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Acadêmicos das Braunes é a campeã do Carnaval 1976

sábado, 07 de março de 2026
por Laís Lima*

Edição de 6 e 7 de março de 1976

Entre os blocos, Raio de Luar levou o título 

Acadêmicos das Braunes é a campeã - A escola de samba das Braunes consagrou-se a grande campeã do Carnaval 1976 ao conquistar 106 pontos. Entre os blocos, Raio de Luar é o campeão.   

Edição de 6 e 7 de março de 1976

Entre os blocos, Raio de Luar levou o título 

Acadêmicos das Braunes é a campeã - A escola de samba das Braunes consagrou-se a grande campeã do Carnaval 1976 ao conquistar 106 pontos. Entre os blocos, Raio de Luar é o campeão.   

 Flash dos desfiles – O desfile deste ano começou com uma hora e 15 minutos de atraso. Por causa de um jurado que exatamente na hora do desfile resolveu sair. O espetáculo se estendeu até por volta da 1h da madrugada. Desde às 17h da tarde do domingo de carnaval já havia bastante gente na Avenida Alberto Braune. Às 20h já não cabia mais ninguém, não tinha espaço nem para transitar. O que a AVS já tinha denunciado aconteceu: um tapume avançado na principal artéria de Friburgo “estourou” e o povo invadiu. Exatamente momentos antes da Acadêmicos das Braunes se apresentar.

Sem arquibancadas - A falta de arquibancadas neste carnaval foi grandemente lamentada. Não há mais condições de se realizar um desfile deste porte com o público isolado da pista apenas por uma corda. Todo mundo comentava a falta de arquibancadas. Todas as escolas foram prejudicadas com a tomada da pista pelo público. Exatamente em frente aos palanques as escolas tiveram suas evoluções prejudicadas.

Flashes dos blocos – Muito desorganizado o desfile dos blocos na noite do sábado de Carnaval. Um intervalo muito grande entre uma agremiação e a outra. O público invadia constantemente a pista. A Polícia Militar foi a primeira autoridade a chegar. Logo depois foi registrada a presença dos vereadores Geraldo da Silva, Alencar Barroso, Celcyo Folly Valadares e Irineu Mineiro. Na pista, quem sambava muito era o sr. Silvio Spinelli.

Palanque – Muito fraca a iluminação em frente ao palanque da imprensa e das autoridades. O reforço estava junto ao palanque do corpo de jurados. O acesso ao palanque da imprensa foi muito rigoroso. Parabéns ao Antonio Mário Thurler pela organização. O sistema de som contratado da empresa Crepúsculo, de Carlos Mello, lançou um novo e bom locutor.

Vilage lidera os títulos – Desde 1946 há em Friburgo a disputa das escolas de samba. Nos últimos 30 anos, portanto, a Alunos do Samba conquistou seis vezes o título máximo. A Vilage soma dois títulos. A Saudade foi quatro vezes campeã. A escola Unidos Verdejantes conquistou o título em 1960. Braunes tem o título de 1972. Entre 1961 e 1965 não houve julgamento oficial das escolas pela exaltação de ânimos que na época imperavam no Brasil. O prefeito local, na ocasião, resolveu suspender o julgamento.

Lições para o Carnaval 1977 – Para o próximo ano, novas lições deverão ser tomadas. A expectativa que se cria em torno das escolas, leva cada vez mais um número maior de público à principal artéria de Friburgo. Une-se a isso a excepcional beleza das identidades e a estrutura de força da organização que conseguem. Para o público nada tão crucial do que passar seis horas em pé assistindo o desfile. O pouco policiamento causa seguidos transtornos. Seria impossível 60 homens conseguirem segurar uma multidão de 40 mil pessoas.

Falta de sinalização – Deverá ser tomada uma providência urgente no que se refere a invasão da pista. O número de pessoas que se postam diante do palanque acaba perturbando o desfile. Falta total fiscalização. Gente que nada tinha o que fazer na pista, encheu as proximidades do palanque. O desfile foi seriamente prejudicado.

Reforma – É impossível se entender porque a Municipalidade não se preocupa com o público quanto ao problema da arquibancada. É preciso cobri-las, pois assim gera-se renda para as próprias agremiações. É necessária uma reformulação total em termos de desfile. É necessário um respeito maior com o público. E o que o público respeite mais as escolas, não invadindo a pista e não prejudicando o desfile.

Por um carnaval bem melhor - Por incrível que pareça, Friburgo teve considerado, neste 1976, o seu Carnaval como o 2º maior do Estado do Rio de Janeiro. Campos, Niterói, Petrópolis, cidades da baixada não possuem nem a sombra de força de nossas escolas de samba, nem conseguem motivar tanto o público como aqui. Agora é necessário que se diga: é preciso respeito com esse mesmo povo. Que o novo prefeito eleito cuide com carinho do problema da arquibancada. As escolas já crescem em estrutura, mas é preciso pensar no povo.

Proposta de início do desfile mais cedo - O vereador Geraldo Pinheiro, apresentou, na Câmara, uma indicação pedindo que já a partir do próximo ano o desfile oficial da cidade tenha início às 16h. Ainda na Câmara, Arena e MDB elogiaram o porte das escolas e o seu crescimento com vigor.

 

E mais

  • Bastidores do Carnaval no Country Clube
  • Registros policiais durante o Carnaval
  • Cidade com grande movimento nos dias de folia 

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim 

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O que é uma SAF?

sábado, 07 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Possibilidade no Friburguense gera debates e reações entre torcedores

Na edição da última terça-feira, 3, A VOZ DA SERRA noticiou a existência de uma proposta para a compra do futebol do Friburguense, através de um modelo equivalente ao de uma SAF. A oferta feita por um grupo europeu é analisada pelo clube, de forma cuidadosa, e ainda é debatida internamente entre os conselhos legais do Tricolor antes de qualquer tipo de avanço. Tal fato repercutiu e despertou a curiosidade entre os torcedores sobre as possibilidades futuras para o Frizão.

Possibilidade no Friburguense gera debates e reações entre torcedores

Na edição da última terça-feira, 3, A VOZ DA SERRA noticiou a existência de uma proposta para a compra do futebol do Friburguense, através de um modelo equivalente ao de uma SAF. A oferta feita por um grupo europeu é analisada pelo clube, de forma cuidadosa, e ainda é debatida internamente entre os conselhos legais do Tricolor antes de qualquer tipo de avanço. Tal fato repercutiu e despertou a curiosidade entre os torcedores sobre as possibilidades futuras para o Frizão.

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é um tipo específico de empresa, criado pelo Congresso em 6 de agosto de 2021, por meio da lei 14.193/2021. A legislação estimula que clubes de futebol a migrem da associação civil sem fins lucrativos para a empresarial. A Lei da SAF, como ficou conhecida, incentiva a mudança para este formato de clube-empresa, que dispõe de normas de governança, controle e meios de financiamento específicos para a atividade do futebol.

Clubes podem ser fundados diretamente com essa estrutura, ser convertidos de associação civil para SAF ou podem fazer a cisão de seu departamento de futebol, com a transferência de todos os ativos relacionados à atividade futebolística para a empresa. Uma vez que a companhia é constituída, é possível vender parte majoritária, minoritária ou todo seu capital para um novo proprietário.

Em busca de recursos

De fato, algo semelhante é desenvolvido pelo Friburguense há algum tempo. O futebol tricolor é terceirizado, e o gerente José Siqueira, o Siqueirinha, é o responsável por gerir os rumos deste setor do clube. A questão central, atualmente, é a falta de capacidade financeira e recursos para serem investidos. É exatamente neste contexto que entra a busca por novos caminhos.

Sem esse “dinheiro novo”, torna-se praticamente inviável desenvolver um trabalho a médio e longo prazo ou investir na melhoria de infraestrutura. Nas últimas temporadas, em especial após as quedas de divisão, o Friburguense mantém entre três a quatro meses de atividades profissionais, tendo dificuldades para honrar compromissos, manter atletas e desenvolver projetos. Os times que sobem e conseguem calendário completo são aqueles que conseguem ter um poder financeiro maior.

Ou seja, como o Tricolor já tem um modelo parecido de gestão do futebol, o ponto chave é a busca por novos recursos, abertura de portas e algumas mudanças estruturais, dentro e fora de campo, algo que certamente também irá refletir no trabalho feito com as divisões de base. 

“Muita gente fala como se a SAF fosse a resolução de toso os problemas. E eu posso falar que o Friburguense talvez tenha sido a primeira SAF no Brasil. Lembro que, estrategicamente, eu e Alexandre (então presidente), entre 1998 e 1999, fizemos uma contabilidade diferente. É lógico que a contabilidade oficial é conjunta, sem separar o futebol do social. O clube é uma coisa só, um CNPJ só. Mas a gente trabalhou os caixas de forma separada, de futebol e social, para mostrar ao social que realmente o futebol poderia viver sozinho”, relembra Siqueira.

“Os clubes têm que escolher os seus investidores de acordo com as suas necessidades. E os clubes pequenos, diferente dos grandes, têm necessidades diferentes. A gente necessita de calendário, de voltar à Série A do Carioca, formar jogadores... São objetivos que todo clube tem que ter, é claro. Mas hoje não temos um calendário de profissional. Querendo ou não, o grande investidor de time pequeno vai bater na porta do clube justamente para formação. Então, ele vai procurar o que você tem de condição na cidade que você atua. É uma relação muito difícil. Umas SAFs vão dar certo, outras não. Algumas procuram por investidores de verdade, em relação ao tamanho do cheque, e não por quem tem o que se precisa de verdade. Então, eu acho que esse é o grande planejamento, esse é o grande projeto”, finaliza.

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Em busca de novos investimentos, Friburguense avalia propostas para o seu futebol (Foto: Divulgação Vinicius Gastin
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O contrato de concessão da gestão do “lixo” em Nova Friburgo

sábado, 07 de março de 2026
por Bernardo Furrer

Parte 1

Não é consenso que haja necessidade de concessão de serviços públicos essenciais para empresas privadas. Quem é à favor alega uma eficiência que infelizmente nem sempre ocorre, gerando as frequentes reclamações, e quem é contra alega que os governos têm a obrigação constitucional e ética de serem eficientes e que os custos acabam sendo maiores por acrescentar os ganhos privados. É questão polêmica que envolve concepções diversas.

Parte 1

Não é consenso que haja necessidade de concessão de serviços públicos essenciais para empresas privadas. Quem é à favor alega uma eficiência que infelizmente nem sempre ocorre, gerando as frequentes reclamações, e quem é contra alega que os governos têm a obrigação constitucional e ética de serem eficientes e que os custos acabam sendo maiores por acrescentar os ganhos privados. É questão polêmica que envolve concepções diversas.

O município celebrou o contrato de concessão da gestão dos resíduos sólidos. Dessa vez acrescentou a varrição de rua e gestão das praças e logradores públicos.

A concessão é um contrato entre as partes e não uma Lei, portanto tem fragilidade jurídica. Há necessidade e interesse da população para maior segurança, o que poderá ser revisto pelo Executivo e Legislativo.

Resumimos ao máximo, nesse artigo, os pontos essenciais do documento de quase 100 páginas, para facilitar a compreensão do leitor.

O contrato de concessão

Trata-se do contrato de concessão da “Exploração e Prestação dos Serviços de Coleta, Transporte e Tratamento de Resíduos Sólidos Domiciliares”, bem como de destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos domiciliares e da limpeza urbana de Nova Friburgo à empresa Sociedade de Propósito Específico, EBMA Gestão de Resíduos S.A., constituída pela empresa Vital Engenharia Ambiental S.A.”, assinado em 25 de novembro de 2025.

Os dados foram obtidos do próprio contrato, disponível no Portal da Transparência.  (https://novafriburgo-rj.portaltp.com.br/consultas/documentos.aspx?id=1524). O contrato é de concessão por 30 anos, no valor de R$ 1.601.666.772,44.

Os serviços à serem prestados

A concessão da Prefeitura de Nova Friburgo à empresa contratada é para a prestação dos seguintes serviços, entre outros:

  • Coleta Manual e Conteinerizada de Resíduos Sólidos Domiciliares e Públicos;
  • Fornecimento, Instalação, Manutenção e Higienização de Contêineres;
  • Coleta de Resíduos Sólidos Domiciliares Através de Caçambas;
  • Coleta Seletiva de Resíduos Recicláveis Porta a Porta;
  • Operação e Manutenção de Ecopontos;
  • Coleta e Transporte de Resíduos de Ecopontos;
  • Coleta, Transporte, Tratamento e Destinação Final de Resíduos de Serviços de Saúde;
  • Coleta e Transporte e Destinação Final de Resíduos Inertes;
  • Limpeza e Desobstrução de Bocas de Lobo e Caixas de Águas Pluviais;
  • Varrição Manual de Vias e Logradouros Públicos;
  • Varrição Mecanizada de Vias e Logradouros Públicos;
  • Zeladoria e Manutenção de Praças Públicas;
  • Roçada Manual de Vias e Logradouros Públicos;

O controle e fiscalização

Esse é um tema muito sensível, pois trata da regulação, fiscalização e controle dos serviços prestados. A EBMA/Vital apurará mensalmente Indicadores de Desempenho, que deverão ser disponibilizados. Haverá uma “AGÊNCIA REGULADORA”: “Entidade que será criada para exercer a regulação e fiscalização da prestação dos serviços”. Não fica evidenciado no contrato como se dará a regulação na prática.

Também haverá um “VERIFICADOR INDEPENDENTE, selecionado em lista tríplice pela EBMA/Vital após chamamento público, sendo com base em qualificação técnica e preço, para a fiscalização do contrato, sendo que a prefeitura escolherá uma das pleiteantes. Deverá apurar os Indicadores de Desempenho:

  • Monitoramento do cronograma, investimentos e resultados da execução da concessão e validação dos dados obtidos;
  • Realização de reuniões periódicas de acompanhamento e controle;
  • Emissão de relatório mensal;
  • Avaliação das demonstrações financeiras e contábeis;

Semana que vem teremos a parte dois desse artigo.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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(Foto: Henrique Pinheiro)
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Ostentação?

sexta-feira, 06 de março de 2026
por Paula Farsoun

Simplicidade hoje em dia é ostentação. Ausência de complicação. Desnecessidade de dificultar as coisas. Capacidade em atribuir valor àquilo que muitas vezes não tem preço. Apreciar um pôr do sol, por exemplo. Respirar o ar puro do campo. Conversar com pessoas que têm estórias para contar. Contemplar uma árvore, comer um bom arroz com feijão, tomar um cafezinho fresco, receber um abraço de uma pessoa querida, desinteressada, que só deseja a partilha do afeto, fazer uma caminhada, dormir em paz, com a consciência tranquila e deleitar o bom sono dos justos.

Simplicidade hoje em dia é ostentação. Ausência de complicação. Desnecessidade de dificultar as coisas. Capacidade em atribuir valor àquilo que muitas vezes não tem preço. Apreciar um pôr do sol, por exemplo. Respirar o ar puro do campo. Conversar com pessoas que têm estórias para contar. Contemplar uma árvore, comer um bom arroz com feijão, tomar um cafezinho fresco, receber um abraço de uma pessoa querida, desinteressada, que só deseja a partilha do afeto, fazer uma caminhada, dormir em paz, com a consciência tranquila e deleitar o bom sono dos justos.

Viver de forma simples é absolutamente compatível com uma vida próspera e bem-sucedida. É a minha opinião. Aliás, há quem só se sinta no ápice de suas conquistas quando encontra tempo em suas agendas para se aproximar do que há de mais simples e sofisticado que pode haver: a natureza. Natureza das coisas e natureza das pessoas. Essência dos seres.

Talvez estejamos complicando demais. A realidade já anda difícil por si só. Por mais que busquemos a paz interior e um estilo de vida compatível com as mais valiosas virtudes, somos partes de um todo que está desintegrado, problemático, adoentado. Não há como negar. Somos linhas que compõem esse emaranhado complexo, razão pela qual a busca pelo eixo da simplicidade nos reconecta de alguma maneira com aquilo que traz a verdadeira felicidade.

Muitos confundem uma vida simples com uma vida desprovida de condições básicas de existência, o que não é uma verdade absoluta. E é justamente esse ponto que me encanta. Batalhar, crescer, viver em harmonia com o ambiente, prosperar honestamente e ainda assim não precisar complicar tudo para sentir o preenchimento de coisas que não são úteis, não são necessárias, não trazem conforto e nem felicidade. E ainda assim sentir extrema felicidade em poder acompanhar um caminho de formigas no chão. Em ter tempo para preparar bolinhos de chuva no entardecer. Em ouvir cigarras cantando. Em ler um livro.

Sinto um imenso prazer quando troco sorriso sincero com alguém, quando percebo que as pessoas com quem interajo saem melhores do ambiente quando nos encontramos. Maior satisfação sinto ainda quando é a minha tristeza que se esvai pela presença do outro. Mas nada supera a alegria de ver quem amamos sorrindo de verdade. Quando eu observo de verdade, no meu ciclo de convívio, percebo nitidamente que os momentos mais felizes são puramente simples, que as pessoas que ostentam um sorriso real no rosto têm uma maneira de encarar a vida de forma descomplicada. Normalmente, gente que dá valor à essência da vida. Acho deveras maravilhoso.

Definitivamente, para mim, com tantos excessos, materialismo e egoísmo, viver de forma genuinamente simples é um baita luxo.

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Expansão

sexta-feira, 06 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Número de academias cresce cada vez mais no estado

A preocupação com a saúde e maior consciência sobre os cuidados com o próprio corpo fazem o mercado de academias se destacar como um dos que mais atraem novos empreendedores no país. No Estado do Rio de Janeiro, um levantamento do Sebrae Rio mostra que, entre 2021 e 2026, o setor de atividades de condicionamento físico registrou crescimento de 34,6% no número de empresas, saltando de 4,4 mil para seis mil estabelecimentos.

Número de academias cresce cada vez mais no estado

A preocupação com a saúde e maior consciência sobre os cuidados com o próprio corpo fazem o mercado de academias se destacar como um dos que mais atraem novos empreendedores no país. No Estado do Rio de Janeiro, um levantamento do Sebrae Rio mostra que, entre 2021 e 2026, o setor de atividades de condicionamento físico registrou crescimento de 34,6% no número de empresas, saltando de 4,4 mil para seis mil estabelecimentos.

O mercado esportivo vive um momento de forte expansão, com o número de centros de atividades físicas no Brasil quase triplicando em uma década, passando de 22.581 em 2015 para 62.718 em 2025, segundo o Panorama Setorial Fitness Brasil 2025.

No Brasil, o faturamento de academias reflete o tamanho e a estrutura de cada operação. De acordo com o panorama, as academias de pequeno porte costumam registrar faturamento mensal mais modesto, frequentemente na faixa de R$ 10 mil a R$ 50 mil, dependendo da base de membros ativos e da adesão a serviços extras, refletindo que mais de 40% dos estabelecimentos se situam nesta faixa de receita mensal.

Já as academias de médio porte, com maior número de alunos e serviços complementares, tendem a alcançar faixas de faturamento mensais mais elevadas, impulsionadas pela maior retenção e pela oferta de modalidades diversas, enquanto as grandes redes e operações completas — que incluem franquias — apresentam receitas significativamente maiores, com unidades individualmente faturando acima de R$ 100 mil mensais em muitos casos. 

O setor de academias também tem ganhado força no Estado do Rio, acompanhando a expansão observada em todo o país. Além de estimular novos negócios, o segmento gera empregos diretos e indiretos como instrutores, recepcionistas, profissionais de limpeza, educadores físicos, equipes administrativas, marketing, fornecedores de insumos, moda fitness e nutricionistas, contribuindo de forma significativa para a economia local.

Um levantamento feito pelo Sebrae Rio, com base em dados da Receita Federal, aponta que o Estado contabiliza cerca de seis mil empresas ativas no segmento de atividades de condicionamento físico em 2026. A maioria é formada por micro e pequenas empresas, que representam 94% do total, o equivalente a aproximadamente 5,6 mil estabelecimentos.

Entre 2021 e 2026, o número de empresas do setor cresceu 34,6%, passando de 4,4 mil para seis mil no estado. Apenas entre 2024 e 2025, o avanço foi de 11%. Segundo o Sebrae, a tendência reflete a maior busca da população por serviços de saúde preventiva, academias de bairro, estúdios especializados e iniciativas independentes de treinamento físico. A capital fluminense concentra a maior parte dos negócios, com cerca de 2,6 mil academias, seguida por Niterói (348), São Gonçalo (209), Nova Iguaçu (191) e Duque de Caxias (181).

De acordo com a gerente de Mercado do Sebrae Rio, Raquel Abrantes, o crescimento do setor está diretamente ligado às mudanças de comportamento da população e às novas oportunidades de mercado. "A constante procura por saúde, bem-estar e estilo de vida ativo impulsionou empreendedores nesse segmento, que é considerado um dos mais promissores atualmente", afirma.

Para ela, a expansão é resultado de uma convergência de fatores, que vão desde os impactos da pandemia até o fortalecimento da cultura fitness nas redes sociais. "Observa-se uma maior consciência sobre qualidade de vida, prevenção de doenças e longevidade, o que leva mais pessoas a frequentar academias ou adotar movimentos fitness. A ampla utilização de redes sociais, influenciadores fitness e estética corporal, estimularam a procura por estilos de vida ligados à saúde e ao bem-estar", explica.

Raquel destaca ainda que o Rio segue a tendência nacional e se mantém entre os estados com maior número de academias no país, junto com São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

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Academias ganham cada vez mais espaço no mercado, e Estado vive momento de expansão de unidades (Foto: Shutterstock)
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Solidão: motivos, tipos e caminhos para proteção da saúde

quinta-feira, 05 de março de 2026
por Dr. César Vasconcellos

A solidão é uma experiência humana a qual vivemos em alguns momentos da vida. Mas se ela se torna constante e intensa, pode afetar a saúde mental e física. Compreender os motivos da solidão, reconhecer os tipos e aprender caminhos saudáveis para lidar com ela é essencial para evitar prejuízos ao bem-estar.

A solidão é uma experiência humana a qual vivemos em alguns momentos da vida. Mas se ela se torna constante e intensa, pode afetar a saúde mental e física. Compreender os motivos da solidão, reconhecer os tipos e aprender caminhos saudáveis para lidar com ela é essencial para evitar prejuízos ao bem-estar.

A solidão pode surgir por mudanças na vida, como término de um relacionamento, luto, mudança de cidade ou aposentadoria, experiências essas que podem contribuir para reduzir o convívio social. Outro tipo de solidão é a que uma pessoa vive quando há dificuldades de comunicação, timidez excessiva, autodesvalorização ou medo de rejeição. Importante considerar que o uso excessivo das redes sociais também pode contribuir para a solidão por criar comparações irreais e substituir interações presenciais valorosas. Fora isso, experiências de rejeição, traumas ou conflitos familiares podem levar a pessoa a se isolar como forma de autoproteção, reforçando o ciclo da solidão.

A solidão pode se manifestar de diferentes formas: (1) Solidão emocional – quando falta conexão íntima e profunda com alguém, como um companheiro(a), amigo próximo ou familiar. (2) Solidão social – quando a pessoa sente que não pertence a um grupo ou não possui uma rede de apoio. (3) Solidão situacional – ligada a circunstâncias específicas da vida, como mudança de escola, trabalho ou cidade. (4) Solidão existencial – sentimento mais profundo, relacionado à busca de sentido, propósito e compreensão da própria existência. Reconhecer o tipo de solidão ajuda a identificar quais ações podem ser mais eficazes para enfrentá-la.

Estudos mostram que a solidão prolongada pode aumentar o risco de ansiedade, depressão, problemas cardiovasculares e enfraquecimento do sistema imunológico, facilitando, assim, o surgimento de infecções, doenças autoimunes. Também pode afetar o sono, a concentração e a motivação. Por isso, é importante não ignorar esse sentimento quando ele se torna persistente.

Algumas estratégias podem ajudar nessa questão da solidão: (1) Fortalecer vínculos existentes: investir tempo com familiares e amigos, mesmo com pequenas conversas regulares. (2) Buscar novas conexões: participar de grupos, atividades voluntárias na comunidade, atividades religiosas, esportivas e culturais. (3) Desenvolver habilidades sociais: aprender a ouvir, expressar sentimentos e iniciar conversas ampliando oportunidades de relacionamento. (4) Cuidar da saúde mental: uma terapia psicológica pode ajudar a compreender que padrões de isolamento a pessoa usa e auxilia a fortalecer a autovalorização. (5) Praticar o autocuidado: exercícios físicos, hobbies saudáveis e momentos de reflexão, oração, meditação ajudam a reduzir o impacto emocional da solidão. (6) Cultivar propósito: envolver-se em atividades com significado nobre contribui para diminuir a solidão existencial, especialmente envolver-se naquilo que favorece a diminuição dos sofrimentos das pessoas e fazer isso sem conflitos de interesses.

Importante considerar que sentir-se só não significa ser fraco ou inadequado. A solidão pode ser um sinal de que precisamos de conexão, mudança ou crescimento. Quando enfrentada com consciência e ação, ela pode se transformar em oportunidade de autoconhecimento e fortalecimento emocional. Cuidar da solidão é cuidar da saúde. Buscar apoio, manter relacionamentos significativos e investir no próprio desenvolvimento são passos essenciais para uma vida mais equilibrada e saudável.

É importante ter momentos a sós para reflexão, oração pessoal, meditação, leitura de um bom livro, desde que isso não seja a rotina principal que mantém a pessoa afastada do contato humano. Num relacionamento, por exemplo, conjugal, é preciso equilibrar o estar junto com o estar a sós. Os dois são importantes para a saúde.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Força econômica do tênis

quinta-feira, 05 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Movimentação financeira com o Rio Open deve chegar a R$ 200 milhões

Chegou ao fim a 12ª edição do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. Realizado com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, o torneio contou com investimento estadual de R$ 16,5 milhões e deve gerar uma movimentação superior a R$ 200 milhões na economia fluminense. A competição foi iniciada no último dia 14 de fevereiro, no Jockey Club da Gávea, na capital, e encerrou com vitória brasileira na disputa em duplas.

Movimentação financeira com o Rio Open deve chegar a R$ 200 milhões

Chegou ao fim a 12ª edição do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. Realizado com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, o torneio contou com investimento estadual de R$ 16,5 milhões e deve gerar uma movimentação superior a R$ 200 milhões na economia fluminense. A competição foi iniciada no último dia 14 de fevereiro, no Jockey Club da Gávea, na capital, e encerrou com vitória brasileira na disputa em duplas.

“O Rio Open é mais do que um grande evento esportivo. É um evento que gera emprego, renda e oportunidades para a nossa população. Quando investimos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, estamos fortalecendo a economia, estimulando o turismo e consolidando o Rio de Janeiro como palco de grandes competições internacionais. O sucesso do torneio que gera emprego, renda e oportunidades para a população mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Os números reforçam esse impacto. Em 2025, o torneio recebeu público recorde de 70 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 170 milhões na economia estadual — R$ 20 milhões a mais que em 2024 — além de gerar mais de cinco mil empregos diretos e indiretos.

João Fonseca e Marcelo Melo foram os campeões do torneio de duplas do Rio Open. Com o apoio da torcida, os brasileiros bateram a parceria formada pelo alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase, de virada, e levaram o titulo. Este é a segunda vitória consecutiva de uma dupla 100% brasileira, e o segundo de Marcelo Melo. No ano passado, ele venceu ao lado de Rafael Matos.

“Encerramos o Rio Open 2026 com chave de ouro e dupla campeã brasileira, com o já consagrado Marcelo Melo, e João Fonseca — que cresceu no Rio Open. O público nos mostrou, mais uma vez, por que este evento é consagrado: arena lotada e uma energia que só o Rio de Janeiro consegue entregar. Foram dias inteiros de casa cheia, torcida participativa e uma atmosfera vibrante em todas as áreas, muito além das quadras”, declarou Márcia Casz, diretora geral do Rio Open.

Além do impacto econômico, o evento também cumpriu um papel social. A Secretaria estadual de Esporte e Lazer levou, ao longo da semana, crianças e jovens de dez projetos sociais para vivenciarem a experiência do torneio. A visita incluiu passeio pelos estandes e arenas do Jockey Club Brasileiro, permitindo que muitos assistissem, pela primeira vez, a partidas de tênis em uma estrutura de nível internacional.

A iniciativa reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social, ampliando perspectivas e promovendo cidadania para jovens em situação de vulnerabilidade. “Levar esses jovens ao Rio Open significa garantir acesso, inclusão e oportunidade. O esporte transforma realidades e mostra que eles também podem ocupar qualquer espaço”, afirmou o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rodrigo Scorzelli.

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    João Fonseca e Marcelo Melo foram ficaram o título do torneio de duplas do Rio Open (Fotos: Divulgação / Governo do Estado)

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    Evento aqueceu a economia do Estado, além de movimentar o contexto esportivo do Rio (Fotos: Divulgação / Governo do Estado)

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Quando o mundo parece à beira do início do fim

quinta-feira, 05 de março de 2026
por Lucas Barros

Às vezes parece que o mundo acorda dividido em dois: os que apertam botões em gabinetes silenciosos, e os que acordam sob o peso cinzento de uma manhã de medo e de cinzas. Hoje, os conflitos que pipocam de um canto ao outro do globo reforçam essa sensação incômoda de incerteza permanente.

Às vezes parece que o mundo acorda dividido em dois: os que apertam botões em gabinetes silenciosos, e os que acordam sob o peso cinzento de uma manhã de medo e de cinzas. Hoje, os conflitos que pipocam de um canto ao outro do globo reforçam essa sensação incômoda de incerteza permanente.

O mundo parece funcionar como um campo minado diplomático. Uma declaração atravessada, um ataque “preventivo”, uma retaliação calculada, e o que era tensão vira rapidamente uma crise. O que era crise vira guerra. E o que era guerra localizada passa a contaminar mercados, alianças e populações inteiras. É como se estivéssemos sempre a um passo de algo maior — e pior.

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã transformou o que parecia regional em preocupação global. O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo do planeta, tornou-se símbolo de como decisões militares impactam diretamente o bolso de quem nunca participou da decisão. A energia encarece, os alimentos sobem, a economia range.

Em outro continente, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua deslocando milhões e redesenhando fronteiras humanas. Nenhuma guerra é a guerra de um único país. Quando bombas caem em uma cidade, o impacto ecoa em cadeias de abastecimento, nos mercados financeiros e nas mesas de famílias que jamais imaginaram sentir os efeitos de um conflito distante.

O conflito que envolve grandes potências deixa de ser um episódio distante quando percebemos que ele atinge o básico da condição humana. Não é apenas petróleo ou território. É água que falta. É energia que some. É comida que não chega. É a escola que fecha porque virou alvo. É a casa que deixa de existir porque estava no lugar “errado”.

Enquanto isso, líderes repousam sob tetos seguros. Em salas fechadas discutem influência, hegemonia, demonstrações de força. Medem poder como quem mede território em um mapa. Do lado de fora dessas salas, o que se mede é luto. É o número de deslocados. É o tamanho da fila por abrigo.

É difícil acreditar que tudo isso se sustente apenas em discursos de liberdade e proteção. Há uma disputa evidente por espaço, por recursos, por supremacia estratégica. Estados Unidos observam a China com atenção calculada. Blocos se reorganizam. Alianças se reconfiguram. Mas, no meio desse xadrez, quem sangra não é o rei — são os peões.

O mais inquietante talvez seja a repetição. As imagens se sucedem até que a tragédia vire rotina. Bombas deixam de ser choque e passam a ser estatística. Mortes se transformam em números que cabem em uma linha de rodapé. E seguimos vivendo como se o mundo não estivesse, de alguma forma, sempre à beira de um abismo maior.

Há um sentimento difuso de fim de mundo que não vem de um clarão único, mas da soma das pequenas destruições e que hoje estão numa escala de poderio bélico nuclear. Da percepção de que os grandes disputam narrativas enquanto os comuns disputam sobrevivência. E de que quem menos decide é quem mais sofre.

Não se trata de ingenuidade ou de negar a complexidade das relações internacionais. Conflitos sempre existirão. Interesses colidem desde que o mundo é mundo. Mas quando o poder se afasta da humanidade, o custo deixa de ser geopolítico e passa a ser moral. E moralmente, estamos diante de um saldo inquietante.

Ainda assim, a história mostra que a humanidade atravessa seus próprios abismos. Talvez o mundo não esteja acabando — talvez esteja revelando suas fissuras com brutal honestidade. O que parece prenúncio do fim pode ser também um chamado à consciência coletiva.

Seguimos trabalhando, criando filhos, fazendo planos simples enquanto decisões gigantescas são tomadas em mesas onde quase ninguém da plateia tem assento. O fim de uma era da “paz” raramente chega com um anúncio oficial. Ele se insinua nos detalhes: na escola fechada, na cidade vazia, na infância interrompida e nas bombas que iluminam a noite.

Talvez o verdadeiro desafio não seja prever o próximo conflito, mas preservar humanidade em meio a eles. Porque, se algo ainda pode impedir que o mundo ensaie o próprio fim, não é a demonstração de força — é a recusa em aceitar que vidas sejam apenas estratégia.

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Nova data

quarta-feira, 04 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Pedal da Mulher vai encerrar programação do mês delas em Friburgo

Anteriormente previsto para o último fim de semana, o Pedal da Mulher ganhou nova data. Ao invés de abrir, o evento, promovido pela Secretaria Municipal da Mulher, irá fechar a programação especial do Mês da Mulher em Nova Friburgo, no próximo dia 29, às 8h. A concentração e a largada acontecem na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

Pedal da Mulher vai encerrar programação do mês delas em Friburgo

Anteriormente previsto para o último fim de semana, o Pedal da Mulher ganhou nova data. Ao invés de abrir, o evento, promovido pela Secretaria Municipal da Mulher, irá fechar a programação especial do Mês da Mulher em Nova Friburgo, no próximo dia 29, às 8h. A concentração e a largada acontecem na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

De acordo com a organização, a atividade tem como objetivo incentivar a prática de atividade física, promover qualidade de vida e fortalecer a integração entre as mulheres do município, em um momento de convivência, saúde e bem-estar.

“Mais do que um passeio ciclístico, o Pedal da Mulher representa união, participação e valorização da mulher na sociedade, reforçando o compromisso do município com ações que promovam respeito, dignidade e oportunidades. O convite para participar deste momento especial de encerramento da programação do Mês da Mulher se estende às mulheres, famílias e toda a sociedade”, reforça a secretaria.

A iniciativa integra as atividades desenvolvidas ao longo do mês de março, período dedicado à valorização das mulheres e à conscientização sobre seus direitos. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio da internet.

No próximo domingo, 8, as secretarias municipais de Esportes e Lazer e de Cultura promovem a SprintRun – Edição Mulher, em Nova Friburgo. A iniciativa integra as ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher, e foram disponibilizadas 700 vagas para o público em geral.

A prova contará com percurso de 1,6 quilômetro em aclive, com saída na Rua Farinha Filho. Os atletas seguirão pelas ruas Nicolau Gachet, Arthur Sardou, Dr. José Galiano das Neves e Rua das Orquídeas, com chegada ao Miradouro do Bairro Suíço, na Rua Crisântemo, após o restaurante Loft.

A retirada do kit (camisa + vale-medalha) será realizada no próximo domingo, das 7h às 7h30, na Praça Dermeval Barbosa Moreira. A concentração dos atletas também acontecerá no mesmo local, às 7h. A organização pede a doação de absorventes, que serão destinados a mulheres em situação de vulnerabilidade. 

 

Oficial

Governo Federal reforça regras de incentivo ao esporte

O Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União de segunda-feira, 2, o decreto que aprimora a Lei de Incentivo ao Esporte. A medida estabelece novas regras para apresentação, análise, aprovação e prestação de contas de projetos apoiados por meio de renúncia fiscal.

A norma define limites para deduções no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas que financiam iniciativas esportivas e paradesportivas previamente aprovadas pelo Ministério do Esporte. Até 2027, empresas podem deduzir até 2% do imposto devido, percentual que sobe para 3% a partir de 2028. Projetos voltados à inclusão social em áreas vulneráveis poderão ter limite de até 4%. Para pessoas físicas, o teto é de 7%.

O decreto também reforça mecanismos de fiscalização e controle, com regras mais claras sobre a aplicação dos recursos, prazos para prestação de contas e penalidades em caso de irregularidades. A iniciativa busca dar mais transparência, segurança jurídica e previsibilidade aos investimentos no esporte em todo o país.

Foto da galeria
Além do Pedal, evento de corrida também integra celebrações pelo mês da mulher (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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Amizade intergeracional

quarta-feira, 04 de março de 2026
por Camilla Fiorito

Convivência, troca de experiências e saberes, encontros inusitados. Tudo isso chega dentro de uma junção de mundos, onde várias pessoas convivem dia após dia, com suas histórias, bagagens de vida, leituras de mundo.

“Ah, essa geração! Na minha época…”.

Uma fala que surge com frequência e vem carregada de tanto sentido e significado para quem transmite, mas, para quem escuta, pode chegar como um incômodo repentino.

Convivência, troca de experiências e saberes, encontros inusitados. Tudo isso chega dentro de uma junção de mundos, onde várias pessoas convivem dia após dia, com suas histórias, bagagens de vida, leituras de mundo.

“Ah, essa geração! Na minha época…”.

Uma fala que surge com frequência e vem carregada de tanto sentido e significado para quem transmite, mas, para quem escuta, pode chegar como um incômodo repentino.

Quem já viveu momentos distintos, acredita que a sua época era melhor que a atual. Mas, em contrapartida, há aqueles que afirmam que o melhor espaço de tempo é o aqui e agora. O hoje com todas as letras e o “Ih, não sabe de nada! Já passou o tempo…”, despertam também o desconforto em tantos outros.

A junção das vivências, o respeito mútuo, a conexão, a empatia, a disponibilidade para perceber e escutar quem é tão diferente, mas que também pode ser muito parecido, afloram conexões que não eram esperadas ou pensadas.

Tenho grandes amigas que possuem mais de 20 anos de diferença para a minha idade. Um número que não me assusta, mas que, por vezes, causa espanto, pois, geralmente, tem pouca probabilidade de acontecer.

Lembro quando comecei a conhecer uma amiga muito querida por mim. O ano era 2013. Um espaço de duas décadas separava a nossa geração. Um mero detalhe dentro de infinitas particularidades que nos conectava cada vez mais. Não havia como parar o percurso natural de tamanha afinidade.

Nascemos no mesmo mês, possuímos gostos muito parecidos e até os nossos maridos possuem o mesmo nome. Os preconceitos etários não se faziam e não se fazem presentes em nenhum dos lados.

Estar aberto a quebrar essas barreiras, que parecem muros inquebráveis, é dar lugar a uma troca de experiência que pode ser incrível para ambos os lados. Enriquece o desenvolvimento pessoal, social e emocional, trazendo inúmeras cores novas para a nossa vida.

E você, Já pensou em furar a bolha geracional? Há inúmeras pessoas no mundo que possuem mais do que você possa imaginar.

Até a próxima quarta!

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Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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