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Glossário de renda variável IV – Ações

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

            Já parou para pensar o que acontece quando você compra ações através da bolsa de valores? Entender o conceito por trás do homebroker (plataforma de negociação das Corretoras de Valores) é fundamental para fazer parte da filosofia das companhias e viver a tese dos seus investimentos. Entender os objetivos e modelos de negócio das empresas é tão fundamental quanto refletir os seus valores – ambientais, sociais, trabalhistas e muitos outros – ao seu portfólio de ações.

            Já parou para pensar o que acontece quando você compra ações através da bolsa de valores? Entender o conceito por trás do homebroker (plataforma de negociação das Corretoras de Valores) é fundamental para fazer parte da filosofia das companhias e viver a tese dos seus investimentos. Entender os objetivos e modelos de negócio das empresas é tão fundamental quanto refletir os seus valores – ambientais, sociais, trabalhistas e muitos outros – ao seu portfólio de ações. Contudo, antes de partirmos direto para esses propósitos, vamos rever alguns conceitos a fim de democratizar o conhecimento presente neste texto. Comecemos, então, definindo a bolsa de valores.

            Para tornar possível os negócios em setor de bolsas, é necessário que empresas de infraestrutura de mercado financeiro exerçam atividades primordiais, como – de acordo com a própria bolsa de valores brasileira – a “criação e administração de sistemas de negociação, compensação, liquidação, depósito e registro para todas as principais classes de ativos, desde ações e títulos de renda fixa corporativa até derivativos de moedas, operações estruturadas e taxas de juros e de commodities”. No Brasil, existe apenas uma empresa responsável por exercer tais atividades, a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. Ao redor do mundo, existem diversas outras; como as NASDAQ e Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos; a Bolsa de Valores de Londres, na Inglaterra; a Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha e por aí vai.

            Contudo, isso pode ficar ainda mais simples quando tomamos consciência de as bolsas globais serem como uma feira (essas de frutas, legumes e carnes) onde encontram-se vendedores e compradores dispostas a negociar determinado produto. Todavia, nessa grande e tecnológica feira da bolsa valores, negociam-se as empresas.

            Mas, então, como chegar nessa “feira da bolsa de valores”? Primeiro, é necessário tornar-se cliente de alguma corretora ou banco de investimentos; são as instituições financeiras, as responsáveis por realizar a comunicação entre você e a bolsa de valores. Posteriormente, é através do homebroker, plataforma de negociação disponibilizada na sua conta da corretora de valores, que você poderá comprar suas ações; e agora começa a sua jornada por boas escolhas. Falemos delas.

            Compor um portfólio de ações não é fácil; mas o conceito é simples. Comprar ações te faz acionista: um pequeno sócio de determinada companhia/empresa. Portanto, é importante compor o seu portfólio com ações de empresas que julga ser coerente tornar-se sócio. Não faz sentido algum comprar determinado papel (nomenclatura técnica sinônima a “ação”) de uma empresa sem saber, nem mesmo, quais os produtos e/ou serviços tal empresa oferece para a sociedade. É a partir daqui que você começa a pôr seus valores em questão: procure entender o propósito da companhia; sua relação e responsabilidade com a sociedade; entenda se os produtos e/ou serviços são realmente relevantes e rentáveis.

            Além de toda essa filosofia de investimentos, entra também a visão fundamentalista; é somente aqui que você analisa os resultados das empresas e, caso bons ou minimamente promissores, as adiciona ao seu portfólio. Mas lembre-se, ponto fundamental é diversificação. Uma carteira bem distribuída, com algumas boas empresas e de diferentes setores são fundamentais para diminuir os riscos de mercado.

            Mais importante que começar a investir, é entender a filosofia por trás do investimento. E isso é bastante simples!

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Formas de comunicar

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

       Em tempos em que vangloria-se tanto a necessidade e coragem em se dizer tudo o que pensa, aqueles que preferem o silêncio muitas vezes passam por involuídos. Isso mesmo. Se antes poupar a si mesmo ou ao próximo de discussões, deixar de falar tudo o que supostamente não seria bem recebido pelo interlocutor, recluir-se em silêncio eram práticas desejadas, hoje, há quem diga que nem tanto. Pelo contrário.

       Em tempos em que vangloria-se tanto a necessidade e coragem em se dizer tudo o que pensa, aqueles que preferem o silêncio muitas vezes passam por involuídos. Isso mesmo. Se antes poupar a si mesmo ou ao próximo de discussões, deixar de falar tudo o que supostamente não seria bem recebido pelo interlocutor, recluir-se em silêncio eram práticas desejadas, hoje, há quem diga que nem tanto. Pelo contrário. Basta um bate-papo em uma roda de amigos e cedo ou tarde alguém acaba explicitando que a hora da verdade soou, que não faz bem para a saúde guardar sentimentos e opiniões e que o processo de libertação para por essa franqueza no trato social.

        E a legião das pessoas que não desejam adoecer por guardar além das palavras engolidas sem ser ditas, as mágoas remoídas é deveras crescente. Esse caminho passa pelo autoconhecimento e algumas vezes descamba para o extremo posto: dizer tudo o que sente, sem traquejo e muitas vezes, sem sensibilidade. E então, ao invés de os sapos serem engolidos, passam a ser jogados no colo do outro sem parcimônia.

        Esse assunto surge em muitas conversas. Poucas vezes alguém aponta para o caminho do meio como algo a ser considerado. E então surge a indagação: o equilíbrio é o meio mesmo? Fato é que o ponto de equilíbrio varia de pessoa para pessoa. E só especialistas podem aprofundar o assunto. 

        Eu mesma, que costumo buscar a interação eficiente e ter resposta para tudo, por esses dias andei sem palavras. De verdade. Sem vontade de dizê-las, talvez. Sem motivação. Buscando uma luz que ao final só conduzia para o silêncio e uma vontade toda minha de revisitar a introspecção. Aliás, a busca pelas práticas de silêncio e o voltar-se para si conquista cada vez mais adeptos. Mas seria possível vivê-la em público, cercada de pessoas, de demandas sociais? E então, como de costume, a reflexão vem. E mais uma vez, a conclusão a que não chegamos (por complexa que é) e o percurso que aponta para um sentido: não devemos julgar as pessoas. Ninguém.

Cada pessoa trava suas batalhas diárias, algumas delas inglórias. Uns vão sentir necessidade de compartilhá-las com maior número de pessoas. Outros irão se retrair. Muitos se voltarão para a natureza e sua comunhão com ela serão seu reencontro com o estado de equilíbrio. Não podemos julgar nenhuma delas.

          Uma boa técnica, que na verdade é empirismo, passa justamente por lapidar um conceito básico que deveria se fazer presente em mais momentos de nossas existências: o respeito. A si próprio. Aos outros. A toda a coletividade. Dizer tudo o que pensa ferindo pessoas desnecessariamente, não me parece o melhor roteiro de vida. Da mesma forma, ser destinatário de um contingente de remorso por não conseguir expressar o que se sente, também não. A verdade é que cada um sabe de si. Mas acho que o trato com a comunicação interna, social e com o mundo, poderia ser mais bem refinado...

        Palavras que somem podem se perder em um lugar desconhecido por todos. Aquilo que deveria ser dito e não foi. Aquilo que felizmente não foi dito, mas foi pensado. Há tantas formas de se comunicar. Ricas formas. E dependendo do contexto, um bamboleio de pálpebra diz realmente mais que mil palavras. Ah, se diz ...

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Data marcada

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Campeonato de Rental Kart inicia nova temporada neste domingo

Campeonato de Rental Kart inicia nova temporada neste domingo

        Como já se tornou tradição no calendário esportivo de Nova Friburgo, o Campeonato de Rental Kart, promovido pela Associação Friburguense da modalidade (AFK) vai movimentar diversos fins de semana de pilotos, amigos, torcedores e fãs. A competição terá início no próximo domingo, 25, sendo aberta a pilotos de todas as habilidades, desde novatos até veteranos, proporcionando uma experiência única e inclusiva para os apaixonados por velocidade.
        As corridas serão realizadas ao longo de várias datas, no Kartódromo Internacional de Guapimirm, dando a todos a oportunidade de competir em múltiplas etapas. O circuito oferece desafios para pilotos de todos os níveis. Além da emoção de competir, os participantes terão a chance de conquistar prêmio. A cada etapa há troféus e brindes especiais para os pilotos que se destacarem ao longo do campeonato.

        Para garantir uma competição justa e segura, todas as corridas seguirão rigorosamente as regras e regulamentos estabelecidos. As inscrições podem ser feitas através de um formulário que pode ser acessado no perfil da AFK, no Instagram. De acordo com o calendário definido pela associação, as demais etapas irão acontecer nos dias 10 de março, 7 de abril, 5 de maio, 2 de junho, 14 de julho, 18 de agosto, 22 de setembro e 20 de outubro. As cinco primeiras etapas terão início às 9h30. A sexta, sétima e a última etapa começam às 9h, enquanto a penúltima será iniciada às 13h.

        A Associação Friburguense de Kart, além do esporte em si, busca construir outras oportunidades de lazer para os friburguenses. Há ainda a ideia do impulsionamento turístico para o município e cidades vizinhas, através da sonhada inauguração de um complexo automobilístico. O grupo avalia outras possibilidades, com investimentos menores, que também poderia viabilizar o projeto.
        Já existe um projeto quase finalizado sobre a pista, ou seja, a área total onde haveria outras atividades relacionadas ao automobilismo e agregaria valor social gerando impacto na vida da cidade e dos cidadãos. Várias pessoas participaram do estudo, como o ex-piloto de Fórmula 1 – Roberto Pupo Moreno, que possui notável conhecimento técnico do assunto.

         A Associação Friburguense de Kart surgiu em julho de 2018, quando um grupo de seis amigos se reuniu para andar de kart no KIG – Kartódromo Internacional de Guapimirim. Nos meses seguintes houve outros encontros e mais pessoas foram se juntando ao grupo.

A ideia então de transformar corridas amistosas em competição foi crescendo até que em janeiro de 2019 surgiu o Friburgo Kart Clube. Juntamente com a agremiação formatou-se o primeiro Campeonato de Kart Amador de Nova Friburgo, que reuniu 45 pilotos.
        A primeira etapa daquela competição foi realizada no dia 17 de fevereiro do mesmo ano. Já no início de 2020, motivado pelo sucesso do clube, foi, então, fundada a AFK, entidade sem fins lucrativos e que possui a finalidade de promover cada vez mais a prática do kartismo em nossa cidade.

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    Campeonato de Rental Kart terá início neste domingo, com o total de nova etapas realizadas (Foto: Divulgação)

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    Competição tem atraído cada vez mais participantes, dentre novatos e pilotos experientes (Foto: Divulgação)

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    Corridas acontecem no Kartódromo de Guapimirim, com direito a premiações e brindes aos melhores colocados (Foto: Divulgação)

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Duas Barras na mídia

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

O município vizinho de Duas Barras foi notícia nacional nesta semana, e, não foi por causa do seu mais ilustre filho, Martinho da Vila. Mas por conta de um quase morador internacional, o astro Lenny Kravitz. Isso porque, ele colocou em uma plataforma de aluguel, a sua famosa fazenda em terras serranas. 

Lenny Kravitz

O município vizinho de Duas Barras foi notícia nacional nesta semana, e, não foi por causa do seu mais ilustre filho, Martinho da Vila. Mas por conta de um quase morador internacional, o astro Lenny Kravitz. Isso porque, ele colocou em uma plataforma de aluguel, a sua famosa fazenda em terras serranas. 

Lenny Kravitz

Avaliada em R$ 12 milhões, a fazenda construída em 1850 foi toda reformada pelo cantor, que a comprou em 2007, após uma turnê pelo Brasil. Ele ficaria apenas uns dias no espaço, mas se apaixonou e resolveu comprar, reformar e ainda fazer toda a decoração interna que conta, entre outros artefatos únicos, com um piano transparente que pertenceu ao cineasta sueco Ingmar Bergman.  

Preservação e modernidade

Nomeada de Villa 8 na plataforma digital de aluguel, a fazenda de Lenny Kravitz, em Duas Barras, preserva toda a parte externa nos traços de arquitetura colonial portuguesa, além das ruínas históricas, que foram mantidas para relembrar seu passado. Por dentro, a arquitetura contemporânea com obras de nomes consagrados, além de fotos tiradas pelo próprio cantor estadunidense. 

Grande estrutura

A Fazenda de Kravitz conta também com estúdio, campo de futebol, academia completa, sala de massagem, além de uma lagoa, churrasqueira, sala de massagem, sauna, jacuzzi e piscina. Com sete quartos, o aluguel inclui ainda arrumadeira, assistente geral, cozinheira, ajudante de cozinha e casal de caseiros. Vale lembrar que a fazenda tem o jeito de seu proprietário, por isso é sustentável. As frutas, legumes e vegetais colhidos são de plantação própria. O espaço ainda tem gados e cavalos.  

Diárias de R$ 18 mil a R$ 25 mil

Para viver este sonho, se sentir o próprio Kravitz, ainda que por poucos dias - a fazenda não está à venda - o interessado pode alugar no Airbnb pela diária de R$ 18 mil, sendo obrigatório no mínimo dois dias, ou seja, gasto de pelo menos R$ 36 mil. Mas esse valor só é válido para datas comuns. Feriados, réveillon e carnaval 2024, o valor da diária sobe para R$ 25 mil, sendo obrigatório alugar por pelo menos quatro dias, ou seja, no mínimo R$ 100 mil. 

 

 

Curso de teatro

Estão abertas as inscrições para o curso de teatro, artes visuais e improviso do ator Bernardo Dugin. Será a 12ª turma, em uma trajetória que já soma mais de 500 participantes de todas as idades. O curso tem duração de três meses, será ministrado todas as segundas, em três horários, divididos por faixas etárias: 17h, 18h20 e 19h30. 

Formação

A partir do contato com ferramentas da interpretação, os participantes experimentam diferentes maneiras de construir e apresentar cenas. Tanto no palco quanto no audiovisual, com aulas práticas de vídeo. Estudo e prática da interpretação a partir de jogos dramáticos, técnicas de improvisação teatral e exercícios para a composição de personagens. 

Espetáculo final

A proposta é ampliar a capacidade expressiva do corpo e da voz, desenvolver a sensibilidade, a criatividade, o pensamento rápido e a capacidade de comunicação. Aos interessados, o curso tem como desdobramento a apresentação de um espetáculo, como prática de montagem e tudo isso com a experiência do ator friburguense que acumula direções e atuações teatrais, além de passagens pelo cinema e TV. Outras informações e inscrições através do telefone  21 – 97949 7107. 

2024, promete

Para além do curso, neste ano, Bernardo Dugin está confirmado na próxima série bíblica da Record TV: “A Rainha da Pérsia”. Com gravações programadas para o Marrocos, o ator friburguense dará vida à Teres, eunuco a serviço do rei persa Xerxes/Assuero. Dugin  também está confirmado para atuar em um monólogo produzido e dirigido pelo renomado João Fonseca.  

 

 

Avaliação do Carnaval 

Foi merecido e inconteste a vitória da Vilage no Samba no Carnaval 2024. A agremiação de Duas Pedras se tornou a primeira escola de samba a alcançar o feito de cinco títulos seguidos na folia friburguense. Não se firmaram, portanto, as suposições e alertas do imaginário de que forças ocultas impediriam a conquista. Com desfile correto e luxuoso, a verde e branco levantou a taça. 

Imperatriz de Olaria

Há que se destacar o belíssimo desfile da Imperatriz de Olaria, que na opinião deste colunista, merecia resultado melhor do que a 3ª posição e vendo como o todo não seria injusto caso conquistasse o título. Claro que detalhes técnicos podem tirar preciosos pontos, como aparentemente ocorreu.

Vilage

A Vilage vai agora atrás do hexa. Por sua organização, ciclo sustentável e profissionalismo sempre surgirá como favorita. Se essa supremacia é boa ou não para o carnaval friburguense, aí é outra história. Fato é que cabe às demais tentarem copiar e até superar a Vila. Não é tarefa das mais fáceis, mas basta reviver a história. 

Alunão

A escola Alunos do Samba teve seus tempos de glória no final dos anos 80 e início dos anos 90 com Eloy Machado, que trouxe a grandiosidade das alegorias, o luxo do Rio de Janeiro e inovações que mudaram para sempre o carnaval friburguense. As demais acompanharam as mudanças e superaram. A Vilage trouxe a tecnologia, os efeitos especiais. As demais chegaram junto posteriormente. 

Saudade

A Unidos da Saudade teve seu ciclo de supremacia com a força de sua comunidade e muito profissionalismo. Passou a dividir com a Vilage as disputas num quase Fla-Flu do samba. O que será do carnaval de Nova Friburgo já começou a ser construído. O desfile da Imperatriz deste ano mostra que se mantiver a crescente, vem com força. O Alunão vem tentando se organizar e vencer as dificuldades financeiras. Sempre que a Saudade chama a sua comunidade, ela corresponde. O profissionalismo da Vilage segue ditando o ritmo. 

Desfiles x apuração

Enfim, que se vença na avenida, sem tapetão ou qualquer insinuação de compra de jurados. Independente do que é melhor para a disputa, que se julgue de maneira séria cada quesito e vença quem merecer. Aliás, não condiz mais com o grau de grandeza que tem os desfiles das nossas escolas de samba, as confusões que ocorrem em toda apuração, ano após ano. As notas estão dadas nos envelopes, apenas se junta cada uma para o resultado final. Não é admissível tanto profissionalismo nas quadras e na passarela e tanto amadorismo na hora de revelar as notas. 

Falta de respeito

Também é inadmissível os atrasos vistos tanto no sábado como no domingo de desfiles. Falta de respeito com o público, que muitas das vezes chega ainda com o sol a pino para buscar espaço nas escassas arquibancadas. Falta de respeito com as coirmãs e seus componentes que chegam bem antes para desfilar e ficam aguardando horas e horas. Difícil manter o entusiasmo às 3h da madrugada, quando já era para ter desfilado duas horas antes.

Responsabilidades

Que se apurem as devidas responsabilidades para corrigi-las, sem jogo de empurra. Se os problemas na dispersão são da Liga ou da prefeitura é preciso planejar melhor, ter resposta mais rápida a eventuais problemas e evitar que fatores externos atrapalhem a festa e o resultado dela.

Friburguenses em destaque

Para finalizar o tema carnaval, reverências máximas ao friburguense Jeferson Lima pela conquista de mais um Estandarte de Ouro, prêmio concedido pelo jornal O Globo, pelo samba da Imperatriz Leopoldinense. O mais arrebatador dos sambas na avenida, até mais do que o cajú da Mocidade, fez o povo cantar ao clarear do dia. O evento de entrega dos prêmios ocorrerá na próxima quinta-feira, 29, na casa de shows Vivo Rio, na capital. 

Jorge Freitas

Destaque ainda para Jorge Freitas, em São Paulo. Com seis títulos no grupo de elite e dois no acesso do carnaval paulistano, o carnavalesco friburguense terminou com o vice-campeonato da escola Dragões da Real. Jorge Freitas levou a escola à sua melhor colocação na história, apesar da mesma pontuação da campeã, Mocidade Alegre, perdendo nos critérios de desempate. Ele já está confirmado na escola em 2025.

 

Evandro Malandro

Evandro Malandro, mais uma vez, deu um show na Sapucaí, com o belíssimo carnaval da Grande Rio. A escola de Caxias terminou em 3º lugar. Foi o 5º ano seguido como intérprete oficial da agremiação, que já anunciou a renovação de contrato, por meio de suas redes sociais. Portanto, ele segue por lá no carnaval de 2025. Na trajetória, além do inédito título de campeão, em 2022, Evandro Malandro foi consagrado com o Estandarte de Ouro de melhor intérprete, em 2020.         

   

Palavreando

“O melhor ou o pior dia da sua vida começa como outro qualquer. A maioria é apenas um dia comum, sem grandes acontecimentos. Mas todos contam sua história, escrita por você e por um monte de pessoas que te rodeiam e por tantas outras que você só vê na televisão”.

Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

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O que você pode fazer para melhorar a depressão?

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Depressão é um tipo de sofrimento que, infelizmente, tem recaídas. Para alguns casos, a pessoa que teve depressão pode fazer algo para evitar que ela volte ou para sair dela pelo menos em boa parte do tempo. Vamos ver como é isso.

Depressão é um tipo de sofrimento que, infelizmente, tem recaídas. Para alguns casos, a pessoa que teve depressão pode fazer algo para evitar que ela volte ou para sair dela pelo menos em boa parte do tempo. Vamos ver como é isso.

Depressão é diferente de ansiedade. Na ansiedade excessiva a pessoa sofre de inquietude, aperto no peito, falta de paz interior, sente um vazio que não sabe explicar a razão disso. Já na depressão predomina a tristeza, a falta de energia, a vontade de ficar isolado, há uma perda de prazer nas coisas que antes eram muito agradáveis, podem surgir pensamentos de morte, de culpa, de suicídio.

Alguns indivíduos são mais propensos para ter depressão, tanto por fatores biológicos genéticos, como pela tendência para a melancolia, por causa de ter vivido num lar complicado na infância, ser bem sensível para questões emocionais, e sofrer perdas importantes na vida, que para aquele indivíduo foram perdas importantes, mesmo não tendo muito valor para outro.

Às vezes uma pessoa entra na depressão por causa de um fator gatilho. Fator gatilho é um evento que produz naquele indivíduo uma resposta emocional dolorosa, assustadora, ou que entristece muito. Por exemplo, se você viveu numa família com uma mãe com problemas com bebidas alcoólicas e por causa dela se embriagar repetidas vezes, ficando agressiva com você e seus irmãos, gritando com todos, você aprendeu a sofrer com pessoas agressivas e que gritam nervosamente. Lá na frente, 20 ou 30 anos depois de sua infância, você se casa com um indivíduo que perde o controle com alguma facilidade e quando isso acontece, ele ou ela grita com você, mesmo não sendo por causa de bebida. Esta forma de abuso verbal – gritar com o outro – é o fator gatilho que dispara certos sentimentos em sua mente tão dolorosos e difíceis de lidar como os que você sentia quando convivia com a mãe embriagada 20 ou 30 anos antes.

Mesmo no século 21 com tecnologia avançando muito, a depressão ainda é um desafio para ser vencida e tratada. A Organização Mundial da Saúde prevê que em 2030 a depressão deverá ser a doença número um do mundo a atingir as pessoas. Não existe uma vacina contra a depressão. Ah! Se tivesse! Não existe uma técnica psicológica que funciona 100% para todos no tratamento da depressão. E quanto aos medicamentos psiquiátricos, alguns antidepressivos funcionam bem por um tempo, mas não necessariamente o tempo todo. Alguns funcionam por um tempo para um grupo de pessoas enquanto que os mesmos produtos não funcionam para outro grupo. E tem deprimidos que não melhoram com nenhum medicamento natural ou sintético.

Certa vez atendi um paciente que pensava seriamente em suicídio devido à sua depressão grave prolongada. Depressão pode ser leve, moderada e grave. Na verdade, ele já havia tentado se matar, mas foi salvo por um parente na hora certa. Um filho dele se casou e pouco tempo depois teve um filho. Meu paciente se tornou avô. Ele ficou alegre com o nascimento da criança. A depressão diminuiu. Foi muito importante que ele pudesse ter contato com o bebê enquanto seguia com o tratamento da depressão. Pensar na criança, ocupar-se com ela, visitá-la com frequência, foi vital para aquele homem. Posso dizer que a dedicação dele para com seu neto salvou sua vida, porque amenizou muito o estado depressivo. Foi o melhor remédio para a depressão dele.

Isso nos ensina algo importante para o tratamento do estado depressivo. Se uma pessoa deprimida fizer esforços para se dedicar a uma causa que pode ser ajudar a criar um neto, visitar um orfanato com regularidade, pelo menos uma vez na semana e fazendo alguma atividade útil com as crianças órfãs da instituição, se ela visitar regularmente um asilo e ajudar os idosos de alguma forma, esta atitude de sair de si, parar de olhar seu sofrimento e olhar a necessidade do outro e fazer algo por ele, poderá tirar a pessoa do estado depressivo, pelo menos a maior parte do tempo. Para um deprimido, vale à pena fazer este esforço.

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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Precisamos de um plano contra a dengue

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Já não é de hoje que o Aedes Aegypti causa transtornos na vida dos brasileiros. O conhecido mosquito das “patas pintadas”, originário da África, carrega o apelido de “odioso do Egito”. Bem provavelmente, espalhou-se pelo mundo em meio ao comércio que percorriam toda a costa do Atlântico, e de lá para cá, tornou-se uma das espécies exóticas invasoras de difícil controle biológico.

Já não é de hoje que o Aedes Aegypti causa transtornos na vida dos brasileiros. O conhecido mosquito das “patas pintadas”, originário da África, carrega o apelido de “odioso do Egito”. Bem provavelmente, espalhou-se pelo mundo em meio ao comércio que percorriam toda a costa do Atlântico, e de lá para cá, tornou-se uma das espécies exóticas invasoras de difícil controle biológico.

O mosquito, que originalmente, era selvagem, logo se adaptou às nossas cidades e ao ambiente humano. Nos depósitos de água parada, deixados e esquecidos por todos nós, tornaram-se o local perfeito para procriação da espécie. E o nosso sangue, com a pele levemente descoberta por pelos, passou a ser seu alimento principal.

E assim, o pequeno mosquito listrado de poucos centímetros, aos poucos foi se tornando uma das espécies invasoras que mais causam preocupações em países de clima tropical, por ser um conhecido vetor de doenças como zika, chikungunya, febre amarela e nossa “antiga conhecida”, a dengue.

 

Crise sanitária: epidemia

Apesar de ser um pequeno mosquito, os problemas causados pelas doenças podem ser enormes. Desde a ocorrência de pequenas pintinhas vermelhas no corpo, à casos de microcefalia em bebês durante a gestação, e até o óbito de um humano adulto devido a hemorragias e febres.

O cenário, que nunca foi dos melhores, parece ser preocupante no presente momento. A previsão menos otimista é de que, neste ano, o Brasil tenha 4,2 milhões de casos de dengue – o dobro do que foi registrado em 2023, quando o número de casos já foi desafiador. Estamos diante de algo nunca vimos antes.

Nesta quarta-feira, 21, o governador Cláudio Castro (PL) anunciou que o Estado do Rio de Janeiro passa por uma epidemia de dengue. O número de casos – quase 50 mil, desde o início do ano - é 20 vezes maior do que esperado no período pela Secretaria estadual de Saúde.

 

Vacinas: não em Nova Friburgo

Após décadas de pesquisa, o que sempre soou improvável, aconteceu: uma vacina contra a dengue, que pode ser aplicada amplamente na população e que foi aprovada pelos órgãos de vigilância. Para muitos, a notícia veio como um alívio, contudo, a realidade se desprende dos nossos sonhos.

O Ministério da Saúde confirmou que pelo Sistema Único de Saúde (SUS) serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos - faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue. Os números mostram que, de 2019 a 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos - grupo para o qual a vacina não foi autorizada.

Em alguns municípios, a vacinação foi incorporada ao SUS, e algumas pessoas já conseguiram tomar as duas doses do imunizante. Por outro lado, a realidade de outros municípios ainda não é vista em Nova Friburgo, mesmo para as crianças.

No Estado do Rio de Janeiro, apenas 12 municípios, da Região Metropolitana e Baixada Fluminense, farão parte da campanha de imunização. Nova Friburgo e os demais municípios do interior fluminense não foram contemplados pelo programa, o que nos deixa, de certa forma, ainda mais vulneráveis.

Apesar de vivermos em um município com risco de proliferação do mosquito, somente aqueles que possuem dinheiro suficiente para pagar a vacina nos laboratórios particulares - sejam estes adultos ou crianças - conseguirão comprar as doses do imunizante. Deixando assim, a população mais carente, desamparada de ajuda do poder público.

 

Fumacês viraram fumaça

Entretanto, mesmo quando a vacinação avançar, não podemos deixar de eliminar o mosquito vetor. No entanto, as medidas tomadas pelo poder público não têm se mostrado eficazes na implantação de estratégias que funcionem para a prevenção. Até esta quarta-feira, 21, estão contabilizados 531 casos notificados, sendo 237 positivos e 294 negativos no município.

Quanto mais mosquitos têm voando em uma dada área, maior a chance de acontecer um encontro com uma pessoa infectada. Por consequência, mais insetos sobrevivem ao período de incubação do vírus em seu próprio corpo, e mais chance, então, de encontrarem alguém não infectado para picar.

Os famosos “fumacês”: os carros financiados pelos munícipios que eram responsáveis por borrifar inseticidas em locais críticos, desapareceram. Apesar da estratégia matar apenas os mosquitos voando, ainda sim, são uma solução paliativa contra uma doença que pode matar.

Não podemos esquecer dos criadouros, especialmente porque o mosquito causa outras doenças, como a zika e a chikungunya. Contudo, os “fumacês” parecem ter virado fumaça, o que pode contribuir para o aumento da doença na cidade. E infelizmente, não podemos nem dizer que foi por falta de dinheiro.

 

Também temos o nosso papel

Entretanto, também precisamos enxergar a nossa responsabilidade como sociedade. Como muitas pessoas não entendem a gravidade da doença, deixam o mosquito para lá. Mas, nem sempre a culpa é do vizinho e precisamos nos atentar também às nossas responsabilidades.

Por isso, a comunidade friburguense tem um papel enorme de não deixar água parada, tampar ralos e vedar as caixas d’água e cisternas. Não é cobrir, porque o mosquito acha um buraquinho para passar. Tem que vedar. Reduzir a população do mosquito ao máximo é o ponto principal para interromper a transmissão. E caso queira denunciar focos de dengue, ligue para: (22) 2543-6293.

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Atenção...

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Cada vez mais utilizados, suplementos possuem objetivos e características distintas

No mundo do esporte, cada vez a suplementação é considerada um dos fatores-chave para melhorar a performance e a recuperação dos atletas. Não são poucos os nutricionistas que apostam nessa estratégia para elevar os ganhos de resultados juntos aos pacientes, podendo acrescentar nutrientes que nem sempre serão encontrados na plenitude apenas com os alimentos. Embora uma dieta balanceada e o descanso sejam fundamentais, certos suplementos podem oferecer benefícios adicionais.

Cada vez mais utilizados, suplementos possuem objetivos e características distintas

No mundo do esporte, cada vez a suplementação é considerada um dos fatores-chave para melhorar a performance e a recuperação dos atletas. Não são poucos os nutricionistas que apostam nessa estratégia para elevar os ganhos de resultados juntos aos pacientes, podendo acrescentar nutrientes que nem sempre serão encontrados na plenitude apenas com os alimentos. Embora uma dieta balanceada e o descanso sejam fundamentais, certos suplementos podem oferecer benefícios adicionais.

“É sempre importante adotar o estilo de vida saudável e, no caso de um esportista ou atleta de alta performance, o ideal é receber a orientação de um profissional da saúde para um resultado mais seguro e eficaz”, comenta o médico nutrólogo, Nataniel Viuniski.

Contudo, torna-se importante conhecer a função de cada um dos suplementos mais utilizados, bem como as suas indicações e as dosagens para uso – que variam conforme os objetivos, características e individualidades.

Whey Protein

Produzido a partir do soro do leite, é efetivo para a recuperação e crescimento muscular. Rico em aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs), participa da reparação dos músculos após o exercício, uma vez que aumenta e melhora a síntese proteica muscular, segundo estudo publicado no Journal of the American College of Nutrition.

O suplemento ainda contribui para otimizar o aporte de proteínas de uma maneira muito prática e gostosa, podendo ser utilizado inclusive em receitas de lanches, como bolo de caneca, mingau, sorvete, entre outros. O whey protein pode ser usado diariamente para contribuir com as quantidades totais de proteínas, que variam de acordo com a intensidade e a frequência do exercício.

Creatina

Conhecida por melhorar a força e a explosão muscular, a creatina contribui para uma melhor performance durante o exercício, especialmente aqueles realizados em alta intensidade, segundo uma análise publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition.

A creatina aumenta os estoques de fosfocreatina nos músculos, garantindo energia rápida em atividades de alta intensidade, além de atuar na função das mitocôndrias, que são as "usinas de energia" das células, melhorando a eficiência energética durante o exercício. A creatina deve ser consumida diariamente numa quantia que varia entre três e cinco gramas.

Cafeína

Esse estimulante natural do sistema nervoso central tem a capacidade de aumentar a concentração e reduzir a fadiga, melhorando o desempenho no esporte. Em resumo, o composto atua adiando a sensação de fadiga, o que permite ao esportista se manter mais tempo em atividade, inclusive nos exercícios de resistência, como a corrida de longa distância, de acordo com o trabalho divulgado no British Journal of Sports Medicine.

Como consumir: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) considera seguro o consumo de até 200 mg de cafeína por dia para adultos saudáveis — o equivalente a cinco xícaras de café —, e de até 400 mg de cafeína por dia para atletas, desde que cada dose não ultrapasse 200 mg.

Os atletas também podem seguir as recomendações de consumo do Comitê Olímpico Internacional que indica de 3 a 6 mg de cafeína por quilo de peso por dia, consumida por meio de suplementos ou alimentos com a substância.

Glutamina

Trata-se de um aminoácido que apoia a recuperação muscular e o sistema imunológico, especialmente para atletas em treinamento intenso, conforme mostra a análise publicada no European Journal of Applied Physiology and Occupational Physiology. Portanto, a glutamina pode ajudar a reduzir a incidência de infecções após períodos prolongados de exercícios intensos. O consumo deve ser diário para manter bons níveis do aminoácido no organismo.

Ômega-3

Os ácidos graxos ômega-3 são ótimos para a saúde das articulações e podem reduzir a inflamação, beneficiando esportistas que praticam em esportes de alto impacto. Um estudo do Journal of the International Society of Sports Nutrition ainda sugere que o ômega-3 pode ajudar na redução da dor muscular pós-exercício, além de acelerar a recuperação pós-exercício. Sem contar que o suplemento ainda oferece benefícios para a saúde cardiovascular. O consumo de ômega-3 deve ser diário ou conforme a recomendação de um médico ou nutricionista.

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    Whey Protein é um dos suplementos mais utilizados por nutricionistas em dietas (Foto: Divulgação)

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    Diferentes tipos, formas e estratégias: suplementação é cada vez mais utilizada (Foto: Divulgação)

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Reforço

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Ministério conclui edital para fortalecer o cicloturismo s

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) quer firmar parcerias com estados, municípios e o Distrito Federal para o aperfeiçoamento do cicloturismo no país. A pasta concluiu o edital Aperfeiçoamento de Rotas de Cicloturismo para seleção de projetos que melhorem a infraestrutura cicloviária, conectando áreas verdes, unidades de conservação e corredores ecológicos. As propostas puderam ser encaminhadas até o dia 5 de novembro de 2023.

Ministério conclui edital para fortalecer o cicloturismo s

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) quer firmar parcerias com estados, municípios e o Distrito Federal para o aperfeiçoamento do cicloturismo no país. A pasta concluiu o edital Aperfeiçoamento de Rotas de Cicloturismo para seleção de projetos que melhorem a infraestrutura cicloviária, conectando áreas verdes, unidades de conservação e corredores ecológicos. As propostas puderam ser encaminhadas até o dia 5 de novembro de 2023.

O cicloturismo é uma atividade que faz parte do turismo de natureza, envolvendo a exploração de áreas urbanas e rurais por meio de bicicletas, ao mesmo tempo em que reduz emissões de poluentes. Além disso, a atividade propicia aos municípios a criação, oficialização e promoção de seus roteiros, com baixo investimento.

No total, serão disponibilizados R$ 2 milhões para apoio de até dez iniciativas, que devem ter valor mínimo de R$ 200 mil e prazo de execução de 18 meses a 24 meses, com possibilidade de ampliação do valor total, havendo disponibilidade orçamentária.

O ministério informou que, além de estados, municípios e o DF, consórcios públicos intermunicipais também puderam participar, desde que atuem em áreas de interesse ambiental ou na promoção do turismo.

Segundo o MMA, os projetos deverão ter como objeto a “conexão de áreas verdes, fragmentos de vegetação nativa, unidades de conservação e corredores ecológicos, bem como a melhoria da infraestrutura verde, por meio da prática do cicloturismo de forma integrada a iniciativas de melhoria da infraestrutura cicloviária, com implementação de sinalização, mobiliário de apoio, estratégias de divulgação, inclusive por meio de sítios eletrônicos, e capacitação da cadeia produtiva aliada às rotas de cicloturismo”.

Para tanto, eles deverão cumprir duas metas, que são o aperfeiçoamento das rotas de cicloturismo, com aquisição de equipamentos e contratação de serviços, entre outras ações; e a elaboração ou aperfeiçoamento de planos de comunicação de rotas já existentes, com estratégias para divulgar as rotas, detalhamento de informações online e ações para prestadores de serviço que atuam na região.

Segundo o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf, a iniciativa tem potencial para contribuir para o desenvolvimento local e regional. “O MMA quer estimular a conexão das pessoas com a natureza e quer estimular oportunidades para a geração de empregos e novos negócios com o uso sustentável das nossas riquezas ambientais. Acreditamos que cicloturismo é uma importante ferramenta para ampliar as infraestruturas verdes, aproximar a população dos corredores ecológicos e das áreas verdes, e assim, conscientizar a população da importância da preservação do meio ambiente e da prática de esportes ao ar livre”, disse.

As propostas selecionadas devem apresentar contrapartida financeira, conforme tabela definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias no ano em que o instrumento de repasse for firmado.

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    O cicloturismo é uma atividade que faz parte do turismo de natureza brasileiro (Foto: Divulgação)

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    Nova Friburgo conta com grande variedade de trilhas que podem ser exploradas (Foto: Divulgação)

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Diferentes e diferenciados

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Eu tenho um amigo que se orgulha de ter recebido propina em Portugal

Você tem a vaidade de se considerar uma pessoa diferente? Pois fique sabendo que você está muito desatualizado. Atualmente nada ou ninguém é diferente. Para estar na moda é preciso ser, isto sim, “diferenciado”. Pelé foi um jogador muito diferenciado, angu à baiana é um prato diferenciado à beça. Roberto Carlos continua diferenciado, diferenciada é a cidade do Rio de Janeiro. Ser diferente é coisa pouca, não distingue nem valoriza ninguém: ser diferenciado é que tem valor.

Eu tenho um amigo que se orgulha de ter recebido propina em Portugal

Você tem a vaidade de se considerar uma pessoa diferente? Pois fique sabendo que você está muito desatualizado. Atualmente nada ou ninguém é diferente. Para estar na moda é preciso ser, isto sim, “diferenciado”. Pelé foi um jogador muito diferenciado, angu à baiana é um prato diferenciado à beça. Roberto Carlos continua diferenciado, diferenciada é a cidade do Rio de Janeiro. Ser diferente é coisa pouca, não distingue nem valoriza ninguém: ser diferenciado é que tem valor.

Até recentemente, uma viagem podia ser adiada “por causa” do mau tempo, agora, porém, isso não acontece mais: adia-se uma viagem “por conta” do mau tempo. João e José se desentenderam por conta de uma música de Gilberto Gil, o Flamengo perdeu por conta de uma decisão errada do técnico. “Por conta de”, sempre cumpriu com modéstia e eficiência a função de indicar o que estava sob a responsabilidade de ou à custa de: A obra ficou por conta da prefeitura. O colégio dos filhos é por conta do pai. De uns tempos para cá, no entanto, passou a se meter no lugar de “por causa de”.

No futebol, desde que o homem primitivo aprendeu a se divertir chutando o crânio dos adversários abatidos nas batalhas, passar a bola (ou o crânio) para um companheiro era uma jogada conhecida como “passe”: Júnior deu um passe perfeito para o Zico. De uns tempos para cá, passou a ser denominada “assistência”. Tem jogador que não faz gol, mas dá assistências perfeitas e para isso ganha milhões. (Tão bom seria se, seguindo esse exemplo, também os ricos dessem assistência aos pobres; a Justiça, aos desvalidos; os adultos às crianças...).

Vivemos em meio a coisas mutáveis e provisórias. Já dizia Camões que “Todo o Mundo é composto de mudanças”. Por que não haveria de ser assim com as palavras? Às vezes elas sofrem tantos trambolhões ao vagar pelos séculos, passar de um continente para outro e rolar de boca em boca que acabam dizendo coisas opostas ao que diziam ao nascer. “Manco”, por exemplo, deriva da palavra latina para “mão”. E como é que Neymar, ao levar um chute na canela, sai de campo “mancando”? Sacudindo as mãos para o alto?

Eu tenho um amigo que se orgulha de ter recebido propina em Portugal. Corrupto, ele? Não! É que a palavra entre nós cheira à corrupção, mas lá na terra dos camões, dos pessoas e dos saramagos significa apenas “mensalidade escolar”. Ou seja, meu amigo era bolsista na faculdade, não pagava propina, ao contrário: recebia.

A verdade é que toda língua se transforma incessantemente e sem que percebamos. Não fosse assim, e estaríamos falando igualzinho aos marujos que aqui chegaram com Cabral em 1500. Ou escrevendo versos de amor como este: “No mundo no me sei parelha/ Mientres me for como me vay./Cá já moiro por vós – e ay”/ Mia senhor”,  ou seja: “No mundo não conheço quem se compare/ A mim enquanto eu viver como vivo/ Pois eu morro por vós – aí!/ Minha senhora”. (Canção da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveiró.  1189. Primeiro texto literário em língua portuguesa (galaico-português) de que se tem registro).

Essas coisas acontecem por conta da... Ops! Essas coisas acontecem por causa da infidelidade dos falantes. Porque também as palavras são vítimas da humana inconstância. Embora o dicionário as tente preservar, o povo usa e abusa delas, torce e distorce, abandona e troca uma por outra, como faz qualquer amante infiel. Sim, as palavras mudam, e tão sutilmente, e tão devagar, e tão tenazmente que nunca percebemos essa mudança. Mas nem por isso precisamos aderir apressados a todas as novidades. Resistamos, sejamos diferentes. Ou diferenciados, sei lá!

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A justiça brasileira é uma lástima

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

O sistema judiciário brasileiro é uma piada de mau gosto, se é que podemos brincar com um problema tão sério. A população brasileira, em sua maioria, não acredita nas atitudes tomadas pelo Judiciário e, infelizmente, essa sensação se estendeu para a criminalidade, pois desde algum tempo que ela sabe direitinho como driblar as restrições que lhe é imposta.

O sistema judiciário brasileiro é uma piada de mau gosto, se é que podemos brincar com um problema tão sério. A população brasileira, em sua maioria, não acredita nas atitudes tomadas pelo Judiciário e, infelizmente, essa sensação se estendeu para a criminalidade, pois desde algum tempo que ela sabe direitinho como driblar as restrições que lhe é imposta.

Comecemos pela “saidinha” ofertada aos reclusos de bom comportamento em épocas de festas mais voltadas para a família. Aliás, Suzane Richtofen, presa e condenada por matar os pais de uma tacada só, teve num determinado ano, uma autorização para sair do presídio, no Dia das Mães. Pode? Num país chamado Brasil, pode tudo. Mas, voltando a esse tipo de benefício concedido ao preso, deve-se dizer que o bom comportamento demonstrado, durante o período prisional, é o que se espera de quem está cumprindo uma pena imposta pela sociedade, não importa qual. O encarcerado que cria problemas, tem além da solitária, a probabilidade da extensão da pena, em função dessa maneira de agir.

Outra aberração acontece com frequência, como existe um caso em Friburgo. O indivíduo é condenado a uma pena superior a oito anos, o que significa encarceramento. Com o cumprimento de um terço do tempo estipulado, o preso tem direito a liberdade condicional. Caso haja transgressão às normas estabelecidas, ele volta ao regime fechado. No caso em questão, durante a liberdade condicional ocorreu um fato que fez com que esse indivíduo voltasse a cumprir sua pena no presídio. Mas, com a pandemia, para proteger a integridade dos apenados, muitos foram liberados para continuar a cumprir a pena imposta, mas com o uso de tornozeleira. Aqui entra a piada de mau gosto. As tornozeleiras usam pilhas, fato que as faz terem de ser monitoradas com frequência; além disso, é preciso que exista um bem planejado sistema de acompanhamento, para que no caso de descumprimento das normas estabelecidas, o prisioneiro volte para o xilindró.

No carnaval, como noticiado aqui em A VOZ DA SERRA e na TV Zoom, um sujeito foi passar o carnaval em Rio das Ostras, é suspeito de cometer um assassinato e foge para São Paulo. Foi capturado, dirigindo sem carteira de habilitação, em estado de embriaguez, portando a tal da tornozeleira eletrônica e, muito provavelmente, debochando do nosso sistema prisional que lhe proporcionou toda essa farra.

Mas o pior aconteceu após o durante as festas momescas. A fuga de dois indivíduos, de alta periculosidade, daí estarem num presídio de “segurança máxima”, em Mossoró, estado do Rio Grande do Norte. Eles, pertencentes ao Comando Vermelho, facção criminosa do Estado do Rio de Janeiro, estavam num setor destinado aos presos em isolamento total, inclusive com solário restrito. Em teoria, somente pessoas específicas poderiam tratar desses prisioneiros.

Eis que, de repente e não mais que de repente, surge a notícia de que ambos conseguiram fugir, naquela que se transformou na primeira fuga brasileira de um presídio de segurança máxima. De acordo com as notícias divulgadas, usaram barras de ferro e provavelmente uma marreta para fazer um buraco numa parede, saíram pela luminária de um dos cômodos e usaram alicates para transpor as cercas de segurança. Mas, como é possível que lhes sejam fornecidas duas barras de ferro, uma marreta e um alicate? É uma instituição de prestação de serviços executados por pessoas com deficiência física? Ninguém escutou o barulho de uma parede sendo perfurada? E as câmeras de vigilância espalhadas num local como esse, não funcionaram ou estavam desligadas?

Duvido que tais meliantes tivessem êxito num campo de concentração nazista. Montou-se uma grande expedição para tentar recuperá-los, com o evidente gasto de dinheiro e deslocamento de policiais para o local, diminuindo o efetivo nos seus lugares habituais de trabalho.

Mas, o que esperar de um país onde o antigo ministro da justiça, agora premiado com o cargo de membro do STF, comparece ao complexo da Maré, um dos redutos mais perigosos do Rio de Janeiro, e sem escolta? A informação oficial é que Flávio Dino foi à comunidade a convite da ONG Redes da Maré, para participar do lançamento da 7ª edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré. No site do ministério há registros desta visita. A presença de um representante oficial já seria um escárnio, o que dizer do próprio ministro?

Enfim na terra de Cabral, que começou com o desembarque, em 1500, de renegados, bandidos, prostitutas e toda a escória da sociedade portuguesa da época, tudo parece ser normal.

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