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Sabor de conquista

terça-feira, 02 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Thiago Spitz, do NFFC, é vice da Copa do Brasil de Futmesa

Uma segunda colocação com sabor de conquista. Atleta do Nova Friburgo Futebol Clube, Thiago Spitz foi até a final da Copa do Brasil de futebol de mesa, na regra Dadinho, e ficou com o vice-campeonato. A competição foi realizada em Florianópolis-SC, e na grande decisão, Spitz acabou levando a pior diante de Rodrigo Bandini, do Fluminense, que venceu por 2 a 0 a final da Série Ouro e conquistou o tricampeonato.

Thiago Spitz, do NFFC, é vice da Copa do Brasil de Futmesa

Uma segunda colocação com sabor de conquista. Atleta do Nova Friburgo Futebol Clube, Thiago Spitz foi até a final da Copa do Brasil de futebol de mesa, na regra Dadinho, e ficou com o vice-campeonato. A competição foi realizada em Florianópolis-SC, e na grande decisão, Spitz acabou levando a pior diante de Rodrigo Bandini, do Fluminense, que venceu por 2 a 0 a final da Série Ouro e conquistou o tricampeonato.

O atleta friburguense teve a melhor campanha do geral na primeira fase, e celebrou o desempenho através das redes sociais. A campanha contou com 17 jogos, com 13 vitórias, dois empates e duas derrotas, com 51 gols marcados.

“Agradeço a todos que estiveram comigo nessa caminhada na Copa do Brasil. Foi um campeonato muito especial, de muita entrega, aprendizado e superação. Agradeço à minha família, amigos e a todos que torceram, acompanharam os jogos e enviaram mensagens de apoio durante o campeonato. Cada palavra fez diferença. Encerrar a competição como vice-campeão, conquistando a melhor campanha geral entre os 144 atletas participantes, é motivo de muito orgulho. Infelizmente o título não veio, por méritos do adversário, Rodrigo Bandini, que foi mais consistente no jogo decisivo, mas saio de cabeça erguida”, disse.

A campanha do atleta do Tricolor Carioca contou com 14 vitórias e apenas três derrotas, com 51 gols marcados e 17 sofridos. Na Série Prata, o título ficou com Gatto, do São Cristóvão-RJ; na Bronze, com Márcio Coelho, do Eldorado-MG; e na Extra, com André Araújo, da Assefe-DF. No Sub-18, Arthur Kruger, do Grajaú Tênis Clube, foi o campeão.

A 17ª Copa do Brasil contou com a presença recorde de 144 botonistas inscritos e foi organizada pelo Desterro Futmesa, com apoio da Federação Catarinense de Futebol de Mesa (FCFM) e chancela da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM).

“Agradeço companheiros de clube, que toda semana se reúnem para praticar e ajudar uns aos outros a evoluir, e também ao Nova Friburgo Futebol Clube, na pessoa do presidente Bachini e o diretor Edson Roberto Tavares, que nos acolhem e incentivam o esporte na nossa cidade há mais de dez anos. Diferente dos grandes centros, praticar o futebol de mesa no interior e se manter competitivo é um desafio gigante. Ter esse espaço é fundamental. Também deixo um agradecimento especial ao Kojala Filho, que abriu as portas do clube para mim e sempre acreditou no meu potencial, até mesmo quando nem eu acreditava”, finaliza Spitz.

Campanha até a finalíssima

Primeira fase – Sábado, 16 de maio
3 x 1 Davi Trigueiros - CSS-PR
4 x 2 Daniel Alves - Vasco-RJ
2 x 0 Pablo Martins - Suzano-SP
7 x 2 Jorge Arnald - Beira Rio-SC
6 x 3 Leandro Fernandes - Marcílio Dias-SC
3 x 2 Luiz Antônio - Eldorado-MG
4 x 0 Alberto Bueger - Poseidon-SC
2 x 0 Sérgio Santos - Continental - SC
 
Segunda fase – Domingo, 17 de maio
3 x 1 Arthur Kruger - Grajaú-RJ
1 x 2 Wellington- Cabofriense-RJ
1 x 1 Ricardo Ramalho - Base Forte-SP
4 x 2 Carlos Henrique - Continental-SC
4 x 3 Renato Souza - Eldorado-MG
 
Oitavas de Final
1 x 1 Carlos Belga - Flamengo-RJ
 
Quartas de Final
4 x 2 Brayner - Flamengo-RJ
 
Semi-Final
2 x 0 Hugo Carneiro - São Cristóvão -RJ
 
Final
0 x 2 Bandini - Fluminense-RJ
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    Thiago conquista vice-campeonato e celebra o desempenho e o feito em Florianópolis-SC (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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    Competição reuniu 144 atletas, e teve o atleta de Nova Friburgo entre os melhores colocados (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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A primeira encíclica de Leão XIV

terça-feira, 02 de junho de 2026
por Vatican News

Parte 1

“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo.

Parte 1

“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo.

Publicada no último dia 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial.

Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa”, nem “um mal em si mesma”. No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.

A Doutrina Social da Igreja

O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico”. Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho.

No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas.

É inaceitável subjugar uma nação 

Quanto aos princípios da DSI, Leão XIV aponta cinco: o primeiro é o bem comum, “forma social da dignidade reconhecida a cada um”. Em um ponto, o Papa é particularmente firme: “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua identidade e de contribuir com sua originalidade para a família das nações”. Consequentemente, “qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável”.

A tecnologia não deve estar nas mãos de poucos

O segundo princípio diz respeito à destinação universal dos bens: aí e em outros pontos da encíclica, Leão XIV insiste na necessidade de que as tecnologias não se concentrem nas mãos de poucos, alimentando a disparidade entre os incluídos e os excluídos da revolução digital. Daí decorrem o terceiro e o quarto princípios, a saber, a subsidiariedade – que exige a superação do paternalismo e do assistencialismo em favor da corresponsabilidade – e a solidariedade, “princípio e virtude” que se opõe à indiferença.

A justiça social 

O quinto princípio da Doutrina é a justiça social: na era digital, ela deve garantir a todos um acesso equitativo às oportunidades, proteger os mais vulneráveis, combater o ódio e a desinformação e submeter o uso das tecnologias ao controle público. Leão XIV aponta os migrantes como um “teste decisivo” nesse campo: a maneira como a sociedade os trata demonstra “se a ideia de justiça é guiada pelo medo ou pela fraternidade”.

Daí, o apelo tanto para salvaguardar “o direito à esperança” daqueles que são forçados a partir, garantindo-lhes vias seguras e legais, acolhimento digno e integração; quanto para promover “o direito de permanecer” de cada um em sua terra, em paz e segurança, enfrentando “as causas profundas” das migrações. O Pontífice entende que os cinco princípios se dirigem também à Igreja, chamada a “um exame de consciência”, a ouvir as “vítimas de abusos espirituais, econômicos, institucionais, sexuais, de poder e de consciência”, pois isso “é parte integrante de um caminho de justiça, que compreende o reconhecimento do dano, a reparação.

Um código ético para a IA

O terceiro capítulo – Técnica e domínio. A grandeza da pessoa humana diante das promessas da IA – ressalta que é preciso abordar a IA (Inteligência Artificial) com cautela, mantendo clareza sobre as responsabilidades em todas as suas etapas (accountability) e apostando em políticas e marcos jurídicos adequados, vigilância independente e educação dos usuários. Acima de tudo, é necessário um código ético submetido a critérios de justiça social compartilhada, pois “não serve uma IA mais moral se essa moral for decidida por poucos”. Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação.

Continua na próxima semana

Fonte: Vatican News

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O lugar das incidências

terça-feira, 02 de junho de 2026
por Tereza Malcher

Lendo um artigo sobre o trânsito, uma frase me chamou a atenção: o trânsito é o lugar onde tudo e todos se incidem. Onde há diversas formas e níveis de interação entre as pessoas, se motoristas e motociclistas, se pedestres e ciclistas, se passageiros e vendedores de sinal. Se animais, com seus donos ou não. Aqueles que estão na via, indo e vindo, sofrem os efeitos do clima, das obras, dos defeitos dos pavimentos, da hora apertada, dos conflitos políticos e sociais. Das esperanças e medos individuais e coletivos.

Lendo um artigo sobre o trânsito, uma frase me chamou a atenção: o trânsito é o lugar onde tudo e todos se incidem. Onde há diversas formas e níveis de interação entre as pessoas, se motoristas e motociclistas, se pedestres e ciclistas, se passageiros e vendedores de sinal. Se animais, com seus donos ou não. Aqueles que estão na via, indo e vindo, sofrem os efeitos do clima, das obras, dos defeitos dos pavimentos, da hora apertada, dos conflitos políticos e sociais. Das esperanças e medos individuais e coletivos.

O trânsito é a expressão da vida em movimento. É o espectro do que é visível e invisível em uma cidade, ao conter os sinais vitais de felicidade, angústia, raiva, gentileza, educação e egoísmo. É o termômetro dos níveis de civilidade de um lugar, a mais verdadeira expressão da educação de uma pessoa e de um povo.

A literatura, como as crônicas, os textos acadêmicos, os contos e romances e até poesias, busca no quotidiano a inspiração para produzir seus textos. Rachel de Queiróz, em janeiro de 1961, escreveu a crônica “Trânsito”, na qual, em função de um quase acidente com um caminhão na estrada Rio-Teresópolis, teceu críticas contundentes à falta de educação dos motoristas, como o não respeito às leis, desrespeito ao motorista que trafega na mão contrária, a embriaguez, dentre outros temas relevantes.

Acredito que sua crônica tenha motivado revisões na legislação do trânsito. O escritor, quando sensibilizado, transforma o quotidiano em literatura, oferecendo temas para os leitores refletirem. Aliás a literatura não tem finalidades pedagógicas, de julgar o certo e o errado, têm a função de mostrar a vida: é uma fotógrafa dos fatos, posto que sua competência está em possibilitar que esses fatos sejam vistos através das suas palavras.

Entre as atitudes de cortesia ao desrespeito, do caos à convivência consciente, entre a calma e a pressa, entre gestos educados e xingamentos, o trânsito revela o que cada cidade e cada cidadão tem de melhor e pior.

A crônica “Cupcake”, de autor desconhecido, aborda a loucura do trânsito ao descrever a vontade de um sujeito, após um dia de trabalho, de comer um cupcake exposto na vitrine de uma loja do outro lado de uma avenida movimentada, que estava para fechar. Primeiramente, teve o ímpeto de atravessar entre os veículos, desviando dos carros e caminhões que passavam em velocidade. Por bom senso, decidiu caminhar alguns metros até o sinal para atravessar com segurança, vislumbrando o bolinho a cada passo. Porém, ao chegar, a loja já havia fechado.

E as chuvas fortes, se são belas de serem vistas pela janela, contudo, nas ruas, na hora de maior intensidade de tráfego, pode ser motivo para engarrafamentos, impaciências, água jogada nos pedestres pelos carros quando passam pelas poças, freios que funcionam mal, água que entra no motor, pedestres cortando o meio das ruas para chegar mais rápido a seus destinos e motos costurando mais ainda os carros em fila. Tudo e todos se incidem nesses momentos, quando a população se torna refém do trânsito.

A poetisa Ana Cristina Cesar escreveu em um dos seus poemas:

“Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e

dos restos do dia, tira da tua boca

o punhal e o trânsito, sombras de

teus gritos (...) “

A via é um espaço coletivo, portanto, compartilhado. Não deveria ser lugar de estresses, medos e pressas. Não é um lugar anônimo. Pelo contrário, é identificado, comum e tem dono: nós!

A maior parte dos sinistros, com ou sem vítimas, é causado por falha humana. Dessa forma, no trânsito, o exercício da cidadania preserva a vida.

Para finalizar, deixo um micropoema de Carlos Drummond de Andrade.

“Stop.

A vida parou

ou foi o automóvel?”

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Águas da Mata Atlântica: sustentabilidade e fortalecimento da economia

terça-feira, 02 de junho de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, “embriagado” de boas ideias, propósito e um profundo orgulho de ver a sustentabilidade e o empreendedorismo local se transformando em realidade nas nossas montanhas!

Nova Friburgo é nacionalmente reconhecida por suas paisagens montanhosas, sua potência industrial e, cada vez mais, pela excelência de seu polo cervejeiro artesanal. Cruzando a fronteira do ecodesign, a EcoModas dá um passo inovador ao criar uma collab com indústrias da cidade para lançar sua própria linha de cervejas artesanais.

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, “embriagado” de boas ideias, propósito e um profundo orgulho de ver a sustentabilidade e o empreendedorismo local se transformando em realidade nas nossas montanhas!
Nova Friburgo é nacionalmente reconhecida por suas paisagens montanhosas, sua potência industrial e, cada vez mais, pela excelência de seu polo cervejeiro artesanal. Cruzando a fronteira do ecodesign, a EcoModas dá um passo inovador ao criar uma collab com indústrias da cidade para lançar sua própria linha de cervejas artesanais.
Mais do que uma bebida de alta qualidade, o produto foi minuciosamente projetado para se consolidar como o legítimo souvenir de Nova Friburgo — um presente que carrega a identidade, a pureza e a responsabilidade ecológica da nossa Região Serrana. Pelo fato de a sede da EcoModas estar posicionada em um dos principais atrativos turísticos do município, o teleférico, seus fundadores identificaram na própria linha de frente uma forte demanda dos visitantes por uma lembrança líquida que fosse verdadeiramente autêntica e representativa do território.
Com um forte simbolismo, este lançamento foi planejado para homenagear diretamente a Semana do Meio Ambiente que acontece nesta primeira semana de junho. A ideia do produto nasceu em 29 de março deste ano, durante as comemorações do aniversário da EcoModas.
Os rótulos, com ilustrações ricas e detalhadas, funcionam como verdadeiras janelas para as riquezas naturais do nosso município, rendendo um tributo às águas puras e cristalinas que brotam em nossas montanhas e escorrem pelo ventre da Mata Atlântica. É essa riqueza hídrica intocada que serve de base para os dois estilos lançados: a Brisa da Mata (uma cerveja Pilsen leve, clara, refrescante e perfeitamente equilibrada com 4,9% vol., ideal para todos os momentos) e a Seiva da Montanha (uma cerveja Session IPA autêntica, com 3,8% vol., amargor marcante de 60 IBU e notas lupuladas florais e herbáceas, sob medida para quem busca maior complexidade de sabor).
 
Fortalecendo a cadeia produtiva e a economia circular
É fundamental destacar o modelo de negócios integrado e desenhado para este projeto. Compreendendo que a EcoModas não atua como fabricante direta de bebidas, a marca identificou o imenso potencial da indústria cervejeira existente na região e a crescente demanda de seu público por produtos autênticos. Em vez de verticalizar a produção, a EcoModas optou por descentralizá-la, inserindo estrategicamente três outras empresas locais na cadeia de fornecedores, fomentando o cooperativismo e gerando impacto socioeconômico em rede.
O desenvolvimento da linha conecta os seguintes elos de excelência regional:
  • Lumiarina Cervejaria: Responsável pela elaboração técnica e intelectual das receitas. A empresa traz consigo a bagagem pioneira do projeto Ciclo do Vidro, iniciativa que permitiu trazer para Nova Friburgo um sistema que viabiliza o descarte correto de garrafas de vidro por qualquer cidadão para fins de reciclagem. Atualmente, o ponto coletor está localizado no SustentArp.
  • Cervejaria Pontal: Indústria que assume o rigoroso processo de envase e controle de qualidade das bebidas.
  • HN Comunicação Visual: Responsável pela confecção dos rótulos. Sob a ótica do upcycling, a empresa que é parceira de longa data da EcoModas produz os adesivos reaproveitando pontas e aparas de materiais gerados em sua própria rotina de produção, eliminando o desperdício de matéria-prima virgem.
Metas ecológicas e impacto comunitário
    Fiel ao seu manifesto regenerativo, cada lote dessa nova linha se traduz em floresta em pé. A EcoModas, que nasceu em 2010 em Nova Friburgo e já contribuiu com o plantio de mais de 35 mil árvores nativas, estabeleceu um compromisso técnico claro para este novo projeto: para cada 500 litros de cerveja produzidos, uma nova muda de árvore nativa é destinada ao plantio. E os resultados práticos dessa matemática verde já começaram a frutificar de forma altamente otimista.
Como fruto da campanha realizada no Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), dez mudas de Palmeira Juçara foram adotadas pela cliente e seguidora Catarina Wermelinger. O grande diferencial ecológico está na origem dessas plantas: elas foram cultivadas pela própria EcoModas reutilizando, como recipientes, cones de linhas descartados de sua confecção de moda sustentável — uma solução prática de upcycling que evita o uso de sacos plásticos tradicionais e ressignifica os resíduos do próprio processo produtivo.
Demonstrando como a responsabilidade socioambiental pode engajar comunidades, Catarina aproveitou o aniversário de seu neto para envolver os familiares e convidados na missão de plantar as mudas. O mutirão ecológico ocorreu em um sítio em Duas Barras, transformando uma celebração familiar em um ato coletivo de salvaguarda ambiental e recuperação do solo da região.
 
Consumo responsável e cidadania
A comercialização do produto é estritamente proibida para menores de 18 anos e traz o alerta indispensável: se beber, não dirija. Além disso, reforçando o cuidado com o pós-consumo, o próprio rótulo da cerveja contém dicas educativas e orientações para que o consumidor realize o descarte correto da embalagem.
Ao visitar o espaço conceito da EcoModas no alto do Teleférico, o público percebe que o portfólio vai muito além do vestuário ecológico. O que se oferece ali é um ecossistema vivo que estimula o empreendedorismo, fortalece a competitividade da indústria local, promove a sustentabilidade real e impulsiona o turismo de experiência de forma ética e integrada.
Ergam-se os copos: este é um brinde ao futuro sustentável da nossa terra!
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SOS Mata Atlântica

sábado, 30 de maio de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
Isabel Gakran e Carl Nduzi Gakran fundadores do Instituto Zág para salvar as araucárias da extinção (crédito: Anderson Coelho / Instituto Zág)

Na sequência dos artigos sobre o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), que em breve será uma realidade em Nova Friburgo, o artigo dessa semana já estava pronto, mas resolvi prestar uma homenagem e destacar os trabalhos de uma ONG que vem realizando há 40 anos um trabalho exemplar: a SOS Mata Atlântica.

Na sequência dos artigos sobre o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), que em breve será uma realidade em Nova Friburgo, o artigo dessa semana já estava pronto, mas resolvi prestar uma homenagem e destacar os trabalhos de uma ONG que vem realizando há 40 anos um trabalho exemplar: a SOS Mata Atlântica.

Na última terça-feira, 26, estivemos no Museu do Amanhã no Rio de Janeiro participando da bela e justa homenagem à essa ONG. Houve a apresentação de pequenos vídeos dos seus trabalhos mais recentes, de falas dos seus fundadores e seus atuais dirigentes, inclusive da presidente do conselho atual, a simpática Márcia Hirota.

Fomos bridados inclusive, com a apresentação de um vídeo das mulheres exemplares que trabalham pela restauração florestal e outro vídeo das ações pela restauração da Araucária do Instituto Zag. Clique no link:  https://www.instagram.com/institutozag/ São da tribo Xokleng, uma tribo quase extinta de Santa Catarina, que hoje luta não só pela sua própria sobrevivência como das espécies ameaçadas da região.

O evento contou com a presença do casal à frente dos trabalhos e de sua pequena e fofa filha chamada Zágtxo, que já os representou na ONU, hoje com quatro anos, cujo nome significa Floresta de Araucárias.

Ações da Fundação SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica participou e colaborou, direta ou indiretamente, de diversas ações ambientais relacionadas à região serrana do Estado do Rio de Janeiro, especialmente ligadas à conservação da Mata Atlântica. São ações de restauração florestal, monitoramento ambiental e políticas públicas. Presta apoio e fortalecimento de políticas públicas de conservação da Mata Atlântica, incluindo iniciativas de criação e valorização de unidades de conservação, RPPNs e corredores ecológicos na Serra do Mar. Tem participação em programas e campanhas de restauração florestal e recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica e projetos que incentivam reflorestamento com espécies nativas, com mais de 42 milhões de árvores nativas plantadas, o que é extraordinário.

Participa de ações de educação ambiental, mobilização social e campanhas públicas sobre proteção da Mata Atlântica, recursos hídricos e biodiversidade, frequentemente em parceria com escolas, ONGs locais, comitês de bacia e órgãos ambientais. Apoiou mais de 500 unidades de conservação em áreas de floresta, costa e mar.

Participa ativamente junto com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)  do Atlas da Mata Atlântica, sempre atualizado, com importantes informações para referência em pesquisas e educação. Clique no link: http://mtc-m21d.sid.inpe.br/ibi/sid.inpe.br/mtc-m21d/2026/05.19.14.25?forcehistorybackflag=1&parentidentifiercitedby=8JMKD3MGP3W34T/4C26B5L&forcerecentflag=0&searchinputvalue=&languagebutton=pt-BR&ibiurl.clientinformation.citingitem=sid.inpe.br/mtc-m21d/2024/09.06.19.24&linktype=relative

Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica

Além das inúmeras atividades citadas, a SOS Mata Atlântica dá atenção especial e apoia a elaboração e fortalecimento dos Planos Municipais da Mata Atlântica, ferramenta importante para municípios como Nova Friburgo planejarem conservação, restauração e uso sustentável do território.

Há uma página específica sobre o Plano, que vale ser visitada para compreender melhor essa iniciativa que em breve será parte das ações da defesa da Mata Atlântica no nosso município. Clique no link: https://www.sosma.org.br/politicas/planos-municipais-de-mata-atlantica?utm_source=chatgpt.com e o mapa com gráficos da Mata Atlântica no município. Clique no link: https://www.aquitemmata.org.br/#/busca/rj/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo

Alerta e mensagem importante da sua liderança

Uma das falas mais importantes do evento foi a do ex-deputado constituinte por São Paulo, Fábio Feldman, que fez um relato dos esforços dos parlamentares ambientalistas para a inclusão do artigo 225 da Constituição de 1988, que diz que “ Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Esse artigo baliza as ações de preservação da biodiversidade e qualidade de vida. No seu relato, o ex-deputado comentou sobre os trâmites para a inclusão desse artigo, no ambiente de restauração da democracia, favorável às ações civilizatórias.

Um ponto de destaque no seu discurso foi a denúncia dos riscos atuais do Congresso que vem fragilizando a legislação de defesa do meio ambiente, com sérios riscos de retrocesso em relação às conquistas duramente alcançadas após décadas de empenho e dedicação do conjunto da sociedade, servindo de alerta para focarmos nas escolhas futuras em candidatos que defendam o meio ambiente não apenas com palavras que nem sempre refletem suas ações, mas que defendam efetivamente a biodiversidade, defendam os licenciamentos ambientais, o monitoramento e punição das ações de degradação e criminosas, e tantas outras ações fundamentais dessa causa. Em breve estará em nossas mãos eleger quem efetivamente faça a defesa da Vida.

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Novo comando

sábado, 30 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Carlos Alberto Muzzi eleito para a presidência do Roqueano

Um dos clubes mais tradicionaisl de Nova Friburgo, o Roqueano Social Clube terá um novo presidente. Candidato único, Carlos Alberto Muzzi, o Bocão, foi eleito no último dia 17 de maio, e assumirá a presidência do Conselho Diretor do clube situado na via expressa para o biênio 2026-2028. Do total de 56 sócios participantes do pleito, 49 votaram de forma favorável para elegê-lo. Este será o quarto mandato de Bocão, substituindo Heraldo Klein.

Carlos Alberto Muzzi eleito para a presidência do Roqueano

Um dos clubes mais tradicionaisl de Nova Friburgo, o Roqueano Social Clube terá um novo presidente. Candidato único, Carlos Alberto Muzzi, o Bocão, foi eleito no último dia 17 de maio, e assumirá a presidência do Conselho Diretor do clube situado na via expressa para o biênio 2026-2028. Do total de 56 sócios participantes do pleito, 49 votaram de forma favorável para elegê-lo. Este será o quarto mandato de Bocão, substituindo Heraldo Klein.

Com um clube equacionado, manutenção constante dos espaços e contas em dia, o futuro presidente planeja dar continuidade ao que tem sido feito nos últimos anos e projeta agregar um novo espaço: um salão de festas para os associados, a ser construído em cima do salão de jogos, localizado na chegada ao clube.

“Esse é o meu principal objetivo. O Heraldo (antecessor) já fez um telhado que estávamos precisando, e agora darei continuidade ao trabalho feito. Alugamos um espaço para a prefeitura e não temos outro semelhante que seja direcionado aos associados. Por isso a ideia de construir o salão. Para levantar recursos, buscaremos parcerias com algumas pessoas, à exemplo do Jairo Wermellinger, que é sócio benemérito e sempre nos ajuda”, explica.

O clube da família

Conhecido como o “Clube da Família”, o Roqueano mantém uma boa piscina, campo de futebol society, quadra de areia, salão de baile, bar, saunas masculina e feminina e salão de jogos. Além disso, também conta com um salão capaz de receber em torno de 400 pessoas, com entrada independente pela via expressa.

Em termos estruturais, o clube evoluiu nos últimos anos, e dentre os mais novos espaços, está a bela sala de troféus que eterniza parte da sua história, juntamente com a da antiga fábrica Torrington.

Todas as sextas-feiras, o Roqueano promove bailes no espaço conhecido como Varandão, o que ajuda na arrecadação de recursos para manter o funcionamento e promover melhorias no clube. Atualmente, o quadro de associados conta com cerca de 250 pessoas.

“Temos um bom quadro de sócios, e o clube se mantém. Agora é dar prosseguimento à gestão do Heraldo, seguindo em frente para melhorar tudo o que nós já temos e o que já foi feito”, pontua o presidente eleito.

História

O Roqueano Social Clube nasceu a partir da paixão de alguns amigos por futebol. O grupo disputava a terceira divisão do campeonato amador da cidade e conquistava títulos. Com o passar do tempo e o enfraquecimento do amadorismo no município, os laços desportivos se desfizeram e os sociais ganharam força.

No início, quando a sede era localizada próximo ao antigo cinema São Clemente, o clube ficou famoso pelos bailes. Pouco tempo depois, o Roqueano mudou-se para um terreno ao lado do Colégio Municipal Dermeval Barbosa Moreira, também em Olaria, onde durante anos funcionou uma fábrica de calçados. Parte da atual sede foi comprada no início dos anos 80, e a construção do clube aconteceu de forma gradativa.  

Conselho Diretor - biênio 2026 / 2028

Presidente: Carlos Alberto Muzzi

Vice-presidente administrativo: Antônio Carlos Nogueira

Vice de Finanças: Rogério Shott Carriello

Vice Jurídico: Rodrigo Jardim Ascolly

Vice Social /Cultural: Misael Pereira da Costa

Vice de Esportes: Luciano Luiz da Silva

Vice de Patrimônio: João David Pinheiro Leite

Vice Aquático: Marllom da Silva Coelho

Vice Médico: Alexandre de Oliveira Pacheco

Vice de Relações Públicas: Celso Antônio da Conceição

Tesoureiro: Rogério Schott Carrielo

Diretor de Carteado: Rosaldo Sardou

Secretário: Antônio Carlos

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    Carlos Alberto Muzzi, o Bocão, irá para o seu quarto mandato à frente do clube (Foto: Divulgação)

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    Bocão e Heraldo, futuro e atual presidentes, alinham manutenção do trabalho que é realizado nos últimos anos (Foto: Divulgação)

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    Além de Bocão, presidente eleito do Conselho Diretor, Roqueano tem César Braga Gastim no comando do Conselho Deliberativo (Foto: Divulgação)

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BNH lança programa para empresa financiar casa para funcionários

sábado, 30 de maio de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 29 e 30 de maio de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes

 

BNH lança programa para empresa financiar casa e seus empregados – Por sugestão dos engenheiros Heródoto Bento de Mello e Ariosto Bento de Mello, feita durante a realização do I Pleinco, realizada em Nova Friburgo, BNH lança agora um programa para empresa financiar a casa própria para seus empregados. O fato merece destaque especial, pois foi exatamente dos dois engenheiros a ideia surgiu e é acatada pelo BNH.

 

Edição de 29 e 30 de maio de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*)

 
Manchetes
 
BNH lança programa para empresa financiar casa e seus empregados – Por sugestão dos engenheiros Heródoto Bento de Mello e Ariosto Bento de Mello, feita durante a realização do I Pleinco, realizada em Nova Friburgo, BNH lança agora um programa para empresa financiar a casa própria para seus empregados. O fato merece destaque especial, pois foi exatamente dos dois engenheiros a ideia surgiu e é acatada pelo BNH.
 
Mário Dutra cotado – O médico Mário Dutra já tem seu nome bastante cotado para disputar uma chapa arenista nas próximas eleições. O dr. Mário Dutra tem sido bastante sondado, mas prefere por enquanto não se manifestar sobre o assunto, esperando contudo uma posição oficial do partido.
 
Congresso Bíblico – Neste fim de semana se realiza mais um Congresso Regional das Testemunhas de Jeová no Colégio Estadual Canadá. O ponto alto do encontro está previsto para às 14h de domingo com um discurso público sobre o tema “Como o Reino de Deus o afeta”. No domingo pela manhã haverá batismo de novas testemunhas.
 
Javier esclarece convite para a vice-prefeitura – O médico Javier Flores falando a AVS afirmou que se sentia realmente prestigiado com a veiculação de seu nome para concorrer numa chapa para a vice-prefeitura, na próxima eleição. No entanto, ele ainda considera prematura esta ideia e, apesar de já ter se filiado à Arena, não pretende concorrer nas próximas eleições.
 
Distritos poderão ter sistema de radiotelefonia – Despachando, com o secretário de Serviços Públicos, Silvio Spinelli, o prefeito Amâncio Azevedo, determinou os estudos de viabilidades técnica e econômica para a instalação de um serviço de rádio, no alto da Caledônia, que permita a comunicação com a Zona Rural de Nova Friburgo que não é atendida pela Companhia Telefônica.
Ratos: Um para cada habitante – Há em Friburgo um rato para cada habitante, cifra que pode aumentar a cada dia, cabe às autoridades fazerem a diferença. Medidas paliativas poderiam ser desenvolvidas no município, no sentido profissional e de higiene. Hoje em Friburgo pode-se dizer que o problema é dramático e não se ouve ninguém falar sobre combater o aumento das ratazanas.
 
Country promove festa da cerveja e vinho – Duas grandes atrações para o inverno friburguense estão anunciadas no Colunão pelo Nova Friburgo Country Clube: o festival da cerveja e vinho, Friburgo poderá ser também sede do campeonato nacional de tênis.
 
Eldorado, o amor e a saudade de todos – O Cine Eldorado encerra suas atividades na próxima segunda-feira, com o filme “Uma Janela para o Céu”. Os proprietários do cinema não querem nenhuma manifestação. 
 
Francis veste a Miss Friburgo 1976 – Como aconteceu no ano passado, a representante friburguense ao título de Miss Estado do Rio 1976, a senhorita Mármara Liz, desfilará no Hotel Nacional, neste dia 30, com modelo exclusivo do figurinista Francis. Mármara visitou vários ateliers de costureiros cariocas, e chegou a conclusão que Francis não fica devendo nada a estes grandes nomes, além disso foi ele quem descobriu e a lançou para Miss Friburgo. Ela usará um belíssimo modelo helênico. “Foi com modelo de Francis que fui eleita Miss Friburgo, portanto criações me dão sorte”.
 
Imperatriz de Olaria fazendo inscrições – Os alunos da escola de samba Imperatriz de Olaria já podem fazer suas inscrições. Deverão procurar a firma Roberto Galvez, agência de Olaria, levando apenas dois retratos 3x4 para confecção de carteirinha.
 
Sociais
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: 
Leila Newton, Gustavo José Couto e Nilce Guimarães (29); Alfredo Noel, Márcia Marilda e Thais Campos (30); Melsene Schlupp, Antonio Valente e Luiz Paulo Moreira (31); Gilberto Paulo de Souza, Zuenir Carlos, Armando Gardon, Rosa Gentil e Angelo Fiasca (1º de junho); Eunice Macedo, Carlos Roberto, Zélia Maria e Sidney de Souza (2); Zaly Batista e Manoel Barante (3); Maria Alice, Sofia Ventura, Maria de Lourdes Enes, Cleverson Freitas, Beatriz Santos, Silvio Fabris e Carmem Ruiz (4).
 
E mais: 
  • O que esperar da política? 
  • Para quem tem carro, estacionamento é uma parada 
  • A moda infantil e suas cotações 
  • Comerciários de Friburgo vão ganhar CR$ 912,65
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 
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Casa não esquece

sexta-feira, 29 de maio de 2026
por Paula Farsoun

Há casas que continuam habitadas mesmo depois que as pessoas vão embora. Nos lares, mesmo depois que os moradores se vão, há versões antigas que permanecem silenciosamente espalhadas pelos cantos, como se fossem impregnadas nas paredes, nas janelas, entre fotografias esquecidas, xícaras lascadas que ninguém joga fora, bilhetes dobrados dentro de livros e perfumes que ainda resistem no fundo de alguma gaveta. Toda casa tem memória. E às vezes ela lembra de nós melhor do que nós mesmos.

Há casas que continuam habitadas mesmo depois que as pessoas vão embora. Nos lares, mesmo depois que os moradores se vão, há versões antigas que permanecem silenciosamente espalhadas pelos cantos, como se fossem impregnadas nas paredes, nas janelas, entre fotografias esquecidas, xícaras lascadas que ninguém joga fora, bilhetes dobrados dentro de livros e perfumes que ainda resistem no fundo de alguma gaveta. Toda casa tem memória. E às vezes ela lembra de nós melhor do que nós mesmos.

Outro dia abri um armário procurando uma caixa de documentos antigos e encontrei uma mulher que já fui. Ela estava ali, guardada entre certificados, cartões com validade vencida, cartas amareladas, bloquinho de anotações, fotografia 3x4 do tempo em que ainda era adolescente e outras reveladas em papel, daquelas que precisavam esperar dias para existir. Pude me lembrar do cheiro de um rolo de filme da Kodak que a gente comprava nas opções 12, 24, 36 ou 48 fotos (esta última, era a melhor opção, porém muito cara). Usávamos nossas máquinas de fotografar com cuidado, o flash, se usado, tinha que ser bem estudado, para não queimar uma fotografia à toa. Não gastar uma chance. Um registro a menos. Uma memória a menos para ser recordada para sempre.

Lembrei-me também do dia de juntar os rolinhos e levá-los para que fossem revelados. Levava dias para a entrega. E quando o envelope de fotos chegava, com aquele álbum da reveladora, com os plásticos para serem preenchidos por memórias, dava até uma emoção. As melhores fotos ficavam na frente. As demais, vinham na sequência. Bons tempos.

Fiquei olhando para aquela caixa com a estranha sensação de visitar alguém conhecido. E era. Só que aquela mulher já não mora em mim da mesma forma. As fotografias sabem disso antes da gente. As casas também...

Sabem quando deixamos de ouvir certas músicas. Quando abandonamos hábitos. Quando paramos de esperar alguém voltar. Há corredores que testemunharam choros abafados de madrugada. Mesas que ouviram despedidas definitivas. Sofás que acolheram silêncios mais dolorosos do que qualquer discussão.

Sabem das flores que colocamos naquele vaso que acabou manchando a madeira. Sabem de cada “parabéns” cantado nas festas de aniversário. Conhecem os sorrisos que foram dados para gente querida. Os abraços. Os momentos partilhados.

Existe uma intimidade entre as paredes e quem vive nelas. Uma cumplicidade inegável. Já parou pra pensar? Talvez por isso seja tão difícil mudar de casa. Não pela mudança em si, mas porque empacotar objetos é também tocar em pequenas arqueologias emocionais. Uma colher qualquer pode trazer de volta um domingo inteiro. Um cheiro antigo pode abrir uma porta que estava trancada há anos dentro da memória.

As casas acumulam tempos. A planta que alguém esqueceu na varanda. A marca de um quadro que já não está mais ali. A gaveta onde ainda existe um carregador de celular de um aparelho que nem existe mais. Pequenas permanências de vidas que foram acontecendo sem percebermos. E o curioso é que, enquanto tentamos organizar a casa, ela também nos organiza por dentro.

Há pessoas que conseguem viver em ambientes absolutamente neutros, sem história, sem afeto visível. Eu nunca consegui. Gosto das casas que parecem vividas. Das que têm livros fora do lugar, mantas sobre a poltrona, fotografias espalhadas e algum perfume emocional no ar. Casas excessivamente perfeitas me dão certa tristeza. Parecem não permitir que ninguém exista de verdade ali dentro. Porque viver desarruma. Amar desarruma. E toda casa sinceramente habitada acaba revelando isso em algum detalhe.

As casas nunca esquecem completamente quem amou dentro delas.

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​Com recorde de inscrições, Jogos Escolares do Rio começam neste fim de semana

sexta-feira, 29 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Os Jogos Escolares do Rio de Janeiro começam neste fim de semana, com disputas de diversas modalidades em todo o estado. Realizado pela Secretaria estadual de Esporte e Lazer, em parceria com a Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (Feerj), o torneio chega ao terceiro ano consecutivo em um novo formato de execução, que engloba todas as regiões fluminenses. O objetivo é ampliar a participação de estudantes de instituições públicas e privadas de ensino.

Os Jogos Escolares do Rio de Janeiro começam neste fim de semana, com disputas de diversas modalidades em todo o estado. Realizado pela Secretaria estadual de Esporte e Lazer, em parceria com a Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (Feerj), o torneio chega ao terceiro ano consecutivo em um novo formato de execução, que engloba todas as regiões fluminenses. O objetivo é ampliar a participação de estudantes de instituições públicas e privadas de ensino.

A edição de 2026 bateu recorde de inscrições, com 10.524, totalizando 1.182 a mais que no ano passado. Neste sábado, 30, acontecem as competições de vôlei, nas categorias feminina e masculina, na Barra Olímpica, no Rio de Janeiro. No mesmo dia, Campos dos Goytacazes recebe as disputas de basquete das regiões Norte e Noroeste, com jogos femininos e masculinos, no Colégio Salesiano, no Parque Tamandaré.

Já no domingo, 31, a ginástica artística reúne atletas de todas as regiões, nas categorias feminina e masculina, no Clube de Regatas do Flamengo, na cidade do Rio. As provas já definirão os ginastas que irão representar o Rio de Janeiro nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) deste ano. Em 2026, o número de modalidades esportivas aumentou, passando de 21 para 24, com a entrada da esgrima e do remo virtual, coordenados pelas respectivas federações estaduais, além da inclusão efetiva das Águas Abertas.

Expectativa

No ano passado, a competição contou com mais de nove mil inscrições das cinco regiões do estado, consolidando o crescimento do esporte escolar fluminense. Com o recorde de 2026, a expectativa é ainda mais alta para o sucesso da edição.

“Depois do sucesso das duas últimas edições, a ansiedade é grande por parte dos estudantes, e a expectativa é de muita emoção e diversão nas novas modalidades. Nosso objetivo é tornar o JERJ cada vez mais inclusivo, democrático e conectado com os interesses da juventude, superando a cada ano o engajamento em todo o estado do Rio de Janeiro”, ressaltou o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rodrigo Scorzelli.

Além de troféus e medalhas, os vencedores terão a oportunidade de representar o Rio de Janeiro nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), organizados pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar, e nos Jogos da Juventude, promovidos pelo Comitê Olímpico do Brasil.

O programa esportivo do JERJ 2026 contará com um amplo conjunto de modalidades individuais e coletivas. Entre as individuais estão Águas Abertas, Atletismo, Atletismo Adaptado, Badminton, Ciclismo, Ginástica Artística, Judô, Karatê, Natação, Taekwondo, Tênis de Mesa, Tiro com Arco, Triathlon, Wrestling e Xadrez, além da Ginástica Rítmica no feminino. Já nas modalidades coletivas, destacam-se Basquetebol, Futsal, Handebol, Voleibol e Vôlei de Praia.

Etapas

Os Jogos Escolares do Rio de Janeiro serão realizados em duas etapas, sendo a primeira regional, com competições nas Regiões Metropolitana I, Metropolitana II, Serrana/Lagos, Norte/Noroeste e Sul Fluminense. Os primeiros colocados nas etapas regionais serão selecionados para a segunda etapa, a estadual. De lá sairão os estudantes que vão representar o estado (pelo TimeRJ) nas competições nacionais. A grande final do Jerj será disputada na capital fluminense.

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    Evento vai movimentar as mais variadas localidades do Estado do Rio de Janeiro (Fotos: Divulgação / Jerj)

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    Recorde de inscrições e seleção para representar o Estado são alguns dos atrativos dos Jogos (Fotos: Divulgação / Jerj)

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Entre vaias e privilégios, parte da Câmara escolheu ao próprio bolso

quinta-feira, 28 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra

A Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou um auxílio-alimentação de R$ 50 por dia útil para os vereadores da cidade. Ao final do mês, o valor gira em torno de R$ 1 mil por parlamentar. O projeto foi aprovado por 11 votos favoráveis e oito contrários, em meio a vaias da população presente no plenário.

A Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou um auxílio-alimentação de R$ 50 por dia útil para os vereadores da cidade. Ao final do mês, o valor gira em torno de R$ 1 mil por parlamentar. O projeto foi aprovado por 11 votos favoráveis e oito contrários, em meio a vaias da população presente no plenário.

A votação ocorreu com 19 vereadores presentes. Onze votaram a favor: Janio Carvalho (União Brasil), Carlinhos do Kiko (PL), Cascão do Povo (Podemos), Walace Piran (PL), Dr. Bruno Silva (MDB), Tia Karla (Republicanos), Max Bill (MDB), Evandro Miguel (MDB) e Dirceu Tardem (PL). Oito votaram contra: Maicon Gonçalves (Mobiliza), Marcos Marins (PSD), Maiara Felício (PT), Cláudio Damião (PT), Ghabriel do Zezinho (Solidariedade), Romulo Pimentel (Podemos), Christiano Huguenin (PP) e José Carlos Schuabb (União Brasil).

Importante começar essa coluna com muita clareza e lucidez: a indignação popular não nasce exatamente do valor. Mil reais por mês, dentro do orçamento de um município inteiro, não representam um colapso financeiro. Não é esse o ponto central da revolta. O problema é o símbolo. O momento. O recado que se passa quando a prioridade da pauta política parece, mais uma vez, olhar primeiro para dentro da própria Câmara do que para fora dela.

Há menos de uma semana, o Hospital Municipal Raul Sertã foi alvo de autuações pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A decisão cita irregularidades graves nas refeições da unidade, incluindo larvas, cabelo e até caramujo em salada servida aos pacientes. Em paralelo, alguns vereadores parecem preocupados em não precisar gastar parte do próprio salário para almoçar.

E é justamente nesse cenário que a Câmara decide mobilizar tempo político para votar um benefício próprio. Talvez por isso a reação tenha sido tão negativa. Porque o cidadão comum olha para a própria realidade e percebe que, quando servidores brigam por reajustes mínimos em auxílio-alimentação, frequentemente enfrentam resistência, discursos de austeridade e debates intermináveis sobre impacto financeiro. Professores, por exemplo, muitas vezes precisam lutar por valores muito inferiores, como se cada pequeno aumento colocasse em risco toda a saúde fiscal do município.

Mas, quando o assunto envolve o próprio Legislativo, a tramitação parece ganhar velocidade diferente. A população não se revolta apenas com números — revolta-se com contrastes.

E aqui cabe um cuidado importante: criticar essa votação não significa defender que vereador tenha que trabalhar sem estrutura ou sem condições adequadas. Política séria exige dedicação, disponibilidade e responsabilidade. O problema não é existir remuneração ou benefício. O problema é quando a prioridade política se desconecta completamente do sentimento das ruas — e da realidade da cidade.

Em momentos de crise, a população espera sensibilidade. Espera exemplo. Espera que os representantes entendam que política também é percepção, timing e responsabilidade coletiva. Porque, no fim, o problema nunca foi apenas o valor do auxílio. O problema é a sensação de que, enquanto a cidade tenta sobreviver às próprias urgências, parte da política continua discutindo conforto.

E talvez o mais perigoso disso tudo seja o desgaste gradual da confiança pública. Porque decisões assim alimentam a percepção de que parte da política local se afastou da realidade cotidiana da cidade. Uma cidade onde há ruas abandonadas, mato alto, buracos recorrentes, dificuldades na saúde e uma constante sensação de improviso administrativo.

A votação simboliza uma classe política que, muitas vezes, parece mais eficiente quando o assunto envolve benefício próprio do que quando envolve o sofrimento da população. Simboliza uma desconexão perigosa entre prioridade institucional e necessidade pública.

No fim das contas, não são os R$ 50 por dia que produzem tanta indignação. É o que eles simbolizam. E isso pesa ainda mais quando falamos de vereadores que já possuem salários superiores a R$ 14 mil mensais líquidos— valor que, para a realidade de Nova Friburgo, está longe de ser baixo.

A discussão, portanto, não deveria ser apenas financeira. Ela é moral, política e simbólica. Porque toda decisão pública carrega uma mensagem. E a mensagem transmitida nesta semana foi péssima: R$ 50 no prato e zero constrangimento no plenário.

Não é o valor — é o recado. E o recado que muitos friburguenses ouviram foi simples e cruel: para alguns vereadores, garantir o próprio almoço parece continuar sendo mais urgente do que enfrentar os problemas reais da cidade.

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