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O ano inteiro

sábado, 28 de fevereiro de 2026
por Vinicius Gastin

Vôlei de Friburgo ganha calendário de torneios, com início em março

Um passo importante para o crescimento e fortalecimento do voleibol em Nova Friburgo. O município ganhou um calendário de torneios da modalidade para este ano, com competições divididas por categorias, que se estenderão durante todo este ano. As datas, regulamento e outros detalhes foram definidos após conversas entre Fernando Miranda, organizadores das competições, e o secretário municipal de Esportes, João Victor Duarte.

Vôlei de Friburgo ganha calendário de torneios, com início em março

Um passo importante para o crescimento e fortalecimento do voleibol em Nova Friburgo. O município ganhou um calendário de torneios da modalidade para este ano, com competições divididas por categorias, que se estenderão durante todo este ano. As datas, regulamento e outros detalhes foram definidos após conversas entre Fernando Miranda, organizadores das competições, e o secretário municipal de Esportes, João Victor Duarte.

“Acho que para o esporte em geral o que falta é planejamento, e nisso o voleibol serve de exemplo no contexto nacional. O objetivo nosso é promover a integração, o espírito esportivo, o respeito e a competição saudável entre as diversas equipes, universidades, escolas, clubes, grupos independentes que desenvolvem modalidade na cidade”, pontua Fernando.

Os torneios serão disputados, por categorias masculinas e femininas, contemplando seis equipes de Nova Friburgo em cada categoria. Times de cidades vizinhas à Nova Friburgo também serão convidadas. A primeira atividade será promovida no próximo dia 29 de março, na categoria Infanto Feminino.

Cada equipe poderá inscrever no mínimo seis e no máximo 12 atletas por torneio e categoria, que serão: Mirim: 8 a 13 anos; Infantil: 13 a 15 anos; Infanto: 15 a 17 anos; Juvenil: 18 a 20 anos; Adulto (acima 21 anos); Master: acima 30 anos; de 40 anos (podendo inscrever até dois atletas 35+), 50 anos (podendo inscrever até dois atletas 45+) e acima 55 anos (podendo inscrever até dois atletas 50+).

As competições irão acontecer nos ginásios Adhemar Combat, em Olaria; José Pereira da Silva, em Duas Pedras e Alberto da Rosa Pinheiro, no distrito de Conselheiro Paulino, com partidas disputadas sempre das 9h às 18h. Na fase classificatória, as equipes serão divididas em dois grupos com três times cada, e dentro do grupo, todos jogam contra todos. Cada equipe realiza duas partidas nesta fase, contando as pontuações. Os dois melhores de cada chave avançam às semifinais.

Há premiações com troféus para o primeiro lugar e técnico, e medalhas para o vice-campeão e treinador. Também serão entregues certificados para os destaques de cada partida e para o atleta “MVP” dos torneios, a serem escolhidos pela arbitragem.

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    - Vôlei municipal ganha calendário para abranger as mais diversas categorias ao longo do ano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Fernando Miranda coordena as competições, com o apoio e parceria da Secretaria de Esportes e Lazer de Nova Friburgo (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Carnaval 1976! Alegria, alegria

sábado, 28 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 27 e 28 de fevereiro de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes

 

Pivete é o autor: Fogo no estacionamento – Um pivete ateou fogo em um pneu e as chamas rapidamente se alastraram. Na última semana havia muitos veículos estacionados em um terreno na Praça do Suspiro. O Corpo de Bombeiros compareceu de imediato e conseguiu debelar o incêndio e evitar o pior: nove veículos estavam estacionados neste estacionamento e todos estavam trancados e engrenados.

 

Edição de 27 e 28 de fevereiro de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*)
 
Manchetes
 
Pivete é o autor: Fogo no estacionamento – Um pivete ateou fogo em um pneu e as chamas rapidamente se alastraram. Na última semana havia muitos veículos estacionados em um terreno na Praça do Suspiro. O Corpo de Bombeiros compareceu de imediato e conseguiu debelar o incêndio e evitar o pior: nove veículos estavam estacionados neste estacionamento e todos estavam trancados e engrenados.
 
Cinema Eldorado vai ser vendido – O primeiro filme foi “Balalaika” e o último será “Tubarão” ou “Terremoto”. O Cine Eldorado chega ao fim depois de 36 anos. O grupo Bradesco comprou o prédio e vai construir sua sede em Friburgo ali. Rubens Leal, um dos proprietários do Eldorado tem três meses para desocupar o prédio. “Não havia jeito de suportar mais encargos e compromissos. O público abandonou o cinema e não há condições de suportar”, disse Rubens Leal Pinto.
 
É Carnaval – A partir deste sábado e até terça-feira, nós friburguenses estaremos em ritmo de carnaval, pois antes de friburguenses, somos brasileiros. Nestes quatro dias, nós queremos carnaval, esquecendo nossas mágoas, nossos complexos-reflexos, nossas diferenças (não há diferença entre a classe média e povo em si). Não há diferença entre as elites e o povo.
 
Desfile – O carnaval começa hoje. As escolas Vilage, Saudade, Braunes e Terreirão, apresentam no domingo de carnaval o maior show de rua de rua já apresentado em Nova Friburgo. AVS mostra nesta edição como será o desfile na Avenida Alberto Braune.
 
Terreirão abre o desfile das escolas de samba – Terreirão vai abrir às 19h, o desfile de escolas de samba. Logo depois, Acadêmicos das Braunes, seguido da Saudade e por último, a Vilage. Cada entidade terá mais de uma hora para desfilar. Entre uma escola e outra há um intervalo de 40 minutos. O Rancho Flor do Sertão, Império de Olaria e Alunos dos Samba, são as ausências do desfile. Não se apresentam por dificuldades financeiras.
 
Verbas – Cada escola gasta mais de Cr$ 150 mil para desfilar. A ajuda municipal é quase irrisória diante dos gastos que cada entidade tem que enfrentar. As três chamadas grandes, Saudade, Vilage e Braunes receberam Cr$ 20 mil. Terreirão recebeu 18 mil. Para sobreviver as escolas trabalham o ano todo, seja em apresentação de alas, batuque-show em clubes, realizando coleta entre os mais adeptos e outros tipos de renda.
 
Blocos de Carnaval – O desfile de blocos carnavalescos será aberto neste sábado, às 18h30. A ordem de desfiles é a seguinte: (sem concorrer ao prêmio), Rancho Cidade de Cravos, Unidos do Zoológico e Banda da Galeria. Disputam o título: Bola Branca, Os Mulambos, Os que bebem não vieram, Castelinho e Raio de Luar.
 
Escola de samba mirim – O carnaval deste ano traz uma novidade. Vai desfilar pela primeira vez a escola de samba Arco-Íris, formada por sambistas mirins, de 5 a 15 anos, que vai se apresentar com 500 figurantes. O sr Bento Gismonti é o organizador. O desfile está previsto para às 16h.
 
Trânsito muda - O trânsito de Nova Friburgo vai mudar a partir deste sábado, em virtude dos desfiles das escolas de samba e blocos. A prefeitura e o Detran vão obedecer praticamente as orientações aplicadas nos anos anteriores. A Avenida Alberto Braune é a que mais sofre. Foi interrompida neste sábado, às 15h. Amanhã tem tráfego normal na segunda-feira e volta a ser interditada na terça-feira.
 
Cidade com hotéis lotados – Os hotéis de Friburgo (desde a última semana) estão com sua lotação esgotada até o próximo domingo. As pensões se encontram na mesma situação. Quem pretende viajar na quarta-feira de Cinzas vai encontrar dificuldade. Passagens esgotadas. Os ônibus saem a partir das 3h da manhã de quarta-feira e ficam até às 23h, com saídas e intervalos de 15 minutos.
 
Clube dos 50 tem concurso de fantasias – A direção do Clube dos 50, tendo à frente o sr. Eluízio Fernandes Vassalo confirmou para a segunda-feira de Carnaval a realização de um Concurso de Fantasia, em seu terceiro ano. Estão organizando o concurso a colunista Hilda Milled e a jornalista Roberta Vassalo. Está sendo anunciada a presença de uma personalidade de destaque para ser mestre de cerimônia. Ano passado, o apresentador foi o animador Carlos Henrique. A reserva das mesas ainda podem ser feitas na secretaria do clube. O início do desfile está marcado para às 16h.
 
Palanque só com credencial – O jornalista Mário Thuler já liberou as credenciais para o acesso ao palanque da imprensa, na Avenida Alberto Braune, para os desfiles de blocos e escolas de samba. A medida da Assessoria de Imprensa da prefeitura, vêm de encontro a uma reivindicação de AVS que denunciou a invasão de pessoas estranhas no palanque reservado para a imprensa no carnaval de 1975.
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 
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A gestão do “lixo” em Nova Friburgo

sábado, 28 de fevereiro de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
Lixo no Rio Bengalas (Foto: Henrique pinheiro)

Parte 1

Nova Friburgo, com cerca de 203.400 habitantes, gerou em 2021, pelo menos 7.255 toneladas de resíduos sólidos urbanos (lixo) por mês! São dados da EBMA, a concessionária gestora desses resíduos até recentemente. São plásticos, papéis, metais, isopor, embalagens diversas, trapos domésticos de tecidos, etc. É o vulgo “lixo” que se puder ser reaproveitado é “resíduo” e se tiver que ser descartado é “rejeito”.

Parte 1

Nova Friburgo, com cerca de 203.400 habitantes, gerou em 2021, pelo menos 7.255 toneladas de resíduos sólidos urbanos (lixo) por mês! São dados da EBMA, a concessionária gestora desses resíduos até recentemente. São plásticos, papéis, metais, isopor, embalagens diversas, trapos domésticos de tecidos, etc. É o vulgo “lixo” que se puder ser reaproveitado é “resíduo” e se tiver que ser descartado é “rejeito”.

Os resíduos de tecidos industriais e de construção são de responsabilidade dos próprios geradores, mediante licenciamento e fiscalização da Secretaria do Ambiente. Resíduos perigosos e de saúde têm um tratamento especial. O volume é enorme e se não forem bem geridos podem trazer sérios prejuizos à saúde e ao meio ambiente.

O que diz a lei?

Segundo a Lei Orgânica (artigo 55) compete ao Município dispor entre outros temas, sobre:

1. O Plano Diretor

2.  Regular, autorizar, licenciar e fiscalizar ou organizar e prestar, diretamente ou sob regime de licitação, permissão ou concessão os seguintes serviços públicos: limpeza pública, coleta domiciliar, remoção de resíduos sólidos, combate a vetores, inclusive em áreas de ocupação irregular e encostas de morros, e destinação final do lixo.

No mesmo artigo 55 há dois itens da maior importância: o Plano Diretor e a Gestão dos Resíduos Sólidos e ambos estão intimamente associados. O resíduo gerado é resultado direto da forma como o município é planejado.

Estamos na fase de revisão do Plano Diretor. Vale lembrar que estão em andamento as audiências públicas e reuniões setoriais, onde a população pode e deve se manifestar.

Como é a gestão desses resíduos?

A Política Nacional de Resíduos Sólidos visa a gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos, integrada à Política Nacional do Meio Ambiente articulando-se com a Política Nacional de Educação Ambiental.

Tem vários objetivos (lei 12.305/2010). A lista é grande, mas é importante o resumo ser lido:

1 - Proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;

2 - Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, com disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;

3 - Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços;

4 - Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas;

5 - Redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos;

6 - Incentivo à indústria da reciclagem;

7 - Gestão integrada de resíduos sólidos;

8 - Articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor empresarial;

9 - Capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;

10 - Regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos;

11 - Prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para:

a) produtos reciclados e recicláveis;

b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis;

12 - integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;

13 - Estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;

14 - Incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos;

15 - Estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.

A responsabilidade da prefeitura

A responsabilidade da prefeitura é “pelo manejo dos resíduos domiciliares e resíduos de limpeza pública”, o que não é pouca coisa, sendo “assegurada a ampla publicidade ao conteúdo dos Planos de Resíduos Sólidos, bem como o controle social em sua formulação, implementação e operacionalização”. Leia-se “participação popular”.

Para elaborar um Plano de tal complexidade e com a necessidade de renovar o contrato de concessão, a prefeitura contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) que produziu o documento “Modelagem da Concessão de Serviço Público de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos”, em 2024, com vista a torná-lo o “Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”, uma exigência federal para a disponibilização de recursos financeiros.

O plano é de grande responsabilidade, pois define o “diagnóstico da situação e seus impactos nas condições de vida, os objetivos e metas de curto, médio e longo prazos, os programas, projetos e ações necessárias e as metas, planejando as ações para emergências e contingências e criando os mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas.”

Todo o conjunto da sociedade, deve acompanhar, trazer sugestões e colaborar no seu planejamento, execução e fiscalização. A participação se dá em qualquer fase do processo. Mesmo que alguém não tenha participado da fase inicial, nada impede que participe das fases posteriores.

Nos próximos artigos traremos mais contribuições para a melhor compreensão desse tema muito importante e pouco conhecido da população.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande  um Zap ou e-mail para [email protected]

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Elas no esporte

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
por Vinicius Gastin

Pedal da Mulher abre programação em homenagem ao mês das mulheres

O mês de março tem um significado especial para as mulheres. Em Nova Friburgo, o esporte também vai estar inserido no contexto das comemorações, sendo o Pedal da Mulher o evento responsável por abrir a programação especial na cidade. A atividade, promovida por meio da Secretaria Municipal da Mulher, acontece neste domingo, 1º, com concentração às 8h, na Praça do Suspiro.

Pedal da Mulher abre programação em homenagem ao mês das mulheres

O mês de março tem um significado especial para as mulheres. Em Nova Friburgo, o esporte também vai estar inserido no contexto das comemorações, sendo o Pedal da Mulher o evento responsável por abrir a programação especial na cidade. A atividade, promovida por meio da Secretaria Municipal da Mulher, acontece neste domingo, 1º, com concentração às 8h, na Praça do Suspiro.

O passeio ciclístico terá um percurso aproximado de 25 quilômetros, saindo do Suspiro, seguindo até Conselheiro Paulino, e retornando pela prefeitura em direção ao ponto de largada para a entrega das medalhas. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até esta sexta-feira, 27, através do link: https://bit.ly/InscricaoPedaldaMulher2026.

De acordo com a organização, a iniciativa tem como objetivo estimular a prática esportiva, promover o cuidado com a saúde física e mental e fortalecer espaços de convivência, autocuidado e segurança feminina.

Corrida da Mulher e Admiradores  

Outro evento esportivo já confirmado é a tradicional Corrida da Mulher e Admiradores, no dia 15 de março, um domingo, celebrando o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. De acordo com os organizadores, o objetivo é reforçar a importância da prática esportiva, principalmente entre as mulheres, para a melhoria da saúde física e mental. Além disso, a corrida busca ainda divulgar a importância dos hábitos saudáveis para o controle de problemas específicos do sexo feminino.

Sprint Run

Conforme noticiado na edição desta quinta-feira, 26 de A VOZ DA SERRA, as secretarias de Esportes e Lazer e de Cultura também promovem, no dia 8 de março, a SprintRun – Edição Mulher, em Nova Friburgo. Os interessados podem se inscrever por meio do Instagram oficial da Secretaria de Esportes e Lazer. A iniciativa integra as ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher e também promete movimentar o calendário esportivo do município. Ao todo, serão disponibilizadas 700 vagas para o público em geral.

A prova contará com percurso de 1,6 quilômetro em aclive, com saída na Rua Farinha Filho. Os atletas seguirão pelas ruas Nicolau Gachet, Arthur Sardou, Dr. José Galiano das Neves e Rua das Orquídeas, com chegada ao Miradouro do Bairro Suíço, localizado na Rua Crisântemo, após o restaurante Loft.

A retirada do kit (camisa + vale-medalha) será realizada no dia 8 de março, das 7h às 7h30, na Praça Dermeval Barbosa Moreira. A concentração dos atletas também acontecerá no mesmo local, às 7h. A organização pede a doação de absorventes, que serão destinados a mulheres em situação de vulnerabilidade.

Meia Maratona de Petrópolis

Outra opção de corrida para o amantes do atletismo é a Meia Maratona de Petrópolis 2026, que já tem as inscrições abertas. A prova será realizada no dia 2 de agosto, e a expectativa da organização é superar os 1.200 inscritos do ano passado. Com fama de percurso veloz e propício para recordes pessoais, a corrida vem ganhando espaço no calendário esportivo e atraindo competidores de diferentes estados.

A estratégia para 2026 é ampliar o alcance da prova e fortalecer ainda mais a experiência oferecida aos corredores, tanto para quem busca desempenho quanto para quem participa pela superação pessoal.

A prova contará novamente com dois percursos: 21 quilômetros, distância tradicional da meia maratona, e sete quilômetros, indicado para corredores em evolução ou para quem deseja vivenciar a experiência de uma grande corrida de rua.

Foto da galeria
Pedal da Mulher terá largada na Praça do Suspiro, com expectativa de reunir dezenas de pessoas (Foto: Henrique Pinheiro)
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Depois da chuva

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
por Paula Farsoun

As tragédias retiram as camadas de verniz social e nos colocam diante do que realmente somos, enquanto indivíduos e coletividade. As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira nos últimos dias trouxeram enxurradas, deslizamentos, perdas humanas e materiais. Trouxeram também o peso do silêncio nas cidades alagadas, o cheiro de barro nas casas invadidas pela água, o desamparo de famílias que, em poucas horas, viram a rotina ser arrastada pela correnteza. Vidas ceifadas, do nada. Famílias que perderam seus entes queridos. Lares derretidos.

As tragédias retiram as camadas de verniz social e nos colocam diante do que realmente somos, enquanto indivíduos e coletividade. As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira nos últimos dias trouxeram enxurradas, deslizamentos, perdas humanas e materiais. Trouxeram também o peso do silêncio nas cidades alagadas, o cheiro de barro nas casas invadidas pela água, o desamparo de famílias que, em poucas horas, viram a rotina ser arrastada pela correnteza. Vidas ceifadas, do nada. Famílias que perderam seus entes queridos. Lares derretidos. Comerciantes que fecharam as portas sem saber quando reabrirão. Trabalhadores que perderam documentos, móveis, memórias. Crianças fora da escola. Estradas interrompidas. Pontes comprometidas. O cotidiano suspenso.

Já vivemos isso aqui na Região Serrana. Somos friburguenses e nos arrepiamos com trovões, tememos as chuvas e guardamos no peito sequelas de perdas inenarráveis. Sabemos a dor que é. O cenário de barro e medo nos é familiar. Infelizmente. Mas se há algo que me chama atenção nessas situações extremamente sensíveis e tristes, é que em meio ao caos, há um movimento de solidariedade que nasce quase instintivamente.

A solidariedade não é discurso. Não é postagem. Não é frase bonita em rede social. Solidariedade é gesto. É colo. Conforto. Ação para minimizar a dor do outro. É o vizinho que oferece abrigo. É a igreja que vira ponto de arrecadação. É o pequeno empresário que, mesmo com prejuízo, doa parte do estoque. É a professora que mobiliza alunos para recolher mantimentos. É o desconhecido que separa roupas em bom estado porque entende que dignidade também se doa.

Nós, que trabalhamos de alguma forma com a palavra sabemos que conceitos podem ser fáceis de definir. Difícil é vivê-los. Praticá-los. Solidariedade não é pena. Não é caridade vertical. É reconhecimento de humanidade comum. É compreender que a vulnerabilidade do outro poderia ser a nossa.

As enchentes e os deslizamentos de terras escancaram também problemas estruturais que muitos insistem em tratar como exceções: ocupação irregular, ausência de planejamento urbano eficaz, drenagem insuficiente, falta de políticas preventivas consistentes. Toda tragédia climática é, em parte, natural. Mas suas consequências comumente são sociais.

E é justamente nesse ponto que a solidariedade precisa ultrapassar o emergencial. Doar água e colchões é urgente e indispensável. Mas também é necessário cobrar planejamento, políticas públicas sérias, investimento em infraestrutura e prevenção. Solidariedade madura transmutada em compromisso.

Vivemos tempos de individualismo performático. Cada um fechado em suas próprias urgências. No entanto, basta a chuva cair com força desmedida para lembrarmos que somos vulneráveis. Que somos interdependentes. Que cidade não se constrói sozinho. Que comunidade não se sustenta sem laços.

Talvez a grande lição das águas seja essa: tudo pode ser levado em minutos, menos aquilo que escolhemos fazer uns pelos outros. Que a lama seque. Que as casas sejam reconstruídas. Que as escolas reabram. Que as estradas sejam refeitas. Mas que a solidariedade não seja passageira como a enxurrada. Que ela permaneça. Que ela se transforme em cultura, em política, em responsabilidade coletiva.

No final das contas, enquanto sociedade, o maior desafio não se resume à intensidade da chuva que enfrentamos, mas a forma como decidimos atravessá-la. Com o desejo de que as coisas melhorem, que vidas sejam salvas e que desfechos trágicos sejam prevenidos, estimamos que a solidariedade não seja apenas resposta efêmera, mas escolha permanente de quem decide construir, todos os dias, uma sociedade que não abandona os seus quando a água baixa.

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Nova Friburgo está perdendo sua identidade de futuro

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
por Lucas Barros

Vivo num tempo de saudades. Estranhamente, saudades de tempo que sequer tive a oportunidade de viver. Nascido em 1997, sorrio com lágrimas nos olhos das histórias que os mais velhos sempre me contavam do tempo que a nossa querida e amada Nova Friburgo viveu.

Lembro de quando criança, que eu morava na “cidade dos parapentes”. Estes coloriam os céus da nossa cidade em manobras leves pela gélida e gostosa brisa do inverno friburguense. No entanto, os parapentes sumiram. Assim como tantas outras coisas que faziam parte da minha infância.

Vivo num tempo de saudades. Estranhamente, saudades de tempo que sequer tive a oportunidade de viver. Nascido em 1997, sorrio com lágrimas nos olhos das histórias que os mais velhos sempre me contavam do tempo que a nossa querida e amada Nova Friburgo viveu.

Lembro de quando criança, que eu morava na “cidade dos parapentes”. Estes coloriam os céus da nossa cidade em manobras leves pela gélida e gostosa brisa do inverno friburguense. No entanto, os parapentes sumiram. Assim como tantas outras coisas que faziam parte da minha infância.

As grandes fábricas, do dia para a noite, fecharam as portas e levaram consigo a lembrança do primeiro dia de emprego de tantos jovens da época. Nova Friburgo também perdeu grande parte da renda circulante. A cidade aos poucos foi tomando rumos que pareciam imprevisíveis para uma cidade tão cheia de oportunidades.

Os mais saudosos moradores desta linda cidade, envolta das mais belas montanhas do Estado do Rio de Janeiro certamente concordarão: “Nova Friburgo, apesar do seu charme, de sua tranquilidade e de suas belezas naturais, já foi um lugar melhor para vivermos. E em especial, para os nossos jovens começarem a vida”.

Falta perspectiva para a juventude

Vivemos uma época de ouro em nossa cidade nos anos 70 e 80. Artistas eram vistos caminhando pela Alberto Braune. Atores, cantores, diretores de novelas e jogadores de futebol famosos construíram sítios, casas, família e aconchego no frescor de nossas montanhas.

Apesar do Brasil viver seus momentos mais difíceis, os jovens da época tinham em nossa cidade o seu primeiro emprego sem que precisassem fazer muito esforço. Seja nas Rendas Arp, Fábrica Ypu, Sinimbu, as empresas de metal mecânico, e as confecções que davam o seu ponta pé inicial.

Nossa cidade era regada a perspectivas de muitos empregos e de crescimento profissional, aliado a tranquilidade e a beleza natural. Nordestinos, sulistas e cariocas, deixaram de lado tudo o que tinham e para cá vieram. Muitos enxergaram em Nova Friburgo, um lugar para se estabelecer e prosperar.

No entanto, nos perdemos em perspectivas de futuro. Onde outrora era um cenário de oportunidades para os jovens sonhadores de todo o Brasil, tornou-se um cenário de êxodo e de falta de possibilidades de crescimento. Nova Friburgo deixou de construir um planejamento para o futuro e agora vê o seu futuro se construir em outros lugares.

A nossa juventude percebeu que as montanhas do Caledônia eram apenas uma fronteira física que nos impedia a vista do além. E por meio da RJ-116, os jovens aventureiros, com uma mochila nas costas e uma passagem só de ida estão sumindo e nunca mais voltando.

Mesmo que possuamos um vasto polo universitário nacional, não conseguimos prender a nossa própria juventude pela falta de oportunidade e de perspectiva de dias melhores. E o friburguense, que cresceu andando pela Avenida Alberto Braune e sonhando com um lugar melhor, agora vive em outro lugar, com novas oportunidades.

“Quando se busca algo em outros lugares e regiões é porque onde se está não se tem a possibilidade de crescimento e desenvolvimento como se espera na busca da realização dos ideais e da plena realização das metas pessoais para a vida. Os jovens acabam sendo tolidos dos seus sonhos e metas no rumo da vida, porque a comunidade local não investe na oferta de capacitação pessoal do indivíduo e com isso restringe a inserção no mercado de trabalho as pessoas mais abastadas e que têm o respaldo da família, possibilitando assim o investimento pessoal em cursos seletos,” explica o músico João Marcos de Sousa Soares.

Será que realmente estamos ouvindo com atenção as demandas dos nossos jovens ou estamos apenas achando normal que o ponto turístico mais bem quisto pela juventude seja a Rodoviária Sul com uma passagem apenas de ida?

Me indigna ver como Petrópolis cresceu tanto nos últimos anos, enquanto Nova Friburgo, apesar de gastos exorbitantes, ficou estagnada. A serra de São José dos Pinhais-PR, com seus 250 mil habitantes, se transformou no terceiro maior polo automotivo do Brasil. Já Bento Gonçalves-SC, uma cidade com apenas 120 mil habitantes, tem mais fábricas do que a nossa.

É muito importante que caminhemos ao lado do nosso interesse por todas as ações a serem desenvolvidas para o futuro. Para muitos, conscientemente ou não, busca-se deixar heranças dessas ações para as próximas gerações. E é preciso pensar fora da caixinha nesses próximos quatro anos, seja quem for eleito, para pensar em um legado para a cidade.

Há textos que fogem de mim. São mais exaltados. Percorrem caminhos que eu sequer previ. Tornam-se atrevidos, arredios, ganhando vida própria. Contudo, o texto nasce à semelhança do autor, tornando-se seu espelho, repleto de verdade. Surge no papel vindo das profundezas dos sentimentos. Aqui está uma coluna, feita em nome de todos os jovens.

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Existem mulheres psicopatas?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
por Cesar Vasconcellos

Um psicopata tem um padrão de alteração de personalidade com comportamento antissocial, ausência de empatia, manipula muito e tem frieza emocional. É cruel, não sente culpa ou remorso, não se importa com os outros, não se arrepende por tratar mal os outros, mente com frequência, não respeita o direito dos outros.

Um psicopata tem um padrão de alteração de personalidade com comportamento antissocial, ausência de empatia, manipula muito e tem frieza emocional. É cruel, não sente culpa ou remorso, não se importa com os outros, não se arrepende por tratar mal os outros, mente com frequência, não respeita o direito dos outros.

Mesmo fazendo algo de bom para o psicopata, ele não retribui. Sempre culpa os outros, o ambiente, as circunstâncias quando as coisas dão errado, e usa o que outra pessoa fez como crédito seu a fim de subir na hierarquia na empresa, na igreja, na política. Nem toda pessoa com traços psicopáticos é criminosa. Psicopatia não significa necessariamente violência, pelo menos física.

O especialista e pesquisador em psicopatia em empresas, professor universitário em Londres, Dr. Cliver Boddy disse ao jornal The Guardian (26/02/2024): “Os psicopatas buscam dinheiro, poder e controle” e o “número de mulheres com esse transtorno neuropsiquiátrico pode ser muito maior do que se imaginava.”

Dr. Boddy diz que “Um conjunto de evidências, ainda que pequeno, mas crescente, descreve as psicopatas femininas como propensas a expressar violência verbalmente em vez de fisicamente, sendo essa violência de natureza relacional e emocional, mais sutil e menos óbvia do que a expressa por psicopatas masculinos”, e isso pode incluir espalhar boatos e mentiras para obter vantagens pessoais.

Ele crê que a ideia de ser pequeno o número de mulheres psicopatas se deve ao fato da subestimação dessa realidade já que os instrumentos de medição usaram amostras com predomínio de homens criminosos. Esses instrumentos falham na identificação de psicopatas mulheres e também na de psicopatas em empresas.

Sobre estatística o Dr. Boddy disse ao The Guardian que: “cerca de 23% dos homens, mesmo não sendo categoricamente psicopatas, têm características suficientes para serem problemáticos para a sociedade”, e que: "cerca de 12% a 13% das mulheres possuem um número suficiente dessas características para serem potencialmente problemáticas". Reconhecer a psicopatia em mulheres e homens é importante porque eles podem ter grande impacto no ambiente de trabalho, marginalizando, abusando e intimidando funcionários.

A violência praticada pela mulher é muito mais sutil, é silenciosa, com menos abuso físico e menos violência física. É mais fácil de disfarçar porque é no campo emocional que ela agride. A mulher psicopata exclui pessoas de grupos de amizade ou colegas na empresa, espalha boatos e fofocas. Em busca de promoção no trabalho, ela pode flertar e tentar seduzir seus chefes.

Dr. Boddy diz que não podemos afirmar que, por exemplo, quando duas pessoas parecem estar mentindo, o homem será o mais mentiroso. No abuso interpessoal ou conjugal, às vezes quem pratica é a mulher, não o homem. E ele comenta: “Nas decisões sobre quem cuidará das crianças após divórcios, por exemplo, não podemos automaticamente presumir que os filhos estariam melhor com a mãe se houver evidências de que ela é manipuladora, mentirosa e abusiva.”

A psicopatia surge por fatores genéticos e ambientais. O tratamento busca ajudar no controle e manejo dos comportamentos disfuncionais, através da psicoterapia, com resultados limitados principalmente em adultos. Não existem medicamentos específicos para a psicopatia, mas alguns podem aliviar sintomas de impulsividade, agressividade, ansiedade e depressão. Quando traços de psicopatia aparecem na infância ou adolescência como transtorno de conduta, as intervenções precoces aumentam as chances de melhora.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Avançou

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
por Vinicius Gastin

Deputados aprovam a criação da primeira Universidade Federal do Esporte

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília-DF, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado. A proposta foi uma iniciativa do Governo Federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

Deputados aprovam a criação da primeira Universidade Federal do Esporte

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília-DF, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado. A proposta foi uma iniciativa do Governo Federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado federal Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte. Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.

O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.

"A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos", destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.

Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais. Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.

Segundo o que prevê o projeto, caberá ao Governo Federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.

Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.

"A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor", destacou o deputado Júlio César Ribeiro.

Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo. Para o líder do governo, deputado federal José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.

"Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades", disse.

Contrário à proposta, o deputado federal Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é "eleitoreiro e populista". "O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã", disse.

Foto da galeria
Após aprovação pelo Congresso Nacional, matéria será analisada pelo Senado (Foto: Freepik)
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Fora de foco

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Camilla Fiorito

Foco. Paro. Perco. Acho. Volto. Recomeço.

Focar em um mundo que se apressa e se perde em uma rolagem infinita em um objeto que passou a ser desejo de consumo de uma sociedade é um desafio constante.

As horas passam e ficamos na inércia que criamos e desenhamos dentro de um escopo que parece perdido.

Pausamos para alimentar nossa alma que clama por descanso. Um descansar que não desacelera e luta como se estivesse em uma grande batalha, onde o ciclo vicioso chega como um forte vilão.

Foco. Paro. Perco. Acho. Volto. Recomeço.

Focar em um mundo que se apressa e se perde em uma rolagem infinita em um objeto que passou a ser desejo de consumo de uma sociedade é um desafio constante.

As horas passam e ficamos na inércia que criamos e desenhamos dentro de um escopo que parece perdido.

Pausamos para alimentar nossa alma que clama por descanso. Um descansar que não desacelera e luta como se estivesse em uma grande batalha, onde o ciclo vicioso chega como um forte vilão.

O corpo recua, contorce contra a força da natureza que não se deixa vencer em um primeiro momento, mas se rende no vão de um espaço que ficou perdido.

O tic tac do relógio continua marcando cada pedaço que se estende em infinitos instantes que escapam, se perdem, se confundem.

A contemplação passa a ser secundária, o perceber o outro e se perceber ficam adormecidos em um sono profundo, que quiçá sabemos se acabará. O ler o livro que gosta, tomar uma xícara de chá à tarde, parar para o café, respirar com calma, escutar a música que relaxa, cuidar do corpo e da mente são ações que escapam de um autocuidado que não pode ficar para depois.

Mas será que conseguimos sair desse ciclo incansável e constante?

Dia após dia, o canto dos pássaros, os raios do sol pairando sobre a face, a brisa nos cabelos, o bater das ondas do mar, a fluidez da cachoeira, o cheiro das flores, os galhos das árvores se movimentando, as folhas caindo, o sol nascendo e se pondo, a lua subindo, a estrela surgindo e a chuva chegando acontecem sem sequer percebermos o deslumbramento de cada momento.

Quando achamos o foco de volta e despertamos o recomeço, o apreço se entrega à reflexão, a paz começa a se aproximar. A respiração, antes curta e acelerada, passa a ser sentida com calma e os detalhes perdidos são resgatados, admirados.

A precipitação e a necessidade de urgência vão dando lugar àquilo que é essencial: nós mesmos.

Se encontrar, olhar para si e se resgatar, mesmo no íntimo profundo, transforma cada dia em uma imersão, traz foco. Foco na própria vida, vivência, escolha, energia, tempo.

Separe os seus minutos mesmo quando a prostração teimar em ir embora, a resistência interna aparecer, o afobamento insistir em ficar. Seja o ponto central do seu momento!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Por causa de um acento

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Robério Canto

Muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis

Não é que a última reforma ortográfica, entre outras coisas, eliminou alguns acentos!  A ideia tem adeptos e adversários. Eu estou nessa briga como a Suíça quando os outros países resolvem fazer guerra: na maior neutralidade. Cada um que ponha o assento se quiser e onde quiser.

Muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis

Não é que a última reforma ortográfica, entre outras coisas, eliminou alguns acentos!  A ideia tem adeptos e adversários. Eu estou nessa briga como a Suíça quando os outros países resolvem fazer guerra: na maior neutralidade. Cada um que ponha o assento se quiser e onde quiser.

Mas uma coisa nem mesmo os mais entusiasmados adeptos da abolição da escravatura e dos acentos podem negar: há casos e casos. Outro dia ouvi na TV que um autonomeado pastor havia arrebanhado a esposa do vizinho tanto para sua igreja quanto para sua cama, não sei se nessa ordem. Talvez a cama tenha vindo antes, muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis. Simplificando, o tal homem havia entrado como o terceiro na relação conjugal, aliás, com a completa aquiescência do bom marido. Este, ouvido pela imprensa, mansamente declarou que, se assim era a vontade divina, ele aceitava dividir a companheira com aquele guia espiritual que havia revelado para ambos o caminho da salvação.

Mas o que tem isso a ver com reforma ortográfica?, perguntará o leitor. Pergunta pertinente, ainda que um pouco apressada. Tem a ver que, para assim proceder, o religioso dizia se basear na Bíblia. Bem sabemos que, lida ao pé da letra, o que não falta na Bíblia são coisas antibíblicas: guerras, assassinatos, traições, e assim vai. Às vezes até parece que o mundo estuda a Palavra Sagrada somente para fazer exatamente o contrário do que ela ensina.

Mas voltemos à pergunta do leitor apressado. “Para quem sabe ler um pingo é letra”, dizia um antigo ditado. Como nem os ditados antigos resistem ao racionalismo do mundo moderno, atualmente se diz que para quem sabe ler um pingo é pingo, só analfabeto é que acha que um pingo é letra. O fato é que, dependendo das circunstâncias, qualquer sinalzinho vale mais do que uma palavra inteira. E é aí que entra a história de dois pastores para uma só ovelha.

Para provar ao repórter que tinha direito àquela mulher, o religioso valeu-se da mesma passagem bíblica com que convencera os frequentadores do seu templo e que, com especial paciência e particular interesse, explicara ao marido. Diante das câmeras, solenemente apanhou as Escrituras e leu a recomendação divina, transmitida por Ezequiel: “Sim, você é uma esposa adultera”. Ali estava a prova: vinda de onde vinha, era mais que uma permissão, era uma ordem: “adultera”.

Mas vocês sabem como são esses repórteres, não se contentam com os próprios lenços, metem o nariz onde ninguém os chamou. No caso, o repórter meteu o nariz entre as páginas da Bíblia e foi logo acusando: “Mas tem acento no U. Não está escrito “adultera”, e sim “adúltera”.

O pastor mostrou-se verdadeiramente surpreso:

─ Ora, vejam só! Um sinalzinho tão pequeno, quase não se nota!

 Apesar da inelutável evidência ortográfica, o bom pastor não entregou os pontos e argumentou que, sim, havia cometido um erro, mas quase tão imperceptível quanto o acento que o causara. De modo que, estando o erro já consolidado, e uma vez que o marido não se opunha ao engenhoso arranjo religioso-conjugal, ele continuaria atuando como pastor para os fiéis em geral e, no caso particular daquela senhora, continuaria acumulando as funções de pastor do corpo e da alma.

E ainda tem gente que acha que os acentos não valem nada! Com eles ou sem eles pode-se adulterar até mesmo o Livro Sagrado! E não vai você agora sair por aí dizendo que eu estou criticando quem quer que seja. Por favor, não adultera o que eu escrevi!

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Microconto: No semáforo

Tinha medo de apanhar chuva e de morrer resfriada. Para não se molhar, atravessou a rua correndo. Pena que o sinal estava aberto para os carros.

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