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O ano, no Brasil, parece que vai começar

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Max Wolosker

É claro que não podemos nos esquecer da Semana Santa, que será celebrada daqui a pouco menos de 40 dias. Ou seja, como bem diz o nosso hino, “Deitado eternamente em berço esplêndido”. A partir de 22 de dezembro, ante véspera do Natal até o dia 1º do ano seguinte é só comemorações, aí emenda-se com as férias escolares e de muitos adultos, claro, é verão no hemisfério sul e as altas temperaturas são um convite para uma esticada nas praias do litoral ou, nos rios e lagos das montanhas.

É claro que não podemos nos esquecer da Semana Santa, que será celebrada daqui a pouco menos de 40 dias. Ou seja, como bem diz o nosso hino, “Deitado eternamente em berço esplêndido”. A partir de 22 de dezembro, ante véspera do Natal até o dia 1º do ano seguinte é só comemorações, aí emenda-se com as férias escolares e de muitos adultos, claro, é verão no hemisfério sul e as altas temperaturas são um convite para uma esticada nas praias do litoral ou, nos rios e lagos das montanhas. Só que em 2026 o carnaval chegou mais cedo, em meados de fevereiro, o que prolongou o famoso “niente far niente”, ainda mais que o mês é mais curto.
Estradas cheias, cuidado redobrado, pois essa época do ano é muito complicada. Como faço todos os anos, não passo as festas de Momo em Friburgo e optei por Monte Verde, no sul de Minas Gerais, na realidade a verdadeira Suíça Brasileira. Uma das cidades mais altas do Brasil, a 1.680 metros de altitude, em plena Serra da Mantiqueira. Na realidade trata-se de um distrito, cuja sede (município) é Camanducaia. Fica a 634 quilômetros de Friburgo o que me obrigou a dividir a viagem em duas etapas.
Pegamos a Dutra, na quinta feira e pernoitamos em Lorena, já em São Paulo. Se em dias normais, a circulação na rodovia mais importante do Brasil, com a gama de caminhões que por ali trafega já requer atenção redobrada, imagine-se na ante véspera do Carnaval, uma loucura. De Lorena até nosso destino, a melhor saída foi pegar a rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte-MG, também com um trânsito intenso. Chegamos na sexta feira, um pouco depois do almoço, para o nosso repouso momesco.
Monte Verde tem, no máximo, seis mil habitantes, com uma temperatura que lembra muito Friburgo nessa época, sendo que durante o dia gira em torno de 25 graus e à noite cerca de 14 graus. Já no inverno o bicho pega, atingindo zero grau ou menos, com facilidade, sendo que é comum, pela manhã geada e pequenas coleções de água com uma fina camada de gelo. Tanto que a época mais importante para o turismo local, é o inverno. Nesse ponto se assemelha muito a Campos do Jordão, que fica o outro lado da serra, mas essa cidade está no Estado de São Paulo.
Para quem quer fugir dos dias agitados das comemorações carnavalescas, é o local ideal, pois só temos consciência de ser carnaval por causa dos bailes infantis. A Avenida Monte Verde, a principal da cidade, fica cheia à tarde e à noite, pois é onde se concentram bares, restaurantes e o comércio local. E a gastronomia é variada, com a tradicional comida mineira, além da alemã e italiana. Desde a sua fundação, ela teve um grande afluxo de imigrantes oriundos da Hungria, Suíça, Alemanha, Rússia e Itália, sem falar de mineiros e paulistas, o que lhe dá um toque europeu nos tipos de construções e no trato com as pessoas, no seu dia a dia.
Pela manhã, o ideal são as caminhadas e visitas aos parques, que mantém o turista em pleno contato com a natureza e ajuda a desgastar as guloseimas comidas na véspera. Vale a pena uma visita ao Parque Oschim, uma área de 50 mil metros quadrados, com várias araucárias (arvore típica da região), lhamas, avestruzes, além de córregos e uma pequena queda d´água. No outro extremo da cidade fica o parque Villa leta, esse com cerca de 20 mil metros quadrados, cuja característica é uma imitação perfeita de um barco usados pelos vikings.
Fora isso pode-se visitar o pinheiro mais antigo da cidade, com cerca de 500 anos, e a trilha da pedra redonda de onde se tem uma visão de 360 graus de toda região da serra, do alto de seus quase dois mil metros de altitude. Outra trilha, também com uma vista exuberante a da pedra partida. Ambas têm uma caminhada de cerca de dois quilômetros, mas numa trilha sem muitas dificuldades.
Agora, para quem gosta de fondue, Monte Verde é um prato feito, com vários estabelecimentos oferecendo rodízios do delicioso prato suíço, popularizado pelos franceses. Uma curiosidade que merece ser comentada é a respeito da Casa do ApfelStrudel, famosa na região, com uma característica, desde às 16h até 21h, sai uma fornada de hora em hora. A guloseima é muito saborosa, mas a servida no restaurante Burgermeister, de Friburgo é muito melhor. Pelo menos foi o que eu e a minha esposa achamos.
Ao retornar soube que a Vilage do Samba foi a grande campeã do desfile do carnaval, com um enredo sobre o candomblé, uma homenagem às raízes afro-brasileiras. É o seu quarto título consecutivo, de um total de 30, ao longo da sua história. Parabéns aos componentes dessa vitoriosa escola de samba friburguense.
E que o Brasil, finalmente, comece o ano de 2026, aliás um ano muito importante para a política nacional.
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Por causa de um acento

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Robério Canto

Muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis

Não é que a última reforma ortográfica, entre outras coisas, eliminou alguns acentos!  A ideia tem adeptos e adversários. Eu estou nessa briga como a Suíça quando os outros países resolvem fazer guerra: na maior neutralidade. Cada um que ponha o assento se quiser e onde quiser.

Muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis

Não é que a última reforma ortográfica, entre outras coisas, eliminou alguns acentos!  A ideia tem adeptos e adversários. Eu estou nessa briga como a Suíça quando os outros países resolvem fazer guerra: na maior neutralidade. Cada um que ponha o assento se quiser e onde quiser.

Mas uma coisa nem mesmo os mais entusiasmados adeptos da abolição da escravatura e dos acentos podem negar: há casos e casos. Outro dia ouvi na TV que um autonomeado pastor havia arrebanhado a esposa do vizinho tanto para sua igreja quanto para sua cama, não sei se nessa ordem. Talvez a cama tenha vindo antes, muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis. Simplificando, o tal homem havia entrado como o terceiro na relação conjugal, aliás, com a completa aquiescência do bom marido. Este, ouvido pela imprensa, mansamente declarou que, se assim era a vontade divina, ele aceitava dividir a companheira com aquele guia espiritual que havia revelado para ambos o caminho da salvação.

Mas o que tem isso a ver com reforma ortográfica?, perguntará o leitor. Pergunta pertinente, ainda que um pouco apressada. Tem a ver que, para assim proceder, o religioso dizia se basear na Bíblia. Bem sabemos que, lida ao pé da letra, o que não falta na Bíblia são coisas antibíblicas: guerras, assassinatos, traições, e assim vai. Às vezes até parece que o mundo estuda a Palavra Sagrada somente para fazer exatamente o contrário do que ela ensina.

Mas voltemos à pergunta do leitor apressado. “Para quem sabe ler um pingo é letra”, dizia um antigo ditado. Como nem os ditados antigos resistem ao racionalismo do mundo moderno, atualmente se diz que para quem sabe ler um pingo é pingo, só analfabeto é que acha que um pingo é letra. O fato é que, dependendo das circunstâncias, qualquer sinalzinho vale mais do que uma palavra inteira. E é aí que entra a história de dois pastores para uma só ovelha.

Para provar ao repórter que tinha direito àquela mulher, o religioso valeu-se da mesma passagem bíblica com que convencera os frequentadores do seu templo e que, com especial paciência e particular interesse, explicara ao marido. Diante das câmeras, solenemente apanhou as Escrituras e leu a recomendação divina, transmitida por Ezequiel: “Sim, você é uma esposa adultera”. Ali estava a prova: vinda de onde vinha, era mais que uma permissão, era uma ordem: “adultera”.

Mas vocês sabem como são esses repórteres, não se contentam com os próprios lenços, metem o nariz onde ninguém os chamou. No caso, o repórter meteu o nariz entre as páginas da Bíblia e foi logo acusando: “Mas tem acento no U. Não está escrito “adultera”, e sim “adúltera”.

O pastor mostrou-se verdadeiramente surpreso:

─ Ora, vejam só! Um sinalzinho tão pequeno, quase não se nota!

 Apesar da inelutável evidência ortográfica, o bom pastor não entregou os pontos e argumentou que, sim, havia cometido um erro, mas quase tão imperceptível quanto o acento que o causara. De modo que, estando o erro já consolidado, e uma vez que o marido não se opunha ao engenhoso arranjo religioso-conjugal, ele continuaria atuando como pastor para os fiéis em geral e, no caso particular daquela senhora, continuaria acumulando as funções de pastor do corpo e da alma.

E ainda tem gente que acha que os acentos não valem nada! Com eles ou sem eles pode-se adulterar até mesmo o Livro Sagrado! E não vai você agora sair por aí dizendo que eu estou criticando quem quer que seja. Por favor, não adultera o que eu escrevi!

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Microconto: No semáforo

Tinha medo de apanhar chuva e de morrer resfriada. Para não se molhar, atravessou a rua correndo. Pena que o sinal estava aberto para os carros.

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Transformando resíduos de comunicação visual em novos ciclos produtivos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
Foto: Adriano José

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável?  

Hoje o tema é posicionamento estratégico para empresas que queiram ser mais competitivas e sustentáveis. Bora lá!

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável?  

Hoje o tema é posicionamento estratégico para empresas que queiram ser mais competitivas e sustentáveis. Bora lá!

Na minha trajetória escrevendo sobre ESG — e também atuando diretamente nessa área — tenho observado um desafio crescente e ainda pouco debatido nos bastidores corporativos: o destino de banners e lonas publicitárias após o fim de campanhas. Produzidos em larga escala e com baixa reciclabilidade, esses materiais costumam ter vida útil curta e frequentemente acabam descartados como resíduos sólidos, ampliando impactos ambientais sérios, visto que tal material é derivado do petróleo podendo levar muitos séculos para se decompor.

Hoje, o descarte inadequado desses materiais deixou de ser apenas um problema ambiental e passou a integrar diretamente a agenda reputacional das empresas. Em um contexto em que práticas de ESG influenciam decisões de mercado, a gestão responsável de resíduos tornou-se um indicador concreto de compromisso socioambiental — e também de credibilidade institucional. É preciso considerar, ainda, o impacto negativo na imagem corporativa: imagine uma lona publicitária com a logomarca da empresa boiando em um rio, visível para todos. Aquilo que foi criado para promover a marca pode, rapidamente, transformar-se em um símbolo de descuido ambiental, gerando percepção negativa e prejuízos à reputação de qualquer negócio.

Números que mostram o impacto

Como integrante da EcoModas, acompanho de perto iniciativas que buscam soluções práticas para esse problema. Desde 2010, alguns projetos já desenvolvidos já possibilitaram a transformação de um pouco mais de sete toneladas de banners e lonas em novos produtos ecológicos para empresas de diferentes regiões do Brasil.

Esse volume representa não apenas resíduos desviados de aterros, mas também redução indireta de impactos ambientais, como economia de matéria-prima virgem, diminuição da demanda por novos plásticos e menor emissão associada à produção de materiais promocionais convencionais.

Para Adriana Santos, responsável pela criação das peças, “cada material tem características próprias, e nosso trabalho é estudar o melhor aproveitamento possível. Quanto mais inteligente for o design, maior é o reaproveitamento e menor o descarte”, observa.

Do passivo ambiental ao ativo estratégico

Na prática, banners que perderam sua função original podem ser convertidos em bolsas, estojos, carteiras e nécessaires utilizados em ações institucionais, kits corporativos e campanhas promocionais. Essa substituição de brindes tradicionais por itens reaproveitados ajuda empresas a alinhar comunicação, branding e responsabilidade ambiental.

O processo segue critérios técnicos: cálculo da área disponível de material, dimensionamento dos produtos possíveis e definição proporcional da produção. Esse planejamento garante melhor aproveitamento da matéria-prima e transparência de resultados — dados que podem inclusive compor relatórios de sustentabilidade corporativa.

Impacto social além do ambiental

Outro ponto relevante é o efeito social desse modelo produtivo. A confecção dos itens prioriza contratação de mão de obra local, estimulando geração de renda, valorização de habilidades artesanais e fortalecimento da economia regional. Isso amplia o alcance da iniciativa, que deixa de atuar apenas na esfera ambiental e passa a contribuir também para desenvolvimento social.

Na prática, isso significa que um resíduo corporativo descartado em uma ponta da cadeia pode se transformar em oportunidade de trabalho e renda em outra — um exemplo concreto de como a economia circular conecta diferentes dimensões da sustentabilidade.

Uma mudança de lógica

Tenho defendido cada vez mais a ideia de que sustentabilidade corporativa não depende somente de grandes tecnologias, mas de mudanças de mentalidade. Quando empresas passam a enxergar seus próprios resíduos como recursos reaproveitáveis e regenerativas, elas deixam de lidar com o descarte como problema isolado e passam a tratá-lo como parte estratégica de sua operação.

Produtos desenvolvidos a partir de banners que seriam descartados ganham novos significados, contam outras histórias e ainda se transformam em instrumentos de educação ambiental. Mais do que itens reutilizados, eles representam uma forma concreta de vivenciar a sustentabilidade e a economia circular — de maneira visível e autêntica.

No fim das contas, iniciativas desse tipo mostram que a chamada “missão sustentável” não é um conceito abstrato. Ela se materializa em números, processos, pessoas envolvidas e resultados mensuráveis — elementos que transformam discurso ambiental em prática concreta.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

créditos
Foto: Adriano José
Modelo: Ingridh Adames
Make: Cássia Juliana
Foto da galeria
Foto: Adriano José
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A VOZ DA SERRA coloca nossa cabeça para raciocinar

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Enquanto as passagens intermunicipais sobem quase 12%, vamos pegar carona na charge de Silvério que já vem prevenindo sobre o aumento. O dragão da carestia foi o primeiro a inaugurar o preço, pois de Nova Friburgo para o Rio de Janeiro, a passagem passa a custar mais de R$ 80. As demais linhas têm preços diferenciados, de acordo com as localidades. O Carnaval passou e ficam as pegadas ou, melhor dizendo, as pegadinhas dos aumentos. A gente cai na real e quem se machuca é o nosso bolso.

Enquanto as passagens intermunicipais sobem quase 12%, vamos pegar carona na charge de Silvério que já vem prevenindo sobre o aumento. O dragão da carestia foi o primeiro a inaugurar o preço, pois de Nova Friburgo para o Rio de Janeiro, a passagem passa a custar mais de R$ 80. As demais linhas têm preços diferenciados, de acordo com as localidades. O Carnaval passou e ficam as pegadas ou, melhor dizendo, as pegadinhas dos aumentos. A gente cai na real e quem se machuca é o nosso bolso. Na década de 70, o cantor Jair Rodrigues gravou uma canção em que os versos até hoje fazem sentido: “Depois do carnaval eu vou tomar juízo, há muito que eu preciso me regenerar...”.

Ao contrário de antigamente, quando as rádios não tocavam mais marchinhas e sambas, hoje é difícil “sair do carnaval”. Tem festas nas quadras, desfiles das campeãs, cervejadas e muita badalação, o ano inteiro, pois o selo “Cervejaria Fluminense” está aprovado e “pode impulsionar microcervejarias do interior”. Nossa cidade se destaca com a produção de cervejas artesanais. Tamanho é o empenho da produção que virou tradição a “Rua da Cerveja”, na Oliveira Botelho. É bonito de apreciar e, mais ainda, de provar.

Nova Friburgo não brinca em serviço. A Associação InovaFri Valley comemorou seu primeiro ano de atuação formal na última quinta-feira, 19, no Corredor Cultural da Arp. Representantes do meio acadêmico, empresarial, governamental e sociedade civil marcaram presença, fazendo jus ao objetivo de “fortalecer a inovação e a tecnologia em nosso município. O presidente da entidade, Rodrigo Sena, ressaltou que antes mesmo da formalização, o grupo já atuava em iniciativas como o Movimento Serra do Silício.

Em “Sociais”, presença de ilustres na coluna. Alex Alfaya, atual presidente da Soamar, brindou com amigos e familiares mais um ciclo chegando em sua vida exemplar, na sexta-feira, 20. Dionathan da Silva Medeiros, no sábado, 21, festejou seus áureos 34 anos, ao lado da linda esposa Mayara Duarte e uma constelação de fãs que a sua simpatia cativa. Para o dia 26, dá tempo ainda de a cidade preparar um grande festejo para o querido Tony Ventura que colhe mais uma primavera. Amigos e familiares formarão uma orquestra de vivas. A esposa Faninha (nossa parente) com filhos e netos regendo o coral.

Além do esplendor de nossas agremiações carnavalescas, que fizeram a festa do carnaval friburguense, temos gente daqui arrasando na Viradouro, campeã no Rio. Tarcísio Zanon, natural de Cantagalo, carnavalesco e Guto Intérprete, que sempre dá aquele show, com sua voz possante de longo alcance. Essas duas joias reluziram na Sapucaí e certamente, somaram pontos para a vitória da vermelho e banco de Niterói.

Vinicius Gastin nos trouxe a lista dos contemplados com o “Bolsa Atleta” municipal. Parabéns aos contemplados e que o investimento traga mais e mais oportunidades para o esporte que, acima de tudo, contribui para um mundo melhor.  Outra boa notícia, sinal de responsabilidade, é a classificação de Nova Friburgo como finalista em projeto nacional voltado para a redução de riscos de desastres climáticos. A base de todo o processo começou com o projeto “Riograndina Resiliente”, entre 2023 e 2025.

A Prefeitura de Nova Friburgo anunciou que vai terceirizar o serviço de iluminação pública em nossa cidade. A empresa que vencer a concorrência vai receber “mais de R$ 147 milhões, num contrato de 13 anos, com repasse mensal de R$ 1,05 milhão. É muito dinheiro, minha gente! Será que não temos engenheiros, técnicos, profissionais qualificados aqui, capazes de assumirem essa empreitada?

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Conquistas

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

AFFM / Friburguense vai bem na 1ª etapa Individual de Pastilha, e Vinicius fatura título

AFFM / Friburguense vai bem na 1ª etapa Individual de Pastilha, e Vinicius fatura título
Mais um início promissor para a AFFM / Friburguense, desta vez na modalidade Pastilha. Os botonistas do Tricolor da Serra participaram da 1ª etapa do Campeonato Estadual Individual, realizada na Sala do Botafogo, no Rio de Janeiro. Já tradicional na competição, a equipe de Nova Friburgo conquistou mais uma vez o título da etapa, na categoria Série Ouro, através do jovem Vinícius Esteves. O garoto vem confirmando a sua boa fase nas competições da Federação, dessa vez com dez vitórias e apenas uma derrota nas 11 partidas realizadas.
Outros integrantes da equipe também se destacaram. Fábio Freitas também voltou com uma premiação, na série Prata, e conseguiu chegar até a final. O botonista se tornou vice-campeão na categoria, uma espécie de 2ª “divisão”. Alex que vem se destacando na modalidade Pastilha, com sua boa técnica, conseguiu se classificar entre os melhores na primeira e segunda fase, porém acabou caindo nas quartas de final da Série Ouro, para o atleta do Vasco.
Bittencourt que também se classificou para Ouro nas últimas vagas teve esperança, mas acabou caindo na segunda fase. Já Hiago Azevedo, que se destaca por jogar duas regras, e dessa vez acabou caindo precocemente na primeira fase.
 
Torneio Início 12 Toques
A Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj) promoveu o Torneio Início da Regra 12 Toques no último fim de semana, com partidas no sábado e domingo, 21 e 22, na sede do Botafogo Futmesa, no Rio de Janeiro.
“Essa é uma oportunidade imperdível para atletas de outras regras e para quem ainda não é federado conhecerem a dinâmica da Regra 12 Toques, sem custo de inscrição”, destaca a entidade.
No primeiro dia acontece a Disputa por Equipes, onde elas se enfrentarão em confrontos diretos em turno único. Cada confronto terá quatro atletas de uma equipe enfrentando os quatro da equipe adversária. As duas melhores classificadas avançam para a final, também em rodada única. O time com a melhor campanha na primeira fase joga com a vantagem do empate na final. O Vasco da Gama é o atual pentacampeão da competição, conquistando os títulos nos anos de 2019, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Já no domingo será a vez da Disputa Individual, na qual os atletas inscritos farão oito jogos na 1ª Fase. Na sequência, todos avançarão para as fases eliminatórias: oitavas, quartas, semifinais e final. Moacir Henze, do América, é o atual campeão. Porém, o botonista Guigui Klein, do Friburguense, também levou o título do Torneio Início recentemente, em 2024.
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    Botonistas do Friburguense representaram e fizeram bonito na modalidade Pastilha (Fotos: Divulgação / AFFM)

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    Vinicius Esteves confirma o excelente momento com mais uma conquista (Fotos: Divulgação / AFFM)

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    Evento reuniu equipes diversas de futebol de mesa do Estado do Rio (Fotos: Divulgação / AFFM)

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Homenagem aos cachorros de rua

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Tomada pelo amor aos animais e pela tristeza, devido ao episódio recente de violência contra o Cão Orelha, que comoveu o Brasil, vou escrever esta coluna em homenagem aos cachorros de rua. No nosso país, segundo a Organização Mundial de Saúde, existem 20 milhões de cachorros que sobrevivem nas ruas. A ideia de sobreviver é mais adequada pelas circunstâncias em que eles vivem dado à precariedade com que passam os dias. Cada um deles tem uma história de abandono. Soltos nas ruas dos bairros das cidades e nas estradas, estão sujeitos à própria sorte.

Tomada pelo amor aos animais e pela tristeza, devido ao episódio recente de violência contra o Cão Orelha, que comoveu o Brasil, vou escrever esta coluna em homenagem aos cachorros de rua. No nosso país, segundo a Organização Mundial de Saúde, existem 20 milhões de cachorros que sobrevivem nas ruas. A ideia de sobreviver é mais adequada pelas circunstâncias em que eles vivem dado à precariedade com que passam os dias. Cada um deles tem uma história de abandono. Soltos nas ruas dos bairros das cidades e nas estradas, estão sujeitos à própria sorte. Passam fome, sede, sofrem violências, além de estarem vulneráveis aos acidentes, como atropelamentos. Eles têm a integridade física e a emocional ameaçadas diariamente.

Os cães de rua merecem o nosso respeito, afeto e atenção. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou o Projeto de Lei 419/2023, de autoria do Legislativo, que reconhece o “Vira-Lata Caramelo” como uma expressão de relevante interesse cultural do Estado de São Paulo. Todas as cidades deveriam ter tal reconhecimento, o que faria com que os cães tivessem maior acolhimento dos habitantes, das instituições públicas e das empresas. Além do que se faz necessário a atenção com os cachorros devido ao cuidado com a saúde pública, posto que podem, como todo ser humano maltratado, transmitir doenças.  

Sinto-me feliz por ter adotado duas cadelas de rua. A Deia e a Pipa. Ambas estavam abandonadas e em estado precário. Ao acolhê-las tive a oportunidade de lhes oferecer uma vida digna. A Deia ficou conosco por mais de dez anos e faleceu já bem velha. Faz cinco anos que pegamos a Pipa no alto da estrada e ela está linda. Os cães adotados nos olham com o brilho da gratidão, expressam afeto profundo e estão sempre prontos a nos oferecer presença e solidariedade. A felicidade deles é estar ao nosso lado.

Certa vez, escutei dizer que os cães, não somente os de rua, são anjos que permanecem em nossas vidas em momentos especiais. Posso até dizer, por experiência própria, que estão ao nosso lado em situações difíceis e nos consolam com suas atitudes e gestos, na maioria das vezes silenciosos. Os cães possuem missões com os humanos, e, nós, também, com eles, ao torná-los, através da convivência, seres mais evoluídos.

Eu me encanto com Nova Friburgo pelo cuidado com que a população tem com os cachorros de rua. Certa vez, andando, de manhã, pela Rua Monte Líbano, vi um lojista colocando a vasilha de ração e água na porta da loja. Parei e admirei, sorridente. Então, ele me disse: eles vêm lá do alto das Braunes para comer todos os dias. Nos dias seguintes, quando ia para o centro, via cachorros descendo em passos firmes. Meu coração aplaudia os lojistas.

Faz tempo que li o livro da Lygia Bojunga, “Os colegas”, clássico da literatura infantil, premiado pelo Concurso de Literatura Infantil do Instituto Nacional do Livro em 1971. A escritora recebeu pelo conjunto de sua obra o Prêmio Christian Andersen, considerado o Prêmio Nobel da Literatura Infantil. “Os colegas” aborda a amizade entre animais abandonados: os vira-latas Virinha e Latinha, o coelho Cara de Pau, a cachorrinha Flor-de-Lis e o urso Voz de Cristal. Eles enfrentam o abandono e a solidão, constroem um lar, experimentam aventuras até encontrarem um modo criativo de viver. Guardo-o com carinho na estante e, agora mesmo, estou com ele em minhas mãos com a séria intenção de o reler.

Outras obras literárias contam histórias que envolvem a relação dos cães com seus donos. O livro “Marley e eu” é uma história emocionante baseada em fatos. O escritor e jornalista John Grogan conta relação com seu cão ao longo de treze anos, tempo em que Marley fez parte da sua vida familiar. O livro foi publicado em 2005, nos Estados Unidos. É considerado um best seller.

O que aconteceu recentemente com o vira-lata Orelha cortou o coração de todos nós. Espero que sua trágica morte se transforme em alerta para a atenção e respeito com os cachorros de rua, que as penalidades contra os animais sejam mais rigorosas. Que eles, sucumbidos ao abandono, sejam acolhidos pelas energias universais como seres abençoados.

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Quaresma, Fraternidade e Moradia

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

O tempo da quaresma como renovação da vida cristã, nos convida a reencontrar o nosso verdadeiro rosto cristão através da oração e caridade, a fim de modelarmos nossa imagem àquela de Cristo; assim é que poderemos viver uma comunhão mais profunda no seu mistério de morte e ressurreição. É tempo de nós percorrermos o itinerário batismal de penitência e conversão. Tempo liturgicamente forte de mudança de vida, que nos insere ainda mais no Mistério de Cristo. É tempo de esperança, pois iniciamos nossa caminhada rumo à Páscoa de nosso Salvador Jesus Cristo.

O tempo da quaresma como renovação da vida cristã, nos convida a reencontrar o nosso verdadeiro rosto cristão através da oração e caridade, a fim de modelarmos nossa imagem àquela de Cristo; assim é que poderemos viver uma comunhão mais profunda no seu mistério de morte e ressurreição. É tempo de nós percorrermos o itinerário batismal de penitência e conversão. Tempo liturgicamente forte de mudança de vida, que nos insere ainda mais no Mistério de Cristo. É tempo de esperança, pois iniciamos nossa caminhada rumo à Páscoa de nosso Salvador Jesus Cristo.

Os quarenta dias que percorremos é um tempo de graça e de benção, marcado pela escuta da Palavra de Deus, da reconciliação com Deus e com os irmãos. É um tempo em que a igreja, com amorosa insistência, nos chama a mudar de vida. Tempo de oração, jejum, de partilha e gestos solidários; de direcionarmos a misericórdia de Deus aos mais necessitados.

A liturgia deste tempo forte e pedagógico nos prepara para a grande solenidade da Páscoa, que é o centro e ápice da nossa fé. Cada mensagem semanal nos leva a uma renovação espiritual, convidando-nos a viver este retiro olhando para o alto (oração), para si mesmo (jejum) e para o outro (esmola). É uma experiência de fé que nos transforma pessoalmente e o que está ao nosso redor, isto é, toda realidade do nosso mundo que ainda precisa ser atingida pela força renovadora da Palavra de Deus. Por isso, é importante intensificar a oração, a escuta da Palavra de Deus e a caridade. É um itinerário de obediência a Deus e entrega aos irmãos. O cristão testemunha ainda mais o Evangelho da misericórdia com sinais internos e externos.

Para nós cristãos, todos os dias deste tempo rico nos animam e fazem com que olhemos mais de perto a nossa vida e condição. A conversão é um processo permanente, seja em nível pessoal ou social. Conversão significa uma mudança de sentido ou de rumo. Acreditamos que nunca é tarde para optar pelo bem e abandonar o mal, pois Deus, no seu amor infinito e misericordioso, está sempre pronto a nos acolher e abraçar, como fez com o filho pródigo.

Nosso itinerário é sempre de um retorno ao primeiro amor e à fonte de todo bem e de toda graça. Esta é a razão pela qual repetimos, incansavelmente, neste recolhimento espiritual a célebre passagem bíblica: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2 Cor 6, 2). Portanto, temos que aproveitar esta graça que passa diante de cada um de nós. Não deixemos que ela passe em vão.

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema: Fraternidade e Moradia, e por lema: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1, 14). A Igreja do Brasil, através desta campanha, quer sensibilizar todas as pessoas sobre o problema da moradia em nosso país. Como sabemos, a casa é lugar de vida, de dignidade e convívio familiar, mas, infelizmente, nem todos tem acesso a este direito basilar. Neste sentido, “a campanha da Fraternidade 2026 é um chamado à solidariedade e à ação concreta afim de que todas as pessoas tenham um lugar para viver com dignidade, como filhos e filhas de Deus” (Texto-Base, p. 11). A falta de moradia digna, para grande parte da população em nosso país, revela um quadro de desigualdade ou desequilíbrio econômico e social que persistem.

A Campanha da Fraternidade é um modo peculiar da igreja do Brasil viver a quaresma, despertando a consciência de todos os fiéis e da sociedade no geral, sobretudo do poder público, no âmbito da moradia digna e da universalidade deste direito. “A moradia digna é base para a efetivação do direito à cidadania e dos direitos humanos” (Texto-Base, p. 21).

Que este tempo quaresmal, rico e forte no caminho de nossa santificação, nos ajude a refletir e lutar contra um modelo social excludente, onde a moradia seja uma realidade para poucos e uma situação ainda inadequada para uma parte expressiva de nosso povo; pois viver de forma digna não deve ser um privilégio para alguns, mas um direito de todos os filhos e filhas de Deus. Uma santa quaresma a todos.

D. Pedro Cunha Cruz

Bispo diocesano de Nova Friburgo – RJ

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Apoio bem-vindo

sábado, 21 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Prefeitura divulga contemplados com o Bolsa Atleta municipal

Uma ajuda financeira bem-vinda a 56 atletas de Nova Friburgo. Com despesas recorrentes para manter a rotina de treinos, alimentação e participação em competições, diversos desportistas encontram dificuldades até mesmo para seguir com a carreira. Nesse contexto, o Bolsa Atleta Municipal irá contribuir de maneira importante com esses contemplados.

Prefeitura divulga contemplados com o Bolsa Atleta municipal

Uma ajuda financeira bem-vinda a 56 atletas de Nova Friburgo. Com despesas recorrentes para manter a rotina de treinos, alimentação e participação em competições, diversos desportistas encontram dificuldades até mesmo para seguir com a carreira. Nesse contexto, o Bolsa Atleta Municipal irá contribuir de maneira importante com esses contemplados.

A lista com os nomes - escolhidos através de um processo de avaliação, feito por uma comissão -, foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do município na última quinta-feira (19). Cada atleta recebe um incentivo financeiro que varia de R$ 3.700 a R$ 6.100, de acordo com o nível da categoria, para representar a cidade em competições regionais, nacionais e até internacionais. O investimento total é de R$ 243.200.

As bolsas principais, na categoria internacional, foram concedidas a Jasminy Junger, Larissa Helena da Conceição, Marnie da Rocha Fortes, Izaías Teixeira, Marcelo Spinelli e Tiago da Silva. Pelo menos, 18 atletas, sendo nove homens e nove mulheres, foram selecionados na categoria nacional, enquanto as bolsas de nível estadual/regional beneficiam dez atletas femininas e 22 masculinos.

O Programa Bolsa Atleta Municipal consiste em apoio financeiro a atletas, paratletas e atletas-guia que têm representado o município em eventos oficiais regionais/estaduais, nacionais e internacionais, sendo concedido por um prazo máximo de 12 meses.

Para concessão do auxílio, o interessado deve estar vinculado a alguma entidade de prática ou de administração desportiva oficial (confederação, federação ou liga), constar no ranking, pódio ou classificação na sua modalidade em entidades oficiais e ter registro de graduação (no caso de artes marciais). Também é necessário ter participado de competições oficiais no ano anterior.

Além disso, não é permitido receber nenhum tipo de patrocínio de pessoas físicas e jurídicas. É preciso ainda estar vinculado à uma agremiação esportiva há, no mínimo, um ano, ter frequência, no ano anterior, de pelo menos 80% nos treinamentos e competições e apresentar ficha de frequência mensal nos treinamentos e competições esportivas.

A emoção dos contemplados

O prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon (PL) fez questão de comunicar pessoalmente alguns atletas sobre a importante conquista. Um deles foi o professor e lutador de jiu-jitsu, Tiago Silva, de 40 anos, um dos contemplados com a bolsa internacional. No ano passado, ele competiu em oito estados representando Nova Friburgo. Tiaguinho, inclusive, já tinha o objetivo de competir em outro país. Para comunicar a Tiaguinho que ele foi contemplado com a bolsa internacional, o prefeito vestiu um kimono e o desafiou para uma luta, claro, em ritmo de pura brincadeira.   

Outro momento de grande emoção foi quando o prefeito deu a notícia à jovem Maria Clara Baeta, de 14 anos, e seu pai, Bruno Baeta, ambos atletas de downhill (ciclismo de montanha) e contemplados com as bolsas estadual e nacional, respectivamente.

“São dois corações acelerados pela mesma paixão, dividindo trilhas, desafios e agora também esse reconhecimento. Ver uma história de sucesso de pai e filha reforça que o esporte forma campeões, mas antes disso, forma laços, valores e memórias que ficam para a vida inteira”, observou Johnny Maycon que postou vídeos dos momentos de emoção dos atletas em suas redes sociais.  


A lista de contemplados

Bolsas de nível internacional

Categoria feminina

  • Jasminy Junger Leandro
  • Larissa Helena da Conceição
  • Marnie da Rocha Fortes

Categoria masculina

  • Izaías de Oliveira Teixeira
  • Marcelo Spinelli Soares Carvalho
  • Tiago da Silva

Bolsas de nível nacional

Categoria feminina

  • Ana Beatriz Monteiro Maia
  • Caroline Ferreira Carvalho
  • Helena Barroso Schueler dos Santos
  • Hellen da Costa Kenupp
  • Lorena Zebende Eller
  • Luciana Iecker Canella
  • Manuella Martins Mafort
  • Nathalia Noronha Inácio
  • Valentina Barcelos Valentim

Categoria masculina

  • Brayan Martins Rezende
  • Bruno Barcellos de Oliveira
  • Bruno Mertz Baeta Neves
  • César Cunha de Magalhães
  • Hiury Alves Rocha
  • Ítalo de Lima Fernandes
  • Leonardo Ederick de Oliveira
  • Marcos Adriano da Silva
  • Stefan Storck de Macedo

Bolsas de nível estadual/regional

Categoria feminina

  • Anna Luiza Fernandes Leal
  • Daiana Martins da Silva Magalhães
  • Kethllen Rodrigues de Souza
  • Laiza Larentes Silva
  • Marcelly Olga Leite Pinto Afonso
  • Maria Clara Bianquini Baeta Neves
  • Maria Eduarda Bellinger
  • Natália Machado Moura
  • Nicole Rodrigues Chelis
  • Victória da Silva Afonso

Categoria masculina

  • Alessandro Maria de G. Moraes
  • Astrogésimo Machado Junior
  • Bernardo Cypriano Rodrigues
  • Breno Sander de Oliveira
  • Bruno Ismério Bohrer
  • Cassio Berriel de Lima
  • Daniel de Lima Assis Medina
  • Denver Santos Amaral
  • Gabriel Debossan de Oliveira
  • Gilberto Frossard Chermaut
  • Guilherme da Silva Mafort
  • Jeferson da Silva Stroligo
  • Kauay Teixeira Cardoso
  • Luan Ramos Caldas
  • Lucas Alexandre Novaes Breder
  • Lucas da Silva Ramos
  • Lucas Gabriel Gomes Freitas
  • Matheus Silva de Paiva
  • Max Philipe de Almeida Carvalho
  • Rodrigo Rodrigues da Silva
  • Ryan Viana Schuindt da silva Costa
  • Thomás de Souza Schumacker

 

 

 

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    Jovem lutadora Jasminy Junger é uma das selecionadas para receber o incentivo do programa (Foto: Divulgação)

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    Jovem lutadora Jasminy Junger é uma das selecionadas para receber o incentivo do programa (Foto: Reprodução Redes Sociais)

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    Outro momento emoção com os destaques do downhill friburguense, Ana Clara e seu pai Bruno Baeta. Ambos vão receber a bolsa estadual e nacional, respectivamente (Foto: Reprodução Redes Sociais)

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Agredir um animal é agredir todos nós

sábado, 21 de fevereiro de 2026
por Bernardo Furrer

As agressões ao Cão Orelha, um cão comunitário, que levaram à sua morte em janeiro, em Florianópolis, Santa Catarina, onde vivia há dez anos e era cuidado por moradores, chocou e continua a nos chocar por sua brutalidade e covardia. Nessa semana tivemos a sua exumação e o caso continua nas páginas dos jornais.

As agressões ao Cão Orelha, um cão comunitário, que levaram à sua morte em janeiro, em Florianópolis, Santa Catarina, onde vivia há dez anos e era cuidado por moradores, chocou e continua a nos chocar por sua brutalidade e covardia. Nessa semana tivemos a sua exumação e o caso continua nas páginas dos jornais.

Estão em curso investigações para que os agressores sejam responsabilizados. Não devemos chegar a conclusões precipitadas e muito menos condenações prévias sem um julgamento justo, mas o que vimos foi um pequeno exemplo do que ocorre com frequência em todo o país: maus-tratos, crueldade e possível impunidade de crimes contra animais.

A violência se restringe aos animais domésticos e silvestres?

Infelizmente, não. “A “Teoria do Elo” estabelece uma conexão entre a violência contra animais e contra humanos. Estudos mostram que pessoas que cometem crueldade contra animais têm maior probabilidade de praticar crimes violentos, como abuso infantil e violência doméstica. No Brasil, 71% dos agressores de animais também cometem crimes contra humanos. Este dado destaca a importância de combater a crueldade animal como uma estratégia de prevenção à violência mais ampla na sociedade. Ao denunciar maus-tratos não protegemos apenas os mais vulneráveis, mas também ajudamos a prevenir a violência contra humanos. Sua denúncia pode salvar vidas” (Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas).

Pesquisadoras publicaram um estudo sobre a influência de redes de internet como a Discord, onde crianças e adolescentes são envolvidos em atividades como automutilação, estupros virtuais, suicídios, etc. Agressões contra animais são comuns porque esses oferecem pouca ou nenhuma resistência. (https://ibi.ong.br/noticia/220796/cao-orelha-porque-violencia-contra-animais-cresce-em-grupos-online-de-adolescentes)

Essas situações nos remetem inicialmente aos animais domésticos, que convivem conosco, frequentemente compartilhando nosso próprio lar, sendo acolhidos com o mesmo afeto de um membro da família, mas devemos nos lembrar também da nossa fauna silvestre, menos visível, com menos defensores, exposta à crueldade da atividade da caça, infelizmente ainda presente em nosso município e temos que tratar também do crescente desmatamento, motivado pela especulação imobiliária ou por atividades econômicas predatórias, que fazem com que o habitat natural desses animais se reduza e desapareça progressivamente, inviabilizando sua sobrevivência, levando até à extinção de muitas espécies.

Outra ação criminosa é o tráfico nacional e internacional de animais silvestres, uma atividade clandestina, estimulada pela cobiça e ganância a ser combatida com firmeza. A caça de animais silvestres é proibida no Brasil pela Lei de Proteção à Fauna (lei 5.197/1967).

O que mais diz a lei?

O artigo 225 da Constituição Federal e a Lei de Crimes Ambientais (lei 9.605/98) tipificam os maus tratos aos animais como crimes. Praticar abusos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados acarreta pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A Lei Sansão (14.064/2020) aumentou a pena para dois a cinco anos de reclusão quando se tratar de cães e gatos. A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime resultar na morte do animal. Maus tratos são caracterizados por ferir, abandonar, manter em local insalubre, privar de alimentação e/ou água e agressão física.

A recente lei 11.096/2026, de autoria dos deputados estaduais Carlos Minc e Luiz Paulo, instituiu o Novo Código Estadual de Direito dos Animais no Rio de Janeiro, reconhecendo-os como seres sencientes. Sencientes como diz o dicionário Aurélio/Michaelis, define seres com capacidade de sentir, ter sensações ou perceber o ambiente através dos sentidos. Refere-se à aptidão para vivenciar emoções (dor, alegria, medo) e experiências conscientes.

A norma proíbe práticas como mutilações estéticas, uso de coleiras de choque, fogos com estampido, abandono e proíbe tatuagens, piercings, amputações estéticas (cauda/orelhas), zoofilia, rinhas, touradas e uso de tração animal (carroças) em turismo. O Novo Código reforça a proteção contra negligência e violência, cobrindo animais domésticos, silvestres e de produção.

Em novembro de 2025 também foi aprovado o projeto de lei 2.015/2019, do deputado estadual Carlos Minc, que proíbe a venda, exposição e doação de animais de pequeno e médio porte em feiras livres, eventos em locais públicos ou de uso comum, como feiras de artesanato, shows e áreas de lazer, sendo outra medida muito importante para coibir maus-tratos.

Em Nova Friburgo a lei municipal 4.443, de autoria do vereador Cláudio Damião, institui a “Lei de Proteção e Bem Estar de Animais Domésticos” no município, que considera ““maus-tratos”, para efeitos da lei, toda ação ou omissão que implique crueldade, cause dor, angústia ou sofrimento aos animais, bem como a falta de atendimento às suas necessidades naturais.”

Exerça sua cidadania: denuncie os maus tratos e a caça

Denunciar maus-tratos a animais é um dever cívico. No Estado do Rio de Janeiro pode ser feita de forma anônima pelo Disque Denúncia (21 2253-1177), pelo aplicativo "Disque Denúncia RJ", ou no site do programa Linha Verde (https://www.disquedenuncia.org.br/green-line). Contate a Polícia Militar pelo 190. Reúna provas, como fotos, vídeos e o endereço exato da agressão contra algum animal.

Gostou do artigo? Tem alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

 

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    Cão Orelha (Foto: redes sociais)

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    Onça Suçuarana na RPPN (Foto: Juran Santos)

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Eis o assassino

sábado, 21 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 21 e 22 de fevereiro de 1976

 

Laís Lima (*)

 

Manchetes

 

Eis o assassino - Polícia revela o autor do assassinato do motorista profissional de 35 anos de idade, que abalou a cidade. Ele já está preso. Violência está crescendo e preocupa. 

 

Edição de 21 e 22 de fevereiro de 1976
 
Laís Lima (*)
 
Manchetes
 
Eis o assassino - Polícia revela o autor do assassinato do motorista profissional de 35 anos de idade, que abalou a cidade. Ele já está preso. Violência está crescendo e preocupa. 
 
Prefeito pede mais 100 cargos – O prefeito municipal continuando com sua nefasta administração está tentando, e, ao que tudo indica, irá conseguir, dar um rombo nas minguadas finanças municipais, com a criação de cerca de 100 cargos. O projeto encontra-se na Câmara Municipal e a bancada do MDB já recebeu “ordens superiores” de aprová-lo. A Câmara foi convocada extraordinariamente para aprovar a criação de 100 cargos. Vagas a serem criadas já estão sendo disputadas pelos inúmeros “assessores” e “oitentinhas” da Prefeitura.
 
Casa dos Pobres pede auxílio – O vereador Benício Valladares apresentou denúncia afirmando que a Prefeitura de Friburgo suspendeu a ajuda financeira à Casa dos Pobres de São Vicente de Paula.
 
Câmara muda horário – A Câmara Municipal de Friburgo vai apresentar novidades quando forem iniciados os trabalhos normais no mês de março. As reuniões deixarão de começar às 20h e foram antecipadas para as 17h, duas vezes por semana. Neste mês de fevereiro, a Câmara se reuniu várias vezes para apreciar matérias pendentes do legislativo.
 
Feliciano pode ser candidato – O deputado estadual Feliciano Costa poderá ser o candidato da Arena à Prefeitura de Friburgo. Ele está otimista com a ideia e espera agora uma posição do partido. Na página 7 desta edição, AVS publica alguns pensamentos de Feliciano Costa que se tornam um sentido de ação de sua carreira. Ele não nega a ideia de sua candidatura.
 
Um ganhador na Loteca – O único cartão premiado em Friburgo tem o número 150-36, jogado na Loteria do Roberto e Iveson, situada na Praça Getúlio Vargas. O prêmio é de Cr$ 20.935,73. As lojas lotéricas de Friburgo só voltam a funcionar na quarta-feira de cinzas.
 
Do Brejo ao Cosmos – Hoje no Grupo de Promoção Humana do Cônego será apresentado o musical contemporâneo “Do Brejo ao Cosmos” com a participação de Aurinha, Caetano, Chevrand, Gustavo e Cristina, tendo a direção de Tobi e Arpad. Os instrumentos variam do Símbolo, instrumento Cigano de Budapeste, até o Sintetizador, do século XX. Começa às 20h com ingresso a Cr$ 3.
 
E mais: 
  • Hotéis já lotados para o Carnaval 1976: mais de 50 mil turistas virão para Friburgo 
  • Administração do prefeito Amâncio Azevedo: três anos inúteis (novas considerações)  
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
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