Blog de viniciusgastin_30844

Adequação

sexta-feira, 13 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Ministério do Esporte atualiza regras da Lei de Incentivo e fortalece projetos sociais

Ministério do Esporte atualiza regras da Lei de Incentivo e fortalece projetos sociais

O Ministério do Esporte publicou uma nova portaria que consolida um novo marco operacional para a Lei de Incentivo ao Esporte no Brasil. A norma estabelece regras para cadastramento, aprovação, execução e prestação de contas de projetos que buscam captar recursos por meio de incentivo fiscal. Trata-se da portaria 10, do último dia 3, que regulamenta a lei complementar 222, de 2025 e o decreto 12.861/2026. A redação traz novidades sobre níveis de prática esportiva, fluxo de projetos e outros procedimentos.

A regulamentação organiza os projetos em três níveis de atendimento, com objetivos e limites financeiros específicos. Na formação esportiva, voltada a crianças e adolescentes, não há limite preestabelecido para captação de recursos, o que reforça a prioridade à base e à democratização do acesso ao esporte. Já o “Esporte para toda a vida”, direcionado a jovens e adultos, com foco em qualidade de vida e inclusão social, poderá captar até R$ 2,5 milhões por projeto. Na “Excelência esportiva”, destinada ao alto rendimento, o teto é de até R$ 5 milhões.

“Todos os projetos submetidos a partir de agora devem observar criteriosamente o disposto nas novas regras: tanto na portaria, quanto no decreto. Então, para que os projetos não sejam devolvidos, todos os proponentes precisam se atentar. Estamos falando de recursos públicos, oriundos de renúncia fiscal, que exigem responsabilidade, planejamento e total compromisso com a transparência e com o caráter social da Lei de Incentivo ao Esporte”, destacou o ministro do Esporte, André Fufuca.

Podem apresentar propostas entidades com, no mínimo, um ano de funcionamento comprovado e capacidade técnica para execução das ações. Cada instituição, considerando o CNPJ raiz, poderá submeter até seis projetos por ano-calendário. O prazo de envio das propostas de 2026 vai até 18 de setembro.

A portaria também estabelece que, uma vez depositados nas contas do projeto, os recursos captados, provenientes de renúncia fiscal, passam a ter natureza pública. Por isso, não podem ser devolvidos ao incentivador, salvo em casos específicos de erro de depósito. É expressamente proibida a utilização dos valores para pagamento de salários de atletas profissionais ou manutenção de equipes profissionais de alto rendimento. Também não são dedutíveis aportes que beneficiem diretamente o patrocinador ou doador.

Regras

Os projetos deverão ser apresentados por meio do Sistema da Lei de Incentivo ao Esporte (SLI) em todas as fases, do cadastro da entidade à prestação de contas final. A documentação deverá ser enviada em PDF pesquisável (OCR), e o prazo padrão para análise de cada etapa é de até 45 dias, que pode ser prorrogado por igual período, exceto na fase final de prestação de contas.

Cada projeto deverá operar com duas contas bancárias específicas, uma conta captação, destinada exclusivamente ao recebimento dos recursos, sem movimentação pela entidade; e a conta movimento, utilizada para execução das despesas, mediante autorização do Ministério do Esporte.

Fases

O ciclo de vida dos projetos passa a ser estruturado em nove fases, o que inclui a admissibilidade, autorização para a captação, publicação no Diário Oficial da União (DOU), análise técnica e orçamentária, autorização para captação, execução monitorada e prestação de contas técnica e financeira. O descumprimento das regras poderá resultar na instauração de Tomada de Contas Especial (TCE), com responsabilização e eventual ressarcimento ao erário.

A portaria também determina que o selo da Lei de Incentivo ao Esporte e as marcas do Governo Federal tenham exposição equivalente à do maior patrocinador em todas as peças de divulgação. “Com a portaria MESP 10/2026, o Ministério do Esporte fortalece os mecanismos de controle, amplia a segurança jurídica e reafirma o compromisso com a transparência e a ampliação do acesso ao esporte em todo o país”, afirma a diretora de Programas e Políticas de Incentivo ao Esporte, Carolinne Neves.

Foto da galeria
Brasil tem novos direcionamentos para a sua política de incentivo à prática esportiva legenda (Foto: Henrique Barrios/MEsp)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Desafio

quinta-feira, 12 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Maratona do Rio inscreve para provas de duas categorias

A Maratona do Rio abriu oficialmente as vendas gerais para as provas de 5k e 10k da edição de 2026. A próxima edição do maior festival de corridas de rua da América Latina acontecerá durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 3 e 7 de junho.

Maratona do Rio inscreve para provas de duas categorias

A Maratona do Rio abriu oficialmente as vendas gerais para as provas de 5k e 10k da edição de 2026. A próxima edição do maior festival de corridas de rua da América Latina acontecerá durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 3 e 7 de junho.

Antes da abertura ao público geral, a organização realizou uma pré-venda exclusiva para clientes de um banco privado, encerrada em pouco mais de duas horas, com a maior parte das inscrições concentrada na primeira hora de operação, reforçando a alta procura pelas distâncias iniciais do evento.

As inscrições devem ser realizadas pelo site da ticketeira GoDream. Reconhecidas como portas de entrada para milhares de corredores, as provas fazem parte do perfil democrático da Maratona do Rio, reunindo desde iniciantes até atletas mais experientes, dentro de um festival que celebra a corrida de rua em diferentes níveis e distâncias.

A 24ª edição da Maratona do Rio acontecerá na capital fluminense, com as provas: 5K, Vibra, 10K,  Netshoes, 21K e 42K, Michelob Ultra (por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Rio de Janeiro, via Secretaria de Esporte e Lazer) e o Desafio Cidade Maravilhosa 21K + 42K Dorflex Max.

 

Queda

Maricá é rebaixado para a Série A2 do Campeonato Carioca

Após ser derrotado por 5 a 2 pela Portuguesa, no Estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, o Maricá acabou rebaixado para a Série A2 do Campeonato Carioca. O resultado definiu a queda da equipe na última rodada do Grupo X do estadual, o quadrangular do rebaixamento. O time precisava apenas de uma vitória simples para garantir a permanência na primeira divisão do futebol carioca, mas acabou superado pela Portuguesa e não conseguiu evitar o rebaixamento.

O Maricá já havia encerrado a primeira fase do Estadual na lanterna do Grupo B, com três pontos conquistados, o que levou a equipe à disputa do Grupo X, fase que reúne os times que lutam contra o descenso. Com a derrota, o clube volta a disputar a Série A2 do Campeonato Carioca, depois de ter conquistado o acesso à elite estadual em 2024.

A estreia na segunda divisão do Carioca já tem data marcada. O Tsunami começa a campanha no dia 18 de abril, contra o Resende, fora de casa, no Estádio do Trabalhador, no Sul Fluminense. Antes do início da Série A2, a equipe também terá pela frente o início da Série D do Campeonato Brasileiro. A estreia está prevista para os dias 4 ou 5 de abril, mas o adversário do clube na primeira rodada ainda não foi definido pela CBF.

  • Foto da galeria

    Prova de atletismo é uma das mais tradicionais do Estado do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/Maratona do Rio)

  • Foto da galeria

    Mesmo com alto investimento, Maricá é rebaixado para a segunda divisão do Rio (Foto: Bruno Maia/Comunicação Maricá F.C)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Páginas eternas

quarta-feira, 11 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Friburgo terá novo ponto para trocas e vendas das figurinhas da Copa

A tradição se mantém, mesmo com toda a tecnologia e os avanços que permitem memorizar, salvar ou anexar em pen drives e nuvens todos os momentos de um grande evento. Os álbuns de figurinhas com as fotos dos jogadores das seleções ainda possuem um lugar de destaque nos corações dos fãs e colecionadores, além de movimentarem um mercado que segue bastante aquecido.

Friburgo terá novo ponto para trocas e vendas das figurinhas da Copa

A tradição se mantém, mesmo com toda a tecnologia e os avanços que permitem memorizar, salvar ou anexar em pen drives e nuvens todos os momentos de um grande evento. Os álbuns de figurinhas com as fotos dos jogadores das seleções ainda possuem um lugar de destaque nos corações dos fãs e colecionadores, além de movimentarem um mercado que segue bastante aquecido.

O gesto de abrir o pacotinho na expectativa de encontrar a esperada figurinha que falta para completar o álbum ou a figura carimbada, as trocas, o jogo de “bafo” são experiências que se mantêm desde a Copa de 1950, quando o Brasil teve seu primeiro movimento relacionado ao Mundial. As figurinhas vinham nas “Balas Futebol”, mas o álbum oficial surgiu em 1970, com a Copa no México. 

A atual editora responsável pelas figurinhas, a italiana Panini, entrou em cena no país apenas na Copa de 1990 – lá fora, já tinha tradição desde o mundial de 1970. De fato, as primeiras figurinhas autocolantes chegaram ao Brasil em 1979, mas sem ligação com futebol: eram da coleção “Amar É…”, trazendo frases e imagens românticas.

O maior da história

Resistindo ao tempo e sempre trazendo novidades, o álbum da Copa de 2026 será o maior da história, mas também custará mais caro para os colecionadores. Enquanto na edição de 2022 cada pacote custava R$ 4, nesta o preço deve subir para R$ 7. Entretanto, o valor de cada figurinha deve permanecer parecido, pois os pacotes terão sete figurinhas em vez de cinco.

Com o aumento de seleções participantes, o álbum também teve um salto no número de páginas e figuras: são 112 páginas e 980 figurinhas, o maior da história. Como comparação, o álbum de 2022 teve 670 figurinhas e cerca de 90 páginas.

        Outro diferencial deste ano será a capa, que vai homenagear os países-sede desta edição. São duas capas diferentes: uma para Estados Unidos e Canadá e outra para o México. A distribuição deverá seguir o padrão de 20 jogadores por seleção, com o espaço restante para figurinhas especiais, como estádios, troféus e bola oficial. O álbum da Copa deve chegar às bancas em abril, mas já está em pré-venda no site da Panini, com três opções de kits: Iniciante, Campeão e Colecionador. Os preços variam de R$ 97 a R$ 199.

Ponto de troca em Nova Friburgo

Em Nova Friburgo, os colecionadores e vendedores terão um novo ponto de encontro. A comercialização de figurinhas da Copa do Mundo de 2026, anteriormente realizada na “Praça do Viagra”, na Avenida Alberto Braune, seria transferida para a Estação Livre (antiga rodoviária urbana, na Praça Getúlio Vargas). Contudo, segundo informou a prefeitura, devido a realização de outros eventos no local ao longo dos próximos meses, a Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, através da Subsecretaria de Posturas, apontou a Praça Dermeval Barbosa Moreira, no trecho atrás do ponto de ônibus, como o novo ponto oficial de troca e comercialização de figurinhas do álbum da Copa do Mundo.

Serão disponibilizados 25 pontos de comércio ambulante para a atividade, e a escolha será feita por ordem de abertura do processo. Os vendedores interessados em atuar no local devem realizar a abertura de um processo administrativo junto à Subsecretaria de Posturas. O atendimento ocorre na Avenida Alberto Braune, 224 (prédio da antiga Oi). Todos deverão estar munidos de ofício solicitando a comercialização, cópia do CPF, documento de identidade com foto e comprovante de residência.

A autorização para este tipo de comércio será válida para o período compreendido entre o próximo domingo, 15, e 31 de outubro deste ano.

Foto da galeria
Álbum deve chegar às bancas em abril, com a maior edição da história das Copas do Mundo (Foto: Panini Brasil/Reprodução/ND Mais)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Nos preparativos

terça-feira, 10 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Criada a Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027

O tempo vai passando, e a cada dia, cresce a expectativa pela realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 no Brasil. Nesse meio tempo, os preparativos vão se intensificando, e o Governo Federal anunciou a criação de uma Secretaria Extraordinária para a competição. A nova estrutura, instituída pelo decreto 12.789, irá funcionar no âmbito do Ministério do Esporte e terá vigência até dezembro de 2027.

Criada a Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027

O tempo vai passando, e a cada dia, cresce a expectativa pela realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 no Brasil. Nesse meio tempo, os preparativos vão se intensificando, e o Governo Federal anunciou a criação de uma Secretaria Extraordinária para a competição. A nova estrutura, instituída pelo decreto 12.789, irá funcionar no âmbito do Ministério do Esporte e terá vigência até dezembro de 2027.

A Secretaria será responsável por coordenar os encaminhamentos do Mundial, com foco na logística, governança e articulação entre órgãos públicos e a Federação Internacional de Futebol (Fifa). O ministro do Esporte, André Fufuca, destacou que a criação da Secretaria segue uma prática já adotada pelo Brasil na organização de grandes eventos internacionais.

“O Brasil tem tradição na realização de grandes eventos e, nesses momentos, a criação de estruturas extraordinárias garante coordenação, eficiência e transparência”. Segundo o ministro, essa secretaria nasce com um desenho mais enxuto, adequado às características da Copa do Mundo Feminina. “Ela será fundamental para assegurar a boa organização do torneio e a construção de um legado para o esporte e para o futebol feminino”, complementou.

União entre o governo e a Fifa

A Secretaria Extraordinária atuará como elo central entre o Governo Brasileiro e a Fifa para acompanhar compromissos internacionais, apoiar estados e municípios e viabilizar garantias em áreas como segurança, mobilidade urbana, telecomunicações, imigração, saúde e tecnologia da informação.

A secretária executiva adjunta do Ministério do Esporte e coordenadora da Copa do Mundo Feminina 2027 na pasta, Cynthia Motta, explicou que a nova estrutura permitirá dedicação exclusiva aos encaminhamentos do evento. Ela explica que diferentemente da Copa do Mundo Masculina de 2014, não haverá obras de estádios, concentrando a atuação principalmente em logística, mobilidade, aeroportos, tecnologia da informação, gramados, saúde e articulação interministerial.

“É através dessa equipe criada agora que iremos trabalhar exclusivamente para colocarmos a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 em campo”, destacou.

Estrutura da nova pasta

        A nova secretaria contará com um secretário e um gerente de projeto, além de chefia de gabinete, assessor técnico e dois assistentes técnicos. A estrutura inclui ainda uma Assessoria Extraordinária de Coordenação de Grandes Eventos, composta por chefe, assessor, três assessores técnicos e dois assistentes técnicos, além da Coordenação Geral dos Grupos Temáticos da Copa e da Coordenação Geral da Copa.

Como parte da nova fase de organização do Mundial, o Ministério do Esporte em atuação conjunta com o Comitê Gestor da Copa do Mundo de Futebol Feminino Fifa 2027 (CGCOPA) instituiu oito câmaras temáticas de trabalho, alinhadas às orientações da Fifa: vistos, imigração e entrada no país; permissões de trabalho e legislação trabalhista; regime fiscal e cambial; segurança e proteção; proteção e exploração dos direitos de competição; tecnologia da informação e telecomunicações; questões jurídicas, indenizações e leis especiais e transporte.

O CGCOPA reúne 23 órgãos da administração pública federal, incluindo a Advocacia-Geral da União (AGU) e ministérios como Fazenda, Saúde, Educação, Transportes, Justiça e Segurança Pública, Igualdade Racial, Mulheres e Turismo. O próximo passo será a instalação do comitê executivo, responsável pelas ações operacionais do evento.

O Brasil foi escolhido pela Fifa como país-sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 17 de maio de 2024. As cidades-sede dos jogos definidas são Fortaleza-CE, Recife-PE, Salvador-BA, Belo Horizonte-MG, São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS e Brasília. Atualmente, faltam 584 dias para a abertura do torneio.

Foto da galeria
Preparativos seguem a todo o vapor, enquanto cresce a expectativa pela Copa do Mundo Feminina (Foto: Lívia Villas Boas/CBF)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O que é uma SAF?

sábado, 07 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Possibilidade no Friburguense gera debates e reações entre torcedores

Na edição da última terça-feira, 3, A VOZ DA SERRA noticiou a existência de uma proposta para a compra do futebol do Friburguense, através de um modelo equivalente ao de uma SAF. A oferta feita por um grupo europeu é analisada pelo clube, de forma cuidadosa, e ainda é debatida internamente entre os conselhos legais do Tricolor antes de qualquer tipo de avanço. Tal fato repercutiu e despertou a curiosidade entre os torcedores sobre as possibilidades futuras para o Frizão.

Possibilidade no Friburguense gera debates e reações entre torcedores

Na edição da última terça-feira, 3, A VOZ DA SERRA noticiou a existência de uma proposta para a compra do futebol do Friburguense, através de um modelo equivalente ao de uma SAF. A oferta feita por um grupo europeu é analisada pelo clube, de forma cuidadosa, e ainda é debatida internamente entre os conselhos legais do Tricolor antes de qualquer tipo de avanço. Tal fato repercutiu e despertou a curiosidade entre os torcedores sobre as possibilidades futuras para o Frizão.

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é um tipo específico de empresa, criado pelo Congresso em 6 de agosto de 2021, por meio da lei 14.193/2021. A legislação estimula que clubes de futebol a migrem da associação civil sem fins lucrativos para a empresarial. A Lei da SAF, como ficou conhecida, incentiva a mudança para este formato de clube-empresa, que dispõe de normas de governança, controle e meios de financiamento específicos para a atividade do futebol.

Clubes podem ser fundados diretamente com essa estrutura, ser convertidos de associação civil para SAF ou podem fazer a cisão de seu departamento de futebol, com a transferência de todos os ativos relacionados à atividade futebolística para a empresa. Uma vez que a companhia é constituída, é possível vender parte majoritária, minoritária ou todo seu capital para um novo proprietário.

Em busca de recursos

De fato, algo semelhante é desenvolvido pelo Friburguense há algum tempo. O futebol tricolor é terceirizado, e o gerente José Siqueira, o Siqueirinha, é o responsável por gerir os rumos deste setor do clube. A questão central, atualmente, é a falta de capacidade financeira e recursos para serem investidos. É exatamente neste contexto que entra a busca por novos caminhos.

Sem esse “dinheiro novo”, torna-se praticamente inviável desenvolver um trabalho a médio e longo prazo ou investir na melhoria de infraestrutura. Nas últimas temporadas, em especial após as quedas de divisão, o Friburguense mantém entre três a quatro meses de atividades profissionais, tendo dificuldades para honrar compromissos, manter atletas e desenvolver projetos. Os times que sobem e conseguem calendário completo são aqueles que conseguem ter um poder financeiro maior.

Ou seja, como o Tricolor já tem um modelo parecido de gestão do futebol, o ponto chave é a busca por novos recursos, abertura de portas e algumas mudanças estruturais, dentro e fora de campo, algo que certamente também irá refletir no trabalho feito com as divisões de base. 

“Muita gente fala como se a SAF fosse a resolução de toso os problemas. E eu posso falar que o Friburguense talvez tenha sido a primeira SAF no Brasil. Lembro que, estrategicamente, eu e Alexandre (então presidente), entre 1998 e 1999, fizemos uma contabilidade diferente. É lógico que a contabilidade oficial é conjunta, sem separar o futebol do social. O clube é uma coisa só, um CNPJ só. Mas a gente trabalhou os caixas de forma separada, de futebol e social, para mostrar ao social que realmente o futebol poderia viver sozinho”, relembra Siqueira.

“Os clubes têm que escolher os seus investidores de acordo com as suas necessidades. E os clubes pequenos, diferente dos grandes, têm necessidades diferentes. A gente necessita de calendário, de voltar à Série A do Carioca, formar jogadores... São objetivos que todo clube tem que ter, é claro. Mas hoje não temos um calendário de profissional. Querendo ou não, o grande investidor de time pequeno vai bater na porta do clube justamente para formação. Então, ele vai procurar o que você tem de condição na cidade que você atua. É uma relação muito difícil. Umas SAFs vão dar certo, outras não. Algumas procuram por investidores de verdade, em relação ao tamanho do cheque, e não por quem tem o que se precisa de verdade. Então, eu acho que esse é o grande planejamento, esse é o grande projeto”, finaliza.

Foto da galeria
Em busca de novos investimentos, Friburguense avalia propostas para o seu futebol (Foto: Divulgação Vinicius Gastin
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Expansão

sexta-feira, 06 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Número de academias cresce cada vez mais no estado

A preocupação com a saúde e maior consciência sobre os cuidados com o próprio corpo fazem o mercado de academias se destacar como um dos que mais atraem novos empreendedores no país. No Estado do Rio de Janeiro, um levantamento do Sebrae Rio mostra que, entre 2021 e 2026, o setor de atividades de condicionamento físico registrou crescimento de 34,6% no número de empresas, saltando de 4,4 mil para seis mil estabelecimentos.

Número de academias cresce cada vez mais no estado

A preocupação com a saúde e maior consciência sobre os cuidados com o próprio corpo fazem o mercado de academias se destacar como um dos que mais atraem novos empreendedores no país. No Estado do Rio de Janeiro, um levantamento do Sebrae Rio mostra que, entre 2021 e 2026, o setor de atividades de condicionamento físico registrou crescimento de 34,6% no número de empresas, saltando de 4,4 mil para seis mil estabelecimentos.

O mercado esportivo vive um momento de forte expansão, com o número de centros de atividades físicas no Brasil quase triplicando em uma década, passando de 22.581 em 2015 para 62.718 em 2025, segundo o Panorama Setorial Fitness Brasil 2025.

No Brasil, o faturamento de academias reflete o tamanho e a estrutura de cada operação. De acordo com o panorama, as academias de pequeno porte costumam registrar faturamento mensal mais modesto, frequentemente na faixa de R$ 10 mil a R$ 50 mil, dependendo da base de membros ativos e da adesão a serviços extras, refletindo que mais de 40% dos estabelecimentos se situam nesta faixa de receita mensal.

Já as academias de médio porte, com maior número de alunos e serviços complementares, tendem a alcançar faixas de faturamento mensais mais elevadas, impulsionadas pela maior retenção e pela oferta de modalidades diversas, enquanto as grandes redes e operações completas — que incluem franquias — apresentam receitas significativamente maiores, com unidades individualmente faturando acima de R$ 100 mil mensais em muitos casos. 

O setor de academias também tem ganhado força no Estado do Rio, acompanhando a expansão observada em todo o país. Além de estimular novos negócios, o segmento gera empregos diretos e indiretos como instrutores, recepcionistas, profissionais de limpeza, educadores físicos, equipes administrativas, marketing, fornecedores de insumos, moda fitness e nutricionistas, contribuindo de forma significativa para a economia local.

Um levantamento feito pelo Sebrae Rio, com base em dados da Receita Federal, aponta que o Estado contabiliza cerca de seis mil empresas ativas no segmento de atividades de condicionamento físico em 2026. A maioria é formada por micro e pequenas empresas, que representam 94% do total, o equivalente a aproximadamente 5,6 mil estabelecimentos.

Entre 2021 e 2026, o número de empresas do setor cresceu 34,6%, passando de 4,4 mil para seis mil no estado. Apenas entre 2024 e 2025, o avanço foi de 11%. Segundo o Sebrae, a tendência reflete a maior busca da população por serviços de saúde preventiva, academias de bairro, estúdios especializados e iniciativas independentes de treinamento físico. A capital fluminense concentra a maior parte dos negócios, com cerca de 2,6 mil academias, seguida por Niterói (348), São Gonçalo (209), Nova Iguaçu (191) e Duque de Caxias (181).

De acordo com a gerente de Mercado do Sebrae Rio, Raquel Abrantes, o crescimento do setor está diretamente ligado às mudanças de comportamento da população e às novas oportunidades de mercado. "A constante procura por saúde, bem-estar e estilo de vida ativo impulsionou empreendedores nesse segmento, que é considerado um dos mais promissores atualmente", afirma.

Para ela, a expansão é resultado de uma convergência de fatores, que vão desde os impactos da pandemia até o fortalecimento da cultura fitness nas redes sociais. "Observa-se uma maior consciência sobre qualidade de vida, prevenção de doenças e longevidade, o que leva mais pessoas a frequentar academias ou adotar movimentos fitness. A ampla utilização de redes sociais, influenciadores fitness e estética corporal, estimularam a procura por estilos de vida ligados à saúde e ao bem-estar", explica.

Raquel destaca ainda que o Rio segue a tendência nacional e se mantém entre os estados com maior número de academias no país, junto com São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

Foto da galeria
Academias ganham cada vez mais espaço no mercado, e Estado vive momento de expansão de unidades (Foto: Shutterstock)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Força econômica do tênis

quinta-feira, 05 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Movimentação financeira com o Rio Open deve chegar a R$ 200 milhões

Chegou ao fim a 12ª edição do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. Realizado com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, o torneio contou com investimento estadual de R$ 16,5 milhões e deve gerar uma movimentação superior a R$ 200 milhões na economia fluminense. A competição foi iniciada no último dia 14 de fevereiro, no Jockey Club da Gávea, na capital, e encerrou com vitória brasileira na disputa em duplas.

Movimentação financeira com o Rio Open deve chegar a R$ 200 milhões

Chegou ao fim a 12ª edição do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. Realizado com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, o torneio contou com investimento estadual de R$ 16,5 milhões e deve gerar uma movimentação superior a R$ 200 milhões na economia fluminense. A competição foi iniciada no último dia 14 de fevereiro, no Jockey Club da Gávea, na capital, e encerrou com vitória brasileira na disputa em duplas.

“O Rio Open é mais do que um grande evento esportivo. É um evento que gera emprego, renda e oportunidades para a nossa população. Quando investimos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, estamos fortalecendo a economia, estimulando o turismo e consolidando o Rio de Janeiro como palco de grandes competições internacionais. O sucesso do torneio que gera emprego, renda e oportunidades para a população mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Os números reforçam esse impacto. Em 2025, o torneio recebeu público recorde de 70 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 170 milhões na economia estadual — R$ 20 milhões a mais que em 2024 — além de gerar mais de cinco mil empregos diretos e indiretos.

João Fonseca e Marcelo Melo foram os campeões do torneio de duplas do Rio Open. Com o apoio da torcida, os brasileiros bateram a parceria formada pelo alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase, de virada, e levaram o titulo. Este é a segunda vitória consecutiva de uma dupla 100% brasileira, e o segundo de Marcelo Melo. No ano passado, ele venceu ao lado de Rafael Matos.

“Encerramos o Rio Open 2026 com chave de ouro e dupla campeã brasileira, com o já consagrado Marcelo Melo, e João Fonseca — que cresceu no Rio Open. O público nos mostrou, mais uma vez, por que este evento é consagrado: arena lotada e uma energia que só o Rio de Janeiro consegue entregar. Foram dias inteiros de casa cheia, torcida participativa e uma atmosfera vibrante em todas as áreas, muito além das quadras”, declarou Márcia Casz, diretora geral do Rio Open.

Além do impacto econômico, o evento também cumpriu um papel social. A Secretaria estadual de Esporte e Lazer levou, ao longo da semana, crianças e jovens de dez projetos sociais para vivenciarem a experiência do torneio. A visita incluiu passeio pelos estandes e arenas do Jockey Club Brasileiro, permitindo que muitos assistissem, pela primeira vez, a partidas de tênis em uma estrutura de nível internacional.

A iniciativa reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social, ampliando perspectivas e promovendo cidadania para jovens em situação de vulnerabilidade. “Levar esses jovens ao Rio Open significa garantir acesso, inclusão e oportunidade. O esporte transforma realidades e mostra que eles também podem ocupar qualquer espaço”, afirmou o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rodrigo Scorzelli.

  • Foto da galeria

    João Fonseca e Marcelo Melo foram ficaram o título do torneio de duplas do Rio Open (Fotos: Divulgação / Governo do Estado)

  • Foto da galeria

    Evento aqueceu a economia do Estado, além de movimentar o contexto esportivo do Rio (Fotos: Divulgação / Governo do Estado)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Nova data

quarta-feira, 04 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Pedal da Mulher vai encerrar programação do mês delas em Friburgo

Anteriormente previsto para o último fim de semana, o Pedal da Mulher ganhou nova data. Ao invés de abrir, o evento, promovido pela Secretaria Municipal da Mulher, irá fechar a programação especial do Mês da Mulher em Nova Friburgo, no próximo dia 29, às 8h. A concentração e a largada acontecem na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

Pedal da Mulher vai encerrar programação do mês delas em Friburgo

Anteriormente previsto para o último fim de semana, o Pedal da Mulher ganhou nova data. Ao invés de abrir, o evento, promovido pela Secretaria Municipal da Mulher, irá fechar a programação especial do Mês da Mulher em Nova Friburgo, no próximo dia 29, às 8h. A concentração e a largada acontecem na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

De acordo com a organização, a atividade tem como objetivo incentivar a prática de atividade física, promover qualidade de vida e fortalecer a integração entre as mulheres do município, em um momento de convivência, saúde e bem-estar.

“Mais do que um passeio ciclístico, o Pedal da Mulher representa união, participação e valorização da mulher na sociedade, reforçando o compromisso do município com ações que promovam respeito, dignidade e oportunidades. O convite para participar deste momento especial de encerramento da programação do Mês da Mulher se estende às mulheres, famílias e toda a sociedade”, reforça a secretaria.

A iniciativa integra as atividades desenvolvidas ao longo do mês de março, período dedicado à valorização das mulheres e à conscientização sobre seus direitos. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio da internet.

No próximo domingo, 8, as secretarias municipais de Esportes e Lazer e de Cultura promovem a SprintRun – Edição Mulher, em Nova Friburgo. A iniciativa integra as ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher, e foram disponibilizadas 700 vagas para o público em geral.

A prova contará com percurso de 1,6 quilômetro em aclive, com saída na Rua Farinha Filho. Os atletas seguirão pelas ruas Nicolau Gachet, Arthur Sardou, Dr. José Galiano das Neves e Rua das Orquídeas, com chegada ao Miradouro do Bairro Suíço, na Rua Crisântemo, após o restaurante Loft.

A retirada do kit (camisa + vale-medalha) será realizada no próximo domingo, das 7h às 7h30, na Praça Dermeval Barbosa Moreira. A concentração dos atletas também acontecerá no mesmo local, às 7h. A organização pede a doação de absorventes, que serão destinados a mulheres em situação de vulnerabilidade. 

 

Oficial

Governo Federal reforça regras de incentivo ao esporte

O Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União de segunda-feira, 2, o decreto que aprimora a Lei de Incentivo ao Esporte. A medida estabelece novas regras para apresentação, análise, aprovação e prestação de contas de projetos apoiados por meio de renúncia fiscal.

A norma define limites para deduções no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas que financiam iniciativas esportivas e paradesportivas previamente aprovadas pelo Ministério do Esporte. Até 2027, empresas podem deduzir até 2% do imposto devido, percentual que sobe para 3% a partir de 2028. Projetos voltados à inclusão social em áreas vulneráveis poderão ter limite de até 4%. Para pessoas físicas, o teto é de 7%.

O decreto também reforça mecanismos de fiscalização e controle, com regras mais claras sobre a aplicação dos recursos, prazos para prestação de contas e penalidades em caso de irregularidades. A iniciativa busca dar mais transparência, segurança jurídica e previsibilidade aos investimentos no esporte em todo o país.

Foto da galeria
Além do Pedal, evento de corrida também integra celebrações pelo mês da mulher (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Novos rumos?

terça-feira, 03 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense recebe proposta de grupo europeu por futebol; clube prega cautela

Friburguense recebe proposta de grupo europeu por futebol; clube prega cautela

        O Friburguense pode ter novos rumos para o seu futebol em breve. Em busca de novos investimentos para o clube, a direção recebeu uma proposta de um grupo da Escandinávia, que envolve Dinamarca, Suécia, Noruega e toda essa região da Europa, para o desenvolvimento de um projeto no Tricolor da Serra. Os contatos e reuniões acontecem com a diretoria e com os representantes de todos os conselhos legais do clube. O atual gerente de futebol do clube, José Siqueira, o Siqueirinha, com contrato até 2027, não participou desses encontros, mas está ciente sobre a oferta, da qual é um grande entusiasta, inclusive.

        Em contato com o presidente Elberth Heringer, A VOZ DA SERRA ouviu que o clube “analisa internamente com os conselhos e sócios”. Segundo Elberth, essa é apenas mais uma proposta em fase muito inicial, ainda com pouca formalidade. São feitas reuniões com as partes interessadas para a análise de todos os pontos e uma possível contraproposta. Posteriormente pode haver a discussão sobre uma possível concretização ou não. “Ou seja, é muito pouco ainda para se criar expectativa”, avalia o presidente.

Tentativa de recolocação no cenário nacional

        A reportagem apurou que o grupo pretende investir no futebol profissional para subir o Friburguense de divisão e tentar voltar à Série A1 do Campeonato Carioca em um curto espaço de tempo. Após esse primeiro momento, a ideia é recolocar o Tricolor da Serra no cenário nacional, com a disputa de competições como a Copa do Brasil e a Série D do Brasileiro, mirando acessos e a consolidação de um calendário completo. Contudo, a grande menina dos olhos do grupo é a formação dos jogadores.

         O gerente de futebol do Friburguense, Siqueirinha,  confirmou que não esteve presente às reuniões, contudo, ele tem conhecimento sobre a oferta, através do contato feito por um dos representantes do grupo.

“Vou dar uma opinião em cima do questionamento, mas deixo bem claro que esse entendimento, essa opinião minha, não vai afetar em nada na negociação. Foi falado qual era o projeto, e me passado até o interesse que eu continuasse. Eles acham fundamental por conta de toda a relação que a gente tem com outros clubes, confederação, ou seja, aproveitar um pouco dessa experiência para dentro do projeto. Isso é uma coisa que não ficou definida, mas acho que o interesse maior era conversar sobre isso. Foi quando tive a oportunidade de entender o projeto”, pontua.

       “Eu sei que às vezes a rede social vem carregada de interesse em falar de forma positiva ou de forma negativa. Então, eu tenho que ter cuidado na hora de passar quais são os interesses profissionais para um clube de futebol. O meu parecer sobre a montagem do projeto é positivo, diferente de tudo o que eu vi até agora. Tudo que eu sonho de oportunidade para esses garotos de Nova Friburgo e de toda a região é uma relação de criar para eles, primeiro, um sentido de ser profissional. Não a expectativa de muito dinheiro, não a expectativa de fama, porque isso aí tem sido prioridade. Quando você tem um clube como o Friburguense, na situação que está, afasta alguns garotos dessa oportunidade. Só há expectativas de que vai para um torneio, vai para uma peneira e aí, com isso, eu vou para time grande. Isso pode acontecer para um, mas, na maioria, tem todo um processo de treinamento”, continua Siqueira.

Profissionalização de jogadores

        Nesse contexto, a ideia do grupo é oportunizar a saída de jogadores da região para um profissionalismo, com expectativas maiores, até pela ligação direta com a Europa. Algo que pode mobilizar mais jovens, ou seja, ampliar as perspectivas de torná-los jogadores profissionais.

        “Eles estão querendo trazer toda a disciplina do futebol europeu para dentro do futebol brasileiro, que tem a arte, a ginga, o drible. Ou seja, eles não querem engessar o futebol brasileiro, eles querem estar unindo. Por isso que eles estão vindo para o Brasil. Querem criar essa mistura para que tenha sucesso naquilo que é a formação. Então, quando falam de pegar uma base, de formar jogador, a mentalidade é muito alta. É criar oportunidade de tudo o que a gente já teve de profissionais, seja ela na área de odontologia, nutricionismo, de psicologia. Eles querem trazer o ensino do inglês para dentro do clube. Friburgo facilita muito a questão da dupla nacionalidade, por conta de ter a maioria de descendências de países da Europa. Então, tudo isso também está no radar deles, e é o que sempre quis oportunizar na base para essa criançada”, revela Siqueirinha.

        A intenção, no primeiro momento, seria aproveitar os profissionais da região, qualificá-los com cursos da CBF - por exemplo - e, no futuro próximo, trazer treinadores com formação europeia. Dentro desse processo, o time profissional também cresceria, sendo consequência de todo o trabalho a ser realizado com a base e a melhoria das condições estruturais.

        “Vamos imaginar o Friburguense numa Série A hoje do Carioca. Quantas coisas têm que ser feitas aqui no nosso estádio hoje para trazer um Flamengo para jogar aqui? Olha o tempo que você pode levar para chegar numa Série A. Mas todo o processo de chegar numa Série B, Série A de um Brasileiro pode acontecer quando a mentalidade é essa, e vem atrelada a um fechamento de anel do estádio. Ela tem que estar atrelada. Por quê? Você cresce com um time competitivo, mas automaticamente você tem que ir. Está aí o Mirassol, com um centro de treinamento fera e um estádio que tem que estar adequado para jogar uma Série A. Então, eu acho que o processo de crescimento é proporcional. Acho o projeto muito bom, mas cabe a cada setor do clube entender que quem está fazendo, aonde quer chegar, por que está fazendo, não é simplesmente qual o cheque que vai dar. Esse tem sido o grande problema nos clubes brasileiros. Eu acho que a gente tem uma grande oportunidade de dar uma mudança de rumo na história do clube”, opina Siqueira.

Foto da galeria
Proposta europeia por futebol do Friburguense é avaliada pela direção do clube (Divulgação Vinicius Gastin)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O ano inteiro

sábado, 28 de fevereiro de 2026
por Vinicius Gastin

Vôlei de Friburgo ganha calendário de torneios, com início em março

Um passo importante para o crescimento e fortalecimento do voleibol em Nova Friburgo. O município ganhou um calendário de torneios da modalidade para este ano, com competições divididas por categorias, que se estenderão durante todo este ano. As datas, regulamento e outros detalhes foram definidos após conversas entre Fernando Miranda, organizadores das competições, e o secretário municipal de Esportes, João Victor Duarte.

Vôlei de Friburgo ganha calendário de torneios, com início em março

Um passo importante para o crescimento e fortalecimento do voleibol em Nova Friburgo. O município ganhou um calendário de torneios da modalidade para este ano, com competições divididas por categorias, que se estenderão durante todo este ano. As datas, regulamento e outros detalhes foram definidos após conversas entre Fernando Miranda, organizadores das competições, e o secretário municipal de Esportes, João Victor Duarte.

“Acho que para o esporte em geral o que falta é planejamento, e nisso o voleibol serve de exemplo no contexto nacional. O objetivo nosso é promover a integração, o espírito esportivo, o respeito e a competição saudável entre as diversas equipes, universidades, escolas, clubes, grupos independentes que desenvolvem modalidade na cidade”, pontua Fernando.

Os torneios serão disputados, por categorias masculinas e femininas, contemplando seis equipes de Nova Friburgo em cada categoria. Times de cidades vizinhas à Nova Friburgo também serão convidadas. A primeira atividade será promovida no próximo dia 29 de março, na categoria Infanto Feminino.

Cada equipe poderá inscrever no mínimo seis e no máximo 12 atletas por torneio e categoria, que serão: Mirim: 8 a 13 anos; Infantil: 13 a 15 anos; Infanto: 15 a 17 anos; Juvenil: 18 a 20 anos; Adulto (acima 21 anos); Master: acima 30 anos; de 40 anos (podendo inscrever até dois atletas 35+), 50 anos (podendo inscrever até dois atletas 45+) e acima 55 anos (podendo inscrever até dois atletas 50+).

As competições irão acontecer nos ginásios Adhemar Combat, em Olaria; José Pereira da Silva, em Duas Pedras e Alberto da Rosa Pinheiro, no distrito de Conselheiro Paulino, com partidas disputadas sempre das 9h às 18h. Na fase classificatória, as equipes serão divididas em dois grupos com três times cada, e dentro do grupo, todos jogam contra todos. Cada equipe realiza duas partidas nesta fase, contando as pontuações. Os dois melhores de cada chave avançam às semifinais.

Há premiações com troféus para o primeiro lugar e técnico, e medalhas para o vice-campeão e treinador. Também serão entregues certificados para os destaques de cada partida e para o atleta “MVP” dos torneios, a serem escolhidos pela arbitragem.

  • Foto da galeria

    - Vôlei municipal ganha calendário para abranger as mais diversas categorias ao longo do ano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Fernando Miranda coordena as competições, com o apoio e parceria da Secretaria de Esportes e Lazer de Nova Friburgo (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.