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Pagamento por Serviços Ambientais. O que é isso?

sábado, 04 de julho de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
Barragem Joel Heringer (Foto: Regina Lo Bianco)

Ao visitarmos as nossas florestas nos deparamos com elementos encantadores: o ar puro, os rios com suas águas puras e cristalinas e temos a oportunidade de constatar que aquele território é menos vulnerável a deslizamentos de terras, inundações e conserva a tão importante biodiversidade.

Ao visitarmos as nossas florestas nos deparamos com elementos encantadores: o ar puro, os rios com suas águas puras e cristalinas e temos a oportunidade de constatar que aquele território é menos vulnerável a deslizamentos de terras, inundações e conserva a tão importante biodiversidade.

Cada um desses encantos, além da sua beleza natural, traz muitas funções para toda a sociedade. O ar puro é o que respiramos. As águas servem para abastecer as pequenas e grandes cidades, garantindo saúde e qualidade de vida. A estabilidade do solo, graças ao enraizamento das árvores, garante áreas sem deslizamentos evitando barreiras e trombas d’água que trazem riscos e ameaças não só ali naquele local, mas também a dezenas de quilômetros adiante onde poderiam provocar tragédias como a de 2011.

A biodiversidade é a base da vida e um dos maiores patrimônios econômicos da humanidade. Além de manter os complexos processos ecológicos que sustentam a existência das espécies, ela fornece alimentos, medicamentos, matérias-primas e inúmeros serviços ecossistêmicos indispensáveis ao bem-estar humano. As áreas protegidas desempenham papel fundamental na conservação desse patrimônio natural, ao mesmo tempo em que promovem diversas atividades como o turismo sustentável, o lazer, a educação ambiental e a pesquisa científica, gerando oportunidades de desenvolvimento econômico compatíveis com a conservação da natureza.

Os serviços ecossistêmicos da natureza

Todas as consequências da simples existência de uma floresta em pé, quando resultam em benefícios diretos e indiretos para a população, são denominados “serviços ecossistêmicos”, fundamentais para a vida no planeta.

Ao abrimos as torneiras de água das nossas casas geramos um consumo que é medido e cobrado pelas concessionárias. Essa água tem um valor mensurável, um preço, e até um lucro. Talvez numa outra sociedade, no futuro, não sejamos cobrados, em função de sua grande utilidade pública, essencial na promoção da sua justa e necessária distribuição social. No entanto, hoje em dia, no sistema que vivemos, é atribuído um valor monetário a esses serviços ecossistêmicos.

Embora toda a sociedade se beneficie desses serviços, quem preserva uma área natural frequentemente arca sozinho com os custos dessa conservação. Imagine dois proprietários rurais: um desmata sua floresta para ampliar a produção agrícola ou industrial e obter renda imediata e outro proprietário decide conservar sua floresta, protegendo a água, a fauna e o clima, e deixa de explorar economicamente aquela área. O segundo proprietário presta um benefício para toda a coletividade, mas não recebe nenhuma compensação financeira por isso.

É justamente para corrigir essa distorção que existe o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

Como funciona o PSA?

O PSA é um instrumento econômico pelo qual quem se beneficia dos serviços prestados pela natureza ajuda a remunerar quem a conserva. Em vez de pagar apenas pela produção de bens, a sociedade também passa a reconhecer e valorizar economicamente a produção de benefícios ambientais.

Por exemplo: uma empresa de abastecimento de água pode remunerar proprietários que preservam as florestas responsáveis pela qualidade da água que venderá; governos podem pagar proprietários de áreas conservadas pelos serviços ambientais prestados à sociedade; empresas podem financiar projetos de conservação para compensar suas emissões de carbono e demais impactos ambientais. São muitas possibilidades para que a sociedade retribua a proteção proporcionada pelos que garantem a permanência dos serviços ecossistêmicos.

Esse pagamento deve ser entendido como um estímulo para que esses territórios sejam preservados garantindo a continuidade para proporcionar esses serviços. Os pagamentos podem e devem servir de incentivo para a criação de mais áreas protegidas.

E quanto valem esses serviços?

Embora seja impossível atribuir um preço exato à natureza, diversos estudos mostram que os serviços ecossistêmicos possuem enorme valor econômico. Vejamos essa situação: se uma determinada floresta fosse destruída, seria necessário construir barragens, estações de tratamento de água, obras de contenção de encostas, sistemas artificiais de captura de carbono e outras estruturas extremamente caras para substituir, ainda que parcialmente, os serviços que ela prestava gratuitamente. Qual o preço da geração de água ou do ar? Para serem comercializados é necessário entrar na lógica do atual sistema, da oferta e procura. Passam a ter um valor de mercado. Um valor de troca.

A lei do PSA

O Governo Federal formalizou, no último dia 11 de junho, a regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA) por meio do decreto 13.18, de 11 de junho de 2026. A medida estabelece as diretrizes para o funcionamento do Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais (PFPSA), viabilizando o uso de parte do Orçamento Geral da União e de fundos públicos para remunerar quem promove a conservação e a recuperação de ecossistemas no país.

Além das verbas diretas do orçamento federal, o fundo poderá ser abastecido por doações, recursos de cooperação internacional e valores provenientes de certificados por redução de emissões por desmatamento e degradação florestal. Também poderão ser utilizados recursos de compensação e reparação de danos ambientais judiciais. 

Sob o comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), serão estabelecidas as normas visando critérios, monitoramento, função socioambiental inclusive o manejo sustentável de sistemas agroflorestais que contribuam para captura e retenção de carbono e conservação do solo, da água e da biodiversidade.

E Nova Friburgo, como se insere nessa questão do PSA? Falaremos sobre isso na semana que vem.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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Equilíbrio no Sub-17 e Sub-15

sexta-feira, 03 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense soma um empate e uma derrota contra o Olaria na Série A2

No seu primeiro compromisso em casa pelo Campeonato Carioca da Série A2 das categorias Sub-17 e Sub-15, o Friburguense não conseguiu triunfar. Diante de um adversário tradicional e qualificado, o Tricolor da Serra saiu da rodada com um empate e uma derrota. As partidas contra o Olaria foram realizadas último sábado, 27 de junho, no estádio Eduardo Guinle, e foram válidas pela quarta rodada da competição. Neste sábado, 4, o Frizão viaja para enfrentar o Paduano.

Friburguense soma um empate e uma derrota contra o Olaria na Série A2

No seu primeiro compromisso em casa pelo Campeonato Carioca da Série A2 das categorias Sub-17 e Sub-15, o Friburguense não conseguiu triunfar. Diante de um adversário tradicional e qualificado, o Tricolor da Serra saiu da rodada com um empate e uma derrota. As partidas contra o Olaria foram realizadas último sábado, 27 de junho, no estádio Eduardo Guinle, e foram válidas pela quarta rodada da competição. Neste sábado, 4, o Frizão viaja para enfrentar o Paduano.

Primeiro a entrar em campo, o time juvenil acabou derrotado pelo placar de 1 a 0, com gol marcado aos dez minutos do primeiro tempo, por Miguel. No infantil, o Friburguense chegou a ficar duas vezes atrás do marcador, mas foi buscar o empate por 2 a 2 com os gols de Herick e Bernardo.

No Sub-17, o Frizão foi a campo no último fim de semana com Thiago, Gabriel, Renan, Yuri e Iago Botelho; Renan Daudt, Suíço, Arthur Fábio e Gabriel; Felipe e Yan. Já a equipe Sub-15 foi escalada com Enzo, Lucas Santos, Bernardo Rodrigues, Conrado e Davi Buchelle; Davi Sabino, Herick, Bernardo e Cauã Luca; PH e Caio Freitas. Os dois times são comandados pelo técnico Gedeil.

O Frizão havia vencido os duelos de estreia contra o Serra Macaense, fora de casa, e 7 de Abril, também longe de Nova Friburgo. A equipe está no grupo A, uma chave com 12 equipes, ao lado de Pérolas Negras, Resende, Bonsucesso, Serrano, Americano, São Gonçalo, Petrópolis, Univassouras Artsul, Santa Cruz, Paraty e Rio de Janeiro.

Já o Grupo B terá Olaria, America, Audax Rio, Cabofriense, Araruama, Niteroiense, Campo Grande, Nova Cidade, Paduano, 7 de Abril e Serra Macaense, com o total de 11 times.

Regras

Serão 12 rodadas com todos jogando contra todos do outro grupo, sendo que um time do Grupo A sempre folgará na rodada, uma vez que uma chave tem número par de clubes e, a outra, ímpar. Após a disputa da primeira fase, avançam para as quartas de final as oito equipes melhor classificadas, sendo quatro de cada grupo.

O cruzamento olímpico será definido da seguinte forma: 1º Grupo A x 4º Grupo A, 1º Grupo B x 4º Grupo B, 2º Grupo A x 3º Grupo A e 2º Grupo B x 3º Grupo B. Nesta fase serão dois jogos de mata-mata, com os dois primeiros colocados de cada chave tendo vantagem no placar agregado e decidindo em casa.

Para as semifinais, os times seguem enfrentando adversários do mesmo grupo, também em dois jogos de mata-mata, com as equipes mais bem classificadas na primeira fase tendo a vantagem do placar agregado e de jogar a segunda partida em casa.

A tabela do Friburguense

04/jul - Sáb - Paduano x Friburguense

11/jul - Sáb - Friburguense x America

18/jul - Sáb - Nova Cidade x Friburguense

25/jul - Sáb - Friburguense x Audax Rio

01/ago - Sáb - Campo Grande x Friburguense

08/ago - Sáb - Friburguense x Cabofriense

15/ago - Sáb - Niteroiense x Friburguense

22/ago - Sáb - Friburguense x Araruama

 

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    Frizão ainda faz boa campanha neste início, apesar dos tropeços no Eduardo Guinle (Divulgação / Friburguense)

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    Tricolor viaja para novos desafios fora de casa neste fim de semana (Divulgação / Friburguense)

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Cabeça erguida

sexta-feira, 03 de julho de 2026
por Paula Farsoun

Abaixe o dedo e não abaixe a cabeça. Guardemos em bom lugar nossos dedos apontados para os outros. Mania essa nossa de julgarmos a tudo e a todos o tempo todo. Não nos ensinaram que não devemos julgar, levantar falsos testemunhos? Não aprendemos a lição? Diz a lenda que se apontarmos os dedos para as estrelas, nascerá verruga em suas pontas. Já ouviram antes? Vai ver essa era uma daquelas histórias dos antigos para ensinar de alguma maneira que devemos tratar os outros com humildade e principalmente respeito.

Abaixe o dedo e não abaixe a cabeça. Guardemos em bom lugar nossos dedos apontados para os outros. Mania essa nossa de julgarmos a tudo e a todos o tempo todo. Não nos ensinaram que não devemos julgar, levantar falsos testemunhos? Não aprendemos a lição? Diz a lenda que se apontarmos os dedos para as estrelas, nascerá verruga em suas pontas. Já ouviram antes? Vai ver essa era uma daquelas histórias dos antigos para ensinar de alguma maneira que devemos tratar os outros com humildade e principalmente respeito.

Os dedos apontados abrem alas para o tom imponente, para o ar inquisidor, para o olhar repressivo e a mente julgadora. São essas as nossas “verrugas” de comportamento que deveriam ser repensadas.

Desconheço qualquer pessoa que sinta contentamento e prazer de conviver com quem tem essa sombra do tal “dedo estendido” em suas ações. Eu, pelo menos, acho um tanto desagradável o convívio com os julgadores de plantão, com os cobradores de comportamento.

Gostaria inclusive de processar uma resposta padrão que saísse automaticamente e corajosamente de cunho informativo para dizer que “não estão na minha pele”. É tão mais fácil julgar o outro e cobrar dele um comportamento compatível com os pensamentos e convicções que não lhe pertencem. Tão mais cômodo enrijecer o tom, reclamar, falar mal, fazer chantagens de cunho emocional, medir a postura alheia com a sua régua. Mas isso não é legal, devo dizer.

Esses dedos levantados pela sociedade constantemente e incessantemente podem fazer mal. Principalmente a quem os levanta. Sinto vontade de dizer: descansem as mãos, relaxem as mentes, cuidem de fazer a sua parte e respeitem as escolhas alheias que não fazem mal a ninguém. E mais, cabeças erguidas. Essas sim, levantadas. Os olhos precisam miras adiante, vislumbrar o horizonte. Cabeças ao alto. Não por soberba nem tampouco por superioridade. Mas por autoestima, por respeito às individualidades, por honra. E se tiverem que se abaixar, que seja pela nobreza da humildade e não por medo das cobranças externas e do julgamento alheio. 

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Mistura de sentimentos

quinta-feira, 02 de julho de 2026
por Cesar Vasconcellos

Na vida de qualquer um de nós existem momentos alegres e tristes, agradáveis e desagradáveis, de medo e de confiança. Isso é normal. Não existe nenhuma pessoa que viva só com sentimentos agradáveis o tempo todo.

Saúde mental tem muito que ver com aprendermos a lidar com emoções difíceis de forma equilibrada. É um aprendizado que não termina. Ninguém se forma nisso. E esse aprendizado depende primeiro de você querer obtê-lo, em vez de pensar e concluir que não tem jeito, que não pode mudar para melhor, ou que tem alguns defeitos de comportamento por culpa dos outros.

Na vida de qualquer um de nós existem momentos alegres e tristes, agradáveis e desagradáveis, de medo e de confiança. Isso é normal. Não existe nenhuma pessoa que viva só com sentimentos agradáveis o tempo todo.

Saúde mental tem muito que ver com aprendermos a lidar com emoções difíceis de forma equilibrada. É um aprendizado que não termina. Ninguém se forma nisso. E esse aprendizado depende primeiro de você querer obtê-lo, em vez de pensar e concluir que não tem jeito, que não pode mudar para melhor, ou que tem alguns defeitos de comportamento por culpa dos outros.

Recebemos por herança genética características físicas e mentais de nossos pais biológicos. E somos influenciados poderosamente pela qualidade da dinâmica da família de origem onde crescemos. Mas genética influi em média 45% do que nos tornamos como pessoa. O restante é aprendido, copiado do pai e da mãe ou de pessoas mais influentes na sua vida ao longo dos primeiros anos da infância. O restante depende da presença ou ausência de harmonia, respeito, disciplina saudável e afeto na sua infância em sua família.

Além da genética, da epigenética (fatores que afetam a expressão genética), da personalidade dos pais ou cuidadores da criança, do tipo de funcionamento da família onde crescemos, existe a sensibilidade da criança, tudo isso junto contribuindo para a construção da personalidade.

Crianças mais sensíveis, mais vulneráveis emocionalmente, podem sofrer mais num ambiente familiar traumático, onde existe abuso verbal, físico, sexual, emocional. Crianças mais resistentes, menos sensíveis, sabem se proteger melhor.

Então, não se angustie, não desista de lutar e da vida por experimentar uma mistura de sentimentos, num momento sentindo bem estar, em outro tendo tristeza, num dia experimentando angústia e em outro serenidade. Tenha paciência consigo mesmo. Lembre-se e diga para si mesmo que o que é bom, do que a gente sente, passa. Mas o que é ruim, também passa.

Tenha paciência nos dias mais difíceis. Se ocupe com algo útil. Pratique exercício físico ao ar livre de preferência. Ore mais. Coma menos. Beba mais água pura nos intervalos das refeições. Visite alguém que precisa de ajuda ou telefone para ela e converse. Não foque na sua dor. Desvie o foco de si para alguma tarefa construtiva. Relembre o que tem acontecido de bom em sua vida nos últimos dois ou três anos e seja grato por isso.

Precisa perdoar alguém? Perdoe em sua mente e com a pessoa. Precisa fazer reparação a alguém que você machucou ou deve algo e que ao fazer a reparação não prejudicará ninguém? Faça. Precisa perdoar a si mesmo? Perdoe. Precisa expressar palavras de carinho para alguém com quem tem um relacionamento ético? Expresse.

Evite gastar muito tempo em redes sociais e use melhor seu tempo na busca de crescimento emocional e espiritual. Concentre-se no que você tem e não no que não tem. Pense: “O que posso fazer para abençoar hoje a vida de alguém?” E abençoe, podendo ser dando algum dinheiro, uma peça de roupa, alimento, palavras de consolo. Tudo isso ajuda a lidar com os momentos mais difíceis que todos temos aqui e ali na vida.

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Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
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Exercícios em alta

quinta-feira, 02 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Proporção de adultos ativos no tempo livre sobe para 49% no Brasil

 A necessidade permanente da atividade física reforça o cenário de transformação no comportamento do brasileiro. Dados do Ministério da Saúde mostram que a prática de atividade física no Brasil vem crescendo de forma consistente. Entre 2009 e 2023, por exemplo, a proporção de adultos que atingem o nível recomendado no tempo livre passou de cerca de 33% para 49%. O movimento consolida uma nova relação com a rotina de exercícios.

Proporção de adultos ativos no tempo livre sobe para 49% no Brasil

 A necessidade permanente da atividade física reforça o cenário de transformação no comportamento do brasileiro. Dados do Ministério da Saúde mostram que a prática de atividade física no Brasil vem crescendo de forma consistente. Entre 2009 e 2023, por exemplo, a proporção de adultos que atingem o nível recomendado no tempo livre passou de cerca de 33% para 49%. O movimento consolida uma nova relação com a rotina de exercícios.

Ao mesmo tempo, esse avanço traz o desafio de manter a regularidade dos treinos ao longo do tempo, algo que depende de cuidados adequados com o corpo. Nesse contexto, a recuperação muscular passa a ganhar relevância como parte essencial da rotina. Essa tendência é confirmada pela pesquisa “Adequa Brasil: reflexões da atividade física em nosso país”, do Instituto Locomotiva em parceria com uma empresa farmacêutica.

O estudo mostra que 71% das pessoas das classes A e B praticam alguma atividade física, enquanto apenas 7% o fazem por estética ou controle de peso. A maioria se exercita por saúde geral (36%), bem-estar (27%) e preparo para o envelhecimento (12%), reforçando o exercício como parte do autocuidado.

Com mais pessoas ativas, surge também um ponto de atenção: a dificuldade de sustentar essa rotina de forma consistente. Nesse cenário, a recuperação muscular deixa de ser um aspecto secundário e passa a desempenhar papel central na continuidade dos treinos.

Evidências científicas mostram que o exercício físico, especialmente quando intenso ou frequente, pode provocar microlesões nas fibras musculares, inflamação e aumento da fadiga, impactando diretamente o desempenho e o tempo de recuperação do organismo.

A ausência desse cuidado pode levar ao acúmulo de fadiga, maior risco de lesões e redução da capacidade funcional, além de intervalos mais longos entre as atividades, comprometendo a evolução e a adesão à prática.

Prevenção a doenças

De acordo com o Ministério da Saúde, a prática regular de atividade física está associada à prevenção de doenças crônicas, melhora da capacidade funcional e promoção do bem-estar mental. Para que esses benefícios se mantenham ao longo do tempo, é fundamental equilibrar estímulo e recuperação.

Nesse processo, a nutrição assume papel central, ao contribuir para a reposição de energia e a reparação muscular após o exercício. Aliada à hidratação e ao descanso, ela ajuda o organismo a se adaptar ao esforço físico e sustentar a regularidade dos treinos.

Com o aumento da frequência dos exercícios, cresce também a busca por estratégias que apoiem a recuperação energética e o equilíbrio do organismo após o esforço físico. Alimentação adequada, hidratação e descanso deixam de ser coadjuvantes e passam a desempenhar papel central na recuperação. Diretrizes em medicina esportiva apontam que o período pós-treino é determinante para a adaptação do corpo e a continuidade da prática.

Nesse contexto, aumenta a procura por alternativas que possam complementar o suporte à recuperação pós-exercício, especialmente aquelas baseadas em ingredientes de origem natural. A literatura científica tem avançado na investigação de compostos com potencial antioxidante e papel no metabolismo energético, associados à recuperação do organismo após o esforço físico.

Esse cenário se reflete também no comportamento dos praticantes: segundo o Instituto Locomotiva, 60% utilizam vitaminas ou suplementos regularmente, enquanto 63% demonstram preferência por opções com ingredientes naturais.

Foto da galeria
Prática regular de atividade física está associada à prevenção a diversos benefícios já comprovados (Foto: Divulgação / Arquivo)
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A amizade que une uma turma de médicos, por mais de 50 anos

quarta-feira, 01 de julho de 2026
por Max Wolosker

Com o título “Amizade, um bem que não tem preço”, a minha coluna de 3 de junho tocou num tema que é muito importante para nós humanos, numa época em que as pessoas começam a viver isoladas, em função da internet, violência urbana e redes sociais. Nada substitui o falar com o olho no olho, o contato interpessoal, a troca de ideias com aqueles que convivemos, principalmente, quando isso acontece com pessoas que se conhecem há muito tempo.

Com o título “Amizade, um bem que não tem preço”, a minha coluna de 3 de junho tocou num tema que é muito importante para nós humanos, numa época em que as pessoas começam a viver isoladas, em função da internet, violência urbana e redes sociais. Nada substitui o falar com o olho no olho, o contato interpessoal, a troca de ideias com aqueles que convivemos, principalmente, quando isso acontece com pessoas que se conhecem há muito tempo. A amizade não tem preço e o seu cultivo é uma forma de crescimento entre nós, uma forma de convívio que as une e as tornam mais felizes e com mais vontade de viver.

Foi assim, que de 25 a 28 de junho, a turma de junho de 1974 da faculdade de medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense) festejou mais um ano de formada, o seu 52º aniversário, em Penedo, no sul fluminense. Éramos ao todo 16 pessoas, entre colegas e familiares, que conseguiram uma interação muito grande, já que do café da manhã até o jantar todos estavam juntos conversando, relembrando os bons e maus momentos dos anos passados nos bancos escolares, daquele contato diário que a faculdade propicia aos que se dedicam a estudar e da vida profissional.

No sábado, esse grupo ficou um pouco maior, num churrasco de confraternização, com a presença dos filhos e da nora do colega Aluísio, que é de Resende, e lá desenvolveu sua vida profissional, desde a formatura. Como a turma, como um todo, tinha representantes de várias cidades do Brasil. Dessa vez tínhamos representantes de várias cidades do estado, um de Macaé, um de Niterói, um de Nova Friburgo, um de Resende, um do Rio de Janeiro, com direito a um de Indaiatuba, interior de São Paulo. Tivemos até um estrangeiro, já que o concunhado do nosso colega Rogério nasceu em Bruxelas, na Bélgica.

Claro que a tendência é o número de participantes diminuir, em função da idade que vai chegando, já que partindo-se do princípio que o mais novo a entrar na faculdade contasse com 17 anos, naquele longínquo 1969, hoje ele estaria com 75 anos. Além disso, a saúde nessa faixa etária começa a cobrar seu preço e, nem todos se sentem ainda, em condições de fazer viagens mais longas de carro. Outros, que moram em estados mais longínquos que o eixo Rio-São Paulo, ainda teriam que encarar uma viagem de avião para, então, seguir para o local escolhido para o encontro. É claro que sendo numa cidade à beira da estrada Presidente Dutra, isso facilita a vida dos que moram nos estados do Rio e São Paulo, mas mais complicado para aqueles que residem em Minas Gerais, Espírito Santo ou outros estados.

Talvez, também, o fato desses encontros tornarem-se anuais dificulte, um pouco, a presença de um maior número de colegas. Outro aspecto a ser levado em consideração é que muitos já têm viagens programadas e, por mais que se marquem encontros com antecedência, muitas vezes fica difícil conciliar as datas. No entanto, como reunir os amigos é o que importa, que continuemos a nos encontrar, pois o resultado final é sempre muito bom.

Mas, o saldo será sempre positivo, quando se consegue juntar um número suficiente de amigos e se promover uma confraternização como a que ocorreu nesse último fim de semana de junho. Afinal, passamos juntos seis anos na faculdade e nesses longos 52 anos pós formatura, nunca deixamos de nos encontrar; a princípio a cada cinco anos e, posteriormente, de dois em dois anos. Não crescemos juntos, no sentido estrito da palavra, mas envelhecemos juntos e hoje, estamos todos na faixa dos 70 e, alguns, passando dos 80 anos, por terem começado a faculdade com mais idade.

No entanto, se a vida obrigou cada um a seguir seu rumo, numa determinada data um bom número se reencontra e todos voltamos a ser os jovens que um dia fomos. As lembranças daquela época, as risadas de hoje e as brincadeiras e apelidos que ainda perduram, formam o assoalho de uma amizade que se fortaleceu com o tempo e que só terminará à medida que formos fechando os olhos e nos despedindo da vida.

Temos uma colega, Chininha, que está acamada, lutando por sua vida e que só não esteve presente em função de sua doença. Que todos nós, da turma de junho de 1974, da UFF, façamos sempre que pudermos, uma oração pelo seu pronto restabelecimento e que ano que vem, se Deus assim o desejar, ela possa participar de mais uma reunião da nossa turma, afinal ela é uma das mais animadas.

Um agradecimento especial ao Aluísio e ao Rogério que ajudaram muito no preparo e realização da nossa festa. Não posso deixar de assinalar que o Aluísio brindou os participantes com um copo térmico, “Penedo-Itatiaia, 2026, Encontro Medicina UFF, 1974. E ao nosso mestre cuca (Rogério) pelo arroz de carreteiro, nesse caso com as sobras do churrasco, no jantar que fechou com chave de ouro o nosso sábado. Domingo pela manhã, ainda deu tempo de tomarmos o café da manhã juntos, antes de cada um voltar para casa. 

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Na história

quarta-feira, 01 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Sancionada Lei Geral da Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil  

Foi sancionada pelo Governo Federal a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina da Fifa, que será realizada no Brasil em 2027, marco legal que estabelece as condições necessárias para a realização da principal competição esportiva feminina do planeta.

A elaboração foi amplamente debatida com os ministérios envolvidos, a CBF, a Fifa, instituições parceiras e o Congresso Nacional, refletindo um processo de diálogo e construção coletiva.

Sancionada Lei Geral da Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil  

Foi sancionada pelo Governo Federal a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina da Fifa, que será realizada no Brasil em 2027, marco legal que estabelece as condições necessárias para a realização da principal competição esportiva feminina do planeta.

A elaboração foi amplamente debatida com os ministérios envolvidos, a CBF, a Fifa, instituições parceiras e o Congresso Nacional, refletindo um processo de diálogo e construção coletiva.

Para o Ministério do Esporte, a sanção representa mais do que uma etapa dos preparativos para a competição. O momento marca o início de uma nova fase de construção dos impactos que o país pretende deixar a partir da realização do torneio.

“A sanção da Lei Geral da Copa marca uma nova etapa dos preparativos do Brasil para receber a principal competição esportiva feminina do planeta. Nosso compromisso é garantir que os benefícios da Copa permaneçam no país muito depois do apito final, é garantir o legado social e esportivo que estamos construindo”, afirmou o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro.

Regras específicas

A Lei Geral da Copa estabelece mecanismos necessários para a realização do torneio, incluindo medidas relacionadas à organização operacional do evento, proteção de marcas, credenciamento, recepção de delegações e demais garantias exigidas para competições internacionais dessa magnitude.

A Lei também assegura a aplicação, durante o torneio, dos benefícios de meia-entrada previstos na legislação brasileira vigente, com o objetivo de ampliar o acesso da população às partidas e promover a inclusão de diferentes públicos no evento.

“Temos convicção de que esse propósito é compartilhado pela Fifa e pela CBF. Por isso, concentraremos esforços para mobilizar o país em torno da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027, criando condições que estimulem a presença de torcedores nos estádios e fortaleçam o engajamento da sociedade com a competição”, acrescentou o Ministro.

“O maior resultado da Copa não estará apenas nos estádios. Estará nas oportunidades criadas para milhões de meninas e mulheres brasileiras. Queremos que a realização do torneio contribua para fortalecer o esporte feminino, ampliar espaços de liderança e inspirar novas gerações”, acrescentou o ministro.

A realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 está alinhada a uma estratégia mais ampla do Governo Federal de utilizar o esporte como instrumento de inclusão, desenvolvimento e transformação social. Nesse contexto, o torneio dialoga com agendas prioritárias como a promoção da igualdade de oportunidades, o fortalecimento da participação feminina em espaços de liderança, a ampliação do acesso ao esporte e a prevenção da violência contra as mulheres.

O legado da competição

Para a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027, Juliana Agatte, o legado da competição começa a ser construído antes mesmo do início dos jogos.

“A Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 é uma oportunidade histórica para ampliar espaços de liderança para mulheres dentro e fora do esporte. O legado da Copa começa antes da bola rolar e será construído a partir das oportunidades que conseguirmos criar para meninas e mulheres em todo o país”, destacou.

Entre os resultados esperados estão o fortalecimento do futebol feminino, a ampliação da participação de mulheres em funções técnicas e de gestão esportiva, o estímulo à prática esportiva entre meninas e a valorização da trajetória das pioneiras que ajudaram a construir a história da modalidade no Brasil. A expectativa do Governo Federal é que a Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 deixe impactos permanentes para além do período de realização da competição.

“O Brasil foi escolhido para sediar a Copa. Agora queremos ser reconhecidos pelos impactos positivos que deixaremos para as próximas gerações. A Copa será disputada durante um mês. Os benefícios que queremos construir devem durar décadas”, concluiu o ministro Paulo Henrique. Agora os estados e municípios devem replicar em suas instâncias legislativas a publicação da lei do evento.

 

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Porém, ainda é o Brasil...

Vitória sobre o Japão no mata-mata classifica a Seleção para as oitavas de final

 “O Brasil não é mais o mesmo”. E o atacante do Japão Kento Shiogai tem lá certa razão na sua fala. Porque o mundo não é mais o mesmo. Já foi o tempo em que existia um abismo entre o Brasil e o Japão. Entre a eliminada Alemanha e o classificado Paraguai. Entre o Marrocos, semifinalista do último Mundial, e a Holanda, eliminada pelos marroquinos nesta edição. Entre as melhores e as medianas seleções.

E, por um lado, o Brasil não deverá ser mais o mesmo, de fato. Porque a era dos grandes esquadrões que vestiram a camisa verde e amarela passou. Já se foi o tempo em que alguma Seleção entrava em campo numa Copa e a expectativa era saber o tamanho da goleada. É algo cada vez mais raro. Agora se faz necessário formar um time. Uma identidade. O Brasil que enfrentou o Japão não é mais o mesmo que iniciou a Copa do Mundo. Na escalação e no desempenho.

Longe de ser brilhante e impecável. Aliás, pecamos bastante ao conceder aos japoneses o contra ataque que tanto aguardavam, a partir de um erro de passe no meio-campo, tornando mais confortável do que nunca a sua linha de cinco. O seu bloco baixo. Como também era baixa a criatividade de um Brasil que se limitava a cruzar a bola na grande área. Sem dar ritmo ao jogo, sem incomodar o adversário. Pobre nas ideias, preso a uma marcação bem organizada.

Faltava o diferente. E coube ao criticado Casemiro colocar no fundo das redes o precioso cruzamento de Gabriel Magalhães. Marcar cansa mais do que propor, e o Japão sentiu. O Brasil igualmente sentiu que dava para buscar a virada. Que poderia ter vindo na genialidade de Vini Jr., que parou em Suziki e depois na trave. Ou em uma das tantas bolas cruzadas à grande área, com direito a uma delas salva em cima da linha.

Mas a solução para tirar o grito de gol e garantir a celebração pela vaga veio do banco. Dos pés de Martinelli, a escolha de Ancelotti que poucos fariam. Do acerto, já de outros jogos, em aproximar Bruno Guimarães da grande área, o responsável por achar o autor do tento que carimbou a classificação para as oitavas de final. O técnico italiano tem estrela.

O Brasil pode não ser mais o mesmo, e por um lado, é preciso reconhecer. Contudo, em qualquer dos lados, ainda que não seja o mesmo, sempre será o Brasil. Do talento, da camisa pesada. O das cinco estrelas. Que segue seu caminho na busca pela sexta.

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Primeira seleção feminina brasileira aquece antes de partida no Torneio Experimental da Fifa (1988), na China (Foto: Acervo Museu do Futebol/Divulgação)
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O autoperdão

quarta-feira, 01 de julho de 2026
por Camilla Fiorito

Caminhamos. Durante a nossa trajetória percorremos caminhos curtos, longos, sinuosos, livres, mas carregamos na nossa bagagem um peso invisível que não é visto ou percebido pelo outro. Pedras e mais pedras vão compondo um peso colhido muitas vezes no passado e trazido para o presente como um grande remorso que rodeia e permeia o nosso interior. 

A autocrítica chega, o caminhar fica pesado como se correntes de ferro puxassem o tempo todo o nosso corpo para baixo, onde sequer conseguimos ficar de pé naturalmente. O apoio é inegociável.

Caminhamos. Durante a nossa trajetória percorremos caminhos curtos, longos, sinuosos, livres, mas carregamos na nossa bagagem um peso invisível que não é visto ou percebido pelo outro. Pedras e mais pedras vão compondo um peso colhido muitas vezes no passado e trazido para o presente como um grande remorso que rodeia e permeia o nosso interior. 

A autocrítica chega, o caminhar fica pesado como se correntes de ferro puxassem o tempo todo o nosso corpo para baixo, onde sequer conseguimos ficar de pé naturalmente. O apoio é inegociável.

Mergulhamos em um abismo sem fim, como em um oceano escuro, sem conseguir ver qual direção seguir. Paralisamos. A culpa chega e nos deixa imersos, presos em um grande naufrágio. O perdão fica esquecido.

Perdoar dói. Mexe em uma ferida aberta que não cicatriza ou custa a cicatrizar. Embola sentimentos como em uma grande montanha-russa, em um looping que parece não acabar. 

Perdoar não é esquecer ou invalidar e, muito menos, não reconhecer, assim como não nos condiciona a trazer de volta uma reconciliação com quem perdoamos. Não é passar uma borracha e apagar o que vivemos, mas é seguir em frente, transformando cada passo em aprendizado. É ressignificar e não mais colocar a sujeira para debaixo do tapete.

Perdoar. Se perdoar.

Lembro das minhas escolhas, de quando eu era uma navegante iniciante nessa vida turbulenta. Somente na vida adulta, estudando e estudando, durante as minhas formações, percebi que algo precisava ficar mais leve. 

Trazer o autoperdão para si é quebrar a rigidez e lembrar que somos moldáveis, falíveis. E, quando soltamos as correntes da autocrítica, o alívio chega. Vem de mansinho preenchendo o peito e o ser de uma forma inigualável, trazendo conforto e paz. 

Quando nos perdoamos, não deixamos de lado a nossa história vivida com nossos erros, acertos e escolhas que hoje não teríamos. É uma decisão de não deixar o passado tomar conta de quem somos agora. É seguir de cabeça erguida, com aquilo que foi aprendido e reescrever uma nova história. 

O autoperdão é despertar o sol e deixar a névoa para trás. É buscar a evolução pessoal permitindo que, finalmente, possamos seguir leves e inteiros.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Pedro e Paulo: construtores de unidade

terça-feira, 30 de junho de 2026
por Vatican News

"Rezemos a São Pedro e São Paulo, para que nos apoiem no caminho da comunhão, seguindo as pegadas do Salvador." Este foi o auspício formulado pelo Papa Leão XIV, ao presidir à celebração eucarística na Solenidade dos santos padroeiros da cidade e da diocese Roma, no último domingo, 28. Como recordou o Pontífice, "neles veneramos duas colunas da Igreja". 

"Rezemos a São Pedro e São Paulo, para que nos apoiem no caminho da comunhão, seguindo as pegadas do Salvador." Este foi o auspício formulado pelo Papa Leão XIV, ao presidir à celebração eucarística na Solenidade dos santos padroeiros da cidade e da diocese Roma, no último domingo, 28. Como recordou o Pontífice, "neles veneramos duas colunas da Igreja". 

Esta cerimônia é repleta de particularidades. Uma delas é a tradicional presença de uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. A Santa Sé retribui este gesto fraterno enviando, por sua vez, um representante para a Festa de Santo André, em 30 de novembro, padroeiro da Igreja de Constantinopla. Com efeito, o Pontífice e o Metropolita de Calcedônia, Sua Eminência Emmanuel, enviado de Sua Santidade Bartolomeu, rezam diante dos restos mortais de Pedro, guardados sob o altar principal da Basílica Vaticana.

O Papa se detém em oração também diante da imagem de bronze de São Pedro, que se encontra na nave principal, à direita do altar principal e do baldaquino de Bernini. Nesta ocasião, a imagem é revestida de um manto vermelho. Outro símbolo característico é o grande cesto colocado na entrada da Basílica Vaticana, em referência à expressão "pescador de homens". 

Podemos ser apóstolos e construtores de unidade

Já em sua homilia, Leão XIV se deteve nas características mais marcantes dos dois santos. Pedro, guardião do povo de Deus, aparece muitas vezes no Novo Testamento empenhado em conservar a comunhão entre os irmãos. Esta grandeza de espírito, observou o papa, não significa que Pedro seja perfeito. Durante a Paixão, nega o Mestre, para depois chorar lágrimas sinceras de arrependimento. Porém, sabe reconhecer os seus erros e arrepender-se.

Esta solicitude fiel e paciente pela unidade está representada no símbolo das chaves, com o qual é identificado. Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre e fecha-as de acordo com a situação. Da mesma forma, comparou o papa, "a comunhão na Igreja não se constrói endurecendo nas próprias posições, mas procurando, no coração de todos, os pontos de encontro na Verdade, à luz da qual cada um se torna, para o outro, instrumento de crescimento".

Assim, o exemplo de Pedro é também um convite a cada cristão se tornar construtor de unidade, colocando Deus no centro da sua existência. Este é também o ensinamento de Paulo, que o Santo Padre definiu como "incansável anunciador da Boa Nova". Os seus símbolos distintivos são o livro e a espada, estreitamente unidos entre si. O Apóstolo dos gentios deixou-se transformar pelo poder da Palavra de Deus, que o tirou à violência para o conduzir pelo caminho do amor.

"Caríssimos, hoje para nós é importante olhar para estes dois santos – Pedro e Paulo – a fim de compreender como, no que nos diz respeito, podemos ser apóstolos e construtores de unidade, servos generosos da verdade na caridade", exortou o Papa.

Tomar sobre os próprios ombros os irmãos

É com este espírito que se realiza o antigo e sugestivo rito da entrega dos pálios aos arcebispos metropolitas. Estas faixas de lã branca embelezadas com cruzes, explicou, expressam na verdade o compromisso de cada pastor – mas também de cada cristão – "de tomar sobre os próprios ombros os irmãos e irmãs que lhe são confiados e de sacrificar por eles forças, tempo, canseiras e até mesmo a vida, para que o Evangelho chegue a todos e o mundo inteiro encontre nele harmonia e concórdia".

Após saudar os membros da Delegação ecumênica, o pontífice concluiu: "Rezemos a São Pedro e São Paulo, para que nos apoiem no caminho da comunhão, seguindo as pegadas do Salvador. É a via que Ele traçou, pela qual intercedeu ao Pai na Última Ceia, a meta que nos ensinou a ansiar com esperança confiante".

A cerimônia prosseguiu com a bênção e imposição do pálio aos novos arcebispos metropolitanos. Eram 35 no total, dos quais quatro do Brasil. São eles: Dom Júlio Endi Akamine, arcebispo de Belém-PA; Dom José Roberto Fortes Palau, arcebispo de Sorocaba-SP; Dom Marco Aurélio Gubiotti, arcebispo de Juiz de Fora-MG e Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida-SP.

Fonte: Vatican News

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Hans Christian Andersen

terça-feira, 30 de junho de 2026
por Tereza Malcher

Em 1805, na Europa Setentrional, início do século XIX, na Dinamarca, em Odense, nasceu um dos maiores escritores de literatura infantil, Hans Christian Andersen, no dia 2 de abril. Dia em que é comemorado, em sua homenagem, o Dia Internacional da Literatura Infantil. Como também, recebe seu nome, o Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o “Nobel” da literatura infantil.

Em 1805, na Europa Setentrional, início do século XIX, na Dinamarca, em Odense, nasceu um dos maiores escritores de literatura infantil, Hans Christian Andersen, no dia 2 de abril. Dia em que é comemorado, em sua homenagem, o Dia Internacional da Literatura Infantil. Como também, recebe seu nome, o Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o “Nobel” da literatura infantil.

Andersen foi um escritor prolífero em diferentes estilos literários. Foi autor de poemas, peças de teatro, romances, poemas e relatos de viagens. Porém conquistou o universo infantil com os contos de fadas, que até hoje encantam a infância de gerações e lugares do mundo, inclusive a nossa e a de nossos filhos. Seus contos foram traduzidos para mais de 100 idiomas, adaptados para o teatro, cinema, desenhos animados e histórias em quadrinhos. Em livros, suas histórias foram editadas individualmente e reunidas em coletâneas.

Com uma produção literária infantil essencialmente criativa, seus textos refletem suas emoções, história de vida e visão de mundo. Ele não compilou, ou seja, não reescreveu os contos populares com bases na linguagem infantil, como fizeram os Irmãos Grimm e tantos autores. Ele se inspirou neles, como “A Roupa Nova do Rei”. Suas histórias fazem profundas reflexões sobre a existência humana ao abordar as adversidades do viver, como em “A Pequena Vendedora de Fósforos”.

Sua obra no âmbito da Literatura Infantil tem atualidade, devendo ser lida e refletida por crianças, jovens e adultos. “O Patinho Feio” é um texto autobiográfico em que ele retrata as dificuldades que passou, quando criança, por ser feio, desajeitado e sofrer bullying. O personagem atravessa várias etapas de num processo de autodescoberta, tema relevante em todas as fases da vida.

A história nos remete à importância da construção da identidade individual. O ver-se, o descobrir-se, o reconhecer-se e o aceitar-se são atos que trazem toda a complexidade de a pessoa olhar para si mesma. O eu, que a pessoa vivencia e observa, encara ela mesma e os outros que coexistem dentro dela. Fernando Pessoa escreveu, através de um dos seus heterônimos em o “Livro do Desassossego”, “a vida que se vive é menos real do que a que se pensa e se escreve”. O Patinho Feio cresceu e descobriu que era, na verdade, um cisne, o mais belo do seu bando. Foi o que de fato aconteceu com Hans Cristian Andersen.

A obra também trata das diferenças individuais que precisam ser refletidas a partir da aceitação e do respeito. Ou seja, as expectativas pessoais relacionadas à culpa e aos desejos, realizados ou não, não devem distorcer a percepção que cada um tem de si, posto que há uma distância entre a forma como alguém se percebe e a sua essência real. É uma obra que motivou vários estudos a respeito da autoaceitação, como a do austríaco Bruno Bettelheim, autor da “Psicanálise dos Contos de Fadas”, que aponta como o “O Patinho Feio” ajuda a criança a lidar com sentimentos de rejeição, com dificuldades inerentes ao crescimento pessoal e com o desenvolvimento dos potenciais existentes.

Já a psicóloga americana Clarissa Pinkola Estés ressalta como a jornada de isolamento é importante para que a pessoa possa conhecer a si mesma, descobrir identidades com pessoas e grupos e não se submeter às pressões sociais.

Sob o ponto de vista educacional, o conto é utilizado nas escolas durante o tratamento do bullying, das relações conflituosas nos grupos de alunos em que haja rejeição e as dores emocionais que causam. As rejeições não podem definir o ser de uma pessoa, o que, infelizmente, acontece quando não se trata.

Outros estudos evidenciam a persistência e a resiliência do protagonista que, mesmo exposto à crueldade, continua sua busca por um lugar onde seja acolhido e respeitado. Inclusive, a Psicologia Clínica descreve a Síndrome do Patinho Feio para definir a sensação de inadequação, estranheza e não pertencimento, sentimentos que interferem nos processos de desenvolvimento da autoestima.

Em cada obra, Andersen cria mundos íntegros e genuínos, enriquecidos com mensagens sociais, psicológicas, filosóficas e éticas. Seus contos têm finais a serem refletidos e não há a ideia de “foram felizes para sempre”.  Possivelmente esse modo de conduzir um conto ao seu final tenha lhe permitido conquistar o lugar que ocupa na literatura mundial. A espiritualidade, a transformação interior e a imortalidade são desfechos sábios e reais.

Ler Hans Cristian Andersen é um presente que o leitor dá a si mesmo, independentemente da sua idade. E como é prazeroso ler para crianças, sentar-se na cama de um filho ou neto, antes de dormir, para ler, conversar e acolher.  

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