Como andam as nossas emoções?

Camilla Fiorito

Conversas de Dentro

Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.

quarta-feira, 03 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Ser gentil com nós mesmos é uma prática que precisa ser cuidada, regada como fazemos com as flores de um jardim.

Somos seres dotados de sentimentos que borbulham e transbordam, de forma intensa, repentina e voraz.

Cuidar de nós mesmos envolve muito mais do que uma alimentação balanceada e exercícios físicos. Conhecer e nomear as próprias emoções, poder falar sobre elas e entender como reagimos diante de diversas circunstâncias é essencial. E trazer essa importância para a nossa vida, é um ponto que precisamos dar ênfase, principalmente, quando falamos de saúde.

Porém, entender que precisamos dar nome ao que estamos sentindo, validando nossos sentimentos, para que possamos caminhar confiantes dentro de um ponto de equilíbrio, às vezes, parece um mundo distante.

As camuflagens acabam fazendo parte da nossa rotina, para que enfrentemos o social como se tudo estivesse em perfeita sintonia, mesmo estando pesado, nebuloso e com luz escassa.

Sorrisos vazios, dor interna, olhares perdidos, lágrimas escondidas. O silêncio vem repleto de sofrimento e vulnerabilidade, que não se deixam perceber, pois calar parece melhor que falar e ser incompreendido.

Na próxima quarta-feira, 10, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Desde 2013, campanhas são realizadas ao longo do mês em diversas instituições, dando destaque ao Setembro Amarelo, para conscientizar, oferecer apoio e quebrar os estigmas em relação ao tema.

Lidar com aquilo que sentimos, faz parte de um cuidado que não podemos deixar de lado como se fosse uma revista que não lemos mais ou um livro antigo que está pronto para ser doado.

Mas, por qual motivo, muitas vezes, o cuidado com o outro fica à frente e negligenciamos o nosso próprio cuidado? Como começar a exercitar o olhar para si mesmo e inverter esse processo?

Seja gentil com você, reconheça seus sentimentos, filtre aquilo que traz para o seu interior, tenha clareza sobre seus limites, afaste os pensamentos destrutivos, exercite o autocuidado, desenvolva um olhar compassivo, perceba o que te faz bem. Tenha um horário só seu durante a semana e coloque-o na agenda, garantido esse momento. Se esvazie daquilo que não faz bem e desenvolva clareza emocional, tendo a sua vida como prioridade.

Quando a nossa saúde mental não está bem, fica pesado. Mas, por mais difícil que possa parecer, não desista. Fale com alguém sobre como você está se sentindo.

Não deixe de procurar ajuda

Até a próxima quarta!

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Camilla Fiorito

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Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.

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