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Nossa herança

sábado, 03 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

A Terra a ser herdada será aquela que agora está sendo plantada. Colhemos tempestade. Quem mais paga são as vítimas da desigualdade. O gado passeia pelos pastos que outrora dava arroz. Tomates para quem? Soja é melhor do que árvores. Pois se entupam de agrotóxicos na ilusão de ser possível estocar ar. E a fome é problema de quem tem fome — dirão os cavaleiros do apocalipse. O fim do mundo não é produto de profecias, mas é alimentado dia após dia por nós, com cada vez mais velocidade. Não é possível se colocar de fora. Somos co-responsáveis. 

A Terra a ser herdada será aquela que agora está sendo plantada. Colhemos tempestade. Quem mais paga são as vítimas da desigualdade. O gado passeia pelos pastos que outrora dava arroz. Tomates para quem? Soja é melhor do que árvores. Pois se entupam de agrotóxicos na ilusão de ser possível estocar ar. E a fome é problema de quem tem fome — dirão os cavaleiros do apocalipse. O fim do mundo não é produto de profecias, mas é alimentado dia após dia por nós, com cada vez mais velocidade. Não é possível se colocar de fora. Somos co-responsáveis. 

Mais do que aos nossos filhos, mas para nós mesmos: um novo tempo! Se somos tão talentosos em acelerar o fim, que sejamos precisos em honrar nossa grande casa Terra com dedicação, sustentabilidade, provendo-se do necessário e garantindo ao outro o mesmo necessário para uma vida digna e com garantia de continuidade. Que não sejamos nós o meteoro do armagedom, mas que sejamos guardiões da paz que preserva e prospera vida e vida que se recusa apenas a só sobreviver.

Merecemos, todos, mais. Muito mais! Assumindo os equívocos dos nossos antepassados, colocando lupa nas raízes do mal causado para que nossas raízes possam produzir outros frutos: acolhimento, empatia, resiliência, temperança. 

Estamos no mesmo barco. Maltratamos a Terra e os seres que vivem nela, inclusive nós mesmos. Agora, precisamos salvá-la. Que não fique tarde, ainda que pareça já ser tarde. Precisamos nos entender, mais do que apenas conversar em planos de potências que as potências não cumprem, mas obrigam os países pobres a se dedicar. 

De nada adianta bilhões e trilhões de dólares para povoar Marte, se não habitamos mentes e corações para inaugurar uma nova Terra neste velho planeta. Respeito à ancestralidade; aos rios e mares; à diversidade; às matas e animais, à humanidade. Não há terra prometida, há paraíso se derretendo bem na frente dos nossos olhos. Parar com o que estamos fazendo, não cessar na determinação de uma ética planetária que nos conduza a uma nova conexão com Gaia e com a gente mesmo.             

Somos milhares de anos de avanços e retrocessos. Todas as atrocidades cometidas deveriam envergonhar. Ensinam. Todos os avanços podem nos fazer mais fraternos para que não se cobre com sangue de marginalizados e indignados um futuro mais inclusivo, dias melhores.  

O que aprendemos? Nem um passo a menos, muitos passos para a frente. Um outro mundo é possível. A consciência conquistada não pode ser esquecida. A esperança de um amanhã cooperativo deve ser imperativo. 

Que amanhã não seja somente outro dia, mas a reparação de todos os equívocos cometidos, para que também não sejam repetidos, para que ninguém mais sofra em nome da ganância ou da fé. Fé que mata não é fé. Bem que faz o mal jamais é em nome de um bem maior. 

Estamos a plantar a terra que será herdada. Que preservemos também os herdeiros que a receberão. Que seja uma Terra sadia, de respeito às diferenças, de harmonia entre os povos, de menos consumismo e mais comunhão de afetividades. Que o poder seja poder cantar, se expressar, ser feliz, compartilhar. 

Pode parecer sonho, mas ao fim, é nossa única alternativa.   

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Glossário de renda variável I - ETFs

quinta-feira, 01 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

            No mercado financeiro, as opções de investimentos parecem ser infinitas e a falta de conhecimento pode afastar muita gente com vontade de optar por boas escolhas para o seu dinheiro. Por essas e outras, hoje iniciamos a nossa série de colunas educativas acerca dos veículos (e oportunidades) de investimentos presentes no mercado de renda variável com objetivo de democratizar ainda mais este conhecimento tão específico. Esta série se estenderá ao longo de todo o mês de fevereiro.

            No mercado financeiro, as opções de investimentos parecem ser infinitas e a falta de conhecimento pode afastar muita gente com vontade de optar por boas escolhas para o seu dinheiro. Por essas e outras, hoje iniciamos a nossa série de colunas educativas acerca dos veículos (e oportunidades) de investimentos presentes no mercado de renda variável com objetivo de democratizar ainda mais este conhecimento tão específico. Esta série se estenderá ao longo de todo o mês de fevereiro.

            De fato, o mercado concentra muitas possibilidades de investimentos e a falta de planejamento pode lhe proporcionar uma experiência negativa. Contudo, para facilitar o planejamento do investidor individual existem os produtos de gestão passiva: você investe recursos financeiros e uma equipe de profissionais qualificados se responsabiliza pela gestão dos ativos presentes na composição da carteira. É o que acontece nos fundos de investimentos, mas você pode encontrar estes produtos diretamente na bolsa de valores e usá-los como porta de entrada para a renda variável. Estou falando, especificamente dos Exchange Traded Fund (ETF) e vou especificar os detalhes deste ativo.

            No Brasil, temos apenas uma bolsa de valores (B3), mas ao redor do mundo existem diversas outras e cada uma delas tem seus índices de referência baseados em critérios específicos. Basicamente, esses critérios englobam determinadas ações de companhias enquadradas em características predefinidas e assim está pronta uma carteira de investimentos: diversificada entre si e com empresas selecionadas de acordo com o que você (e a equipe de gestão do ETF) acredita. Para exemplificar ainda mais, essas características podem ter a ver com governança, sustentabilidade, tamanho do patrimônio das empresas, distribuição de dividendos ou, até mesmo, empresas estrangeiras.

            Abaixo, vou listar alguns ETFs (com seus respectivos códigos de negociação) e caracterizá-los para você entender ainda mais sobre o assunto e ganhar autonomia para seus novos estudos a partir daqui. Lembrando, é claro, nenhum destes exemplos se enquadra como recomendação de investimento; aqui, meu único objetivo é mostrá-los para você, leitor, sem me preocupar em passá-los por um crivo de qualidade dos ativos e, muito menos, pela análise aprofundada de acordo com seu perfil de investidor.

            · BOVA11 - Busca refletir a performance, do Índice Bovespa (composto, atualmente, por cerca de 80 das maiores empresas do Brasil);

            · ECOO11 - Busca refletir a performance do Índice Carbono Eficiente (composto por empresas com maior responsabilidade ambiental);

            · GOVE11 - Busca refletir a performance do Índice Governança Corporativa Trade (composto por empresas com padrões de governança corporativa diferenciados);

            · SMAL11 - Busca refletir a performance do Índice Small Cap (composto por empresas com menor capitalização na B3);

            · IVVB11 - Busca refletir a performance do Índice S&P500 (composto pelas 500 maiores companhias de capital aberto dos EUA).

            Investir nestes produtos é simples e, por isso, chega a ser considerado como a porta de entrada para novos investidores na bolsa de valores, mas lembre-se sempre de analisar se os investimentos são condizentes com as características buscadas por você e tem a ver com o seu perfil de investidor. Serão sempre estes pequenos detalhes o grande divisor entre boas e más experiências no mercado financeiro; portanto, atente-se a elas para fazer boas escolhas.

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Elas na pista

quinta-feira, 01 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Corrida da Mulher e Admiradores é confirmada para 10 de março

Mais uma vez, a beleza e o estímulo a todas as causas femininas irão abrir mais uma temporada de evento de o atletismo em Nova Friburgo. A Corrida da Mulher e Admiradores, edição de 2024, está confirmada, e será realizada no dia 10 de março, segundo domingo do terceiro mês deste ano. As inscrições poderão ser feitas no site www.eucorro.com.br.

Corrida da Mulher e Admiradores é confirmada para 10 de março

Mais uma vez, a beleza e o estímulo a todas as causas femininas irão abrir mais uma temporada de evento de o atletismo em Nova Friburgo. A Corrida da Mulher e Admiradores, edição de 2024, está confirmada, e será realizada no dia 10 de março, segundo domingo do terceiro mês deste ano. As inscrições poderão ser feitas no site www.eucorro.com.br.

Além de estimular a prática de atividades físicas entre as mulheres, a corrida também faz um alerta para reforçar a importância delas na sociedade. Estão previstas uma largada exclusiva, premiação especial e outras atrações programadas especialmente para comemorar o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

A prova geralmente é disputada no percurso com distância de cinco quilômetros. A idade mínima para participação é de 15 anos para as mulheres na prova de cinco quilômetros e de 18 anos para a prova masculina. Eles, inclusive, darão a largada 15 minutos após as mulheres. Esta será a quinta edição do evento, que se tornou um marco na região e que já fez com que dezenas de mulheres mudassem completamente seus hábitos de vida através da corrida.

As três primeiras pessoas colocadas, das categorias, de cada prova, feminina e masculina receberão troféus. Todos que completarem a prova receberão medalhas de participação. De acordo com os organizadores, a Corrida da Mulher e Admiradores é um evento completamente festivo, onde a mulher é o foco principal. Quinze minutos após a largada das mulheres acontecerá a largada da prova dos admiradores.

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    Registro de um das primeiras edições do evento, reunindo elas e os “admiradores”

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    Centenas de pessoas já participaram da corrida em anos anteriores

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    No último domingo, 28 de janeiro, a equipe do Futebol de Botão do Nova Friburgo Futebol Clube participou da Copa Rio de Equipes. A competição reuniu o total de 26 equipes e os atletas Kojala, Fabrício Maduro, Wesley, Tiago Spitz e Anderson representam as cores do verde e rubro. A estreia na temporada 2024, com uma equipe renovada, teve uma boa campanha, resultando na sétima colocação na fase classificatória. Apenas os quatro primeiros avançaram para a fase mata-mata. Vasco A, PTC A, Fluminense A, São Cristovão B, Liga Fonte B, Flamengo B, Nova Friburgo, LaFume e Friburguense formaram o Grupo A, enquanto São Cristovão A, Liga Fonte A, Humaitá A, Fluminense B, River B, América B, Olaria, Botafogo, Caxias compuseram o Grupo B e Flamengo A, River A, América A, PTC B, Vasco B, Humaitá B, Grajaú e AA Light, a Chave C. Outro detalhe interessante é que, durante a competição, aconteceu a primeira partida oficial na modalidade entre as equipes do Nova Friburgo e Friburguense.

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Pontapé inicial

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Torneio Rio-Minas abre temporada do Futmesa 12 Toques

         A expectativa é sempre positiva quando se fala em futebol de mesa. Nova Friburgo é celeiro de alguns dos bons atletas do Estado do Rio de Janeiro, e a AFFM / Friburguense, por exemplo, coleciona momentos marcantes em competições diversas nos últimos anos. Mais alguns deles podem acontecer neste 2024, que teve a temporada da modalidade 12 Toques aberta no último fim de semana.

Torneio Rio-Minas abre temporada do Futmesa 12 Toques

         A expectativa é sempre positiva quando se fala em futebol de mesa. Nova Friburgo é celeiro de alguns dos bons atletas do Estado do Rio de Janeiro, e a AFFM / Friburguense, por exemplo, coleciona momentos marcantes em competições diversas nos últimos anos. Mais alguns deles podem acontecer neste 2024, que teve a temporada da modalidade 12 Toques aberta no último fim de semana.

        A cidade de Areal, na Região Serrana fluminense, recebeu a primeira edição do Torneio Rio-Minas, na regra 12 toques, nos dias 27 e 28 de janeiro. A cidade fica localizada a 110 km de distância da capital do Rio de Janeiro e faz divisa com as cidades de Paraíba do Sul, Petrópolis e Três Rios. O Rio de Janeiro dominou as primeiras colocações e se sagrou campeão do Desafio Rio X Minas Individual com Nando, do Vasco da Gama, que venceu seu companheiro de clube, o também cruzmaltino Igor Quintaes, na final, por 4 a 2.

        Hiego, ex-atleta do Friburguense, que fez sua estreia pelo América/RJ completou o pódio na terceira posição. Destaque também para Luiz Carlos (União), Fausto (Vasco), João Victor Lima (União) e Vitinho (União) que terminaram em 4º, 5º, 6º e 8º lugares, respectivamente. O melhor mineiro foi Fábio Gama, que conseguiu a 7ª posição. Carlos Antônio (Toninho), do Tupi de Juiz de Fora-MG, foi o campeão da segunda divisão do torneio. Faustinho (Vasco) e Rogerinho (Fluminense) completaram o pódio na segunda e terceira posições, respectivamente. Já Wagner Schmidt (MG) foi o campeão da terceira divisão, enquanto Marco Pessoa (União/RJ) foi vice-campeão e Rodrigo Caetano (MG) o terceiro lugar.

Na disputa da 1ª edição do Torneio Rio-Minas, a Seleção do Rio de Janeiro venceu a equipe de Minas Gerais e se sagrou campeã do Desafio RJ X MG. As parciais do confronto apontaram Rio 9 a 9 MG; Rio 18 a 0 Minas; Rio 12 a 6 Minas; Rio 15 a 3 Minas; Rio 7 a 10 Minas e Rio 9 a 9 Minas. O placar final, com a soma dos resultados, apontou Rio 70 a 37 Minas.
        O Rio de Janeiro atuou com Nando (18), João Victor (12), Fausto (7), Luiz Carlos (12), Faustinho (6) e Igor Quintaes (15). Já a Seleção de Minas Gerais foi representada por Toninho, Vander, Wagner, Fábio Gama, Paulo e Fernando. A competição aconteceu na Associação Atlética. Ao longo dos dois dias, mesas ficaram disponíveis, com um monitor da Federação de Futebolde Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj), para quem quisesse aprender a jogar.

O Rio-Minas foi organizado pela Fefumerj e pela Federação de Futebol de Mesa do Estado de Minas Gerais (Fefumemge), e contou com apoio da Prefeitura de Areal e da Associação Atlética Arealense.

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    Hiego, atualmente no América e ex-Friburguense, foi o “intruso” no pódio vascaíno (Foto: Divulgação)

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    Competição em Areal abriu a temporada estadual de torneio na modalidade 12 Toques no Estado do Rio (Foto: Divulgação)

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    Seleção do Rio de Janeiro não deu chance aos rivais de Minas Gerais no desafio (Foto: Divulgação)

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Nova Friburgo, 4º em desemprego

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Um dezembro para esquecer. Nova Friburgo foi o 4º entre os 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro em número de desemprego em dezembro de 2023. É o que mostram os números do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) do Ministério do Trabalho, do Governo Federal, divulgados nesta semana. Com saldo negativo de 468 vagas, Nova Friburgo só não foi pior do que Niterói (-724), Duque de Caxias (-667) e Rio de Janeiro (-622). Proporcionalmente a população, é um dado preocupante. 

 

Comércio salva

Um dezembro para esquecer. Nova Friburgo foi o 4º entre os 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro em número de desemprego em dezembro de 2023. É o que mostram os números do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) do Ministério do Trabalho, do Governo Federal, divulgados nesta semana. Com saldo negativo de 468 vagas, Nova Friburgo só não foi pior do que Niterói (-724), Duque de Caxias (-667) e Rio de Janeiro (-622). Proporcionalmente a população, é um dado preocupante. 

 

Comércio salva

Em dezembro, Nova Friburgo teve 1.269 admissões e 1.737 demissões. O comércio foi o único setor com saldo positivo (29 vagas). A indústria foi a grande responsável pelos números ruins de Nova Friburgo com saldo negativo de 302 empregos. O setor de serviços também não foi bem e teve saldo negativo de 167. Na contramão friburguense, Magé foi o campeão de empregos no último mês do ano, com saldo positivo de 519, seguido de Saquarema (496) e Cabo Frio (403).  


29º do RJ, em 2023

Com os dados fechados de dezembro, o ano de 2023 foi menos pior para Nova Friburgo, ainda que tenha sido apenas o 29º em geração de emprego no Estado. Foram 20.536 admissões para 19.729 desligamentos, com saldo positivo de 807. O comércio foi o grande gerador de empregos com 456 de saldo positivo. Com relação ao ano anterior, Nova Friburgo teve em 2023 queda de 23% no saldo de empregos.

 

Macuco, 1º da região

A capital foi quem teve o melhor saldo de empregos no Estado, com 71.825, seguida de Magé (9.699), Macaé (9.021), Itaboraí (4.502) e Duque de Caxias (4.192). Na região, destaque para Macuco, com saldo positivo de 1.777. Também ficaram à frente de Nova Friburgo, Petrópolis, com saldo positivo de 2.251 e Teresópolis com 1.118.  


Melhores e piores meses

Em 2023, dezembro foi o pior mês de Nova Friburgo. Janeiro foi o 2º pior mês com saldo negativo de 130. Também tiveram resultados negativos os meses de maio e julho (-53, em cada). Outubro foi o melhor mês do ano, quando Nova Friburgo teve saldo positivo de 361. Destaque ainda para o bimestre março/abril, 251 e 305 de saldo positivo, respectivamente. 

     

Carnaval 2024

Último fim de semana de ensaios antes dos desfiles programados para o sábado e domingo de carnaval, dias 10 e 11, na Avenida Alberto Braune. São atividades quase que sem parar nos barracões, ensaios nas quadras e últimos ajustes. Tem gente virando a madrugada para deixar tudo pronto, com algumas agremiações mais adiantadas do que outras.  


Alunão

E às vésperas do carnaval, o Alunos do Samba está celebrando o aniversário de fundação: 78 anos. A pioneira, como se autointitula e com razão, pois é a mais antiga agremiação da cidade, terá bolo nesta sexta, 2, às 19h30, com o penúltimo ensaio técnico. As celebrações seguem no domingo, 4, com a feijoada dos amigos a R$ 20, show do Grupo 100 Saideira e ensaio de rua.     

 

Corte do Carnaval

A corte do carnaval friburguense de 2024 está montada. Após eleição realizada no último domingo, 28 de janeiro, os eleitos para o reinado do momo foram: Mateus Luz (Rei Momo), Cristina Feu (Rainha), Andrielly Souza (1ª Princesa) e Renata Bohrer (2ª Princesa). A partir de agora, todos os eventos carnavalescos passam a ser ciceroneados por eles. A tradição em Nova Friburgo remonta há décadas. Há alguns anos foi introduzida a figura das princesas e o Rei Momo deixou de ter a obrigação de ser obeso.    


Concurso de fantasias

A 53ª edição do Concurso de Fantasias aconteceu no mesmo evento da eleição da corte do carnaval, no ginásio do Friburguense. Com a fantasia “Sonho de uma criança abandonada na guerra”, Alexandre Corguinha mais uma vez venceu na categoria originalidade. Já entre as mulheres, Rafinha Sambalover foi a vencedora com a fantasia “Mirinha Cruz, a Rainha do Ilê”. Já na categoria luxo, os vencedores foram Marquinhos Salgado com “Pecado original” e Luanda Motta com a fantasia “Tributo à Maria mais Bonita do cangaço”.    


Blocos de times

Nova Friburgo tem se notabilizado pelos blocos de rua dos times de futebol. Arrastando multidões com suas torcidas apaixonadas, os quatros grandes clubes do Rio terão, mais uma vez, representação na Avenida Alberto Braune. Os abadás dos blocos do Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo já estão sendo vendidos, com área reservada para open bar. Mas quem quiser desfilar junto, basta se juntar após a concentração. Para evitar confusão, os blocos saem em horários diferentes, de acordo com a organização da Secretaria de Turismo.

Frizão na avenida

Destaque para o Bloco do Frizão. Neste ano, o Friburguense faz apoteose para as agremiações da cidade. Sempre trazendo um tema/homenagem, em 2024, o Tricolor da Serra se rende ao Alunão, Imperatriz de Olaria, Unidos da Saudade e Vilage. Os abadás já estão à venda no próprio clube. O bloco sairá na sexta de carnaval, próximo dia 9, com concentração em frente à prefeitura.            


 

Palavreando

“De nada adianta bilhões e trilhões de dólares para povoar Marte, se não habitamos mentes e corações para inaugurar uma nova Terra neste velho planeta. Respeito à ancestralidade; aos rios e mares; à diversidade; às matas e animais, à humanidade. Não há terra prometida, há paraíso se derretendo bem na frente dos nossos olhos”.

Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

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Turismo indica alta em 2024: índices semelhantes ao período pré-pandemia

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

“Eu vejo o futuro repetir o passado”, diria Cazuza. Os ecos de um passado distante parecem refletir os tempos atuais e nos dão uma aula de ciclicidade do mundo. Lá em 1920, Aloha Wanderwell, no auge dos seus 16 anos decidiu explorar o planeta e tornou-se celebridade mundial ao viajar por 80 países.

“Eu vejo o futuro repetir o passado”, diria Cazuza. Os ecos de um passado distante parecem refletir os tempos atuais e nos dão uma aula de ciclicidade do mundo. Lá em 1920, Aloha Wanderwell, no auge dos seus 16 anos decidiu explorar o planeta e tornou-se celebridade mundial ao viajar por 80 países.

Também naquele ano que surgiram os primeiros montanhistas – Andrew Irvine e George Mallory – que resolveram subir até o topo do Monte Everest pela face norte. Não muito distante, começaram as expedições de mountain bike, onde ciclistas sem experiências decidiam atravessar vários países pedalando. Éramos mais ousados em 1920.

As pessoas simplesmente pareciam superar a dicotomia de pensamentos dos conservadores e caíram na estrada, atrás de seus sonhos. Tudo isso há exatos dois anos após a gripe espanhola de 1918 que assolou o mundo, deixando pessoas em lockdown por meses e meses e matando outras quase 100 milhões de pessoas – um número quase cinco vezes maior do que as mortes provocadas pela Covid-19.

Contudo, precisamos voltar aos tempos atuais, onde o futuro dá indícios da repetição de passado. Há exatos dois anos dos pós pandemia da Covid-19, pesquisas da Organização Mundial do Turismo (OMT) indicam o retorno dos níveis anteriores à 2020, indicando uma grande possibilidade de aumento no setor para o ano de 2024.

 

O mundo não é mais como era antigamente

As pessoas estão voltando cada dia a mais a viajar, mas de modo diferente do que era anteriormente. Aquele modelo de turista que segue a jornada de sonhar – planejar – comprar e experimentar o mundo com a família parece mudar a cada dia que passa. “O mundo não é mais como era antigamente”, diria Renato Russo.

O planejamento do perfil turístico tem se tornado cada vez mais ousado e curto. As pessoas parecem ter perdido o medo de trocar seus itens de consumo com os quais convivemos à exaustão no período de isolamento social (como o carro, casa, sofás, maquinas de lavar roupa, eletrodomésticos) ao ato de viver intensamente viajando, se permitindo não apenas ao novo, mas ao inesperado.

Wanderlust: em alemão, é uma expressão que define o “desejo de viajar”. E a partir daí, novos vocabulários e modelos de viagem estão sendo reinventados. Por exemplo, o “Couchsurfing” – uma rede de colaboração global que põe em contato viajantes que querem experimentar um mergulho profundo na cultura local, e anfitriões dispostos a abrir as portas das suas casas para receber novas pessoas.

 

Nova Friburgo deu um passo, mas precisa se atualizar

Um outro fator que tem se tornado importante para a escolha dos turistas é o “turismo de experiência”. Uma febre, é a metodologia “Disney”, ensinada por Felipe Lontra em Nova Friburgo, em que os clientes são envolvidos e atraídos por uma grande e marcante experiência, que não poderá ser vivida em outro lugar. E por meio dessas experiências únicas, os turistas se tornam cativos, retornando muitas e muitas vezes.

Grandes exemplos do turismo brasileiro de experiência podem ser vistos em cidades como Gramado (RS), Pomerode (SC), Urubici (SC), Blumenau (SC), Balneário Camboriú (SC), São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Bonito (MS), Chapada dos Veadeiros (GO) e outros mais.

Um grande exemplo dessa vertente tem se depositado no “turismo radical”. Quem nunca ouviu a história de alguém que viajou para viver experiências de pular de bungee jump, nadar com tubarões ou saltar de paraquedas? Cada dia mais, os viajantes tem se interessado pelas experiências e vivencias únicas na vida.

Nova Friburgo age correto num investimento expressivo ao Turismo, o que deve ser parabenizado. Entretanto, investimos muito dinheiro – inclusive tirando de outras áreas importantes – em projetos que vem e ficam no passado, sem deixar um legado para os friburguenses. Ao desmontar dos palcos, o turismo tem desaparecido de nossa cidade.

Não estamos cativando o turista e muito menos trazendo um legado para a nossa cidade. Apesar de estarmos no centro geográfico do Rio de Janeiro, ainda não somos um relevante polo turístico sequer em nosso estado. E a triste realidade, nua e crua, é que poucas pessoas da capital, sequer sabem onde nossa cidade fica, mesmo que gastemos muito com isso.

As pessoas conhecem Petrópolis, Teresópolis, Campos do Jordão, mas não, Nova Friburgo. Turistas de cidades vizinhas vivem o turismo de experiência, viajando pelo país, em projetos que poderiam ser implementados aqui. Até os próprios friburguenses, para viverem um pouco turismo radical, tem que viajar, como é o caso dos parapentes.

No entanto, precisamos mudar isso. Uma das excelentes alternativas para surfarmos essa onda turística de 2024 é olharmos no entorno da nossa cidade, especialmente nos pequenos empresários que investem no turismo de experiência, como: o rafting, os voos de parapente, o alpinismo, o montanhismo e as trilhas.

Se é uma vontade de mudarmos a nossa cidade pelo turismo e, nos próximos anos, deixarmos de investir tanto em projetos que são esquecidos com uma ou duas semanas, precisamos deixar um legado. E se não nos atualizarmos em planejamento, ficaremos ainda mais para trás.

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Comece a ter mais saúde

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

A Medicina do Estilo de Vida trabalha muito sobre prevenção de doenças, tratamentos naturais, recuperação de enfermidades ou disfunções através da mudança de hábitos, adotando os saudáveis e abandonando as práticas que prejudicam o bem estar físico, mental, social e espiritual do indivíduo. Princípios de saúde naturais, que se relacionam com o estilo de vida, são: ar puro, luz solar, temperança, repouso, exercício, dieta conveniente, uso de água, lidar com pensamentos e sentimentos e confiança em Deus. Vamos dar uma olhada em cada um de forma muito breve.

A Medicina do Estilo de Vida trabalha muito sobre prevenção de doenças, tratamentos naturais, recuperação de enfermidades ou disfunções através da mudança de hábitos, adotando os saudáveis e abandonando as práticas que prejudicam o bem estar físico, mental, social e espiritual do indivíduo. Princípios de saúde naturais, que se relacionam com o estilo de vida, são: ar puro, luz solar, temperança, repouso, exercício, dieta conveniente, uso de água, lidar com pensamentos e sentimentos e confiança em Deus. Vamos dar uma olhada em cada um de forma muito breve. 1 - Respire profundamente ao ar livre, se possível, várias vezes ao levantar pela manhã e durante o dia. Evite ficar muito tempo onde não há ar circulante. 2 - Tome sol pelo menos uns 15 minutos pela manhã cedo ou à tarde cada dia. 3 - Evite fumo, bebidas alcoólicas, café, chá preto e outras bebidas com cafeína (tipo cola e guaraná). Use com moderação o saudável e elimine o prejudicial para sua saúde. 4 - Durma de sete a nove horas por noite, evitando deitar após 22h. Para dormir melhor, se precisar, coma algo leve duas a três horas antes de deitar. Mantenha o quarto de dormir ventilado, escuro e com silêncio. Tendo dificuldade para dormir, tome um banho morno que ajuda a relaxar e pense: "Vou deitar e quando vier o sono, dormirei." 5 - Exercite-se diariamente. Serviços domésticos não contam. Caminhar ao ar livre é o melhor. Se não está acostumado, comece com passos firmes o quanto puder cada dia, aumentando até 30 minutos de exercícios aeróbicos cada dia, cinco dias por semana, ou uma hora cada dia, três dias por semana. Se preferir, ande de bicicleta ou pratique natação. É importante a constância do exercício, no mínimo três vezes por semana. 6 - Coma alimentos naturais, integrais, preparados de modo simples. Tome um farto desjejum, um bom almoço e se precisar um jantar leve duas horas antes de deitar. Mantenha intervalo de umas cinco horas entre as refeições, tomando só água pura entre elas. Evite alimentos de origem animal, açúcar e frituras. Coma muita fruta, verduras, legumes, cereais integrais, castanhas, nozes. Use pouco óleo e sal. Coma algo cru diariamente. Varie o tipo de alimento cada semana. Evite produtos industrializados. 7 – Beba, pelo menos, oito copos de água ao dia, longe das refeições, mesmo sem sentir sede. Comece com um copo em jejum ao acordar. No verão beba mais. Tome banho cada dia esfregando bem o corpo com uma bucha para ativar a circulação. 8 - Tudo que você pensa influi no que sente e faz. Então, cultive pensamentos positivos, de confiança, de esperança e gratidão, não permitindo que fiquem em sua mente pensamentos negativos, os quais produzirão sentimentos negativos se não forem repelidos. Perdoe a si mesmo por suas falhas. Perdoe as pessoas pelas falhas delas em relação a você. Pense no que você pode fazer de útil para outros, e faça, e a cura virá. 9 - Confie no Deus Criador que cuida sempre de Suas criaturas. Serenidade, perdão, aceitação, força para viver, vêm pela graça, que é o Poder de Deus para ajudar o ser humano. Comunique-se sempre com Ele pela oração, crendo que Ele atende você. Na oração faça seus pedidos e expresse gratidão pelo que Deus tem feito em sua vida. Leia a Bíblia, meditando, cada dia, buscando nela a orientação de Deus para sua vida.

Cesar Vasconcellos de Souza – médico psiquiatra doutorcesar.com youtube.com/claramentent

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terça-feira, 30 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Estou acabando de ler “A boneca de Kokoschka”, do autor português, Afonso Cruz. A cada página sou coberta pelo manto das indagações filosóficas, que me traz questões sobre as quais ainda, ou muito pouco, havia refletido. Como nosso pensamento trabalha 24 horas por dia, inclusive durante o sono, faz bem ter motivos para pensar de modo diferente a fim de sair da mesmice diária que ocupa a mente com relações familiares, situações de trabalho, circunstâncias financeiras e acontecimentos diversos. É aconselhável ter novas linhas e retalhos para costurarmos nossas colchas.

Estou acabando de ler “A boneca de Kokoschka”, do autor português, Afonso Cruz. A cada página sou coberta pelo manto das indagações filosóficas, que me traz questões sobre as quais ainda, ou muito pouco, havia refletido. Como nosso pensamento trabalha 24 horas por dia, inclusive durante o sono, faz bem ter motivos para pensar de modo diferente a fim de sair da mesmice diária que ocupa a mente com relações familiares, situações de trabalho, circunstâncias financeiras e acontecimentos diversos. É aconselhável ter novas linhas e retalhos para costurarmos nossas colchas.

Quando nascemos recebemos um nome. Ganhei Tereza Cristina, um conjunto de letras que me designa, o qual levarei até o fim da minha vida. Mas, será que esse nome de nascença é o meu verdadeiro? Posso ter nascido como Tereza Cristina, mas ao morrer continuarei a sê-la? 

Afonso Cruz me coloca a pulga atrás da orelha quando questiona que o nome que consta na certidão de nascimento não é o verdadeiro. Posto que sim. As primeiras perguntas que me inquietam tão logo as cortinas se abrem são: o nome que tenho me agrada? Pode dizer quem sou?

“...mas sinto que o nome de batismo, o que nos dão à nascença, não é o nosso nome. Há um outro escondido debaixo das nossas rugas, debaixo das nossas infelicidades todas, que é o nosso código de barras, como os das compras. Um dia, quando estiver a morrer, com a morte nos olhos, saberei que nome é esse.”  

Os traços em nossos códigos de barras registram as marcas que fazemos no destino. A cada momento, um registro; a cada registro, um tom é acrescentado ao nome, que pode ir modificando o som das letras e substituindo-as, nos transformando na maneira como somos e fazemos a vida acontecer. Ao final dos dias construiremos, então, um nome com a inteireza da existência individual.

Afonso Cruz, durante a conversa entre seus personagens, chama a atenção para o nome artístico. Certamente mais íntegro do que o da certidão de nascimento porque, ao longo da vida, vamos aprendendo e aprimorando a arte de viver. Ao morrer, as letras do nosso nome irão conter incontáveis histórias, apinhadas, umas em cima das outras. São as que contamos sobre nós e as que outros nos contam, também sobre nós. Seremos, enfim, um emaranhado de contos, constatações, identidades, ideias e afetos.

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A bagunça do calendário brasileiro de futebol

terça-feira, 30 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Não gosto muito de abordar futebol nas minhas colunas, mas decorridas quatro rodadas do campeonato estadual do Rio de Janeiro, algumas considerações devem ser feitas sobre esse torneio que não serve para nada. Dizer, como o fazem, alguns coleguinhas da imprensa de que ele é o mais charmoso entre os estaduais, é um contra senso, pois de charme ele não tem nada. Além disso não representa nenhum ganho para os grandes clubes do estado, seja ele esportivo ou financeiro.

Não gosto muito de abordar futebol nas minhas colunas, mas decorridas quatro rodadas do campeonato estadual do Rio de Janeiro, algumas considerações devem ser feitas sobre esse torneio que não serve para nada. Dizer, como o fazem, alguns coleguinhas da imprensa de que ele é o mais charmoso entre os estaduais, é um contra senso, pois de charme ele não tem nada. Além disso não representa nenhum ganho para os grandes clubes do estado, seja ele esportivo ou financeiro. Os times de menor investimento não tem torcida e, portanto, não enchem estádios; nos clássicos apenas a rivalidade contribui para melhorar o borderô.

Aliás, para os grandes clubes, o Cariocão é um transtorno, pois fica espremido entre a volta das férias e os torneios importantes do país. Todo professor de Educação Física e os fisioterapeutas esportivos sabem que é preciso, no mínimo, 30 dias para que os atletas de alta performance, vindos das férias, comecem a render e a ter uma performance que será burilada ao longo da temporada. Os quatro grandes times do estado retornaram das férias no início deste mês e no último dia 17 tinha início o torneio.

A pré-temporada do Botafogo durou exatos dez dias, três para exames médicos e sete para treinos físicos e táticos. Parece e é uma piada de mau gosto. Aí, para tentar contornar esse transtorno na preparação, os clubes lançam mão de times reservas, mas, matreiramente, a federação de futebol do estado determina que isso é permitido apenas até a quarta rodada. Para reforçar essa determinação, ainda marcam os clássicos a partir da quinta rodada. Domingo próximo já teremos o primeiro deles, entre as equipes de Flamengo e do Vasco da Gama.

Por falar em Flamengo, no último sábado, 27, ele empatou com a Portuguesa. Jogou com um time misto composto de atletas da base e de reservas. Mas, mesmo com um time reserva a vitória seria o resultado mais do que provável. No entanto, os times de menor investimento, os chamados pequenos, começam a treinar já em dezembro e, quando o campeonato se inicia, já adquiriram preparo físico e entrosamento suficientes para fazer a diferença em relação às grandes equipes.

No caso do Botafogo, além da curtíssima temporada, ainda houve um agravante, pois sofreu modificações importantes na equipe, já que muitos jogadores do ano passado foram vendidos e outros foram contratados. O desentrosamento é flagrante e o nível técnico do jogo, deixa muito a desejar. A ressalva a ser feita é que não se pode escalar os titulares desde o início e mantê-los no time, pois o risco de lesões é muito alto. Ontem, no clássico entre Palmeiras e Santos, um jogador recém contratado do verdão teve uma séria lesão no joelho, o que o deixara fora dos gramados por, no mínimo, quatro meses.

Além disso, os novos contratados têm de ser testados daí que, na realidade, os jogos oficiais se transformam em treinamento para as grandes equipes, por isso o baixo nível técnico. Há um agravante nessa história, que é o fato da torcida exigir sempre vitórias o que obriga os atletas a darem seu máximo num momento em que ainda não estão em condições de fazê-lo.

A arbitragem é um outro problema sério e que piora ano a ano, seja nos torneios regionais ou nacionais. O jogo do Vasco da Gama contra o Bangu, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi a prova disso (o time cruzmaltino foi jogar na capital federal com olho numa renda melhor). Foram visivelmente prejudicados pelo soprador de apito, com a expulsão de Jair, atleta do Vasco, aos três minutos do primeiro tempo. A falta existiu, foi uma entrada mais dura, mas a punição severa demais. Um cartão amarelo, de advertência, estaria de bom tamanho. Resultado a disparidade de preparo físico, somado a superioridade numérica e física fez com que o Bangu jogasse de igual para igual.

Já no segundo tempo o Vasco fez um a zero, mas o alvirrubro da zona norte igualou o marcador, até que um jogador fosse expulso, também por uma falta mais dura. Após a equipe da cruz de malta ter desempatado, o juiz arrumou um pênalti (para mim foi falta, mas fora da área) e o jogo terminou empatado em dois a dois. Uma arbitragem desastrosa, pelo mesmo juizeco que no campeonato do ano passado expulsou três atletas do Fogão no jogo Flamengo X Botafogo.

Em outros jogos o que se vê são faltas não marcadas, impedimentos mal apitados e todas as mazelas que comprometem a arbitragem, ainda mais que o VAR só dará o ar de sua graça nos clássicos ou nas finais. Nem sei, se com exceção do Maracanã, do estádio Nilton Santos e do estádio de São Januário, os demais campos de futebol do estado têm condições de instalar o VAR.

Mesmo não tendo maioria nas reuniões da federação, pois um dos antigos presidentes, matreiramente, alterou os estatutos, de maneira que os grandes times não têm mais poder decisório, é mandatório que Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama, na realidade quem sustenta a federação e os nanicos do futebol do estado, deveriam derrubar a mesa. Recusarem a escalar os times principais, exigirem um torneio com datas mais enxutas. Fazer com que os pequenos disputem um torneio inicial que classificaria os quatro melhores classificados e se juntassem aos grandes para um campeonato mais curto seria a solução. Se se recusarem a entrar em campo, não creio que a federação tenha como puni-los, pois a CBF jamais aceitaria um campeonato brasileiro sem os quatro grandes do Rio de Janeiro.

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Franca expansão

terça-feira, 30 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Brasil soma quase 33 mil academias ativas; Rio é terceiro em ranking de novas unidades

É inegável e impossível não notar o aumento considerável da quantidade de academias abertas e funcionando em Nova Friburgo. Sejam aquelas que ofertam apenas musculação, funcional, crossfit ou que englobam variadas opções, incluindo as mais diversas modalidades de artes marciais. A maior preocupação com a saúde – e também com a aparência, não há como negar -, provoca uma verdadeira onda de novos empreendimentos no setor.

Brasil soma quase 33 mil academias ativas; Rio é terceiro em ranking de novas unidades

É inegável e impossível não notar o aumento considerável da quantidade de academias abertas e funcionando em Nova Friburgo. Sejam aquelas que ofertam apenas musculação, funcional, crossfit ou que englobam variadas opções, incluindo as mais diversas modalidades de artes marciais. A maior preocupação com a saúde – e também com a aparência, não há como negar -, provoca uma verdadeira onda de novos empreendimentos no setor.

Atualmente, o Brasil conta com 32.921 academias ativas, de acordo com dados da Cortex, empresa de Inteligência Artificial. O levantamento não considera as mega academias, destacando apenas as médias, pequenas e microempresas abertas no país. A compilação dos dados ocorreu neste mês e mostra o cenário brasileiro da quantidade de estabelecimentos dedicados ao esporte.

De acordo com o porte das academias abertas no Brasil e o seu faturamento, o estudo revela que as microempresas (com faturamento anual de até R$ 360 mil) são a maioria no país, equivalente a 87,39% do total. As pequenas (com receita entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões) representam 11,93%, as médias (com ganhos entre R$ 4,8 milhões até R$ 300 milhões), são 0,61% do total, e as grandes (acima de R$ 300 milhões) retratam apenas 0,07% da pesquisa realizada.

Em relação à quantidade de academias abertas no ano passado, o levantamento indica que São Paulo foi o estado que mais abriu estabelecimentos em relação ao resto do Brasil, com 1.128 novos estabelecimentos. Minas Gerais vem na segunda posição, com 566 academias abertas, e Rio de Janeiro fecha o pódio, com 361 novas academias.

“Os números apresentados mostram que o mercado de academias no Brasil voltou a registrar um crescimento. A quantidade de academias abertas em 2023 foi 14% maior que no ano anterior. Essa evolução pode ser reflexo da retomada econômica do país nos últimos anos, após passar por um período de desafios econômicos, que foi agravado principalmente pela pandemia de Covid-19”, afirma Marvin Fiori, diretor de Inovação da Cortex.

Na análise regional, o estudo revela que a Região Sudeste é líder na quantidade de estabelecimentos abertos, com um total de 15.861 academias. O Sul fica com a segunda região com mais academias ativas, com 6.596 e, em terceiro lugar, aparece a região Nordeste, com 5.780. A região Centro-Oeste possui 3.149 estabelecimentos abertos e o Norte com 1.535.

 

Ranking dos dez estados com mais academias abertas em 2023

São Paulo - 1.128

Minas Gerais - 566

Rio Janeiro - 361

Paraná - 335

Santa Catarina - 267

Rio Grande do Sul - 252

Bahia - 238

Goiás - 190

Pernambuco - 188

Ceará - 178

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    Preocupação com a saúde é um dos fatores que impulsionam a expansão do setor de academias (Foto: Divulgação)

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    Rio de Janeiro teve mais de 300 academias abertas no ano passado, sem contar as franquias (Foto: Divulgação)

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