Pelo menos para uma outra coisa eles servem, se não, como é que iam existir mães e bebês?
Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana
Robério Canto
Escrevivendo
No estilo “caminhando contra o vento”, o professor Robério Canto vai “vivendo e Escrevivendo” causos cotidianos, com uma generosa pitada de bom humor. Imortal desde criancinha, leitor por paixão e vício, justifica sua dedicação à escrita com uma frase de Carlos Nejar: "Escrevo porque é uma forma de estar vivo, é uma forma de pensar a vida e também uma forma de consciência do universo."
O amor verdadeiro é um só, e os enganos são muitos
Já pode ter acontecido com você e, se não aconteceu, faço votos de que nunca aconteça. Mas todos nós estamos sujeitos a essas surpresas e é melhor ficar de olho aberto. Ou seja: ficar com o desconfiômetro ligado 24 horas por dia, todos os dias do ano. Amor é coisa complicada, a começar pelo fato de que usamos essa imensa palavrinha para designar certos sentimentos que de amor não têm nada.
O sr. Hirayama aceita as coisas e as pessoas como elas são
Talvez nem todo mundo tenha paciência para um filme com mais de duas horas e praticamente só um acontecimento: o personagem acorda, arruma seu quarto e vai trabalhar. Volta para casa, dorme, acorda e... a mesma coisa. Mas eu gostei de “Dias Perfeitos”. Mais do que isso, fiquei pensando nele como uma lição a ser aprendida. De maneira sutil, a vida do personagem nos mostra, não “a felicidade”, mas uma forma possível de felicidade.
Não vamos criar problema com a Inglaterra e com o Corinthians
A senhora Kim Kardashian é um faz-tudo no mundo do entretenimento: atriz, modelo, apresentadora, e por aí vai. Com o peso de tamanha autoridade, ela nos garante que o homem jamais pisou na lua: “Nunca aconteceu”, afirma categórica. Nisso, no entanto, nada mais faz do que imitar minha avó que, já em 1970, dizia a mesma coisa. Mais convincente do que a americana famosa, Dona Maria Chardelli apresentava um argumento irrespondível para sustentar sua opinião: “São Jorge não ia permitir uma coisa dessas”.
Olhando o mar. Vai e volta incessantemente, como se fosse... como se fosse o mar. A que mais se pode compará-lo? De repente suas ondas contidas respiram mais fundo, tomam novo fôlego e vêm passar nos meus pés a língua gelada. O inverno estreou há pouco nos calendários do Brasil e a água já está fria, embora este seja um dos cantos mais quentes do país.
1. Um dos nossos excelsos deputados apresentou projeto de lei que permite que passageiros viajem de avião com arma de fogo (descarregada, mas com munição à parte ─ na mala, na pasta, no bolso ou na cueca). Segundo o nobre parlamentar, certamente um pacifista, isso atende ao “interesse público”. Para maior perfeição da lei, agentes das forças policiais e armadas poderão embarcar com a arma já pronta para prestar serviço ao seu portador, à moda do que se vê nos filmes americanos.
Sujos como soldados que saem da trincheira após terem sobrevivido a duras batalhas
O Brasil recebeu muitos portugueses e, pelo que sei, só os matamos com piadas
