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sábado, 25 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Maratona do Rio abre última chance para se inscrever nas provas deste ano

Quem ainda tem a intenção de correr a Maratona do Rio 2026 acaba de ganhar uma nova oportunidade. A organização do evento liberou um lote extra de inscrições para as provas de 21 e 42K e para o Desafio Cidade Maravilhosa (21 + 42K), contemplando vagas remanescentes. Há opções de kits com e sem camisa. Os interessados podem garantir a participação no site oficial da Maratona do Rio.

Maratona do Rio abre última chance para se inscrever nas provas deste ano

Quem ainda tem a intenção de correr a Maratona do Rio 2026 acaba de ganhar uma nova oportunidade. A organização do evento liberou um lote extra de inscrições para as provas de 21 e 42K e para o Desafio Cidade Maravilhosa (21 + 42K), contemplando vagas remanescentes. Há opções de kits com e sem camisa. Os interessados podem garantir a participação no site oficial da Maratona do Rio.

Novidade nesta edição, a organização adotou pela primeira vez um sistema de sorteio para as provas principais, inspirado em maratonas internacionais como Nova York, Londres e Tóquio. O modelo foi implementado com o objetivo de ampliar o acesso e tornar o processo mais transparente e equilibrado. As vagas disponibilizadas agora são provenientes de inscrições não confirmadas.

A edição de 2026 marca o retorno do percurso clássico da Maratona do Rio, com largada na Praia da Reserva, no Recreio dos Bandeirantes, e chegada no Aterro do Flamengo. O trajeto percorre a orla das zonas sudoeste e sul da capital, passando por pontos icônicos como São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Botafogo e Flamengo. Ao longo do percurso, os corredores têm o mar como cenário e acompanham o nascer do dia em boa parte da prova.

A retomada desse trajeto também possibilitou a ampliação do número de participantes. A mudança foi baseada em análises técnicas e na escuta da comunidade de atletas, buscando equilibrar crescimento, segurança e qualidade de experiência.

Com apenas 19 curvas, o percurso está entre os mais fluídos da América do Sul, favorecendo o desempenho esportivo. A altimetria predominantemente plana, com baixo ganho acumulado, também contribui para quem busca melhores marcas pessoais.

A Maratona do Rio 2026 será realizada entre os dias 4 e 7 de junho, reunindo as provas 5K, 10K, 21K (por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Rio de Janeiro, via Secretaria de Esporte e Lazer), além do Desafio Cidade Maravilhosa 21K + 42K.

As largadas das provas de longa distância acontecem nas primeiras horas da manhã, aproveitando condições climáticas mais favoráveis. Os atletas PCD iniciam às 5h25, seguidos pela elite às 5h30. A partir das 5h35, os demais corredores largam em ondas organizadas conforme seus tempos previstos.

Corrida em Nova Friburgo

Seguindo o calendário de eventos de corrida em Nova Friburgo durante este ano, a Tio Dongo Race acontece neste domingo, 26, com largada a partir das 7h, na Praça do Suspiro. Desafiando os atletas, o evento oferece três opções de percursos aos participantes: cinco, dez e 21 quilômetros. A estrutura contará com banheiros, guarda-volumes, ambulância, mesa de frutas, água e medalhas de participação, além de camisa do evento, número de peito, chip, isotônico, brindes, stands de parceiros e animação com DJ.

Os cinco primeiros atletas, das categorias, feminina e masculina, das provas de cinco e dez quilômetros receberão troféus e premiações em dinheiro, que variam entre R$ 50 e R$ 2 mil, totalizando R$ 14 mil em prêmios.

Além disso, os três primeiros de cada faixa etária, nas três provas, receberão medalha de bronze, prata e ouro. São elas: até 24 anos, 25 a 29 anos, 30 a 34 anos, 35 a 39, 40 a 44, 45 a 49, 50 a 54, 55 a 59, 60 a 64, 65 a 69 e acima de 70 anos.

 

Foto da galeria
Maratona do Rio abre última chance para se inscrever nas provas de 21K, 42K e Desafio Cidade Maravilhosa (Créditos: Divulgação/Maratona do Rio)
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Para muitos jovens, o ponto mais bonito da cidade ainda é a saída

quinta-feira, 23 de abril de 2026
por Lucas Barros

Há alguns anos escrevi sobre os jovens que vão embora de Nova Friburgo e, na maioria das vezes, não voltam. De lá pra cá, pouca coisa mudou — talvez só a naturalidade com que essa decisão passou a ser tomada. Ir embora deixou de ser um plano ousado e virou quase um roteiro esperado.

Nova Friburgo continua sendo uma cidade que forma, mas não retém. Temos um dos maiores polos universitários da região, com instituições que preparam gente qualificada, pronta para o mercado, pronta para o mundo. O problema é que, ao terminar a formação, esse mesmo mundo parece começar fora daqui.

Há alguns anos escrevi sobre os jovens que vão embora de Nova Friburgo e, na maioria das vezes, não voltam. De lá pra cá, pouca coisa mudou — talvez só a naturalidade com que essa decisão passou a ser tomada. Ir embora deixou de ser um plano ousado e virou quase um roteiro esperado.

Nova Friburgo continua sendo uma cidade que forma, mas não retém. Temos um dos maiores polos universitários da região, com instituições que preparam gente qualificada, pronta para o mercado, pronta para o mundo. O problema é que, ao terminar a formação, esse mesmo mundo parece começar fora daqui.

A cidade dá base de segurança, ensina, capacita, desenvolve — mas não absorve. É como se crescer, por aqui, tivesse um limite invisível, baixo demais para quem deseja mais.

E não é por falta de talento. É por falta de perspectiva. O jovem que quer construir carreira, empreender, inovar ou simplesmente encontrar oportunidades mais amplas, olha ao redor e não enxerga caminho. Falta ecossistema, falta incentivo, falta integração entre ensino e mercado. Falta, sobretudo, a sensação de que existe futuro profissional consistente dentro dos limites da cidade.

Enquanto isso, seguimos presos a um modelo que gira, mas não evolui. A economia se movimenta em ciclos previsíveis, sustentada por eventos pontuais nas praças, iniciativas que geram fluxo por alguns dias e depois se dissolvem. Há palco, há luz, há público — mas, quando tudo acaba, pouco permanece. Não se constrói continuidade. Não se cria base.

Falta de estrutura

Há uma diferença importante entre uma cidade que recebe e uma cidade que retém. Receber é momentâneo. Reter exige estrutura e base. E Friburgo, hoje, parece mais preparada para o movimento transitório (de trazer pessoas de fora para visitar e estudar) do que para a permanência. Funciona bem no imediato, mas falha no longo prazo. Encanta por alguns dias, mas não sustenta por anos.

O resultado disso é silencioso, mas constante. Jovens arrumando malas, famílias se reorganizando, trajetórias sendo continuadas em outros lugares. Não por falta de vínculo com a cidade, mas por necessidade. Porque chega um momento em que o afeto não compensa a ausência de oportunidade concreta – e eu me incluo nos milhares desses.

E é aqui que o tema se conecta com uma discussão mais ampla que já fizemos: não é falta de dinheiro. É falta de prioridade. Enquanto se fala em arrecadação, em cada vez taxas e empréstimos realizados pelo município, seguimos sem uma política pública estruturada para retenção de talentos. Não há estratégia clara para integrar universidades, empresas e inovação. Não há um plano consistente de desenvolvimento que olhe para o futuro.

Sem evolução

A cidade parece, em muitos aspectos, parada no tempo. Não pela ausência de potencial, mas pela falta de direção. O mundo mudou, as profissões mudaram, a forma de trabalhar mudou — e Friburgo ainda responde com estruturas de outra época. Quem quer acompanhar esse novo ritmo acaba, inevitavelmente, buscando outro lugar.

E isso tem consequência. Uma cidade que não retém seus jovens também não renova suas ideias, não oxigena sua economia, não se projeta para frente. Vai envelhecendo em seus modelos, repetindo fórmulas que já não respondem às demandas atuais. Vai ficando confortável no que já conhece — e cada dia mais distante do que poderia ser.

No fim das contas, a imagem que fica é simbólica. Todos com um sentimento inigualável de paixão pela cidade, mas para muitos jovens, o ponto turístico mais bonito de Nova Friburgo ainda é a Rodoviária Sul — com uma passagem só de ida. Não pela tranquilidade da cidade, não pela paisagem, mas pelo que ela representa: a saída como única alternativa de crescimento.

E isso deveria incomodar mais. Porque cada jovem que vai embora não leva só a própria história. Leva potencial, inovação, energia, capacidade de transformação. Leva consigo todos os grandes planos e o futuro de famílias. Leva consigo um pedaço do futuro que poderia ter sido construído aqui.

Nova Friburgo não precisa apenas formar bons profissionais. Precisa criar condições reais para que eles fiquem, cresçam e se desenvolvam dentro da própria cidade. Porque uma cidade que educa, mas não acolhe o próprio talento, está, aos poucos, abrindo mão de si mesma.

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Uma lenda friburguense

quinta-feira, 23 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Morte de Nelson da Conceição, ídolo do Vasco, completa 84 anos

Um dos nomes mais importantes da história do esporte brasileiro, quando o assunto é inclusão. E não apenas por esse fator: o friburguense Nelson da Conceição, o Chofer (apelido por ter sido "motorista de praça", termo usado na época para motorista de táxi), marcou história no Vasco da Gama e na Seleção Brasileira. Sua morte, em 24 de abril de 1942, completa 84 anos nesta sexta-feira, 24, e na eternidade de seus atos, dentro e fora de campo, Nelson continua sendo homenageado.

Morte de Nelson da Conceição, ídolo do Vasco, completa 84 anos

Um dos nomes mais importantes da história do esporte brasileiro, quando o assunto é inclusão. E não apenas por esse fator: o friburguense Nelson da Conceição, o Chofer (apelido por ter sido "motorista de praça", termo usado na época para motorista de táxi), marcou história no Vasco da Gama e na Seleção Brasileira. Sua morte, em 24 de abril de 1942, completa 84 anos nesta sexta-feira, 24, e na eternidade de seus atos, dentro e fora de campo, Nelson continua sendo homenageado.

Nascido em Nova Friburgo, no dia 18 de agosto de 1898, foi o primeiro goleiro campeão pelo Vasco, onde atuou entre 1919 a 1927. Foi também o primeiro goleiro vascaíno convocado pela Seleção Brasileira (juntamente com Paschoal e Torterolli) e, ainda, primeiro goleiro negro nas seleções brasileira e carioca. Com a Amarelinha, marcou seu nome na equipe de 1923, mesmo ano do primeiro título carioca do Cruzmaltino. No dia 11 de novembro daquele ano, o Brasil enfrentava o Paraguai com o primeiro goleiro negro da história da Seleção.

Até a estreia de Nelson, todos os goleiros que haviam vestido a camisa da Seleção eram brancos. Contudo, a qualidade do jogador friburguense sobrepôs todo o racismo que imperava no país. Tornou-se impossível não convocar o melhor da posição no Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

A ida para o Rio

A trajetória no futebol começa, de fato, quando Nelson mudou-se para a capital e começou a disputar partidas oficiais de futebol, com apenas 15 anos. Iniciou a carreira em 1915, no Paladino Football Club, clube filiado à Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA). Em 1916 atuava pelo Engenho de Dentro Athletico Club, onde se tornou tricampeão da Liga Suburbana. Em 1919, foi contratado pelo Vasco.

Ao chegar ao clube, Nelson era chofer de praça (taxista) no Engenho de Dentro, profissão proibida pela Liga Metropolitana. Para ser aceito, Nelson precisou deixar a profissão de taxista. Com a ajuda do Vasco, o goleiro passou a trabalhar na Casa Alberto, comércio de chapelaria, que pertencia a um torcedor do clube.

Apesar de toda retaliação por parte principalmente de dirigentes e torcedores adversários e da própria imprensa, Nelson "fugiu" do pedido de exclusão feito pela AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos) e que resultou na famosa Resposta Histórica do Vasco em 1924.

Na época, a liga solicitou que o clube excluísse 12 atletas, negros e operários, do seu quadro para que continuasse a disputar o campeonato. O Vasco se recusou a atender o pedido e não disputou a competição em 1924. Em decorrência do sucesso do time, a AMEA decidiu admitir o Vasco em 1925, o que se tornou um marco no desenvolvimento do futebol brasileiro, não somente pela luta dos jogadores de classes menos favorecidas, mas também por ter contribuído para a profissionalização dos atletas na modalidade.

A estreia no cruzmaltino

Nelson da Conceição estreou pelo Vasco no dia 23 de março de 1919, na vitória de 1 a 0 sobre o River/RJ, pelo Torneio Início da 2ª Divisão da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres). Com a camisa da Seleção Brasileira, conquistou a Taça Rodrigues Alves e a Taça Confraternidad Brasil-Argentina.

 A sua última partida pelo Vasco foi no dia 17 de julho de 1927, na vitória de 2 a 1 sobre o América do Rio, em jogo válido pelo Campeonato Carioca. Mesmo após deixar o clube, o goleiro seguiu como sócio do clube. No geral, Nelson da Conceição disputou 192 partidas pelo Cruzmaltino, com 123 vitórias, 27 empates e 42 derrotas. Nelson faleceu em 24 de abril de 1942 no Hospital Graffrée e Guinle, onde estava internado à custa do clube.

Foto da galeria
Uma das grandes personalidades do mundo do futebol, friburguense Nelson Conceição fez história para além dos campos (Divulgação / Arquivo)
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Estar de alma

quinta-feira, 23 de abril de 2026
por Camilla Fiorito

Estar com aqueles que amamos vai além de datas comemorativas. Eu nunca fui de datas, por mais que eu saiba os dias de aniversário das pessoas que fazem parte da minha vida de cor, e não espero que o outro se lembre do dia que vim ao mundo. Aliás, datas comemorativas mexem com uma parte interna que até hoje questiono: estar com quem amamos vai além disso. Muito além.

Estar com aqueles que amamos vai além de datas comemorativas. Eu nunca fui de datas, por mais que eu saiba os dias de aniversário das pessoas que fazem parte da minha vida de cor, e não espero que o outro se lembre do dia que vim ao mundo. Aliás, datas comemorativas mexem com uma parte interna que até hoje questiono: estar com quem amamos vai além disso. Muito além.

Conheço famílias que se reúnem em momentos específicos, apenas em comemorações, tiram fotos e mostram que ser família é aquele instante Doriana, onde nos comerciais desta margarina, todos festejam e sorriem, mostrando uma felicidade e união que é inexistente no dia a dia.

Ser e estar vai muito além disso, assim como a construção do que temos como família vai de acordo com a percepção de cada um. Temos a família biológica, a família que vivemos, a família que temos, a família que idealizamos, a família que escolhemos, onde os amigos têm participação crucial e irrevogável.

Estar é fazer-se presente e podemos exercer isso de muitas maneiras, pois estar em um lugar não significa viver por completo o instante que nos permite permanecer corporalmente.

Estar sem querer é como se estivéssemos em uma sala repleta de pessoas desconhecidas, sem se sentir à vontade de manter-se ali, vivendo aquele momento. O pensamento sai e se expande para outra esfera, onde o coração acelera e a vontade de ir sufoca as entranhas, que permanecem trêmulas percorrendo todo o nosso corpo. Nos deixa esgotados emocionalmente, ferindo à nós mesmos de um jeito indescritível. Diferente do não estar por não poder. Estar de alma é como se estivéssemos percorrendo por entre o silêncio do amor, que nos conforta. Subindo e descendo bosques que nos trazem paz, apreciando o mar e contemplando aquilo que mais nos dá prazer.

Nesta semana, é o aniversário do meu pai. São 70 anos vividos e sentidos com muitas lutas, dores e alegrias. Não estarei presente fisicamente, mas estarei de coração e por inteiro. Papai é uma daquelas pessoas que me fez perceber desde cedo que datas não precisam ser comemoradas, mas os momentos devem ser vividos, com intensidade e verdade.

Me mostrou que a vida é o agora, onde muitos caminhos, às vezes, de forma sinuosa, trazem obstáculos, mas também profundidade.

Herdei a sua intensidade, o seu modo de fazer até dar certo, a sua resiliência e perseverança. A presença e a nossa relação foram desenvolvidas através de uma prática não convencional, mas a segurança e a confiança se estabeleceram com uma solidez rara.

A dinâmica da nossa vida adulta nem sempre faz com que consigamos estar no mesmo lugar que o outro, mas a presença ultrapassa todos esses pontos.

Celebrar conquistas, a vida e qualquer outro momento que desejamos não precisa ser em datas específicas.

Celebre, seja em qual dia for!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Precisa de controle emocional?

quinta-feira, 23 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Uma pessoa deu uma resposta do por que sofre com descontrole emocional ao dizer que seu pai era assim. Influi na construção de nosso comportamento o fator genético e principalmente o que copiamos do comportamento do pai e da mãe na infância. As crianças copiam coisas boas e ruins dos pais e repetem na vida adulta, mesmo tendo prometido nunca agir como eles. 

Uma pessoa deu uma resposta do por que sofre com descontrole emocional ao dizer que seu pai era assim. Influi na construção de nosso comportamento o fator genético e principalmente o que copiamos do comportamento do pai e da mãe na infância. As crianças copiam coisas boas e ruins dos pais e repetem na vida adulta, mesmo tendo prometido nunca agir como eles. 

O primeiro passo para melhorar ela deu, que é reconhecer que tem este problema de descontrole emocional. Muita gente tem problemas de comportamento e negam ter, sempre jogando a culpa em algo fora de si. Em parte, a recuperação, paradoxalmente, começa com a aceitação da limitação. Você começa a mudar para melhor quando aceita seu problema, em vez de negá-lo. Aceitar não é o mesmo que concordar. É olhar para a realidade e ver que ela é um fato, que é verdade. Aceitar é parar de fugir. É admitir a verdade. Isso é o começo da recuperação. 

Faz parte da aceitação parar de se autoatacar e de se depreciar só porque você apresenta ainda defeitos de caráter. Desvalorizar a si mesmo por ter estes problemas só afunda mais. Você pode olhar para seu lado não saudável, talvez impulsivo e dizer para si: “Puxa! Que chato agir assim! Mas eu não sou só isso. Este comportamento que não gosto é parte de mim, não é o meu eu (self) todo.” Ou seja, olhe para si e veja que existe uma parte mental saudável que analisa o lado não saudável e vê que ele existe. É este lado saudável que pode entrar em ação para ajudar o lado doentio.  

Observe quando e o que produz descontrole em você, daí é possível começar a prevenir a recaída no comportamento ruim. Como? Ao perceber o fator gatilho, se possível se afaste dali. Fator gatilho é tudo aquilo que dispara uma reação desagradável em sua mente e comportamento. Se não der para se afastar, use o “lado saudável” de sua personalidade para comandar sua atitude.

Diga para si: “Isto está me deixando furiosa! Já sei que quando isto acontece tenho tendência de perder meu controle emocional. Mas não vou permitir isso. Quem manda em mim sou eu, não minha emoção.” Em seguida, focalize sua mente em outra coisa. Execute uma tarefa. Faça uma oração pedindo a Deus vitória sobre seu descontrole. Tome um copo de água. Respire fundo umas seis vezes de frente da janela aberta ou vá ao ar livre e faça isto. Comece a cantar um hino cristão, ouça uma música calma, serena. 

O “segredo” é descobrir o que dispara o descontrole e usar o lado saudável para lhe “dar um colo” e também para disciplinar as emoções. O descontrole pode ser comparado com uma criança que faz pirraça porque quer picolé na hora de sentar para o almoço. Ela quer o picolé porque quer. Daí a sua “mãe-pai” bom interno dirá com carinho e firmeza: “Querida, não, agora não é hora de chupar picolé!” Ou seja, diga para si mesma: “Não preciso repetir agora o mesmo comportamento ruim que via em meu pai/mãe. Não preciso!” Em seguida dê colo para si mesma, o que significa controlar seu impulso nervoso pela ação da graça de Deus que você havia pedido a Ele e por sua decisão de não se deixar levar pelo impulso imaturo. 

Isso é um exercício diário. Não vai mudar rapidamente, porque, afinal são tantos anos repetindo comportamentos ruins, não é? E precisa fazer esse treino um momento de cada vez. Vai dar certo. Leva tempo, mas se praticar, a vitória virá gradativamente. Um dia de cada vez. Uma situação de cada vez. Se recair, levante e recomece esse trabalho mental em busca de autocontrole emocional. A medicação não faz isso em seu lugar. Nem o seu psicólogo, psiquiatra ou qualquer outra pessoa. É você mesmo.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG  @claramentent
Tik-Tok claramentent
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Primeiro triunfo

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Em casa, Frizão conquista primeira vitória na B2 Sub-20

O time sub-20 do Friburguense conquistou a sua primeira vitória na Série B2 Estadual da categoria, fazendo valer o seu mando de campo. Jogando no estádio Eduardo Guinle, o Tricolor da Serra bateu o Rio de Janeiro pelo placar de 3 a 2, em duelo válido pela terceira rodada da competição. Antes, o Frizão havia sido derrotado por Paduano e Belford Roxo.

Em casa, Frizão conquista primeira vitória na B2 Sub-20

O time sub-20 do Friburguense conquistou a sua primeira vitória na Série B2 Estadual da categoria, fazendo valer o seu mando de campo. Jogando no estádio Eduardo Guinle, o Tricolor da Serra bateu o Rio de Janeiro pelo placar de 3 a 2, em duelo válido pela terceira rodada da competição. Antes, o Frizão havia sido derrotado por Paduano e Belford Roxo.

Com os três primeiros pontos garantidos, o Tricolor da melhora a sua colocação da Taça Maracanã (primeiro turno da competição). O time de Nova Friburgo volta a campo nesta quinta-feira, 23, quando encara o Paraty, às 15h, no estádio Nélio Gomes.

Nessa terceira rodada, o Friburguense foi a campo com Thiago, Danilo, Bryan, Kauã e Iago Botelho; Renan, Juninho, Ryan e Gabriel; Maicon e Marcinho. O Frizão é comandado por Gedeil.

A edição deste ano do torneio conta com a participação de oito equipes, que se enfrentam em turno único, classificando quatro para as semifinais e finais. Além do Frizão, participam CIG 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty. O campeonato é disputado em três fases: Taça Maracanã, semifinal e final. Ao término das sete rodadas, o primeiro colocado em pontos ganhos será declarado campeão da Taça Maracanã. Os quatro melhores classificados disputarão a semifinal do campeonato.

Série A2 adiada

A Série A2 do Campeonato Carioca ganhou uma nova data para começar. Atendendo um pedido das 12 agremiações participantes, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) adiou o início da competição para o próximo dia 29. Segundo a entidade, a solicitação dos clubes acontece após todos indicarem que se encontram em fase final de negociação com vistas à formalização de contrato de patrocínio comum a todas as associações.

“Considerando o propósito da Ferj em não interferir ou prejudicar os times no complemento do processo para finalização do patrocínio, que é de extrema importância para os mesmos, a entidade atendeu o pedido, já que o adiamento não vai prejudicar o andamento e nem o calendário previsto para a realização da competição”, finaliza o comunicado da Ferj.

América, Americano, Araruama, Audax, Bonsucesso, Cabofriense, Olaria, Pérolas Negras, Resende, São Gonçalo, Serrano e Maricá, rebaixado da Série A, são os participantes.

O modelo de disputa será o mesmo dos últimos anos. Os 12 clubes jogarão a primeira fase em turno único (Taça Santos Dumont), no formato de pontos corridos. Os quatro primeiros se classificam para a semifinal, e apenas o campeão garante vaga na primeira divisão do ano que vem. Os dois últimos serão rebaixados para a Série B1.

 

Tabelão do Friburguense

Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle

Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes

Friburguense 3 x 2 Rio de Janeiro, Eduardo Guinle

23/abr - Qui - 15h - Paraty x Friburguense, Nélio Gomes

30/abr - Qui - 15h - Friburguense x 7 de Abril, Eduardo Guinle

07/mai - Qui - 15h - Serra Macaense x Friburguense, Claudio Moacyr

14/mai - Qui - 15h - Friburguense x Santa Cruz, Eduardo Guinle

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Com questões burocráticas a resolver, A2 tem início adiado para a próxima semana (Foto: Divulgação Ferj)
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Maldades silenciosas

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Tereza Malcher

No processo de “passar adiante”, ou seja, depois de ler um livro, uma leitora passa a outra, recebi “Trilogia de Copenhagen: infância, juventude e dependência”, da autora dinamarquesa Tove Ditlevsen, uma obra-prima autobiográfica. Ao começar a ler percebi a crueza da vida da protagonista em Copenhage e dos seus vizinhos em período anterior à Segunda Guerra.

No processo de “passar adiante”, ou seja, depois de ler um livro, uma leitora passa a outra, recebi “Trilogia de Copenhagen: infância, juventude e dependência”, da autora dinamarquesa Tove Ditlevsen, uma obra-prima autobiográfica. Ao começar a ler percebi a crueza da vida da protagonista em Copenhage e dos seus vizinhos em período anterior à Segunda Guerra. Um sofrimento que atravessava gerações decorrente da falta de amor, dos vícios e da precariedade de vida, que geravam maus tratos e descuido com familiares, especialmente com os filhos, sempre indefesos às agressões, humilhações e ausências.

Conversando com a amiga que me deu o livro, ela falou sobre as maldades silenciosas. Suspirei fundo: ah, são tão sutis, que podemos nem as perceber claramente. Contudo, são as mais insidiosas que surgem através de ciladas e formas enganosas de agir e de falar. Traiçoeiras, posto que parecem atitudes comuns, porém, na sua essência, são perigosas e ferinas.  

As maldades silenciosas encontram espaço propício nos campos profissional, emocional e social. Comumente surgem mascaradas de manipulações, brincadeiras, esquecimentos ou até falsas preocupações. Verdadeiros venenos que acontecem lentamente, pingados em conta-gotas, o que torna difícil para a vítima se dar conta, podendo até pensar ser sensível demais ou mesmo que o erro é dela.

Quando acontecem em relações afetivamente próximas, as maldades silenciosas são intencionais e fazem a vítima sofrer. Acontecem de várias formas e uma das mais comuns é a Lei do Silêncio, um modo de pressionar ou punir o outro a agir de um modo ou fazer algo contrário à vontade da vítima. A distorção da realidade faz com que a pessoa tenha dúvidas, inclusive de si mesma ou pense que está exagerando ou dramatizando. Os esquecimentos fundamentados no “sem querer” são uma das formas mais veladas das maldades silenciosas. As fofocas, principalmente as de cunho caluniosos, tão comuns, são como pontas de faca afiadas que ferem a dignidade, a autoestima e a imagem de alguém. Não posso deixar de falar da crueldade das brincadeiras de mau gosto, muitas vezes acompanhadas da exclamação: “você não tem senso de humor”.

As maldades silenciosas são diferentes das explícitas. Primeiramente não são óbvias, são difíceis de confrontar, justificar e denunciar. A seguir, causam um choque imediato, seguido de constrangimento e mágoa, ferindo com maior ou menor profundidade, mesmo sem causar dor física. Os impactos são emocionais e deixam marcas tristes que podem abalar. Geralmente é um ato de maldade silenciosa repetido, podendo prejudicar a construção da história de vida de uma pessoa.

As maldades atravessam gerações que formam o ciclo do trauma e da herança comportamental. São feridas emocionais que não são curadas em uma geração e tendem a se repetir na outra. Assim, podem se tronar uma moeda de troca ou um padrão de sobrevivência para o mundo, como o roubo, o golpe, o latrocínio.

As amarguras e os ressentimentos também podem ser passados de uma geração a outra, inclusive até de forma inconsciente. Toda maldade que não é tratada e transformada, permanece viva, fazendo com que seja percebida como padrão de comportamento e sobrevivência.

Noutro dia, no mercado, fui passar no caixa e dei “Bom dia!” com sorriso. A moça olhou para mim e disse:

- É raro alguém me cumprimentar assim!

- Como? – perguntei.

- A maioria das pessoas passa por mim e não me cumprimenta. Pagam as compras e vão embora sem agradecer ou dizer alguma palavra de despedida.

Ou seja, o hábito de ignorar o outro se torna uma atitude natural e vai de geração em geração. Nas pequenas ausências de gestos, nas atitudes de ironia, escárnio e humilhação, vamos perdendo o sentido humanização.

A maldade é um dos maiores desafios da humanidade desde os tempos mais remotos. Uma intenção de causar mal a alguém é decorrente de um modo de agir com a finalidade de prejudicar, levar vantagem ou mesmo de sentir prazer. Na maioria das vezes, o mal se apresenta disfarçado de beleza e sedução.

Mas aí vem a questão: o que estamos fazendo com o que nos acontece? Essa pergunta é o primeiro passo para interromper o fluxo que, a seguir, exige um processo de autoconhecimento, terapia e transformação nos modos de ver o outro e a si mesmo e de viver a vida. 

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Criatividade e sustentabilidade

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Alex Santos

O turismo regenerativo em pauta no WCD

Participe da minha atividade nesta quarta-feira, às 11h

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável!

Entre esta terça-feira, 21, e quinta, 23, Nova Friburgo se conecta a um movimento global que vem ganhando força em diferentes partes do mundo: o World Creativity Day (WCD). Mais do que um evento, trata-se de uma grande rede colaborativa que reconhece a criatividade como uma das principais ferramentas para enfrentar desafios sociais, ambientais e econômicos do nosso tempo.

O turismo regenerativo em pauta no WCD

Participe da minha atividade nesta quarta-feira, às 11h

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável!

Entre esta terça-feira, 21, e quinta, 23, Nova Friburgo se conecta a um movimento global que vem ganhando força em diferentes partes do mundo: o World Creativity Day (WCD). Mais do que um evento, trata-se de uma grande rede colaborativa que reconhece a criatividade como uma das principais ferramentas para enfrentar desafios sociais, ambientais e econômicos do nosso tempo.

Neste ano, toda a programação acontece na Arp (patrocinadora do evento), reunindo uma diversidade de atividades gratuitas e a presença de especialistas de diferentes áreas, promovendo encontros, aprendizados e, principalmente, conexões transformadoras.

Eu estarei à frente de uma dessas experiências, nesta quarta, 22, às 11h, no Espaço SustentArp. A atividade que proponho não é apenas para assistir. É para participar, construir e viver. Começaremos com um momento de interação em roda de conversa, onde convidarei todos os presentes a construírem juntos uma carta para o futuro de Nova Friburgo, que será publicada neste jornal na minha próxima coluna, no dia 5 de maio. Mais do que um exercício simbólico, essa carta será um registro coletivo de ideias, desejos e compromissos.

Para tornar essa construção ainda mais dinâmica e inclusiva, utilizaremos um grupo no WhatsApp como ferramenta tecnológica de participação em tempo real. Durante a atividade, farei perguntas e cada participante poderá contribuir com palavras-chave, formando um painel vivo de percepções sobre a cidade que queremos. É uma forma simples, acessível e extremamente potente de dar voz às pessoas.

Experiência com reflexão

Na sequência, seguiremos para um momento que encanta e, ao mesmo tempo, educa: a vivência com abelhas nativas sem ferrão, conduzida por Adriana Santos, formada em biologia, sendo também minha companheira e sócia. Teremos uma colmeia viva em uma caixa pedagógica com visor transparente, permitindo uma observação segura e próxima. Mais do que uma experiência curiosa, é um convite à reflexão: cerca de 70% dos alimentos que consumimos dependem da polinização. Proteger essas abelhas é proteger a vida, a produção de alimentos e o equilíbrio dos ecossistemas.

Colocando a mão na massa

Na oficina prática, os participantes irão produzir seus próprios vasos autoirrigáveis a partir de garrafas PET reutilizadas — materiais coletados no alto do Teleférico, onde a EcoModas incentiva o descarte correto de embalagens plásticas vazias de água mineral. Vale lembrar: uma garrafa plástica pode levar mais de 400 anos para se decompor na natureza. Ao reutilizá-la, evitamos que esse material siga para rios, mares, matas ou aterros, e ainda damos a ele uma nova função.

A atividade envolve etapas simples, mas carregadas de significado: corte, montagem com barbante de algodão, preparo com terra e o plantio de uma muda de planta. Cada participante leva seu vaso para casa — não apenas como lembrança, mas como um símbolo de cuidado contínuo. Um detalhe importante: o sistema autoirrigável também evita a proliferação do mosquito da dengue.

Realizar essa atividade no Dia da Terra torna tudo ainda mais simbólico. É um lembrete claro de que o futuro não é algo distante — ele está sendo construído agora, nas escolhas que fazemos todos os dias. Se tem algo que aprendi ao longo da minha trajetória é que grandes transformações começam com pequenos movimentos — especialmente quando feitos de forma coletiva. O WCD é isso: um espaço de encontro, escuta e ação. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.

Para mais informações, acesse o link:
https://worldcreativityday.com/brazil/nova-friburgo/home ./ Nos vemos lá — para pensar, construir e cultivar, juntos, um novo futuro para Nova Friburgo.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

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Papa: Buscar o Pão da Vida

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Vatican News

O Papa Leão XIV presidiu missa em Saurimo, capital da província angolana de Lunda Sul, na manhã desta segunda-feira, 20. A cidade situa-se a 1.081 metros acima do nível do mar. Anteriormente, chamava-se Henrique de Carvalho, em homenagem a um explorador português que visitou a região, em 1884, e entrou em contato com o povo banto Lunda-Cokwe, um grupo etnolinguístico predominante no nordeste de Angola.

Procuramos o Senhor por gratidão ou por interesse?

O Papa Leão XIV presidiu missa em Saurimo, capital da província angolana de Lunda Sul, na manhã desta segunda-feira, 20. A cidade situa-se a 1.081 metros acima do nível do mar. Anteriormente, chamava-se Henrique de Carvalho, em homenagem a um explorador português que visitou a região, em 1884, e entrou em contato com o povo banto Lunda-Cokwe, um grupo etnolinguístico predominante no nordeste de Angola.

Procuramos o Senhor por gratidão ou por interesse?

O Pontífice ressaltou que Jesus Ressuscitado "ilumina-nos a via para o Pai e santifica-nos com a força do Espírito, para que transformemos o nosso estilo de vida segundo o seu amor". “Esta é a Boa Nova, o Evangelho que corre como sangue nas veias, sustentando-nos ao longo do caminho. Um caminho que hoje me trouxe até aqui, para estar convosco!”

A seguir, o Papa refletiu "sobre o motivo e o fim pelos quais seguimos o Senhor", que realizou "gestos eloquentes para manifestar a vontade do Pai: ilumina as trevas dando a vista aos cegos, dá voz aos oprimidos soltando a língua dos mudos, sacia a nossa fome de justiça multiplicando o pão para os pobres e os fracos". "Quem ouve falar destas obras põe-se à procura de Jesus", sublinhou o Papa.

"Ao mesmo tempo, o Senhor vê o nosso coração, perguntando-nos se o procuramos por gratidão ou por interesse, por cálculo ou por amor", disse ainda Leão XIV, recordando as palavras de Jesus: “Vós procurais-me, não por terdes visto sinais milagrosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes”.

Projetos de quem não deseja o encontro

De acordo com o Papa, as palavras de Jesus "manifestam os projetos de quem não deseja o encontro com uma pessoa, mas o consumo de objetos. A multidão vê Jesus como um instrumento para atingir outros fins, o vê como um prestador de serviços. Se Ele não lhes desse de comer, os seus gestos e ensinamentos não interessariam".

"O mesmo acontece quando a fé autêntica é substituída por um comércio supersticioso, no qual Deus se torna um ídolo que se procura apenas quando nos serve e enquanto nos serve. Até os mais belos dons do Senhor, que cuida sempre do seu povo, se tornam então uma exigência, um prêmio ou uma chantagem, e são mal compreendidos precisamente por quem os recebe", disse Leão XIV, acrescentando:

“O relato evangélico faz-nos, portanto, compreender que existem motivos errados para procurar Cristo, sobretudo quando é considerado um guru ou um amuleto da sorte. Também o objetivo que aquela multidão se propõe é inadequado: não procuram, efetivamente, um mestre a quem amar, mas um líder a reverenciar por interesse.”

Acolher o sentido das palavras de Jesus

"Bem diferente é a atitude de Jesus para conosco", ressaltou o Papa. "Ele não rejeita esta procura insincera, mas incentiva a sua conversão. Não manda embora a multidão, mas convida todos a examinar o que palpita no nosso coração. Cristo chama-nos à liberdade: não quer servos nem clientes, mas procura irmãos e irmãs a quem se dedicar com todo o seu ser."

“Para corresponder com fé a este amor, não basta ouvir falar de Jesus: é preciso acolher o sentido das suas palavras. Nem basta sequer ver o que Jesus faz: é preciso seguir e imitar a sua iniciativa. Quando, no sinal do pão partilhado, vemos a vontade do Salvador, que se dá a si mesmo por nós, então aproximamo-nos do verdadeiro encontro com Jesus, que se torna seguimento, missão e vida.”

Explorados pelos prepotentes e enganados pela riqueza

Jesus nos educa "a procurar de modo correto o pão da vida, alimento que nos sustenta para sempre. O desejo da multidão encontra assim uma resposta ainda maior e surpreendente: Jesus não nos dá um alimento que acaba, mas um pão que não nos deixa acabar, porque é alimento de vida eterna".

“O seu dom ilumina o nosso presente: com efeito, hoje vemos que muitos desejos das pessoas são frustrados pelos violentos, explorados pelos prepotentes e enganados pela riqueza. Quando a injustiça corrompe os corações, o pão de todos torna-se propriedade de poucos. Perante tais males, Cristo escuta o clamor dos povos e renova a nossa história: em cada queda levanta-nos, em cada sofrimento conforta-nos, na missão encoraja-nos.”

"Tal como o pão vivo que sempre nos dá, a Eucaristia, assim a sua história não tem fim e, por isso mesmo, remove o fim, ou seja, a morte, da nossa história, que o Ressuscitado abre com a força do seu Espírito. Cristo vive! Ele é o nosso Redentor. Este é o Evangelho que partilhamos, fazendo irmãos todos os povos da terra. Este é o anúncio que transforma o pecado em perdão. Esta é a fé que salva a vida", disse o Papa Leão.

Não viemos ao mundo para morrer

Em Jesus, "ganha voz o anúncio da nossa ressurreição", disse o Pontífice, ressaltando que "não viemos ao mundo para morrer. Não nascemos para nos tornarmos escravos nem da corrupção da carne, nem da corrupção da alma: toda a forma de opressão, violência, exploração e mentira nega a ressurreição de Cristo, dom supremo da nossa liberdade".

A palavra de Deus "é para nós regra de vida e critério de verdade", disse ainda o Papa. "É o Senhor quem traça a via para esta caminhada, não as nossas urgências, nem as modas do momento. Por isso, seguindo Jesus, o caminho eclesial é sempre um «Sínodo da ressurreição e da esperança»", disse Leão XIV, citando um trecho da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Ecclesia in Africa, de São João Paulo II. "O Senhor caminha sempre ao nosso lado, para que possamos prosseguir na sua estrada: o próprio Cristo dá orientação e força à caminhada, uma caminhada que queremos aprender a viver cada vez mais como deve ser, ou seja, de modo sinodal", concluiu.

Fonte: Vatican News

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Enfim, Botafogo volta a vencer e convencer

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Max Wolosker

Apesar de John, 171, Textor, do frangoleiro (mistura de frangueiro com goleiro) Neto e contar, de novo, com um técnico em início de carreira, o português Franclim Carvalho, o Fogão voltou a vencer e convencer. No último sábado, 18, na arena Condá, estádio da Chapecoense, com 21 minutos de jogo, o placar já mostrava 3 a 1 para o time de General Severiano, com uma exibição para lá de convincente, lembrando o desempenho do time campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores da América, de 2024.

Apesar de John, 171, Textor, do frangoleiro (mistura de frangueiro com goleiro) Neto e contar, de novo, com um técnico em início de carreira, o português Franclim Carvalho, o Fogão voltou a vencer e convencer. No último sábado, 18, na arena Condá, estádio da Chapecoense, com 21 minutos de jogo, o placar já mostrava 3 a 1 para o time de General Severiano, com uma exibição para lá de convincente, lembrando o desempenho do time campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores da América, de 2024.

Sem inventar, escalando jogadores nas suas reais posições. Com um meio de campo formado por Danilo, Edenílson e Cristian Medina que vem ganhando entrosamento e versatilidade e dois jogadores de frente, que vinham rendendo pouco, Mateus Martins e Arthur Cabral, mas que reencontraram seu melhor futebol, o time engrenou. Apesar de, no momento, ter a defesa mais vasada do atual Brasileirão com 22 gols sofridos, tem o ataque mais positivo com 22 gols marcados. Aliás, parece que agora, com o zagueiro Ferraresi atuando com mais firmeza e segurança que o antigo titular Bastos, a retaguarda começa a encontrar seu rumo, dando à equipe o equilíbrio que ela precisa, para um bom desempenho.

Atualmente, o Fogão está na nona colocação, com 16 pontos ganhos, mas um jogo a menos do que os demais participantes. Isso se deveu pela sua pífia participação no torneio pré-classificatório de grupos da Libertadores, quando era dirigido pelo horroroso Martín Anselmi. Esse argentino mudou completamente a maneira de atuar do Botafogo, insistindo com a atuação de três zagueiros, sendo sempre um improvisado, como era o caso de Mateo Ponte, lateral direito de origem e deslocado para a zaga. O uruguaio se sentia como um peixe fora d`água por não ter a menor noção da posição. Uma coisa é um improviso motivado por uma expulsão ou contusão, outra jogar os 90 minutos num setor que não era o dele.

Edenílson veio emprestado pelo Grêmio, onde não estava rendendo e sendo pouco aproveitado. No entanto, no Botafogo ele se transformou em peça importante do time e, a meu ver, tem lugar garantido, só devendo ser substituído, no caso da sua carga de atuação estar muito elevada. Mas, quem está surpreendendo mesmo é Mateus Martins. Atuando como ponta pela esquerda, autor de dois gols no sábado, o segundo deles de rara beleza, parece que desencantou e voltou a exibir o futebol que levou à sua contratação. É um dos artilheiros do time, na atual temporada, ficando atrás apenas de Danilo, que é também o melhor jogador do time e deve ter convocação garantida para a copa do mundo, correndo por fora pela titularidade da seleção. Joga muita bola.

Uma coisa que chama a atenção em Mateus Martins é que ao acreditar nele e escalá-lo com mais frequência, o treinador devolveu-lhe a confiança que ele precisava para suas atuações. Isso mostra que esse hábito de alguns “professores” de escalarem jogadores diferentes de um jogo para outro, não cria a consistência e o entrosamento que todo jogador e, por que não, toda equipe, não importa qual a modalidade, necessita para seguir adiante.

Com Franklin, o Botafogo está invicto a quatro jogos, sendo dois empates e duas vitórias. Apesar de ser estreante na profissão, como foi assistente do técnico Artur Jorge na temporada vitoriosa de 2026, ele já conhece vários jogadores do atual plantel. Além disso, tem a percepção de qual o melhor esquema a ser implantado na equipe, para que ela possa render e gerar bons resultados.  Atualmente, o Fogão é o líder de seu grupo, na Sul-Americana edição de 2026 e, apesar de não ter a mesma importância da Libertadores, é uma competição internacional e que garante vaga na principal competição do continente ano que vem.

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