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Dia do Trabalho

sexta-feira, 01 de maio de 2026
por Paula Farsoun

O Dia do Trabalho não é apenas mais um feriado no calendário. Não deveria ser, pelo menos. Não é um respiro burocrático entre uma semana e outra. Trata-se de uma data que carrega história, luta e, sobretudo, um lembrete incômodo: o trabalho, que dignifica, sustenta, dá sentindo a muitas coisas na vida, também pode adoecer e excluir.

O Dia do Trabalho não é apenas mais um feriado no calendário. Não deveria ser, pelo menos. Não é um respiro burocrático entre uma semana e outra. Trata-se de uma data que carrega história, luta e, sobretudo, um lembrete incômodo: o trabalho, que dignifica, sustenta, dá sentindo a muitas coisas na vida, também pode adoecer e excluir.

Celebrar o trabalho é também uma maneira de reconhecer a centralidade que ele ocupa na vida humana. É por meio dele que se constrói autonomia, identidade e pertencimento social. Mas é também por meio dele que se revelam, com nitidez, as desigualdades mais profundas de uma sociedade.

No Brasil, o dia 1º de maio expõe um contraste difícil de ignorar. De um lado, trabalhadores formais, protegidos por um arcabouço jurídico que, apesar de imperfeito, ainda resiste. De outro, uma massa crescente de pessoas inseridas em relações precárias, informais ou travestidas de modernidade, onde a promessa de liberdade muitas vezes esconde a ausência de direitos básicos.

Não se trata de saudosismo, tampouco de rejeição às transformações do mundo do trabalho. Pelo contrário. A tecnologia, a flexibilização e as novas formas de contratação são realidades irreversíveis. Precisamos nos adaptar e fazer bom proveito de tudo que as novas formatações nos possibilitam. O problema não está na mudança em si, mas na forma como ela vem sendo conduzida: frequentemente à custa da segurança, da estabilidade e da própria dignidade do trabalhador.

Há, ainda, uma distorção perigosa no discurso contemporâneo: a romantização da exaustão. Trabalhar muito deixou de ser apenas necessário e passou a ser, em certos ambientes, um símbolo de valor pessoal. A produtividade se tornou métrica de existência. E, nesse cenário, o descanso quase soa como culpa.

O Direito do Trabalho, nesse contexto, não é um entrave ao desenvolvimento econômico, como muitos insistem em afirmar. Ao contrário: ele é instrumento de equilíbrio. É o limite civilizatório que impede que o trabalho volte a ser apenas força explorável. É a garantia mínima de que, por trás de cada função, há uma pessoa. Como professora de Direito do Trabalho há muitos anos, vivencio a dicotomia entre presenciar e apreciar toda evolução que o mundo novo nos apresenta e a preocupação com as garantias mínimas de subsistência digna.

Neste 1º de maio, talvez a reflexão mais honesta não seja sobre o quanto avançamos, mas sobre o quanto ainda precisamos avançar. Não basta comemorar empregos; é preciso discutir as condições em que eles existem. Não basta defender o trabalho; é preciso proteger quem trabalha, sob os mais diversos pontos de vista. Olhar para quem oferece a mão de obra e também para quem emprega. Porque, no fim, a verdadeira celebração do Dia do Trabalho não está no feriado, mas no compromisso contínuo com a dignidade de todos os envolvidos nas variadas esferas de trabalho, todos os dias do ano.

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Prefeito e vereadores ganham aumento de salários

sexta-feira, 01 de maio de 2026
por Laís Lima (*)

Para o funcionalismo público municipal, reajuste de 30%  

 

Edição de 1º e 2 de maio de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes

 

Para o funcionalismo público municipal, reajuste de 30%  
 
Edição de 1º e 2 de maio de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*)

 
Manchetes
 
Prefeitos e vereadores têm subsídios majorados: Funcionalismo público municipal tem 30% – O prefeito de Friburgo teve seu subsídio mensal majorado de Cr$ 7 mil para Cr$ 9 mil. A Arena votou contra. Os vereadores que ganhavam Cr$ 2.500, por mês, recebem agora Cr$ 3.200. A Arena também votou contra. Já foi enviada à Câmara Municipal uma mensagem do Executivo que concede 30% de aumento ao funcionalismo. 
A Arena justifica que votou contra o aumento dos subsídios do prefeito e dos vereadores porque, em primeiro lugar, a preocupação deve ser o funcionalismo. O MDB diz que a atitude foi demagógica. A Arena afirma que recebeu recomendações de sua cúpula.
 
Ah! O dinheiro veio - Com mil regulamentos, sugestões e fiscalizações, chegou o empréstimo tão esperado do casamento feliz entre o Banco do Brasil e a Prefeitura de Friburgo. Salve-se quem puder: ruas serão abertas e avenidas construídas. Pontes serão erguidas. Salve o próximo prefeito: as dívidas serão suas…
 
Salve Friburgo no seu aniversário - Lamentem a falta de festejos - Onde estão os festejos de maio. Dia 16, a cidade faz mais um aniversário. Antigamente a cidade tinha festa o mês inteiro, hoje, não. 
 
Hambúrguer – Alencar Barroso diz que é candidato e já trabalha há dois anos. Feliciano Costa diz que aceita “para o bem do povo”. Aguilera Campos aceita a candidatura se disputar pela Arena sozinho. Roberto Pinto vem com o médico Walter Araújo. Messias tem na chapa Jofre Costa. Italo Spinelli já tem plano de governo. Ariosto e Heródoto ainda indecisos.
 
INPS acelera convênios na Semana do Trabalhador – O Instituto Nacional da Previdência Social, prestigiando a Semana do Trabalhador, fez importantes convênios para prestação de serviços médicos que serão feitos pela autarquia federal. Santa Casa de Misericórdia de Bom Jardim, uma tenente do Hospital São Vicente, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Nova Friburgo e o Grupo de Promoção Humana do Cônego. As três entidades serão beneficiadas pelo convênio recém assinado.
 
Sonho bonito e dor logo depois – Dezenas de famílias em Friburgo choram o envolvimento de seus filhos com o tóxico. Um dos delegados que mais se preocupou com o problema foi Nilson Homem de Castro. Há necessidade de uma conscientização de professores e entidades para que mostrem os trágicos caminhos do vício. Há um misto de paraíso e dor nos corações dos nossos jovens. 
 
Este “Globo” não está com nada – O Globo publicou matéria acusando policiais de Friburgo de corrupção. O secretário de Segurança pediu um rigoroso inquérito que acaba de ser concluído. Resultado: quem acusou a Polícia de celebração de convênio para implicar um terceiro tráfico de tóxicos estava no mesmo dia, preso em Cantagalo. A notícia saiu no Globo, um dos maiores jornais do Brasil, ou o melhor do país.
 
Jaburu e a arte - Nesta edição um depoimento de Júlio Cezar Cavalcanti, o Jaburu, um dos maiores incentivadores do teatro em todo o Estado do Rio. Jaburu é constantemente elogiado pelo JB devido ao seu trabalho pela cultura fluminense.
 
Coluna de primeira - Papai me solta – O diretor do Correio Friburguense parou seu carro na Rua do Resende, no Rio de Janeiro e enquanto o jornal rodava, ladrões levaram tudo que tinha no veículo. // O secretário dos Transportes do Estado promete o alargamento e o asfaltamento do trecho bairro Ypu-Theodoro de Oliveira. // Os proprietários de títulos do Country Clube tiveram uma revalorização dos mesmos. Até está semana comprava-se um título por Cr$ 8 mil. Agora estão custando Cr$ 18 mil. // A PM deve fiscalizar trecho da Rua São João e a Praça Dermeval Barbosa Moreira. // Diálogo de um PM com um jovem: “Não adianta me prender que papai me solta”.
 
Problemas da cidade – Moradores da Rua Moisés Amélio reclamam da constante escuridão na artéria. Vários pedidos já foram feitos a Cia. de Eletricidade e a Prefeitura de Friburgo. O comércio do local também fica prejudicado. // A ponte do Caribé continua com a parte de um lado completamente destruída. A situação se perdura há mais de dois meses, sem que nenhuma providência tenha sido tomada. Usuários da Friburgo Auto Ônibus afirmam que o horário de 17h30, para aquele distrito, circula  superlotado. Passageiros pedem a Faol que acrescente mais um ônibus para atender a grande demanda.

 
Chevrolet: novo prédio a cair – Depois do Eldorado que será demolido em julho, chegou a vez de outro prédio no centro da cidade que também será vendido. O grupo que aluga o atual prédio da Rua Monte Líbano deverá deixar suas dependências ainda no segundo semestre deste ano e entregá-lo aos seus proprietários. A agência Chevrolet vai se mudar para o bairro Ypu, onde foi construído um moderno prédio devido a contínua expansão daquela agência.
 
Sociais
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Conceição Côrtes Teixeira, João Galindo e Laura Maria Carriello (1º); Abel Rodrigues (2); Marly Almeida, Ned Torres, Rafael Pecci, Juvenal Folly, Herbert Kunzel, Janete Maria e Francisco Fernandes Porto (3); Maria Natividade (4); Ionara Gonçalves (5); Maria Nilce Ventura, Gilberto Vassallo e Alice Cúrio (6) e Maria da Glória (7).
 
E mais: 
 
  • Colégio Anchieta faz 90 anos
  • Avenida Roberto Silveira: perigo no trânsito 
  • Câmara: a luta vai ser dura  
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 
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No município vizinho

sexta-feira, 01 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Com Teresópolis, Fifa seleciona CTs para Copa do Mundo Feminina no Brasil

As 32 seleções que se classificarem para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, poderão escolher entre uma ampla oferta de instalações de treino e hospedagem de alto nível, distribuídas por todo o país. São 38 centros de treinamento na primeira versão do catálogo, que será compartilhado com as federações-membro.

Com Teresópolis, Fifa seleciona CTs para Copa do Mundo Feminina no Brasil

As 32 seleções que se classificarem para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, poderão escolher entre uma ampla oferta de instalações de treino e hospedagem de alto nível, distribuídas por todo o país. São 38 centros de treinamento na primeira versão do catálogo, que será compartilhado com as federações-membro.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) realizou um processo de inspeção dos centros de treinamento em todo o Brasil, com mais de cinco fases de visitas de inspeção entre novembro de 2024 e março de 2026. A fase final se concentrou na avaliação de 42 campos em nove cidades.

“Este é um momento significativo e temos o prazer de apresentar este catálogo às seleções que já se classificaram e àquelas que ainda estão na disputa. É o resultado de um grande trabalho em equipe e do compromisso de inspecionar cuidadosamente as melhores instalações disponíveis”, disse Rhiannon Martin, diretora da Copa do Mundo Feminina da Fifa.

“Nosso objetivo é garantir que as seleções sejam recompensadas com centros de treinamento de primeira categoria e com as instalações necessárias para ajudar as jogadoras a atuarem no nível mais alto no palco mundial”, completou.

Durante um ano e meio, especialistas técnicos da Fifa visitaram 52 cidades em 19 estados brasileiros, e analisaram 261 locais. O objetivo era garantir que fossem providenciados centros de treinamento e hospedagem ideais de norte a sul do Brasil.

Após as visitas, a equipe da Fifa compilou informações sobre 38 centros de treinamento, vinculados a um local de hospedagem, que foram incluídos na primeira versão do catálogo dos Centros de Treinamento de Seleções.

Um dos pilares da estratégia para a Copa do Mundo Feminina é aproveitar o legado e a infraestrutura da Copa de 2014, também realizada no Brasil. Doze dos locais selecionados para o catálogo do próximo foram usados como centros de treinamento de seleções há 12 anos, durante o torneio masculino.

Alguns dos selecionados foram a Granja Comary, em Teresópolis, Escola de Educação Física do Exército (RJ), Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel (Cotia-SP) e os estádios Kleber Andrade (ES), Dr. Novelli Júnior 2 (SP) e Couto Pereira (PR).

“Os investimentos feitos para a Copa do Mundo de 2014 garantiram que o Brasil tenha agora um sólido estoque de instalações sustentáveis e de boa qualidade. O impacto duradouro sobre a infraestrutura do futebol vem beneficiando o país-sede e o esporte como um todo, e estamos muito satisfeitos de poder oferecer essas instalações na Copa do Mundo Feminina", explicou Martin.

Em 2014, Nova Friburgo se colocou entre as possibilidades para receber uma seleção. Na ocasião, o estádio Eduardo Guinle poderia receber uma série de reformas patrocinadas pela Fifa, caso a cidade fosse selecionada.

Durante o processo de escolha, a Suderj visitou municípios no Rio, dentre eles Nova Friburgo. Agentes da Fifa também estiveram na casa do Tricolor da Serra, mas algumas questões estruturais não poderiam ser atendidas. Dentre elas, estavam deslocamento, acomodação e mobilidade, como por não possuir um aeroporto e estar distante do terminal mais próximo.

 

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Se nada mudar, Seleção Brasileira fará sua preparação no CT de Teresópolis (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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Tricolor de olho...

quinta-feira, 30 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Série C do Rio começa domingo com futuros adversários do Friburguense

O Friburguense vai começar a acompanhar quatro dos seus adversários na disputa da Série B2 deste ano. Quais serão eles? Os promovidos a partir da Série C do Campeonato Carioca, que terá início no próximo domingo, 3 de maio. Devido à desistência de três equipes na temporada passada da B2, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) confirmou que quatro times subirão da quinta para a quarta divisão, em vez dos dois tradicionais.

Série C do Rio começa domingo com futuros adversários do Friburguense

O Friburguense vai começar a acompanhar quatro dos seus adversários na disputa da Série B2 deste ano. Quais serão eles? Os promovidos a partir da Série C do Campeonato Carioca, que terá início no próximo domingo, 3 de maio. Devido à desistência de três equipes na temporada passada da B2, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) confirmou que quatro times subirão da quinta para a quarta divisão, em vez dos dois tradicionais.

A Série C do Carioca 2026 contará com 16 clubes. A fórmula de disputa sofreu alteração em relação à edição anterior. Divididos em grupos A e B, os clubes jogarão em cruzamento: A x B. Os quatro melhores classificados disputarão as quartas de final, em ida e volta. Os donos das melhores campanhas terão vantagem de escolher o mando de campo e também de resultados iguais. Os vencedores disputarão a semifinal, seguindo o critério da vantagem. A decisão será em jogo único.

Os quatro melhores colocados sobem para a Série B2 do Estadual. Já os oito não classificados às quartas disputarão o Grupo X. A Ferj distribuirá premiação de R$ 220 mil aos quatro primeiros colocados. O Grupo A conta com Campos, Tigres do Brasil, Brescia, Mageense, Cardoso Moreira, Itaboraí Profute, Barcelona e Vera Cruz.

Já a chave B terá Barra Mansa, Búzios, CAAC Brasil, Uni Souza, União Central, EC Resende, Ceres e Independente.

Entre os destaques desta edição é a participação do Ceres, que firmou uma parceria e jogará como Ceres/Originários FC. O clube terá um elenco formado integralmente por atletas indígenas, trazendo representatividade e uma nova dinâmica para o futebol do Rio.

Copa Rio

Em sorteio realizado na sede da Ferj, foi definida a tabela da Copa Rio de Profissionais. O Friburguense não participará da competição. O regulamento continua o mesmo dos anos anteriores, com cinco fases eliminatórias, com jogos de ida e volta. Os confrontos da primeira fase serão entre equipes da Série A2 Estadual contra os times da Série B1 e B2.

Os vencedores destas fases vão enfrentar as equipes da Série A Carioca nas oitavas (os clubes grandes não participam do torneio). Assim, a competição segue para quartas, semifinais e a decisão, sempre em partidas de ida e volta.

Os confrontos serão entre Cabofriense e Bonsucesso (o vencedor vai enfrentar o Madureira); Americano e Macaé Esporte (o vencedor pega a Portuguesa); Araruama e São Cristóvão (o vencedor vai enfrentar o Boavista); Pérolas Negras e Santa Cruz (o vencedor enfrenta o Maricá); América e Goytacaz (o vencedor vai enfrentar o Nova Iguaçu); Olaria e Duque de Caxias (o vencedor mede forças com o Bangu); São Gonçalo e Serrano (o ganhador enfrenta o Volta Redonda) e Resende e Belford Roxo (quem passar encara o Sampaio Corrêa).

Com informações do Portal O Frizão

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    Frizão conhecerá mais quatro adversários na corrida pelo acesso à terceira divisão do Estado: Tigres pode ser um deles (Foto: Arquivo de 2018)

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    Meninas do vôlei encaram o Búzios Master, no Rio – A equipe Amigas do Vôlei continua representando Nova Friburgo nas competições espalhadas pelo Estado do Rio de Janeiro. E, nos próximos dias, viverá a sua primeira experiência internacional, competindo na categoria 50+. Após a disputa de mais uma etapa da Supercopa de Vôlei Master do Rio, no clube Caiçaras, no último fim de semana, o desafio da vez será o Búzios Master Volley. O evento acontece a partir desta sexta-feira, 1º de maio, e vai até domingo, 3, com as participações de equipes da América do Sul e do México. (Foto: Divulgação)

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A dúvida pode ser uma dádiva

quinta-feira, 30 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Outro dia, li um texto que começa assim: “A dúvida pode ser uma dádiva de Deus.” Interessante pensar dessa forma. Podemos ter a tendência de querer soluções imediatas quando provavelmente não estamos prontos para elas. Deus proveu em nossa vida soluções para tudo, mesmo para aquilo que não tem solução. Nesses casos Ele oferece conforto, aceitação, serenidade e forças para lidar com a perda, a dor, a decepção e a frustração.

Outro dia, li um texto que começa assim: “A dúvida pode ser uma dádiva de Deus.” Interessante pensar dessa forma. Podemos ter a tendência de querer soluções imediatas quando provavelmente não estamos prontos para elas. Deus proveu em nossa vida soluções para tudo, mesmo para aquilo que não tem solução. Nesses casos Ele oferece conforto, aceitação, serenidade e forças para lidar com a perda, a dor, a decepção e a frustração.

Quando estamos prontos e humildes, a informação que precisamos chega, e ela fica à nossa disposição. Ter muitas informações sem ser no momento oportuno, pode perturbar se quisermos ficar matutando nelas. Usar muita informação sem estar pronto para mudar e ouvir a voz de Deus, cria perturbação mental, ansiedade, agitação na cabeça. Se expor a muitas informações é uma das fontes do pensamento acelerado.

Quando você tiver uma dúvida, é bom perguntar. Mas tem dúvidas que o melhor é olhá-las como uma dádiva do céu porque a presença da dúvida nesse momento de sua vida pode indicar que ainda não é o momento de agir. Pode ser desastroso agir com imprudência devido a impaciência e visão parcial da situação, ou quando estamos dominados por certas emoções. Melhor esperar.

A autora do texto diz: “Acho que lidar com a confusão pode ser como cozinhar. Se o pão não está pronto, não o tiro do forno nem insisto que é hora de comer. Eu o deixo cozinhar. Se uma solução clara para o problema ainda não apareceu, posso confiar em que ela aparecerá na hora certa.” (Coragem para Mudar – Um dia de cada vez no Al-Anon II, p.45).

Agradeça ao Deus Criador do Universo, que sabe tudo de sua vida e necessidades, pelo que acontecerá hoje em sua vida, mesmo que se sinta perturbado, perturbada, em dúvida ou em confusão. O apóstolo Paulo, inspirado, escreveu: “Em tudo dê graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para com você.” 1 Tessalonicenses 5:18. Nosso papel no momento de dúvida quando não temos ainda resposta mesmo perguntando a alguém e a Deus, é olhar isso como uma dádiva indicando que o Senhor está primeiro preparando você para, então, lhe responder.

Helen Keller viveu de 1880 até 1968 e foi uma escritora e ativista social norte-americana. Ficou cega e surda desde bebê por causa de uma doença, formou-se em filosofia, lutou em defesa dos direitos sociais, em defesa das mulheres e das pessoas com deficiência. Foi a primeira pessoa cega e surda a entrar para uma instituição de ensino superior.

Com a ajuda de uma professora excepcional, chamada Anne Mansfield Sullivan, da Escola para Cegos Perkins, Helen Keller aprendeu a linguagem de sinais e braile. Alguns anos depois, ela aprendeu a falar. Quando adulta, tornou-se uma incansável defensora das pessoas com deficiências. Uma de suas frases é essa: “Tudo é maravilhoso, até a escuridão e o silêncio; dessa forma eu aprendo a ficar contente, não importa em que situação eu esteja.” (citado em “Coragem para Mudar – Um dia de cada vez no Al-Anon II”, p.45).

Paulo, o erudito apóstolo escreveu: “... já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” Filipenses 4:11-13.

Está na dúvida? Fale com alguém experiente e ore a Deus sobre o assunto, com fé, humildade e perseverança. Ainda continua na dúvida? Comece a cultivar o pensamento de que isso pode ser a dádiva divina no sentido de você primeiro precisar estar pronto, pronta para obter a resposta. Ela virá no tempo e no modo certo que só Deus sabe.

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com 

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Trabalhar para viver — e não apenas para resistir

quinta-feira, 30 de abril de 2026
por Lucas Barros

Nesta sexta-feira, 1º de maio, celebramos o Dia do Trabalho. E, antes de qualquer debate, é preciso reconhecer quem sustenta, todos os dias, a engrenagem mais básica da sociedade: o trabalhador. É ele quem acorda cedo, enfrenta rotina, transporte, metas, pressão e, muitas vezes, volta para casa com a sensação de que entregou mais do que recebeu.

Nesta sexta-feira, 1º de maio, celebramos o Dia do Trabalho. E, antes de qualquer debate, é preciso reconhecer quem sustenta, todos os dias, a engrenagem mais básica da sociedade: o trabalhador. É ele quem acorda cedo, enfrenta rotina, transporte, metas, pressão e, muitas vezes, volta para casa com a sensação de que entregou mais do que recebeu.

Em muitos casos, trabalha-se muito — e vive pouco. A pauta da jornada 6 x 1 virou um retrato claro dessa realidade. Seis dias dedicados ao trabalho para um único dia de descanso que, na prática, acaba sendo consumido por tarefas acumuladas, compromissos e a tentativa de recuperar um cansaço que nunca vai embora por completo.

Falta tempo, falta energia, falta espaço para existir além da função que se exerce. E, quando o trabalho deixa de ser um meio de vida e passa a ser apenas sobrevivência, algo está profundamente fora do lugar. Portanto, a pauta é legítima e tem o seu valor para ser debatido.

O trabalhador sente isso no corpo e na rotina. Sente quando o salário não acompanha o custo de vida que cresce no país, quando o descanso não é suficiente, quando o crescimento parece distante. Sente quando precisa escolher entre pagar contas básicas ou ter um mínimo de lazer – se é que é possível.

E, ainda assim, segue. Porque parar não é uma opção para quem depende exclusivamente do próprio esforço para manter a vida funcionando. Mas é justamente aqui que o debate precisa ganhar maturidade. Porque, embora a dor do trabalhador seja evidente — e absolutamente legítima —, ela não existe isoladamente.

Do outro lado dessa relação, há uma realidade que muitas vezes é ignorada ou simplificada: a de quem empreende. A realidade do Brasil de pequenos e médios empresários que não se encaixa na imagem de grandes corporações ou estruturas milionárias e tampouco numa agenda de luta de classes.

São negócios familiares, empresas locais, comerciantes, prestadores de serviço, microempreendedores individuais. Pessoas que também acordam cedo, que fecham tarde, que não têm garantia de renda fixa no fim do mês e que carregam nas costas a responsabilidade de manter não só o próprio sustento, mas o de outras famílias.

Para muitos desses empregadores, a jornada não é 6 x 1 — é 7 x 0. Não há descanso formal, não há estabilidade, não há margem para adoecer. Há risco constante. Há incerteza. Há a obrigação de fazer a conta fechar mesmo quando a conta não fecha. E há, ainda, um fator que tem pesado cada vez mais: o aumento da carga tributária sobre as empresas e a complexidade do sistema.

Nos últimos tempos, criou-se uma narrativa perigosa de que toda empresa é, por definição, lucrativa e capaz de absorver todo e qualquer aumento de custo. Não é. Muitos negócios operam no limite, lidando com impostos elevados, burocracia excessiva e insegurança jurídica. O pequeno e médio empreendedor, nesse contexto, não vive de privilégio — vive de resistência.

Isso não anula, em hipótese alguma, a realidade do trabalhador. Mas revela um ponto essencial: transformar essa relação em um confronto direto é simplificar um problema que é estrutural. Porque, no fim das contas, não existe empresa sem trabalhador — e não existe trabalho sem empresa. Quando um lado enfraquece, o outro inevitavelmente sente.

O erro está em tratar o debate como uma “luta de classes” - o que não deixa de existir no ponto de vista da filosofia e da história. Como a melhora da vida de um significasse, necessariamente, prejudicar o outro. A realidade mostra justamente o contrário: relações de trabalho saudáveis dependem de equilíbrio. Dependem de condições que permitam ao trabalhador viver com dignidade e ao empregador operar com viabilidade.

O Dia do Trabalho deveria ser menos sobre discursos prontos e mais sobre reflexão real. Sobre como estamos estruturando nossas relações profissionais em um sentido lato, mas não apenas num sentido estrito. Sobre como estamos distribuindo esforço, responsabilidade e resultados. Sobre como transformar trabalho em qualidade de vida — e não apenas em manutenção do básico.

Porque há algo de errado quando o trabalhador vive exausto e o empregador vive sufocado. E há uma luta de classes em ambos se entendem como inimigos, embora, muitas vezes sejam vítimas de algo maior. Quando um não descansa e o outro não respira. Quando ambos trabalham muito, mas nenhum sente que está, de fato, avançando. Isso não é equilíbrio.

No fim, trabalhar deveria significar construir. Construir estabilidade, segurança, perspectiva. Construir um futuro que faça sentido. E talvez a reflexão mais importante desta semana seja justamente essa: não basta trabalhar muito. É preciso que o trabalho, para todos os envolvidos, volte a valer a pena.

Talvez o maior erro do nosso tempo tenha sido transformar o trabalho em destino, e não em caminho. Porque viver não deveria caber nas horas vagas. E nenhum descanso, para qualquer das partes, deveria parecer um prêmio.

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Jean Bazet, primeiro médico de Nova Friburgo

quarta-feira, 29 de abril de 2026
por Max Wolosker

Não sou historiador, mas confesso que sempre tive uma queda pela história, principalmente, quando ela é um assunto de interesse geral e ao mesmo tempo faz parte de um contexto no qual vivemos. Sendo assim, resolvi dar um mergulho nas origens de Friburgo e resgatar personagens importantes da história da cidade. Muitos estão esquecidos na roda do tempo, mas merecem nossa lembrança, pois fizeram parte importante dos primórdios de nossa cidade.

Não sou historiador, mas confesso que sempre tive uma queda pela história, principalmente, quando ela é um assunto de interesse geral e ao mesmo tempo faz parte de um contexto no qual vivemos. Sendo assim, resolvi dar um mergulho nas origens de Friburgo e resgatar personagens importantes da história da cidade. Muitos estão esquecidos na roda do tempo, mas merecem nossa lembrança, pois fizeram parte importante dos primórdios de nossa cidade. Não custa lembrar que ela começou num acordo entre a corte portuguesa, no Brasil, em 1818, e o cantão de Fribourg, na Suíça, para a vinda de 100 famílias a se instalarem na, então Fazenda do Morro Queimado, hoje Nova Friburgo. Em fins de 1819 e começo de 1820 aqui chegaram as primeiras 30 famílias, para ocuparem os espaços a elas destinados. Posteriormente vieram os demais, num total de 1.631 pessoas.

Francês de nascimento, Jean Julien Bazet ou simplesmente Jean Bazet, foi o primeiro médico da colônia suíça de Nova Friburgo. Era natural da freguesia de Nay, Departamento dos Baixos Pirineus, região francesa próxima à fronteira espanhola, daí falar tanto o francês quanto o espanhol. Ele tinha 28 anos de idade quando emigrou para o Brasil, aqui chegando em 8 de fevereiro de 1820 a bordo do navio Camillus. Os motivos que o levaram a se engajar como médico entre os colonos não são de todo conhecidos, bem como sua vida pregressa na França. Talvez, o espírito de aventura e a falta de perspectivas, numa Europa ainda se recuperando dos estragos das guerras napoleônicas, tenham motivado a sua escolha.

Em junho de 1820, foi agraciado com os títulos de Médico dos Colonos Suíços da Vila de Nova Friburgo e de Médico Honorário da Casa Real, o que lhe conferiu significativo prestígio entre os colonos e os proprietários locais, principalmente, com relação aos cuidados característicos de sua profissão. Aliás, os dados sobre sua atuação como médico são pouco conhecidos, talvez pela falta de informações precisas e mesmo de manuscritos dessa época. Acredito que nos primórdios da cidade, o médico ia de casa em casa para cuidar dos doentes, portanto sem anotações de suas atividades. No entanto, ele tornou-se uma figura proeminente tanto em Friburgo, como na corte.

Totalmente aclimatado em Nova Friburgo, Jean Bazet se casou, em 24 de setembro de 1829, com Justine Froidevaux, de 25 anos, ela também filha de imigrantes suíços. Desse casamento nasceram três filhos, as duas últimas, do sexo feminino, batizadas na Igreja da Glória, reduto da aristocracia na corte, figurando entre os padrinhos de ambas, Antônio Clemente Pinto (o Barão de Nova Friburgo) e sua esposa Laura Clementina da Silva Pinto.

No entanto, foi na política que ele mais se destacou, iniciando a saga de médicos friburguenses que tiveram papel importante na condução dos destinos da cidade como foi o caso de Feliciano da Costa, Amâncio Azevedo e Vanor Tassara Moreira. Ao longo do tempo em que residiu em Nova Friburgo, ele ocupou, por três ocasiões, entre 3 de fevereiro de 1829 e 11 de janeiro de 1833, 16 de janeiro de 1838 a 7 de janeiro de 1845 e finalmente entre 20 de janeiro de 1846 e 20 de maio de 1849, a presidência da Câmara de Vereadores local. Basta dizer que o presidente da Câmara significava ser o prefeito da época. Entre os anos de 1851 e 1852 exerceu, também a presidência do Sous Comité Friburguense da Sociedade Filantrópica Suíça, conforme o Almanaque Laemmert.

Autoridade

A ascensão de Bazet como autoridade máxima de Nova Friburgo, ocorre quando, por força da lei de 1º de outubro de 1828, iria se proceder, através dos “homens bons”, a primeira eleição municipal da história da vila. Dentre 305 eleitores que votavam em mais de um candidato, obteria o médico 158 votos, cinco a mais do que o vigário Joÿe, que também aspirava o cargo. Em terceiro figuraria um luso-brasileiro, Joaquim Antonio Marques. Esta seria uma das raras vezes em que membros da colônia exerceriam o poder, suplantando o elemento luso.

Uma curiosidade e um dado digno de observação durante este período é o significativo número de escravos acumulados por Jean Bazet. Embora exercesse a medicina como atividade principal, era também dono de terras destinadas à agricultura. Tal circunstância demonstra uma vez mais, que ao contrário do que se quis fazer acreditar, os colonos suíços e outros funcionários estrangeiros ligados à vila de Nova Friburgo, adaptaram-se perfeitamente ao sistema escravista, ainda que alguns, em um primeiro momento e por breve tempo, repudiassem o modelo. Por isso, há pessoas que entendem a ocupação suíça, em Friburgo, como uma chegada de imigrantes a convite do rei de Portugal. Eles não foram colonizadores, no sentido de terem trazido e implantado a sua cultura em terras friburguenses. Pelo contrário, absorveram os hábitos e costumes dos portugueses.

Vale a pena acrescentar que Bazet além de médico, político e agricultor, se lançou também no ramo dos negócios, como empreiteiro associado a Auguste Mulaz. No entanto, essa sua faceta durou pouco tempo e ele se afastou do empreendimento.

No início do ano de 1853, João Bazet ainda residia na vila de Nova Friburgo, entretanto, sua saúde encontrava-se debilitada. Tudo indica que por volta de 1856 ele retirou-se para a França com o objetivo de se tratar; apesar de não sabermos qual moléstia fez o médico sucumbir, seu inventário indica a data de 25 de abril de 1858 e a cidade de Paris, como a data e o local de sua morte.

Justa homenagem 

Passaram-se anos até que Jean Bazet tivesse o reconhecimento da cidade, pelo seu trabalho em prol de Friburgo. De acordo com a edição de A VOZ DA SERRA de 26 de agosto de 2009, “o prefeito Heródoto Bento de Mello recebeu com bastante entusiasmo a notícia da decisão unânime da Câmara Municipal, em adotar o nome do francês Jean Bazet em seu plenário. O prefeito aproveitou para parabenizar os vereadores pela decisão que julgou acertada: A Câmara fez justiça com a história de Nova Friburgo; reparou um feito de quase 200 anos e deu um exemplo de que temos que prestigiar, em nossos prédios públicos, os nomes daquelas personalidades que têm ligação direta com o nosso município. Nada de nomear os prédios municipais e logradouros, por exemplo, em homenagem a quem nada tem a ver diretamente com o nosso município, defendeu”.

A maioria dos dados desse artigo foram obtidas no: “Migrantes no Império do Brasil: A Trajetória de Jean Bazet nas Origens da Vila de Nova Friburgo, 1820-1858” (www.academia.edu) e no post de Imigração Suíça no Brasil 1819, no Facebook, em 4 de julho de 2017, além dos arquivos de A VOZ DA SERRA. 

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Memórias de um estudante

quarta-feira, 29 de abril de 2026
por Robério Canto

Você já viu sujeira matar alguém? Agora banho...

Você já viu sujeira matar alguém? Agora banho...

Eu até tinha destaque entre os meninos da escola pública onde estudava. Não porque tivesse melhor cabeça, mas porque os demais moleques priorizavam os banhos de rios e as peladas nos terrenos baldios do bairro, desaparecendo da sala de aula e assim diminuindo a ocorrência. Pudesse eu fazer o mesmo! Mas minha santa mãe me vigiava, acreditando que eu era muito inteligente, coisa que, aliás, ela pensava também dos outros quatro filhos (quanto a mim, enganou-se redondamente). Como não me era dada a opção de vadiar, o jeito era prestar atenção às aulas.

Para falar a verdade, eu não acreditava em tudo que ensinavam, embora não ousasse desmentir as professoras. Por exemplo: elas afirmavam que o Rio Amazonas tinha 6.400 km. Eu não sabia bem o que era um quilômetro, mas 6.400 devia ser muita coisa. Olhava então o Bengalas e não achava possível que outro pudesse ser tão superior ao rio da minha cidade.

Minhas aulas preferidas eram aquelas em que a professora lia histórias para os alunos. Foi assim que, sentado no duro banco da carteira, pela primeira vez pus os pés na infindável estrada da literatura, por onde, embora aos tropeções, vou caminhando até hoje. Já naquela época eu intuía que a matemática era uma coisa inventada para torturar as crianças, o que me levou a declarar, anos mais tarde, que gostar de matemática não era um dom, mas um desvio de personalidade.

Não fui agredido porque os professores presentes eram meus amigos e sabiam que, no fundo, eu tinha ─ e tenho ─ inveja de quem sabia lidar com os números e seus correlatos. Mas vejam como a vida é uma coisa incoerente! Foi justamente em matemática que ganhei o maior elogio da minha vida intelectual. A professora fez uma pergunta difícil, algo como "Quanto é 8 x 4?” Num impulso, respondi 32, sem saber o que estava falando. “Esse já está aprovado”, comentou a diretora que, por acaso e para minha glória, ia passando pelo corredor.

Me lembro com carinho das professoras que tive na infância. Tantos anos se passaram que já esqueci o nome e a aparência delas. Mas o carinho ficou: difuso, mas verdadeiro. E me lembro de alguns colegas de personalidade assaz marcante. Um deles, a quem atualmente dou o nome de Paulão, era especialista em teorias científicas. Dentre elas, a de que banhos frequentes faziam mal à saúde. Paulão não era apenas um teórico, bastava passar perto dele para sentir o cheiro de quem praticava a tese que defendia. "Você já viu sujeira matar alguém? Agora banho... a gente pega um resfriado e, oh, já era!" Outra de suas teses garantia que lavar a cabeça era a principal causa da queda de cabelos. E apresentava a prova do que dizia: "Olha os alemão da fábrica. Tudo careca. Por quê? Porque vivem lavando a cabeça. Meu pai só toma banho de vez em quando e tem mais cabelo que a alemoada toda”.

Isso foi no tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, e a linguiça, além de carne, tinha trema. Atualmente, um aluno pode dizer que a professora nunca viu o Rio Amazonas e, portanto, não sabe o que está falando. Se alguém corrigir o menino, no dia seguinte os pais procuram a direção do colégio para ensinar que as professoras atualmente estão muito mal preparadas. Bons tempos em que o adulto falava, certo ou errado, a gente enfiava a viola no saco e ia jogar bola ou tomar banho de rio. Ou à aula, se não tivesse como evitar!

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Embalou

quarta-feira, 29 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Sub-20 do Frizão goleia e conquista segunda vitória na B2 Estadual

O gosto pela vitória parece ter embalado os meninos do Friburguense na Série B2 Estadual Sub-20. Depois de derrotar o Rio de Janeiro, em casa, e conquistar o primeiro triunfo na competição, a equipe tricolor aplicou 4 a 0 no Paraty, mesmo atuando fora de casa, no estádio Nélio Gomes. O resultado positivo consecutivo reposiciona a equipe na competição, e já faz com que os comandados de Gedeil olhem para as primeiras posições na tabela.

Sub-20 do Frizão goleia e conquista segunda vitória na B2 Estadual

O gosto pela vitória parece ter embalado os meninos do Friburguense na Série B2 Estadual Sub-20. Depois de derrotar o Rio de Janeiro, em casa, e conquistar o primeiro triunfo na competição, a equipe tricolor aplicou 4 a 0 no Paraty, mesmo atuando fora de casa, no estádio Nélio Gomes. O resultado positivo consecutivo reposiciona a equipe na competição, e já faz com que os comandados de Gedeil olhem para as primeiras posições na tabela.

No embalo do bom momento vivido, o Friburguense volta a jogar em casa pela Taça Maracanã (primeiro turno da competição) nesta sexta-feira, 1º de maio, às 15h, quando recebe o 7 de Abril, no Eduardo Guinle. A entrada é gratuita para prestigiar a base do time de Nova Friburgo.

Na quarta rodada, o Friburguense foi escalado pelo técnico Gedeil com Thiago, Danilo, Bryan, Kauã e Iago Botelho; Renan, Juninho, Ryan e Gabriel; Maicon e Marcinho.

A edição deste ano do torneio conta com a participação de oito equipes, que se enfrentam em turno único, classificando quatro para as semifinais e finais. Além do Frizão, participam CIG 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty.

O campeonato é disputado em três fases: Taça Maracanã, semifinal e final. Ao término das sete rodadas, o primeiro colocado em pontos ganhos será declarado campeão da Taça Maracanã. Os quatro melhores classificados disputarão a semifinal do campeonato.

Tabelão do Friburguense Sub-20

Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle

Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes

Friburguense 3 x 2 Rio de Janeiro, Eduardo Guinle

Paraty 0 x 4 Friburguense, Nélio Gomes

01/mai - Sex - 15h - Friburguense x 7 de Abril, Eduardo Guinle

07/mai - Qui - 15h - Serra Macaense x Friburguense, Claudio Moacyr

14/mai - Qui - 15h - Friburguense x Santa Cruz, Eduardo Guinle

 

Série A2 começa nesta quarta-feira

A Série A2 do Campeonato Carioca de 2026, organizada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), terá início nesta quarta-feira, 29. Os 12 clubes que lutam pelo acesso são: América, Americano, Araruama, Audax Rio, Bonsucesso, Cabofriense, Maricá, Olaria, Pérolas Negras, Resende, São Gonçalo e Serrano.

O regulamento segue um modelo simples, dividido em três fases principais. A 1ª fase é a Taça Santos Dumont, sendo ela classificatória, onde todos jogam contra todos em turno único (11 rodadas). Os quatro primeiros colocados avançam para a semifinal, e os dois últimos são rebaixados para a Série B1.

O campeão sobe direto para a primeira divisão do Carioca 2027, enquanto o vice disputará um play-off com o penúltimo colocado do Carioca de 2026 para decidir um segundo acesso à elite, no caso o Nova Iguaçu.

Na primeira rodada se enfrentam Cabofriense x Bonsucesso (estádio Alair Corrêa); Araruama x Serrano (Arena Trops); Olaria x Audax Rio (Mourão Filho); América x Americano (Giulite Coutinho); São Gonçalo x Pérolas Negras (Los Lários) e Resende x Maricá (Trabalhador).

Foto da galeria
Mesmo fora de casa, Frizão embala, goleia e garante a segunda vitória consecutiva na competição (Crédito: João Laurentino)
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A prática da gratidão

quarta-feira, 29 de abril de 2026
por Camilla Fiorito

Não agradecemos! Não agradecemos tanto como deveríamos. Agradecemos.

Desenvolver o ato de agradecer é um exercício diário. Clamamos, desejamos, queremos, idealizamos, mas deixamos de agradecer das pequenas conquistas à aquelas que ultrapassam o pensamento do querer. 

A gratidão transforma a nossa vida, a forma como nos percebemos, percebemos o outro e percebemos as diversas situações diárias, proporcionando bem-estar físico, social e emocional. 

Não agradecemos! Não agradecemos tanto como deveríamos. Agradecemos.

Desenvolver o ato de agradecer é um exercício diário. Clamamos, desejamos, queremos, idealizamos, mas deixamos de agradecer das pequenas conquistas à aquelas que ultrapassam o pensamento do querer. 

A gratidão transforma a nossa vida, a forma como nos percebemos, percebemos o outro e percebemos as diversas situações diárias, proporcionando bem-estar físico, social e emocional. 

Quando agradecemos, passamos a trazer o pensamento positivo para o nosso momento, o barco da ansiedade começa a desligar o motor e a resiliência vai aumentando de forma significativa. 

A felicidade fica mais presente, trazendo com ela uma paz interior e uma agradável sensação de contentamento. As decepções, perturbações e outras vivências profundas são sentidas, mas vividas de outras formas, sendo organizadas através de um outro olhar. 

Cuidamos mais do nosso corpo, da nossa mente, focando naquilo que é positivo, onde focar no positivo não quer dizer que o negativo e as coisas que não saíram como planejado não existiram. É treinar a mente para tirar o melhor das ações que acontecem na nossa vida, trazendo aprendizado para cada um de nós, mesmo em situações extremamente desafiadoras e difíceis de lidar. 

Ser uma pessoa grata, melhora as nossas relações e expressar isso pode ser algo usual para uns e não para outros. Mas, quando agradecemos, reconhecemos o valor das coisas nas mais singelas entrelinhas.

Praticar a gratidão é um exercício que precisa de persistência, perseverança. Não começa amanhã ou depois, começa agora. 

E você,  tem praticado a gratidão?

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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