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Participação histórica

terça-feira, 28 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

AFFM / Friburguense com grande delegação e conquistas no Brasileiro Individual de Futmesa

O futmesa do Estado do Rio de Janeiro confirmou sua força no cenário nacional do futebol de mesa, e a AFFM / Friburguense se destacou nesse contexto durante a disputa do 36º Campeonato Brasileiro Individual, Regra 12 Toques. A competição foi realizada entre os últimos dias 18 e 21 no ginásio do Guarani Futebol Clube, em Campinas-SP, reunindo os principais atletas do país.

AFFM / Friburguense com grande delegação e conquistas no Brasileiro Individual de Futmesa

O futmesa do Estado do Rio de Janeiro confirmou sua força no cenário nacional do futebol de mesa, e a AFFM / Friburguense se destacou nesse contexto durante a disputa do 36º Campeonato Brasileiro Individual, Regra 12 Toques. A competição foi realizada entre os últimos dias 18 e 21 no ginásio do Guarani Futebol Clube, em Campinas-SP, reunindo os principais atletas do país.

Pelo Tricolor da Serra, Hiago Carvalho e Marcio Pires foram campeão e quarto colocado na Série Bronze, enquanto Daniel Couto Pereira se posicionou entre os 16 melhores do Brasil. A delegação numerosa do Frizão é outro ponto de destaque.

O título ficou com o Vasco da Gama, que alcançou uma conquista simultânea nas categorias Adulto e Master, ambas decididas em finais contra adversários do Sociedade Esportiva Palmeiras. Na categoria principal, Nando Jesus confirmou o excelente momento e garantiu o título ao superar o multicampeão Quinho por 6 a 4 em uma final de alto nível técnico.

Já na categoria Master, a decisão foi ainda mais equilibrada. Moacir Henze conquistou o título após vencer por 5 a 4 o palmeirense Lopes, de virada, após estar perdendo por 3 a 0, assegurando mais uma taça para o clube de São Januário. Marco Antônio, também do Vasco, completou o pódio na terceira posição.

A competição

Ao todo, o torneio contou com 242 atletas, distribuídos entre as categorias Adulto (128 jogadores), Master (96 atletas) e Sub-18 (18 competidores). A competição também contou com representantes de 16 estados — Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo — além do Distrito Federal. A competição foi organizada pela Federação Paulista de Futebol de Mesa, com chancela da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa.

O Vasco da Gama vem construindo uma trajetória vitoriosa no Campeonato Brasileiro Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, sendo o único clube com conquistas em todas as categorias ao longo dos anos. No total, agora, são 12 títulos, sendo dois no Sub-15, quatro no Sub-18, dois no Adulto e quatro no Master.

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    Hiago Carvalho e Marcio Pires, campeão e quarto colocado na Série Bronze (Foto: Divulgação)

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    Friburguense teve delegação numerosa participando da competição nacional em Campinas (Foto: Divulgação)

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    Título principal da competição fica no Rio de Janeiro, com botonista do Vasco (Foto: Divulgação)

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A VOZ DA SERRA é atual, avançado, mas não perde as raízes

terça-feira, 28 de abril de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

A charge de Silvério, publicada na edição do último fim de semana, não perdeu o trem da atualidade, pois se “dois em cada três brasileiros estão endividados” a fila não vai parar de crescer nem tão cedo. Se é que vai parar algum dia! Minha amiga Fausta Sidoni sempre aconselhou: “Mais importante do que ganhar é saber gastar”.

A charge de Silvério, publicada na edição do último fim de semana, não perdeu o trem da atualidade, pois se “dois em cada três brasileiros estão endividados” a fila não vai parar de crescer nem tão cedo. Se é que vai parar algum dia! Minha amiga Fausta Sidoni sempre aconselhou: “Mais importante do que ganhar é saber gastar”.

Entretanto, esse  saber é um aprendizado difícil, porque as facilidades para se endividar são mirabolantes. O cartão de crédito é o “principal vilão” seguido pelos empréstimos. Contudo, ninguém se desespere. São muitas as dicas para “sair do vermelho” a mais importante é cortar gastos desnecessários. Meu pai tinha o hábito de registrar os gastos do dia e isso ajuda muito no controle das demandas financeiras.

Sobre o cartão de crédito, para vencer a bola de neve criada, é preciso evitar novas compras. Alguém vai dizer – “parece fácil, mas não é!”. Claro que é preciso resistir aos impulsos consumistas. Com determinação e responsabilidade, acaba dando certo!

Festejando o Dia Internacional da Dança, celebrado nesta quarta-feira, 29, o Caderno Z serviu de palco onde a arte da dança revela talentos. Muito prazer, Cesar dos Santos que, aos 20 anos de idade, já tem vivência artística para contar. E ele assim se identifica: “Acredito que a arte tem um papel profundamente transformador. Ela é uma forma de conexão com o interior das pessoas e uma ferramenta de mudança. Compartilhar o que aprendi é também uma forma de retribuir...”.

Para Fran Berriel, a “dança sempre foi um sonho”, mas a jovem não se deteve no imaginário: “Havia uma certeza mais forte que qualquer insegurança, a de que a dança não era apenas uma vontade, era pertencimento...”.

Com Lurrielly Lima não foi diferente e a “dança deixou de ser apenas paixão para se tornar estratégia de futuro”. Ante as dificuldades desde a infância, quando cedo começou a trabalhar como costureira, manicure e babá, “a dança permaneceu”, ocupando o centro de sua caminhada. E realça: “A dança foi o que manteve de pé, quando tudo parecia difícil...”.

Em “Matéria de Capa”, o Caderno Z foi buscar o projeto Ballet Bonito, criado em novembro de 2020, em Rio Bonito de Cima, na região rural do 5º distrito de Nova Friburgo, Lumiar. O projeto tem a coordenação da professora  “Tia Paloma”.  Com um currículo de atuações internacionais, Paloma descobriu uma “nova forma de permanência” e isso tem a ver com sensibilidade, porque “a delicadeza do ballet encontrou a infância e a natureza”.

Dia 30, próxima quinta-feira, no Teatro Municipal Laercio Rangel Ventura, será apresentado o espetáculo “Na Pista”, da Companhia Urbana de Dança.  O projeto foi elogiado pelo The New York Times como “ a evolução da dança de rua”.

Outro destaque da edição: “Número de idosos cresce no país e chega a 16.6% da população”.  E isso é o que devemos mesmo esperar diante das novas perspectivas de vida. Não creio que o “Brasil está ficando mais velho”. Digamos que o Brasil está ficando mais habilitado para os 60+. A longevidade é fruto de mais cuidados, mais possibilidades e mais integração nas atividades comunitárias. E quem não quer viver uma vida longa, saudável e prazerosa?

Na era digital, os prós e contras. A rapidez do contato que, muitas vezes, não dá tempo de reter o conhecimento. A distração que deixa  a reflexão escapar entre os dedos. A leitura que fica “cansativa” e o vídeo “curto” que distrai. Na semana passada eu fui comprar uma estante e especifiquei que era, exclusivamente, para livros. O vendedor da loja disse que não há mais estante “para livros” porque ninguém mais lê.

Na semana passada, no próprio jornal A VOZ DA SERRA festejamos o Dia Nacional do Livro Infantil e o Dia Mundial do Livro. Sinal de que o livro está na moda sim. Ainda bem!

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Mensagem dos bispos do Brasil

terça-feira, 28 de abril de 2026
por CNBB

Jesus disse de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

“Reunidos em Aparecida-SP, junto à Padroeira do Brasil, nós, bispos católicos, por ocasião da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre os últimos dias 15 e 24, dirigimos esta mensagem de esperança e unidade a todo o Povo de Deus. Fortalecidos pela oração, reafirmamos o compromisso de evangelizar, sendo uma Igreja Sinodal que escuta, acolhe e serve a Jesus Cristo com amor e fidelidade.

Jesus disse de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

“Reunidos em Aparecida-SP, junto à Padroeira do Brasil, nós, bispos católicos, por ocasião da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre os últimos dias 15 e 24, dirigimos esta mensagem de esperança e unidade a todo o Povo de Deus. Fortalecidos pela oração, reafirmamos o compromisso de evangelizar, sendo uma Igreja Sinodal que escuta, acolhe e serve a Jesus Cristo com amor e fidelidade.

Unimo-nos ao Papa Leão XIV em seu profético empenho pela paz, que não pode ser um ideal distante, mas uma realidade concreta. Exortamos todos a reconhecer que a paz, dom do Ressuscitado, brota da conversão dos corações, do diálogo fraterno e da solidariedade com os mais pobres.

O Batismo é a fonte de todas as vocações e, por meio dele, somos chamados à santidade e à comunhão. Revestidos todos da mesma dignidade, tornamo-nos corresponsáveis pela missão da Igreja, qualquer que seja o ministério que exerçamos. Nesta harmonia, reconhecemos a riqueza dos dons e carismas que, na diversidade dos ministérios, dinamizam o serviço na Igreja e na sociedade.

Manifestamos nossa gratidão a todo o Povo de Deus, que se mantém fiel no seguimento a Jesus Cristo, e expressamos nossa proximidade a todos os cristãos leigos e leigas, consagrados e consagradas, e ministros ordenados que sofrem calúnias e agressões por seu compromisso com o Evangelho, principalmente junto aos pobres e na defesa da Casa Comum.

Pedimos a todos um esforço contínuo pela unidade, fazendo de nossas comunidades ambientes onde o diálogo se manifeste na superação das polarizações. Empenhemo-nos na valorização da diversidade dos dons, onde todos os ministérios sejam vividos como serviço ao próximo, num caminho de comunhão, participação e missão.

Somos gratos aos cristãos leigos e leigas, chamados a ser sal da terra e luz do mundo nas realidades sociais e eclesiais (cf. Mt 5,13-16). Enaltecemos, igualmente, a vocação matrimonial e a família, cuja missão reside em gerar e cuidar da vida, na educação das novas gerações e na transmissão da fé.

Esse mesmo olhar queremos dirigir aos diáconos e presbíteros, chamados — a exemplo do Bom Pastor — a serem conosco os primeiros, dentre o Povo de Deus, servidores na comunidade e dispensadores da graça sacramental, construindo um caminho de unidade e comunhão. Reconhecemos também a importância da vida consagrada e seu compromisso missionário, especialmente junto aos mais fragilizados, como um sinal profético de doação da própria vida e um testemunho da alegria no discipulado.

Iluminados pelo magistério do Papa Francisco, que nos animou a ser uma “Igreja em saída”, reconhecemos o trabalho incansável de todos os fiéis que se dedicam às iniciativas de cuidado dos pobres e da Casa Comum, atuando nas periferias geográficas e existenciais. A doação de suas vidas, nesta missão, impulsiona-nos a uma sensibilidade e abertura missionária permanentes.

Agradecemos, de modo especial, a todos os jovens presentes em nossas comunidades. Vocês são o “agora de Deus”, e nos ajudam a ser uma Igreja viva e renovada. Ao mesmo tempo, convidamos todas as lideranças eclesiais a acolherem e caminharem junto aos jovens, no cuidado, na escuta e no discernimento.

Convidamos todos a um renovado compromisso na construção da cultura vocacional, fazendo de nossas comunidades espaços de encontro, testemunho e missão. Ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia, em cada domingo, unamo-nos na oração pelas vocações e pela perseverança dos que se colocam a serviço da evangelização.

Neste espírito de comunhão, como um só corpo (cf. Rm 12,5), assumamos, com renovado ardor, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Elas são a expressão concreta de nossa acolhida ao caminho sinodal, que nos leva a redescobrir a beleza da variedade das vocações, carismas e ministérios.

Somos uma Igreja ministerial e, sob o olhar amoroso da Virgem Aparecida, Mãe das Vocações, renovamos nosso compromisso de evangelizar, anunciando Jesus Cristo com alegria e esperança, para que cheguemos à plenitude do Reino de Deus.”

Aparecida – SP, 24 de abril de 2026. 62ª Assembleia Geral da CNBB

Fonte: CNBB

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Mozarteando

terça-feira, 28 de abril de 2026
por Tereza Malcher

Vez em quando, quero me referir ou descrever algo e não consigo encontrar palavra que designe o que pretendo expressar. Apesar do vasto dicionário da nossa bela Língua Portuguesa, ainda faltam palavras para definir pensamentos e sentimentos, fatos e objetos, situações e processos. Aliás, sempre falta algo na vida, então por que não poderia suceder com a nossa Língua Portuguesa? E o falante, como você, meu leitor, e eu, volta e meia, nos deparamos com os vazios da linguagem.

Vez em quando, quero me referir ou descrever algo e não consigo encontrar palavra que designe o que pretendo expressar. Apesar do vasto dicionário da nossa bela Língua Portuguesa, ainda faltam palavras para definir pensamentos e sentimentos, fatos e objetos, situações e processos. Aliás, sempre falta algo na vida, então por que não poderia suceder com a nossa Língua Portuguesa? E o falante, como você, meu leitor, e eu, volta e meia, nos deparamos com os vazios da linguagem.

Posto que sim, a literatura é de uma graça imensa e tem desses acasos, engraçados, esdrúxulos e deleitosos. No final de uma conversa com os sócios e amigos do Instituto Edith Blin, ocasião em que eu falava sobre o processo de escrita, quis dizer que escrevo como se fosse embalada pelas músicas de Mozart. E saiu, espontaneamente, “mozarteando”. Depois, supus que poderia ser o gerúndio do verbo mozartear.

Eu mozarteio, você mozarteia e ... Escrevo a coluna sendo abençoada por esse nobre e talentoso músico, que organiza minha mente e faz com que as ideias fluam com leveza. A música clássica do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) ativa o poder do cérebro por ter uma sonoridade profunda, elegante e equilibrada. Pela sua harmonia, composta com tamanha perfeição, oferece a sensação de “joie de vivre” (ou alegria de viver) e momentos de introspecção, evocando sentimentos de compaixão e paz. É uma música que possui magnetismo, eletrizando nossas correntes energéticas.

De fato, Mozartear me possibilita transitar com desenvoltura entre o amor, a brincadeira e a poesia. Quem escreve precisa mergulhar no estado mozarteador para conseguir transpor as ideias para o papel com beleza e poesia.

Mozarteando, fiz outra constatação: escrever é um processo louco. Guimarães Rosa era um poliglota, falava muitos idiomas. Dominando completamente diferentes línguas, criou palavras: nonada (coisa sem importância), desinquieta (agitada), empalavrado (pessoa que usa muitas palavras). Acredito que ele ia escrevendo, ia querendo encontrar palavras exatas, não as encontrava e ia inventando. Que criatividade fundamentada na intuição, no conhecimento da língua e na determinação de explorar as possibilidades dela, como escritor!

Eu, também, ousei em criar uma: ajelasmicrim (mistura dos cheiros de jasmim e alecrim). Ao escrever um texto infantojuvenil sobre o tempo, queria achar uma palavra para expressasse aquela pessoa apressada, que fala rápido e acaba misturando tudo. Aí, sem querer, andando no meu jardim, fazendo um número sem fim de perguntas ao meu vocabulário, senti um cansaço daqueles que vaza nos poros, e “ajelasmicrim” saiu num sopro, quase me tirando o ar. Então, corri para a mesa e escrevi. Uma, duas, três vezes. Repeti várias vezes em voz alta e gostei do som. E, então, nomeei meu texto de Ajelasmicrim.  Com ele ganhei o prêmio “Off Flip de literatura”, em 2016, na primeira edição do concurso infantojuvenil. E o livro foi editado pela respectiva editora.

Quem escreve tem que se acostumar com essas saudáveis normalidades. Até porque a língua se constitui assim. Surge na boca do povo, no dizer das palavras e frases. Agora, pesquisando sobre as novas palavras inseridas no dicionário da Língua Portuguesa, me deliciei com “vacinódromo”, o lugar de vacinação; “bibliosmia”, ato de cheirar livros, hábito comum a muitos leitores. Eu, mesma, cheiro, inspiro tão profundamente o meio do livro para sentir o autor e o texto. É como se o olfato substituísse a visão. Para ser sincera, lemos com todo o nosso corpo. E, aí, com tantas palavras e situações enlaçando nossas células, criou-se “disania”, dificuldade extrema de sair da cama. Quem não sofre de disania no dia da preguiça?

Inventar palavras parece ser uma brincadeira interessante e gostosa, quase um jogo de palavras e letras. Na verdade, é um modo de não se resignar com as limitações da língua e das situações. Um modo de ir além, de não ficar acanhada com os limites. De saltitar sobre as letras.

Salve os tempos da “uberização”!

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Última chamada

sábado, 25 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Maratona do Rio abre última chance para se inscrever nas provas deste ano

Quem ainda tem a intenção de correr a Maratona do Rio 2026 acaba de ganhar uma nova oportunidade. A organização do evento liberou um lote extra de inscrições para as provas de 21 e 42K e para o Desafio Cidade Maravilhosa (21 + 42K), contemplando vagas remanescentes. Há opções de kits com e sem camisa. Os interessados podem garantir a participação no site oficial da Maratona do Rio.

Maratona do Rio abre última chance para se inscrever nas provas deste ano

Quem ainda tem a intenção de correr a Maratona do Rio 2026 acaba de ganhar uma nova oportunidade. A organização do evento liberou um lote extra de inscrições para as provas de 21 e 42K e para o Desafio Cidade Maravilhosa (21 + 42K), contemplando vagas remanescentes. Há opções de kits com e sem camisa. Os interessados podem garantir a participação no site oficial da Maratona do Rio.

Novidade nesta edição, a organização adotou pela primeira vez um sistema de sorteio para as provas principais, inspirado em maratonas internacionais como Nova York, Londres e Tóquio. O modelo foi implementado com o objetivo de ampliar o acesso e tornar o processo mais transparente e equilibrado. As vagas disponibilizadas agora são provenientes de inscrições não confirmadas.

A edição de 2026 marca o retorno do percurso clássico da Maratona do Rio, com largada na Praia da Reserva, no Recreio dos Bandeirantes, e chegada no Aterro do Flamengo. O trajeto percorre a orla das zonas sudoeste e sul da capital, passando por pontos icônicos como São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Botafogo e Flamengo. Ao longo do percurso, os corredores têm o mar como cenário e acompanham o nascer do dia em boa parte da prova.

A retomada desse trajeto também possibilitou a ampliação do número de participantes. A mudança foi baseada em análises técnicas e na escuta da comunidade de atletas, buscando equilibrar crescimento, segurança e qualidade de experiência.

Com apenas 19 curvas, o percurso está entre os mais fluídos da América do Sul, favorecendo o desempenho esportivo. A altimetria predominantemente plana, com baixo ganho acumulado, também contribui para quem busca melhores marcas pessoais.

A Maratona do Rio 2026 será realizada entre os dias 4 e 7 de junho, reunindo as provas 5K, 10K, 21K (por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Rio de Janeiro, via Secretaria de Esporte e Lazer), além do Desafio Cidade Maravilhosa 21K + 42K.

As largadas das provas de longa distância acontecem nas primeiras horas da manhã, aproveitando condições climáticas mais favoráveis. Os atletas PCD iniciam às 5h25, seguidos pela elite às 5h30. A partir das 5h35, os demais corredores largam em ondas organizadas conforme seus tempos previstos.

Corrida em Nova Friburgo

Seguindo o calendário de eventos de corrida em Nova Friburgo durante este ano, a Tio Dongo Race acontece neste domingo, 26, com largada a partir das 7h, na Praça do Suspiro. Desafiando os atletas, o evento oferece três opções de percursos aos participantes: cinco, dez e 21 quilômetros. A estrutura contará com banheiros, guarda-volumes, ambulância, mesa de frutas, água e medalhas de participação, além de camisa do evento, número de peito, chip, isotônico, brindes, stands de parceiros e animação com DJ.

Os cinco primeiros atletas, das categorias, feminina e masculina, das provas de cinco e dez quilômetros receberão troféus e premiações em dinheiro, que variam entre R$ 50 e R$ 2 mil, totalizando R$ 14 mil em prêmios.

Além disso, os três primeiros de cada faixa etária, nas três provas, receberão medalha de bronze, prata e ouro. São elas: até 24 anos, 25 a 29 anos, 30 a 34 anos, 35 a 39, 40 a 44, 45 a 49, 50 a 54, 55 a 59, 60 a 64, 65 a 69 e acima de 70 anos.

 

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Maratona do Rio abre última chance para se inscrever nas provas de 21K, 42K e Desafio Cidade Maravilhosa (Créditos: Divulgação/Maratona do Rio)
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O que é e como criar uma RPPN?

sábado, 25 de abril de 2026
por Bernardo Furrer

Na próxima terça-feira, 28, das 10hs às 12h, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Comitê de Bacias Macaé/Das Ostras, promoverão uma “Roda de Conversa Pública”, aberta a quem se interessar, virtual, para esclarecer o que é e sensibilizar a sociedade para incentivar a criação de RPPNs (Reservas particulares do patrimônio natural) na região de Nova Friburgo. Segue o zoom para quem quiser participar: https://us06web.zoom.us/j/84166449231 .

Na próxima terça-feira, 28, das 10hs às 12h, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Comitê de Bacias Macaé/Das Ostras, promoverão uma “Roda de Conversa Pública”, aberta a quem se interessar, virtual, para esclarecer o que é e sensibilizar a sociedade para incentivar a criação de RPPNs (Reservas particulares do patrimônio natural) na região de Nova Friburgo. Segue o zoom para quem quiser participar: https://us06web.zoom.us/j/84166449231 .

Unidade de conservação da natureza

O termo Unidade de Conservação, usado apenas no Brasil, é decorrente da necessidade de categorização e sistematização das áreas protegidas, num processo evolutivo de décadas, motivado pela grande variedade de biomas do território brasileiro e da sua biodiversidade extraordinária, muito ameaçada. Sua sistematização ocorreu no ano 2000 com a lei do SNUC de 9985 (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm

A RPPN

A Reserva Particular do Patrimônio Natural, é uma unidade de conservação muito reconhecida por ambientalistas e simpatizantes da causa ambiental, criada sem conflitos, admirada pelas ações educativas e de proteção da sua biodiversidade, trazendo ao público o conhecimento da fauna e flora locais, além de promover atividades turísticas e pesquisas científicas. Caso o proprietário de uma RPPN queira apenas criá-la e não realizar nenhuma atividade, já prestará um grande serviço à sociedade e ao ambiente.

A complementaridade das áreas protegidas privadas e públicas se dá na proteção imediata dos territórios e com a garantia da contiguidade atual e futura dessas áreas, criando os chamados corredores ecológicos. Facilitam ações governamentais de educação, pesquisa e até do turismo sustentável gerando recursos para sua sustentabilidade e fortalecimento das cadeias produtivas locais. É uma área de proteção integral em harmonia com as áreas de uso sustentável de seu entorno.

As RPPNs no Brasil

No Brasil há 1.902 RPPNs protegendo cerca de 837.634ha dos 851.576.700ha do Brasil, segundo os dados da Confederação Nacional de Proprietários de RPPN, a CNRPPN. Há um contingente expressivo de propriedades passíveis de se tornarem áreas protegidas. Esses remanescentes são propriedades privadas de pessoas físicas ou jurídicas. Eis dados interessantes da CNRPPN: https://lookerstudio.google.com/reporting/0B_Gpf05aV2RrNHRvR3kwX2ppSUE/page/J7k

A RPPN é a única categoria de unidade de conservação prevista no SNUC, que permite a atuação direta da sociedade civil no processo da sua criação. O gravame de perpetuidade fica averbado na matrícula do imóvel, e podem ser doadas, herdadas, hipotecadas, vendidas ou desmembradas, como qualquer imóvel.

RPPN no Estado

No Estado do Rio de Janeiro, o decreto estadual 40.909, de 17 de agosto de 2007, (https://www.inea.rj.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/Decreto-Estadual-n%C2%B0-40909-2007.pdf) estabeleceu critérios e procedimentos administrativos para a criação de RPPN.

Há no Estado 200 RPPNs, federais, estaduais e municipais, com tendência para a criação das RPPNs municipais no deslocamento do eixo de criação para o órgão ambiental mais próximo do território e do proprietário. (https://geoportal.inea.rj.gov.br/portal/apps/dashboards/34981093b12249a68e6ae32d3f941468).

Menores que as APAs e parques, as RPPNs permitem maior contato e consequente trocas com o seu entorno e com o conjunto da sociedade. Isso tem efeito potencializador do impacto na sua função pública. Há a possibilidade da criação de futuros mosaicos e corredores ecológicos próximos à outras Unidades de Conservação, inclusive Parques, APAs e até outras RPPNs.

A pulverização territorial das RPPNs permite que fragmentos de biomas possam manter suas características originais, funcionando como “ilhas de biodiversidade” que no futuro poderão estar conectadas com outras UCs já criadas ou que venham a ser criadas, que podem não possuir capacidade de suporte para a manutenção genética de populações viáveis de espécies da flora e fauna, especialmente espécies de grande porte e de topo de cadeia alimentar, mas que podem contribuir para que isso ocorra numa perspectiva futura, com a área total agregada. Áreas maiores possuem maior diversidade de habitats e maior biodiversidade.

RPPN no município

Quanto mais descentralizada for a criação de uma RPPN, haverá maior intimidade com o processo elaborativo e agilidade no cumprimento das exigências legais e técnicas, facilitando o cumprimento das exigências legais instando o poder público a criar incentivos, como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), exclusão da área de IPTU, isenção do ITR da área da RPPN, utilização de mecanismos como a Transferência do Potencial Construtivo, etc., facilitando a criação de RPPN urbanas, além da colaboração do poder público na elaboração dos Planos de Manejo, Memoriais Descritivos, Georreferenciamento e principalmente na participação conjunta da execução das diversas etapas processuais.

A proximidade das RPPNs municipais com o órgão ambiental favorece sua gestão e a busca de incentivos e parcerias, com o setor público sendo um agente colaborador ativo e dinâmico em todas as suas atividades.

Participe então neste 28 de abril, terça-feira, das 10h às 12h, da “Roda de Conversa Pública”, esclareça suas dúvidas e quem sabe ser no futuro um guardião da biodiversidade na sua propriedade.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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Graça da coisa

sábado, 25 de abril de 2026
por Paula Farsoun

Desapegar-se. Verbo simples. Prática difícil. Nada simples, porém muitas vezes, necessária. É preciso ter o pulso firme e coração leve para não nos prendermos demasiadamente a tudo e todos que têm valor para nós.

Ouvi dizer que o apego ofusca a luz, como se embaçasse a clareza que pudesse existir. Senti também. É verdade, o apego atrapalha, amarra, atravanca, pesa. Sentimento estranho e mal aplicado, por assim dizer.

Desapegar-se. Verbo simples. Prática difícil. Nada simples, porém muitas vezes, necessária. É preciso ter o pulso firme e coração leve para não nos prendermos demasiadamente a tudo e todos que têm valor para nós.

Ouvi dizer que o apego ofusca a luz, como se embaçasse a clareza que pudesse existir. Senti também. É verdade, o apego atrapalha, amarra, atravanca, pesa. Sentimento estranho e mal aplicado, por assim dizer.

Apego é diferente de amor. Diferente de querer. Diferente de zelo. Apego é apego e ponto. Nós sabemos do que se trata e convivemos bastante com esse sentimento.

Há quem lute por uma vida mais livre de apegos, seja aos sentimentos, às pessoas, às coisas, à posição social, ao emprego, à matéria. Levante a mão quem se identifica com esse ato de verdadeira coragem que é buscar um caminho com mais desapego e leveza.

Sei o quão dolorida e difícil é uma existência pautada no apego arraigado à alma. Dóem os ombros só de pensar. Dói a nuca também. E a têmpora direita. Sei o quanto a leveza de desapegar-se aos poucos dos excessos que encobrem o dia a dia é libertadora. E faz bem à saúde, diga-se de passagem.

Atualmente muito tem se falado nas práticas minimalistas, em valorizar um estilo de vida com menos acúmulo, menos barulho, menos objetos e mais espaço para o ar circular. Menos coisas e mais verde, mais contato com a natureza. Tenho percebido como essa tribo está ganhando integrantes. A galera que está valorizando mais o ser do que o ter, mais o tempo do que uma conta bancária recheada às custas de dias e noites de incessante trabalho, andando em corda bamba contra o fluxo do materialismo. Dá gosto de ver. E me parece um processo de desapego também. Desapegar-se do velho mundo e buscar um novo, o seu próprio mundo, mais próximo da verdadeira essência.

Essa reviravolta no meio da vida, esse desapego de tantas coisas e muitas vezes do próprio ego é um processo dos mais bonitos que tenho presenciado. Mas ainda assim, talvez não dê tão certo se não for bem delineado, se não contar com pitadas de sabedoria e um tanto de planejamento. O desapego é bom, traz leveza, mas para muitos, é um treinamento novo, sem precedentes e difícil de lidar. Ainda assim, vale a pena sentir e conhecer melhor o verdadeiro significado do desapego.

Como bem disse a escritora Martha Medeiros: “longa vida aos que conseguem se desapegar do ego e ver a graça da coisa.”

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Eleições de 1976: Friburgo terá 50 mil eleitores

sábado, 25 de abril de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 24 e 25 de abril de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*) 

 

Manchetes

 

Edição de 24 e 25 de abril de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*) 
 
Manchetes
 
Friburgo: 50 mil votantes – O município de Nova Friburgo vai ganhar mais oito mil eleitores. No último pleito,  votaram 42 mil eleitores e o cálculo agora é de 50 mil. O dia 4 de agosto é o prazo final para que os eleitores façam inscrições ou recebam seus títulos. Até 30 dias antes do pleito serão feitos os processos de 2ª via. Para disputar as 17 cadeiras da Câmara haverá 102 candidatos. Para um vereador garantir sua cadeira e receber o salário mensal de Cr$ 3.600, deverá obter cerca de dois mil votos.

Faria Lima na Arena – O Governo Faria Lima assinou ficha partidária na Arena, solidificando assim uma ação já pretendida há muito tempo. O presidente da Arena de Friburgo, Carlos Schuenck, esteve presente à solenidade e liderou a força de um partido. O governador do Estado do Rio afirmou: “O Partido da Revolução tem que segurar os meios para que a revolução permaneça. Permaneça no bom sentido, isto é, fazer com que esse país se desenvolva, que cresça.
 
Arena pode lançar Ariosto – Nesta semana uma importante decisão foi tomada durante a inscrição do governador do Estado do Rio, Faria Lima, na Arena. No encontro em que os líderes da Arena de Friburgo mantiveram com Heleno Nunes ficou certa a presença do engenheiro Ariosto Bento de Mello na candidatura para à Prefeitura de Friburgo. Os dirigentes da Arena consideram que Ariosto Bento de Mello é o único que reúne condições para uma vitória do partido em Nova Friburgo. O engenheiro se encontra de férias pela Europa e chega a Friburgo no próximo mês.
 
Neste prédio ninguém toca – Os vereadores da Arena e do MDB estão numa posição firme quanto à transação pretendida pela Prefeitura de Friburgo em trocar o atual prédio do Legislativo com o Banco do Brasil. Arena e MDB estão propensos a se unir para derrotar esta pretensão da prefeitura. Os dois partidos alegam que o prédio da Câmara é antes de tudo histórico. E quando uma cidade não toma nenhuma medida para preservar o seu patrimônio, não é a hora de destruir um dos prédios mais antigos da cidade.
 
Concurso Miss Friburgo – No dia 30 de abril será realizado o Concurso Miss Friburgo, nos salões da Sociedade Esportiva Friburguense. Os jurados vão ter grandes dificuldades para escolher a escolha da mais bela jovem da cidade. São muitas candidatas e todas muito bonitas. A grande festa começará às 20h.
 
Semana atribulada – A Semana Santa de 1976 passou e deixou vários vestígios da falta de estrutura que Friburgo possui para suportar um fluxo tão numeroso de visitantes. Ocorreu falta de água em boa parte da cidade, sendo Olaria o bairro mais afetado. No trânsito o caos foi total, faltaram guardas no perímetro urbano, no eixo verificaram-se muitos acidentes, por excesso de velocidade. A polícia prendeu 23 pessoas por embriaguez, por distúrbio, por roubo, por depredação.
 
VII Taça do Colonizador - Country comando o Bolão – A Taça do Colonizador, em sua oitava versão, será disputada no próximo fim de semana nas pistas do Nova Friburgo Country Clube. A promoção é uma das maiores em termos de bolão de todo o Brasil. O evento contou com equipes de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Petrópolis. A intensa programação terá início às 8h do dia 1 de maio, sábado, com o reconhecimento das pistas para os integrantes das equipes. Uma grande festa marcará o encerramento da VIII Taça, que contará com um jantar no qual serão entregues os prêmios aos vencedores e um sensacional show com a presença do Conjunto Penny Lane, exclusivo do Rincão Gaúcho, que é quase certa vinda da cantora internacional Ellen de Lima.
 
Concurso da Biblioteca – A Biblioteca Pública Municipal abriu concurso com o tema “O que significa a Biblioteca em sua vida de estudante? O melhor trabalho terá como prêmio o Dicionário Internacional de Biografias em cinco volumes. A direção da biblioteca chama a atenção no sentido de que o importante não é a forma literária, mas os melhores pontos de vista do estudante. Os trabalhos devem ser entregues na Secretária da Biblioteca no horário das 12h às 18h.
 
E mais: 
  • Aldeia da Criança Alegre quer cooperação dos friburguenses 
  • Pastor Schlupp: a figura gentil; o ideal permanente 
  • Supletivo divulga edital 
  • Vpu vai festejar o Dia do Trabalho 
  • Surge um novo bloco de carnaval: Unidos da Vila Amélia   
 (*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim 
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Para muitos jovens, o ponto mais bonito da cidade ainda é a saída

quinta-feira, 23 de abril de 2026
por Lucas Barros

Há alguns anos escrevi sobre os jovens que vão embora de Nova Friburgo e, na maioria das vezes, não voltam. De lá pra cá, pouca coisa mudou — talvez só a naturalidade com que essa decisão passou a ser tomada. Ir embora deixou de ser um plano ousado e virou quase um roteiro esperado.

Nova Friburgo continua sendo uma cidade que forma, mas não retém. Temos um dos maiores polos universitários da região, com instituições que preparam gente qualificada, pronta para o mercado, pronta para o mundo. O problema é que, ao terminar a formação, esse mesmo mundo parece começar fora daqui.

Há alguns anos escrevi sobre os jovens que vão embora de Nova Friburgo e, na maioria das vezes, não voltam. De lá pra cá, pouca coisa mudou — talvez só a naturalidade com que essa decisão passou a ser tomada. Ir embora deixou de ser um plano ousado e virou quase um roteiro esperado.

Nova Friburgo continua sendo uma cidade que forma, mas não retém. Temos um dos maiores polos universitários da região, com instituições que preparam gente qualificada, pronta para o mercado, pronta para o mundo. O problema é que, ao terminar a formação, esse mesmo mundo parece começar fora daqui.

A cidade dá base de segurança, ensina, capacita, desenvolve — mas não absorve. É como se crescer, por aqui, tivesse um limite invisível, baixo demais para quem deseja mais.

E não é por falta de talento. É por falta de perspectiva. O jovem que quer construir carreira, empreender, inovar ou simplesmente encontrar oportunidades mais amplas, olha ao redor e não enxerga caminho. Falta ecossistema, falta incentivo, falta integração entre ensino e mercado. Falta, sobretudo, a sensação de que existe futuro profissional consistente dentro dos limites da cidade.

Enquanto isso, seguimos presos a um modelo que gira, mas não evolui. A economia se movimenta em ciclos previsíveis, sustentada por eventos pontuais nas praças, iniciativas que geram fluxo por alguns dias e depois se dissolvem. Há palco, há luz, há público — mas, quando tudo acaba, pouco permanece. Não se constrói continuidade. Não se cria base.

Falta de estrutura

Há uma diferença importante entre uma cidade que recebe e uma cidade que retém. Receber é momentâneo. Reter exige estrutura e base. E Friburgo, hoje, parece mais preparada para o movimento transitório (de trazer pessoas de fora para visitar e estudar) do que para a permanência. Funciona bem no imediato, mas falha no longo prazo. Encanta por alguns dias, mas não sustenta por anos.

O resultado disso é silencioso, mas constante. Jovens arrumando malas, famílias se reorganizando, trajetórias sendo continuadas em outros lugares. Não por falta de vínculo com a cidade, mas por necessidade. Porque chega um momento em que o afeto não compensa a ausência de oportunidade concreta – e eu me incluo nos milhares desses.

E é aqui que o tema se conecta com uma discussão mais ampla que já fizemos: não é falta de dinheiro. É falta de prioridade. Enquanto se fala em arrecadação, em cada vez taxas e empréstimos realizados pelo município, seguimos sem uma política pública estruturada para retenção de talentos. Não há estratégia clara para integrar universidades, empresas e inovação. Não há um plano consistente de desenvolvimento que olhe para o futuro.

Sem evolução

A cidade parece, em muitos aspectos, parada no tempo. Não pela ausência de potencial, mas pela falta de direção. O mundo mudou, as profissões mudaram, a forma de trabalhar mudou — e Friburgo ainda responde com estruturas de outra época. Quem quer acompanhar esse novo ritmo acaba, inevitavelmente, buscando outro lugar.

E isso tem consequência. Uma cidade que não retém seus jovens também não renova suas ideias, não oxigena sua economia, não se projeta para frente. Vai envelhecendo em seus modelos, repetindo fórmulas que já não respondem às demandas atuais. Vai ficando confortável no que já conhece — e cada dia mais distante do que poderia ser.

No fim das contas, a imagem que fica é simbólica. Todos com um sentimento inigualável de paixão pela cidade, mas para muitos jovens, o ponto turístico mais bonito de Nova Friburgo ainda é a Rodoviária Sul — com uma passagem só de ida. Não pela tranquilidade da cidade, não pela paisagem, mas pelo que ela representa: a saída como única alternativa de crescimento.

E isso deveria incomodar mais. Porque cada jovem que vai embora não leva só a própria história. Leva potencial, inovação, energia, capacidade de transformação. Leva consigo todos os grandes planos e o futuro de famílias. Leva consigo um pedaço do futuro que poderia ter sido construído aqui.

Nova Friburgo não precisa apenas formar bons profissionais. Precisa criar condições reais para que eles fiquem, cresçam e se desenvolvam dentro da própria cidade. Porque uma cidade que educa, mas não acolhe o próprio talento, está, aos poucos, abrindo mão de si mesma.

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Uma lenda friburguense

quinta-feira, 23 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Morte de Nelson da Conceição, ídolo do Vasco, completa 84 anos

Um dos nomes mais importantes da história do esporte brasileiro, quando o assunto é inclusão. E não apenas por esse fator: o friburguense Nelson da Conceição, o Chofer (apelido por ter sido "motorista de praça", termo usado na época para motorista de táxi), marcou história no Vasco da Gama e na Seleção Brasileira. Sua morte, em 24 de abril de 1942, completa 84 anos nesta sexta-feira, 24, e na eternidade de seus atos, dentro e fora de campo, Nelson continua sendo homenageado.

Morte de Nelson da Conceição, ídolo do Vasco, completa 84 anos

Um dos nomes mais importantes da história do esporte brasileiro, quando o assunto é inclusão. E não apenas por esse fator: o friburguense Nelson da Conceição, o Chofer (apelido por ter sido "motorista de praça", termo usado na época para motorista de táxi), marcou história no Vasco da Gama e na Seleção Brasileira. Sua morte, em 24 de abril de 1942, completa 84 anos nesta sexta-feira, 24, e na eternidade de seus atos, dentro e fora de campo, Nelson continua sendo homenageado.

Nascido em Nova Friburgo, no dia 18 de agosto de 1898, foi o primeiro goleiro campeão pelo Vasco, onde atuou entre 1919 a 1927. Foi também o primeiro goleiro vascaíno convocado pela Seleção Brasileira (juntamente com Paschoal e Torterolli) e, ainda, primeiro goleiro negro nas seleções brasileira e carioca. Com a Amarelinha, marcou seu nome na equipe de 1923, mesmo ano do primeiro título carioca do Cruzmaltino. No dia 11 de novembro daquele ano, o Brasil enfrentava o Paraguai com o primeiro goleiro negro da história da Seleção.

Até a estreia de Nelson, todos os goleiros que haviam vestido a camisa da Seleção eram brancos. Contudo, a qualidade do jogador friburguense sobrepôs todo o racismo que imperava no país. Tornou-se impossível não convocar o melhor da posição no Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

A ida para o Rio

A trajetória no futebol começa, de fato, quando Nelson mudou-se para a capital e começou a disputar partidas oficiais de futebol, com apenas 15 anos. Iniciou a carreira em 1915, no Paladino Football Club, clube filiado à Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA). Em 1916 atuava pelo Engenho de Dentro Athletico Club, onde se tornou tricampeão da Liga Suburbana. Em 1919, foi contratado pelo Vasco.

Ao chegar ao clube, Nelson era chofer de praça (taxista) no Engenho de Dentro, profissão proibida pela Liga Metropolitana. Para ser aceito, Nelson precisou deixar a profissão de taxista. Com a ajuda do Vasco, o goleiro passou a trabalhar na Casa Alberto, comércio de chapelaria, que pertencia a um torcedor do clube.

Apesar de toda retaliação por parte principalmente de dirigentes e torcedores adversários e da própria imprensa, Nelson "fugiu" do pedido de exclusão feito pela AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos) e que resultou na famosa Resposta Histórica do Vasco em 1924.

Na época, a liga solicitou que o clube excluísse 12 atletas, negros e operários, do seu quadro para que continuasse a disputar o campeonato. O Vasco se recusou a atender o pedido e não disputou a competição em 1924. Em decorrência do sucesso do time, a AMEA decidiu admitir o Vasco em 1925, o que se tornou um marco no desenvolvimento do futebol brasileiro, não somente pela luta dos jogadores de classes menos favorecidas, mas também por ter contribuído para a profissionalização dos atletas na modalidade.

A estreia no cruzmaltino

Nelson da Conceição estreou pelo Vasco no dia 23 de março de 1919, na vitória de 1 a 0 sobre o River/RJ, pelo Torneio Início da 2ª Divisão da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres). Com a camisa da Seleção Brasileira, conquistou a Taça Rodrigues Alves e a Taça Confraternidad Brasil-Argentina.

 A sua última partida pelo Vasco foi no dia 17 de julho de 1927, na vitória de 2 a 1 sobre o América do Rio, em jogo válido pelo Campeonato Carioca. Mesmo após deixar o clube, o goleiro seguiu como sócio do clube. No geral, Nelson da Conceição disputou 192 partidas pelo Cruzmaltino, com 123 vitórias, 27 empates e 42 derrotas. Nelson faleceu em 24 de abril de 1942 no Hospital Graffrée e Guinle, onde estava internado à custa do clube.

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Uma das grandes personalidades do mundo do futebol, friburguense Nelson Conceição fez história para além dos campos (Divulgação / Arquivo)
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