Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana
A VOZ DA SERRA abre um leque de reflexões para ventilar a nossa mente

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
A charge de Silvério nos leva até as proximidades de Conselheiro Paulino. O passeio é agradável, embora o leito do Rio Bengalas não seja uma cama confortável para os moradores da região, em dias de tempestade. A garça, a capivara e o patinho conversam sobre um rio “novo”, sem os habituais descartes desumanos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro vai investir “pesado” em obras para evitar enchentes, promovendo uma série de melhorias para que possamos cantar: “O Bengalas, sereno, desliza, sob o olhar do Cruzeiro do Sul”. Os “habitantes” do Bengalas agradecem também. Valeu, Silvério!
E Silvério está brilhando na coluna “Sociais”, pois 15 de março é o dia de seu nascimento, que trouxe ao mundo esse gênio das charges. Pessoa notável que transmite, em cada traço de seus desenhos, os traços de sua personalidade marcante, sensível, que se preocupa em nos traduzir o dia a dia, defendendo causas, alertando sobre episódios, dando serviço de “fiscalização” ao Cão Sentado. Parabéns, meu amigo!
Na sexta-feira, 13, os abraços foram para Vitor José, “impressor na gráfica de A VOZ DA SERRA”, causando sempre as melhores impressões. Felicidades, Vitor! Feliz da vida, Gisele Márcia, que fez parte do time de “mulatas do Sargentelli”, agradeceu a publicação de uma foto sua, na Coluna “Há 50 anos”. O tempo passou e trouxe mais brilho e beleza para Gisele. Seu encanto é nota 10 e, com certeza, uma “imperatriz na Imperatriz de Olaria”!
A coluna “Há 50 anos” é mesmo muito interessante. Na presente edição deste fim de semana, a manchete marcante: “Friburgo terá transmissão de jogos de futebol pela TV Tupi”. Era uma ação avançada que viria a substituir a antiga TV Rio, canal 3. Era o tempo das antenas nas lajes e telhados. E tinha que achar a posição para “pegar bem”. Outro registro “pitoresco” o do carroceiro com 70 anos e trabalhando 12 horas por dia. Perguntado sobre a razão de seu vigor a resposta veio certeira: o trabalho.
A cineasta Janine Bastos conduziu a entrevista sobre “a trajetória de Ana Flávia Veiga no cinema mundial”. Toca o nosso coração, pois “dos palcos do Anchieta aos Sets de Hollywood”, tudo começou aqui, conforme no seu dizer – “a sementinha foi plantada ali”, no Anchieta. Lembrei logo de Jane Ayrão, que plantava essas “sementinhas”, tanto no Taca (grupo de teatro amador do Colégio Anchieta) quanto no “Taquinha”. Ana Flávia citou: “Para encenar uma peça sobre o Rio antigo, os professores explicavam o contexto histórico”. Eu compus textos em trovas para o Taca e um deles sobre o ator Oscarito. O cenário foi uma reprodução de um antigo café da vida carioca. As crianças com roupas da época, foi lindo. Pode ser também que Ana Flávia tenha se referido aos cenários da encenação dos “50 anos da Bossa Nova”, reproduzindo a época a partir de 1958, texto de minha autoria. Só sei que a trajetória de Ana Flávia é envolvente, inspiradora e corajosa. Muito sucesso, sempre!
Eu gostaria de só tratar de assuntos amenos, mas tem hora que não dá para evitar. Criam-se leis para proteger a mulher e, a mais recente, é a lei estadual que prevê multa de até R$ 500 mil para os agressores. Contudo, a agressão já aconteceu e, dependendo da multa, nem vai doer no bolso do agressor. Ainda para análise do Senado, a liberação do spray de pimenta para defesa de mulheres acima de 16 anos. As exigências vão desde o ato da compra do produto até a orientação de que “o uso do spray deverá ser cessado imediatamente após a neutralização da ameaça”. Entretanto, numa suposição, até que a mulher abra a bolsa e pegue o spray, a agressão já pode ter acontecido e o então objeto de defesa, pode se virar contra a própria vítima. Será que estou sendo pessimista?

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
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