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Artivismo e educação ambiental

terça-feira, 27 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Quando a arte se torna ferramenta de transformação

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável!

Quando a arte se torna ferramenta de transformação

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável!
Em meio à deslumbrante natureza no alto do Teleférico de Nova Friburgo , eu desenvolvo, junto à EcoModas, um espaço onde arte, sustentabilidade e educação ambiental se encontram de forma concreta e acessível: o Jardim da Reciclagem. Mais do que um ambiente expositivo, o local vem se consolidando como um território de “artivismo” — um movimento que une arte e ativismo socioambiental para provocar reflexão, mudança de comportamento e impacto positivo.
As obras presentes no jardim são criadas, em sua maioria, por mim e, em muitos casos, busco algum profissional que possa executar algo que eu não consigo fazer. Com um olhar atento às possibilidades e à ressignificação dos materiais, utilizo itens descartados como extintores antigos, mangueiras de incêndio sem uso, plásticos, metais e objetos encontrados em caçambas pelas ruas. Cada escultura transforma aquilo que seria lixo em narrativas visuais que falam sobre consumo, natureza, biodiversidade e responsabilidade coletiva. É onde a arte deixa de ser apenas estética e passa a escoar com propósito.
 
O que é artivismo e onde ele nasceu
O termo artivismo surge da junção das palavras arte e ativismo e ganha força a partir da segunda metade do século XX, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, em meio a movimentos sociais, ambientais e políticos. Desde então, essa linguagem se espalhou pelo mundo por sua capacidade de dialogar com públicos diversos, ultrapassando barreiras acadêmicas e técnicas.
Seu principal objetivo é provocar consciência e engajamento, utilizando a arte como um meio de comunicação direto, sensível e crítico. Diferente da arte contemplativa tradicional, o artivismo convida o observador a refletir sobre seu papel no mundo e sobre os impactos de suas escolhas cotidianas. No contexto ambiental, tornou-se uma ferramenta poderosa para abordar temas como crise climática, poluição, descarte inadequado de resíduos, preservação da biodiversidade e economia circular.
 
O Jardim da Reciclagem
No Jardim da Reciclagem da EcoModas, o artivismo assume uma função educativa clara. Ali está o ExtintoVivo, um boneco criado com cinco extintores de incêndio e um aspirador de pó queimado. É sempre marcante observar a reação das pessoas que param para fotografar ao lado da obra, muitas vezes surpreendidas ao descobrir os materiais que a compõem.
Também fazem parte do espaço três Minions construídos com pneus reutilizados, que alegram o ambiente e arrancam gargalhadas das crianças, além dos Iluminaldos — duas lâmpadas queimadas fixadas em tubos plásticos (que enrolam tecidos das confecções de lingerie da cidade) e com braços feitos de cordas navais encontradas numa praia na Região dos Lagos.
Cada obra funciona como um ponto de diálogo, despertando curiosidade e facilitando a compreensão de temas complexos de forma simples e visual. Crianças, jovens, universitários, turistas e visitantes vivenciam ali uma experiência que vai além da observação: trata-se de aprendizado sensorial, provocação e troca.
As esculturas ajudam a traduzir conceitos como:
  • reaproveitamento de materiais e economia circular;
  • impactos do descarte incorreto de resíduos;
  • relação entre consumo, meio ambiente e qualidade de vida;
  • importância da preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade local.
Durante as atividades educativas promovidas no espaço, o jardim se transforma em uma verdadeira sala de aula a céu aberto, onde o aprendizado acontece por meio da experiência, do contato direto com a arte e da reflexão coletiva.
Impactos mensurados e resultados concretos
O artivismo desenvolvido no Jardim da Reciclagem também gera impactos mensuráveis. Todas as obras são produzidas a partir de materiais que seriam descartados, contribuindo diretamente para a redução de resíduos enviados a aterros e para a valorização do reaproveitamento.
Além disso, o espaço já recebeu:
  • estudantes das redes pública e privada;
  • universitários de diferentes áreas;
  • turistas nacionais e internacionais;
  • empresas em ações de ESG, educação ambiental e sensibilização de equipes.
 
Arte, sustentabilidade e turismo ecológico
Inserido em um dos mais visitados atrativos turísticos de Nova Friburgo, o Jardim da Reciclagem também exerce um papel estratégico no fortalecimento do turismo ecológico e de experiência. Quem sobe o teleférico não encontra apenas paisagem e lazer, mas uma proposta cultural e educativa integrada ao território.
Esse tipo de iniciativa amplia o tempo de permanência do visitante, qualifica a experiência turística e agrega valor ao destino, alinhando-se às novas demandas do turismo contemporâneo, que busca significado, aprendizado e conexão com o local visitado.
 
Quando a arte inspira mudança
O artivismo presente no Jardim da Reciclagem reafirma nossa missão como um negócio de impacto positivo. Provocamos a reflexão, geramos consciência e inspiramos mudanças reais. Cada obra carrega não apenas criatividade, mas uma mensagem clara sobre responsabilidade ambiental e o papel de cada indivíduo na construção de um futuro mais sustentável.
Assim, a arte deixa de ser apenas forma e passa a ser linguagem, ferramenta e ação — um convite permanente para repensarmos a forma como consumimos, descartamos e nos relacionamos com o planeta.
Saudações sustentáveis!
Tudo verde sempre!
Foto da galeria
Jardim da Reciclagem EcoModas (Foto: Divulgação)
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Trânsito: mudanças em três ruas do Centro de Friburgo

sábado, 24 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição dos 24 e 25 de janeiro de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*)

Manchetes

Plano de trânsito - Prefeitura de Friburgo anuncia mudanças no sentido de direção de três importantes vias do centro da cidade. A Rua Monte Líbano passará a ter mão única. Já a Farinha Filho e a Monsenhor Miranda terão o tráfego invertido.  

Edição dos 24 e 25 de janeiro de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*)

Manchetes

Plano de trânsito - Prefeitura de Friburgo anuncia mudanças no sentido de direção de três importantes vias do centro da cidade. A Rua Monte Líbano passará a ter mão única. Já a Farinha Filho e a Monsenhor Miranda terão o tráfego invertido.  

Paulo César procurado por toda a Polícia - Um homem conhecido como Paulo Cesar, de 21 anos de idade, é o principal alvo da polícia Civil de Friburgo. Na última semana ele estava praticamente acuado na Rua Xangu, em Olaria, quando conseguiu atingir com uma bala o policial Ariel da Silva Mendonça, 36 anos. Residente no Perissê, ele conseguiu fugir. O policial foi internado no Hospital Santo Antônio, com ferimentos. 

Editorial - Esclarecimento – É preciso afirmar e reafirmar que, em nossa campanha contra a poluição sonora em Friburgo, através de carros volantes de propaganda, não fazemos descriminação contra ninguém. O objetivo deste editorial, é esclarecer, principalmente aqueles que julgam ser nossa campanha, orientada e objetivando prejudicar este ou aquele. Nossa campanha contra a poluição sonora visa, antes de tudo, preservar o direito e o bem-estar da população friburguense.

Luiz Braz denuncia prefeito – O deputado federal Luiz Braz, falando ao JB, denunciou uma série de desmandos praticados pelo governo do prefeito de Friburgo, Amâncio Azevedo, focalizando principalmente irregularidades no pessoal contratado pela CLT que passa por uma situação calamitosa.

Arena se reúne – A Arena de Friburgo, tendo a frente o vereador Carlos José Schuenck se reúne em Olaria e Riograndina. Nos encontros serão acertados os diretórios locais e escolhidos os nomes dos candidatos à Câmara Municipal.

Rosacruz - O Mestre do Pronaos Nova Friburgo, informa desconhecer notícia veiculada em “O Globo”, relacionada à promoção de um vôo sobre Nova Friburgo com os homens pássaros, promovidos pela Ordem Rosacruz (Amorc). Segundo o sr. Waldemar Ferreira Bastos, a Ordem Rosacruz, de acordo com as atividades normais do seu plano de expansão, realizará uma palestra pública. Proferida pelo professor Carlos Alberto Soares, membro da Amorc e ator na novela “Bravo”, no próximo dia 13 de fevereiro. O tema será o “Aniquilamento do Eu”. O local será previamente anunciado.

Friburgo já tem titulares do Carnaval – Numa bonita festa foram escolhidos os titulares do Carnaval 1976, numa promoção da Associação Friburguense de Escolas de Samba, que tem à frente o sr. Fabiano Soares e o Departamento de Turismo da prefeitura. A rainha do carnaval eleita foi Lozy da Costa Lima, representante da Vilage, com 140 pontos. O cidadão do samba, Jorge Reinaldo Vieira, da Saudade, que levantou o título pela terceira vez com 240 pontos. Já o Rei Momo eleito foi Luiz Gonzaga Catarcione, da Saudade, com 48 pontos. Na escolha do cidadão do samba houve empate entre o candidato da Saudade, Jorge Reinaldo, com Gilberto dos Santos da Vilage. Houve necessidade da decisão pelo voto de minerva. A bateria da escola de samba Unidos do Terreirão participou da festa realizada no E.C. Filó.

Escuridão na Praça – Muitas reclamações têm chegado à nossa redação, contra a falta de iluminação na nossa principal praça, a Getúlio Vargas. Enviamos as reclamações ao secretário de Serviços Públicos, Sylvio Spinelli. Não adianta querer atribuir a falta de iluminação na nossa principal praça às deficiências da nossa Companhia de Eletricidade. As lâmpadas já foram tomadas pelas folhas dos eucaliptos. É só podar.

Crianças caem de roda gigante - Duas meninas, de 1 e 6 anos de idade, se divertiam na roda gigante no parque de diversões, montado em Olaria, quando perderam o equilíbrio e caíram no chão. Precisaram ser medicadas e ficaram internadas no Hospital Santo Antônio.

Morreu na Fila – Um idoso de 69 anos, lavrador, residente na Fazenda Humaitá, no distrito de Amparo, se encontrava na fila de recebimento de carnês do funeral, na Rua Euclides Solon de Pontes, sentiu-se mal, e morreu em seguida, sem tempo para o atendimento médico. 

E mais: 

  • Prédio da cooperativa vai ser vendido
  • Cebral oferece inglês técnico-científico
  • Verão em Friburgo tem grande afluência 
  • Alencar não abre mão de candidatura
  • Tráfego nas avenidas Comte Bittencourt e Galdino do Valle: sempre muita velocidade 

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

 
Foto da galeria
(Foto: Henrique pinheiro)
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Novidade na Copa de Futebol Feminino

sábado, 24 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Comitê gestor institui câmaras temáticas e inicia nova fase

O Ministério do Esporte realizou, nesta semana, a primeira reunião do comitê gestor da Copa do Mundo de Futebol Feminino Fifa 2027 (CGCopa) e instituiu oito câmaras temáticas de trabalho em nova fase da organização do Mundial. A secretária-executiva adjunta do ministério e coordenadora do torneio na pasta, Cynthia Motta, afirmou que a instalação do comitê consolida a etapa inicial de governança e organiza as responsabilidades entre os órgãos participantes.

Comitê gestor institui câmaras temáticas e inicia nova fase

O Ministério do Esporte realizou, nesta semana, a primeira reunião do comitê gestor da Copa do Mundo de Futebol Feminino Fifa 2027 (CGCopa) e instituiu oito câmaras temáticas de trabalho em nova fase da organização do Mundial. A secretária-executiva adjunta do ministério e coordenadora do torneio na pasta, Cynthia Motta, afirmou que a instalação do comitê consolida a etapa inicial de governança e organiza as responsabilidades entre os órgãos participantes.

As oito câmaras temáticas foram definidas em alinhamento com a orientação da Federação Internacional de Futebol (Fifa) contemplando vistos, imigração e entrada no país; permissões de trabalho e legislação trabalhista; regime fiscal e cambial; segurança e proteção; proteção e exploração dos direitos de competição; tecnologia da informação e telecomunicações; questões jurídicas, indenizações e leis especiais e transporte.

O CGCopa 2027 reúne 23 órgãos da administração pública federal, incluindo Advocacia Geral da União (AGU), ministérios da Fazenda, Saúde, Educação, Transportes, Justiça e Segurança Pública, Igualdade Racial, Mulheres, Turismo, GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

A reunião contou com a presença de representantes de todos os ministérios envolvidos e da executiva de Articulação e Relações Governamentais, Jacqueline Barros.

O próximo passo é a instalação do comitê executivo, que tratará das ações operacionais nas áreas de transportes, regime fiscal, vistos, segurança e tecnologia da informação. O comitê gestor, criado pela portaria interministerial Mesp/AGU, de setembro de 2025, tem a atribuição de definir diretrizes para o plano estratégico do governo e supervisionar as ações do Grupo Executivo da Copa (GECopa 2027). O Brasil foi escolhido pela Fifa como país-sede em 17 de maio de 2024.

Fortalecendo o futebol feminino

A secretária executiva adjunta do Ministério do Esporte, Cynthia Motta, destacou ainda que o Governo Federal pretende fortalecer o futebol feminino e estruturar o legado do evento no país ao ampliar as condições de permanência das atletas na modalidade e evitar interrupções de carreira por falta de apoio financeiro.

"O Governo Federal busca, primordialmente, garantir que as atletas tenham condições de seguir suas carreiras, sem serem forçadas a abandonar o esporte por questões financeiras. A meta é proporcionar reconhecimento e remuneração adequados, de modo a evitar que talentos se percam, como já ocorreu no passado. Este objetivo se torna ainda mais relevante por se tratar da primeira Copa do Mundo feminina na América do Sul", disse.

Para a diretora de Políticas e Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte, Mariléia Santos, a Michael Jackson, a Copa no Brasil consolida a agenda de desenvolvimento do futebol feminino e amplia o acesso de meninas e mulheres à prática esportiva.

“Vemos nessa iniciativa a oportunidade de proporcionar espaços seguros e respeitosos para que meninas e mulheres possam praticar futebol livremente, o que é um direito e o Brasil já demonstrou que tem um futebol feminino de excelência. Creio que a Copa do Mundo pode consolidar ainda mais o futebol feminino”, disse.

O projeto de lei geral da Copa do Mundo Feminina está em fase final no Ministério do Esporte para envio à Casa Civil, com previsão de tramitação no Congresso Nacional antes do recesso legislativo.

As cidades-sede definidas pela Fifa, em maio deste ano, são Fortaleza-CE (Arena Castelão), Recife-PE (Arena Pernambuco), Salvador-BA (Arena Fonte Nova), Belo Horizonte-MG (Mineirão), São Paulo (Arena Itaquera), Rio de Janeiro (Maracanã), Porto Alegre-RS (Beira-Rio) e Brasília-DF (Estádio Nacional).

O Ministério do Esporte lançou a página oficial do Mundial, o gov.br/copa2027, onde há outras informações e detalhes sobre o evento.

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Registro da reunião do comitê gestor da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 (Foto: Ronaldo Caldas/MEsp)
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Hora do teste

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense Futsal promove seletiva em busca de talentos

Os jovens talentos de Nova Friburgo e região terão uma chance de mostrar o seu potencial e concorrer a uma vaga nas equipes do Friburguense. As seletivas acontecem a partir deste fim de semana, no Ginásio Helena Deccache e para conseguir atender a demanda e observar melhor os atletas, o clube resolveu dividir as avaliações por dias e categorias variadas.

Friburguense Futsal promove seletiva em busca de talentos

Os jovens talentos de Nova Friburgo e região terão uma chance de mostrar o seu potencial e concorrer a uma vaga nas equipes do Friburguense. As seletivas acontecem a partir deste fim de semana, no Ginásio Helena Deccache e para conseguir atender a demanda e observar melhor os atletas, o clube resolveu dividir as avaliações por dias e categorias variadas.

Neste e no próximo sábado, dias 24 e 31, os testes serão dedicados às categorias sub-8 e sub-9, das 8h às 10h, e sub-6 e sub-7, das 10h às 12h. Já nos dois próximos domingos, 25 e 1º de fevereiro, as atividades serão realizadas com atletas do sub-12 e sub-13, das 8h às 10h, e sub-10 e sub-11, entre 10h e 12h. Na próxima terça-feira e quinta-feira, dias 27 e 29, será a vez de observar os talentos na categoria sub-14, das 13h30 às 16h.

Os atletas interessados devem se inscrever pela internet, preenchendo um formulário disponível em um link, na bio do Friburguense Futsal no instagram (@friburguensefutsal). Será necessário apresentar documento oficial com foto no momento da seletiva, não sendo permitido utilizar uniformes ou camisas de outros clubes. É recomendado uso de camisa nas cores branca ou azul, short nas cores preto ou azul e tênis adequado para prática de futsal.

As avaliações são gratuitas e abertas para todos os atletas interessados em fazer parte da equipe de base. O Frizão busca meninos talentosos, não só de Nova Friburgo, como também dos demais municípios da região. Outro ponto a ser destacado é a integração com o futebol de campo do Friburguense, na qual os destaques podem ser aproveitados. Em caso de dúvida ou outras informações, o contato pode ser feito diretamente com o coordenador do projeto, Sávio Badini, pelo telefone (22) 99956-1203.

Com um trabalho consolidado nas categorias de base, o Friburguense Futsal acumula conquistas importantes nos últimos anos. As equipes formadas por jovens talentos vêm se destacando em diversas competições regionais e estaduais, frequentemente chegando às fases decisivas e se consolidando entre as principais forças do futsal do interior do Rio de Janeiro.

Todo o caminho percorrido busca, além de consolidar e cada vez mais expandir o trabalho com os mais jovens, estruturar uma equipe profissional para disputar o Campeonato Carioca de Futsal. A primeira meta de curto prazo já foi cumprida, com a montagem de uma equipe adulta. Para seguir avançando, o Friburguense Futsal busca parcerias, apoiadores e patrocinadores.

No primeiro momento, a ideia é formar um time com jogadores de Nova Friburgo e região. Sávio, inclusive, revelou que já há nomes mapeados para dar início a este trabalho. A rotina de treinos e a dedicação exigida seriam, a princípio, divididas com outras tarefas profissionais. Contudo, no curto prazo, acredita-se que seja possível uma dedicação exclusiva.

 

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Ginásio Helena Deccache será palco para a apresentação e avaliação de novos talentos (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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A tal empatia

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Empatia: no dicionário, é definida como a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria; compreensão. Você tem a habilidade da compreensão? O lugar do outro te parece confortável?

Empatia: no dicionário, é definida como a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria; compreensão. Você tem a habilidade da compreensão? O lugar do outro te parece confortável?

Apenas com o recorte daquilo que se vê, muito pouco ou quase nada de alguém, é possível exercitar ocupar ainda que em pensamentos esse lugar? Com dores, amores e dissabores. Parece fácil ir a um lugar que não é seu avistar paisagem bonita, jardim frondoso, experiência próspera, ao passo de que se faz muito difícil ir até lá se o terreno lhe parece arenoso, encoberto de tristeza e dor. E diante disto que é uma certeza, é possível fingir que nada acontece e viver em uma simbólica ilusão de que tudo está bem quando na verdade o caos habita se não nos nossos lares, nos dos vizinhos, nos vizinhos dos nossos vizinhos e por aí vai.

Você conseguiria ainda exercitar a empatia imaginando a dor de quem não ama? Me parece mais simples compreendermos pelo amor, entendermos melhor quem gostamos, nos colocar nos lugares das pessoas queridas. E dos demais? E quanto aos estranhos, àqueles sobre os quais nada sabemos, com quem nunca trocamos, que nada têm a nos oferecer? Conseguimos nos colocar em seus lugares? Alcançamos a dor de um filho que perde um pai? De um colega que perde o emprego? De uma pessoa enferma no leito de um hospital? De alguém que se separa? Que sofre de uma doença psíquica? Que se sente só? Destilamos atos de compreensão por todos ou seguimos com uma bondade seletiva que pouco ou nada vê além de nós mesmos?

Não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem com você. É tão simples assim como parece? Deveria ser. Comumente vivemos situações embaraçosas, desconfortáveis, angustiantes e sentimo-nos tristes e sobrecarregados. Situações essas que não raras vezes poderiam ter sido evitadas se nossos interlocutores da vida pensassem em evitar fazer às pessoas aquilo que abominariam que impusessem a elas. Seria bem mais fácil.

Mas, se coabitamos o mesmo planeta, talvez todos já tenhamos entendido ou estejamos próximos de compreender, que essa interação de mentes, de gente, de egos e valores, não é tão simples assim. Não é premissa básica uníssona que evitar impor aos outros coisas que detestaria que nos impusessem pode minimizar o sofrimento e o estresse do próximo. É importante até mesmo considerar que múltiplos que somos, não necessariamente partilhamos de dores semelhantes, de modo que às vezes o agir inconsciente atropela qualquer raciocínio sobre o estado de espírito dos receptores de nossas condutas por eles recepcionadas como negativas.  E por aí vai.

Carecemos de uma percepção mais inteligente. Emocionalmente mais inteligente, que considere também os outros, a sociedade como um todo e mesmo o planeta. Talvez devêssemos perceber que há questões que de maneira geral ferem, causam transtorno, prejudicam e geram sofrimento. Não é tão difícil supor que determinadas ações magoam, desestabilizam, deixam as pessoas em apuros de várias ordens.

Gostaria muito que fosse tão simples quanto parece. Que escolher ser pessoa leve fosse tudo de que precisássemos para efetivamente estarmos envoltos pela leveza todo o tempo. Às vezes, o é. Mas como não vivemos em uma bolha e nossas energias se entrelaçam com as dos outros o tempo todo, passa a ser uma arte e uma habilidade diferenciada sabermos nos defender da negatividade, da injustiça, da grosseria, da sobrecarga que nos impõem e ainda assim, seguirmos gratos e sem disseminar o mesmo nível de pensamentos, sentimentos e condutas por aí.

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Casa do “ping-pong”

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Rio de Janeiro será a sede do Mundial de Tênis de Mesa em 2029

Rio de Janeiro será a sede do Mundial de Tênis de Mesa em 2029

O Brasil, em especial, o Estado do Rio de Janeiro será palco para mais uma grande competição esportiva nos próximos anos. A capital fluminense foi escolhida, nesta semana, como sede da edição de 2029 do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa. O anúncio foi feito durante assembleia geral da Federação Internacional da modalidade (ITTF, na sigla em inglês), em Doha (Catar). Pela primeira vez a competição ocorrer numa cidade nas Américas. A capital fluminense concorria com Berlim (Alemanha), San José (Estados Unidos) e China (cidade indefinida).

Foram três rodadas de votação e na última delas o Rio de Janeiro  derrotou a China por 131 votos a 68. Antes do pleito, houve uma apresentação sobre a capital e cultura carioca, que contou ainda com depoimentos do prefeito Eduardo Paes, do presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Marco La Porta, e do recém vice-campeão-mundial Hugo Calderano.

"Realizaremos o maior Campeonato Mundial de todos os tempos. O Brasil tem desbravado fronteiras no tênis de mesa, graças a um trabalho muito sério da CBTM, dos treinadores, dos atletas e de toda a comunidade do esporte no país. O Rio estará de braços abertos para receber o mundo mais uma vez", afirmou Vilmar Schindler, presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), presente à assembleia em Doha.

O esporte está em evidência no país, com o sucesso recente de alguns mesatenistas. Em maio do ano passado, o carioca Hugo Calderano conquistou a prata inédita no Mundial em Doha, após campanha histórica na competição, até então dominada por mesatenistas asiáticos e europeus.

Também em Doha, Alaor Azevedo, assessor especial da CBTM e vice-presidente da ITTF, comemorou a escolha inédita da cidade brasileira. "Pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Tênis de Mesa virá para as Américas. E tinha que ser para a Cidade Maravilhosa, para a nossa capital olímpica. Agradecemos a confiança da ITTF e da comunidade internacional do tênis de mesa. Faremos um campeonato inesquecível", projetou Azevedo.

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    Brasil recebe mais uma grande evento esportivo nos próximos anos: tênis de mesa em evidência (Foto: Divulgação / ITTF)

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    Sucesso de Calderano e de outros mesatenistas reacende a modalidade no país (Foto: Getty Images)

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    O friburguense João Bom terá um novo desafio na carreira. A Chapecoense anunciou o atacante como novo reforço para o ataque em 2026. O jogador de 20 anos foi artilheiro da Copa SP de Futebol Júnior pelo Volta Redonda. João assina com o Verdão em definitivo, até o final da temporada. O atleta fez três jogos na Copinha e marcou cinco gols pelo Voltaço. Dois foram anotados contra a Chape, em um 3 a 2 para os catarinenses na primeira fase da competição. O único jogo oficial do atacante como profissional foi na Série B de 2025, justamente contra a Chape, em um 1 a 1. Ele entrou no segundo tempo daquele jogo. João Bom chega para a disputa do Campeonato Catarinense, Copa do Brasil, Copa Sul-Sudeste e Série A do Campeonato Brasileiro. (Foto: Anderson Rodrigo/NSC TV)

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Depressão: pense bem

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Em geral queremos nos libertar rapidamente ou o mais breve possível do que nos faz sofrer. Isso está certo. Seria estranho preferir ficar sofrendo mais tempo. Mas há uma tarefa para o que sofre a fim de aliviar ou sair do sofrimento sem ser tomar algum medicamento, ou junto do uso dele.

Em geral queremos nos libertar rapidamente ou o mais breve possível do que nos faz sofrer. Isso está certo. Seria estranho preferir ficar sofrendo mais tempo. Mas há uma tarefa para o que sofre a fim de aliviar ou sair do sofrimento sem ser tomar algum medicamento, ou junto do uso dele.

Sofrimentos, sejam físicos, mentais, sociais e espirituais, têm uma ou mais causas. A depressão, por exemplo, é um tipo de sofrimento que tem múltiplas causas. Quando uma pessoa entra em depressão, por exemplo, após a demissão do emprego num momento economicamente difícil para esse indivíduo, os sintomas depressivos que surgem podem não ser explicados somente pela perda do trabalho.

Ter sido dispensado do trabalho pode ter sido o fator que desencadeou o estado depressivo, mas podem existir outros fatores que se juntaram, resultando na depressão. Esse indivíduo pode ter sofrido nos últimos anos outras perdas importantes para ele, mas resistiu. E agora a demissão do trabalho pode ter sido a gota d’água que faltava para derrubá-lo emocionalmente.

Faz parte da busca da resolução do estado depressivo ou de outro problema, tentar compreendê-lo. Vejamos alguns passos que podem ajudar a administrar seu sofrimento.

1)Analisar para compreender: Analisar as situações envolvidas com o surgimento da depressão numa pessoa, ajuda a compreender por que esse sofrimento apareceu. Perguntas importantes para a compreensão de um problema em sua vida podem ser: a) Quais são todas as partes, áreas ou situações relacionadas com o meu problema? b) O que acredito que tenha causado esse problema? c) Que restrições ou perdas estou enfrentando?

2) Analisar para resolver: a) Qual é o meu alvo mais importante na solução desse sofrimento? b) Qual é o melhor resultado que espero que possa acontecer para mim? c) O que posso aprender com isso que está acontecendo?

3)Escrever sobre seus pensamentos e sentimentos: a) Quando você escreve sobre seus pensamentos e sentimentos mais fortes ou mais difíceis que vêm ocorrendo ultimamente, parece que isso ajuda a promover o processo normal de pensar depressivo. Pensar ajuda para curar, assim como falar para desabafar também ajuda. Não é pensar demais, e não é pensar de menos. Pensar em exagero sobre seu problema produz estresse. E evitar pensar, pode contribuir para prolongar o sofrimento. Mas é importante entender que esse “pensar” deve ter como alvo a busca da compreensão da causa da dor. É como montar um quebra-cabeça juntando as peças para formar uma imagem.

b) A dor faz parte do desenvolvimento de nossa resiliência. Resiliência é a capacidade de viver um problema ou sofrimento sem que ele paralise sua vida, e sair dele com mais resistência. Ela pode aumentar nossa capacidade de lidar com o estresse.

c) É importante aprendermos a desenvolver a capacidade de lidar com situações emocionalmente difíceis. Não é fácil, mas podemos aprender. A meta principal de um bom atendimento psiquiátrico e psicoterápico é auxiliar a pessoa a se tornar mais capacitada a administrar suas lutas pessoais de maneira que ela dependa o menos possível de medicamentos psiquiátricos, e se precisar, que no espaço de tempo mais curto possível possa deixar de usá-los e viver com serenidade, esperança e resistência emocional, e sem ficar dependente do profissional.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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O mundo está em caos – E nós estamos no meio disso, gostemos ou não

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Vivemos com a falsa sensação de que o mundo acontece longe. Que guerras, disputas de poder e movimentos geopolíticos são temas para jornais estrangeiros, especialistas engravatados e debates que não atravessam o nosso portão. É um engano confortável — e muito perigoso.

A história já nos ensinou, mais de uma vez, que quando o mundo entra em crise, ninguém fica ileso. O problema é que insistimos em aprender sempre da pior forma. Trazer uma guerra para o centro do cenário global em um período de instabilidade não é apenas um problema diplomático. É um sinal de alerta.

Vivemos com a falsa sensação de que o mundo acontece longe. Que guerras, disputas de poder e movimentos geopolíticos são temas para jornais estrangeiros, especialistas engravatados e debates que não atravessam o nosso portão. É um engano confortável — e muito perigoso.

A história já nos ensinou, mais de uma vez, que quando o mundo entra em crise, ninguém fica ileso. O problema é que insistimos em aprender sempre da pior forma. Trazer uma guerra para o centro do cenário global em um período de instabilidade não é apenas um problema diplomático. É um sinal de alerta.

Viver tempos de crise significa viver tempos de escassez. E escassez não é um conceito abstrato: ela aparece no preço do alimento, no custo da energia, no valor do transporte, na dificuldade de manter empregos, na insegurança cotidiana. Em tempos instáveis, a vida, que já anda apertada, fica ainda mais difícil — e mais imprevisível.

Quando olhamos para o tabuleiro mundial hoje, o cenário não inspira nenhuma tranquilidade. As atitudes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com sua política agressiva, imprevisível e voltada ao conflito permanente, não são apenas retóricas eleitorais. Elas tensionam mercados, alianças e como o mundo funciona.

Do outro lado, Vladimir Putin (presidente da Rússia) insiste em uma lógica de força, onde a guerra não é exceção, mas instrumento político. E, silenciosamente — talvez de forma ainda mais eficiente — a China avança, ampliando seu poder econômico, tecnológico e político, ocupando espaços que antes eram hegemonicamente dos Estados Unidos.

Não se trata de escolher mocinhos ou vilões. Trata-se de compreender que estamos diante de uma mudança abrupta na forma como o mundo é organizado e por quem é gerido. É uma briga de poderes. A China caminha para superar, em pouco tempo, o capital político e econômico americano, enquanto o Ocidente parece fragmentado.

Esse desequilíbrio não é apenas teórico: ele cria um ambiente propício para conflitos maiores — e conflitos, historicamente, nunca ficam restritos aos seus pontos de origem.

Alguns ainda romantizam o caos. Sempre haverá quem diga que “gosta de quem faz bagunça”, de líderes que “botam para acontecer”, de discursos duros e gestos agressivos. O problema é que essa suposta coragem quase nunca é paga por quem a aplaude. A conta chega para o trabalhador comum, para quem já luta para fechar o mês, para quem sente o impacto de cada reajuste no supermercado, no aluguel, no combustível. O caos costuma ser um privilégio para poucos — nunca uma experiência desejável para meros mortais, como nós.

Períodos de instabilidade mexem com tudo: com preços, com oportunidades, com investimentos, com segurança e até com a forma como nos relacionamos. Eles corroem a previsibilidade — e viver sem previsibilidade é viver em permanente estado de alerta. Planejar o futuro vira luxo. Sonhar vira risco. E sobreviver passa a ser prioridade. A ansiedade coletiva cresce, o medo se normaliza e a sensação de chão firme desaparece.

É por isso que não faz sentido dizer que isso “não tem nada a ver com a gente”. Tem. Tem a ver com Nova Friburgo, com o Rio de Janeiro, com cada cidade que depende de cadeias globais de produção, de comércio, de energia e de estabilidade econômica. O mundo não é mais compartimentado. O que explode lá fora ecoa aqui dentro.

Preocupar-se com o que acontece entre Estados Unidos, Rússia e China não é alarmismo. É maturidade. É entender que as grandes peças desse tabuleiro mundial se movem, e quando se movem, esmagam o que estiver no caminho. Nós, muitas vezes, somos esse caminho — sem blindagem, sem controle e sem margem de escolha. Somos um mero navio pequeno em meio à tempestade.

Se hoje já está difícil pagar as contas, imaginar que tempos de crise tornarão a vida mais fácil é ilusão. Instabilidade nunca melhora a vida de quem vive do trabalho, da previsibilidade e do esforço diário. Pelo contrário: ela testa limites, reduz escolhas e impõe sacrifícios que muitas vezes não estamos dispostos a assumir.

Talvez a maior ingenuidade do nosso tempo seja acreditar que podemos nos dar ao luxo de não olhar para o que acontece mundo. Não podemos. Porque o mundo está olhando para nós — e decidindo, sem nos consultar, como será o próximo capítulo da nossa própria história. História essa, que estará nos livros escolares do futuro.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Vínculos em tempos digitais

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Navegamos em oceanos, onde fios invisíveis criam pontes de pixels entre pessoas que se conhecem e se tocam sem se ver. Uma versão editada de nós mesmos se conecta ao outro através de uma imagem, um vídeo, uma palavra escrita postada.

Cada clique e rolagem infinita nos envolve em um labirinto de superficialidade, em uma busca por algo a mais que não sabemos ao certo o que é. Mas o toque virtual não substitui o abraço real. O sorriso nas redes não preenche a solidão de um olhar perdido e vazio.

Navegamos em oceanos, onde fios invisíveis criam pontes de pixels entre pessoas que se conhecem e se tocam sem se ver. Uma versão editada de nós mesmos se conecta ao outro através de uma imagem, um vídeo, uma palavra escrita postada.

Cada clique e rolagem infinita nos envolve em um labirinto de superficialidade, em uma busca por algo a mais que não sabemos ao certo o que é. Mas o toque virtual não substitui o abraço real. O sorriso nas redes não preenche a solidão de um olhar perdido e vazio.

A ilusão de estarmos próximos e sempre dispostos gera uma falsa sensação de pertencimento, que nos faz esquecer de refletir sobre o significado real de fazer parte de forma emocionalmente significativa na vida de alguém.

A conexão profunda exige presença. Os vínculos florescem e ganham forma no olho no olho, no sentir e perceber o outro de forma real. Criar e manter conexões sem a profundidade das relações pessoais é um grande desafio. Estar conectado digitalmente, curtindo, enviando e respondendo mensagens de forma rápida e precisa não garante conexão emocional.

Essa semana, me encontrei com uma grande amiga que faz parte da minha vida há 32 anos. Friburguense como eu, estudamos em séries distintas na mesma escola. Dividimos momentos que solidificaram uma amizade que passou por muitas adversidades, assim como cada uma de nós. Hoje, dividimos um oceano de distância.

Cada encontro, evidencia um vínculo mais forte que sobrevive ao tempo e a adversidade. Nossa conexão profunda fica cada vez mais clara quando estamos juntas, trazendo o ontem como se fosse o nosso último encontro.

A era digital, sem dúvida, facilita a comunicação, mas não substitui a profundidade das relações humanas. O vínculo profundo nasce quando dois corações se encontram, o que vai além de qualquer aplicativo. A autenticidade da troca, da escuta empática, do olhar atento que percebe os mínimos detalhes e que lê o corpo sem precisar de uma única palavra acabam ficando esquecidos. Precisamos lembrar que, por mais virtuais que sejam as nossas conexões, nossa essência é humana.

A busca por conexão atemporal, seja em um café entre amigos, seja na tela de um celular ou computador, o que muda é a percepção sobre o que é real, o que é virtual e como escolhemos entrelaçar as duas dimensões. 

No final, são as conexões que atravessam o espaço físico e digital que realmente nos mantém acesos e vívidos, onde o toque nunca deixou de ser o que nos conecta com profundidade.

Até a próxima quarta!

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Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Benefícios diversos

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Exercícios físicos ajudam a prevenir, tratar e se recuperar de câncer

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, ressaltou a importância das atividades físicas para prevenção e controle de câncer em comunicado divulgado na última semana. Alinhado à Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, o instituto destaca que os exercícios físicos são benéficos tanto para a saúde mental quanto coletiva, além de contribuírem para o bem-estar, a qualidade de vida, a socialização, a ampliação de autonomia e a participação social.

Exercícios físicos ajudam a prevenir, tratar e se recuperar de câncer

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, ressaltou a importância das atividades físicas para prevenção e controle de câncer em comunicado divulgado na última semana. Alinhado à Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, o instituto destaca que os exercícios físicos são benéficos tanto para a saúde mental quanto coletiva, além de contribuírem para o bem-estar, a qualidade de vida, a socialização, a ampliação de autonomia e a participação social.

A prática regular de exercícios, segundo recomenda o Inca, pode levar à redução do risco de diversos tipos de câncer, como os de mama, próstata, endométrio, cólon e reto. O estímulo à atividade física, no entanto, não deve partir apenas dos pacientes.

Para o coordenador de Prevenção e Vigilância do Inca, Fábio Carvalho, a inovação da divulgação é justamente enfatizar o que a literatura científica traz em relação ao potencial da atividade física para a saúde em geral, não só relacionada ao câncer. Com a divulgação, o documento ajuda a desmistificar o senso comum de que o repouso é a melhor estratégia para pacientes oncológicos.

“O que o posicionamento está destacando também é que existem políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferecem atividades físicas para a população brasileira”, observa. “Além disso, nas unidades de saúde, outros profissionais, como fisioterapeutas, nutricionistas e enfermeiros, podem aconselhar sobre o tema e apoiar as pessoas a adaptarem a atividade física à sua realidade, de acordo com o local onde moram e o ritmo de trabalho que possuem”.

No Brasil, conforme o Ministério da Saúde, com base nos registros de câncer e no Sistema de Informações sobre Mortalidade, houve 71.730 casos novos de câncer de próstata, 21.970 de cólon e reto e 18.020 de traqueia, brônquios e pulmões em homens em 2023. Entre as mulheres, foram 73.610 casos novos de câncer de mama, 23.660 de cólon e reto e 17.010 de colo do útero no mesmo período.

Os dados do ministério mostram ainda a quantidade de óbitos por localização primária do tumor em 2021. Em homens, o câncer de próstata registrou 16.300 mortes, o de traqueia, brônquios e pulmões, 15.987, e o de cólon e reto 10.662. A situação se mantém semelhante entre as mulheres, com 18.139 mortes por conta do câncer de mama, 12.977 por câncer de traqueia, brônquios e pulmões e 10.598 por câncer de cólon e reto.

Segundo o coordenador, manter o corpo em movimento melhora igualmente a qualidade de sono e o estado psicossocial — conjunto de necessidades sociais, emocionais e de saúde mental — dos pacientes. “De forma geral, a atividade física contribui tanto na prevenção, para evitar que um caso de câncer surja, quanto para ajudar quem está em tratamento ou após ele”, acrescenta.

No estudo Estimativa 2023 - Incidência de Câncer no Brasil, o Inca alertava para o surgimento de 704 mil casos novos de câncer no país por ano até 2025, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência da doença.

No posicionamento divulgado no início deste ano, o Inca enfatiza que a atividade física, quando adaptada às condições específicas de cada indivíduo, é segura e eficaz para pacientes em diferentes estágios de tratamento. “É absolutamente relevante que a equipe de saúde que já acompanha o caso esteja ciente de que a pessoa vai fazer atividade física, preferencialmente com acompanhamento de um profissional de educação física ou de um fisioterapeuta”, enfatiza Carvalho.

Para os pacientes mais vulneráveis economicamente, que não têm a possibilidade de serem acompanhados por equipes especializadas, o coordenador indica que simples ações no dia a dia podem ajudar.  “Se a pessoa não tiver acesso a esse profissional, ela pode ter opções fisicamente mais ativas no dia a dia. Por exemplo, caminhar um pouco mais, trocar o carro em trechos pequenos, como para ir à padaria ou ao mercado perto de casa, por ir andando. Tudo isso vai trazer benefícios”, recomenda Carvalho.

Foto da galeria
Dentre tantos outros benefícios, exercícios físicos também ajudam na recuperação do câncer (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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