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Desistir do passado ou do futuro?

quinta-feira, 25 de junho de 2026
por Cesar Vasconcellos

Desde que houve a contaminação espiritual dos seres humanos que viviam no Jardim do Éden e que rejeitaram a verdade, nunca mais houve uma família perfeita, plenamente saudável, porque todos ficamos impregnados de egoísmo, orgulho, vaidade, e outros defeitos de caráter em nossa estrutura mental que é passado de geração em geração.

Desde que houve a contaminação espiritual dos seres humanos que viviam no Jardim do Éden e que rejeitaram a verdade, nunca mais houve uma família perfeita, plenamente saudável, porque todos ficamos impregnados de egoísmo, orgulho, vaidade, e outros defeitos de caráter em nossa estrutura mental que é passado de geração em geração.

Existem famílias mais funcionais e equilibradas, e também as mais traumatizadas ou complicadas emocionalmente devido à presença de dependentes químicos, indivíduos mentirosos, agressivos, autoritários, narcisistas, por causa de divórcio, compulsões variadas entre outros sofrimentos. Mesmo nas famílias razoavelmente equilibradas emocionalmente, há conflito e lutas justamente por causa da contaminação espiritual e herança de tendências imaturas no comportamento.

Isso significa que os sofrimentos do passado são trazidos para o presente com as consequências deles para a vida adulta, e conflitos na vida adulta se somam a isso, gerando ansiedade excessiva, estados depressivos, compulsões, e outros transtornos mentais, mais graves ou menos graves.

Pense: “O que é mais difícil ou mais fácil de desistir: do passado ou do futuro? Algumas pessoas vivem apegadas aos sofrimentos do passado, e têm dificuldade de deixá-los de lado e de desistir deles, no sentido de aceitar o que houve de ruim no passado e seguir a vida com serenidade.

Já os excessivamente ansiosos vivem com a dúvida “E se?”, “E se o pneu do carro furar?”, “E se o motorista do ônibus dormir ao volante?”, “E se eu tiver uma doença grave?”. A dificuldade desses ansiosos é desistir do futuro, ou seja, interromper essas pré-ocupações sobre coisas que não temos controle, que podem ou não acontecer. Pense de novo: o que é mais difícil ou mais fácil para você desistir: do seu passado ou do seu futuro?

A saúde mental e espiritual pode florescer quando desistimos do passado no sentido de parar de ficar lamentando o que não recebemos, o que perdemos, no que falhamos, o que não conseguimos. Isso tem que ver com aceitação, que é o penúltimo estágio do processo de luto, de perda. Quando chegamos nele, paramos de brigar com a vida, com Deus, com as pessoas e com a gente mesmo. O último estágio é entender o significado das provações, das perdas, e olhar para isso sem revolta, entendendo que em nossa dor existe um propósito.

A saúde mental e espiritual também pode florescer quando desistimos do futuro evitando as preocupações inúteis, pensando profundamente que somos impotentes diante do futuro, e aceitando que não sabemos o que vai acontecer.

Parece que a única forma de chegarmos nesse ponto de desistência do passado e do futuro no sentido de aceitação, de compreensão do significado, de libertação, tem que ver com a crença num Poder Superior que chamo de Deus Criador do Universo, bondoso, que supervisiona tudo e nos dá forças para lidar com as consequências dos sofrimentos do passado e serenidade para não ficarmos ansiosos quanto ao futuro. Ele nos dá capacidade para vivermos um dia de cada vez.

No livro “O futuro de uma ilusão”, Sigmund Freud escreveu: “Os crentes devotos [os que têm uma fé religiosa] estão protegidos em alto grau contra o risco de certas enfermidades neuróticas...”.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Menina de ouro

quarta-feira, 24 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

Melissa Vignoli é mais uma friburguense em destaque no jiu-jitsu

Pequena no tamanho e na idade, mas gigante no talento e no potencial. A jovem friburguense Melissa Vignoli, de apenas 11 anos, se sagrou bicampeã do Campeonato Brasileiro da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), disputado entre os últimos dias 12 e 14, em Barueri-SP.

A competição, considerada uma das mais importantes do calendário nacional da modalidade, reuniu atletas de diferentes estados brasileiros e é vista como uma das principais vitrines para jovens talentos do jiu-jitsu.

Melissa Vignoli é mais uma friburguense em destaque no jiu-jitsu

Pequena no tamanho e na idade, mas gigante no talento e no potencial. A jovem friburguense Melissa Vignoli, de apenas 11 anos, se sagrou bicampeã do Campeonato Brasileiro da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), disputado entre os últimos dias 12 e 14, em Barueri-SP.

A competição, considerada uma das mais importantes do calendário nacional da modalidade, reuniu atletas de diferentes estados brasileiros e é vista como uma das principais vitrines para jovens talentos do jiu-jitsu.

Com o resultado, Melissa amplia uma sequência de conquistas importantes. Antes de alcançar o topo do Brasil pela segunda vez, a atleta já havia conquistado o bicampeonato europeu. Após o título nacional, Melissa já voltou o foco para os próximos desafios da temporada, desta vez em competições internacionais. O primeiro compromisso será o Pan Kids Jiu-Jitsu Championship, em Orlando, nos Estados Unidos.

Na sequência, Melissa disputa o jiu-jitsu Con Kids, em Las Vegas, torneio que reúne atletas de diversos países e é considerado um dos principais eventos mundiais de base da modalidade. Representando Nova Friburgo em campeonatos nacionais e internacionais, Melissa segue construindo uma trajetória de destaque no esporte e levando o nome da cidade para importantes competições dentro e fora do país.

 

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Visconde despacha o Monerá e fatura a Copa do Calcário 2026

A Copa do Calcário 2026 chegou ao fim no último domingo, 21, com uma grande decisão marcada por emoção, equilíbrio e excelente nível técnico. Em campo, o Visconde sagrou-se campeão após confronto com o Monerá, consolidando a conquista com o placar agregado de 2 a 1.

Mesmo sendo derrotado por 1 a 0 no jogo de volta, o Visconde fez valer a vantagem construída na partida de ida, quando venceu por 2 a 0, garantindo assim o título da competição e celebrando mais uma importante conquista em sua história esportiva.

O Monerá, por sua vez, foi um dos grandes protagonistas da competição, coroando a campanha com importantes premiações individuais. O arqueiro Jorginho foi eleito o melhor goleiro da Copa do Calcário, enquanto o atacante Atos Goulart terminou como artilheiro da competição, com sete gols marcados.

A Copa do Calcário é uma realização da Liga Desportiva de Macuco, com apoio da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), com o objetivo de incentivar o desenvolvimento do futebol regional e valorizar os atletas locais.

A entrega das premiações foi realizada pelo presidente da Liga de Macuco, Diogo Latini que também é coordenador da Ferj na região, junto dos diretores Carlos Alberto Oliveira, Jairo da Conceição, Marcus Vinícius e Raphael Salgado.

“A edição 2026 se encerra deixando um legado de grandes jogos, alto nível técnico e forte participação das equipes, torcedores e comunidades envolvidas, consolidando ainda mais a Copa do Calcário no cenário esportivo regional”, resumem os organizadores.

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    Mesmo com a pouca idade, Melissa já mostra muito talento e empilha conquistas na modalidade (Foto: Divulgação)

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    Visconde sagrou-se campeão após confronto com o Monerá (crédito: HT Click)

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​Seleção brasileira passou pelo Haiti, sem jogar bem

quarta-feira, 24 de junho de 2026
por Max Wolosker

O placar de sexta-feira passada, 3 a 0, foi pouco, face a fragilidade do adversário. Mas, na minha opinião, temos de melhorar muito, seja no esquema de jogo implantado por Carlo Ancellotti, seja na maneira de atuar dos nossos jogadores, que parecem entrar em campo de salto alto e protegendo as canelas.

O placar de sexta-feira passada, 3 a 0, foi pouco, face a fragilidade do adversário. Mas, na minha opinião, temos de melhorar muito, seja no esquema de jogo implantado por Carlo Ancellotti, seja na maneira de atuar dos nossos jogadores, que parecem entrar em campo de salto alto e protegendo as canelas.

Infelizmente, não vejo nos times brasileiros das últimas copas, a gana de representar o país, o que era um diferencial marcante dos nossos selecionados, até o início dos anos 2000. Para ilustrar isto que afirmo, existe uma foto famosa, do selecionado de 1958, antes da copa; sentados num banco de uma estação ferroviária de Poços de Caldas-MG. Lá estavam Nilton Santos, Dino Sani, Gilmar, Bellini, Garrincha, Moacir, Dida, Joel, Mazolla, Zagalo e Pelé. Todos jogavam no Brasil, eram famosos em seus clubes. Hoje, nem pensar numa cena dessas, pois a maioria joga fora do país

Na realidade, a história do futebol brasileiro mostra, que o tricampeonato, em 1970, foi fruto de um trabalho sério em que a comissão técnica composta pelo técnico de campo, preparadores físicos e nutricionistas, com o apoio da CBF, tinham um objetivo em mente. Com os jogadores que dispunham, o tricampeonato era possível e, então, puseram mãos à obra. O resultado foi uma seleção que encantou o mundo, que mais parecia uma orquestra, tamanha a precisão com que executava seus movimentos. Isso obrigou outros países a seguirem nosso exemplo e planejarem a maneira de encararem os desafios que o futebol exigia.

Foi o que aconteceu com a Alemanha, que já em 1974 armou uma equipe em que se destacavam Beckembauer, o goleiro Mayer, Müller, Breitner e Overath. Repetiu o feito em 1990 e em 2014, goleou o já mambembe Brasil por 7 a 1. Nesse período, a equipe do Bayer de Munique foi campeã da liga da Europa nos anos de 73/74, 74/75, 75/76. A Alemanha se preparou para jogar um futebol de primeira, aliando técnica, preparo físico, psicológico e profissionalizando o futebol para que ele desse retorno ao dinheiro investido. O Bayern repetiu o feito na liga da Europa em 2000/01, 2012/13 e 2019/20.   

 Aqui, infelizmente, nos transformamos em exportadores de talentos, nossos times não têm condições de bancar os salários oferecidos pelos clubes europeus e, nossos jogadores foram deixando o Brasil. Já se passaram 24 anos desde nosso último título mundial, ganho em 2002 e creio que esse jejum permanecerá por muito mais tempo.

De 2006 em diante os países vencedores da Copa do Mundo foram: a Itália em 2006, a Espanha em 2010, a França em 2018 e a Argentina em 2022. Na realidade, houve uma evolução no futebol mundial, e outros centros menos avançados começaram a investir na formação de novos talentos que, também, tiveram a Europa como destino final. Houve um momento em que o domínio pertenceu ao futebol italiano, depois veio o espanhol e, na atualidade, é a Inglaterra que detém a primazia de ter o futebol com maior investimento. Não podemos esquecer que os árabes e seus petrodólares estão formando bons times e suas seleções começam a apresentar um futebol mais evoluído.

O mesmo tem acontecido com o continente africano, cujos representantes, na Copa de 2026 vêm mostrando um bom desempenho, sem a ingenuidade que caracterizava sua presença, em copas anteriores. Como exemplo marcante, a seleção de Cabo Verde arrancou um empate com os espanhóis, logo na estreia e com os uruguaios, em seu segundo jogo. Ou seja, fizeram bonito contra dois ex-campeões do mundo. Pelo andar da carruagem, tem mais chances de classificação, que ficaria com a Espanha em primeiro e eles em segundo.

Como diz o nosso hino, ficamos deitados eternamente em berço esplêndido, deixamos a banda passar e estamos num patamar bem inferior ao dos europeus. A Argentina, com o título de 2022, deu uma respirada e está com uma seleção bem melhor do que a nossa, apesar do futebol de lá estar nivelado com o daqui. Mas, seus jogadores têm mais amor à camisa do seu país.

O desafio escocês

Nesta quarta-feira, 24, teremos a Escócia pela frente, parada dura nos termos atuais e concordo com Galvão Bueno, quando afirmou numa entrevista recente, que a seleção brasileira atual é a pior que ele já viu jogar. Se nos classificarmos em primeiro lugar, pegaremos ou a Holanda ou o Japão, ambos com um futebol bonito de se ver e com condições de nos eliminar.

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A Copa e as surpresas que a cerca

quarta-feira, 24 de junho de 2026
por Camilla Fiorito

Copa do Mundo. Momento esperado por muitos, mas também ignorado por tantos outros.

E está tudo bem, pois cada um de nós somos dotados de percepções, leitura de mundo, gostos e interesses comuns ou incomuns, dentro da visão diversa.

Volto à 1994. Nova Friburgo. Meus treze anos.

Copa do Mundo. Momento esperado por muitos, mas também ignorado por tantos outros.

E está tudo bem, pois cada um de nós somos dotados de percepções, leitura de mundo, gostos e interesses comuns ou incomuns, dentro da visão diversa.

Volto à 1994. Nova Friburgo. Meus treze anos.

Que doce lembrança! A Avenida Campesina (rua da feira) enfeitada por nós com muita alegria. Éramos adolescentes, que morávamos tanto naquela rua quanto na Leuenroth. Nos encontrávamos, conversávamos, decidíamos e comprávamos as tintas xadrez necessárias para que pudéssemos pintar os paralelepípedos, as calçadas e os postes.

A forma como nos organizávamos, com autonomia e união, trazia para aquele momento boas risadas e cooperação. Era um grande evento!

Cada pó colorido misturado em suas bacias individuais, ganhava cor com o balançar dos pincéis e água. A euforia, a espera e o momento despertavam tanta vida, que o instante passava com uma rapidez que surpreendia.

Todos os minutos eram valiosos. O trabalho final era nosso. Nossa autoria. Uma produção maravilhosa em equipe, assim como acontecia em outras ruas espalhadas pela cidade, que linda ficava nesse momento tão especial.

Mas não só de ornamentação a Copa se revela. A alegria de se trazer povos diversos, menos favorecidos ou não, para as competições, revelam superação e força. Contagia e traz esperança.

Um breve alento de que muitas coisas são possíveis é lançado. O acreditar toma conta de várias nações que ali se encontram buscando o tão sonhado título.  Ou, até mesmo, se fortalecem na presença do simples estar.

O jogo começa, a bola rola, a espera parece infinita, em um mundo particular. Os passes são acompanhados, sentidos, vividos. Os jogadores se movimentam como instrumentos musicais em uma grande orquestra. O tempo acaba. O resultado chega.

Uns continuam, outros precisam retornar.

As reflexões são feitas, as mudanças analisadas, as rotas reavaliadas, os sonhos renovados. Os momentos singulares chegam ou não ao fim.

O balanço do que deu certo é realizado. Como um pêndulo, vai de um lado a outro. O desejo de voltar novamente para um novo começo, com ou sem vitória, fica latente. Voltar para poder viver toda essa singularidade que toma conta e preenche o esperançar.

Assim é o nosso caminhar, recheado de erros, acertos e surpresas que nos fazem repensar.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

 

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Ignorância e arte

quarta-feira, 24 de junho de 2026
por Robério Canto

As grandezas e fraquezas da natureza humana não são particularidades de ninguém

As grandezas e fraquezas da natureza humana não são particularidades de ninguém

Vejam vocês o que é a ignorância. Estava eu visitando um museu quando, na entrada da primeira sala, me deparei com uma pequena caixa com várias lixas de unha. Não tendo visto nada que explicasse aquela presença inusitada, pensei...  Não propriamente que tenha pensado, digamos que intui tratar-se de um brinde, uma gentileza de algum patrocinador. Apanhei uma lixinha e enfiei no bolso. Espero que não tenha sido filmado, pois não quero ficar famoso como ladrão de museus. Eis que, percorrendo outras salas, me deparei com várias peças igualmente estranhas. Sim, pois a dita caixa não era outra coisa senão uma obra em exposição, e tanto que, depois reparei, tinha até uma lâmpada iluminando por cima.

Não vou, por causa de minhas poucas luzes, desvalorizar o trabalho do artista. Mas parece que a obtusidade não era só minha, e tanto que os promotores do evento acharam por bem colocar nas paredes placas que explicavam o sentido de cada obra. Foi o que me salvou e desconfio que não só a mim, apesar da cara de entendido que todo mundo ostentava. Quanto às informações sobre as lixas de unha, fiquei tão traumatizado com o furto que nem as li. Furto que, aliás, pouco acrescentou ao meu modesto patrimônio.

Grande é a nossa ignorância, o que sabemos é nada, não mais que um fragmento de grão de areia na imensidão das praias, mares e oceanos. Mas a arte nos faz ser um pouco menos limitados, brutos e insensíveis. Cada obra tem, em si mesma, sua razão de ser, que nem sempre é reconhecida no seu tempo. Talvez seja esse o caso das lixas de unha, quem sabe?

Ao publicar “Madame Bovary”, Flaubert foi acusado de ter escrito um livro imoral. Aos juízes que o questionavam sobre quem era na realidade a personagem do romance, o escritor respondeu: “Madame Bovary sou eu!” Creio que com isso queria dizer que os sentimentos e comportamentos de Emma Bovary estão em todas as pessoas, porque as grandezas e fraquezas da natureza humana não são particularidades de ninguém, estão bem distribuídas entre todos os indivíduos que passam por este mundo.

De Bovary veio a palavra “bovarismo”, que é a tendência que todos temos, alguns em grau doentio, de nos imaginarmos como alguém melhor do que somos, de termos uma ideia fantasiosa de nós mesmos. Emma Bovary vive uma vida sem brilho e um casamento enfadonho. Romântica e sonhadora, acaba se acreditando capaz de despertar uma grande paixão. Também Luísa, de “O primo Basílio”, do português Eça de Queiros, cai na mesma ilusão de ter arrebatado o coração do galã que a corteja.   Na verdade, ambas estão apenas se sujeitando aos desejos de seus sedutores e, claro, vão acabar se dando mal.

Bem, já admiti que não sou nenhum gênio, funda é a minha insipiência. Mas não ao ponto de fazer como aquela pessoa que, quando lhe perguntaram se conhecia a obra de Eça de Queirós, respondeu com outra pergunta: “Quem é essa mulher?” Enfim, a ignorância está ao alcance de todos; a arte, nem sempre.

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Microconto: Aposta

Desde cedo João vinha notando a diferença, mas só ao conferir os números da loteria ele entendeu por que todos o estavam tratando com tanto carinho.

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Dez anos buscando ideias e boas palavras

terça-feira, 23 de junho de 2026
por Tereza Malcher

Se comemoramos o tempo de dedicação a um projeto, festejamos um aniversário ou a conclusão de um curso, por que não comemorar o tempo dedicado à coluna “Momentos Literários”, aqui em A VOZ DA SERRA?.

Se comemoramos o tempo de dedicação a um projeto, festejamos um aniversário ou a conclusão de um curso, por que não comemorar o tempo dedicado à coluna “Momentos Literários”, aqui em A VOZ DA SERRA?.

Sou acolhida por este jornal há dez anos. É uma alegria ver minhas palavras expostas semanalmente em suas páginas, acordar de manhã com uma ideia, desenvolvê-la ao longo de alguns dias, corrigi-la e, em seguida, enviá-la ao Professor Márcio Paschoal para ser revisada com os cuidados de um mestre. Encaminhá-la à redação e relê-la quando publicada. É um processo que cumpro serenamente.  

Precisamos encontrar sentidos que justifiquem o dia que vivemos. Quanto mais pensamos a respeito, concluímos que as atividades que realizamos cumprem pelo menos um propósito que nos é especial. Todos os propósitos abrangem o cuidar. Cuidar é um verbo imenso, que vai além de um ato mecânico. É uma postura que viabiliza a construção do nosso destino. É um modo de zelar pelo que temos. Se passamos a vida construindo pertences, buscamos ferramentas para que possamos nos dedicar ao que conquistamos.

Conquistar a atenção dos leitores é o ponto de partida de cada coluna. São aproximadamente 566 publicações, com a primeira publicada no dia 27 de junho de 2016. Eu me lembro quando fui ao jornal e me apresentei ao Gabriel Ventura Braga, acompanhada pelo acadêmico e amigo Ordilei Alves da Costa. Foi um encontro simples quando falei da vontade que tinha de escrever sobre literatura infantojuvenil.

Meus primeiros passos foram tímidos, inseguros, mas determinados a conquistar o espaço semanal. Visitei livros de vários estilos e autores de diferentes nacionalidades. Li as mais poéticas letras de músicas e as mais criativas histórias em quadrinhos. Viajei pela literatura infantojuvenil e, como não poderia deixar de ser, entrei no mundo imaginário de “Alice no País das Maravilhas”, com a ousadia de pensar “Se Alice tivesse um celular”. Fui repentinamente tomada pela impressão de que o autor, Lewis Carrol, se permitiu total liberdade para imaginar e criar um enredo brilhantemente fantástico e inteligente, capaz de oferecer ao leitor infantil a impressão de que aquele país era real. A leitura de Alice me permitiu concluir que só conseguiria enfrentar o desafio que o jornal me oferecia se eu me desse a liberdade para pensar e criar, superando meus medos e preconceitos.

Se Alice tivesse um celular, tão logo caísse na toca do coelho, ligaria para pedir ajuda. Mas sem esse apetrecho nas mãos, ela teve de seguir em frente naquele fantástico lugar e se espantar, mordiscar pedacinhos da mão direita, achar graça e ficar amedrontada. Exclamar: o que vai ser de mim! Tal exclamação me fomentou a construir a identidade de cronista e ensaísta. Finquei, então, meu pé neste caminho, carregando todos os meus achados e perdidos. Nada deixei para trás.

Logo me deparei com Lygia Bojunga, autora brasileira que recebeu em 1982 o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio da literatura infantil, que guardo no coração e cuido dos seus livros na minha estante. Sua obra tocou minha alma de escritora ao observar o modo como cuidou do universo dos seus leitores. Quem não carrega uma “Bolsa amarela” vida afora, em que guarda todos os desejos?

E, assim fui, de autor em autor, de obra em obra, até pinçar “O Pequeno Príncipe”. Sinto uma afinidade imensa com Antoine de Saint-Exupéry. Ao longo das colunas, o seu pensamento sempre permeou minhas ideias: a simplicidade para encarar a vida, a profundidade para sentir o amor por uma rosa de poucos espinhos que mal podia de defender do vento, a amizade que estabeleceu com a raposa em que ele mostrou a responsabilidade do gostar e a constatação do geógrafo que afirmou que a vida é efêmera. Escrevendo, aprendi a ser alguém digna de uma pessoa que cuida da vontade de dar certo.

A cada coluna fui conhecendo o valor e o poder das palavras. Ao mesmo tempo em que são alimentos, são dengosas e gostam de cuidados. Às vezes, até de adereços. Mas quando aborrecidas e desagradadas tornam-se bruxas capazes de fazer os piores feitiços. A partir de então, não me cansei de pensar sobre as palavras.

As palavras são a essência de todos nós; nascemos e morremos cercados por elas. Preenchem o que fazemos e aprendemos, o modo como interagimos com o outro e com o ambiente. Inclusive, revestem o pensamento individual e coletivo, que são por elas estruturados. A palavra é a expressão cultural mais contundente.

Escrevendo fui aprofundando um dos grandes valores da literatura: fazer-se presente na vida do leitor para aproximá-lo da língua, principalmente a materna: mostrando suas imensas possibilidades, exibindo sua beleza, fazendo-o sentir o perfume e o sabor das experiências. 

A literatura é um excelente meio de acesso ao conhecimento. Conhecimento de si, do outro, do ambiente e do mundo posto que as crônicas, as histórias, os poemas, os textos fundamentados pelas pesquisas emergem da realidade concreta, na qual estamos mergulhados.

Enfim, brindo ao Jornal A VOZ DA SERRA e aos leitores com um cálice cheio de esperanças e alegres palavras.

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Disposição à prova

terça-feira, 23 de junho de 2026
por Vinicius Gastin

GP Run desafia corredores em percursos de 5 e 15 quilômetros

Uma nova opção para atletas que amam a corrida e buscam testar a técnica e a resistência em um percurso de subida (up hill). O GP Run Rota 116 será realizado no próximo domingo, 28, e ainda está com inscrições abertas para quem busca superar mais esse desafio. Há duas opções de distâncias, 5 e 15 quilômetros, ambas em piso pavimentado.

GP Run desafia corredores em percursos de 5 e 15 quilômetros

Uma nova opção para atletas que amam a corrida e buscam testar a técnica e a resistência em um percurso de subida (up hill). O GP Run Rota 116 será realizado no próximo domingo, 28, e ainda está com inscrições abertas para quem busca superar mais esse desafio. Há duas opções de distâncias, 5 e 15 quilômetros, ambas em piso pavimentado.

A prova terá largada no município de Cachoeiras de Macacu, na altura na altura do quilômetro 50 da RJ-116 para largada da distância de 15 km, e no quilômetro 60 da serra para largada dos 5 km. A chegada para ambas as categorias será no quilômetro 65, já na altura de Theodoro de Oliveira, no alto da serra.

De acordo com o regulamento, a primeira largada, para a prova de maior percurso, acontecerá às 8h, e a segunda, em torno de 15 minutos depois. Haverá premiação para todas as categorias, a partir de uma divisão por faixas etárias, às 11h30. O roteiro poderá ser alterado em caso de chuva forte ou força maior.

Serão oferecidas medalhas de finisher para todos os atletas que completarem a prova, além de troféus para os cinco primeiros colocados na geral 5 km e 15 km, masculino e feminino (20 premiados), e para os cinco primeiros colocados de cada uma das categorias, excluindo-se aqueles que forem premiados na geral (130 premiados).

Também haverá premiação em dinheiro na geral 15 km e 5 km, masculino e feminino, no valor de R$ 400 para os vencedores, R$ 300 para vice-campões e R$ 200 para terceiros colocados. O valor total da premiação geral, levando em conta os dois percursos, é R$ 3.600. As inscrições podem ser feitas pelo site www.montanhasports.com.br. A retirada do kit com camisa do GP Run deve ser feita no próximo sábado, 27, véspera da prova, na Praça das Colônias, no Suspiro, das 15h às 20h.

 

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Copa 2026: Temos um protagonista

A Argentina tem o Messi. O mundo sabe. E o técnico Sacloni também. Tanto que faz o time funcionar para que o seu talento sobressaia. Caminho este que Portugal pode seguir para potencializar Ronaldo - embora não o tenha feito num primeiro momento. Todo time tem a sua referência. E a do Brasil veste a camisa 7.

O número de Garrincha, Jairzinho e tantos outros talvez só não tenha o mesmo peso do que a 10 de Pelé. Que agora Neymar veste, mesmo sem ainda vestir o personagem que dele se espera.

No jogo contra o limitado Haiti, ficou claro que temos um protagonista. Vini Jr. parece ter entendido o seu tamanho e a sua importância. A inquestionável qualidade que demonstra no Real Madrid começa a fazer diferença também com a camisa verde e amarela. E valeu por ele. Muito mais do que pela primeira etapa razoável e pelo segundo tempo ruim.

Foi um 3 a 0 numa Copa do Mundo. Dentro de uma realidade onde a distância entre os melhores e piores times é cada vez menor, o Brasil venceu com certa tranquilidade e alguns ajustes. Com Vini mais solto, Paquetá mais à vontade no posicionamento onde rende melhor. Na lateral, Danilo é da posição e, embora não tenha tido trabalho, deu mais segurança e consistência ao setor.

Há muito o que melhorar e evoluir, já pensando no jogo contra a Escócia nesta quarta-feira, 24, às 19h. Agora sem Raphinha, talvez com alguns minutos para Neymar. Mas com a certeza de que a referência veste a 7. Assim como Furacão e Mané. E dependemos do brilho dela para sonhar mais alto.

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    Prova terá percurso de subida, com o diferencial da bela paisagem da serra (Divulgação / Montanha Sports)

  • Foto da galeria

    Competidores podem escolher entre duas opções diferentes de percursos (Divulgação / Montanha Sports)

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Diretrizes para a evangelização

terça-feira, 23 de junho de 2026
por CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou, no último dia 17, durante a reunião do Conselho Permanente, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032. O Documento 114 da CNBB é fruto de um amplo processo de escuta, discernimento e participação eclesial realizado ao longo de mais de três anos e pretende orientar a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos seis anos.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou, no último dia 17, durante a reunião do Conselho Permanente, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032. O Documento 114 da CNBB é fruto de um amplo processo de escuta, discernimento e participação eclesial realizado ao longo de mais de três anos e pretende orientar a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos seis anos.

A cerimônia foi realizada no auditório Dom Hélder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, e reuniu membros da presidência da Conferência, bispos, assessores, representantes das edições CNBB e colaboradores. Ao abrir o evento, o presidente da CNBB, o cardeal Jaime Spengler, destacou que a publicação das Diretrizes representa a conclusão de um trabalho intenso que envolveu as diversas expressões da Igreja no Brasil.

“Estas Diretrizes orientam a presença da Igreja em nosso mundo, marcado por grandes possibilidades, mas também por desigualdades, injustiças e desafios que clamam por esperança, fé, cuidado e atenção à vida”, afirmou Dom Jaime ressaltando que o documento é expressão da colegialidade do episcopado brasileiro e um convite à corresponsabilidade missionária. Segundo ele, as Diretrizes reafirmam que o compromisso com o Evangelho está inseparavelmente ligado ao compromisso com a vida, a justiça e a construção de uma sociedade mais integrada e fraterna.

Fruto de uma caminhada sinodal

Presidente da Comissão para a elaboração das Diretrizes e arcebispo de Santa Maria-RS, Dom Leomar Antônio Brustolin, explicou que o documento amadureceu ao longo de um processo marcado pela metodologia sinodal, em sintonia com os trabalhos do Sínodo sobre a Sinodalidade. “Estas Diretrizes são fruto de um longo processo de escuta, diálogo, discernimento e conversação no Espírito. Envolveram bispos, assessores, organismos, igrejas particulares e inúmeras expressões do povo de Deus”afirmou. Ainda segundo dom Leomar, o texto passou por mais de 20 versões e recebeu centenas de contribuições durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril, em Aparecida-SP.

Para o arcebispo, as duas palavras-chave que sintetizam o espírito do documento são “conversão” e “missão”. “Não basta apenas organizar melhor a pastoral. Somos chamados a viver relações mais fraternas, processos mais participativos e uma autêntica conversão missionária”, destacou.

Cinco caminhos para a ação evangelizadora

Dom Leomar apresentou os cinco caminhos que estruturam as novas Diretrizes. O primeiro é a Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, reafirmando a centralidade da Palavra de Deus em toda a ação evangelizadora. O segundo, a Iniciação à Vida Cristã, entendida como caminho de encontro pessoal com Jesus Cristo e formação de discípulos missionários. O terceiro,a Comunidade de Discípulos Missionários, que busca fortalecer a corresponsabilidade na missão e a vida comunitária. O quarto, a Liturgia e a Piedade Popular, reconhecidas como fonte e expressão da vida cristã, e o quinto caminho, Serviço à Vida Plena, reúne três compromissos fundamentais: a opção evangélica e preferencial pelos pobres, o cuidado da Casa Comum à luz da ecologia integral e a promoção da dignidade humana desde a concepção até o seu fim natural.

Fundamentos bíblicos das Diretrizes

Segundo o arcebispo de Olinda e Recife-PE, Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, uma das imagens centrais das Diretrizes é a da “tenda”, inspirada no texto de Isaías 54,2, que remete ao acolhimento, à hospitalidade e à abertura missionária da Igreja. “A Igreja é tenda do encontro, aberta a todos. É lugar de acolhida, proteção e esperança para aqueles que buscam abrigo em meio às tempestades da vida”, explicou.

Dom Paulo também ressaltou a inspiração proveniente dos Atos dos Apóstolos, especialmente na construção de comunidades missionárias alimentadas pela Palavra, pela oração, pela Eucaristia e pela caridade. Para ele, as Diretrizes apresentam uma visão de Igreja profundamente enraizada na Sagrada Escritura, orientada para a comunhão, a participação e a missão.

Documento já disponível

Durante a cerimônia, o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza, destacou a importância da publicação para a vida pastoral da Igreja no Brasil e agradeceu às equipes envolvidas na produção editorial da obra. Segundo ele, o Documento 114 é um instrumento fundamental para orientar dioceses, paróquias, comunidades, pastorais e organismos eclesiais em sua missão evangelizadora.

Monsenhor Jamil também informou que a publicação já está disponível no site das Edições CNBB. Aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032 propõem uma Igreja em permanente estado de missão, fortalecida pela Palavra de Deus, pela vida comunitária, pela liturgia e pelo compromisso com os pobres, a justiça social e o cuidado com a Casa Comum.

Fonte: CNBB

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A VOZ DA SERRA vai muito além de nossas fronteiras... É simplesmente, global

terça-feira, 23 de junho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Na carona da charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, revemos a saudosa estátua do Inverno. Mas não é um inverno comum. Temos o calor da Copa do Mundo e a estátua decora o desenho com bandeirinhas, na companhia do pinguim, vestido de canarinho. Eu destaco a estátua usando a expressão “saudosa”, não porque ela deixou de existir, mas pela saudade que deixou em nós. A estátua está muito bem guardada, com as demais, na Fundação D. João VI. A civilização, que trouxe tanto avanço, não conseguiu vencer o vandalismo e, por essa razão, elas precisam de proteção.

Na carona da charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, revemos a saudosa estátua do Inverno. Mas não é um inverno comum. Temos o calor da Copa do Mundo e a estátua decora o desenho com bandeirinhas, na companhia do pinguim, vestido de canarinho. Eu destaco a estátua usando a expressão “saudosa”, não porque ela deixou de existir, mas pela saudade que deixou em nós. A estátua está muito bem guardada, com as demais, na Fundação D. João VI. A civilização, que trouxe tanto avanço, não conseguiu vencer o vandalismo e, por essa razão, elas precisam de proteção. Valeu, Silvério! Feliz inverno friburguense...

O Caderno Z foi todo encantamento. A começar pela capa, com a exuberante Catedral São João Batista, tudo nos leva aos caprichos do mês junino. O frio se tornando mais intenso, as noites mais longas e as tradições se mantendo ativas e promissoras. Como bem disse Marcelo Gonzales: “Cada edição da festa é também uma reinvenção do que já se conhece. Um retorno que nunca é exatamente igual ao ano anterior”. As barracas de guloseimas, quadrilhas com danças típicas a caracterização dos personagens, muito chapéu de palha e saias de babados. Só que as antigas calças remendadas deixaram de ser engraçadas com a invasão das calças rasgadas.

São João Batista ganhou muita referência nos festejos juninos. Entretanto, sua participação no círculo religioso teve importância fundamental na vida de Jesus como o profeta que anunciou a sua chegada e realizou o seu batismo nas águas do Rio Jordão. Relatos bíblicos registram São João como o anunciador do Messias, que preparou o caminho para a sua vinda.  Padroeiro da cidade, a festa de São João, segue até quarta-feira, 24, data que homenageia o santo de intensa devoção.

Além da apresentação de músicos locais como Reinaldo Queiroz, cantor e instrumentalista do grupo Nó Cego e fundador da Casa dos Saberes em São Pedro da Serra, o Caderno Z “acendeu a fogueira da saudade”, com um belo texto sobre a tradição das fogueiras nas festas juninas. Mais do que uma celebração religiosa, a fogueira sugere reunião de pessoas em seu entorno, proporcionando vivências e convívio prazeroso.

“Novas regras para drones entram em vigor em julho, no Brasil” – maravilhosa matéria sobre o uso de drones com as regras. É mais do que oportuno e justo manter um critério de normas, pois, assim como o trânsito nas ruas, avenidas e rodovias precisa de sinalização e modos de conduta, com os drones, no espaço, não poderia ser diferente. Basta dizer que a aviação tem todo um sistema funcional para o tráfego aéreo. Os drones não deixam de ser veículos de circulação e seus operadores são os responsáveis pelo trânsito de seus aparelhos. Como ressaltou a matéria: "As novas regras também contribuem para fortalecer a profissionalização do setor, aumentar a segurança das operações e preparar o país para um futuro em que os drones estarão cada vez mais presentes em atividades econômicas, científicas e sociais". É uma iniciativa de prevenção.

Em “Esportes”, Vinicius Gastin trouxe a boa nova: “Jovem friburguense, Breno Pitizzer é destaque no Brasileiro de Jiu-Jitsu”. - A conquista do bronze, dentre 4.447 atletas inscritos e 676 equipes, mostra a adaptação e o talento do nosso atleta. Morando em Dubai, Breno mantém uma rotina de treinamentos de alta performance conciliada com sua formação acadêmica. Entre o tatame e os estudos na Global English School, onde mantém fluência em inglês, Breno se prepara para a carreira internacional e destaca: “Cada luta aqui foi um teste para o meu próximo passo na carreira”. Parabéns e sucesso!

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Hospital cobra 13 mil cruzeiros por operação de apendicite

sábado, 20 de junho de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 19 e 20 de junho de 1976

Laís Lima (*)

Manchetes:

Edição de 19 e 20 de junho de 1976

Laís Lima (*)

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Uma apendicite: 13 mil cruzeiros – Incrível, pode parecer, mas a verdade, não se discute. Um lavrador precisou fazer uma intervenção cirúrgica com urgência. O local: Hospital Santo Antônio. Ele tinha documentação do Funrural. Seu pai fez um depósito preliminar de Cr$ 2.500. Depois da operação veio a conta: Cr$ 13 mil. A denúncia é do vereador Joel Heringer que já foi chamado a interferir, mas nada conseguiu. O vereador disse que, “há um complô de médicos contra a Funrural que é uma entidade que realmente presta serviços em Friburgo”.

Faltam 227 dias – É o tempo que falta para que tenha fim o pior governo da história de Nova Friburgo: o do prefeito Amâncio Azevedo. As desapropriações continuam a preocupar os proprietários de imóveis, pois a prefeitura tem um preço para alguns e outro muito maior para outros. Os moradores do Vale dos Pinheiros aguardam sentados, o término do calçamento de suas principais ruas.

Novo prefeito vai ganhar 172 mil por ano – Segundo a Lei Orgânica do município e cuja matéria já se encontra na Câmara de Vereadores, o prefeito a ser eleito em Friburgo nas próximas eleições para a gestão 1977-1981 vai ganhar anualmente, cerca de R$ 172 mil por ano, ou seja: Cr$ 14.399,80. Já o vice-prefeito vai receber Cr$ 69.119,04, ou seja, o provento mensal será de Cr$ 5.795,92.

Ministério do Trabalho recebe visita de delegado regional – No último dia 16 esteve em Friburgo o dr. Luiz Carlos de Britto, delegado regional do Ministério do Trabalho para o Estado do Rio de Janeiro. Na pauta da visita constou uma importante reunião com os gerentes e dirigentes dos supermercados sediados em nossa cidade para solução do problema de horário de funcionamento.

Pacheco x Alencar – Se a Arena tiver pouco de vivacidade e pensar em ganhar as eleições, ou pelo menos, tentar honrosamente, é colocar o vereador Sebastião Pacheco na luta eleitoral. Sebastião é o único nas atuais condições que pode entrar na área do sr. Alencar Barroso, cuja força eleitoral cresce a cada dia. Se a Arena for inteligente joga com Sebastião Pacheco, numa das chapas a vice-prefeitura, que inclusive, conseguirá outras forças dentro da Arena que estão desunidas.

Avenida Roberto Silveira - a mais mortal de Friburgo - Essa importante via continua debaixo dos olhares misericordiosos das autoridades. Todo dia, a avenida é palco de um acidente. Os atropelamentos são muitos. Um vereador afirmou no Legislativo que já morreram naquela artéria mais de 300 pessoas desde a sua inauguração.

Menezes homenageia o deputado Célio Borja – O vereador Manoel Carneiro de Menezes que exerce o cargo de presidente da Câmara Municipal de Nova Friburgo (MDB), homenageou o deputado federal e presidente da Câmara, sr. Célio Borja. Na ocasião, Manoel Carneiro de Menezes entregou dois livros ao deputado. O primeiro de autoria de Pedro Cúrio e o segundo de Martin Nicoulin.

Exposição Agropecuária de Cordeiro – Para somar o crescente desenvolvimento da criação, lavoura e indústria do novo Estado do Rio de Janeiro, a Associação de Criadores do Estado do Rio de Janeiro promoverá, de 10 a 18 de julho deste 1976, com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro, a 34ª Exposição Agropecuária de Cordeiro. Serão realizados diversos concursos, resultando na melhora genética e produtiva do gado, além de uma programação de festividades paralelas, com a eleição da Rainha da Exposição e a apresentação de shows de música popular e folclórica.

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Athis Freitas, Elias Evangelista, Sandra Maria, Claúdio Parca, Andreza Cristina, Jairo Simpson e Rodolpho Vassalo (19); Orlando Imbroinisi, Perla Haiut e Orlando Herdy (20); Leila Elias, George Hense, Edir Carestiato e Luiz Carlos Ruiz (21); Kátia Rocha, Homero Caputo, Yehonara Pinheiro Ferreira, Werter Almeida, Maria Carolina Braune, Djalma Gonçalves e Maria Salete (22); Ione Chavrand, Maria Vitória, Italo Sérgio, Lucimar de Mello, Vera Regina, Abel Ferreira e Friedrick Wilhelm (23); João Batista, João Carlos Cortez, Lucimar de Conceição e João Batista (24); Márcio Gonçalves, Nair Bravo, Wilson Barros, José Antônio e Odgir Rapiso (25).

E mais

  • Plano de Trânsito esclarece problema da Rua Padre Madureira 
  • Futebol: Veteranos do E.C. Saudade x Federação Fluminense de Árbitros
  • Metro quadrado no Centro: Cr$ 3 mil 

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

Foto da galeria
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