho estadual do ensino e uma das mais brilhantes figuras do magistério nacional. Friburguense nato e que realmente ama a sua terra natal, o professor Malheiros jamais poderia estar ausente em tão importante momento da "Suíça Brasileira” pois agora sim, está aberto o caminho, a grande clareira de Friburgo, Cidade Universitária. 
  • Mais uma vez queremos lembrar aos que simplesmente estão contra aos gigantescos passos que o prefeito Feliciano Costa está dando no caminho do ensino superior do nosso município, uma verdade crua: o nosso povo, vai cobrar (e de que forma?) de modo total e absoluto, seja em termos sociais, políticos e de todas as maneiras, os tributos das inconsequências, das obstinações, da politicagem, etc. etc. etc. dos que não justificarem perfeitamente seus gestos, seus atos, suas maquinações e até suas criminosas omissões. 
  • E falando em omissões, detestável será aquela moldada na covardia, no jogo de interesses da politiquice ou dos “porta-vozes” escondidinhos dos homens públicos anestesiados por um espírito de oposição que nada edifica, que só destrói, inapelavelmente. A grande verdade que vai superar, todas as incompreensões assim como as jogadas do timinho do contra: vamos ter ensino superior, vamos ter ensino técnico-profissional, vamos ter, enfim, de fato, verdadeiramente, Friburgo, Cidade Universitária. Quem quiser que fique zangadinho… 

Sociais:

  • A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Lucy Lamy (6); Jair de Castro Nunes, Demerval Moreira e Nila Nara Barros (7); Cláudio Moreira da Costa, Sebastião Martins da Silva Mattos, Jofre Martins da Costa e Lilia Beatriz Moraes e Souza (8); José Mauro (9); Gildásio Storck, Fátima Sardou e Rubens Falcão (10); Martinho Barros, Paulo César Vassalo, Leilah Braune, Liana Ventura, Adhemar Araújo, Esmeralda Guedes Izolda Braune e Jayra de Castro Nunes (11); e Anália Queiroz Costa (12). 

 

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Adeus, Cesar

sexta-feira, 05 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Adeus, Cesar
Que Cesar Namer, proprietário do famoso restaurante Arroz com Feijão, no início da Avenida Alberto Braune, era querido, isso não é novidade. Mas ele era mais querido que se supunha. A sua passagem gerou manifestações de carinho que há muito não se viam em Nova Friburgo. Sem dúvida, o velório mais cheio dos últimos tempos, para ofertar à família e sua memória uma última homenagem.

Adeus, Cesar
Que Cesar Namer, proprietário do famoso restaurante Arroz com Feijão, no início da Avenida Alberto Braune, era querido, isso não é novidade. Mas ele era mais querido que se supunha. A sua passagem gerou manifestações de carinho que há muito não se viam em Nova Friburgo. Sem dúvida, o velório mais cheio dos últimos tempos, para ofertar à família e sua memória uma última homenagem.

Da família
Cesar Loyola de Oliveira Namer nos deixou aos 73 anos. Ele fez parte do cotidiano da cidade. E com sua alegria contagiante fez todos sentirem como se tivessem perdido alguém muito próximo. Para o comerciário que ia ao seu restaurante, um amigo. Para um estudante do ensino médio, um avô. Para um apaixonado por futebol, o torcedor mais carismático do seu Fluminense. Por ser mineiro, ele também era torcedor do América-MG. Por ser friburguense por alma, torcia para o Friburguense mesmo quando o adversário era o seu Fluminense. Para um aluno de odontologia, um pai. Sim, Ele era próximo de todos.

O solidário
Em vida, Cesar teve o privilégio de receber muitas homenagens que ele, orgulhosamente, exibia nas paredes do seu restaurante. Desde souvenires do Fluzão a placas de agradecimento pelos almoços grátis, pelo patrocínio a um atleta ou artista. Cesar era solidário. A VOZ DA SERRA mesmo, sabendo da sua importância, já publicou reportagem de página inteira sobre Cesar. E tornou a destacá-lo quando agraciado com a cidadania fluminense. Porque como maior biógrafo e testemunha da história de Nova Friburgo, A VOZ DA SERRA não deixou de contar e eternizar, em vida, esse personagem marcante do nosso cotidiano.    

O cuidador
Por conta da pandemia e por consciência de quem cuida do outro e pensa no coletivo, ele tirou quase todos os “troféus” das prateleiras e paredes. Despercebido da atitude, perguntei, com certa ingenuidade até, perguntei a ele recentemente: “Ué, cadê todos os quadros, presentes, camisas?” Ele respondeu: “Por causa da pandemia, temos que cuidar de tudo, não oferecer o mínimo risco. Fazer a nossa parte”.

O carismático
Mineiro de Carangola, foi agraciado com o título de cidadão friburguense. Eu tive a honra de lhe conceder, com aprovação unânime da Alerj, o título de cidadão fluminense. Os únicos quadros que ele não desistiu de tirar da parede foram os títulos de cidadão friburguense e fluminense. Com carisma único, conquistava a todos com suas piadas prontas, com a brincadeira da moeda na hora do troco ou com sua paixão por Nova Friburgo. 

O louco por Nova Friburgo
Ele contava que queria conhecer a praia. Na rodoviária, viu um ônibus para Nova Friburgo. Revelava que decidiu: “antes de ir para Itumbiara-GO vou conhecer essa cidade, aí”. Entrou no ônibus e nunca mais saiu de Nova Friburgo, mesmo que aqui não tivesse praia. “Não conheço nada no mundo mais bonito que Nova Friburgo”. Essa paixão contagiante, esse amor pela cidade e pelas pessoas dessa cidade estavam presentes também em atitudes práticas.

O dono de uma legião de fãs
Talvez, isso explique a legião de amigos de todas as idades. Talvez esse jeito único dele resulte nesse choro coletivo de uma cidade inteira e de tantos outros que aqui viveram e estão em outros municípios e se sentiam apadrinhados por ele. A dor se torna ainda maior pelo inesperado. Passou ileso pela pandemia. Um infarto nos tirou de forma repentina o mais friburguense dos brasileiros. É difícil pensar em arroz com feijão sem o Cesar, não só no restaurante, mas no prato que nomeia o estabelecimento. É difícil pensar em simplicidade mais apaixonante do que a dele.

Vai deixar muita saudade
Assim, peço licença e desculpas ao leitor por escrever de forma tão pessoal. A notícia por muitas das vezes nos impacta e se torna impossível se desassociar dela. Mexe, entristece. Dói. A saudade já é presente. Cesar fará muita falta ao mesmo passo que, certamente, há que se agradecer por ter tido nessa cidade alguém como ele. Que sorte a nossa dele ter vindo, sem planejar, parar aqui. Que privilégio ter almoçado lá, ter tido por ele sorrisos arrancados, ter tido conversas de futuro. À viúva Lúcia Helena Peres Valente, um abraço do tamanho de nossas montanhas. A todos os demais, me incluo com os colegas de A VOZ DA SERRA, com o choro de quem testemunhou uma biografia que não se vê com facilidade.

Ano de muitos adeuses
2021 tem sido mesmo um ano cruel com Nova Friburgo. Desde Seu Lauro (o mais antigo barbeiro de Nova Friburgo) ao Cesar. Muitos bons friburguenses de nascença ou não que partiram ou pela Covid-19 ou por outras enfermidades e fatalidades. Pudera, a estatística confirma: nunca morreu tanta gente no município como nos últimos meses. Só que atrás de números, há pessoas, histórias, famílias, vizinhos e amigos.

Dados cruéis
Em 2021, Nova Friburgo tem o maior número de falecidos da sua história e pela primeira vez, deve fechar o ano com mais óbitos do que nascimentos. Há poucas semanas de terminar o ano, somam-se 1.991 mortes. O ano passado inteiro foram 1.848 óbitos. O número de nascidos dificilmente vai superar o ano passado que teve 2.115 nascimentos. Neste ano, temos até agora 1.691 nascidos. Saldo de menos 300 friburguenses. Mesmo no ano da tragédia climática (2011), o número de mortes foi menor do que neste ano, superando apenas o ano de 2020: 1.876. Em 2011 também teve mais nascidos (2.262), fazendo com que o saldo não fosse negativo (+ 386). 

Palavreando
“Não é um parque dentro de uma cidade, é uma cidade dentro de um parque. De tal modo que Nova Friburgo pode, como qualquer outra cidade, ter tudo que o homem pode construir. A engenharia, de fato, pode fazer coisas incríveis. Mas Nova Friburgo tem algo que só Deus pode constituir: uma natureza exuberante, com verdes de vários tons abraçados por montanhas”. Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

 

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Borboletar

sexta-feira, 05 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

O tema, metamorfose. A metáfora, as borboletas. O sentimento, transformação. Sobre as borboletas ... que seres especiais - e lindos! Jamais ví uma borboleta sem beleza. Não me recordo de alguma vez ter olhado para uma delas sem admirá-la. Desde o seu nascimento, as borboletas estão fadadas a sofrerem uma completa metamorfose para se transformarem no que são. A vida delas começa com o ovo, passando pela etapa da larva (lagarta), até a formação da crisálida e finalmente a saída da borboleta de seu interior. Não é à toa que a borboleta é tida por muitos como símbolo da transformação.

O tema, metamorfose. A metáfora, as borboletas. O sentimento, transformação. Sobre as borboletas ... que seres especiais - e lindos! Jamais ví uma borboleta sem beleza. Não me recordo de alguma vez ter olhado para uma delas sem admirá-la. Desde o seu nascimento, as borboletas estão fadadas a sofrerem uma completa metamorfose para se transformarem no que são. A vida delas começa com o ovo, passando pela etapa da larva (lagarta), até a formação da crisálida e finalmente a saída da borboleta de seu interior. Não é à toa que a borboleta é tida por muitos como símbolo da transformação.

E aí eu pergunto: será que existe alguém que não está passando por alguma transformação em seu interior? Em sua vida? Gosto de observar a natureza e nela buscar respostas dentro de mim. Esse processo por que passam as borboletas pode ser um bom exemplo a ser apreciado. Metamorfoses, de certa forma, parecem ser típicas também dos seres humanos, sejam de que forma forem. Se “borboletar” fosse um verbo, eu pediria licença poética para conjugá-lo em primeira pessoa e no gerúndio, do tipo: “eu estou borboletando”. E muito! Quem não está?

Na verdade, acho que não é questão de opção. Quando pensamos ter alcançado o patamar de cima, o passo à frente, vem a vida e nos mostra que a próxima fase já está por vir, que não dá para parar de subir, que a escada é longa e que não temos ideia do nível em que estamos. Só sabemos que temos que ser fortes, resistentes, resilientes e prosseguir. Depois de certa etapa, adquirimos também a consciência de que se não houver transformação de conceitos, de visão, de adaptação, de sentimentos, de preparação, não chegaremos lá. E não adianta ficarmos parados fingindo que não estamos entendendo a necessidade do movimento, porque a metamorfose simplesmente acontece.

Em meio a esse processo e ciente de que a ordem é de dentro para fora, nesse momento envolta por um casulo, apelo para alguma lógica da natureza, convencendo-me de que cada estágio agrega beleza e libertação, de modo que é melhor acolher com gratidão, pela borboleta que existe em mim. Como bem escreveu Rubem Alves, “não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.”

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12 termos importantes do mundo das finanças

sexta-feira, 05 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Já leu esse breve glossário financeiro? Talvez o texto de hoje seja repetitivo para você que me acompanha semanalmente. Se não for o seu caso, recomendo a leitura; abaixo, apresento 12 termos importantes do contexto financeiro que podem te ajudar a elucidar muitos conceitos ainda não dominados.

Amortização: redução gradual de uma dívida baseada em pagamentos periódicos. Além das taxas de juros, um financiamento calcula um determinado valor a ser pago para reduzir a quantia total da operação.

Já leu esse breve glossário financeiro? Talvez o texto de hoje seja repetitivo para você que me acompanha semanalmente. Se não for o seu caso, recomendo a leitura; abaixo, apresento 12 termos importantes do contexto financeiro que podem te ajudar a elucidar muitos conceitos ainda não dominados.

Amortização: redução gradual de uma dívida baseada em pagamentos periódicos. Além das taxas de juros, um financiamento calcula um determinado valor a ser pago para reduzir a quantia total da operação.

Ativo e Passivo: ativos são bens ou serviços que agregam rentabilidade; passivos, por sua vez, são bens ou serviços com carga de desvalorização e despesas com o passar do tempo.

CDB: Certificado de Depósito Bancário são títulos emitidos por instituições financeiras. Na prática, ao adquirir um destes títulos, o investidor está emprestando dinheiro em troca de uma rentabilidade predefinida.

CDI: Certificado de Depósito Interbancário é um dos principais indexadores (taxas de reajustes) dos ativos existentes no mercado financeiro. Taxa de referência para a realização de operações de empréstimos interbancários.

FGC: Fundo Garantidor de Crédito é uma “entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a administrar mecanismos de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras”. É o FGC, o garantidor dos investimentos em renda fixa.

Ibovespa: é a carteira teórica da Bolsa de Valores brasileira, a B3. Composta por cerca de 70 das maiores empresas do Brasil, esta carteira representa o índice de referência da bolsa brasileira e serve como base para as análises de investidores.

IGPM: Índice Geral de Preços do Mercado é indicador de inflação e incide sobre a correção de valores contratuais (como, por exemplo, o aluguel).

IPCA: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é o índice oficial do Governo Federal para medir inflação e incide sobre a correção salarial.

Liquidez: o período de tempo entre investimento e resgate do capital, podendo haver lucro ou não.

PIB: o Produto Interno Bruto é um indicador de valor para soma de todos os bens e serviços finais produzidos por uma região em determinado período de tempo. O PIB per capta é este valor dividido pelo número de habitantes da região.

Selic: o Sistema Especial de Liquidação e Custódia representa o sistema responsável pelo controle de emissão, compra e venda de títulos públicos federais; fazendo desta taxa, a principal ferramenta de controle inflacionário e outras medidas econômicas.

Tesouro Direto: o Tesouro Direto é um título público emitido pelo Tesouro Nacional – órgão responsável, também, pela gestão da dívida pública. Ao comprar estes títulos, o investidor está emprestando dinheiro para o Governo Federal em troca de recebimento de juros (geralmente indexados ao IPCA e a Selic).

Ao longo de cada ano, busco trazer este texto algumas vezes, em momentos diferentes, a fim de democratizar cada vez mais o acesso a conceitos básicos amplamente usados no mundo das finanças. Assim, consigo alcançar cada vez mais pessoas com estas informações. Espero que tenha te ajudado!

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Greve dos caminhoneiros com baixa adesão

quinta-feira, 04 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Na última segunda-feira, 1º, teve início do movimento grevista organizado pelos líderes de entidades ligadas aos caminhoneiros no Brasil. De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Infraestrutura, até o feriado de Finados (terça-feira, 2) apenas duas localidades tiveram concentração de caminhões e manifestantes: na Via Dutra, altura de Barra Mansa, no sul fluminense e próximo ao Porto de Santos, no Estado de São Paulo.

Na última segunda-feira, 1º, teve início do movimento grevista organizado pelos líderes de entidades ligadas aos caminhoneiros no Brasil. De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Infraestrutura, até o feriado de Finados (terça-feira, 2) apenas duas localidades tiveram concentração de caminhões e manifestantes: na Via Dutra, altura de Barra Mansa, no sul fluminense e próximo ao Porto de Santos, no Estado de São Paulo.

Apesar dos constantes aumentos praticamente semanais nos preços dos combustíveis não existiram, pelo menos até ontem, 3, registros de bloqueios de rodovias federais e estaduais ou em centros de distribuições e logística por todo país. Até então, os caminhoneiros somente se encontravam estacionados nos acostamentos promovendo protestos pacíficos.

A greve foi convocada majoritariamente pela Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), pelo CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) e pela CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística).

Dentre a lista de reivindicações da categoria estão a revisão da política de fretes mínimos, a aprovação do novo marco regulatório do transporte rodoviário de cargas, regime especial de aposentadoria, melhorias nos pontos de descanso e o principal: a redução do preço do diesel, que onera e muito os custos dos caminhoneiros brasileiros.  

Para se ter uma noção, a capacidade dos tanques de combustível de alguns caminhões chega a ser superior a 700 litros. Os custos para reabastecer um automóvel desses, com o atual valor do diesel, podem chegar a mais de R$ 3.500 em uma só ida ao posto.

Porque a pouca adesão

Os movimentos grevistas não prosperaram conforme esperado pelos líderes dos movimentos. Até então, poucos caminhoneiros se mobilizaram, e os motivos são muitos. Além da pandemia do coronavírus, os últimos anos têm sido marcados pela alta polarização política que toma conta de todo país. Algumas lideranças caminhoneiras entendem que as divergências políticas calorosas tiveram impacto significativo na adesão à greve.

Enquanto alguns caminhoneiros se sentem desconfortáveis com a política de preços da Petrobras e com o Governo Federal, parte dos profissionais mantém seu apoio fiel ao presidente Jair Bolsonaro, que durante sua campanha à eleição, foi apoiado pela categoria. Não há um consenso sobre a adesão à greve.

Por outro lado, o movimento grevista também foi esfriado pelo fato de o Governo Federal ter conseguido aproximadamente 30 liminares judiciais determinando multa de R$ 5 mil a R$ 1 milhão para evitar bloqueios nas rodovias e estradas nacionais. Caminhoneiros temem receber multas em caso de protestos mais ferrenhos por melhorias para categoria.

O diretor da CNTLL, Carlos Alberto Litti, por sua vez, afirmou ao portal de notícias Uol, que muitos caminhoneiros estão ficando em casa ao invés de ocupar as rodovias do país, dando a parecer que não houve tamanha mobilização ao movimento de paralisação. Líderes caminhoneiros chamam outras categorias à greve e acreditam que a mobilização de motoboys, motoristas de aplicativos e táxis possam trazer mudanças.

Além disso, grevistas entendem que o cenário de dificuldades financeiras tenha agravado a decisão de muitos profissionais optarem por não parar. As sucessivas altas no custo de vida também podem ter influenciado na adesão à greve de uma categoria que passa por dificuldades financeiras.

Derrubadas as liminares que impediam bloqueios

A desembargadora federal Ângela Catão, do Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1), suspendeu nesta quarta-feira, 3, as liminares que impediam os caminhoneiros de bloquearem as rodovias. Na decisão, a magistrada atribuiu a competência de julgamento e processamento das ações que envolvam greve de caminhoneiros à Justiça do Trabalho.

Caminhoneiros e movimentos grevistas comemoraram a decisão com vídeos nas redes sociais e continuaram fazendo publicações ao longo do dia convocando mais profissionais a aderir à greve que, segundo a categoria, continua.

Fato é que a greve ainda não está tendo força para durar ou atrapalhar a economia. Até então, não existe previsão para o fim do movimento e a expectativa é que o movimento se estenda pelos próximos dias.

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Coragem de ser para não adoecer

quinta-feira, 04 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Uma advogada norte-americana, bem sucedida financeira e profissionalmente teve câncer de mama, e quando recebia ajuda psicológica para lidar com o abalo emocional que ocorre com um diagnóstico deste, compreendeu que vinha fazendo na vida não o que ela realmente queria e gostava. Ela sempre desejou estar envolvida com música, mas deixou isto de lado e tocou a vida para a frente como advogada. Depois que o câncer surgiu, ela decidiu mudar radicalmente sua vida profissional, passando a fazer o que sempre desejou: música.

Uma advogada norte-americana, bem sucedida financeira e profissionalmente teve câncer de mama, e quando recebia ajuda psicológica para lidar com o abalo emocional que ocorre com um diagnóstico deste, compreendeu que vinha fazendo na vida não o que ela realmente queria e gostava. Ela sempre desejou estar envolvida com música, mas deixou isto de lado e tocou a vida para a frente como advogada. Depois que o câncer surgiu, ela decidiu mudar radicalmente sua vida profissional, passando a fazer o que sempre desejou: música.

Lawrence LeShan, psicólogo que trabalhou mais de 20 anos só com pacientes terminais, verificou que pessoas portadoras de câncer que fizeram mudanças como esta feita pela advogada, tiveram uma recuperação da doença e uma sobrevida bem melhor e maior do que as que não fizeram mudança alguma. (ver livros dele como “O Câncer como Ponto de Mutação”, “Brigando pela Vida”).

Não é necessariamente fácil identificar o que se deseja na vida. Há pessoas que ficam confusas sobre o que querem. Algumas pensam que querem algo, vão em busca, conseguem, e em seguida surge o vazio e a necessidade de redefinir o desejo. Muitas não identificam o desejo pessoal.

Muitos que desenvolvem um câncer passam por cima de si mesmos em várias coisas na vida tendo dificuldade de se impor no bom sentido da palavra. Se alguém pisa no pé deles, eles é que pedem desculpas. Têm poucos canais para expressar sentimentos, reprimindo-os demais. Apresentam dificuldade de colocar limites e, assim, são vítimas de abuso com frequência.

Para estas pessoas, aprender a colocar limites é difícil, mas é uma necessidade. E precisam fazer isto como um treinamento, pois para elas não é algo natural. Geralmente se sentem culpadas se dizem “não”. Elas têm uma batalha pessoal dupla porque, precisam lutar para terem coragem de colocar limites e precisam se libertar da falsa culpa por fazer isto. Enquanto que para outras pessoas isto é muito natural, para aquelas mais tímidas é como se fosse um parto.

Parece que alguns indivíduos que têm muita dificuldade de expressar emoções, canalizam inconscientemente para uma parte do corpo a tensão pela sobrecarga emocional não expressada e experimentada conscientemente. Daí surge naquela parte do corpo uma enfermidade que chamamos de “psicossomática”.

O corpo ajuda a mente a não surtar. Enquanto aquela pessoa não conseguir lidar com suas tensões emocionais de maneira consciente e construtiva, o corpo irá absorver o conjunto de sentimentos e implodirá no seu ponto mais fraco (ou mais forte?), que chamamos de “órgão de choque”, que é o órgão ou sistema onde naquela pessoa o estresse emocional mais se manifesta.

Então, aprender a identificar desejos, colocar limites, expressar o que sente, emitir opiniões sem medo, impor respeito sem agressividade, pedir ajuda, dizer “não” ou “sim” mais próximo da verdade interior do que do desejo de agradar ou de não magoar os outros, colaboram para que a saúde melhore e algumas enfermidades que se manifestam no físico, mas que têm origem na mente, não ocorram ou se ocorrerem, sejam minimizadas e não tão agressivas contra a vida.

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Friburguense concorre ao Troféu Imprensa

terça-feira, 02 de novembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense concorre ao Troféu Imprensa

A jornalista de renomada família friburguense Leonor Consuelo Sperotto Dieguez (foto) que já teve passagens por grandes jornais brasileiros, como O Globo e há algum tempo se destaca como repórter da Revista Piauí, está concorrendo a um importante prêmio da mídia nacional.

Friburguense concorre ao Troféu Imprensa

A jornalista de renomada família friburguense Leonor Consuelo Sperotto Dieguez (foto) que já teve passagens por grandes jornais brasileiros, como O Globo e há algum tempo se destaca como repórter da Revista Piauí, está concorrendo a um importante prêmio da mídia nacional.

Trata-se do Troféu Imprensa, que em sua 15ª edição neste ano ressalta o tema + Diversidade evidenciando grandes mulheres da comunicação nacional. Consuelo é uma das finalistas na categoria "Repórter de Jornal ou Revista (texto impresso ou online). Ela concorre com Daniela Chiaretti (repórter do Valor Econômico), Juliana Dal Piva (site Uol), Patrícia Campos Mello (Folha de São Paulo) e Renata Cafardo (Estado de São Paulo).

Convocamos, então, os friburguenses a votarem em massa na nossa querida Consuelo Dieguez, para isso bastando clicar no link de votação no site www.portalimprensa.com.br/trofeumulherimprensa

Mudando de idade

Nesta quarta-feira, 3, o conhecido e admirado Lúcio Flavo Gomes da Silva, que dispensa maiores referências, estreia seus 77 anos idade para satisfação de amigos e sobretudo dos familiares.

Ao grande Lúcio Flavo, que, oficialmente, nasceu no dia 2 de novembro, em plena segunda Grande Guerra, foi registrado no dia seguinte. Parabéns ao estimado aniversariante Lúcio Flavo, com o aval de muitos de seus amigos e admiradores, inclusive pelo belíssimo livro "Causos ao Acaso", lançado recentemente.

Capelão no Raul Sertã e Maternidade

A Diocese de Nova Friburgo já deu provimento legal, para assim que possível com o fim ou a real redução da pandemia, os hospitais Raul Sertã e  Maternidade Mário Dutra de Castro tenham seu próprio capelão fixo, algo que até então jamais existiu oficialmente.

O padre escolhido para atuar de forma permanente nas duas unidades de saúde, celebrando missas nas capelas e visitando os pacientes internados, será o querido e admirado, Marcelo Piller.

Contemplado especial

Prestigiando a inauguração da Base Comunitária da Guarda Municipal instalada na Praça Lafayette Bravo, bem no centro do distrito de Conselheiro Paulino, na manhã do último sábado, 30 de outubro, o conhecido empresário e presidente da CDL e do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Nova Friburgo, Braulio Rezende, em instantes antes cerimônia viu cair de uma árvore, um bela flor amarela que foi justamente se alojar na lapela do agasalho que ele usava naquela ocasião.

Vivas ao Benitez

Na próxima sexta-feira, 5, Benitez Silva, de conhecida família friburguense e que já foi diretor do Detran e possui atividade em auto escolas, vai celebrar mais um aniversário natalício.

Por isso, desde já, enviamos congratulações ao Benitez, bem como os cumprimentos de seus muitos amigos.

Bem pertinhos

Para quem acha que este ano está passando rápido e – realmente está - se estabelece a contagem regressiva: nesta terça-feira, 2, inicia-se a contagem regressiva de 53 dias para o Natal e 59 para o ano novo.

 

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