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Palavras, livres, leves e loucas

terça-feira, 09 de junho de 2026
por Tereza Malcher

Será possível deixar as palavras livres? Uma espécie de descanso, como um presente se pensarmos que elas trabalham dia e noite, mesmo durante o sono quando o pensamento atinge a mais profunda e verdadeira expressão. Os processos cognitivos interpretam e reinterpretam os fatos, buscam soluções às dificuldades, pesquisam nos arquivos das memórias ideias para atender os desejos. Funcionam como rede de proteção, posto que passamos a vida dando saltos, por vezes mortais. Estruturado por palavras, do nascimento à morte, o pensamento nunca descansa.

Será possível deixar as palavras livres? Uma espécie de descanso, como um presente se pensarmos que elas trabalham dia e noite, mesmo durante o sono quando o pensamento atinge a mais profunda e verdadeira expressão. Os processos cognitivos interpretam e reinterpretam os fatos, buscam soluções às dificuldades, pesquisam nos arquivos das memórias ideias para atender os desejos. Funcionam como rede de proteção, posto que passamos a vida dando saltos, por vezes mortais. Estruturado por palavras, do nascimento à morte, o pensamento nunca descansa.
Nos momentos de necessário relaxamento, o melhor é oferecer à mente pensante liberdade para usar as expressões que bem quiser. O pensamento sem palavras fica sem rumo!? O que a ausência de caminhos pode significar aos processos reflexivos? Contudo, nos momentos de vazio é que será possível fazer interessantes descobertas; os artistas e os cientistas sabem disso. É no vazio que a criatividade habita.
As palavras encontram significados nos contextos existenciais de cada vivente. Certa vez, escutei de uma amiga que nunca se esqueceu da frase de um filho. Quantas vezes, na leitura de um livro, lemos uma palavra que fica conosco e nunca a esquecemos. Uma palavra que guardei na leitura de “O Pequeno Príncipe” foi “efêmera”, quando Saint-Exupéry quis dizer que tudo caminha para um fim. Ah! As palavras são sábias!
Por vezes, as palavras fortes e inesquecíveis escapam, fugindo do discurso organizado. Essas rebeldes e inoportunas dizem tudo! Inserida nos atos e discursos falhos, elas, carregadas de sentido, encontram brechas para escapar entre as palavras sequenciadas, por vezes com pouco sentido. Freud explica. Como elas andam por aí, entre bocas, burlando censuras, resulta de a psicanálise estar cada vez mais enraizada entre nós. Que dela tanto precisamos para compreender nossos desejos inquietos, expressos em todas as palavras que dizemos.
É atribuída ao escritor Victor Hugo a frase: “As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.” Desde a Antiguidade até os dias de hoje, nos tempos das Inteligências Artificiais, as palavras constituem o grande poder da humanidade. Qual guerra que não foi decidida através delas? Os tratados de paz, contratos e escrituras são estabelecidos por meio das palavras. Em tempos das redes sociais, as palavras são as imperadoras do destino de sujeitos, grupos e nações.
Ao mesmo tempo que expressam bondades, descrevem maldades; tal qual as verdades e as mentiras. Não há amor que não seja por elas declarado, nem o desamor delas escapam. Os risos e as lágrimas são amparados e margeados pelo dizer, da mesma forma os incentivos e o fazer silenciar.
As palavras nascem em fontes abundantes de afetos, desejos e informações. Desencadeadas em frases, as palavras se gostam tanto que vão puxando umas às outras nos discursos, nos poemas, nas letras de música. Buscando esse encadeamento para expressar, no início da adolescência, aos 14 anos, o poeta Paulo César Pinheiro escreveu a letra da música, “A viagem”, lançada em 1973”. Na voz de Marisa Gata Mansa e na criação musical de João Aquino Monteiro, é uma obra-prima, musical e poética, que vai na alma, embevece e nos faz viajar.
 
Ó, tristeza, me desculpe,
Estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar
 
Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio
Que vem caminhando desde muito longe
Lá do fim do mar
 
Vamos visitar a estrela da manhã raiada
Que pensei perdida pela madrugada
Mas que vai escondida
Querendo brincar
 
Senta nessa nuvem clara
Minha poesia, anda, se prepara
Traz uma cantiga
Vamos espalhando música no ar
 
Olha quantas aves brancas, minha poesia
Dançam nossa valsa pelo céu que um dia
Faz todo bordado
De raios de sol
 
Ó, poesia, me ajude
Vou colher avencas, lírios, rosas, dálias
Pelos campos verdes
Que você batiza de jardins do céu
 
Mas pode ficar tranquila, minha poesia
Pois nós voltaremos numa estrela guia
Num clarão de lua
Quando serenar
 
Ou talvez até, quem sabe,
Nós só voltaremos no cavalo baio
No alazão da noite
Cujo nome é raio, raio de luar
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Nova Friburgo comemorou o Dia da Mata Atlântica

sexta-feira, 05 de junho de 2026
por Bernardo Furrer

Adiando um pouco mais a continuação da série de artigos sobre o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, falaremos de três importantes eventos em comemoração ao Dia da Mata Atlântica.

Na ACIANF

Adiando um pouco mais a continuação da série de artigos sobre o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, falaremos de três importantes eventos em comemoração ao Dia da Mata Atlântica.

Na ACIANF

A ACIANF promoveu o evento “Mata Atlântica em Debate”  dia 27 de maio, por meio da sua Câmara Técnica de Ambiente, Clima e Lixo Zero, coordenada pelo Professor Fernando Cavalcante que abriu o evento com a mensagem: “Com perto de 50% do território cobertos por fragmentos de Mata Atlântica, temos o privilégio e a responsabilidade de cuidar desse patrimônio de uma imensa biodiversidade e gerador de mananciais hídricos importantíssimo para Nova Friburgo e para o estado do Rio de Janeiro”.A página https://acianf.com.br/noticias/ACIANFre%C3%BAneespecialistasparadiscutirfauna,floraeconserva%C3%A7%C3%A3onoDiadaMataAtl%C3%A2ntica , de onde trouxemos diversas informações, traz mais detalhes. A reportagem do evento pode ser vista no canal da TV Zoom https://www.youtube.com/watch?v=2Wg_Jh8WbMs&t=873s .

O evento contou com a presença de ativistas como Marina Figueira de Melo do “Viveiro da Mata Atlântica”, que abordou a questão da biodiversidade e de como Friburgo é Hotspot de áreas ameaçadas na Mata Atlântica.  Flávia Monteiro, Rafael Cariello e Marinna Lopes representantes da SEMADUS, trouxeram informações do Plano Municipal da Mata Atlântica, dos corredores ecológicos e da revisão do Plano Diretor do município. Rominique de Oliveira Schimidt do Parque Estadual do Três Picos trouxe ótimas novidades sobre o muito esperado ordenamento das visitações ao Pico do Caledônia. Já Fábio Câmara da APA Estadual de Macaé de Cima apresentou o histórico de criação da unidade de conservação e suas ações como o monitoramento territorial, combate a incêndios florestais, educação ambiental, manejo e recuperação de trilhas, resgate de fauna silvestre além do reflorestamento e apoio a pesquisas científicas.

Presente também Juran Santos do conhecido canal do Youtube com suas famosas imagens da nossa fauna que podem ser vistas no seu canal https://www.youtube.com/@JuranSantosAventuraAnimal https://www.youtube.com/watch?v=IPekXormqdc . Juran exibiu registros da fauna registrada em Nova Friburgo, incluindo espécies ameaçadas de extinção.

Eu, Bernardo Furrer falei sobre o papel das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) para a conservação da Mata Atlântica e da sua importância na ampliação das áreas protegidas e na criação dos chamados corredores ecológicos. Finalmente, Gabor Faluhelyi, da Terra dos Magos, apresentou um panorama sobre abelhas nativas brasileiras, abordando sua importância para a polinização de espécies vegetais e culturas agrícolas presentes na região, além das possibilidades econômicas associadas à produção de mel e outros derivados.

A ACIANF tem o potencial de engajamento nas causas ambientais, envolvendo o empresariado, patrocinando eventos, apadrinhando projetos, sensibilizando a classe política nessa causa e principalmente dando o seu exemplo nas boas práticas. O empresariado consciente pode ser um diferencial de ações de sustentabilidade para o município.

No SustentArp

Outro importante evento foi a Roda de Conversa no dia 30 no SustentArp, promovido pelo Free Mountain Festival em parceria com o OrganoKits do ativista Guilherme Campos. O SustentArp é um projeto de sustentabilidade voltado para educação ambiental, gestão de resíduos, economia circular e cultura. É um ponto de coleta de resíduos recicláveis e um polo de ações educativas e culturais.

A Roda de Conversa foi coordenada por Iara Borges, engenheira ambiental e sanitarista, Secretária Executiva da Nativas Brasil, uma associação criada para fortalecer a cadeia de restauração florestal somente com espécies nativas brasileiras.

Participaram também André Bohrer Marques, mestre em Ciências Ambientais com doutorado em Ecologia e Recursos Naturais. Atua na gestão de recursos hídricos e educação ambiental na bacia hidrográfica Rio Dois Rios. É profundo conhecedor da história de Nova Friburgo, enriquecendo os debates em que participa.

Ana Cláudia Ghizi de Mello representou a APA Macaé de Cima. Atua em gestão e atividades técnicas da flora e fauna relacionadas à APA, incluindo trabalhos de resgate e manejo de fauna.

Yan Celi Ramos, atual gestor operacional e científico da RPPN Alto da Figueira e do Projeto ARAÇÁ na região de Macaé de Cima. É biólogo e mestre em Ecologia e Evolução, atuando como gerente da estação de campo, da RPPN.

Juran Santos já citado anteriormente enriqueceu os debates com sua experiência de campo, e Bernardo Vecci, ligado à sustentabilidade e à área ambiental da concessionária Águas de Nova Friburgo, que teve importante participação na implantação do Refúgio da Vida Silvestre do Amparo.

Na RPPN

A RPPN Reserva Ecológica Rio Bonito de Lumiar promoveu também no dia 30 um evento de Observação de Aves em parceria com a APA Macaé de Cima, a OAMA, o Observatório de Aves da Mantiqueira, e o ICMBio. Com aula teórica e prática de Ralph Antunes, médico e ornitólogo, 48 pessoas entre adultos e crianças puderam participar dessa vivência num ambiente bastante preservado e de grande biodiversidade.

Portanto, Nova Friburgo comemorou o Dia da Mata Atlântica com atividades educacionais e debates de conteúdo denso e diversificado.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um Zap ou e-mail para [email protected]

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Friburgo se despede do Cine Eldorado

sexta-feira, 05 de junho de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 5 e 6 de junho de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*) 

 

Manchetes

 

Edição de 5 e 6 de junho de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*) 
 
Manchetes
 
Friburgo se despede do Cine Eldorado - Foi uma segunda-feira bastante triste para a cidade que perdeu o seu cinema. O Eldorado, de propriedade da família Pinto, deixou de existir. Sua morte foi melancólica. Jovens tumultuaram a sessão precisando até de intervenção da Polícia. AVS fotografou os lances finais do cinema. Adeus, Eldorado. Nas duas sessões, 1.073 pessoas estiveram presentes na exibição do filme “Uma Janela para o Céu”. Sessão de despedida gerou renda de Cr$ 5.365.
 
Processo pioneiro em Friburgo com moderna endoscopia em clínica – AVS registra os exames realizados pelos médicos Javier Moreli e Mário Bonin em sua clínica. Este é um momento em que se realizam exames no estômago de um paciente. A radiografia nada constatou, porém, a nova aparelhagem comprada por estes dois médicos (custou Cr$ 100 mil), descobriu uma úlcera de estômago. Esta nova aparelhagem é a última palavra em pesquisas deste tipo e só há uma outra cidade no Rio de Janeiro que possui este tipo de equipamento.
 
Atos de vandalismo - A falta de amor, pode resumir a atitude de alguns jovens em Friburgo, que agora padecem do mal do vandalismo embolotado. Esta semana o Cine Eldorado encerrou suas atividades. O que se esperava ser uma festa sentimental de “adeus”, tornou-se uma ameaça de brigas e atitudes porcas de um grupo de jovens. No dia seguinte, o Cine São José teve que paralisar uma sessão por quase uma hora devido a ação destes mesmos jovens que tumultuaram a sessão.
 
Friburgo já soma 50 mil votantes – Segundo cálculos de políticos locais de Nova Friburgo passará de 45 mil para 50 mil votantes. Deverão disputar as 17 cadeiras da Câmara 102 candidatos. Cada vereador vai receber mais de Cr$ 3.300 mensais. Até o dia 4 de agosto poderão ser feitas inscrições e transferências de títulos dos eleitores.
 
Alencar eleito o melhor do ano – O vereador Alencar Barroso foi escolhido como um dos dez melhores vereadores do Estado do Rio. A revelação é da Pesquisas Especializadas de Opinião Pública, que tem sede em São Paulo. A entrega dos títulos será realizada no dia 11 de outubro na cidade de Maringá, no Paraná.
 
Cordeiro já prepara a XXXIV Exposição Agropecuária - O prefeito da cidade vizinha de Cordeiro, Wagner Vieitas, recebeu, em audiência extraordinária, os srs. John G. Dale e Carlos Alberto Baldino, da Divisão de Promoções e Empreendimentos para examinar detalhes relativos à XXXVI Exposição Agropecuária de Cordeiro que será realizada de 10 à 18 de julho. Uma das maiores amostras de animais do Estado do Rio, que sempre atrai multidões de visitantes de toda a região e dos estados vizinhos.
 
Flamengo e Vasco – O desportista João Luca está liderando uma caravana de torcedores dos dois times para assistir a decisão deste dia de Santo Antônio. Um ônibus especial foi fretado e os interessados podem procurá-lo na rua do Arco.
 
Sociais
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: 
Rubem Vassalo, Limara Toledo, Joel Bravo e Gilberto Bravo (5); João Batista, João Augusto Moura, Edison de Castro, Romeu do Lago, Dalton Freitas e Hamilton de Souza (6); José Euclides (7); Luiz Vitório e Gilberto Carestiato (8); José Câmara, Eduardo Antônio, Américo Alves, Liseloth Drescher e Gláucia Mastrangelo (9); Marília Braune, Lafayete Salomão, José Antônio, Francisco Eduardo e João Jacob (10); Frederico Sichel, Ordener Velloso e Antonio Lima (11).
 
E mais
  • Os sinos da Catedral 
  • Cantigas no fim de festa 
  • Moradores da Rua Ribeiro de Barros fazem proposta 
  • São Sebastião do Alto: cartório sistematizado
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
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Templo em equilíbrio

sexta-feira, 05 de junho de 2026
por Paula Farsoun

Ele resolveu investir em si mesmo. Pensou sobre como começar. Resolveu, então, traçar o ponto de partida a começar por suas reflexões. Quis pensar na estratégia. Tentou entender-se. Inevitável. Autoconhecer-se antes de tudo. Como se diz, para quem sequer sabe aonde chegar, qualquer lugar pode ser o destino. Ele queria caminhos. Mergulhou, então, no universo quase desconhecido de saber mais sobre o que deveria saber. Atentou-se em buscar o que queria fazer. Esbarrou no desconhecimento sobre quem ele era. Enganou-se por subestimar a profundidade de seus anseios

Ele resolveu investir em si mesmo. Pensou sobre como começar. Resolveu, então, traçar o ponto de partida a começar por suas reflexões. Quis pensar na estratégia. Tentou entender-se. Inevitável. Autoconhecer-se antes de tudo. Como se diz, para quem sequer sabe aonde chegar, qualquer lugar pode ser o destino. Ele queria caminhos. Mergulhou, então, no universo quase desconhecido de saber mais sobre o que deveria saber. Atentou-se em buscar o que queria fazer. Esbarrou no desconhecimento sobre quem ele era. Enganou-se por subestimar a profundidade de seus anseios

Certo estava de prosseguir. Por instante sentiu-se em um beco sem saída, percurso sem volta. Mas decidiu se conhecer melhor, afinal, seria ele próprio o destinatário de todo o investimento projetado, não poderia apostar todas as fichas no desconhecido. Não queria ser a “zebra” da própria vida. Estava disposto a afundar, se preciso fosse. Resistiria de toda forma. Estava esperançoso por descobrir as asas imaginárias que o possibilitassem voar. Já amava o voo  (tanto quanto a metáfora).

Nesse processo, como investidor, percebeu que seus lucros seriam maiores se cuidasse muito bem do seu principal patrimônio, a que apelidou de templo. Referia-se à sua própria saúde. Ao seu corpo físico, mental, espiritual. Concluiu que a mola mestra da máquina, sua mente, estava mal da engrenagem. Enferrujada, em mal estado de funcionamento. Seria ela o início do processo. Começou a aplicar em seus cuidados. O retorno foi rápido. Estava certo de seu propósito e prosseguiu. O equilíbrio pretendido passava pela reforma interior e exterior. Mãos à obra. Logo percebeu que deveria concentrar em si os esforços da reforma, pois só ele se empenharia no nível desejado e conhecia bem o projeto.

Feliz com o resultado, templo em equilíbrio, resolveu transmutar seu olhar sobre o mundo e sobre o outro. Fomentou práticas altruístas e quanto mais útil ao bem do próximo se tornava, mais se deparava com uma sensação até então inédita, que começou a desconfiar que fosse a tal felicidade. Ao olhar-se no espelho, o semblante ranzinza cedia espaço para um sorriso leve que despertava até uma vontade estranha de continuar sorrindo.

Decidiu incrementar suas habilidades. Investir em conhecimento, aprimorar suas habilidades mais técnicas, ler bons livros, priorizar contatos com pessoas a quem admirava. Foi certeiro. O retorno veio à galope. E quanto mais cuidava do seu templo e desenvolvia suas habilidades, mais satisfeito estava por ter feito um bom negócio.  Mudou até seu conceito de riqueza. Sentiu-se detentor de um super poder, voltou a acreditar em si, enxergou seu potencial e percebeu-se habitante de um belo templo, cujas energias sentia-se de longe. Renasceu. Foi o melhor investimento de sua vida.

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Pix, PCC e CV: o que Trump realmente quer?

quinta-feira, 04 de junho de 2026
por Lucas Barros

Poucas vezes o Brasil produziu uma inovação capaz de mudar tão rapidamente a vida das pessoas quanto o Pix. Em poucos anos, o sistema criado pelo Banco Central transformou a forma como brasileiros compram, vendem, recebem e transferem dinheiro. Do pequeno comerciante até a grande empresa, milhões de pessoas passaram a realizar operações financeiras em segundos, sem quaisquer tarifas.

Poucas vezes o Brasil produziu uma inovação capaz de mudar tão rapidamente a vida das pessoas quanto o Pix. Em poucos anos, o sistema criado pelo Banco Central transformou a forma como brasileiros compram, vendem, recebem e transferem dinheiro. Do pequeno comerciante até a grande empresa, milhões de pessoas passaram a realizar operações financeiras em segundos, sem quaisquer tarifas.

Talvez por isso tenha causado tanta estranheza ver o governo americano incluir o Pix em sua lista de críticas ao Brasil. Em meio a discussões sobre tarifas comerciais, concorrência e até combate ao crime organizado, surgiu a narrativa de que o sistema brasileiro estaria prejudicando empresas privadas americanas de meios de pagamento (Visa, Mastercard, entre outras).

O BC respondeu através de nota oficial: “o Pix não é um produto comercializável. Não é uma empresa. Não é uma mercadoria. É uma infraestrutura pública criada para facilitar a vida da população. Não há comercial, mas o modelo de negócio que outros países também pretendem implementar.”

E convenhamos: se já causava indignação a simples possibilidade de o governo brasileiro criar algum tipo de tributação sobre o Pix, imagine aceitar que outro país tente interferir em uma ferramenta desenvolvida e administrada dentro do território nacional. O debate, por si só, já soa estranho.

Preocupações estranhas

Mas talvez o mais curioso seja acreditar que Donald Trump tenha acordado, num belo dia, genuinamente preocupado com o Pix, com o PCC ou com o Comando Vermelho. A história da política internacional mostra que as grandes potências raramente se movem apenas pelos motivos que apresentam em discursos oficiais.

Quando observamos o tabuleiro geopolítico, percebemos que a disputa costuma ser muito maior do que a justificativa apresentada ao público. Os Estados Unidos vivem hoje um momento de transformação global. A China cresce em influência econômica, amplia sua presença em mercados estratégicos, disputa cadeias produtivas, domina terras raras e fortalece alianças em diferentes regiões do planeta. Em paralelo, temas como energia, petróleo, rotas comerciais e segurança de abastecimento voltaram ao centro das decisões internacionais.

Nesse contexto, o Brasil também ganha relevância. Somos uma potência agrícola, energética e de terras raras. Temos reservas estratégicas, recursos naturais abundantes e um mercado consumidor expressivo. Não é difícil imaginar por que determinadas decisões brasileiras passam a despertar tanto interesse externo.

Por isso, quando autoridades americanas misturam Pix, crime organizado e barreiras comerciais no mesmo discurso, vale a pena olhar além da superfície. O PCC e o CV são problemas reais e graves. Combatê-los é obrigação do Estado brasileiro. Mas é difícil acreditar que a maior preocupação de Washington seja exatamente a segurança pública brasileira.

Curiosamente, a história recente mostra que certas regiões do mundo recebem atenção muito maior quando também possuem relevância energética ou estratégica. Petróleo, rotas marítimas, influência regional e segurança econômica costumam ocupar espaço privilegiado nas prioridades das grandes potências. Talvez seja apenas coincidência. Talvez não. Mas a história internacional raramente é movida apenas por altruísmo.

E há uma ironia difícil de ignorar. Os Estados Unidos frequentemente se apresentam como referência mundial no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Entretanto, enfrentam em seu próprio território uma das maiores crises de crime organizado, dependência química e população em situação de rua do planeta.

Em Los Angeles, a Skid Row (região conhecida como a Cracolândia americana) tornou-se símbolo dessa realidade. São dezenas de quarteirões ocupados por quase 50 mil de pessoas vivendo em condições extremamente precárias, convivendo diariamente com drogas. Por outro lado, até no SuperBowl, maior evento esportivo televisionado do planeta, grandes artistas e celebridades do esporte fazendo sinais e passos de gangue em TV aberta para todo o planeta.

À distância, é fácil apontar problemas alheios. Mais difícil é resolver os próprios. O Brasil tem desafios enormes na segurança pública. Tem facções criminosas poderosas, fronteiras vulneráveis e problemas históricos que precisam ser enfrentados com seriedade – assim como eles também tem os deles. Mas também é verdade que nenhuma nação do mundo pode se apresentar como modelo absoluto quando ainda convive com crises humanitárias tão profundas dentro de casa.

Taxas para todo o mundo

E há um detalhe que merece atenção. O Brasil não foi o único alvo dessas medidas de taxações. Ao lado do nosso país, dezenas de outras nações também foram atingidas por novas tarifas americanas. Segundo o próprio governo dos Estados Unidos, cerca de 60 países passaram a sofrer sobretaxações por razões que vão desde questões comerciais até alegações relacionadas a políticas internas e mecanismos regulatórios.

O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) determinou tarifas de 10% relacionadas à investigação de trabalho forçado sobre as importações do Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido. Em relação ao Brasil, o Escritório de Comércio disse que propõe tarifas de 12,5%.

Ou seja, estamos longe de uma medida exclusivamente voltada ao Brasil. O que se observa é uma estratégia mais ampla de pressão econômica, utilizada como instrumento de política internacional.

Trump joga o jogo

O Pix não é perfeito. Nenhuma política pública é. Mas seu sucesso incomoda porque representa algo raro: uma solução brasileira que funcionou. Uma tecnologia pública que reduziu custos, ampliou o acesso ao sistema financeiro e se tornou referência internacional. Talvez seja justamente isso que desperte tanto interesse.

Durante anos, ouvimos discursos contundentes sobre narcotráfico, segurança regional e combate ao crime organizado na Venezuela. Hoje, o debate internacional parece muito mais concentrado em questões energéticas e petróleo. Talvez seja apenas coincidência. Talvez não. Grandes potências costumam ser muito mais sensíveis a barris de petróleo do que a discursos humanitários.

No fim das contas, a discussão dificilmente é apenas sobre o Pix. Também não parece ser apenas sobre o PCC ou o CV. O assunto é poder. É influência. É a disputa por espaço em um mundo que muda rapidamente. É a eleição brasileira. E talvez a maior prova de que o Pix deu certo seja justamente o fato de ter saído das conversas dos brasileiros para entrar nas preocupações de uma das maiores potências do planeta.

Porque, quando uma simples transferência feita pelo celular começa a incomodar interesses internacionais, provavelmente estamos discutindo algo muito maior do que tecnologia ou segurança pública. Estamos discutindo quem continuará escrevendo as regras do jogo nos próximos anos.

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Aceitar a dor que não passa alivia

quinta-feira, 04 de junho de 2026
por Cesar Vasconcellos

Doença crônica é aquela que não tem cura, embora possa ter alívio das limitações que ela produz, diminuição do nível da dor, e do quanto ela atinge o estado emocional do indivíduo.

Dor crônica pode ser física, mental, social e espiritual. Elas estão interligadas, mas a dor pode se manifestar primariamente numa dessas dimensões do ser humano. Você pode ter uma dor física causada, por exemplo, por um câncer, e isso afeta sua vida mental, social e espiritual, para melhor ou para pior, dependendo do que você faz com a dor e do que a dor faz com você.

Doença crônica é aquela que não tem cura, embora possa ter alívio das limitações que ela produz, diminuição do nível da dor, e do quanto ela atinge o estado emocional do indivíduo.

Dor crônica pode ser física, mental, social e espiritual. Elas estão interligadas, mas a dor pode se manifestar primariamente numa dessas dimensões do ser humano. Você pode ter uma dor física causada, por exemplo, por um câncer, e isso afeta sua vida mental, social e espiritual, para melhor ou para pior, dependendo do que você faz com a dor e do que a dor faz com você.

Seu chamado para uma vida de significado pode estar em sua dor, talvez aquela dor que não vai ser eliminada nessa existência, mas que você pode ser fortalecido para lidar com ela. Também é possível receber tratamento paliativo, o que é importante na tentativa de melhorar a qualidade de sua vida, apesar da doença crônica.

Existe uma dor mental chamada por filósofos de “angústia existencial”. Essa atinge todos os seres humanos. Nascemos com ela. Ela é transmitida de geração em geração. Ela se diferencia da angústia ou ansiedade psicológica que pode perturbar uma pessoa em função de conflitos em relacionamentos, inclusive consigo mesmo.

O que fazer com uma dor, uma limitação crônica que não tem cura? De um tempo para cá surgiu na Medicina especialistas em tratar dor crônica de origem física. Tem alguns medicamentos que aliviam isso, além de outros procedimentos em fisioterapia, e outras áreas da saúde.

Tem pessoas com dor total, que é a que apresenta raízes físicas junto com mentais, sociais e espirituais. A pessoa com dor total tem uma lesão física crônica, podendo ser um câncer com metástases; tem uma dor emocional podendo ser depressão; pode ter uma dor social como conviver num ambiente de trabalho corrupto sem querer se envolver nas mentiras, e pode ter uma dor espiritual como a perda da fé, raiva de Deus, falta de sentido para viver. Esses são exemplos de causas desses diferentes tipos de dor. Há muitas outras causas.

Talvez um grande alívio possa surgir, e em geral surge, diante da dor, quando você consegue aceitá-la. Isso não é fácil, porque vai ser necessário parar de culpar as outras pessoas, o “destino”, Deus, seus pais, ou quem quer que seja que possa estar ligado à sua dor. Aceitar é parar de brigar com as pessoas, com a realidade, com Deus e com você mesmo por causa da sua dor.

Quando vamos conseguindo aceitar nossa dor, a pergunta vai mudando de “Por que isso comigo?”, para “O que posso fazer com isso agora?” A psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross, descreveu os cinco passos que uma pessoa passa diante de uma perda importante na vida dela. São eles: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

Quando se consegue chegar na aceitação, não é que surge um estado eufórico ou alegre, mas sim serenidade. Para alguns casos de dor é interessante que a pessoa que consegue entrar profundamente no estágio de aceitação, pode até acontecer a diminuição da limitação e da dor. A dor que não passa pode ser aliviada com a aceitação do histórico dela, sem revolta, sem raiva, sem ressentimento, e com calma. A aceitação da limitação acalma a mente e favorece o funcionamento dos órgãos, fortalece a imunidade. Aceitar a dor que não passa alivia.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Fim da linha

quinta-feira, 04 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Frizão perde em Pádua e não avança à B2 Estadual Sub-20

A campanha na primeira fase fez diferença. No estádio Waldo Carneiro, em Santo Antônio de Pádua, o Paduano venceu o Friburguense pelo placar de 3 a 1 na semana passada, igualando o confronto na soma dos placares - em Nova Friburgo, o Frizão havia vencido por 2 a 0. Assim, o Trovão Azul conquistou a classificação para a final, por ter melhor desempenho durante a Taça Maracanã, onde conquistou o troféu.

Frizão perde em Pádua e não avança à B2 Estadual Sub-20

A campanha na primeira fase fez diferença. No estádio Waldo Carneiro, em Santo Antônio de Pádua, o Paduano venceu o Friburguense pelo placar de 3 a 1 na semana passada, igualando o confronto na soma dos placares - em Nova Friburgo, o Frizão havia vencido por 2 a 0. Assim, o Trovão Azul conquistou a classificação para a final, por ter melhor desempenho durante a Taça Maracanã, onde conquistou o troféu.

O Tricolor da Serra chegou a abrir o marcador no primeiro tempo, mas levou a virada da equipe da casa. A disputa pelo título será contra o Belford Roxo, que venceu o Santa Cruz por 1 a 0. Como havia vencido o primeiro jogo por 3 a 1, avançou para a decisão com o placar agregado de 4 a 1.

“Fica o reconhecimento por um campeonato gigantesco, pela entrega, dedicação e por recolocar o clube entre os grandes destaques da categoria. Uma campanha que merece aplausos e respeito. A caminhada continua. O trabalho segue. E o futuro continua sendo construído todos os dias”, resume a postagem do Friburguense em seu perfil oficial, nas redes sociais.

Na segunda partida pela semifinal, o Friburguense foi escalado pelo técnico Gedeil com Rhuan, Danilo, Bryan, Kauã e Iago Botelho; Renan, Ryan, João Bom e Gabriel; Arthur Fábio e Fernandinho.

O Frizão havia avançado no quarto lugar da Taça Maracanã, com 12 pontos e quatro vitórias conquistadas em seus sete compromissos na primeira fase. A Série B2 Sub-20 conta com oito equipes, que se enfrentaram em turno único, e as quatro primeiras avançaram para as semifinais. Além do Frizão, participam 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty.

Série C profissional

Dezesseis gols foram marcados nas cinco partidas de abertura da 5ª rodada da Série C Estadual, realizada no último domingo, 31 de maio. Destaque para o triunfo do Cardoso Moreira sobre o Ceres, por 2 a 0, no Ferreirão, que manteve o time do norte fluminense na ponta isolada do Grupo A, com 15 pontos, e 100% de aproveitamento.

Outro destaque foi a vitória do Barra Mansa em cima do Barcelona, por 2 a 0, na Rua Bariri, que levou o Leão do Sul aos nove pontos, dividindo a liderança do Grupo B com Ceres e Búzios. Este último, goleou o Vera Cruz, por 5 a 2, no Atílio Marotti, em Petrópolis.

Já o Brescia pulou para a vice-liderança do Grupo A, com dez pontos, ao derrotar o União Central, por 3 a 0, no estádio Nélio Gomes, em Belford Roxo. Completando os jogos de domingo, o único empate: Itaboraí Profute e Independente ficaram no 1 a 1.

No complemento da rodada, na segunda-feira 1º, destaque para a goleada do Rio Barra sobre o Mageense, por 4 a 0, no Joaquim Flores, em Nilópolis, que alçou o vencedor para a liderança do Grupo B, com nove pontos. O Rio Barra tem o mesmo número de pontos de Ceres, Barra Mansa e Búzios, mas está na ponta pelos critérios de desempate.

Outra partida com muitos gols foi a vitória do Tigres do Brasil frente ao Uni Souza, por 3 a 2, no Los Lários, em Xerém, distrito de Duque de Caxias. Com o triunfo, a Fera da Baixada entrou no G4 do Grupo A, com dez pontos. Encerrando os confrontos desta segunda-feira , o Campos derrotou o CAAC Brasil por 2 a 1, no Ferreirão, em Cardoso Moreira. Com os três pontos, o Roxinho assumiu a vice-liderança da Chave A, com 11 pontos.

A campanha do Friburguense

Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle
Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes
Friburguense 3 x  2 Rio de Janeiro, Eduardo Guinle
Paraty 0 x 4 Friburguense, Nélio Gomes
Friburguense 0 x 2 7 de Abril, Eduardo Guinle
Serra Macaense 0 x 1 Friburguense, Claudio Moacyr
Friburguense 2 x 0 Santa Cruz, Eduardo Guinle

Semifinais:

Jogos de ida
Friburguense 2 x 0 Paduano, no Eduardo Guinle
Santa Cruz 1 x 3 Belford Roxo, no EC Guanabara
 
Jogos de volta
Paduano 3 x 1 Friburguense, no Waldo Carneiro
Belford Roxo 1 x 0 Santa Cruz, no Nélio Gomes
 
Finais
04/jun - Qui - 15h - Belford Roxo x Paduano, Nélio Gomes
11/jun - Qui - 15h - Paduano x Belford Roxo, Waldo Carneiro

 

Foto da galeria
Frizão abriu o placar, mas sofreu virada no Waldo Carneiro e se despediu da competição (Crédito: Divulgação)
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Vitorioso

quarta-feira, 03 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

IBS Friburgo fatura títulos e domina o Desafio do Poeta 2026

Os talentos de Nova Friburgo dominaram o Desafio do Poeta – Poeta Racing 2026, realizado no último dia 24 de maio, em Casimiro de Abreu. Os ciclistas da equipe IBS Friburgo foram destaques no evento, conquistando títulos importantes, vitórias gerais e marcando presença nos pódios da competição estadual de mountain bike.

IBS Friburgo fatura títulos e domina o Desafio do Poeta 2026

Os talentos de Nova Friburgo dominaram o Desafio do Poeta – Poeta Racing 2026, realizado no último dia 24 de maio, em Casimiro de Abreu. Os ciclistas da equipe IBS Friburgo foram destaques no evento, conquistando títulos importantes, vitórias gerais e marcando presença nos pódios da competição estadual de mountain bike.

No principal percurso, o masculino de 67 quilômetros, o título geral ficou com Wendel Silva, que completou a prova com o tempo de 3h12min04s. A IBS Friburgo ainda colocou outros atletas entre os destaques da classificação geral, dentre eles Luiz Filipe Duarte Teixeira, quarto colocado dos 67 quilômetros; Alexandre Dias Claret, 24º lugar geral na mesma quilometragem; e Pedro Sardou Ruffier Duarte Teixeira, que alcançou a 10ª posição dentre todos os participantes da prova de 49 quilômetros.

Bons resultados

Além do destaque no geral, a equipe de Nova Friburgo também acumulou conquistas importantes nas classificações por categorias. Wendel Silva foi campeão da Master A1 Masculino, enquanto Luiz Filipe Duarte Teixeira foi vice Master B1 e Alexandre Dias Claret ficou em segundo na Master B2.

Já César Cunha faturou o título na Master C1, e João Maru, foi o vencedor na Junior Masculino. A categoria Infanto-Juvenil Masculino foi vencida por Pedro Sardou Ruffier Duarte Teixeira.

As meninas da equipe também fizeram bonito, com Raquel Vilon se sagrando campeã na Elite Feminina e Daiana Martins conquistando o primeiro lugar na Master B Feminino - Daiana acumulou ainda a terceira colocação no ranking geral feminino dos 49 quilômetros.

Na Dupla Mista, Carolina Gianfaldoni Viana e Márcio de Alcântara Frossard superaram as concorrentes e subiram ao lugar mais alto do pódio.

Vale ainda o destaque para o desempenho da nova geração. Pedro Sardou, por exemplo, tem apenas 13 anos de idade, e venceu a categoria Infanto-Juvenil Masculino com o tempo de 3h00min10s e média de 16,3 quilômetros, além de terminar entre os dez melhores da classificação geral dos 49 quilômetros, superando diversos atletas adultos. 

“Com resultados expressivos em diferentes faixas etárias e categorias, a IBS Friburgo consolidou mais uma vez sua força no mountain bike fluminense, demonstrando alto nível técnico, renovação de atletas e presença competitiva em todas as frentes do Desafio do Poeta 2026”, resumem os líderes da equipe.

 

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Crescente

Estado do Rio amplia em mais de 10% ao ano o número de academias

O setor de fitness, wellness e bem-estar no estado do Rio de Janeiro está em pleno aquecimento. Levando em conta o tamanho do estado, o Rio de Janeiro figura na terceira posição em número de centros de atividades físicas.

Em 2025, o estado fluminense registrou cerca de seis mil academias ativas, um avanço de 11% em relação ao ano anterior. Só na capital, são mais de 2,6 mil desses negócios. Em 2026, a tendência é ampliar ainda mais o contingente.

Segundo dados do Panorama Setorial Fitness Brasil 2025, de 2024 para 2025, o Rio de Janeiro registrou mais de 5% de profissionais de um ano para o outro, ou seja, quatro profissionais para cada 1.000 habitantes.

Entre 2019 a 2025, os indicativos de centros de atividades físicas no Rio de Janeiro tiveram um substancial crescimento na casa dos 69%.

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    Participação marcante da IBS Friburgo reforça o talento e o potencial dos ciclistas friburguenses (Foto: Divulgação)

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    Crescimento acelerado em número de academias revela cenário cada vez mais aquecido (Foto: Divulgação)

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Amizade, um bem que não tem preço

quarta-feira, 03 de junho de 2026
por Max Wolosker

Amizade (do termo latino vulgar amicitate) é uma relação afetiva, a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas ou mais pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. A amizade, tem sido considerada pela religião e cultura popular, como uma experiência humana de vital importância, inclusive tendo sido santificada por várias religiões. Muitas vezes, os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação.

Amizade (do termo latino vulgar amicitate) é uma relação afetiva, a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas ou mais pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. A amizade, tem sido considerada pela religião e cultura popular, como uma experiência humana de vital importância, inclusive tendo sido santificada por várias religiões. Muitas vezes, os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Amizade

Esse início é em função do que nos aconteceu em nossa última viagem ao Nordeste, no mês passado. O objetivo foi ir a João Pessoa-PB visitar nosso filho, mas paramos, antes em Maceió-AL e na Praia dos Carneiros (Pernambuco). E foi nesse local que conhecemos nossas mais novas amigas, Josi e Simone, ambas paulistas, uma de Bauru e outra de Americana.

Tudo começou, no café da manhã, na pousada onde estávamos hospedados, sentados em mesas próximas, quando contei à Simone, loura, alta e muito bonita, que quando era jovem, fui a uma festa de 15 anos e na frente da minha mesa, tinha uma moça loura e, também, muito bonita, o que despertou minha vontade de dançar com ela.

O problema é que ela estava recostada na cadeira e quando se levantou foi que percebi o quanto era alta, em relação a mim. Minha cabeça ficava abaixo do ombro do meu par. Mas, já não tinha como desistir.

Lógico que não conhecíamos as duas, mas quando contei isso, foi uma gargalhada geral e o estopim para nos conhecermos e começar uma amizade que tem tudo para perdurar mais do que um simples encontro durante uma viagem, aquele que dura e desaparece com o passar do tempo. Quantas pessoas já conhecemos ao longo de nossas viagens e esquecemos à medida que a vida seguia o seu curso?

Foram dois dias intensos, passados num local chamado Bora-Bora, um day-use, talvez o mais famoso da praia dos Carneiros e que fica próximo da Igreja de São Benedito, uma das principais atrações do local. Saíamos cedo da pousada, passávamos o dia todo lá, com direito a petiscos, drinks e almoço, além de caminhadas pela praia e banhos nas várias piscinas naturais do extenso litoral, onde se situa a praia. À tarde, voltávamos para a pousada e, depois de um pequeno descanso, ficávamos à beira da piscina, curtindo o entardecer e jogando conversa fora.

O mais engraçado é que os assuntos surgiam naturalmente, como se fossemos pessoas que já se conheciam de longa data. Chegou a terça feira, dia de nossa partida para João Pessoa com as devidas despedidas e a famosa troca de telefones. Simone e Josi ficaram em Carneiros até sábado e nós em João Pessoa até terça, 26 de maio, quando retornamos a Friburgo. Mas, desde então não passou um dia em que tanto a Oneli, minha esposa, e eu não tenhamos trocado mensagens, nem que fosse um bom dia com as nossas novas amigas.

O poder da amizade

Talvez, em função dos problemas que ambas enfrentam, no momento, em suas vidas, fizeram com que vissem em nós pessoas confiáveis, prontas a escutar e emitir algumas opiniões em função da maior experiência de vida que temos, por sermos mais velhos. No entanto, esse é o poder da amizade, pois se não fosse a grande empatia que se criou entre nós, certamente esqueceríamos os problemas mútuos e a vida continuaria, como se nada tivesse acontecido.

Mas, o que se passa com elas virou, para nós, uma necessidade de orar e torcer para que tudo se encaixe e que a vida continue, para elas, sem os problemas que tanto as incomodam. E aí vi essa frase: “A amizade não vem como um vento e logo desaparece. Vem devagar, quase parando, e começa a fazer efeito cada dia mais, arrasando os corações dos verdadeiros amigos”, no site www,pensador.com/poemas_ de_ amizade;  dele copiei esse poema, de autor desconhecido, que transcrevo a seguir:

“Mais que uma mão estendida, mais que um belo sorriso, mais do que a alegria de dividir,

 Mais do que sonhar os mesmos sonhos, muito mais do silêncio que fala ou da voz que cala para ouvir,

 É a amizade o alimento que nos sacia a alma e que nos é ofertado por alguém que crê em nós.”

Infelizmente, o que vemos no mundo de hoje é uma falta de empatia total entre as pessoas, cada um pensando em si próprio e nos seus problemas, ligados o tempo todo na internet como tábua de salvação. Esquecem que gestos simples, como um abraço, um sorriso, um aperto de mãos ou escutar as aflições dos que nos cercam, são suficientes para confortar e alegrar nossos semelhantes e nos deixar com a certeza que contribuímos, de alguma maneira com o bem estar de alguém. E é aqui que entra o significado da verdadeira amizade, aquela que une, alivia as angústias, torna a vida mais leve e alegre.

Festa dos médicos

Não poderia terminar sem assinalar o sucesso da festa dos médicos, no espaço Natureza, bairro Ypu, na última sexta feira, 29 de maio. A Associação Médica de Friburgo estava adormecida desde o início da pandemia da Covid e essa festa marcou um reencontro da classe médica, com uma ótima integração entre os novos e os antigos. Os amigos de outrora se reencontraram, reforçaram a antiga amizade e os novos, futuro da medicina da cidade, tiveram a oportunidade de conviver, numa organização perfeita, com aqueles que escreveram a história da medicina friburguense. Foi uma maneira de se integrarem, fazerem novas amizades e participarem do renascimento da Associação Médica de Nova Friburgo que sem dúvida vai acontecer muito em breve.

A amizade, mola mestra do mundo, mostrou a sua força.

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Redes de apoio que nos cercam e a falta delas

quarta-feira, 03 de junho de 2026
por Camilla Fiorito

Não vivemos sozinhos. 

Temos uma rotina intensa, que nos proporciona pouco tempo livre. Ou um tempo livre que é engolido por toda rotina invisível que realizamos dia após dia. 

Casa, trabalho, escola, faculdade, curso, estudo, médico, atividade extra, imprevisto. O outro. Nós. Nosso autocuidado que fica em segundo, terceiro, quarto, quinto e, raramente, em primeiro plano. 

Manhãs, tardes e noites passam em um piscar de olhos, trazendo uma impressão de que precisamos de mais 24 horas para conseguirmos fechar todas as demandas do dia.

Não vivemos sozinhos. 

Temos uma rotina intensa, que nos proporciona pouco tempo livre. Ou um tempo livre que é engolido por toda rotina invisível que realizamos dia após dia. 

Casa, trabalho, escola, faculdade, curso, estudo, médico, atividade extra, imprevisto. O outro. Nós. Nosso autocuidado que fica em segundo, terceiro, quarto, quinto e, raramente, em primeiro plano. 

Manhãs, tardes e noites passam em um piscar de olhos, trazendo uma impressão de que precisamos de mais 24 horas para conseguirmos fechar todas as demandas do dia.

A caixa de entrada com todas as solicitações diárias vai aumentando e acumulando. O saber como daremos conta fica com um ponto de interrogação visível e piscante, onde o transbordamento pode acontecer a qualquer segundo ou minuto, pois é iminente.

Dar conta e não dar conta entram em conflito, causando grande burburinho interno e muitas reflexões. A performance impecável vem em destaque, assim como a cobrança externa de que nada pode ficar sem entrega.

Perguntas são levantadas e pensadas. O que seríamos sem as nossas fabulosas redes de apoio que nos cercam, nos acolhem e caminham lado a lado conosco nessa maravilhosa e tempestuosa jornada? 

O vazio de seguir sem apoio, desperta exaustão, sobrecarga, ansiedade e alto impacto social e emocional. A porta da vulnerabilidade fica aberta, escancarada. Incontestável é o isolamento que passa a ser vivido, dentro desse adoecimento físico e mental que vai chegando devagar e se aprofundando. 

As redes de apoio são fundamentais para o processo de bem-estar. O amparo e o acolhimento, trazem uma diluição da sobrecarga diária e mostra que não estamos sozinhos. Os momentos de compartilhamento de demandas e escuta são realizados com muito respeito e confiança. A balança fica mais equilibrada e o processo de compaixão é acionado em larga escala. 

A rede de apoio, muitas vezes, é vivida em escassez. Reconhecer quem está por perto para tecer uma grande ou pequena teia, proporcionando partilha, disponibilidade e reciprocidade é uma das maiores riquezas que podemos ter. Cultive e se abra para esse experimento que transforma e proporciona equilíbrio interior.

Agradeço imensamente a minha rede de apoio que é formada por pessoas incríveis e que me fazem lembrar o quão fortalecedor são as conexões sociais e os laços que criamos. 

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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