Claro está que políticos, em geral, fazem vistas grossas para invasões seja de terras seja de imóveis, pois manter os invasores instalados, sempre rendeu votos em eleições. Ainda mais, quando o ano eleitoral se aproxima, como é o caso de 2026, onde cargos importantes da política nacional serão disputados. A Via Expressa não é exceção e, logo no seu início, em frente às instalações da Afape (Associação Friburguense de Amigos e Pais do Educando), começa a surgir uma clareira, fruto da derrubada de árvores e o nascer de moradia para pessoas de baixa renda.
Claro está que políticos, em geral, fazem vistas grossas para invasões seja de terras seja de imóveis, pois manter os invasores instalados, sempre rendeu votos em eleições. Ainda mais, quando o ano eleitoral se aproxima, como é o caso de 2026, onde cargos importantes da política nacional serão disputados. A Via Expressa não é exceção e, logo no seu início, em frente às instalações da Afape (Associação Friburguense de Amigos e Pais do Educando), começa a surgir uma clareira, fruto da derrubada de árvores e o nascer de moradia para pessoas de baixa renda. Acontece que aquela área é uma região de proteção ambiental, portanto, não “edificandi”, e vedada à derrubada de árvores e vegetação local. Além do mais, trata-se de uma via expressa, com mureta de separação entre as pistas, para deixar bem claro que não é um local para circulação de pessoas.
Em função disto, recebi uma publicação de uma fonte, e transcrevo abaixo, para deixar bem claro que se as autoridades competentes, não tomam providências, a população que deveria ser atendida por seus representantes eleitos, tenta fazer a sua parte:
“DENÚNCIA AMBIENTAL – VIA EXPRESSA”
O que está acontecendo na Via Expressa é grave e precisa de atenção imediata.
Pessoas estão invadindo uma área ambiental, abrindo clareiras, derrubando árvores e iniciando construções irregulares. Isso não é permitido, e toda a população sabe disso. Não se trata de projeto habitacional, nem de programa social como Minha Casa, Minha Vida. Trata-se de invasão e degradação ambiental.
A cada dia, mais árvores são cortadas e mais espaço é aberto, caminhando claramente para um processo de favelização em plena Via Expressa, com impactos diretos ao meio ambiente, à segurança e à qualidade de vida de todos.
O mais preocupante é a omissão das autoridades.
Agentes públicos passam pelo local, veem o que está acontecendo, mas nenhuma providência concreta é tomada.
Moradores já entraram em contato com o INEA (entrar em contato com o INEA ou não fazer nada, tem o mesmo significado; as duas últimas diretorias dessa instituição, estão sob investigação), que informou que a responsabilidade pela fiscalização e ação é da secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura. Enquanto um órgão empurra para o outro, o dano ambiental continua.
Cabe ao poder público municipal ir até o local, fiscalizar, embargar, impedir novas derrubadas e esclarecer à população o que está sendo feito — ou porque nada está sendo feito.
O silêncio e a inércia também causam danos. Cada árvore derrubada hoje não volta amanhã e causa danos ao meio ambiente. A população pede: a) fiscalização imediata, b) proteção da área ambiental, c) resposta clara do poder público.
Cuidar do meio ambiente é dever constitucional e responsabilidade de quem governa”.
O problema é que com esse calor infernal que faz em Nova Friburgo, o ar refrigerado dos gabinetes é muito mais convidativo do que fiscalizar meio ambiente e perder futuros eleitores.
Talvez, também, a vista grossa feita pelas nossas autoridades, possa ser uma manobra consciente para justificar o criticado projeto do Minha Casa, Minha Vida, em gestação nos gabinetes da prefeitura. In terra brasiliae tudo é possível, no entanto, apesar da maioria do legislativo ser pró-prefeito, creio ser dever da oposição tomar providências a respeito. Afinal, a defesa do meio ambiente, tão achincalhado nos dias de hoje, também rende votos e seria uma boa oportunidade para os vereadores da oposição angariarem alguns escrutínios.
No local onde está sendo construída a estação de tratamento de esgotos do Cônego, existia uma família que ali morava. No entanto era uma habitação feita pelo próprio dono, sob a alegação de que precisava de alguém para proteger o terreno de possíveis invasões. Tão logo o terreno foi desapropriado, a casa foi demolida. Aliás, essa estação de tratamento comprova a tese da ocupação desordenada do Cônego e do entorno, pois antes, as águas servidas eram enviadas diretamente para a elevatória próxima ao Country Clube, e ela ficou sobrecarregada.
Um bom final de 2025 para todos os meus leitores, colegas da redação e Adriana Ventura, diretora presidente do jornal A Voz da Serra, e que 2026 seja um ano de muita paz, saúde e progresso para todos nós, em especial para a nossa Nova Friburgo, que apesar de continuar bela e acolhedora, necessita do nosso cuidado e carinho, uma vez que aqueles que deveriam defendê-la, não o fazem.
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