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O Concílio, estrela-guia para a igreja

terça-feira, 12 de maio de 2026
por Vatican News

O Concílio Vaticano II continua sendo, 61 anos após a sua conclusão, uma bússola constante para a Igreja universal. Com essa convicção, no último dia 7 de janeiro, o Papa Leão XIV deu início ao novo ciclo de aprofundamento dedicado aos documentos do Concílio. Dois fatores orientaram a sua escolha: a constatação de que «a geração de bispos, teólogos e fiéis do Concílio Vaticano II hoje já não existe mais» e «o apelo para não extinguir a profecia» do Concílio, mas sim para «continuar buscando caminhos e formas de pôr em prática as intuições».

O Concílio Vaticano II continua sendo, 61 anos após a sua conclusão, uma bússola constante para a Igreja universal. Com essa convicção, no último dia 7 de janeiro, o Papa Leão XIV deu início ao novo ciclo de aprofundamento dedicado aos documentos do Concílio. Dois fatores orientaram a sua escolha: a constatação de que «a geração de bispos, teólogos e fiéis do Concílio Vaticano II hoje já não existe mais» e «o apelo para não extinguir a profecia» do Concílio, mas sim para «continuar buscando caminhos e formas de pôr em prática as intuições».

Acima de tudo, explicou o Papa, é importante conhecer o Concílio «não por meio de “boatos” ou das interpretações que foram feitas, mas relendo seus documentos e refletindo sobre o seu conteúdo». Reler os textos de 1965 significa, portanto, oferecer à Igreja a possibilidade de «perceber as mudanças e os desafios da era moderna» e de «colaborar na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna», permanecendo com os «braços abertos» para a humanidade, suas esperanças e angústias.

A humanidade integral de Cristo que revela o mistério divino

De 7 de janeiro a 6 de maio — excluindo a pausa para os Exercícios Espirituais da Quaresma e a viagem apostólica à África —, até o momento, foram 14 as reflexões do Pontífice dedicadas a duas constituições dogmáticas: a Dei Verbum sobre a revelação divina e a Lumen gentium sobre a Igreja.

A primeira, eixo central de cinco catequeses, foi definida por Leão XIV como «um dos documentos mais belos e importantes da assembleia conciliar», pois recorda que Deus fala à humanidade e a convida à amizade com Ele. Cristo, de fato, é o rosto humano de Deus e sua existência histórica, da encarnação à ressurreição, manifesta plenamente o Pai. Não se trata de uma verdade que anula o humano, mas que o realiza: é justamente a humanidade integral de Cristo que torna visível o mistério divino, pois o Senhor «se encarna, nasce, cura, ensina, sofre, morre, ressuscita e permanece entre nós». Daí deriva uma visão dinâmica do cristianismo: ele se baseia na unidade entre Escritura e Tradição, consideradas um único “depósito” confiado à Igreja.

A esse respeito, o Pontífice alertou para dois riscos específicos: por um lado, uma leitura fundamentalista que interpreta os textos sagrados de forma isolada «do contexto histórico em que se desenvolveram e das formas literárias utilizadas». Por outro lado, negligenciar a origem divina da Escritura, acabando por entendê-la como «um mero ensinamento humano», um texto técnico ou já ultrapassado. Pelo contrário — foi a advertência de Leão XIV —, o Evangelho deve ser compreendido como «um espaço privilegiado de encontro, no qual Deus continua a falar aos homens e às mulheres de todos os tempos».

Em um mundo saturado de palavras vazias, de fato, a Palavra de Deus se distingue como sempre nova, geradora e saciante para uma humanidade em busca de sentido e verdade.

A Igreja em favor dos pobres, explorados, vítimas, sofredores

Desde 18 de fevereiro, o Bispo de Roma tem centrado suas catequeses na Lumen gentium, à qual dedicou até agora oito reflexões. A partir delas, a Igreja surge como «sinal eficaz de unidade e reconciliação entre os povos» e «presença santificadora em meio a uma humanidade ainda fragmentada» por divisões e conflitos. Investida da missão de «pronunciar palavras claras» para rejeitar tudo o que mortifica a vida, a Igreja — destacou ainda o Papa — é chamada a «tomar posição» em favor dos pobres, dos explorados, das vítimas, dos sofredores. Em sua dimensão escatológica, de fato, ela é guardiã de uma esperança que ilumina o caminho.

Também é fundamental a reflexão que Leão XIV fez sobre duas dimensões eclesiais: a hierárquica e a escatológica. A primeira tem como objetivo perpetuar a missão confiada por Cristo aos Apóstolos, desde que nunca seja absolutizada. Pelo contrário: para corresponder plenamente à sua missão, as instituições eclesiais devem visar «uma conversão contínua, a renovação das formas e a reforma das estruturas». A segunda dimensão — definida como «essencial» — convida, além disso, a considerar a dimensão «comunitária e cósmica da salvação em Cristo», avaliando tudo nessa perspectiva.

Os leigos, cada vez mais testemunhas de justiça e de paz

O Pontífice reservou então uma atenção especial aos leigos, convidados a serem sempre testemunhas de justiça e de paz: seu «vasto campo» de apostolado não deve limitar-se ao espaço eclesial, mas alargar-se ao mundo, de modo a mostrar em toda parte a beleza da vida cristã.

Por fim, o Papa retomou o tema da santidade: ela, disse Leão XIV, não é privilégio de poucos, mas compromisso de todos os cristãos na caridade. Em meio às perseguições do mundo, os fiéis são, portanto, exortados a deixar “sinais de fé e de amor”, empenhando-se pela justiça e vivendo a cada dia sua missão de conversão e testemunho.

Fonte: Vatican News

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Um show de desempenho

terça-feira, 12 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Atletas da equipe Gordo Jiu-Jítsu brilham no Campeonato Brasileiro

Atletas da equipe Gordo Jiu-Jítsu brilham no Campeonato Brasileiro

Uma galera que vai se acostumando a brilhar cada vez mais, levando toda a técnica e garra da arte suave de Nova Friburgo para os mais variados cantos. Representada por 12 dos seus atletas, a equipe Gordo Jiu-Jítsu Nova Friburgo, comandada pelo professor Pedro Dugin - cinco vezes campeão brasileiro e referência da modalidade na região - foi destaque durante a disputa do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu 2026 da CBJJ/IBJJF, realizado entre os dias 24 de abril e 3 de maio, no ginásio poliesportivo José Correa, em Barueri-SP.

O evento é considerado como o maior do calendário nacional, reunindo faixas pretas e lutadores de categorias de base de todo o mundo. A equipe de Nova Friburgo participou com oito lutadores faixas pretas, dois faixas marrom, um faixa azul e um faixa branca. Dentre eles, três conseguiram ir ao pódio.

Destaques para a faixa preta, Helen Knupp, vice-campeã feminina na categoria Master 3 Pluma; para o faixa marrom, Wallace Cristian, terceiro colocado na Master 3 Super-pesado; e para Bernardo Sanglard Couto, faixa branca, que alcançou a segunda posição na categoria Juvenil 2.

Considerado pela mídia especializada como um dos eventos mais difíceis para alcançar o pódio, por conta do alto nível técnico da competição e pela grande quantidade de atletas inscritos (quase oito mil), o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu compõe o Grand Slam da IBJJF.

“Esse feito demonstra o potencial do jiu-jítsu friburguense, e demonstra que um trabalho bem direcionado e devidamente supervisionado por um profissional capacitado pode trazer ótimos resultados para a equipe e para o município”, celebram os responsáveis pela equipe.

Um jovem potencial

Um dos exemplos do trabalho realizado pela Academia Gordo Jiu-Jítsu é Bernardo Sanglard Couto. O atleta, com apenas 16 anos, conseguiu subir ao pódio após vencer duas lutas duríssimas e ser parado na final da categoria, perdendo por 2 a 0 para um atleta de Natal, no Rio Grande do Norte.

O detalhe é que o jovem talento se dedica diariamente aos treinos junto ao seu pai, Rodrigo Couto, focando nas competições estaduais e nacionais com o auxílio do professor Pedro e de toda a equipe Gordo Jiu-Jítsu.

A academia da equipe está sediada em uma das unidades da Body Club, no Nova Friburgo Country Clube e no distrito de Conselheiro Paulino, com aulas diárias em diversos horários.

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    Gordo JJ brilha em competição de nível internacional, levando a modalidade friburguense ao pódio (Fotos: Divulgação/Gordo JJ)

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    Bernardo, Pedro e Rodrigo festejam o desempenho e a conquista do jovem talento (Fotos: Divulgação/Gordo JJ)

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    Equipe de Nova Friburgo levou alguns de seus bons talentos para São Paulo e obteve resultados festejados (Fotos: Divulgação/Gordo JJ)

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    Dedicado aos treinos diários, Bernardo já é um destaque com apenas 16 anos de idade (Fotos: Divulgação/Gordo JJ)

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A VOZ DA SERRA revive o passado, vive o presente e aponta o futuro

terça-feira, 12 de maio de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Silvério não poderia ter sido mais gentil para homenagear o Dia das Mães ao elaborar a charge que ilustrou a capa da edição do jornal no último fim de semana. O Cão Sentado veio vestido de uma singeleza ímpar: flores, o azul do céu e um coração enorme saudando o segundo domingo de maio que reverencia aquela, símbolo do bem e da abnegação. Aquela que não tem rima, porém, no plural, rima com cães, a que protege e defende os filhos com as garras poderosas do amor divino, incondicional.

Silvério não poderia ter sido mais gentil para homenagear o Dia das Mães ao elaborar a charge que ilustrou a capa da edição do jornal no último fim de semana. O Cão Sentado veio vestido de uma singeleza ímpar: flores, o azul do céu e um coração enorme saudando o segundo domingo de maio que reverencia aquela, símbolo do bem e da abnegação. Aquela que não tem rima, porém, no plural, rima com cães, a que protege e defende os filhos com as garras poderosas do amor divino, incondicional.

O Caderno Z também foi todo amor! A arte de ser mãe é também uma encenação diária em que personagens formam um elenco de aprendizados, sem ensaios, sem plateia, recriando o dia a dia, numa profusão de cenas, onde o palco é a convivência. E Marcelo Gonzales, sensível ao belo, nos trouxe um caderno de encantamentos. Em “Matéria de Capa”, Gabriela Ribas, uma artista plena, se mostrou a mãe que poucos conhecem e relata: “Nunca dei conta de tudo...”. Em compensação, entende que o “nascimento dos filhos inaugura um desaprendizado inevitável e nada permanece como antes...”. Celina Sodré, diretora da Clínica de Artes, de São Pedro da Serra, reforçou a ideia: “Longe de provocar ruptura, a maternidade amplia sua percepção e fortalece sua identidade como artista...”.

Em “Personalidade”,  As Lumiarinas revelaram a “força feminina e identidade no forró de Nova Friburgo”. O trio, que não admite individualização, não nasceu em Lumiar, mas carrega o espírito leve, lumiarense. Parece que elas se “ilumiaram” para iluminar os caminhos por onde levam a sua alegria. Entre elas, o cuidado está em tudo: “com a história de cada uma, ao falar, na escolha do repertório, disciplina nos ensaios, com a estética, com o público e com o próprio grupo”. Na verdade, um conceito de quatro itens valendo até para a nossa vida diária. Sabrina Alvernaz “abriu” seu livro “Assistida” como quem abre a alma e expõe uma trajetória do “Lado Invisível da Maternidade”. Sua narrativa é um convite ao livro, que se “constrói a partir de um diário  atravessado por dois anos de tentativas de engravidar, sem garantia de desfecho...”. Uma obra de relevância atual.

Saindo do “Z” celebrando a nossa “mãe natureza”, nem todos os debates convergem para o “ser mãe”. Na reportagem de Laís Lima, existe ainda uma resistência fundamentada em alguns tabus, porque “nem toda mulher quer ser mãe”. Na verdade, é uma cobrança de que a “mulher nasceu para ser mãe”. Contudo, a não maternidade é uma escolha pessoal e intransferível.

Como bem disse a psicóloga Claudia Saraiva, a mulher que rompe esse padrão “desafia expectativas que foram construídas culturalmente ao longo do tempo...”. A não maternidade é uma escolha pessoal e intransferível. Numa outra vertente, emerge o formato “mães solo” que no Brasil chegam a quase oito milhões”. São outras demandas multiplicadas na atuação da mulher de “ser tudo ao mesmo tempo”.

Não há mesmo que seguir padrões. A maternidade pode ser para “mães de pet” que se assumem com a mesma responsabilidade peculiar ao desafio maternal. Isabella Garcia expandiu o tema desde o afeto e cuidados até “como se tornar uma mãe de pet”.

Em “Há 50 anos”, a manchete: “ Barbaridade: autorizado posto de gasolina na Rua Fernando Bizzotto”.  Em 1976, isso pareceu mesmo uma tragédia, pois, o noticiário destacou ainda: “A zona residencial será atingida. A poluição atingirá centenas de moradores... o sossego do local vai acabar...”. Ao contrário do que se temia, o posto de gasolina no final da Fernando Bizzotto (esquina com a Avenida Comte Bittencourt) tem sido de grande valia para a população friburguense e demais passantes que seguem, muitas vezes, para o norte do Estado do Rio de Janeiro, Brasil afora. Vamos, então, festejar o cinquentenário desse posto de gasolina!

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Oportunidade

sábado, 09 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense Futsal promove seletiva em duas etapas para reforçar equipe adulta

Brilhando nas competições de categorias de base, o Friburguense Futsal segue no caminho de crescimento para se consolidar cada vez mais no cenário estadual da modalidade. Nas próximas semanas, o Tricolor da Serra vai promover um processo de observação para formar e fortalecer a sua equipe adulta. As seletivas são realizadas no Ginásio Helena Deccache, do Friburguense Atlético Clube, e fazem parte do planejamento esportivo do projeto para a sequência da temporada.

Friburguense Futsal promove seletiva em duas etapas para reforçar equipe adulta

Brilhando nas competições de categorias de base, o Friburguense Futsal segue no caminho de crescimento para se consolidar cada vez mais no cenário estadual da modalidade. Nas próximas semanas, o Tricolor da Serra vai promover um processo de observação para formar e fortalecer a sua equipe adulta. As seletivas são realizadas no Ginásio Helena Deccache, do Friburguense Atlético Clube, e fazem parte do planejamento esportivo do projeto para a sequência da temporada.

A primeira das duas fases de seleção acontece nesta segunda-feira, 11, às 20h30, e é voltada para atletas nascidos em 2006, 2007 e 2008. Essa faixa etária integra o processo de transição para o elenco adulto. Na semana seguinte, também na segunda-feira, 18, às 20h30, será realizada a segunda etapa, destinada aos demais atletas interessados em fazer parte do grupo adulto do Frizão.

De acordo com a direção do Friburguense Futsal, a organização do processo em duas etapas possui como objetivo permitir uma melhor avaliação dos atletas interessados pela comissão técnica. Segundo o coordenador do Friburguense Futsal, professor Sávio Badini, a seletiva faz parte da evolução natural do trabalho.

“Estamos vivendo um momento importante de estruturação da equipe adulta. A seletiva será realizada em duas etapas para que possamos observar melhor os atletas e identificar aqueles que tenham qualidade, responsabilidade e identificação com o projeto. Representar o Friburguense e Nova Friburgo exige compromisso, e é isso que buscamos”, diz Sávio.

Os interessados devem comparecer com material adequado para treino e, preferencialmente, camisa branca ou preta. O Tricolor reforça que a iniciativa busca identificar atletas com qualidade técnica, perfil competitivo, comprometimento e identificação com o projeto, que representa Nova Friburgo em competições regionais e estaduais.

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    Fortalecimento da equipe adulta é uma das etapas do processo de crescimento do futsal tricolor (Fotos: Dudu Correa / Divulgação Friburguense)

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    Equipe representa Nova Friburgo em competições variadas, e terá novos desafios pela frente (Fotos: Dudu Correa / Divulgação Friburguense)

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    Seletiva será feita em dois dias, para melhor observação dos potenciais talentos (Fotos: Dudu Correa / Divulgação Friburguense)

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    Copa do Calcário movimenta a região - A 4ª rodada da Copa do Calcário, realizada no último fim de semana, foi marcada por jogos equilibrados. Em Macuco, no clássico regional com o estádio lotado, Macuco e Visconde protagonizaram um jogo emocionante, que acabou empatado em 2 a 2. Já em São Sebastião do Alto, Altense e Bom Jardim também ficaram no empate em 1 a 1, em mais uma partida equilibrada. Em Monnerat, a equipe da casa venceu o Monte Carmelo por 4 a 1. Com os resultados, Macuco lidera com dez pontos, seguido por Monerá, com nove, Visconde, com cinco pontos e Altense, que soma quatro. Na sequência aparecem Cordeiro (3 pontos), Bom Jardim (dois pontos) e Monte Carmelo, que ainda não pontuou. A rodada de número cinco acontece neste domingo, 10, com os confrontos entre Bom Jardim x Cordeiro; Visconde x Monerá e Monte Carmelo x Altense. (Crédito: Hebert)

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O Plano Municipal da Mata Atlântica

sábado, 09 de maio de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
RPPN - Reserva Ecológica Rio Bonito de Lumiar (Foto Bernardo Furrer)

Parte 1

Parte 1

A Lei da Mata Atlântica (lei 11.428, de 2006) é o principal marco legal de proteção desse bioma no país. (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11428.htm). O Código Florestal Brasileiro (lei 12.651, de 2012), define as regras para a proteção da vegetação nativa em propriedades rurais e parte das áreas urbanas, buscando equilibrar a produção agropecuária, a conservação ambiental, os recursos hídricos e o uso sustentável do solo (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm).

Mata Atlântica: bioma ameaçado

Vimos então que duas leis poderosas foram criadas para a proteção do meio ambiente, e no caso específico do nosso território, nosso bioma, para a proteção do que sobrou da Mata Atlântica. Apesar dessas leis tratarem dos objetivos da preservação ambiental, na prática esbarramos em muitas dificuldades, que até inviabilizam sua execução. Por exemplo: todos recordam que recentemente, em agosto de 2025, o Governo Federal, com o intuito de garantir a defesa do meio ambiente, vetou 63 dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2159/2021), para evitar a ampliação da famigerada Licença por Adesão e Compromisso (LAC) e proteger áreas sensíveis.

No entanto, em novembro de 2025, o Congresso derrubou 52 desses vetos, restabelecendo pontos de simplificação do licenciamento e sua flexibilização, ameaçando a importante conquista do licenciamento ambiental. Portanto, nem sempre políticos eleitos pelo povo defendem o meio ambiente, e até ao contrário, servem aos interesses daqueles que vêem a Natureza apenas como uma forma de buscar o enriquecimento pessoal em detrimento do bem comum e da vida. Interesses conflitantes e duvidosos prevalecem muitas vezes sobre a vontade da maioria da população.

Para alçançar seus objetivos fundamentais da proteção do território e garantir a existência das diversas espécies na Natureza, são criados instrumentos para a participação da sociedade na busca desses objetivos. Esse esforço fica prejudicado quando não há um bom diagnóstico local do ambiente. São necessárias avaliações técnicas feitas por equipes capacitadas com nível de conhecimento adequado para planejar as soluções e trabalhar com a perspectiva dos diversos possíveis cenários futuros, para a  gestão competente humana e tecnicamente, em todas as esferas governamentais. É necessário o que chamamos de boa governança.

O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica

O Plano Municipal  de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) é um instrumento de planejamento ambiental que orienta como um município vai proteger, recuperar e usar de forma sustentável os remanescentes da Mata Atlântica. Trata do macro manejo ambiental, focado na Mata Atlântica.

O PMMA, previsto na Lei da Mata Atlântica, é um plano técnico e estratégico, gerido pela prefeitura que reúne o diagnóstico da vegetação nativa, as áreas degradadas que precisam de recuperação, as áreas prioritárias para conservação e as regras e diretrizes para uso do solo para as futuras ações como reflorestamento, fiscalização, educação ambiental, etc.

Tem como objetivos principais identificar e conservar o que ainda existe de fragmentos de floresta, áreas de nascentes e rios, corredores ecológicos, além de recuperar áreas degradadas com iniciativas de reflorestamento com espécies nativas, recuperação de áreas de encosta e nascentes e a recomposição de APPs e Reserva Legal. Serve para ordenar o uso do território, evitar ocupações irregulares e promover a integração com o Plano Diretor Municipal, com as Unidades de Conservação públicas como APA Macaé de Cima, Parque dos Três Picos e privadas como as RPPNs, fortalecendo as políticas públicas para o setor.

O PMMA deve incluir um mapeamento detalhado da flora e da fauna existentes, com a identificação de áreas prioritárias para biodiversidade e criar um Plano de restauração ecológica com indicadores e metas, sempre com a participação da população em audiências públicas, oficinas, reuniões locais, etc.

O PMMA deve se integrar ao Plano Diretor Municipal, ao Plano de Recursos Hídricos, ao PMGIRS (resíduos sólidos)  e ao Código Municipal do Meio Ambiente.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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Barbaridade: autorizado posto de gasolina na Rua Fernando Bizzotto

sábado, 09 de maio de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 8 e 9 de maio de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes:

 

Posto de gasolina na Rua Fernando Bizzotto – O DER já autorizou a Shell a construir um posto de gasolina na esquina da Rua Fernando Bizzoto com a Avenida Comte Bittencourt. A zona residencial será atingida. A poluição atingirá centenas de moradores. O prefeito não quis se envolver com o assunto e deixou o DER resolver. O sossego no local vai acabar.

 

Edição de 8 e 9 de maio de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*)
 
Manchetes:
 
Posto de gasolina na Rua Fernando Bizzotto – O DER já autorizou a Shell a construir um posto de gasolina na esquina da Rua Fernando Bizzoto com a Avenida Comte Bittencourt. A zona residencial será atingida. A poluição atingirá centenas de moradores. O prefeito não quis se envolver com o assunto e deixou o DER resolver. O sossego no local vai acabar.
 
Uma parada: Prefeitura deve mais de Cr$ 2 milhões de luz – A Companhia de Eletricidade de Nova Friburgo enviou um ofício à Câmara de Vereadores, respondendo um requerimento do vereador Sebastião Pacheco, levando em  conta que no período de 1973 e 1975 a dívida da Prefeitura de Friburgo com a Companhia de Eletricidade é de Cr$ 2,62 milhões (em 9 de fevereiro passado). Segundo a companhia de luz o débito está segmentado em: Cr$ 308 mil correspondentes à iluminação pública e aos próprios municipais. Outros exatos Cr$ 1.260.617,91 se referem à Autarquia Municipal de Água e Esgoto.
 
Uma janela para o céu: Um adeus para o Eldorado – Será no próximo dia 31 de maio de 1976, às 23h, o derradeiro do Cine Eldorado. Ali será exibida a última sessão do cinema com o filme: “Uma janela para o céu”, uma das películas do ano passado consagrado pela crítica. Até lá estão previstos nove filmes que serão os últimos do Cine Eldorado que dará lugar a uma agência do banco Bradesco, na Praça Dermeval Barbosa Moreira.
 
Que vergonha! - Sentado à mesa de convidados na Câmara de Vereadores, o diretor do Detran de Friburgo, Ivan Carneiro foi assistir a tramitação de um processo onde se prevê a doação de uma área de terra para construção da sede da futura Ciretran de Friburgo. Mas acabou assistindo uma falação interminável sobre uma indicação pedindo luz em determinado logradouro da cidade e quase viu uma cena de pugilato entre dois vereadores. No final, o processo não foi votado e a reunião foi suspensa. A Ciretran ficou para depois. 
 
Coluna de primeira: Eu chamo Papai - Última terça-feira, sessão das 19h no Cine Eldorado: Filme: “Romeu e Julieta”. O cinema estava lotado. A juventude imperava. Uma obra de Shakespeare renovada aos olhos de Zeffirelli e ornamentada em terra poesia que a sensibilidade pode criar. No entanto, na plateia, jovens bem vestidas, aparentemente embriagadas, deixaram chateados todos os espectadores fazendo com que alguns até deixassem a sala de espetáculos.
 
Rua N.S. de Fátima poderá ser aberta – O vereador Irineu Mineiro em contato com o prefeito municipal, tratou da possibilidade de abertura da Rua Nossa Senhora de Fátima, que hoje é um calçadão. O assunto está praticamente decidido, dependendo apenas de um acerto no contrato de empréstimo entre o Banco do Brasil e a Prefeitura, o que segundo Irineu, não deverá haver nenhum problema.
 
TV Tupi tem aparelhagem pronta: Otavinho é a pedra no caminho – AVS visitou a transmissora da TV Tupi, no Caledônia, e viu de perto a aparelhagem de transmissão em circuito-fechado, incluindo um antena parabólica e um novo transmissor, que tem capacidade para jogar Friburgo os jogos no Maracanã em cores. A TV Tupi transmite os jogos do Maracanã para várias cidades mineiras e paulistas neste sistema. A única pedra no caminho dos friburguenses é Otavinho Pinto Guimarães que continua batendo o pé e rebolando suas vestimentas coloridas no tapetão da FCF e não permitindo que os jogos cheguem a Friburgo.
 
Detran cria divisão especial para o interior – A Divisão de Projetos Especiais, criada no Departamento de Engenharia, será responsável pela política do Detran-RJ no interior do Estado do Rio de Janeiro, assinalou em recente entrevista o comandante Celso Franco. A Divisão executará o seu trabalho partindo de elementos de levantamento sobre o trânsito feitos “in loco”, ou seja, nas próprias cidades. Estão em pauta no esquema de operações regionais as cidades de Friburgo, Niterói, Campos, Nova Iguaçu, Petrópolis, Teresópolis, Santo Antônio de Pádua, Barra do Piraí, Barra Mansa, Cabo Frio, Araruama, Macaé, e Volta Redonda.
 
Biblioteca de Friburgo premiada – A Biblioteca Pública Municipal, da Secretaria de Educação e Cultura de Friburgo, está promovendo um concurso literário sob o tema “O que significa a Biblioteca em sua vida de estudante?”. Os trabalhos devem ser batidos à máquina e entregues na secretária da biblioteca, na Praça Getúlio Vargas, contendo nome, endereço, colégio em que estuda, série que está cursando e o número da inscrição como sócio da biblioteca.
 
Futebol – Dia 15 de maio, a partir das 19h, no Campo do Friburgo, tem preliminar Fluminense x Nalin. Um combinado de jovens valores friburguenses, enfrentará o E.C. Bamerindus da cidade de Curitiba, no Paraná. O time é tricampeão brasileiro e representará o Brasil no campeonato Sul – Americano a ser realizado ainda este ano.
 
Faria Lima aprova regulamento de uniformes do Corpo de Bombeiros -  O governador do Estado do Rio, Faria Lima, assinou decreto aprovando o regulamento de uniformes do Corpo de Bombeiros, que conta com 38 artigos distribuídos em 40 folhas. Em seu único parágrafo, o regulamento diz que só uniformes dos alunos-oficiais, cabos e soldados, serão fornecidos pelo Corpo de Bombeiros do RJ. Segundo instruções baixadas pelo comandante geral da corporação militar.
 
E mais: 
  • Julio Cezar Cavalcanti: nunca foi imperador, mas é rei no teatro
  • Uma cidade e seus contrastes
  • Mãe: o amor de todos nós 
  • Estudantes participam do Plano-piloto de Friburgo 

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 
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Vitória no futmesa

sexta-feira, 08 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Vinicius Esteves fatura etapa do Estadual na modalidade Pastilha

A AFFM / Friburguense voltou a brilhar nas mesas do Estado do Rio de Janeiro, com um dos seus principais nomes na atualidade. Na disputa da segunda etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa, na modalidade Pastilha, o atleta Vinícius Esteves foi o grande campeão geral da Série Ouro.

Vinicius Esteves fatura etapa do Estadual na modalidade Pastilha

A AFFM / Friburguense voltou a brilhar nas mesas do Estado do Rio de Janeiro, com um dos seus principais nomes na atualidade. Na disputa da segunda etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa, na modalidade Pastilha, o atleta Vinícius Esteves foi o grande campeão geral da Série Ouro.

Outro destaque foi Fábio Freitas, que manteve seu ótimo retrospecto em pódios recentes e foi vice-campeão da Série Prata novamente. A competição aconteceu no último fim de semana, na sede do departamento de futmesa do Botafogo de Futebol e Regatas, na capital fluminense.

Vinícius já havia ganhado quatro etapas consecutivas e caminha para ser campeão estadual, carimbando novamente, assim como o ano passado, as conquistas nas regras Dadinho e Pastilha. A AFFM teve ainda mais dois atletas - Hiago Azevedo e Carlos André Lima - na Série Ouro, que passaram pela primeira e acabaram caindo na fase seguinte, ficando entre os 15 melhores da competição.

Para chegar à decisão e conquistar o título, Vinícius venceu Ângelo Maia (Fluminense) nas semifinais da Série Ouro por 7 a 4, enquanto Quartarone (Fluminense) derrotou Moisés (Fluminense) por 4 a 2.

Na final, o jovem talento do Tricolor da Serra venceu Quartarone por 7 a 5, sagrando-se campeão. Na final da Série Prata, Netinho (Olaria) venceu Fábio (Friburguense) por 5 a 3. A próxima etapa do Campeonato Estadual Individual de Pastilha Fefumerj de 2026 será no dia 14 de junho.

O Estadual Individual contou com 24 atletas, representando nove clubes: Friburguense, Fluminense, Flamengo, Botafogo, Kamikaze, Grajaú, Liga Fonte, Olaria e Duque de Caxias.

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    Vinicius volta a brilhar, e se aproxima de novas conquistas no futebol de mesa Estadual (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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    Fábio também foi destaque do Tricolor durante a disputa da competição (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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    O friburguense Eder Carpi continua construindo uma trajetória vitoriosa na arte suave. O ex-vereador conquistou o segundo lugar no Campeonato Brasileiro de Jiu-jitsu 2026, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-jitsu (CBJJ), em Barueri-SP. Representante da Academia Monster Factory, de Nova Friburgo, Carpi competiu na categoria Master 4, faixa roxa, e alcançou a segunda medalha em competições nacionais. O título ficou com Michelangelo Pimental, de Teresópolis. A trajetória de Eder no jiu-jItsu começou em 2021, como consequência de alguns problemas de saúde. Há seis anos, o atleta chegou a ficar acamado e sem andar por quase 60 dias, em tratamento para hipertensão arterial em estágio avançado, diabetes e problemas renais. Por meio do esporte, encontrou uma alternativa de combate ao sedentarismo e mudança de estilo e vida, além da promoção da saúde. (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Quem somos quando ninguém está olhando?

sexta-feira, 08 de maio de 2026
por Paula Farsoun

Há algum tempo, eu tinha a sensação de que as pessoas desejavam construir uma vida. Hoje, desejam construir uma imagem. A diferença parece sutil, mas não é. Ela mudou profundamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos, consumimos, amamos e até sofremos. Vivemos em uma era em que, para muitas pessoas, infelizmente, parecer feliz importa mais do que estar em paz. Parecer bem-sucedido vale mais do que sentir-se realizado. Parecer inteligente, elegante, produtivo, forte ou desejável tornou-se quase uma obrigação social. O mundo da aparência não é apenas estético.

Há algum tempo, eu tinha a sensação de que as pessoas desejavam construir uma vida. Hoje, desejam construir uma imagem. A diferença parece sutil, mas não é. Ela mudou profundamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos, consumimos, amamos e até sofremos. Vivemos em uma era em que, para muitas pessoas, infelizmente, parecer feliz importa mais do que estar em paz. Parecer bem-sucedido vale mais do que sentir-se realizado. Parecer inteligente, elegante, produtivo, forte ou desejável tornou-se quase uma obrigação social. O mundo da aparência não é apenas estético. Ele é emocional, profissional e moral.

As redes sociais transformaram a vida em vitrine permanente. Tudo precisa ser fotografável, publicável, admirável. O almoço virou conteúdo. A viagem virou prova social. O relacionamento virou exposição. O treino virou performance. Até a dor, hoje, precisa vir acompanhada de filtro, legenda reflexiva e iluminação adequada. Criou-se uma geração que documenta a vida sem necessariamente vivê-la.

Parece que as pessoas não saem mais para descansar; saem para produzir registros de felicidade. Não compram apenas pelo desejo ou necessidade, mas pelo impacto visual e simbólico que aquilo causará nos outros. O consumo deixou de ser material. Tornou-se emocional. Compra-se pertencimento, validação e status.

E talvez um dos aspectos mais tristes desse fenômeno seja a obrigação silenciosa de parecer constantemente bem. Há uma censura emocional contemporânea que impede o cansaço, a vulnerabilidade e o fracasso de existirem de forma legítima. Todos precisam aparentar controle, equilíbrio e sucesso, ainda que estejam emocionalmente exaustos.

A estética da perfeição adoece porque ela é incompatível com a condição humana. Ninguém consegue sustentar felicidade contínua, produtividade absoluta e beleza impecável sem pagar um preço psíquico por isso. Mas, ainda assim, seguimos assistindo pessoas transformarem a própria existência em campanhas publicitárias de si mesmas. E essa lógica não ficou restrita ao universo pessoal. Ela invadiu o ambiente profissional em várias camadas.

Aqui não me proponho a fazer um juízo de valor se isso é bom, ruim, necessário ou qualquer outra coisa. As coisas são como são. E as vejo dessa forma. E claro, por ora, lamento, embora entenda o porquê de tudo isso. Sem dúvida, vejo com preocupação, sobretudo em relação aos mais jovens, às pessoas em formação. Felicidade boa é aquela que a gente sente dentro da gente. Aquela que a gente identifica e sorri. Que compartilha com quem se importa com ela. Felicidade boa é sentida e não fabricada, produzida e compartilhada com quem nem sabem quem somos.

O ponto de reflexão não está em comunicar, posicionar-se ou construir imagem. Isso faz parte do mundo contemporâneo. O problema começa quando a imagem substitui a essência. Quando a embalagem se torna mais importante do que o conteúdo. Quando parecer competente vale mais do que estudar. Quando parecer feliz importa mais do que estar emocionalmente saudável.  Diante dessa realidade que todos estamos vivendo, quem somos quando ninguém está olhando?

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Neurose de angústia

quinta-feira, 07 de maio de 2026
por Cesar Vasconcellos

Neurose de angústia era o que hoje se entende como sofrimentos classificados no grupo dos transtornos de ansiedade. Ela é um estado persistente de preocupação, tensão interna, inquietude, muitas vezes sem causa palpável, podendo ser uma ansiedade desproporcional ao que acontece na vida da pessoa no momento.

Ansiedade excessiva é diferente do medo que surge diante de um perigo real e imediato. Algumas vezes pode estar ligada ao fato da pessoa ficar imaginando coisas ruins que acha que podem acontecer.

Neurose de angústia era o que hoje se entende como sofrimentos classificados no grupo dos transtornos de ansiedade. Ela é um estado persistente de preocupação, tensão interna, inquietude, muitas vezes sem causa palpável, podendo ser uma ansiedade desproporcional ao que acontece na vida da pessoa no momento.

Ansiedade excessiva é diferente do medo que surge diante de um perigo real e imediato. Algumas vezes pode estar ligada ao fato da pessoa ficar imaginando coisas ruins que acha que podem acontecer.

Neurose é um estreitamento da personalidade, um encolhimento do eu. É um sofrimento ligado a conflitos inconscientes que surgem, em grande parte, das experiências traumáticas ao longo da infância nas relações importantes iniciais da vida. Na visão psicanalítica, a neurose aparece quando esses conflitos não são resolvidos de forma saudável, sendo reprimidos, e retornando de maneira indireta na forma de sintomas emocionais ou no comportamento.

Nessa interpretação analítica, a ansiedade é vista como um sinal de alerta interno, indicando que conteúdos inconscientes, muitas vezes ligados a desejos proibidos ou experiências dolorosas, estão tentando vir à consciência. Para evitar esse desconforto, o ego reprime, nega, projeta e racionaliza. Esses mecanismos têm a função de proteger o indivíduo, mas, o uso excessivo ou rígido gera sintomas neuróticos, como fobias, obsessões, insegurança, dificuldades nos relacionamentos.

A psicoterapia psicodinâmica busca tornar conscientes esses conflitos inconscientes, ajudando a pessoa a compreender as raízes emocionais de seus sintomas. Vindo à consciência o que estava reprimido, ela ganha mais liberdade interna e capacidade de escolha, podendo ter alívio ou resolução de sintomas.

O objetivo de um bom tratamento não é simplesmente suprimir a ansiedade, mas promover autoconhecimento, integração emocional e formas mais saudáveis de lidar com os próprios conflitos, permitindo uma melhor qualidade de vida mental.

Os sintomas da neurose de angústia envolvem aspectos físicos e psicológicos. Os sintomas físicos mais comuns são taquicardia, respiração acelerada, tensão muscular, sudorese e sensação de aperto no peito, doenças autoimunes. No campo mental, surgem pensamentos repetitivos, preocupação excessiva, dificuldade de concentração, irritabilidade, falta de serenidade com sensação constante de que “algo ruim vai acontecer”. Em alguns casos ocorrem crises mais intensas, como ataques de pânico, geralmente associado à ideia de morte por ataque cardíaco.

Dentre as causas da ansiedade excessiva estão a predisposição genética, desequilíbrios químicos no cérebro, experiências traumáticas, estresse prolongado e padrões de pensamento negativos aprendidos. Sobrecarga de estímulos, como uso excessivo de telas, insegurança emocional, pressão social e problemas não resolvidos contribuem para o desenvolvimento e manutenção dessa ansiedade.

O tratamento envolve a psicoterapia, que sendo cognitivo-comportamental ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento distorcidos, doentios. A psicoterapia psicodinâmica contribui para a tomada de consciência de conflitos que produzem os sintomas. Técnicas de relaxamento, como respiração profunda, auxiliam no controle dos sintomas físicos.

A prática regular de exercícios físicos ao ar livre, fortalecer vínculos sociais, uma rotina equilibrada, dieta saudável e a redução de estímulos excessivos também são importantes. Em casos graves de ansiedade, pode ser necessário acompanhamento psiquiátrico com uso de medicação temporária.

Auxilia muito a redução da ansiedade excessiva a busca de desenvolvimento espiritual, com práticas como a oração, meditação em textos bíblicos e fazer trabalho voluntário que ajuda a aliviar o sofrimento dos outros.

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Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
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O amor que não tira folga

quinta-feira, 07 de maio de 2026
por Lucas Barros

Há datas que chegam com flores, mensagens prontas e fotografias bonitas. O Dia das Mães é uma delas. Mas, por trás das homenagens, no próximo domingo, 10, existe algo que não cabe em legenda: a rotina silenciosa de quem nunca teve a opção de não cuidar. Porque ser mãe não é um evento — é um estado permanente, contínuo, que não se suspende ao fim do dia.

Há datas que chegam com flores, mensagens prontas e fotografias bonitas. O Dia das Mães é uma delas. Mas, por trás das homenagens, no próximo domingo, 10, existe algo que não cabe em legenda: a rotina silenciosa de quem nunca teve a opção de não cuidar. Porque ser mãe não é um evento — é um estado permanente, contínuo, que não se suspende ao fim do dia.

Mãe não bate ponto, não encerra expediente, não escolhe quando pode descansar. Está presente no café apressado antes da escola, no uniforme separado na noite anterior, no remédio dado na madrugada, no conselho que vem sem manual. Está no cuidado que ninguém vê, mas que sustenta tudo o que a gente é. E, muitas vezes, está também no cansaço que ninguém aplaude.

Há uma força quase invisível no gesto de repetir, todos os dias, as mesmas pequenas coisas. Arrumar, organizar, insistir, orientar, acompanhar. Enquanto o mundo corre atrás de grandes conquistas, mães seguem garantindo o básico — e o básico, quando falta, faz falta de verdade. É ali, no detalhe, que a vida se constrói.

Nem sempre é leve. Nem sempre é reconhecido. Há mães que trabalham fora e dentro de casa, equilibrando jornadas que não cabem em relógio. Há mães solo que acumulam funções, responsabilidades e silêncios. Há mães que renunciaram a planos, pausaram sonhos, reorganizaram caminhos. E há também aquelas que aprenderam a ser mãe sem nunca terem sido cuidadas. E, ainda assim, seguem.

Ser mãe não é perfeição. É presença. É tentativa. É erro e acerto no mesmo dia. É fazer o melhor possível com o que se tem — e, muitas vezes, com o que nem se tem. É encontrar força onde não parecia haver, é improvisar soluções, é seguir mesmo quando o corpo pede pausa.

Existe, também, um tipo de amor que só a maternidade revela. Um amor que não exige resposta imediata, que não cobra retorno proporcional, que se constrói na entrega diária. É o amor que ensina, que corrige, que acolhe e que, acima de tudo, permanece — mesmo quando não é compreendido.

E talvez o mais curioso seja que esse amor, tão cotidiano, só ganha destaque em uma data específica. No restante do ano, ele continua ali, firme, sustentando histórias, segurando pontas, evitando quedas. O extraordinário, no caso das mães, é justamente o que se repete. É a constância.

Há mães de todos os tipos. Mães biológicas, adotivas, de coração. Mães que estão presentes fisicamente e aquelas que permanecem na memória, nas frases repetidas sem perceber, nos gestos herdados. Mães jovens, mães mais velhas, mães que ainda estão aprendendo, mães que já ensinaram tudo — e continuam ensinando.

E há também aquelas que, mesmo não tendo filhos, exercem o cuidado de forma tão intensa que ocupam esse lugar na vida de alguém. Porque ser mãe, no fundo, também é sobre cuidar, proteger, orientar e amar com uma intensidade que não se mede.

O Dia das Mães deveria ser menos sobre presentes e mais sobre compreensão. Sobre enxergar o que costuma passar despercebido. Sobre reconhecer que existe um trabalho — emocional, físico, constante — que raramente entra em qualquer cálculo, mas que sustenta famílias inteiras, que molda futuros, que forma pessoas.

Porque, no fim, mãe não é só quem cria. É quem permanece. É quem segura quando tudo parece cair, quem orienta quando falta direção, quem insiste quando o mundo desiste. É quem transforma cuidado em estrutura, afeto em base, presença em caminho.

E talvez o maior erro seja achar que esse amor cabe em um domingo. Que pode ser resumido em uma homenagem, em um presente, em uma postagem.

Porque o amor de mãe não é data comemorativa. Não é gesto isolado.
Não é ocasião. É rotina. É presença. É construção silenciosa.

É o tipo de amor que não tira folga — e que, ainda assim, nunca deixa de estar.

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