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Em busca de mais

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Guilherme Mafort brilha no jiu-jitsu e mira expandir horizontes em 2026

A inesgotável fábrica de talentos esportivos de Nova Friburgo ganha mais um nome para se direcionar os olhares e torcida. Guilherme Mafort completa 16 anos no próximo dia 27 de fevereiro, e apesar da pouca idade, já coleciona resultados que o credenciam como um potencial vitorioso no universo do jiu-jitsu. São nada menos que 60 participações em diversos eventos, com 56 pódios e 30 medalhas de ouro conquistadas.

Guilherme Mafort brilha no jiu-jitsu e mira expandir horizontes em 2026

A inesgotável fábrica de talentos esportivos de Nova Friburgo ganha mais um nome para se direcionar os olhares e torcida. Guilherme Mafort completa 16 anos no próximo dia 27 de fevereiro, e apesar da pouca idade, já coleciona resultados que o credenciam como um potencial vitorioso no universo do jiu-jitsu. São nada menos que 60 participações em diversos eventos, com 56 pódios e 30 medalhas de ouro conquistadas.

Guilherme começou a praticar a “arte suave” com apenas 6 anos de idade, quando passou a integrar o projeto social “Lutando por Vidas”, no bairro São Geraldo. Depois do fim da iniciativa, o jovem atleta ficou dois anos sem treinar e retomou a rotina na modalidade na equipe DAJJ, do Mestre Denver Amaral. Desde então, a coleção de campeonatos e conquistas tem crescido de forma exponencial.

“Meu objetivo é no futuro ingressar no MMA, e para me preparar melhor, eu treino o taekwondo há sete anos com a equipe Jonathan Taekwondo Team Fight, onde sou faixa vermelha para preta. Também treino muay thai há dois anos, com Lucas Vicente, na equipe lvmtteam”, destaca.

Guilherme Mafort tem chamado atenção nos torneios em que participa, seja em nível estadual, nacional e internacional, tendo se tornado campeão do ranking de 2025 da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Olímpico (CBJJO) e da Federação de Jiu-Jitsu do Rio de Janeiro (FJJRio). “Agora eu estou em busca de patrocínios para competir em outros estados, e seguir evoluindo na minha carreira esportiva”, conta o atleta.

Na linha de evolução, Guilherme foi segundo colocado nos rankings anuais de Jiu-Jítsu INF JUV 1 Amarela Super-Pesado, da Federação Estadual, em 2023, e do Infantil Juvenil B Laranja/verde Super-Pesado (CBJJO) e Infantil Juvenil 2 Laranja Super-Pesado (FJJRio) em 2024.

Desde 2017 acumula outras conquistas de destaque, como International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF), o 2° e o 3º Open Lumiar de Jiu-Jitsu Desafio Fluminense de Jiu-Jitsu (LFJJ), o Carlos Robson Gracie (FJJRio), dentre outros, além de um título e dois vice-campeonatos Sul-Americanos (CBJJO), o quarto lugar no Mundial (CBJJO, a terceira colocação no World Cup Jiu-Jitsu (CBJJO), em 2024.

Também no ano passado, foi 4° colocado no Mundial GI (com kimono) e terceiro NO-GI (sem kimono), durante evento realizado no ginásio Miécimo da Silva, no Rio de Janeiro. Guilherme, neste mesmo local, se sagrou campeão Pan-Americano com kimono.

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    Treinando mais duas modalidades, Guilherme tem o MMA como o grande objetivo (Fotos Arquivo pessoal)

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    Lutador lidera rankings e soma inúmeros pódios e conquistas, com apenas 15 anos de idade

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    Jovem atleta friburguense se destaca em todos os níveis nas competições de jiu-jitsu

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Suzane Von Richthofen: herança que divide bens e opiniões

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Há crimes que não terminam quando a sentença é lida. Eles não se encerram com o trânsito em julgado, nem se dissipam com o passar dos anos. Permanecem suspensos no imaginário coletivo, como uma ferida que insiste em ser tocada. O nome de Suzane von Richthofen é um desses fantasmas.

Sempre que reaparece, nos obriga a encarar perguntas que preferiríamos evitar em meio a tanta barbárie. Agora, o debate retorna sob outra forma: o direito à herança após a morte de um tio recém falecido. E, mais uma vez, o país se divide entre o que a lei permite e o que a consciência rejeita.

Há crimes que não terminam quando a sentença é lida. Eles não se encerram com o trânsito em julgado, nem se dissipam com o passar dos anos. Permanecem suspensos no imaginário coletivo, como uma ferida que insiste em ser tocada. O nome de Suzane von Richthofen é um desses fantasmas.

Sempre que reaparece, nos obriga a encarar perguntas que preferiríamos evitar em meio a tanta barbárie. Agora, o debate retorna sob outra forma: o direito à herança após a morte de um tio recém falecido. E, mais uma vez, o país se divide entre o que a lei permite e o que a consciência rejeita.

O incômodo é compreensível. Para muitos, soa quase ofensivo que alguém condenada por um crime tão brutal possa receber qualquer herança. A sensação de injustiça pela sociedade é imediata, visceral, quase automática. Mas o Direito raramente caminha de mãos dadas com o instinto.

Ele não foi criado para satisfazer nossa sede moral nem para oferecer catarse coletiva. Foi pensado para organizar conflitos dentro de regras previamente estabelecidas — mesmo quando isso nos desagrada.

Do ponto de vista jurídico, o tema não é novo. O Código Civil brasileiro prevê a chamada indignidade sucessória, que impede alguém de herdar quando pratica determinados atos gravíssimos contra o autor da herança, como homicídio doloso, tentativa de homicídio ou crimes contra a honra em determinadas circunstâncias.

O ponto central — e que costuma gerar revolta — é que a indignidade não se presume e tampouco se estende automaticamente. Ela exige vínculo direto entre o herdeiro e quem morreu. O que foi algo que aconteceu com a Suzane ao não receber a herança dos seus pais.

No caso em discussão, o tio não foi vítima do crime cometido no passado. E o Direito Civil, goste-se ou não, trabalha com critérios objetivos, não com juízos morais amplos. Não existe, na legislação brasileira, uma cláusula que autorize excluir alguém da sucessão por ser “indigno aos olhos da sociedade”. O Direito pune fatos específicos, não a repulsa coletiva nem a memória social de um crime.

É exatamente aqui que o desconforto cresce. Porque a sociedade espera da Justiça algo além da técnica. Espera consolo, resposta emocional, reparação simbólica. Mas o Judiciário não foi desenhado para isso. Ele não julga caráter, não mede arrependimento e não reescreve o passado para torná-lo mais aceitável. Ele aplica a lei — inclusive quando o resultado nos causa náusea.

Talvez o erro esteja na expectativa. Queremos que o Direito funcione como uma espécie de punição eterna, um prolongamento moral da condenação penal até o fim da vida. Mas o sistema jurídico não prevê castigos perpétuos. A pena foi aplicada, a condenação cumprida, e o Direito Civil (dos bens do seu tio) não atua como extensão do Direito Penal (da morte dos seus pais) no plano emocional.

Isso não significa que o debate seja ilegítimo. Pelo contrário. Ele revela uma fratura profunda entre o que a sociedade sente e o que o ordenamento jurídico permite. Revela também nossa dificuldade em lidar com a ideia de que a lei, muitas vezes, não conforta. Ela organiza. E organizar o caos nem sempre produz sensação de justiça.

Há ainda uma pergunta incômoda que insistimos em ignorar: se começarmos a relativizar direitos com base na indignação social, onde isso termina? Quem define o grau aceitável de indignidade? O crime mais chocante? O réu que se torna símbolo? O Direito, quando abandona critérios objetivos, passa a caminhar em terreno perigoso — onde a exceção vira regra e a emoção substitui a norma.

No fundo, o caso Suzane fala menos sobre herança e mais sobre limites. Sobre até onde queremos que o Estado vá em nome da nossa moral. Sobre a dificuldade de aceitar que nem toda decisão legal parece justa — embora seja juridicamente correta. E sobre o fato de que a Justiça, muitas vezes, nos frustra justamente porque não foi feita para nos agradar.

Talvez o maior choque não seja ela poder herdar. Talvez seja perceber que o Direito não existe para nos oferecer conforto emocional. Ele existe para garantir previsibilidade. Mesmo quando isso nos obriga a engolir decisões amargas. E, diante desse espelho desconfortável, somos nós que precisamos decidir se queremos leis que organizem a sociedade ou leis que apenas reflitam a indignação do momento.

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O relógio da fábrica

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Apenas sessenta segundos, mas pesavam muito no fim do mês

Apenas sessenta segundos, mas pesavam muito no fim do mês

Quem passa pela antiga Fábrica de Rendas, hoje transformada em Espaço Arp, pode ver, no alto de uma de suas esquinas, um relógio empoeirado e mudo. Pioneira da indústria local, a fábrica durou um século e fez parte da vida de milhares de famílias friburguenses. Mas chegou o dia em que, às 6h45, o coração do relógio parou de bater, para sempre desligado do tempo que ele, germanicamente, vigiava com tanto afinco. Para os trabalhadores, ele ditava o ritmo da própria vida: era preciso estar atento ao seu tique-taque imperioso. Um minuto de atraso e perdia-se o dia de trabalho e, em consequência, o repouso semanal remunerado. Apenas sessenta segundos, mas pesavam muito no fim do mês, quando o pagamento chegava emagrecido. Era o peso da ausência, do que faltava, do que vinha a menos. Como pesavam os ponteiros daquele relógio!

Mas tinha seu lado bom, servia justamente para que ninguém perdesse a hora: 6h45 era um alerta. E não só para os que ali trabalhavam: a todos que o consultassem, ele permitia que fossem mais devagar, ou ordenava que apressassem o passo, que corressem para pegar o ônibus, que movessem com mais energia as rodas da bicicleta. Sei de um garoto que todo dia, de manhãzinha, pedalava em frente a ele, rumando para a Ypu, na qual ajudava a transformar peças de couro em cintos e carteiras. “Sebo nas canelas, que só tenho 15 minutos para chegar ao portão!” Quando o garoto voltava para casa, o sol já estava encerrando seu expediente. Mas, como “todo o mundo é composto de mudança”, as fábricas fecharam, e o relógio da Arp calou-se, ficou apenas na memória dos que o conheceram e obedeceram ao seu comando.

Havia ainda outra categoria profissional que se guiava pelo relógio: os carregadores de almoço. Quem se lembra deles? Embora as fábricas tivessem refeitório e oferecessem pratos a preço razoáveis, muita gente preferia a marmita com sabor de casa, saída das mãos da mãe ou da esposa. Então, em troca de modesto pagamento, algumas pessoas levavam as refeições até as bocas a que se destinavam. Os carregadores que tinham mais fregueses davam-se ao luxo de empurrar um carrinho de madeira, no qual cabiam várias marmitas. Que se saiba, nunca ninguém passou fome por causa desses humildes trabalhadores. De quantos poderosos se pode dizer o mesmo?

O relógio, que tanta gente viu passar e tanta coisa viu acontecer, agora está lá, em sua eloquente mudez. Seria bom se os responsáveis pelo Espaço o ressuscitassem, em memória de seus longos anos de trabalho honesto e dedicação exemplar. E nem precisava que ele voltasse a marcar as horas. Bastaria que, limpo e restaurado, ficasse como lembrança de um tempo em que a cidade se movia a pé ou de bicicleta, em que a própria vida não tinha motivos para outras correrias além daquelas impostas pelo deslizar dos ponteiros dos relógios das fábricas.

E talvez não fosse descabido colocar em seu pedestal este verso de Mário Quintana: “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente”.

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(Foto: Arquivo Pessoal)
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O fim da medicina

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Artigo de um médico indignado, mas ainda em pé, no qual assino embaixo e transcrevo por ser a triste realidade. Chamo ainda atenção para o fato do Conselho Federal de Medicina (CFM) ter se acovardado, após o ato deplorável do membro do STF, sr. Alexandre de Moraes, que arvorou para si o papel de “médico” e negou o atendimento imediato, num hospital, após a queda, de uma pessoa de 70 anos e que bateu com a cabeça num obstáculo. O fato de só o ter feito 24 horas depois e alegar que o médico da Polícia Federal, não julgou necessário a ida a um pronto-socorro, esconde duas inverdades.

Artigo de um médico indignado, mas ainda em pé, no qual assino embaixo e transcrevo por ser a triste realidade. Chamo ainda atenção para o fato do Conselho Federal de Medicina (CFM) ter se acovardado, após o ato deplorável do membro do STF, sr. Alexandre de Moraes, que arvorou para si o papel de “médico” e negou o atendimento imediato, num hospital, após a queda, de uma pessoa de 70 anos e que bateu com a cabeça num obstáculo. O fato de só o ter feito 24 horas depois e alegar que o médico da Polícia Federal, não julgou necessário a ida a um pronto-socorro, esconde duas inverdades. A primeira que a PF não tem médicos de plantão à noite e a segunda que se houvesse um, no local, ignorou o protocolo desse tipo de acidente.

O CFM, que se diz um órgão de classe para orientar e regulamentar os atos médicos, tinha o dever de bater de frente com Alexandre de Moraes, um advogado que virou juiz ao chegar ao STF por indicação, jamais por concurso. Se um simples colega cometesse esse tipo de omissão, poderia ser advertido pelo CRM onde o acidente se deu, ou mesmo pelo CFM.

Após 51 anos de formado em medicina, esse tipo de atuação de leigos que se julgam poderosos pelos cargos que ocupam, me deixa um gosto amargo na boca e uma sensação de que tudo está perdido. Ainda bem que, atualmente, sou jornalista e não tenho mais de aceitar atitudes desse tipo, ainda mais a omissão de um órgão de classe. Eis o texto:

“Sou médico.

E escrevo hoje, não movido por vaidade, corporativismo ou nostalgia barata, mas por indignação ética. Poucos sabem ou poucos ainda se importam por que os médicos tradicionalmente se vestem de branco. Não é moda. Não é vaidade. O branco sempre representou limpeza moral, transparência, honra e respeito. Um compromisso visível de que aquele que o veste não deve carregar manchas, nem nas mãos nem na consciência.

Houve um tempo em que a presença de um médico em uma residência era quase cerimonial. Não por soberba do profissional, mas pelo valor social atribuído ao saber médico. O médico era recebido com respeito porque trazia consigo algo raro: conhecimento a serviço da vida, prudência diante do sofrimento humano e responsabilidade sobre decisões irreversíveis.

Lavava-se as mãos não apenas por higiene, mas como rito simbólico: separar o mundo profano, do espaço do cuidado. A pequena toalha branca oferecida não era luxo era reconhecimento da dignidade daquele ofício. Esse tempo não acabou por falhas da Medicina. Acabou porque retiraram do médico o direito de exercer a Medicina.

Vivemos hoje uma inversão perversa: o saber técnico passou a ser subordinado ao poder político-jurídico. A ciência passou a pedir licença. A ética passou a ser relativizada por decisões que ignoram décadas de formação, protocolos, evidências e responsabilidade profissional.

O Conselho Federal de Medicina, instituição criada para zelar pela boa prática médica e pela segurança do paciente, foi tratado não como guardião da ética, mas como um entrave a ser neutralizado. Seu papel foi esvaziado. Sua autoridade, desconsiderada. Sua função, ridicularizada”. (E o aceitou passivamente).

“O recado simbólico foi claro, quase ofensivo: “Vocês são pequenos. Calem-se.”

“Quando o Supremo Tribunal Federal se coloca acima da ciência médica para decidir o que é ou não ato médico, não estamos mais falando de Justiça. Estamos falando de usurpação de competência. Juízes não diagnosticam. Tribunais não tratam pacientes. Canetas não substituem anos de estudo, residência, especialização e responsabilidade civil e moral.

A pergunta que fica é amarga, mas inevitável: para que médicos, se tudo pode ser decidido por despacho? Para que conselhos profissionais, se o saber técnico não tem mais valor? Para que ética médica, se a ciência passou a ser opcional?

A Medicina está sendo reduzida a um mero instrumento burocrático. O médico, transformado em executor mudo de decisões alheias. E o paciente, este sim, torna-se a maior vítima, exposto a riscos travestidos de progresso e a arbitrariedades disfarçadas de humanismo. Não se trata de direita ou esquerda. Não se trata de conservadorismo ou progressismo. Trata-se de limite. Quando a Medicina perde sua autonomia técnica, toda a sociedade adoece.

Se for assim, fechem-se os conselhos. Tranque-se as faculdades. Entreguem-se as chaves. E que o último a sair, por ironia final,  apague a luz. Porque onde a ciência é silenciada, não há cura. Há apenas poder”.

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Avançando

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Nickson Chabudet é mais um destaque friburguense na Copa São Paulo 

Em mais um passo importante na carreira, o jovem friburguense Nickson Chabudet participa da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. O atleta, que defende a Ponte Preta, anotou um gol nas cobranças de penalidades durante a emocionante classificação diante da equipe da Franca-SP, na última segunda-feira, 12.

Nickson Chabudet é mais um destaque friburguense na Copa São Paulo 

Em mais um passo importante na carreira, o jovem friburguense Nickson Chabudet participa da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. O atleta, que defende a Ponte Preta, anotou um gol nas cobranças de penalidades durante a emocionante classificação diante da equipe da Franca-SP, na última segunda-feira, 12.

A Macaca perdia até os 47 minutos do segundo tempo, quando buscou o empate, e depois levou a melhor nos pênaltis por 5 a 4, com direito a duas defesas do goleiro João Bezerra. Com o resultado, a Ponte terá pela frente o Cruzeiro, nesta quarta-feira, 14.

Nickson Chabudet foi um dos reforços contratados pela tradicional equipe de Campinas, em 2025, para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C. O atleta assinou contrato em definitivo com o clube. Criado no bairro Rui Sanglard, Nickson jogou no Nordeste e no Mato Grosso durante a sua formação nas categorias de base.

Atuando pelo Rio Branco, do Acre, conseguiu se destacar na categoria Sub-20 e, inclusive, marcou gol na Copa São Paulo de Futebol Júnior. O zagueiro, então, recebeu as primeiras oportunidades no time profissional, e chamou atenção da equipe de Campinas. O defensor havia despertado o interesse do clube paulista exatamente por conta das atuações na Copa São Paulo.

Como noticiou A VOZ DA SERRA, os talentos da cidade brilham na principal competição de base do país. Além de Nickson, João Henrique Bom marcou um dos gols mais bonitos da Copinha, logo na primeira rodada, defendendo o Volta Redonda. O atacante marcou quatro vezes em três partidas, mas não conseguiu evitar a eliminação do Voltaço na primeira fase da competição - foram duas derrotas e um empate.

Talento

 

Paulo Fernando Boareto é pódio duas vezes no Rio Summer Open 2026 de jiu-jitsu

Uma medalha de prata bastante festejada e importante para a carreira como atleta. Paulo Fernando da Silva Boareto, natural do município de Cordeiro, foi um dos grandes destaques de mais uma edição do Rio Summer Open 2026, organizado pela Federação Internacional de Jiu-Jitsu (IBJJF). O evento foi realizado no último fim de semana, no Velódromo Olímpico do Rio de Janeiro.

 Paulo foi um dos 2.700 atletas participantes, vindos de todo o país, exatamente para a disputa de uma das mais prestigiadas competições da chamada “arte suave”. Após lutas de alto nível e desempenho festejado pelo atleta e pela equipe, Paulo ganhou dupla medalha de prata na categoria peso médio, nas modalidades com kimono e sem kimono.

 

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    Nickson continua se destacando pela Ponte na Copinha, com novo desafio nesta quarta-feira (Foto: Divulgação / Ponte Preta)

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    Paulo foi ao pódio duas vezes, conquistando medalhas de prata com e sem kimono (Fotos. @oliverafotobjj):

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    Competição no Rio de Janeiro reuniu atletas dos mais diversos cantos do Brasil, com lutas de alto nível

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​A beleza da diversidade

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Diverso, vasto, misturado

Vivemos rodeados de pessoas que pensam, sentem, veem, creem, agem diferente e que possuem uma variedade de características, gostos, gestos, posturas, valores, compreensões, intensidades, latências distintas.

Estou de férias. Viajando com minha família, paro para observar as ruas de Las Vegas, no estado de Nevada, Estados Unidos. A diversidade pulsa, acanha, move, existe e habita de diversas formas. Pessoas dentro da sua multiplicidade são perceptíveis ao meu redor. Estão por toda parte, em todos os olhares e lugares. 

Diverso, vasto, misturado

Vivemos rodeados de pessoas que pensam, sentem, veem, creem, agem diferente e que possuem uma variedade de características, gostos, gestos, posturas, valores, compreensões, intensidades, latências distintas.

Estou de férias. Viajando com minha família, paro para observar as ruas de Las Vegas, no estado de Nevada, Estados Unidos. A diversidade pulsa, acanha, move, existe e habita de diversas formas. Pessoas dentro da sua multiplicidade são perceptíveis ao meu redor. Estão por toda parte, em todos os olhares e lugares. 

Viro para o lado e percebo a famosa esfera que faz parte da cidade. Mexe com a minha imaginação como se eu estivesse dentro de uma bola de grande proporção, com toda beleza que existe. Brilhos se intensificam nas noites rodeadas de luzes, em um lugar que não dorme, não para dentro da sua natureza totalmente movimentada.

Nesse ambiente novo, encontro amigas que trouxe para vida, antes de visões físicas estabelecidas. Somos diversas. As dessemelhanças trazem semelhanças escondidas entre uma ação e outra, onde naturalidade, espera, entendimento, generosidade, acolhimento, abertura se expressam através de nuances profundas. Como a confluência dos rios, onde as águas se juntam e se reconhecem em um só curso.

A beleza da diversidade invade, brilha, desnuda. Ativa o quanto respeitamos, aceitamos, convivemos com aquele que pensamos ser diferente dos modelos padrões ou a falta deles, que cada um de nós predefine, antecipa em possíveis relações.

O respeito invade, não vem acompanhado de “mas”. Ele chega com intensidade, empatia. Uma junção que simplesmente acontece, sem premeditação ou frases prontas que a exclusão traz em sua bagagem.

Na construção diversa, aprendemos mais, sentimos mais, compreendemos mais. Vivemos com a pluralidade mágica que compõe a magnitude do ser e estar continuamente na estrada da vida. Uma estrada repleta de pessoas distintas, que evidenciam as maravilhas que constituem os seres humanos. Nos constituem. 

Enriquece a coletividade, trazendo compreensão, soluções, ideias e desenvolvimento. Nos abrilhanta, trazendo criatividade e riqueza para o nosso interior. Crescemos e desenvolvemos maturidade com verdade, sem camuflagem. 

Melhora a existência, tirando cada um de nós da zona de conforto. Esse lugar quente e acomodado que mostra uma falsa sensação de tranquilidade, em um imaginário que aparenta comodidade. 

O mundo respira diversidade. Estar aberto para ela, traz uma contemplação inimaginável. Experimente!

Até a próxima quarta!

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Tricolor na Copinha

terça-feira, 13 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense já teve a sua participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior

A Copa São Paulo de Futebol Júnior está na sua 56ª edição em 2026. O torneio nacional de futebol de base, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), é realizado entre os dias 2 e 25 de janeiro, e conta com a participação de 128 equipes, inicialmente distribuídas em 32 grupos, sediados em 30 municípios do estado.

Friburguense já teve a sua participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior

A Copa São Paulo de Futebol Júnior está na sua 56ª edição em 2026. O torneio nacional de futebol de base, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), é realizado entre os dias 2 e 25 de janeiro, e conta com a participação de 128 equipes, inicialmente distribuídas em 32 grupos, sediados em 30 municípios do estado.

A maior vitrine para revelações do futebol brasileiro foi criada em 1969, por iniciativa da Prefeitura de São Paulo. A ideia era unir o útil ao agradável: estimular a prática esportiva e integrar o calendário de comemorações do aniversário da cidade, no dia 25 de janeiro – até hoje, a final é disputada sempre nessa data.

Notadamente sendo um clube que utiliza bastante as revelações das categorias de base no elenco profissional, o Friburguense também marca presença na história da Copa. O Tricolor da Serra esteve presente na edição de 2005, e caiu no grupo T, ao lado de Palmeiras, Juventude (RS) e Ypiranga, do Amapá. Todas as partidas aconteceram no antigo Parque Antártica, que hoje dá lugar ao Allianz Parque. Naquela época, embora já bem extensa, a Copinha contava com menos equipes de menor expressão, o que tornava o desafio ainda maior e nivelava, por cima, a composição das chaves.       

O Frizão estreou contra o Juventude, e empatou pelo placar de 1 a 1. Na sequência o adversário foi o Palmeiras, que levou a melhor e venceu por 3 a 1. Na rodada final, o Friburguense goleou o Ypiranga (AP) por 4 a 1 e chegou aos quatro pontos na tabela, mas o empate entre Palmeiras e Juventude acabou eliminando a equipe tricolor da competição. O Verdão passou em primeiro, com sete pontos, seguido pelo Juventude, com cinco. O Corinthians, maior campeão do torneio, faturou o título daquela edição.

 A participação do Friburguense na Copinha, em 2005, foi avaliada como positiva, e rendeu momentos marcantes além das quatro linhas. Um deles foi a visita do atacante Vagner Love ao vestiário tricolor, antes do jogo contra o Palmeiras. Na ocasião, o atleta, com passagens marcantes por Palmeiras, Flamengo e outros clubes, participou de uma oração com os atletas, comissão técnica e dirigentes.

 “Recordo quando ele disse que, dois anos antes, ele estava sem acreditar muito na carreira de jogador de futebol. E que, naquele momento, estava atuando pelo CSKA, da Rússia. Foi algo bem legal e marcante”, recorda Siqueirinha, gerente de futebol do Friburguense.

 O trabalho de base continua sendo uma das prioridades do Friburguense no contexto atual. Durante a temporada de 2025, o tricolor participou de diversas competições, voltou a receber os grandes clubes do Rio de Janeiro em Nova Friburgo nas categorias inferiores e emplacou alguns de seus atletas mais promissores nas principais equipes da capital.

 

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    Marcinho, atualmente no Flamengo, é um dos exemplos recentes de sucesso da base tricolor: clube já participou de edição da Copinha (Fotos divulgação Vinicius Gastin)

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    Frizão passou perto de conquistar a classificação durante a experiência na Copa São Paulo

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A VOZ DA SERRA tem sempre o que precisamos para uma vida melhor

terça-feira, 13 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

“Morre o escritor e educador Álvaro Ottoni”. A notícia veio impactar a nossa sede de ano novo, de alegrias e esperanças. A vida tem desses extremos, das antíteses, quando alegria e tristeza se esbarram na mesma calçada onde circulam nossos sonhos. Ele agora é “A árvore que fugiu do quintal” para dar flores e frutos no quintal dos iluminados. Nesse quintal supremo, vive, então, o seu espírito para escrever a mais nova edição de “Quem mora aqui, quem mora lá”, e mandar para nós mais “um livro voador”! Muito céu, amigo!

“Morre o escritor e educador Álvaro Ottoni”. A notícia veio impactar a nossa sede de ano novo, de alegrias e esperanças. A vida tem desses extremos, das antíteses, quando alegria e tristeza se esbarram na mesma calçada onde circulam nossos sonhos. Ele agora é “A árvore que fugiu do quintal” para dar flores e frutos no quintal dos iluminados. Nesse quintal supremo, vive, então, o seu espírito para escrever a mais nova edição de “Quem mora aqui, quem mora lá”, e mandar para nós mais “um livro voador”! Muito céu, amigo!

A charge de Silvério, nosso veículo de embarcação literária, nos levou para 2011, quando a tragédia climática marcou de modo profundo, a memória friburguense. São 15 anos de um janeiro tenebroso, de “feridas que não cicatrizam”. Isabela Rodrigues, com supervisão de Henrique Amorim, marcou nas páginas de A VOZ DA SERRA, o que tem sido a vida friburguense no pós- tragédia da madrugada de 12 de janeiro. Nosso município tem hoje 36 sirenes de alerta-alarme e ainda vai receber mais 18. Muito tem sido feito para a segurança da população, embora ainda haja uma demanda maior de providências que possam garantir melhores condições de tranquilidade para os moradores de determinadas regiões. A expectativa agora está voltada para a construção da “Barreira Sabo”. O investimento faz parte de um acordo de cooperação técnica entre o Brasil e o Japão.  

O “desastre natural” como foi nomeada a tragédia em Nova Friburgo, ganhou repercussão internacional. A moradora do bairro Córrego Dantas, Solange, em seus lamentos, destaca que os períodos de chuva são os mais difíceis, mas que, felizmente, “as sirenes da Defesa Civil nunca foram acionadas”. Cada morador da cidade, mesmo que não tenha sido afetado fisicamente pelo desastre natural, tem suas recordações do trágico acontecimento.

Emocionalmente, a população foi atingida e creio até que cada um de nós conheceu alguém ou famílias que partiram para o plano superior em decorrência da tragédia. Lembro-me de que em minha casa ficamos sem energia elétrica por quatro dias. Fomos aconselhados a dormir fora de casa, por conta de uma pedra com risco de rolar na redondeza. Só que íamos dormir numa casa onde já estava uma família desabrigada. Éramos, ao todo, 22 pessoas numa casa onde nem água tinha para beber. E a gente podia reclamar? Não, de forma alguma! Em vista dos acontecimentos trágicos, a nossa compreensão era o mínimo que deveríamos render aos diretamente afetados.

Ainda sobre as consequências da tragédia, intitulei o ano de 2011 como “O ano das coisas impossíveis”. Eu cursava o segundo ano do curso de Comunicação Social, na Universidade Candido Mendes e foi no turbilhão de incertezas que surgiu a possibilidade de editar meu primeiro livro. Era meu sonho lançar o “Vamos caçar cometas”, que a própria Candido me apoiou no projeto. Entretanto, eu tinha que, entre as crônicas, escrever sobre a tragédia, pois não poderia “arrancar” essa página da minha história.

Assim, transcrevo aqui, um trecho dos meus relatos: “Com todas essas experiências de um início de 2011 conturbado, certamente, modificamos nossa visão de mundo. Não somos mais os mesmos! Somos sobreviventes de uma tormenta que aflorou a nossa sensibilidade! Não podemos mais passar indiferentes às emoções, quer sejam elas alegres ou tristes. Tem um algo mais de Amor na atmosfera serrana que nos impele às reflexões e às ações altruísticas. Quem não estiver agindo assim, sofreu em vão”. Mesmo depois de 15 anos, esse trecho do livro ainda me emociona e eu continuo pensando - se não mudamos, sofremos em vão! O tempo é sempre precioso para reflexões e solidariedade.

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O livro de literatura para jovens

terça-feira, 13 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Na vida do jovem, qual o espaço que o livro de literatura possui entre celulares, sites da internet, jogos eletrônicos, dentre outros trecos virtuais?

Esta é uma pergunta que volta e meia faço. Ao refletir a respeito, argumentos me surgem que justificam o valor desse objeto mágico feito de palavras. Hoje, os livros são editados de modo material ou virtual; o importante é que sejam lidos e aproveitados pelos jovens por inteiro.

Na vida do jovem, qual o espaço que o livro de literatura possui entre celulares, sites da internet, jogos eletrônicos, dentre outros trecos virtuais?

Esta é uma pergunta que volta e meia faço. Ao refletir a respeito, argumentos me surgem que justificam o valor desse objeto mágico feito de palavras. Hoje, os livros são editados de modo material ou virtual; o importante é que sejam lidos e aproveitados pelos jovens por inteiro.

Penso que o maior desafio para um autor é produzir textos para jovens devido à responsabilidade que tem para abordar temas sensíveis, que exigem cuidados especiais com a apresentação das ideias, emprego das palavras e o desenvolvimento do enredo. Ou seja, o escritor ao elaborar uma história, cria personagens que experimentam situações a serem refletidas pelo leitor.  Ao refletir, conversar ou participar de debates sobre o livro, o jovem fala de si, compartilha sentimentos e opiniões. Tem a possibilidade de avaliar e mudar modos de ser e pensar.

 Ah, como o jovem precisa da literatura!

O livro é um grande amigo e companheiro de todas as horas. Diga-me, meu leitor, quantos momentos sofridos, carregados de inseguranças e incerteza o jovem vive? Todos os sentimentos brotam em seu peito com avidez e concomitância, e ele, sem conseguir lidar com uma diversidade de emoções, vê-se num rodamoinho.

Entre a infância e a maturidade, a literatura para jovens possui gêneros, como as aventuras, os clássicos da literatura, poesias, livros de suspense ou em quadrinhos, inclusive os romances e contos que abortam temas contemporâneos relevantes ao adolescer como a amizade, a descoberta de experiências amorosas, a coragem para enfrentar a vida e tantos mais.

A literatura não tem fins pedagógicos. Ou seja, o escritor não pode ter a intenção de dizer o que é certo ou errado, de julgar, de construir modelos a serem seguidos. A função da literatura é mostrar a vida através da arte feita com palavras. O leitor de qualquer idade gosta de ler e se identificar com um personagem, de perceber circunstâncias na leitura parecidas com as que ele vive. De encontrar prazer no livro.

Certa vez, no Rio de Janeiro, um jovem de uns 13 anos entrou no ônibus onde eu estava. Vestia a camisa de um time de futebol e carregava uma bola num braço e uma mochila nas costas. Ele se acomodou no banco da frente, abriu a mochila, tirou um livro e se pôs a ler. Estava tão entretido que nem se apercebia dos solavancos do ônibus e do movimento dos passageiros. Tive que sair antes. E ele continuou mergulhado na leitura. Pisei na calçada com a certeza de que ele era um leitor em formação e iria levar o hábito de ler para o resto da vida.

O autor conversa com o leitor através das histórias que cria. Suas histórias, de algum modo, remetem ao seu passado, mostram como percebe a vida e descrevem o afeto que tem para o seu público-alvo. Sim. Toda a literatura tem um público leitor. A escolha dos temas, a linguagem utilizada, o desenvolvimento da trama respeita a pessoa que vai se interessar em ler o texto. Mas, de todo o modo, o cuidado com a construção de uma obra literária para jovens não pode prescindir da leveza, do humor e da delicadeza com que a vida toca os personagens, posto que os personagens tocam os jovens. É possível abordar todo o tipo de assunto, como a separação dos pais, a morte de um amigo, a violência, o abandono, o medo de enfrentar o outro dentre tantos. Contudo deve ser escrito de modo a prender o leitor, a fazer com que seus olhos deslizem pelo texto e as ideias encontrem ecos em sua vida.

A vida é cruel. É cheia de belezas, mas há tristezas e desamparos. Tem alegrias e desafios. Acolhe seu leitor. É nessa plenitude contextual que a literatura tem que estar viva. O jovem não convive com situações de doença e perda? E, ao mesmo tempo, não conta com um amigo para conversar, passear ou jogar? Certamente haverá alguém com quem ele sentirá vontade de estar com mais intimidade e descobrir a sexualidade que vai tomando conta do seu corpo, invadindo seus afetos, experimentando os sentimentos de amar e respeitar. O jovem transita entre o sonho e a realidade e seu desejar sobrevoa tudo o que faz, o que lhe causa conflitos. E aí está a habilidade da escolha das histórias e até mesmo das crônicas mais adequadas a oferecer a um jovem. Cada um é cada um. Cada qual vive um momento especial de vida. E um gosto bem específico por leituras, que deve ser respeitado.

Num mundo cada vez dominado pelo universo virtual e inteligências artificiais sendo amplamente utilizadas em todos os âmbitos da vida, será que a leitura vai apoiá-lo na construção da sua identidade individual?

Ah, como o jovem precisa internalizar heróis e valores para se tornar o grande guerreiro da própria história. Ao abrir um livro de literatura vai encontrá-los e admirá-los.   

Vamos pensar a respeito!

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Ano Jubilar franciscano

terça-feira, 13 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

“Hic michi viventi lectus fuit et morenti”, aqui foi minha cama, tanto em vida quanto na morte.

“Hic michi viventi lectus fuit et morenti”, aqui foi minha cama, tanto em vida quanto na morte. Das celebrações do aniversário da aprovação da Regra e do Natal de Greccio, em 2023, às celebrações do dom dos Estigmas em 2024, dos eventos para recordar a composição do Cântico das Criaturas em 2025, à abertura do VIII centenário da morte: no último sábado, 10, em Assis, mais precisamente na Basílica papal de Santa Maria dos Anjos, na Porziuncola, deu-se início à última etapa do grande caminho jubilar franciscano que culminará no dia 3 de outubro (dia da morte) e no dia 4 para a festa do santo. E a inscrição no livro que o “Pobrezinho” segura nas mãos no ícone de 1255, São Francisco entre dois anjos, excepcionalmente exposta na Porziuncola para a ocasião, representa um dos símbolos do falecimento, porque foi justamente aquela tábua de madeira pintada pelo pintor Mestre de São Francisco que acolheu e protegeu o corpo do Poverello em vida e, imediatamente após sua morte, como ele mesmo afirma.

A cerimônia

A cerimônia começou às 10h com a saudação do frei Massimo Travascio, guardião da Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Porziuncola, e continuou com a procissão guiada pelo presidente do rito, frei Francesco Piloni, ministro provincial dos Frades Menores da Úmbria e da Sardenha, juntamente com os seis ministros gerais, ou seja, frei Massimo Fusarelli (Frades Menores), frei Carlos Alberto Trovarelli (Frades Menores Conventuais), frei Roberto Genuin (Frades Menores Capuchinhos), Tibor Kauser (Ordem Franciscana Secular), frei Amando Trujillo Cano (Terceira Ordem Regular) e irmã Daisy Kalamparamban, presidente da Conferência Franciscana Internacional dos Irmãos e Irmãs da Terceira Ordem Regular. Imediatamente, um gesto cheio de significado: o arcebispo-bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino e de Foligno, Domenico Sorrentino, e o prefeito de Assis, Valter Stoppini, dirigiram-se à Capela do Transito segurando uma vela apagada nas mãos, que depois foi acesa na Vela Pascal, símbolo de Cristo ressuscitado.

A partir daí, a luz foi levada às seis estações laterais da basílica, cada uma delas confiada a um dos seis ramos da família franciscana. A procissão quis recordar a reconciliação entre o bispo Guido II e o podestà de Assis, Carsedonio, cantada por Francisco como profecia de paz. Para a ocasião, a Penitenciaria Apostólica concedeu a indulgência plenária.

O Papa Leão XIV quis saudar o evento com uma mensagem aos ministros gerais da Conferência da Família Franciscana, na qual escreve: “a paz é a soma de todos os bens de Deus, um dom que desce do Alto. Que ilusão seria pensar em construí-la apenas com as forças humanas”. O Pontífice assegurou que se uniria a todos aqueles que participariam das manifestações comemorativas e, em seguida, entregou uma oração dedicada ao Pobrezinho.

Alcançar as chagas dolorosas

Foi então o momento das reflexões. Por turnos, os ministros gerais dirigiram-se às seis estações laterais da basílica, percorrendo idealmente os passos cruciais do Testamento que São Francisco deixou aos seus frades antes de morrer, a sua herança espiritual. Misericórdia, oração, fraternidade, trabalho, paz e bênção foram os temas das meditações, acompanhadas por um texto das Fontes Franciscanas ou do Evangelho e pela escuta de um testemunho.

Como o Senhor convidou São Francisco a iniciar um caminho de penitência e conversão “com um coração capaz de abraçar a humanidade sofredora, em vez de ignorá-la ou rejeitá-la”, disse frei Trujillo Cano, assim hoje ele nos exorta a “superar as resistências pessoais e comunitárias para poder alcançar aqueles que carregam feridas dolorosas no corpo e no espírito, excluídos do bem-estar material, cultural e espiritual, para compartilhar com eles a consolação de Deus e o amor de uma comunidade capaz de se tornar próxima”.

Continua na próxima semana

Fonte: Vatican News

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