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Leão XIV: oferecer a solidariedade

terça-feira, 16 de junho de 2026
por Vatican News

“O Senhor é o refúgio do pobre”. As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres. Assim tem início a mensagem do Papa Leão XIV para este dia que será celebrado em 15 de novembro, 33º Domingo do Tempo Comum.

“O Senhor é o refúgio do pobre”. As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres. Assim tem início a mensagem do Papa Leão XIV para este dia que será celebrado em 15 de novembro, 33º Domingo do Tempo Comum.

Mais uma vez, - destaca o Papa - é necessário recorrer à Palavra de Deus para compreender a importância que os pobres têm na vida da Igreja. Num momento dramático como foi a destruição do templo de Jerusalém, o povo sentiu-se privado da presença de Deus e experimentou uma miséria material e moral sem precedentes. De geração em geração, esta Palavra revela-se em toda a sua atualidade. Desde o início, ela mostra a contradição na qual ainda hoje se cai frequentemente.

Com efeito, - sublinha o Papa - a primeira constatação é esta: O insensato diz em seu coração: “Não há Deus!. Corruptas e abomináveis são as suas ações; não há quem faça o bem”. Nota-se, infelizmente, como também nos nossos dias é difundida uma injustiça social que brota de uma corrupção arrogante, tão deplorável quanto discriminatória. A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social.

O Santo Padre destaca que os primeiros a sofrer as consequências são os pobres. O Papa constata que a ausência de Deus faz com que as pessoas já não se coloquem umas ao lado das outras, num clima de respeito mútuo, mas sim umas acima das outras, num clima de domínio e opressão.

Leão XIV evidencia que o clamor dos pobres por justiça é abafado por técnicas, cada vez mais dissimuladas, a ponto de silenciar os esforços para fazer ouvir as suas reivindicações. O olhar do Papa vai para o ambiente digital que radicaliza o preconceito contra eles e aumenta a cortina de indiferença que envolve as suas causas.

O Santo Padre afirma que o pobre sabe reconhecer melhor do que os outros o essencial, porque vive do essencial. Semelhante a Cristo mais do que qualquer outro, reconhece Deus como seu refúgio, mesmo quando as circunstâncias parecem contradizê-lo.

Para todos aqueles que carecem de casa, trabalho, instrução, alimento e saúde, abre-se um novo caminho: a partilha como expressão do Reino de Deus. À obsessão daqueles que acumulam riquezas apenas para si opõe-se a obstinação de Deus que, no testemunho de pessoas de carne e osso, abre o coração e acolhe no seu amor.

Em Cristo, portanto, também nós somos chamados a tornarmo-nos pobres e a sermos refúgio para os pobres, afirma o Santo Padre, acrescentando que a comunidade cristã não pode permanecer insensível perante tantos que hoje se encontram à porta e permanecem invisíveis para aqueles que estão fechados entre as suas próprias paredes.

O Santo Padre destaca ainda que surgem algumas perguntas que, precisamos fazer ressoar na nossa mente e no nosso coração. Somos sinal de um Deus que é refúgio para os pobres? Temos consciência da nossa pobreza e preferimo-la à riqueza injusta? Chegamos onde se encontram os pobres, experimentando a sua marginalidade? Ouvimos os seus pensamentos e partilhamos as suas expectativas? Pronunciamos os seus nomes com ternura divina? A nossa caridade reaviva e sustenta neles o desejo de justiça e redenção? Estas e muitas outras questões obrigam-nos a um sério exame de consciência.

O Santo Padre recorda que o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis convida-nos a recordar como, ao chegar a Roma em peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, ele se compadeceu dos mendigos. Para compreender e experimentar o seu sofrimento, tirou as próprias vestes e trocou-as pelas roupas esfarrapadas de um deles, sentando-se a pedir esmola e passando o dia inteiro no meio dos pobres com alegria de espírito.

Quem tem Deus como refúgio é livre para fazer escolhas proféticas, que testemunham como tudo pode ser repensado a partir de baixo, na humildade e na fraternidade que, por si sós, curam um mundo ferido pela prepotência.

O Papa confia que este X Dia Mundial dos Pobres possa constituir uma etapa significativa na redescoberta do rosto de irmãos e irmãs que procuram refúgio em Deus e desejam sentir-se em casa nas nossas comunidades. Mantenhamos viva a obediência à Palavra de Deus, que nos convida à conversão do coração.

Fonte: Silvonei José - Vatican News

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A burocracia do poder público está sufocando a sustentabilidade?

terça-feira, 16 de junho de 2026
por Alex Santos

Olá! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, para falar sobre o papel real das empresas e do poder público na construção do nosso futuro.

A governança ambiental contemporânea enfrenta um estrangulamento estrutural provocado por uma crença antiga: a de que o Estado é o único ou o principal agente capaz de resolver os passivos ecológicos — ou seja, os estragos acumulados no meio ambiente.

Olá! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, para falar sobre o papel real das empresas e do poder público na construção do nosso futuro.

A governança ambiental contemporânea enfrenta um estrangulamento estrutural provocado por uma crença antiga: a de que o Estado é o único ou o principal agente capaz de resolver os passivos ecológicos — ou seja, os estragos acumulados no meio ambiente.

A prática econômica revela que a arquitetura dos problemas ambientais modernos demanda uma velocidade de resposta que o setor público simplesmente não consegue entregar. Estamos lidando com desafios marcados pela complexidade molecular (como microplásticos impossíveis de filtrar por métodos tradicionais) e pela velocidade avassaladora do pós-consumo (o descarte diário de milhões de embalagens).

Independentemente de partidos ou de gestões, o Estado é lento por natureza. A verdadeira capacidade de mitigação e regeneração mudou de endereço: ela reside na descentralização do mercado.

Empresas de nova geração, particularmente as green-techs (startups de tecnologia verde) e as indústrias que operam na lógica de simbiose industrial (onde o resíduo de uma fábrica vira a matéria-prima de outra), já nascem com a inovação no DNA. Elas são desenhadas para resolver as chamadas externalidades negativas — os impactos colaterais gerados pela sociedade que o setor público sequer consegue mensurar em tempo hábil.

Frentes focadas no upcycling de polímeros complexos (que transformam plásticos difíceis de reciclar em novos produtos de alto valor), na engenharia de reversão de resíduos orgânicos (tecnologias que transformam toneladas de resto de comida em adubo e energia em poucas horas) e na descontaminação de matrizes hídricas não operam por decreto; operam por eficiência alocativa.

Em termos simples: o dinamismo privado descobriu que tratar o resíduo não precisa ser apenas um custo para cumprir leis, mas sim um vetor de valor econômico e inovação de processos. Transforma resíduos em ativos financeiros, ao mesmo tempo em que fortalece a reputação e a valorização da imagem institucional da empresa.

Por outro lado, o poder público opera sob a rigidez de orçamentos engessados. Embora o Estado detenha “rios de dinheiro” vindos dos impostos — recursos que poderiam contratar essas soluções ambientais de ponta —, ele esbarra na armadilha da burocracia. Os processos licitatórios tradicionais são analógicos e focados apenas na conformidade jurídica (papeladas e carimbos), e não na eficiência ecológica do resultado final.

O resultado dessa assimetria é a paralisia operacional. Enquanto uma empresa leva semanas para testar e aplicar uma tecnologia que despolui um rio, o Estado leva anos apenas para planejar um edital. Quando o aparato do poder público finalmente executa uma política ambiental, ela já nasce obsoleta. Limita-se a remediar sintomas superficiais por meio de ações de baixo impacto — o legítimo "café com leite" regulatório —, enquanto o mercado privado já desenvolveu, testou e escalou a solução definitiva.

A transição para uma economia de baixo carbono e desperdício zero não depende de mais leis centralizadas, mas sim da desoneração e do fomento às coalizões empresariais. São as empresas, unidas em rede, que possuem a agilidade necessária para operar a sustentabilidade na velocidade exigida pela física do planeta.

Saudações sustentáveis!

Referências Bibliográficas

TULLOCK, Gordon; SELDON, Arthur; BRADY, Gordon L. Falhas do governo: uma introdução à política da escolha pública. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 2005.

COASE, Ronald H. O problema do custo social. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, v. 254, p. 237-279, maio/ago. 2010.

MCDONOUGH, William; BRAUNGART, Michael. Cradle to cradle: criar e reciclar para a eco-eficácia. Lisboa: Gatafunho, 2014.

Foto da galeria
(Imagem criada por IA)
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Oramos quando admiramos a natureza

terça-feira, 16 de junho de 2026
por Tereza Malcher

Tem dias que me visto com todas as cores da natureza. Sinto a beleza das flores e a intensidade verde das plantas com suas exatas formas únicas. A variedade da vida brotando no solo silenciosamente. O vento, as matas, as montanhas, o azul do céu, o som da chuva e a arruaça das maritacas. Enfim, a vida farta, diversificada e presente em torno de nós, nos torna tão naturais quanto uma rama de cerejeira que desponta nas terras friburguenses.

Tem dias que me visto com todas as cores da natureza. Sinto a beleza das flores e a intensidade verde das plantas com suas exatas formas únicas. A variedade da vida brotando no solo silenciosamente. O vento, as matas, as montanhas, o azul do céu, o som da chuva e a arruaça das maritacas. Enfim, a vida farta, diversificada e presente em torno de nós, nos torna tão naturais quanto uma rama de cerejeira que desponta nas terras friburguenses.

No poema “Árvore”, Manoel de Barros verseja que seu irmão “aprendeu com a natureza o perfume de Deus”. Como ele amava os pássaros e as borboletas! Vê-los nos enternece, nos faz sentir um alegre bem-estar azulado e nos descansa. Noutro dia, ao ver uma borboleta enorme branca se aproximar de mim sem cerimônia, perdi o ar. Parecia que ela estava fazendo as honras da casa, um canteiro de mato nas margens de uma trilha. Talvez, para a borboleta, eu fosse uma visita de honra por captar a sensação de respeito que eu sentia pelo lugar, seu habitat.

James Birdle, em seu livro “Maneiras de Ser - Animais, plantas, máquinas: a busca por uma inteligência planetária”, descreve a observação que a primatóloga Bárbara Smuts fez sobre o comportamento dos macacos que viviam livres no Quênia e na Tanzânia. Em 1970 ela observou que eles, inclusive os mais jovens, sempre turbulentos, eventualmente se acomodavam e permaneciam sentados sozinhos ou em grupos, durante aproximadamente meia-hora, contemplando a natureza. Depois, sem qualquer sinal, eles se levantavam e prosseguiam sua jornada.

A primatóloga descreveu-o como uma experiência religiosa, um momento de oração quando se entregavam à observação da natureza; um momento de espiritualidade.

A partir de então, comecei a ficar atenta aos meus cachorros e reparei que eles, também, ficavam por um tempo parados, olhando para o jardim. Também fiz essa experiência durante alguns momentos. Posso dizer que senti uma conexão simples e profunda com todos os seres que estavam à minha volta, como plantas, insetos, borboletas e árvores. Foi uma experiência silenciosa em que pude transcender aos limites do meu corpo. Eu orava através do olhar. Concluí que orar é sentir a presença divina.

Ao perceber a complexidade de uma folha ou mesmo de uma rama cheia de folhas idênticas, delicadamente desenhadas, assimilava a força e o poder de uma árvore, a grandiosidade do céu, a habilidade de um beija-flor. Apreendia a plenitude da vida através de instantes que superavam constatações científicas, ideologias políticas ou diferenças pessoais. Foi uma oportunidade para testemunhar a vida.

Fernando Pessoa sempre buscou em suas poesias superar o eu fragmentado para ir ao encontro do absoluto. Orar ao admirar a natureza é adentrar na humildade, reconhecer que fazemos parte de um todo maior, onde não há necessidade de controle, apenas a percepção de nossa existência ante uma montanha ou uma flor. Estar na natureza é sentir a revelação dos princípios divinos. Nossos deuses habitam na natureza; as raízes das plantas guardam as leis da vida, descritas através dos ciclos, das diferentes formas e modos de ser. Orar ante uma simples rama que brota no solo é um modo de interagir com a origem de todas as coisas.

Nessa oração, o silêncio faz-se carregado de significados que não precisam de enciclopédias ou dicionários para definirem a linguagem da vida. É uma linguagem que dispensa verbos, adjetivos e substantivos. É um estado de paz e união, a forma mais pura de oração que não vai além da capacidade de ver e sentir.

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Tri de uma só vez

terça-feira, 16 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Gilberto Frossard conquista três modalidades no Brasileiro de Kickboxing

Em terras paranaenses, a bandeira de Nova Friburgo esteve novamente no lugar mais alto do pódio em uma competição de artes marciais. O feito foi possível através de um dos seus principais representantes na categoria, Gilberto Frossard, que já há algum tempo tem desempenho destacado nas competições de kickboxing.

Gilberto Frossard conquista três modalidades no Brasileiro de Kickboxing

Em terras paranaenses, a bandeira de Nova Friburgo esteve novamente no lugar mais alto do pódio em uma competição de artes marciais. O feito foi possível através de um dos seus principais representantes na categoria, Gilberto Frossard, que já há algum tempo tem desempenho destacado nas competições de kickboxing.

Entre os últimos dias 4 e 7, o atleta de Nova Friburgo participou do 35° Campeonato Brasileiro de Kickboxing, realizado em Curitiba-PR. Gilberto disputou em três das sete modalidades possíveis do kickboxing, se desafiando no tatame na categoria Faixa Preta até 89 quilos.

Na modalidade Kick Light, Frossard venceu uma luta e, desta forma, alcançou o primeiro lugar. Neste combate, o adversário do lutador friburguense se machucou e não pôde disputar nas outras modalidades em que também seria rival de Gilberto. Com isso, o friburguense se tornou campeão brasileiro de kickboxing nas três modalidades: Kick Light, Light Contact e Point Fighting, todas na categoria Faixa Preta até 89 quilos.

 

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Falta ser Brasil...

O Brasil sempre foi talento. E por mais que para muitos a geração em fim de ciclo não seja do nível das anteriores - e de fato não é -, podemos mais. Há talento. Porém, foi lento o caminhar do processo de renovação de 2022 para 2026. Tanto que boa parte dos titulares e das opções no banco de Carlo Ancelotti foram também escolhas de Tite. Foram quatro anos com vários técnicos, com direito a Fernando Diniz se dividindo entre clube e Seleção em determinado período.

Todo esse contexto não pode ser desprezado. E se fez valer em campo, contra o Marrocos. Um adversário melhor coletivamente, com mais conjunto. No mundo globalizado, todos os times têm os seus destaques, e a equipe marroquina tem alguns. Bons jogadores que fazem um bom time. Há de se elogiar uma das semifinalistas do último Mundial. Não é qualquer Seleção.

Mas voltando ao esquadrão verde e amarelo, sob comando de um italiano - dos mais vitoriosos das últimas décadas no futebol mundial -, é possível discutir vários pontos além dos já apresentados nessa análise. Um meio-campo fraco, sem poder de marcação e criatividade, que invalida as chances de um centroavante convocado e escolhido em detrimento de outros que pareciam melhores opções. Um esquema que não funciona, um improviso na lateral direita que pareceu confuso.

Contudo, na visão deste que vos escreve, o que fora relatado nessa análise tem jeito. Mas há algo mais preocupante: a falta de personalidade. De atitude. Da vontade de ser protagonista. Como Vini ensaia ser, e como o talento de outros ali poderia sugerir. E na busca por esse jogo destemido, sem medo do diferente, por que não o Endrick? O Rayan? Por que o Luiz Henrique tem menos continuidade do que outros já testados por muito mais tempo?

Eles não são garantia, mas representam algo que o brasileiro carrega consigo todos os dias, na sua rotina e dificuldade, no seu anseio por dias melhores: a esperança!

Todos esses são apontamentos válidos em torno de um ponto central: é preciso coragem e personalidade para vestir essa camisa pesada. E isso não diz respeito à idade, time que defende ou currículo. É o talento e magia. A ousadia que se pede. O Brasil que está em falta.

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    Vitória na Kick Light garantiu o primeiro dos três títulos conquistados em Curitiba (Fotos: Divulgação)

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    Lesão do oponente abriu caminho para Gilberto garantir o primeiro lugar em todas as modalidades (Fotos: Divulgação)

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    Bandeira de Nova Friburgo volta ao lugar mais alto do pódio em competições de artes marciais (Fotos: Divulgação)

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A VOZ DA SERRA não é competição, mas está sempre no pódio da informação

terça-feira, 16 de junho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Cruzem os dedos! É assim que a charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, entrou no clima de Copa do Mundo. O Cão Sentado, vestido a caráter, sonha com o hexa e Silvério não perdeu tempo para estimular a torcida. Vestir o Brasil de verde/amarelo é uma boa oportunidade para abrandar rixas e formar aquela “corrente pra frente” da Copa de 1970, quando éramos ainda “90 milhões em ação”.

Cruzem os dedos! É assim que a charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, entrou no clima de Copa do Mundo. O Cão Sentado, vestido a caráter, sonha com o hexa e Silvério não perdeu tempo para estimular a torcida. Vestir o Brasil de verde/amarelo é uma boa oportunidade para abrandar rixas e formar aquela “corrente pra frente” da Copa de 1970, quando éramos ainda “90 milhões em ação”.

Agora, que somos mais de 213 milhões de habitantes, é nosso dever torcer para uma bela apresentação da seleção canarinho. Apesar de algumas divergências e desencantos, a Copa do Mundo tem o dom de neutralizar e unificar multidões. É bonito o espetáculo de um estádio lotado, colorido, ordeiro e vibrante.

O Caderno Z me fez voltar aos tempos de infância, quando minha tia fazia simpatias para Santo Antônio. A que mais me intrigava era pingar vela numa bacia com água e o desenho que formasse seria uma resposta do santo casamenteiro ao pedido da titia. Se foi para “arranjar” um casamento, parece que não deu certo, pois titia a vida inteira viveu solteira. Outra opção era escrever o nome do rapaz cobiçado num pedacinho de papel que seria bem dobrado e colocado numa vasilha com água. De manhã, se o papel estivesse aberto, o desejo seria concretizado.

Santo Antônio tem o seu lugar cativo e continua sendo lembrado por seu exemplo de vida cristã e fé, embora a sua relação com os assuntos amorosos seja determinante até nas gerações atuais. As tecnologias dos aplicativos apenas facilitam os contatos e encontros, mas os sentimentos são da mesma matéria-prima dos tempos passados, ou seja, o amor romântico que busca o par perfeito para uma relação conjugal sólida e feliz.

A alegria é um ponto fundamental na existência humana e nada mais saudável do que a dança.  Um exemplo é a Quadrilha NPI, do Núcleo Ponto Ideal, do professor Mayck Coelho. O grupo já participou de eventos marcantes, incluindo apresentações no Sesc, em festas juninas e festivais de dança.

Sobre o distrito de Conselheiro Paulino, o Caderno Z fez um passeio agradável, registrando seus pontos característicos que tornam o bairro acolhedor e fundamental para o desenvolvimento de Nova Friburgo.

Em “Sociais”, dois aniversariantes da melhor qualidade: no domingo, 14, Girlan Guilland, meu personal Google, entre família e amigos abriu novo ciclo de sua expressiva existência. Super conhecedor da história e formação de Nova Friburgo, Girlan tem a mente inquieta e isso o leva a ser um ponto de interrogação ambulante nas questões onde a inteligência humana precisa atuar. Outra estrela atuante e que reflete luz por onde passa é a querida Izabel Cristina Nacre, na recepção de A VOZ DA SERRA. O próximo dia 19 será todo seu, embora pequeno para receber tantos abraços de felicitações.

Em tempos de Copa do Mundo todos os preparativos valem a pena porque a torcida não é pequena. Nossa cidade terá transmissões ao vivo em diversos espaços. As lojas, aos poucos, se vestem com as cores da nossa bandeira e algumas ruas vão saindo da rotina para colorir a vida dos passantes. É a maior competição mundial agora com 48 seleções, três países formando a sede e 104 jogos ao todo.

Entretanto, envolvidos mesmo estão os universitários Matheus Buzinari, Pedro da Cunha e Erick Kaiky, que representam a universidade Estácio de Sá e o Instituto Yduqs. Os alunos, que atuaram na Granja Comary, foram selecionados para atuar na cobertura da Copa, diretamente dos Estados Unidos. A viagem, além do víeis “teoria e prática” em grandes eventos nacionais e internacionais, há de ser um marco inesquecível na vida dos jovens. Parabéns e sucesso!

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O Plano Municipal da Mata Atlântica

sábado, 13 de junho de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
Ponte dos alemães (Foto: Regina Lo Bianco)

Parte 4

O que são os Comitês de Bacia Hidrográfica

Os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) são uma das principais inovações da política ambiental moderna no Brasil. Eles surgem para resolver uma questão: a água não respeita limites políticos (municípios/estados), então sua gestão precisa ser feita por bacia hidrográfica, com participação de todos os interessados.

Origem

Parte 4

O que são os Comitês de Bacia Hidrográfica

Os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) são uma das principais inovações da política ambiental moderna no Brasil. Eles surgem para resolver uma questão: a água não respeita limites políticos (municípios/estados), então sua gestão precisa ser feita por bacia hidrográfica, com participação de todos os interessados.

Origem

Após a redemocratização, com a Constituinte de 1988, as preocupações com o meio ambiente passaram a ocupar maior espaço de discussão no conjunto da sociedade. A Constituição de 1988 reconhece o meio ambiente como direito coletivo e, em seu artigo 225, garante o direito ao meio ambiente equilibrado, definindo a água como bem público, pois uma das preocupações fundamentais era com a gestão dos recursos hídricos, já que a água, além de começar a dar sinais de escassez, não tinha um arcabouço legal atualizado, exigindo políticas públicas modernas para sua gestão.

A gestão das águas

As águas, por surgirem em mananciais que formam rios e constituem bacias hidrográficas que transcendem os limites geográficos políticos, como municípios e estados, fazem com que a gestão desses importantes recursos deva ser de todos os envolvidos, desde a sua origem, no seu curso e no seu destino final, independentemente dos limites políticos dos diversos territórios.

Para isso, foi criada a lei 9.433/1997, conhecida como Lei das Águas, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH). Ela estabelece a gestão descentralizada, participativa e por bacia hidrográfica, definindo a água como um bem público de valor econômico, sendo a bacia hidrográfica a unidade territorial de implementação da PNRH (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm).

Posteriormente foram criadas pela lei 9.984/2000 a Agência Nacional de Águas (ANA) - https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9984.htm e a lei estadual 3.239/1999, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, regulou sua aplicação no território fluminense.

O valor das águas

O reconhecimento das águas como bem econômico, ao dar ao usuário uma indicação de seu real valor, serve para incentivar sua racionalização e obter recursos financeiros para o financiamento dos programas e intervenções contemplados nos planos de recursos hídricos. As águas foram definidas como bem público, sendo um recurso limitado e com valor econômico, tendo como uso prioritário o consumo humano, devendo sua gestão ser descentralizada e participativa.

Os comitês de bacia

Um dos instrumentos criados para a execução dessas políticas públicas foram os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs), entidades colegiadas, com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, reconhecidas e qualificadas por ato do Poder Executivo estadual.

Os CBHs têm representação tripartite: poder público (União, estados, municípios), usuários da água (indústria, agricultura, saneamento) e sociedade civil (ONGs, universidades etc.), cujas funções principais são: aprovar o Plano de Bacia, definir a cobrança pelo uso da água, estabelecer prioridades de uso, mediar conflitos e articular políticas ambientais. Podem financiar projetos ambientais, de saneamento, de recuperação de nascentes e outros relacionados ao meio ambiente e à saúde da população.

O Estado do Rio e Nova Friburgo

Atualmente, o Estado do Rio é dividido em nove regiões hidrográficas (RH), sendo que Nova Friburgo faz parte da RH VII Rio Dois Rios, com os rios Bengalas, Grande e Negro, em um sistema que deságua no Rio Paraíba do Sul, e da RH VIII Macaé/das Ostras, sendo, nesse caso, o principal rio o Rio Macaé, que nasce em Nova Friburgo e abastece o município de Macaé, tendo altíssimo valor ecológico.

Ambas as Regiões Hidrográficas são da maior importância para a Mata Atlântica, e a colaboração do Comitê de Bacia Rio Dois Rios será fundamental para a elaboração do futuro Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), que abordamos no último artigo dessa série. Falaremos mais sobre isso nos próximos artigos.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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Começo promissor

sábado, 13 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense tem dupla vitória em estreia na A2 Sub-17 e Sub-15

Mesmo longe de casa, os meninos do Friburguense não se intimidaram e iniciaram a caminhada no Campeonato Carioca da Série A2 de forma positiva, tanto no Sub-17 quanto no Sub-15. A competição teve início no último fim de semana, e o Frizão conquistou duas vitórias contra o Serra Macaense, no estádio Moacyrzão, em Macaé.

Friburguense tem dupla vitória em estreia na A2 Sub-17 e Sub-15

Mesmo longe de casa, os meninos do Friburguense não se intimidaram e iniciaram a caminhada no Campeonato Carioca da Série A2 de forma positiva, tanto no Sub-17 quanto no Sub-15. A competição teve início no último fim de semana, e o Frizão conquistou duas vitórias contra o Serra Macaense, no estádio Moacyrzão, em Macaé.

Primeiro a entrar em campo, o time juvenil bateu a equipe da casa pelo placar de 3 a 0. Gabriel marcou duas vezes, e Maicon fechou a conta, com todos os gols marcados na segunda etapa. Na sequência, o infantil bateu o Serra por 2 a 1, consolidando o início perfeito no Estadual. Os gols foram marcados por Caio e Herick, definindo o triunfo de virada, após a equipe da casa abrir o marcador.

O Tricolor terá folga na rodada deste fim de semana, e depois terá mais um compromisso longe de Nova Friburgo, contra o 7 de Abril, no dia 20. Os primeiros jogos no Eduardo Guinle serão no próximo dia 27, contra o Olaria, às 13h e 15h.

No Sub-17, o Frizão foi a campo com Thiago, Gabriel, Renan, Yuri e Iago Botelho; Renan Daudt, Suíço, Arthur Fábio e Gabriel; Maicon e Yan. Já a equipe Sub-15 foi escalada com Enzo, Lucas Santos, Bernardo Rodrigues, Conrado e Davi Buchelle; Davi Sabino, Herick, Ezekiel e Cauã Luca; PH e Caio Freitas. Os dois times são comandados pelo técnico Gedeil.

O Friburguense está no grupo A, uma chave com 12 equipes, ao lado de Pérolas Negras, Resende, Bonsucesso, Serrano, Americano, São Gonçalo, Petrópolis, Univassouras Artsul, Santa Cruz, Paraty e Rio de Janeiro.

Já o Grupo B terá Olaria, América, Audax Rio, Cabofriense, Araruama, Niteroiense, Campo Grande, Nova Cidade, Paduano, 7 de Abril e Serra Macaense, com o total de 11 times.

Regras

Serão 12 rodadas com todos jogando contra todos do outro grupo, sendo que um time do Grupo A sempre folgará na rodada, uma vez que uma chave tem número par de clubes e, a outra, ímpar.

O Friburguense irá folgar na segunda rodada, neste fim de semana. Após a disputa da primeira fase, avançam para as quartas de final as oito equipes melhor classificadas, sendo quatro de cada grupo.

O cruzamento olímpico será definido da seguinte forma: 1º Grupo A x 4º Grupo A, 1º Grupo B x 4º Grupo B, 2º Grupo A x 3º Grupo A e 2º Grupo B x 3º Grupo B. Nesta fase serão dois jogos de mata-mata, com os dois primeiros colocados de cada chave tendo vantagem no placar agregado e decidindo em casa.

Para as semifinais, os times seguirão enfrentando adversários do mesmo grupo, também em dois jogos de mata-mata, com as equipes mais bem classificadas na primeira fase tendo a vantagem do placar agregado e de jogar a segunda partida em casa.

Tabelão do Friburguense

  • 20/jun - Sáb - 7 de Abril x Friburguense
  • 27/jun - Sáb - Friburguense x Olaria
  • 04/jul - Sáb - Paduano x Friburguense
  • 11/jul - Sáb - Friburguense x América
  • 18/jul - Sáb - Nova Cidade x Friburguense
  • 25/jul - Sáb - Friburguense x Audax Rio
  • 01/ago - Sáb - Campo Grande x Friburguense
  • 08/ago - Sáb - Friburguense x Cabofriense
  • 15/ago - Sáb - Niteroiense x Friburguense
  • 22/ago - Sáb - Friburguense x Araruama
  • Foto da galeria

    Frizão estreia com vitórias importantes, impondo o seu jogo mesmo fora de casa (Divulgação / Friburguense)

  • Foto da galeria

    Tricolor da Serra terá folga na segunda rodada, e só jogará em casa no final do mês (Divulgação / Friburguense)

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Sepultados em pé?

sábado, 13 de junho de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 12 e 13 de junho de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes 

 

Edição de 12 e 13 de junho de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*)
 
Manchetes 
 
Sepultados em pé? - A ideia surgiu do vereador Benício Valladares, na reunião desta semana na Câmara Municipal, e está dando muito o que falar em Friburgo: sepultar em pé os mortos seria uma solução, para o problema do cemitério público que está totalmente saturado? Já que não é possível a construção de um novo cemitério, inclusive para atender principalmente ao bairro Olaria, ainda há a questão das gavetas, uma ideia satisfatória, mas que ainda depende de estudos. 
Os suíços que criaram o cemitério no centro de Friburgo, o São João Batista, utilizavam o sepultamento em pé, e até hoje algumas sepulturas do Cemitério da Irmandade ainda guardam esse costume.
 
Sinos do Carrilhão acordam cedo – Moradores do centro da cidade e até das avenidas Galdino do Valle e Comte Bittencourt estão informando que o badalar do novo carrilhão da Catedral São João Batista está acordando todo mundo muito cedo. A reclamação principal se refere ao toque das seis horas da manhã que incomoda a todos. O novo carrilhão tem três toques mais prolongados: às 6h, 12h e 18h.
 
SAAE vai mudar de endereço – O Serviço Autônomo de Água e Esgoto vai deixar ainda este ano suas dependências na Rua Fernando Bizzoto. Segundo o plano da Prefeitura de Friburgo, a mudança deve-se à centralização de todos os serviços municipais num só local, ou seja, no Palácio Barão de Nova Friburgo. Os proprietários do prédio do SAAE vão colocá-lo de imediato à venda, e deverá surgir no local um edifício de apartamentos.
 
Praça do Suspiro mutilada – A Praça do Suspiro se encontra praticamente  mutilada pelo governo local. Quem passa pela praça vê com tristeza o seu abandono e os monturos de ferro (teleférico), espalhado em seu centro. Até o monumento aos Pracinhas, que já rodou praticamente toda praça, agora está num canto.
 
Orelhões: o alvo fácil – Um orelhão situado em frente ao Hospital Santo Antônio foi pela segunda vez destruído. Os marginais não foram identificados. Em menos de dez dias, dois telefones públicos foram depredados. Na Rua Prudente de Moraes, na Vila Nova, a Telerj recompôs o aparelho pela primeira vez. Passados alguns dias, o mesmo orelhão foi arrancado e atirado dentro do rio.
 
Variante: as opções – O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem está estudando a construção de uma variante em Friburgo para evitar que o fluxo de veículos ao centro-norte fluminense passe pelo centro da cidade. A notícia foi enviada pelo DNER ao vereador Geraldo Pinheiro. Há duas opções: a primeira é de uma variante de nove quilômetros de extensão e a segunda, com 31 quilômetros. 
O DNER não deu mais detalhes sobre o assunto. Um estudo recente foi feito e chegou-se à conclusão que 40% dos veículos que se dirigem pela serra vem para Friburgo. 
 
Na política, a tendência é esta: Começam as conjecturas para as próximas eleições. Arena pode apresentar os nomes de Mário Dutra, Carlos Schuenck, Jofre Costa e Messias Teixeira, enquanto pelo MDB, os prováveis são: Alencar Barroso, José Luiz da Silva, Roberto Pinto, Oswaldo ou Regina Lehrer e Ítalo Spinelli    
 
Decisão de Vasco e Flamengo pela TV, só em Duas Barras - Quem quiser assistir a decisão do primeiro turno do Campeonato Carioca (Vasco e Flamengo), basta viajar até a cidade de Duas Barras, onde a população se cotizou e instalou uma repetidora do canal 10 de Juiz de Fora-MG que é captada no canal 3. Os bibarrenses assistem a todas as partidas de futebol transmitidas pela TV Tupi e realizadas no Maracanã. 
Quem tiver TV portátil de bateria poderá ligá-la no acendedor de cigarros do veículo e assistir aos jogos do próprio carro. A distância entre Duas Barras e Nova Friburgo de carro é percorrida tranquilamente em 40 minutos apreciando-se uma bela paisagem. Vale a pena!
 
Depois de vender o Cine Eldorado, viagem para a Europa - O sr. Rubens Paiva, proprietário do ex- cinema que virou agência do Bradesco, na Praça Dermeval Barbosa Moreira, se prepara com bagagens e tudo para conhecer o Velho Mundo, revela a colunista Ivete.
 
E mais
  • Publicada a relação dos assaltos da semana
  • Conservatório de Música faz 25 anos 
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim 

 

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Vida inteira

sexta-feira, 12 de junho de 2026
por Paula Farsoun

Junho chega trazendo corações nas vitrines, flores nas esquinas e declarações espalhadas pelas redes sociais. É o mês em que o amor ganha data marcada no calendário, como se precisasse de autorização para ser celebrado. Dia dos Namorados – 12 de junho! Uma data um tanto comercial para um símbolo que realmente merece ser celebrado, porque é o amor resistindo e arrancando sorrisos por aí.

Junho chega trazendo corações nas vitrines, flores nas esquinas e declarações espalhadas pelas redes sociais. É o mês em que o amor ganha data marcada no calendário, como se precisasse de autorização para ser celebrado. Dia dos Namorados – 12 de junho! Uma data um tanto comercial para um símbolo que realmente merece ser celebrado, porque é o amor resistindo e arrancando sorrisos por aí.

Mas a verdade é que o nunca coube em datas. Ele mora em instantes ao mesmo tempo em que mora em toda uma existência. Ele se faz presente no primeiro olhar trocado sem querer. Na conversa que se prolonga quando já não há assunto. Na estranha sensação de reconhecer alguém que acabamos de conhecer. Passa pela nossa mente que a alma gêmea existe e, que sorte a nossa, podemos estar diante dela!

O amor começa com uma espécie de encantamento. Uma pequena suspensão da realidade. O mundo continua girando, as contas continuam chegando, os compromissos permanecem os mesmos, mas algo muda silenciosamente dentro de nós. Como uma janela que se abre depois de muito tempo fechada. Os namorados conhecem bem esse fenômeno.

O início de uma história de amor costuma desafiar a lógica da importância. De repente, alguém que até ontem era um desconhecido passa a ocupar pensamentos, alterar planos e influenciar decisões. Tudo parece ligeiramente deslocado do lugar. Como se a vida, sem fazer alarde, tivesse acrescentado uma nova cor à paisagem de sempre.

Os namorados são especialistas em fundar geografias afetivas. Transformam esquinas comuns em marcos históricos, cafés em patrimônios emocionais e bancos de praça em monumentos particulares. Anos depois, ninguém mais se lembrará do que aconteceu naquela terça-feira específica de abril. Eles se lembrarão. Porque o amor tem o hábito de conceder eternidade a dias que, para o restante da humanidade, foram absolutamente comuns.

Acho bonito o amor jovem. Ele é cheio de urgências. Quer viver, ver, ouvir, contar, compartilhar. Quer estar perto. Quer conhecer todos os detalhes da vida do outro. É um amor que corre. Que desfruta. Que anseia. Bonito de ver. Lindo de viver.

Mais lindo ainda é o amor maduro. Ele dura, persiste, resiste. Parece naturalmente mais manso, mais resiliente, mais seguro. A vida, sábia como costuma ser, ensina que os sentimentos também amadurecem. E o brilho disso, poucos veem.  Uma árvore centenária não é menos bela do que uma muda recém-plantada. Pelo contrário. Ela carrega outras formas de beleza que poucos têm o privilégio de ver.

Os anos vão substituindo algumas emoções por outras. A ansiedade dos encontros dá lugar à tranquilidade da presença. A necessidade de impressionar cede espaço à liberdade de ser exatamente quem se é. Chega um momento em que o amor deixa de morar apenas no coração e passa a ocupar a rotina, a casa, os planos e as memórias.

O amor de anos é passado, presente e futuro interagindo dentro da gente e carimbando uma identidade só nossa. Só a gente sabe. Só a gente sente. Hoje brindo esse amor que dura, porque ele exige profundidade, comprometimento, entrega, decisão e a capacidade de reencontrar a mesma pessoa inúmeras vezes ao longo da vida. Amar a vida inteira a mesma pessoa é um aceite de fazer essa longa, linda e imprevisível viagem que é a vida de mãos dadas, literalmente.

Saúdo os que continuam encontrando razões para rir das histórias, para dividir os mesmos sonhos e para construir novos capítulos quando muitos acreditariam que o livro já estava completo. Neste Dia dos Namorados, gosto de pensar que o amor é menos uma fotografia e mais uma narrativa. E entre uma coisa e outra existe uma vida inteira.

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No topo do ranking

sexta-feira, 12 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense Vinicius Esteves na ponta do ranking do Dadinho Estadual 

Os botonistas do Friburguense brilharam novamente na modalidade Dadinho. Quatro dos melhores botonistas da equipe participaram de um dos torneios mais disputados do Brasil nesta regra, e Vinícius Esteves chegou novamente na final. O vice-campeonato veio mesmo com uma campanha invicta, com 11 vitórias e dois empates em 13 jogos.

Friburguense Vinicius Esteves na ponta do ranking do Dadinho Estadual 

Os botonistas do Friburguense brilharam novamente na modalidade Dadinho. Quatro dos melhores botonistas da equipe participaram de um dos torneios mais disputados do Brasil nesta regra, e Vinícius Esteves chegou novamente na final. O vice-campeonato veio mesmo com uma campanha invicta, com 11 vitórias e dois empates em 13 jogos.

A decisão contra Colla terminou empatada por 4 a 4, mas o adversário também não havia perdido e tinha a vantagem de empate, fazendo o gol do título nos segundos finais. Mesmo com a segunda colocação, Vinícius assumiu novamente a liderança do ranking carioca, prosseguindo com a sua caminhada em busca do bicampeonato.

Já Maurício Bonin obteve uma excelente classificação na categoria master 50+, chegando à fase de mata-mata. Quem também fez bom papel foi Carlos André Monstro, que passou bem na primeira fase e caiu também nas oitavas de final. Já Hiago chegou com chances reais de classificação, mas acabou eliminado ainda na primeira fase. 

 

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Vitoriosos

Maratona do Rio reúne milhares de participantes em mais uma edição

A Maratona do Rio teve a sua maior edição desde a criação do evento, em 2003. Com vários friburguenses participantes, a prova foi dividida em duas etapas, com a prova de 21 quilômetros sendo realizada no último sábado, 6, e a de 42 quilômetros promovida no domingo, 7. Apenas neste segundo dia foram mais de 17 mil corredores, fechando uma edição que reuniu cerca de 70 mil participantes ao longo de quatro dias de programação.

A edição de 2026 também marcou a estreia de um novo percurso para a maratona. Com largada na Praia da Reserva e chegada no Aterro do Flamengo, o trajeto resgata a tradição das antigas largadas na região do Pontal, passando por alguns dos principais cartões-postais da cidade, como São Conrado, Avenida Niemeyer, Leblon, Ipanema e Copacabana, antes de cruzarem uma reta final tomada por torcedores, arquibancadas e uma grande celebração na chegada.

A etíope Gadise Mulu Demissie venceu os 42 km feminino com o tempo de 2h25min47s e passou a deter a melhor marca já registrada em uma maratona de rua realizada em circuito aberto no Brasil. Ela foi seguida pelas compatriotas Tirfi Tsegaye Beyene (2h26min03s) e Azmera Abrha Gdey (2h26min20s).

Na elite masculina, a disputa também foi definida apenas nos quilômetros finais. O etíope Tsegaye Getachew cruzou a linha de chegada em 2h10min22s, seguido de perto pelo compatriota Atnyaehu Dagnachew Yisma, que completou a prova em 2h10min24s. O norte-americano Daniel Mesfun Teklebrhan terminou em terceiro lugar, com 2h10min45s.

Nos 21K, o brasileiro Fábio Jesus Correia conquistou o título em uma disputa emocionante decidida apenas nos metros finais. Com o tempo de 1h01min53s, o atleta superou por apenas dois segundos o queniano Felix Muroki Kurui, segundo colocado com 1h01min55s. O ugandense Paul Simiyot Korir completou o pódio masculino com 1h02min05s.

No feminino, a vitória ficou com a queniana Margret Gat Chacha, que cruzou a linha de chegada em 1h11min11s. A etíope Alexa Samuel terminou na segunda colocação, com 1h13min24s, enquanto a tanzaniana Vality Adan Kidisi ficou em terceiro lugar, com 1h15min24s.

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    Friburguense Futmesa esteve representado por quatro de seus atletas na competição (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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    Evento reuniu dezenas de botonistas no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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    Vinícius Esteves ficou com o vice-campeonato em mais uma ótima participação (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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