A democracia é como uma flor rara. Parece frágil, mas é justamente na sua aparente fragilidade que repousa sua força. Ela floresce não porque é protegida por grades ou muros, mas porque se alimenta do respeito cotidiano, da confiança mútua e da paciência em ouvir o outro, mesmo quando não gostamos do que ele diz.
Houve dias em que essa flor foi pisoteada. Não por acaso, mas por mãos que acreditavam ser possível arrancá-la e substituí-la por algo mais duro, mais áspero, menos plural. E, no entanto, a história já nos mostrou que jardins de pedra não acolhem pássaros, nem sonhos, nem o...
