Temos uma mente integrada com uma área consciente e outra inconsciente. Muitas vezes fazemos coisas, ou deixamos de fazer, movidos por forças ou motivações fora do campo de nossa consciência. Sabe quando você quer dizer uma palavra e sai outra? Por que não veio a palavra que você queria dizer? Porque algum fator inconsciente atuou nesse momento e saiu a palavra errada. Mas terá sido realmente a palavra errada? Não poderá ter sido a palavra que você queria mesmo dizer, mas que tinha medo de usá-la? Pode ser o inconsciente se manifestando.
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Cesar Vasconcellos de Souza
Saúde Mental e Você
O psiquiatra César Vasconcellos assina a coluna Saúde Mental e Você, publicada às quintas, dedicada a apresentar esclarecimentos sobre determinadas questões da saúde psíquica e sua relação no convívio entre outro indivíduos.
Para mudar tem que pensar. Você quer pensar? Ou quer repetir o comportamento que assiste nas redes sociais, na televisão? Ou prefere ficar na zona de conforto tendo um comportamento disfuncional?
Comportamento disfuncional pode ser irritação fácil, falar alto sem respeitar as pessoas, querer dominar, fazer tudo para ser notada, adorar discussão, viver reclamando de tudo e de todos, se deixar ser dominado por outra pessoa, entre outras atitudes.
“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, pense nisso.” Filipenses 4:8.
Muitas pessoas não sabem que podem mudar o padrão negativo de pensar. Creem que seu jeito de pensar é o único que podem ter. Mas podemos desenvolver uma melhor maneira de pensar, com conteúdos mais saudáveis dos pensamentos.
Dra. Ariel Green é geriatra ligada à Faculdade de Medicina Johns Hopkins e faz pesquisas sobre a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais em idosos. Vamos ver o que ela diz sobre medicação excessiva e seus riscos.
A criança vai moldando inconscientemente sua personalidade em função de como é o relacionamento dela com as pessoas importantes, geralmente pai e mãe, ao longo de sua infância. Quando a mãe, que em geral passa mais tempo com a criança, é uma pessoa agressiva verbalmente, fala com irritabilidade gratuita, não tem consciência do seu jeito bruto de falar, não resolveu seus problemas do passado com sua própria mãe agressiva ou com seu pai duro na forma de falar, essa criança precisa se defender desse jeito autoritário, crítico, impaciente de falar da mãe.
Não conseguimos restauração da saúde quando queremos, mas quando estamos prontos. Preservação e recuperação da saúde têm mais que ver com adotar hábitos saudáveis em seu estilo de vida do que em medicamentos e cirurgias como um fim em si mesmas. E depende de estarmos prontos para receber a cura disponível.
A palavra “angústia”, do latim “angere”, do grego “angor”, tem que ver com estreitamento, afogar, sendo “angustus” algo apertado, sem ar, sem saída, que oprime. Do ponto de vista psicológico, angústia significa a sensação de opressão interna, falta de paz, inquietude, podendo ter manifestações corporais, como aperto no peito, frio na barriga, tensão na nuca, bolo na garganta e outros sintomas. A angústia normal não prejudica o desempenho da pessoa no trabalho, nas relações familiares e sociais. Ao se tornar exagerada prejudica o indivíduo sendo assim, anormal.
Os médicos Douglas F. Levinson e Walter E. Nichols, professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, publicaram um artigo sobre influências genéticas para o surgimento da depressão. Vamos ver que achados eles encontraram nessa questão. Você pode ler o artigo original nesse link: https://med.stanford.edu/depressiongenetics/mddandgenes.html
Necessitamos de justiça. As famílias, a comunidade, o município, o estado e o país necessitam dela. Sem justiça não há ordem, respeito, igualdade, nem condições de vida digna. Sem ela a maldade impera disfarçada de democracia ou explícita numa ditadura. Sem justiça, a saúde mental da população é prejudicada pois tira a esperança da existência de uma sociedade equilibrada. A perda da esperança é um fator central no surgimento da depressão mental.
Vivemos numa sociedade competitiva, com competição cruel, desumana, muitas vezes desonesta e muito ruim para a saúde mental. Competição saudável é aquela na qual a pessoa busca superar a si mesma, especialmente em termos de melhoria nos estudos, na cultura, no desenvolvimento de um caráter de valor.
