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A Câmara Municipal fortalecerá a defesa do meio ambiente?

sábado, 20 de junho de 2026
por Bernardo Furrer

Semana passada, foi realizada, em Brasília, a Oficina de Regulamentação das RPPNs, da qual participei a convite do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, numa delegação da Confederação das RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) do Brasil, com a participação de diversos órgãos e instituições. Foram dois dias de intensos debates para adequar o futuro decreto do Governo Federal à realidade atual, da lei 5,746, das RPPNs.

Semana passada, foi realizada, em Brasília, a Oficina de Regulamentação das RPPNs, da qual participei a convite do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, numa delegação da Confederação das RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) do Brasil, com a participação de diversos órgãos e instituições. Foram dois dias de intensos debates para adequar o futuro decreto do Governo Federal à realidade atual, da lei 5,746, das RPPNs. (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/decreto/d5746.htm)

A lei atual  segue os princípios fundamentais do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), a lei da sistematização das Unidades de Conservação. Ainda que o decreto que criou as RPPNs seja anterior ao próprio SNUC, (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d1922.htm). Em  2006 foi regulamentada a lei, para estar em consonância com o próprio SNUC. Algumas  atualizações são  necessárias para que o amadurecimento e criação de novas ferramentas possam servir para melhor cumprir seus objetivos, para a criação de mais RPPNs com sustentabilidade.

Uma das modernizações criadas pelo Governo Federal é o SIMRPPN (Sistema Informatizado de Monitoria das RPPNs -  https://simrppn.sisicmbio.icmbio.gov.br/), ferramenta inovadora, onde o proprietário de uma área que queira protegê-la de forma permanente possa criar facilmente uma RPPN, garantindo que aquela área fique salva das ameaças mais comuns como a especulação imobiliária, o desmatamento, a  poluição dos rios, a pulverização e fragmentação das áreas ainda não degradadas, criando os corredores ecológicos, evitando as diversas ameaças que todos nós, infelizmente, conhecemos bem.

O SIMRPPN, simplificará a criação de RPPNs, e seus proprietários serão defensores reais e ativos do Meio Ambiente, preservando no nosso caso, a Mata Atlântica. A exclusão de exigências não essenciais, o envio online dos documentos, a interação virtual com os órgãos ambientais facilitará muito e impulsionará novas adesões. É gratificante ver o Ministério do Meio Ambiente adotar tal iniciativa, num real compromisso com o meio Ambiente e com a sociedade brasileira. 

RPPNs em Nova Friburgo

Nova Friburgo tem 26 RPPNs federais e estaduais, o que coloca o município na liderança nacional de número de RPPNs em área rural. A sociedade tem se conscientizado da importância do meio ambiente para um futuro justo e saudável para evitar ações que levem às mudanças climáticas. Infelizmente alguns governantes não materializam esse anseio e muitas vezes até impedem sua realização.

O projeto de lei das RPPNs municipais

Em 1º de dezembro de 2021 promovemos na Câmara Municipal a Audiência Pública das RPPNs Municipais com presença expressiva da sociedade civil e governantes do Executivo e Legislativo, sendo unânime o reconhecimento da importância das RPPNs na defesa do Meio Ambiente.

Em novembro de 2025 o vereador Cláudio Damião (PT) apresentou na Câmara Municipal o projeto de lei 123/2025 que permite o reconhecimento pelo município das RPPNs, as chamadas “RPPNs municipais”. Seguindo a tendência de facilitar e desburocratizar, o PL busca encurtar o caminho entre as partes envolvidas: cidadão e órgãos ambientais. 

Aqui o texto do projeto de lei para criar o Programa Municipal de Apoio e Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural: https://sapl.novafriburgo.rj.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2025/48026/plo_rppn_corrigido_e_assinado.pdf

Todos os projetos de lei passam por várias comissões na Câmara Municipal que avaliam seus diversos aspectos como o econômico, se é constitucional, se está de acordo com as normas legais, etc.. Havendo a necessidade de correções, essas podem ser feitas por revisões e adequações. Outra possibilidade e que se for reprovado em alguma comissão por unanimidade, pode ser arquivado e o  processo fica extinto.

Com pouca sensibilidade com o tema e não considerando a finalidade maior que é a proteção do Meio  Ambiente, a Comissão de Finanças, Orçamento, Tributação e Planejamento, quase vetou o projeto de lei das RPPNs Municipais. O argumento foi:

“No artigo 27: “A área reconhecida como RPPN, quando em área urbana, terá excluída da área tributável do imóvel para fins de cálculo do Imposto Territorial Urbano – IPTU”.

Chamo atenção que no texto do artigo ao criar uma RPPN, somente a área da RPPN urbana ficaria excluída do cálculo e não isenta do IPTU. São situações diferentes.

No artigo. 28: “Propriedades com RPPN em área de expansão urbana, caso passe por urbanização, poderá ser isenta do IPTU, desde que mantenham sua área original quando da urbanização”. Observo que área de expansão urbana é área rural tributada pelo ITR e não IPTU.

Outro questionamento foi o repasse da parte gerada pelas RPPNs no ICMS Ecológico para retornar para elas via Fundo Municipal do Meio Ambiente. Vários municípios como Rio Claro, Varre-Sai, Aperibé, etc., têm legislação semelhante.

Coube ao vereador Marcos Marins (PSD) evitar o arquivamento com um Parecer Divergente justificado pela inclusão de ajustes e adequações, levando em consideração que o PL 123/2025 apresentado pelo vereador Cláudio Damião, reconhecendo que “representa importante instrumento de proteção ambiental, permitindo ao Município ampliar a preservação dos remanescentes da Mata Atlântica por meio da iniciativa voluntária de proprietários privados, sem a necessidade de desapropriações ou dispêndios diretos e onerosos aos cofres públicos” e que “a função institucional dessa Comissão não se limita à rejeição de proposições legislativas, mas também compreende o dever regimental de aperfeiçoá-las e adequá-las juridicamente, sempre que os vícios identificados se mostrarem sanáveis mediante ajustes legislativos”, que é exatamente esse caso.

Friburgo terá suas RPPNs municipais? O que você acha? Você gostaria que isso se tornasse uma realidade?

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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Hospital cobra 13 mil cruzeiros por operação de apendicite

sábado, 20 de junho de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 19 e 20 de junho de 1976

Laís Lima (*)

Manchetes:

Edição de 19 e 20 de junho de 1976

Laís Lima (*)

Manchetes:

Uma apendicite: 13 mil cruzeiros – Incrível, pode parecer, mas a verdade, não se discute. Um lavrador precisou fazer uma intervenção cirúrgica com urgência. O local: Hospital Santo Antônio. Ele tinha documentação do Funrural. Seu pai fez um depósito preliminar de Cr$ 2.500. Depois da operação veio a conta: Cr$ 13 mil. A denúncia é do vereador Joel Heringer que já foi chamado a interferir, mas nada conseguiu. O vereador disse que, “há um complô de médicos contra a Funrural que é uma entidade que realmente presta serviços em Friburgo”.

Faltam 227 dias – É o tempo que falta para que tenha fim o pior governo da história de Nova Friburgo: o do prefeito Amâncio Azevedo. As desapropriações continuam a preocupar os proprietários de imóveis, pois a prefeitura tem um preço para alguns e outro muito maior para outros. Os moradores do Vale dos Pinheiros aguardam sentados, o término do calçamento de suas principais ruas.

Novo prefeito vai ganhar 172 mil por ano – Segundo a Lei Orgânica do município e cuja matéria já se encontra na Câmara de Vereadores, o prefeito a ser eleito em Friburgo nas próximas eleições para a gestão 1977-1981 vai ganhar anualmente, cerca de R$ 172 mil por ano, ou seja: Cr$ 14.399,80. Já o vice-prefeito vai receber Cr$ 69.119,04, ou seja, o provento mensal será de Cr$ 5.795,92.

Ministério do Trabalho recebe visita de delegado regional – No último dia 16 esteve em Friburgo o dr. Luiz Carlos de Britto, delegado regional do Ministério do Trabalho para o Estado do Rio de Janeiro. Na pauta da visita constou uma importante reunião com os gerentes e dirigentes dos supermercados sediados em nossa cidade para solução do problema de horário de funcionamento.

Pacheco x Alencar – Se a Arena tiver pouco de vivacidade e pensar em ganhar as eleições, ou pelo menos, tentar honrosamente, é colocar o vereador Sebastião Pacheco na luta eleitoral. Sebastião é o único nas atuais condições que pode entrar na área do sr. Alencar Barroso, cuja força eleitoral cresce a cada dia. Se a Arena for inteligente joga com Sebastião Pacheco, numa das chapas a vice-prefeitura, que inclusive, conseguirá outras forças dentro da Arena que estão desunidas.

Avenida Roberto Silveira - a mais mortal de Friburgo - Essa importante via continua debaixo dos olhares misericordiosos das autoridades. Todo dia, a avenida é palco de um acidente. Os atropelamentos são muitos. Um vereador afirmou no Legislativo que já morreram naquela artéria mais de 300 pessoas desde a sua inauguração.

Menezes homenageia o deputado Célio Borja – O vereador Manoel Carneiro de Menezes que exerce o cargo de presidente da Câmara Municipal de Nova Friburgo (MDB), homenageou o deputado federal e presidente da Câmara, sr. Célio Borja. Na ocasião, Manoel Carneiro de Menezes entregou dois livros ao deputado. O primeiro de autoria de Pedro Cúrio e o segundo de Martin Nicoulin.

Exposição Agropecuária de Cordeiro – Para somar o crescente desenvolvimento da criação, lavoura e indústria do novo Estado do Rio de Janeiro, a Associação de Criadores do Estado do Rio de Janeiro promoverá, de 10 a 18 de julho deste 1976, com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro, a 34ª Exposição Agropecuária de Cordeiro. Serão realizados diversos concursos, resultando na melhora genética e produtiva do gado, além de uma programação de festividades paralelas, com a eleição da Rainha da Exposição e a apresentação de shows de música popular e folclórica.

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Athis Freitas, Elias Evangelista, Sandra Maria, Claúdio Parca, Andreza Cristina, Jairo Simpson e Rodolpho Vassalo (19); Orlando Imbroinisi, Perla Haiut e Orlando Herdy (20); Leila Elias, George Hense, Edir Carestiato e Luiz Carlos Ruiz (21); Kátia Rocha, Homero Caputo, Yehonara Pinheiro Ferreira, Werter Almeida, Maria Carolina Braune, Djalma Gonçalves e Maria Salete (22); Ione Chavrand, Maria Vitória, Italo Sérgio, Lucimar de Mello, Vera Regina, Abel Ferreira e Friedrick Wilhelm (23); João Batista, João Carlos Cortez, Lucimar de Conceição e João Batista (24); Márcio Gonçalves, Nair Bravo, Wilson Barros, José Antônio e Odgir Rapiso (25).

E mais

  • Plano de Trânsito esclarece problema da Rua Padre Madureira 
  • Futebol: Veteranos do E.C. Saudade x Federação Fluminense de Árbitros
  • Metro quadrado no Centro: Cr$ 3 mil 

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

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Tá no DNA

sexta-feira, 19 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Pequena Maria Clara Baeta conquista primeira vitória no Carioca de Downhill

Ela tem o sobrenome de quem fez e ainda faz muito sucesso na modalidade. E o resultado não poderia ser outro: a pequena Maria Clara Baeta, com apenas 14 anos de idade, conquistou sua primeira vitória na categoria Elite feminina, do Circuito Carioca de Downhill 2026.

Pequena Maria Clara Baeta conquista primeira vitória no Carioca de Downhill

Ela tem o sobrenome de quem fez e ainda faz muito sucesso na modalidade. E o resultado não poderia ser outro: a pequena Maria Clara Baeta, com apenas 14 anos de idade, conquistou sua primeira vitória na categoria Elite feminina, do Circuito Carioca de Downhill 2026.

A segunda etapa da competição foi realizada no Morro do Cruzeiro, no município de Rio das Flores, no Sul fluminense nos últimos dias 6 e 7. O evento esportivo movimentou a região, reservando momentos de adrenalina, velocidade e técnica. 

Além de Maria, o pai, Bruno Baeta, correu em duas categorias, Master B e Enduro, conquistando a segunda posição em ambas. Pai e filha estão entre os contemplados pelo projeto Bolsa Atleta, da Prefeitura de Nova Friburgo. 

O evento em Rio das Flores reuniu alguns dos melhores pilotos fluminenses. Organizada pela Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj), com apoio da prefeitura local, a competição também atraiu um grande público apaixonado por mountain bike.

A tradicional pista do Morro do Cruzeiro, localizada bem no centro do município, passou por uma grande reforma estrutural. As modificações garantiram ainda mais emoção, curvas técnicas e saltos desafiadores, testando o limite dos atletas em meio à poeira e ao terreno acidentado da região.

O sábado foi reservado para os treinos livres, enquanto o domingo coroou os grandes campeões em descidas oficiais cronometradas. A prova reuniu ciclistas de diversas cidades fluminenses, divididos em categorias que vão desde a Elite até as divisões de base e bikes rígidas.

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    Um dos voos da pequena Maria Clara, que a conduziram a uma vitória marcante e muito festejada (Fo0to: Divulgação)

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    Festa no pódio teve muita comemoração, inclusive das adversárias da ciclista friburguense

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    No DNA: família Baeta comprova mais uma vez o talento para a prática do downhill

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    Em tempos de Copa do Mundo, um time “holandês” já celebrou em Nova Friburgo. O Nova Holanda faturou o título da Copa Verão, em Conselheiro Paulino, ao vencer o Amigos Unidos pelo placar de 4 a 2 na decisão. A partida foi realizada no Estádio Geraldo Leão, mais conhecido como Campo do Pastão, no sexto distrito. Para superar o adversário, o técnico Diego (Rato), acompanhado pelo auxiliar Pedrão, mandou a campo uma formação com Tiago, Dinei, Wendel, Thayllan e Juninho; Formiga, Jhonatan, Luan Negão e Gutinho; Pedro e Luidi. No banco, foram opções: Cabelinho, Biel, Ferrugem, Borel, Ribiti, Rodrigo, Christian, Luan, Matheus, Herdy, Christiano e Bigode. Apenas 22 jogadores poderiam ser relacionados, e desta forma, Diego, Leno, Bigode e Meme não participaram. Este último, artilheiro com sete gols, teve outro compromisso e não pode estar presente. Outro destaque foi o goleiro Tiago, que sofreu apenas sete gols. (Foto: Divulgação)

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Lado bom

sexta-feira, 19 de junho de 2026
por Paula Farsoun

O texto vai ser curto. A mensagem, breve. Prometo. Sobre honestidade. Mais uma vez. É necessário, atemporal e eu gosto de falar disso. E por isso repito. Os dicionários dão conta que a honestidade é substantivo feminino (começamos bem). É “ qualidade daquele que é honesto”. Ser uma qualidade, é ótimo. Predicados positivos são de bom grado. Está ligada ao decoro, honradez e probidade. Minhas palavras poderiam se encerrar por aqui. Já é o bastante. Só que não. Nunca será. Precisamos de reiterar as premissas básicas do Ser honesto. De ser honesto.

O texto vai ser curto. A mensagem, breve. Prometo. Sobre honestidade. Mais uma vez. É necessário, atemporal e eu gosto de falar disso. E por isso repito. Os dicionários dão conta que a honestidade é substantivo feminino (começamos bem). É “ qualidade daquele que é honesto”. Ser uma qualidade, é ótimo. Predicados positivos são de bom grado. Está ligada ao decoro, honradez e probidade. Minhas palavras poderiam se encerrar por aqui. Já é o bastante. Só que não. Nunca será. Precisamos de reiterar as premissas básicas do Ser honesto. De ser honesto. E reconhecer aquele que consegue sê-lo, apesar dessa conspiração estranha que parece atrair para o lado oposto.

Desde as pequenas práticas às grandiosas, o indivíduo honesto sente-se incomodado se deixar escapar, ainda que por milímetros, o lado bom da força. Inadmite deixar evadir a blindagem da honra que o cerca e por vezes, o toma por completo. Ele vive e convive com a necessidade de empregar grande esforço para manter-se na posição esguia e admirável da honradez. E da sensatez. Orgulha-se de ser correto. Direciona energia para agir como deve ser, sem pisotear nas premissas básicas da boa convivência nem tampouco fingir que esqueceu que ser honesto é qualidade que demanda vigilância constante.

Não se pode pestanejar. Não dá para esmorecer. Fingir que o troco a mais veio certo no caixa do supermercado? Nem pensar. “Colar” em uma prova para galgar a meta e atingir notas mais elevadas? Também não dá.  Extraviar pertences alheios? Enganar pessoas? Falsificar documentos? Inventar mentiras sobre terceiros procurando beneficiar-se disso? Apropriar-se de dinheiro alheio? Nem pensar. Não dá para negociar com o que é errado.

Afinal, qual é o preço da confiança? Não tem. Seu valor é inestimável e a vida parece se encarregar de demonstrar isso sempre que possível. O chamado às vezes é demorado. Como não sentir incômodo ao presenciar tantas pessoas aparentemente “se dando bem” fazendo coisas socialmente tidas por erradas pelo critério da hombridade?  Esse é o exercício. Não sucumbir. Ser resistência. Dormir em paz, com a consciência leve como uma pluma. Andar de cabeça erguida. Contribuir com bons exemplos. Esperar a retribuição da lei do retorno, das forças do Universo, que hão de ser justas. Que são justas. Acreditemos.

E nós que já nos atrapalhamos tantas vezes na vida? Que já pestanejamos, esmorecemos, andamos pelas bandas de lá? Mudemos, pois. Sempre é hora. A vida é esse emaranhado de escolhas contínuas. Que enxerguemos no que é certo um caminho a seguir. Uma boa opção. A única. Ainda que saibamos que até o conceito de certo e errado é relativo.

De fato, tudo é tão relativo e questionável que poderíamos andar cambaleando sem saber qual rumo seguir. Essa coisa de escolher um lado é tão pueril e superficial. Mas ... para quem pressupõe a existência dessa enorme corda invisível que separa o moral do imoral, o ético do antiético, o probo do improbo, o que semeia a paz do que fomenta o conflito, o que preconiza boas práticas do que as repudia, o honesto do desonesto, penso que seja mais eficiente escolher para qual lado destinar e empregar a força que te move. A hora é agora.

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A luta com o ego: a mais difícil

quinta-feira, 18 de junho de 2026
por Cesar Vasconcellos

Recebo por e-mail textos curtos de meditação dirigidos para pessoas em recuperação de alguma dependência ou vício, produzidas pela equipe da Hazelden Betty Ford Foundation, especializada em recuperação de dependência química nos Estados Unidos.

Recebo por e-mail textos curtos de meditação dirigidos para pessoas em recuperação de alguma dependência ou vício, produzidas pela equipe da Hazelden Betty Ford Foundation, especializada em recuperação de dependência química nos Estados Unidos.

Um desses textos fala sobre a luta com o nosso eu, que parece ser, em verdade, a maior que temos. Você pode viver com uma pessoa difícil e isso causar sofrimento, apesar de ser possível aprender a se proteger nessa convivência de tal forma que exista serenidade, que é algo pessoal, interna, não fornecida por medicação. Entretanto, a convivência com nosso eu ou ego é difícil porque todos somos contaminados com defeitos de caráter, como egoísmo, orgulho, mentira, vaidade, inveja, ódio, sobre os quais podemos ter pouca ou nenhuma consciência da existência deles em nós.

Dependentes de um vício só entram no processo de recuperação quando param de negar que perderam o controle sobre o consumo da substância ou da prática do comportamento no qual é viciado. Interrompendo a negação, param de mentir para si mesmos. Essa vitória é o primeiro passo de outros que ele ou ela vai precisar dar para seguir na recuperação da sua dependência.

Pena que alguns param de negar sua impotência sobre o vício, aceitam ajuda na busca da sobriedade e afastamento da dependência, mas não se interessam no avanço para obter vitórias sobre outros defeitos de caráter. Em Alcoólicos Anônimos chamam tais pessoas de “pessoas porre seco”, porque elas pararam de ingerir bebidas alcoólicas um dia de cada vez, mas continuam complicadas, irritadiças. Problemas com o ego continuam a perturbar não só elas mesmas, mas as com quem se relacionam em casa, no trabalho ou em outro lugar.

O texto da Fundação Hazelden diz: “O ego nos coloca em apuros. O ego nos diz que somos especiais e diferentes. Não somos tão especiais assim. Não somos tão diferentes assim. Somos criaturas que precisam de relacionamentos com os outros e com um Poder Superior (que para uns é o Criador do Universo). O ego nos diz que o único relacionamento de que precisamos é conosco mesmos. Há medo por trás do ego. Sim, um ego inflado vem do medo dos outros, do nosso Poder Superior. É por isso que nossos egos cresceram tanto durante o período de dependência ativa. Eles eram equivalentes ao nosso medo.”

E segue explicando que a recuperação de uma dependência requer que o viciado deixe o ego e o medo de lado. Sugere que ele o substitua por relacionamentos, claro, saudáveis, e serviço ao próximo. A razão pela qual isso deve ser feito é porque, em primeiro lugar, mantém o viciado sóbrio. Além da sobriedade, ou afastamento do uso da substância ou comportamento viciante, também impulsiona a pessoa a aprender com os outros. E, ao aprender com os outros, isso favorece a aproximação da verdade, que, conforme o texto diz, leva à aproximação da “morada do nosso Poder Superior”.

A verdade diminui o medo e requer que se deixe o ego de lado. Esses passos são auxílios importantes para a vida. O artigo recomenda que o viciado sempre se lembre que a verdade deve vir antes do medo, e relacionamentos antes do ego. E, termina com essa oração: “Poder Superior, ajude-me a manter meu ego sob controle. Ajuda-me a usar a energia do meu medo para me conectar com os outros, para aprofundar meu relacionamento contigo. Com o Senhor ao meu lado, não há nada a temer. Eu O escolho em vez do meu ego.”

Diante dessas ideias sobre a luta com o ego, a decisão do viciado para hoje pode ser, conforme o texto aponta: “Hoje vou prestar atenção em como meu ego me coloca em apuros. Vou evitar me colocar acima do meu Poder Superior.”

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Por que os processos demoram tanto no TJ-RJ?

quinta-feira, 18 de junho de 2026
por Lucas Barros

Existe uma cena que se repete diariamente em escritórios de advocacia de Nova Friburgo, da capital e de praticamente todo o Estado do Rio de Janeiro. O cliente liga. Pergunta se houve alguma novidade, se o juiz decidiu, se há previsão. E a resposta, muitas vezes, é um silêncio constrangedor seguido da frase que ninguém gosta de ouvir: "Ainda não."

Existe uma cena que se repete diariamente em escritórios de advocacia de Nova Friburgo, da capital e de praticamente todo o Estado do Rio de Janeiro. O cliente liga. Pergunta se houve alguma novidade, se o juiz decidiu, se há previsão. E a resposta, muitas vezes, é um silêncio constrangedor seguido da frase que ninguém gosta de ouvir: "Ainda não."

Não importa se a ação discute uma aposentadoria, uma indenização, uma pensão alimentícia, uma cobrança ou um problema de saúde. O sentimento costuma ser o mesmo. Quem procura a Justiça não procura apenas uma decisão. Procura uma solução para um problema que já está atrapalhando sua vida.

E é justamente por isso que a demora machuca. Machuca o pai que aguarda uma decisão sobre a guarda dos filhos. Machuca o aposentado que depende de um benefício para sobreviver. Machuca o trabalhador que espera receber uma verba reconhecida há anos. Machuca o empresário que não consegue encerrar um conflito que paralisa seus negócios. A demora transforma o processo em uma segunda punição.

E não pensem que isso afeta apenas quem está na ponta esperando uma decisão. Afeta também os advogados, que dependem do andamento dos processos para receber seus honorários e manter seus escritórios funcionando. Afinal, enquanto o processo está parado, a conta de luz continua chegando, o aluguel continua vencendo e os custos continuam existindo.

Recentemente, ao buscar informações sobre o andamento de um processo, fui informado de que a fila interna de análise ainda se encontrava em movimentações de novembro do ano anterior. Em outras palavras: um atraso próximo de oito meses apenas para que chegasse a vez daquele processo ser examinado.

E o problema nem sempre termina quando finalmente chega a vez do processo. Em razão do enorme volume de trabalho, não são raras as situações em que uma decisão deixa de enfrentar todos os pontos que precisavam ser analisados. O resultado é a necessidade de novos pedidos de esclarecimento, novas manifestações e novos atos processuais. Em outras palavras: uma demora que já era longa acaba se prolongando.

Para quem está de fora, pode parecer apenas mais uma movimentação processual. Para quem aguarda uma resposta da Justiça, porém, significa mais semanas, meses ou até anos de espera. E quando se fala em direitos, tempo quase sempre tem um preço.

Existe uma imagem equivocada de que o advogado protocola uma ação e simplesmente aguarda. A realidade é muito diferente. O advogado administra expectativas, responde mensagens, cobra andamentos processuais, presta contas ao cliente e tenta explicar aquilo que, muitas vezes, nem ele próprio consegue compreender: por que um processo permanece meses parado sem qualquer movimentação relevante?

É verdade que o problema não é exclusividade do Estado do Rio. O Judiciário brasileiro inteiro enfrenta dificuldades históricas relacionadas ao volume de ações e à crescente judicialização da vida. Hoje, praticamente tudo termina em um processo.

E, infelizmente, chegamos a um ponto em que muitas vezes somos obrigados a recorrer ao Judiciário para resolver conflitos que deveriam ser solucionados com diálogo, bom senso ou eficiência administrativa. O processo judicial deixou de ser exceção para se tornar rotina. E a justiça não acompanhou ao novo normal.

Mas também é verdade que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro se tornou uma referência nacional quando o assunto é morosidade. E parte dessa discussão passa inevitavelmente pela gestão administrativa do próprio sistema. Em diversas cidades do interior, tornou-se comum observar magistrados acumulando mais de uma vara simultaneamente. Um único juiz responde por estruturas que, em tese, deveriam possuir titulares próprios. Enquanto isso, pilhas de processos continuam crescendo, servidores trabalham sobrecarregados e a fila se alonga.

A pergunta é inevitável: o TJRJ está realmente investindo naquilo que resolve o problema? Porque, do ponto de vista do cidadão comum, parece difícil compreender por que existe espaço para tantos rearranjos administrativos, mas não para ampliar equipes, fortalecer cartórios, criar varas, integrar mais estagiários às frentes de trabalho ou melhorar a estrutura de atendimento.

Não se trata de atacar juízes ou servidores. A esmagadora maioria desses profissionais também enfrenta acervos gigantescos e trabalha sob enorme pressão. O problema parece ser muito mais profundo. É um problema de gestão. De planejamento. De prioridades. E quando as prioridades estão erradas, a consequência aparece rapidamente.

A vida fica parada. Projetos ficam suspensos. Empresas deixam de investir. Famílias permanecem em conflito. Direitos reconhecidos no papel demoram anos para produzir efeitos na vida real. Em contrapartida, os custos do processo judicial continuam subindo.

Poucas pessoas percebem, mas abrir um processo no Brasil continua sendo um ato de coragem. Além dos custos financeiros, existe um custo emocional enorme. Existe a incerteza, a ansiedade, a sensação de que se entrou em uma fila sem saber quando será chamado. E talvez seja justamente isso que mais preocupa.

Porque a confiança na Justiça não é construída apenas pela qualidade das decisões. Ela também depende da capacidade de entregá-las em tempo razoável. Uma sentença excelente, proferida tarde demais, muitas vezes chega quando o problema já produziu danos irreversíveis. Afinal, o relógio não para enquanto o processo espera.

O aposentado continua envelhecendo. O trabalhador continua precisando pagar contas. O empresário continua tentando manter as portas abertas. A família continua convivendo com o conflito. A vida segue. O processo espera.

E talvez seja justamente por isso que a velha frase continue tão atual: Justiça tardia não é apenas uma Justiça lenta. Muitas vezes, é uma Justiça que chega quando o problema já venceu.

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Brilhando pelo Estado

quinta-feira, 18 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Atletas do Projeto Solução se destacam nos Jogos Escolares do Rio

De Nova Friburgo para o Estado, com o talento que é peculiar aos jovens friburguenses quando o assunto é esporte. Diversos atletas do Projeto Solução de Judô participaram, no último sábado, 13, da etapa regional dos Jogos Escolares do Rio de Janeiro (Jerj) que reuniu representantes da Região Serrana e do litoral norte, em Araruama, na Região dos Lagos. A competição, promovida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, valeu classificação para a fase final estadual da modalidade.

Atletas do Projeto Solução se destacam nos Jogos Escolares do Rio

De Nova Friburgo para o Estado, com o talento que é peculiar aos jovens friburguenses quando o assunto é esporte. Diversos atletas do Projeto Solução de Judô participaram, no último sábado, 13, da etapa regional dos Jogos Escolares do Rio de Janeiro (Jerj) que reuniu representantes da Região Serrana e do litoral norte, em Araruama, na Região dos Lagos. A competição, promovida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, valeu classificação para a fase final estadual da modalidade.

Os judocas friburguenses conseguiram se destacar no desempenho e conquistaram nove vagas para a etapa decisiva dos Jogos Escolares, a ser realizada no dia 18 de julho, em Niterói. Apenas o campeão e o vice na primeira fase podem participar da fase final. Essa última etapa definirá os integrantes da seleção estadual que irá representar o Rio de Janeiro nos Jogos Escolares Brasileiros.

Nos Jogos Escolares, os atletas competem representando suas respectivas instituições de ensino. Entre as escolas participantes de Nova Friburgo, o Colégio CPM foi o destaque, conquistando quatro medalhas: duas de ouro com Manuella Mafort e Natália Moura; uma de prata, com Artur da Costa Valle; e uma de bronze, com Alícia Nunes.

O Colégio Estadual Augusto Spinelli também teve participação expressiva, com duas medalhas de prata conquistadas por Emanuela Schumacher e Valentina Oliveira. Já o Colégio Canadá somou outras duas medalhas de prata, obtidas por Renan Christani e Gabriel Rangel.

“Os resultados reforçam o trabalho desenvolvido pelo Projeto Solução de Judô e evidenciam o potencial dos jovens atletas de Nova Friburgo, que agora seguem na preparação para a disputa da fase final estadual”, avalia Carlos Hespanha, idealizador e coordenador do Solução.

Medalhistas do Projeto Solução

  • Manuella Martins Mafort - campeã - CPM
  • Natália Machado Moura - campeã - CPM
  • Ana Sophia Martins Féu - 2º lugar - Fribourg
  • Artur da Costa Valle - 2º lugar - CPM
  • Emanuela Schumacker da Costa - 2º lugar – C.E. Augusto Spinelli
  • Gabriel Rangel Martins - 2º lugar – C.E. Canadá
  • Raizen da Silva Marques - 2º lugar – N.S. das Dores
  • Renan dos Santos Christani - 2º Lugar – C.E. Canadá
  • Valentina de Oliveira dos Santos - 2º Lugar – C.E. Augusto Spinelli
  • Alicia Nunes da Silva - 3º Lugar - CPM
  • Luiz Miguel Dallia de Barros - 3º lugar – E.M. Dante Magliano
  • Octávio Silveira Heringer - 3º lugar - Fribourg
  • Rycharlison de Carvalho Silva Ther - 3º lugar – C.E. Canadá
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    Gabriel, do Canadá, conquistou a medalha de Prata em sua categoria (Divulgação / Solução)

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    Prata de Rayzen Marques colocou o Colégio N.S. Dores em evidência na competição (Divulgação / Solução)

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    Artur Valle também brilhou com o vice-campeonato nos Jogos (Divulgação / Solução)

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    Renan dos Santos foi mais um dos destaques do Colégio Canadá (Divulgação / Solução)

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    Pódio com dobradinha do Solução: Manuella foi a campeã e Ana Sophia ficou com a Prata (Divulgação / Solução)

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    Valentina, do Augusto Spinelli, foi uma das medalhistas de Prata que treinam no Solução (Divulgação / Solução)

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Ou muda a escalação ou não passa da fase de grupos

quarta-feira, 17 de junho de 2026
por Max Wolosker

Não poderia ser pior a estreia da seleção brasileira, no último sábado, 13, contra a temida seleção do Marrocos. O mau agouro começou ao saber-se que os marroquinos portavam uma camisa vermelha, com uma estrela no peito e o jogo estava marcado para o dia 13. Pior do que isso, só o pífio espetáculo apresentado por aquela seleção, que em outras épocas encantou o mundo.

Não poderia ser pior a estreia da seleção brasileira, no último sábado, 13, contra a temida seleção do Marrocos. O mau agouro começou ao saber-se que os marroquinos portavam uma camisa vermelha, com uma estrela no peito e o jogo estava marcado para o dia 13. Pior do que isso, só o pífio espetáculo apresentado por aquela seleção, que em outras épocas encantou o mundo.

Também, o que esperar de uma equipe que entra em campo com Ibañez, Casemiro, Igor Thiago, Lucas Paquetá, Raphinha e Vinicius Jr? E pensar que no banco de reservas tinham, Danilo (o do Flamengo), Danilo (o do Botafogo), Endrick e Luís Henrique; nada contra Vinícius, mas fora o gol de empate, não jogou nada, aliás na seleção ele não é nem sombra do que joga no Real Madrid. Outro que não foi visto em campo, foi Igor Thiago, que aliás nem deveria ter sido convocado, pois Pedro, artilheiro do Flamengo, é um milhão de vezes melhor do que ele. Não fosse o espírito de “panelinha” que sempre reinou nas convocações da seleção brasileira, muitos teriam ficado de fora da lista final.

O velho complexo de cachorro vira lata, lançado pelo escritor e jornalista Nélson Rodrigues, não nos abandona nunca; é semelhante a uma frase cunhada no passado que dizia “o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil”. E é por isso que desde 1986 não conseguimos mais formar um grupo de jogadores de encher os olhos. Muitos dirão que aquela seleção não foi campeã, mas conseguiu a façanha de mostra o verdadeiro futebol brasileiro, aquele que unia arte com eficiência.

A partir de 1990 nossas seleções começaram a priorizar atletas que jogavam fora do Brasil, contratados a peso de ouro pelo futebol europeu. O problema é que eles se adaptaram a um novo estilo de jogo e, em função dos altos salários, passaram a poupar suas canelas quando a serviço da seleção canarinho. É claro, uma contusão séria pode afastá-los dos gramados por um tempo prolongado, o que os desvalorizaria em futuras renovações de contrato. Na realidade, não precisam de uma vitrine, como era a seleção brasileira em seus tempos áureos, para se valorizarem.

O mesmo se deu com a contratação de Carlo Ancellotti para técnico da equipe brasileira, um fato jamais acontecido na história. Já tivemos técnicos estrangeiros dirigindo nossas equipes, mas nunca nosso selecionado. Mesmo agora com esse enxame de técnicos portugueses e argentinos, o que vemos é uma implantação de um modo de jogar que nada tem a ver com o nosso, onde imperavam a malícia, a improvisação e um toque de irresponsabilidade, no bom sentido. Aliás, Ancellotti foi um técnico destacado nos clubes que dirigiu, mas jamais treinou uma seleção italiana ou de outro país. E, diga-se de passagem, ele não teve tempo suficiente para entender o espírito do futebol brasileiro. Seu filho, Ancelotinho, por ter treinado o Botafogo durante o campeonato brasileiro do ano passado, talvez tenha uma percepção melhor do futebol que se joga por aqui, hoje.

Engessar o jogador brasileiro num esquema rígido não funciona. Queria ver um técnico fazer isso com um Zizinho, Leônidas da Silva, Nílton Santos, Garrincha, Pelé, Tostão, Rivelino, Zico, Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho, Sócrates e muitos outros que vestiram e encantaram o mundo com a amarelinha da seleção brasileira.

Creio que Renato Gaúcho não deva ter sido chamado para ocupar o lugar de Ancellotti, por que tenho certeza que seu temperamento não se enquadraria em priorizar os “estrangeiros”, em detrimento dos que aqui jogam. Tenho certeza absoluta que entre Pedro e Igor Thiago, o segundo não ficaria nem entre os 40 selecionáveis. Mas, como é vice-artilheiro da premier league desse ano, com 22 gols, apesar de jogar no futebol belga, pouco expressivo entre os times do continente europeu, virou titular. Em 2024 Pedro marcou 29 gols, sendo o maior artilheiro da temporada, mas no Brasil. Em 2025, essa média caiu muito, em função de algumas lesões que o deixaram fora dos gramados, por um bom período. No entanto, em 14 jogos, em 2026, ele já carimbou as redes por oito vezes.

Nesta sexta-feira, 19, e sem vermelho na camisa, enfrentaremos o perigosíssimo Haiti, em sua segunda participação numa Copa (a primeira foi em 1974). Que Ancellotti tenha um ataque de loucura e substitua de uma vez Casemiro, Lucas Paquetá, Igor Thiago, Raphinha e por que não, Vinicius Jr?

Torcida fazendo a sua parte

Endrick, Éderson, os dois Danilos e Luís Henrique estão doidos para serem escalados e mudarem a cara da seleção canarinho e manterem a esperança de um povo, de seguir mais a frente nessa copa. Do jeito que está não chegaremos à fase eliminatória. É digno de nota dizer que há muito tempo não se vê uma torcida tão empolgada, a ponto de voltar a enfeitar ruas e praças, com bandeiras e fitas verde amarelo, além de muitos torcedores coma a famosa camisa amarelinha. Que o carcamano não jogue uma ducha de água fria na torcida brasileira.

Uma curiosidade, que mostra que nossas convocações são jogo de cartas marcadas, que existem interesses escusos por trás disso e só jornalistas não comprometidos com o sistema, têm coragem de falar, são capazes de publicar. Vejam a escalação do time que iniciou a Copa de 2022: Alisson, Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro e Lucas Paquetá; Raphinha, Neymar, Vini Jr e Richarlison. E a escalação do time que estreou sábado passado: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Matheus Cunha, Vini Jr. e Raphinha. Com exceção de Thiago Silva, Neymar, que está machucado, Gabriel Magalhães e Richarlison, o time é exatamente o mesmo.

Para que gastar tanto dinheiro com o salário de um técnico estrangeiro, se a escalação não mudou em nada, nem o sistema de jogo? Querem fazer acreditar que em quatro anos não surgiu nada melhor, no futebol brasileiro? Com a palavra, a CBF.

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Sonhos que continuam

quarta-feira, 17 de junho de 2026
por Camilla Fiorito

Ah, nossos sonhos! Sonhos esses que fazem parte de um imaginário que cresce e floresce dentro do nosso ser. Nos transforma, dia após dia, e alimenta nossa alma com uma doce melodia e sabor.

Sonhar traz esperança, renova e desperta sentimentos conhecidos e desconhecidos. Nos permite acordar todas as manhãs, proporcionando, gentilmente, um carinho invisível, mas que é sentido com toda intensidade, fazendo nosso corpo borbulhar com doçura e calor. 

Nos inspira a seguir para alcançá-los e realizá-los, mesmo em caminhos tortuosos que não entendemos. 

Ah, nossos sonhos! Sonhos esses que fazem parte de um imaginário que cresce e floresce dentro do nosso ser. Nos transforma, dia após dia, e alimenta nossa alma com uma doce melodia e sabor.

Sonhar traz esperança, renova e desperta sentimentos conhecidos e desconhecidos. Nos permite acordar todas as manhãs, proporcionando, gentilmente, um carinho invisível, mas que é sentido com toda intensidade, fazendo nosso corpo borbulhar com doçura e calor. 

Nos inspira a seguir para alcançá-los e realizá-los, mesmo em caminhos tortuosos que não entendemos. 

Mas o que acontece quando não temos esse sonhar diário, que traz cor para o nosso interior?

A sensação de vazio e a perda de sentir a motivação interna passam a fazer parte. Estagnação, falta de objetivos chegam e causam impacto no bem-estar e na saúde mental. 

Os sonhos nos motivam. Dão direção e propósito, pois sem esses pontos são apenas desejos que fazem parte da vida.

Revigoram nossa rotina, despertam movimentos para que possamos refletir e agir. Transforma quem somos, proporcionando persistência e obstinação. Suscitam esperança, alento e ânimo para enfrentarmos obstáculos, que muitas vezes nos causam dor. 

Seguir naquilo que acreditamos e queremos faz com que experimentemos uma sensação física no corpo e na mente. Resulta em uma resposta ímpar e significativa. 

Me lembro quando, há um ano atrás, escrevia o primeiro texto desta coluna que aqui se encontra. Sentada na cadeira de casa, pensava e imaginava como seria o início de “Conversas de Dentro”. Não sabia qual público iria alcançar ou sequer se a identificação com os assuntos aqui expostos trariam conforto ou despertariam boas reflexões.

As palavras começaram a chegar e as linhas foram ocupadas por letras e mais letras, compondo o primeiro texto para os meus futuros leitores. 

Um ano depois, cá estou completando aniversário como colunista deste jornal que mexe comigo de forma indescritível.  

Agradecida sou à minha família, por acreditar, à minha amiga Carolina Batista, por coragem me dar, à Adriana Ventura, por confiar, à equipe, por organizar, e aos leitores destas páginas, os quais fazem parte desse momento tão singelo que começou em 18 de junho de 2025 (o dia em que um dos meus sonhos se realizou), por acompanhar. 

Sonhe! Acredite ser possível. Nem sempre acontece da forma que você espera ou no momento que deseja, mas siga sonhando.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Talento valorizado

quarta-feira, 17 de junho de 2026
por Vinicius Gastin
Foto de capa
Guilherme Risso se destaca dentro de campo e fora das quatro linhas, sendo considerado uma liderança (Foto: divulgação/Botafogo)

Friburguense Guilherme Risso assina contrato com o Botafogo

Friburguense Guilherme Risso assina contrato com o Botafogo

Um novo talento de Nova Friburgo começa a ganhar o seu espaço e a dar passos importantes rumo a uma carreira de sucesso no futebol profissional. O jovem Guilherme Risso, de apenas 14 anos, assinou contrato de formação com o Botafogo. Segundo divulgado pelo Glorioso, o objetivo dessa assinatura é promover a valorização do atleta, que está no clube desde 2022. O Botafogo ainda enfatiza que “a Joia do Bairro se destaca pelo comprometimento e liderança dentro e fora de campo, sendo peça fundamental no elenco alvinegro.”

Ao lado de Augusto Oliveira, diretor de Futebol de base, Risso esteve com sua família e representantes no estádio Nilton Santos para a formalização do novo contrato.

O lateral-direito alvinegro, de 1,72 metro, conquistou a Copa Fictor Sub-15, série prata, batendo o Santos na final, em torneio realizado em São Paulo, no início do ano.

Guilherme Risso valorizou o novo contrato e agradeceu a oportunidade: “Estou muito feliz de ter assinado meu primeiro contrato de formação, uma coisa que eu coloquei como meta esse ano para minha carreira. Vou continuar me dedicando a cada dia, dando meu máximo para continuar vestindo a gloriosa camisa com muito orgulho. Agradeço pela confiança e oportunidade que a equipe sempre deposita em mim. Vejo essa nova fase como uma grande oportunidade de crescimento, aprendizado e evolução, tanto dentro quanto fora de campo, buscando evoluir constantemente e honrar as cores do Botafogo com muito orgulho e responsabilidade”, concluiu.

Belford Roxo fatura a B2

O Belford Roxo conquistou a Série B2 Estadual Sub-20 ao arrancar o empate com o Paduano, em 1 a 1, no estádio Waldo Carneiro, em Santo Antônio de Pádua, na segunda partida da final da competição. O Trovão Azul saiu na frente, mas os visitantes buscaram o empate, que resultou no título da equipe da Baixada, que havia vencido o jogo de ida por 1 a 0.

O Friburguense foi até as semifinais da competição, mas acabou parando no Paduano. Depois de vencer em casa pelo placar de 2 a 0, o Frizão foi derrotado em Pádua por 3 a 1, igualando o confronto na soma dos placares. Como o adversário havia feito melhor campanha na fase de classificação, acabou ficando com a vaga.

 

2 fotos – legendas (Foto: Divulgação / Botafogo):

1- Assinatura do contrato de formação valoriza um dos grandes ativos do Botafogo, nascido em Nova Friburgo

2- Guilherme Risso se destaca dentro de campo e fora das quatro linhas, sendo considerado uma liderança

Foto da galeria
Assinatura do contrato de formação valoriza um dos grandes ativos do Botafogo, nascido em Nova Friburgo (Foto: divulgação/Botafogo)
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