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Glossário de renda variável III – FIIs

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

            Cá estamos, na terceira semana da nossa série de textos e com a certeza de que valeu a pena dedicar os últimos temas ao nosso Glossário de Investimentos. Caso não tenha acompanhado, este é o terceiro texto publicado com o intuito de democratizar o acesso aos conteúdos financeiros, elucidar e desmistificar seus papéis numa carteira de investimentos. Já conversamos sobre Exchange Traded Fund (ETF), Brazilian Depositary Receipt (BDR) e hoje chegou a hora de entender, de fato, o que são os Fundos de Investimentos Imobiliários (FII).

            Cá estamos, na terceira semana da nossa série de textos e com a certeza de que valeu a pena dedicar os últimos temas ao nosso Glossário de Investimentos. Caso não tenha acompanhado, este é o terceiro texto publicado com o intuito de democratizar o acesso aos conteúdos financeiros, elucidar e desmistificar seus papéis numa carteira de investimentos. Já conversamos sobre Exchange Traded Fund (ETF), Brazilian Depositary Receipt (BDR) e hoje chegou a hora de entender, de fato, o que são os Fundos de Investimentos Imobiliários (FII).

            Quando falamos em investimentos, os ativos imobiliários estão entre os mais populares no Brasil; o investimento imobiliário, aqui, é cultural. Afinal, quem nunca sonhou em construir/comprar um imóvel com o intuito de alugá-lo e obter uma renda mensal desse investimento? Parece uma estratégia infalível – e realmente pode ser quando o investidor tem uma série de imóveis e empreendimentos do setor –, mas o risco é enorme para quem tem pouco capital.

            Seguindo a linha de raciocínio da diversificação (você se lembra que este é um ponto fundamental para o sucesso e segurança da sua estratégia, não é mesmo?), vamos montar um cenário hipotético onde o investidor passou a vida trabalhando para construir seu patrimônio e agora tem um único imóvel como investimento. Seu objetivo? Gerar renda mensal. Dentro deste cenário, imagine que – por força do destino – o último inquilino saiu há dois meses e o proprietário ainda está sem ninguém interessado em alugar seu imóvel. Já é um contexto terrível para quem dependia dessa renda, mas quando chegou no quinto mês sem nenhum locatário o proprietário decide alugar mais barato e o retorno sobre o patrimônio já é mínimo. Por fim, agora existe alguém locando este imóvel, mas desta vez o inquilino é desrespeitoso, não paga o aluguel em dia, não cuida do imóvel, traz enormes desconfortos e o final desta história a gente já conhece: muita dor de cabeça e pouco dinheiro.

            Percebe o ponto que pretendo chegar? Hoje, meu intuito é te mostrar as possibilidades de investimentos imobiliários rentáveis e sem toda a burocracia da administração direta. Através do FIIs, você pode se tornar cotista de investimentos em imóveis de primeira linha com locatários de primeira linha. Já pensou em ser dono de um prédio inteiro locado para uma grande indústria farmacêutica? Ou talvez uma rede de galpões logísticos locados para centro de distribuição de grandes marcas, o que acha? Quem sabe, investimentos em uma rede de shoppings ou hotéis?

            Os Fundos de Investimentos Imobiliários são negociados em mercado de bolsa, com liquidez de dois dias úteis e distribuem mensalmente (em grande maioria), aos seus cotistas, os devidos proventos referentes aos aluguéis recebidos pelos imóveis alugados e já isentos de imposto de renda. Tudo isso dentro de normas e regulamentações específicas e auditadas pelas instituições responsáveis pelo bom funcionamento dos mercados, como as CVM e Ambima, por exemplo.

            Esses são os FIIs, complexos dentro de sua simplicidade. A ideia aqui, é fazer seu patrimônio gerar renda mensal (seja para custear seu estilo de vida, seja para reinvestir seu patrimônio) e ser corrigido pela inflação (além, é claro, de gerar valorização do seu investimento ao longo do tempo; exatamente como um imóvel, afinal, você está investindo em imóveis reais). Sem fazer disso uma recomendação de investimentos, sinto-me extremamente à vontade ao dizer que – pessoalmente – os Fundos de Investimentos Imobiliários são minha classe favorita de investimentos. Portanto, considere-os como parte de sua diversificação.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O direito à morte é um direito à uma vida digna?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Há quem suspire ao ler sobre a morte natural, com a diferença de poucos dias e horas, entre um e outro, de um casal de mais idade. A romantização da dor da perda – que não tem nada de romântico – apenas mostra que a ausência do outro, às vezes, é tão insuportável que chega a ser fatal.

Há quem suspire ao ler sobre a morte natural, com a diferença de poucos dias e horas, entre um e outro, de um casal de mais idade. A romantização da dor da perda – que não tem nada de romântico – apenas mostra que a ausência do outro, às vezes, é tão insuportável que chega a ser fatal.

Até que a morte os separe? Pois bem, existem pessoas que não seguem a esta lógica e escrevem verdadeiros romances na vida real. Afinal, quem é que nunca conheceu um casal que foi perdidamente apaixonado um pelo outro ao longo da vida e logo quando um dos cônjuges veio a falecer, o outro logo depois também morreu?

Eu acredito ter ouvido muitos desses casos ao longo da minha vida. Até mesmo de cônjuges que não sabiam da morte do outro, e logo depois vieram também a “descansar”. Entretanto, apesar de romantizarmos a morte em alguns momentos, a verdade é o que assunto ainda é um verdadeiro tabu em nossa sociedade.

De mãos dadas ao último adeus

Nos últimos dias, um caso chamou bastante atenção de todos. O ex-primeiro-ministro da Holanda, Dries van Agte e sua esposa Eugenie van Agt-Krekelberg optaram por uma eutanásia dupla e morreram de mãos dadas no último dia 5. Ambos tinham 93 anos de idade.

O ex-premiê holandês não tinha se recuperado plenamente de uma hemorragia cerebral, sofrida em 2019, que lhe deixara muitas sequelas, lhe afastando do público e de seu trabalho de militância. Sua esposa, optou por não viver sem o marido, ainda de acordo com a fundação criada por ela.

A Holanda foi um dos primeiros países do mundo a legalizar a eutanásia. Desde 2002, o procedimento é realizado quando o paciente está em sofrimento, sem perspectiva de alívio ou cura, e queira, por sua vontade própria, morrer de forma assistida e humanizada. Na prática, dois médicos precisam dar autorização, para que o procedimento ocorra.

A eutanásia dupla, em que casais optam por morrer juntos com assistência médica, passou a ser registrada a partir de uma revisão de casos ocorrida em 2020. Naquele ano, 26 pessoas passaram pelo procedimento. Em 2021, foram 32. E 2022, os registros aumentaram expressivamente para 58.

Além da Holanda, outros países como Bélgica, Luxemburgo, Colômbia, Canadá, Espanha, Portugal, Nova Zelândia e Argentina adotam a prática. O ato de não querer prolongar tratamentos que mantenham artificialmente a vida de pacientes por sintomas terminais e irreversíveis ainda é um tabu no Brasil.

Conflitos de direitos e interesses

O inferno, segundo os críticos, seria o destino de quem afronta o “tempo de Deus”. Já outras pessoas, tratam a prática com mais naturalidade, especialmente diante de casos em que a dor do paciente em estar más condições de saúde é quase como uma submissão a uma tortura física e psicológica.

Casos famosos não são difíceis de serem encontrados. O ex-comediante nordestino Shaolim e o ex-piloto de Fórmula 1, Michael Schumacher, sofreram lesão medular, e apesar de conscientes, nada podiam/podem fazer. Em outros casos, doenças irreversíveis como Esclerose Lateral Amiotrófica, que acometeu o ex-astrônomo, Stephen Hawkings, trazem dor ao paciente até a morte.

Apesar de parecer mais humano e coerentes que essas pessoas possam escolher não querer mais viver nestas condições, a prática não é legal no Brasil. As penas para quem causa a morte de um doente podem variar de dois a seis anos, quando comprovado motivo de piedade, a até 20 anos de prisão.

Na Constituição Brasileira, vivemos um embate entre “a dignidade da pessoa humana” e “o direito à vida”, trazendo à tona os debates sociais, religiosos e jurídicos sobre a prática no país. Para uns, a morte é parte inexorável da vida. E se as pessoas têm o direito de viver com dignidade sua própria morte, surge a necessidade de legislar sobre o morrer de forma digna.

Contudo, no Brasil, no artigo 5º de sua Constituição, o direito à vida prevalece como fundamental ao ser humano. Protege-se a vida mesmo quando o seu titular tenta tirá-la. Esse direito é garantido em todas as legislações modernas do mundo, como razão da existência do ser humano com capacidade de fruir de todos os demais direitos.

Um debate extenso, mas necessário

O que muitos julgam ser o contrário de “viver”, é na verdade, uma das etapas inevitáveis da vida pela qual todos nós passaremos. Apesar de não pensarmos no assunto com frequência, todos nós iremos um dia deixar de existir - ao menos num plano físico, a depender da sua crença. Morrer é inevitável.

Devemos continuar a entender que a medicina já não pode seguir o princípio de sustentar toda a vida humana de qualquer jeito, sem que demos a devida atenção à dignidade humana? Ou devemos entender que a permissão de morte de uma forma humanamente digna não pode ser levada em conta?

É importante esclarecer que não se deve confundir “morte digna” com nenhum método de suicídio. Afinal, o direito a viver de forma digna implica também no direito a morrer dignamente? Ao meu ver, não há nada que seja mais cruel que obrigar uma pessoa a sobreviver em meio a padecimentos oprobriosos, em nome de crenças alheias.

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Cidade sede

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Nova Friburgo recebe a primeira etapa regional do Estadual de Xadrez

        Nova Friburgo vai ser palco de mais um grande evento esportivo. A Federação de Xadrez do Estado do Rio de Janeiro (Fexerj) realizará nos dias 23 e 24 de março a primeira etapa regional da competição estadual no município. O evento acontecerá na Oficina Escola de Artes, no antigo fórum, na Praça Getúlio Vargas, com o apoio das secretarias municipais de Esportes e Lazer, Cultura e Educação.

Nova Friburgo recebe a primeira etapa regional do Estadual de Xadrez

        Nova Friburgo vai ser palco de mais um grande evento esportivo. A Federação de Xadrez do Estado do Rio de Janeiro (Fexerj) realizará nos dias 23 e 24 de março a primeira etapa regional da competição estadual no município. O evento acontecerá na Oficina Escola de Artes, no antigo fórum, na Praça Getúlio Vargas, com o apoio das secretarias municipais de Esportes e Lazer, Cultura e Educação.

        A competição é aberta a atletas credenciados e não credenciados, contando também com a presença de grandes jogadores do cenário estadual. As inscrições podem ser feitas através do sistema Sympla, com valores a partir de R$ 22,50. O regulamento completo está disponível na página da Fexerj na internet (https://fexerj.org.br/)

        Nova Friburgo tem uma longa tradição na prática do jogo de xadrez. O atual Clube de Xadrez Municipal de Nova Friburgo (CXMNF) é apenas mais uma página dessa história, que teve seu marco em 1927, com a inauguração do Clube de Xadrez, no Suspiro, patrimônio histórico, cultural e arquitetônico de nossa cidade.
         A organização é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação. A atual gestora da pasta, Caroline Klein, já conhecia o trabalho do professor Guilherme Silveira, através do projeto “Xadrez nas Escolas - A educação dá aos peões poderes de rei”. Ao assumir a secretaria e o espaço do antigo Colégio Cêfel, foi oferecido ao professor uma sala no espaço para a ampliação do trabalho, inclusive para toda a sociedade friburguense. O clube fica no Complexo Educacional Paulo Rónai, no antigo Colégio Cêfel, na Rua José Tessarolo dos Santos, antiga Baronesa, no Paissandu.

O jogo

        O xadrez é um jogo de tabuleiro, sendo também considerado como esporte. É disputado entre dois jogadores, utilizando-se um tabuleiro e 16 peças, sendo representadas por peões, torres, cavalos, bispos, um rei e uma rainha. Cada peça tem sua particularidade no modo de movimentar-se sobre o tabuleiro.

Ao peão, são apenas permitidos movimentos frontais, de modo que o primeiro movimento de cada peão pode abranger duas casas, os outros movimentos se restringem a uma casa à frente. Embora se movimente para frente, o ataque do peão sempre ocorre na diagonal. A torre pode correr, sem restrições de número de casas, para frente/trás/direita/esquerda.

        O cavalo realiza movimentos em “L” (duas casas em um sentido e uma casa em sentido perpendicular àquele), para qualquer direção. O movimento do bispo ocorre, assim como no caso das torres, sem limitação de casas, porém apenas no sentido diagonal. A rainha tem livre movimentação no jogo. O rei pode apenas ser movimentado de casa em casa, ainda que em qualquer direção do tabuleiro.
        A movimentação das peças, por parte dos jogadores, é feita a partir de estratégia bastante pensada. É por isso que se costuma usar o xadrez como analogia para quaisquer outras ações de estratégias, como as ações políticas, por exemplo.

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    Guilherme Silveira é o coordenador do Clube de Xadrez Municipal de Nova Friburgo (Foto: Divulgação)

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    Jogo de tabuleiro, tradicional há vários anos, é fomentado com atividades e torneios no município (Foto: Divulgação)

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A VOZ DA SERRA é o motivador das nossas emoções!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

             Por um momento, fiquei em dúvida se faria ou não a viagem do último fim de semana carnavalesco. E qual seria a razão de eu não embarcar na plataforma do Caderno Z, se viajar em A VOZ DA SERRA é um dos meus prazeres? Houve apenas uma mudança no roteiro, pois, desembarcamos nesta quinta-feira, 15, já esbarrando no penúltimo fim de semana de fevereiro. As dicas do “Z” para uma fantasia servem para os festejos no ano inteiro. Há sempre uma festa temática esperando por nós.

             Por um momento, fiquei em dúvida se faria ou não a viagem do último fim de semana carnavalesco. E qual seria a razão de eu não embarcar na plataforma do Caderno Z, se viajar em A VOZ DA SERRA é um dos meus prazeres? Houve apenas uma mudança no roteiro, pois, desembarcamos nesta quinta-feira, 15, já esbarrando no penúltimo fim de semana de fevereiro. As dicas do “Z” para uma fantasia servem para os festejos no ano inteiro. Há sempre uma festa temática esperando por nós. Assim, nada de sofisticação: “fantasias criativas e baratas, priorizando materiais de baixo custo ou reciclados”.

            As dicas de alimentação, da mesma forma, são úteis para o dia a dia, afinal, no bloco dos desafios somos autores dos mais variados enredos, dançando conforme o ritmo das nossas expectativas. Por isso mesmo, “nada de exageros que possam  comprometer a saúde”. Uma boa hidratação com saladas leves, sucos, água de coco, carnes brancas, chás, sem abusar, é claro, dos refrigerantes e bebidas alcoólicas.  A segurança das crianças também é motivo de preocupações, muito além do período das festas de Momo.  O simples passeio numa festa de rua requer cuidados. Tanto que é importante uma pulseira no braço dos pequenos com identificação e telefone para contato. Jamais deixe a criança com pessoa que não seja de extrema confiança.  

            Há outro elemento que é parte inseparável na vida dos seres humanos, ou seja, o celular. O nosso calendário é cheio de datas comemorativas que juntam multidões nas ruas e praças. O celular, que é alvo dos “espertalhões”, merece um compêndio de recomendações quanto à sua segurança. O ideal é que se mantenha o aparelho em bolsas do tipo pochetes, presas ao corpo. A internet dispõe de dicas para proteger seus dados por intermédio do aplicativo Celular Seguro. Celular no bolso é alvo de cobiças.

            Agora é cultural consumir bebidas em garrafas ou latinhas. Virou moda, não apenas no carnaval, mas em qualquer evento de rua. Contudo, um exemplo de risco para a saúde é comprar a bebida em ambulantes. É preciso verificar se a caixa de isopor está limpa, sem rachaduras e se há higiene na prestação do serviço.

            O Cão Sentado, na charge de Silvério, se vestiu a caráter para os dias de folia, mas a sua vestimenta também está pronta para qualquer evento em Nova Friburgo, a Suíça Brasileira, a cidade brasileira de todos os povos. Falando nisso, em “Há 50 Anos”, a coluna destacava a vinda à Nova Friburgo da cantora Eliana Pittman, programada para uma apresentação no Cine Marabá, em 16 de fevereiro de 1974.  Elogiada, então, como uma das poucas cantoras brasileiras de categoria internacional, a artista era cogitada para ser a divulgadora “dos festejos do sesquicentenário da colonização alemã”, com vistas de celebrações durante todo o ano de 1974. E agora são 200 anos! Olha isso, Edmilson Schineider, você nem era nascido e agora está de corpo e alma no bicentenário. Que bela missão!

            Wanderson Nogueira sente saudade de um carnaval: “Ainda que eu sambe com outro mestre-sala, ainda que finja não tropeçar nas escadas do mesmo prédio que moro, minha bandeira segue sendo a da saudade desse amor de carnaval...”.

O carnaval é sempre uma festa de saudades; da infância, dos pais, das fantasias, dos confetes, das serpentinas, dos amores... Mas, haverá alguém que diga não gostar de carnaval? Se existe essa pessoa, eu faço perguntas: você nunca se encantou com o ritmo estonteante de uma bateria de escola de samba? Alguma vez prestou atenção na letra de um samba-enredo e o quanto ela pode lhe trazer conhecimentos? Percebeu que é possível misturar ritmos e combinar violinos, violões e sanfonas na harmonia de um samba? Observou o capricho das fantasias, dos carros alegóricos e adereços? Pensou nas pessoas que trabalham para que a sua agremiação se apresente impecável na avenida? Pelo menos viu a alegria das crianças espalhando confetes pelas ruas? Se coisa alguma você viu de bom na criatividade do carnaval, eu desafio o seu desinteresse: você não gosta nem do feriadão que o carnaval proporciona?

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Solução para um carente emocional

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Novelas, romances e seriados enxarcam a mente das pessoas com a ideia de que conseguindo amor dos outros, tudo ficará maravilhoso, como se ao achar o “amor da minha vida” os problemas acabam. Isso não é realista e nem tem base na ciência.

Novelas, romances e seriados enxarcam a mente das pessoas com a ideia de que conseguindo amor dos outros, tudo ficará maravilhoso, como se ao achar o “amor da minha vida” os problemas acabam. Isso não é realista e nem tem base na ciência.

Se você está infeliz e espera que um romance o salve, é provável que esteja esperando que seu cônjuge atenda a todas as suas necessidades, deve estar sobrecarregando-o com expectativas irrealistas, seu cônjuge sente que nunca consegue agradar você e talvez você esteja tentando mudá-lo. Isto pode produzir desilusão e levar você a fantasiar que um novo parceiro irá satisfazê-la melhor.

Ao buscar um novo romance para curar a sensação de infelicidade, sem entender onde você errou no relacionamento anterior, as chances de separar no segundo relacionamento é grande porque você repetirá as mesmas falhas do anterior.

Muito do que fazemos ou não fazemos na vida é ligado ao que está em nosso inconsciente. Muito de nossa vida mental nos empurra para este ou aquele tipo de pessoa. Por exemplo, se você viveu com um pai ou mãe que o depreciava, isto pode ter influenciado seu respeito próprio, sua noção de valor pessoal e mais tarde pode levá-lo a se relacionar com pessoas que irão abusar de você.

Portanto, é importante antes de sair à procura da pessoa ideal, do “amor da minha vida”, trabalhe consigo para amadurecer emocionalmente, corrigindo os erros em seu comportamento que prejudicam o relacionamento. O mais importante quanto a necessidade de receber amor não é procurar pela pessoa certa, mas fazer o melhor que puder para se tornar a pessoa certa.

Se você se sente infeliz no seu relacionamento afetivo atual, se quer melhorar, procure tudo o necessário, do que depende de sua pessoa, para investir em seu amadurecimento emocional, em vez de partir logo para outro relacionamento.

Muitas pessoas com desejo intenso por amor não tiveram boa nutrição de afeto na infância. Se isso não for trabalhado por elas, surgem decepções. Quem cresce com falta de afeto passa pela vida esperando que a ferida cicatrize achando que precisa de outros para se curar, quando, na verdade, a cura depende de autoaceitação e autorrespeito que se confunde com amor e aceitação de outras pessoas. Claro, não há nada de errado querer amor e aceitação externos, mas isto se torna complicado quando as expectativas de afeto são exageradas.

Pessoas carentes de amor colocam uma excessiva importância no afeto. Podem até pensar que nada mais importa. Já ouvi muitas dizerem que perdendo o amor de alguém, a vida não faz mais sentido. Estas têm dificuldade em deixar o afeto ir e vir naturalmente. Podem se tornar possessivas e controladoras com os que lhes dão afeto, fazendo isso para evitar sua própria dor. Porém, isso em geral leva a brigas ou separação porque exigem demonstrações constantes de afeto, estressando o relacionamento. Algumas podem se anular em nome de obter carinho do outro, fazem sacrifícios para agradar a pessoa de quem espera carinho. É verdade que o amor nos leva a nos sacrificar pelo outro, mas um carente de amor e romance pode fazer isso de forma extrema, ruim para ela. Carentes de afeto buscam isso nos outros para tentar preencher seu vazio pessoal. Vai ajudá-las aprenderem a amar a si mesmas, respeitar sua pessoa e aceitar seu vazio, considerando que não existe ninguém que possa preencher tudo o que desejamos.

Não existe nada de errado em querer um amor romântico. Ele faz parte da vida entre um esposo e uma esposa. Mas carências do passado infantil podem perturbar isso e levar à obsessão por afeto. Então, é necessário entender essa questão e trabalhar para que o passado carente não perturbe o presente em termos afetivos.

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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A Quaresma é tempo de conversão

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Segundo o Pontífice, “o êxodo pode ser interrompido: não se explicaria de outro modo porque é que tendo uma humanidade chegado ao limiar da fraternidade universal e a níveis de progresso científico, técnico, cultural e jurídico capazes de garantir a todos a dignidade, tateie ainda na escuridão das desigualdades e dos conflitos”.

Segundo o Pontífice, “o êxodo pode ser interrompido: não se explicaria de outro modo porque é que tendo uma humanidade chegado ao limiar da fraternidade universal e a níveis de progresso científico, técnico, cultural e jurídico capazes de garantir a todos a dignidade, tateie ainda na escuridão das desigualdades e dos conflitos”.

“Deus não se cansou de nós. A Quaresma é tempo de conversão, tempo de liberdade. O próprio Jesus foi impelido pelo Espírito para o deserto a fim de ser posto à prova na sua liberdade. O deserto é o espaço onde a nossa liberdade pode amadurecer numa decisão pessoal de não voltar a cair na escravidão. Na Quaresma, encontramos novos critérios de juízo e uma comunidade com a qual avançar por um caminho nunca percorrido”, escreve ainda Francisco, ressaltando que “isto comporta uma luta: assim nos dizem claramente o livro do Êxodo e as tentações de Jesus no deserto”.

 

Mais temíveis que o Faraó são os ídolos

De acordo com Francisco, “mais temíveis que o Faraó são os ídolos: poderíamos considerá-los como a voz do inimigo dentro de nós. Poder tudo, ser louvado por todos, levar a melhor sobre todos: todo o ser humano sente dentro de si a sedução desta mentira. É uma velha estrada. Assim podemos apegar-nos ao dinheiro, a certos projetos, ideias, objetivos, à nossa posição, a uma tradição, até mesmo a algumas pessoas. Em vez de nos pôr em movimento, nos paralisam. Em vez de nos fazer encontrar, nos dividem”.

Porém, “existe uma nova humanidade, o povo dos pequeninos e humildes que não cedeu ao fascínio da mentira. Enquanto os ídolos tornam mudos, cegos, surdos, imóveis aqueles que os servem, os pobres em espírito estão imediatamente disponíveis e prontos: uma força silenciosa de bem que cuida e sustenta o mundo”.

 

Agir é também parar

“É tempo de agir e, na Quaresma, agir é também parar: parar em oração, para acolher a Palavra de Deus, e parar como o Samaritano na presença do irmão ferido”, sublinha o Papa. Segundo ele, “a oração, esmola e jejum não são três exercícios independentes, mas um único movimento de abertura, de esvaziamento: lancemos fora os ídolos que nos tornam pesados, fora os apegos que nos aprisionam. Então o coração atrofiado e isolado despertará”.

 

Quaresma, tempo de decisões comunitárias

Segundo o Papa, “a forma sinodal da Igreja, que estamos redescobrindo e cultivando nestes anos, sugere que a Quaresma seja também tempo de decisões comunitárias, de pequenas e grandes opções contracorrente, capazes de modificar a vida quotidiana das pessoas e a vida de toda uma coletividade: os hábitos nas compras, o cuidado com a criação, a inclusão de quem não é visto ou é desprezado”.

“Na medida em que esta Quaresma for de conversão, a humanidade extraviada sentirá um abalo de criatividade: o lampejar de uma nova esperança”, escreve ainda o Papa, recordando as suas palavras dirigidas aos jovens da JMJ (Jornada Mundial da Juventude) de Lisboa, no verão passado: “Procurai e arriscai; sim, procurai e arriscai. Neste momento histórico, os desafios são enormes, os gemidos dolorosos: estamos vivendo uma terceira guerra mundial feita aos pedaços. Mas abracemos o risco de pensar que não estamos numa agonia, mas num parto; não no fim, mas no início de um grande espetáculo. E é preciso coragem para pensar assim”.

“É a coragem da conversão, da saída da escravidão. A fé e a caridade guiam pela mão esta esperança menina. Elas a ensinam a caminhar e, ao mesmo tempo, ela as puxa para a frente”, conclui o Santo Padre.

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2024

Fonte: CNBB

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Jovens talentos

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Bruno Barcellos e Isabella Dutra se destacam no caratê

        No caratê, Nova Friburgo também tem os seus talentos. Jovens, promissores e já vitoriosos. Bruno Barcellos de Oliveira e Isabella Pinto Dutra, da Associação Senshi-Kan Karatê-Do, por exemplo, despontam como lutadores para acompanharmos e vibrarmos com as suas evoluções. Eles foram os vencedores do Campeonato Brasileiro de Caratê, realizado em Casimiro de Abreu, no ano passado.

Bruno Barcellos e Isabella Dutra se destacam no caratê

        No caratê, Nova Friburgo também tem os seus talentos. Jovens, promissores e já vitoriosos. Bruno Barcellos de Oliveira e Isabella Pinto Dutra, da Associação Senshi-Kan Karatê-Do, por exemplo, despontam como lutadores para acompanharmos e vibrarmos com as suas evoluções. Eles foram os vencedores do Campeonato Brasileiro de Caratê, realizado em Casimiro de Abreu, no ano passado.

Bruno tem apenas 11 anos, e é portador de distrofia muscular da espinha rígida. O atleta já conquistou outras vitórias, como o título na modalidade Pessoa com Deficiência - PcD (motora), no Campeonato Brasileiro, e é medalhista Panamericano. Agora, o carateca se prepara para participar do Mundial, em outubro, na Argentina.

De acordo com o sensei, Jefferson Carneiro, professor da Senshi-Kan, do distrito de Conselheiro Paulino, o atleta chegou para treinar em 2021. A mãe fez contato dizendo que o sonho dele era treinar caratê, mas que ele tinha “algumas dificuldades peculiares provocadas pela distrofia muscular, doença degenerativa rara. Para vencer os desafios, o jovem usa o BiPAP (respirador) e cadeira de rodas. O treinamento é realizado junto com os demais atletas, porém, com algumas adaptações.

Já Isabella Pinto Dutra, tem 14 anos, iniciou os treinos há um ano através do projeto 'Karatê para todos', programa social no bairro Nova Suíça. Atualmente, a campeã brasileira na categoria kumitê (14/15 anos) é faixa vermelha, e também treina com sensei Jefferson. Em 2023, ela ganhou o prêmio interno do dojô de aluna mais assídua, sem faltar a nenhum treino durante todo o ano. Isabella, inclusive, está invicta.

 

 

Integrado

Botonista friburguense promove e participa de torneio de futmesa no Ceará

        Um friburguense brilhando em solo cearense, e levando o nome de Nova Friburgo para fora do estado através do futmesa. No último dia 26 de janeiro foi realizada a I Taça Integração de Futebol de Mesa, modalidade pastilha. O evento, promovido na Arena Vozão – Cidade dos Funcionários, teve os apoios da Federação de Futebol de Mesa do Rio de Janeiro (Fefumerj) e da Federação de Futebol de Mesa do Ceará (Futmece). A competição contou com a presença do campeão carioca de 2023, Anísio Villar, do Friburguense; os campeões cearenses Rafael Moreira e Marcos Alves e Ricardo Simões, do Fortaleza, além de quatro convidados: o anfitrião, Alfredo Moreira, do Ceará, Gleidson Assunção, do Terra da Luz e Wanderley Mury e Márcio Bandeira, do Ceará.

O encontro, incentivado pelo friburguense Anísio, teve como principal objetivo, incentivar e expandir a prática da modalidade pastilha no Ceará e em mais estados brasileiros, como: Brasília, Piauí, São Luiz, Minas Gerais, entre outros. Ao final do evento foi realizada a premiação e troca de brindes entre a Futmece, Friburguense e Ceará.

Ao final das partidas, a competição teve o atleta Márcio Bandeira, do Ceará, como campeão. O botonista cearense venceu Rafael Moreira, também do Ceará, pelo placar de 1 a 0 na grande final. Os jogos com mais gols foram Anísio Villar 6 a 3 Ricardo Simões, na primeira fase e e Rafael Moreira 5 a 4 Anísio Villar, em duelo válido pela semifinal. O atleta do Tricolor da Serra terminou o torneio na terceira colocação.

Classificação final

1º Márcio Bandeira – Ceará/CE

2º Rafael Moreira – Ceará/CE

3º Anisio Villar – Friburguense/RJ

4º Marcos Alves – Ceará/CE

5º Wanderley Mury – Ceará/CE

6º Gleidson Assunção – Terra da Luz/CE

7º Ricardo Simões – Fortaleza/CE

8º Alfredo Moreira – Ceará/CE

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    Bruno vence todos os obstáculos e dá um show de superação e talento (Foto: Divulgação)

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    Disciplinada e talentosa, Isabella está invicta na curta e já vitoriosa trajetória (Foto: Divulgação)

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    Anísio promoveu e participou da competição, reunindo botonistas cearenses (Foto: Divulgação)

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    Evento teve o apoio das federações de futebol de mesa, ajudando a incentivar e promover a modalidade (Foto: Divulgação)

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“Bandeira Branca”, o lírio-da-paz do carnaval

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Eita!, estamos em pleno carnaval. Dias de festas e folias. Alegria, música e agitação dos pés à cabeça. Antes de escrever a coluna resolvi passear pelas músicas carnavalescas que brindam os blocos de ruas, os bailes nos clubes e casas que comemoram esse importante festejo popular. 

Eita!, estamos em pleno carnaval. Dias de festas e folias. Alegria, música e agitação dos pés à cabeça. Antes de escrever a coluna resolvi passear pelas músicas carnavalescas que brindam os blocos de ruas, os bailes nos clubes e casas que comemoram esse importante festejo popular. 

As músicas carnavalescas tradicionais são cantigas, compostas com poesias que tocam a vida do povo com humor e filosofia, cujos versos são narrativas que descrevem situações da vida diária. Uma cantiga que puxou minha atenção como um imã foi “Bandeira Branca”. Esta marcha-rancho, composta por Max Nunes e Laércio Alves, fez tamanho sucesso nos anos 70 que atravessou gerações e permaneceu viva na memória popular. 

Com presença marcante nos carnavais atuais, “Bandeira Branca” foi inspirada na tradição do carnaval. Primeiramente era usada para fazer marcações nas escolas de samba. Posteriormente, para mostrar aos sambistas rivais que ninguém queria briga, uma vez que, nos primórdios do samba de rua, as vias públicas eram tomadas por grupos rivais e violentos que se enfrentavam e acabavam com a festa. A música, inspirada no ideal da paz, foi grande sucesso na voz de Dalva de Oliveira, a Rainha da Voz, que, por sua vez, vivia uma relação conflituosa com o companheiro, Herivelto Martins.

Por que “Bandeira Branca” me tocou? 

Quando comecei a cantar e a dançar a música, me veio a vontade de viver num lugar de paz, num mundo de entendimentos e conversas. Que sonho dourado! O amadurecimento nos faz entender que a vida é feita de divergências e precisamos lidar com elas com inteligência, disposição e criatividade. A ponta de lança usadas em nossas atitudes pode ser substituída por olhos carregados de bom-senso, preenchidos pela sensatez através das experiências existenciais. Não há arma mais poderosa do que o conhecimento das circunstâncias que permite uma ação inteligente e lúcida.

Bandeira branca é símbolo de paz entre povos, torcidas, exércitos, dentre tantos milhares de grupos. É um estandarte regulado pela Convenção de Genebra que garante a inviolabilidade do portador. A bandeira branca, ao mesmo tempo em que expressa um pedido de rendição, contém a solicitação de uma trégua. Hoje, ninguém quer abandonar seus ideais; nem deve. Entretanto um tempo para pensar e dialogar tem preciosidades. Numa época em que se preserva a democracia e liberdade, a bandeira branca é como o lírio-da-paz que dispersa as energias negativas, suavizando os momentos em que as tendências opostas são radicais.  

O diálogo é forma mais vigorosa de se lidar com as diferenças que carregam interesses divergentes. Certa vez, ouvi que o humor é uma forma eficiente de educar. Se o carnaval é caracterizado pela brincadeira, diversão e descompromisso, a cantiga “Bandeira Branca” provavelmente vai ficar na memória dos carnavalescos e poderá ser usada no quotidiano posteriormente. 

Deixo, então, a letra da música “Bandeira Branca” para ser cantada no carnaval e cantarolada no banheiro por quem preze a paz. Salve Mahatma Gandhi!

Bandeira branca, amor

Não posso mais

Pela saudade que invade

Eu peço paz.

(...)

Saudade, mal de amor, de amor

Saudade, dor que dói demais

Vem, meu amor

Bandeira branca, eu peço paz

 

(...)

 

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Futebol e Carnaval

sábado, 10 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Blocos do Flamengo e Vasco fecham desfiles das torcidas neste ano

        Após Friburguense, Fluminense e Botafogo, as torcidas de Flamengo e Vasco também estarão representadas pelas suas respectivas agremiações no Carnaval de Nova Friburgo este ano. Fechando o especial sobre a mistura entre samba e a paixão pelo futebol na Avenida Alberto Braune, A VOZ DA SERRA mostra um pouco sobre o que os blocos Urubu da Serra e Gigantes da Serra estão preparando para a segunda, 12, e terça-feira de folia, 13, respectivamente.

Blocos do Flamengo e Vasco fecham desfiles das torcidas neste ano

        Após Friburguense, Fluminense e Botafogo, as torcidas de Flamengo e Vasco também estarão representadas pelas suas respectivas agremiações no Carnaval de Nova Friburgo este ano. Fechando o especial sobre a mistura entre samba e a paixão pelo futebol na Avenida Alberto Braune, A VOZ DA SERRA mostra um pouco sobre o que os blocos Urubu da Serra e Gigantes da Serra estão preparando para a segunda, 12, e terça-feira de folia, 13, respectivamente.

        Os torcedores rubro-negros irão viajar um pouco pela história do bloco Urubu da Serra. A agremiação irá festejar os 40 anos de história, em desfile que acontece na segunda-feira de carnaval. Os abadás são vendidos por R$ 100 (já no segundo lote), e darão direito a cerveja, água, refrigerante e churrasco liberados na concentração, a partir das 15h até às 19h. O Grupo 100 Saideira e o DJ Diego Carvalho são atrações confirmadas, além de pula-pula para as crianças.

A expectativa pelo desfile é grande, e até mesmo o ex-presidente, Eduardo Bandeira de Mello, gravou um vídeo convidando os torcedores a participarem. A letra do samba, composto por Eric Medina, exalta, além do Flamengo, as quatro décadas do Urubu da Serra. Outras informações estão disponíveis no perfil oficial do instagram, o @urubudaserraoficial.

        Já o bloco Gigantes da Serra é atração da terça-feira de carnaval. As vendas dos abadás tiveram início em dezembro, e prosseguem por R$ 80 para adultos e R$ 35 para crianças. Os 100 primeiros ganham um copo oficial. Os cantores Juninho e Marlon Dias, o DJ Saulo Emerick e a bateria do Unidos do Imperador são algumas das atrações confirmadas. Os pontos de venda dos abadás podem ser conferidos no instagram @blocogigantesdaserra.

        O desfile acontece sempre por volta das 18h, na Avenida Alberto Braune. A ideia do bloco surgiu através do presidente da agremiação, Thiago Cardoso, após passar um dia no carnaval de 2012, em Itaocara. O bloco carnavalesco Itaocalhau, dedicado ao Vasco da Gama, foi a inspiração para criar o Gigantes da Serra.

        Em 11 de abril de 2012, a agremiação foi extraoficialmente fundada. No carnaval de 2015, um dos diretores ficou sabendo que em pouco mais de um mês havia sido montado outro bloco, que mesmo em um curto espaço de tempo conseguiu desfilar. O “exemplo” foi suficiente para empolgá-lo novamente e procurar os dois antigos entusiastas, propondo tirar a ideia do papel.

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    Bloco da torcida do Flamengo deve reunir centenas de rubro-negros na segunda de Carnaval (Foto: Divulgação)

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    Urubu da Serra irá exaltar os 40 anos do bloco no desfile deste ano (Foto: Divulgação)

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    Com a concentração recheada de atrações, torcida do Vasco promete mais um show pela Avenida Alberto Braune (Foto: Divulgação)

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    Gigantes da Serra fecha o carnaval “das torcidas” com desfile na terça-feira (Foto: Divulgação)

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Carnaval 74 vem quente: já está fervendo

sábado, 10 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 9 e 10 de fevereiro de 1974 

Pesquisado por Thiago Lima

 

Manchetes 

Edição de 9 e 10 de fevereiro de 1974 

Pesquisado por Thiago Lima

 

Manchetes 

Carnaval 74 vem quente: já está fervendo - O carnaval de Friburgo já está quente. Dois gritos de carnaval serão realizados. Um no Country Clube - que, por tudo o que vimos - será espetacular. Outro, no Clube dos 50, que tem como atração a Banda do Galeria, com 400 figurantes e aquela alegria de sempre. Mas, onde a coisa está fervendo mesmo é nas escolas de samba. Uma reportagem que fizemos sobre o Grêmio Recreativo Vilage, botou a escola de samba Saudade em pé de guerra. Com a Vilage apontada como favorita, a Saudade contesta, e diz “que samba não se decide na véspera, decide-se na hora”.

Vereadores do MDB concordam: tudo vai mal -  Os vereadores Geraldo Moura e Irineu Mineiro (ambos do MDB) afirmam que a administração do prefeito Amâncio Azevedo vai muito mal. Acusam-o de ter se transformado em “joguete” de assessores (“oitentinhas”). A Câmara tem sido palco de lavagem de roupa suja. 

Estrada Friburgo-Teresópolis: é rodovia federal - O ministro Andreazza decidiu que a estrada que liga Friburgo a Teresópolis passa a ser a BR 499,  do DNER. Obras serão aceleradas. Conservação e patrulhamento também federais. Mais detalhes deste furo de A Voz da Serra na próxima edição. 

População apela: água mineral - Água é coisa que continua a faltar em Friburgo. Tal é a falta que o consumo de águas minerais (usadas para banhos rápidos e pequenas limpezas) aumentou surpreendentemente nos bares da cidade, que não estão dando vasão e se encontram com estoques esgotados em face da grande procura. E o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) persiste num estranho silêncio, não vindo à público oficialmente para explicar os motivos de suas deficiências. 

Eliana Pittman vem aí - Aquela cantora “colored” muito simpática que se chama Eliana Pittman, vem mesmo e vai se apresentar em Friburgo (no Cine Marabá) no próximo dia 16, às 20h. Eliana que é uma das poucas cantoras brasileiras de categoria internacional, está sendo conversada para ser a nossa grande divulgadora dos festejos do sesquicentenário da colonização alemã, que se estenderão durante todo este ano de 1974. 

Briga do Vestibular de Odontologia começa - 400 candidatos iniciaram uma disputa calorosa pelas 60 vagas de nossa Faculdade de Odontologia. O número de candidatos cresceu inesperadamente e o fato é atribuído aos resultados dos vestibulares do Cesgranrio, procurando o vestibular de Odontologia aqueles que não foram felizes na Guanabara e em Niterói. A maior soma de pontos é o que vai decidir quem entra ou quem fica de fora da Faculdade de Odontologia neste primeiro semestre. 

Estado do Rio pensa no nacional: disputará em 75 - O governador Raymundo Padilha iniciou uma coleta de informações para a construção de um estádio de porte médio em uma cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, ou o fechamento do anel de arquibancadas do Estádio Caio Martins, em Niterói, a fim de permitir a inclusão de um clube fluminense no campeonato nacional de 1975.  

 

Pílulas

Os leitores nossos e dos demais órgãos de imprensa da cidade, de boa memória, devem lembrar perfeitamente do estardalhaço que foi dado ao Plano de Desenvolvimento Integrado do Município de Nova Friburgo, o PDINF, para aqueles que adoram siglas. Até o nosso preclaro Luzião, ficou ensorbebido (o crioulo é assim mesmo, não fica vaidoso, diz ele “ensoberbido”) com o tal plano, apresentado como redentor, uma verdadeira revolução em tudo que já foi feito em matéria de administração.

Não que acreditemos na eficácia dos realizadores daquele trabalho, técnicos que são do Serphau, órgão diretamente ligado ao Ministério do Interior, que presta relevantes serviços de assessoramento aos municípios do Brasil. É que não acreditamos nos nossos administradores, pois o Plano de Desenvolvimento Integrado é coisa de longo alcance, de uma profundidade enorme, e não dá frutos eleitoreiros imediatos, como é bem do feitio do atual governo. Em vez de planos, é bem melhor arranjar empreguinhos para afilhados, dar gratificação aos protegidos, etc, etc. e muitos etc. 

 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Humberto El-Jaick, Maria José Jordão, Marinete Almeida, Suely Segal e Denise Dutra (11); Conceição Pinto e Zely Teixeira (12); Lair Ventura, Nadyr Schuabb e Gilse Coutinho (13); José Bassani, Hélia Dias, Maisy Leal, Jorge Abib, Rogério Assis e José Augusto Spinelli (14); Humberto Chaves e Fernando Augusto Ferreira (16); Plínio Sérgio Alonso e Adyr Vaia de Abreu (17).

Foto da galeria
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