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Desafio em três percursos

sábado, 14 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Abertas as inscrições para a Tio Dongo Race

Friburgo terá ainda uma série de outras corridas ao longo deste ano   

Abertas as inscrições para a Tio Dongo Race

Friburgo terá ainda uma série de outras corridas ao longo deste ano   

Seguindo o calendário de eventos de corrida em Nova Friburgo durante este ano, a Tio Dongo Race já está com inscrições abertas. A prova será realizada no dia 26 de abril, com largada à partir de 7h, na Praça do Suspiro. Desafiando os atletas, o evento oferece três opções de percursos aos participantes: cinco, dez e 21 quilômetros. As inscrições poderão ser realizadas através do site www.ticketsports.com.br. A idade mínima para participação é de 18 anos.

Os interessados poderão inscrever-se nas categorias masculino e feminino. Ao longo do percurso da prova haverá dois postos de hidratação com água; para os dez quilômetros e um para os cinco quilômetros, além de cinco postos de hidratação para os participantes do percurso de 21 km. A estrutura contará com banheiros, guarda-volumes, ambulância, mesa de frutas, água e medalhas de participação, além de camisa do evento, número de peito, chip, isotônico, brindes, stands de parceiros e animação com DJ.

Os cinco primeiros atletas, das categorias, feminina e masculina, das provas de cinco e dez km receberão troféus e premiações em dinheiro, que variam entre R$ 50 e R$ 2 mil, totalizando R$ 14 mil em prêmios. Além disso, os três primeiros de cada faixa etária, nas três provas, receberão medalha de bronze, prata e ouro. São elas: até 24 anos, 25 a 29 anos, 30 a 34 anos, 35 a 39, 40 a 44, 45 a 49, 50 a 54, 55 a 59, 60 a 64, 65 a 69 e acima de 70 anos.

Calendário intenso

Em maio, a Corrida Forte Apache está programada para o dia 17. Já no mês de junho, a Corrida de São João, no dia 21, celebrará o padroeiro da cidade, e geralmente oferece um percurso com largada e chegada na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

No segundo semestre, as atrações terão início no dia 12 de julho, com a Friburgo Meia Maratona. No dia 15 de agosto acontecerá a Family Night Run, e no mês seguinte, no dia 13, a Corrida Sest / Senat. A prova Correndo Juntos, com detalhes ainda a serem divulgados, será atração no dia 18 de outubro. Fechando o calendário de eventos, a Festa do Corredor, no dia 13 de dezembro, é uma prova feita para celebrar os atletas e encerrar o ano esportivo.

Corrida da Mulher

Ainda festejando o Dia Internacional e o mês da Mulher, a Corrida da Mulher e Admiradores será promovida neste domingo, 15, a partir das 8h, com largada e chegada na Praça Dermeval Barbosa Moreira. A prova oferece percursos de três, cinco e dez km aos participantes, no sentido Centro-Conselheiro Paulino. Outras atividades estão programadas para o dia da corrida.

Além de estimular a prática de atividades físicas entre as mulheres, o evento também faz um alerta para reforçar a importância delas na sociedade.

A retirada do kit dos inscritos será feita neste sábado, 14, na loja Prodesporte, das 10h às 17h, mediante apresentação de CPF e comprovante de pagamento. O material pode ser retirado por terceiros, desde que seja apresentado o comprovante de inscrição.

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Tio Dongo Race vai se tornando uma prova tradicional no calendário do atletismo friburguense (Foto:Arquivo / Tio Dongo Race)
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Sigo acreditando

sexta-feira, 13 de março de 2026
por Paula Farsoun

Diante de um enorme desafio sem precedentes, questionou-se a um jovem se ele iria encará-lo, ao que ele respondeu de forma óbvia que sim. Ele não era de se curvar às barreiras. Havia aprendido que ser forte também é uma questão de treinamento, de aprimoramento. Habitava nele uma força interior que impulsionava a energia para a execução e a transposição de qualquer obstáculo.

Diante de um enorme desafio sem precedentes, questionou-se a um jovem se ele iria encará-lo, ao que ele respondeu de forma óbvia que sim. Ele não era de se curvar às barreiras. Havia aprendido que ser forte também é uma questão de treinamento, de aprimoramento. Habitava nele uma força interior que impulsionava a energia para a execução e a transposição de qualquer obstáculo.

Tem gente que olha para o céu e agradece quando as oportunidades surgem ainda que venham acompanhadas de dedicação extrema, de trabalho árduo. Gente que acolhe uma missão e por ela se transforma no melhor que pode ser. Gente que não se acomoda, que encara, vai à luta, mesmo diante das dificuldades e da desconfiança dos outros, das indagações constantes sobre se é ou não capaz de dar conta do que está por vir. É claro que ele é capaz. Ele acredita nisso e faz acontecer.

Dá a sensação de que pessoas com esse perfil de enfrentamento e superação trazem em seu DNA a marca da coragem, apesar de todo medo pelo novo, pela missão grandiosa que pode estar por vir.

Seria bom se os jovens fossem incentivados e encorajados a darem o melhor de si para vencerem a si mesmo e aos desafios impostos pela vida. Podem ser grandiosas oportunidades de crescimento e evolução, instrumentos úteis à formação de uma sociedade em que superar desafios pessoais em prol de um objetivo, de um projeto, de um trabalho seja valorizado.

Não é questão de retorno financeiro. Não apenas. É questão também de repercussão social. De ser exemplo para outras pessoas que continuam investindo sua energia e acreditando que vencer obstáculos pode ser uma forma eloquente de crescimento pessoal e profissional. Ser jovem que ensina jovem; que acredita em jovem; que aprende com jovem; que compartilha com jovem. Ser jovem que vai encarar sim, o que der e vier, com dignidade e hombridade. É disso que estou falando.

Que esse jovem corajoso que vai vencer o mundo – o seu mundo, tenha força e sabedoria para investir o mais nobre de si na construção de algo melhor.

Há que se endossar cada palavra e concordar com Gonzaguinha quando pronunciou a bela canção que diz assim: “Eu acredito é na rapaziada/ que segue em frente e segura o rojão/ eu ponho fé é na fé da moçada/ que não foge da fera e enfrenta o leão. Eu vou à luta com essa juventude/Que não corre da raia a troco de nada/Eu vou no bloco dessa mocidade/Que não tá na saudade e constrói a manhã desejada.”

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Adequação

sexta-feira, 13 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Ministério do Esporte atualiza regras da Lei de Incentivo e fortalece projetos sociais

Ministério do Esporte atualiza regras da Lei de Incentivo e fortalece projetos sociais

O Ministério do Esporte publicou uma nova portaria que consolida um novo marco operacional para a Lei de Incentivo ao Esporte no Brasil. A norma estabelece regras para cadastramento, aprovação, execução e prestação de contas de projetos que buscam captar recursos por meio de incentivo fiscal. Trata-se da portaria 10, do último dia 3, que regulamenta a lei complementar 222, de 2025 e o decreto 12.861/2026. A redação traz novidades sobre níveis de prática esportiva, fluxo de projetos e outros procedimentos.

A regulamentação organiza os projetos em três níveis de atendimento, com objetivos e limites financeiros específicos. Na formação esportiva, voltada a crianças e adolescentes, não há limite preestabelecido para captação de recursos, o que reforça a prioridade à base e à democratização do acesso ao esporte. Já o “Esporte para toda a vida”, direcionado a jovens e adultos, com foco em qualidade de vida e inclusão social, poderá captar até R$ 2,5 milhões por projeto. Na “Excelência esportiva”, destinada ao alto rendimento, o teto é de até R$ 5 milhões.

“Todos os projetos submetidos a partir de agora devem observar criteriosamente o disposto nas novas regras: tanto na portaria, quanto no decreto. Então, para que os projetos não sejam devolvidos, todos os proponentes precisam se atentar. Estamos falando de recursos públicos, oriundos de renúncia fiscal, que exigem responsabilidade, planejamento e total compromisso com a transparência e com o caráter social da Lei de Incentivo ao Esporte”, destacou o ministro do Esporte, André Fufuca.

Podem apresentar propostas entidades com, no mínimo, um ano de funcionamento comprovado e capacidade técnica para execução das ações. Cada instituição, considerando o CNPJ raiz, poderá submeter até seis projetos por ano-calendário. O prazo de envio das propostas de 2026 vai até 18 de setembro.

A portaria também estabelece que, uma vez depositados nas contas do projeto, os recursos captados, provenientes de renúncia fiscal, passam a ter natureza pública. Por isso, não podem ser devolvidos ao incentivador, salvo em casos específicos de erro de depósito. É expressamente proibida a utilização dos valores para pagamento de salários de atletas profissionais ou manutenção de equipes profissionais de alto rendimento. Também não são dedutíveis aportes que beneficiem diretamente o patrocinador ou doador.

Regras

Os projetos deverão ser apresentados por meio do Sistema da Lei de Incentivo ao Esporte (SLI) em todas as fases, do cadastro da entidade à prestação de contas final. A documentação deverá ser enviada em PDF pesquisável (OCR), e o prazo padrão para análise de cada etapa é de até 45 dias, que pode ser prorrogado por igual período, exceto na fase final de prestação de contas.

Cada projeto deverá operar com duas contas bancárias específicas, uma conta captação, destinada exclusivamente ao recebimento dos recursos, sem movimentação pela entidade; e a conta movimento, utilizada para execução das despesas, mediante autorização do Ministério do Esporte.

Fases

O ciclo de vida dos projetos passa a ser estruturado em nove fases, o que inclui a admissibilidade, autorização para a captação, publicação no Diário Oficial da União (DOU), análise técnica e orçamentária, autorização para captação, execução monitorada e prestação de contas técnica e financeira. O descumprimento das regras poderá resultar na instauração de Tomada de Contas Especial (TCE), com responsabilização e eventual ressarcimento ao erário.

A portaria também determina que o selo da Lei de Incentivo ao Esporte e as marcas do Governo Federal tenham exposição equivalente à do maior patrocinador em todas as peças de divulgação. “Com a portaria MESP 10/2026, o Ministério do Esporte fortalece os mecanismos de controle, amplia a segurança jurídica e reafirma o compromisso com a transparência e a ampliação do acesso ao esporte em todo o país”, afirma a diretora de Programas e Políticas de Incentivo ao Esporte, Carolinne Neves.

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Brasil tem novos direcionamentos para a sua política de incentivo à prática esportiva legenda (Foto: Henrique Barrios/MEsp)
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Desafio

quinta-feira, 12 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Maratona do Rio inscreve para provas de duas categorias

A Maratona do Rio abriu oficialmente as vendas gerais para as provas de 5k e 10k da edição de 2026. A próxima edição do maior festival de corridas de rua da América Latina acontecerá durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 3 e 7 de junho.

Maratona do Rio inscreve para provas de duas categorias

A Maratona do Rio abriu oficialmente as vendas gerais para as provas de 5k e 10k da edição de 2026. A próxima edição do maior festival de corridas de rua da América Latina acontecerá durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 3 e 7 de junho.

Antes da abertura ao público geral, a organização realizou uma pré-venda exclusiva para clientes de um banco privado, encerrada em pouco mais de duas horas, com a maior parte das inscrições concentrada na primeira hora de operação, reforçando a alta procura pelas distâncias iniciais do evento.

As inscrições devem ser realizadas pelo site da ticketeira GoDream. Reconhecidas como portas de entrada para milhares de corredores, as provas fazem parte do perfil democrático da Maratona do Rio, reunindo desde iniciantes até atletas mais experientes, dentro de um festival que celebra a corrida de rua em diferentes níveis e distâncias.

A 24ª edição da Maratona do Rio acontecerá na capital fluminense, com as provas: 5K, Vibra, 10K,  Netshoes, 21K e 42K, Michelob Ultra (por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Rio de Janeiro, via Secretaria de Esporte e Lazer) e o Desafio Cidade Maravilhosa 21K + 42K Dorflex Max.

 

Queda

Maricá é rebaixado para a Série A2 do Campeonato Carioca

Após ser derrotado por 5 a 2 pela Portuguesa, no Estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, o Maricá acabou rebaixado para a Série A2 do Campeonato Carioca. O resultado definiu a queda da equipe na última rodada do Grupo X do estadual, o quadrangular do rebaixamento. O time precisava apenas de uma vitória simples para garantir a permanência na primeira divisão do futebol carioca, mas acabou superado pela Portuguesa e não conseguiu evitar o rebaixamento.

O Maricá já havia encerrado a primeira fase do Estadual na lanterna do Grupo B, com três pontos conquistados, o que levou a equipe à disputa do Grupo X, fase que reúne os times que lutam contra o descenso. Com a derrota, o clube volta a disputar a Série A2 do Campeonato Carioca, depois de ter conquistado o acesso à elite estadual em 2024.

A estreia na segunda divisão do Carioca já tem data marcada. O Tsunami começa a campanha no dia 18 de abril, contra o Resende, fora de casa, no Estádio do Trabalhador, no Sul Fluminense. Antes do início da Série A2, a equipe também terá pela frente o início da Série D do Campeonato Brasileiro. A estreia está prevista para os dias 4 ou 5 de abril, mas o adversário do clube na primeira rodada ainda não foi definido pela CBF.

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    Prova de atletismo é uma das mais tradicionais do Estado do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/Maratona do Rio)

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    Mesmo com alto investimento, Maricá é rebaixado para a segunda divisão do Rio (Foto: Bruno Maia/Comunicação Maricá F.C)

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Conexão de Inovação Floripa x Friburgo

quinta-feira, 12 de março de 2026
por Lucas Barros

Entre os dias 10 e 12 de março, Florianópolis recebe no CentroSul mais uma edição do GovTech, evento dedicado a discutir como a tecnologia, inovação e gestão pública podem caminhar juntas para melhorar a vida dos cidadãos. Tive a oportunidade de estar presente no encontro e acompanhar de perto algumas das iniciativas que vêm sendo desenvolvidas por governos, instituições de pesquisa e empresas que atuam no setor de inovação.

Entre os dias 10 e 12 de março, Florianópolis recebe no CentroSul mais uma edição do GovTech, evento dedicado a discutir como a tecnologia, inovação e gestão pública podem caminhar juntas para melhorar a vida dos cidadãos. Tive a oportunidade de estar presente no encontro e acompanhar de perto algumas das iniciativas que vêm sendo desenvolvidas por governos, instituições de pesquisa e empresas que atuam no setor de inovação.

O GovTech reúne representantes dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, além de startups, pesquisadores e gestores públicos interessados em discutir soluções tecnológicas aplicadas à administração pública. Mais do que um evento institucional, trata-se de um espaço de diálogo sobre como modernizar serviços, tornar o Estado mais eficiente e aproximar a gestão pública das demandas contemporâneas da sociedade.

Durante o evento, tive a possibilidade de conhecer diversas iniciativas interessantes, especialmente vindas dos estados do Sul do Brasil. A troca de experiências entre diferentes regiões mostra que inovação pública não nasce isolada — ela surge do diálogo entre governos, universidades, empresas e centros de pesquisa.

Florianópolis, aliás, não foi escolhida por acaso para sediar um evento dessa natureza. A capital catarinense consolidou ao longo das últimas décadas um dos ecossistemas de inovação mais relevantes do país. Atualmente, estima-se que cerca de 25% da receita do PIB municipal esteja vinculada ao setor de tecnologia e inovação, um indicador expressivo da força desse ambiente.

Hoje, a cidade conta com um ecossistema robusto e diversificado, que reúne empresas consolidadas, startups em crescimento e importantes centros de desenvolvimento tecnológico. Iniciativas ligadas ao campus do Senai, à Acate, ao Sapiens Park e a diversos outros polos ajudam a consolidar Florianópolis como uma verdadeira referência nacional em inovação.

Incentivos

Outro destaque importante do evento foi o avanço do ecossistema de inovação do Paraná. Nos últimos anos, o estado tem adotado políticas públicas estruturadas para incentivar ciência, tecnologia e pesquisa. Entre essas iniciativas, destaca-se a decisão de destinar cerca de 2% da receita estadual para o fomento à pesquisa e à inovação, sinalizando que a agenda tecnológica não pode se limitar ao funcionamento burocrático do Estado, mas precisa ser encarada como investimento estratégico no futuro.

Esse movimento também se reflete na forma como o Paraná vem estruturando seus polos de inovação ao longo do território. O estado apresenta um modelo relativamente integrado, que começa no Oeste com a força tecnológica ligada à Itaipu e se estende pelo interior, com centros universitários e polos de pesquisa, até chegar à região metropolitana de Curitiba, onde se concentram parques tecnológicos, hubs de inovação e um ambiente empresarial bastante dinâmico.

Além disso, o Paraná tem registrado recordes de investimento em ciência e tecnologia. Apenas em editais recentes voltados à pesquisa e inovação — os chamados NAPIs — os valores somados chegam à casa dos R$ 222 milhões, direcionados a projetos estratégicos em diversas áreas do conhecimento. A mensagem do governo estadual parece clara: estimular inovação também em cidades menores, permitindo que novas regiões cresçam em receita, conhecimento e oportunidades.

Curiosamente, durante o evento tive a satisfação de encontrar um conterrâneo: Marcelo Verly, entusiasta do setor de inovação e vencedor de prêmios estaduais na área, além de um dos nomes à frente do projeto Inova Fri. Foi especialmente gratificante encontrar alguém de Nova Friburgo participando desse ambiente e contribuindo para o diálogo entre diferentes ecossistemas de inovação do país.

Segundo Marcelo Verly, a participação no GovTech foi fundamental para conhecer iniciativas voltadas à modernização das administrações públicas municipais, estaduais e federais. Para ele, a inovação tem transformado gradualmente a forma como governos prestam serviços à população.

O sucesso de Florianópolis

Marcelo também destacou como importante a fala do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, que ressaltou um ponto essencial: investimentos públicos em inovação demandam tempo para maturar e muitas vezes ultrapassam a duração de um mandato político. Por isso, é fundamental estabelecer prioridades, metas e estruturas institucionais sólidas, com participação ativa de servidores de carreira que garantam continuidade às políticas tecnológicas voltadas à sociedade.

Outro aspecto que chamou atenção foi o nível de integração presente no ecossistema catarinense. O desenvolvimento de Florianópolis no campo da tecnologia parece estar alguns passos à frente de muitas outras regiões do país. Já havia visitado a cidade anteriormente, mas é sempre impressionante perceber como seus polos de inovação continuam crescendo e se consolidando.

“Ver esse avanço de perto também traz um sentimento positivo. Experiências como a de Florianópolis servem de referência para outras regiões que desejam fortalecer seus próprios ambientes de inovação. Quando um polo tecnológico prospera, ele acaba inspirando outros a trilhar caminhos semelhantes”, observou Marcelo.

Uma visão de futuro

Fato é que eventos como o GovTech ajudam justamente a construir essas pontes. Eles aproximam governos, empreendedores, pesquisadores e gestores públicos em torno de uma agenda comum: pensar soluções mais inteligentes para os desafios do presente.

No fim das contas, inovação pública não é apenas sobre tecnologia. É sobre visão de futuro. É sobre entender que investir em conhecimento, pesquisa e desenvolvimento significa construir cidades mais eficientes, economias mais dinâmicas e serviços públicos mais preparados para atender às necessidades da população.

E, ao caminhar pelos corredores do evento, fica claro que essa transformação já está em curso.

Foto da galeria
(Foto: Arquivo pessoal)
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O que fazer quando a ansiedade e a tristeza apertarem?

quinta-feira, 12 de março de 2026
por Dr. Cesar Vasconcellos

Vivemos um dia de cada vez. Não tem como viver dois dias de cada vez, ou meio. Cada dia tem 24 horas e podemos usar oito horas para trabalhar, outras oito para dormir e mais oito horas para tarefas variadas sem ser o trabalho. Pessoas muito ansiosas podem querer viver dois dias em um só, ou ver o amanhã quando ainda é hoje, se preocupam demais com o que não podem controlar, cultivam muita pré-ocupação, ou seja, se preocupam antes de precisar disso, e muitas vezes, sem precisar.

Vivemos um dia de cada vez. Não tem como viver dois dias de cada vez, ou meio. Cada dia tem 24 horas e podemos usar oito horas para trabalhar, outras oito para dormir e mais oito horas para tarefas variadas sem ser o trabalho. Pessoas muito ansiosas podem querer viver dois dias em um só, ou ver o amanhã quando ainda é hoje, se preocupam demais com o que não podem controlar, cultivam muita pré-ocupação, ou seja, se preocupam antes de precisar disso, e muitas vezes, sem precisar.

Por outro lado, os deprimidos querem dormir muito (ou têm insônia), porque dormir bastante serve para não pensar na tristeza ou em outro sentimento difícil de encarar conscientemente. Deprimidos focam no que perderam, mesmo tendo ganhos na vida. É como a cena do copo com metade de água, em que o depressivo observa e diz: “Puxa! Eu com tanta sede, e só tem metade de água nesse copo!”, e o otimista diz: “Ah! Que bom, tem metade de água nesse copo!”

Alivia o sofrimento treinar nossa mente a pensar que basta vivermos um dia de cada vez. O que temos para viver é hoje. Hoje é o presente, não é o passado e nem é o futuro. E é um presente do Criador – a vida. Pense assim: “Hoje vou fazer o melhor que puder com o que estou sentindo.” Seja angústia ou tristeza. Vá, mas vá com calma, se você é ansioso. Vá com calma, mas vá, se você é depressivo.

Ajuda muito a aliviar o estresse mental, a ansiedade e a melancolia se você forçar sua mente a pensar que o que precisa ser vivido é só hoje. Amanhã, não sabemos. Então, foque no hoje. E ajuda ainda mais se você dividir esse “hoje” em partes menores. Por exemplo, se você está depressivo, desanimado, sem energia, então, decida viver o melhor que puder nessa próxima hora. Se é de manhã, não fique pensando: “O que posso fazer sem forças para viver esse dia todo?” Troque isso por: “Mesmo sem ânimo, vou executar essa pequena tarefa agora. Agora decido fazer ...”

Daí, você estipula a tarefa, e será melhor se for algo simples, se sua energia e disposição estiverem bastante diminuídas. Coisas simples podem ser varrer o quintal, regar as plantas, arrumar uma gaveta do seu armário que tem dez gavetas, entrar em contato com quem você se sente bem, e conversar, orar, dar uma caminhada, tirar a roupa do varal, arrumar sua mesa do escritório.

Dividindo o dia em pequenas porções de tempo para nelas fazer algo simples, sem se cobrar por não estar bem disposto, pode aliviar o fardo do dia inteiro. Um dia de cada vez, uma coisa de cada vez, uma hora de cada vez. É assim que você pode encarar a realidade nesse momento da vida quando não está bem emocionalmente.

Mas é importante vencer a ociosidade. É importante fazer alguma coisa, seja manual ou intelectual. Não fazer nada contribui para a melancolia que pode já estar perturbando. Ficar sem fazer nada contribui para o aumento da ansiedade, do vazio. Não fique olhando para as 32 coisas que precisam ser feitas e com isso se sentir desesperado por não ter vontade de iniciar uma. Escolha uma e comece, devagar, no ritmo possível, sem autocobranças.

Esses pequenos esforços, ou grandes para o deprimido, auxiliam, mais tarde no dia, a melhorar emocionalmente, porque você poderá pensar ao final do dia: “Puxa! Eu estava tão para baixo hoje e graças a Deus consegui arrumar três gavetas do armário, regar as plantas e ir na padaria.” Seja grato por isso, em vez de se cobrar por não ter feito muito mais coisas, que você consegue fazer quando não está depressivo.

Compaixão por si ajuda a aliviar o fardo do momento, do dia. Compaixão, nesse contexto, significa tratar a si mesmo com gentileza e respeitar seu estado emocional do momento. Tem dias em que as coisas ficam difíceis para todos nós, e nesses dias o melhor é pegar leve, descansar, meditar, orar, fazer pequenas tarefas e ter paciência com o que estará produzindo esse estado emocional. O que é bom, passa. Mas o que é ruim, também passa. Isso também vai passar. Enquanto isso, faça algumas coisinhas simples uma hora de cada vez, só por hoje.

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Cesar Vasconcellos de Souza
doutorcesar.com
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Páginas eternas

quarta-feira, 11 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Friburgo terá novo ponto para trocas e vendas das figurinhas da Copa

A tradição se mantém, mesmo com toda a tecnologia e os avanços que permitem memorizar, salvar ou anexar em pen drives e nuvens todos os momentos de um grande evento. Os álbuns de figurinhas com as fotos dos jogadores das seleções ainda possuem um lugar de destaque nos corações dos fãs e colecionadores, além de movimentarem um mercado que segue bastante aquecido.

Friburgo terá novo ponto para trocas e vendas das figurinhas da Copa

A tradição se mantém, mesmo com toda a tecnologia e os avanços que permitem memorizar, salvar ou anexar em pen drives e nuvens todos os momentos de um grande evento. Os álbuns de figurinhas com as fotos dos jogadores das seleções ainda possuem um lugar de destaque nos corações dos fãs e colecionadores, além de movimentarem um mercado que segue bastante aquecido.

O gesto de abrir o pacotinho na expectativa de encontrar a esperada figurinha que falta para completar o álbum ou a figura carimbada, as trocas, o jogo de “bafo” são experiências que se mantêm desde a Copa de 1950, quando o Brasil teve seu primeiro movimento relacionado ao Mundial. As figurinhas vinham nas “Balas Futebol”, mas o álbum oficial surgiu em 1970, com a Copa no México. 

A atual editora responsável pelas figurinhas, a italiana Panini, entrou em cena no país apenas na Copa de 1990 – lá fora, já tinha tradição desde o mundial de 1970. De fato, as primeiras figurinhas autocolantes chegaram ao Brasil em 1979, mas sem ligação com futebol: eram da coleção “Amar É…”, trazendo frases e imagens românticas.

O maior da história

Resistindo ao tempo e sempre trazendo novidades, o álbum da Copa de 2026 será o maior da história, mas também custará mais caro para os colecionadores. Enquanto na edição de 2022 cada pacote custava R$ 4, nesta o preço deve subir para R$ 7. Entretanto, o valor de cada figurinha deve permanecer parecido, pois os pacotes terão sete figurinhas em vez de cinco.

Com o aumento de seleções participantes, o álbum também teve um salto no número de páginas e figuras: são 112 páginas e 980 figurinhas, o maior da história. Como comparação, o álbum de 2022 teve 670 figurinhas e cerca de 90 páginas.

        Outro diferencial deste ano será a capa, que vai homenagear os países-sede desta edição. São duas capas diferentes: uma para Estados Unidos e Canadá e outra para o México. A distribuição deverá seguir o padrão de 20 jogadores por seleção, com o espaço restante para figurinhas especiais, como estádios, troféus e bola oficial. O álbum da Copa deve chegar às bancas em abril, mas já está em pré-venda no site da Panini, com três opções de kits: Iniciante, Campeão e Colecionador. Os preços variam de R$ 97 a R$ 199.

Ponto de troca em Nova Friburgo

Em Nova Friburgo, os colecionadores e vendedores terão um novo ponto de encontro. A comercialização de figurinhas da Copa do Mundo de 2026, anteriormente realizada na “Praça do Viagra”, na Avenida Alberto Braune, seria transferida para a Estação Livre (antiga rodoviária urbana, na Praça Getúlio Vargas). Contudo, segundo informou a prefeitura, devido a realização de outros eventos no local ao longo dos próximos meses, a Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, através da Subsecretaria de Posturas, apontou a Praça Dermeval Barbosa Moreira, no trecho atrás do ponto de ônibus, como o novo ponto oficial de troca e comercialização de figurinhas do álbum da Copa do Mundo.

Serão disponibilizados 25 pontos de comércio ambulante para a atividade, e a escolha será feita por ordem de abertura do processo. Os vendedores interessados em atuar no local devem realizar a abertura de um processo administrativo junto à Subsecretaria de Posturas. O atendimento ocorre na Avenida Alberto Braune, 224 (prédio da antiga Oi). Todos deverão estar munidos de ofício solicitando a comercialização, cópia do CPF, documento de identidade com foto e comprovante de residência.

A autorização para este tipo de comércio será válida para o período compreendido entre o próximo domingo, 15, e 31 de outubro deste ano.

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Álbum deve chegar às bancas em abril, com a maior edição da história das Copas do Mundo (Foto: Panini Brasil/Reprodução/ND Mais)
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A difícil arte de ser mulher

quarta-feira, 11 de março de 2026
por Camilla Fiorito

Nunca se teve tão em voga os debates e discussões sobre a violência contra a mulher. Uma violência que vem velada de tantas formas e meios, seja de qual natureza for.

As palavras vão surgindo e uma imensidão de pensamentos inundam a minha mente, como se fossem flashes de um mundo que não está muito distante, pois a maior parte das mulheres já sofreu e faz parte de uma vasta estatística que jamais gostaria de estar.

Nunca se teve tão em voga os debates e discussões sobre a violência contra a mulher. Uma violência que vem velada de tantas formas e meios, seja de qual natureza for.

As palavras vão surgindo e uma imensidão de pensamentos inundam a minha mente, como se fossem flashes de um mundo que não está muito distante, pois a maior parte das mulheres já sofreu e faz parte de uma vasta estatística que jamais gostaria de estar.

“Lugar de mulher é em casa”, “Essa profissão não é para mulher”, “Ela não sabe sobre esse assunto. É mulher”, “Como uma mulher pode ganhar mais que um homem?”, “Esse esporte não é para mulher”, “Ela é mulher, não vai conseguir”, “Mulher direita não faz isso”, “Você vai sair assim?, “Se não ficar comigo, não ficará com mais ninguém”, “Ah, você vai gostar. Para de falar não”, “Está demorando para casar. Vai ficar para tia”, “Como assim ainda não engravidou?”. Falas e mais falas escutadas por nós não apenas uma única vez, mas diversas vezes e em muitos contextos diferentes.

O lugar da mulher é onde ela desejar estar, realizando aquilo que tem vontade, se relacionando com quem se sente confortável, com seus reais sentimentos e conhecimentos validados.

As nossas escolhas profissionais, aquilo que usamos ou deixamos de usar, os relacionamentos que verdadeiramente queremos manter mais parecem mercadorias e objetos, que o outro decide se vai comercializar ou não, do que algo que diz sobre as especificidades de cada uma de nós como sujeito, como pessoa, como ser humano que precisa ser respeitado como todos os outros que fazem parte da sociedade que vivemos.

Saímos de casa pensando no caminho de volta, se estaremos dentro de uma condução sozinha, em uma rua com baixa iluminação ou pouco movimentada, com quem encontraremos no elevador, nas escadas, na calçada, com quem estaremos quando chegarmos em casa.

Sofremos em silêncio. A difícil arte de ser mulher demanda muitas facetas e frentes que são invalidadas com diversos questionamentos que ferem de forma avassaladora e desmerecem o medo real e constante que está suscetível no nosso ser. Traz à tona toda dor, vulnerabilidade e a certeza de que algum ato de violência pode acontecer a qualquer momento.

Falar, conscientizar, educar para um mundo mais igualitário e com uma convivência respeitosa, ética e responsável não é um papel específico de uma parcela da população. É um papel que precisa ser exercido por todos nós, diariamente.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Câncer, um inimigo à nossa espreita

quarta-feira, 11 de março de 2026
por Max Wolosker

Estou com meu cunhado, marido da minha irmã, nas últimas, no Hospital Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Portador de um sarcoma de intestino, do qual falarei a seguir, mesmo após duas cirurgias e uma quimioterapia, ainda em curso, esse inimigo cruel não foi abatido e na última tomografia computadorizada, tinha se espalhado por todo o abdome. Está, agora, no CTI do Marcílio Dias, a espera de um milagre que o livre de mais sofrimentos.

Estou com meu cunhado, marido da minha irmã, nas últimas, no Hospital Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Portador de um sarcoma de intestino, do qual falarei a seguir, mesmo após duas cirurgias e uma quimioterapia, ainda em curso, esse inimigo cruel não foi abatido e na última tomografia computadorizada, tinha se espalhado por todo o abdome. Está, agora, no CTI do Marcílio Dias, a espera de um milagre que o livre de mais sofrimentos.

Estamos assistindo a um aumento significativo da incidência de tumores malignos que a meu ver, é o preço que estamos pagando pelo aumento da longevidade, proporcionado pelos avanços da medicina. De um lado a humanidade está vivendo mais, de outro fica propicia ao aparecimento dessa doença que, em muitos casos, é o resultado do envelhecimento dos órgãos. Segundo o site “https://www.oncoguia.org.br/painel-politicas-publicas”, o câncer se consolida como a segunda causa de morte global. E diz: “O cenário da oncologia global nas próximas décadas será marcado por um crescimento acelerado e por disparidades profundas entre nações ricas e em desenvolvimento. De acordo com a mais recente análise do estudo Global Burden of Disease (GBD 2023), publicada pela prestigiada revista científica The Lancet, o câncer já é a segunda principal causa de morte no planeta, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

Em 2023, o mundo registrou 18,5 milhões de novos casos de câncer e 10,4 milhões de óbitos. No entanto, as projeções estatísticas até 2050 indicam um salto preocupante: os diagnósticos anuais devem atingir 30,5 milhões, enquanto o número de mortes pode chegar a 18,6 milhões — um aumento de 74,5% em comparação a 2023”.

Prevenção sempre

Daí a importância do controle médico, o famoso exame preventivo, anual até os 50 anos e semestral a partir dos 60 anos, pois quanto mais precoce for a descoberta dessa praga, maiores as chances de controle ou mesmo cura. De acordo com esse site central de consultas, clínica acessível, o exame preventivo é uma das formas mais eficazes de cuidar da saúde e evitar o agravamento de doenças silenciosas. Ele ajuda a identificar doenças ainda no início, muitas vezes antes dos sintomas surgirem, aumentando significativamente as chances de um tratamento eficaz e de cura.  

No entanto, há casos, como o temido tumor de cabeça de pâncreas e o do sarcoma, em que o diagnóstico só é feito quando eles já se encontram em estado avançado. Aliás, esse foi o problema que aconteceu com o meu cunhado, quando foi descoberto e extirpado, já pesava oito quilos e, o que é pior, os sintomas iniciais não eram típicos e podiam ser confundidos com a suspeita de outras doenças.

Existe ainda a desigualdade social como fator de risco, pois a incidência da doença expõe um abismo social. Isso se deve ao fato de que cerca de 65,8% das mortes por câncer ocorrem atualmente em países de baixa e média renda. A previsão é que o aumento da mortalidade nessas regiões seja de 90,6% até 2050, enquanto nos países de alta renda esse crescimento será de 42,8%. Como já disse, embora o envelhecimento populacional seja o principal motor desses números, a falta de infraestrutura para tratamento, em países em desenvolvimento, agrava o prognóstico.

Claro que a oncologia (especialidade que se destina ao diagnóstico e tratamento dos diversos tipos de tumores malignos) é uma das que mais se desenvolvem na medicina, chegando ao ponto de já existirem subespecialidades, como é o caso do sarcoma. Só existem dois médicos especializados nesse tipo de tumor, no Brasil, um em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, dra. Bruna David.

Mas, afinal o que é o sarcoma?

De acordo com a SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, “os sarcomas são um grupo diverso de tumores malignos raros que se desenvolvem nos tecidos conjuntivos, que ficam entre a pele e os órgãos internos. Os tumores podem acometer diversas partes do corpo, e são divididos em três grandes grupos: sarcomas de partes moles, ossos e GIST (tumor do estroma gastrointestinal).

Os sarcomas de partes moles, os mais comuns, podem se desenvolver nos músculos, tendões, cartilagens, células de gordura, vasos sanguíneos e nervos, por exemplo. Atualmente, estima-se que existam mais de 100 subtipos de sarcomas. No geral, cada sarcoma é nomeado a partir da região do corpo de origem. Um sarcoma nos ossos é denominado osteossarcoma; nas células gordurosas, lipossarcoma; nos músculos lisos, leiomiossarcoma; nos músculos estriados, rabdomiossarcoma; e assim por diante. 

Segundo Jadivan Leite de Oliveira, da SBCO, na maioria das vezes, os sarcomas não apresentam sintomas no início. Quando existem, eles podem variar muito dependendo do tipo, localização, tamanho e estágio do tumor. Os mais comuns são: edemas (inchaços causados por acúmulo de líquidos no corpo), nódulos ou uma massa palpável em casos mais avançados, sensação de fraqueza e cansaço, sangramentos nas fezes ou vômitos, febre em casos avançados, dores em casos específicos”.

Isso é tão verdadeiro que quando o diagnóstico definitivo de sarcoma do estroma gastrointestinal foi feito no meu cunhado, o tumor já pesava oito quilos. E, infelizmente, a cirurgia e a quimioterapia já não foram suficientes para deter a progressão. Infelizmente, às 19h do último domingo, 8, ele partiu para a eternidade.

Esse artigo foi escrito como uma matéria informativa, com o intuito de alertar os leitores para a importância e necessidade de exames preventivos, pois mesmo com sua realização não estamos livres de inimigo que está à nossa espreita, pronto para nos abater.

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Nudez militar

quarta-feira, 11 de março de 2026
por Robério Canto

Velhos tempos, em que usar mangas curtas já era suficiente para despertar desejos proibidos

Velhos tempos, em que usar mangas curtas já era suficiente para despertar desejos proibidos

Eu tinha dezoito anos, era um rapazinho desinformado das coisas do mundo, mas, se bem me lembro, naquela época andar nu em público ainda não tinha virado moda. No entanto, lá estava eu, pelado no meio de outros cinquenta ou sessenta jovens igualmente pelados, todos sem saber onde botar as mãos e os olhos. O governo havia me chamado para servir à Pátria, mas bastava me olhar para saber que eu era inservível, incapaz de atirar uma granada mais distante do que uma cusparada. Carregar peso, não mais do que dois quilos; correr, não mais do que cinquenta metros. Tudo isso eu teria confessado, sem precisar tirar a roupa.

No entanto, o Exército Brasileiro, ali presente na pessoa de dois ou três de seus bravos representantes, nada me perguntou e nada perguntou aos demais convocados para o exame. No Ginásio Celso Peçanha, as arquibancadas estavam cheias de caras semelhantes à minha, as mãos cobrindo como podiam as chamadas partes íntimas, todo mundo com medo de alguma intimidade.

Quando acharam que estar sentado no cimento frio já era castigo bastante, mandaram-nos levantar e entrar em fila. Se alguém já entrou em uma fila de homens nus, há de saber que não é uma situação propriamente agradável. A menos que fossem aqueles índios que Cabral encontrou em 1500, os quais não se preocupavam em esconder “suas vergonhas”, como lá diz Pero Vaz de Caminha, na famosa Carta do Descobrimento. Mas acho que mesmo eles evitavam entrar em fila.

Não que eu seja a favor do uso da burca, que esconde a lindeza feminina. Também esconde a feiura, mas, como na média há mais mulheres bonitas do que feias, o prejuízo causado pelas burcas é bem grande. E também não acho que devemos retornar ao terno, colete, paletó, gravata e galocha. Mas quanto mais se retorna no tempo, o que mais se vê são pessoas cobertas de pano. Basta ler o excelente, excelentíssimo conto “Uns braços”, de Machado de Assis.

Nele, a família abriga um rapaz de quinze anos, que trabalha de graça para o dono da casa. O pobre rapazinho vive enamorado da patroa, cujos braços não se cansa de olhar sorrateiramente e amar secretamente. Não que a mulher vivesse de biquini na piscina, ou andasse de short pela casa. Nunca o inocente Inácio tinha visto mais do que os braços, que ela ousava manter descobertos. Velhos tempos, em que usar mangas curtas já era suficiente para despertar desejos proibidos.

Sem ter como evitar, entrei na fila e fui seguindo, ora admirando o teto, ora contemplando o chão. E tanto demorou a caminhada que acabei sabendo de cor quantas vigas havia em cima e quantos pisos havia embaixo. Um a um, todos os futuros soldados (ou não) foram todos se apresentando, medidos, apalpados. Os considerados aptos iam para um lado, os demais ouviam um seco “dispensado” e saiam rapidinho, antes que os homens mudassem de opinião. Quando finalmente cheguei diante da autoridade, mastigava um dilema: não queria servir ao Tiro de Guerra, pois já então era contra tiros e contra guerras. Mas também sabia que a dispensa significava ter sido considerado um fracote. E foi isso que, por outras palavras, menos delicadas, me foi dito com franqueza militar.

Lá se vão muitos anos e, bem ou mal, o Exército Brasileiro tem sobrevivido sem mim. Que assim continue, para a felicidade dele e minha.

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Microconto: FIM

Depressivo, sentia-se sempre à beira de um abismo fatal – até o dia em que deu um passo à frente.

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