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Hans Christian Andersen

terça-feira, 30 de junho de 2026
por Tereza Malcher

Em 1805, na Europa Setentrional, início do século XIX, na Dinamarca, em Odense, nasceu um dos maiores escritores de literatura infantil, Hans Christian Andersen, no dia 2 de abril. Dia em que é comemorado, em sua homenagem, o Dia Internacional da Literatura Infantil. Como também, recebe seu nome, o Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o “Nobel” da literatura infantil.

Em 1805, na Europa Setentrional, início do século XIX, na Dinamarca, em Odense, nasceu um dos maiores escritores de literatura infantil, Hans Christian Andersen, no dia 2 de abril. Dia em que é comemorado, em sua homenagem, o Dia Internacional da Literatura Infantil. Como também, recebe seu nome, o Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o “Nobel” da literatura infantil.

Andersen foi um escritor prolífero em diferentes estilos literários. Foi autor de poemas, peças de teatro, romances, poemas e relatos de viagens. Porém conquistou o universo infantil com os contos de fadas, que até hoje encantam a infância de gerações e lugares do mundo, inclusive a nossa e a de nossos filhos. Seus contos foram traduzidos para mais de 100 idiomas, adaptados para o teatro, cinema, desenhos animados e histórias em quadrinhos. Em livros, suas histórias foram editadas individualmente e reunidas em coletâneas.

Com uma produção literária infantil essencialmente criativa, seus textos refletem suas emoções, história de vida e visão de mundo. Ele não compilou, ou seja, não reescreveu os contos populares com bases na linguagem infantil, como fizeram os Irmãos Grimm e tantos autores. Ele se inspirou neles, como “A Roupa Nova do Rei”. Suas histórias fazem profundas reflexões sobre a existência humana ao abordar as adversidades do viver, como em “A Pequena Vendedora de Fósforos”.

Sua obra no âmbito da Literatura Infantil tem atualidade, devendo ser lida e refletida por crianças, jovens e adultos. “O Patinho Feio” é um texto autobiográfico em que ele retrata as dificuldades que passou, quando criança, por ser feio, desajeitado e sofrer bullying. O personagem atravessa várias etapas de num processo de autodescoberta, tema relevante em todas as fases da vida.

A história nos remete à importância da construção da identidade individual. O ver-se, o descobrir-se, o reconhecer-se e o aceitar-se são atos que trazem toda a complexidade de a pessoa olhar para si mesma. O eu, que a pessoa vivencia e observa, encara ela mesma e os outros que coexistem dentro dela. Fernando Pessoa escreveu, através de um dos seus heterônimos em o “Livro do Desassossego”, “a vida que se vive é menos real do que a que se pensa e se escreve”. O Patinho Feio cresceu e descobriu que era, na verdade, um cisne, o mais belo do seu bando. Foi o que de fato aconteceu com Hans Cristian Andersen.

A obra também trata das diferenças individuais que precisam ser refletidas a partir da aceitação e do respeito. Ou seja, as expectativas pessoais relacionadas à culpa e aos desejos, realizados ou não, não devem distorcer a percepção que cada um tem de si, posto que há uma distância entre a forma como alguém se percebe e a sua essência real. É uma obra que motivou vários estudos a respeito da autoaceitação, como a do austríaco Bruno Bettelheim, autor da “Psicanálise dos Contos de Fadas”, que aponta como o “O Patinho Feio” ajuda a criança a lidar com sentimentos de rejeição, com dificuldades inerentes ao crescimento pessoal e com o desenvolvimento dos potenciais existentes.

Já a psicóloga americana Clarissa Pinkola Estés ressalta como a jornada de isolamento é importante para que a pessoa possa conhecer a si mesma, descobrir identidades com pessoas e grupos e não se submeter às pressões sociais.

Sob o ponto de vista educacional, o conto é utilizado nas escolas durante o tratamento do bullying, das relações conflituosas nos grupos de alunos em que haja rejeição e as dores emocionais que causam. As rejeições não podem definir o ser de uma pessoa, o que, infelizmente, acontece quando não se trata.

Outros estudos evidenciam a persistência e a resiliência do protagonista que, mesmo exposto à crueldade, continua sua busca por um lugar onde seja acolhido e respeitado. Inclusive, a Psicologia Clínica descreve a Síndrome do Patinho Feio para definir a sensação de inadequação, estranheza e não pertencimento, sentimentos que interferem nos processos de desenvolvimento da autoestima.

Em cada obra, Andersen cria mundos íntegros e genuínos, enriquecidos com mensagens sociais, psicológicas, filosóficas e éticas. Seus contos têm finais a serem refletidos e não há a ideia de “foram felizes para sempre”.  Possivelmente esse modo de conduzir um conto ao seu final tenha lhe permitido conquistar o lugar que ocupa na literatura mundial. A espiritualidade, a transformação interior e a imortalidade são desfechos sábios e reais.

Ler Hans Cristian Andersen é um presente que o leitor dá a si mesmo, independentemente da sua idade. E como é prazeroso ler para crianças, sentar-se na cama de um filho ou neto, antes de dormir, para ler, conversar e acolher.  

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA informa, alerta, educa e protege

terça-feira, 30 de junho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Considero a charge um veículo de comunicação excelente para conduzir e direcionar os sentimentos humanos. E Silvério está entre os melhores condutores desse tipo de veículo que jamais engarrafa na sinalização de um recado. Desta vez, São Pedro, o santo, em vias de festejar seu dia 29, está ligadinho nas emoções da Copa do Mundo e o foco principal é o torcedor brasileiro, sonhando com o Hexa. Valeu, Silvério!

Considero a charge um veículo de comunicação excelente para conduzir e direcionar os sentimentos humanos. E Silvério está entre os melhores condutores desse tipo de veículo que jamais engarrafa na sinalização de um recado. Desta vez, São Pedro, o santo, em vias de festejar seu dia 29, está ligadinho nas emoções da Copa do Mundo e o foco principal é o torcedor brasileiro, sonhando com o Hexa. Valeu, Silvério!

 Enquanto a Copa rola a bola, o Caderno Z nos traz estrelas que brilham em nosso entorno, fazendo a diferença na singularidade do existir. Caru de Souza, “uma das vozes femininas da nova geração do blues carioca, além de toda a sua importância no cenário musical, já recebeu até o prêmio “Mulher é Arte” – Troféu Dirce Montechiari, concedido pela Prefeitura de Nova Friburgo. Outro realce, é Tuini, cantora, compositora, atriz, professora, produtora e contadora de histórias. Com tantos talentos, é uma artista completa, com doutorado em Artes Cênicas, estudos em Comunicação Social e Arteterapia. “Não se trata apenas de formação. Trata-se de atravessamento entre teoria e experiência”. Não apenas projetos, mas “coerência entre eles”. Tudo é movimento!

Para festejar o Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (27 de junho), o Caderno Z se esmerou em nos trazer “autoridades” no assunto: Fernanda Gripp e Roselane Muzi, ambas bem-conceituadas em vivências empresariais pelo Sebrae. Os pequenos negócios sustentam empregos, mantêm a circulação de renda dentro da cidade e ajudam a preservar a identidade econômica e cultural de regiões inteiras...

A história de Raphael Muniz e Vitória Souza, assim como a dos irmãos da Frimatec Marcenaria diz muito do que é começar um negócio informal e familiar. O casal, Denise e os irmãos Danilo, Odir e Regiani prosperaram de um projeto sólido para o sucesso empresarial.

“Quando junho se despede”, o Caderno Z encerrou este semestre em alto estilo e julho não tarda. Metade do ano quase atravessou o calendário, mas é sempre bom lembrar o passado. Na coluna “Há 50 anos”, o então vereador Joel Heringer apresentou proposta na Câmara Municipal sugerindo às concessionais de transporte coletivo que criassem a linha de ônibus Friburgo-São Paulo. Era sonho? Pode ser que pudesse parecer algo impossível, mas tanto foi o efeito da ousadia que a linha foi criada e está aí aproximando os estados e facilitando a vida dos usuários. Vale a pena pensar, acreditar e investir nas boas ideias.

Em “Sociais”, é aniversário de Isabella Rodrigues, a estagiária de A VOZ DA SERRA que, inclusive, tem feito matérias de gente veterana. Parabéns, Isabella. Eu observo suas matérias e a felicito, desde sempre, por seu profissionalismo. É claro que seu supervisor, Henrique Amorim, é nota mil, mas os louvores são todos para a sua eficiência de estagiária multitarefas. Se as escolas de Nova Friburgo ganham destaque em ranking no Enem 2025, é seu mérito divulgar esse sucesso. Mais uma vez, parabéns!

Bem-vinda a criação de “A VOZ DA SERRA nos Bairros” – espaço para divulgar curiosidades e reivindicações dos bairros e distritos friburguenses. Começando em Conselheiro Paulino, seu desenvolvimento, demandas e moradores. É bairro com movimento de cidade e gente acolhedora.

“Evitar quedas deve se tornar um hábito para os idosos”.  A matéria alertou para o risco de quedas entre os idosos. Atenção é o melhor remédio. O doutor Alfredo Henrique definiu bem o perigo: “A infância é de cola, a velhice é de vidro”. A criança quando cai, geralmente, não quebra, porque tem abundância de colágeno. Na maioria das vezes, o idoso quebra fácil pela falta dessa substância indispensável para fortalecer os ossos.

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Uma história de amor em São Pedro da Serra

terça-feira, 30 de junho de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde? A prosa de hoje segue em tom poético e romântico para celebrar uma data muito especial.

Existem lugares que parecem ter sido desenhados pelo destino para mudar o curso das nossas vidas. Para mim, esse lugar tem nome, altitude e a calmaria característica da nossa região serrana: São Pedro da Serra. Foi ali, entre o misticismo acolhedor desse distrito de Nova Friburgo e a exuberante beleza da natureza, que a minha história com a Adriana começou.

Opa! Tudo verde? A prosa de hoje segue em tom poético e romântico para celebrar uma data muito especial.

Existem lugares que parecem ter sido desenhados pelo destino para mudar o curso das nossas vidas. Para mim, esse lugar tem nome, altitude e a calmaria característica da nossa região serrana: São Pedro da Serra. Foi ali, entre o misticismo acolhedor desse distrito de Nova Friburgo e a exuberante beleza da natureza, que a minha história com a Adriana começou.

No dia 29 de junho, celebramos exatamente 25 anos de união — as nossas Bodas de Prata. Olhando para trás, é impossível não sorrir ao lembrar de onde tudo começou. Nosso primeiro olhar cruzou-se em meio à tradicional Festa de São Pedro da Serra. E veja só como as coisas são: dizem que Santo Antônio é o casamenteiro oficial, mas, no nosso caso, São Pedro resolveu dar uma força e usou as chaves do destino para abrir os nossos caminhos. Foi a vontade de Deus escrita nas linhas certas da nossa história.

Mas o início dessa caminhada, no meio de 2001, exigiu uma verdadeira engenharia romântica. Eu que morava em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, e ela estudava em São Pedro da Serra. A distância era vencida pela insistência e pela saudade. Nosso contato dependia de fichas telefônicas e de sorte: eu ligava para o único orelhão que existia na escola dela, o C.E. José Martins da Costa. Como o recreio era barulhento e o horário do ônibus que a levava para casa depois da aula era pontual, adotei uma estratégia ousada: ligava no meio da aula em determinados dias da semana. Minha grande torcida era para que o diretor não atendesse o telefone, já que ele vivia reclamando que aquelas ligações intermináveis atrapalhavam os estudos dela — e com toda razão!

Quando a voz não dava conta, o amor corria pelo correio. Eram cartas longas, infinitas, escritas manualmente — relíquias que guardamos com carinho até hoje, como testemunhas daquele tempo de espera. Nessa época, eu utilizava o programa “Carta Social” dos Correios, que me permitia enviar envelopes pagando apenas R$ 0,01. O desafio era o limite rígido de peso de dez gramas por unidade e o teto de apenas cinco cartas por vez. Como nossa saudade acumulada pesava muito mais que isso, era simplesmente impossível resumir nosso amor em uma folha só. Para driblar essas regras, nossa contabilidade romântica ganhou contornos de literatura: as cartas eram “partidas” estrategicamente em histórias que se dividiam entre os envelopes e só se completavam umas nas outras. Era o nosso próprio romance em capítulos que ela ia desvendando a cada entrega.

Durante aqueles sete meses de namoro, o amor também exigia trabalho, persistência e alguns quilômetros a mais de estrada. Para conseguir vê-la nos fins de semana, eu passava os dias vendendo artesanatos nas praias de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. Cada peça vendida representava alguns reais a mais para custear a passagem de ônibus que embarcava em Rio das Ostras e seguia pela antiga estrada de chão até Lumiar. A viagem parecia longa, mas a saudade sempre tornava qualquer distância pequena.

Naqueles tempos simples, nossas hospedagens também carregavam o encanto da juventude e da amizade. Acampávamos no quintal da querida amiga Tereza Marchon, que anos mais tarde se tornaria nossa madrinha de casamento. Sob o céu estrelado da serra, entre barracas, conversas e sonhos compartilhados, construíamos silenciosamente os alicerces da vida que desejávamos viver juntos.

Com menos de 20 anos e nenhuma certeza material, decidimos dar um mergulho profundo no amor. Deixei o litoral e vim morar em Nova Friburgo graças a uma oportunidade na Superpão, que me contratou para atuar no setor de embalagens de pão de forma e pães especiais. Sete meses após o nosso primeiro beijo, que aconteceu bem perto da icônica Ponte do Amor de São Pedro da Serra, estávamos unindo as escovas de dentes em uma quitinete minúscula. Nossa mobília era apenas um colchonete de camping estendido no chão e uma cafeteira elétrica que ditava o ritmo dos nossos sonhos. Costumo brincar dizendo que me tornei um grande especialista em café nessa época, pois era café da manhã, café depois do café da manhã, antes do almoço e no almoço… Era café o dia inteiro para aquecer os nossos planos! E olha que eu nem tomava café antes!

Como a neblina que frequentemente envolve as montanhas friburguenses, a vida também nos apresentou dias frios e de pouca visibilidade. Enfrentamos a escassez de peito aberto. Houve momentos em que a incerteza era tão grande que, em nossa mesa, faltava até mesmo o alimento. Mas quem possui raízes fincadas na Serra e sustenta a fé em Deus não se deixa derrubar por qualquer vento.

Foi justamente nesse período de desafios que minha paixão pela escrita começou a se entrelaçar com o jornalismo. Encontrei nas páginas de A VOZ DA SERRA, graças ao incentivo e à confiança do grande Laercio Ventura, o espaço ideal para compartilhar meus olhares sobre o cotidiano friburguense. Textos e fotografias passaram a retratar as belezas, as histórias e as singularidades da cidade, especialmente no extinto caderno Light, quase sempre inspirados pela exuberante natureza da região, que desde cedo exerceu sobre mim um profundo encantamento.

Uma nova fase

Dividindo o mesmo colchonete, as mesmas palavras e sustentados pela mesma fé, em 2010 transformamos a nossa parceria e fundamos uma empresa de confecção guiados pelo sonho dela de ser costureira. O que nasceu como um propósito de respeito à Terra cresceu, ganhou o país e cruzou fronteiras, acumulando premiações municipais, estaduais, nacionais e até um reconhecimento internacional.

Dizem que a Ponte do Amor, em São Pedro da Serra, tem esse nome porque os casais que por ela passam deixam ali a promessa de uma vida inteira. Não sei se foi a energia do lugar ou a força do que sentimos, mas nós cruzamos aquela ponte e nunca mais soltamos as mãos. Há um quarto de século, Nova Friburgo me deu o meu maior presente, e cada folha que nasce nas árvores que plantamos hoje carrega um pedaço dessa história que começou com uma festa de padroeiro, um telefonema “clandestino” de orelhão, as bênçãos dos céus e uma vontade inabalável de florescer juntos.

Tudo verde, tudo amor, sempre!

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(Foto: Arquivo pessoal)
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Hospital contesta denúncia sobre cirurgia de apendicite

sábado, 27 de junho de 2026
por Laís Lima*

Edição de 26 e 27 de junho de 1976

Pesquisado por Laís Lima(*)

Manchetes

Edição de 26 e 27 de junho de 1976

Pesquisado por Laís Lima(*)

Manchetes

Hospital contesta nota: cirurgia de apendicite - O Hospital Santo Antônio através de sua chefia enviou um ofício a este jornal contestando notícia publicada neste semanário da última semana. AVS, no entanto, apenas foi porta-voz da denúncia feita pelo vereador Joel Heringer que informou ter sido cobrado do paciente Cr$ 13 mil pela cirurgia. Segundo o hospital, a família do paciente optou por aposentos particulares, o que resultou na cobrança. O vereador disse que “desejava que houvesse respeito pelo paciente que pertence a classe sacrificada dos lavradores.”

Faltam 220 dias – Para os otimistas, faltam só 220 dias. Para os pessimistas, ainda faltam 220 dias. Como seria bom se pudéssemos avançar no calendário e dizer que hoje é dia 31 de janeiro de 1977, quando o prefeito Amâncio Azevedo irá passar o governo ao que vai ser eleito em 15 de novembro. Qualquer dos seis candidatos merece a nossa esperança, pois não conseguirá fazer um governo pior do que esse. É o governo das meias obras. 220 dias, para quem já aguentou três anos e meio até que é pouco.

XXI encontro do A.A - Neste domingo, a partir das 8h, será realizado o XXI Encontro dos Alcoólicos Anônimos do Estado do Rio de Janeiro. O local será no salão social da Fábrica Filó. Às 8h haverá um torneio de futebol e às 13h30, reunião aberta seguida de uma palestra do psicólogo Nilton Baptista, sobre o tema “O Alcoolismo, suas consequências e recuperação”.

Eleições 1976 - Arena faz convenção - A Arena faz convenção amanhã e espera vitória. Será neste domingo, às 10h, em sua sede na Praça Dermeval Moreira, 29,  para escolha de candidatos a prefeito, vice-prefeito e Vereadores a Câmara Municipal. O presidente do partido é José Carlos Schuenck, que vai renunciar ao cargo para que possa ser candidato. Em seu lugar entrará o sr. Nelson Alcides Spitz. Haverá mudança na Secretaria. Sai o sr. Antonio Dottino e entra o sr. Hélio Francisco.

Filosofia - Centro de extensão: A Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia inicia no próximo dia 6 de agosto, o Centro de Extensão, com uma série de palestras endereçadas aos professores em geral, especialmente aos que trabalham nos Serviços de Orientação Educacional. Todos os participantes receberão certificados. Inscrições até a próxima segunda-feira. O curso se encerra no dia 8 de outubro.

SEC traz concerto – Hoje às 20h30, no Centro de Arte acontecerá uma Palestra – Concerto com camerístico Violetta Kundert - Eugen Ranevsky. A promoção é da Secretaria de Educação e Cultura da Municipalidade, através da Divisão da Cultura, tendo à frente a sra. Thereza Albuquerque.

Feliciano e Heródoto – O sr. Lair Macedo começou ontem a reunir assinaturas para trazer os nomes dos srs. Feliciano Costa (prefeito) e Heródoto Bento de Mello (vice), numa das chapas para a Arena disputar as eleições deste ano. Esse abaixo-assinado, já continha, ontem, mais de 200 assinaturas que será entregue àqueles dois homens públicos tentando trazê-los de volta à política.

Tabelamento das corridas de táxi - O Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Nova Friburgo, marcou para o próximo dia 7 de julho, uma reunião para tratar do problema da corrida de táxis. O sindicato deverá optar pelo tabelamento nas corridas. O assunto será tratado junto a uma comissão de vereadores da Câmara Municipal. Também será revisto o problema do limite de emplacamento. Friburgo, com 110 mil habitantes, possui mais de 350 veículos de táxis.

Friburgo pode ter ônibus para São Paulo – O vereador Joel Heringer apresentou uma matéria na Câmara Municipal sugerindo às concessionárias de coletivos que criem a linha Friburgo-São Paulo. Segundo o vereador, da primeira vez que tal medida foi implantada não obteve sucesso porque Friburgo não apresentava o desenvolvimento de agora.

Programa de Bolsas de Estudos – O AFS do Brasil está recebendo até o dia 2 de julho, as inscrições de candidatos interessados em participar de seu programa de bolsas de estudos internacionais, vivendo um ano no exterior. Os estudantes contemplados com a bolsa de estudo AFS passam um ano nos Estados Unidos, morando com uma família e frequentando uma escola, participando da vida da comunidade que o recebe.

E mais

  • Vila Amélia ganha antena de TV 
  • Detran alerta sobre “baixa” nos emplacamentos 
  • Avenida Roberto Silveira: o caminho da morte
  • Vereador Benício Valladares quer mais facultades 
  • Ator Carlos Alberto vem a Friburgo 
  • Duas Pedras: muita sujeira   

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

 
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No alvo

sábado, 27 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Com história em Friburgo, Dardo tem Liga, destaques e eventos promovidos

Com história em Friburgo, Dardo tem Liga, destaques e eventos promovidos

O dardo em Nova Friburgo tem história. Escrita pelos seus praticantes, por vários destaques e pela organização daqueles que são fãs da modalidade. O município possui diversos campeões, uma Liga oficial, jogadores que se reúnem regularmente e diversos eventos já promovidos e programados. O próximo vai acontecer no próximo domingo, 5 de julho, a partir das 10h, no Caledônia Montanha Clube. O Open de Dardos é realizado pela Liga Friburguense de Dardos, em parceria com a Rio de Janeiro Darts Clube (RJDC).

O torneio acontece na forma de disputa individual mista. Na primeira fase há uma divisão por grupos, na qual todos jogam contra todos. A segunda fase vai reunir os quatro melhores de cada chave. A competição é livre, aberta à participação de todos os interessados e prevê premiações para os vencedores.

A LFD

 A Liga Friburguense de Dardos, LFD, foi fundada em 6 de março de 2015, pelos jogadores Igor Faria, Leo Costa e Theo Espíndola. O trio de amigos já praticava a modalidade desde os anos 1990, e resolveram voltar a organizar torneios em Nova Friburgo.

A LFD funciona de forma independente e autônoma, com o objetivo de organizar encontros e competições. Antes, existiu a AJDNF (Associação dos Jogadores de Dardo de Nova Friburgo), fundada em 12 de novembro de 1991, encerrando suas atividades no ano de 1999. Nesse vácuo entre as duas entidades não houve torneios oficiais em Nova Friburgo, apenas algumas atividades organizadas por amigos dos dardos.

Os jogadores da LFD se reúnem todas às terças-feiras, no Caledônia Montanha Clube, e às quintas-feiras, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a partir das 18h30. Neste ano, os torneios são realizados a cada dois meses. A Liga conta com aproximadamente 15 jogadores, e qualquer pessoa pode participar. Basta entrar em contato através do site (https://ligafridardo.wixsite.com/dardos) ou pelo Instagram (@ligafriburguensededardos).

Histórico de vitórias

O incentivo à modalidade é aquecido e inspirado por um histórico vitorioso de atletas da cidade, com participações e vitórias na disputa de competições em outros municípios e estados, projetando o dardo friburguense nacionalmente e até internacionalmente.

Um dos destaques é Herbert (vulgo Alemão), praticante desde 1980, campeão brasileiro em 1994 e presente à Copa do Mundo de Dardos em Londres, em 1995. Já Leo Costa foi campeão brasileiro de Duplas em 2011, e faturou ainda o Open RJ em 2017 e o Carioca em 2019, além de alcançar o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Duplas, em 2017, junto com o jogador Igor Faria.

Igor, por sua vez, foi campeão do Circuito Friburguense de 2015, vice-campeão sul-americano SADC de Duplas Mistas em 2022 e campeão de Duplas BRDardos, junto com Thiago Herbinha, naquele mesmo ano. Thiago também foi campeão no Torneio Theotônio Espíndola, em 2024.

Em março deste ano, durante a disputa do I Open do Rio de Janeiro, três jogadores da Liga Friburguense de Dardos subiram ao pódio: o campeão Claudio Queiroz, o vice Leo Costa e o terceiro colocado, Wesley Azevedo.

Destaque ainda para o terceiro lugar de Conan Breder no I Open LFD de 2026, dentre outras participações e conquistas dos atletas friburguenses de dardo.

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    Equipe do Caledônia será anfitriã em mais uma competição realizada em Nova Friburgo (Foto: Divulgação)

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    Alguns dos atletas que participam e se destacam nos eventos promovidos na cidade (Foto: Divulgação)

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    Leo Costa, Conan Breder, Wesley Azevedo e Claudio Queiroz, durante o I Open LFD 2026 (Foto: Divulgação)

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    Torneio Theo Espíndola, realizado em 2024, é um dos diversos eventos promovidos pela Liga (Foto: Divulgação)

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Os mosaicos de unidades de conservação

sábado, 27 de junho de 2026
por Bernardo Furrer

Nova Friburgo sediará na próxima quinta-feira, 2 de julho, a 2ª Reunião Ordinária do Conselho do Mosaico Mata Atlântica Central Fluminense. A reunião será fechada, restrita aos membros do Conselho Consultivo, não aberta para o público em geral, mas é importante conhecermos seu histórico na defesa da Mata Atlântica. O Mosaico Central Fluminense como é conhecido, está em processo de reativação e reestruturação, após um longo e obscuro intervalo.

O que são os mosaicos e como eles são estabelecidos?  

Nova Friburgo sediará na próxima quinta-feira, 2 de julho, a 2ª Reunião Ordinária do Conselho do Mosaico Mata Atlântica Central Fluminense. A reunião será fechada, restrita aos membros do Conselho Consultivo, não aberta para o público em geral, mas é importante conhecermos seu histórico na defesa da Mata Atlântica. O Mosaico Central Fluminense como é conhecido, está em processo de reativação e reestruturação, após um longo e obscuro intervalo.

O que são os mosaicos e como eles são estabelecidos?  

A iniciativa da reestruturação é do ICMBio. O ICMBio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade é a autarquia federal brasileira responsável por gerir unidades de conservação federais e é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima(MMA). Tem a função de proteger o patrimônio natural e promover a pesquisa de espécies ameaçadas.

Segundo o ICMBio, (https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/mosaicos-de-conservacao-um-grande-quebra-cabeca-verde-que-conecta-areas-protegidas-e-fortalece-a-sociobiodiversidade-no-brasil) de acordo com a lei 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), os mosaicos têm como objetivo promover a conservação da biodiversidade para além dos limites individuais das Unidades de Conservação (UCs). Eles conciliam proteção ambiental, valorização da sociobiodiversidade e desenvolvimento sustentável nos territórios onde estão inseridos, num processo técnico e administrativo que busca garantir a gestão conjunta de áreas protegidas municipais, estaduais e federais (UCs, territórios indígenas e quilombolas, corredores ecológicos, etc.). 

O reconhecimento de um mosaico é feito pelo MMA e liderado pelo Conselho Gestor estabelecido. A medida institui também um Conselho Consultivo responsável por promover a integração entre as áreas protegidas que compõem o conjunto. Portanto, a implementação e o acompanhamento dessa estratégia contam com o apoio fundamental do Instituto Chico Mendes. 

Há, pelo menos, três instrumentos de gestão e ordenamento territorial voltados para a conservação da natureza: as Reservas da Biosfera (https://rbma.org.br/n/), os Corredores Ecológicos (Projeto Corredores Ecológicos – PCE) e os Mosaicos de Unidades de Conservação. A ideia dos Mosaicos de Unidades de Conservação surgiu no Brasil como uma resposta à percepção de que áreas protegidas isoladas eram insuficientes para conservar a biodiversidade, especialmente em regiões altamente fragmentadas como a Mata Atlântica.

Nova Friburgo tem no seu território, integral ou parcialmente, várias Unidades de Conservação de todas as esferas governamentais: Parque Estadual dos Três Picos, APA Estadual de Macaé de Cima, algumas UCs municipais como o Refúgio de Vida Silvestre de Amparo e o Monumento do Cão Sentado, e 26 RPPNs federais e estaduais. O Mosaico facilita a governança num ambiente comum que aglutina as diversas UCs e suas instâncias de gestão, visando a integração e compartilhamento entre diferentes entes e territórios próximos, numa rede de proteção e sustentabilidade.

Histórico

O histórico recente dos mosaicos de unidades de conservação no Brasil pode ser dividido em três fases: expansão (2003–2018), paralisação (2019–2022) e retomada (a partir de 2023).

Entre 2003 e 2018 houve forte incentivo do Ministério do Meio Ambiente ao reconhecimento de novos mosaicos. Nesse período foram reconhecidos praticamente todos os mosaicos existentes hoje, incluindo o Mosaico Central Fluminense reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente por meio da Portaria MMA 350, de 11 de dezembro de 2006, o Mosaico da Bocaina, o Mosaico Carioca, etc. O mais recente é o Mosaico Amazônico do Gurupi de 2025.

O período obscuro da interrupção

No governo de Jair Bolsonaro houve uma interrupção prática dessa política. Embora a legislação dos mosaicos tenha permanecido em vigor, não foram reconhecidos novos mosaicos pelo Ministério do Meio Ambiente entre 2019 e 2022, e diversos conselhos e secretarias executivas perderam apoio institucional e recursos. Muitos mosaicos passaram a depender exclusivamente do esforço voluntário de gestores de Unidades de Conservação, organizações não governamentais e universidades.

O próprio Mosaico Central Fluminense experimentou um período de enfraquecimento institucional, culminando na extinção de seu Conselho, ato de grande impacto sobre a governança territorial e sobre a capacidade de mobilização dos atores locais.  Nesse período praticamente não houve nenhuma atividade relevante.

A reativação que renova a esperança

A partir de 2023, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva com Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, iniciou-se uma retomada mais ampla das políticas de áreas protegidas. O MMA restabeleceu processos de criação de unidades de conservação, reativou grupos de trabalho e passou a discutir novamente o reconhecimento de mosaicos que estavam aguardando análise desde antes de 2019.

No caso do Mosaico Mata Atlântica Central Fluminense, iniciou-se um movimento de revitalização, com a reorganização do conselho, retomada de reuniões e rediscussão de seu papel como instrumento de integração regional. Em 2024, organizações e gestores passaram a se referir a esse processo como um “novo capítulo” para o mosaico, buscando recuperar sua missão original de coordenação entre Unidades de Conservação, RPPNs, corredores ecológicos e iniciativas de desenvolvimento sustentável.

A realização da 2a Reunião do Conselho do Mosaico Central Fluminense em Nova Friburgo, reconhece a importância estratégica do nosso município para a conservação da rica biodiversidade da Mata Atlântica.

“Ah! Se ao menos soubéssemos o que fazemos
Quando escavamos ou cortamos —
Ferindo e despedaçando o verde que cresce!
Pois a paisagem é tão delicada
Ao toque, tão tênue em sua essência,
Que, como este liso e vidente globo ocular,
Um simples furo basta para cegá-lo.
E nós, justamente onde pensamos
Estar curando-a, acabamos por destruí-la
Quando cavamos ou cortamos;
Os que vierem depois não poderão imaginar
A beleza que existiu”.

Gerard Manley HopkinsBinsey Poplars (1879)

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Mapa em revisão com as Unidades de Conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense (Foto: Divulgação)
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Seleção fez o que tinha que ser feito: 3 a 0 em cima da Escócia

sexta-feira, 26 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

O Brasil fez o que tinha que ser feito. Depois de ter feito exatamente o contrário do que deveria. Num ciclo atrapalhado, com quatro técnicos diferentes, a Seleção fez 37 jogos após a Copa de 2022. Menos que um Campeonato Brasileiro. Apenas 12 deles com Ancelotti. Sem a tão necessária renovação e reestruturação, restou montar um time competitivo e buscar uma identidade. E esse Brasil compete.

O Brasil fez o que tinha que ser feito. Depois de ter feito exatamente o contrário do que deveria. Num ciclo atrapalhado, com quatro técnicos diferentes, a Seleção fez 37 jogos após a Copa de 2022. Menos que um Campeonato Brasileiro. Apenas 12 deles com Ancelotti. Sem a tão necessária renovação e reestruturação, restou montar um time competitivo e buscar uma identidade. E esse Brasil compete.

Obviamente que ainda faltam testes mais pesados. Haiti e Escócia não são grandes parâmetros. Mas outras seleções de mesmo peso também encontram as suas dificuldades. E o time verde amarelo, parece encontrar o seu caminho.

Na vitória por 3 a 0 contra os escoceses, na quarta-feira, 24, o Brasil soube baixar duas linhas, chamar o adversário para o seu campo e explorar a velocidade nos contra-ataques. Como também soube subir a marcação, pressionar os rivais e roubar bolas que resultaram em bons momentos e gols.

Como o primeiro de Vini Jr., após pressão de Rayan. Este, inclusive, equilibrou mais o lado direito. Correu com e sem a bola, ajudou Danilo na recomposição. A joia do Vasco pediu passagem e pode se firmar.

Mas não há como não destacar dois jogadores. O primeiro deles, Neymar. Ganhou minutos, ritmo e pode ser uma opção interessante no decorrer das próximas fases. Discussões à parte sobre ser justa ou não a sua convocação, ele lá está. E agora está de fato, à disposição. Pode contribuir como um coadjuvante de luxo. Porque a Seleção já tem a sua grande referência.

Vini Jr. foi o melhor em campo pela terceira partida seguida. É, até o momento, o grande nome da Copa ao lado de Messi e Mbappe, com referências a Halland. Nos 15 gols marcados pelo Brasil nas duas últimas Copas, o camisa 7 fez cinco e deu três assistências.

No cenário de tanto equilíbrio entre as equipes, algo que irá se intensificar nas fases eliminatórias, eis o ponto de desequilíbrio em favor do Brasil. Baila, Vini. Bora, Brasil! Segunda-feira, 29, tem mais, no mata-mata.

 

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Frizão em quarto

Vasco fatura Taça Guanabara do Estadual de Futmesa 12 Toques

Um quarto lugar num cenário de extremo equilíbrio. A AFFM / Friburguense esteve presente na disputa da Taça Guanabara do Campeonato Estadual por Equipes Adulto de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, promovida pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj), no primeiro fim de semana deste mês.

Após uma jornada de grandes disputas e emoção até a última rodada, o Frizão ficou em quarto lugar na competição, enquanto o Vasco da Gama sagrou-se campeão do primeiro turno estadual ao terminar com a melhor campanha e o melhor saldo de pontos.

A competição reuniu quatro tradicionais equipes da regra 12 Toques: Vasco da Gama, America, Fluminense e Friburguense. O formato previa confrontos entre todos os participantes ao longo de três rodadas, com cada duelo dividido em quatro rodadas de quatro partidas. Na rodada de abertura, o Vasco venceu o America por 30 a 15.

O duelo Fri-Flu

No outro confronto, Friburguense e Fluminense fizeram um duelo bastante movimentado. Após empate em 6 a 6 na série inicial, o Tricolor das Laranjeiras venceu as duas séries seguintes por 9 a 3 e 7 a 4, abrindo vantagem confortável.

Na última série, porém, o Friburguense reagiu e chegou a ameaçar uma virada histórica após abrir larga vantagem parcial. O Fluminense conseguiu se recuperar nos momentos finais e, mesmo perdendo a série por 9 a 3, garantiu a vitória geral por 25 a 22.

A segunda rodada manteve Vasco da Gama e Fluminense na disputa direta pela liderança. O Tricolor derrotou o America por 28 a 16. Já o cruzmaltino derrotou o Friburguense, pelo mesmo placar.

Desta forma, os dois times chegaram à rodada decisiva separados apenas pelo saldo, o que dava ao Vasco a vantagem do empate no confronto direto. O resultado final apontou 22 a 22, placar suficiente para assegurar o título da Taça Guanabara ao clube de São Januário, graças à melhor campanha e ao saldo de pontos acumulado ao longo da competição.

Na disputa pelo terceiro lugar, o America venceu o Friburguense por 22 a 15 e garantiu a terceira colocação do turno. Com a conquista, o Vasco da Gama assegurou vaga na decisão do Campeonato Estadual de 2026.

A próxima etapa será a Taça Rio, segundo turno da competição, que definirá o adversário da final ou, em caso de nova conquista cruzmaltina, poderá consagrar diretamente o campeão estadual, em outubro.

Ranking dos vencedores

O Campeonato Estadual por Equipes Adulto da Regra 12 Toques é uma das principais competições do calendário da Fefumerj. O Vasco da Gama ampliou em 2025 sua condição de maior vencedor do torneio, alcançando sua 12ª conquista.

O segundo clube mais vitorioso da competição é o America, com seis títulos estaduais conquistados em 2002, 2004, 2005, 2010, 2011 e 2014. O Friburguense também possui importante participação na história do torneio, tendo sido campeão em 2015 e 2016. Já o Fluminense segue em busca de sua primeira conquista estadual por equipes na categoria adulta da Regra 12 Toques.

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    Time do Friburguense que participou da disputa da Taça Guanabara na regra 12 Toques (Fotos: Divulgação/Fefumerj)

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    Vasco pode levar o título estadual se faturar o segundo turno em outubro (Fotos: Divulgação/Fefumerj)

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Rindo à toa

sexta-feira, 26 de junho de 2026
por Paula Farsoun

Rir. Sorrir. Gargalhar. Eis práticas deliciosas de viver. Rir é bom demais. Esboça alegria, faz bem para alma, libera o diafragma, alivia tensões. Sorrir, faz muito bem. A expressão da felicidade, simpatia, bem-estar, muitas vezes transborda o sorriso, vai além do que se pode supor. Gargalhar passa por aquele riso extravasado, que transborda, contagia. 

Rir. Sorrir. Gargalhar. Eis práticas deliciosas de viver. Rir é bom demais. Esboça alegria, faz bem para alma, libera o diafragma, alivia tensões. Sorrir, faz muito bem. A expressão da felicidade, simpatia, bem-estar, muitas vezes transborda o sorriso, vai além do que se pode supor. Gargalhar passa por aquele riso extravasado, que transborda, contagia. 

A verdade é que tudo isso faz muito bem, tanto para quem sorri, ri, gargalha, quanto para eventual interlocutor dessas mensagens corporais que transcendem os movimentos do rosto. Até isso é uma escolha. Sorrir ou não sorrir para a vida. Acolher ou não o outro com uma mensagem de boas-vindas. Tem a ver com simpatia, empatia, otimismo, alegria.

Andando por aí, vou observando os semblantes que por mim passam. A maioria das pessoas carrega olhares sofridos, expressões carregadas. Sobrecarregadas. Vivemos tempos difíceis sob muitos aspectos, não podemos negar. E as faces taciturnas, creio, são o oposto de tudo aquilo que o sorriso sincero expõe. Desânimo, cansaço, antipatia, tristeza.

Por outro lado, o sorriso aberto não significa felicidade. Não necessariamente. Em tempos em que o que se demonstra em redes sociais toma dimensões inimagináveis, não raras vezes o ser mais triste apresenta o sorriso mais bonito. A gargalhada gostosa do vídeo, ensaiada. O riso sem brilho nos olhos. Será que dessa forma, sem verdade, sem consonância entre o que realmente se sente e o que aparenta, sorrir faz tão bem assim?

Tanto se utiliza a poderosa ferramenta do sorriso para vender a imagem da felicidade que no dia a dia está longe de ser perseguida. Gente que sorri para as câmeras, que mostra sua faceta mais aprimorada da simpatia em fotos, mas que é incapaz de sorrir para as pessoas com quem topa na rua, para o porteiro do prédio, para o colega de trabalho. Gente que oferece sua melhor versão às postagens nas redes sociais, mas que é incapaz de sorrir em casa, que oferece ao convívio familiar sua expressão de descontentamento. Sem senti-lo.

São divagações, para não dizer devaneios. Mas fazem algum sentido. Vejo tantas pessoas essencialmente sem brilho que fazem questão de ensaiar o Sol para convencer terceiros sobre uma felicidade que por vezes passa longe. E qual a intenção de tudo isso? O riso é livre. Sorrir transforma, muda a energia, eleva a frequência, transforma o dia de alguém. É livre e ilimitado. Por que não sorrir de dentro para fora? Isso mesmo: de dentro para fora. Rir de a barriga doer. De dentro para fora. Gargalhar sem medo de ser feliz. Sem pose para fotos. Sem necessários registros. Sem foco na aparência. De dentro para fora. Sorrir para mudar o dia, para mudar a si mesmo, para contagiar o outro, para transformar a vibração do mundo.

É isso. Enxergar o lado bom que tudo tem e sorrir para a vida. É deveras transformador. De dentro para fora.

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Desistir do passado ou do futuro?

quinta-feira, 25 de junho de 2026
por Cesar Vasconcellos

Desde que houve a contaminação espiritual dos seres humanos que viviam no Jardim do Éden e que rejeitaram a verdade, nunca mais houve uma família perfeita, plenamente saudável, porque todos ficamos impregnados de egoísmo, orgulho, vaidade, e outros defeitos de caráter em nossa estrutura mental que é passado de geração em geração.

Desde que houve a contaminação espiritual dos seres humanos que viviam no Jardim do Éden e que rejeitaram a verdade, nunca mais houve uma família perfeita, plenamente saudável, porque todos ficamos impregnados de egoísmo, orgulho, vaidade, e outros defeitos de caráter em nossa estrutura mental que é passado de geração em geração.

Existem famílias mais funcionais e equilibradas, e também as mais traumatizadas ou complicadas emocionalmente devido à presença de dependentes químicos, indivíduos mentirosos, agressivos, autoritários, narcisistas, por causa de divórcio, compulsões variadas entre outros sofrimentos. Mesmo nas famílias razoavelmente equilibradas emocionalmente, há conflito e lutas justamente por causa da contaminação espiritual e herança de tendências imaturas no comportamento.

Isso significa que os sofrimentos do passado são trazidos para o presente com as consequências deles para a vida adulta, e conflitos na vida adulta se somam a isso, gerando ansiedade excessiva, estados depressivos, compulsões, e outros transtornos mentais, mais graves ou menos graves.

Pense: “O que é mais difícil ou mais fácil de desistir: do passado ou do futuro? Algumas pessoas vivem apegadas aos sofrimentos do passado, e têm dificuldade de deixá-los de lado e de desistir deles, no sentido de aceitar o que houve de ruim no passado e seguir a vida com serenidade.

Já os excessivamente ansiosos vivem com a dúvida “E se?”, “E se o pneu do carro furar?”, “E se o motorista do ônibus dormir ao volante?”, “E se eu tiver uma doença grave?”. A dificuldade desses ansiosos é desistir do futuro, ou seja, interromper essas pré-ocupações sobre coisas que não temos controle, que podem ou não acontecer. Pense de novo: o que é mais difícil ou mais fácil para você desistir: do seu passado ou do seu futuro?

A saúde mental e espiritual pode florescer quando desistimos do passado no sentido de parar de ficar lamentando o que não recebemos, o que perdemos, no que falhamos, o que não conseguimos. Isso tem que ver com aceitação, que é o penúltimo estágio do processo de luto, de perda. Quando chegamos nele, paramos de brigar com a vida, com Deus, com as pessoas e com a gente mesmo. O último estágio é entender o significado das provações, das perdas, e olhar para isso sem revolta, entendendo que em nossa dor existe um propósito.

A saúde mental e espiritual também pode florescer quando desistimos do futuro evitando as preocupações inúteis, pensando profundamente que somos impotentes diante do futuro, e aceitando que não sabemos o que vai acontecer.

Parece que a única forma de chegarmos nesse ponto de desistência do passado e do futuro no sentido de aceitação, de compreensão do significado, de libertação, tem que ver com a crença num Poder Superior que chamo de Deus Criador do Universo, bondoso, que supervisiona tudo e nos dá forças para lidar com as consequências dos sofrimentos do passado e serenidade para não ficarmos ansiosos quanto ao futuro. Ele nos dá capacidade para vivermos um dia de cada vez.

No livro “O futuro de uma ilusão”, Sigmund Freud escreveu: “Os crentes devotos [os que têm uma fé religiosa] estão protegidos em alto grau contra o risco de certas enfermidades neuróticas...”.

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Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
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Mês do Orgulho: quando existir também é celebrar

quinta-feira, 25 de junho de 2026
por Lucas Barros

Existe uma característica curiosa nas grandes cidades. Elas são construídas por pessoas completamente diferentes entre si. Diferentes nos sonhos, nas histórias, nas crenças, nos gostos e nas formas de enxergar a vida. E talvez seja justamente essa mistura que faça os lugares crescerem.

Existe uma característica curiosa nas grandes cidades. Elas são construídas por pessoas completamente diferentes entre si. Diferentes nos sonhos, nas histórias, nas crenças, nos gostos e nas formas de enxergar a vida. E talvez seja justamente essa mistura que faça os lugares crescerem.

Nenhuma cidade se desenvolve porque todos pensam igual. Pelo contrário. Ela cresce porque pessoas diferentes ocupam os mesmos espaços, trabalham juntas, criam juntas e constroem juntas. A diversidade não é apenas uma palavra bonita para colocar em discursos. Ela está presente em cada empresa que prospera, em cada evento que reúne pessoas, em cada projeto que sai do papel e melhora a vida de alguém.

Junho é conhecido como o Mês do Orgulho LGBTQIAP+. E, embora muita gente associe essa data apenas a bandeiras ou manifestações, talvez a reflexão seja muito mais simples do que parece. Talvez estejamos falando apenas da liberdade de viver a própria vida com dignidade.

Porque, no final das contas, a maioria das pessoas quer coisas muito parecidas. Quer trabalhar. Quer ser respeitada. Quer construir uma carreira. Quer encontrar pessoas que ama. Quer voltar para casa em segurança. Quer ter a oportunidade de sonhar sem que sua existência seja colocada em debate o tempo inteiro. Parece pouco. Mas durante muito tempo, para muita gente, isso foi um privilégio e não um direito.

Nem tudo, porém, são flores. Ainda convivemos com números que mostram que o respeito nem sempre caminha na mesma velocidade da sociedade. Durante anos, o Brasil figurou entre os países com maiores índices de violência contra a população LGBTQIAP+, acumulando estatísticas que jamais deveriam existir.

Informações de importantes órgãos de monitoramento apontavam que uma pessoa era morta, em média, a cada 20 horas em razão da LGBTfobia no Brasil. Em 2018, foram registradas 420 mortes decorrentes desse tipo de violência, entre homicídios e suicídios associados ao preconceito.

E com o passar dos anos, a violência mostrou números alarmantes. Em 2010 foram contabilizados 130 homicídios relacionados à LGBTfobia. Em 2017, esse número já alcançava 445 casos — um aumento superior a 240% em apenas sete anos. Mais do que estatísticas, são histórias interrompidas por preconceitos que ainda insistem em sobreviver.

Mas talvez o dado mais importante não seja o da violência. Talvez seja o da transformação. Se há algumas décadas a homossexualidade ainda era tratada oficialmente como doença em diversos lugares do mundo, hoje vemos empresas investindo em inclusão, universidades discutindo diversidade e profissionais ocupando espaços que antes lhes eram negados. Ainda há muito a avançar, mas também há motivos para reconhecer o quanto já caminhamos. E talvez seja justamente aí que o orgulho encontre seu significado mais bonito. Não no confronto. Não na divisão. Não na necessidade de convencer quem pensa diferente.

Mas na celebração das histórias que deram certo. Das pessoas que abriram caminhos. Das pessoas que mostraram que talento, competência e dedicação nunca dependeram de orientação sexual, identidade de gênero ou qualquer outro rótulo que insistimos em criar.

Recentemente, ao refletir sobre esse tema, lembrei de uma dessas histórias. Thiara Galdino Stihler é CEO e fundadora da Vanthi Eventos, empresa especializada em planejamento estratégico para o ecossistema de inovação, investimentos e comunidades de startups. Reconhecida nacionalmente por sua atuação na promoção da diversidade e inclusão, foi eleita Líder de Diversidade e Inclusão no Startup Awards 2024 e recebeu, por dois anos consecutivos (2024 e 2025), o prêmio Transformadora de Startups, concedido pelo Digital Transformation Awards. Apaixonada por transformar eventos em movimentos e criar conexões que geram impacto duradouro, Thiara compartilhou sua visão sobre respeito, oportunidades e a importância de ocupar espaços:

"Acredito que a diversidade vai muito além de uma pauta social: ela é uma ferramenta de inovação, criatividade e crescimento. Ao longo da minha trajetória, aprendi que ocupar espaços também é abrir caminhos para que outras pessoas percebam que seus sonhos são possíveis. Ainda existem desafios, mas vejo um mercado cada vez mais preparado para valorizar competência, resultados e dedicação acima de qualquer rótulo. No fim das contas, o respeito continua sendo a base para construir ambientes mais humanos, mais justos e também mais prósperos."

A mensagem é clara: ocupar espaços também é uma forma de transformar o mundo. É mostrar para os mais jovens que existe lugar para eles. É demonstrar que competência deve falar mais alto do que preconceitos. É provar que o mercado de trabalho apenas ganha quando valoriza pessoas pelo que elas fazem e não por aquilo que elas são. A verdade é que o Brasil está cheio de histórias assim.

Histórias de médicos, professores, empresários, advogados, artistas, servidores públicos, empreendedores e trabalhadores que acordam todos os dias para fazer aquilo que milhões de brasileiros também fazem: trabalhar, construir e seguir em frente.

É preciso respeito

E talvez seja justamente por isso que o respeito seja tão importante. Porque o respeito não exige que todos concordem com tudo. Não exige pensamentos idênticos. Não exige que as pessoas abandonem suas crenças ou suas convicções.

O respeito exige apenas algo muito mais simples: reconhecer a humanidade do outro. Reconhecer que ninguém deveria ser diminuído por ser quem é. Reconhecer que diferenças não são ameaças. Reconhecer que uma sociedade se fortalece quando cria oportunidades para todos e não apenas para alguns.

Ao longo da vida, aprendemos a admirar pessoas por inúmeros motivos. Admiramos quem trabalha duro. Admiramos quem supera dificuldades. Admiramos quem transforma sonhos em realidade. Admiramos quem constrói algo maior do que si mesmo.

E essas qualidades não possuem orientação sexual. Não possuem gênero. Não possuem bandeira. Possuem apenas valor humano. Talvez seja essa a mensagem mais importante deste mês.

O orgulho celebrado em junho não é apenas o orgulho de ser quem se é. É também o orgulho de viver em uma sociedade que, aos poucos, aprende a enxergar as pessoas para além dos rótulos.

Uma sociedade que ainda tem desafios enormes pela frente, mas que também acumula histórias bonitas de coragem, talento e superação. Porque no final das contas, aquilo que realmente importa continua sendo muito simples.

Não é sobre quem você ama. Não é sobre como você se identifica. Não é sobre caber em uma definição. É sobre ter a liberdade de viver sua própria história. E ser respeitado enquanto a escreve.

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