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A VOZ DA SERRA tem o dom de se fazer presente em nosso dia a dia

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
O Caderno Z não é psiquiatria, mas tem o dom de ir fundo para tratar assuntos que afligem a sociedade humana. O “Setembro Amarelo”, o mês que trata a prevenção ao suicídio, é o tema escolhido para abrir o nono mês do calendário. É a época que antecede a primavera, dos dias crescendo e da renovação da natureza. A sabiá canta incessantemente e os horizontes se abrem mostrando o quanto a vida é bela. E quanta gente pode estar triste, sentindo que a vida perdeu o sentido. Por essa razão, foi criado nos EUA, desde 2003, a campanha “Yellow Ribbon” e o dia 10 de setembro passou a ser dedicado à conscientização e promoção de ações em todo o mundo para evitar suicídios.
Os “sobreviventes de si mesmos” contam suas experiências e mostram o quanto vale a pena vencer, principalmente porque essas vitórias se transformam em ações e até movimentos em prol da valorização da vida. O professor Rogério Christofoletti esclarece:
“O suicídio é um tema delicado para as sociedades. Por anos, notícias desse tipo foram engavetadas na mídia com medo de que contagiassem outras pessoas. Não foi uma boa política, pois esconder ou ignorar não ajuda a resolver o problema”.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma entidade que oferece serviço voluntário de apoio emocional e tem ajudado muita gente a se aprumar emocionalmente. Vencer a “sensação de fardo” e tantos males que afetam a mente é uma batalha que requer ajuda de profissionais de saúde e que, certamente, pode ajudar indivíduos a saírem da beira do abismo. Relacionamentos saudáveis, comunicação aberta, pedir ajuda, praticar a autoconsciência e a autocompaixão, bem como procurar desenvolver atividades que despertem o interesse pessoal são alguns aconselhamentos para preencher vazios que podem trazer uma “sensação devastadora”. Buscar ajuda, desabafar são métodos fundamentais para mudar o rumo de escolhas drásticas para findar uma vida. Há sempre esperança atrás de uma porta que supomos ter sido fechada. Sempre há uma luz acesa!
A luz pode estar acesa em nós, mas nem a percebemos quando estamos passando por maus momentos. Em “Sociais”, três valetes aniversariando. No dia 8, Eloir Perdigão, nosso querido que por muitos anos integrou os quadros de A VOZ DA SERRA. No dia 10, Júlio Celles Cordeiro, que já tive o prazer de conhecer pessoalmente, o que muito me honrou. Ainda no dia 10, Roosevelt Concy. Esses queridos fazem parte da sociedade friburguense, pessoas da mais alta relevância para o bem de Nova Friburgo.
Em “Há 50 Anos”, a Câmara Municipal aprovava, por unanimidade, dar o nome de Américo Ventura Filho a uma rua da cidade. Ao referendar o projeto do vereador Geraldo Pinheiro, o vereador Benício Valadares, afirmou: “Américo Ventura Filho era uma inteligência, uma figura humana cheia de expressão, cuja memória está sendo agora, mais do que nunca, reconhecida e amada”. Em 1975, bem se vê que a inteligência era natural em determinadas pessoas; nada artificial, certamente.
Falando nisso, a medicina já teme os efeitos da inteligência artificial nas habilidades médicas de seus profissionais. Isso nem é de espantar. Mal comparando, quando surgiu a maquininha de calcular muita gente deixou de saber tabuada na ponta da língua. Sinal dos tempos.
Cuidar dos pensamentos também é fonte de vida e Ana Borges nos trouxe uma reportagem pra lá de oportuna neste setembro amarelo. “Sua mente influencia o cérebro que pode ser treinado para estimular pensamento positivo”. Nesta afirmação temos a certeza de que o pensamento é energia que pode e deve ser usada para nos beneficiar e, consequentemente, melhorar os ambientes onde estivermos colocados. A matéria é tão linda que devemos deixá-la na parede do quarto. Que seja como recomendado, os primeiros minutos em nosso despertar, o momento de comunhão com “aquela grandeza do eu”, sentida no coração, que nos leve ao estado de gratidão, como "valorizar coisas simples que nos fazem felizes...".
Rever o dia também, ao se deitar, e buscar coisas boas acontecidas. Nos mais simples acontecimentos, a gente sempre tem o que agradecer!

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
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